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Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 131 material em discussão e as resoluções das reuniões do grupo podem ser encontradas na página www.wipo.int/globalissues/igc/documents/index-fr.html. Segundo a Convenção da OMPI, é a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e científicas, às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às firmas comerciais e denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científico, literário e artístico. Organização Mundial da Propriedade Intelectual A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) é uma das 16 agências especializadas da ONU, criada em 1967, com sede em Genebra. A agência se dedica à constante atualização e proposição de padrões internacionais de proteção às criações intelectuais em âmbito mundial. Os exemplos mais marcantes desta atuação são o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT); o apoio ao Convênio Internacional para a Proteção de Obtenções Vegetais (UPOV); o Protocolo de Madrid, para o registro internacional de marcas; e as negociações relativas à harmonização no campo de patentes e marcas e direito de autor. Principais funções da agência 1. Estimular a proteção da Propriedade Intelectual em todo o mundo mediante a cooperação entre os Estados; 2. Estabelecer e estimular medidas apropriadas para promover a atividade intelectual criadora e facilitar a transmissão de tecnologia relativa à propriedade industrial para os países em desenvolvimento, com o objetivo de acelerar os desenvolvimentos econômicos, sociais e culturais. 3. Incentivar a negociação de novos tratados internacionais e a modernização das legislações nacionais. Propriedade industrial A propriedade industrial: •State of monopoly - Inglaterra 1623 •EUA - Constituição de 1787 •França 1791 - direito dos autores •1883 - União de Paris •1882 - Brasil - lei patentes •Lei vigente: 9.279/96 Propriedade industrial, regulada pela Convenção de Paris de 1883 (art. 1,2), é o conjunto de direitos que compreende as patentes de invenção, os modelos de utilidade, os desenhos ou modelos industriais, as marcas de fábrica ou de comércio, as marcas de serviço, o nome comercial e as indicações de proveniência ou denominações de origem, bem como a repressão da concorrência desleal. Diverso da autoria, ou do direito autoral, a propriedade industrial pressupõe registro prévio no órgão competente para que se constitua. Ou seja, o Inventor só passa a ter direito de exploração industrial de sua invenção após registrar a devida patente, pois o registro de Propriedade Industrial só se contesta mediante a comprovação da existência de registro anterior. No Brasil, o órgão responsável pelo registro de propriedade industrial é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A idéia não é passível de proteção pelos institutos da Lei de Propriedade Industrial. Da mesma forma, no Brasil, seres vivos não são patenteáveis, o que não acontece em outros países onde micro-organismos e animais geneticamente modificados podem ser patenteados desde que não sejam humanos. Bens da Propriedade Industrial a) Invenções b) Modelo de Utilidade c) Desenho Industrial d) Marca Patenteabilidade É a capacidade e a possibilidade que possui ou deva possuir um determinado produto do engenho humano. Bens industriais patenteáveis são a invenção e o modelo de utilidade. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 132 a) novidade: Deve ser desconhecida para pesquisadores ou cientistas especializados. O conceito de ESTADO DA TÉCNICA (todos os conhecimentos que pode ter acesso qualquer pessoa - legalemente tudo o que foi divulgado). Se o invento já se encontra acessível, nestes termos, então lhe falta o requisito da novidade. Tudo o que era acessível ao público através de descrição escrita ou oral, pelo uso ou de qualquer outro modo, antes da data do depósito do pedido de uma patente. Neste ponto também se inclui alguns conhecimentos não divulgados como o caso de pedido de patente que fica sigiloso no INPI por 18 meses. Normalmente, o examinador de um pedido de patente faz uma busca em diversos bancos de dados para verificar o estado da técnica para verificar se o objeto de pedido de patente já existia ou se efetivamente se trata de uma inovação b) atividade inventiva Decorre do estado da técnica não ser óbvio para um especialista e não pode derivar de forma simples dos conhecimentos nele reunidos. É necessário que a invenção resulte de verdadeiro engenho, de criação intelectual perspicaz, arguta. A inventividade permite distinguir a simples criação intelectual do engenho. Art. 13 LPI c) industriabilidade Possibilidade de utilização ou produção do invento por qualquer tipo de industria. As invenções que não atendem são as muito avançadas ou as inúteis (curiosidades ou instigantes). A impossibilidade de produção por outros fatores, como econômicos, não afastam o requisito (ex. transistores, laser, chips). d) desimpedimento Art. 18 LPI A) INVENÇÕES Não possui definição pelo grau de dificuldade de conceituação. Assim trabalha com o critério da exclusão. Neste sentido NÃO são invenções: i) descobertas teóricas: teoria da relatividade ii) métodos matemáticos iii) concepções abstratas: teoria da lógica de Newton iv) esquemas, planos, princípios contábeis, financeiros, etc. v) obras literárias, arquitetônicas, cientificas (tutela do direito de autor) vi) técnicas terapêuticas, medicinais e os seres vivos naturais. B) MODELO DE UTILIDADE Objeto de uso prático ou parte dele, suscetível de aplicação industrial que apresente nova forma ou disposição envolvendo ato inventivo. Os recursos agregados nao devem ser obvios ou evidentes a um técnico no assunto. Deve revelar a atividade inventiva do seu criador. Mera adição não é invenção. Registrabilidade Os registro concedidos pelo INPI são para marcas e Design (desenho industrial). REQUISITOS a) Novidade relativa: que a marca cumpra a sua finalidade de identificar produtos ou serviços destacando-os de seus concorrentes. Não é necessária a criação de sinal ou expressão nova (ex. triangulo) mas que lhe dê nova utilização e restrito ao segmento que pertence o objeto marcado (mesma marca para produtos de segmentos diferentes) - limitação à marcas de alto renome. b) Não colidência com marca notoriamente conhecida, que goza de proteção especial, mesmo que não exista registro anterior da marca. Marca Notória (Art. 126): reconhecida internacionalmente, ostensivamente pública. Ferrari, Ford, Armani. Independe de registro no Brasil para o ramo de atividade em que a marca é reconhecida. Ex. pode tintas para parede Armani. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 133 Marca de Alto Renome (art. 125): proteção em todos os ramos de especificidades, não necessita ser reconhecida internacionalmente. Deve ter pedido de reconhecimento em todas as atividades registrado no INPI. Ex. Natura (iogurte Danone natura vedado), Visa, IBM. Dakota sapatos x camionete Dakota. c) Desimpedimento - não ter impedimentolegal. Art. 124 LPI. Não são registráveis como marca: ver lei EXTINÇÃO DO REGISTRO: art. 142 C) MARCA Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não compreendidos nas proibições legais. Podem ser: - Nominativas - Figurativas - Mistas - Marca tridimensional: Bic, coca-cola; Espécies de marcas: 1. Produto ou serviço 2. Marca coletiva: usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de determinada entidade. Ass Bras Prod Café, 3. Marca de certificação: usada para atestar a conformidade de produto ou serviço por determinadas normas ou especificações técnicas. ISO9000, INMETRO. Dos Sinais Não Registráveis Como Marca: brasões, expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes, letras, números, sinais sonoros... D) DESENHO INDUSTRIAL - DESIGN Art. 95 LPI A característica é a futilidade. Alterações estéticas. A introdução da alteração no desenho industrial não lhe altera a função. Ex. cadeira Barcelona de Mies Vander Ho, água ouro fino. Caiu Assim30: 52. A respeito dos legitimados, assinale a opção que indica as pessoas que podem requerer patente de invenção ou modelo de utilidade, de acordo com a Lei nº 9.279/96. A) O próprio autor, se maior de 18 anos, os herdeiros ou sucessores do autor, o cessionário ou o empregador ou tomador de serviços, no caso de patente desenvolvida por empregado ou prestador de serviço. B) O próprio autor, os herdeiros ou sucessores do autor, o cessionário ou aquele a quem a lei ou o contrato de trabalho ou de prestação de serviços determinar que pertença a titularidade da patente ou do modelo de utilidade. C) O próprio autor, pessoa natural ou sociedade empresária, o cessionário da patente ou aquele a quem a lei ou o contrato de trabalho ou de prestação de serviços determinar que pertença a titularidade da patente ou do modelo de utilidade. D) O próprio autor, os herdeiros ou sucessores do autor até 5 (cinco) anos da data do óbito, o cessionário ou o empregador ou tomador de serviços, no caso de patente desenvolvida por empregado ou prestador de serviço. Comentário: o art. 6º da Lei de Patentes prevê que esta poderá ser requerida em nome próprio pelo autor, pelos herdeiros ou sucessores do autor, pelo cessionário ou por aquele a quem a lei ou o contrato de trabalho ou de prestação de serviços determinar que pertença a titularidade. 10 Títulos de Crédito 30 XVI Exame unificado Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 134 Legislação básica: Decreto 57663/66 - Lei Uniforme de Genebra - LU Decreto 2044/1908 que está parcialmente revogado - Letra de Câmbio (LC) e Nota Promissória (NP) Lei 7357/85 - cheque Lei 5474/68 - duplicata Decreto 1102/1903 Conhecimento de Depósito e Warrant - são títulos de crédito armazeneiros. estão relacionados aos armazéns em geral. Novo Código Civil art. 887 e seguintes – Conceito: documento necessário para o exercício do direito, literal e autônomo, nele mencionado. Ele constitui a prova de que certa pessoa é credora de outra. Existem no direito vários documentos que provam que uma pessoa possui direitos em relação a outras, como por exemplo o contrato de locação. Três aspectos fundamentais: 1. Refere-se a relações creditícias. 2. Possui facilidade de cobrança judicial (titulo executivo extrajudicial). 3. Negociabilidade que permite a circulação. Princípios do Direito Cambiário a) Cartularidade: o credor do título deve provar que se encontra na posse do documento para exercer o direito sobre ele. O exercício dos direitos representados por um título de crédito pressupõe a sua posse. Somente quem exiba a cártula pode pretender a satisfação de uma pretensão relativa ao direito documentado pelo título. Por consequência, quem paga um titulo deve exigir sua entrega. Judicialmente ocorre o mesmo: para a instrução de petição de execução é absolutamente necessário a apresentação do título. Exceção: duplicata mercantil retida pelo devedor pode protestá-la por indicação e Título de crédito virtual. b) Literalidade: vale o que estiver literalmente aposto; o direito decorrente do título é literal, deriva do conteúdo, extensão e modalidade do título. Somente produzem efeito jurídico os atos lançados no próprio título. Por exemplo pagamento parcial ou endosso. Esta característica também facilita a sua circulação. c) Autonomia: mais importante característica dos títulos cambiais:não necessita de outro documento para ter validade, o titulo é o documento necessário para o exercício do direito, literal, nele mencionado. Exemplo: A vende para B à prazo, emitindo NP para 60 dias. A deve para C e lhe "paga" cedendo o título para este. Caso o negócio entre A e B tenha algum vício (por exemplo redibitório) não desonera B de pagar o título a C. Deste principio decorrem outros dois: C.1. Abstração: quando colocado em circulação perde o vinculo com o negócio original, somente se opera a abstração quando o título é colocado em circulação. A consequência é a impossibilidade de o devedor desonerar-se da obrigação aposta ao título. C.2. Inoponibilidade: inoponibilidade de exceções pessoais a terceiros de boa-fé. É a impossibilidade de alegação de falta de relação jurídica com o possuidor do título, desde que a posse seja de boa-fé. O conhecimento por este terceiro de fato oponível descaracteriza a boa-fé. Natureza das Obrigações cambiais Os devedores de titulo de crédito são solidários, porém a solidariedade nas cambiais possui particularidades. LU art. 47. A solidariedade se encontra definida no art. 264 CC: Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda. A semelhança acaba aqui: a possibilidade de o credor exigir a totalidade do crédito de qualquer dos devedores solidários, atendidos determinados pressupostos. Em primeiro lugar nem todos tem direito de regresso: o aceitante da letra de cambio ou o subscritor da nota promissória após pagarem os títulos não poderão cobrar demais ninguém. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 135 Logo, nem todos os codevedores respondem regressivamente contra os demais: os devedores anteriores respondem perante os posteriores, mas estes não respondem se acionados por aqueles. Em terceiro a regra de regresso se exerce pela totalidade não pela cota parte (excepcionalmente pode haver avais simultâneos e ocorrer a partição proporcional da divida) Fabio Ulhoa Coelho: considera importante afastar o paralelo. Os devedores de titulo de crédito não são, portanto, propriamente solidários. Eles se submetem a um complexo sistema de regressividade exclusivo da obrigação cambial. Classificação Destacam-se por quatro critérios: quanto ao modelo, à estrutura, às hipóteses de emissão e quanto à circulação. a) Quanto ao modelo: vinculados ou livres. Os títulos de modelo vinculado devem seguir o padrão formal, como por exemplo o cheque e a duplicata, que possuem modelos padronizados. Os títulos de modelo livre não possuem um padrão de utilização obrigatória, podendo o meitente dispor os elementos obrigatórios segundo sua vontade. Ex. nota promissória b) Quanto à Estrutura B.1 Ordem de pagamento O sacador manda que o sacado pague determinada quantia. Ex. Cheque Emitente ou sacador: pessoa que emite o título. Sacado: pessoa que recebe a ordem e deve cumpri-la. Tomador ou beneficiário: pessoa que se beneficia. B.2 Promessa de Pagamento O sacador assume o compromissode pagar o valor do título. Ex. NP c) Quanto às hipóteses de emissão Causais: somente podem ser emitidos nas hipóteses previstas na lei. Ex. duplicata mercantil que só pode ser oriunda de compra e venda mercantil. Limitados: não podem ser emitidos em determinadas situações. Ex. letra de cambio nao pode ser emitida para compra e venda mercantil. As debêntures não podem ser emitidos para compra e venda mercantil. Não causais: podem ser criados em qualquer hipótese. Ex. cheque, NP. d) Quanto à circulação Ao portador: não ostenta o nome do credor, circulam por mera tradição, a titularidade se transfere pela entrega. Nominativos à ordem: identifica o titular do crédito e se transfere por endosso (ato típico das cambiais) Nominativos não à ordem: identificam o credor e circulam por cessão civil de crédito. No endosso, quem transfere o título de crédito responde pela existência do título e também pelo seu pagamento. Todavia, o devedor não pode alegar contra o endossatário de boa-fé exceções pessoais. No caso da cessão de crédito, o cedente tem, perante o cessionário, responsabilidade obrigatória pela existência do crédito (pro soluto) e responsabilidade opcional pela solvência do devedor (pro solvendo), sendo nessa última a necessária convenção prévia entre as partes (art. 296 do CC). Já no endosso constata-se, como regra, a responsabilidade do endossante pela existência do crédito e pela solvência do devedor. Lei 10.406/2002 dedicou o Título VIII da Parte Especial aos Títulos de Crédito, dividindo-o em quatro capítulos: Disposições Gerais, Do Título ao Portador, Do Título à Ordem e Do Título Nominativo (a matéria foi tratada nos artigos 887 a 926 do Código Civil de 2002). As normas do Código Civil somente se aplicam quando a lei especial (LU, LD, LC) disciplina o assunto de igual modo. Declarações Cambiais Saque Saque é o ato de criação, ou seja, da emissão da letra de câmbio, do título. Após esse ato, o tomador pode procurar o sacado para receber do mesmo a quantia devida. Sendo que não tem por única função Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 136 emitir o título, mas também visa vincular o sacador ao pagamento da letra de câmbio, assim sendo, caso o sacado não pague a dívida ao tomador, este último poderá cobrá-la do próprio sacador, que é o próprio devedor do título. Como tratam-se de ordens de pagamento, por meio do saque, criam três situações jurídicas distintas, sendo estas: a figura do sacador, o qual dá a ordem de pagamento e que determina a quantia que deve ser paga; a figura do sacado, àquele para quem a ordem é dirigida, o qual deve realizar o pagamento dentro das condições estabelecidas; e, por último, o tomador, credor da quantia mencionada no título. Caiu Assim31: Questão 51. Humaitá Comércio e Distribuição de Defensivos Agrícolas Ltda. sacou 4 (quatro) duplicatas de compra e venda em face de Cooperativa dos Produtores Rurais de Coari Ltda., em razão da venda de insumos para as plantações dos cooperados. Com base nestas informações, assinale a afirmativa correta. A)É facultado ao sacador inserir cláusula não à ordem no momento do saque, caso em que a forma de transferência dos títulos se dará por meio de cessão civil de crédito. B)Por se tratar de sacado cooperativa, sociedade simples independentemente de seu objeto, é proibido o saque de duplicatas em face dessa espécie de sociedade. C)Lançada eventualmente a cláusula mandato no endosso das duplicatas, o endossatário poderá exercer todos os direitos emergentes dos títulos, inclusive efetuar endosso próprio a terceiro. D)Sendo o pagamento das duplicatas garantido por aval, o avalista é equiparado àquele cujo nome indicar; na falta da indicação, àquele abaixo de cuja firma lançar a sua; fora desses casos, ao sacado. Comentário: art. 897 e seguintes do Código Civil. Aceite É por meio deste que o sacado se compromete ao pagamento do título ao beneficiário, na data do vencimento. Para que seja válido este aceite deverá conter o nome e assinatura do aceitante. Importante frisar que, se este aceite se der no verso do título, deverá acompanhar a palavra "aceito" ou "aceitamos", para que não se confunda com endosso; mas se no anverso do título, bastará a assinatura do aceitante. O sacado/aceitante deverá ser civilmente capaz e não poderá ser falido. Se este vier a falecer poderá o inventariante proceder o aceite em nome dos sucessores daquele. Endosso É a forma pela qual se transfere o direito de receber o valor que consta no título através da tradição da própria cártula. De acordo com o art. 893 do Código Civil: "a transferência do título de crédito implica a de todos os direitos que lhe são inerentes", portanto não só a propriedade da letra que se transfere, como também a garantia de seu adimplemento. Figuram dois sujeitos no endosso: - endossante: quem garante o pagamento do título transferido por endosso; - endossatário ou adquirente: quem recebe por meio dessa transferência a letra de câmbio. O endosso responsabiliza solidariamente o endossante ao pagamento do crédito descrito na cártula caso o sacado e sacador não efetuem o pagamento. Portanto, se o devedor entregar a seu credor um título, por mera tradição e sem endosso, não estará vinculado ao pagamento deste crédito caso as outras partes se tornem inadimplentes. Modalidades em preto: quando na própria letra traz a indicação do endossatário do crédito. Também conhecido por endosso nominal. em branco: quando apenas constar a assinatura do endossante, sem qualquer indicação de quem seja o endossatário. Deverá este ser feito sempre no verso do título e se tornará um título ao portador. Classificações doutrinárias de endosso: - Endosso próprio: transfere ao endossatário não só a titularidade do crédito como também o exercício de seus direitos. - Endosso impróprio: difere do anterior uma vez que não transfere a titularidade do crédito, mas tão somente o exercício de seus direitos. Este se subdivide em: 31 XXI EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01 BRANCA – – Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 137 Endosso-mandato ou endosso-procuração: permite que o endossatário aja como representante do endossante, podendo exercer os direitos inerentes ao título. Endosso-caução ou pignoratício: figura como mera garantia ao endossatário de uma dívida do endossante para com ele. Deve sempre conter a cláusula: “valor em garantia” ou “valor em penhor”. Tendo, portanto, o endossante cumprido a obrigação para a qual se destinou a garantia, poderá rever o título de crédito. Aval Versa o art. 30 da LU, "o pagamento de título de crédito, que contenha obrigação de pagar soma determinada, pode ser garantido por aval". Com isso estabelece-se que aval é a garantia cambial, pela qual terceiro (avalista) firma para com o avalizado, se responsabilizando pelo cumprimento do pagamento do título se este último não o fizer. Poderá o aval se apresentar: em preto: indica o avalizado nominalmente; em branco: não indica expressamente o avalizado, considerando, por conseguinte, o sacador como o mesmo. É permitido o aval parcial ou limitado, segundo o art. 30 da Lei Uniforme. O aval difere da fiança pelo fato desta última se caracterizar em contratos cíveis e não sob títulos de crédito, como a primeira. Fiança é um contrato acessório pelo qual a pessoa garante ao credor satisfazer a obrigação assumida pelo devedor caso este não a cumpra, ao passo que a obrigação do avalista é autônoma, independente da do avalizado. A fiança produz mais efeitosque o aval, uma vez que a posição do fiador adquire características de principal. Por fim, cumpre ressaltar que a lei concede ao fiador o benefício de ordem, benefício este inexistente para o avalista. Vencimento As diversa formas poderão ser adotadas nos TC: a) à vista; b) b) a dia certo; c) c) a um certo termo da data; d) d) a certo termo da vista. Protesto É a prova literal de que o título foi apresentado a aceite ou a pagamento e que nenhuma dessas providências foram atendidas, pelo sacado ou aceitante. O protesto será levado a efeito por: - falta ou recusa do aceite; - falta ou recusa do pagamento; - falta da devolução do título. Caiu Assim32: 52. Nanci, empresária individual, contraiu empréstimo com instituição financeira, formalizado em contrato de abertura de crédito. A esse contrato foi vinculada nota promissória avalizada, emitida pela mutuária em favor da mutuante. Em relação à obrigação firmada pelo avalista, assinale a afirmativa correta. A) A nota promissória vinculada ao contrato de abertura de crédito não goza de autonomia em razão da iliquidez do título que a originou. B) A nota promissória vinculada ao contrato de abertura de crédito goza de autonomia em razão do contrato de abertura de crédito ser título executivo extrajudicial. C) O avalista poderá arguir exceção de pré-executividade em razão da iliquidez do título que originou a nota promissória, mesmo que esta tenha força executiva e autonomia. D) A nota promissória gozará de autonomia somente com a anuência do avalista no contrato de abertura de crédito, além da sua assinatura no título. Comentário: O STJ tem o seguinte entendimento em sua Súmula 258/STJ - 08/03/2017: 32 XIX Exame unificado Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 138 Execução. Cambial. Nota promissória. Banco. Contrato de abertura de conta corrente. Iliquidez. CPC, art. 585, III. Súmula 233/STJ. «A nota promissória vinculada a contrato de abertura de crédito não goza de autonomia em razão da iliquidez do título que a originou.» 11 Falência e Recuperação judicial e extrajudicial A palavra "falência" vem do latim: fallere (faltar). Quebra, bancarrota. O conceito econômico de falência prende-se à noção de que ela se constitua um estado de insolvência, que é o estado daquele que não possui bens desembaraçados para pagar suas dívidas. Diferença de inadimplemento e insolvência: O inadimplemento é o simples descumprimento da obrigação por parte do devedor esteja ele insolvente ou até mesmo solvente. Já o conceito jurídico leva ao entendimento de que o primordial para caracterizar a falência não é o estado de insolvência, mas sim o próprio estado de falência. Na falência há uma presunção de insolvência, que por seu turno é diferente do inadimplemento, pois este é um fato relativo à própria pessoa; enquanto a insolvência é um estado que diz respeito ao patrimônio. CONCEITO: "A falência se caracteriza como um processo de execução coletiva dos bens do devedor comerciante, decretado judicialmente, ao qual concorrem todos os credores para o fim de arrecadar o patrimônio disponível, verificar os créditos, liquidar o ativo, saldar o passivo, em rateio, observadas as preferências legais", Sampaio de Lacerda. A Lei nº 11.101/2005, nova Lei de Falências, fiel ao princípio de preservação da empresa, que lhe norteia, condu -nos a formular o seguinte conceito de falência (art. 75): "é o processo que, pelo ze afastamento do devedor de suas atividades, visa a preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos, inclusive os intangíveis, da empresa". A falência constitui-se um processo de execução coletiva, onde todos os credores do falido, ressalvadas as exceções previstas legalmente, acorrem a um único juízo e em um único processo executam o patrimônio do devedor empresário. Regras Gerais Da Recuperação Judicial e da Falência JUÍZO COMPETENTE Para a recuperação judicial e extrajudicial será competente o juízo do local onde estiver situado o principal estabelecimento do devedor. Caso o principal estabelecimento deste esteja situado fora do país, será competente o juízo do local onde estiver situada sua filial aqui no Brasil. É pacífico na jurisprudência superior (STJ e STF) somente o entendimento de que deve ser considerado como principal estabelecimento "o centro vital das principais atividades do devedor". O Ministério Público: tem participação efetiva nos processos de falência e de recuperação judicial. Disposições Básicas Comuns aos dois instittutos Créditos Exigíveis: todos aqueles que não estão excluídos Tanto na falência quanto na recuperação judicial deve-se atentar para as seguintes regras básicas: a) Créditos inexigíveis Não são exigíveis as obrigações a título gratuito contraídas pelo devedor (ex: doação), nem as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor. b) Suspensão do curso da prescrição e das ações Diz o art. 6º da LF. c) Prevenção do Juízo Uma vez realizado novo pedido de recuperação judicial ou de falência face a devedor que já tenha pedido de falência ou de recuperação judicial sendo processado, o juízo para qual foi distribuído o primeiro pedido tornar- -á prevento, sendo competente para apreciar o novo pleito. se O ADMINISTRADOR JUDICIAL Incumbe ao juiz nomear um administrador judicial que assumirá atribuições administrativas na condução do processo. Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 139 O administrador judicial será profissional idôneo, preferencialmente advogado, economista, administrador de empresas ou contador, ou pessoa jurídica especializada. O administrador judicial pode ser pessoa jurídica. Na recuperação judicial, o seu principal papel seria de fiscalizar as atividades do devedor e o cumprimento do plano de recuperação judicial, haja vista que, em tal situação não há, necessariamente, o afastamento do devedor de suas atividades. Na há o afastamento do falido da administração de seus bens, passando o administrador a falência representar a massa falida do devedor. As atribuições gerais (na recuperação judicial e na falência) do administrador judicial estão elencadas no artigo 22, caput, e inciso I, da LFR. As específicas, no tocante à recuperação judicial estão dispostas no artigo 22, II; e as específicas, relativas à falência, no artigo 22, III. Ver art. 21 e 52, I. O profissional em evidência faz jus a uma remuneração a ser fixada pelo juiz, que estipulará o valor e a forma de pagamento da mesma, observados a capacidade de pagamento do devedor, o grau de complexidade do trabalho e os valores praticados no mercado para o desempenho de atividades semelhantes. ASSEMBLEIA GERAL DE CREDORES A assembleia-geral de credores é a reunião dos credores sujeitos à recuperação judicial ou à falência de um devedor empresário. Composição Art. 41. A assembleia-geral será composta pelas seguintes classes de credores: I – titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho; II – titulares de créditos com garantia real; III – titulares de créditos quirografários, com privilégio especial, com privilégio geral ou subordinados. IV - titulares de créditos enquadrados como microempresa ou empresa de pequeno porte. (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014) Nas classes previstas nos incisos I e IV do art. 41 desta Lei, a proposta deverá ser aprovada pela maioriasimples dos credores presentes, independentemente do valor de seu crédito. A assembleia-geral será convocada pelo juiz da falência por edital publicado no órgão oficial e em jornais de grande circulação nas localidades da sede e filiais do falido, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias; devendo a cópia do aviso de convocação ser afixado de forma ostensiva na sede e filiais do devedor. A assembleia será presidida pelo administrador judicial. Art. 35. A assembleia-geral de credores terá por deliberar sobre: atribuições I – na recuperação judicial: a) aprovação, rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor; b) a constituição do Comitê de Credores, a escolha de seus membros e sua substituição; (VETADO) c) d) o pedido de desistência do devedor, nos termos do § 4 do art. 52 desta Lei; o e) o nome do gestor judicial, quando do afastamento do devedor; f) qualquer outra matéria que possa afetar os interesses dos credores; II na falência: – (VETADO) a) b) a constituição do Comitê de Credores, a escolha de seus membros e sua substituição; c) a adoção de outras modalidades de realização do ativo, na forma do art. 145 desta Lei; d) qualquer outra matéria que possa afetar os interesses dos credores. COMITÊ DE CREDORES É um órgão facultativo, tanto na falência quanto na recuperação judicial, composto por representantes de cada classe de credores do devedor submetidos ao processo, que tem como principal finalidade zelar pelo bom andamento deste. Composição Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:34:00 140 Art. 26. O Comitê de Credores será constituído por deliberação de qualquer das classes de credores na assembleia-geral e terá a seguinte composição: I – 1 (um) representante indicado pela classe de credores trabalhistas, com 2 (dois) suplentes; II – 1 (um) representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou privilégios especiais, com 2 (dois) suplentes; III – 1 (um) representante indicado pela classe de credores quirografários e com privilégios gerais, com 2 (dois) suplentes. IV - 1 (um) representante indicado pela classe de credores representantes de microempresas e empresas de pequeno porte, com 2 (dois) suplentes. (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014) Atribuições Na recuperação judicial e na falência, o Comitê de Credores terá, dentre outras, as seguintes atribuições: fiscalizar as atividades e examinar as contas do administrador judicial; zelar pelo bom andamento do processo e pelo cumprimento da lei; comunicar ao juiz, caso detecte violação dos direitos ou prejuízo aos interesses dos credores; apurar e emitir parecer sobre quaisquer reclamações dos interessados; requerer ao juiz a convocação da assembléia-geral de credores; manifestar-se nas hipóteses previstas na LFR. Impedimentos Não podem ser membros do Comitê quem, nos últimos cinco anos, no exercício do cargo de administrador judicial ou de membro do Comitê em falência ou recuperação judicial anterior, foi destituído, deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve a prestação de contas desaprovada. Igualmente, não pode integrar referido órgão quem tiver relação de parentesco ou afinidade até o terceiro grau com o devedor, seus administradores, controladores ou representantes legais ou deles for amigo, inimigo ou dependente. Os mesmos impedimentos se aplicam ao administrador judicial. Destituição Cabe ao juiz da falência, de ofício ou mediante requerimento fundamentado, destituir o membro do Comitê, quando verificar desobediência aos preceitos da LFR, descumprimento de deveres, omissão, negligência ou prática de ato lesivo às atividades do devedor ou a terceiros. Destituído membro do Comitê, no mesmo ato o juiz convocará o respectivo suplente para assumir as funções do destituído. Ressalte-se, ainda, que os membros do Comitê, assim como o administrador judicial, responderão pelos prejuízos causados à massa falida, ao devedor ou aos credores por dolo ou culpa. Assim sendo, prevê a LFR (art. 32) que o membro que não concorde com determinada decisão do Comitê, que possa causar prejuízos a terceiros, deve consignar sua discordância em ata para eximir-se de responsabilidade. DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL e EXTRAJUDICIAL O instituto da recuperação de empresas ingressou no direito pátrio via Lei nº 11.101/2005 e pode ser judicial ou extrajudicial. A judicial é decretada pelo Judiciário, mediante a aprovação de um plano de recuperação judicial. Já na extrajudicial, o Judiciário funciona apenas como órgão de homologação de um acordo extrajudicial já entabulado entre o devedor empresário e alguns credores. Requisitos à Recuperação Judicial Art. 48. Poderá recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça regularmente suas atividades há requerer mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos, cumulativamente: I – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes; II – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial; III - ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de que trata a não Seção V deste Capítulo; (Redação dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014) IV não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes – previstos nesta Lei. Também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente, herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente. Tratando-se de exercício de atividade rural por pessoa jurídica, admite-se a comprovação do prazo estabelecido no caput deste artigo por meio da Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica - DIPJ que tenha sido entregue tempestivamente. (Incluído pela Lei nº 12.873, de 2013) CRÉDITOS SUJEITOS À RECUPERAÇÃO JUDICIAL