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2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................... 4 
2 INTRODUÇÃO À ANATOMIA DA CABEÇA E PESCOÇO ................ 5 
2.1 Anatomia da cabeça .................................................................... 6 
2.2 Planos de secção ........................................................................ 9 
3 CRÂNIO ........................................................................................... 11 
3.1 Neurocrânio ............................................................................... 12 
3.2 Viscerocrânio (esqueleto facial) ................................................ 14 
3.3 Vista lateral do crânio ................................................................ 18 
3.4 Vista occipital do crânio ............................................................. 21 
3.5 Vista superior (vertical) do crânio .............................................. 22 
3.6 Vista inferior da base do crânio ................................................. 23 
3.7 Vista superior da base do crânio ............................................... 28 
3.8 Suturas craniais ......................................................................... 31 
4 FACE (VISCEROCRÂNIO) .............................................................. 35 
4.1 Maxilar ....................................................................................... 36 
4.2 Mandíbula .................................................................................. 37 
4.3 Zigomático ................................................................................. 39 
4.4 Palatino ..................................................................................... 40 
4.5 Lacrimal ..................................................................................... 41 
4.6 Vômer ........................................................................................ 42 
4.7 Nasal ......................................................................................... 43 
4.8 Concha nasal inferior................................................................. 43 
5 MÚSCULOS DA CABEÇA ............................................................... 44 
5.1 Músculos da Mastigação ........................................................... 45 
5.2 Músculos da Face (Mímica Facial) ............................................ 48 
 
3 
 
6 MENINGES CRANIANAS ................................................................ 57 
6.1 Dura-máter ................................................................................ 58 
6.2 Aracnoide-máter e pia-máter ..................................................... 61 
7 ANATOMIA DO PESCOÇO ............................................................. 63 
7.1 Compartimentos ........................................................................ 64 
7.2 Ossos do pescoço ..................................................................... 65 
7.3 Vértebras cervicais .................................................................... 65 
7.4 Hioide ........................................................................................ 68 
7.5 Estruturas superficiais do pescoço | regiões cervicais .............. 69 
8 INERVAÇÃO E DRENAGEM LINFÁTICA DO PESCOÇO .............. 79 
8.1 Troncos simpáticos.................................................................... 81 
8.2 Artéria Carótida ......................................................................... 82 
8.3 Veia Jugular Interna: trajeto e tributárias ................................... 83 
8.4 Glândula Tireoide ...................................................................... 84 
8.5 Paratireóides ............................................................................. 87 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 88 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – 
quase improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao 
professor e fazer uma pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida 
sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta 
para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma 
coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao 
protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
2 INTRODUÇÃO À ANATOMIA DA CABEÇA E PESCOÇO 
 
Fonte: odontoup.com.br 
O ser humano pertence à classe dos mamíferos, é dotado de um 
endoesqueleto razoavelmente forte e passa toda a sua vida em terra firme. Para 
ter-se uma ideia, o esqueleto representa 18% do peso corporal humano. Do 
ponto de vista evolutivo a parte mais velha do esqueleto é uma série de ossos 
que se estende pelo dorso do indivíduo formando o eixo central do corpo no lugar 
ocupado originalmente pela “notocorda”. O nome comum deste sequenciamento 
de ossos é “espinha dorsal”. 
 A cabeça é a parte superior do corpo que está fixada ao tronco pelo 
pescoço. É o centro de controle e comunicação, bem como a “plataforma de 
carga” do corpo. Abriga o encéfalo, portanto, é o local de nossa consciência: 
ideias, criatividade, imaginação, respostas, decisões e memória. Contém 
receptores sensitivos especiais (olhos, orelhas, boca e nariz), dispositivos para 
transmissão da voz e expressão, além de portais para a entrada de nutrientes, 
água e oxigênio e a saída de dióxido de carbono. 
A cabeça é formada pelo encéfalo e por seus revestimentos protetores, 
as orelhas e a face. A face tem aberturas e passagens, com glândulas 
lubrificantes e válvulas para fechar algumas delas, os dispositivos mastigatórios 
e as órbitas que abrigam o aparelho visual. A face também assegura nossa 
identidade como indivíduos. 
O desenvolvimento do crânio, especializado na extremidade anterior do 
cordão nervoso original, é o produto final de um processo evolutivo, no qual 
 
6 
 
órgãos especializados para perceberem mudanças no meio ambiente, seriam 
mais úteis se localizados na cabeça. 
Esta tendência para enriquecer a cabeça com órgãos sensoriais, a 
cefalização, começou com o subfilo vertebrado, tendo o gênero humano uma 
cabeça relativamente diferenciada, para se ter uma ideia, a tendência evolutiva 
tem sido na direção de maior simplicidade e menor número de ossos individuais 
no crânio. 
Algumas diferenças fundamentais devem ser destacadas na anatomia da 
cabeça humana: a face é dotada de músculos de expressão que indicam 
claramente as emoções humanas; apesar de possuir uma área menor que a do 
crânio, ela aloja o órgão da visão, o nariz, um dos maiores sensores 
desenvolvidos na filogenia para a análise de periculosidade ambiental; a boca, a 
língua e os dentes, estes de estrutura morfológica diferenciada, sendo trocados 
entre a infância (dentição decídua) e a adolescência (dentição permanente), 
favorecendo a resistência, eficiência e especialização destes dentes para as 
diferentes funções da mastigação. 
A anatomia da cabeça e do pescoço, foca as estruturas da cabeça e 
pescoço do corpo humano, incluindo o cérebro, ossos, músculos, vasos 
sanguíneos, nervos, glândulas, nariz, boca, dentes, língua e garganta.produzem movimento nas articulações 
craniovertebrais, nas articulações intervertebrais cervicais, ou em ambas. As 
fixações cranianas dos músculos ECM situam-se posteriormente ao eixo das 
articulações atlantoccipitais (AO). 
A partir da posição anatômica, com a contração tônica mantendo a 
posição da coluna vertebral cervical, a contração bilateral dos músculos ECM 
(principalmente de suas fibras posteriores) causa a extensão da cabeça nas 
articulações AO, elevando o mento. 
A ação bilateral dos músculos ECM também flete o pescoço. Isso é feito 
de duas formas diferentes: 
 Se primeiro houver flexão anterior da cabeça nas articulações AO 
pelos músculos pré-vertebrais (e/ou os músculos suprahióideos e 
infra-hióideos) contra resistência, os músculos ECM (sobretudo as 
fibras anteriores) fletem toda a coluna vertebral cervical de modo a 
aproximar o mento do manúbrio. Entretanto, em geral a gravidade é 
o agonista desse movimento na posição ereta. 
 A contração bilateral dos músculos ECM, em ação antagonista com 
os músculos extensores do pescoço (i. e., os músculos cervicais 
profundos), flete a parte inferior do pescoço e, ao mesmo tempo, 
produz extensão limitada na articulação AO e parte superior do 
 
72 
 
pescoço, protraindo o mento enquanto mantém o nível da cabeça. 
Esses movimentos de flexão também ocorrem ao levantar a cabeça 
do solo a partir do decúbito dorsal (com a gravidade oferecendo 
resistência no lugar dos músculos cervicais profundos). 
 
2) Região cervical posterior 
A região posterior às margens anteriores (i. e., correspondentes à sua 
área) do músculo trapézio é a região cervical posterior. A região suboccipital 
situa-se profundamente à parte superior dessa região. 
O músculo trapézio é grande, triangular e plano, recobrindo a face 
posterolateral do pescoço e do tórax. 
O músculo trapézio é um: 
 Músculo superficial do dorso 
 Músculo toracoapendicular posterior, que atua no cíngulo do 
membro superior 
 Músculo cervical, que pode movimentar o crânio. 
 
73 
 
 
Fonte: anatomiaonline.com 
O músculo trapézio fixa o cíngulo do membro superior ao crânio e à coluna 
vertebral e ajuda na sua suspensão. A pele da região cervical posterior é 
inervada em um padrão segmentar pelos ramos posteriores dos nervos espinais 
cervicais que perfuram, mas não inervam, o músculo trapézio. 
Para avaliar o músculo trapézio, o ombro é retraído contra resistência. É 
possível ver e palpar a margem superior do músculo se sua ação for normal. A 
paralisia do músculo trapézio causa a queda do ombro; entretanto, as ações 
associadas do músculo levantador da escápula e das fibras superiores do 
músculo serrátil anterior ajudam a sustentar o ombro e compensam parcialmente 
a paralisia. 
 
74 
 
 
Fonte: acbgbrasil.org 
2) Região cervical lateral 
A região cervical lateral (trígono cervical lateral) é limitada: 
 Anteriormente pela margem posterior do músculo ECM 
 Posteriormente pela margem anterior do músculo trapézio 
 Inferiormente pelo terço médio da clavícula, entre os músculos 
trapézio e ECM 
 Por um ápice, onde os músculos ECM e trapézio encontram-se na 
linha nucal superior do occipital 
 Por um teto, formado pela lâmina superficial da fáscia cervical 
 Por um assoalho, formado por músculos cobertos pela lâmina pré-
vertebral da fáscia cervical. 
 
75 
 
 
Fonte: anatomiaviva.wordpress.com 
A região cervical lateral circunda a face lateral do pescoço como uma 
espiral. A região é coberta por pele e tela subcutânea contendo o músculo 
platisma. 
 
Fonte: pinterest.com 
3) Região cervical anterior 
A região cervical anterior (trígono cervical anterior) tem: 
 
76 
 
 Um limite anterior formado pela linha mediana do pescoço 
 Um limite posterior formado pela margem anterior do músculo ECM 
 Um limite superior formado pela margem inferior da mandíbula 
 Um ápice localizado na incisura jugular no manúbrio 
 Um teto formado por tela subcutânea que contém o músculo 
platisma 
 Um assoalho formado pela faringe, laringe e glândula tireoide. 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
Para permitir a localização mais precisa das estruturas, a região cervical 
anterior é subdividida em quatro trígonos menores pelos músculos digástrico e 
omo-hióideo: o trígono submentual ímpar e três pares de trígonos pequenos – 
submandibular, carótico e muscular. 
O trígono submentual, situado inferiormente ao mento, é uma área 
supra-hióidea, que tem como limite inferior o corpo do hioide e como limite lateral 
os ventres anteriores direito e esquerdo dos músculos digástricos. O assoalho 
 
77 
 
do trígono submentual é formado pelos dois músculos milo-hióideos, que se 
encontram em uma rafe fibrosa mediana. 
O ápice do trígono submentual está na sínfise da mandíbula, o local de 
união das metades da mandíbula durante o primeiro ano de vida. A base do 
trígono submentual é formada pelo hioide. Esse trígono contém vários pequenos 
linfonodos submentuais e pequenas veias que se unem para formar a veia 
jugular anterior. 
O trígono submandibular é uma área glandular entre a margem inferior 
da mandíbula e os ventres anterior e posterior do músculo digástrico. O assoalho 
do trígono submandibular é formado pelos músculos milo-hióideo e hioglosso e 
pelo músculo constritor médio da faringe. A glândula submandibular quase 
preenche todo esse trígono. 
O trígono carótico é uma área vascular limitada pelo ventre superior do 
músculo omo-hióideo, o ventre posterior do músculo digástrico e a margem 
anterior do músculo ECM. Esse trígono é importante porque a artéria carótida 
comum ascende até seu interior. Seu pulso pode ser auscultado ou palpado 
comprimindo-o levemente contra os processos transversos das vértebras 
cervicais. No nível da margem superior da cartilagem tireóidea, a artéria carótida 
comum divide-se nas artérias carótidas interna e externa. 
Localizados no trígono carótico estão: 
 Seio carótico: uma dilatação da parte proximal da artéria carótida 
interna que pode incluir a artéria carótida comum. Inervado 
principalmente pelo nervo glossofaríngeo (NC IX) através do nervo 
do seio carótico, e também pelo nervo vago (NC X), ele é um 
barorreceptor (pressorreceptor) que reage a alterações da pressão 
arterial. 
 Glomo carótico: uma pequena massa de tecido ovoide marrom-
avermelhada em vida, situada na face medial (profunda) da 
bifurcação da artéria carótida comum em íntima relação com o seio 
carótico. Suprido principalmente pelo nervo do seio carótico (NC 
IX) e pelo NC X, é um quimiorreceptor que monitora o nível de 
oxigênio no sangue. É estimulado por baixos níveis de oxigênio e 
inicia um reflexo que aumenta a frequência e a profundidade da 
respiração, a frequência cardíaca e a pressão arterial. 
 
78 
 
As estruturas neurovasculares do trígono carótico são circundadas pela 
bainha carótica: as artérias carótidas medialmente, a VJI lateralmente, e o nervo 
vago posteriormente. Na parte superior, a artéria carótida comum é substituída 
pela artéria carótida interna. A alça cervical geralmente está situada sobre a face 
anterolateral da bainha (ou inserida nela). Muitos linfonodos cervicais profundos 
situam-se ao longo da bainha carótica e da VJI. 
O trígono muscular é limitado pelo ventre superior do músculo omo-
hióideo, a margem anterior do ECM e o plano mediano do pescoço. Esse trígono 
contém os músculos infra-hióideos e as vísceras (p. ex., as glândulas: tireoide e 
paratireoides). 
 
Fonte: slideshare.net 
 
79 
 
8 INERVAÇÃO E DRENAGEM LINFÁTICA DO PESCOÇO 
 
 
Fonte: estudofisio.wixsite.com 
O principal fluxo sanguíneo arterial para a cabeça e o pescoço vem das 
carótidas, e a principal drenagem venosa é feita pelas jugulares, que ficam 
ântero-lateralmente no pescoço. 
O jugulo digástrico (linfonodos cervicais superficiais) é o órgão linfóide do 
pescoço; é a região que recebe toda a drenagem linfática da cabeça.A linfa 
proveniente dos tecidos superficiais situados no trígono cervical lateral entra nos 
linfonodos cervicais superficiais que se situam ao longo da veia jugular externa, 
superficiais ao músculo esternocleidomastóideo. 
 
80 
 
 
Fonte: fisioterapiaparatodos.com 
Os vasos eferentes dos linfonodos cervicais superficiais drenam para os 
linfonodos cervicais profundos, que formam uma cadeia ao longo do trajeto da 
veia jugular interna e estão incrustados na fáscia da bainha carótica. 
A linfa proveniente dos tecidos superficiais situados no trígono cervical 
lateral entra nos linfonodos cervicais superficiais. 
Os vasos eferentes provenientes dos linfonodos cervicais superficiais 
drenam para os linfonodos cervicais profundos inferiores, que formam uma 
cadeia ao longo do trajeto da veia jugular interna e estão intercrustados na fáscia 
da bainha carótica. 
Os vasos linfáticos eferentes do linfonodos cervicais profundos unem-se 
para formar os troncos linfático jugulares, que freqüentemente unem-se ao ducto 
torácico no lado esquerdo. 
O trígono submentual do trígono cervical anterior contém diversos 
pequenos linfonodos submentuais. A linfa oriunda das estruturas na cabeça e do 
pescoço é drenada para linfonodos cervicais profundos. A linfa de todo o corpo, 
 
81 
 
com exceção do quadrante superior direito, entra no sistema venoso através do 
ducto torácico, na raiz do pescoço. 
Quando se detecta um nódulo no pescoço, deve-se observar se ele é 
móvel à deglutição. Se for, pode ser que seja um aumento da glândula tireóide, 
pois essa é presa à laringe pelos ligamentos, e se movimenta a deglutição. 
Entre a cartilagem tireóidea e a cricóidea, existe a membrana 
cricotireóidea. Essa membrana é o acesso mais rápido das vias respiratórias, 
feito pela cricotireoidostomia com uma agulha de cateter venoso grossa. 
Os plexos nervosos braquiais originam-se no pescoço e seguem ínfero-
lateralmente para entrar nas axilas e continuar até os MMSS, suprindo-os. 
No meio da face anterior do pescoço estão a cartilagem tireóidea, a 
maioria das cartilagens da laringe e da traquéia. 
8.1 Troncos simpáticos 
Os plexos nervosos braquiais originam-se no pescoço e seguem ínfero-
lateralmente para entrar nas axilas e continuar até os membros superiores, 
suprindo-os. 
 
 Fonte: msdmanuals.com Fonte: wikipedia.org 
 
82 
 
O nervo laríngeo inferior é responsável pela inervação da laringe e pela 
emissão da voz. Quando afetado, causa disfonia. Esse nervo pode ser afetado 
numa cirurgia de remoção da tireóide, por tanto é importante que o cirurgião 
localize esse nervo no ato cirúrgico. 
8.2 Artéria Carótida 
O sistema anterior do pescoço contém o sistema de artérias carótidas: a 
artéria carótida comum e seus ramos terminais, as artérias carótidas interna e a 
externa. 
A artéria carótida comum e um de seus ramos terminais, a artéria carótida 
externa, são os principais vasos arteriais situados no trígono carótico. 
As artérias carótidas constituem o principal fluxo sangüíneo arterial para 
a cabeça e pescoço, situando-se ântero-lateralmente no pescoço. 
 
 
Fonte: estudos-na-web.blogspot.com 
Cada artéria carótida comum sobe dentro da bainha carótica (onde o pulso 
dessa artéria pode ser auscultado ou palpado) com a veia jugular interna e o 
nervo vago até o nível da margem superior da cartilagem tireóidea, depois 
 
83 
 
termina dividindo-se em artérias carótida interna e externa. Enquanto a artéria 
carótida interna não possui ramos no pescoço, a externa possui vários. 
A artéria carótida comum direita: começa na bifurcação do tronco 
braquiocefálico. A partir do arco da aorta, a artéria carótida comum esquerda 
sobe no pescoço tendo um trajeto pelo mediastino superior. 
As artérias carótidas internas, como não possuem ramos no pescoço, 
entram no crânio através dos canais caróticos. Elas se originam da artéria 
carótida comum no nível da margem superior da cartilagem tireóidea. 
As artérias carótidas externas suprem estruturas externas ao crânio, elas 
se dividem em artéria maxilar, artéria temporal superficial e + 6 ramos (faríngea 
ascendente, tireóidea superior, lingual, facial, occipital e auricular posterior). 
8.3 Veia Jugular Interna: trajeto e tributárias 
A veia jugular interna começa no forame jugular situado na face posterior 
do crânio, e a partir da dilatação na sua origem, a veia corre inferiormente através 
do pescoço, na bainha carótica com a artéria carótida interna, e depois com a 
carótida comum e nervo vago. 
A bainha carótica envolve veia jugular interna, artéria carótida comum com 
sua bifurcação em artérias carótidas externa e interna e o nervo vago. 
A maioria das veias situadas no trígono anterior são tributárias da veia 
jugular interna, normalmente a maior veia situada no pescoço. 
A veia jugular interna drena o sangue proveniente do cérebro, parte 
anterior da face, vísceras cervicais e músculos profundos do pescoço. Começa 
no forame jugular situado na fosse posterior do crânio e a partir da dilatação na 
sua origem, a veia corre inferiormente através do pescoço na bainha carótica 
com a artéria carótida interna, depois com a artéria comum e nervo vago. A 
artéria encontra-se medial e a veia, lateral. O nervo, posteriormente entre esses 
vasos. 
A veia jugular interna deixa o trígono anterior passando profunda ao 
músculo esternocleidomastóideo. 
Posterior à extremidade esternal da clavícula, a veia jugular interna se une 
com a veia subclávia para formar a veia braquiocefálica. 
 
 
84 
 
As tributárias da veia jugular interna são o seio petroso inferior, veias facial 
e lingual (tronco comum), faríngea e tireóidea superior e média. 
 
 
Fonte: megacurioso.com.br 
8.4 Glândula Tireoide 
 
Fonte: acontecesaorobertoma.blogspot.com 
 
85 
 
A glândula tireoide é a maior glândula endócrina do corpo, se encontra na 
base do pescoço, abaixo do ponto de Adão. Tem a forma de uma borboleta; cada 
asa, ou lobo, da tireoide está presente em ambos os lados da traqueia. Produz 
hormônio tireóideo, que controla a taxa de metabolismo e a calcitonina, que 
controla o metabolismo do cálcio. Essa glândula afeta todas as áreas do corpo, 
exceto ela mesma, o cérebro, baço, testículos e o útero adultos. 
Ela se situa profunda aos músculos esternocleidomastóideo e esterno 
hióideo, do nível das vértebras C5 até T1. Consiste em 2 lobos, direito e 
esquerdo, anterolaterais à laringe e traqueia. Um istmo une os lobos na parte da 
frente da traqueia, normalmente anterior ao 2° e 3° anéis da traqueia. 
A glândula tireoide é circundada por uma cápsula fibrosa, que envia 
septos profundamente para a glândula. Externa à cápsula encontra-se uma 
bainha frouxa formada pela camada visceral da lâmina pré-traqueal da fáscia 
cervical. Tecido conectivo denso fixa a cápsula da glândula tireoide à cartilagem 
cricóidea e aos anéis superiores da traqueia. 
A glândula tireoide é vascularizada pelas artérias tireóidea superior (ramo 
da carótida interna), tireóidea inferior (ramo do tronco tireocervical, da subclávia) 
e tireóidea ima (ramo inconstante presente em apenas 10% das pessoas). Estes 
vasos situam-se entre a cápsula fibrosa e a lâmina pré-traqueal da fáscia 
cervical. 
Normalmente, o 1° ramo da artéria carótida externa, a artéria tireóidea 
superior, desce para o polo superior de cada lobo da glândula, perfura a lâmina 
pré-traqueal da fáscia cervical e se divide em ramos anterior e posterior. 
A artéria tireóidea inferior, o maior ramo do tronco tireocervical, que se 
origina da artéria subclávia, corre súpero-medialmente posterior à bainha 
carótida para alcançar a face posterior da glândula tireoide, dividindo-se em 
diversos ramos para suprir o polo inferior da glândula. 
As veias tireóideas superior e média drenam para as veias jugulares 
internas e para as veias tireóideas inferiores, que drenam para as veiasbraquiocefálicas, posteriores ao manúbrio do esterno. 
 
86 
 
 
Fonte: fisioterapiaparatodos.com 
Os vasos linfáticos da glândula tireoide correm no tecido conectivo 
interlobular, frequentemente em torno das artérias e se comunicam com uma 
rede capsular de vasos linfáticos. A partir daqui os vasos passam para os 
linfonodos paratraqueais, pré-laríngeos e pré-traqueais. 
Lateralmente, os vasos linfáticos localizados ao longo das veias tireóideas 
superiores passam para os linfonodos cervicais profundos inferiores. Alguns 
vasos linfáticos podem drenar para os linfonodos braquiocefálicos ou para o 
ducto torácico. 
Os nervos da glândula tireoide derivam dos gânglios simpáticos cervicais 
superior, médio e inferior. Alcançam a glândula através dos plexos cardíacos e 
periarteriais tireóideos superior e inferior que acompanham as artérias tireóideas, 
que são fibras vasomotoras (constrição dos vasos sanguíneos). 
 
87 
 
8.5 Paratireóides 
 
Fonte: sobiologia.com.br 
As glândulas paratireóides são pequenas glândulas do sistema endócrino 
que estão localizadas atrás da tireóide. Existem quatro glândulas paratireóides 
(aproximadamente 5% das pessoas tem mais), os quais normalmente têm o 
tamanho de uma ervilha cada uma, pois são ovóides, situando-se normalmente 
externas à cápsula fibrosa da glândula tireóide. São denominadas de glândulas 
paratireóides superiores e inferiores. 
As glândulas paratireóides estão acopladas na tireóide e são 
responsáveis pelo metabolismo do cálcio, mantendo a concentração sanguínea 
do cálcio dentro de valores que permitam o bom funcionamento dos sistemas 
muscular e nervoso. Elas produzem o paratormônio, que controla o metabolismo 
do cálcio e do fósforo no sangue. Elas têm como alvo o esqueleto, os rins e o 
intestino. 
 
 
 
 
88 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ANDRADE FILHO, E.P. PAREIRA, C.F.P. Anatomia Geral. Disponível em: 
http://md.intaead.com.br/geral/anatomia-geral/pdf/anatomia-geral.pdf. Acesso 
em: jul 2019. 
BRASIL. Ministério da Educação. Escola Britânica. Crânio. Disponível em: 
https://escola.britannica.com.br/artigo/cr%C3%A2nio/482516. Acesso em: 
jul.2019. 
CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o Movimento. V. I: Introdução à 
Análise das Técnicas Corporais / Blandine Calais – Germain; [tradução Sophie 
Guernet]. São paulo: Manole, 1991. 
CASTRO, Sebastião Vicente de. Anatomia Fundamental. 3ed. São Paulo: 
Makron Books, 1985. 
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90 
 
USP. CURY, D. MÚSCULOS DA EXPRESSÃO FACIAL, MASTIGAÇÃO, 
SUPRA E INFRA-HIÓIDEOS. Disponível em: 
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4025577/mod_resource/content/1/M%C
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%20odonto%202017.pdf. Acesso em: ago. 2019.2.1 Anatomia da cabeça 
 
Fonte: todamateria.com.br 
 
7 
 
A cabeça consiste em crânio, face, escalpo, dentes, encéfalo, nervos 
cranianos, meninges, órgãos dos sentidos especiais e outras estruturas, como 
vasos sanguíneos, linfáticos e gordura. Também é o local onde o alimento é 
ingerido e o ar é inspirado e expirado 
Os ossos da cabeça são divididos em: duas partes: o Neurocrânio e 
o Esqueleto da Face (Viscerocrânio). O neurocrânio fornece o invólucro para o 
cérebro e as meninges encefálicas, partes proximais dos nervos cranianos e 
vasos sanguíneos. 
O crânio possui um teto semelhante a uma abóbada – a Calvaria – e um 
assoalho ou Base do Crânio que é composta do esfenoide e partes do occipital 
e do temporal. O Esqueleto da Face consiste em ossos que circundam a boca e 
o nariz e contribuem para as órbitas. 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
Pontos craniométricos 
Glabela: ponto mediano na região anterior da glabela. 
Násio: ponto na sutura nasofrontal com a linha mediana. 
Nasoespinhal: ponto mediano na base da espinha nasal. 
Próstio: ponto mais anterior do processo alveolar, pré-maxila (entre os 
incisivos centrais superiores). 
Pogônio: mais inferior do contorno da mandíbula e do mento, para frente 
o pogônio e para baixo o mento. 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/10/cabe%C3%A7a-o.png?x73193
 
8 
 
Mentoniano: ponto mais anterior da base da mandíbula entre pogônio e 
gnátio. 
Gnácio: ponto mediano na borda inferior da mandíbula que mais se 
projeta para baixo. 
Orbital: ponto mais baixo na margem infra-orbital. 
Pório: ponto médio no teto do meato acústico externo. 
Opistocrânio: ponto mais proeminente na linha média posterior (no osso 
occipital olha-se o crânio de perfil) 
Ínio: mais inferior do occiptal. 
Gônio: ponto no ângula da mandíbula que mais se projeta para baixo, 
para traz e para fora. 
Êurio: são os pontos mais projetados para a lateral, mais afastados da 
linha média na parede lateral do crânio (osso parietal). 
Zígio: ponto mais projetado para a lateral, mais afastado da linha média 
no osso zigomático (a medida entre os dois zígios é a largura da face). 
Lâmbida: ponto na sutura lambidóide. 
Básio: mais inferior sobre a margem anterior do forame magno. 
Ópstio: é o ponto de contorno posterior do forame magno. 
Ponto a: ponto mais profundo do contorno da pré-maxila e o processo 
alveolar, espinha nasal e próstio. 
Ponto b: mais profundo do contorno do processo alveolar da mandíbula 
(junção do osso alveolar com o osso basal). 
Ponto s: visto somente radiograficamente (se localiza no centro da sela 
túrsica do osso esfenóide). 
 
 
9 
 
 
Fonte: anatobuco.blogspot.com 
2.2 Planos de secção 
Esses planos têm a função de separar o corpo em partes, para facilitar o 
estudo e nomear as estruturas anatômicas com relação espacial. Ou seja, 
através dos planos anatômicos podemos dividir o corpo humano em 3 dimensões 
e assim é possível localizar e posicionar todas estruturas. 
 
Fonte: slideshare.net 
 
10 
 
Plano Sagital: É o plano que corta o corpo no sentido anteroposterior; 
possui esse nome porque passa exatamente na sutura sagital do crânio. Quando 
passa bem no meio do corpo, sobre a linha sagital mediana, é chamado de 
sagital mediano e quando o corte é feito lateralmente a essa linha, chamamos 
paramediano. Determina uma porção direita e outra esquerda. 
Também nos permite dizer se uma estrutura é lateral ou medial. Dizemos 
que é lateral quando a estrutura se afasta da linha mediana e dizemos que é 
medial quando ela se aproxima da linha mediana. 
Plano Coronal: É o plano que corta o corpo lateralmente, de uma orelha 
a outra. Possui esse nome porque passa exatamente na sutura coronal do 
crânio. Também pode ser chamado de plano frontal. Ele determina se uma 
estrutura é anterior ou posterior. 
Plano Transversal: É o plano que corta o corpo transversalmente, 
também é chamado de plano axial. Através desse plano podemos dizer se uma 
estrutura é superior ou inferior. 
Os Eixos 
Os eixos anatômicos são formados pelo encontro de dois planos. 
Eixo sagital: É formado pelo encontro do plano sagital com o plano 
transversal. Também pode ser chamado de eixo anteroposterior. 
Eixo longitudinal: É formado pelo encontro do plano coronal com o plano 
sagital. Também pode ser chamado de eixo crânio-sacral. 
Eixo transversal: É formado pelo encontro do plano transversal com o 
plano coronal. Também pode ser chamado de látero-lateral. 
 
11 
 
 
Fonte: anatomiaonline.com 
3 CRÂNIO 
 
Fonte: escola.britannica.com.br 
O crânio é o arcabouço ósseo da cabeça. Ele contém 22 ossos (não 
contando os ossos da orelha média) e repousa sobre a extremidade superior da 
coluna vertebral. Os ossos do crânio estão agrupados em duas categoriais: 
ossos do crânio e ossos da face. Os ossos do crânio formam a cavidade 
craniana, que encerra e protege o encéfalo. Os oito ossos cranianos são: frontal, 
 
12 
 
dois parietais, dois temporais, occipital, esfenoide e etmoide. Quatorze ossos 
formam a face: dois nasais, duas maxilas, dois zigomáticos, mandíbula, dois 
lacrimais, dois palatinos, duas conchas nasais inferiores e vômer. (TORTORA, 
2016) 
 
 
Fonte: edisciplinas.usp.br 
3.1 Neurocrânio 
O neurocrânio é a caixa óssea do encéfalo e das membranas que o 
revestem, as meninges cranianas. Também contém as partes proximais dos 
nervos cranianos e a vasculatura do encéfalo. 
Devido ao fato de sua face superior ser curvada, o próprio neurocrânio é 
responsável por sua sustentação. Isso permite que os ossos sejam finos e, do 
mesmo modo com o uma casca de ovo, o neurocrânio é notavelmente forte para 
o seu peso. (MARIEB, 2008) 
O neurocrânio, em adultos, é formado por uma série de oito ossos: 
 Quatro ossos ímpares centralizados na linha mediana (frontal, 
etmoide, esfenoide e occipital) 
 Dois pares de ossos bilaterais (temporal e parietal). 
 
 
13 
 
 
Fonte: imgrum.pw 
 Osso frontal: osso impar forma a fronte (testa), o teto da cavidade nasal e 
as órbitas. 
 Osso parietal: osso par, direito e esquerdo, formam os lados e o teto do 
crânio, estão articulados na linha mediana formando a sutura sagital. 
 Osso temporal: osso par, direito e esquerdo, constituem as paredes laterais 
do crânio. São formados por uma porção escamosa, a qual se articula com 
o parietal na sutura escamosa, uma porção mastóidea, porção timpânica e 
porção petrosa ou rochosa. 
 Osso esfenoide: osso ímpar, irregular e situado na base do crânio na frente 
dos temporais e à porção basilar do occipital. 
 Osso etmoide: osso impar e mediano. Localizado na base do crânio, mais 
precisamente na zona anterior medial. 
 Osso occipital: osso ímpar, forma a parte posterior e parte da base do 
crânio, estão articulados anteriormente com os ossos parietais formando a 
sutura lambdoide. 
 
O neurocrânio tem um teto em forma de cúpula, a calvária, e um assoalho 
ou base do crânio. Os ossos que formam a calvária são basicamente planos 
(frontal, temporal e parietal) e formados por ossificação intramembranácea do 
mesênquima da cabeça, a partir da crista neural. 
 
14 
 
 Calvária Assoalho 
 
Fonte: rle.dainf.ct.utfpr.edu.br Fonte: anatpat.unicamp.br 
 
 Os ossos da base do crânio são basicamente irregulares e têm grandes 
partes planas (esfenoide e temporal) formadas por ossificação endocondral da 
cartilagem (condrocrânio) ou por mais de um tipo de ossificação. 
Os chamados ossos planos e as partes planas dos ossos que formam o 
neurocrânio são, na verdade, curvos, com faces externas convexas e faces 
internas côncavas. 
A maioria dos ossos da calvária é unida por suturas entrelaçadas fibrosas, 
entretanto, durante a infância, alguns ossos (esfenoide e occipital) são unidos 
por cartilagem hialina(sincondroses). A medula espinal mantém a continuidade 
com o encéfalo através do forame magno, uma grande abertura na base do 
crânio. 
3.2 Viscerocrânio (esqueleto facial) 
Compreende os ossos da face que se desenvolvem principalmente no 
mesênquima dos arcos faríngeos embrionários (Moore et al., 2012). O 
viscerocrânio forma a parte anterior do crânio e consiste nos ossos que 
 
15 
 
circundam a boca (maxila e mandíbula), nariz/cavidade nasal, e a maior parte 
das órbitas (cavidades orbitais). 
O Viscerocrânio é formado por 14 ossos dos quais apenas a mandíbula e 
o vômer são ímpares. As maxilas, os zigomáticos, os nasais, os lacrimais, os 
palatinas e as conchas nasais inferiores são ossos pares. Via de regra, o 
esqueleto da face dos homens é mais alongado que o das mulheres; portanto, a 
face das mulheres tende a ser mais redonda e menos angular. (MARIEB, 2008) 
 
 
Fonte: pensandociencias.com 
Osso maxilar: formado pelas maxilas, direita e esquerda, ocupando 
quase toda face. 
Osso palatino: osso par, direito e esquerdo em forma de L, apresentam 
uma lâmina vertical e outra lâmina horizontal, estão localizados atrás das maxilas 
e participam diretamente da delimitação das cavidades nasal, bucal e orbitária. 
Osso zigomático: osso par e irregular, direito e esquerdo, também 
chamado malar e que formam as saliências da face. 
Osso nasal: osso irregular, par, direito e esquerdo, estão articulados 
entre si no plano mediano e formam o esqueleto ósseo da parte do dorso do 
nariz. 
 
16 
 
Osso lacrimal: osso par, localizados na parte anterior da parede medial 
da órbita delimitando a fossa do saco lacrimal. 
Conchas nasais inferiores: ossos laminares, independentes e 
irregulares, estão situados na cavidade nasal. 
Osso vômer: osso ímpar, situado na face anterior do crânio e mantêm-
se articulado com o osso esfenoide, possui uma lâmina que, juntamente com a 
lâmina perpendicular do esfenoide, formam o septo nasal ósseo. 
Osso hioide: Pequeno osso, impar, em forma de ferradura que não 
pertence ao crânio e nem à face, está localizado na região do pescoço, abaixo 
da mandíbula e acima da cartilagem tireóidea da laringe. Este osso não se 
articula com nenhum outro osso e está sustentado pelos músculos do pescoço. 
Mandíbula: o único osso móvel da face, impar, encontra-se articulado 
com os ossos temporais através de seus côndilos formando a articulação 
têmporo-mandibular, conhecida como ATM. A mandíbula apresenta-se em forma 
de ferradura onde estão formados os alvéolos da arcada dentária inferior, e dois 
ramos, uma continuação do corpo em uma angulação denominada ângulo da 
mandíbula. 
A maxila e a mandíbula abrigam os dentes — isto é, propiciam as 
cavidades e o osso de sustentação para os dentes maxilares e mandibulares. As 
maxilas representam a maior parte do esqueleto facial superior, formando o 
esqueleto da arcada dentária superior, que está fixada à base do crânio. A 
mandíbula forma o esqueleto da arcada dentária inferior, que é móvel porque se 
articula com a base do crânio nas articulações têmporo-mandibulares. 
 
 
17 
 
 
Fonte: estudos-na-web 
Desproporção do Neurocrânio x Viscerocrânio 
Neurocrânio Viscerocrânio 
Mais volumoso ao nascimento: 
relacionado ao crescimento do 
encéfalo, olhos e órgãos da audição e 
equilíbrio. 
Desenvolvimento está ligado ao 
aparecimento dos dentes e seios 
maxilares. 
Fonte: Adaptado de: edisciplinas.usp.br 
 
Fonte: edisciplinas.usp.br 
 
18 
 
 
Fonte: edisciplinas.usp.br 
3.3 Vista lateral do crânio 
A vista lateral do crânio é formada pelo neurocrânio e viscerocrânio. Os 
principais constituintes do neurocrânio são a fossa temporal, o poro acústico 
externo do meato acústico externo e o processo mastoide do temporal. 
Os principais constituintes do viscerocrânio são a fossa infratemporal, o 
arco zigomático e as faces laterais da maxila e mandíbula. 
Os limites superior e posterior da fossa temporal são as linhas temporais 
superior e inferior; o limite anterior é representado pelo frontal e pelo zigomático; 
e o limite inferior é o arco zigomático. A margem superior desse arco 
corresponde ao limite inferior do hemisfério cerebral. O arco zigomático é 
formado pela união do processo temporal do zigomático com o processo 
zigomático do temporal. 
 
19 
 
 
Fonte: sanbiomedica.blogspot.com 
Na parte anterior da fossa temporal, 3 a 4 cm acima do ponto médio do 
arco zigomático, há uma área clinicamente importante de junções ósseas: o 
ptério. Em geral, ele é indicado por suturas que formam um H e unem o frontal, 
o parietal, o esfenoide (asa maior) e o temporal. Menos comum é a articulação 
de frontal e temporal; às vezes há um ponto de encontro dos quatro ossos. 
O poro acústico externo é a entrada do meato acústico externo, que leva 
à membrana timpânica (tímpano). O processo mastoide do temporal situa-se 
póstero-inferiormente ao poro acústico externo do meato. 
Antero medialmente ao processo mastoide há o processo estiloide do 
temporal, uma projeção fina, pontiaguda, semelhante a uma agulha. A fossa infra 
temporal é um espaço irregular situado inferior e profundamente ao arco 
zigomático e à mandíbula e posteriormente à maxila. 
 
20 
 
 
Fonte: biologiapontal.blogspot.com 
Ponto de referência Forma e localização 
Ptério Junção da asa maior do esfenoide, parte escamosa 
do temporal, frontal e parietal; no trajeto da divisão 
anterior da artéria meníngea média 
Lambda Ponto na calvária na junção das suturas lambdóidea 
e sagital 
Bregma Ponto na calvária na junção das suturas coronal e 
sagital 
Vértice Ponto superior do neurocrânio, no meio, com o 
crânio orientado no plano anatômico 
(orbitomeatal ou de Frankfort) 
Astério Tem formato de estrela; localizado na junção de três 
suturas: parietomastóidea, occipitomastóidea e 
lambdóidea 
Glabela Proeminência lisa; mais acentuada em homens; nos 
frontais superiormente à raiz do nariz; parte com 
projeção mais anterior da fronte 
 
21 
 
Ínio Ponto mais proeminente da protuberância occipital 
externa 
Násio Ponto de encontro das suturas frontonasal e 
internasal do crânio 
Fonte: adaptado de Moore, Keith 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: prateleiradodentista.blogspot.com 
3.4 Vista occipital do crânio 
A vista occipital ou posterior do crânio é formada pelo occipúcio, partes 
dos parietais e partes mastóideas dos temporais. Em geral, a protuberância 
occipital externa é palpada com facilidade no plano mediano, mas, às vezes 
(sobretudo nas mulheres), é imperceptível. Um ponto craniométrico definido pela 
extremidade da protuberância externa é o ínio. 
A crista occipital externa desce da protuberância em direção ao forame 
magno, a grande abertura na parte basilar do occipital. A linha nucal superior, 
que forma o limite superior do pescoço, estende-se lateralmente a partir de cada 
lado da protuberância; a linha nucal inferior é menos evidente. 
No centro do occipúcio, o lambda indica a junção das suturas sagital e 
lambdóidea. Às vezes o lambda é palpado como uma depressão. Pode haver 
um ou mais ossos suturais (ossos acessórios) no lambda ou perto do processo 
mastoide. 
 
22 
 
 
Fonte: artedentaria.blogspot.com 
3.5 Vista superior (vertical) do crânio 
A vista superior (vertical) do crânio, em geral um pouco oval, alarga-se em 
sentido posterolateral nas eminências parietais. Em algumas pessoas as 
eminências frontais também são visíveis, conferindo à calvária uma aparência 
quase quadrada. 
A sutura coronal separa o frontal e os parietais, a sutura sagital separa os 
parietais e a sutura lambdóidea separa os parietais e temporais do occipital. O 
bregma é o ponto de referência craniométrico formado pela interseção das 
suturas sagital e coronal. O vértice, o ponto mais alto da calvária, está perto do 
ponto médio da sutura sagital. 
O forame parietal é uma abertura pequena e inconstante localizadana 
região posterior do parietal, perto da sutura sagital pode haver dois forames 
parietais. A maioria dos forames irregulares e muito variáveis encontrados no 
neurocrânio consiste em forames emissários que dão passagem às veias 
emissárias, responsáveis pela conexão entre as veias do couro cabeludo e os 
seios venosos da dura-máter. 
 
23 
 
 
Fonte: anatomiaonline.com 
3.6 Vista inferior da base do crânio 
A base do crânio é a parte inferior do neurocrânio (assoalho da cavidade 
do crânio) e viscerocrânio menos a mandíbula. A vista inferior da base do crânio 
é constituída pelo arco alveolar da maxila (a margem livre dos processos 
alveolares que circundam e sustentam os dentes maxilares); pelos processos 
palatinos das maxilas; pelo palatino, esfenoide, vômer, temporal e occipital. 
 
Fonte: passeidireto.com 
 
24 
 
A parte anterior do palato duro (palato ósseo) é formada pelos processos 
palatinos da maxila e a parte posterior, pelas lâminas horizontais dos palatinos. 
A margem posterior livre do palato duro projeta-se posteriormente no plano 
mediano como a espinha nasal posterior. Posteriormente aos dentes incisivos 
centrais está a fossa incisiva, uma depressão na linha mediana do palato duro 
na qual se abrem os canais incisivos. 
 
Fonte: fabreu.com 
Os nervos nasopalatinos direito e esquerdo partem do nariz através de 
um número variável de canais incisivos e forames (podem ser bilaterais ou 
fundidos em uma única estrutura). Na região posterolateral estão situados os 
forames palatinos maior e menor. 
Superiormente à margem posterior do palato há duas grandes aberturas: 
os cóanos (aberturas nasais posteriores), separados pelo vômer, um osso plano 
ímpar trapezoide que constitui uma grande parte do septo nasal ósseo. 
 
25 
 
 
Fonte: blogchamaafisio.wordpress.com 
Encaixado entre o frontal, o temporal e o occipital estão o esfenoide, um 
osso ímpar irregular formado por um corpo e três pares de processos: asas 
maiores, asas menores e processos pterigoides. 
As asas maiores e menores do esfenoide estendem-se lateralmente a 
partir das faces laterais do corpo do osso. 
 As asas maiores têm faces orbital, temporal e infra temporal observadas 
nas vistas facial, lateral e inferior do exterior do crânio e as faces cerebrais são 
observadas nas vistas internas da base do crânio. 
Os processos pterigoides, formados pelas lâminas lateral e medial, 
estendem-se em sentido inferior, de cada lado do esfenoide, a partir da junção 
do corpo e das asas maiores. 
 O sulco para a parte cartilagínea da tuba auditiva situa-se medial à 
espinha do esfenoide, abaixo da junção da asa maior do esfenoide com a parte 
petrosa do temporal. 
As depressões na parte escamosa do temporal, denominadas fossas 
mandibulares, acomodam os côndilos mandibulares quando a boca está 
fechada. A parte posterior da base do crânio é formada pelo occipital, que se 
articula com o esfenoide anteriormente. 
 
26 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
As quatro partes do occipital são dispostas ao redor do forame magno, o 
elemento mais visível da base do crânio. As principais estruturas que atravessam 
esse grande forame são: a medula espinal (onde se torna contínua com o bulbo 
do encéfalo); as meninges do encéfalo e da medula espinal; as artérias 
vertebrais; as artérias espinais anteriores e posteriores; e a raiz espinal do nervo 
acessório (NC XI). 
 
27 
 
Nas partes laterais do occipital há duas grandes protuberâncias, os 
côndilos occipitais, por intermédio dos quais o crânio articula-se com a coluna 
vertebral. 
 
Fonte: passeidireto.com 
A grande abertura entre o occipital e a parte petrosa do temporal é o 
forame jugular, por onde emergem do crânio a veia jugular interna (VJI) e vários 
nervos cranianos (NC IX ao NC XI). A entrada da artéria carótida interna no canal 
carótico situa-se imediatamente anterior ao forame jugular. Os processos 
mastoides são locais de fixação muscular. O forame estilomastóideo, que dá 
passagem ao nervo facial (NC VII) e à artéria estilomastóidea, situa-se 
posteriormente à base do processo estiloide. 
 
28 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
3.7 Vista superior da base do crânio 
A face superior da base do crânio tem três grandes depressões situadas 
em diferentes níveis: as fossas anterior, média e posterior do crânio, que formam 
o assoalho côncavo da cavidade do crânio. A fossa anterior do crânio está 
situada no nível mais alto, e a fossa posterior está no nível mais baixo. 
 
Fossa anterior do crânio 
As partes inferior e anterior dos lobos frontais do encéfalo ocupam a fossa 
anterior do crânio, a mais superficial das três fossas do crânio. Essa fossa é 
formada pelo frontal anteriormente, o etmoide no meio, e o corpo e as asas 
menores do esfenoide posteriormente. 
A parte maior da fossa é formada pelas partes orbitais do frontal, que 
sustentam os lobos frontais do encéfalo e formam os tetos das órbitas. Essa 
superfície tem impressões sinuosas (impressões encefálicas) dos giros (cristas) 
orbitais dos lobos frontais. 
A crista frontal é uma extensão óssea mediana do frontal. Em sua base 
está o forame cego do frontal, que dá passagem a vasos durante o 
desenvolvimento fetal, mas se torna insignificante depois do nascimento. 
 
29 
 
A crista etmoidal é uma crista óssea mediana e espessa, situada 
posteriormente ao forame cego, que se projeta superiormente a partir do 
etmoide. De cada lado dessa crista está a lâmina cribriforme do osso etmoide, 
semelhante a uma peneira. Seus muitos forames pequenos dão passagem aos 
nervos olfatórios (NC I), que seguem das áreas olfatórias das cavidades nasais 
até os bulbos olfatórios do encéfalo, situados sobre essa lâmina. 
 
Fossa média do crânio 
A fossa média do crânio, em forma de borboleta, tem uma parte central 
formada pela sela turca no corpo do esfenoide e grandes partes laterais 
deprimidas de cada lado. A fossa média do crânio situa-se posteroinferiormente 
à fossa anterior do crânio, separada dela pelas cristas esfenoidais salientes 
lateralmente e o limbo esfenoidal no centro. As cristas esfenoidais são formadas 
principalmente pelas margens posteriores salientes das asas menores dos 
esfenoides, que se projetam sobre as partes laterais das fossas anteriormente. 
Os limites mediais das cristas esfenoidais são os processos clinoides anteriores, 
duas projeções ósseas pontiagudas. 
 
 
Fonte: anatomiaonline.com 
 
 
30 
 
Fossa posterior do crânio 
A fossa posterior do crânio, a maior e mais profunda das três, aloja o 
cerebelo, a ponte e o bulbo. É formada principalmente pelo occipital, mas o dorso 
da sela do esfenoide marca seu limite anterior central, e as partes petrosa e 
mastóidea dos temporais formam as “paredes” anterolaterais. 
A partir do dorso da sela há uma inclinação acentuada, o clivo, no centro 
da parte anterior da fossa que leva ao forame magno. Posteriormente a essa 
grande abertura, a fossa posterior do crânio é parcialmente dividida pela crista 
occipital interna em grandes impressões côncavas bilaterais, as fossas 
cerebelares. 
 A crista occipital interna termina na protuberância occipital interna 
formada em relação à confluência dos seios, uma fusão dos seios venosos 
durais. 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
Sulcos largos mostram o trajeto horizontal do seio transverso e do seio 
sigmóideo em formato de S. Na base da crista petrosa do temporal está o forame 
jugular, que dá passagem a vários nervos cranianos além do seio sigmóideo que 
sai do crânio como a veia jugular interna (VJI). 
 
31 
 
 Antero-superiormente ao forame jugular está o meato acústico interno 
para os nervos facial (NC VII) e vestibulococlear (NC VIII) e a artéria do labirinto. 
O canal do nervo hipoglosso (NC XII) situa-se superiormente à margem 
anterolateral do forame magno. 
 
 
Fonte: ib.unicamp.br 
3.8 Suturas craniais 
As suturascranianas são articulações fibrosas que conectam os ossos 
do crânio. Estas linhas complexas e finas, marcam a aderência entre os ossos, 
o crescimento e o fechamento das fontanelas cranianas. São articulações 
fibrosas, constituídas por várias camadas de tecido conjuntivo fragmentado 
denso, que se encontram entre os ossos do crânio, estabelecendo ligações entre 
esses ossos. 
O tecido conjuntivo denso que conecta as suturas é constituído 
principalmente por colágeno. Estas juntas são fixas, imóveis e não têm cavidade. 
Elas também são chamadas de sinartroses. No crânio fetal, as suturas são 
largas e permitem ligeiros movimentos durante o parto, tornando-
se depois rígidas e fixas como nos adultos. 
 
32 
 
 Podem ser encontrados quatro tipos de suturas: 
Suturas planas: A borda dos ossos que se articulam dispõe-se de forma 
retilínea. Exemplo: sutura entre os ossos nasais (sutura internasal) 
Suturas escamosas: Articulações que se encontram entre ossos que 
juntos estabelecem um encurvamento relativamente grande. Exemplo: sutura 
entre os ossos parietal e temporal (sutura parietotemporal ou escamosa) 
Suturas serreadas: Articulações que se encontram sob a forma de linhas 
"denteadas". Exemplo: sutura entre ossos parietais (sutura interparietal ou 
sagital) 
Suturas gonfoses: em forma de pinos. Exemplo: Sutura Alvéolo-Dentária 
(a sutura que forma os dentes) 
 
 
 Fonte: anatomiaunieuro.blogspot.com Fonte: tailisom.blogspot.com 
Sutura coronal: Osso parietal - Osso frontal; 
Sutura sagital: Osso parietal - Osso parietal; 
Sutura lambdóide: Osso parietal - Osso occipital; 
Sutura mediana: Divide o osso frontal em duas metades. Esta sutura tem 
tendência a desaparecer durante a infância, mas pode persistir como sutura 
metópica (pouco frequente) 
Bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital 
Lambda: o ponto de encontro das suturas sagital e lambdoide. 
 
33 
 
 
Fonte: focoenf.blogspot.com 
 
 Fonte: wikiwand.com Fonte: studyblue.com 
Visão 
anterior do 
crânio 
Sutura frontonasal: entre o osso frontal e os ossos nasais 
Sutura frontozigomática: entre o osso frontal e o osso 
zigomático 
Sutura zigomático-axilar: entre o osso zigomático e a maxila 
Sutura intermaxilar: entre dois maxilares 
 
34 
 
Sutura metópica: encontrada em crianças; na linha média do 
osso frontal 
Visão 
posterior do 
crânio 
Sutura sagital: entre os dois ossos parietais 
Sutura lambdoide: entre o osso parietal e o osso occipital 
Lambda: convergência da sutura sagital e lambdoide 
(assemelha-se a uma letra grega 'lambda') 
Visão 
superior do 
crânio 
Sutura coronal: entre o osso frontal e o osso parietal 
Bregma : convergência das suturas sagital e coronal 
 
 
Visão lateral 
do crânio 
Sutura escamosa: entre o osso parietal e osso temporal 
Sutura esfeno-frontal: entre o osso frontal e o osso 
esfenoide 
Sutura esfeno-parietal: entre o osso esfenoide e o osso 
parietal 
Sutura occipitomastóide: entre o osso occipital e a apófise 
mastoide do osso temporal 
Sutura temporozigomática: entre o osso temporal e o osso 
zigomático 
 
 
Visão inferior 
do crânio 
Sutura palatina mediana: entre as placas horizontal dos 
palatinos 
Sutura palatina transversal: entre a apófise palatina do osso 
maxilar e o osso palatino 
Sutura petro-occipital: entre o osso occipital e parte petrosa 
do osso temporal 
Sutura esfeno-occipital entre o osso esfenoidal e o osso 
occipital 
Sutura petro-escamosa: entre as partes petrosa e escamosa 
do osso temporal. 
 
35 
 
Sutura petro-timpânica: entre a articulação temporomandibular 
e a cavidade timpânica. 
Fonte: kenhub.com 
4 FACE (VISCEROCRÂNIO) 
 
Fonte: descomplicandoanatomia.blogspot.com 
A face é a superfície anterior da cabeça, da fronte ao queixo e de uma 
orelha à outra. A face determina nossa identidade como ser humano; assim, suas 
malformações, cicatrizes ou outras alterações causadas por doença ou 
traumatismo têm consequências marcantes que ultrapassam os efeitos físicos. 
O formato básico da face é determinado pelos ossos subjacentes. A 
individualidade resulta principalmente da variação anatômica: diferenças do 
formato e proeminência relativa dos acidentes ósseos do crânio; deposição de 
tecido adiposo; da cor e dos efeitos do envelhecimento sobre a pele; e 
abundância, natureza e distribuição dos pelos na face e no couro cabeludo. 
 O tamanho relativamente grande dos corpos adiposos da bochecha em 
lactentes, impede seu colapso durante a sucção e produz a aparência 
bochechuda. Os ossos da face crescem por mais tempo do que os da calvária. 
 
36 
 
O crescimento do etmoide, das cavidades orbitais e das partes superiores das 
cavidades nasais está quase completo aos 7 anos de idade. 
 A expansão das órbitas e o crescimento do septo nasal deslocam as 
maxilas em sentido inferoanterior. O crescimento da face é considerável na 
infância, quando os seios paranasais se desenvolvem e os dentes permanentes 
irrompem. 
A face é importante na comunicação. Nossas interações com outras 
pessoas ocorrem principalmente por intermédio dela (inclusive das orelhas); daí 
o termo interface para designar uma área de interação. Embora seu formato e 
suas peculiaridades garantam nossa identidade, grande parte do efeito que 
exercemos sobre os outros, e de suas ideias a nosso respeito, resulta de como 
usamos os músculos faciais para produzir pequenas alterações nos elementos 
que constituem a expressão facial. 
4.1 Maxilar 
É um osso plano e irregular. Forma quatro cavidades: o teto da cavidade 
bucal, o soalho e a parede lateral do nariz, o soalho da órbita e o seio maxilar, 
cada osso apresenta um corpo e quatro processos. 
 
Corpo 
 Forame Infraorbitário: passagem para os vasos e nervo infra-
orbitais 
 Face Orbital: forma a maior parte do soalho da órbita 
 Seio Maxilar: grande cavidade piramidal dentro do corpo da maxila 
Processos 
 Frontal: forte lâmina que parte do limite lateral do nariz 
 Zigomático: eminência triangular e áspera localizada no ângulo de 
separação das faces anterior, infratemporal e orbital 
 Alveolar: cavidades profundas para recepção dos dentes 
 Palatino: horizontal e projeta-se medialmente da face nasal do osso 
 
 
37 
 
A Maxila articula-se com nove ossos: Frontal, Etmoide, Nasal, Zigomático, 
Concha Nasal Inferior, Lacrimal, Palatino, Vômer e Maxila do lado oposto. 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
4.2 Mandíbula 
É um osso ímpar que contém a arcada dentária inferior. Consiste de uma 
porção horizontal, o corpo, e duas porções perpendiculares, os ramos, que se 
unem ao corpo em um ângulo quase reto. 
 
1) Corpo 
Face Externa: 
 Protuberância Mentoniana: eminência triangular 
 Sínfise Mentoniana (Ponto Antropométrico): crista suave na 
linha mediana 
 Forame Mentoniano: depressão de cada lado da sínfise. 
Passagem de vasos e nervo mentoniano 
 Linha Oblíqua Externa 
Face Interna 
 Espinha Mentoniana: par de espinhas próximo da sínfise 
 Fossa Digástrica: pouco abaixo das espinhas mentais 
 
38 
 
 Fossa Sublingual: acima da linha milo-hioidea 
 Fossa Submandibular: abaixo da linha milo-hioidea 
 Linha Milo-hioidea (Oblíqua Interna): ao lado da sínfise e dirige-
se para trás 
Bordas 
 Superior ou Alveolar: recebe os dezesseis dentes da arcada 
dentária inferior 
 Inferior 
2) Ramos 
Apresentam duas faces, quatro bordas e dois processos: 
 Face Lateral: apresenta cristas oblíquas para inserção do músculo 
masseter 
 Face Medial: apresenta as seguintes estruturas: 
 Forame Mandibular: passagem de vasos e nervo alveolares 
inferiores 
 Sulco Milo-Hioideo 
 Língula da Mandíbula: crista proeminente acima do sulco milo-
hioideo 
 Borda Inferior: encontra-se o ângulo da mandíbula 
 Borda Posterior: é recoberta pela glândula parótida Borda Anterior: continua-se com a linha oblíqua 
 Borda Superior: possui dois processos muito importantes: 
 Processo Coronoide 
 Processo Condilar (articula-se com o 
disco articular da articulação 
temporomandibular – ATM). 
 
Entre estes dois processos encontramos a incisura da mandíbula. 
A Mandíbula articula-se com dois ossos: Temporais (2) 
 
39 
 
 
Fonte: anatomiaonlinenet.blogspot.com 
4.3 Zigomático 
Forma parte da parede lateral e soalho da órbita. É um osso par e 
irregular. 
Apresenta as seguintes estruturas: faces malar, orbital, temporal; 
processos frontal, temporal e maxilar e quatro bordas. 
1) Faces 
 Face Malar: convexa; possui um forame (forame zigomaticofacial) 
que serve para passagem de nervo e vasos zigomaticofaciais 
 Face Temporal: côncava 
 Face Orbital: forma parte do soalho e parede lateral da órbita 
2) Processos 
 Processo Frontal: articula-se com o frontal 
 Processo Maxilar: articula-se com a maxila 
 Processo Temporal: articula-se com o temporal 
3) Arco Zigomático 
 Processo Temporal do Osso Zigomático 
 Processo Zigomático do Osso Temporal 
 
40 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
4.4 Palatino 
Forma a parte posterior do palato duro, parte do soalho e parede lateral 
da cavidade nasal e o soalho da órbita. É formado por uma parte vertical e uma 
horizontal e apresenta 3 processos: piramidal, orbital e esfenoidal. 
1) Parte Horizontal 
Apresenta duas faces e três bordas: 
 Face Nasal: forma o soalho da cavidade nasal 
 Face Inferior (Palatina): forma parte do palato duro 
 Borda Anterior: articula-se com a maxila 
 Borda Posterior: serve como inserção do palato 
mole e úvula 
 Borda Medial: articula-se com o osso palatino do 
lado oposto 
 
2) Parte Vertical 
Apresenta duas faces e quatro bordas: 
 Face Nasal: articula-se com a concha nasal inferior e média 
 Face Maxilar: articula-se com a maxila 
 Borda Anterior: é fina e irregular 
 
41 
 
 Borda Posterior: articula-se com o osso esfenoide 
 Borda Superior: articula-se com o corpo do osso esfenoide 
 Borda Inferior 
 
3) Processos 
 Processo Piramidal: articula-se com a maxila 
 Processo Orbital: articula-se com a maxila, esfenoide, etmoide. 
Forma parte do soalho da órbita 
 Processo Esfenoidal: articula-se com o osso esfenoide 
 
O Palatino articula-se com 6 ossos: Esfenoide, Etmoide, Vômer, Maxila, 
Concha Nasal Inferior e com o osso Palatino do lado oposto. 
 
 
 Fonte: pinterest.com Fonte: auladeanatomia.com 
4.5 Lacrimal 
Localiza-se na parte medial da órbita. É o menor e mais frágil osso da 
face. O Lacrimal articula-se com 4 ossos: Frontal, Etmoide, Maxila e Concha 
Nasal Inferior. 
 
42 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
4.6 Vômer 
É um osso ímpar. Forma as porções posteriores e inferiores do septo 
nasal. O Vômer articula-se com 6 ossos: Esfenoide, Etmoide, Maxilares (2) e 
Palatinos (2). 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
 
43 
 
4.7 Nasal 
Forma, com o nasal do lado oposto, o dorso do nariz. O Nasal articula-
se com 4 ossos: Frontal, Etmoide, Maxila e Nasal do lado oposto. 
 
Fonte: researchgate.net 
4.8 Concha nasal inferior 
Localiza-se ao longo da parede lateral da cavidade nasal. 
Apresenta duas faces e duas bordas: 
 Face Medial: convexa 
 Face Lateral: côncava 
 Borda Superior: apresenta três processos: lacrimal, etmoidal e 
maxilar 
 Borda Inferior: é livre e espessa 
A Concha Nasal Inferior articula-se com 4 ossos: Etmoide, Maxila, 
Lacrimal e Palatino. 
 
44 
 
 
Fonte: geocities.ws 
5 MÚSCULOS DA CABEÇA 
 
Fonte: br.freepik.com 
Os músculos da cabeça são estriados e produzem os movimentos dos 
tecidos moles faciais subdérmicos (pele) que animam várias expressões da 
comunicação não verbal (expressões faciais). 
Permitem também, os movimentos na articulação temporomandibular que 
ocorrem durante a mastigação e a fala. Os movimentos conjugados do globo 
 
45 
 
ocular (olho) e os movimentos coordenados que ocorrem durante atividades, tais 
como deglutição, fala e virar a cabeça em resposta a estímulos visuais e/ou 
auditivos. Os músculos da cabeça são divididos em músculos da mastigação e 
músculos da face (ou músculos da mímica facial). 
5.1 Músculos da Mastigação 
1) Músculo Temporal 
É um músculo largo, plano e triangular localizado na fossa temporal, na 
face lateral da cabeça. Passa por baixo do arco zigomático, para se inserir na 
mandíbula. 
 Origem: Osso Temporal abaixo da linha temporal inferior e lâmina 
profunda da fáscia temporal 
 Inserção: Ápice e face medial do processo coronóide da 
mandíbula 
 Inervação: Nn. temporais profundos (N. mandibular – V/3) 
 Ação: Oclusão e retrusão da mandíbula 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
2) Músculo Masseter 
É o músculo mais potente da mastigação, é quadrangular e espesso. É 
constituído de duas porções, uma profunda e outra superficial. 
 
46 
 
Origem: Arco zigomático; Parte superficial: margem inferior, 2/3 
anteriores; Parte profunda: terço posterior da margem inferior e da face interna 
Inserção: Face externa do ângulo da mandíbula, tuberosidade 
massetérica e ramo da mandíbula 
Inervação: Nervo massetérico (N. mandibular – V/3) 
Ação: Oclusão da mandíbula 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
3) Músculo Pterigóideo Medial 
É um músculo quadrado e espesso, localizado medialmente ao ramo da 
mandíbula. 
Origem: Fossa pterigóidea e lâmina lateral do processo pterigóide do 
osso esfenóide 
Inserção: Face medial do ângulo da mandíbula, tuberosidade pterigóidea 
Inervação: Nervo do pterigóideo medial (N. mandibular – V/3) 
Ação: Oclusão da mandíbula 
 
47 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
4) Músculo Pterigóideo Lateral 
É composto por duas cabeças, tem forma de cone e arquitetura bipenada. 
Origem: 
 Cabeça Inferior (acessória): Face temporal da asa maior do 
esfenoide. 
 Cabeça Superior: superfície externa da lâmina lateral do processo 
pterigóide 
Inserção: Cabeça do côndilo da mandíbula e face anterior do disco 
articular 
Inervação: Nervo pterigóideo lateral (N. mandibular – V/3) 
Ação: 
 Contração Unilateral: Lateralização da mandíbula contralateral. 
 Contração Bilateral: Abertura e protrusão da mandíbula. 
 
 
48 
 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
5.2 Músculos da Face (Mímica Facial) 
Os músculos da mímica facial são responsáveis pelas expressões faciais. 
São delgados músculos cutâneos que de um modo geral se originam ou da 
fáscia ou dos ossos da face e se fixam à derme. 
Desta forma sua contração é capaz de mexer a pele e mudar a 
expressões faciais, fechar os olhos ou dilatar as narinas entre outros 
movimentos. Todos os músculos faciais são inervados pelo VII par craniano, o 
nervo facial. 
 
1) Músculo Epicrânio 
É uma vasta lâmina musculotendinosa que reveste o vértice e as faces 
laterais do crânio, desde o osso occipital até a sobrancelha. 
O Músculo Epicrânico é formado pelo ventre occipital e pelo ventre frontal 
do Músculo occiptofrontal juntamente com o Músculo Temporoparietal. 
Estes são reunidos por uma extensa aponeurose intermediária: a gálea 
aponeurótica ou aponeurose epicrânica. 
 
49 
 
 
Fonte: slideplayer.com.br 
2) Músculo Occiptofrontal 
Ventre Occipital Ventre Frontal 
Origem: Linha nucal suprema Origem: Pele da fronte, se entrelaça com 
os Mm. Prócero, corrugador e abaixador do 
supercílio e com orbicular do olho 
Inserção: Gálea aponeurótica 
ou aponeurose epicrânica 
Inserção: Aponeurose epicrânica 
Inervação: Nervo facial (VII) Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Movimenta o escalpo, 
elevando as sobrancelhas e 
 enrugando a fronte 
Ação: Movimenta o escalpo, eleva as 
sobrancelhas de um ou de ambos os lados 
Fonte: adaptado de anatomiaonline.com 
 
 
50 
 
 
 Fonte: slideplayer.com.br Fonte: passeidireto.com3) Músculo Temporoparietal 
É um músculo muito delgado, localizado na fossa temporal. 
Origem: Fáscia temporal e pele da região temporal 
Inserção: Borda lateral da aponeurose epicrânica 
Inervação: Nervo Facial (VII) 
Ação: Movimenta o escalpo e traciona para trás a pele das têmporas. 
Combina-se com o occipitofrontal para enrugar a fronte e ampliar os olhos 
(expressão de medo e horror). 
 
4) Músculo Auricular Anterior 
É um músculo pequeno e fino, muito difícil de ser dissecado. Está situado 
sobre a aponeurose epicraniana. 
Origem: Porção anterior da fáscia temporal 
Inserção: Espinha da hélice 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para frente e para cima 
 
51 
 
 
Fonte: ericasitta.wordpress.com 
5) Músculo Auricular Superior 
Músculo muito delicado em forma de leque, localizado sobre a 
aponeurose epicraniana. 
Origem: Aponeurose Epicrânica 
Inserção: Raiz da orelha externa 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para cima 
 
6) Músculo Auricular Posterior 
Músculo quadrangular, localizado posteriormente ao conduto auditivo 
externo. 
Origem: Processo mastóide, tendão do M. esternocleidomastóideo 
Inserção: Raiz da orelha externa 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para trás 
 
7) Músculo Orbicular do Olho 
Este músculo contorna toda a circunferência da órbita. Divide-se em três 
porções: palpebral, orbital e lacrimal. 
 
52 
 
Origem: Parte nasal do osso frontal, processo frontal da maxila, ligamento 
palpebral medial, osso lacrimal 
 Porção orbital: parte nasal do osso frontal; 
 Porção lacrimal: crista lacrimal do osso lacrimal; 
 Porção palpebral: ligamento palpebral medial 
Inserção: Circunda a órbita, como um esfíncter 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Fecha as pálpebras, comprime o saco lacrimal e movimenta os 
supercílios 
 
Fonte: cosmeticaprofissional.net 
8) Músculo Abaixador do Supercílio 
É um músculo delgado situado medialmente ao m. orbicular do olho. 
Origem: parte nasal do osso frontal 
Inserção: Terço medial da pele do supercílio 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Abaixa a pele da fronte e dos supercílios 
 
 9) Músculo Corrugador do Supercílio 
Pequeno e estreito, com formato piramidal. Para visualizá-lo é necessário 
que o m. orbicular do olho e o m. frontal sejam rebatidos. 
Origem: parte nasal do osso frontal 
Inserção: Terço médio da pele do supercílio 
 
53 
 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Abaixa a pele da fronte e dos supercílios 
 
10) Músculo Prócero 
Em latim chama-se piramidalis nasi. Recebe este nome por ter formato 
piramidal e estar situado sobre o osso nasal. É quase uma continuação do m. 
frontal. 
Origem: Osso nasal, cartilagem nasal lateral 
Inserção: Pele da glabela 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Abaixa a pele da fronte e dos supercílios 
 
 
Fonte: saturninopimenta.com.br 
11) Músculo Nasal 
É um músculo fino com contorno irregular. É constituído por duas porções, 
uma transversa que comprime o nariz e outra alar que dilata o nariz. 
Origem: 
 Porção Transversa: Eminências caninas da maxila; 
 Porção Alar: Eminências incisivas laterais 
Inserção: 
 Porção Transversa: Cartilagem nasal lateral; 
 
54 
 
 Porção Alar: Asa do nariz 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Dilatação do nariz 
 
12) Músculo Abaixador do Septo do Nariz 
Pode estar ausente em algumas pessoas. 
Origem: Eminências incisivas laterais 
Inserção: Cartilagem do septo e cartilagem alar maior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Traciona para baixo as asas do nariz, estreitando as narinas 
 
13) Músculo Levantador do Lábio Superior 
É um músculo plano e quadrangular, cuja origem é muito ampla. 
Origem: Margem inferior da órbita acima do forame infra-orbital, maxila e 
zigomático 
Inserção: Lábio superior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Levanta o lábio superior e leva-o um pouco para frente 
 
 14) Músculo Levantador do Lábio Superior e da Asa do Nariz 
É um músculo plano e está localizado entre o m. nasal e o m. levantador 
do lábio superior. 
Origem: Processo frontal da maxila 
Inserção: Cartilagem alar maior, pele do nariz e lábio superior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Dilata a narina e levanta o lábio superior 
 
15) Músculo Levantador do Ângulo da Boca 
Em latim chama-se caninus. Tem esse nome devido sua fixação de 
origem. É um músculo plano e triangular. 
Origem: Fossa canina da maxila 
Inserção: Ângulo da boca 
Inervação: Nervo facial 
Ação: Eleva o ângulo da boca e acentua o sulco nasolabial 
 
55 
 
16) Músculo Zigomático Menor 
É um músculo cilíndrico e estreito, situado lateralmente ao músculo 
levantador do lábio superior. 
Origem: Superfície malar do osso zigomático 
Inserção: Lábio superior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial. 
 
17) Músculo Zigomático Maior 
É mais largo que o zigomático menor, localizado na bochecha, se estende 
do osso zigomático à comissura labial onde se funde as fibras dos músculos 
levantador do ângulo da boca e orbicular da boca. 
Origem: Superfície malar do osso zigomático 
Inserção: Ângulo da boca e lábio superior 
Inervação: Nervo facial 
Ação: Traciona o ângulo da boca para trás e para cima (risada) 
 
18) Músculo Risório 
É plano e delgado, está situado na bochecha e suas fibras se confundem 
com as fibras do músculo platisma. 
Origem: Fáscia parotideomassetérica 
Inserção: Ângulo da boca e lábio superior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Retrai o ângulo da boca lateralmente (riso forçado) 
 
19) Músculo Abaixador do Lábio Inferior 
Em latim quadratus labii. É curto e quadrangular, está situado no queixo. 
Suas fibras parecem ser a continuação do músculo platisma. 
Origem: Linha oblíqua da mandíbula 
Inserção: Tegumento do lábio inferior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Repuxa o lábio inferior diretamente para baixo e lateralmente 
(expressão de ironia) 
 
 
56 
 
20) Músculo Abaixador do Ângulo da Boca 
É um músculo plano e delgado localizado sobre o músculo abaixador do 
lábio inferior. 
Origem: Linha oblíqua da mandíbula 
Inserção: Ângulo da boca, lábio superior 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Deprime o ângulo da boca (expressão de tristeza) 
 
21) Músculo Mentual 
É um músculo grosso, cilíndrico e par situado no queixo sob o músculo 
abaixador do ângulo da boca. 
Origem: Fossas incisivas laterais da mandíbula 
Inserção: Tegumento do queixo 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Eleva e projeta para fora o lábio superior e enruga a pele do queixo 
 
22) Músculo Transverso do Mento 
Não é encontrado em todos seres humanos. 
Origem: Parte transversal do M. mental 
Inserção: Pele da protuberância do mento 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Auxilia na depressão o ângulo da boca 
 
23) Músculo Orbicular da Boca 
Contorna a boca lhe proporcionado função de esfíncter. Suas fibras 
possuem diferentes direções e se confundem com as fibras de outros músculos 
mímicos da boca, o que garante a esse músculo inúmeros movimentos. 
Origem: Ângulo da boca, circundando a boca como um esfíncter. 
Inserção: Componente principal dos lábios 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Movimentam os lábios, as asas do nariz e a pele do mento 
 
 
 
 
57 
 
24) Músculo Bucinador 
Importante músculo acessório na mastigação, mantendo o alimento sob a 
pressão direta dos dentes. Está situado sob o músculo masseter. 
Origem: Superfície externa dos processos alveolares da maxila, acima da 
mandíbula 
Inserção: Ângulo da boca 
Inervação: Nervo facial (VII) 
Ação: Deprime e comprime as bochechas contra a mandíbula e maxila. 
Importante para sugar, mastigar, assobiar e soprar. 
6 MENINGES CRANIANAS 
 
Fonte: enfermagemcomamor.com.br 
As meninges cranianas são membranas de revestimento do encéfalo 
imediatamente internas ao crânio. As meningescranianas: 
 Protegem o encéfalo 
 Compõem a estrutura de sustentação das artérias, veias e seios 
venosos 
 
58 
 
 Encerram uma cavidade preenchida por líquido, o espaço 
subaracnóideo, que é fundamental para a função normal do 
encéfalo. 
As meninges são formadas por três camadas de tecido conectivo 
membranáceo: 
 Dura-máter: camada fibrosa externa espessa e resistente 
 Aracnoide-máter: camada fina intermediária 
 Pia-máter: delicada camada interna vascularizada. 
 
As camadas intermediária e interna (aracnoide-máter e pia-máter) são 
membranas contínuas que, juntas, formam a leptomeninge. A aracnoide-máter 
é separada da pia-máter pelo espaço subaracnóideo, que contém líquido 
cerebrospinal (LCS). Esse espaço preenchido por líquido ajuda a manter o 
equilíbrio do líquido extracelular no encéfalo. 
O LCS é um líquido transparente que tem constituição semelhante à do 
sangue. Provê nutrientes, mas tem menor concentração de proteínas e 
concentração diferente de íons. O LCS é produzido pelos plexos corióideos dos 
quatro ventrículos do encéfalo. Esse líquido deixa o sistema ventricular e entra 
no espaço subaracnóideo entre a aracnoide e a pia-máter, onde protege e nutre 
o encéfalo. 
6.1 Dura-máter 
A dura-máter, uma membrana bilaminar, densa e espessa também é 
denominada paquimeninge. Está aderida à lâmina interna da calvária. As duas 
camadas da dura-máter craniana são uma camada periosteal externa, formada 
pelo periósteo que cobre a face interna da calvária, e uma camada meníngea 
interna, uma membrana fibrosa forte e contínua no forame magno com a parte 
espinal da dura-máter que reveste a medula espinal. 
A camada periosteal externa da dura-máter adere à face interna do crânio; 
sua fixação é resistente ao longo das linhas de sutura e na base do crânio. 
A camada periosteal externa é contínua nos forames cranianos com o 
periósteo na face externa da calvária. Essa camada externa não é contínua com 
a dura-máter da medula espinal, que tem apenas uma camada meníngea. 
 
59 
 
Exceto nos locais em que há seios durais e invaginações, a camada 
interna da meninge está intimamente fundida à camada periosteal, sendo 
impossível a separação. As camadas externa e interna fundidas da dura-máter 
sobre a calvária podem ser facilmente arrancadas dos ossos do crânio (p. ex., 
quando a calvária é removida à necropsia). Na base do crânio, as duas camadas 
da dura-máter estão firmemente fixadas e é difícil separá-las dos ossos. Em vida, 
essa separação na interface dural-craniana só ocorre em caso de doença, 
criando um espaço extradural real (cheio de sangue ou líquido). 
 
Fonte: slideplayer.com.br 
Invaginações ou reflexões da dura-máter 
A camada meníngea interna da dura-máter é de sustentação refletida a 
partir da camada periosteal externa da dura-máter para formar invaginações 
(reflexões) durais. As invaginações de dura-máter dividem a cavidade do crânio 
em compartimentos, formando divisões parciais (septos durais) entre algumas 
partes do encéfalo e oferecendo suporte para outras partes. As invaginações da 
dura-máter incluem: 
 Foice do cérebro 
 Tentório do cerebelo 
 Foice do cerebelo 
 Diafragma da sela. 
 
60 
 
A foice do cérebro, a maior invaginação da dura-máter, está situada na 
fissura longitudinal do cérebro que separa os hemisférios cerebrais direito e 
esquerdo. A foice do cérebro está fixada no plano mediano à face interna da 
calvária, a partir da crista frontal do frontal e crista etmoidal do etmoide 
anteriormente até a protuberância occipital interna posteriormente. Termina 
tornando-se contínua com o tentório do cerebelo. 
O tentório do cerebelo, a segunda maior invaginação da dura-máter, é um 
septo largo, em formato de meia-lua, que separa os lobos occipitais dos 
hemisférios cerebrais do cerebelo. O tentório do cerebelo fixa-se na parte rostral 
aos processos clinoides do esfenoide, na parte rostrolateral à parte petrosa do 
temporal, e na parte posterolateral à face interna do occipital e parte do parietal. 
A foice do cérebro fixa-se ao tentório do cerebelo e o mantém elevado, 
conferindo aparência semelhante à de uma tenda. O tentório do cerebelo, a 
segunda maior invaginação da dura-máter, é um septo largo, em formato de 
meia-lua, que separa os lobos occipitais dos hemisférios cerebrais do cerebelo. 
O tentório do cerebelo fixa-se na parte rostral aos processos clinoides do 
esfenoide, na parte rostrolateral à parte petrosa do temporal, e na parte 
posterolateral à face interna do occipital e parte do parietal. 
A foice do cérebro fixa-se ao tentório do cerebelo e o mantém elevado, 
conferindo aparência semelhante à de uma tenda (L. tentorium, tenda). O 
tentório do cerebelo divide a cavidade do crânio em compartimentos 
supratentorial e infratentorial. 
O compartimento supratentorial é dividido em metades direita e esquerda 
pela foice do cérebro. A margem anteromedial côncava do tentório do cerebelo 
é livre, produzindo uma abertura denominada incisura do tentório através da qual 
o tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo) estende-se da fossa posterior 
até a fossa média do crânio. 
A foice do cerebelo é uma invaginação vertical da dura-máter situada 
inferiormente ao tentório do cerebelo na parte posterior da fossa posterior do 
crânio. Está fixada à crista occipital interna e separa parcialmente os hemisférios 
do cerebelo. 
O diafragma da sela, a menor invaginação da dura-máter, é uma lâmina 
circular de dura, que fica suspensa entre os processos clinoides, formando um 
teto parcial sobre a fossa hipofisial no esfenoide. O diafragma da sela cobre a 
 
61 
 
hipófise nessa fossa e tem uma abertura para a passagem do infundíbulo e das 
veias hipofisiais. 
 
Fonte: pt.slideshare.net 
6.2 Aracnoide-máter e pia-máter 
 
Fonte: abcdamassagem.com.br 
A aracnoide-máter e a pia-máter (leptomeninges) desenvolvem-se a partir 
de uma única camada de mesênquima que circunda o encéfalo embrionário e 
forma as partes parietal (aracnoide-máter) e visceral (pia-máter) da 
leptomeninge. 
https://pt.slideshare.net/karitabotelho/anatomia-do-sistema-nervoso-i
 
62 
 
A derivação da aracnoide-pia de uma única camada embrionária é 
indicada no adulto pelas numerosas trabéculas aracnóideas, semelhantes a 
teias, que passam entre a aracnoide-máter e a pia-máter e que conferem à 
aracnoide seu nome. 
As trabéculas são formadas por fibroblastos achatados, de formato 
irregular, que formam pontes no espaço subaracnóideo (MOORE, KEITH, 2014 
apud HAINES,2006). 
A aracnoide-máter e a pia-máter são contínuas na parte imediatamente 
proximal à saída de cada nervo craniano da dura-máter. A aracnoide-máter 
craniana contém fibroblastos, fibras de colágeno e algumas fibras elásticas. 
Embora fina, a espessura da aracnoide-máter é suficiente para que seja 
manipulada com pinça. A aracnoide-máter avascular, embora esteja intimamente 
aplicada à lâmina meníngea da dura-máter, não está fixada à dura-máter; é 
mantida contra a face interna da dura-máter pela pressão do LCS no espaço 
subaracnóideo. 
A pia-máter craniana é a membrana ainda mais fina do que a aracnoide-
máter. É muito vascularizada por uma rede de finos vasos sanguíneos. É difícil 
ver a pia-máter, mas ela confere uma aparência brilhante à superfície do 
encéfalo. 
A pia-máter adere à superfície do encéfalo e segue todos os seus 
contornos. Quando as artérias cerebrais penetram no córtex cerebral, a pia-
máter as segue por uma curta distância, formando um revestimento pial e um 
espaço periarterial 
 
 
63 
 
 
Fonte: escolakids.uol.com.br 
7 ANATOMIA DO PESCOÇO 
 
Fonte: bartleby.com 
O pescoço é a área de transição entre a base do crânio superiormente e 
as clavículas inferiormente. Une a cabeça ao tronco e aos membros, atuando 
como importante conduto entre eles, por onde passam as estruturas. Além disso, 
aqui estão localizados vários órgãos importantes comfunções específicas: a 
laringe e as glândulas tireoide e paratireoides, por exemplo. 
 
64 
 
O pescoço é relativamente delgado a fim de permitir a flexibilidade 
necessária para posicionar a cabeça e maximizar a eficiência de seus órgãos 
sensitivos (sobretudo os olhos, mas também as orelhas, a boca e o nariz). 
 Assim, muitas estruturas importantes estão aglomeradas no pescoço, 
como músculos, glândulas, artérias, veias, nervos, vasos linfáticos, traqueia, 
esôfago e vértebras. O pescoço é, portanto, uma região bem conhecida de 
vulnerabilidade. Várias estruturas vitais, entre elas a traqueia, o esôfago e a 
glândula tireoide, não têm a proteção óssea existente em outras partes dos 
sistemas aos quais elas pertencem. 
O principal fluxo sanguíneo arterial para a cabeça e para o pescoço (as 
artérias carótidas), e a principal drenagem venosa (as veias jugulares), ocupam 
posição anterolateral no pescoço. Os vasos sanguíneos carotídeos/jugulares 
são as principais estruturas lesadas em feridas do pescoço por instrumentos 
penetrantes. Os plexos braquiais de nervos originam-se no pescoço, seguem em 
sentido inferolateral, entram nas axilas e continuam até os membros superiores, 
os quais suprem. 
No meio da face anterior do pescoço está a cartilagem tireóidea (a maior 
cartilagem da laringe) e a traqueia. A linfa proveniente de estruturas na cabeça 
e pescoço drena para linfonodos cervicais. 
7.1 Compartimentos 
O pescoço tem quatro compartimentos principais, que são encerrados por 
um colar musculofascial externo: 
 Compartimento vertebral: contém as vértebras cervicais e os 
músculos posturais associados. 
 Compartimento visceral: contém glândulas importantes (tireoide, 
paratireoides e timo) e partes dos tratos respiratórios e digestório 
que passam entre a cabeça e o tórax. 
 Compartimento vasculares: são dois. Contém os grandes vasos 
e o nervo vago. 
 
65 
 
7.2 Ossos do pescoço 
O esqueleto do pescoço é formado pelas vértebras cervicais, pelo hioide, 
pelo manúbrio do esterno e pelas clavículas. Esses ossos são partes do 
esqueleto axial, com exceção das clavículas, que são parte do esqueleto 
apendicular superior. 
 
 
 
 
Fonte: todamateria.com.br 
 
 
 Fonte: pt.depositphotos.com Fonte: rbo.org.br 
7.3 Vértebras cervicais 
Sete vértebras cervicais formam a região cervical da coluna vertebral, que 
encerra a medula espinal e as meninges. Os corpos vertebrais empilhados e 
 
66 
 
posicionados centralmente sustentam a cabeça, e as articulações intervertebrais 
(IV) – sobretudo as articulações craniovertebrais em sua extremidade superior– 
proporcionam a flexibilidade necessária para permitir o posicionamento da 
cabeça. 
As vértebras cervicais, as articulações IV cervicais e o movimento da 
região cervical da coluna vertebral foram descritos junto com o dorso; portanto, 
a seguir é feita apenas uma rápida revisão. 
As quatro vértebras cervicais típicas (III a VI) têm as seguintes 
características: 
 O corpo vertebral é pequeno e mais longo no sentido laterolateral do que no 
sentido anteroposterior; a face superior é côncava e a face inferior é convexa 
 O forame vertebral é grande e triangular 
 Os processos transversos de todas as vértebras cervicais (típicas ou 
atípicas) incluem forames transversários para os vasos vertebrais (as veias 
vertebrais e, com exceção de C VII, as artérias vertebrais) 
 As faces superiores dos processos articulares estão voltadas em sentido 
superoanterior, e as faces inferiores estão voltadas em sentido 
anteroposterior 
 Os processos espinhosos são curtos e, em indivíduos de ascendência 
europeia, bífidos. 
 
 
Fonte: PurposeGames.com 
 
67 
 
Existem três vértebras cervicais atípicas (C I, C II e C VII): 
Vértebra C I ou atlas: um osso anular e reniforme que não tem processo 
espinhoso nem corpo e consiste em duas massas laterais unidas por arcos 
anterior e posterior. Suas faces articulares superiores côncavas recebem os 
côndilos occipitais. 
 
Fonte: auladeanatomia.com 
Vértebra C II ou áxis: um dente, semelhante a um pino, projeta-se de seu 
corpo para cima. 
 
Fonte: SOGAB 
Vértebra proeminente (C VII): assim denominada por causa do processo 
espinhoso longo, que não é bífido. Os processos transversos são grandes, mas 
os forames transversários são pequenos. 
 
68 
 
7.4 Hioide 
 
Fonte: viaaereadificil.com.br 
O hioide é um osso móvel situado na parte anterior do pescoço, no nível 
da vértebra C III, no ângulo entre a mandíbula e a cartilagem tireóidea. É 
suspenso por músculos que o unem à mandíbula, aos processos estiloides, à 
cartilagem tireóidea, ao manúbrio do esterno e às escápulas. 
É um osso singular em razão de sua separação do restante do esqueleto. 
O nome do hioide, que tem formato de U, é derivado da palavra grega hyoeidēs, 
que significa “com formato semelhante ao da letra Y”, a 20ª letra do alfabeto 
grego. 
O hioide não se articula com nenhum outro osso. É suspenso dos 
processos estiloides dos temporais pelos ligamentos estilohióideos e está 
firmemente unido à cartilagem tireóidea. O hioide tem um corpo e cornos maior 
e menor. Do ponto de vista funcional, o hioide é um local de fixação para os 
músculos anteriores do pescoço e atua como suporte para manter a via 
respiratória aberta. 
O corpo do hioide, sua parte média, está voltado anteriormente e tem 
cerca de 2,5 cm de largura e 1 cm de espessura. 
A face convexa anterior projeta-se em sentido anterossuperior; a face 
côncava posterior projeta-se em sentido posteroinferior. Cada extremidade do 
 
69 
 
corpo está unida a um corno maior que se projeta em sentido posterossuperior 
e lateral a partir do corpo. 
 Em pessoas jovens, os cornos maiores são unidos ao corpo por 
fibrocartilagem. Em idosos cornos geralmente são unidos por osso. Cada corno 
menor é uma pequena projeção óssea da parte superior do corpo do hioide perto 
de sua união com o corno maior. 
Está unido ao corpo do hioide por tecido fibroso e, às vezes, ao corno 
maior por uma articulação sinovial. O corno menor projeta-se em sentido 
superoposterior em direção ao processo estiloide; pode ser parcial ou 
completamente cartilagíneo em alguns adultos. 
 
 
Fonte: oimedicina.wordpress.com 
7.5 Estruturas superficiais do pescoço | regiões cervicais 
O pescoço é dividido em regiões para permitir a descrição clara da 
localização das estruturas, lesões ou afecções. 
Entre o crânio (mandíbula anteriormente e occipital posteriormente) e as 
clavículas, o pescoço é dividido em quatro regiões principais com base nas 
margens geralmente visíveis e/ou palpáveis dos músculos ECM e trapézio, 
 
70 
 
grandes e relativamente superficiais, contidos pela lâmina superficial de fáscia 
cervical. 
 1) Região esternocleidomastóidea 
O músculo esternocleidomastóideo (ECM) é um ponto de referência 
muscular estratégico no pescoço e forma a região esternocleidomastóidea. O 
músculo ECM divide, de modo visível, cada lado do pescoço em regiões cervical 
anterior e lateral (trígonos cervical anterior e lateral do pescoço). O músculo ECM 
é largo, semelhante a uma alça, e tem duas cabeças: 
 Tendão arredondado da cabeça esternal fixa-se ao manúbrio 
 Cabeça clavicular carnosa e espessa fixa-se à face superior do terço medial 
da clavícula 
 
Fonte: anatoinsitu.blogspot.com 
Na parte inferior, as duas cabeças do músculo ECM são separadas por 
um espaço, visível na superfície como uma pequena depressão triangular, a 
fossa supraclavicular menor. Na parte superior, as cabeças se unem enquanto 
seguem com trajeto oblíquo em direção ao crânio. 
A fixação superior do músculo ECM é o processo mastoide do temporal e 
a linha nucal superior do occipital. A lâmina superficial da fáscia cervical divide-
se para formar uma bainha para o músculo ECM. 
 
71 
 
 
Fonte: pinterest.es 
Os músculos ECM

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