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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL- UNIPLAN 
 BACHARELADO EM PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 DIDÁTICA E FORMAÇÃO DOCENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRUZEIRO DO SUL- AC 
2025 
 
 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL- UNIPLAN 
BACHARELADO EM PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RAÍSSA GONÇALVES - UL24201726 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 DIDÁTICA E FORMAÇÃO DOCENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRUZEIRO DO SUL – AC 
2025 
 
 
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DETERMINANTES BIOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS, 
DETERMINANTES SOCIAIS E MACROESTRUTURAIS. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A compreensão dos determinantes biológicos, comportamentais, sociais 
e macroestruturais é fundamental para o estudo da saúde e do bem-estar das 
populações. Esses fatores interagem de maneira complexa e afetam diretamente 
a qualidade de vida dos indivíduos, influenciando a prevalência e a gravidade de 
doenças, assim como as respostas a tratamentos e intervenções. Os 
determinantes biológicos e comportamentais referem-se às características 
individuais, como genética, hábitos de vida e comportamentos de saúde, que 
podem predispor ou proteger os indivíduos contra doenças. Por outro lado, os 
determinantes sociais e macroestruturais englobam fatores externos, como as 
condições socioeconômicas, culturais, políticas e ambientais, que moldam o 
acesso a recursos essenciais, a qualidade dos cuidados de saúde e a forma 
como as comunidades vivenciam o processo saúde-doença. 
Esses determinantes não devem ser vistos isoladamente, pois suas 
interações determinam o estado geral de saúde de uma população. O 
entendimento desses fatores é crucial para a formulação de políticas públicas 
eficazes, que considerem as diversas dimensões da vida humana e busquem a 
equidade no acesso a cuidados de saúde. O estudo aprofundado dos 
determinantes biológicos, comportamentais, sociais e macroestruturais permite 
também a identificação de áreas prioritárias para intervenção, a fim de reduzir 
desigualdades e promover uma saúde pública mais justa e acessível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DESENVOLVIMENTO 
 
A saúde de uma população é influenciada por uma gama de fatores que 
interagem de maneira complexa, refletindo não apenas características 
individuais, mas também condições externas e estruturais que moldam o acesso 
a recursos essenciais e as condições de vida. Entre os aspectos mais relevantes, 
estão os fatores biológicos, comportamentais, sociais e macroestruturais, os 
quais desempenham papéis fundamentais na determinação do bem-estar e na 
vulnerabilidade a diversas doenças. 
A biologia de um indivíduo, incluindo sua genética e características 
fisiológicas, exerce uma influência direta sobre a sua saúde. Fatores como 
predisposição genética, idade, sexo e condições hormonais podem predispor os 
indivíduos a certas doenças ou condições de saúde. Além disso, os 
comportamentos adotados ao longo da vida, como alimentação, atividade física, 
uso de substâncias e hábitos de autocuidado, desempenham um papel 
determinante na prevenção ou agravamento de doenças crônicas. 
Além disso, as condições sociais em que as pessoas vivem impactam 
profundamente sua saúde. Fatores como nível de renda, acesso à educação, 
moradia, segurança alimentar e condições de trabalho estão diretamente 
relacionados ao estado de saúde de uma população. A desigualdade social, por 
exemplo, gera disparidades no acesso aos cuidados de saúde e nos recursos 
necessários para promover uma vida saudável, evidenciando as diferenças entre 
grupos mais e menos favorecidos. 
A estrutura macroestrutural, composta por políticas públicas, sistemas de 
saúde e organização social, também é um determinante importante. A forma 
como as políticas públicas são implementadas e a distribuição de recursos em 
diferentes regiões e comunidades podem gerar disparidades no acesso aos 
serviços de saúde, afetando diretamente as condições de vida e as 
oportunidades de cuidados adequados. 
Esses fatores interagem de forma dinâmica e moldam as condições de 
saúde de um indivíduo e de uma comunidade, evidenciando a necessidade de 
uma abordagem holística na formulação de políticas públicas de saúde, que 
 
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considerem todas essas esferas de influência para a promoção do bem-estar e 
a redução das desigualdades. 
 
 
 
RESULTADOS 
 
Roteiro 01: Determinantes Biológicos 
 
Durante a aula sobre os determinantes biológicos da saúde, os alunos 
estudaram como fatores genéticos, idade, sexo e predisposições hereditárias 
influenciam o estado de saúde dos indivíduos. A parte teórica abordou conceitos 
como a influência do DNA no desenvolvimento de doenças crônicas, a 
importância do funcionamento adequado dos sistemas orgânicos e a relação 
entre genética e ambiente na manifestação de condições de saúde. 
Na atividade prática, os alunos realizaram análises de casos clínicos 
envolvendo doenças genéticas, como a hemofilia e a fibrose cística, bem como 
condições multifatoriais, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Eles também 
participaram de discussões sobre como o avanço da genética médica e da 
biotecnologia pode auxiliar na prevenção e no tratamento de diversas 
enfermidades. 
Ao longo da aula, os alunos aprofundaram seu conhecimento sobre a 
interação entre os fatores biológicos e o desenvolvimento de doenças, 
compreendendo que, embora a genética tenha um papel fundamental, o estilo 
de vida e as condições ambientais também são determinantes na manifestação 
de patologias. Essa abordagem ampliou a visão dos alunos sobre a necessidade 
de uma atuação profissional que leve em consideração tanto os fatores internos 
quanto os externos no cuidado à saúde. 
 
 
 
 
 
 
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Roteiro 05: Determinantes Socioambientais 
 
A aula sobre os determinantes socioambientais abordou a influência das 
condições sociais, econômicas e ambientais na saúde das populações. Os 
alunos estudaram como fatores como saneamento básico, poluição, acesso à 
educação, alimentação, moradia e condições de trabalho impactam diretamente 
a qualidade de vida e a incidência de doenças. 
Na parte prática, os alunos analisaram dados epidemiológicos sobre a 
relação entre desigualdade social e saúde, identificando padrões de incidência 
de doenças em diferentes contextos socioeconômicos. Também participaram de 
atividades que simulavam intervenções em saúde pública, como estratégias para 
reduzir a exposição a riscos ambientais e ações educativas para promover 
hábitos saudáveis em comunidades vulneráveis. 
Durante a aula, ficou evidente para os alunos que a saúde não depende 
apenas de fatores individuais, mas também de condições estruturais que 
moldam as oportunidades e desafios enfrentados pelas populações. A reflexão 
sobre políticas públicas e programas de promoção da saúde reforçou a 
importância de uma abordagem integrada para reduzir desigualdades e melhorar 
os indicadores de saúde da sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
A análise dos determinantes biológicos e socioambientais proporcionou 
uma compreensão mais aprofundada sobre os múltiplos fatores que influenciam 
a saúde da população. Através das aulas teóricas e atividades práticas, foi 
possível perceber como a interação entre predisposições genéticas, condições 
ambientais e fatores sociais desempenha um papel crucial no processo saúde-
doença. 
No estudo dos determinantes biológicos, os alunos compreenderam que 
a genética e os processos fisiológicos são fundamentais para a manifestação de 
diversas condições de saúde, mas que esses fatores não atuam isoladamente. 
Já no estudo dos determinantes socioambientais, ficou evidente queaspectos 
como saneamento básico, qualidade da moradia, acesso à alimentação 
adequada e condições de trabalho são determinantes significativos para a saúde 
coletiva. 
As discussões e análises permitiram relacionar os conhecimentos 
adquiridos à prática profissional, reforçando a importância de uma abordagem 
integral no cuidado à saúde. A visão ampliada sobre os fatores que interferem 
no bem-estar da população destacou a necessidade de intervenções que vão 
além do tratamento de doenças, considerando estratégias de prevenção e 
promoção da saúde voltadas à equidade social e à melhoria das condições de 
vida. 
Dessa forma, a experiência adquirida nas atividades contribuiu para a 
formação crítica dos alunos, capacitando-os a atuar com uma perspectiva mais 
humanizada e fundamentada na realidade socioeconômica e biológica da 
população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Determinantes Sociais da Saúde. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/determinantes-sociais. Acesso em: 05 mar. 2025. 
 
SANTOS, Aline M.; PEREIRA, João C. Genética e Saúde: O impacto dos fatores 
biológicos na prevenção de doenças. São Paulo: Editora Saúde & Ciência, 2021. 
Disponível em: https://www.editorasaudeeciencia.com.br/genetica. Acesso em: 
05 mar. 2025. 
 
FERREIRA, Marina L.; OLIVEIRA, Carlos R. Ambiente e Saúde Pública: A 
influência dos fatores socioambientais na qualidade de vida. Rio de Janeiro: 
Editora Vida e Saúde, 2020. Disponível em: 
https://www.editoravidaesaude.com.br/ambiente-saude. Acesso em: 05 mar. 
2025. 
 
GOMES, Ricardo S.; LIMA, Beatriz P. Determinantes Sociais e Saúde Coletiva: 
Desafios e perspectivas. Porto Alegre: Editora Saúde Global, 2023. Disponível 
em: https://www.editorasaudeglobal.com.br/determinantes-sociais. Acesso em: 
05 mar. 2025. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.gov.br/saude/determinantes-sociais
https://www.editorasaudeeciencia.com.br/genetica
https://www.editoravidaesaude.com.br/ambiente-saude
https://www.editorasaudeglobal.com.br/determinantes-sociais
 
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ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é um modelo de atenção primária à 
saúde que visa reorganizar o sistema de saúde no Brasil, promovendo a 
descentralização do atendimento e fortalecendo a atuação preventiva e 
comunitária. Implementada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essa estratégia 
tem como objetivo principal garantir o acesso universal e integral aos serviços 
de saúde, priorizando a promoção da qualidade de vida e a prevenção de 
doenças por meio da atuação de equipes multiprofissionais. 
A ESF baseia-se na proximidade entre os profissionais de saúde e a 
população, permitindo um acompanhamento contínuo e personalizado das 
famílias dentro de um território definido. A presença de agentes comunitários de 
saúde (ACS), enfermeiros, médicos e outros profissionais possibilita a criação 
de vínculos com a comunidade, facilitando a identificação de riscos, o controle 
de doenças crônicas e a implementação de ações educativas em saúde. 
Com essa abordagem, a Estratégia Saúde da Família não apenas amplia 
a cobertura assistencial, mas também contribui para a redução das 
desigualdades no acesso aos serviços de saúde, fortalecendo o princípio da 
equidade dentro do SUS. Dessa forma, seu impacto vai além da assistência 
médica, influenciando diretamente a qualidade de vida das populações 
atendidas e promovendo um modelo de cuidado centrado na prevenção e no 
bem-estar coletivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DESENVOLVIMENTO 
 
A Estratégia Saúde da Família (ESF) representa um avanço na 
organização da atenção primária no Brasil, estruturando o atendimento em 
equipes multiprofissionais que atuam diretamente nas comunidades. Esse 
modelo de assistência visa substituir o enfoque hospitalocêntrico por uma 
abordagem mais próxima e contínua da população, promovendo o 
acompanhamento integral da saúde dos indivíduos e das famílias. 
O funcionamento da ESF ocorre por meio da formação de equipes 
compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes 
comunitários de saúde, que têm como principal função monitorar as condições 
de saúde da população de um território específico. Essas equipes realizam 
visitas domiciliares, identificam fatores de risco, promovem ações de prevenção 
e acompanham pacientes com doenças crônicas, garantindo um cuidado 
contínuo e personalizado. 
Além da assistência direta, a ESF trabalha na promoção da saúde e 
prevenção de doenças por meio de programas de imunização, educação em 
saúde, acompanhamento pré-natal, planejamento familiar e controle de agravos 
como hipertensão e diabetes. Essas ações contribuem para a redução da 
demanda por serviços hospitalares, fortalecendo a resolutividade da atenção 
primária. 
Outro aspecto fundamental da estratégia é a participação da comunidade 
no planejamento das ações de saúde, permitindo que as políticas públicas sejam 
direcionadas às necessidades reais da população. A integração com os Núcleos 
Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) possibilita o 
suporte de especialistas, como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, 
ampliando a abrangência do cuidado. A implementação da ESF tem 
demonstrado impactos positivos na redução da mortalidade infantil, no controle 
de doenças crônicas e no aumento da cobertura vacinal. 
 
 
 
 
 
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RESULTADOS 
 
Roteiro 14: Estratégia Saúde da Família 
 
Durante a aula sobre a Estratégia Saúde da Família (ESF), o professor 
apresentou os principais conceitos e objetivos dessa política pública, destacando 
seu papel na atenção primária à saúde e na reorganização do Sistema Único de 
Saúde (SUS). Foram discutidas as funções das equipes multiprofissionais, a 
importância da atuação dos agentes comunitários de saúde (ACS) e as 
estratégias de acompanhamento contínuo da população. 
A atividade prática envolveu a simulação de visitas domiciliares, em que 
os alunos desempenharam o papel de profissionais da ESF. Nessa dinâmica, 
foram trabalhados o acolhimento dos pacientes, a identificação de fatores de 
risco para doenças crônicas e a orientação sobre medidas preventivas. Além 
disso, os alunos analisaram estudos de caso reais, nos quais precisaram sugerir 
intervenções para melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas. 
O professor também destacou a importância da educação em saúde, 
enfatizando ações voltadas para vacinação, planejamento familiar, 
acompanhamento pré-natal e controle de doenças como hipertensão e diabetes. 
A discussão sobre os desafios da ESF, como a desigualdade no acesso aos 
serviços e a rotatividade dos profissionais, contribuiu para uma compreensão 
mais ampla das dificuldades enfrentadas na prática. 
Ao final da aula, os alunos demonstraram um melhor entendimento sobre 
o funcionamento da Estratégia Saúde da Família e a relevância da atenção 
primária na promoção da saúde e prevenção de doenças. A simulação prática 
permitiu a vivência das responsabilidades dos profissionais que atuam nessa 
estratégia, reforçando a necessidade de um atendimento humanizado e eficiente 
no contexto da saúde pública. 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
A Estratégia Saúde da Família (ESF) se consolidou como um modelo 
essencial para a atenção primária à saúde no Brasil, promovendo a 
descentralização do atendimento e aproximando os serviços de saúde da 
população. Ao longo das atividades desenvolvidas, foi possível compreender a 
importância do trabalho multiprofissional, do vínculo com a comunidade e da 
atuação preventiva no controle de doenças e na promoção do bem-estar. 
As práticas realizadas durante as aulas permitiram aos alunos vivenciar 
os desafios enfrentados pelas equipes da ESF, como a necessidade de 
planejamento adequado, a abordagem humanizadano atendimento e a 
capacidade de identificar fatores de risco para diferentes condições de saúde. A 
simulação de visitas domiciliares e o estudo de casos reais possibilitaram um 
aprendizado mais dinâmico e aprofundado, contribuindo para a consolidação do 
conhecimento adquirido. 
Dessa forma, a ESF se mostra fundamental para o fortalecimento do 
Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo um atendimento integral e contínuo 
à população. A experiência adquirida durante as aulas reforça a importância da 
atenção primária como pilar da saúde pública, preparando os futuros 
profissionais para atuar de maneira eficaz e humanizada na assistência à 
comunidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. 4. Ed. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_basica_
4ed.pdf. Acesso em: 10 mar. 2025. 
 
MACINKO, James; HARRIS, Matthew J. Brazil’s Family Health Strategy. New 
England Journal of Medicine, v. 373, n. 13, p. 1277-1278, 2015. Disponível em: 
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc1509056. Acesso em: 10 mar. 
2025. 
 
FIGUEIREDO, Elisabeth Niglio de. A Estratégia Saúde da Família na Atenção 
Básica do SUS. UMA-SUS/UNIFESP, s.d. Disponível em: 
https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unid
ade05/unidade05.pdf. Acesso em: 10 mar. 2025. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia Nacional para Promoção do 
Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável no Sistema Único 
de Saúde: manual de implementação. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 
Disponível em: 
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-
bibliograficas. Acesso em: 10 mar. 2025. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_basica_4ed.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_basica_4ed.pdf
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc1509056
https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unidade05/unidade05.pdf
https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/esf/2/unidades_conteudos/unidade05/unidade05.pdf
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/puericultura/referencias-bibliograficas
 
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FISIOTERAPIA NA ATENÇÃO BÁSICA, FISIOTERAPIA E DOENÇAS 
CRÔNICAS, FISIOTERAPIA E SAÚDE MENTAL, FISIOTERAPIA E 
TECNOLOGIA, FISIOTERAPIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS E PESQUISA. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A fisioterapia tem se consolidado como uma área essencial para a 
promoção da saúde e a reabilitação de diversas condições, desempenhando um 
papel fundamental na atenção básica, no manejo de doenças crônicas, na saúde 
mental, na incorporação de novas tecnologias e na prática baseada em 
evidências. No contexto da atenção primária, o fisioterapeuta atua na prevenção 
e no tratamento de disfunções musculoesqueléticas, respiratórias e 
neurológicas, contribuindo para a qualidade de vida da população. 
O impacto das doenças crônicas no sistema de saúde tem reforçado a 
necessidade de abordagens interdisciplinares, nas quais a fisioterapia 
desempenha um papel central na recuperação funcional e na melhora da 
autonomia dos pacientes. Além disso, o reconhecimento da relação entre saúde 
mental e bem-estar físico tem ampliado a atuação do fisioterapeuta em 
estratégias terapêuticas que auxiliam no controle do estresse, da ansiedade e 
de transtornos psicossomáticos. 
A evolução tecnológica tem impulsionado novas abordagens na 
fisioterapia, permitindo o uso de equipamentos inovadores, realidade virtual e 
inteligência artificial para melhorar os tratamentos e a recuperação dos 
pacientes. Paralelamente, a crescente valorização da fisioterapia baseada em 
evidências e pesquisa tem fortalecido a prática clínica, garantindo que as 
intervenções sejam fundamentadas em estudos científicos de qualidade. 
Dessa forma, compreender a fisioterapia sob essas diversas perspectivas 
é essencial para aprimorar o atendimento e promover avanços na área, 
assegurando um cuidado mais eficaz e integrado para a população. 
 
 
 
 
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DESENVOLVIMENTO 
 
 A fisioterapia desempenha um papel fundamental na promoção da saúde 
e no tratamento de diversas condições clínicas, adaptando-se às necessidades 
individuais dos pacientes e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. 
Na atenção básica, o fisioterapeuta atua na prevenção de agravos, no tratamento 
de disfunções musculoesqueléticas e respiratórias e na orientação de hábitos 
saudáveis. Por meio de estratégias como exercícios terapêuticos, educação em 
saúde e acompanhamento contínuo, busca-se reduzir a incidência de 
complicações e promover maior autonomia aos indivíduos. 
No contexto das doenças crônicas, a fisioterapia auxilia na reabilitação de 
pacientes com enfermidades como diabetes, hipertensão, doenças pulmonares 
e neurológicas. A abordagem fisioterapêutica melhora a capacidade funcional, 
alivia dores e favorece a manutenção da mobilidade, sendo essencial para 
minimizar os impactos dessas condições no dia a dia dos pacientes. O trabalho 
interdisciplinar com outros profissionais de saúde é fundamental para um 
acompanhamento integral e eficaz. 
A relação entre fisioterapia e saúde mental tem se tornado cada vez mais 
evidente, considerando que práticas terapêuticas como exercícios físicos, 
técnicas de relaxamento e reabilitação psicomotora contribuem 
significativamente para o bem-estar emocional. A fisioterapia auxilia na redução 
dos sintomas de estresse, ansiedade e depressão, além de promover a 
consciência corporal e melhorar a autoestima dos pacientes. 
A introdução de novas tecnologias tem impulsionado a prática 
fisioterapêutica, tornando os tratamentos mais precisos e personalizados. 
Recursos como eletroestimulação, realidade virtual, robótica e teleatendimento 
ampliam as possibilidades terapêuticas, favorecendo a adesão ao tratamento e 
aprimorando os resultados. Além disso, a digitalização dos prontuários e o uso 
de inteligência artificial têm otimizado a análise de dados clínicos e a tomada de 
decisões. 
Por fim, a fisioterapia baseada em evidências tem fortalecido a qualidade 
dos atendimentos, garantindo que as condutas adotadas sejam respaldadas por 
pesquisas científicas. A busca por atualizações constantes, aliada à aplicação 
 
35 
 
 
de protocolos clínicos validados, contribui para um atendimento mais seguro e 
eficaz. A pesquisa científica na área da fisioterapia tem avançado 
significativamente, proporcionando novas abordagens e consolidando o papel 
essencial dessa profissão na promoção da saúde e no tratamento de diversas 
patologias. 
 
 
RESULTADOS 
 
Roteiro 15: Fisioterapia na Atenção Básica 
 
Durante a aula prática, os alunos tiveram a oportunidade de compreender 
a importância da fisioterapia na atenção primária à saúde. O professor explicou 
como o fisioterapeuta atua na prevenção e no tratamento de disfunções 
musculoesqueléticas, respiratórias e neurológicas dentro do Sistema Único de 
Saúde (SUS), destacando a relevância da educação em saúde e do 
acompanhamento contínuo dos pacientes. Os estudantes participaram de 
atividades simuladas de avaliação postural, exercícios terapêuticos e 
orientações sobre ergonomia e qualidade de vida. 
 
Roteiro 18: Fisioterapia e Doenças Crônicas 
 
Nesta aula, foram abordadas as estratégias fisioterapêuticas voltadas 
para pacientes com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças 
pulmonares e neurológicas. O professor enfatizou a importância da reabilitação 
para melhorar a capacidade funcional e minimizar complicações. Os alunos 
realizaram práticas envolvendo exercícios respiratórios, mobilização articular e 
técnicas de fortalecimento muscular,compreendendo como a fisioterapia 
contribui para a manutenção da independência dos pacientes e a redução do 
impacto das enfermidades em sua rotina. 
 
 
 
 
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Roteiro 19: Fisioterapia e Saúde Mental 
 
A relação entre fisioterapia e saúde mental foi o foco desta aula. O 
professor apresentou estudos sobre como o movimento e a atividade física 
podem atuar na redução do estresse, da ansiedade e da depressão. Foram 
realizadas atividades práticas que incluíram técnicas de relaxamento, 
alongamentos terapêuticos e exercícios respiratórios voltados para o equilíbrio 
emocional e a melhora da consciência corporal. Os alunos perceberam como a 
fisioterapia pode ser um recurso complementar no tratamento de transtornos 
psicológicos. 
 
Roteiro 20: Fisioterapia e Tecnologia 
 
Nesta aula, os alunos conheceram as inovações tecnológicas aplicadas à 
fisioterapia, como a utilização da realidade virtual, equipamentos de 
eletroestimulação e dispositivos robóticos para reabilitação. O professor 
demonstrou o uso desses recursos, e os alunos tiveram a oportunidade de testar 
algumas dessas tecnologias, compreendendo como elas auxiliam na 
recuperação dos pacientes e potencializam os resultados terapêuticos. A 
experiência reforçou a importância da atualização profissional para acompanhar 
os avanços da área. 
 
Roteiro 22: Fisioterapia Baseada em Evidências e Pesquisa 
 
A última aula abordou a relevância da prática baseada em evidências na 
fisioterapia. O professor explicou como a pesquisa científica fundamenta as 
intervenções terapêuticas, garantindo maior segurança e eficácia nos 
tratamentos. Os alunos analisaram artigos científicos, discutiram metodologias 
de pesquisa e refletiram sobre a importância da atualização constante para 
embasar a prática clínica. A atividade contribuiu para que os estudantes 
desenvolvessem um olhar crítico sobre as condutas adotadas na fisioterapia, 
reforçando a necessidade de embasamento teórico em todas as abordagens. 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
A realização das aulas práticas sobre fisioterapia em diferentes contextos 
permitiu aos alunos aprofundar o conhecimento teórico e compreender sua 
aplicação na prática clínica. A abordagem da fisioterapia na atenção básica 
destacou a importância da atuação preventiva e da promoção da saúde, 
evidenciando o papel essencial do fisioterapeuta no atendimento primário. No 
contexto das doenças crônicas, os alunos perceberam como a reabilitação 
fisioterapêutica pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos 
pacientes, auxiliando na manutenção da funcionalidade e na redução de 
complicações associadas a essas enfermidades. 
A relação entre fisioterapia e saúde mental trouxe uma visão ampliada da 
profissão, demonstrando como a atividade física e técnicas terapêuticas podem 
contribuir para o bem-estar emocional e psicológico dos indivíduos. A introdução 
às tecnologias aplicadas à fisioterapia proporcionou um contato direto com 
inovações que potencializam os tratamentos e aprimoram os resultados clínicos. 
Por fim, a discussão sobre fisioterapia baseada em evidências reforçou a 
necessidade de embasamento científico na prática profissional, estimulando o 
pensamento crítico e a busca contínua por atualização. 
Dessa forma, a experiência adquirida ao longo das aulas fortaleceu a 
compreensão dos alunos sobre a complexidade e a importância da fisioterapia 
em diferentes áreas da saúde. O aprendizado prático, aliado ao conhecimento 
teórico, proporcionou uma formação mais sólida, preparando-os para enfrentar 
os desafios da profissão e atuar de maneira qualificada e embasada na ciência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BARROS, Sônia; BATISTA, Luís Eduardo; SANTOS, Jussara Carvalho dos 
(Org.). Saúde mental e reabilitação psicossocial: avanços e desafios nos 15 anos 
da Lei 10.216. Uberlândia: Navegando, 2019. Disponível em: 
https://books.scielo.org/id/kvbw9/pdf/barros-9786581417079.pdf. Acesso em: 15 
mar. 2025. 
 
BERMEJO, Juan Carlos. Ética y bioética em Fisioterapia. In: BERMEJO, Juan 
Carlos (Org.). Ética y bioética em Fisioterapia. Bogotá: Universidad del Rosario, 
2022. P. 197-214. Disponível em: https://books.scielo.org/id/trn8b/pdf/bermeo-
9786287501638-10.pdf. Acesso em: 15 mar. 2025. 
 
FERRAZ, Lucimare; SÁ, Miriam Ribeiro Calheiros de. Prática baseada em 
evidências na Estratégia Saúde da Família: desafios e perspectivas. Physis: 
Revista de Saúde Coletiva, v. 28, n. 1, p. e280103, 2018. Disponível em: 
https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3A%22Ferraz%2C+Lucimare%22. 
Acesso em: 15 mar. 2025. 
 
MOREIRA, Maria Elisabeth Lopes et al. Praticando a neonatologia baseada em 
evidências. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2010. Disponível em: 
https://books.scielo.org/id/wcgvd/pdf/moreira-9788575412374-03.pdf. Acesso 
em: 15 mar. 2025. 
 
SÁ, Miriam Ribeiro Calheiros de; FERRAZ, Lucimare. Doenças crônicas em 
crianças e adolescentes: uma revisão bibliográfica. Ciência & Saúde Coletiva, v. 
16, n. 10, p. 4143-4154, 2011. Disponível em: 
https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3AS%C3%A1%2C+Miriam+Ribeiro+
Calheiros+de. Acesso em: 15 mar. 2025. 
 
 
 
 
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https://books.scielo.org/id/trn8b/pdf/bermeo-9786287501638-10.pdf
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https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3A%22Ferraz%2C+Lucimare%22
https://books.scielo.org/id/wcgvd/pdf/moreira-9788575412374-03.pdf
https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3AS%C3%A1%2C+Miriam+Ribeiro+Calheiros+de
https://search.scielo.org/?lang=pt&q=au%3AS%C3%A1%2C+Miriam+Ribeiro+Calheiros+de
 
39 
 
 
INTRODUÇÃO A SAÚDE COLETIVA. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A Saúde Coletiva é um campo interdisciplinar que estuda, planeja e 
implementa ações voltadas para a promoção, prevenção e recuperação da 
saúde em nível populacional. Diferente da atenção individual prestada pela 
medicina clínica, a Saúde Coletiva analisa os fatores sociais, econômicos, 
culturais e ambientais que influenciam a saúde das comunidades, buscando 
soluções eficazes para melhorar a qualidade de vida da população como um 
todo. 
No Brasil, esse conceito está diretamente ligado ao Sistema Único de 
Saúde (SUS), que garante a universalidade, integralidade e equidade no 
atendimento. A partir desse modelo, estratégias como a Estratégia Saúde da 
Família (ESF), campanhas de imunização e ações de vigilância epidemiológica 
foram implementadas para fortalecer a saúde pública. 
Compreender a Saúde Coletiva é essencial para a formulação de políticas 
públicas eficientes e para a capacitação de profissionais que atuam na promoção 
da saúde e na redução das desigualdades. Dessa forma, esse campo se torna 
um pilar fundamental para o bem-estar social, garantindo o acesso à saúde de 
forma justa e humanizada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
A Saúde Coletiva se caracteriza pela abordagem de saúde em nível 
populacional, levando em consideração os determinantes sociais e as condições 
de vida que influenciam o bem-estar de grupos e comunidades. Esse campo 
busca promover a saúde por meio de políticas públicas, ações de prevenção e 
controle de doenças, e a atuação interdisciplinar de profissionais de diversas 
áreas, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e outros. Seu 
principal objetivo é melhorar as condições de vida da população, promover a 
equidade e reduzir as desigualdades no acesso à saúde. 
A base da Saúde Coletiva no Brasil está no Sistema Único de Saúde 
(SUS), criado pela Constituição de 1988, que propõe a universalização do 
acesso à saúde para todos os cidadãos, independentemente de sua condição 
social ou econômica. O SUS preconiza a integralidade da atenção à saúde, que 
vai além do tratamento de doenças, abordando também a promoção da saúde e 
a prevenção de enfermidades.A Estratégia Saúde da Família (ESF), um dos pilares do SUS, é um 
exemplo de ação eficaz em Saúde Coletiva. Criada com o intuito de 
descentralizar o atendimento médico e levar cuidados básicos diretamente à 
comunidade, a ESF tem como foco a promoção de hábitos saudáveis e a 
prevenção de doenças. Por meio de equipes multiprofissionais, a ESF realiza 
ações de acompanhamento de saúde nas comunidades, como vacinação, 
acompanhamento de gestantes, acompanhamento de hipertensos e diabéticos, 
entre outros. 
Outro importante componente da Saúde Coletiva é a Vigilância em Saúde, 
que envolve o monitoramento e a prevenção de doenças transmissíveis e não 
transmissíveis. A vigilância sanitária, a vigilância epidemiológica e a vigilância 
ambiental são essenciais para o controle de surtos e epidemias, bem como para 
o diagnóstico precoce e a interrupção da propagação de doenças. 
Além disso, a Saúde Coletiva também abrange a promoção da saúde 
mental e o combate a fatores de risco como o uso de substâncias psicoativas, 
alcoolismo e o sedentarismo. Programas de educação em saúde e campanhas 
de conscientização sobre o impacto do tabagismo, doenças cardiovasculares, 
 
41 
 
 
câncer e outras condições de saúde são essenciais para melhorar a qualidade 
de vida das pessoas e reduzir os custos com tratamentos médicos. 
 
 
RESULTADOS 
 
Roteiro 1 e 2: Introdução à Saúde Coletiva 
 
Na primeira aula, sobre os princípios e diretrizes da Saúde Coletiva, os 
alunos foram apresentados aos conceitos fundamentais dessa área do 
conhecimento, como a saúde como um direito universal, integral e igualitário. O 
professor enfatizou a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) e seu papel 
na promoção da saúde, destacando os princípios da universalidade, equidade, 
integralidade e participação social. Durante a aula, foi discutido como as políticas 
públicas de saúde devem ser acessíveis a toda a população e como essas 
diretrizes guiam as ações dentro da Saúde Coletiva. O debate sobre a equidade 
no acesso e a promoção de justiça social também foi um ponto central da 
discussão. Alguns alunos demonstraram dificuldade em compreender a 
integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde e a relevância das 
políticas públicas para o alcance de uma saúde coletiva mais justa. No entanto, 
a reflexão coletiva e as dinâmicas de grupo ajudaram os alunos a entender 
melhor esses conceitos, reconhecendo sua aplicação no contexto brasileiro e a 
relevância da atuação dos profissionais de saúde no fortalecimento do SUS. 
 
Roteiro 2: Estratégia Saúde da Família e Atenção Primária à Saúde 
 
No segundo roteiro, foi abordada a Estratégia Saúde da Família (ESF) e 
a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto da Saúde 
Coletiva. O professor destacou o papel das equipes de Saúde da Família na 
promoção de saúde e prevenção de doenças nas comunidades, destacando 
como as ações de prevenção e o acompanhamento contínuo da saúde dos 
indivíduos contribuem para a redução das doenças crônicas e a melhoria da 
qualidade de vida. A aula enfatizou as práticas de vacinação, acompanhamento 
 
42 
 
 
de hipertensão, diabetes, saúde materno-infantil e a importância do vínculo entre 
os profissionais de saúde e a comunidade. A experiência prática foi 
enriquecedora, pois os alunos realizaram uma simulação de visita domiciliar, o 
que permitiu que compreendessem de forma mais concreta as dificuldades e os 
desafios enfrentados pelos profissionais de saúde ao atender as famílias em 
suas residências. Durante essa atividade, os alunos puderam observar a 
importância da escuta ativa, da comunicação eficaz e do acolhimento no 
atendimento. No entanto, alguns alunos sentiram-se inseguros ao interagir com 
os “pacientes” durante a simulação, o que revelou a necessidade de mais 
práticas em campo para aprimorar suas habilidades de comunicação e empatia. 
O desenvolvimento dessas aulas permitiu que os alunos visualizassem a 
importância da atuação integrada da equipe de saúde e o impacto dessas ações 
no cotidiano das comunidades. A análise crítica e as discussões em grupo foram 
fundamentais para ampliar o entendimento sobre os desafios enfrentados pela 
Saúde Coletiva no Brasil, como a escassez de recursos, a necessidade de uma 
maior capacitação das equipes e a ampliação do acesso aos serviços de saúde 
para populações em vulnerabilidade social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 A experiência adquirida durante as aulas sobre Introdução à Saúde 
Coletiva foi extremamente significativa, pois me proporcionou uma compreensão 
mais ampla sobre as práticas e desafios envolvidos na promoção da saúde no 
contexto coletivo. Ao estudar os princípios e diretrizes da Saúde Coletiva, como 
a universalidade, a equidade e a integralidade, pude entender melhor a 
importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua abordagem integral no 
atendimento à população, garantindo acesso a todos, independentemente de 
sua condição social ou econômica. 
Através das atividades práticas e discussões, como as simulações de 
visitas domiciliares, pude perceber o papel fundamental da Estratégia Saúde da 
Família na prevenção e no cuidado contínuo das famílias. Foi possível vivenciar, 
de forma simulada, a importância de um cuidado humanizado e da comunicação 
eficaz com os pacientes. A prática me fez perceber a necessidade de estabelecer 
vínculos de confiança com as famílias, um ponto essencial para o sucesso do 
tratamento e para a adesão ao acompanhamento. 
Outro aspecto que pude perceber foi a relevância do trabalho 
multidisciplinar. As discussões em grupo e as atividades sobre o trabalho da 
equipe de saúde, formada por médicos, enfermeiros, agentes comunitários e 
outros profissionais, me mostraram como o trabalho integrado é essencial para 
promover uma saúde mais eficiente e preventiva. Embora eu tenha enfrentado 
algumas dificuldades no início, como a insegurança ao realizar as simulações de 
atendimento, percebi que essas experiências práticas foram cruciais para 
fortalecer minha confiança e me preparar para a realidade do campo de atuação. 
A aula também me permitiu refletir sobre as políticas públicas de saúde e 
sobre as desigualdades que ainda existem no Brasil em relação ao acesso à 
saúde. Essa reflexão, aliada à vivência prática, me proporcionou uma visão 
crítica sobre o SUS e sobre como, enquanto profissionais de saúde, podemos 
contribuir para um sistema mais justo e acessível a todos 
 
 
 
 
44 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. 2. Ed. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: 
https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/atenção-basica. Acesso em: 18 mar. 
2025. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/atenção-basica
 
45 
 
 
 
NOÇÕES BÁSICAS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE, NÚCLEO DE APOIO 
A SAÚDE DA FAMÍLIA-NASF 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada para o 
Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, sendo responsável pela promoção da 
saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce e tratamento de condições 
comuns. Seu objetivo é oferecer um atendimento integral e contínuo à 
população, garantindo acesso aos serviços de saúde de forma resolutiva e 
humanizada. 
Dentro desse contexto, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) foi 
criado para ampliar e qualificar as ações das equipes de Estratégia Saúde da 
Família (ESF). O NASF é composto por profissionais de diferentes áreas, como 
fisioterapia, psicologia, nutrição e assistência social, que trabalham de forma 
interdisciplinar para garantir um cuidado mais abrangente e eficiente à 
população. 
A importância dessas abordagens na atenção primária está na 
capacidade de fortalecer o vínculo entre os profissionaisde saúde e a 
comunidade, promovendo o cuidado contínuo e evitando internações 
desnecessárias. Neste estudo, serão abordadas as noções básicas da Atenção 
Primária à Saúde e o papel do NASF no suporte às equipes de saúde, 
evidenciando sua relevância na promoção da qualidade de vida e no 
enfrentamento das desigualdades em saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a base do sistema de saúde, 
fundamental para promover a saúde e prevenir doenças, proporcionando o 
cuidado integral e contínuo aos indivíduos. A APS envolve ações de promoção 
da saúde, prevenção de doenças, tratamento de condições comuns, reabilitação 
e cuidados paliativos. Sua essência é garantir acesso universal, integral, 
equitativo e de qualidade aos serviços de saúde, atuando principalmente na 
atenção preventiva e resolutiva. Ela se caracteriza por ser a primeira linha de 
cuidado, onde a comunidade tem o primeiro contato com os serviços de saúde. 
Assim, ao focar em resoluções de problemas comuns e evitar que condições 
mais graves se desenvolvam, a APS contribui significativamente para a redução 
das internações hospitalares e para o aumento da qualidade de vida da 
população. 
Dentro desse contexto, surge o Núcleo de Apoio à Saúde da Família 
(NASF), que tem como principal objetivo fortalecer a Estratégia Saúde da Família 
(ESF). O NASF foi criado para integrar e apoiar as equipes da ESF, colaborando 
para a realização de ações mais amplas e de maior alcance. As equipes do 
NASF são compostas por profissionais de diversas áreas, como psicólogos, 
nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, entre outros. 
Eles trabalham em conjunto com os profissionais da ESF para atender às 
necessidades dos usuários de forma integral e multidisciplinar, ampliando o 
cuidado e promovendo uma abordagem mais holística. 
Os profissionais do NASF têm um papel essencial no cuidado da saúde 
mental, saúde física e bem-estar social da comunidade. Por exemplo, o 
fisioterapeuta do NASF pode atuar no acompanhamento de pacientes com 
doenças crônicas não transmissíveis, oferecendo reabilitação física, enquanto o 
psicólogo pode trabalhar com a saúde mental, oferecendo apoio terapêutico e 
intervenções psicossociais. A equipe de nutricionistas pode ajudar na 
implementação de programas de alimentação saudável e controle nutricional 
para pacientes com comorbidades. Esse apoio interdisciplinar permite uma 
abordagem mais eficaz e adaptada às realidades locais e aos problemas de 
saúde específicos de cada comunidade. 
 
47 
 
 
 
A interação do NASF com a Estratégia Saúde da Família também 
promove o fortalecimento da atenção à saúde da família como um todo, 
melhorando a qualidade do cuidado e a articulação das ações entre os diferentes 
níveis de atenção à saúde. O NASF colabora com a avaliação do perfil de saúde 
da comunidade e com a identificação precoce de problemas, direcionando os 
cuidados necessários e evitando o agravamento de condições de saúde. 
Além disso, o NASF desempenha um papel importante na educação e 
conscientização da população sobre cuidados preventivos, promovendo a 
autonomia e o empoderamento dos indivíduos em relação à sua saúde. Ao 
trabalhar de forma integrada com a APS, o NASF contribui para a melhoria do 
acesso aos serviços de saúde, redução das desigualdades e aumento da 
eficácia do atendimento à saúde. 
Portanto, a Atenção Primária à Saúde, fortalecida pelo NASF, 
desempenha um papel fundamental no cuidado integral e de qualidade para a 
população. Ao combinar ações preventivas e terapêuticas de maneira 
interdisciplinar, ela oferece um atendimento mais resolutivo, com foco na 
promoção da saúde, e contribui para a construção de uma sociedade mais 
saudável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
RESULTADOS 
 
Roteiro 03 – Noções Básicas da Atenção Primária à Saúde 
 
Na aula sobre Noções Básicas da Atenção Primária à Saúde (APS), os 
alunos exploraram os princípios fundamentais da APS, como acessibilidade, 
integralidade, continuidade, e a organização do atendimento no SUS. A 
discussão destacou a importância da APS na promoção de saúde e na 
prevenção de doenças, com foco na atuação da equipe de saúde da família e no 
fortalecimento dos cuidados básicos. Durante a prática, os alunos puderam 
entender a relevância da APS na organização do sistema de saúde, além de 
aprender sobre os principais desafios enfrentados na implementação desses 
serviços. 
Os alunos realizaram simulações de atendimentos primários, abordando 
situações de saúde de rotina e emergenciais. Observou-se uma boa 
compreensão dos conceitos, mas alguns alunos demonstraram dificuldades na 
aplicação prática dos conhecimentos, especialmente na organização e 
priorização de atendimentos. No entanto, a experiência contribuiu para solidificar 
a importância de cada função dentro da equipe multiprofissional e sua 
colaboração para o bom funcionamento do sistema. 
 
 
Roteiro 06 – Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) 
 
A aula sobre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) apresentou a 
importância da equipe multiprofissional no apoio à Atenção Primária à Saúde. O 
NASF visa ampliar o escopo de atuação da saúde da família, proporcionando 
atendimentos especializados que complementam o cuidado básico. Os alunos 
aprenderam sobre as diferentes áreas de atuação dentro do NASF, como 
fisioterapia, psicologia, nutrição e serviço social, e como essas disciplinas 
colaboram para a melhoria da saúde da comunidade. 
 
 
49 
 
 
Durante as atividades práticas, os alunos participaram de discussões 
sobre como o NASF pode interagir com as unidades de saúde, oferecendo 
suporte para a equipe da Estratégia Saúde da Família. A análise de casos 
práticos permitiu observar o entendimento dos alunos sobre a importância da 
integração das equipes e os desafios do trabalho interdisciplinar. 
No entanto, alguns alunos demonstraram dificuldades na compreensão 
dos processos específicos do NASF, como o planejamento integrado com os 
outros serviços de saúde. A participação em dinâmicas de grupo e o 
acompanhamento de uma equipe de saúde da família ajudaram os alunos a 
superar esses obstáculos, ampliando sua visão sobre o impacto do NASF na 
melhoria da qualidade do atendimento. 
 
 
CONCLUSÃO 
 
As aulas sobre Noções Básicas da Atenção Primária à Saúde (APS) e 
Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) proporcionaram uma compreensão 
aprofundada sobre a organização e o funcionamento da atenção primária no 
Brasil. Durante as discussões e atividades, foi possível observar como a APS 
desempenha um papel fundamental na promoção, prevenção e assistência à 
saúde, sendo a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). 
A abordagem prática permitiu visualizar a importância do atendimento 
integral e contínuo, reforçando a necessidade de estratégias que garantam o 
acesso da população aos serviços de saúde. Além disso, a atuação 
interdisciplinar do NASF ficou evidente como um suporte essencial às equipes 
da Estratégia Saúde da Família (ESF), ampliando a resolutividade e a qualidade 
do atendimento. 
As reflexões proporcionadas por essas aulas trouxeram uma visão mais 
clara sobre os desafios e as potencialidades da APS, reforçando a importância 
de um trabalho articulado entre os diferentes profissionais da saúde. Essa 
experiência contribuiu significativamente para fortalecer a percepção sobre a 
relevância da atenção primária e seu impacto na saúde coletiva. 
 
 
50 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes do NASF: Núcleo de Apoio à Saúde da 
Família. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: 
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Acesso em: 18 mar 2025. 
 
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MENDONÇA, Maria Helena Magalhães de; MATTA, Gustavo Corrêa; GONDIM, 
Raquel; GIOVANELLA, Ligia (Org.). Atenção Primária à Saúde no Brasil: 
conceitos, práticas e pesquisas. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2018. 
Disponível em: https://www10.trf2.jus.br/comite-estadual-de-saude-
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SANTOS, Adriano Maia dos; ALMEIDA, Patrícia Faria de; SOUZA, Mariana 
Kelah Barbosa (Org.). Atenção Primária à Saúde na coordenação do cuidado em 
Regiões de Saúde. Salvador: EDUFBA, 2015. Disponível em: 
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https://dms.ufpel.edu.br/sus/files/referencias.html
https://www10.trf2.jus.br/comite-estadual-de-saude-rj/bibliografia/
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https://books.scielo.org/id/r7wwf/pdf/santos-9788523220266-08.pdf
 
51 
 
 
 
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DA SAÚDE 
 
INTRODUÇÃO 
 
A promoção, proteção e recuperação da saúde são pilares fundamentais 
para a construção de um sistema de saúde eficiente e acessível. Esses conceitos 
estão diretamente ligados à atenção primária e à atuação de profissionais de 
saúde na prevenção de doenças, na redução de riscos e na reabilitação de 
indivíduos acometidos por agravos. A promoção da saúde envolve estratégias 
que incentivam hábitos saudáveis e fortalecem a qualidade de vida da 
população. A proteção da saúde refere-se a medidas voltadas para a redução 
de riscos e controle de fatores que possam comprometer o bem-estar das 
pessoas. Já a recuperação da saúde diz respeito à assistência e ao tratamento 
de doenças, buscando restaurar as condições físicas e mentais dos pacientes. 
Esses três eixos orientam as políticas públicas de saúde e são fundamentais 
para garantir um atendimento integral e equitativo, promovendo maior 
longevidade e qualidade de vida para a sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
A promoção, proteção e recuperação da saúde estão interligadas e 
formam a base de um sistema de saúde eficiente e acessível. A promoção da 
saúde envolve ações preventivas e educativas que incentivam hábitos 
saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e 
controle do estresse. Essas iniciativas não apenas reduzem a incidência de 
doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, mas também melhoram a 
qualidade de vida da população a longo prazo. 
A proteção da saúde, por sua vez, está relacionada à implementação de 
políticas públicas e estratégias de vigilância epidemiológica que minimizam os 
riscos de doenças e agravos. Medidas como campanhas de vacinação, controle 
de surtos epidemiológicos e saneamento básico são essenciais para reduzir a 
propagação de enfermidades e proteger grupos vulneráveis. A atuação das 
equipes de atenção primária, que monitoram continuamente a saúde da 
comunidade, também é um aspecto fundamental nesse processo. 
Já a recuperação da saúde envolve o diagnóstico, tratamento e 
reabilitação de pacientes, garantindo-lhes a assistência necessária para 
restabelecer sua condição física e mental. Esse eixo é especialmente relevante 
para pessoas que enfrentam doenças crônicas, necessitando de 
acompanhamento contínuo e terapias especializadas. Além disso, a 
recuperação da saúde abrange programas de reabilitação, como fisioterapia e 
suporte psicológico, que contribuem para a reintegração do indivíduo às suas 
atividades cotidianas. 
A integração entre promoção, proteção e recuperação da saúde permite 
que os serviços de saúde atuem de forma preventiva e curativa, reduzindo custos 
e melhorando os indicadores de saúde da população. A abordagem 
interdisciplinar, que envolve profissionais de diferentes áreas, fortalece a 
atenção integral ao paciente e proporciona um atendimento mais humanizado e 
eficiente. Dessa forma, investir nessas três frentes é essencial para garantir um 
sistema de saúde mais equitativo e sustentável. 
 
 
53 
 
 
 
RESULTADOS 
 
Roteiro 07- Promoção, Proteção e recuperação a saúde. 
 
Durante as atividades desenvolvidas, foi possível compreender como a 
promoção da saúde, a proteção contra doenças e a recuperação do bem-estar 
físico e mental estão interligadas, formando um ciclo essencial para a qualidade 
de vida dos indivíduos. 
A análise das estratégias de promoção da saúde destacou a relevância 
de ações preventivas, como campanhas educativas e incentivos a hábitos 
saudáveis, na redução da incidência de doenças crônicas. Além disso, os 
estudos sobre a proteção da saúde reforçaram o impacto positivo das políticas 
públicas, como programas de vacinação e monitoramento epidemiológico, na 
contenção de surtos e na prevenção de agravos à saúde coletiva. 
No que se refere à recuperação da saúde, os resultados apontaram a 
necessidade de um atendimento multidisciplinar eficaz, com o envolvimento de 
diferentes profissionais da saúde para garantir a reabilitação e o 
acompanhamento contínuo dos pacientes. Foi possível observar como a atenção 
primária desempenha um papel fundamental na recuperação e manutenção da 
saúde, evitando internações desnecessárias e promovendo um atendimento 
mais humanizado. 
Dessa forma, os aprendizados adquiridos neste roteiro reforçam a 
importância de um sistema de saúde que não apenas trate doenças, mas 
também atue na prevenção e na promoção do bem-estar da população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
A abordagem sobre Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde 
possibilitou uma compreensão ampla e aprofundada sobre a importância de 
estratégias integradas para garantir o bem-estar da população. Ao longo das 
aulas, foi possível perceber que a promoção da saúde vai além do tratamento de 
doenças, envolvendo ações preventivas e educativas que buscam melhorar a 
qualidade de vida e reduzir a incidência de agravos. 
A proteção da saúde foi destacada como um pilar essencial para evitar o 
surgimento e a disseminação de doenças, por meio de medidas como vacinação, 
saneamento básico e controle epidemiológico. Já a recuperação da saúde 
mostrou-se fundamental para garantir que os indivíduos tenham acesso a um 
atendimento humanizado e contínuo, permitindo a reabilitação e o retorno à vida 
ativa com qualidade. 
Dessa forma, os conhecimentos adquiridos reforçam a necessidade de 
um sistema de saúde eficiente e acessível, que atue de forma preventiva e 
curativa, promovendo o cuidado integral aos indivíduos. A articulação entre 
políticas públicas, profissionais de saúde e a comunidade é indispensável para 
que essas estratégias sejam efetivas e contribuam para a melhoria dos 
indicadores de saúde e qualidade de vida da população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_de_Ottawa
 
56 
 
 
 
REUNIÃO DE CONCLUSÃO DE CINESIOTERAPIA. 
 
INTRODUÇÃO 
 
A cinesioterapia é uma abordagem terapêutica fundamental na 
reabilitação física, sendo amplamente utilizada para tratar e prevenir diversas 
condições que afetam o sistema musculoesquelético. Com o objetivo de 
restaurar a funcionalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, essa 
prática envolve a utilização de exercícios físicos e movimentos controlados, 
adaptados às necessidades específicas de cada indivíduo. No contexto da 
saúde, a cinesioterapia é um instrumento essencial no tratamento de lesões, 
disfunções musculares e articulares, além de ser uma abordagem eficaz no 
controle de doenças crônicas. 
A cinesioterapia não se limita apenas à prática de exercícios, mas também 
envolve a compreensão do corpo humano, das condições clínicas do paciente e 
das técnicas apropriadas para cada situação. A aplicação adequada dessa 
terapia exige conhecimento técnico especializado, que abrange desde a 
avaliação do paciente até a implementação dos exercícios e o acompanhamento 
dos resultados ao longo do tratamento. 
Neste contexto, a aula de cinesioterapia propôs a reflexão sobre os 
principais conceitos, metodologias e práticas utilizadas na área, com o objetivo 
de capacitar os alunos a aplicar essas técnicas de forma segura e eficiente em 
sua futura prática profissional. O fechamento dessa reunião visou consolidar o 
aprendizado adquirido e esclarecer as dúvidas dos alunos sobre a aplicabilidade 
clínica da cinesioterapia no tratamento de diversas condições. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DESENVOLVIMENTO 
 
A cinesioterapia é uma abordagem terapêutica baseada no uso do 
movimento para prevenir e tratar disfunções do sistema musculoesquelético, 
neurológico e cardiovascular. Seu objetivo principal é restaurar ou melhorar a 
função motora, promovendo a recuperação da mobilidade, força, resistência e 
coordenação do paciente. Essa prática é amplamente aplicada na fisioterapia, 
tanto na reabilitação quanto na prevenção de lesões e na promoção da saúde. 
Os exercícios cinesioterapêuticos podem ser classificados em ativos, 
passivos e resistidos. Os ativos são realizados pelo próprio paciente, sem 
assistência externa, sendo fundamentais para a reeducação motora e 
fortalecimento muscular. Os passivos são conduzidos pelo fisioterapeuta, sendo 
utilizados em pacientes com limitações de movimento. Já os resistidos envolvem 
cargas externas controladas, auxiliando no ganho de força e resistência 
muscular. 
Além disso, a cinesioterapia desempenha um papel crucial na reabilitação 
neurológica, ajudando pacientes com sequelas de doenças como acidente 
vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral e lesões medulares a recuperar a 
funcionalidade. No contexto ortopédico, é utilizada no tratamento de fraturas, 
entorses e pós-operatórios, enquanto na fisioterapia respiratória auxilia no 
fortalecimento da musculatura respiratória e na melhora da oxigenação. 
A prescrição cinesioterapêutica deve ser individualizada, considerando 
fatores como idade, condição clínica e nível de funcionalidade do paciente. Para 
isso, é essencial uma avaliação detalhada, que inclui testes de amplitude de 
movimento, força muscular e padrões de marcha. 
Por fim, a cinesioterapia pode ser aplicada em diferentes ambientes, 
desde hospitais e clínicas de reabilitação até programas de atenção primária e 
promoção da saúde, demonstrando sua versatilidade e importância para a 
qualidade de vida dos pacientes. 
 
 
 
 
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RESULTADOS 
 
Roteiro 22- Reunião de conclusão da cinesioterapia 
 
Os resultados do Roteiro 22 demonstram a conclusão do estágio em 
saúde pública por meio da realização de diversas etapas essenciais para a 
consolidação do aprendizado. A elaboração de relatórios, apresentações e o 
processo de autoavaliação permitiram a sistematização das experiências 
vivenciadas ao longo do estágio, destacando os principais conhecimentos 
adquiridos na fisioterapia aplicada à atenção básica. 
A reunião de conclusão possibilitou a revisão das atividades realizadas, 
com a apresentação dos relatórios e seminários, promovendo a troca de 
conhecimentos e a reflexão sobre os desafios enfrentados. A avaliação de 
desempenho e a autoavaliação foram etapas fundamentais para identificar 
avanços e áreas que necessitam de aprimoramento, além de oferecer um 
panorama das competências desenvolvidas. 
O momento de retorno avaliativo proporcionou discussões sobre os 
resultados alcançados, permitindo ajustes e melhorias na formação profissional. 
Além disso, a aplicação dos conhecimentos adquiridos foi um dos pontos 
enfatizados, reforçando a importância da fisioterapia na promoção da saúde, 
prevenção de doenças e reabilitação na atenção básica. O encerramento do 
estágio marcou o fortalecimento da qualificação profissional e a preparação para 
futuros desafios na área da saúde pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
A conclusão do estágio em saúde pública reforça a importância da 
fisioterapia na atenção básica e seu impacto na promoção, prevenção e 
recuperação da saúde. Ao longo do período, foi possível consolidar 
conhecimentos teóricos e práticos, aprimorar habilidades técnicas e desenvolver 
uma visão mais ampla sobre o papel do fisioterapeuta no contexto do Sistema 
Único de Saúde (SUS). 
A realização de relatórios, apresentações e avaliações permitiu uma 
reflexão aprofundada sobre o aprendizado adquirido e os desafios enfrentados. 
O processo de autoavaliação e a troca de experiências contribuíram 
significativamente para o crescimento profissional, possibilitando a identificação 
de pontos fortes e aspectos a serem aprimorados. 
O encerramento do estágio simboliza não apenas a conclusão de uma 
etapa acadêmica, mas também a preparação para a prática profissional, 
evidenciando a necessidade contínua de atualização e aprimoramento. Dessa 
forma, os conhecimentos adquiridos servirão como base para uma atuação 
qualificada e comprometida com a saúde da população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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à saúde. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Paulo, v. 14, n. 2, p. 123-130, 
2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbfis. Acesso em: 25 mar. 2025. 
 
ALMEIDA, R. M.; SOUZA, D. S. O impacto da fisioterapia na reabilitação de 
pacientes com doenças crônicas. Revista de Saúde Pública, Brasília, v. 12, n. 3, 
p. 215-223, 2015. Disponívelem: https://www.scielo.br/j/rsp. Acesso em: 25 mar. 
2025. 
 
COSTA, M. P.; LIMA, F. N. Tecnologias assistivas aplicadas à fisioterapia. 
Revista Brasileira de Inovação Tecnológica em Saúde, Curitiba, v. 9, n. 1, p. 45-
53, 2019. Disponível em: https://www.revistas.ufpr.br/rbits. Acesso em: 25 mar. 
2025. 
 
 
https://www.scielo.br/j/rbfis
https://www.scielo.br/j/rsp
https://www.revistas.ufpr.br/rbits

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