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DIREITO DO CONSUMIDOR
PRESSUPOSTOS FUNDAMENTAIS. RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO. PRINCÍPIOS. DIREITOS. RESPONSABILIDADE CIVIL. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. PROTEÇÃO CONTRATUAL. SANÇÕES ADMINISTRATIVAS. INFRAÇÕES PENAIS. DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO. SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR. CONVENÇÃO COLETIVA DE CONSUMO
LEI 14.181/2021: CONSIDERAÇÕES GERAIS
Prof. Danielle Spencer
DIREITO DO CONSUMIDOR
1.RELAÇÃO JURÍDICA DE CONSUMO (ARTS. 2º, 3º, 17, 29 E 81 CDC)
Estrutura: C – P/S - F 
Características: bilateral
 impessoal
 dinâmica
 principiológica
Objetivo: microssistema => harmonia 
Prof. Danielle Spencer
DIREITO DO CONSUMIDOR
A)CONSUMIDOR
Espécies: Individual (art.2º caput)
 obs: Destinatário Final: Teorias Finalista, Maximalista e Mista => STJ
 Coletivo (art. 2°, parágrafo único c/c 81, 17 e 29) 
Prof. Danielle Spencer
DIREITO DO CONSUMIDOR
B) FORNECEDOR (art. 3º, caput)
Gênero
Espécie 
Obs: Atividade: qual? como? 
C)PRODUTO E SERVIÇO (art. 3º, §§1º e 2º)
Bem
Remuneração
OBS: durável e não-durável – art. 26
Prof. Danielle Spencer
DIREITO DO CONSUMIDOR
LEI 14.181/2021: CONSIDERAÇÕES GERAIS
 
Prof. Danielle Spencer
OBJETIVO
IMPORTÂNCIA
CONCEITO DE SUPERENDIVIDAMENTO
PROMOVER A COMPOSIÇÃO E FACILITAR A CONCILIAÇÃO ENTRE AS PARTES, DE FORMA MAIS CÉLERE COM SOLUÇÕES MAIS ACERTIVAS, UMA VEZ QUE SÃO ADOTADAS EM CONJUTO.
REORGANIZAÇÃO ECONÔMICA E FINANCEIRA POR MEIO DA CONCILIAÇÃO E DO PODER JUDICIÁRIO, EVITANDO A INSOLVÊNCIA
OCORRE DIANTE DA IMPOSSIBILIDADE MANIFESTA DO CONSUMIDOR, PESSOA NATURAL, DE BOA-FÉ, PAGAR A TOTALIDADE DE SUAS DÍVIDAS DE CONSUMO, VENCIDAS E VINCENDAS, SEM QUE COMPROMETA SEU MÍNIMO EXISTENCIAL
DIREITO DO CONSUMIDOR
LEI 14.181/2021: CONSIDERAÇÕES GERAIS
 
 
Prof. Danielle Spencer
OBSERVAÇÃO
PASSO A PASSO
PARA O CONSUMIDOR EXERCER SEU DIREITO, DEVERÁ NOTIFICAR O FORNECEDOR NA TENTATIVA DE CONCILIAR EXTRAJUDICIALMENTE, SÓ PODENDO FAZER USO DA VIA JUDICIAL, SE TIVER DADO PREFERÊNCIA À COMPOSIÇÃO.
1. TENTATIVA DE CONCILIAÇÃO EXTRAJUDICIAL. 2. APÓS INFRUTÍFERAS TRATATIVAS DE ACORDO, PODERÁ O CONSUMIDOR APRESENTAR AO JUDICIÁRIO UM PLANO DE PAGAMENTO, RELACIONANDO TODAS SUAS DÍVIDAS E FORMA DE PAGÁ0LAS EM ATÉ 5 ANOS, SEM COMPROMETER SEU MÍNIMO EXISTENCIAL, OU SEJA, NÃO PODERÁ ULTRAPASSAR 35% DA SUA RENDA PLANO DE REPACTUAÇÃO DE DÍVIDAS. 3. APOS INSTAURAÇÃO DO PROCESSO, HAVERÁ UMA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS CREDORES-FORNECEDORES, CONSISTINDO NUMA NEGOCIAÇÃO EM BLOCO E REALIZANDO UMA OPERAÇÃO CONJUNTA. 4. SE HOUVER A CONCILIAÇÃO, O ACORDO SERÁ HOMOLOGADO PELO JUÍZO, SUSPENDENDO ATOS EXECUTÓRIOS/EXPROPRIATÓRIOS ATÉ O FINAL DO PAGAMENTO, BEM COMO EXCLUINDO AS RESTRIÇÕES DE CRÉDITO, SOB PENA DE DESCONSTITUIÇÃO DA COMPOSIÇÃO 5. SE NÃO HOUVER CONCILIAÇÃO, O JUIZO ESTABELECERÁ UM PLANO COMPULSÓRIO COM O OBJETIVO DE REVISAR OU REPACTUAR AS DÍVIDAS
DIREITO DO CONSUMIDOR
LEI 14.181/2021: CONSIDERAÇÕES GERAIS
 
 
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VANTAGEM
NEGOCIAÇÃO EM BLOCO (SIMULTANEIDADE)
OBS: ARTS. 4º IX -X, 6º XI-XIII, 51 XVII-XVIII, 54-A/54-G, 104-A/104-C
DIREITO DO CONSUMIDOR
2.PRINCÍPIOS (art. 4º) => Política Nacional das Relações de Consumo (caput)
A) OBJETIVO => PRINCIPIOLÓGICO
B) PILARES DA LEI CONSUMERISTA: DIGNIDADE, SAÚDE E SEGURANÇA
C) ROL EXEMPLIFICATIVO: HARMONIA (ART. 4º, CAPUT, III), VULNERABILIDADE (ECONÔMICA, TÉCNICA, JURÍDICA E INFORMACIONAL (ART. 4º , I), BOA-FÉ OBJETIVA (ART. 4º, III, IV, VI), TRANSPARÊNCIA (ART. 4º, CAPUT, IV), DEVER GOVERNAMENTAL (ART. 4º, II, V, VII), AÇÕES DIRECIONADAS À EDUCAÇÃO FINANCEIRA E AMBIENTAL (IX), TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO SUPERENDIVIDAMENTO (X)
Prof. Danielle Spencer
DIREITO DO CONSUMIDOR – 
3.DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR (ART. 6º)
 
Prof. Danielle Spencer
PRODUTO E SERVIÇO DE QUALIDADE (I)
Crédito responsável, de Educação financeira e de Prevenção e tratamento de situações de Superendividamento (XI)
EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO (II E III)
PROTEÇÃO CONTRATUAL (IV E V)
PREVENÇÃO E REPARAÇÃO DO DANO (VI)
ACESSO À JUSTIÇA (VII)
INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA (VIII)
QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO EM GERAL (X)
Preservação do Mínimo Existencial (XII)
Informação acerca dos preços dos produtos (XIII)
DIREITO DO CONSUMIDOR
4.RESPONSABILIDADE CIVIL NO CDC (ARTS. 12 A 27): NOÇÕES
Conceito
Elementos
FATO X VÍCIO  TEORIA DA QUALIDADE (4º, II, D)
Prof. Danielle Spencer
Profa. Dra. Danielle Spencer
1º IDENTIFICAR SE É VÍCIO (ARTS. 18, 19 E 20)
2º PRAZO PARA O CONSUMIDOR RECLAMAR - (NÃO) DURÁVEL - APARENTE OU OCULTO (ART. 26)
3º RECLAMAR A QUALQUER FORNECEDOR – OBJETIVA E SOLIDÁRIA – PRAZO PARA SANAR (ART. 18§1º)
4º ALTERNATIVAS DO CONSUMIDOR (DIREITOS – ART. 18§1º I A III, ART. 19 I A IV, ART. 20 I A III)
FATO
VÍCIO
RESPONSABILIDADE CIVIL NO CDC
S
(ART. 14)
P
(ARTS. 12 E 13)
P
(ARTS. 18 E 19)
S
(ART. 20)
1º IDENTIFICAR SE É FATO (ARTS. 12, 13 E 14)
2º PRAZO PARA O CONSUMIDOR INGRESSAR COM A AÇÃO - (ART. 27)
3º RECLAMAR AO FORNECEDOR ESPECÍFICO – OBJETIVA E SOLIDÁRIA (ART. 12), OBJETIVA E, REGRA, SUBSIDIÁRIA (ART. 13), SUBJETIVA (ART. 14§4º)
4º EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR (ARTS. 12§3º E 14§3º)
TEORIA DA QUALIDADE: QUALIDADE DESEMPENHO DURABILIDADESEGURANÇA
DIREITO DO CONSUMIDOR
5.PROTEÇÃO CONTRATUAL (art. 30 e segs)
Princípios Contratuais
Oferta e Publicidade (30, 31, 35)
Publicidade Enganosa e Abusiva (37)
Prática Abusiva (39)
Cláusula Abusiva(51)
Prof. Danielle Spencer
 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
DIREITO DO CONSUMIDOR
Prof. Danielle Spencer
CONCEITO
O QUE NÃO PODE SER NEGOCIADO
CARACTERIZAÇÃO
CONSUMIDOR, PESSOA NATURAL E DE BOA-FÉ, QUE CONTRAI DÍVIDAS DE CONSUMO E, UMA VEZ VENCIDAS OU QUE ESTEJAM PARA VENCER, NÃO CONSEGUE ARCAR EM SUA TOTALIDADE, SEM QUE COMPROMETA SEU MÍNIMO EXITENCIAL
A.PESSOA NATURAL; B.BOA-FÉ; C. DÍVIDAS DE CONSUMO (OPERAÇÕES DE CRÉDITO, COMPRAS A PRAZO E SERVIÇOS DE PRESTAÇÃO CONTINUADA; D. VENCIDAS E VINCENDAS; E. IMINÊNCIA DE INSOLVÊNCIA; E. INADIMPLENTE OU NÃO
PRODUTOS E SERVIÇOS DE LUXO, CRÉDITOS HABITACIONAIS/RURAIS, DÍVIDAS FISCAIS E PENSÃO ALIMENTÍCIA
 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
Art. 54-A. Este Capítulo dispõe sobre a prevenção do superendividamento da pessoa natural, sobre o crédito responsável e sobre a educação financeira do consumidor.     (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 1º Entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial, nos termos da regulamentação.      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º As dívidas referidas no § 1º deste artigo englobam quaisquer compromissos financeiros assumidos decorrentes de relação de consumo, inclusive operações de crédito, compras a prazo e serviços de prestação continuada.     (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 3º O disposto neste Capítulo não se aplica ao consumidor cujas dívidas tenham sido contraídas mediante fraude ou má-fé, sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o propósito de não realizar o pagamento ou decorram da aquisição ou contratação de produtos e serviços de luxo de alto valor.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
 
DIREITO DO CONSUMIDOR
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 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
Art. 54-B. No fornecimento de crédito e na venda a prazo, além das informações obrigatórias previstas no art. 52 deste Código e na legislação aplicável à matéria, o fornecedor ou o intermediário deverá informar o consumidor, prévia e adequadamente, no momento da oferta, sobre:       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - o custo efetivo total e a descrição dos elementos que o compõem;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - a taxa efetiva mensal de juros, bem como a taxa dos juros de mora e o total de encargos, de qualquer natureza, previstospara o atraso no pagamento;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
III - o montante das prestações e o prazo de validade da oferta, que deve ser, no mínimo, de 2 (dois) dias;       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
IV - o nome e o endereço, inclusive o eletrônico, do fornecedor;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
V - o direito do consumidor à liquidação antecipada e não onerosa do débito, nos termos do § 2º do art. 52 deste Código e da regulamentação em vigor.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 1º As informações referidas no art. 52 deste Código e no caput deste artigo devem constar de forma clara e resumida do próprio contrato, da fatura ou de instrumento apartado, de fácil acesso ao consumidor.    (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º Para efeitos deste Código, o custo efetivo total da operação de crédito ao consumidor consistirá em taxa percentual anual e compreenderá todos os valores cobrados do consumidor, sem prejuízo do cálculo padronizado pela autoridade reguladora do sistema financeiro.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 3º Sem prejuízo do disposto no art. 37 deste Código, a oferta de crédito ao consumidor e a oferta de venda a prazo, ou a fatura mensal, conforme o caso, devem indicar, no mínimo, o custo efetivo total, o agente financiador e a soma total a pagar, com e sem financiamento.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
 
DIREITO DO CONSUMIDOR
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 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
Art. 54-C. É vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de crédito ao consumidor, publicitária ou não:      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - (VETADO);      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
III - ocultar ou dificultar a compreensão sobre os ônus e os riscos da contratação do crédito ou da venda a prazo;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
IV - assediar ou pressionar o consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada ou se a contratação envolver prêmio;       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
V - condicionar o atendimento de pretensões do consumidor ou o início de tratativas à renúncia ou à desistência de demandas judiciais, ao pagamento de honorários advocatícios ou a depósitos judiciais.      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
Parágrafo único. (VETADO).     (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
DIREITO DO CONSUMIDOR
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 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
Art. 54-D. Na oferta de crédito, previamente à contratação, o fornecedor ou o intermediário deverá, entre outras condutas:       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - informar e esclarecer adequadamente o consumidor, considerada sua idade, sobre a natureza e a modalidade do crédito oferecido, sobre todos os custos incidentes, observado o disposto nos arts. 52 e 54-B deste Código, e sobre as consequências genéricas e específicas do inadimplemento;       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - avaliar, de forma responsável, as condições de crédito do consumidor, mediante análise das informações disponíveis em bancos de dados de proteção ao crédito, observado o disposto neste Código e na legislação sobre proteção de dados;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
III - informar a identidade do agente financiador e entregar ao consumidor, ao garante e a outros coobrigados cópia do contrato de crédito.      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
Parágrafo único. O descumprimento de qualquer dos deveres previstos no caput deste artigo e nos arts. 52 e 54-C deste Código poderá acarretar judicialmente a redução dos juros, dos encargos ou de qualquer acréscimo ao principal e a dilação do prazo de pagamento previsto no contrato original, conforme a gravidade da conduta do fornecedor e as possibilidades financeiras do consumidor, sem prejuízo de outras sanções e de indenização por perdas e danos, patrimoniais e morais, ao consumidor.    (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
Art. 54-E. (VETADO).      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
DIREITO DO CONSUMIDOR
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 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
Art. 54-F. São conexos, coligados ou interdependentes, entre outros, o contrato principal de fornecimento de produto ou serviço e os contratos acessórios de crédito que lhe garantam o financiamento quando o fornecedor de crédito:       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - recorrer aos serviços do fornecedor de produto ou serviço para a preparação ou a conclusão do contrato de crédito;       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - oferecer o crédito no local da atividade empresarial do fornecedor de produto ou serviço financiado ou onde o contrato principal for celebrado.      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 1º O exercício do direito de arrependimento nas hipóteses previstas neste Código, no contrato principal ou no contrato de crédito, implica a resolução de pleno direito do contrato que lhe seja conexo.     (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º Nos casos dos incisos I e II do caput deste artigo, se houver inexecução de qualquer das obrigações e deveres do fornecedor de produto ou serviço, o consumidor poderá requerer a rescisão do contrato não cumprido contra o fornecedor do crédito.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 3º O direito previsto no § 2º deste artigo caberá igualmente ao consumidor:       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - contra o portador de cheque pós-datado emitido para aquisição de produto ou serviço a prazo;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - contra o administrador ou o emitente de cartão de crédito ou similar quando o cartão de crédito ou similar e o produto ou serviço forem fornecidos pelo mesmo fornecedor ou por entidades pertencentes a um mesmo grupo econômico.        (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 4º A invalidade ou a ineficácia do contrato principal implicará, de pleno direito, a do contrato de crédito que lhe seja conexo, nos termos do caput deste artigo, ressalvado ao fornecedor do crédito o direito de obter do fornecedor do produto ou serviço a devolução dos valores entregues, inclusive relativamente a tributos.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
DIREITO DO CONSUMIDOR
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 DA PREVENÇÃO E DO TRATAMENTO DO SUPERENDIVIDADO (ART. 54-A A 54-G)
Art. 54-G. Sem prejuízo do disposto no art. 39 deste Código e na legislação aplicável à matéria, é vedado ao fornecedor de produto ou serviço que envolva crédito, entre outras condutas:      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
I - realizar ou proceder à cobrança ou ao débito em conta de qualquer quantia que houver sido contestada pelo consumidor em compra realizada com cartão de crédito ou similar, enquanto não for adequadamente solucionada a controvérsia, desde que o consumidor haja notificado a administradora do cartão com antecedência de pelo menos 10 (dez) dias contados da data de vencimento da fatura, vedada a manutenção do valor na fatura seguinte e assegurado ao consumidor o direito de deduzir do total da fatura o valor em disputa e efetuar o pagamento da parte não contestada, podendo o emissor lançar como crédito em confiança o valor idêntico ao da transação contestada que tenha sido cobrada, enquanto não encerrada a apuração da contestação;     (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
II - recusar ou não entregar ao consumidor, ao garante e aos outros coobrigados cópia da minuta do contrato principal de consumo ou do contrato de crédito, em papel ou outro suporte duradouro, disponível e acessível, e, após a conclusão, cópia do contrato;      (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
III - impedir ou dificultar,em caso de utilização fraudulenta do cartão de crédito ou similar, que o consumidor peça e obtenha, quando aplicável, a anulação ou o imediato bloqueio do pagamento, ou ainda a restituição dos valores indevidamente recebidos.       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 1º Sem prejuízo do dever de informação e esclarecimento do consumidor e de entrega da minuta do contrato, no empréstimo cuja liquidação seja feita mediante consignação em folha de pagamento, a formalização e a entrega da cópia do contrato ou do instrumento de contratação ocorrerão após o fornecedor do crédito obter da fonte pagadora a indicação sobre a existência de margem consignável.     (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
§ 2º Nos contratos de adesão, o fornecedor deve prestar ao consumidor, previamente, as informações de que tratam o art. 52 e o caput do art. 54-B deste Código, além de outras porventura determinadas na legislação em vigor, e fica obrigado a entregar ao consumidor cópia do contrato, após a sua conclusão       (Incluído pela Lei nº 14.181, de 2021)
DIREITO DO CONSUMIDOR
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DIREITO DO CONSUMIDOR
6. SANÇÕES ADMINISTRATIVAS (ART. 55 E SEGS.)
Legitimação concorrente e distributiva entre União, Estados, DF e Município – normas relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo, bem como órgãos de fiscalização e controle (art. 55)
Sanções aplicadas pela autoridade competente e, ainda, podendo-se cumulá-las: multa (graduação entre 200 a 3 milhões de UFIR– Fundo de Proteção ao Consumidor, art. 57), apreensão, inutilização, proibição de fabricação, suspensão de fornecimento, interdição, contrapropaganda (art. 60) etc. (art. 56). Não esquecer que deve abrir procedimento administrativo para ampla defesa!
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DIREITO DO CONSUMIDOR
7. Infrações Penais (art. 61 e segs.): Responsabilidade Subjetiva (art. 75). Agravantes (art. 76). Legitimidade (art. 80): como assistente do MP – art. 82, III e IV
1) Ausência de informação sobre nocividade/periculosidade (art. 63 – doloso (6m/2a + multa), culposo (1m/6m ou multa); 2) Ausência de Recall (art. 64 – 6m/2a + multa); 3) Publicidade enganosa (art. 66 – doloso (3m/1a + multa), culposo (1m/6m ou multa); 4) Publicidade abusiva (art. 67 – 3m/1a + multa); 5) Publicidade abusiva – induzir consumidor a se comportar de maneira prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança (art. 68 – 6m/2a + multa); 6) Cobrança Abusiva (art. 71 – 3m/1a + multa); 7) Negar acesso a banco de dados (art. 72 – 6m/1a ou multa); 8) Correção de banco de dados (art. 73 – 1m/6m ou multa); 9) Termo de garantia (art. 74 – 1m/6m ou multa)
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DIREITO DO CONSUMIDOR
8.DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO (arts. 81 e 82): Solucionar lides de consumo (garantia dos direitos)
A)Tutela: individual e coletiva
Legitimação Ordinária (LO) e Extraordinária(LE) (art. 18, CPC) – 
B)Substituto Processual, ente que defende interesse coletivo (tutela coletiva) – legitimados do art. 82 CDC e art. 5° Lei 7347, 24.7.1985 (LACP): 1) Difuso – circunstância de fato, 2) Coletivo – relação jurídica, 3) Individual Homogêneo – origem comum
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DIREITO DO CONSUMIDOR
Interesses Difusos – Veículo com defeito (segurança dos freios), medicamento com alto fator-risco (saúde) – recall; ou retirada de publicidade enganosa – providência, se positiva, beneficiará a TODOS os potenciais consumidores – interesses indivisíveis – Art. 84 (astreintes) – tutela preventiva
Interesses Coletivos – Modificação de cláusulas abusivas por contrato de adesão em plano de saúde; ou cobrança indevida de taxas e/ou obrigações oriundas de contrato de vendas de lotes de terrenos – pedido para cessação de efeitos (embora se possa pedir indenização pelo valor já pago) – interesses indivisíveis - tutela preventiva ou repressiva
Individuais Homogêneos – interesses individuais, mas que podem ser tratados de forma coletiva, em face da mesma causa que o atingiu – Contrato de Locação de Imóveis, dever do dono em pagar taxas de cadastros, honorários de advogados na redação dos contratos, taxa de renovação etc, mas as administradoras cobram do inquilino, devendo, por isso, haver a devolução das quantias cobradas indevidamente – tutela repressiva; ou os veículos e medicamentos que causaram danos àqueles que adquiriram ou ingeriram – como a extensão do dano é variável, a indenização desses danos na liquidação é caso a caso
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DIREITO DO CONSUMIDOR
C) Tipos de Ações (art. 3° e 4°, Lei 7347/1985 c/c art. 83 e 84 CDC) e Coisa Julgada (art. 103):
C.1) Imposição de uma obrigação de dar (condenação em dinheiro)
C.2) Imposição de uma obrigação de fazer ou não fazer (preceito cominatório)
C.3) Ações Declaratórias – nulidade de cláusulas contratuais abusivas (art. 51)
C.4) Execuções – Título Extrajudicial (execução dos termos de compromisso de ajustamento de conduta, mediante o qual algum “F” se comprometeu a deixar de fazer ou a fazer alguma coisa sob pena de multa, ou então a pagar uma indenização, mas não o faz, conforme avençado) e Judicial (ACP cujo objeto é a condenação em dinheiro, art. 81, III)
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DIREITO DO CONSUMIDOR
 D) Coisa Julgada (art. 103) - Imutabilidade da Sentença
Tutela Individual (L. O) – resultado da ação (efeitos da condenação na indenização) só atinge os titulares desses interesses( autor e réu).
Tutela Coletiva (L. E) – os efeitos são três a depender do interesse tutelado: 
erga omnes (difuso) – sentença afeta a TODOS quantos estejam ligados a esses interesses, de maneira uniforme. Assim, se a sentença for favorável a uma entidade legitimada, fará coisa julgada para todos os interessados e, obviamente em face do réu. Mas, se julgada improcedente em razão de insuficiência de provas (formal), outro legitimado poderá intentar a ação com base em novas provas
ultra partes (coletivo) – sentença afeta as partes e o(a) grupo/categoria/classe dessas pessoas, mas se julgada improcedente por insuficiência de provas, pode outro legitimado propor a ação com base em novas provas 
erga omnes (individual homogêneo) – procedência do pedido em benefício de todas as vítimas, mas a improcedência do pedido não impede sua repetição por outro legitimado. Se não litisconsorte, ação a título individual; se litisconsorte, não há possibilidade de nova ação
A e B – propositura de nova ação (formal) pois o interesse não pertence ao ente agente, este é mero substituto processual, bem como em face da relevância e da indivisibilidade dos mesmos interesses e direitos, vulnerabilidade do consumidor e dificuldade de se obterem prova, mesmo com a inversão.
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DIREITO DO CONSUMIDOR
 E) DA CONCILIAÇÃO NO SUPERENDIVIDAMENTO (ART. 104-A A 104-C)
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COMO PROCEDER: 1. PROCURAR OS ÓRGÃOS DE DEFESA DO CONSUMIDOR OU JUDICIÁRIO; 2. ORGANIZAR AS CONTAS COM O VALOR TOTAL DELAS; 3. CALCULAR O MÍNIMO EXISTENCIAL (VALOR DA DESPESA MENSAL QUE ASSEGURA A SOBREVIVÊNCIA DA PESSOA/FAMÍLIA); 4. FORMULAR PLANO DE PAGAMENTO QUE NÃO ULTRAPASSE 30/35% DE SUA RENDA MENSAL E QUE SEJA QUITADA A DÍVIDA EM ATÉ 5 ANOS (MANTENDO A QUANTIA NECESSÁRIA À SOBREVIVÊNCIA); 5. AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO COM TODOS OS CREDORES-FORNECEDORES; 6. SE HOUVER ACORDO, ESSE DEVE SER HOMOLOGADO PELO JUIZ; 7. SEM ACORDO, O JUIZ INSTAURA UM PLANO COMPULSÓRIO
DIREITO DO CONSUMIDOR
Bibliografia
FILOMENO, José Geraldo Brito. Manual de Direitos do Consumidor. São Paulo: Atlas.
_____. Curso Fundamental de direito do consumidor. São Paulo: Atlas.
GAMA, Hélio Zaghetto. Curso de direito do consumidor. Rio de Janeiro: Forense
MARTINS, Plínio Lacerda. Anotações ao Código de Defesa do Consumidor. Conceitos e Noções Básicas. Rio de Janeiro: Forense.
NUNES, Luis Antonio Rizzatto. Curso de Direito do Consumidor: com exercícios. São Paulo: Saraiva
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DIREITO DO CONSUMIDOR
SILVA, Jorge Alberto Quadros de Carvalho. Código de Defesa do Consumidor Anotado e legislação complementar. São Paulo: Saraiva. 
MARQUES, Claudia Lima. Manual de Direito do Consumidor.RT
GARCIA, Leonardo. Código de Defesa do Consumidor Comentado. Juspodivm
TARTUCE, Flávio. Assumpção, Daniel Amorim. Manual de Direito do Consumidor. Saraiva.
ALMEIDA, Fabricio Bolsan de. Direito do consumidor esquematizado. Saraiva 
ALMEIDA, Joâo Batista de. Manual de Direito do Consumidor. Saraiva
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 130, STJ:
A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento.
Súmula 286, STJ:
A renegociação de contrato bancário ou a confissão da dívida não impede a possibilidade de discussão sobre eventuais ilegalidades dos contratos anteriores.
Súmula 297, STJ:
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras.
Súmula 302, STJ:
É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado.
Súmula 322, STJ:
Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em conta corrente, não se exige a prova do erro.
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 323, STJ:
A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito por até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução.
Súmula 356, STJ:
É legítima a cobrança da tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa.
Súmula 359, STJ:
Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à inscrição.
Súmula 381, STJ:
Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas.
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 385, STJ:
Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito não cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.
Súmula 404, STJ:
É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.
Súmula 407, STJ:
É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as categorias de usuários e as faixas de consumo.
Súmula 412, STJ:
A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil.
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 477, STJ:
A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários.
Súmula 479, STJ:
As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraude e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.
Súmula 532, STJ:
Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 543, STJ:
Na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel submetido ao Código de Defesa do Consumidor, deve ocorrer a imediata restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador – integralmente, em caso de culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor, ou parcialmente, caso tenha sido o comprador quem deu causa ao desfazimento.
Súmula 548, STJ:
Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito.
Súmula 563, STJ:
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 595, STJ:
As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos danos suportados pelo aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre o qual não lhe tenha sido dada prévia e adequada informação.
Súmula 597, STJ:
A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da contratação.
Súmula 601, STJ:
O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público.
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PRINCIPAIS SÚMULAS DO STJ
Súmula 602, STJ:
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas.
Súmula 608, STJ:
Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde, salvo os administrados por entidades de autogestão.
Súmula 609, STJ:
A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é ilícita se não houve a exigência de exames médicos prévios à contratação ou a demonstração de má-fé do segurado.
Súmula 638, STJ:
É abusiva a cláusula contratual que restringe a responsabilidade de instituição financeira pelos danos decorrentes de roubo, furto ou extravio de bem entregue em garantia no âmbito de contrato de penhor civil.
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JURISPRUDÊNCIA EM TESE DO STJ
É abusiva a negativa de cobertura para tratamento de emergência ou urgência do segurado mesmo sob o argumento de necessidade de cumprimento do período de carência, sendo devida a reparação por danos morais.
Na ausência de previsão contratual expressa, impõe-se o afastamento do dever de custeio da fertilização in vitro pela operadora do plano de saúde, por não se tratar de hipótese de cobertura obrigatória.
A ausência de informação qualificada quanto aos possíveis efeitos colaterais e reações adversas de medicação configura defeito do produto, conforme disposto no art. 12, § 1º, II, do CDC, ocasionando responsabilidade objetiva do fabricante/fornecedor
Não se aplica o Código de Defesa do Consumidor – CDC aos contratos de plano de seguro de saúde de reembolso de despesas médico-hospitalares destinados à fruição dos empregados do empregador contratante, pois, dentro do pacote de retribuição e de benefícios ofertado, a relação do contratante-empregador com a seguradora é comercial
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JURISPRUDÊNCIA EM TESE DO STJ
A condenação por danos a mercadoria ou carga em transporte aéreo internacional está sujeita aos limites previstos nas convenções e tratados internacionais, sendo inaplicável o Código de Defesa do Consumidor - CDC.
 A depender do caso, o erro grosseiro de carregamento no sistema de preços e a rápida comunicação ao consumidor podem afastar a falha na prestação do serviço e o princípio da vinculação da oferta.
A ausência de informação relativa ao preço, por si só, não caracteriza publicidade enganosa.
É abusiva a publicidade de alimentos direcionada, de forma explícita ou implícita, ao público infantil.
Constitui prática comercial abusiva e propaganda enganosa o lançamento de dois modelos diferentes para o mesmo automóvel, no mesmo ano, ambos anunciados como novo modelo para o próximo ano.
 É abusiva, por falha no dever geral de informação ao consumidor (art. 6º, III, do CDC), cláusula de contrato de seguro limitativa da cobertura apenas a furto qualificado que deixa de esclarecer o significado e o alcance do termo técnico-jurídico específico e a situação referente ao furto simples.
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JURISPRUDÊNCIA EM TESE DO STJ
O estabelecimento comercial responde pela reparação de danos sofridos pelo consumidor vítima de crime ocorrido no drive-thru.
Nos contratos de telecomunicação com previsão de permanência mínima, é abusiva a cobrança integral da multa rescisória de fidelização, que deve ser calculada de forma proporcional ao período de carência remanescente.
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