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1 0 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................... 4 2 INTRODUÇÃO À ANATOMIA DA CABEÇA E PESCOÇO ................ 5 2.1 Anatomia da cabeça .................................................................... 6 2.2 Planos de secção ........................................................................ 9 3 CRÂNIO ........................................................................................... 11 3.1 Neurocrânio ............................................................................... 12 3.2 Viscerocrânio (esqueleto facial) ................................................ 14 3.3 Vista lateral do crânio ................................................................ 18 3.4 Vista occipital do crânio ............................................................. 21 3.5 Vista superior (vertical) do crânio .............................................. 22 3.6 Vista inferior da base do crânio ................................................. 23 3.7 Vista superior da base do crânio ............................................... 28 3.8 Suturas craniais ......................................................................... 31 4 FACE (VISCEROCRÂNIO) .............................................................. 35 4.1 Maxilar ....................................................................................... 36 4.2 Mandíbula .................................................................................. 37 4.3 Zigomático ................................................................................. 39 4.4 Palatino ..................................................................................... 40 4.5 Lacrimal ..................................................................................... 41 4.6 Vômer ........................................................................................ 42 4.7 Nasal ......................................................................................... 43 4.8 Concha nasal inferior................................................................. 43 5 MÚSCULOS DA CABEÇA ............................................................... 44 5.1 Músculos da Mastigação ........................................................... 45 5.2 Músculos da Face (Mímica Facial) ............................................ 48 3 6 MENINGES CRANIANAS ................................................................ 57 6.1 Dura-máter ................................................................................ 58 6.2 Aracnoide-máter e pia-máter ..................................................... 61 7 ANATOMIA DO PESCOÇO ............................................................. 63 7.1 Compartimentos ........................................................................ 64 7.2 Ossos do pescoço ..................................................................... 65 7.3 Vértebras cervicais .................................................................... 65 7.4 Hioide ........................................................................................ 68 7.5 Estruturas superficiais do pescoço | regiões cervicais .............. 69 8 INERVAÇÃO E DRENAGEM LINFÁTICA DO PESCOÇO .............. 79 8.1 Troncos simpáticos.................................................................... 81 8.2 Artéria Carótida ......................................................................... 82 8.3 Veia Jugular Interna: trajeto e tributárias ................................... 83 8.4 Glândula Tireoide ...................................................................... 84 8.5 Paratireóides ............................................................................. 87 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 88 4 1 INTRODUÇÃO Prezado aluno! O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe convier para isso. A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida e prazos definidos para as atividades. Bons estudos! 5 2 INTRODUÇÃO À ANATOMIA DA CABEÇA E PESCOÇO Fonte: odontoup.com.br O ser humano pertence à classe dos mamíferos, é dotado de um endoesqueleto razoavelmente forte e passa toda a sua vida em terra firme. Para ter-se uma ideia, o esqueleto representa 18% do peso corporal humano. Do ponto de vista evolutivo a parte mais velha do esqueleto é uma série de ossos que se estende pelo dorso do indivíduo formando o eixo central do corpo no lugar ocupado originalmente pela “notocorda”. O nome comum deste sequenciamento de ossos é “espinha dorsal”. A cabeça é a parte superior do corpo que está fixada ao tronco pelo pescoço. É o centro de controle e comunicação, bem como a “plataforma de carga” do corpo. Abriga o encéfalo, portanto, é o local de nossa consciência: ideias, criatividade, imaginação, respostas, decisões e memória. Contém receptores sensitivos especiais (olhos, orelhas, boca e nariz), dispositivos para transmissão da voz e expressão, além de portais para a entrada de nutrientes, água e oxigênio e a saída de dióxido de carbono. A cabeça é formada pelo encéfalo e por seus revestimentos protetores, as orelhas e a face. A face tem aberturas e passagens, com glândulas lubrificantes e válvulas para fechar algumas delas, os dispositivos mastigatórios e as órbitas que abrigam o aparelho visual. A face também assegura nossa identidade como indivíduos. O desenvolvimento do crânio, especializado na extremidade anterior do cordão nervoso original, é o produto final de um processo evolutivo, no qual 6 órgãos especializados para perceberem mudanças no meio ambiente, seriam mais úteis se localizados na cabeça. Esta tendência para enriquecer a cabeça com órgãos sensoriais, a cefalização, começou com o subfilo vertebrado, tendo o gênero humano uma cabeça relativamente diferenciada, para se ter uma ideia, a tendência evolutiva tem sido na direção de maior simplicidade e menor número de ossos individuais no crânio. Algumas diferenças fundamentais devem ser destacadas na anatomia da cabeça humana: a face é dotada de músculos de expressão que indicam claramente as emoções humanas; apesar de possuir uma área menor que a do crânio, ela aloja o órgão da visão, o nariz, um dos maiores sensores desenvolvidos na filogenia para a análise de periculosidade ambiental; a boca, a língua e os dentes, estes de estrutura morfológica diferenciada, sendo trocados entre a infância (dentição decídua) e a adolescência (dentição permanente), favorecendo a resistência, eficiência e especialização destes dentes para as diferentes funções da mastigação. A anatomia da cabeça e do pescoço, foca as estruturas da cabeça e pescoço do corpo humano, incluindo o cérebro, ossos, músculos, vasos sanguíneos, nervos, glândulas, nariz, boca, dentes, língua e garganta.produzem movimento nas articulações craniovertebrais, nas articulações intervertebrais cervicais, ou em ambas. As fixações cranianas dos músculos ECM situam-se posteriormente ao eixo das articulações atlantoccipitais (AO). A partir da posição anatômica, com a contração tônica mantendo a posição da coluna vertebral cervical, a contração bilateral dos músculos ECM (principalmente de suas fibras posteriores) causa a extensão da cabeça nas articulações AO, elevando o mento. A ação bilateral dos músculos ECM também flete o pescoço. Isso é feito de duas formas diferentes: Se primeiro houver flexão anterior da cabeça nas articulações AO pelos músculos pré-vertebrais (e/ou os músculos suprahióideos e infra-hióideos) contra resistência, os músculos ECM (sobretudo as fibras anteriores) fletem toda a coluna vertebral cervical de modo a aproximar o mento do manúbrio. Entretanto, em geral a gravidade é o agonista desse movimento na posição ereta. A contração bilateral dos músculos ECM, em ação antagonista com os músculos extensores do pescoço (i. e., os músculos cervicais profundos), flete a parte inferior do pescoço e, ao mesmo tempo, produz extensão limitada na articulação AO e parte superior do 72 pescoço, protraindo o mento enquanto mantém o nível da cabeça. Esses movimentos de flexão também ocorrem ao levantar a cabeça do solo a partir do decúbito dorsal (com a gravidade oferecendo resistência no lugar dos músculos cervicais profundos). 2) Região cervical posterior A região posterior às margens anteriores (i. e., correspondentes à sua área) do músculo trapézio é a região cervical posterior. A região suboccipital situa-se profundamente à parte superior dessa região. O músculo trapézio é grande, triangular e plano, recobrindo a face posterolateral do pescoço e do tórax. O músculo trapézio é um: Músculo superficial do dorso Músculo toracoapendicular posterior, que atua no cíngulo do membro superior Músculo cervical, que pode movimentar o crânio. 73 Fonte: anatomiaonline.com O músculo trapézio fixa o cíngulo do membro superior ao crânio e à coluna vertebral e ajuda na sua suspensão. A pele da região cervical posterior é inervada em um padrão segmentar pelos ramos posteriores dos nervos espinais cervicais que perfuram, mas não inervam, o músculo trapézio. Para avaliar o músculo trapézio, o ombro é retraído contra resistência. É possível ver e palpar a margem superior do músculo se sua ação for normal. A paralisia do músculo trapézio causa a queda do ombro; entretanto, as ações associadas do músculo levantador da escápula e das fibras superiores do músculo serrátil anterior ajudam a sustentar o ombro e compensam parcialmente a paralisia. 74 Fonte: acbgbrasil.org 2) Região cervical lateral A região cervical lateral (trígono cervical lateral) é limitada: Anteriormente pela margem posterior do músculo ECM Posteriormente pela margem anterior do músculo trapézio Inferiormente pelo terço médio da clavícula, entre os músculos trapézio e ECM Por um ápice, onde os músculos ECM e trapézio encontram-se na linha nucal superior do occipital Por um teto, formado pela lâmina superficial da fáscia cervical Por um assoalho, formado por músculos cobertos pela lâmina pré- vertebral da fáscia cervical. 75 Fonte: anatomiaviva.wordpress.com A região cervical lateral circunda a face lateral do pescoço como uma espiral. A região é coberta por pele e tela subcutânea contendo o músculo platisma. Fonte: pinterest.com 3) Região cervical anterior A região cervical anterior (trígono cervical anterior) tem: 76 Um limite anterior formado pela linha mediana do pescoço Um limite posterior formado pela margem anterior do músculo ECM Um limite superior formado pela margem inferior da mandíbula Um ápice localizado na incisura jugular no manúbrio Um teto formado por tela subcutânea que contém o músculo platisma Um assoalho formado pela faringe, laringe e glândula tireoide. Fonte: auladeanatomia.com Para permitir a localização mais precisa das estruturas, a região cervical anterior é subdividida em quatro trígonos menores pelos músculos digástrico e omo-hióideo: o trígono submentual ímpar e três pares de trígonos pequenos – submandibular, carótico e muscular. O trígono submentual, situado inferiormente ao mento, é uma área supra-hióidea, que tem como limite inferior o corpo do hioide e como limite lateral os ventres anteriores direito e esquerdo dos músculos digástricos. O assoalho 77 do trígono submentual é formado pelos dois músculos milo-hióideos, que se encontram em uma rafe fibrosa mediana. O ápice do trígono submentual está na sínfise da mandíbula, o local de união das metades da mandíbula durante o primeiro ano de vida. A base do trígono submentual é formada pelo hioide. Esse trígono contém vários pequenos linfonodos submentuais e pequenas veias que se unem para formar a veia jugular anterior. O trígono submandibular é uma área glandular entre a margem inferior da mandíbula e os ventres anterior e posterior do músculo digástrico. O assoalho do trígono submandibular é formado pelos músculos milo-hióideo e hioglosso e pelo músculo constritor médio da faringe. A glândula submandibular quase preenche todo esse trígono. O trígono carótico é uma área vascular limitada pelo ventre superior do músculo omo-hióideo, o ventre posterior do músculo digástrico e a margem anterior do músculo ECM. Esse trígono é importante porque a artéria carótida comum ascende até seu interior. Seu pulso pode ser auscultado ou palpado comprimindo-o levemente contra os processos transversos das vértebras cervicais. No nível da margem superior da cartilagem tireóidea, a artéria carótida comum divide-se nas artérias carótidas interna e externa. Localizados no trígono carótico estão: Seio carótico: uma dilatação da parte proximal da artéria carótida interna que pode incluir a artéria carótida comum. Inervado principalmente pelo nervo glossofaríngeo (NC IX) através do nervo do seio carótico, e também pelo nervo vago (NC X), ele é um barorreceptor (pressorreceptor) que reage a alterações da pressão arterial. Glomo carótico: uma pequena massa de tecido ovoide marrom- avermelhada em vida, situada na face medial (profunda) da bifurcação da artéria carótida comum em íntima relação com o seio carótico. Suprido principalmente pelo nervo do seio carótico (NC IX) e pelo NC X, é um quimiorreceptor que monitora o nível de oxigênio no sangue. É estimulado por baixos níveis de oxigênio e inicia um reflexo que aumenta a frequência e a profundidade da respiração, a frequência cardíaca e a pressão arterial. 78 As estruturas neurovasculares do trígono carótico são circundadas pela bainha carótica: as artérias carótidas medialmente, a VJI lateralmente, e o nervo vago posteriormente. Na parte superior, a artéria carótida comum é substituída pela artéria carótida interna. A alça cervical geralmente está situada sobre a face anterolateral da bainha (ou inserida nela). Muitos linfonodos cervicais profundos situam-se ao longo da bainha carótica e da VJI. O trígono muscular é limitado pelo ventre superior do músculo omo- hióideo, a margem anterior do ECM e o plano mediano do pescoço. Esse trígono contém os músculos infra-hióideos e as vísceras (p. ex., as glândulas: tireoide e paratireoides). Fonte: slideshare.net 79 8 INERVAÇÃO E DRENAGEM LINFÁTICA DO PESCOÇO Fonte: estudofisio.wixsite.com O principal fluxo sanguíneo arterial para a cabeça e o pescoço vem das carótidas, e a principal drenagem venosa é feita pelas jugulares, que ficam ântero-lateralmente no pescoço. O jugulo digástrico (linfonodos cervicais superficiais) é o órgão linfóide do pescoço; é a região que recebe toda a drenagem linfática da cabeça.A linfa proveniente dos tecidos superficiais situados no trígono cervical lateral entra nos linfonodos cervicais superficiais que se situam ao longo da veia jugular externa, superficiais ao músculo esternocleidomastóideo. 80 Fonte: fisioterapiaparatodos.com Os vasos eferentes dos linfonodos cervicais superficiais drenam para os linfonodos cervicais profundos, que formam uma cadeia ao longo do trajeto da veia jugular interna e estão incrustados na fáscia da bainha carótica. A linfa proveniente dos tecidos superficiais situados no trígono cervical lateral entra nos linfonodos cervicais superficiais. Os vasos eferentes provenientes dos linfonodos cervicais superficiais drenam para os linfonodos cervicais profundos inferiores, que formam uma cadeia ao longo do trajeto da veia jugular interna e estão intercrustados na fáscia da bainha carótica. Os vasos linfáticos eferentes do linfonodos cervicais profundos unem-se para formar os troncos linfático jugulares, que freqüentemente unem-se ao ducto torácico no lado esquerdo. O trígono submentual do trígono cervical anterior contém diversos pequenos linfonodos submentuais. A linfa oriunda das estruturas na cabeça e do pescoço é drenada para linfonodos cervicais profundos. A linfa de todo o corpo, 81 com exceção do quadrante superior direito, entra no sistema venoso através do ducto torácico, na raiz do pescoço. Quando se detecta um nódulo no pescoço, deve-se observar se ele é móvel à deglutição. Se for, pode ser que seja um aumento da glândula tireóide, pois essa é presa à laringe pelos ligamentos, e se movimenta a deglutição. Entre a cartilagem tireóidea e a cricóidea, existe a membrana cricotireóidea. Essa membrana é o acesso mais rápido das vias respiratórias, feito pela cricotireoidostomia com uma agulha de cateter venoso grossa. Os plexos nervosos braquiais originam-se no pescoço e seguem ínfero- lateralmente para entrar nas axilas e continuar até os MMSS, suprindo-os. No meio da face anterior do pescoço estão a cartilagem tireóidea, a maioria das cartilagens da laringe e da traquéia. 8.1 Troncos simpáticos Os plexos nervosos braquiais originam-se no pescoço e seguem ínfero- lateralmente para entrar nas axilas e continuar até os membros superiores, suprindo-os. Fonte: msdmanuals.com Fonte: wikipedia.org 82 O nervo laríngeo inferior é responsável pela inervação da laringe e pela emissão da voz. Quando afetado, causa disfonia. Esse nervo pode ser afetado numa cirurgia de remoção da tireóide, por tanto é importante que o cirurgião localize esse nervo no ato cirúrgico. 8.2 Artéria Carótida O sistema anterior do pescoço contém o sistema de artérias carótidas: a artéria carótida comum e seus ramos terminais, as artérias carótidas interna e a externa. A artéria carótida comum e um de seus ramos terminais, a artéria carótida externa, são os principais vasos arteriais situados no trígono carótico. As artérias carótidas constituem o principal fluxo sangüíneo arterial para a cabeça e pescoço, situando-se ântero-lateralmente no pescoço. Fonte: estudos-na-web.blogspot.com Cada artéria carótida comum sobe dentro da bainha carótica (onde o pulso dessa artéria pode ser auscultado ou palpado) com a veia jugular interna e o nervo vago até o nível da margem superior da cartilagem tireóidea, depois 83 termina dividindo-se em artérias carótida interna e externa. Enquanto a artéria carótida interna não possui ramos no pescoço, a externa possui vários. A artéria carótida comum direita: começa na bifurcação do tronco braquiocefálico. A partir do arco da aorta, a artéria carótida comum esquerda sobe no pescoço tendo um trajeto pelo mediastino superior. As artérias carótidas internas, como não possuem ramos no pescoço, entram no crânio através dos canais caróticos. Elas se originam da artéria carótida comum no nível da margem superior da cartilagem tireóidea. As artérias carótidas externas suprem estruturas externas ao crânio, elas se dividem em artéria maxilar, artéria temporal superficial e + 6 ramos (faríngea ascendente, tireóidea superior, lingual, facial, occipital e auricular posterior). 8.3 Veia Jugular Interna: trajeto e tributárias A veia jugular interna começa no forame jugular situado na face posterior do crânio, e a partir da dilatação na sua origem, a veia corre inferiormente através do pescoço, na bainha carótica com a artéria carótida interna, e depois com a carótida comum e nervo vago. A bainha carótica envolve veia jugular interna, artéria carótida comum com sua bifurcação em artérias carótidas externa e interna e o nervo vago. A maioria das veias situadas no trígono anterior são tributárias da veia jugular interna, normalmente a maior veia situada no pescoço. A veia jugular interna drena o sangue proveniente do cérebro, parte anterior da face, vísceras cervicais e músculos profundos do pescoço. Começa no forame jugular situado na fosse posterior do crânio e a partir da dilatação na sua origem, a veia corre inferiormente através do pescoço na bainha carótica com a artéria carótida interna, depois com a artéria comum e nervo vago. A artéria encontra-se medial e a veia, lateral. O nervo, posteriormente entre esses vasos. A veia jugular interna deixa o trígono anterior passando profunda ao músculo esternocleidomastóideo. Posterior à extremidade esternal da clavícula, a veia jugular interna se une com a veia subclávia para formar a veia braquiocefálica. 84 As tributárias da veia jugular interna são o seio petroso inferior, veias facial e lingual (tronco comum), faríngea e tireóidea superior e média. Fonte: megacurioso.com.br 8.4 Glândula Tireoide Fonte: acontecesaorobertoma.blogspot.com 85 A glândula tireoide é a maior glândula endócrina do corpo, se encontra na base do pescoço, abaixo do ponto de Adão. Tem a forma de uma borboleta; cada asa, ou lobo, da tireoide está presente em ambos os lados da traqueia. Produz hormônio tireóideo, que controla a taxa de metabolismo e a calcitonina, que controla o metabolismo do cálcio. Essa glândula afeta todas as áreas do corpo, exceto ela mesma, o cérebro, baço, testículos e o útero adultos. Ela se situa profunda aos músculos esternocleidomastóideo e esterno hióideo, do nível das vértebras C5 até T1. Consiste em 2 lobos, direito e esquerdo, anterolaterais à laringe e traqueia. Um istmo une os lobos na parte da frente da traqueia, normalmente anterior ao 2° e 3° anéis da traqueia. A glândula tireoide é circundada por uma cápsula fibrosa, que envia septos profundamente para a glândula. Externa à cápsula encontra-se uma bainha frouxa formada pela camada visceral da lâmina pré-traqueal da fáscia cervical. Tecido conectivo denso fixa a cápsula da glândula tireoide à cartilagem cricóidea e aos anéis superiores da traqueia. A glândula tireoide é vascularizada pelas artérias tireóidea superior (ramo da carótida interna), tireóidea inferior (ramo do tronco tireocervical, da subclávia) e tireóidea ima (ramo inconstante presente em apenas 10% das pessoas). Estes vasos situam-se entre a cápsula fibrosa e a lâmina pré-traqueal da fáscia cervical. Normalmente, o 1° ramo da artéria carótida externa, a artéria tireóidea superior, desce para o polo superior de cada lobo da glândula, perfura a lâmina pré-traqueal da fáscia cervical e se divide em ramos anterior e posterior. A artéria tireóidea inferior, o maior ramo do tronco tireocervical, que se origina da artéria subclávia, corre súpero-medialmente posterior à bainha carótida para alcançar a face posterior da glândula tireoide, dividindo-se em diversos ramos para suprir o polo inferior da glândula. As veias tireóideas superior e média drenam para as veias jugulares internas e para as veias tireóideas inferiores, que drenam para as veiasbraquiocefálicas, posteriores ao manúbrio do esterno. 86 Fonte: fisioterapiaparatodos.com Os vasos linfáticos da glândula tireoide correm no tecido conectivo interlobular, frequentemente em torno das artérias e se comunicam com uma rede capsular de vasos linfáticos. A partir daqui os vasos passam para os linfonodos paratraqueais, pré-laríngeos e pré-traqueais. Lateralmente, os vasos linfáticos localizados ao longo das veias tireóideas superiores passam para os linfonodos cervicais profundos inferiores. Alguns vasos linfáticos podem drenar para os linfonodos braquiocefálicos ou para o ducto torácico. Os nervos da glândula tireoide derivam dos gânglios simpáticos cervicais superior, médio e inferior. Alcançam a glândula através dos plexos cardíacos e periarteriais tireóideos superior e inferior que acompanham as artérias tireóideas, que são fibras vasomotoras (constrição dos vasos sanguíneos). 87 8.5 Paratireóides Fonte: sobiologia.com.br As glândulas paratireóides são pequenas glândulas do sistema endócrino que estão localizadas atrás da tireóide. Existem quatro glândulas paratireóides (aproximadamente 5% das pessoas tem mais), os quais normalmente têm o tamanho de uma ervilha cada uma, pois são ovóides, situando-se normalmente externas à cápsula fibrosa da glândula tireóide. São denominadas de glândulas paratireóides superiores e inferiores. As glândulas paratireóides estão acopladas na tireóide e são responsáveis pelo metabolismo do cálcio, mantendo a concentração sanguínea do cálcio dentro de valores que permitam o bom funcionamento dos sistemas muscular e nervoso. Elas produzem o paratormônio, que controla o metabolismo do cálcio e do fósforo no sangue. Elas têm como alvo o esqueleto, os rins e o intestino. 88 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE FILHO, E.P. PAREIRA, C.F.P. Anatomia Geral. Disponível em: http://md.intaead.com.br/geral/anatomia-geral/pdf/anatomia-geral.pdf. Acesso em: jul 2019. BRASIL. Ministério da Educação. Escola Britânica. Crânio. Disponível em: https://escola.britannica.com.br/artigo/cr%C3%A2nio/482516. Acesso em: jul.2019. CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o Movimento. V. I: Introdução à Análise das Técnicas Corporais / Blandine Calais – Germain; [tradução Sophie Guernet]. São paulo: Manole, 1991. CASTRO, Sebastião Vicente de. Anatomia Fundamental. 3ed. São Paulo: Makron Books, 1985. DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 2ed. São Paulo: Atheneu, 2001. FLECKENSTEIN, P.; TRANUM-JENSEN, J. Anatomia em Diagnóstico por Imagens. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2004. FREITAS, Valdemar de. Anatomia – Conceitos e Fundamentos. São Paulo: Artmed, 2004. GANONG, William F. Fisiologia Médica. 17ed. Guanabara Koogan, 1998. GARDNER, Ernest. Anatomia: Estudo Regional do Corpo Humano. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. GRAY, Tratado de Anatomia Humana. 36ª Edição, Guanabara Koogan, 2000. GUYTON AC, Hall JE. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro 2006. ICB-USP. Departamento de Anatomia. Ossos do Crânio e da Face. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4390375/mod_resource/content/1/Osso s%20do%20cr%C3%A2nio%20e%20da%20face.pdf. Acesso em: jul. 2019. 89 KENHUB. Suturas cranianas. Disponível em: https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/as-suturas-cranianas. Acesso em: ago. 2019 Marieb, Eliane N. Anatomia & fisiologia [n.>curso eletrônico] / Eliane N. Marieb, Hatja Hoehn; tradução Maria Flávia Marques ... [et al.]. - 3. ed. - Dados eletrônicos - Porto Alegre: Artrned, 2008. Moore, Keith. Anatomia orientada para a clínica / Keith L. Moore, Arthur F. Dalley, Anne M.R. Agur; tradução Claudia Lucia Caetano de Araujo. - 7. ed. - Rio de Janeiro: Koogan, 2014. il Tradução de: Moore clinical oriented MÚSCULOS DA CABEÇA. Disponível em: https://www.anatomiaonline.com/musculos-da-cabeca/. Acesso em: ag. 2019. NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. PANDOLFI, F.Z. et al. EFEITO AGUDO DA LIBERAÇÃO MIOFASCIAL CERVICAL E DO ALONGAMENTO DA CADEIA POSTERIOR SOBRE A MOBILIDADE DA COLUNA VERTEBRAL: ESTUDO RANDOMIZADO. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/60986.pdf. Acesso em: ago. 2019 SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000 TORTORA, Gerard J. Princípios de anatomia e fisiologia / Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson; tradução Ana Cavalcanti C. Botelho... [et al.]. – 14. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. VASCONCELLOS NETO, J.R.T. ANATOMIA HUMANA. 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Também é o local onde o alimento é ingerido e o ar é inspirado e expirado Os ossos da cabeça são divididos em: duas partes: o Neurocrânio e o Esqueleto da Face (Viscerocrânio). O neurocrânio fornece o invólucro para o cérebro e as meninges encefálicas, partes proximais dos nervos cranianos e vasos sanguíneos. O crânio possui um teto semelhante a uma abóbada – a Calvaria – e um assoalho ou Base do Crânio que é composta do esfenoide e partes do occipital e do temporal. O Esqueleto da Face consiste em ossos que circundam a boca e o nariz e contribuem para as órbitas. Fonte: auladeanatomia.com Pontos craniométricos Glabela: ponto mediano na região anterior da glabela. Násio: ponto na sutura nasofrontal com a linha mediana. Nasoespinhal: ponto mediano na base da espinha nasal. Próstio: ponto mais anterior do processo alveolar, pré-maxila (entre os incisivos centrais superiores). Pogônio: mais inferior do contorno da mandíbula e do mento, para frente o pogônio e para baixo o mento. https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/10/cabe%C3%A7a-o.png?x73193 8 Mentoniano: ponto mais anterior da base da mandíbula entre pogônio e gnátio. Gnácio: ponto mediano na borda inferior da mandíbula que mais se projeta para baixo. Orbital: ponto mais baixo na margem infra-orbital. Pório: ponto médio no teto do meato acústico externo. Opistocrânio: ponto mais proeminente na linha média posterior (no osso occipital olha-se o crânio de perfil) Ínio: mais inferior do occiptal. Gônio: ponto no ângula da mandíbula que mais se projeta para baixo, para traz e para fora. Êurio: são os pontos mais projetados para a lateral, mais afastados da linha média na parede lateral do crânio (osso parietal). Zígio: ponto mais projetado para a lateral, mais afastado da linha média no osso zigomático (a medida entre os dois zígios é a largura da face). Lâmbida: ponto na sutura lambidóide. Básio: mais inferior sobre a margem anterior do forame magno. Ópstio: é o ponto de contorno posterior do forame magno. Ponto a: ponto mais profundo do contorno da pré-maxila e o processo alveolar, espinha nasal e próstio. Ponto b: mais profundo do contorno do processo alveolar da mandíbula (junção do osso alveolar com o osso basal). Ponto s: visto somente radiograficamente (se localiza no centro da sela túrsica do osso esfenóide). 9 Fonte: anatobuco.blogspot.com 2.2 Planos de secção Esses planos têm a função de separar o corpo em partes, para facilitar o estudo e nomear as estruturas anatômicas com relação espacial. Ou seja, através dos planos anatômicos podemos dividir o corpo humano em 3 dimensões e assim é possível localizar e posicionar todas estruturas. Fonte: slideshare.net 10 Plano Sagital: É o plano que corta o corpo no sentido anteroposterior; possui esse nome porque passa exatamente na sutura sagital do crânio. Quando passa bem no meio do corpo, sobre a linha sagital mediana, é chamado de sagital mediano e quando o corte é feito lateralmente a essa linha, chamamos paramediano. Determina uma porção direita e outra esquerda. Também nos permite dizer se uma estrutura é lateral ou medial. Dizemos que é lateral quando a estrutura se afasta da linha mediana e dizemos que é medial quando ela se aproxima da linha mediana. Plano Coronal: É o plano que corta o corpo lateralmente, de uma orelha a outra. Possui esse nome porque passa exatamente na sutura coronal do crânio. Também pode ser chamado de plano frontal. Ele determina se uma estrutura é anterior ou posterior. Plano Transversal: É o plano que corta o corpo transversalmente, também é chamado de plano axial. Através desse plano podemos dizer se uma estrutura é superior ou inferior. Os Eixos Os eixos anatômicos são formados pelo encontro de dois planos. Eixo sagital: É formado pelo encontro do plano sagital com o plano transversal. Também pode ser chamado de eixo anteroposterior. Eixo longitudinal: É formado pelo encontro do plano coronal com o plano sagital. Também pode ser chamado de eixo crânio-sacral. Eixo transversal: É formado pelo encontro do plano transversal com o plano coronal. Também pode ser chamado de látero-lateral. 11 Fonte: anatomiaonline.com 3 CRÂNIO Fonte: escola.britannica.com.br O crânio é o arcabouço ósseo da cabeça. Ele contém 22 ossos (não contando os ossos da orelha média) e repousa sobre a extremidade superior da coluna vertebral. Os ossos do crânio estão agrupados em duas categoriais: ossos do crânio e ossos da face. Os ossos do crânio formam a cavidade craniana, que encerra e protege o encéfalo. Os oito ossos cranianos são: frontal, 12 dois parietais, dois temporais, occipital, esfenoide e etmoide. Quatorze ossos formam a face: dois nasais, duas maxilas, dois zigomáticos, mandíbula, dois lacrimais, dois palatinos, duas conchas nasais inferiores e vômer. (TORTORA, 2016) Fonte: edisciplinas.usp.br 3.1 Neurocrânio O neurocrânio é a caixa óssea do encéfalo e das membranas que o revestem, as meninges cranianas. Também contém as partes proximais dos nervos cranianos e a vasculatura do encéfalo. Devido ao fato de sua face superior ser curvada, o próprio neurocrânio é responsável por sua sustentação. Isso permite que os ossos sejam finos e, do mesmo modo com o uma casca de ovo, o neurocrânio é notavelmente forte para o seu peso. (MARIEB, 2008) O neurocrânio, em adultos, é formado por uma série de oito ossos: Quatro ossos ímpares centralizados na linha mediana (frontal, etmoide, esfenoide e occipital) Dois pares de ossos bilaterais (temporal e parietal). 13 Fonte: imgrum.pw Osso frontal: osso impar forma a fronte (testa), o teto da cavidade nasal e as órbitas. Osso parietal: osso par, direito e esquerdo, formam os lados e o teto do crânio, estão articulados na linha mediana formando a sutura sagital. Osso temporal: osso par, direito e esquerdo, constituem as paredes laterais do crânio. São formados por uma porção escamosa, a qual se articula com o parietal na sutura escamosa, uma porção mastóidea, porção timpânica e porção petrosa ou rochosa. Osso esfenoide: osso ímpar, irregular e situado na base do crânio na frente dos temporais e à porção basilar do occipital. Osso etmoide: osso impar e mediano. Localizado na base do crânio, mais precisamente na zona anterior medial. Osso occipital: osso ímpar, forma a parte posterior e parte da base do crânio, estão articulados anteriormente com os ossos parietais formando a sutura lambdoide. O neurocrânio tem um teto em forma de cúpula, a calvária, e um assoalho ou base do crânio. Os ossos que formam a calvária são basicamente planos (frontal, temporal e parietal) e formados por ossificação intramembranácea do mesênquima da cabeça, a partir da crista neural. 14 Calvária Assoalho Fonte: rle.dainf.ct.utfpr.edu.br Fonte: anatpat.unicamp.br Os ossos da base do crânio são basicamente irregulares e têm grandes partes planas (esfenoide e temporal) formadas por ossificação endocondral da cartilagem (condrocrânio) ou por mais de um tipo de ossificação. Os chamados ossos planos e as partes planas dos ossos que formam o neurocrânio são, na verdade, curvos, com faces externas convexas e faces internas côncavas. A maioria dos ossos da calvária é unida por suturas entrelaçadas fibrosas, entretanto, durante a infância, alguns ossos (esfenoide e occipital) são unidos por cartilagem hialina(sincondroses). A medula espinal mantém a continuidade com o encéfalo através do forame magno, uma grande abertura na base do crânio. 3.2 Viscerocrânio (esqueleto facial) Compreende os ossos da face que se desenvolvem principalmente no mesênquima dos arcos faríngeos embrionários (Moore et al., 2012). O viscerocrânio forma a parte anterior do crânio e consiste nos ossos que 15 circundam a boca (maxila e mandíbula), nariz/cavidade nasal, e a maior parte das órbitas (cavidades orbitais). O Viscerocrânio é formado por 14 ossos dos quais apenas a mandíbula e o vômer são ímpares. As maxilas, os zigomáticos, os nasais, os lacrimais, os palatinas e as conchas nasais inferiores são ossos pares. Via de regra, o esqueleto da face dos homens é mais alongado que o das mulheres; portanto, a face das mulheres tende a ser mais redonda e menos angular. (MARIEB, 2008) Fonte: pensandociencias.com Osso maxilar: formado pelas maxilas, direita e esquerda, ocupando quase toda face. Osso palatino: osso par, direito e esquerdo em forma de L, apresentam uma lâmina vertical e outra lâmina horizontal, estão localizados atrás das maxilas e participam diretamente da delimitação das cavidades nasal, bucal e orbitária. Osso zigomático: osso par e irregular, direito e esquerdo, também chamado malar e que formam as saliências da face. Osso nasal: osso irregular, par, direito e esquerdo, estão articulados entre si no plano mediano e formam o esqueleto ósseo da parte do dorso do nariz. 16 Osso lacrimal: osso par, localizados na parte anterior da parede medial da órbita delimitando a fossa do saco lacrimal. Conchas nasais inferiores: ossos laminares, independentes e irregulares, estão situados na cavidade nasal. Osso vômer: osso ímpar, situado na face anterior do crânio e mantêm- se articulado com o osso esfenoide, possui uma lâmina que, juntamente com a lâmina perpendicular do esfenoide, formam o septo nasal ósseo. Osso hioide: Pequeno osso, impar, em forma de ferradura que não pertence ao crânio e nem à face, está localizado na região do pescoço, abaixo da mandíbula e acima da cartilagem tireóidea da laringe. Este osso não se articula com nenhum outro osso e está sustentado pelos músculos do pescoço. Mandíbula: o único osso móvel da face, impar, encontra-se articulado com os ossos temporais através de seus côndilos formando a articulação têmporo-mandibular, conhecida como ATM. A mandíbula apresenta-se em forma de ferradura onde estão formados os alvéolos da arcada dentária inferior, e dois ramos, uma continuação do corpo em uma angulação denominada ângulo da mandíbula. A maxila e a mandíbula abrigam os dentes — isto é, propiciam as cavidades e o osso de sustentação para os dentes maxilares e mandibulares. As maxilas representam a maior parte do esqueleto facial superior, formando o esqueleto da arcada dentária superior, que está fixada à base do crânio. A mandíbula forma o esqueleto da arcada dentária inferior, que é móvel porque se articula com a base do crânio nas articulações têmporo-mandibulares. 17 Fonte: estudos-na-web Desproporção do Neurocrânio x Viscerocrânio Neurocrânio Viscerocrânio Mais volumoso ao nascimento: relacionado ao crescimento do encéfalo, olhos e órgãos da audição e equilíbrio. Desenvolvimento está ligado ao aparecimento dos dentes e seios maxilares. Fonte: Adaptado de: edisciplinas.usp.br Fonte: edisciplinas.usp.br 18 Fonte: edisciplinas.usp.br 3.3 Vista lateral do crânio A vista lateral do crânio é formada pelo neurocrânio e viscerocrânio. Os principais constituintes do neurocrânio são a fossa temporal, o poro acústico externo do meato acústico externo e o processo mastoide do temporal. Os principais constituintes do viscerocrânio são a fossa infratemporal, o arco zigomático e as faces laterais da maxila e mandíbula. Os limites superior e posterior da fossa temporal são as linhas temporais superior e inferior; o limite anterior é representado pelo frontal e pelo zigomático; e o limite inferior é o arco zigomático. A margem superior desse arco corresponde ao limite inferior do hemisfério cerebral. O arco zigomático é formado pela união do processo temporal do zigomático com o processo zigomático do temporal. 19 Fonte: sanbiomedica.blogspot.com Na parte anterior da fossa temporal, 3 a 4 cm acima do ponto médio do arco zigomático, há uma área clinicamente importante de junções ósseas: o ptério. Em geral, ele é indicado por suturas que formam um H e unem o frontal, o parietal, o esfenoide (asa maior) e o temporal. Menos comum é a articulação de frontal e temporal; às vezes há um ponto de encontro dos quatro ossos. O poro acústico externo é a entrada do meato acústico externo, que leva à membrana timpânica (tímpano). O processo mastoide do temporal situa-se póstero-inferiormente ao poro acústico externo do meato. Antero medialmente ao processo mastoide há o processo estiloide do temporal, uma projeção fina, pontiaguda, semelhante a uma agulha. A fossa infra temporal é um espaço irregular situado inferior e profundamente ao arco zigomático e à mandíbula e posteriormente à maxila. 20 Fonte: biologiapontal.blogspot.com Ponto de referência Forma e localização Ptério Junção da asa maior do esfenoide, parte escamosa do temporal, frontal e parietal; no trajeto da divisão anterior da artéria meníngea média Lambda Ponto na calvária na junção das suturas lambdóidea e sagital Bregma Ponto na calvária na junção das suturas coronal e sagital Vértice Ponto superior do neurocrânio, no meio, com o crânio orientado no plano anatômico (orbitomeatal ou de Frankfort) Astério Tem formato de estrela; localizado na junção de três suturas: parietomastóidea, occipitomastóidea e lambdóidea Glabela Proeminência lisa; mais acentuada em homens; nos frontais superiormente à raiz do nariz; parte com projeção mais anterior da fronte 21 Ínio Ponto mais proeminente da protuberância occipital externa Násio Ponto de encontro das suturas frontonasal e internasal do crânio Fonte: adaptado de Moore, Keith Fonte: prateleiradodentista.blogspot.com 3.4 Vista occipital do crânio A vista occipital ou posterior do crânio é formada pelo occipúcio, partes dos parietais e partes mastóideas dos temporais. Em geral, a protuberância occipital externa é palpada com facilidade no plano mediano, mas, às vezes (sobretudo nas mulheres), é imperceptível. Um ponto craniométrico definido pela extremidade da protuberância externa é o ínio. A crista occipital externa desce da protuberância em direção ao forame magno, a grande abertura na parte basilar do occipital. A linha nucal superior, que forma o limite superior do pescoço, estende-se lateralmente a partir de cada lado da protuberância; a linha nucal inferior é menos evidente. No centro do occipúcio, o lambda indica a junção das suturas sagital e lambdóidea. Às vezes o lambda é palpado como uma depressão. Pode haver um ou mais ossos suturais (ossos acessórios) no lambda ou perto do processo mastoide. 22 Fonte: artedentaria.blogspot.com 3.5 Vista superior (vertical) do crânio A vista superior (vertical) do crânio, em geral um pouco oval, alarga-se em sentido posterolateral nas eminências parietais. Em algumas pessoas as eminências frontais também são visíveis, conferindo à calvária uma aparência quase quadrada. A sutura coronal separa o frontal e os parietais, a sutura sagital separa os parietais e a sutura lambdóidea separa os parietais e temporais do occipital. O bregma é o ponto de referência craniométrico formado pela interseção das suturas sagital e coronal. O vértice, o ponto mais alto da calvária, está perto do ponto médio da sutura sagital. O forame parietal é uma abertura pequena e inconstante localizadana região posterior do parietal, perto da sutura sagital pode haver dois forames parietais. A maioria dos forames irregulares e muito variáveis encontrados no neurocrânio consiste em forames emissários que dão passagem às veias emissárias, responsáveis pela conexão entre as veias do couro cabeludo e os seios venosos da dura-máter. 23 Fonte: anatomiaonline.com 3.6 Vista inferior da base do crânio A base do crânio é a parte inferior do neurocrânio (assoalho da cavidade do crânio) e viscerocrânio menos a mandíbula. A vista inferior da base do crânio é constituída pelo arco alveolar da maxila (a margem livre dos processos alveolares que circundam e sustentam os dentes maxilares); pelos processos palatinos das maxilas; pelo palatino, esfenoide, vômer, temporal e occipital. Fonte: passeidireto.com 24 A parte anterior do palato duro (palato ósseo) é formada pelos processos palatinos da maxila e a parte posterior, pelas lâminas horizontais dos palatinos. A margem posterior livre do palato duro projeta-se posteriormente no plano mediano como a espinha nasal posterior. Posteriormente aos dentes incisivos centrais está a fossa incisiva, uma depressão na linha mediana do palato duro na qual se abrem os canais incisivos. Fonte: fabreu.com Os nervos nasopalatinos direito e esquerdo partem do nariz através de um número variável de canais incisivos e forames (podem ser bilaterais ou fundidos em uma única estrutura). Na região posterolateral estão situados os forames palatinos maior e menor. Superiormente à margem posterior do palato há duas grandes aberturas: os cóanos (aberturas nasais posteriores), separados pelo vômer, um osso plano ímpar trapezoide que constitui uma grande parte do septo nasal ósseo. 25 Fonte: blogchamaafisio.wordpress.com Encaixado entre o frontal, o temporal e o occipital estão o esfenoide, um osso ímpar irregular formado por um corpo e três pares de processos: asas maiores, asas menores e processos pterigoides. As asas maiores e menores do esfenoide estendem-se lateralmente a partir das faces laterais do corpo do osso. As asas maiores têm faces orbital, temporal e infra temporal observadas nas vistas facial, lateral e inferior do exterior do crânio e as faces cerebrais são observadas nas vistas internas da base do crânio. Os processos pterigoides, formados pelas lâminas lateral e medial, estendem-se em sentido inferior, de cada lado do esfenoide, a partir da junção do corpo e das asas maiores. O sulco para a parte cartilagínea da tuba auditiva situa-se medial à espinha do esfenoide, abaixo da junção da asa maior do esfenoide com a parte petrosa do temporal. As depressões na parte escamosa do temporal, denominadas fossas mandibulares, acomodam os côndilos mandibulares quando a boca está fechada. A parte posterior da base do crânio é formada pelo occipital, que se articula com o esfenoide anteriormente. 26 Fonte: auladeanatomia.com Fonte: auladeanatomia.com As quatro partes do occipital são dispostas ao redor do forame magno, o elemento mais visível da base do crânio. As principais estruturas que atravessam esse grande forame são: a medula espinal (onde se torna contínua com o bulbo do encéfalo); as meninges do encéfalo e da medula espinal; as artérias vertebrais; as artérias espinais anteriores e posteriores; e a raiz espinal do nervo acessório (NC XI). 27 Nas partes laterais do occipital há duas grandes protuberâncias, os côndilos occipitais, por intermédio dos quais o crânio articula-se com a coluna vertebral. Fonte: passeidireto.com A grande abertura entre o occipital e a parte petrosa do temporal é o forame jugular, por onde emergem do crânio a veia jugular interna (VJI) e vários nervos cranianos (NC IX ao NC XI). A entrada da artéria carótida interna no canal carótico situa-se imediatamente anterior ao forame jugular. Os processos mastoides são locais de fixação muscular. O forame estilomastóideo, que dá passagem ao nervo facial (NC VII) e à artéria estilomastóidea, situa-se posteriormente à base do processo estiloide. 28 Fonte: auladeanatomia.com 3.7 Vista superior da base do crânio A face superior da base do crânio tem três grandes depressões situadas em diferentes níveis: as fossas anterior, média e posterior do crânio, que formam o assoalho côncavo da cavidade do crânio. A fossa anterior do crânio está situada no nível mais alto, e a fossa posterior está no nível mais baixo. Fossa anterior do crânio As partes inferior e anterior dos lobos frontais do encéfalo ocupam a fossa anterior do crânio, a mais superficial das três fossas do crânio. Essa fossa é formada pelo frontal anteriormente, o etmoide no meio, e o corpo e as asas menores do esfenoide posteriormente. A parte maior da fossa é formada pelas partes orbitais do frontal, que sustentam os lobos frontais do encéfalo e formam os tetos das órbitas. Essa superfície tem impressões sinuosas (impressões encefálicas) dos giros (cristas) orbitais dos lobos frontais. A crista frontal é uma extensão óssea mediana do frontal. Em sua base está o forame cego do frontal, que dá passagem a vasos durante o desenvolvimento fetal, mas se torna insignificante depois do nascimento. 29 A crista etmoidal é uma crista óssea mediana e espessa, situada posteriormente ao forame cego, que se projeta superiormente a partir do etmoide. De cada lado dessa crista está a lâmina cribriforme do osso etmoide, semelhante a uma peneira. Seus muitos forames pequenos dão passagem aos nervos olfatórios (NC I), que seguem das áreas olfatórias das cavidades nasais até os bulbos olfatórios do encéfalo, situados sobre essa lâmina. Fossa média do crânio A fossa média do crânio, em forma de borboleta, tem uma parte central formada pela sela turca no corpo do esfenoide e grandes partes laterais deprimidas de cada lado. A fossa média do crânio situa-se posteroinferiormente à fossa anterior do crânio, separada dela pelas cristas esfenoidais salientes lateralmente e o limbo esfenoidal no centro. As cristas esfenoidais são formadas principalmente pelas margens posteriores salientes das asas menores dos esfenoides, que se projetam sobre as partes laterais das fossas anteriormente. Os limites mediais das cristas esfenoidais são os processos clinoides anteriores, duas projeções ósseas pontiagudas. Fonte: anatomiaonline.com 30 Fossa posterior do crânio A fossa posterior do crânio, a maior e mais profunda das três, aloja o cerebelo, a ponte e o bulbo. É formada principalmente pelo occipital, mas o dorso da sela do esfenoide marca seu limite anterior central, e as partes petrosa e mastóidea dos temporais formam as “paredes” anterolaterais. A partir do dorso da sela há uma inclinação acentuada, o clivo, no centro da parte anterior da fossa que leva ao forame magno. Posteriormente a essa grande abertura, a fossa posterior do crânio é parcialmente dividida pela crista occipital interna em grandes impressões côncavas bilaterais, as fossas cerebelares. A crista occipital interna termina na protuberância occipital interna formada em relação à confluência dos seios, uma fusão dos seios venosos durais. Fonte: auladeanatomia.com Sulcos largos mostram o trajeto horizontal do seio transverso e do seio sigmóideo em formato de S. Na base da crista petrosa do temporal está o forame jugular, que dá passagem a vários nervos cranianos além do seio sigmóideo que sai do crânio como a veia jugular interna (VJI). 31 Antero-superiormente ao forame jugular está o meato acústico interno para os nervos facial (NC VII) e vestibulococlear (NC VIII) e a artéria do labirinto. O canal do nervo hipoglosso (NC XII) situa-se superiormente à margem anterolateral do forame magno. Fonte: ib.unicamp.br 3.8 Suturas craniais As suturascranianas são articulações fibrosas que conectam os ossos do crânio. Estas linhas complexas e finas, marcam a aderência entre os ossos, o crescimento e o fechamento das fontanelas cranianas. São articulações fibrosas, constituídas por várias camadas de tecido conjuntivo fragmentado denso, que se encontram entre os ossos do crânio, estabelecendo ligações entre esses ossos. O tecido conjuntivo denso que conecta as suturas é constituído principalmente por colágeno. Estas juntas são fixas, imóveis e não têm cavidade. Elas também são chamadas de sinartroses. No crânio fetal, as suturas são largas e permitem ligeiros movimentos durante o parto, tornando- se depois rígidas e fixas como nos adultos. 32 Podem ser encontrados quatro tipos de suturas: Suturas planas: A borda dos ossos que se articulam dispõe-se de forma retilínea. Exemplo: sutura entre os ossos nasais (sutura internasal) Suturas escamosas: Articulações que se encontram entre ossos que juntos estabelecem um encurvamento relativamente grande. Exemplo: sutura entre os ossos parietal e temporal (sutura parietotemporal ou escamosa) Suturas serreadas: Articulações que se encontram sob a forma de linhas "denteadas". Exemplo: sutura entre ossos parietais (sutura interparietal ou sagital) Suturas gonfoses: em forma de pinos. Exemplo: Sutura Alvéolo-Dentária (a sutura que forma os dentes) Fonte: anatomiaunieuro.blogspot.com Fonte: tailisom.blogspot.com Sutura coronal: Osso parietal - Osso frontal; Sutura sagital: Osso parietal - Osso parietal; Sutura lambdóide: Osso parietal - Osso occipital; Sutura mediana: Divide o osso frontal em duas metades. Esta sutura tem tendência a desaparecer durante a infância, mas pode persistir como sutura metópica (pouco frequente) Bregma: ponto de encontro das suturas coronal e sagital Lambda: o ponto de encontro das suturas sagital e lambdoide. 33 Fonte: focoenf.blogspot.com Fonte: wikiwand.com Fonte: studyblue.com Visão anterior do crânio Sutura frontonasal: entre o osso frontal e os ossos nasais Sutura frontozigomática: entre o osso frontal e o osso zigomático Sutura zigomático-axilar: entre o osso zigomático e a maxila Sutura intermaxilar: entre dois maxilares 34 Sutura metópica: encontrada em crianças; na linha média do osso frontal Visão posterior do crânio Sutura sagital: entre os dois ossos parietais Sutura lambdoide: entre o osso parietal e o osso occipital Lambda: convergência da sutura sagital e lambdoide (assemelha-se a uma letra grega 'lambda') Visão superior do crânio Sutura coronal: entre o osso frontal e o osso parietal Bregma : convergência das suturas sagital e coronal Visão lateral do crânio Sutura escamosa: entre o osso parietal e osso temporal Sutura esfeno-frontal: entre o osso frontal e o osso esfenoide Sutura esfeno-parietal: entre o osso esfenoide e o osso parietal Sutura occipitomastóide: entre o osso occipital e a apófise mastoide do osso temporal Sutura temporozigomática: entre o osso temporal e o osso zigomático Visão inferior do crânio Sutura palatina mediana: entre as placas horizontal dos palatinos Sutura palatina transversal: entre a apófise palatina do osso maxilar e o osso palatino Sutura petro-occipital: entre o osso occipital e parte petrosa do osso temporal Sutura esfeno-occipital entre o osso esfenoidal e o osso occipital Sutura petro-escamosa: entre as partes petrosa e escamosa do osso temporal. 35 Sutura petro-timpânica: entre a articulação temporomandibular e a cavidade timpânica. Fonte: kenhub.com 4 FACE (VISCEROCRÂNIO) Fonte: descomplicandoanatomia.blogspot.com A face é a superfície anterior da cabeça, da fronte ao queixo e de uma orelha à outra. A face determina nossa identidade como ser humano; assim, suas malformações, cicatrizes ou outras alterações causadas por doença ou traumatismo têm consequências marcantes que ultrapassam os efeitos físicos. O formato básico da face é determinado pelos ossos subjacentes. A individualidade resulta principalmente da variação anatômica: diferenças do formato e proeminência relativa dos acidentes ósseos do crânio; deposição de tecido adiposo; da cor e dos efeitos do envelhecimento sobre a pele; e abundância, natureza e distribuição dos pelos na face e no couro cabeludo. O tamanho relativamente grande dos corpos adiposos da bochecha em lactentes, impede seu colapso durante a sucção e produz a aparência bochechuda. Os ossos da face crescem por mais tempo do que os da calvária. 36 O crescimento do etmoide, das cavidades orbitais e das partes superiores das cavidades nasais está quase completo aos 7 anos de idade. A expansão das órbitas e o crescimento do septo nasal deslocam as maxilas em sentido inferoanterior. O crescimento da face é considerável na infância, quando os seios paranasais se desenvolvem e os dentes permanentes irrompem. A face é importante na comunicação. Nossas interações com outras pessoas ocorrem principalmente por intermédio dela (inclusive das orelhas); daí o termo interface para designar uma área de interação. Embora seu formato e suas peculiaridades garantam nossa identidade, grande parte do efeito que exercemos sobre os outros, e de suas ideias a nosso respeito, resulta de como usamos os músculos faciais para produzir pequenas alterações nos elementos que constituem a expressão facial. 4.1 Maxilar É um osso plano e irregular. Forma quatro cavidades: o teto da cavidade bucal, o soalho e a parede lateral do nariz, o soalho da órbita e o seio maxilar, cada osso apresenta um corpo e quatro processos. Corpo Forame Infraorbitário: passagem para os vasos e nervo infra- orbitais Face Orbital: forma a maior parte do soalho da órbita Seio Maxilar: grande cavidade piramidal dentro do corpo da maxila Processos Frontal: forte lâmina que parte do limite lateral do nariz Zigomático: eminência triangular e áspera localizada no ângulo de separação das faces anterior, infratemporal e orbital Alveolar: cavidades profundas para recepção dos dentes Palatino: horizontal e projeta-se medialmente da face nasal do osso 37 A Maxila articula-se com nove ossos: Frontal, Etmoide, Nasal, Zigomático, Concha Nasal Inferior, Lacrimal, Palatino, Vômer e Maxila do lado oposto. Fonte: auladeanatomia.com 4.2 Mandíbula É um osso ímpar que contém a arcada dentária inferior. Consiste de uma porção horizontal, o corpo, e duas porções perpendiculares, os ramos, que se unem ao corpo em um ângulo quase reto. 1) Corpo Face Externa: Protuberância Mentoniana: eminência triangular Sínfise Mentoniana (Ponto Antropométrico): crista suave na linha mediana Forame Mentoniano: depressão de cada lado da sínfise. Passagem de vasos e nervo mentoniano Linha Oblíqua Externa Face Interna Espinha Mentoniana: par de espinhas próximo da sínfise Fossa Digástrica: pouco abaixo das espinhas mentais 38 Fossa Sublingual: acima da linha milo-hioidea Fossa Submandibular: abaixo da linha milo-hioidea Linha Milo-hioidea (Oblíqua Interna): ao lado da sínfise e dirige- se para trás Bordas Superior ou Alveolar: recebe os dezesseis dentes da arcada dentária inferior Inferior 2) Ramos Apresentam duas faces, quatro bordas e dois processos: Face Lateral: apresenta cristas oblíquas para inserção do músculo masseter Face Medial: apresenta as seguintes estruturas: Forame Mandibular: passagem de vasos e nervo alveolares inferiores Sulco Milo-Hioideo Língula da Mandíbula: crista proeminente acima do sulco milo- hioideo Borda Inferior: encontra-se o ângulo da mandíbula Borda Posterior: é recoberta pela glândula parótida Borda Anterior: continua-se com a linha oblíqua Borda Superior: possui dois processos muito importantes: Processo Coronoide Processo Condilar (articula-se com o disco articular da articulação temporomandibular – ATM). Entre estes dois processos encontramos a incisura da mandíbula. A Mandíbula articula-se com dois ossos: Temporais (2) 39 Fonte: anatomiaonlinenet.blogspot.com 4.3 Zigomático Forma parte da parede lateral e soalho da órbita. É um osso par e irregular. Apresenta as seguintes estruturas: faces malar, orbital, temporal; processos frontal, temporal e maxilar e quatro bordas. 1) Faces Face Malar: convexa; possui um forame (forame zigomaticofacial) que serve para passagem de nervo e vasos zigomaticofaciais Face Temporal: côncava Face Orbital: forma parte do soalho e parede lateral da órbita 2) Processos Processo Frontal: articula-se com o frontal Processo Maxilar: articula-se com a maxila Processo Temporal: articula-se com o temporal 3) Arco Zigomático Processo Temporal do Osso Zigomático Processo Zigomático do Osso Temporal 40 Fonte: auladeanatomia.com 4.4 Palatino Forma a parte posterior do palato duro, parte do soalho e parede lateral da cavidade nasal e o soalho da órbita. É formado por uma parte vertical e uma horizontal e apresenta 3 processos: piramidal, orbital e esfenoidal. 1) Parte Horizontal Apresenta duas faces e três bordas: Face Nasal: forma o soalho da cavidade nasal Face Inferior (Palatina): forma parte do palato duro Borda Anterior: articula-se com a maxila Borda Posterior: serve como inserção do palato mole e úvula Borda Medial: articula-se com o osso palatino do lado oposto 2) Parte Vertical Apresenta duas faces e quatro bordas: Face Nasal: articula-se com a concha nasal inferior e média Face Maxilar: articula-se com a maxila Borda Anterior: é fina e irregular 41 Borda Posterior: articula-se com o osso esfenoide Borda Superior: articula-se com o corpo do osso esfenoide Borda Inferior 3) Processos Processo Piramidal: articula-se com a maxila Processo Orbital: articula-se com a maxila, esfenoide, etmoide. Forma parte do soalho da órbita Processo Esfenoidal: articula-se com o osso esfenoide O Palatino articula-se com 6 ossos: Esfenoide, Etmoide, Vômer, Maxila, Concha Nasal Inferior e com o osso Palatino do lado oposto. Fonte: pinterest.com Fonte: auladeanatomia.com 4.5 Lacrimal Localiza-se na parte medial da órbita. É o menor e mais frágil osso da face. O Lacrimal articula-se com 4 ossos: Frontal, Etmoide, Maxila e Concha Nasal Inferior. 42 Fonte: auladeanatomia.com 4.6 Vômer É um osso ímpar. Forma as porções posteriores e inferiores do septo nasal. O Vômer articula-se com 6 ossos: Esfenoide, Etmoide, Maxilares (2) e Palatinos (2). Fonte: auladeanatomia.com 43 4.7 Nasal Forma, com o nasal do lado oposto, o dorso do nariz. O Nasal articula- se com 4 ossos: Frontal, Etmoide, Maxila e Nasal do lado oposto. Fonte: researchgate.net 4.8 Concha nasal inferior Localiza-se ao longo da parede lateral da cavidade nasal. Apresenta duas faces e duas bordas: Face Medial: convexa Face Lateral: côncava Borda Superior: apresenta três processos: lacrimal, etmoidal e maxilar Borda Inferior: é livre e espessa A Concha Nasal Inferior articula-se com 4 ossos: Etmoide, Maxila, Lacrimal e Palatino. 44 Fonte: geocities.ws 5 MÚSCULOS DA CABEÇA Fonte: br.freepik.com Os músculos da cabeça são estriados e produzem os movimentos dos tecidos moles faciais subdérmicos (pele) que animam várias expressões da comunicação não verbal (expressões faciais). Permitem também, os movimentos na articulação temporomandibular que ocorrem durante a mastigação e a fala. Os movimentos conjugados do globo 45 ocular (olho) e os movimentos coordenados que ocorrem durante atividades, tais como deglutição, fala e virar a cabeça em resposta a estímulos visuais e/ou auditivos. Os músculos da cabeça são divididos em músculos da mastigação e músculos da face (ou músculos da mímica facial). 5.1 Músculos da Mastigação 1) Músculo Temporal É um músculo largo, plano e triangular localizado na fossa temporal, na face lateral da cabeça. Passa por baixo do arco zigomático, para se inserir na mandíbula. Origem: Osso Temporal abaixo da linha temporal inferior e lâmina profunda da fáscia temporal Inserção: Ápice e face medial do processo coronóide da mandíbula Inervação: Nn. temporais profundos (N. mandibular – V/3) Ação: Oclusão e retrusão da mandíbula Fonte: auladeanatomia.com 2) Músculo Masseter É o músculo mais potente da mastigação, é quadrangular e espesso. É constituído de duas porções, uma profunda e outra superficial. 46 Origem: Arco zigomático; Parte superficial: margem inferior, 2/3 anteriores; Parte profunda: terço posterior da margem inferior e da face interna Inserção: Face externa do ângulo da mandíbula, tuberosidade massetérica e ramo da mandíbula Inervação: Nervo massetérico (N. mandibular – V/3) Ação: Oclusão da mandíbula Fonte: auladeanatomia.com 3) Músculo Pterigóideo Medial É um músculo quadrado e espesso, localizado medialmente ao ramo da mandíbula. Origem: Fossa pterigóidea e lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide Inserção: Face medial do ângulo da mandíbula, tuberosidade pterigóidea Inervação: Nervo do pterigóideo medial (N. mandibular – V/3) Ação: Oclusão da mandíbula 47 Fonte: auladeanatomia.com 4) Músculo Pterigóideo Lateral É composto por duas cabeças, tem forma de cone e arquitetura bipenada. Origem: Cabeça Inferior (acessória): Face temporal da asa maior do esfenoide. Cabeça Superior: superfície externa da lâmina lateral do processo pterigóide Inserção: Cabeça do côndilo da mandíbula e face anterior do disco articular Inervação: Nervo pterigóideo lateral (N. mandibular – V/3) Ação: Contração Unilateral: Lateralização da mandíbula contralateral. Contração Bilateral: Abertura e protrusão da mandíbula. 48 Fonte: auladeanatomia.com 5.2 Músculos da Face (Mímica Facial) Os músculos da mímica facial são responsáveis pelas expressões faciais. São delgados músculos cutâneos que de um modo geral se originam ou da fáscia ou dos ossos da face e se fixam à derme. Desta forma sua contração é capaz de mexer a pele e mudar a expressões faciais, fechar os olhos ou dilatar as narinas entre outros movimentos. Todos os músculos faciais são inervados pelo VII par craniano, o nervo facial. 1) Músculo Epicrânio É uma vasta lâmina musculotendinosa que reveste o vértice e as faces laterais do crânio, desde o osso occipital até a sobrancelha. O Músculo Epicrânico é formado pelo ventre occipital e pelo ventre frontal do Músculo occiptofrontal juntamente com o Músculo Temporoparietal. Estes são reunidos por uma extensa aponeurose intermediária: a gálea aponeurótica ou aponeurose epicrânica. 49 Fonte: slideplayer.com.br 2) Músculo Occiptofrontal Ventre Occipital Ventre Frontal Origem: Linha nucal suprema Origem: Pele da fronte, se entrelaça com os Mm. Prócero, corrugador e abaixador do supercílio e com orbicular do olho Inserção: Gálea aponeurótica ou aponeurose epicrânica Inserção: Aponeurose epicrânica Inervação: Nervo facial (VII) Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Movimenta o escalpo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte Ação: Movimenta o escalpo, eleva as sobrancelhas de um ou de ambos os lados Fonte: adaptado de anatomiaonline.com 50 Fonte: slideplayer.com.br Fonte: passeidireto.com3) Músculo Temporoparietal É um músculo muito delgado, localizado na fossa temporal. Origem: Fáscia temporal e pele da região temporal Inserção: Borda lateral da aponeurose epicrânica Inervação: Nervo Facial (VII) Ação: Movimenta o escalpo e traciona para trás a pele das têmporas. Combina-se com o occipitofrontal para enrugar a fronte e ampliar os olhos (expressão de medo e horror). 4) Músculo Auricular Anterior É um músculo pequeno e fino, muito difícil de ser dissecado. Está situado sobre a aponeurose epicraniana. Origem: Porção anterior da fáscia temporal Inserção: Espinha da hélice Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Traciona o pavilhão da orelha para frente e para cima 51 Fonte: ericasitta.wordpress.com 5) Músculo Auricular Superior Músculo muito delicado em forma de leque, localizado sobre a aponeurose epicraniana. Origem: Aponeurose Epicrânica Inserção: Raiz da orelha externa Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Traciona o pavilhão da orelha para cima 6) Músculo Auricular Posterior Músculo quadrangular, localizado posteriormente ao conduto auditivo externo. Origem: Processo mastóide, tendão do M. esternocleidomastóideo Inserção: Raiz da orelha externa Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Traciona o pavilhão da orelha para trás 7) Músculo Orbicular do Olho Este músculo contorna toda a circunferência da órbita. Divide-se em três porções: palpebral, orbital e lacrimal. 52 Origem: Parte nasal do osso frontal, processo frontal da maxila, ligamento palpebral medial, osso lacrimal Porção orbital: parte nasal do osso frontal; Porção lacrimal: crista lacrimal do osso lacrimal; Porção palpebral: ligamento palpebral medial Inserção: Circunda a órbita, como um esfíncter Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Fecha as pálpebras, comprime o saco lacrimal e movimenta os supercílios Fonte: cosmeticaprofissional.net 8) Músculo Abaixador do Supercílio É um músculo delgado situado medialmente ao m. orbicular do olho. Origem: parte nasal do osso frontal Inserção: Terço medial da pele do supercílio Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Abaixa a pele da fronte e dos supercílios 9) Músculo Corrugador do Supercílio Pequeno e estreito, com formato piramidal. Para visualizá-lo é necessário que o m. orbicular do olho e o m. frontal sejam rebatidos. Origem: parte nasal do osso frontal Inserção: Terço médio da pele do supercílio 53 Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Abaixa a pele da fronte e dos supercílios 10) Músculo Prócero Em latim chama-se piramidalis nasi. Recebe este nome por ter formato piramidal e estar situado sobre o osso nasal. É quase uma continuação do m. frontal. Origem: Osso nasal, cartilagem nasal lateral Inserção: Pele da glabela Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Abaixa a pele da fronte e dos supercílios Fonte: saturninopimenta.com.br 11) Músculo Nasal É um músculo fino com contorno irregular. É constituído por duas porções, uma transversa que comprime o nariz e outra alar que dilata o nariz. Origem: Porção Transversa: Eminências caninas da maxila; Porção Alar: Eminências incisivas laterais Inserção: Porção Transversa: Cartilagem nasal lateral; 54 Porção Alar: Asa do nariz Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Dilatação do nariz 12) Músculo Abaixador do Septo do Nariz Pode estar ausente em algumas pessoas. Origem: Eminências incisivas laterais Inserção: Cartilagem do septo e cartilagem alar maior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Traciona para baixo as asas do nariz, estreitando as narinas 13) Músculo Levantador do Lábio Superior É um músculo plano e quadrangular, cuja origem é muito ampla. Origem: Margem inferior da órbita acima do forame infra-orbital, maxila e zigomático Inserção: Lábio superior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Levanta o lábio superior e leva-o um pouco para frente 14) Músculo Levantador do Lábio Superior e da Asa do Nariz É um músculo plano e está localizado entre o m. nasal e o m. levantador do lábio superior. Origem: Processo frontal da maxila Inserção: Cartilagem alar maior, pele do nariz e lábio superior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Dilata a narina e levanta o lábio superior 15) Músculo Levantador do Ângulo da Boca Em latim chama-se caninus. Tem esse nome devido sua fixação de origem. É um músculo plano e triangular. Origem: Fossa canina da maxila Inserção: Ângulo da boca Inervação: Nervo facial Ação: Eleva o ângulo da boca e acentua o sulco nasolabial 55 16) Músculo Zigomático Menor É um músculo cilíndrico e estreito, situado lateralmente ao músculo levantador do lábio superior. Origem: Superfície malar do osso zigomático Inserção: Lábio superior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial. 17) Músculo Zigomático Maior É mais largo que o zigomático menor, localizado na bochecha, se estende do osso zigomático à comissura labial onde se funde as fibras dos músculos levantador do ângulo da boca e orbicular da boca. Origem: Superfície malar do osso zigomático Inserção: Ângulo da boca e lábio superior Inervação: Nervo facial Ação: Traciona o ângulo da boca para trás e para cima (risada) 18) Músculo Risório É plano e delgado, está situado na bochecha e suas fibras se confundem com as fibras do músculo platisma. Origem: Fáscia parotideomassetérica Inserção: Ângulo da boca e lábio superior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Retrai o ângulo da boca lateralmente (riso forçado) 19) Músculo Abaixador do Lábio Inferior Em latim quadratus labii. É curto e quadrangular, está situado no queixo. Suas fibras parecem ser a continuação do músculo platisma. Origem: Linha oblíqua da mandíbula Inserção: Tegumento do lábio inferior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Repuxa o lábio inferior diretamente para baixo e lateralmente (expressão de ironia) 56 20) Músculo Abaixador do Ângulo da Boca É um músculo plano e delgado localizado sobre o músculo abaixador do lábio inferior. Origem: Linha oblíqua da mandíbula Inserção: Ângulo da boca, lábio superior Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Deprime o ângulo da boca (expressão de tristeza) 21) Músculo Mentual É um músculo grosso, cilíndrico e par situado no queixo sob o músculo abaixador do ângulo da boca. Origem: Fossas incisivas laterais da mandíbula Inserção: Tegumento do queixo Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Eleva e projeta para fora o lábio superior e enruga a pele do queixo 22) Músculo Transverso do Mento Não é encontrado em todos seres humanos. Origem: Parte transversal do M. mental Inserção: Pele da protuberância do mento Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Auxilia na depressão o ângulo da boca 23) Músculo Orbicular da Boca Contorna a boca lhe proporcionado função de esfíncter. Suas fibras possuem diferentes direções e se confundem com as fibras de outros músculos mímicos da boca, o que garante a esse músculo inúmeros movimentos. Origem: Ângulo da boca, circundando a boca como um esfíncter. Inserção: Componente principal dos lábios Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Movimentam os lábios, as asas do nariz e a pele do mento 57 24) Músculo Bucinador Importante músculo acessório na mastigação, mantendo o alimento sob a pressão direta dos dentes. Está situado sob o músculo masseter. Origem: Superfície externa dos processos alveolares da maxila, acima da mandíbula Inserção: Ângulo da boca Inervação: Nervo facial (VII) Ação: Deprime e comprime as bochechas contra a mandíbula e maxila. Importante para sugar, mastigar, assobiar e soprar. 6 MENINGES CRANIANAS Fonte: enfermagemcomamor.com.br As meninges cranianas são membranas de revestimento do encéfalo imediatamente internas ao crânio. As meningescranianas: Protegem o encéfalo Compõem a estrutura de sustentação das artérias, veias e seios venosos 58 Encerram uma cavidade preenchida por líquido, o espaço subaracnóideo, que é fundamental para a função normal do encéfalo. As meninges são formadas por três camadas de tecido conectivo membranáceo: Dura-máter: camada fibrosa externa espessa e resistente Aracnoide-máter: camada fina intermediária Pia-máter: delicada camada interna vascularizada. As camadas intermediária e interna (aracnoide-máter e pia-máter) são membranas contínuas que, juntas, formam a leptomeninge. A aracnoide-máter é separada da pia-máter pelo espaço subaracnóideo, que contém líquido cerebrospinal (LCS). Esse espaço preenchido por líquido ajuda a manter o equilíbrio do líquido extracelular no encéfalo. O LCS é um líquido transparente que tem constituição semelhante à do sangue. Provê nutrientes, mas tem menor concentração de proteínas e concentração diferente de íons. O LCS é produzido pelos plexos corióideos dos quatro ventrículos do encéfalo. Esse líquido deixa o sistema ventricular e entra no espaço subaracnóideo entre a aracnoide e a pia-máter, onde protege e nutre o encéfalo. 6.1 Dura-máter A dura-máter, uma membrana bilaminar, densa e espessa também é denominada paquimeninge. Está aderida à lâmina interna da calvária. As duas camadas da dura-máter craniana são uma camada periosteal externa, formada pelo periósteo que cobre a face interna da calvária, e uma camada meníngea interna, uma membrana fibrosa forte e contínua no forame magno com a parte espinal da dura-máter que reveste a medula espinal. A camada periosteal externa da dura-máter adere à face interna do crânio; sua fixação é resistente ao longo das linhas de sutura e na base do crânio. A camada periosteal externa é contínua nos forames cranianos com o periósteo na face externa da calvária. Essa camada externa não é contínua com a dura-máter da medula espinal, que tem apenas uma camada meníngea. 59 Exceto nos locais em que há seios durais e invaginações, a camada interna da meninge está intimamente fundida à camada periosteal, sendo impossível a separação. As camadas externa e interna fundidas da dura-máter sobre a calvária podem ser facilmente arrancadas dos ossos do crânio (p. ex., quando a calvária é removida à necropsia). Na base do crânio, as duas camadas da dura-máter estão firmemente fixadas e é difícil separá-las dos ossos. Em vida, essa separação na interface dural-craniana só ocorre em caso de doença, criando um espaço extradural real (cheio de sangue ou líquido). Fonte: slideplayer.com.br Invaginações ou reflexões da dura-máter A camada meníngea interna da dura-máter é de sustentação refletida a partir da camada periosteal externa da dura-máter para formar invaginações (reflexões) durais. As invaginações de dura-máter dividem a cavidade do crânio em compartimentos, formando divisões parciais (septos durais) entre algumas partes do encéfalo e oferecendo suporte para outras partes. As invaginações da dura-máter incluem: Foice do cérebro Tentório do cerebelo Foice do cerebelo Diafragma da sela. 60 A foice do cérebro, a maior invaginação da dura-máter, está situada na fissura longitudinal do cérebro que separa os hemisférios cerebrais direito e esquerdo. A foice do cérebro está fixada no plano mediano à face interna da calvária, a partir da crista frontal do frontal e crista etmoidal do etmoide anteriormente até a protuberância occipital interna posteriormente. Termina tornando-se contínua com o tentório do cerebelo. O tentório do cerebelo, a segunda maior invaginação da dura-máter, é um septo largo, em formato de meia-lua, que separa os lobos occipitais dos hemisférios cerebrais do cerebelo. O tentório do cerebelo fixa-se na parte rostral aos processos clinoides do esfenoide, na parte rostrolateral à parte petrosa do temporal, e na parte posterolateral à face interna do occipital e parte do parietal. A foice do cérebro fixa-se ao tentório do cerebelo e o mantém elevado, conferindo aparência semelhante à de uma tenda. O tentório do cerebelo, a segunda maior invaginação da dura-máter, é um septo largo, em formato de meia-lua, que separa os lobos occipitais dos hemisférios cerebrais do cerebelo. O tentório do cerebelo fixa-se na parte rostral aos processos clinoides do esfenoide, na parte rostrolateral à parte petrosa do temporal, e na parte posterolateral à face interna do occipital e parte do parietal. A foice do cérebro fixa-se ao tentório do cerebelo e o mantém elevado, conferindo aparência semelhante à de uma tenda (L. tentorium, tenda). O tentório do cerebelo divide a cavidade do crânio em compartimentos supratentorial e infratentorial. O compartimento supratentorial é dividido em metades direita e esquerda pela foice do cérebro. A margem anteromedial côncava do tentório do cerebelo é livre, produzindo uma abertura denominada incisura do tentório através da qual o tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo) estende-se da fossa posterior até a fossa média do crânio. A foice do cerebelo é uma invaginação vertical da dura-máter situada inferiormente ao tentório do cerebelo na parte posterior da fossa posterior do crânio. Está fixada à crista occipital interna e separa parcialmente os hemisférios do cerebelo. O diafragma da sela, a menor invaginação da dura-máter, é uma lâmina circular de dura, que fica suspensa entre os processos clinoides, formando um teto parcial sobre a fossa hipofisial no esfenoide. O diafragma da sela cobre a 61 hipófise nessa fossa e tem uma abertura para a passagem do infundíbulo e das veias hipofisiais. Fonte: pt.slideshare.net 6.2 Aracnoide-máter e pia-máter Fonte: abcdamassagem.com.br A aracnoide-máter e a pia-máter (leptomeninges) desenvolvem-se a partir de uma única camada de mesênquima que circunda o encéfalo embrionário e forma as partes parietal (aracnoide-máter) e visceral (pia-máter) da leptomeninge. https://pt.slideshare.net/karitabotelho/anatomia-do-sistema-nervoso-i 62 A derivação da aracnoide-pia de uma única camada embrionária é indicada no adulto pelas numerosas trabéculas aracnóideas, semelhantes a teias, que passam entre a aracnoide-máter e a pia-máter e que conferem à aracnoide seu nome. As trabéculas são formadas por fibroblastos achatados, de formato irregular, que formam pontes no espaço subaracnóideo (MOORE, KEITH, 2014 apud HAINES,2006). A aracnoide-máter e a pia-máter são contínuas na parte imediatamente proximal à saída de cada nervo craniano da dura-máter. A aracnoide-máter craniana contém fibroblastos, fibras de colágeno e algumas fibras elásticas. Embora fina, a espessura da aracnoide-máter é suficiente para que seja manipulada com pinça. A aracnoide-máter avascular, embora esteja intimamente aplicada à lâmina meníngea da dura-máter, não está fixada à dura-máter; é mantida contra a face interna da dura-máter pela pressão do LCS no espaço subaracnóideo. A pia-máter craniana é a membrana ainda mais fina do que a aracnoide- máter. É muito vascularizada por uma rede de finos vasos sanguíneos. É difícil ver a pia-máter, mas ela confere uma aparência brilhante à superfície do encéfalo. A pia-máter adere à superfície do encéfalo e segue todos os seus contornos. Quando as artérias cerebrais penetram no córtex cerebral, a pia- máter as segue por uma curta distância, formando um revestimento pial e um espaço periarterial 63 Fonte: escolakids.uol.com.br 7 ANATOMIA DO PESCOÇO Fonte: bartleby.com O pescoço é a área de transição entre a base do crânio superiormente e as clavículas inferiormente. Une a cabeça ao tronco e aos membros, atuando como importante conduto entre eles, por onde passam as estruturas. Além disso, aqui estão localizados vários órgãos importantes comfunções específicas: a laringe e as glândulas tireoide e paratireoides, por exemplo. 64 O pescoço é relativamente delgado a fim de permitir a flexibilidade necessária para posicionar a cabeça e maximizar a eficiência de seus órgãos sensitivos (sobretudo os olhos, mas também as orelhas, a boca e o nariz). Assim, muitas estruturas importantes estão aglomeradas no pescoço, como músculos, glândulas, artérias, veias, nervos, vasos linfáticos, traqueia, esôfago e vértebras. O pescoço é, portanto, uma região bem conhecida de vulnerabilidade. Várias estruturas vitais, entre elas a traqueia, o esôfago e a glândula tireoide, não têm a proteção óssea existente em outras partes dos sistemas aos quais elas pertencem. O principal fluxo sanguíneo arterial para a cabeça e para o pescoço (as artérias carótidas), e a principal drenagem venosa (as veias jugulares), ocupam posição anterolateral no pescoço. Os vasos sanguíneos carotídeos/jugulares são as principais estruturas lesadas em feridas do pescoço por instrumentos penetrantes. Os plexos braquiais de nervos originam-se no pescoço, seguem em sentido inferolateral, entram nas axilas e continuam até os membros superiores, os quais suprem. No meio da face anterior do pescoço está a cartilagem tireóidea (a maior cartilagem da laringe) e a traqueia. A linfa proveniente de estruturas na cabeça e pescoço drena para linfonodos cervicais. 7.1 Compartimentos O pescoço tem quatro compartimentos principais, que são encerrados por um colar musculofascial externo: Compartimento vertebral: contém as vértebras cervicais e os músculos posturais associados. Compartimento visceral: contém glândulas importantes (tireoide, paratireoides e timo) e partes dos tratos respiratórios e digestório que passam entre a cabeça e o tórax. Compartimento vasculares: são dois. Contém os grandes vasos e o nervo vago. 65 7.2 Ossos do pescoço O esqueleto do pescoço é formado pelas vértebras cervicais, pelo hioide, pelo manúbrio do esterno e pelas clavículas. Esses ossos são partes do esqueleto axial, com exceção das clavículas, que são parte do esqueleto apendicular superior. Fonte: todamateria.com.br Fonte: pt.depositphotos.com Fonte: rbo.org.br 7.3 Vértebras cervicais Sete vértebras cervicais formam a região cervical da coluna vertebral, que encerra a medula espinal e as meninges. Os corpos vertebrais empilhados e 66 posicionados centralmente sustentam a cabeça, e as articulações intervertebrais (IV) – sobretudo as articulações craniovertebrais em sua extremidade superior– proporcionam a flexibilidade necessária para permitir o posicionamento da cabeça. As vértebras cervicais, as articulações IV cervicais e o movimento da região cervical da coluna vertebral foram descritos junto com o dorso; portanto, a seguir é feita apenas uma rápida revisão. As quatro vértebras cervicais típicas (III a VI) têm as seguintes características: O corpo vertebral é pequeno e mais longo no sentido laterolateral do que no sentido anteroposterior; a face superior é côncava e a face inferior é convexa O forame vertebral é grande e triangular Os processos transversos de todas as vértebras cervicais (típicas ou atípicas) incluem forames transversários para os vasos vertebrais (as veias vertebrais e, com exceção de C VII, as artérias vertebrais) As faces superiores dos processos articulares estão voltadas em sentido superoanterior, e as faces inferiores estão voltadas em sentido anteroposterior Os processos espinhosos são curtos e, em indivíduos de ascendência europeia, bífidos. Fonte: PurposeGames.com 67 Existem três vértebras cervicais atípicas (C I, C II e C VII): Vértebra C I ou atlas: um osso anular e reniforme que não tem processo espinhoso nem corpo e consiste em duas massas laterais unidas por arcos anterior e posterior. Suas faces articulares superiores côncavas recebem os côndilos occipitais. Fonte: auladeanatomia.com Vértebra C II ou áxis: um dente, semelhante a um pino, projeta-se de seu corpo para cima. Fonte: SOGAB Vértebra proeminente (C VII): assim denominada por causa do processo espinhoso longo, que não é bífido. Os processos transversos são grandes, mas os forames transversários são pequenos. 68 7.4 Hioide Fonte: viaaereadificil.com.br O hioide é um osso móvel situado na parte anterior do pescoço, no nível da vértebra C III, no ângulo entre a mandíbula e a cartilagem tireóidea. É suspenso por músculos que o unem à mandíbula, aos processos estiloides, à cartilagem tireóidea, ao manúbrio do esterno e às escápulas. É um osso singular em razão de sua separação do restante do esqueleto. O nome do hioide, que tem formato de U, é derivado da palavra grega hyoeidēs, que significa “com formato semelhante ao da letra Y”, a 20ª letra do alfabeto grego. O hioide não se articula com nenhum outro osso. É suspenso dos processos estiloides dos temporais pelos ligamentos estilohióideos e está firmemente unido à cartilagem tireóidea. O hioide tem um corpo e cornos maior e menor. Do ponto de vista funcional, o hioide é um local de fixação para os músculos anteriores do pescoço e atua como suporte para manter a via respiratória aberta. O corpo do hioide, sua parte média, está voltado anteriormente e tem cerca de 2,5 cm de largura e 1 cm de espessura. A face convexa anterior projeta-se em sentido anterossuperior; a face côncava posterior projeta-se em sentido posteroinferior. Cada extremidade do 69 corpo está unida a um corno maior que se projeta em sentido posterossuperior e lateral a partir do corpo. Em pessoas jovens, os cornos maiores são unidos ao corpo por fibrocartilagem. Em idosos cornos geralmente são unidos por osso. Cada corno menor é uma pequena projeção óssea da parte superior do corpo do hioide perto de sua união com o corno maior. Está unido ao corpo do hioide por tecido fibroso e, às vezes, ao corno maior por uma articulação sinovial. O corno menor projeta-se em sentido superoposterior em direção ao processo estiloide; pode ser parcial ou completamente cartilagíneo em alguns adultos. Fonte: oimedicina.wordpress.com 7.5 Estruturas superficiais do pescoço | regiões cervicais O pescoço é dividido em regiões para permitir a descrição clara da localização das estruturas, lesões ou afecções. Entre o crânio (mandíbula anteriormente e occipital posteriormente) e as clavículas, o pescoço é dividido em quatro regiões principais com base nas margens geralmente visíveis e/ou palpáveis dos músculos ECM e trapézio, 70 grandes e relativamente superficiais, contidos pela lâmina superficial de fáscia cervical. 1) Região esternocleidomastóidea O músculo esternocleidomastóideo (ECM) é um ponto de referência muscular estratégico no pescoço e forma a região esternocleidomastóidea. O músculo ECM divide, de modo visível, cada lado do pescoço em regiões cervical anterior e lateral (trígonos cervical anterior e lateral do pescoço). O músculo ECM é largo, semelhante a uma alça, e tem duas cabeças: Tendão arredondado da cabeça esternal fixa-se ao manúbrio Cabeça clavicular carnosa e espessa fixa-se à face superior do terço medial da clavícula Fonte: anatoinsitu.blogspot.com Na parte inferior, as duas cabeças do músculo ECM são separadas por um espaço, visível na superfície como uma pequena depressão triangular, a fossa supraclavicular menor. Na parte superior, as cabeças se unem enquanto seguem com trajeto oblíquo em direção ao crânio. A fixação superior do músculo ECM é o processo mastoide do temporal e a linha nucal superior do occipital. A lâmina superficial da fáscia cervical divide- se para formar uma bainha para o músculo ECM. 71 Fonte: pinterest.es Os músculos ECM