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ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
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 ANATOMIA E FISIOLOGIA EM 
ENFERMAGEM
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 2 
 
SISTEMA ESQUELÉTICO 
Além de dar sustentação ao corpo, o 
esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos 
de apoio para a fixação dos músculos. Ele constitui-
se de peças ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo 
adulto) e cartilaginosas articuladas, que formam um 
sistema de alavancas movimentadas pelos músculos. 
O esqueleto humano pode ser dividido em duas 
partes: 
1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, 
coluna vertebral caixa torácica. 
2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura 
escapular, formada pelas escápulas e clavículas; 
cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) 
e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores 
e inferiores ou posteriores). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.1-Caixa craniana 
É o crânio que cria as formas básicas da 
parte superior da cabeça e fornece muitos contornos 
superficiais a partir dos quais se pode representar este 
importante segmento da figura humana. 
Vários ossos formam suas duas partes: o 
Neurocrânio e o Esqueleto da Face. O neurocrânio 
fornece o invólucro para o cérebro e as meninges 
encefálicas, partes proximais dos nervos cranianos e 
vasos sanguíneos. O crânio possui um teto 
semelhante a uma abóbada – a calvária – e um 
assoalho ou base do crânio que é composta do 
etmoide e partes do occipital e do temporal. O 
esqueleto da face consiste em ossos que circundam a 
boca e o nariz e contribuem para as órbitas. 
Neurocrânio Oito 
(08) ossos 
Esqueleto da Face Quatorze 
(12) ossos 
Frontal (01) 
Occipital (01) 
Esfenoide (01) 
Etmoide (01) 
Temporal (02) 
Parietal (02) 
 
 
Mandíbula (01) 
Vômer (01) 
Zigomático (02) 
Maxilar (02) 
Palato (02) 
Nasal (02) 
Lacrimal (02) 
 
 
 
Primeiro - no osso esfenoide existe uma depressão 
denominada de sela túrcica onde se encontra uma das 
menores e mais importantes glândulas do corpo 
humano - a hipófise, no centro geométrico do crânio. 
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/frontal.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/occipital.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/esfenoide.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/etmoide.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/temporal.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/parietal.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/mandibula.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/vomer.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/zigomatico.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/maxila.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/palatino.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/nasal.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/lacrimal.htm
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 3 
 
Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à 
região alta e mediana, da cabeça da criança, que 
facilita a passagem da mesma no canal do parto; após 
o nascimento, será substituída por osso. 
1.2-Coluna vertebral 
É uma coluna de vértebras que apresentam 
cada uma um buraco, que se sobrepõem constituindo 
um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é 
dividida em regiões típicas que são: (7)coluna 
cervical (região do pescoço), (12)coluna torácica, 
(5)coluna lombar, (5)coluna sacral, (4)coluna 
coccigeana (cóccix). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.3-Caixa torácica 
É formada pela região torácica de coluna 
vertebral, osso esterno e costelas, que são em número 
de 12 de cada lado, sendo as 07 primeiras verdadeiras 
(se inserem diretamente no esterno), 3 falsas (se 
reúnem e depois se unem ao esterno), e 2 flutuantes 
(com extremidades anteriores livres, não se fixando 
ao esterno). 
 
 
Esterno 
É um osso chato, plano e ímpar. É um 
importante osso hematopoiético. Apresenta 03 partes: 
manúbrio, corpo e processo xifoide. 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 4 
 
2- Esqueleto apendicular 
2-1- Membros e cinturas articulares 
OSSOS DO MEMBRO SUPERIOR 
Os ossos dos membros superiores podem ser 
divididos em quatro segmentos: 
 Cintura Escapular - Clavícula e Escápula 
 Braço - Úmero 
 Antebraço - Rádio e Ulna 
 Mão - Ossos da Mão 
OSSOS DO MEMBRO INFERIOR 
O membro inferior tem função de sustentação 
do peso corporal, locomoção, tem a capacidade de 
mover-se de um lugar para outro e manter o 
equilíbrio. Os membros inferiores são conectados ao 
tronco pelo cíngulo do membro inferior (ossos do 
quadril e sacro). 
A base do esqueleto do membro inferior é 
formado pelos dois ossos do quadril, que são unidos 
pela sínfise púbica e pelo sacro. O cíngulo do membro 
inferior e o sacro juntos formam a PELVE ÓSSEA. 
Os ossos dos membros inferiores podem ser 
divididos em quatro segmentos: 
 Cintura Pélvica - Ilíaco (Osso do Quadril) 
 Coxa - Fêmur e Patela 
 Perna - Tíbia e Fíbula 
 Pé - Ossos do Pé 
Juntas e articulações 
Junta é o local de junção entre dois ou mais 
ossos. Algumas juntas, como as do crânio, são fixas; 
nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em 
outras juntas, denominadas articulações, os ossos são 
móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos. 
Ligamentos 
Os ossos de uma articulação mantêm-se no 
lugar por meio dos ligamentos, cordões resistentes 
constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os 
ligamentos estão firmemente unidos às membranas 
que revestem os ossos. 
Classificação dos ossos 
Os ossos são classificados de acordo com a sua forma 
em: 
A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o 
corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada epífise 
fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo 
compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por tecido 
ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero. 
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/clavicula.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/escapula.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/umero.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/radio.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/ulna.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/ossosdamao.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/iliaco.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/femur.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/patela.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/tibia.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/fibula.htm
http://www.auladeanatomia.com/osteologia/peosso.htm
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 5 
 
B- Curtos: têm as três extremidades praticamente 
equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. 
São constituídos por tecido ósseo esponjoso. 
Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos. 
C-Planos ou Chatos: são formados por duas camadas 
de tecido ósseo compacto, tendo entre elas uma 
camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea 
Exemplos: esterno, Frontal e Parietais, ossos da bacia, 
escápula. 
D - Alongados: São ossos longos, porém achatados e 
não apresentam canal central. Exemplo: Costelas. 
E -Pneumáticos: São osso ocos, com cavidades 
cheias de ar e revestidas por mucosa (seios), 
apresentando pequeno peso em relação ao seu 
volume. Exemplo:Esfenoide,Etmoide, maxilares. 
F -Irregulares: Apresentam formas complexas e não 
podem ser agrupados em nenhuma das categorias 
prévias. Eles têm quantidades variáveis de osso 
esponjoso e de osso compacto. Exemplo: Vértebras. 
G -Sesamoides: Estão presentes no interior de alguns 
tendões em que há considerável fricção, tensão e 
estresse físico, como as palmas e plantas. Eles podem 
variar de tamanho e número, de pessoa para pessoa, 
não são sempre completamente ossificados, 
normalmente, medem apenas alguns milímetros de 
diâmetro. As exceções são as duas patelas, que são 
grandes ossos sesamoides, presentes em quase todos 
os seres humanos. 
Revestindo o osso compacto na diáfise,de Hashimoto, 
doença autoimune em que ocorre a produção de 
anticorpos contra a própria tireoide do indivíduo. 
 
Excesso de tiroxina: Hipertireoidismo O 
hipertireoidismo é causado classicamente por 
tumores benignos na tireóide. Daí a preocupação de 
se utilizar colares de chumbo para proteção da 
tireoide durante a execução de tomadas radiográficas. 
Com o hipertireoidismo e o aumento nas taxas 
sistêmicas de tiroxina, a taxa metabólica estará 
bastante elevada. As consequências principais serão: 
 
 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 26 
 
Tireocalcitonina ou calcitonina A tireocalcitonina 
ativa as células ósseas conhecidas como osteoblastos. 
Os osteoblastos produzem a matriz orgânica dos 
ossos e a enzima fosfatase alcalina, que atua na 
formação de sais insolúveis de cálcio nesses mesmos 
ossos. De modo geral, pode-se afirmar que a 
tireocalcitonina age removendo cálcio do sangue e o 
fornecendo aos ossos, ou seja, estimulando a 
mineralização óssea. Assim, ela diminui a 
concentração sangüínea de íons de cálcio (Ca++), 
reduzindo a calcemia. 
5. Paratireoides As paratireóides são quatro 
pequenas glândulas esféricas que se situam na face 
posterior elos vértices dos lobos tireoidianos. Elas 
produzem o hormônio paratormônio ou paratirina. O 
paratormônio ativa as células ósseas conhecidas 
como osteoclastos. Os osteoclastos promovem a 
destruição da matriz orgânica dos ossos e produzem a 
enzima fosfatase ácida, que converte os sais 
insolúveis de cálcio do osso em íons Ca++ solúveis. 
Assim, o paratormônio age removendo cálcio dos 
ossos e o fornecendo ao sangue, estimulando, pois, a 
desmineralização óssea. Em outras palavras, ele 
aumenta a concentração sanguínea de íons de cálcio 
(Ca++), aumentando a calcemia. Os íons de cálcio 
(Ca++) no sangue atuam em vários processos, como 
a coagulação sangüínea, a contração muscular, a 
transmissão do impulso nervoso ao nível da sinapse e 
a regulação da abertura dos canais iônicos de sódio 
nos neurônios. A redução nos teores de cálcio no 
sangue leva ao aumento da sensibilidade de 
terminações nervosas, pois aumenta a permeabilidade 
das fibras nervosas aos íons de sódio (Na+ ), de modo 
que ficam hiperexcitáveis. O resultado é que o 
organismo fica sujeito a espasmos musculares, 
contrações fortes, rápidas e involuntárias, numa 
situação conhecida como tetania muscular. Já o 
aumento nos teores de cálcio no sangue leva a uma 
redução da sensibilidade nervosa, pois diminui a 
permeabilidade dos neurônios aos íons de sódio (Na+ 
), o que pode levar a um quadro de paralisia muscular. 
6. Pâncreas O pâncreas é uma glândula mista, cuja 
parte exócrina, correspondente aos ácinos, secreta 
suco pancreático, e cuja parte endócrina, 
correspondente às ilhotas de Langerhans, produz 
hormônios como a insulina e o glucagon. As ilhotas 
de Langerhans possuem duas células principais, as 
células α produtoras de glucagon e as células β 
produtoras de insulina. Além das células α e β, as 
ilhotas de Langerhans possuem outro tipo de célula 
secretora, as células δ (delta). Estas produzem o 
hormônio somatostatina, que age na inibição da 
liberação do hormônio do crescimento, sendo seu 
antagônico fisiológico. 
Glucagon A concentração de glicose no sangue é 
denominada glicemia. A glicemia normal é de 80 a 
110 mg de glicose por 100 mL de sangue. Ao não se 
alimentar por muito tempo, a glicemia diminui. O 
glucagon, liberado a partir das células α das ilhotas de 
Langerhans, estimula a glicogenólise hepática, 
liberando glicose para o sangue e aumentando a 
glicemia, ou seja, com efeito hiperglicemiante. Isso 
explica por que a sensação de fome pode desaparecer 
mesmo se o indivíduo não se alimentar: a fome é urna 
sensação produzida pelo hipotálamo que indica uma 
queda na glicemia; como o efeito do glucagon é 
hiperglicemiante, suprime a sensação de fome. 
 
Insulina Após a refeições, o nível sangüíneo de 
glicose se eleva. A insulina, liberada a partir das 
células β das ilhotas de Langerhans, estimula a 
difusão facilitada de glicose para as células, 
diminuindo a glicemia, com efeito hipoglicemiante. 
Algumas poucas células, como os neurônios e fibras 
musculares em atividade, não necessitam de insulina 
para receberem glicose. Fibras musculares em 
repouso precisam da insulina para absorver glicose e 
retê-la na forma de glicogênio. A insulina também 
estimula a produção de gordura no organismo. 
Quanto mais um alimento estimula o aumento no teor 
de glicose no sangue, o que se chama de índice 
glicêmico, mais estimula a liberação de insulina e 
mais estimula o acúmulo de gordura. Assim, apesar 
de igualmente calóricos, quantidades iguais de amido 
e de açúcar não promovem o mesmo efeito em termos 
de acúmulo de gordura: como o amido é formado 
apenas por glicose, eleva mais o índice glicêmico do 
que o açúcar (sacarose), formado por glicose e 
frutose, sendo que este último não tem efeito sobre a 
liberação de insulina como ocorre como a glicose. 
Assim, uma certa quantidade de amido leva a um 
maior acúmulo de gordura que uma quantidade 
equivalente de açúcar. 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 27 
 
 
 
7. Glândulas supra-renais ou adrenais As 
glândulas supra-renais têm este nome por estarem 
localizadas "sobre os rins" em humanos. Entretanto, 
na maioria dos mamíferos, elas estão em posição 
adrenal, ou seja, "ao lado dos rins", daí o nome 
alternativo de glândulas adrenais. Estas glândulas 
estão divididas em duas porções, anatômica e 
funcionalmente. A porção mais externa é denominada 
de córtex adrenal e está relacionada com a produção 
de hormônios esteróides, derivados do colesterol, os 
corticoides ou corticosteroides. A porção mais interna 
tem origem embrionária na mesma ectoderma que 
origina o tecido nervoso, sendo denominada de 
medula adrenal e responsável pela produção de 
hormônio que também age como mediador químico 
no sistema nervoso, a adrenalina. 
7.1. Córtex adrenal Os corticoides são hormônios 
esteróides produzidos pelo córtex das glândulas 
supra-renais. Eles correspondem a três grupos 
basicamente. 
Mineralocorticoides Os mineralocorticoides 
regulam o teor de sais minerais no sangue, tendo 
como principal exemplo a aldosterona. Esse 
hormônio age nos rins estimulando a reabsorção de 
íons sódio (Na+ ) e íons cloreto (Cl– ), além de água 
por osmose, dos túbulos renais para o sangue. Como 
consequências, há redução na diurese e aumento na 
volemia e na pressão arterial. Além disso, a 
aldosterona aumenta a secreção de íons potássio (K+ 
) e íons H+ do sangue para os túbulos renais, de onde 
serão eliminados na urina, com consequente redução 
na acidez do sangue. Eles são produzidos 
principalmente na zona glomerular, camada mais 
externa das supra-renais. 
Glicocorticoides Os glicocorticoides regulam o teor 
de açúcares no sangue, tendo como principais 
exemplos o cortisol, a cortisona e a hidrocortisona. 
Esses hormônios são liberados em situações de 
estresse físico e mental, levando a gliconeogênese e 
proteólise, para que a glicose e os aminoácidos 
liberados sejam utilizados pelas áreas afetadas pela 
situação de estresse no seu reparo. Os 
glicocorticoides também apresentam efeito 
antiinflamatório forte, de modo a reduzir a imunidade 
e retardar a cicatrização. A depressão aumenta o risco 
da contração de doenças por representar uma situação 
de estresse crônico, com consequente liberação de 
glicocorticoides e imunodepressão. Eles são 
produzidos principalmente na zona fasciculada, 
camada intermediária, e pela zona reticular, camada 
mais profunda das supra-renais. As alterações 
proporcionadas pela ação da adrenalina são as 
mesmas produzidas pelo sistema nervoso autônomo 
simpático, que usa como neurotransmissor uma 
substância extremamente parecida e de mesmo efeito 
que a adrenalina: a noradrenalina ou norepinefrina.Observação: Pelo menos quatro hormônios tem efeito 
hiperglicemiante: 
STH, por estimular a gliconeogênese ("efeito 
poupador de glicose"); 
Glucagon, por estimular a glicogenólise; 
Glicocorticoides como o cortisol, por estimularem a 
gliconeogênese; - Adrenalina, por estimular tanto a 
gliconeogênese como a glicogenólise; 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 28 
 
- Adrenalina, por estimular tanto a gliconeogênese 
como a glicogenólise. 
8. Glândulas sexuais 
As glândulas sexuais são os ovários 
(femininos) e os testículos (masculinos). Os ovários e 
os testículos são estimulados por hormônios 
produzidos pela hipófise. Enquanto os ovários 
produzem estrogênio e progesterona, os testículos 
produzem testosterona. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMA EXCRETOR 
A excreção é responsável pela manutenção 
do volume e da composição do líquido extracelular 
do indivíduo dentro de limites compatíveis com a 
vida. A excreção nos seres humanos ocorre de duas 
formas: através do suor e da urina. 
A função principal do suor não é a mesma que 
a da urina. O suor está relacionado à perda de calor 
pelo corpo, funcionando como uma forma de 
refrigeração. A formação do suor é regulada pela 
temperatura do corpo e não pela composição química 
do sangue ou dos líquidos que banham as células. 
Pelo suor é eliminado ácido úrico, ureia, sais 
minerais, aminoácidos, algumas vitaminas e água. 
Já a quantidade e composição da urina 
eliminada depende da regulação renal. A composição 
da urina difere da do líquido extracelular em alguns 
aspectos: enquanto 95% dos solutos do fluido 
extracelular são constituídos por íons, a urina tem 
altas concentrações de moléculas sem carga, 
particularmente ureia.A quantidade de solutos e água 
da urina é bastante variável e depende da alimentação 
variada. Isto significa que existe uma relação estreita 
entre a ingestão diária e a excreção urinária. 
A amônia que se forma como resultado do 
metabolismo dos aminoácidos é uma substância 
muito solúvel e extremamente tóxica ao organismo. 
Então, as moléculas de amônia (NH3) sofrem um 
processo químico, no fígado, que gera moléculas de 
uréia, excreta menos solúvel e que permite 
armazenamento e produz uma considerável economia 
hídrica para os animais terrestres. 
Ciclo da ornitina 
No fígado humano, a ornitina reage com NH3 
e com CO2 e converte-se em Citrulina. Esta, então, 
reage com mais uma molécula de amônia (NH3) e 
converte-se em Arginina. A Arginina, sob a ação da 
enzima arginase, decompõe-se em uma molécula de 
uréia (a ser excretada) e uma molécula de Ornitina, 
que recomeça o ciclo. 
Um indivíduo normal quando ingere uma 
quantidade excessiva de sal na alimentação, apresenta 
na urina mais sódio que o normal. Quando a ingestão 
de água é grande, o volume urinário é bem maior. 
Ocorrendo o contrário, quando o indivíduo passa por 
uma restrição de água, cerca de 20% do fluxo 
plasmático renal são convertidos em urina final por 
ultra filtração através dos capilares glomerulares. 
 
Estrutura do Sistema Urinário e a Micção 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 29 
 
O sistema excretor é composta de rins, 
ureteres, que ligam os rins à bexiga, e uretra, que liga 
a bexiga à parte externa do corpo. 
Resumidamente, a micção ocorre devido a 
contração do esfíncter interno, músculo liso na junção 
da uretra com a bexiga, acompanhada pela abertura 
do esfíncter externo (músculo esquelético, localizado 
na base da bexiga).Receptores de estiramento estão 
presentes na bexiga e também no músculo do 
esfíncter interno. O enchimento da bexiga é detectado 
pelos receptores de estiramento da bexiga. A 
excitação desses receptores desencadeia contração 
reflexa do músculo liso, e cada contração ocasiona 
outra contração porque os receptores de estiramento 
são intensamente excitados cada vez que a bexiga 
contrai, mas não esvazia. 
Quanto maior for o volume de urina na 
bexiga, mais fortes serão suas contrações. O reflexo é 
modulado por vias que vêm do encéfalo e permitem o 
controle voluntário. Estímulos assustadores, por 
exemplo, interrompem a manutenção do controle do 
esfíncter externo pelo encéfalo e ativam igualmente 
a contração da bexiga, podendo haver, então, micção 
involuntária. 
 
Os Rins 
Cada rim humano tem cerca de 200 a 300g. 
possui uma borda convexa e outra côncava, é nesta 
que se encontra o hilo, região que contêm os vasos 
sanguíneos, nervos e cálices renais. 
O rim é revestido por uma cápsula de tecido 
conjuntivo denso, ligada ao parênquima renal, a 
cápsula renal. 
Os rins são divididos em 02 zonas: 
Zona cortical 
A mais externa, onde ocorrem as etapas 
iniciais de formação e modificação da urina; 
Zona medular 
A mais interna. É nesta zona que se encontra 
de 10 a 18 estruturas cônicas denominadas pirâmides 
de Malpighi. A zona cortical é contínua e ocupa o 
espaço compreendido entre as bases das pirâmides e 
a cápsula renal. Além de vasos sanguíneos, contém 
glomérulos, túbulos proximais e distais de todos os 
néfrons e túbulos intermediários e coletores dos 
néfrons mais superficiais. 
De um modo geral, a região medular possui, 
além dos vasos sanguíneos, as seguintes porções dos 
néfrons mais profundos: segmentos retos proximais, 
túbulos intermediários, túbulos distais retos e túbulos 
coletores.Os rins desempenham duas funções 
importantes: a excreção dos produtos finais do 
metabolismo, e o controle das concentrações da 
maioria dos constituintes da parte líquida do 
organismo. 
 
Néfrons 
Cada rim humano contém cerca de 1,5 milhão 
de néfrons. Os néfrons são classificados quanto sua 
localização em: corticais (situados na porção externa 
da zona cortical); medicorticais (situados na parte 
interna da zona cortical) e justamedulares (situados na 
zona de transição entre as zonas corticais e medular). 
Cada néfron é formado pelo corpúsculo renal e uma 
estrutura tubular. O corpúsculo renal compreende o 
glomérulo e sua cápsula chamada cápsula de 
Bowman, uma porção oca do néfron que circunda o 
glomérulo . 
Todos os corpúsculos renais estão na zona 
cortical do rim. É no glomérulo que ocorre a filtração 
do plasma. A estrutura tubular é formada, 
sequencialmente, pelo: túbulo proximal, túbulo 
intermediário(ou alça de Henle), túbulo distal e ducto 
coletor. 
O túbulo proximal é formado por um 
segmento curvo e outro reto.O túbulo intermediário 
começa no fim da parte reta do túbulo proximal e 
possui uma alça fina descendente e outra alça fina 
ascendente (anteriormente denominadas de alça de 
Henle). 
Depois da alça fina ascendente aparece a 
parte grossa da alça ascendente que atualmente é 
chamada túbulo distal reto. No final da alça 
ascendente grossa (túbulo distal reto), já na região 
cortical, inicia-se o túbulo distal convoluto, cujas 
paredes ficam em contato com o glomérulo do qual se 
originou e com as respectivas arteríolas aferente e 
eferente. 
A região de contato destas estruturas forma o 
aparelho justaglomerular, que é o principal local de 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 30 
 
controle do ritmo da filtração glomerular e do fluxo 
sanguíneo renal. No aparelho justaglomerular 
existem células especializadas que secretam a enzima 
renina, envolvida no controle da pressão arterial 
sanguínea. 
 
 
Filtração 
A formação da urina inicia-se no glomérulo, 
onde cerca de 20% do plasma que entra no rim através 
da artéria renal são filtrados. Após sua formação, o 
filtrado glomerular caminha pelos túbulos renais e sua 
composição e volume vão sendo modificados através 
da reabsorção e secreção tubular existentes ao longo 
do néfron. 
Reabsorção tubular renal é o processo de 
transporte de uma substância do interior do túbulo 
para o sangue que envolve o túbulo. Graças à 
reabsorção tubular muitas substâncias depois de 
filtradas voltam ao sangue que percorre os capilares 
peritubulares entrandode novo na circulação 
sistêmica pela veia renal que sai do órgão. 
Já o mecanismo inverso é denominado 
secreção tubular, os solutos que passaram pelos 
glomérulos e não foram filtrados vão atravessar uma 
segunda rede capilar, peritubular, formada a partir das 
arteríolas eferentes, e/ou serão transportadas do 
interior celular para a luz tubular. 
 
O hormônio antidiurético (ADH) 
A permeabilidade à água do segmento final 
do túbulo distal e do ducto coletor é regulada pelo 
hormônio antidiurético (ADH).O hormônio 
antidiurético (ADH) é um hormônio protéico 
produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. 
A partir da neuro-hipófise o ADH é liberado para o 
sangue. 
A principal ação do ADH é regular a 
tonicidade do fluido extracelular, aumentando a 
permeabilidade do ducto coletor cortical e medular à 
água.O ADH aumenta a permeabilidade à água pela 
abertura dos poros nas células epiteliais do ducto 
coletor. Pode-se dizer que o ADH é o hormônio da 
conservação da água. 
Bexiga 
Músculos circulares chamados esfíncteres 
ajudam a evitar que a urina vaze. Os músculos 
esfincterianos se fecham como uma fita de borracha 
ao redor da abertura da bexiga na uretra, o tubo que 
permite que a urina passe para fora do corpo. 
Nervos da bexiga informam quando é hora de 
urinar (esvaziar a bexiga). Ao passo que a bexiga vai 
ficando repleta de urina, pode-se perceber uma 
necessidade de urinar. A sensação de urinar torna-se 
mais forte à medida que a urina continua a encher e 
alcança seu limite. Neste momento, nervos da bexiga 
enviam ao cérebro uma mensagem de que a bexiga 
está cheia, e sua urgência para esvaziar a bexiga se 
intensifica. 
Quando você urina, o cérebro sinaliza aos 
músculos da bexiga para se contraírem, espremendo 
a urina para fora da bexiga. Ao mesmo tempo, o 
cérebro sinaliza aos músculos do esfíncter para 
relaxarem. Quando estes músculos relaxam a urina 
sai da bexiga através da uretra. Quando todos os 
sinais ocorrem na ordem correta, acontece o ato de 
urinar normal. 
Ureteres 
O ureter é um duto com extensão de 25 a 30 
cm que leva a urina dos rins para a bexiga. 
As paredes deste duto são formadas por uma 
fina camada de músculos que, ao se contrair, 
conduzem a urina para a bexiga. 
Fisiologicamente a função dos ureteres é a 
propulsão da urina. 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 31 
 
O método é a contração por peristalse (em 
ondas) da sua camada de músculo liso. 
Esta contração é completamente 
inconsciente. 
 
Suor 
O suor é um líquido produzido pelas 
glândulas sudoríparas, que se encontra na pele. 
Existem cerca de dois milhões de glândulas 
sudoríparas espalhadas por nosso corpo; grande parte 
delas localiza-se na fronte, nas axilas, na palma das 
mãos e na planta dos pés. 
O suor contém principalmente água, além de 
outras substâncias, como uréia, ácido úrico e cloreto 
de sódio (o sal de cozinha). As substâncias contidas 
no suor são retiradas do sangue pelas glândulas 
sudoríparas. Através de canal excretor - o duto 
sudoríparo -, elas chegam até a superfície da pele, 
saindo pelos poros. Eliminando o suor, a atividade 
das glândulas sudoríparas contribui para a 
manutenção da temperatura do corpo. 
O homem é um animal homeotérmico, isto é, 
mantém a temperatura do corpo praticamente 
constante, ao redor de 36,5°C. Quando praticamos 
algum exercício físico (futebol, corrida, levantamento 
de objetos pesados, etc.), a grande atividade muscular 
produz muito calor e a temperatura do corpo tende a 
aumentar. então eliminamos suor; a água contida no 
suor se evapora na pele, provocando uma redução na 
temperatura do ar que a circunda. Isso favorece as 
perdas de calor do corpo para o ambiente, fato que 
contribui para a manutenção da temperatura do nosso 
corpo. 
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 
O sistema reprodutor feminino é formado 
pelas gônadas (ovários) que produzem os óvulos, as 
tubas uterinas, que transportam os óvulos do ovário 
até o útero e os protege, o útero, onde o embrião irá 
se desenvolver caso haja fecundação, a vagina e a 
vulva. 
Ovários 
Os ovários são órgãos sexuais primários, 
produzem os óvulos e os hormônios sexuais 
femininos estrógeno e progesterona. Os ovários 
possuem o tamanho aproximado de uma azeitona. 
A camada mais externa de tecido é chamada 
de córtex e possui milhares de células, que são os 
óvulos imaturos, chamados de folículos primários, 
que completam seu desenvolvimento durante a 
ovulação. Esses folículos começam crescer e se 
desenvolver sob a ação dos hormônios, processo que 
começa na adolescência. 
 
Tubas uterinas 
As tubas uterinas são formadas pelas 
seguintes partes: a mesoalpinge é a região onde ela se 
prende no útero, o istmo é a porção medial que se abre 
o útero e a ampola é a região onde ela sofre uma 
curvatura para encontrar o ovário. 
Próximo ao ovário está o infundíbulo, que se 
abre em uma cavidade chamada óstio abdominal, que 
possui muitas fímbrias, que estão presas ao ovário. 
Estas fímbrias movimentam-se, carregando o óvulo 
pelo interior da tuba uterina, com o auxílio das células 
ciliadas presentes na região e também de contrações 
musculares da parede. 
Útero 
O útero possui a forma de uma pêra invertida, 
é musculoso e oco. Na sua região superior/lateral está 
ligado com as tubas uterinas e na região inferior está 
ligado com a vagina. 
Está situado na cavidade pélvica, atrás da 
bexiga urinária e anteriormente ao reto. 
O útero é formado pelas seguintes regiões: 
corpo, istmo, colo, óstio e fundo. O corpo é a porção 
superior do útero, que se estreita logo abaixo, 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 32 
 
formando o istmo. O colo do útero é a região onde o 
istmo encontra a vagina e possui forma cilíndrica. O 
óstio é a abertura do útero na vagina. O fundo do útero 
é a região próxima das ligações com as tubas uterinas. 
 
O interior do útero é revestido por um tecido 
muito vascularizado e sua parede é formada por três 
camadas, que são as mesmas das tubas uterinas: 
serosa, miométrio e endométrio. A serosa é formada 
pelo peritônio. O miométrio encontra-se abaixo da 
serosa e é responsável por boa parte da espessura da 
parede uterina. 
O endométrio é uma camada de células que 
reveste a cavidade uterina e tem uma participação 
muito importante durante a ovulação. Todo mês ele 
se torna mais espesso para receber o óvulo fertilizado. 
Caso não ocorra a fertilização, o endométrio que se 
desenvolveu é eliminado através da menstruação. 
Vagina 
A vagina é um canal musculoso que liga o 
colo do útero ate o exterior, na genitália. Próximo à 
entrada da vagina há uma membrana vascularizada, 
chamada hímen, que bloqueia a entrada da vagina 
total ou parcialmente e normalmente se rompe nas 
primeiras relações sexuais. 
A mucosa vaginal possui pH ácido para 
impedir a proliferação de microorganismos nesta 
região.Na parede da vagina há células produtoras de 
muco para lubrificar a região durante a relação sexual, 
facilitando a penetração do pênis. Estas células são 
chamadas de glândulas de Bartolin. 
 
Genitália feminina externa 
A genitália feminina externa é chamada de 
vulva. Normalmente sua região mais externa é 
coberta com pêlos. 
É formada pelos grandes lábios, que 
envolvem duas pregas menores, chamadas de 
pequenos lábios e que protegem a abertura vaginal e 
circundam o clitóris. São altamente vascularizados.O 
clitóris é um pequeno órgão, altamente sensível e 
corresponde a glande do pênis e é formado por tecido 
erétil. 
 
Períneo feminino 
É a região externa entre a vagina e o ânus. 
 
Mamas e glândulas mamárias 
As glândulas mamárias produzem o leite que 
servira de alimento para o recém nascido. Também 
estão presentes nos homens, porém não produzem 
leite. 
São formadas externamente pelo mamilo e 
aréola.As glândulas mamárias são formadas por 15 a 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 3320 lobos. É na puberdade, sob a ação dos hormônios 
que elas começam se desenvolver. 
Ciclo Menstrual 
Ciclo menstrual é o nome dos processos que 
ocorrem no sistema reprodutor feminino todo mês em 
decorrência da ação dos hormônios estrógeno e 
progesterona. 
Fases do ciclo menstrual: 
Fase menstrual 
A menstruação é a eliminação do tecido 
endometrial, sangue, secreções e muco do útero, e 
dura de três a sete dias. Durante este processo o nível 
de estrógeno e progesterona é baixo no sangue e 
permitem que o hipotálamo secrete o fator liberador 
do FSH (hormônio folículo-estimulante), 
estimulando a adeno-hipófise a produzir FSH e LH, 
estimulando o desenvolvimento do folículo primário. 
 
Fase proliferativa 
Nesta fase há um aumento na produção de 
estrógeno e a parede do endométrio começa ficar 
espessa. O folículo primário amadurece e começa 
secretar progesterona. Quando a produção de 
estrógeno chega ao seu máximo, o LH também tem 
um aumento na sua produção, provocando a ruptura 
do folículo maduro, ocorrendo a ovulação, próximo 
ao 14º dia após o início da menstruação. 
Essa fase é chamada de proliferativa, pois as 
células do endométrio se proliferam e recebem vasos 
sanguíneos. 
Fase secretora 
Após a ovulação, o folículo que se rompeu 
sofre algumas transformações, tornando-se 
amarelado e recebe o nome de corpo lúteo, ou corpo 
amarelo. Sua função é produzir progesterona e 
estrógeno. Com o aumento da produção destes 
hormônios, a produção de LH e FSH cessa. 
O endométrio está pronto para receber o 
embrião e está ricamente vascularizado. Por volta da 
4ª semana, o corpo lúteo regride e cessa a produção 
de hormônios. Se não houver fecundação o 
endométrio é eliminado através da menstruação, 
iniciando um novo ciclo menstrual. 
 
SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO 
Testículos: são as gônadas masculinas. Cada 
testículo é composto por um emaranhado de tubos, os 
ductos seminíferos Esses ductos são formados pelas 
células de Sértoli (ou de sustento) e pelo epitélio 
germinativo, onde ocorrerá a formação dos 
espermatozoides. Em meio aos ductos seminíferos, as 
células intersticiais ou de Leydig (nomenclatura 
antiga) produzem os hormônios sexuais masculinos, 
sobretudo a testosterona, responsáveis pelo 
desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e 
dos caracteres sexuais secundários: 
• Estimulam os folículos pilosos para que 
façam crescer a barba masculina e o pêlo 
pubiano. 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 34 
 
• Estimulam o crescimento das glândulas 
sebáceas e a elaboração do sebo. 
• Produzem o aumento de massa muscular nas 
crianças durante a puberdade, pelo aumento 
do tamanho das fibras musculares. 
• Ampliam a laringe e tornam mais grave a 
voz. 
• Fazem com que o desenvolvimento da massa 
óssea seja maior, protegendo contra a 
osteoporose. 
Epidídimos: são dois tubos enovelados que 
partem dos testículos, onde os espermatozóides são 
armazenados. 
Canais deferentes: são dois tubos que partem 
dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-se 
ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas 
seminais. 
 
Vesículas seminais: responsáveis pela produção 
de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório 
que, juntamente com o líquido prostático e 
espermatozóides, entrarão na composição do sêmen. 
O líquido das vesículas seminais age como fonte de 
energia para os espermatozóides e é constituído 
principalmente por frutose, apesar de conter fosfatos, 
nitrogênio não protéico, cloretos, colina (álcool de 
cadeia aberta considerado como integrante do 
complexo vitamínico B) e prostaglandinas 
(hormônios produzidos em numerosos tecidos do 
corpo. Algumas prostaglandinas atuam na contração 
da musculatura lisa do útero na dismenorréia – cólica 
menstrual, e no orgasmo; outras atuam promovendo 
vasodilatação em artérias do cérebro, o que talvez 
justifique as cefaléias – dores de cabeça – da 
enxaqueca. São formados a partir de ácidos graxos 
insaturados e podem ter a sua síntese interrompida 
por analgésicos e antiinflamatórios). 
Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga 
urinária. Secreta substâncias alcalinas que 
neutralizam a acidez da urina e ativa os 
espermatozóides. 
Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua 
secreção transparente é lançada dentro da uretra para 
limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. 
Também tem função na lubrificação do pênis durante 
o ato sexual. 
Pênis: é considerado o principal órgão do 
aparelho sexual masculino, sendo formado por dois 
tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e 
um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). Na 
extremidade do pênis encontra-se a glande - cabeça 
do pênis, onde podemos visualizar a abertura da 
uretra. Com a manipulação da pele que a envolve - o 
prepúcio - acompanhado de estímulo erótico, ocorre 
a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso, com 
sangue, tornando-se rijo, com considerável aumento 
do tamanho (ereção). O prepúcio deve ser puxado e 
higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma 
secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte 
odor, que consiste principalmente em células 
epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do 
prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta 
devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a 
pessoa tem fimose. 
 
 
A uretra é comumente um canal destinado 
para a urina, mas os músculos na entrada da bexiga se 
contraem durante a ereção para que nenhuma urina 
entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga. 
Todos os espermatozóides não ejaculados são 
reabsorvidos pelo corpo dentro de algum tempo. 
Saco Escrotal ou Bolsa Escrotal ou Escroto: 
Um espermatozóide leva cerca de 70 dias para ser 
produzido. Eles não podem se desenvolver 
adequadamente na temperatura normal do corpo 
(36,5°C). Assim, os testículos se localizam na parte 
externa do corpo, dentro da bolsa escrotal, que tem a 
função de termorregulação (aproximam ou afastam os 
testículos do corpo), mantendo-os a uma temperatura 
geralmente em torno de 1 a 3 °C abaixo da corporal. 
 
SISTEMA NERVOSO 
O sistema nervoso é responsável pelo 
ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é 
perceber e identificar as condições ambientais 
externas, bem como as condições reinantes dentro do 
próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a 
essas condições. 
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ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 35 
 
A unidade básica do sistema nervoso é a 
célula nervosa, denominada neurônio, que é uma 
célula extremamente estimulável; é capaz de perceber 
as mínimas variações que ocorrem em torno de si, 
reagindo com uma alteração elétrica que percorre sua 
membrana. Essa alteração elétrica é o impulso 
nervoso. As células nervosas estabelecem conexões 
entre si de tal maneira que um neurônio pode 
transmitir a outros os estímulos recebidos do 
ambiente, gerando uma reação em cadeia. 
Neurônios: células nervosas 
Um neurônio típico apresenta três partes 
distintas: corpo celular, dentritos e axônio. 
No corpo celular, a parte mais volumosa da 
célula nervosa, se localiza o núcleo e a maioria das 
estruturas citoplasmáticas. 
Os dentritos (do grego dendron, árvore) são 
prolongamentos finos e geralmente ramificados que 
conduzem os estímulos captados do ambiente ou de 
outras células em direção ao corpo celular. 
O axônio é um prolongamento fino, 
geralmente mais longo que os dentritos, cuja função 
é transmitir para outras células os impulsos nervosos 
provenientes do corpo celular. 
Os corpos celulares dos neurônios estão 
concentrados no sistema nervoso central e também 
em pequenas estruturas globosas espalhadas pelo 
corpo, os gânglios nervosos. Os dentritos e o axônio, 
genericamente chamados fibras nervosas, estendem-
se por todo o corpo, conectando os corpos celulares 
dos neurônios entre si e às células sensoriais, 
muscularese glandulares. 
Células Glia 
Além dos neurônios, o sistema nervoso 
apresenta-se constituído pelas células glia, ou células 
gliais, cuja função é dar sustentação aos neurônios e 
auxiliar o seu funcionamento. As células da glia 
constituem cerca de metade do volume do nosso 
encéfalo. Há diversos tipos de células gliais. Os 
astrócitos, por exemplo, dispõem-se ao longo dos 
capilares sanguíneos do encéfalo, controlando a 
passagem de substâncias do sangue para as células do 
sistema nervoso. Os oligodendrócitos e as células de 
Schwann enrolam-se sobre os axônios de certos 
neurônios, formando envoltórios isolantes. 
 
Impulso Nervoso 
A despolarização e a repolarização de um 
neurônio ocorrem devido as modificações na 
permeabilidade da membrana plasmática. Em um 
primeiro instante, abrem-se "portas de passagem" de 
Na+, permitindo a entrada de grande quantidade 
desses íons na célula. Com isso, aumenta a 
quantidade relativa de carga positiva na região interna 
na membrana, provocando sua despolarização. Em 
seguida abrem-se as "portas de passagem" de K+, 
permitindo a saída de grande quantidade desses íons. 
Com isso, o interior da membrana volta a ficar com 
excesso de cargas negativas (repolarização). A 
despolarização em uma região da membrana dura 
apenas cerca de 1,5 milésimo de segundo (ms). 
O estímulo provoca, assim, uma onda de 
despolarizações e repolarizações que se propaga ao 
longo da membrana plasmática do neurônio. Essa 
onda de propagação é o impulso nervoso, que se 
propaga em um único sentido na fibra nervosa. 
Dentritos sempre conduzem o impulso em direção ao 
corpo celular, por isso diz que o impulso nervoso no 
dentrito é celulípeto. O axônio por sua vez, conduz o 
impulso em direção às suas extremidades, isto é, para 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 36 
 
longe do corpo celular; por isso diz-se que o impulso 
nervoso no axônio é celulífugo. 
A velocidade de propagação do impulso 
nervoso na membrana de um neurônio varia entre 
10cm/s e 1m/s. A propagação rápida dos impulsos 
nervosos é garantida pela presença da bainha de 
mielina que recobre as fibras nervosas. A bainha de 
mielina é constituída por camadas concêntricas de 
membranas plasmáticas de células da glia, 
principalmente células de Schwann. Entre as células 
gliais que envolvem o axônio existem pequenos 
espaços, os nódulos de Ranvier, onde a membrana do 
neurônio fica exposta. 
Nas fibras nervosas mielinizadas, o impulso 
nervoso, em vez de se propagar continuamente pela 
membrana do neurônio, pula diretamente de um 
nódulo de Ranvier para o outro. Nesses neurônios 
mielinizados, a velocidade de propagação do impulso 
pode atingir velocidades da ordem de 200m/s (ou 
720km/h ). 
 
Sinapses: transmissão do impulso nervoso entre 
células 
Um impulso é transmitido de uma célula a 
outra através das sinapses (do grego synapsis, ação de 
juntar). A sinapse é uma região de contato muito 
próximo entre a extremidade do axônio de um 
neurônio e a superfície de outras células. Estas células 
podem ser tanto outros neurônios como células 
sensoriais, musculares ou glandulares. 
As terminações de um axônio podem 
estabelecer muitas sinapses simultâneas. Na maioria 
das sinapses nervosas, as membranas das células que 
fazem sinapses estão muito próximas, mas não se 
tocam. Há um pequeno espaço entre as membranas 
celulares (o espaço sináptico ou fenda sináptica). 
Quando os impulsos nervosos atingem as 
extremidades do axônio da célula pré-sináptica, 
ocorre liberação, nos espaços sinápticos, de 
substâncias químicas denominadas 
neurotransmissores ou mediadores químicos, que tem 
a capacidade de se combinar com receptores 
presentes na membrana das célula pós-sináptica, 
desencadeando o impulso nervoso. Esse tipo de 
sinapse, por envolver a participação de mediadores 
químicos, é chamado sinapse química. Os cientistas 
já identificaram mais de dez substâncias que atuam 
como neurotransmissores, como a acetilcolina, a 
adrenalina (ou epinefrina), a noradrenalina (ou 
norepinefrina), a dopamina e a serotonina. 
Sinapses Neuromusculares 
A ligação entre as terminações axônicas e as 
células musculares é chamada sinapse neuromuscular 
e nela ocorre liberação da substância 
neurotransmissora acetilcolina que estimula a 
contração muscular. 
Sinapses Elétricas 
Em alguns tipos de neurônios, o potencial de 
ação se propaga diretamente do neurônio pré-
sináptico para o pós-sináptico, sem intermediação de 
neurotransmissores. As sinapses elétricas ocorrem no 
sistema nervoso central, atuando na sincronização de 
certos movimentos rápidos. 
Sistema Nervoso Central 
O encéfalo se aloja no interior do crânio, e a 
medula espinal no interior de um canal existente na 
coluna vertebral. O encéfalo e a medula são formados 
por células da glia, por corpos celulares de neurônios 
e por feixes de dentritos e axônios. 
Substância branca e cinzenta 
A camada mais externa do encéfalo tem cor cinzenta 
e é formada principalmente por corpos celulares de 
neurônios. Já a região encefálica mais interna tem cor 
branca e é constituída principalmente por fibras 
nervosas (dentritos e axônios). A cor branca se deve 
a bainha de mielina que reveste as fibras. 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 37 
 
Na medula espinal, a disposição das substâncias 
cinzenta e branca se inverte em relação ao encéfalo; a 
camada cinzenta é interna e a branca, externa. 
Meninges 
Tanto o encéfalo como a medula espinal são 
protegidos por três camadas de tecido conjuntivo (as 
meninges). A meninge externa, mais espessa, é a 
dura-máter; a meninge mediana é a aracnóide; e a 
mais interna é a pia-máter, firmemente aderido ao 
encéfalo e a medula. A pia-máter contém vasos 
sanguíneos responsáveis pela nutrição e oxigenação 
das células do sistema nervoso central. 
 
Entre a aracnóide e a pia-máter, há um espaço 
preenchido pelo líquido cerebrospinal ou líquido 
cefalorraquidiano, que também circula nas cavidades 
internas do encéfalo e da medula, esse líquido tem a 
função de amortecer os choques mecânicos do 
sistema nervoso central contra os ossos do crânio e 
da coluna vertebral. 
Partes do encéfalo 
Suas partes fundamentais são: 
• Lobo olfativo; 
• Cérebro; 
• Tálamo; 
• Lobo óptico; 
• Cerebelo; 
• Bulbo raquidiano (ou medula oblonga). 
 
Sistema Nervoso Periférico 
O Sistema Nervoso Periférico é constituído 
pelos nervos e gânglios nervosos e sua função é 
conectar o sistema nervoso central às diversas partes 
do corpo humano. 
Nervos e gânglios nervosos 
Nervos são feixes de fibras nervosas envoltas 
por uma capa de tecido conjuntivo. Nos nervos há 
vasos sanguíneos, responsáveis pela nutrição das 
fibras nervosas. 
As fibras presentes nos nervos podem ser 
tanto dentritos como axônios que conduzem, 
respectivamente, impulsos nervosos das diversas 
regiões do corpo ao sistema nervoso central e vice-
versa.Gânglios nervosos são aglomerados de corpos 
celulares de neurônios localizados fora do sistema 
nervoso central. Os gânglios aparecem como 
pequenas dilatações em certos nervos. 
Nervos sensitivos, motores e mistos 
Nervos sensitivos são os que contêm somente 
fibras sensitivas, que conduzem impulsos dos órgãos 
sensitivos para o sistema nervoso central. Nervos 
motores são os que contêm somente fibras motoras, 
que conduzem impulsos do sistema nervoso central 
até os órgãos efetuadores (músculos ou glândulas). 
Nervos mistos contêm tanto fibras sensitivas quanto 
motoras. 
Nervos cranianos 
São os nervos ligados ao encéfalo, enquanto 
nervos ligados à medula espinal são denominados 
nervos espinais ou raquidianos. Possuímos doze pares 
de nervos cranianos, responsáveis pela intervenção 
dos órgãos do sentido, dos músculos e glândulas da 
cabeça, e também de alguns órgãos internos. 
Nervos espinais ou raquidianos 
Dispõem-se em pares ao longo da medula, 
um par por vértebra.Cada nervo do par liga-se 
lateralmente à medula por meio de duas "raízes", uma 
localizada em posição mais dorsal e outra em posição 
mais ventral. 
A raiz dorsal de um nervo espinal é formada 
por fibras sensitivas e a raiz ventral, por fibras 
motoras. 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 38 
 
Gânglios espinais 
Na raiz dorsal de cada nervo espinal há um 
gânglio, o gânglio espinal, onde se localizam os 
corpos celulares dos neurônios sensitivos. Já os 
corpos celulares dos neurônios motores localizam-se 
dentro da medula, na substância cinzenta. Os nervos 
espinais ramificam-se perto da medula e os diferentes 
ramos inervam os músculos, a pele e as vísceras. 
Fisiologia do sistema nervoso 
Funções do encéfalo 
As informações vindas das diversas partes do 
corpo, chegam até as partes específicas do encéfalo, 
chamadas de centros nervosos, onde são integradas 
para gerar ordens de ação na forma de impulsos 
nervosos que são emitidas às diversas partes do corpo 
através das fibras motoras presentes nos nervos 
cranianos e espinais. 
O encéfalo humano contém cerca de 35 
bilhões de neurônios e pesa aproximadamente 1,4 kg. 
A região superficial do cérebro, que acomoda bilhões 
de corpos celulares de neurônios (substância 
cinzenta), constitui o córtex cerebral. O córtex 
cerebral está dividido em mais de quarenta áreas 
funcionalmente distintas. Cada uma delas controla 
uma atividade específica. 
Tálamo e Hipotálamo 
Todas as mensagens sensoriais, com exceção 
das provenientes dos receptores do olfato, passam 
pelo tálamo antes de atingir o córtex cerebral. Este é 
uma região de substância cinzenta localizada entre o 
tronco encefálico e o cérebro. O tálamo atua como 
estação retransmissora de impulsos nervosos para o 
córtex cerebral. Ele é responsável pela condução dos 
impulsos às regiões apropriadas do cérebro onde eles 
devem ser processados. 
O hipotálamo, também constituído por 
substância cinzenta, é o principal centro integrador 
das atividades dos órgãos viscerais, sendo um dos 
principais responsáveis pela homeostase corporal. Ele 
faz ligação entre o sistema nervoso e o sistema 
endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas 
endócrinas. É o hipotálamo que controla a 
temperatura corporal, regula o apetite e o balanço de 
água no corpo e está envolvido na emoção e no 
comportamento sexual. 
Tronco Encefálico 
Formado pelo mesencéfalo, pela ponte e pela 
medula oblonga (ou bulbo raquidiano), o tronco 
encefálico conecta o cérebro à medula espinal. Além 
de coordenar e integrar as informações que chegam 
ao encéfalo, ele controla a atividade de diversas partes 
do corpo. 
O mesencéfalo é responsável por certos 
reflexos. A ponte é constituída principalmente por 
fibras nervosas mielinizadas que ligam o córtex 
cerebral ao cerebelo. O bulbo raquidiano participa na 
coordenação de diversos movimentos corporais e 
possui importantes centros nervosos. 
Cerebelo 
É o responsável pela manutenção do 
equilíbrio corporal, é graças a ele que podemos 
realizar ações complexas, como andar de bicicleta e 
tocar violão, por exemplo. O cérebro recebe as 
informações de diversas partes do encéfalo sobre a 
posição das articulações e o grau de estiramento dos 
músculos, bem como informações auditivas e visuais. 
Funções da medula espinal 
A medula espinal elabora respostas simples 
para certos estímulos. Essas respostas medulares, 
denominadas atos reflexos, permitem ao organismo 
reagir rapidamente em situações de emergência. A 
medula funciona também como uma estação 
retransmissora para o encéfalo. Informações colhidas 
nas diversas partes do corpo chegam à medula, de 
onde são retransmitidas ao encéfalo para serem 
analisadas. Por outro lado, grande parte das ordens 
elaboradas no encéfalo passa pela medula antes de 
chegar aos seus destinos. 
A parte externa da médula, de cor branca, é 
constituída por feixes de fibras nervosas mielinizadas, 
denominados tratos nervosos, que são responsáveis 
pela condução de impulsos das diversas regiões da 
medula para o encéfalo e vice-versa. 
 
 
Divisão funcional do SNP 
As ações voluntárias resultam da contração 
de músculos estriados esqueléticos, que estão sob o 
controle do sistema nervoso periférico voluntário ou 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 39 
 
somático. Já as ações involuntárias resultam da 
contração das musculaturas lisa e cardíaca, 
controladas pelo sistema nervoso periférico 
autônomo, também chamado involuntário ou 
visceral. 
SNP Voluntário 
Tem por função reagir a estímulos 
provenientes do ambiente externo. Ele é constituído 
por fibras motoras que conduzem impulsos do 
sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. 
SNP Autônomo 
Tem por função regular o ambiente interno do 
corpo, controlando a atividade dos sistemas 
digestivos, cardiovascular, excretor e endócrino. Ele 
contém fibras nervosas que conduzem impulsos do 
sistema nervoso central aos músculos lisos das 
vísceras e à musculatura do coração. 
Sistema Nervoso Autônomo 
SNP Autônomo Simpático e SNP Autônomo 
Parassimpático 
O SNP autônomo (SNPA) é dividido em dois 
ramos: simpático e parassimpático, que se distinguem 
tanto pela estrutura quanto pela função. Enquanto os 
gânglios da via simpática localizam-se ao lado da 
medula espinal, distantes do órgão efetuador, os 
gânglios das vias parassimpáticas estão longe do 
sistema nervoso central e próximos ou mesmo dentro 
do órgão efetuador. 
As fibras nervosas simpáticas e 
parassimpáticas inervam os mesmos órgãos, mas 
trabalham em oposição. Enquanto um dos ramos 
estimula determinado órgão, o outro o inibe. Essa 
ação antagônica mantém o funcionamento 
equilibrado dos órgãos internos. 
O SNPA simpático, de modo geral, estimula 
ações que mobilizam energia, permitindo ao 
organismo responder a situações de estresse. Por 
exemplo, o SNPA simpático é responsável pela 
aceleração dos batimentos cardíacos, pelo aumento da 
pressão sanguínea, pelo aumento da concentração de 
açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo 
geral do corpo. 
Já o SNPA parassimpático estimula 
principalmente atividades relaxantes, como a redução 
do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea, entre 
outras. 
 
Mediadores químicos no SNPA Simpático e 
Parassimpático 
Tanto nos gânglios do SNPA simpático como 
nos do parassimpático ocorrem sinapses químicas 
entre os neurônios pré-ganglionares e os pós-
ganglionares. Nos dois casos, a substância 
neurotransmissora da sinapse é a acetilcolina. No 
SNPA parassimpático, o neurotransmissor é a 
acetilcolina, como nas sinapses ganglionares. Já no 
simpático, o neurotransmissor é, com poucas 
exceções, a noradrenalina.existe 
uma delicada membrana - o periósteo - responsável 
pelo crescimento em espessura do osso e também pela 
consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As 
superfícies articulares são revestidas por cartilagem. 
Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou 
placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal 
disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) 
e é responsável pelo crescimento longitudinal do 
osso. O interior dos ossos é preenchido pela medula 
óssea, que, em parte é amarela, funcionando como 
depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e 
gelatinosa, constituindo o local de formação das 
células do sangue, ou seja, da hematopoiese. O tecido 
hematopoiético é popularmente conhecido por 
"tutano". As maiores quantidades de tecido 
hematopoiético estão nos ossos da bacia e no esterno. 
Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é 
encontrada principalmente nas epífises. 
SISTEMA MUSCULAR 
O sistema muscular é formado pelo 
conjunto de músculos do nosso corpo. Existem cerca 
de 600 músculos no corpo humano; juntos eles 
representam de 40 a 50% do peso total de uma pessoa. 
Os músculos são capazes de se contrair e de se 
relaxar, gerando movimentos que nos permitem 
andar, correr, saltar, nadar, escrever, impulsionar o 
alimento ao longo do tubo digestório, promover a 
circulação do sangue no organismo, urinar, defecar, 
piscar os olhos, rir, respirar... 
A nossa capacidade de locomoção depende 
da ação conjunta de ossos, articulações e músculos, 
sob a regulação do sistema nervoso. 
 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 6 
 
 
No corpo humano, existem músculos 
grandes, como os da coxa, e músculos pequenos, 
como certos músculos da face. Eles podem ser 
arredondados (os orbiculares dos olhos, por 
exemplo); planos (os do crânio, entre outros); ou 
fusiformes (como os do braço). 
Mas, de maneira geral, podemos reconhecer 
três tipos de músculo no corpo humano: 
• Músculo não estriado (músculo liso); 
• Músculo estriado esquelético; 
• Músculo estriado cardíaco. 
Os músculos não estriados têm contração 
lenta e involuntária, isto é, os movimentos por eles 
gerados ocorrem independentemente da nossa 
vontade. 
Esses músculos são responsáveis, por 
exemplo, pela ereção dos pêlos na pele (“arrepio”) e 
pelos movimentos de órgãos como o esôfago, o 
estômago, o intestino, as veias e as artérias, ou seja, 
músculos associados aos movimentos peristálticos e 
ao fluxo de sangue no organismo. 
Os músculos estriados esqueléticos fixam-
se aos ossos geralmente por meio de cordões fibrosos, 
chamados tendões. Possuem contração vigorosa e 
voluntária, isto é, seus movimentos obedecem a nossa 
vontade. Exemplos: os músculos das pernas, dos pés, 
dos braços e das mãos. 
O músculo estriado cardíaco é o 
miocárdio, o músculo do coração, que promove os 
batimentos cardíacos. Sua contração é vigorosa e 
involuntária. 
 
SISTEMA DIGESTÓRIO 
Após uma refeição, os nutrientes presentes nos 
alimentos devem chegar às células. No entanto, a 
maioria deles não as atinge diretamente. Precisam ser 
transformadas para então, nutrir o nosso corpo. Isto 
porque as células só conseguem absorver nutrientes 
simples e esse processo de “simplificação”recebe o 
nome de digestão. 
As enzimas digestórias 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 7 
 
O nosso corpo produz vários tipos de enzimas 
digestórias. Cada tipo de enzima é capaz de digerir 
somente determinada espécie de molécula presente 
nos alimentos. Assim, as amilases ação as enzimas 
que atuam somente sobre o amido; 
as proteases agem sobre as proteínas; 
as lípases sobre os lipídios, e assim por diante. 
Há substâncias que nenhuma enzima humana é capaz 
de digerir. Uma delas é a celulose, que participa da 
formação da parede das células vegetais. Como a 
celulose é uma molécula grande demais para ser 
absorvida e não é digerida, ela é eliminada com as 
fezes. 
Tubo digestório 
O tubo digestório é composto pelos seguintes 
órgãos: 
BOCA 
A boca é a primeira estrutura do sistema digestório, 
onde é liberada a saliva que inicia a digestão química. 
O assoalho da boca é ocupado pela língua. Ela 
contribui para a mistura dos alimentos com a saliva, 
mantém o alimento junto aos dentes, empurra o 
alimento para a faringe, limpa os dentes e é o órgão 
importante da fala. A língua apresenta ainda 
as papilas linguais, estruturas responsáveis pela 
gustação. 
Anexas à boca estão três pares de glândulas 
salivares, que são órgãos produtores de saliva. 
A saliva contém uma enzima do tipo amilase, 
chamada ptialina, que age sobre o amido e o 
transforma em maltose, uma variedade de açúcar 
formada pela união de duas moléculas de glicose. 
A língua 
A língua movimenta o alimento 
empurrando-o em direção a garganta, para que seja 
engolido. Na superfície da língua existem dezenas de 
papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem 
os sabores: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado 
(C) e doce (D). De sua combinação resultam centenas 
de sabores distintos. A distribuição dos quatro tipos 
de receptores gustativos, na superfície da língua, não 
é homogênea. 
Dentes 
Os dentes cortam, prendem e trituram os 
alimentos. Em um ser humano adulto, existem 32 
dentes, dezesseis em cada arco dental, assim 
distribuídos: 
• Quatro incisivos – localizados na frente, dois do 
lado esquerdo e dois do lado direito -, que cortam os 
alimentos; 
• Dois caninos – também chamados de “presas”, um 
de cada lado -, que perfuram os alimentos; 
• Quatro pré-molares – dois de cada lado -, que 
trituram os alimentos; 
• Seis molares – três de cada lado -, que também 
trituram os alimentos; destes, o terceiro ou último 
molar (o dente do siso) pode nunca vir a nascer. 
 
Da Boca Para O Estômago 
Deglutição 
Após a mastigação e a salivação, forma-se o que 
chamamos de bolo alimentar, que é deglutido. Após 
o ato de engolir, o bolo alimentar passa pela faringe e 
chega ao esôfago. 
 
Faringe 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 8 
 
A faringe é um órgão cavitário alongado em forma de 
funil, situado logo a pós a boca. Ela se comunica com 
a boca, com as cavidades nasais, com a laringe e com 
o esôfago. Quando o alimento chega à faringe, os 
músculos de sua parede se contraem e empurram o 
alimento para o esôfago. 
Quando o alimento chega à faringe, os músculos de 
sua parede se contraem e empurram o alimento para 
o esôfago. Na região entre a boca e a faringe 
encontram-se as tonsilas palatinas (amídalas) direita 
e esquerda. São órgãos de defesa do corpo. 
Esôfago 
O esôfago é um órgão em forma de tubo, com paredes 
flexíveis e que mede aproximadamente 25 
centímetros de comprimento. Em sua parede superior, 
ele se comunica com a faringe; em sua parte inferior, 
comunica-se com o estômago. Por meio de 
movimentos peristálticos, o esôfago empurra o 
alimento para o estômago. 
Movimentos peristálticos 
A deglutição é um movimento voluntário, isto é, 
executamos conscientemente o ato de engolir. A 
partir daí, os movimentos peristálticos conduzem o 
bolo alimentar pelo tubo digestório. Esses 
movimentos são involuntários, isto é, independem da 
nossa vontade. São contrações dos músculos situados 
no esôfago, no estômago e nos intestinos, onde são 
mais intensos. Além de empurrar o alimento ao longo 
do tubo digestório, promovem a sua mistura. 
Os movimentos peristálticos participam da digestão 
mecânica, fazendo com que o bolo alimentar seja 
empurrado do esôfago para o estômago. Uma válvula, 
a cárdia, regula essa passagem do alimento. 
 ESTÔMAGO E SUCO GÁSTRICO 
O estômago é uma bolsa de parede musculosa, com 
25 cm de comprimento, localizada no lado esquerdo 
abaixo do abdome, logo abaixo das últimas costelas. 
É um órgão muscular que liga o esôfago ao intestino 
delgado. Possui 03 zonas distintas: Cárdia, que o 
separa do esôfago e tem uma válvula que impede o 
refluxo dosalimentos, o Fundo (corpo) e o Piloro, 
outra válvula que o separa do intestino delgado. Sua 
função principal é a digestão de alimentos proteicos. 
O estômago produz o suco gástrico, um líquido claro, 
transparente, altamente ácido, que contêm ácido 
clorídrico, muco, enzimas e sais. O ácido clorídrico 
mantém o pH do interior do estômago entre 0,9 e 2,0. 
Também dissolve o cimento intercelular dos tecidos 
dos alimentos, auxiliando a fragmentação mecânica 
iniciada pela mastigação. No estômago, os 
movimentos peristálticos misturam o bolo alimentar 
ao suco gástrico, A pepsina, a principal enzima do 
estômago, atua na transformação das proteínas, 
intensificando a digestão química, que continuará no 
intestino. O suco alimentar resultante da digestão 
gástrica é denominada quimo; por isso, a digestão 
gástrica é também denominada 
quimificação. Através de outra válvula – o piloro -, é 
regulada a passagem do quimo para o intestino. 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 9 
 
 
INTESTINO DELGADO 
O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 
m de comprimento por 04cm de diâmetro e pode ser 
dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm), 
jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm).A 
porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura 
e compreende o piloro, esfíncter muscular da parte 
inferior do estômago pela qual este esvazia seu 
conteúdo no intestino. A digestão do quimo ocorre 
predominantemente no duodeno e nas primeiras 
porções do jejuno. Na digestão química, há a ação 
dessas secreções: 
• Bile – secreção do fígado armazena na vesícula biliar. 
Ela é lançada no duodeno através de um canal e não 
contém enzimas digestivas; mas os sais biliares 
separam as gorduras em partículas microscópicas, 
funcionando de modo semelhante a um detergente. 
Isso facilita a ação das enzimas pancreáticas sobre os 
lipídios. 
• Suco pancreático – É produzido pelo pâncreas. 
Possui várias enzimas que atuam n digestão das 
proteínas, dos carboidratos e dos lipídios. 
• Suco entérico – é produzido pela mucosa intestinal. 
Possui enzimas que atuam na transformação, entre 
outras substâncias, das proteínas e dos carboidratos. 
Ao término do processo digestório no intestino 
delgado, o conjunto de substâncias resultantes forma 
um líquido viscoso de cor branca denominado quilo. 
A digestão continua no jejuno e no íleo. 
O destino dos alimentos 
O quilo, produto da digestão, é composto pelos 
nutrientes transformados em moléculas muito 
pequenas, mais as vitaminas e sais minerais. As 
substâncias que formam o quilo podem ser absorvidas 
pelo organismo, isto é, atravessam as células do 
intestino, por meio das vilosidades do intestino 
delgado. 
Com isso, ocorre a passagem das substâncias 
nutritivas para os capilares sanguíneos – ocorre a 
absorção dos nutrientes. O que não é absorvido, parte 
da água e massa alimentar, formada principalmente 
pelas fibras, passa para o intestino grosso. 
 
 
INTESTINO GROSSO 
É o local de absorção de água, tanto a ingerida 
quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe 
cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 
ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da 
mucosa do intestino grosso secretam muco, que 
lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e 
eliminação pelo ânus. 
Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em 
ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon 
descendente, cólon sigmoide e reto. A saída do reto 
chama-se ânus e é fechada por um músculo que o 
rodeia, o esfíncter anal. Algumas bactérias 
intestinais fermentam e assim decompõem resíduos 
de alimentos e produzem vitaminas (a vitamina K e 
algumas vitaminas do complexo B), que são 
aproveitadas pelo organismo. Nessas atividades, as 
bactérias produzem gases – parte deles é absorvida 
pelas paredes intestinais e outra é eliminada pelo 
ânus. 
O material que não foi digerido, as fibras, por 
exemplo, forma as fezes que são acumuladas no reto 
e, posteriormente, empurradas por movimentos 
musculares ou peristálticos para fora do ânus. É 
quando sentimos vontade de defecar, ou seja, eliminar 
as fezes. 
Concluídas todas as etapas da digestão, os nutrientes 
que chegam à circulação sanguínea são distribuídos a 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 10 
 
todas as células, e assim são utilizados pelo 
organismo. 
 
GLÂNDULAS ANEXAS 
As glândulas salivares 
A presença de alimento na boca, assim como sua 
visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a 
secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar 
ou ptialina, além de sais e outras substâncias. A 
amilase salivar digere o amido e outros 
polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os 
em moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares 
de glândulas salivares lançam sua secreção na 
cavidade bucal: parótida, submandibular e 
sublingual: 
• Glândula parótida - Com massa variando 
entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na 
parte lateral da face, abaixo e adiante do 
pavilhão da orelha. 
• Glândula submandibular - É arredondada, 
mais ou menos do tamanho de uma noz. 
• Glândula sublingual - É a menor das três; fica 
abaixo da mucosa do assoalho da boca. 
Os sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e 
mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente 
ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina. O alimento, 
que se transforma em bolo alimentar, é empurrado 
pela língua para o fundo da faringe, sendo 
encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas 
ondas peristálticas (como mostra a figura na página 
07), levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o 
esôfago. Através dos peristaltismos, você pode ficar 
de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento 
chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo 
para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre 
nas vias respiratórias. Quando a cárdia (anel 
muscular, esfíncter) se relaxa, permite a passagem do 
alimento para o interior do estômago. 
 
 
 
 
 
Pâncreas 
O pâncreas é uma glândula mista, de mais ou 
menos 15 cm de comprimento e de formato 
triangular, localizada transversalmente sobre a parede 
posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, 
sob o estômago. O pâncreas é formado por uma 
cabeça que se encaixa no quadro duodenal, de um 
corpo e de uma cauda afilada. A secreção externa dele 
é dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e 
de Santorini. O pâncreas comporta dois órgãos 
estreitamente intrincados: pâncreas exócrino e o 
endócrino. 
 
O pâncreas exócrino produz enzimas 
digestivas, em estruturas reunidas denominadas 
ácinos. Os ácinos pancreáticos estão ligados através 
de finos condutos, por onde sua secreção é levada até 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 11 
 
um condutor maior, que desemboca no duodeno, 
durante a digestão. 
 
Fígado 
 
É o maior órgão interno, e é ainda um dos 
mais importantes. É a mais volumosa de todas as 
vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na 
mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, 
superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. 
Está situado no quadrante superior direito da cavidade 
abdominal. 
O tecido hepático é constituído por 
formações diminutas que recebem o nome de lobos, 
compostos por colunas de células hepáticas ou 
hepatócitos, rodeadas por canais diminutos 
(canalículos), pelos quais passa a bile, secretada pelos 
hepatócitos. Estes canais se unem para formar o ducto 
hepático que, junto com o ducto procedente da 
vesícula biliar, forma o ducto comum da bile, que 
descarrega seu conteúdo no duodeno. 
As células hepáticas ajudam o sangue a 
assimilar as substâncias nutritivas e a excretar os 
materiais residuais e as toxinas, bem como esteroides, 
estrógenos e outros hormônios. O fígado é um órgão 
muito versátil. Armazena glicogênio, ferro, cobre e 
vitaminas. Sintetiza também o colesterol e purifica 
muitos fármacos e muitas outras substâncias. O termo 
hepatiteé usado para definir qualquer inflamação no 
fígado, como a cirrose. 
Funções do fígado: 
• Secretar a bile, líquido que atua no 
emulsionamento das gorduras ingeridas; 
• Remover moléculas de glicose no sangue, 
reunindo-as quimicamente para formar 
glicogênio, que é armazenado; nos momentos 
de necessidade, o glicogênio é reconvertido 
em moléculas de glicose, que são relançadas 
na circulação; 
• Armazenar ferro e certas vitaminas em suas 
células; 
• Metabolizar lipídeos; 
• Sintetizar diversas proteínas presentes no 
sangue, de fatores imunológicos e de 
coagulação e de substâncias transportadoras 
de oxigênio e gorduras; 
• Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, 
auxiliando na desintoxicação do organismo; 
• Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) 
velhas ou anormais, transformando sua 
hemoglobina em bilirrubina, o pigmento 
castanho-esverdeado presente na bile. 
OBESIDADE E PROCESSO INFLAMATÓRIO 
Nosso tecido gorduroso — que de agora em 
diante chamarei de tecido adiposo — é formado por 
células que recebem o nome de adipócitos. Essas 
células, além de estocar gorduras, regulam vários 
aspectos de nosso metabolismo, produzindo uma 
série de hormônios e moléculas inflamatórias. 
A inflamação induzida pela obesidade é também 
chamada de “metainflamação”, por seu potencial 
envolvimento em algumas doenças, como resistência 
à insulina, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, 
esteatose hepática, além de diversos tipos de câncer. 
Para simplificar, pode-se dizer que a obesidade ocorre 
pelo resultado de um aumento do tecido adiposo que 
pode acontecer de duas formas: com o aumento do 
número de células (hiperplasia), ou com o aumento 
do tamanho das células já existentes (hipertrofia). As 
células de gordura podem aumentar em até mil vezes 
só por hipertrofia, independentemente da época de 
vida, desde que haja espaço disponível nos 
adipócitos. 
Ao contrário do que se pensava, a hiperplasia 
(aumento de células novas) pode ocorrer em qualquer 
época da vida, e não apenas na infância e na 
adolescência. Quando a quantidade de gordura nas 
células existentes alcança o limite de sua capacidade, 
uma nova célula cresce para, assim, poder acumular 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 12 
 
mais gordura. Por isso, é mais difícil ter sucesso na 
manutenção do peso em pessoas que tem uma 
obesidade hipercelular do que na obesidade 
hipertrófica. 
Como já disse, nosso tecido adiposo é um órgão 
secretório ativo que produz inúmeras substâncias para 
sinalização em nosso metabolismo. Entre elas estão 
substâncias ativadoras de nosso sistema imunológico, 
e sua relação com a inflamação é compreensível, visto 
que várias dessas substâncias são pró-
inflamatórias. Além disso, quando temos esse 
processo inflamatório na obesidade, ocorre também 
um aumento do estresse oxidativo. Eu costumo 
explicar: o ferro enferruja, nós oxidamos. 
Esse estresse oxidativo resulta do acúmulo de radicais 
livres, que são substâncias que danificam as células. 
Acredita-se que o dano causado pelo estresse 
oxidativo contribua para o envelhecimento e para o 
surgimento de muitas doenças. Na obesidade, a 
produção de radicais livres aumenta nos adipócitos. 
Temos também células em nosso organismo 
chamadas de macrófagos, que são células de defesa 
que atuam na resposta inflamatória. Eles são os 
grandes “faxineiros” (fagocitam, isto é, “englobam e 
digerem” o que precisa ser eliminado) e “fofoqueiros” 
de nosso organismo, sinalizando para outras células 
do sistema de defesa o que deve ser combatido. 
Esses macrófagos acabam por se infiltrar no tecido 
adiposo em resposta à produção de substâncias pró-
inflamatórias do próprio adipócito. As substâncias 
produzidas tanto pelo tecido adiposo como pelos 
macrófagos, que também secretam substâncias 
sinalizadoras, caem na corrente sanguínea, o que 
torna essa inflamação sistêmica. 
Mas é possível também que a presença de inflamação 
esteja aumentada por outras causas, por exemplo 
alergias alimentares, principalmente no caso das 
alergias consideradas “tardias”, que podem se 
manifestar, de forma subclínica, até três a quatro dias 
depois de o alimento ter sido consumido. 
Essas alergias geram processos inflamatórios que 
contribuem para uma resistência à insulina, pois a 
presença dessas substâncias inibe a ação da insulina 
por meio de alteração da sinalização de seu receptor. 
Além disso, essas substâncias pró-inflamatórias 
exacerbam a produção de radicais livres, aumentam 
os níveis de cortisol e aumentam as moléculas de 
adesão plaquetária, contribuindo para o processo de 
aterogênese (aquele que entope as artérias e veias). 
Mas essa produção de substâncias pró-inflamatórios 
também sofre influência das gorduras da dieta, como 
a gordura saturada, a gordura trans e o aumento no 
consumo de ácidos graxos poli-insaturados da série 
ômega 6 em desequilíbrio com os da série ômega 3, 
tudo isso gerando uma lipotoxicidade, uma das causas 
também da resistência à insulina. 
Tanto o ômega 3 como o ômega 6 são ácidos graxos 
essenciais, isto é, precisamos ingeri-los, pois nosso 
corpo não tem a capacidade de fabricá-los, mas o 
grande problema é que atualmente estamos 
consumindo muito mais ômega 6 do que ômega 3, 
conferindo à nossa dieta ocidental o aspecto de dieta 
pró-inflamatória. O ideal seria a seguinte relação: 
uma porção de ômega 3 para cada duas, no máximo 
quatro porções de ômega 6. Só que atualmente 
estamos consumindo uma porção de ômega 3 para 20, 
até 30 porções de ômega 6. O ácido graxo ômega 3 é 
encontrado principalmente nas gorduras dos peixes 
de águas frias e profundas; já o ácido graxo ômega 6 
tem suas principais fontes nos óleos vegetais 
(girassol, milho, soja, algodão). 
A integridade da mucosa intestinal também tem um 
papel fundamental em todo esse processo, por isso 
temos um capítulo dedicado ao intestino, nosso 
segundo cérebro. Quando não estamos com este 
órgão saudável, ocorre o que se chama de disbiose, 
um desequilíbrio entre as bactérias que habitam nosso 
intestino, permitindo a entrada de toxinas, 
xenobióticos (substâncias estranhas que entram em 
nosso organismo, inclusive pela alimentação) e 
alérgenos alimentares. 
Em consequência de uma alteração na 
permeabilidade intestinal ocorre a translocação 
dessas substâncias, que passam do intestino para a 
corrente sanguínea, desencadeando novos processos 
inflamatórios, que contribuem, como já vimos, para a 
resistência à insulina e o consequente aumento de 
adiposidade e resistência na perda da gordura 
corporal. 
Existe também um aumento dos níveis de estrógeno 
(hormônio feminino) e uma diminuição dos níveis de 
testosterona (hormônio masculino). Em consequência 
de desequilíbrios nutricionais de alguns minerais, 
ocorre o aumento na atividade de uma enzima 
presente no tecido adiposo chamada P450 aromatase. 
Essa enzima converte, dentro do tecido adiposo, 
hormônios como a testosterona em estradiol 
(hormônio feminino), contribuindo ainda mais para o 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 13 
 
acúmulo de gordura visceral (aquela que fica na 
região abdominal), a responsável pela diminuição da 
sensibilidade da insulina nas células 
musculares. Outra situação que estimula a produção 
de novas células de gordura é a que se caracteriza por 
resistência à insulina e ingestão de dieta muito rica 
em ácidos graxos. 
Para não complicar mais as coisas e finalizar essa 
“tragédia”, esses pré-adipócitos, quando ativados, 
podem se diferenciar também em outro tipo de célula, 
que não é uma célula de gordura! Você deve estar 
pensando que isso é uma coisa boa, certo? Ledo 
engano! Esses pré-adipócitos ativados podem, sim, se 
transformar naqueles macrófagos de que falamos há 
pouco. E você lembra que esses macrófagos também 
produzem substâncias sinalizadoras de inflamação 
dentro do tecido adiposo? 
Pois é, pareceum filme de terror, mas é isso mesmo 
que acontece quando engordamos. Saímos de férias, 
comemos até não poder mais e dizemos: — Depois, 
quando eu chegar em casa, faço uma dieta! 
Agora que você conhece um pouco mais sobre todo 
esse processo inflamatório gerado pelo excesso de 
gordura, vai se expor a esse risco? 
DIABETES 
Denomina-se Diabetes Mellitus (DM) a um conjunto 
de doenças metabólicas caracterizados por defeitos na 
secreção e/ou ação da insulina. Classicamente, a 
hiperglicemia manifesta-se clinicamente por poliúria, 
polidipsia e polifagia, perda de peso e tendo como 
complicações agudas a cetoacidose diabética e o 
coma hiperosmolar, além de complicaçõs crônicas, 
como as macroangiopatias (insuficiência arterial 
crônica, doença cérebro vascular e coronariopatia), 
microangiopatias (nefropatia diabética , retinopatia ) 
e neuropatia. Entretanto, elevações leves da glicemia 
podem não causar sintomas. 
A classificação para DM é a seguinte: 
• DM tipo 1 – destruição das células beta com 
deficiência completa de insulina, geralmente 
de etiologia auto-imune, mas raramente de 
origem idiopática. 
• DM tipo 2 – graus variáveis de defeitos de 
secreção e ação da insulina , é o tipo mais 
 
prevalente de DM . No Brasil, estima-se que 
acomete cerca de 7 % da população adulta. 
• Diabetes mellitus gestacional – condição de 
hiperglicemia diagnosticada durante o 
período gestacional, podendo ou não ser 
transitória. 
Os seguintes testes laboratoriais investigam 
alguns destes distúrbios 
GLICOSE PLASMÁTICA EM JEJUM 
A determinação da glicemia é realizada com
 o paciente em jejum de 12-14h. Resultados 
normais 
não devem excluir o diagnóstico de distúrbi
os metabólicos dos carboidratos. Os critérios 
para a avaliação em homens e mulheres não 
gestantes são: 
- Normais: até 99 mg/dL 
- 
Glicemia de jejum inapropriada: de 100 a 1
26 mg/dL 
- Diabéticos: acima de 126 mg/dL 
TESTE ORAL DE TOLERÂNCIA À 
GLICOSE (TOTG) 
Medidas seriadas da glicose plasmática, nos 
tempos 0, 30, 60, 90 e 120 minutos após 
administração de 75g de glicose anidra (em 
solução aquosa a 25%) por via oral fornece um 
método apropriado 
para o diagnóstico de diabetes. Apesar de 
mais sensível que a determinação da glicose em 
jejum, a TOTG é afetada por vários fatores que 
resulta em pobre reprodutibilidade do teste. 
A menos que os resultados se apresentem 
nitidamente anormais, a TOTG deve ser real
izada em 
duas ocasiões diferentes antes dos valores serem 
considerados anormais. As crianças devem 
receber 1,75 g/kg de peso até a dose máxima de 
75 g de glicose anidra. 
 
Teste de hemoglobina glicada HBA1c 
O teste de A1C é um dos instrumentos mais 
importantes para avaliar o controle glicêmico da 
pessoa com diabetes e, também, para confirmar 
o diagnóstico de diabetes ou de pré-diabetes, 
denominação dada a uma condição clínica muito 
próxima do diabetes mas que ainda não pode ser 
caracterizada como tal. 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 14 
 
No diagnóstico do diabetes: 
Menor do que 5,7%: baixo risco de diabetes 
Entre 5,7 e 6,4%: pré-diabetes 
Maior ou igual a 6,5%: diagnóstico de diabetes (a 
ser confirmado com segunda dosagem) 
No controle do diabetes: 
Abaixo de 7%: sujeito a menos complicações 
vasculares 
Maior que 7%: diabetes mal controlado. 
 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
O sistema respiratório fornece oxigênio e remove 
gás carbônico do organismo, auxiliando as células no 
metabolismo, atuando em conjunto com o sistema 
circulatório. Para que seja possível uma adequada 
difusão de gases através da membrana respiratória, o 
oxigênio passando do interior dos alvéolos para o 
sangue presente nos capilares pulmonares e o gás 
carbônico se difundindo em sentido contrário, é 
necessário um processo constante de ventilação 
pulmonar. 
O processo de Inspiração 
A entrada de ar nos pulmões, ou seja, a inspiração, dá-
se pela contração da musculatura do diafragma e dos 
músculos intercostais (músculos que estão entre as 
costelas). O diafragma abaixa e as costelas elevam-
se, com isso ocorre um aumento do volume da caixa 
torácica (estrutura óssea que protege os pulmões e o 
coração), fazendo com que o ar entre nos pulmões. 
O processo de Expiração 
Em seguida ocorre a saída de ar dos pulmões, a 
expiração, acontece o relaxamento da musculatura do 
diafragma e dos músculos intercostais, eleva-se o 
diafragma e as costelas abaixam, diminuindo assim o 
volume da caixa torácica, expulsando o ar dos 
pulmões. Nem todo ar é expulso dos pulmões, ficando 
um pequeno volume que permanece dentro dos 
alvéolos, evitando que haja um colapso nas finas 
paredes dos alvéolos. 
O Movimento Respiratório 
O movimento respiratório é controlado por um centro 
nervoso localizado na medula espinhal. 
Em condições normais esse centro produz impulso a 
cada 5 segundos, estimulando a contração da 
musculatura torácica e do diafragma, onde 
inspiramos. 
Contudo, quando o sangue se torna mais ácidos 
devido ao aumento de gás carbônico (CO2), o centro 
respiratório medular induz a aceleração dos 
movimentos respiratórios. Em caso de diminuição da 
concentração de gás oxigênio (O2) no sangue, o ritmo 
respiratório também é aumentado. Essa redução é 
detectada por receptores químicos localizados nas 
paredes da aorta e da artéria carótida. 
Além das fossas nasais o ar pode entrar ou sair do 
organismo pela boca, porém, o umedecimento e 
aquecimento do ar ficam incompletos não ocorrendo 
a filtração das partículas de poeiras, fumaça, e até 
seres vivos microscópicos, como os vírus e as 
bactérias, capazes de causar danos à nossa saúde, etc. 
Algumas impurezas são “filtradas” em diversos 
órgãos do sistema respiratório, mas outras conseguem 
passar até os pulmões, provocando doenças. As 
doenças mais comuns que atingem o sistema 
respiratório podem ser de natureza infecciosa ou 
alérgica. 
Nariz e cavidade do nariz 
As duas cavidades por onde o ar entra no 
sistema respiratório são chamadas de fossas nasais. 
São separadas por uma cartilagem chamada 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 15 
 
cartilagem do septo, formando o septo nasal. Os pêlos 
no interior do nariz retêm as partículas que entram 
junto com o ar. É composto de células ciliadas e 
produtoras de muco. O teto da cavidade nasal possui 
células com função olfativa. Nesta região, a mucosa é 
bem irrigada e aquece o ar inalado. 
Faringe 
A faringe pertence tanto ao sistema 
respiratório como ao sistema digestório. Liga-se com 
o ouvido médio pelas tubas auditivas e também com 
a laringe e com o esôfago. Antes de ir para a laringe, 
o ar inspirado pelo nariz passa pela faringe. 
Laringe 
A laringe é um tubo cartilaginoso de forma 
irregular que conecta a faringe com a traqueia. Situa-
se na parte superior do pescoço. A laringe possui uma 
estrutura cartilaginosa chamada epiglote, que trabalha 
para desviar das vias respiratórias para o esôfago os 
alimentos deglutidos. Caso não ocorra este desvio, o 
alimento é expelido com uma tosse violenta. 
Na laringe encontramos as cordas vocais, que são 
pregas horizontais na parede da laringe. Entre as 
cordas vocais há uma abertura chamada glote e é por 
ela que o ar entra na laringe, provocando uma 
vibração nas cordas vocais e produzindo som. Na face 
anterior do pescoço forma-se a proeminência 
laríngea, chamada de pomo de Adão, que é mais 
visível nos homens que nas mulheres. 
 
 
Traquéia 
A traqueia é um tubo de aproximadamente 
12 cm de comprimento e 2,5 de diâmetro e suas 
paredes são reforçadas por uma série de anéis de 
cartilagem que impedem que as paredes se colapsem. 
A traqueia bifurca-se na sua região inferior, 
originando os brônquios. O epitélio é formado por 
células ciliadas. Estes cílios servem para remover as 
partículas e microrganismos que entram com o ar 
inalado. 
PulmãoOs brônquios penetram no pulmão através do 
hilo. Esses brônquios ramificam-se várias vezes, 
originando os bronquíolos, que penetram no lóbulo 
pulmonar e ramificam-se, formando os bronquíolos 
terminais, que originam os bronquíolos respiratórios, 
que terminam nos alvéolos pulmonares. 
http://www.infoescola.com/histologia/mucosa/
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-digestorio/
http://www.infoescola.com/audicao/tuba-auditiva/
http://www.infoescola.com/sistema-respiratorio/laringe/
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-respiratorio/
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-respiratorio/
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-respiratorio/
http://www.infoescola.com/sistema-respiratorio/bronquiolos/
http://www.infoescola.com/sistema-respiratorio/alveolos-pulmonares/
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 16 
 
 
Os pulmões possuem consistência 
esponjosa, que está relacionada com a quantidade de 
sacos alveolares. 
O formato do pulmão lembra um cone e é revestido 
por uma membrana dupla serosa chamada pleura. Os 
dois pulmões são separados pelo mediastino, local 
onde está o coração, o esôfago, timo, artérias, veias e 
parte da traqueia.O diafragma é um músculo situado 
abaixo do pulmão, e é onde ele se apoia. Separa o 
tórax do abdome e está relacionado com os 
movimentos da respiração. 
Equilíbrio Ácido-Base 
Uma propriedade importante do sangue é o seu grau 
de acidez ou de alcalinidade. A acidez ou alcalinidade 
de qualquer solução, inclusive do sangue, é indicada 
pela escala de pH. 
O QUE É PH SANGUÍNEO? 
A acidez e a alcalinidade são expressas na escala de 
pH, cuja faixa vai de 0 (fortemente ácido) a 14 
(fortemente básico ou alcalino). O pH de 7,0, no 
centro desta escala, é o neutro. 
O sangue normalmente é levemente básico, com pH 
normal na faixa de 7,35 a 7,45. Normalmente, o corpo 
mantém o pH sanguíneo próximo de 7,40. 
O médico avalia o equilíbrio ácido-base da pessoa, 
medindo o pH e os níveis de dióxido de carbono (um 
ácido) e bicarbonato (uma base) no sangue. 
A acidez do sangue aumenta quando 
• O nível de compostos ácidos no corpo 
aumenta (por meio do aumento da ingestão 
ou produção, ou da diminuição da 
eliminação) 
• O nível de compostos básicos (alcalinos) no 
corpo diminui (por meio da diminuição da 
ingestão ou produção, ou do aumento da 
eliminação) 
A alcalinidade do sangue aumenta quando os níveis 
de ácido no corpo diminuem ou quando os níveis de 
base aumentam. 
Controle do equilíbrio ácido-base 
O equilíbrio do corpo entre acidez e alcalinidade é 
denominado equilíbrio ácido-base. 
O equilíbrio ácido-base do sangue é controlado com 
precisão, visto que até mesmo um pequeno desvio da 
faixa normal pode afetar gravemente muitos órgãos. 
O corpo utiliza mecanismos diferentes para controlar 
o equilíbrio ácido-base do sangue. Esses mecanismos 
envolvem 
• Pulmões 
• Rins 
• Sistemas de tampão 
Função dos pulmões 
Um mecanismo usado pelo corpo para controlar o pH 
sanguíneo envolve a liberação do dióxido de carbono 
dos pulmões. O dióxido de carbono, que é 
ligeiramente ácido, é o produto residual do 
processamento (metabolismo) do oxigênio (que todas 
as células necessitam) e, como tal, é constantemente 
produzido pelas células. Como todos os produtos 
residuais, o dióxido de carbono é excretado no 
sangue. O sangue transporta o dióxido de carbono 
para os pulmões, onde é exalado. Quando o dióxido 
de carbono se acumula no sangue, o pH sanguíneo 
diminui (aumento da acidez). 
O cérebro regula o volume de dióxido de carbono que 
é exalado através do controle da velocidade e da 
profundidade da respiração (ventilação). O volume de 
dióxido de carbono exalado e, consequentemente, o 
pH sanguíneo, aumentam quando a respiração se 
torna mais rápida e mais profunda. Por meio do ajuste 
da velocidade e da profundidade da respiração, o 
cérebro e os pulmões são capazes de regular o pH 
sanguíneo minuto a minuto. 
http://www.infoescola.com/histologia/serosa/
http://www.infoescola.com/sistema-respiratorio/pleura/
http://www.infoescola.com/sistema-imunologico/timo/
http://www.infoescola.com/anatomia-humana/diafragma/
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 17 
 
Função dos rins 
Os rins são capazes de afetar o pH sanguíneo pela 
excreção de excesso de ácidos ou de bases. Os rins 
apresentam certa capacidade para alterar a quantidade 
de ácido ou base que é excretada, mas como os rins 
fazem estes ajustes de forma mais lenta do que os 
pulmões, esta compensação costuma levar vários 
dias. 
Sistemas de tampão 
Já outro mecanismo para controlar o pH sanguíneo 
envolve o uso de sistemas de tampão que protegem 
contra as alterações repentinas na acidez ou na 
alcalinidade. Os sistemas de tampão de pH são 
combinações do próprio corpo que ocorrem 
naturalmente quando há ácidos fracos e bases fracas. 
Estes ácidos e bases fracas existem em pares que 
estão em equilíbrio sob condições de pH normal. Os 
sistemas de tampão de pH funcionam quimicamente 
para minimizar as alterações do pH da solução pelo 
ajuste da proporção de ácido e base. 
O sistema de tamponamento de pH mais importante 
no sangue envolve o ácido carbônico (um ácido fraco 
formado a partir do dióxido de carbono dissolvido no 
sangue) e os íons de bicarbonato (a base fraca 
correspondente). 
Tipos de alterações do equilíbrio ácido-base 
Há duas anormalidades no equilíbrio ácido-base. 
• Acidose: O sangue contém excesso de ácido 
(ou pouquíssima base), resultando 
em diminuição do pH sanguíneo. 
• Alcalose: O sangue contém excesso de base 
(ou pouquíssimo ácido), resultando 
em aumento do pH sanguíneo. 
A acidose e a alcalose não são doenças; elas são o 
resultado de uma grande variedade de distúrbios. A 
presença de acidose ou alcalose fornece um 
importante indício para os médicos de que existe um 
grave problema. 
Tipos de acidose e alcalose 
A acidose e a alcalose são categorizadas de acordo 
com sua causa primária como 
• Metabólico 
• Respiratório 
A acidose metabólica e a alcalose metabólica são 
causadas por um desequilíbrio na produção de ácidos 
ou bases e na excreção renal. 
A acidose respiratória e a alcalose respiratória são 
provocadas, principalmente, por alterações na 
exalação de dióxido de carbono devido a distúrbios 
pulmonares ou respiratórios. 
Compensação para as alterações do equilíbrio ácido-
base 
Cada alteração do equilíbrio ácido-base provoca 
mecanismos compensatórios automáticos que fazem 
com que o pH do sangue retorne ao normal. Em geral, 
o sistema respiratório compensa os distúrbios 
metabólicos, enquanto os mecanismos metabólicos 
compensam os distúrbios respiratórios. 
SISTEMA CIRCULATÓRIO 
 O coração e os vasos sanguíneos e o sangue 
formam o sistema cardiovascular ou circulatório. A 
circulação do sangue permite o transporte e a 
distribuição de nutrientes, gás oxigênio e hormônios 
para as células de vários órgãos. O sangue também 
transporta resíduos do metabolismo para que possam 
ser eliminados do corpo. 
 O coração 
O coração de uma pessoa tem o tamanho 
aproximado de sua mão fechada, e bombeia o sangue 
para todo o corpo, sem parar; localiza-se no interior 
da cavidade torácica, entre os dois pulmões. O ápice 
(ponta do coração) está voltado para baixo, para a 
esquerda e para frente. O peso médio do coração é de 
aproximadamente 300 gramas, variando com o 
tamanho e o sexo da pessoa. Observe o esquema do 
coração humano, existem quatro cavidades: Átrio 
direito e átrio esquerdo, em sua parte superior; 
Ventrículo direito e ventrículo esquerdo, em sua 
parte inferior. 
O sangue que entra no átrio direito passa para o 
ventrículo direito e o sangue que entra no átrio 
esquerdo passa para o ventrículo esquerdo. Um átrio 
não se comunica com o outro átrio, assim como um 
ventrículo não se comunica com o outro ventrículo. O 
sangue passa do átrio direito para o ventrículo direito 
através da valva atrioventriculardireita; e passa do 
átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da 
valva atrioventricular esquerda. 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/equil%C3%ADbrio-%C3%A1cido-base/acidose
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/equil%C3%ADbrio-%C3%A1cido-base/alcalose
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 18 
 
O coração humano é um órgão cavitário 
(que apresenta cavidade), basicamente constituído 
por três camadas: 
• Pericárdio – é a membrana que reveste 
externamente o coração, como um saco. Esta 
membrana propicia uma superfície lisa e 
escorregadia ao coração, facilitando seu 
movimento ininterrupto; 
• Endocárdio – é uma membrana que reveste 
a superfície interna das cavidades do coração; 
• Miocárdio – é o músculo responsável pelas 
contrações vigorosas e involuntárias do 
coração; situa-se entre o pericárdio e o 
endocárdio. 
Quando, por algum motivo, as artérias coronárias – 
ramificações da aorta – não conseguem irrigar 
corretamente o miocárdio, pode ocorrer a morte 
(necrose) de células musculares, o que caracteriza o 
infarto do miocárdio. 
Existem três tipos básicos de vasos sanguíneos em 
nosso corpo: artérias, veias e capilares. 
Artérias 
As artérias são vasos de paredes relativamente 
espessa e muscular, que transporta sangue do coração 
para os diversos tecidos do corpo. A maioria das 
artérias transporta sangue oxigenado (rico em gás 
oxigênio), mas as artérias pulmonares transportam 
sangue não oxigenado (pobre em gás oxigênio) do 
coração até os pulmões. A aorta é a artéria mais 
calibrosa(de maior diâmetro) do corpo humano. 
 
Veias 
As veias são vasos de paredes relativamente finos, 
que transportam sangue dos diversos tecidos do corpo 
para o coração. A maioria das veias transporta sangue 
não oxigenado, mas as veias pulmonares transportam 
sangue oxigenado dos pulmões para o coração. As 
veias cavas superior e inferior são as mais calibrosas 
do corpo humano. 
 
Nesse circuito são reconhecidos dois tipos 
de circulação: a pequena circulação e a grande 
circulação. 
Pequena circulação- Também chamada 
circulação pulmonar, compreende o trajeto do sangue 
desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo. Nessa 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 19 
 
circulação, o sangue passa pelos pulmões, onde é 
oxigenado. 
Grande circulação- Também chamada de 
circulação sistêmica, compreende o trajeto do sangue 
desde o ventrículo esquerdo até o átrio direito; nessa 
circulação, o sangue oxigenado fornece gás oxigênio 
aos diversos tecidos do corpo, além de trazer ao 
coração o sangue não oxigenado dos tecidos. 
 
SISTEMA ENDÓCRINO 
Dá-se o nome de sistema endócrino ao 
conjunto de órgãos que apresentam como atividade 
característica a produção de secreções denominadas 
hormônios, que são lançados na corrente sanguínea e 
irão atuar em outra parte do organismo, controlando 
ou auxiliando o controle de sua função. Os órgãos que 
têm sua função controlada e/ou regulada pelos 
hormônios são denominados órgãos-alvo. 
 
 
Assim o sistema nervoso e o sistema 
sensorial, o sistema endócrino é um dos sistema 
integradores, permitindo a interação das várias 
células do corpo entre si e com o meio ambiente. O 
sistema endócrino corresponde ao conjunto de 
glândulas endócrinas, relacionadas à produção de 
mensageiros químicos transportados pelo sangue, os 
hormônios. Hormônios Os hormônios (do grego 
hormon, 'excitar') são substâncias lançadas no sangue 
que controlam diversas atividades no organismo. 
Cada hormônio age como mensageiro químico, 
atuando em determinados tecidos do corpo, os 
tecidos-alvo. Eles só agem nos tecidos-alvo porque 
estes são os únicos cujas células possuem receptores 
adequados para os respectivos hormônios. Apesar do 
hormônio estar espalhado por todo o corpo devido ao 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 20 
 
sangue, e ele só age em receptores específicos. Cada 
hormônio atua de modo diferente de acordo com sua 
natureza química. Natureza química dos hormônios 
Quimicamente, os hormônios podem ser de três tipos: 
 
Protéicos, correspondendo a polipeptídios, como a 
insulina e o glucagon, ou oligopeptídios, como o 
ADH e a occitocina. 
Esteróides, correspondendo a lipídios derivados do 
colesterol, como os hormônios do córtex supra-renal 
e hormônios sexuais. 
Fenólicos, correspondendo a derivados de 
aminoácidos modificados, principalmente do 
aminoácido fenilalanina e do aminoácido tirosina 
(quimicamente derivado da fenilalanina), ambos 
dotados de grupos funcionais fenil, como os 
hormônios tireoidianos e adrenalina. 
Ação dos hormônios proteicos: Os hormônios 
proteicos são incapazes de atravessar a membrana 
plasmática, tanto pelo seu grande tamanho como por 
sua natureza polar (sendo insolúveis na bicamada 
lipídica). Assim, eles se ligam a receptores 
específicos na membrana plasmática das células-alvo, 
o que leva à ativação da enzima adenilatociclase na 
membrana. Esta produzirá, do lado intracelular da 
membrana, a partir de ATP, um composto 
denominado AMPcíclico (AMPc), um nucleotídeo 
que ativará enzimas para que haja a função hormonal. 
Como exemplo, o AMPc produzido a partir da ação 
do glucagon ativará a enzima fosforilase do 
glicogênio (glicogenase) para quebrar glicogênio em 
glicose nas células-alvo, ou seja, nos hepatócitos. O 
AMPc é chamado de 2° mensageiro da ação 
hormonal, uma vez que ele transfere às enzimas 
intracelularmente a mensagem inicialmente trazida 
pelo hormônio. Outros exemplos de 2os mensageiros 
são o GMPc e íons cálcio. O efeito deste tipo de 
hormônio é bastante rápido, uma vez que as enzimas 
responsáveis pelo seu efeito já estão previamente 
formadas, bastando ativá-las ou desativá-las. 
 
 
 
 
Ação dos hormônios esteroides: Os hormônios 
esteroides são capazes de atravessar a membrana 
plasmática, uma vez que são apolares, e se ligam a 
receptores específicos dentro da célula-alvo, 
formando complexos hormônio-receptor que agem 
diretamente no material genético do indivíduo, 
induzindo a ativação ou inativação de genes, para que 
se produza ou interrompa a produção de determinada 
enzima. Como agem dentro da célula de maneira 
direta, não há a necessidade de um 2° mensageiro. O 
efeito deste tipo de hormônio é mais demorado, uma 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 21 
 
vez que as enzimas responsáveis pelo seu efeito ainda 
terão de ser produzidas ou deixadas de serem 
produzidas. 
Ação dos hormônios fenólicos: A adrenalina não 
pode entrar na célula-alvo, e por isso se comporta 
como os hormônios protéicos, mas os hormônios 
tireoidianos podem entrar na célula-alvo e por isso 
agem como os hormônios esteroides. 
Glândulas Endócrinas Alguns hormônios são 
fabricados por células isoladas em determinados 
órgãos, como ocorre com a gastrina nas células do 
estômago ou a enterogastrona no duodeno ou ainda os 
neurormônios ou neurotransmissores nos neurônios. 
A maior parte dos hormônios, entretanto, é fabricada 
por agrupamentos de células epiteliais, as glândulas 
endócrinas. Ao contrário das glândulas exócrinas, que 
possuem ductos secretores para eliminar suas 
secreções numa determinada cavidade corporal ou no 
meio externo, as glândulas endócrinas lançam suas 
secreções, denominadas hormônios, direto no sangue, 
uma vez que não possuem esses ductos secretores 
 
 
1. Glândula Pituitária ou Hipófise O hipotálamo é 
a região do sistema nervoso que controla a ação 
hormonal no corpo humano. Ele se localiza na base 
do encéfalo e encontra-se anatomicamente ligado à 
hipófise, localizada imediatamente abaixo dele. A 
hipófise se encontra abrigada numa cavidade óssea, a 
cela túrcica do osso esfenoide, na base do crânio. 
Anatomicamente falando, a hipófise se divide em três 
regiões: 
1.1 Adenohipófise: O eixo hipotálamo-hipófise 
justificacomo o hipotálamo controla a atividade 
hormonal no organismo. 
 
 
O hipotálamo produz fatores de liberação que agem 
sobre a adenohipófise para que esta libere os 
hormônios que produz, ditos hormônios tróficos. Os 
hormônios tróficos, como já mencionado, estimulam 
as outras glândulas para que liberem seus hormônios. 
Os hormônios estimulados pelos hormônios tróficos 
têm efeito de feedback (ou retroalimentação) sobre o 
hipotálamo. Os hormônios estimulados pelos 
hormônios tróficos têm efeito de feedback (ou 
retroalimentação) sobre o hipotálamo. 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA GERAL 
 22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hormônios gonadotróficos ou gonadotrofinas 
Os hormônios gonadotróficos ou gonadotrofinas 
estimulam as gônadas, sendo de dois tipos, FSH ou 
hormônio folículoestimulante, e LH ou hormônio 
luteinizante. O LH pode ser chamado nos homens de 
ICSH ou hormônio estimulante das células 
intersticiais de Leydig. Sua atuação é descrita durante 
a análise do ciclo menstrual. 
TSH ou hormônio tireotrófico 
O TSH ou hormônio tireotrófico ou hormônio 
estimulante da tireóide ou tireotrofina estimula a 
tireóide a produzir tiroxina. 
ACTH ou hormônio adrenocorticotrófico 
O ACTH ou hormônio adrenocorticotrófico ou 
hormônio estimulante do córtex das adrenais ou 
adrenocorticotrofina estimula o córtex das adrenais 
(supra-renais) a produzir corticoides. 
Prolactina ou hormônio mameotrófico 
A prolactina ou hormônio mameotrófico tem 
importante papel na estimulação da produção de leite 
pelas glândulas mamárias pelas mulheres após o 
parto, mas sua função ainda é desconhecida no 
homem; em aves, estimula a produção do leitede-
pombo pelo papo desses animais quando há crias. A 
prolactina, por feedback negativo, inibe a liberação de 
gonadotrofinas na mulher que amamenta, inibindo a 
ovulação e impedindo que engravide nos primeiros 
meses de vida da criança. Esse é um método 
anticoncepcional que pode ser usado, desde que a 
criança se alimente exclusivamente de leite materno 
nos primeiros meses de vida, sendo conhecido como 
amenorreia da lactação. 
STH ou hormônio somatotrófico ou hormônio do 
crescimento ou hGH 
O STH ou hormônio somatotrófico ou somatotrofina 
ou hormônio do crescimento ou hGH (human 
growing hormone) estimula o crescimento do 
indivíduo de várias maneiras. Primeiro, o STH induz 
a gliconeogênese, ou seja, a quebra de gordura e 
proteínas para a produção de derivados glicídicos. 
Desse modo, há a disponibilização de maior 
quantidade de nutrientes no sangue para que se 
forneça energia para o crescimento. Como o 
indivíduo passa a utilizar maior quantidade de 
gordura e proteínas em detrimento dos açúcares, esse 
efeito é conhecido como “efeito poupador de glicose” 
ou “efeito diabetogênico” do STH, uma vez que a 
glicose do sangue não é diretamente utilizada e ocorre 
um aumento de glicemia. A lipólise, ou seja, a queima 
de gordura que ocorre na gliconeogênese explica por 
que o emagrecimento rápido da maioria das crianças 
em crescimento. Segundo, o STH age no fígado, e em 
menor grau nos rins, acredita-se, para estimular a 
produção do hormônio somatomedina, que age no 
crescimento direto de cartilagens. Exercícios físicos 
em geral promovem queda de glicemia, o que leva à 
liberação de hormônio do crescimento para promover 
gliconeogênese, o que acaba também proporcionando 
um estímulo ao crescimento. Além disso, a maior 
parte do hormônio do crescimento é liberada durante 
o sono do indivíduo, quando, devido ao longo período 
de jejum do sono, os níveis de glicemia caem e a 
função do STH de estímulo à gliconeogênese é 
requerida. Uma curiosidade: durante a noite, quando 
o indivíduo está deitado, diminui a pressão do peso 
 
 
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do corpo sobre as vértebras, e o espaço entre ela 
aumenta, deixando o indivíduo um pouco maior 
quando acorda (poucos centímetros). Ao passar o dia 
todo em pé ou sentado, as vértebras voltam a ser 
comprimidas e o indivíduo volta a diminuir um 
pouco. 
Deficiência de STH: Nanismo Hipofisário A 
deficiência de STH na infância impede o crescimento 
adequado do indivíduo, de modo que ele desenvolve 
um quadro denominado de nanismo hipofisário. 
Antes da soldadura das epífises, esse quadro pode ser 
revertido com a utilização do hormônio do 
crescimento. Em adultos, a falta de STH não acarreta 
nenhum problema em especial. 
Excesso de STH: Gigantismo Hipofisário e 
Acromegalia O excesso de STH antes da soldadura 
das epífises, e portanto na infância, causa o 
gigantismo hipofisário. Após a soldadura das epífises, 
e portanto na idade adulta, já que os ossos não 
apresentam mais crescimento em comprimento, o 
excesso de STH promove o crescimento de 
cartilagens, como nariz e orelhas, e dos ossos em 
espessura, causando alongamento dos dedos e 
projeção do queixo para frente. Esse crescimento das 
extremidades é exatamente o significado da palavra 
acromegalia. 
1.2. Hipófise intermediária: Certos vertebrados 
possuem na hipófise uma região denominada lobo 
intermediário. Esta região é bastante rudimentar na 
espécie humana, mas também está presente nela. O 
lobo intermediário produz o MSH ou hormônio 
estimulante dos melanócitos ou intermedina. Esse 
hormônio regula a atividade de produção de melanina 
em melanócitos. Em vertebrados inferiores, como 
peixes e répteis, o lobo intermediário é muito 
desenvolvido e secreta grande quantidade de MSH. 
Essa secreção é regulada, independentemente, pelo 
hipotálamo, em resposta à quantidade de luz à qual o 
animal é exposto, ou em resposta a outros fatores 
ambientais. Nesses casos o MSH atua determinando 
mudanças de pigmentação na pele, sobretudo na 
época de reprodução, estando essas alterações 
relacionadas ao aumento na atração sexual. Em 
vertebrados superiores, o MSH determina mudanças 
de pigmentação dos pelos sazonalmente, para 
possibilitar melhores condições de camuflagem, 
como é o caso de mamíferos que vivem no Ártico e 
tem pelos escuros no verão e brancos no inverno. Na 
espécie humana, o MSH é na verdade derivado do 
ACTH, sendo pois produzido na adenohipófise. O 
MSH é produzido, entretanto, em tão pequenas 
concentrações em humanos que praticamente não tem 
efeito. O ACTH tem efeito sobre os melanócitos em 
intensidade bem menor, mas como sua concentração 
no sangue humano é bem maior, acaba sendo o 
principal responsável pela atividade de melanócitos, 
excetuando, é claro, o estímulo direto pelo sol. 
1.3. Neurohipófise Como já mencionado, a 
neurohipófise apenas armazena hormônios 
produzidos por neurônios especiais do hipotálamo, 
denominados células neurossecretoras. O hipotálamo 
controla também a liberação desses hormônios. Os 
hormônios do hipotálamo armazenados na 
neurohipófise são: 
Ocitocina A ocitocina estimula as contrações 
uterinas que levam ao parto, tendo ação, pois, sobre a 
musculatura lisa do miométrio uterino. Outro 
importante efeito da ocitocina é o de estimular a 
ejeção do leite pelas glândulas mamárias após o parto. 
A sucção do mamilo é um dos principais estímulos à 
liberação de ocitocina, levando o leite a ser liberado 
para a criança. Mais recentemente, a ocitocina passou 
a ser vista como promotora de efeitos neurológicos, 
no sentido de promover o surgimento de elos afetivos 
entre a mãe e a criança. Por esse motivo, e por ser 
também liberado durante o ato sexual, a ocitocina tem 
sido apelidada nos últimos tempos de “hormônio do 
amor”. Experimentos mostram que indivíduos com 
níveis mais elevados de ocitocina no corpo estão mais 
propensos a criação de vínculos afetivos, inclusive no 
que diz respeito a aumentar os níveis de confiança nos 
indivíduos próximos. 
ADH ou hormônio anti-diurético ou vasopressina 
O ADH ou hormônio anti-diurético ou vasopressina, 
estimula a reabsorção de água nos túbulos renais, 
diminuindoa produção de urina. De modo bem 
preciso, o ADH diminui o volume urinário 
aumentando a permeabilidade de duas regiões do 
néfron, o ramo ascendente da alça de Henle e a porção 
inicial do túbulo contorcido distal, normalmente 
impermeáveis à água. Assim, ocorre maior 
reabsorção de água dos rins para o sangue, resultando 
em diminuição na produção de urina e em aumento da 
volemia, volume de água no sangue. Esse aumento de 
volemia, por sua vez, leva a um aumento na pressão 
arterial no indivíduo. Em dias quentes, a intensa perda 
de água através do suor faz com que o organismo 
libere ADH para reduzir a produção de urina, o que 
levaria a uma excessiva desidratação. Por outro lado, 
em dias frios, a pequena produção de suor faz com 
que sobrem mais excretas para serem liberadas pela 
urina. Além disso, o aumento no metabolismo 
necessário para aumentar a produção de calor 
corporal e compensar o frio do ambiente leva à 
 
 
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produção de mais excretas. Desse modo, o indivíduo 
urina mais em dias mais frios. Quando se ingere 
bebida alcoólica, observa-se que há um aumento do 
volume de urina. Isso ocorre porque o álcool inibe a 
liberação do ADH pela neurohipófise. Devido à 
liberação inibida de ADH, aumenta a diurese, o que 
leva o indivíduo à desidratação. Essa desidratação, 
por sua vez, leva à sede e dor de cabeça características 
da ressaca. Ainda vai beber, vai? 
Deficiência de ADH: Diabetes Insipidus Na 
deficiência de ADH, ocorre um aumento na diurese e 
uma redução na volemia. Essa redução no volume de 
água no sangue conduz a um aumento na glicemia. 
Perceba que a quantidade de glicose não se altera, 
mas com um menor volume de água no sangue, 
aumenta a concentração de glicose. Esse quadro é 
denominado diabetes insipidus, e nele não há 
eliminação de glicose na urina, como na diabetes 
mellitus. 
2. Glândula Pineal A glândula pineal ou epífise se 
situa entre os dois hemisférios cerebrais, num ponto 
posterior à localização da hipófise. A glândula pineal 
atua na produção do hormônio melatonina, que regula 
o ritmo circadiano ou relógio biológico, 
principalmente na regulação dos ciclos de sono e 
vigília. A diminuição da luminosidade durante a noite 
leva à produção de melatonina, promovendo o 
relaxamento no indivíduo e predispondo o mesmo ao 
sono. De maneira contrária, o aumento da 
luminosidade pela manhã leva à interrupção na 
produção de melatonina, predispondo o indivíduo a 
acordar. (Nas manhãs de chuva, a maior dificuldade 
em acordar parece se dar pelo fato de o céu nublado 
dificultar a passagem dos raios de sol, de modo que, 
para uma certa hora da manhã, a luminosidade é mais 
fraca do que seria de se esperar, e os níveis de 
melatonina circulantes mais altos...) O jet lag é uma 
condição que ocorre em viajantes submetidos a 
mudanças muito violentas de fuso horário em curtos 
períodos de tempo, o que não tem relação com a 
duração total da viagem, mas sim com o 
deslocamento no sentido de longitude, leste-oeste. 
Uma vez que o relógio biológico do indivíduo está 
adaptado ao fuso horário (e condições de 
luminosidade) de seu lugar de origem, a adaptação ao 
novo fuso horário pode fazer com que o indivíduo 
tenha dificuldade de dormir durante a noite, se 
mantendo acordado, e dificuldade de dormir durante 
o dia, com intensa sonolência. Estima-se que, em 
média, a adequação ao novo fuso horário, com 
regulação da produção de melatonina em função das 
novas condições de luminosidade se dê à razão de um 
dia para cada hora diferente de fuso horário. Assim, 
para uma diferença de fuso de 8 horas, deve demorar 
algo em torno de 8 dias para a completa adequação ao 
novo fuso horário. Em países localizados em grandes 
latitudes, o pequeno número de horas de 
luminosidade por dia nos períodos de inverno leva ao 
aumento nos níveis médios de melatonina, com efeito 
depressor sobre o sistema nervoso central. Além de se 
dormir mais horas por dia nessa época, a ocorrência 
de episódios de depressão se torna bem mais comum, 
num fenômeno conhecido como depressão sazonal. 
Por outro lado, o pequeno número de horas de 
luminosidade por dia nos períodos de verão leva à 
diminuição nos níveis médios de melatonina, de 
modo a se dormir menos horas por dia nessa época. 
Em alguns mamíferos, chamados fotoperiódicos, a 
reprodução ocorrendo em apenas uma determinada 
época do ano está condicionada ao período diário de 
iluminação, que influencia diretamente a produção de 
melatonina. Como a escuridão estimula a produção de 
melatonina, sua quantidade no sangue é maior no 
inverno havendo efeito inibidor sobre os hormônios 
gonadotróficos hipofisários, levando os animais a não 
se reproduzir nessa época, o que traz a vantagem 
adaptativa de evitar que os filhotes nasçam numa 
época com reduzida disponibilidade de alimento. Nos 
período de verão, a maior luminosidade média 
diminui as quantidades de melatonina no sangue, 
cessando a inibição sobre os hormônios 
gonadotróficos hipofisários e permitindo a 
reprodução nesse período. 
3. Timo O timo se situa na região mediana do tórax, 
à frente do coração e entre os dois pulmões, sendo um 
órgão linfoide, ou seja, formado por tecido conjuntivo 
hematopoiético linfoide e relacionado à produção de 
células de defesa do grupo dos linfócitos. O principal 
papel do timo está na produção dos linfócitos T, 
principais células de defesa do sistema imune 
específico. Acreditase que todos os linfócitos T do 
corpo são derivados de células oriundas do timo, dele 
tendo saído para colonizar o sangue, a medula óssea 
e os gânglios linfáticos. Existem indícios de que o 
timo produz o hormônio timosina, que estimula a 
maturação dos linfócitos em todos os órgãos 
linfoides. 
4. Tireóide A tireoide é uma glândula localizada no 
pescoço, por baixo da cartilagem cricoide, que forma 
o pomo-de-adão no homem, e é formada por dois 
lobos, num formato que lembra uma gravata 
borboleta. Nos vértices de seus lobos, pela face 
posterior, estão as quatro glândulas paratireoides. 
Histologicamente, a tireóide possui numerosos 
 
 
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folículos arredondados, como vesículas contendo 
uma substância gelatinosa chamada de coloide. As 
células epiteliais que formam as paredes desses 
folículos secretam os hormônios tireoidianos, que são 
a tiroxina e a (tireo)calcitonina. 
Tiroxina A tiroxina é o principal hormônio da 
tireóide, sendo produzido a partir do aminoácido 
tirosina e do iodo. Ocorrem duas formas principais, o 
T3 ou triiodotironina, com 3 átomos de iodo, sendo o 
mais ativo deles, e o T4 ou tetraiiodotironina, com 4 
átomos de iodo, correspondendo à tiroxina 
propriamente dita. Tanto T3 como T4 mantêm o 
metabolismo do indivíduo, estimulando a produção 
das enzimas promotoras da respiração celular. 
Deficiência de tiroxina: Hipotireoidismo O 
hipotireoidismo é causado classicamente pela 
deficiência de iodo na alimentação, uma vez que o 
iodo é um componente necessário à fabricação da 
tiroxina. Com o hipotireoidismo e a queda nas taxas 
sistêmicas de tiroxina, a taxa metabólica estará 
bastante reduzida, e como tal haverá uma falta 
generalizada de energia no organismo. As 
consequências principais serão: 
No caso do hipotireoidismo, fala-se em bócio 
endêmico, pois o fenômeno era característico de áreas 
montanhosas, distantes do mar e onde a população 
não tinha acesso a iodo, o que tem mudado com a 
obrigatoriedade, por lei, de adição de iodo ao sal de 
cozinha. Se o indivíduo apresentar esta doença logo 
na infância, ela passa a receber a denominação de 
cretinismo, caracterizado sobretudo pela redução de 
crescimento e pelo retardamento mental devido ao 
não desenvolvimento cerebral com o baixo 
metabolismo. Modernamente, muitos casos descritos 
de hipotireoidismo têm sido relacionados a uma 
condição conhecida como tireoidite

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