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1 CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL- UNIPLAN BACHARELADO EM PEDAGOGIA DIDÁTICA E FORMAÇÃO DOCENTE CRUZEIRO DO SUL- AC 2025 2 CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL- UNIPLAN BACHARELADO EM PEDAGOGIA RAÍSSA GONÇALVES - UL24201726 DIDÁTICA E FORMAÇÃO DOCENTE CRUZEIRO DO SUL – AC 2025 22 DETERMINANTES BIOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS, DETERMINANTES SOCIAIS E MACROESTRUTURAIS. INTRODUÇÃO A compreensão dos determinantes biológicos, comportamentais, sociais e macroestruturais é fundamental para o estudo da saúde e do bem-estar das populações. Esses fatores interagem de maneira complexa e afetam diretamente a qualidade de vida dos indivíduos, influenciando a prevalência e a gravidade de doenças, assim como as respostas a tratamentos e intervenções. Os determinantes biológicos e comportamentais referem-se às características individuais, como genética, hábitos de vida e comportamentos de saúde, que podem predispor ou proteger os indivíduos contra doenças. Por outro lado, os determinantes sociais e macroestruturais englobam fatores externos, como as condições socioeconômicas, culturais, políticas e ambientais, que moldam o acesso a recursos essenciais, a qualidade dos cuidados de saúde e a forma como as comunidades vivenciam o processo saúde-doença. Esses determinantes não devem ser vistos isoladamente, pois suas interações determinam o estado geral de saúde de uma população. O entendimento desses fatores é crucial para a formulação de políticas públicas eficazes, que considerem as diversas dimensões da vida humana e busquem a equidade no acesso a cuidados de saúde. O estudo aprofundado dos determinantes biológicos, comportamentais, sociais e macroestruturais permite também a identificação de áreas prioritárias para intervenção, a fim de reduzir desigualdades e promover uma saúde pública mais justa e acessível. 23 DESENVOLVIMENTO A saúde de uma população é influenciada por uma gama de fatores que interagem de maneira complexa, refletindo não apenas características individuais, mas também condições externas e estruturais que moldam o acesso a recursos essenciais e as condições de vida. Entre os aspectos mais relevantes, estão os fatores biológicos, comportamentais, sociais e macroestruturais, os quais desempenham papéis fundamentais na determinação do bem-estar e na vulnerabilidade a diversas doenças. A biologia de um indivíduo, incluindo sua genética e características fisiológicas, exerce uma influência direta sobre a sua saúde. Fatores como predisposição genética, idade, sexo e condições hormonais podem predispor os indivíduos a certas doenças ou condições de saúde. Além disso, os comportamentos adotados ao longo da vida, como alimentação, atividade física, uso de substâncias e hábitos de autocuidado, desempenham um papel determinante na prevenção ou agravamento de doenças crônicas. Além disso, as condições sociais em que as pessoas vivem impactam profundamente sua saúde. Fatores como nível de renda, acesso à educação, moradia, segurança alimentar e condições de trabalho estão diretamente relacionados ao estado de saúde de uma população. A desigualdade social, por exemplo, gera disparidades no acesso aos cuidados de saúde e nos recursos necessários para promover uma vida saudável, evidenciando as diferenças entre grupos mais e menos favorecidos. A estrutura macroestrutural, composta por políticas públicas, sistemas de saúde e organização social, também é um determinante importante. A forma como as políticas públicas são implementadas e a distribuição de recursos em diferentes regiões e comunidades podem gerar disparidades no acesso aos serviços de saúde, afetando diretamente as condições de vida e as oportunidades de cuidados adequados. Esses fatores interagem de forma dinâmica e moldam as condições de saúde de um indivíduo e de uma comunidade, evidenciando a necessidade de uma abordagem holística na formulação de políticas públicas de saúde, que 24 considerem todas essas esferas de influência para a promoção do bem-estar e a redução das desigualdades. RESULTADOS Roteiro 01: Determinantes Biológicos Durante a aula sobre os determinantes biológicos da saúde, os alunos estudaram como fatores genéticos, idade, sexo e predisposições hereditárias influenciam o estado de saúde dos indivíduos. A parte teórica abordou conceitos como a influência do DNA no desenvolvimento de doenças crônicas, a importância do funcionamento adequado dos sistemas orgânicos e a relação entre genética e ambiente na manifestação de condições de saúde. Na atividade prática, os alunos realizaram análises de casos clínicos envolvendo doenças genéticas, como a hemofilia e a fibrose cística, bem como condições multifatoriais, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Eles também participaram de discussões sobre como o avanço da genética médica e da biotecnologia pode auxiliar na prevenção e no tratamento de diversas enfermidades. Ao longo da aula, os alunos aprofundaram seu conhecimento sobre a interação entre os fatores biológicos e o desenvolvimento de doenças, compreendendo que, embora a genética tenha um papel fundamental, o estilo de vida e as condições ambientais também são determinantes na manifestação de patologias. Essa abordagem ampliou a visão dos alunos sobre a necessidade de uma atuação profissional que leve em consideração tanto os fatores internos quanto os externos no cuidado à saúde. 25 Roteiro 05: Determinantes Socioambientais A aula sobre os determinantes socioambientais abordou a influência das condições sociais, econômicas e ambientais na saúde das populações. Os alunos estudaram como fatores como saneamento básico, poluição, acesso à educação, alimentação, moradia e condições de trabalho impactam diretamente a qualidade de vida e a incidência de doenças. Na parte prática, os alunos analisaram dados epidemiológicos sobre a relação entre desigualdade social e saúde, identificando padrões de incidência de doenças em diferentes contextos socioeconômicos. Também participaram de atividades que simulavam intervenções em saúde pública, como estratégias para reduzir a exposição a riscos ambientais e ações educativas para promover hábitos saudáveis em comunidades vulneráveis. Durante a aula, ficou evidente para os alunos que a saúde não depende apenas de fatores individuais, mas também de condições estruturais que moldam as oportunidades e desafios enfrentados pelas populações. A reflexão sobre políticas públicas e programas de promoção da saúde reforçou a importância de uma abordagem integrada para reduzir desigualdades e melhorar os indicadores de saúde da sociedade. 26 CONCLUSÃO A análise dos determinantes biológicos e socioambientais proporcionou uma compreensão mais aprofundada sobre os múltiplos fatores que influenciam a saúde da população. Através das aulas teóricas e atividades práticas, foi possível perceber como a interação entre predisposições genéticas, condições ambientais e fatores sociais desempenha um papel crucial no processo saúde- doença. No estudo dos determinantes biológicos, os alunos compreenderam que a genética e os processos fisiológicos são fundamentais para a manifestação de diversas condições de saúde, mas que esses fatores não atuam isoladamente. Já no estudo dos determinantes socioambientais, ficou evidente queaspectos como saneamento básico, qualidade da moradia, acesso à alimentação adequada e condições de trabalho são determinantes significativos para a saúde coletiva. As discussões e análises permitiram relacionar os conhecimentos adquiridos à prática profissional, reforçando a importância de uma abordagem integral no cuidado à saúde. A visão ampliada sobre os fatores que interferem no bem-estar da população destacou a necessidade de intervenções que vão além do tratamento de doenças, considerando estratégias de prevenção e promoção da saúde voltadas à equidade social e à melhoria das condições de vida. Dessa forma, a experiência adquirida nas atividades contribuiu para a formação crítica dos alunos, capacitando-os a atuar com uma perspectiva mais humanizada e fundamentada na realidade socioeconômica e biológica da população. 27 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Determinantes Sociais da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/determinantes-sociais. Acesso em: 05 mar. 2025. SANTOS, Aline M.; PEREIRA, João C. Genética e Saúde: O impacto dos fatores biológicos na prevenção de doenças. São Paulo: Editora Saúde & Ciência, 2021. Disponível em: https://www.editorasaudeeciencia.com.br/genetica. Acesso em: 05 mar. 2025. FERREIRA, Marina L.; OLIVEIRA, Carlos R. Ambiente e Saúde Pública: A influência dos fatores socioambientais na qualidade de vida. Rio de Janeiro: Editora Vida e Saúde, 2020. Disponível em: https://www.editoravidaesaude.com.br/ambiente-saude. Acesso em: 05 mar. 2025. GOMES, Ricardo S.; LIMA, Beatriz P. Determinantes Sociais e Saúde Coletiva: Desafios e perspectivas. Porto Alegre: Editora Saúde Global, 2023. Disponível em: https://www.editorasaudeglobal.com.br/determinantes-sociais. Acesso em: 05 mar. 2025. https://www.gov.br/saude/determinantes-sociais https://www.editorasaudeeciencia.com.br/genetica https://www.editoravidaesaude.com.br/ambiente-saude https://www.editorasaudeglobal.com.br/determinantes-sociais 28 ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. INTRODUÇÃO A Estratégia Saúde da Família (ESF) é um modelo de atenção primária à saúde que visa reorganizar o sistema de saúde no Brasil, promovendo a descentralização do atendimento e fortalecendo a atuação preventiva e comunitária. Implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essa estratégia tem como objetivo principal garantir o acesso universal e integral aos serviços de saúde, priorizando a promoção da qualidade de vida e a prevenção de doenças por meio da atuação de equipes multiprofissionais. A ESF baseia-se na proximidade entre os profissionais de saúde e a população, permitindo um acompanhamento contínuo e personalizado das famílias dentro de um território definido. A presença de agentes comunitários de saúde (ACS), enfermeiros, médicos e outros profissionais possibilita a criação de vínculos com a comunidade, facilitando a identificação de riscos, o controle de doenças crônicas e a implementação de ações educativas em saúde. Com essa abordagem, a Estratégia Saúde da Família não apenas amplia a cobertura assistencial, mas também contribui para a redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde, fortalecendo o princípio da equidade dentro do SUS. Dessa forma, seu impacto vai além da assistência médica, influenciando diretamente a qualidade de vida das populações atendidas e promovendo um modelo de cuidado centrado na prevenção e no bem-estar coletivo. 29 DESENVOLVIMENTO A Estratégia Saúde da Família (ESF) representa um avanço na organização da atenção primária no Brasil, estruturando o atendimento em equipes multiprofissionais que atuam diretamente nas comunidades. Esse modelo de assistência visa substituir o enfoque hospitalocêntrico por uma abordagem mais próxima e contínua da população, promovendo o acompanhamento integral da saúde dos indivíduos e das famílias. O funcionamento da ESF ocorre por meio da formação de equipes compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, que têm como principal função monitorar as condições de saúde da população de um território específico. Essas equipes realizam visitas domiciliares, identificam fatores de risco, promovem ações de prevenção e acompanham pacientes com doenças crônicas, garantindo um cuidado contínuo e personalizado. Além da assistência direta, a ESF trabalha na promoção da saúde e prevenção de doenças por meio de programas de imunização, educação em saúde, acompanhamento pré-natal, planejamento familiar e controle de agravos como hipertensão e diabetes. Essas ações contribuem para a redução da demanda por serviços hospitalares, fortalecendo a resolutividade da atenção primária. Outro aspecto fundamental da estratégia é a participação da comunidade no planejamento das ações de saúde, permitindo que as políticas públicas sejam direcionadas às necessidades reais da população. A integração com os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) possibilita o suporte de especialistas, como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, ampliando a abrangência do cuidado. A implementação da ESF tem demonstrado impactos positivos na redução da mortalidade infantil, no controle de doenças crônicas e no aumento da cobertura vacinal. 30 RESULTADOS Roteiro 14: Estratégia Saúde da Família Durante a aula sobre a Estratégia Saúde da Família (ESF), o professor apresentou os principais conceitos e objetivos dessa política pública, destacando seu papel na atenção primária à saúde e na reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram discutidas as funções das equipes multiprofissionais, a importância da atuação dos agentes comunitários de saúde (ACS) e as estratégias de acompanhamento contínuo da população. A atividade prática envolveu a simulação de visitas domiciliares, em que os alunos desempenharam o papel de profissionais da ESF. Nessa dinâmica, foram trabalhados o acolhimento dos pacientes, a identificação de fatores de risco para doenças crônicas e a orientação sobre medidas preventivas. Além disso, os alunos analisaram estudos de caso reais, nos quais precisaram sugerir intervenções para melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas. O professor também destacou a importância da educação em saúde, enfatizando ações voltadas para vacinação, planejamento familiar, acompanhamento pré-natal e controle de doenças como hipertensão e diabetes. A discussão sobre os desafios da ESF, como a desigualdade no acesso aos serviços e a rotatividade dos profissionais, contribuiu para uma compreensão mais ampla das dificuldades enfrentadas na prática. Ao final da aula, os alunos demonstraram um melhor entendimento sobre o funcionamento da Estratégia Saúde da Família e a relevância da atenção primária na promoção da saúde e prevenção de doenças. A simulação prática permitiu a vivência das responsabilidades dos profissionais que atuam nessa estratégia, reforçando a necessidade de um atendimento humanizado e eficiente no contexto da saúde pública. 31 CONCLUSÃO A Estratégia Saúde da Família (ESF) se consolidou como um modelo essencial para a atenção primária à saúde no Brasil, promovendo a descentralização do atendimento e aproximando os serviços de saúde da população. Ao longo das atividades desenvolvidas, foi possível compreender a importância do trabalho multiprofissional, do vínculo com a comunidade e da atuação preventiva no controle de doenças e na promoção do bem-estar. As práticas realizadas durante as aulas permitiram aos alunos vivenciar os desafios enfrentados pelas equipes da ESF, como a necessidade de planejamento adequado, a abordagem humanizadano atendimento e a capacidade de identificar fatores de risco para diferentes condições de saúde. A simulação de visitas domiciliares e o estudo de casos reais possibilitaram um aprendizado mais dinâmico e aprofundado, contribuindo para a consolidação do conhecimento adquirido. Dessa forma, a ESF se mostra fundamental para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo um atendimento integral e contínuo à população. A experiência adquirida durante as aulas reforça a importância da atenção primária como pilar da saúde pública, preparando os futuros profissionais para atuar de maneira eficaz e humanizada na assistência à comunidade. 32 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. 4. Ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_basica_ 4ed.pdf. Acesso em: 10 mar. 2025. MACINKO, James; HARRIS, Matthew J. Brazil’s Family Health Strategy. New England Journal of Medicine, v. 373, n. 13, p. 1277-1278, 2015. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc1509056. Acesso em: 10 mar. 2025. FIGUEIREDO, Elisabeth Niglio de. A Estratégia Saúde da Família na Atenção Básica do SUS. UMA-SUS/UNIFESP, s.d. Disponível em: https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unid ade05/unidade05.pdf. Acesso em: 10 mar. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia Nacional para Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável no Sistema Único de Saúde: manual de implementação. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias- bibliograficas. Acesso em: 10 mar. 2025. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_basica_4ed.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_basica_4ed.pdf https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc1509056 https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unidade05/unidade05.pdf https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unidade05/unidade05.pdf https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas 33 FISIOTERAPIA NA ATENÇÃO BÁSICA, FISIOTERAPIA E DOENÇAS CRÔNICAS, FISIOTERAPIA E SAÚDE MENTAL, FISIOTERAPIA E TECNOLOGIA, FISIOTERAPIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS E PESQUISA. INTRODUÇÃO A fisioterapia tem se consolidado como uma área essencial para a promoção da saúde e a reabilitação de diversas condições, desempenhando um papel fundamental na atenção básica, no manejo de doenças crônicas, na saúde mental, na incorporação de novas tecnologias e na prática baseada em evidências. No contexto da atenção primária, o fisioterapeuta atua na prevenção e no tratamento de disfunções musculoesqueléticas, respiratórias e neurológicas, contribuindo para a qualidade de vida da população. O impacto das doenças crônicas no sistema de saúde tem reforçado a necessidade de abordagens interdisciplinares, nas quais a fisioterapia desempenha um papel central na recuperação funcional e na melhora da autonomia dos pacientes. Além disso, o reconhecimento da relação entre saúde mental e bem-estar físico tem ampliado a atuação do fisioterapeuta em estratégias terapêuticas que auxiliam no controle do estresse, da ansiedade e de transtornos psicossomáticos. A evolução tecnológica tem impulsionado novas abordagens na fisioterapia, permitindo o uso de equipamentos inovadores, realidade virtual e inteligência artificial para melhorar os tratamentos e a recuperação dos pacientes. Paralelamente, a crescente valorização da fisioterapia baseada em evidências e pesquisa tem fortalecido a prática clínica, garantindo que as intervenções sejam fundamentadas em estudos científicos de qualidade. Dessa forma, compreender a fisioterapia sob essas diversas perspectivas é essencial para aprimorar o atendimento e promover avanços na área, assegurando um cuidado mais eficaz e integrado para a população. 34 DESENVOLVIMENTO A fisioterapia desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e no tratamento de diversas condições clínicas, adaptando-se às necessidades individuais dos pacientes e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. Na atenção básica, o fisioterapeuta atua na prevenção de agravos, no tratamento de disfunções musculoesqueléticas e respiratórias e na orientação de hábitos saudáveis. Por meio de estratégias como exercícios terapêuticos, educação em saúde e acompanhamento contínuo, busca-se reduzir a incidência de complicações e promover maior autonomia aos indivíduos. No contexto das doenças crônicas, a fisioterapia auxilia na reabilitação de pacientes com enfermidades como diabetes, hipertensão, doenças pulmonares e neurológicas. A abordagem fisioterapêutica melhora a capacidade funcional, alivia dores e favorece a manutenção da mobilidade, sendo essencial para minimizar os impactos dessas condições no dia a dia dos pacientes. O trabalho interdisciplinar com outros profissionais de saúde é fundamental para um acompanhamento integral e eficaz. A relação entre fisioterapia e saúde mental tem se tornado cada vez mais evidente, considerando que práticas terapêuticas como exercícios físicos, técnicas de relaxamento e reabilitação psicomotora contribuem significativamente para o bem-estar emocional. A fisioterapia auxilia na redução dos sintomas de estresse, ansiedade e depressão, além de promover a consciência corporal e melhorar a autoestima dos pacientes. A introdução de novas tecnologias tem impulsionado a prática fisioterapêutica, tornando os tratamentos mais precisos e personalizados. Recursos como eletroestimulação, realidade virtual, robótica e teleatendimento ampliam as possibilidades terapêuticas, favorecendo a adesão ao tratamento e aprimorando os resultados. Além disso, a digitalização dos prontuários e o uso de inteligência artificial têm otimizado a análise de dados clínicos e a tomada de decisões. Por fim, a fisioterapia baseada em evidências tem fortalecido a qualidade dos atendimentos, garantindo que as condutas adotadas sejam respaldadas por pesquisas científicas. A busca por atualizações constantes, aliada à aplicação 35 de protocolos clínicos validados, contribui para um atendimento mais seguro e eficaz. A pesquisa científica na área da fisioterapia tem avançado significativamente, proporcionando novas abordagens e consolidando o papel essencial dessa profissão na promoção da saúde e no tratamento de diversas patologias. RESULTADOS Roteiro 15: Fisioterapia na Atenção Básica Durante a aula prática, os alunos tiveram a oportunidade de compreender a importância da fisioterapia na atenção primária à saúde. O professor explicou como o fisioterapeuta atua na prevenção e no tratamento de disfunções musculoesqueléticas, respiratórias e neurológicas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a relevância da educação em saúde e do acompanhamento contínuo dos pacientes. Os estudantes participaram de atividades simuladas de avaliação postural, exercícios terapêuticos e orientações sobre ergonomia e qualidade de vida. Roteiro 18: Fisioterapia e Doenças Crônicas Nesta aula, foram abordadas as estratégias fisioterapêuticas voltadas para pacientes com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças pulmonares e neurológicas. O professor enfatizou a importância da reabilitação para melhorar a capacidade funcional e minimizar complicações. Os alunos realizaram práticas envolvendo exercícios respiratórios, mobilização articular e técnicas de fortalecimento muscular,compreendendo como a fisioterapia contribui para a manutenção da independência dos pacientes e a redução do impacto das enfermidades em sua rotina. 36 Roteiro 19: Fisioterapia e Saúde Mental A relação entre fisioterapia e saúde mental foi o foco desta aula. O professor apresentou estudos sobre como o movimento e a atividade física podem atuar na redução do estresse, da ansiedade e da depressão. Foram realizadas atividades práticas que incluíram técnicas de relaxamento, alongamentos terapêuticos e exercícios respiratórios voltados para o equilíbrio emocional e a melhora da consciência corporal. Os alunos perceberam como a fisioterapia pode ser um recurso complementar no tratamento de transtornos psicológicos. Roteiro 20: Fisioterapia e Tecnologia Nesta aula, os alunos conheceram as inovações tecnológicas aplicadas à fisioterapia, como a utilização da realidade virtual, equipamentos de eletroestimulação e dispositivos robóticos para reabilitação. O professor demonstrou o uso desses recursos, e os alunos tiveram a oportunidade de testar algumas dessas tecnologias, compreendendo como elas auxiliam na recuperação dos pacientes e potencializam os resultados terapêuticos. A experiência reforçou a importância da atualização profissional para acompanhar os avanços da área. Roteiro 22: Fisioterapia Baseada em Evidências e Pesquisa A última aula abordou a relevância da prática baseada em evidências na fisioterapia. O professor explicou como a pesquisa científica fundamenta as intervenções terapêuticas, garantindo maior segurança e eficácia nos tratamentos. Os alunos analisaram artigos científicos, discutiram metodologias de pesquisa e refletiram sobre a importância da atualização constante para embasar a prática clínica. A atividade contribuiu para que os estudantes desenvolvessem um olhar crítico sobre as condutas adotadas na fisioterapia, reforçando a necessidade de embasamento teórico em todas as abordagens. 37 CONCLUSÃO A realização das aulas práticas sobre fisioterapia em diferentes contextos permitiu aos alunos aprofundar o conhecimento teórico e compreender sua aplicação na prática clínica. A abordagem da fisioterapia na atenção básica destacou a importância da atuação preventiva e da promoção da saúde, evidenciando o papel essencial do fisioterapeuta no atendimento primário. No contexto das doenças crônicas, os alunos perceberam como a reabilitação fisioterapêutica pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, auxiliando na manutenção da funcionalidade e na redução de complicações associadas a essas enfermidades. A relação entre fisioterapia e saúde mental trouxe uma visão ampliada da profissão, demonstrando como a atividade física e técnicas terapêuticas podem contribuir para o bem-estar emocional e psicológico dos indivíduos. A introdução às tecnologias aplicadas à fisioterapia proporcionou um contato direto com inovações que potencializam os tratamentos e aprimoram os resultados clínicos. Por fim, a discussão sobre fisioterapia baseada em evidências reforçou a necessidade de embasamento científico na prática profissional, estimulando o pensamento crítico e a busca contínua por atualização. Dessa forma, a experiência adquirida ao longo das aulas fortaleceu a compreensão dos alunos sobre a complexidade e a importância da fisioterapia em diferentes áreas da saúde. O aprendizado prático, aliado ao conhecimento teórico, proporcionou uma formação mais sólida, preparando-os para enfrentar os desafios da profissão e atuar de maneira qualificada e embasada na ciência. 38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, Sônia; BATISTA, Luís Eduardo; SANTOS, Jussara Carvalho dos (Org.). Saúde mental e reabilitação psicossocial: avanços e desafios nos 15 anos da Lei 10.216. Uberlândia: Navegando, 2019. Disponível em: https://books.scielo.org/id/kvbw9/pdf/barros-9786581417079.pdf. Acesso em: 15 mar. 2025. BERMEJO, Juan Carlos. Ética y bioética em Fisioterapia. In: BERMEJO, Juan Carlos (Org.). Ética y bioética em Fisioterapia. Bogotá: Universidad del Rosario, 2022. P. 197-214. Disponível em: https://books.scielo.org/id/trn8b/pdf/bermeo- 9786287501638-10.pdf. Acesso em: 15 mar. 2025. FERRAZ, Lucimare; SÁ, Miriam Ribeiro Calheiros de. Prática baseada em evidências na Estratégia Saúde da Família: desafios e perspectivas. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 28, n. 1, p. e280103, 2018. Disponível em: https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3A%22Ferraz%2C+Lucimare%22. Acesso em: 15 mar. 2025. MOREIRA, Maria Elisabeth Lopes et al. Praticando a neonatologia baseada em evidências. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010. Disponível em: https://books.scielo.org/id/wcgvd/pdf/moreira-9788575412374-03.pdf. Acesso em: 15 mar. 2025. SÁ, Miriam Ribeiro Calheiros de; FERRAZ, Lucimare. Doenças crônicas em crianças e adolescentes: uma revisão bibliográfica. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, n. 10, p. 4143-4154, 2011. Disponível em: https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3AS%C3%A1%2C+Miriam+Ribeiro+ Calheiros+de. Acesso em: 15 mar. 2025. https://books.scielo.org/id/kvbw9/pdf/barros-9786581417079.pdf https://books.scielo.org/id/trn8b/pdf/bermeo-9786287501638-10.pdf https://books.scielo.org/id/trn8b/pdf/bermeo-9786287501638-10.pdf https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3A%22Ferraz%2C+Lucimare%22 https://books.scielo.org/id/wcgvd/pdf/moreira-9788575412374-03.pdf https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3AS%C3%A1%2C+Miriam+Ribeiro+Calheiros+de https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3AS%C3%A1%2C+Miriam+Ribeiro+Calheiros+de 39 INTRODUÇÃO A SAÚDE COLETIVA. INTRODUÇÃO A Saúde Coletiva é um campo interdisciplinar que estuda, planeja e implementa ações voltadas para a promoção, prevenção e recuperação da saúde em nível populacional. Diferente da atenção individual prestada pela medicina clínica, a Saúde Coletiva analisa os fatores sociais, econômicos, culturais e ambientais que influenciam a saúde das comunidades, buscando soluções eficazes para melhorar a qualidade de vida da população como um todo. No Brasil, esse conceito está diretamente ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), que garante a universalidade, integralidade e equidade no atendimento. A partir desse modelo, estratégias como a Estratégia Saúde da Família (ESF), campanhas de imunização e ações de vigilância epidemiológica foram implementadas para fortalecer a saúde pública. Compreender a Saúde Coletiva é essencial para a formulação de políticas públicas eficientes e para a capacitação de profissionais que atuam na promoção da saúde e na redução das desigualdades. Dessa forma, esse campo se torna um pilar fundamental para o bem-estar social, garantindo o acesso à saúde de forma justa e humanizada. 40 DESENVOLVIMENTO A Saúde Coletiva se caracteriza pela abordagem de saúde em nível populacional, levando em consideração os determinantes sociais e as condições de vida que influenciam o bem-estar de grupos e comunidades. Esse campo busca promover a saúde por meio de políticas públicas, ações de prevenção e controle de doenças, e a atuação interdisciplinar de profissionais de diversas áreas, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e outros. Seu principal objetivo é melhorar as condições de vida da população, promover a equidade e reduzir as desigualdades no acesso à saúde. A base da Saúde Coletiva no Brasil está no Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição de 1988, que propõe a universalização do acesso à saúde para todos os cidadãos, independentemente de sua condição social ou econômica. O SUS preconiza a integralidade da atenção à saúde, que vai além do tratamento de doenças, abordando também a promoção da saúde e a prevenção de enfermidades.A Estratégia Saúde da Família (ESF), um dos pilares do SUS, é um exemplo de ação eficaz em Saúde Coletiva. Criada com o intuito de descentralizar o atendimento médico e levar cuidados básicos diretamente à comunidade, a ESF tem como foco a promoção de hábitos saudáveis e a prevenção de doenças. Por meio de equipes multiprofissionais, a ESF realiza ações de acompanhamento de saúde nas comunidades, como vacinação, acompanhamento de gestantes, acompanhamento de hipertensos e diabéticos, entre outros. Outro importante componente da Saúde Coletiva é a Vigilância em Saúde, que envolve o monitoramento e a prevenção de doenças transmissíveis e não transmissíveis. A vigilância sanitária, a vigilância epidemiológica e a vigilância ambiental são essenciais para o controle de surtos e epidemias, bem como para o diagnóstico precoce e a interrupção da propagação de doenças. Além disso, a Saúde Coletiva também abrange a promoção da saúde mental e o combate a fatores de risco como o uso de substâncias psicoativas, alcoolismo e o sedentarismo. Programas de educação em saúde e campanhas de conscientização sobre o impacto do tabagismo, doenças cardiovasculares, 41 câncer e outras condições de saúde são essenciais para melhorar a qualidade de vida das pessoas e reduzir os custos com tratamentos médicos. RESULTADOS Roteiro 1 e 2: Introdução à Saúde Coletiva Na primeira aula, sobre os princípios e diretrizes da Saúde Coletiva, os alunos foram apresentados aos conceitos fundamentais dessa área do conhecimento, como a saúde como um direito universal, integral e igualitário. O professor enfatizou a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) e seu papel na promoção da saúde, destacando os princípios da universalidade, equidade, integralidade e participação social. Durante a aula, foi discutido como as políticas públicas de saúde devem ser acessíveis a toda a população e como essas diretrizes guiam as ações dentro da Saúde Coletiva. O debate sobre a equidade no acesso e a promoção de justiça social também foi um ponto central da discussão. Alguns alunos demonstraram dificuldade em compreender a integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde e a relevância das políticas públicas para o alcance de uma saúde coletiva mais justa. No entanto, a reflexão coletiva e as dinâmicas de grupo ajudaram os alunos a entender melhor esses conceitos, reconhecendo sua aplicação no contexto brasileiro e a relevância da atuação dos profissionais de saúde no fortalecimento do SUS. Roteiro 2: Estratégia Saúde da Família e Atenção Primária à Saúde No segundo roteiro, foi abordada a Estratégia Saúde da Família (ESF) e a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto da Saúde Coletiva. O professor destacou o papel das equipes de Saúde da Família na promoção de saúde e prevenção de doenças nas comunidades, destacando como as ações de prevenção e o acompanhamento contínuo da saúde dos indivíduos contribuem para a redução das doenças crônicas e a melhoria da qualidade de vida. A aula enfatizou as práticas de vacinação, acompanhamento 42 de hipertensão, diabetes, saúde materno-infantil e a importância do vínculo entre os profissionais de saúde e a comunidade. A experiência prática foi enriquecedora, pois os alunos realizaram uma simulação de visita domiciliar, o que permitiu que compreendessem de forma mais concreta as dificuldades e os desafios enfrentados pelos profissionais de saúde ao atender as famílias em suas residências. Durante essa atividade, os alunos puderam observar a importância da escuta ativa, da comunicação eficaz e do acolhimento no atendimento. No entanto, alguns alunos sentiram-se inseguros ao interagir com os “pacientes” durante a simulação, o que revelou a necessidade de mais práticas em campo para aprimorar suas habilidades de comunicação e empatia. O desenvolvimento dessas aulas permitiu que os alunos visualizassem a importância da atuação integrada da equipe de saúde e o impacto dessas ações no cotidiano das comunidades. A análise crítica e as discussões em grupo foram fundamentais para ampliar o entendimento sobre os desafios enfrentados pela Saúde Coletiva no Brasil, como a escassez de recursos, a necessidade de uma maior capacitação das equipes e a ampliação do acesso aos serviços de saúde para populações em vulnerabilidade social. 43 CONCLUSÃO A experiência adquirida durante as aulas sobre Introdução à Saúde Coletiva foi extremamente significativa, pois me proporcionou uma compreensão mais ampla sobre as práticas e desafios envolvidos na promoção da saúde no contexto coletivo. Ao estudar os princípios e diretrizes da Saúde Coletiva, como a universalidade, a equidade e a integralidade, pude entender melhor a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua abordagem integral no atendimento à população, garantindo acesso a todos, independentemente de sua condição social ou econômica. Através das atividades práticas e discussões, como as simulações de visitas domiciliares, pude perceber o papel fundamental da Estratégia Saúde da Família na prevenção e no cuidado contínuo das famílias. Foi possível vivenciar, de forma simulada, a importância de um cuidado humanizado e da comunicação eficaz com os pacientes. A prática me fez perceber a necessidade de estabelecer vínculos de confiança com as famílias, um ponto essencial para o sucesso do tratamento e para a adesão ao acompanhamento. Outro aspecto que pude perceber foi a relevância do trabalho multidisciplinar. As discussões em grupo e as atividades sobre o trabalho da equipe de saúde, formada por médicos, enfermeiros, agentes comunitários e outros profissionais, me mostraram como o trabalho integrado é essencial para promover uma saúde mais eficiente e preventiva. Embora eu tenha enfrentado algumas dificuldades no início, como a insegurança ao realizar as simulações de atendimento, percebi que essas experiências práticas foram cruciais para fortalecer minha confiança e me preparar para a realidade do campo de atuação. A aula também me permitiu refletir sobre as políticas públicas de saúde e sobre as desigualdades que ainda existem no Brasil em relação ao acesso à saúde. Essa reflexão, aliada à vivência prática, me proporcionou uma visão crítica sobre o SUS e sobre como, enquanto profissionais de saúde, podemos contribuir para um sistema mais justo e acessível a todos 44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. 2. Ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/atenção-basica. Acesso em: 18 mar. 2025. https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/atenção-basica 45 NOÇÕES BÁSICAS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE, NÚCLEO DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA-NASF INTRODUÇÃO A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, sendo responsável pela promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce e tratamento de condições comuns. Seu objetivo é oferecer um atendimento integral e contínuo à população, garantindo acesso aos serviços de saúde de forma resolutiva e humanizada. Dentro desse contexto, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) foi criado para ampliar e qualificar as ações das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF). O NASF é composto por profissionais de diferentes áreas, como fisioterapia, psicologia, nutrição e assistência social, que trabalham de forma interdisciplinar para garantir um cuidado mais abrangente e eficiente à população. A importância dessas abordagens na atenção primária está na capacidade de fortalecer o vínculo entre os profissionaisde saúde e a comunidade, promovendo o cuidado contínuo e evitando internações desnecessárias. Neste estudo, serão abordadas as noções básicas da Atenção Primária à Saúde e o papel do NASF no suporte às equipes de saúde, evidenciando sua relevância na promoção da qualidade de vida e no enfrentamento das desigualdades em saúde. 46 DESENVOLVIMENTO A Atenção Primária à Saúde (APS) é a base do sistema de saúde, fundamental para promover a saúde e prevenir doenças, proporcionando o cuidado integral e contínuo aos indivíduos. A APS envolve ações de promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento de condições comuns, reabilitação e cuidados paliativos. Sua essência é garantir acesso universal, integral, equitativo e de qualidade aos serviços de saúde, atuando principalmente na atenção preventiva e resolutiva. Ela se caracteriza por ser a primeira linha de cuidado, onde a comunidade tem o primeiro contato com os serviços de saúde. Assim, ao focar em resoluções de problemas comuns e evitar que condições mais graves se desenvolvam, a APS contribui significativamente para a redução das internações hospitalares e para o aumento da qualidade de vida da população. Dentro desse contexto, surge o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que tem como principal objetivo fortalecer a Estratégia Saúde da Família (ESF). O NASF foi criado para integrar e apoiar as equipes da ESF, colaborando para a realização de ações mais amplas e de maior alcance. As equipes do NASF são compostas por profissionais de diversas áreas, como psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, entre outros. Eles trabalham em conjunto com os profissionais da ESF para atender às necessidades dos usuários de forma integral e multidisciplinar, ampliando o cuidado e promovendo uma abordagem mais holística. Os profissionais do NASF têm um papel essencial no cuidado da saúde mental, saúde física e bem-estar social da comunidade. Por exemplo, o fisioterapeuta do NASF pode atuar no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis, oferecendo reabilitação física, enquanto o psicólogo pode trabalhar com a saúde mental, oferecendo apoio terapêutico e intervenções psicossociais. A equipe de nutricionistas pode ajudar na implementação de programas de alimentação saudável e controle nutricional para pacientes com comorbidades. Esse apoio interdisciplinar permite uma abordagem mais eficaz e adaptada às realidades locais e aos problemas de saúde específicos de cada comunidade. 47 A interação do NASF com a Estratégia Saúde da Família também promove o fortalecimento da atenção à saúde da família como um todo, melhorando a qualidade do cuidado e a articulação das ações entre os diferentes níveis de atenção à saúde. O NASF colabora com a avaliação do perfil de saúde da comunidade e com a identificação precoce de problemas, direcionando os cuidados necessários e evitando o agravamento de condições de saúde. Além disso, o NASF desempenha um papel importante na educação e conscientização da população sobre cuidados preventivos, promovendo a autonomia e o empoderamento dos indivíduos em relação à sua saúde. Ao trabalhar de forma integrada com a APS, o NASF contribui para a melhoria do acesso aos serviços de saúde, redução das desigualdades e aumento da eficácia do atendimento à saúde. Portanto, a Atenção Primária à Saúde, fortalecida pelo NASF, desempenha um papel fundamental no cuidado integral e de qualidade para a população. Ao combinar ações preventivas e terapêuticas de maneira interdisciplinar, ela oferece um atendimento mais resolutivo, com foco na promoção da saúde, e contribui para a construção de uma sociedade mais saudável. 48 RESULTADOS Roteiro 03 – Noções Básicas da Atenção Primária à Saúde Na aula sobre Noções Básicas da Atenção Primária à Saúde (APS), os alunos exploraram os princípios fundamentais da APS, como acessibilidade, integralidade, continuidade, e a organização do atendimento no SUS. A discussão destacou a importância da APS na promoção de saúde e na prevenção de doenças, com foco na atuação da equipe de saúde da família e no fortalecimento dos cuidados básicos. Durante a prática, os alunos puderam entender a relevância da APS na organização do sistema de saúde, além de aprender sobre os principais desafios enfrentados na implementação desses serviços. Os alunos realizaram simulações de atendimentos primários, abordando situações de saúde de rotina e emergenciais. Observou-se uma boa compreensão dos conceitos, mas alguns alunos demonstraram dificuldades na aplicação prática dos conhecimentos, especialmente na organização e priorização de atendimentos. No entanto, a experiência contribuiu para solidificar a importância de cada função dentro da equipe multiprofissional e sua colaboração para o bom funcionamento do sistema. Roteiro 06 – Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) A aula sobre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) apresentou a importância da equipe multiprofissional no apoio à Atenção Primária à Saúde. O NASF visa ampliar o escopo de atuação da saúde da família, proporcionando atendimentos especializados que complementam o cuidado básico. Os alunos aprenderam sobre as diferentes áreas de atuação dentro do NASF, como fisioterapia, psicologia, nutrição e serviço social, e como essas disciplinas colaboram para a melhoria da saúde da comunidade. 49 Durante as atividades práticas, os alunos participaram de discussões sobre como o NASF pode interagir com as unidades de saúde, oferecendo suporte para a equipe da Estratégia Saúde da Família. A análise de casos práticos permitiu observar o entendimento dos alunos sobre a importância da integração das equipes e os desafios do trabalho interdisciplinar. No entanto, alguns alunos demonstraram dificuldades na compreensão dos processos específicos do NASF, como o planejamento integrado com os outros serviços de saúde. A participação em dinâmicas de grupo e o acompanhamento de uma equipe de saúde da família ajudaram os alunos a superar esses obstáculos, ampliando sua visão sobre o impacto do NASF na melhoria da qualidade do atendimento. CONCLUSÃO As aulas sobre Noções Básicas da Atenção Primária à Saúde (APS) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) proporcionaram uma compreensão aprofundada sobre a organização e o funcionamento da atenção primária no Brasil. Durante as discussões e atividades, foi possível observar como a APS desempenha um papel fundamental na promoção, prevenção e assistência à saúde, sendo a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A abordagem prática permitiu visualizar a importância do atendimento integral e contínuo, reforçando a necessidade de estratégias que garantam o acesso da população aos serviços de saúde. Além disso, a atuação interdisciplinar do NASF ficou evidente como um suporte essencial às equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), ampliando a resolutividade e a qualidade do atendimento. As reflexões proporcionadas por essas aulas trouxeram uma visão mais clara sobre os desafios e as potencialidades da APS, reforçando a importância de um trabalho articulado entre os diferentes profissionais da saúde. Essa experiência contribuiu significativamente para fortalecer a percepção sobre a relevância da atenção primária e seu impacto na saúde coletiva. 50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes do NASF: Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_do_nasf_nucleo.pdf. Acesso em: 18 mar 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS).Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://concursos- publicacoes.s3.amazonaws.com/610/publico/REFERENCIAS_BIBLIOGRAFICA S_PSU_2021_retificado_rev2_publicado_614b7e9597b6b.pdf. Acesso em: 18 mar 2025. CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DE SAÚDE (CONASS). Sistema Único de Saúde, v. 1: para entender a gestão do SUS. Brasília: CONASS, 2007. (Coleção Progestores). Disponível em: https://dms.ufpel.edu.br/sus/files/referencias.html. Acesso em: 18 mar 2025 MENDONÇA, Maria Helena Magalhães de; MATTA, Gustavo Corrêa; GONDIM, Raquel; GIOVANELLA, Ligia (Org.). Atenção Primária à Saúde no Brasil: conceitos, práticas e pesquisas. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2018. Disponível em: https://www10.trf2.jus.br/comite-estadual-de-saude- rj/bibliografia/. Acesso em: 18 mar 2025 SANTOS, Adriano Maia dos; ALMEIDA, Patrícia Faria de; SOUZA, Mariana Kelah Barbosa (Org.). Atenção Primária à Saúde na coordenação do cuidado em Regiões de Saúde. Salvador: EDUFBA, 2015. Disponível em: https://books.scielo.org/id/r7wwf/pdf/santos-9788523220266-08.pdf. Acesso em: 18 mar 2025. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_do_nasf_nucleo.pdf https://concursos-publicacoes.s3.amazonaws.com/610/publico/REFERENCIAS_BIBLIOGRAFICAS_PSU_2021_retificado_rev2_publicado_614b7e9597b6b.pdf https://concursos-publicacoes.s3.amazonaws.com/610/publico/REFERENCIAS_BIBLIOGRAFICAS_PSU_2021_retificado_rev2_publicado_614b7e9597b6b.pdf https://concursos-publicacoes.s3.amazonaws.com/610/publico/REFERENCIAS_BIBLIOGRAFICAS_PSU_2021_retificado_rev2_publicado_614b7e9597b6b.pdf https://dms.ufpel.edu.br/sus/files/referencias.html https://www10.trf2.jus.br/comite-estadual-de-saude-rj/bibliografia/ https://www10.trf2.jus.br/comite-estadual-de-saude-rj/bibliografia/ https://books.scielo.org/id/r7wwf/pdf/santos-9788523220266-08.pdf 51 PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DA SAÚDE INTRODUÇÃO A promoção, proteção e recuperação da saúde são pilares fundamentais para a construção de um sistema de saúde eficiente e acessível. Esses conceitos estão diretamente ligados à atenção primária e à atuação de profissionais de saúde na prevenção de doenças, na redução de riscos e na reabilitação de indivíduos acometidos por agravos. A promoção da saúde envolve estratégias que incentivam hábitos saudáveis e fortalecem a qualidade de vida da população. A proteção da saúde refere-se a medidas voltadas para a redução de riscos e controle de fatores que possam comprometer o bem-estar das pessoas. Já a recuperação da saúde diz respeito à assistência e ao tratamento de doenças, buscando restaurar as condições físicas e mentais dos pacientes. Esses três eixos orientam as políticas públicas de saúde e são fundamentais para garantir um atendimento integral e equitativo, promovendo maior longevidade e qualidade de vida para a sociedade. 52 DESENVOLVIMENTO A promoção, proteção e recuperação da saúde estão interligadas e formam a base de um sistema de saúde eficiente e acessível. A promoção da saúde envolve ações preventivas e educativas que incentivam hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e controle do estresse. Essas iniciativas não apenas reduzem a incidência de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, mas também melhoram a qualidade de vida da população a longo prazo. A proteção da saúde, por sua vez, está relacionada à implementação de políticas públicas e estratégias de vigilância epidemiológica que minimizam os riscos de doenças e agravos. Medidas como campanhas de vacinação, controle de surtos epidemiológicos e saneamento básico são essenciais para reduzir a propagação de enfermidades e proteger grupos vulneráveis. A atuação das equipes de atenção primária, que monitoram continuamente a saúde da comunidade, também é um aspecto fundamental nesse processo. Já a recuperação da saúde envolve o diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes, garantindo-lhes a assistência necessária para restabelecer sua condição física e mental. Esse eixo é especialmente relevante para pessoas que enfrentam doenças crônicas, necessitando de acompanhamento contínuo e terapias especializadas. Além disso, a recuperação da saúde abrange programas de reabilitação, como fisioterapia e suporte psicológico, que contribuem para a reintegração do indivíduo às suas atividades cotidianas. A integração entre promoção, proteção e recuperação da saúde permite que os serviços de saúde atuem de forma preventiva e curativa, reduzindo custos e melhorando os indicadores de saúde da população. A abordagem interdisciplinar, que envolve profissionais de diferentes áreas, fortalece a atenção integral ao paciente e proporciona um atendimento mais humanizado e eficiente. Dessa forma, investir nessas três frentes é essencial para garantir um sistema de saúde mais equitativo e sustentável. 53 RESULTADOS Roteiro 07- Promoção, Proteção e recuperação a saúde. Durante as atividades desenvolvidas, foi possível compreender como a promoção da saúde, a proteção contra doenças e a recuperação do bem-estar físico e mental estão interligadas, formando um ciclo essencial para a qualidade de vida dos indivíduos. A análise das estratégias de promoção da saúde destacou a relevância de ações preventivas, como campanhas educativas e incentivos a hábitos saudáveis, na redução da incidência de doenças crônicas. Além disso, os estudos sobre a proteção da saúde reforçaram o impacto positivo das políticas públicas, como programas de vacinação e monitoramento epidemiológico, na contenção de surtos e na prevenção de agravos à saúde coletiva. No que se refere à recuperação da saúde, os resultados apontaram a necessidade de um atendimento multidisciplinar eficaz, com o envolvimento de diferentes profissionais da saúde para garantir a reabilitação e o acompanhamento contínuo dos pacientes. Foi possível observar como a atenção primária desempenha um papel fundamental na recuperação e manutenção da saúde, evitando internações desnecessárias e promovendo um atendimento mais humanizado. Dessa forma, os aprendizados adquiridos neste roteiro reforçam a importância de um sistema de saúde que não apenas trate doenças, mas também atue na prevenção e na promoção do bem-estar da população. 54 CONCLUSÃO A abordagem sobre Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde possibilitou uma compreensão ampla e aprofundada sobre a importância de estratégias integradas para garantir o bem-estar da população. Ao longo das aulas, foi possível perceber que a promoção da saúde vai além do tratamento de doenças, envolvendo ações preventivas e educativas que buscam melhorar a qualidade de vida e reduzir a incidência de agravos. A proteção da saúde foi destacada como um pilar essencial para evitar o surgimento e a disseminação de doenças, por meio de medidas como vacinação, saneamento básico e controle epidemiológico. Já a recuperação da saúde mostrou-se fundamental para garantir que os indivíduos tenham acesso a um atendimento humanizado e contínuo, permitindo a reabilitação e o retorno à vida ativa com qualidade. Dessa forma, os conhecimentos adquiridos reforçam a necessidade de um sistema de saúde eficiente e acessível, que atue de forma preventiva e curativa, promovendo o cuidado integral aos indivíduos. A articulação entre políticas públicas, profissionais de saúde e a comunidade é indispensável para que essas estratégias sejam efetivas e contribuam para a melhoria dos indicadores de saúde e qualidade de vida da população. 55 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.Acesso em: 20 mar 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências: orientação para gestores e profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias- bibliograficas. Acesso em: 20 mar 2025 BRASIL. Ministério da Saúde. Manual AIDPI Neonatal: quadro de procedimentos. 5. Ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias- bibliograficas. Acesso em: 20 mar 2025 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Carta de Ottawa: primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde. Ottawa, 1986. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_de_Ottawa. Acesso em: 20 mar 2025. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_de_Ottawa 56 REUNIÃO DE CONCLUSÃO DE CINESIOTERAPIA. INTRODUÇÃO A cinesioterapia é uma abordagem terapêutica fundamental na reabilitação física, sendo amplamente utilizada para tratar e prevenir diversas condições que afetam o sistema musculoesquelético. Com o objetivo de restaurar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, essa prática envolve a utilização de exercícios físicos e movimentos controlados, adaptados às necessidades específicas de cada indivíduo. No contexto da saúde, a cinesioterapia é um instrumento essencial no tratamento de lesões, disfunções musculares e articulares, além de ser uma abordagem eficaz no controle de doenças crônicas. A cinesioterapia não se limita apenas à prática de exercícios, mas também envolve a compreensão do corpo humano, das condições clínicas do paciente e das técnicas apropriadas para cada situação. A aplicação adequada dessa terapia exige conhecimento técnico especializado, que abrange desde a avaliação do paciente até a implementação dos exercícios e o acompanhamento dos resultados ao longo do tratamento. Neste contexto, a aula de cinesioterapia propôs a reflexão sobre os principais conceitos, metodologias e práticas utilizadas na área, com o objetivo de capacitar os alunos a aplicar essas técnicas de forma segura e eficiente em sua futura prática profissional. O fechamento dessa reunião visou consolidar o aprendizado adquirido e esclarecer as dúvidas dos alunos sobre a aplicabilidade clínica da cinesioterapia no tratamento de diversas condições. 57 DESENVOLVIMENTO A cinesioterapia é uma abordagem terapêutica baseada no uso do movimento para prevenir e tratar disfunções do sistema musculoesquelético, neurológico e cardiovascular. Seu objetivo principal é restaurar ou melhorar a função motora, promovendo a recuperação da mobilidade, força, resistência e coordenação do paciente. Essa prática é amplamente aplicada na fisioterapia, tanto na reabilitação quanto na prevenção de lesões e na promoção da saúde. Os exercícios cinesioterapêuticos podem ser classificados em ativos, passivos e resistidos. Os ativos são realizados pelo próprio paciente, sem assistência externa, sendo fundamentais para a reeducação motora e fortalecimento muscular. Os passivos são conduzidos pelo fisioterapeuta, sendo utilizados em pacientes com limitações de movimento. Já os resistidos envolvem cargas externas controladas, auxiliando no ganho de força e resistência muscular. Além disso, a cinesioterapia desempenha um papel crucial na reabilitação neurológica, ajudando pacientes com sequelas de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral e lesões medulares a recuperar a funcionalidade. No contexto ortopédico, é utilizada no tratamento de fraturas, entorses e pós-operatórios, enquanto na fisioterapia respiratória auxilia no fortalecimento da musculatura respiratória e na melhora da oxigenação. A prescrição cinesioterapêutica deve ser individualizada, considerando fatores como idade, condição clínica e nível de funcionalidade do paciente. Para isso, é essencial uma avaliação detalhada, que inclui testes de amplitude de movimento, força muscular e padrões de marcha. Por fim, a cinesioterapia pode ser aplicada em diferentes ambientes, desde hospitais e clínicas de reabilitação até programas de atenção primária e promoção da saúde, demonstrando sua versatilidade e importância para a qualidade de vida dos pacientes. 58 RESULTADOS Roteiro 22- Reunião de conclusão da cinesioterapia Os resultados do Roteiro 22 demonstram a conclusão do estágio em saúde pública por meio da realização de diversas etapas essenciais para a consolidação do aprendizado. A elaboração de relatórios, apresentações e o processo de autoavaliação permitiram a sistematização das experiências vivenciadas ao longo do estágio, destacando os principais conhecimentos adquiridos na fisioterapia aplicada à atenção básica. A reunião de conclusão possibilitou a revisão das atividades realizadas, com a apresentação dos relatórios e seminários, promovendo a troca de conhecimentos e a reflexão sobre os desafios enfrentados. A avaliação de desempenho e a autoavaliação foram etapas fundamentais para identificar avanços e áreas que necessitam de aprimoramento, além de oferecer um panorama das competências desenvolvidas. O momento de retorno avaliativo proporcionou discussões sobre os resultados alcançados, permitindo ajustes e melhorias na formação profissional. Além disso, a aplicação dos conhecimentos adquiridos foi um dos pontos enfatizados, reforçando a importância da fisioterapia na promoção da saúde, prevenção de doenças e reabilitação na atenção básica. O encerramento do estágio marcou o fortalecimento da qualificação profissional e a preparação para futuros desafios na área da saúde pública. 59 CONCLUSÃO A conclusão do estágio em saúde pública reforça a importância da fisioterapia na atenção básica e seu impacto na promoção, prevenção e recuperação da saúde. Ao longo do período, foi possível consolidar conhecimentos teóricos e práticos, aprimorar habilidades técnicas e desenvolver uma visão mais ampla sobre o papel do fisioterapeuta no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). A realização de relatórios, apresentações e avaliações permitiu uma reflexão aprofundada sobre o aprendizado adquirido e os desafios enfrentados. O processo de autoavaliação e a troca de experiências contribuíram significativamente para o crescimento profissional, possibilitando a identificação de pontos fortes e aspectos a serem aprimorados. O encerramento do estágio simboliza não apenas a conclusão de uma etapa acadêmica, mas também a preparação para a prática profissional, evidenciando a necessidade contínua de atualização e aprimoramento. Dessa forma, os conhecimentos adquiridos servirão como base para uma atuação qualificada e comprometida com a saúde da população. 60 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA, A. B.; OLIVEIRA, C. R. A importância da fisioterapia na atenção primária à saúde. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Paulo, v. 14, n. 2, p. 123-130, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbfis. Acesso em: 25 mar. 2025. ALMEIDA, R. M.; SOUZA, D. S. O impacto da fisioterapia na reabilitação de pacientes com doenças crônicas. Revista de Saúde Pública, Brasília, v. 12, n. 3, p. 215-223, 2015. Disponívelem: https://www.scielo.br/j/rsp. Acesso em: 25 mar. 2025. COSTA, M. P.; LIMA, F. N. Tecnologias assistivas aplicadas à fisioterapia. Revista Brasileira de Inovação Tecnológica em Saúde, Curitiba, v. 9, n. 1, p. 45- 53, 2019. Disponível em: https://www.revistas.ufpr.br/rbits. Acesso em: 25 mar. 2025. https://www.scielo.br/j/rbfis https://www.scielo.br/j/rsp https://www.revistas.ufpr.br/rbits