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Educar Escola de Aviação Civil – Rev. 29/mai 2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DO CURSO DE COMISSÁRIO VOO 
Segurança de Voo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Educar Escola de Aviação Civil – Rev. 29/mai 2023 
 
SEGURANÇA DE VOO 
 
1. SEGURANÇA DE VÔO EM NÍVEL INTERNACIONAL E NACIONAL 
 
1.1. SEGURANÇA DE VOO EM NÍVEL INTERNACIONAL 
 
• Anexo 13 da OACI 
Identificação do Anexo 13 - Investigação de Acidentes e Incidentes de 
Aeronaves - documento que contém as normas e os procedimentos 
recomendados internacionalmente, com relação à investigação de 
acidentes e incidentes aeronáuticos, onde as especificações se aplicam às 
atividades posteriores ao acidente e incidentes, independentemente, de 
onde os mesmos ocorram. 
É o órgão normatizador, orientador e coordenador dos procedimentos a serem observados no âmbito da 
investigação e prevenção de acidentes e incidentes aeronáuticos. Autoridade Internacional. 
 
• Responsabilidades da OACI no assunto SEGVOO – A OACI/ICAO tem a responsabilidade de 
adotar/emendar as normas internacionais e as práticas e processos relativos a Aeronaves em perigo e 
investigação de acidentes, pautados nas recomendações formuladas, originalmente, pelo Departamento 
de Investigação de Acidentes, de 1946 e posteriormente em 1947. Deste modo, a OACI tem por 
premissas: 
o Descrever um procedimento uniforme que os Estados possam usar para dispor rapidamente, a 
partir de relatórios sobre investigações e pesquisas de acidentes de aeronaves, para que a 
divulgação de tais relatórios seja possível a todos os Estados Contratantes. 
o Estabelecer procedimentos sob os quais o Estado fabricante ou o Estado onde se certificou o tipo 
de aeronave em questão, nos casos apropriados e mediante convite, forneçam: 
 Técnicos competentes para consultas ou aconselhamento, na investigação de acidentes, 
 Meios mais práticos para garantir que os benefícios máximos sejam obtidos, quando 
relacionados ao conhecimento dos técnicos, 
 Notificações em conformidade com todos os Estados Contratantes, cooperando-se na 
utilização das mesmas, a fim de contribuir para a segurança da navegação aérea. 
o Instar (insister) para que todos os Estados Contratantes notifiquem os acidentes aéreos, 
especialmente, para o Estado fabricante ou para o Estado que certificou o tipo de aeronave pela 
primeira vez, desde que tal ação, seja considerada apropriada. 
 
 
 
1.2. SEGURANÇA DE VOO EM ÂMBITO NACIONAL 
 
• Responsabilidade dos órgãos envolvidos – COMAER (Comando da 
Aeronáutica) e a investigação e a prevenção de acidentes aeronáuticos. 
 
• O COMAER, de acordo com Decreto nº 9.540, de 25 de outubro de 2018, 
estabelece que no caso de: 
o Acidente aeronáutico, incidente aeronáutico ou ocorrência de solo com aeronave militar estrangeira, 
terá a competência para: 
 Exercer a função de autoridade de investigação Sipaer e instaurar investigações no âmbito do 
Sipaer. 
 Decidir pela não instauração ou pela interrupção das investigações em andamento no âmbito do 
Sipaer se for constatado ato ilícito doloso relacionado à causalidade do sinistro; ou se a 
investigação não trouxer proveito à prevenção de novos acidentes ou incidentes aeronáuticos, 
sem prejuízo da comunicação à autoridade policial competente. 
 Analisar propostas de recomendação de segurança operacional recebidas; 
 
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 Emitir, divulgar, acompanhar e controlar as recomendações de segurança operacional. 
 
o A investigação de acidente com aeronave de Força Armada será conduzida pelo respectivo 
Comando Militar e, no caso de aeronave militar estrangeira, pelo Comando da Aeronáutica ou 
conforme os acordos vigentes. 
o A investigação Sipaer de acidente com aeronave civil será conduzida pela autoridade de 
investigação Sipaer, a qual decidirá sobre a composição da comissão de investigação Sipaer, cuja 
presidência caberá a profissional habilitado e com credencial Sipaer válida. 
o A prevenção de acidentes aeronáuticos é da responsabilidade de todas as pessoas, naturais ou 
jurídicas, envolvidas com a fabricação, manutenção, operação e circulação de aeronaves, bem 
assim com as atividades de apoio da infra-estrutura aeronáutica no território brasileiro. 
 
 
2. SIPAER – Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 
 
Ano de criação – Instituído pelo Decreto nº 69.565, de 19 de novembro de 1971 
Finalidade – planejar, orientar, coordenar, controlar e executar as atividades de 
investigação e de prevenção de acidentes aeronáuticos. 
 
O êxito da missão do SIPAER depende fundamentalmente da eficiência e da 
dedicação dos elos do sistema. Para isso, os diretores de centros de instruções de aviação civil, todos 
os operadores em geral, bem como todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente na atividade 
aérea deverão considerar a prevenção de acidentes aeronáuticos como responsabilidade inerente às 
suas funções. Todos os operadores do Brasil devem manter, em sua organização, um setor 
encarregado de administrar um programa de prevenção de acidentes. Este programa deve estar 
ajustado às características e peculiaridades de cada operador, pois a prevenção de acidentes não pode 
ter uma fórmula geral, única, igualmente eficiente para todas as organizações. 
Normas de Sistemas do Comando da Aeronáutica - NSCA: 
• NSCA 3-2 Estrutura e atribuições dos elementos constitutivos do SIPAER; 
• NSCA 3-3 - Gestão da Segurança de Voo na Aviação Brasileira; 
• NSCA 3-4 - Plano de emergência aeronáutica em Aeródromo; 
• NSCA 3-6 - Investigação de Ocorrências Aeronáuticas com Aeronaves Militares; 
• NSCA 3-10 - Formação e capacitação dos recursos humanos do SIPAER; 
• NSCA - 3-12 - Código de Ética do SIPAER; 
• NSCA 3-13 - Protocolos de Investigação de Ocorrências Aeronáuticas da Aviação Civil 
Conduzidas pelo Estado Brasileiro; e 
• NSCA 3-14 - Certificações e Credenciais do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes 
Aeronáuticos (SIPAER). 
 
 
2.1. CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos 
 Órgão central do sistema que elabora as normas do SIPAER embasadas nos 
padrões contidos no anexo 13 da OACI. Foi criado em 1971 e tem sede em Brasília. 
 Competências do CENIPA: 
o Exercer a autoridade aeronáutica militar no âmbito do Sipaer; 
o Normatizar as atividades do Sipaer; 
 
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o Definir diretrizes para prevenção e investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos e 
ocorrências de solo no âmbito do Sipaer; 
o Elaborar, organizar, padronizar, atualizar, divulgar e coordenar a aplicação das normas, dos 
procedimentos operacionais e dos manuais de orientação técnica no âmbito do Sipaer; 
o Monitorar e avaliar, quanto ao aspecto técnico, às atividades de prevenção e investigação no âmbito 
do Sipaer; 
o Exercer a função de autoridade de investigação Sipaer e instaurar investigações no âmbito do 
Sipaer; 
o Decidir pela não instauração ou pela interrupção das investigações em andamento no âmbito do 
Sipaer nas seguintes hipóteses: 
a) Se for constatado ato ilícito doloso relacionado à causalidade do sinistro; ou 
b) Se a investigação não trouxer proveito à prevenção de novos acidentes ou incidentes 
aeronáuticos, sem prejuízo da comunicação à autoridade policial competente. 
o Emitir credencial do Sipaer; 
o Capacitar profissionais para atuar no âmbito Sipaer e certificar instituições de ensino para 
capacitação de profissionais para esse fim; 
o Representar o País como autoridade de investigação Sipaer em eventos internacionais relacionados 
com o âmbito de sua competência; 
o Participar, na condição de autoridade de investigação Sipaer, das investigações de acidentes e 
incidentes aeronáuticos conduzidas por outros países; 
o Notificar os órgãos competentes de outros países e a Organização da Aviação Civil Internacional – 
OACI sobre a ocorrência de acidentese incidentes aeronáuticos; 
o Gerenciar os sistemas obrigatórios e voluntários de notificação de ocorrências e os sistemas de 
reporte voluntário previstos nas normas do Sipaer; 
o Analisar propostas de recomendação de segurança operacional recebidas; 
o Emitir, divulgar, acompanhar e controlar as recomendações de segurança operacional. 
 
 
2.2. ELOS SIPAER. 
 
Elos-Sipaer, define-se como os órgãos, as entidades, as organizações e as pessoas a que se que 
compõem o Sipaer com as seguintes competências: 
o Assessorar o Presidente/Diretor/Comandante/Chefe de sua organização nas questões 
relativas à prevenção e investigação de ocorrências aeronáuticas. 
o Planejar, gerenciar e executar as atividades relacionadas à prevenção de ocorrências 
aeronáuticas em sua organização, nos termos das Normas do Sipaer. 
o Planejar, gerenciar e executar as atividades relacionadas às investigações de ocorrências 
aeronáuticas em sua organização, conforme as Normas do Sipaer. 
o Indicar pessoal de sua organização para realização de cursos do Sipaer, nos termos da NSCA 3-
10. 
o Promover a atualização técnica dos profissionais da sua organização que atuam no Sipaer. 
o Manter um controle atualizado do pessoal certificado pelo Sipaer vinculado à organização, 
comunicando ao CENIPA as substituições do responsável pelo Elo-Sipaer. 
o Comunicar ao CENIPA qualquer discrepância ou inconsistência encontrada na base de dados do 
Sipaer 
o Propor ao CENIPA alterações das normas do Sipaer. 
o Cumprir e dar cumprimento às normas do Sipaer; 
o Colaborar para o aperfeiçoamento do Sipaer; 
o Atuar em prol da prevenção de acidentes e incidentes aeronáuticos e de ocorrências de solo; 
o Compartilhar informações para a consecução das atividades de prevenção de acidentes e 
incidentes aeronáuticos e de ocorrências de solo; e 
 
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o Coordenar, no âmbito de seu órgão ou de sua entidade, as ações necessárias à obtenção de 
dados, informações, documentos e outros elementos necessários à execução de investigação 
Sipaer. 
 
 
2.3. DIPAA - Divisão de Investigação e prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 
 
Órgão de apoio que realiza a investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos, ocorridos em todo o 
território nacional com as seguintes atribuições: 
o Realizar a investigação dos acidentes aeronáuticos de aeronaves civis, empregadas no transporte 
aéreo regular, assim como os acidentes ocorridos com helicópteros. 
o Supervisionar a investigação de todos os acidentes ocorridos na aviação civil. 
 
2.4. SERIPA – Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 
 
A Portaria nº2/ GC3, de 5 de janeiro de 2007, criou 7 (sete) novas Organizações Militares denominadas 
Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA), encarregadas do 
planejamento, gerenciamento e execução das atividades de Segurança de Voo nas suas respectivas 
áreas de atuação. 
Distribuídos pelo território brasileiro, os SERIPAS facilitaram a disseminação da doutrina de segurança 
de voo no país. Os SERIPA são subordinados, técnica e operacionalmente, ao CENIPA. 
 
2.5. SGSO – Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional. 
 
É um conjunto de ferramentas gerenciais e métodos organizados para apoiar as decisões a serem 
tomadas por um provedor de serviço da aviação civil em relação ao risco de suas atividades diárias. 
A partir de 2013 com intermédio da publicação do ANEXO 19, a ANAC exige da Aviação Civil, a 
implementação dos setores de prevenção de acidentes denominados, SGSO, substituindo as 
antigas SPAA nos setores das organizações da aviação civil pública e privada, na ótica do CENIPA 
estes setores também são denominados Elos SIPAER. 
 
O governo brasileiro promove o SGSO através do PSO-BR. A ANAC é responsável em aplicar o 
SGSO para aviação civil, através do Programa de Segurança Operacional Específico da ANAC – 
PSOE, assim também se aplica ao COMAER, sendo responsável em aplicar o SGSO para aviação 
militar através do PSOE-COMAER. 
 
o Princípios - Abordagem sistemática do gerenciamento da segurança operacional, incluindo as 
estruturas organizacionais, responsabilidades, políticas e procedimentos necessários. 
o Ferramentas - instalações adequadas, orientações técnicas e procedimentos completos e 
atualizados, informações críticas de segurança, ferramentas e equipamentos e meios de 
transporte, conforme o caso, ao pessoal técnico para que possa desempenhar suas funções de 
supervisão da segurança de forma eficaz, de acordo com os procedimentos estabelecidos e de 
forma padronizada. 
o Sistema de relatos – atividade que tem por objetivo fornecer um espaço para que as pessoas, 
em especial o pessoal operacional, possam informar problemas que afetem a segurança 
operacional sendo, assim, fonte primordial de identificação de perigos. Para tanto, é necessário 
estabelecer canais para que as pessoas possam relatar problemas identificados no dia-a-dia das 
operações. Os dados recebidos devem ser armazenados, processados e avaliados, gerando um 
retorno a quem reportou (quando identificado), além de ações de melhoria da segurança 
operacional da organização. 
o Prevenção – O SGSO está fundamentado sobre uma abordagem sistêmica e proativa/ preditiva, 
identificando os riscos de segurança operacional existentes no sistema antes que um evento 
indesejado ocorra, criando assim, uma política de prevenção. 
o Vigilância ativa - Atividades do Estado por meio das quais verifica, de forma proativa, realizando 
inspeções e auditorias, que os portadores de licenças, certificados, autorizações e aprovações 
 
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continuam a cumprir os requisitos estabelecidos e que funcionam dentro do nível de competência 
e segurança operacional exigidos pelo Estado 
 
 
 
 
2.6. CNPAA - Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 
 
Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), Entidade 
Ministerial/Interministerial integrada por representantes de diversos ministérios e de todos os 
segmentos da aviação civil. Constituído na forma prevista pelo art. 6º do decreto nº 87.249, de 07 de 
junho de 1982, sob a direção e coordenação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes 
Aeronáuticos (CENIPA), 
O objetivo do CNPAA, atualmente, é "elaborar estudos, em âmbito nacional, em proveito do 
desenvolvimento seguro e harmônico da aviação". 
 
2.7. CIAA – Comissão de Investigação de Acidentes Aéreos. 
 
Conceito – Grupo de pessoas designadas, de acordo com suas qualificações técnico-profissionais, 
para investigar um acidente aeronáutico, devendo ser adequado às características desse acidente. 
 
 
2.8. ELEMENTOS CERTIFICADOS/CREDENCIADOS. 
 
 OSV - Oficial de Segurança de Voo – (Atribuições) 
o Promover a atualização dos profissionais da sua organização que atuam no SIPAER. 
- Propor ao CENIPA a atualização das normas do SIPAER. 
o Manter atualizadas, junto ao Elo-Sipaer de sua organização ou daquela à qual estiverem 
vinculadas para o exercício das atividades do SIPAER, as informações relativas às suas 
qualificações na área de segurança operacional, à validade de sua credencial, aos períodos de 
afastamento e indisponibilidade, e outras julgadas pertinentes pelo responsável por aquele setor, 
observando o disposto na regulamentação do SIPAER. 
o Os OSV/ OSO pertencentes ao efetivo de OM que não integre a estrutura do SIPAER poderão 
ficar vinculados, para fins das atribuições previstas nesta Norma, ao SERIPA mais 
próximo, de modo a permitir a sua participação nas atividades relativas à prevenção e 
investigação de acidentes aeronáuticos, de incidentes aeronáuticos e de ocorrências de solo, 
de acordo com as necessidades do SIPAER. 
o Participar da elaboração e da execução do Plano de Emergência Aeronáutica em aeródromo, do 
PPAA, do Relatório Anual de Atividades e de outros documentos 
relacionados à segurança operacional,quando convocado pelo Elo-Sipaer de sua organização ou 
daquela à qual estiver vinculado. 
o Participar das atividades de prevenção de acidentes nas áreas educativa e promocional, quando 
convocado pelo Elo-Sipaer de sua organização ou daquela à qual estiver vinculado, a fim de 
manter um elevado padrão de segurança operacional. 
o Realizar ou participar das Vistorias de Segurança Operacional ou Auditorias de Segurança 
Operacional, quando designado pelo Elo-Sipaer de sua organização ou daquela à qual estiver 
vinculado. 
o Realizar ou participar de ação inicial quando designado pelo Comando Investigador competente, 
elaborando o respectivo relatório. 
o Participar da investigação de acidentes aeronáuticos quando designado pelo Comando 
Investigador competente, elaborando o relatório referente à sua função na CIAA. 
o Realizar ou participar a investigação de incidente aeronáutico ou de ocorrência de solo quando 
designado pelo Comando Investigador competente, elaborando o respectivo 
relatório. 
 
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o Comunicar ao CENIPA, diretamente, qualquer discrepância ou inconsistência encontrada na base 
de dados do SIGIPAER. 
 
ASV - Agente de Segurança de Voo – (Atribuições) 
o Promover a atualização dos profissionais da sua organização que atuam no SIPAER. 
- Propor ao CENIPA a atualização das normas do SIPAER. 
o Manter atualizadas, junto ao Elo-Sipaer de sua organização, as informações relativas às suas 
qualificações na área de segurança operacional, à validade de sua credencial, aos períodos de 
afastamento e indisponibilidade, e outras julgadas pertinentes pelo responsável por aquele setor, 
observando o disposto nas normas do SIPAER. 
o Participar da elaboração e da execução do PPAA e de outros documentos relacionados à 
segurança operacional, quando convocado pelo Elo-Sipaer de sua organização. 
o Participar das atividades de prevenção de acidentes nas áreas educativa e promocional, quando 
convocado pelo Elo-Sipaer de sua organização visando à segurança operacional. 
o Realizar e ou participar das Auditorias de Segurança Operacional quando designado pelo Elo-
Sipaer de sua organização. 
o Realizar ou participar de ação inicial quando designado pelo Comando Investigador competente, 
elaborando o respectivo relatório. 
o Participar das investigações de acidente aeronáutico e de incidente aeronáutico, quando 
designado pelo Comando Investigador competente, elaborando o respectivo relatório. 
o Acompanhar e prestar assessoria técnica nas investigações de acidente aeronáutico, de incidente 
aeronáutico e de ocorrência de solo, quando indicado pelo Elo-Sipaer de sua organização. 
o Realizar, sob coordenação do Comando Investigador competente, a investigação de incidente 
aeronáutico ou de ocorrência de solo, quando designado pelo Elo-Sipaer de sua organização, 
elaborando o respectivo relatório. 
o Comunicar ao CENIPA, diretamente, qualquer discrepância ou inconsistência encontrada na base 
de dados do SIGIPAER. 
 
• EC - Elemento Certificado/Credenciado 
 Pessoa habilitada para exercer as funções específicas de prevenção e de investigação de acidente e 
incidente aeronáutico dentro da área específica para o qual foi habilitado, destinados a civis e militares. 
As áreas específicas são: fator humano, médico e psicológico; material; manutenção; controle do 
espaço aéreo; aviação agrícola; e atividades aeroportuárias. 
 
• EC-PREVE - Elementos Credenciados/Certificados – Prevenção (Atribuições) 
Elemento Certificado em prevenção - Civil ou militar que concluiu o estágio de segurança de voo 
habilitado pelo CENIPA, para exercer as tarefas de prevenção de acidentes e incidentes aeronáuticos, 
podendo ainda atuar como Gestores de Segurança Operacional na aviação civil pública e privada. 
Atribuições: 
 
o Promover a atualização dos profissionais da sua organização que atuam no SIPAER. 
- Propor, ao CENIPA, a atualização das normas do SIPAER. 
o Manter atualizadas, junto ao Elo-Sipaer de sua organização, as informações relativas às suas 
qualificações na área de segurança operacional, à validade de sua credencial, aos períodos de 
afastamento e indisponibilidade, e outras julgadas pertinentes pelo responsável por aquele setor. 
o Realizar ou participar das atividades de prevenção de acidentes nas áreas educativa e 
promocional, sob a coordenação do Elo-Sipaer de sua organização. 
o Realizar ou participar de Vistoria de Segurança Operacional ou Auditoria Segurança Operacional 
quando designado pelo Elo-Sipaer de sua organização. 
o Participar da elaboração e da execução do PPAA, do Plano de Emergência Aeronáutica em 
Aeródromo e de outros documentos e atividades de prevenção, sob a coordenação do Elo-Sipaer 
de sua organização. 
o Comunicar ao CENIPA, diretamente, qualquer discrepância ou inconsistência encontrada na base 
de dados do SIGIPAER. 
 
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Educar Escola de Aviação Civil – Rev. 29/mai 2023 
 
3. OCORRÊNCIAS AERONÁUTICAS: ACIDENTES AERONÁUTICOS, INCIDENTES AERONÁUTICOS E 
OCORRÊNCIA DE SOLO. 
 
3.1. ACIDENTE AERONÁUTICO. 
 
Toda ocorrência aeronáutica relacionada à operação de uma aeronave tripulada, havida entre o 
momento em que uma pessoa nela embarca com a intenção de realizar um vôo até o momento em que 
todas as pessoas tenham dela desembarcado ou; no caso de uma aeronave não tripulada, toda 
ocorrência havida entre o momento que a aeronave está pronta para se movimentar, com a intenção de 
vôo, até a sua parada total pelo término do vôo, e seu sistema de propulsão tenha sido desligado e, 
durante os quais, pelo menos uma das situações abaixo ocorra: 
• Uma pessoa sofra lesão grave ou venha a falecer como resultado de estar na aeronave; ter contato 
direto com qualquer parte da aeronave, incluindo aquelas que dela tenham se desprendido; ou for 
submetida à exposição direta do sopro de hélice, de rotor ou de escapamento de jato, ou às suas 
conseqüências. 
• A aeronave tenha falha estrutural ou dano que afete a resistência estrutural, o seu desempenho ou as 
suas características de vôo; ou normalmente exija a realização de grande reparo ou a substituição do 
componente afetado. 
• A aeronave seja considerada desaparecida ou esteja em local inacessível. 
 
3.2. INCIDENTE AERONÁUTICO. 
Uma ocorrência aeronáutica, não classificada como um acidente, associada à operação de uma 
aeronave, que afete ou possa afetar a segurança da operação. 
 
3.3. INCIDENTE AERONÁUTICO GRAVE. 
Incidente aeronáutico envolvendo circunstâncias que indiquem que houve elevado risco de acidente 
relacionado à operação de uma aeronave (o acidente quase aconteceu) que, no caso de aeronave 
tripulada, ocorre entre o momento em que uma pessoa nela embarca, com a intenção de realizar um 
voo, até o momento em que todas as pessoas tenham dela desembarcado; ou, no caso de uma 
aeronave não tripulada, ocorre entre o momento em que a aeronave está pronta para se movimentar, 
com a intenção de vôo, até a sua parada total pelo término do vôo, e seu sistema de propulsão tenha 
sido desligado. 
 
3.4. OCORRÊNCIA DE SOLO. 
 
 Ocorrência, envolvendo aeronave no solo, da qual resulte dano à aeronave ou lesão à pessoa (s), sendo 
o(s) fato(s) motivador(es) diretamente relacionado(s) aos serviços de rampa, aí incluídos os de apoio e 
infraestrutura aeroportuários; e não tenha(m) tido qualquer contribuição da movimentação da aeronave 
por meios próprios ou da operação de qualquer um de seus sistemas, não estando relacionado à 
operação da aeronave. 
 
 
4. FATORES HUMANOS, MATERIAIS E OPERACIONAIS. 
 
Fatores contribuintes - Ação, omissão, evento, condição ou a combinação destes, que se eliminados, 
evitados ou ausentes, poderiam ter reduzido a probabilidade de uma ocorrência aeronáutica, ou mitigado a 
severidade das conseqüências da ocorrência aeronáutica. A identificação do fator contribuinte não implica 
presunção de culpa ou responsabilidade civil ou criminal. 
 
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Educar Escola de Aviação Civil – Rev. 29/mai 2023• Fatores Humanos - Fatores Humanos diz respeito às pessoas em suas condições de vida e de 
trabalho; à sua relação com as máquinas, com procedimentos e com o meio relacionado a elas; e 
também, sobre as suas relações com outras pessoas. Trata da adaptação do ambiente de trabalho às 
características, habilidades e limitações das pessoas, com vistas ao seu desempenho eficiente, 
eficaz, confortável e seguro das suas tarefas. 
 
• Fatores materiais – relacionam-se diretamente com as deficiências de projeto, fabricação ou de 
manuseio de material. 
 
• Fatores operacionais – área de abordagem da segurança de vôo que se refere ao desempenho do 
ser humano nas atividades relacionadas com o vôo, a saber: 
o Deficiente manutenção; 
o Deficiente instrução; 
o Deficiente infra-estrutura; 
o Imprudência do tripulante; 
o Omissão; 
o Esquecimento; 
o Deficiente planejamento; 
o Deficiente julgamento. 
 
 
5. O COMISSÁRIO DE VOO E A PREVENÇÃO DE ACIDENTES. 
 
5.1. RELATÓRIOS DE PREVENÇÃO. 
 
• RELPREV - Relatório de Prevenção. 
Ferramenta de prevenção do SIPAER destinada ao reporte voluntário de uma situação de risco para 
a segurança de voo no âmbito das organizações que possuam Elo SIPAER. 
É um documento formal que possibilita qualquer pessoa, de forma anônima ou não, fazer seu relato 
da situação de risco observada. Ao chegar Gestor de Segurança Operacional da área relatada, 
permite que tal fato seja conhecido e que os responsáveis sejam avisados com a finalidade de adotar 
medidas corretivas. 
 
 
• RCSV - Relato ao CENIPA para a Segurança de Voo. 
O RCSV é uma ferramenta de prevenção do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes 
Aeronáuticos (SIPAER), cuja finalidade é relatar ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes 
Aeronáuticos (CENIPA) uma situação com potencial de risco para a segurança de voo. 
É o documento que contém o relato de fatos perigosos ou potencialmente perigosos para a atividade 
aérea, tanto risco de vida, segurança de aeronaves ou aeroportos. Permite à autoridade competente 
o conhecimento dessas situações com a finalidade de adoção de medidas corretivas adequadas. 
Esse relato é confidencial e é obrigatória a identificação do relator, sendo a identidade do mesmo 
mantido em sigilo. 
 
 
Observação: Não existe um modelo de relato a ser seguido, caberá ao responsável pela segurança 
operacional estabelecer um meio formal para que os relatos sejam recebidos, processados e 
armazenados na biblioteca de segurança operacional do provedor, o RELPREV é a ferramenta de 
relatos utilizada pela maioria dos Gestores de Segurança Operacional (SGSO), nos entes regulados 
da ANAC. 
 
 
 
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CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
AERONÁUTICOS - CENIPA 
RELATO AO CENIPA PARA SEGURANÇA DE VOO - RCSV 
 
DADOS DO(A) RELATOR(A) 
NOME 
CPF 
e-mail 
TELEFONE (Particular) 
 
DATA/HORA 
Clique ou toque aqui para inserir uma data. HORA hh:mm 
 
ESPECIALIZAÇÃO DO RELATOR 
☐ TRIPULANTE Escolher um item. 
☐ PESSOAL DE MANUTENÇÃO Escolher um item. 
☐ PESSOAL ATS Escolher um item. 
☐ PESSOAL DE APOIO Escolher um item. 
☐ PASSAGEIRO 
☐ OUTRO 
 
LOCAL DA SITUAÇÃO DE PERIGO 
☐ AERÓDROMO 
☐ ÓRGÃOS ATS 
☐ HANGAR 
☐ OFICINA 
☐ PÁTIO DE MANOBRAS/ESTACIONAMENTO 
☐ PISTA/PISTA DE TAXI 
☐ ÁREA ADMINISTRATIVA 
☐ EM VOO POSIÇÃO ALTITUDE 
☐ OUTRO 
 
EQUIPAMENTO ENVOLVIDO 
IDENTIFICAÇÃO / MATRÍCULA DA AERONAVE: 
☐ CIVIL Escolher um item. 
☒ MILITAR 
☐ NÃO APLICÁVEL 
 
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PESSOAL ENVOLVIDO 
☐ TRIPULANTE Escolher um item. 
☐ PESSOAL DE MANUTENÇÃO Escolher um item. 
☐ PESSOAL ATS Escolher um item. 
☐ PESSOAL DE APOIO Escolher um item. 
☐ PASSAGEIRO 
☐ OUTRO 
 
 TIPO DE AVIAÇÃO 
SE CIVIL Escolher um item. SE MILITAR Escolher um item. 
 
 REGRAS DE VOO 
Escolher um item. 
 
FASE DE VOO 
Escolher um item. 
 
CONDIÇÕES AMBIENTAIS 
PERÍODO DO DIA Escolher um item. CONDIÇÕES DE VOO Escolher um item. 
CONDIÇÕES 
METEOROLÓGICAS Escolher um item. CONDIÇÕES DO LOCAL 
DE TRABALHO Escolher um item. 
 
CONSEQUÊNCIAS 
Escolher um item. 
 
DESCRIÇÃO DA SITUAÇÃO DE PERIGO 
 
6. PARTICIPAÇÃO DO COMISSÁRIO DE VOO NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS, DE 
INCIDENTES AERONÁUTICOS, DE INCIDENTES AERONÁUTICOS GRAVES E DE OCORRÊNCIAS 
DE SOLO. 
 
Os tripulantes de cabine, na função de comissários de voo, por serem auxiliares do comandante, estão 
encarregados do cumprimento das normas relativas à segurança e ao atendimento dos passageiros a 
bordo, da guarda de bagagens, documentos, valores e malas postais e de outras tarefas que lhes 
tenham sido delegadas pelo comandante. 
Além disso, deve-se tornar prática também do comissário de voo a remoção, quando possível de 
objetos estranhos (FOD) nos pátios e pistas de taxi e decolagem/pouso e sua colocação em recipiente 
adequado. 
 
 
 
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6.1. PREVENÇÃO DE FOD (FOREIGN OBJECT DAMAGE). 
 
De acordo com o CENIPA, FOD significa: Dano causado a um ou mais componentes da aeronave 
devido ao contato direto com objeto(s) estranho(s) ao meio. F.O.D. é o tipo de ocorrência usualmente 
causada por erros humanos ou por absoluta falta de cuidados das pessoas envolvidas que permite 
que um objeto que não faz parte do motor seja ingerido pelo mesmo e venha a causar danos que 
poderão torná--‐lo inoperante ou insegura a sua operação. 
O papel do Comissário de Voo na Prevenção de FOD 
 
Há um grande número de pessoas, equipes de terra e de aeronaves que se deslocam pelas áreas 
operacionais. São de responsabilidade de cada pessoa a remoção de objetos estranhos nos pátios e 
pistas de táxi e decolagem/pouso e sua colocação em recipiente adequado. Deve tornar--‐se uma prática 
consciente para este pessoal pegar quaisquer objetos (porcas, parafusos, pedrinhas, arame de freno, 
capas de plástico, carteiras de cigarros etc.) nessas áreas, tornando--‐as livres de se tornarem um 
possível FOD. 
 
 
7. IAA - INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS. 
 
De acordo com o MCA3-6/17 – Manual de Investigação do Sipaer, a investigação de acidentes consiste 
em três fases: 
• Coleta de dados, 
• Análise dos dados, e 
• Apresentação dos resultados. 
 
8. RP (RELATÓRIO PRELIMINAR) E RF (RELATÓRIO FINAL). 
 
Durante a investigação do acidente são emitidas informações, opiniões e recomendações nos assuntos 
referentes à Segurança de Voo. Dentre eles estão três formulários de extrema importância: 
 
• Relatório Preliminar (RP) 
 
Reporte que se destina exclusivamente à divulgação das informações preliminares, coleta de dados a 
respeito das circunstâncias de ocorrência de um acidente aeronáutico aos órgãos que, de alguma 
forma, são responsáveis pela operação, este RP é RESERVADO a comissão de investigação. 
 
• Minuta do Relatório Final (MRF) 
 
Documento emitido ao final da fase intermediária, apresentando a análise dos dados coletados na 
primeira fase de investigação, este também é reservado à comissão de investigação. 
 
• Relatório Final (RF) ou Relatório Final Simplificado (RFS), também denominado (SUMA) 
 
É o documento destinado a divulgar a conclusão (apresentação dos resultados) oficial do Comando 
da Aeronáutica e as recomendações de segurança relativas a um acidente aeronáutico ou incidente 
aeronáutico grave. Seu grau de sigilo é OSTENSIVO. 
 
Não há prazo para apresentação dos relatórios finais, caso o CENIPA, não o apresente em 01 (um) 
ano, deverá ser apresentado um Reporte Intermediário – RI, com os fatores contribuintes já 
levantados até aquele momento. 
Ocorrências após o Acidente como foi visto acima nas fases da investigaçãode acidentes 
aeronáuticos, após um acidente teremos a ação inicial. Chama--‐se de ação inicial um conjunto de 
medidas tomadas após o acidente com o objetivo de preservar as evidências. 
Logo após o acidente, a prioridade é prestar socorro aos sobreviventes e evitar que as consequências 
se agravem. Somente após a área ter sido liberada pela equipe de salvamento, os destroços passam a 
 
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ser do SIPAER para investigação. 
Os Serviços Regionais de Investigação de Acidentes Aeronáuticos – SERIPA I, II, III, IV, V, VI e VII, 
são responsáveis pela investigação preventiva dos acidentes nas duas etapas iniciais em suas áreas 
de jurisdição, investigam ocorrências na aviação civil. 
Quando há mortes nos acidentes a Policia Civil da jurisdição investiga se realmente as causas das 
mortes estão relacionadas com a ocorrência, e tem como objetivo afastar a incidência de crimes. 
 
8.1. AS INVESTIGAÇÕES PARA LEVANTAMENTO DAS CAUSAS DAS MORTES SEGUEM UMA 
LINHA DE INTERESSES COM A SEGUINTE PROCEDÊNCIA HIERÁRQUICA 
• Ministério Público Federal; 
• Polícia Federal; 
• Ministérios Públicos dos Estados; e 
• Policias Civis dos Municípios. 
 
Conservação dos indícios na Área do Acidente ou Incidente Aeronáutico a preservação do local do 
acidente é essencial. A remoção da aeronave ou de seus destroços destrói os indícios existentes, 
impedindo a realização da reconstituição do acidente. 
 
 
 
9. CONSERVAÇÃO DE INDÍCIOS E ENTREVISTAS. 
 
• Conservação de indícios - A preservação do local do acidente é essencial. Deste modo, exceto para 
efeito de salvar vidas, preservação da segurança das pessoas ou preservação de evidências, nenhuma 
aeronave acidentada, seus destroços ou coisas que por ela eram transportadas podem ser 
vasculhados ou removidos, a não ser com a autorização da autoridade de investigação Sipaer, que 
deterá a guarda dos itens de interesse para a investigação até a sua liberação nos termos legais. 
 Importante: Exceto para salvar vidas em perigo, preservar a segurança pública ou preservar a 
propriedade de terceiros, nenhuma aeronave acidentada pode ser vasculhada ou ter seus 
destroços vasculhados ou removidos sem a autorização das autoridades da CIAA. 
 
• Entrevistas - Realizadas simultaneamente à observação das atividades em situação real ou 
simuladas. Por meio da entrevista, o operador pode explicar o que ele faz como faz e por que executa 
a atividade de tal maneira, o que permitirá melhor compreensão das possíveis intercorrências nas 
interfaces homem-máquina/ambiente. 
 Toda investigação tem como base as informações coletadas nas entrevistas. Elas constituem os 
principais elementos que permitem aos investigadores montar o cenário do acidente. Por isso, o 
entrevistador deve reforçar para o entrevistado a importância de relatar tudo que tenha conhecimento. 
 As entrevistas são importantes, para a Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (CIAA), 
pois a ela compete a investigação envolvendo aeronave e/ou infraestrutura aeronáutica de acordo com 
a Regulamentação (PORTARIA GM-MD Nº 4.095, DE 7 DE OUTUBRO DE 2021). 
 
• Suspensão do certificado de capacidade física 
 Todos os tripulantes que forem envolvidos em um acidente aeronáutico terão seu CCF/CMA 
imediatamente suspenso, mesmo estando válido, devendo comparecer a uma junta médica para nova 
inspeção e emissão de novo documento, conforme determinação da legislação em vigor. 
 
• Responsabilidade do comissário de voo na conservação dos indícios após o acidente. 
 
O comissário de voo deve cumprir rigosoramente com toda a legislação vigente, no âmbito do Sipaer, 
para manter conservado indício após o acidente, evitando que aeronaves acidentada, seus destroços 
ou coisas que por ela foram transportadas sejam vasculhados ou removidos, auxiliando o comandante, 
 
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exercer a sua, até que as autoridades competentes assumam a responsabilidade pela aeronave, 
pessoas e coisas transportadas. 
 
• É de responsabilidade dos operadores de aeronaves em caso de acidente e de incidente 
aeronáutico: 
o Manter ou providenciar quem mantenha a guarda da aeronave acidentada ou de seus destroços, 
dos bens nela transportados e de terceiros na superfície, atingidos pelo acidente, até que possa 
ser feita sua remoção, visando à segurança e a preservação dos indícios; 
 
o A remoção da aeronave, seus destroços e partes ou coisas por ela transportadas, após a 
liberação pelo pessoal certificado. Entrevistar com a Comissão de Investigação (CI). Todos os 
tripulantes que forem envolvidos em um acidente aeronáutico e que estiverem em condições 
físicas adequadas deverão contribuir nas investigações com a CI. 
 
 
 
10. RESPONSABILIDADES SEGUNDO O ART. 87 DO CBA NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
AERONÁUTICOS. 
 
• Responsáveis pela prevenção de acidentes aeronáuticos - A prevenção de acidentes aeronáuticos 
é da responsabilidade de todas as pessoas, naturais ou jurídicas, envolvidas com a fabricação, 
manutenção, operação e circulação de aeronaves, bem assim com as atividades de apoio da infra-
estrutura aeronáutica no território brasileiro. 
 
• Responsabilidade do operador aéreo com relação ao Programa de Prevenção de Acidentes 
Aeronáuticos - O Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Aviação Civil Brasileira – 
PPAA é o documento que consolida orientações adotadas pelo CENIPA, no âmbito das competências 
do SIPAER, para a coordenação e execução das atividades de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, 
observando tanto as metas e requisitos estabelecidos neste documento quanto à regulamentação do 
SIPAER, especialmente o disposto na “Prevenção de Acidentes, Incidentes Aeronáuticos e 
Ocorrências de Solo”. Assim, o operador deve observar os seguintes requisitos: 
o Planejar e orientar a realização das atividades de Segurança de Voo, por meio das ferramentas do 
SIPAER, de modo que a operação aérea se desenvolva dentro de um nível de segurança julgado 
aceitável; 
o Estabelecer uma ferramenta que permita adotar mecanismos de monitoramento dos processos 
organizacionais, a definição de metas, a identificação de perigos e das condições latentes, bem 
como a contenção das falhas ativas e o reforço das defesas do sistema; 
o Estabelecer as atividades educativas e promocionais relacionadas à segurança de vôo; 
o Estabelecer o monitoramento e a medição dos indicadores das ocorrências do âmbito do SIPAER, 
com vistas à melhoria contínua e à garantia da segurança de voo; e 
o Estabelecer programas específicos e ações programadas, adequando-as às características da 
missão e da organização, a fim de prevenir as ocorrências aeronáuticas. 
 
O PPAA é recomendável a todas as organizações, como parte integrante ou complementar do Sistema 
de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), sendo principalmente aconselhável àquelas 
entidades que ainda não possuem o SGSO implantado, sendo elaborado em concordância com a 
política de segurança de voo estabelecida pela organização, observando os preceitos do SGSO e as 
normas do SIPAER, com base na atividade desenvolvida pela organização, tendo como referência, 
dentre outras variáveis, os meios disponíveis, a infraestrutura e o recursos humanos existentes, em 
associação a programas específicos que forem pertinentes à atividade desenvolvida pela organização e 
proporcionando uma orientação eficaz e oportuna para a realização das atividades de prevenção de 
acidentes e conscientizando a coletividade da organização para um comportamento participativo e 
proativo para a segurança de voo. 
 
 
 
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11. VISTORIA DE SEGURANÇA DE VOO (VSV). 
 
É a vistoria realizada por elemento certificados do CENIPA / DIPAA em uma organização a fim de que 
se detectem condições ou atos insatisfatórios que representem situação de perigo real ou potencial à 
segurança de voo.São dois os tipos de Vistorias de Segurança de Voo: 
 
• Periódicas: realizadas em intervalos de tempo determinado; 
 
• Especiais: realizadas quando há início de operações de uma aeronave; mudança de filosofia de 
treinamento ou alteração de procedimentos básicos. 
 
 
 
PREVENÇÃO 
 
Uma forma de manter sempre as condições preventivas num patamar de segurança aceitável é através 
do preenchimento e recebimento de relatórios. A análise dos relatórios, tanto o RELPREV (Relatório de 
Prevenção), como o RCSV (Relatório ao Cenipa para a Segurança de Voo), ou até mesmo um relatório 
interno da empresa, é a maneira de deixar as pessoas responsáveis, os ASV ou EC da empresa, sempre 
atentos e cientes das condições de segurança e em condições de fazer uma análise e propor 
recomendações para o planejamento e principalmente para a execução de medidas corretivas, visando a 
segurança de todas as operações, tanto em terra como no voo. 
 
 
 
 
	6.1. PREVENÇÃO DE FOD (FOREIGN OBJECT DAMAGE).
	O papel do Comissário de Voo na Prevenção de FOD
	• Relatório Preliminar (RP)
	• Minuta do Relatório Final (MRF)
	• Relatório Final (RF) ou Relatório Final Simplificado (RFS), também denominado (SUMA)
	11. VISTORIA DE SEGURANÇA DE VOO (VSV).

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