Logo Passei Direto
Buscar

Aula 1 -Ciencia Politica e Teoria Geral do Estado pptx

User badge image
Esther Dias

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ciência política e Teoria 
Geral do Estado
Professora: Anielle Fernanda Eduardo Silva
Contato: anielle.silva@funcesi.br
(31) 98514-9805
O que é 
Política?
A palavra “política” está à nossa volta, 
a todo momento, nos jornais, na 
televisão, associada aos protestos e 
manifestações que presenciamos e, 
certamente, em tudo a nossa volta. 
Vivemos a política sem ao menos 
darmos conta do impacto dela no 
nosso cotidiano. Por ser um conceito 
bastante amplo, pode causar alguma 
confusão e, por isso, é fundamental 
iniciar o módulo de políticas com a 
apresentação de sua definição e o 
esclarecimento de certas questões, 
por exemplo, políticas e políticas 
públicas seriam a mesma coisa?
O que é 
Política?
A palavra política tem origem no vocábulo 
grego politikós. Esta palavra era utilizada para 
se expor todos os assuntos associados a polis 
(Cidade-Estado) e à vida em comunidade. 
Desta forma, podemos afirmar que a política 
está diretamente relacionada à vida em 
sociedade, no que concerne a fazer com que 
todos os indivíduos que vivem naquela 
comunidade expressem suas particularidades 
e conflitos sem que este cenário seja 
transformado em uma desordem social. 
Apesar de afirmarem que gregos e romanos 
tenham sido os criadores da política, 
destaca-se a obra de Aristóteles, “Política” e 
“Ética”, onde é inegável a presença de 
relações de comando e autoridade em 
civilizações antecedentes.
Portanto, vamos conceituar:
O que é 
Política?
O primeiro conceito de política foi exposto na obra 
Ética, de Aristóteles, para quem a investigação em 
torno do que deve ser o bem e o bem supremo 
pertenceria à ciência mais importante:
Essa ciência parece ser a política. Com efeito, 
ela determina quais são as ciências 
necessárias nas cidades, quais as que cada 
cidadão deve aprender, e até que ponto.
A palavra “política” é originária do grego politikós, 
que vem de pólis. A Grécia estava organizada em 
cidades-estado, que eram chamadas de pólis. A 
política se refere ao que é urbano, civil, público, 
enfim, ao que é da cidade.(ENCINAS, 2023, p. 3).
O zoon 
politikon 
aristotélico
Portanto, a política se referiria ao 
estudo da vida em sociedade, na pólis.
Segundo Aristóteles “o homem é 
naturalmente um animal político”. Com 
isso, ele queria dizer que a vida em 
sociedade é uma necessidade humana, 
que surge naturalmente. O Estado, para 
Aristóteles, constitui a expressão mais 
feliz da comunidade em seu vínculo com 
a natureza. 
Assim como é impossível conceber a 
mão sem o corpo, é impossível conceber 
o indivíduo sem o Estado. 
(ENCINAS apud ARISTÓTELES, 2023, p.4).
Perspectiva 
política de 
Aristóteles
Contudo, o termo “política” só foi ganhar 
maior divulgação após a obra de Aristóteles 
intitulada Política, que, segundo Bobbio, deve 
ser considerada como o primeiro tratado 
sobre a natureza, funções e divisão do Estado, 
e sobre as várias formas de Governo. Nesta 
obra podemos identificar um segundo 
significado de política:
Está claro que existe uma ciência à qual cabe 
indagar qual deve ser a melhor constituição: 
qual a mais apta a satisfazer nossos ideais 
sempre que não haja impedimentos externos; 
e qual a que se adapta às diversas condições 
em que se possa ser posta em prática. Como é 
quase impossível que muitas pessoas possam 
realizar a melhor forma de governo, o bom 
legislador e o bom político devem saber qual 
é a melhor forma de governo em sentido 
absoluto e qual a melhor forma de governo 
em determinadas condições(ENCINAS apud 
Aristóteles, 2023, p.4).
Perspectiva 
política de 
Aristóteles
A tarefa da política seria investigar 
qual a melhor forma de governo e 
instituições capazes de garantir a 
felicidade coletiva. Neste sentido, 
Aristóteles afirma que a política 
teria duas funções: descrever a 
forma de Estado ideal; e 
determinar a forma do melhor 
Estado possível em relação a 
determinadas circunstâncias.
Perspectiva 
política de 
Platão
O termo “político” foi usado 
durante séculos para designar os 
textos que se dedicaram ao estudo 
das atividades que se referem de 
alguma forma às coisas do Estado. 
Em outro sentido, a política como 
arte e ciência de governo é o 
conceito que Platão expôs e 
defendeu como aquele que 
considera de que maneira surgiu 
um governo e de que maneira, 
depois de surgir, pôde ser 
conservado durante o maior 
tempo possível (ENCINAS apud 
Aristóteles, 2023, p.4)
Perspectiva 
política de 
Maquiavel
Foi este o conceito de política cujo realismo 
de Maquiavel acentuou com as palavras 
famosas:
E muitos imaginaram repúblicas e 
principados que nunca foram vistos nem 
conhecidos como existentes. Porque é tanta 
a diferença entre como se vive e como se 
deveria viver, que quem deixa o que faz pelo 
que deveria fazer aprende mais a 
arruinar-se do que a preservar-se, pois o 
homem que em tudo queira professar-se 
bom é forçoso que se arruíne em meio a 
tantos que não são bons. Donde ser 
necessário ao príncipe que, desejando 
conservar-se, aprenda a poder não ser bom 
e deixar de sê-lo ou não, segundo a 
necessidade (ENCINAS apud Maquiavel, 
2023, p.4).
Perspectiva 
política de 
Maquiavel
Dessa forma, a política se 
distanciaria aqui da definição do 
que seria o melhor governo para 
se aproximar daquilo que seria o 
comportamento adequado para 
chegar e permanecer no poder. 
Segundo Bobbio, uma das 
possíveis definições de política é 
considerá-la como “uma forma de 
poder que não tem outro fim 
senão o próprio poder”. (BOBBIO 
apud MAQUIAVEL, 2023, p. 38).
Perspectiva 
política de 
Carl Schmitt
A pluralidade faz com que a vida em 
sociedade seja complexa e frequentemente 
implique em conflitos: de opinião, de 
interesses, de valores, etc.
Entretanto, para que a sociedade possa 
sobreviver e progredir, o conflito deve ser 
mantido dentro de limites administráveis. 
Para isto, existem apenas dois meios: a 
coerção pura e simples e a política. O 
problema com o uso da coerção é que, 
quanto mais é utilizada, mais reduzido se 
torna o seu impacto e mais elevado se torna 
o seu custo. Restaria, então, a política. Aqui, 
é importante salientar que o conceito de 
política está estritamente ligado ao de poder
(SCHMITT, 1965).
Perspectiva 
política de 
Carl Schmitt
Política é a resolução de conflitos 
ou um conjunto de procedimentos 
formais e informais que expressam 
relações de poder e que se 
destinam à resolução pacífica dos 
conflitos quanto a bens públicos. 
De uma maneira mais simples 
podemos definir política como “a 
ciência da governança de um 
Estado ou Nação e também uma 
arte de negociação para 
compatibilizar 
interesses”(SCHMITT, 1965).
Afinal, o que 
é política?
Política é uma palavra que pode ter 
muitos significados diferentes. O 
principal conceito é ligado ao ato de 
governar e de tomar decisões. A 
política é ligada ao governo, às suas 
decisões e ao conceito de Estado. 
Assim política está intimamente 
ligada a tudo o que o governo realiza 
e a todas as decisões que atendam os 
interesses dos cidadãos.
Política também pode se referir ao 
relacionamento entre as pessoas, 
principalmente quando a finalidade é 
chegar a um consenso ou um objetivo 
em comum (TIE LENZI, 2018).
O que é 
Política?
PARA GUARDAR: 
Cinco sentidos de política:
● Estudo da vida em sociedade;
● Aquilo que se refere ao Estado;
● Como conquistar e permanecer 
no poder;
● Ato de governar e de tomar 
decisões;
● Resolução pacífica de conflitos. 
Conceito de 
Políticas 
Públicas
Políticas públicas são ações e programas que 
são desenvolvidos pelo Estado para garantir 
e colocar em prática direitos que são 
previstos na Constituição Federal e em outras 
leis.
São medidas e programas criados pelos 
governos dedicados a garantir o bem estar da 
população.
Além desses direitos, outros que não estejam 
na lei podem vir a ser garantidos através de 
uma política pública. Isso pode acontecer 
com direitos que, com o passar do tempo, 
sejam identificados como uma necessidade 
da sociedade. 
Conceito de 
PolíticasPúblicas
Maria das Graças Rua (1998, p. 1) conceitua 
política pública como o conjunto de ações e 
decisões que versam sobre a imposição de 
valores. Para ela, política pública e decisão 
política são conceitos que não se confundem. 
A política pública envolve diversas ações para 
implementar as decisões que foram tomadas 
em relação ao problema. No que versa sobre 
a decisão política, essa é a escolha em uma 
gama de possibilidades para atender 
determinada demanda.
Em que pese a política pública ser fruto de 
uma decisão política, nem toda decisão 
política se torna uma política pública.
Sociedade
O vocábulo “Sociedade” tem sido 
empregado como a palavra mais 
genérica que existe para referir 
“todo o complexo de relações do 
homem com seus semelhantes” 
(BOBBIO, 2011, p. 22).
Sociedade e 
Comunidade
Ao refletir sobre o conceito de sociedade, Tönnies 
afirma a possibilidade de existência de diversos 
grupos comunitários em seu interior.
Desse modo, é possível inferir que a extensão do 
coletivo de indivíduos a que cada conceito se 
refere é um importante elemento para 
diferenciá-los. Sendo assim, uma sociedade pode 
ser entendida como coletivo de comunidades.
A compreensão da amplitude de relações que é 
abarcada pelo conceito de sociedade é 
importante para entender outra característica do 
processo que ele determina: sua dinamicidade. As 
sociedades são marcadas por uma grande 
diversidade de sujeitos que partilham 
características em comum (BONAVVIDES, 2011, 
pp. 24/25).
Sociedade e 
Comunidade
A Comunidade é matéria e substância, 
a Sociedade é forma e ordem.
A Sociedade se governa pela razão, a 
Comunidade pela vida e pelos instintos. 
A Comunidade é um organismo, a 
Sociedade, uma organização 
(Berdeaeff) ou segundo Poch, citado 
por Agesta, na Comunidade (a Família, 
por exemplo) nós somos, na Sociedade 
nós estamos . Diz Agesta que 
“simbólica ou alegoricamente a 
Comunidade é um organismo, a 
Sociedade um contrato” (BONAVIDES, 
2011, p. 25).
Sociedade
A vida em sociedade traz evidentes 
benefícios ao homem mas, por outro 
lado, favorece a criação de uma série 
de limitações que, em certos 
momentos e em determinados lugares, 
são de tal modo numerosas e 
frequentes que chegam a afetar 
seriamente a própria liberdade 
humana. E, apesar disso, o homem 
continua vivendo em sociedade. Como 
se explica este fato? (DALLARI, 2011, p. 
25).
Teorias 
Naturalistas
Vejamos, em primeiro lugar, as teorias 
favoráveis à ideia da sociedade natural, 
que têm, atualmente, maior número de 
adeptos e que exercem maior 
influência na vida concreta do Estado.
O antecedente mais remoto da 
afirmação clara e precisa de que o 
homem é um ser social por natureza 
encontra-se no século IV a.C, com a 
conclusão de ARISTÓTELES de que “o 
homem é naturalmente um animal 
político" (DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Naturalistas
Em Roma, no século 1 a.C., a afirmação 
de CÍCERO de que “a primeira causa da 
agregação de uns homens a outros é 
menos a sua debilidade do que um 
certo instinto de sociabilidade em 
todos inato; a espécie humana não 
nasceu para o isolamento e para a vida 
errante, mas com uma disposição que,
mesmo na abundância de todos os 
bens, a leva a procurar o apoio 
comum”(DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Naturalistas
Já SÃO TOMÁS DE AQUINO, o mais 
expressivo seguidor de Aristóteles, 
afirmava que “o homem é, por 
natureza, animal social e político, 
vivendo em multidão, ainda mais que 
todos os outros animais, o que se 
evidencia pela natural necessidade”. 
Reafirma-se, portanto, a existência de 
fatores naturais determinando que o 
homem procure a permanente 
associação com os outros homens, 
como forma normal de vida.
(DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Contratualistas
Opondo-se aos adeptos do 
fundamento natural da sociedade 
encontram-se muitos autores, alguns 
dos quais exerceram e ainda exercem 
considerável influência prática, 
sustentando que a sociedade é, tão 
somente o produto de um acordo de 
vontades, ou seja, de um contrato 
hipotético celebrado entre os homens.
(DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Contratualistas
O contratualismo aparece claramente 
no “Leviatã”, publicado em 1651. Para 
HOBBES, o homem vive inicialmente em 
“estado de natureza”, designando-se 
por esta expressão não só os estágios 
mais primitivos da História mas, 
também, a situação de desordem que se 
verifica sempre que os homens não têm 
suas ações reprimidas, ou pela voz da 
razão ou pela presença de instituições 
políticas eficientes. Assim, pois, o 
estado de natureza é uma permanente 
ameaça que pesa sobre a sociedade e 
que pode irromper sempre que a paixão 
silenciar a razão ou a autoridade 
fracassar. (DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Contratualistas
O contratualista John Locke (1632-1704) 
refutou a teoria de Hobbes sobre um 
estado de guerra constante. Para ele, 
não há um estado de guerra, mas os 
seres humanos são naturalmente 
egoístas, o que leva a disputas de 
interesses. (DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Contratualistas
MONTESQUIEU em sua obra 
fundamental, “Do Espírito das Leis", 
também se refere ao homem em estado
natural, anterior ao estabelecimento das 
sociedades. Diz, porém, que tal homem 
sentiria, sua fraqueza e estaria 
constantemente atemorizado, 
acrescentando que nesse estado todos 
se sentem inferiores e dificilmente 
alguém se sente igual a outrem. 
(DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Contratualistas
Para MONTESQUIEU existem também leis 
naturais que levam o homem a escolher a 
vida em sociedade. Essas leis são as 
seguintes: 
a) o desejo de paz; 
b) o sentimento das necessidades, 
experimentado principalmente na procura 
de alimentos; 
c) a atração natural entre os sexos 
opostos**, pelo encanto que inspiram um 
ao outro e pela necessidade recíproca; 
d) o desejo de viver em sociedade, 
resultante da consciência que os homens 
têm de sua condição e de seu estado. 
** fundamento desatualizado.
(DALLARI, 2011, p. 25).
Teorias 
Contratualistas
Afirma ROUSSEAU que a ordem social é 
um direito sagrado que serve de base a
todos os demais, mas que esse direito 
não provém da natureza, encontrando 
seu fundamento em convenções. Assim, 
portanto, é a vontade e não a natureza 
humana, o fundamento da sociedade. 
Acreditando num estado de natureza, 
precedente ao estado social e no qual o 
homem, essencialmente bom, só se 
preocupa com sua própria conservação.
(DALLARI, 2011, p. 25).
Elementos da 
Sociedade
Quais são os elementos necessários para 
que um agrupamento humano possa ser 
reconhecido como uma sociedade?
 Esses elementos, encontrados em todas as 
sociedades, por mais diversas que sejam 
suas características, são três:
a) uma finalidade ou valor social;
Teoria Determinista e Finalista
b) manifestações de conjunto ordenadas;
União dos interesses
c) o poder social.
imposição e submissão bilateral.
O objetivo é o bem comum de forma 
ordenada.
(DALLARI, 2012, p. 25).
Sociedade e 
Estado
O Estado é uma parte da 
sociedade. Trata-se de uma 
estrutura política e organizacional 
que se sobrepõe à sociedade ao 
mesma tempo que dela faz parte.
Origem do 
Estado
A denominação Estado (do latim 
status = estar firme), significando 
situação permanente de 
convivência e ligada à sociedade 
política, aparece pela primeira vez 
em “O Príncipe” de Maquiavel, 
escrito em 1513, passando a ser 
usada pelos italianos sempre ligada 
ao nome de uma cidade 
independente, como, por exemplo, 
stato di Firenze. (DALLARI, 2012, p. 
47).
Origem do 
Estado
Sobre o ponto de vista da época do 
aparecimento do Estado, as inúmeras
teorias existentes podem ser reduzidas 
a três posições fundamentais:
a) Para muitos autores, o Estado, assim 
como a própria sociedade, existiu 
sempre, pois desde que o homem vive 
sobre a Terra acha-.se integrado numa 
organização social, dotada de poder e 
com autoridade para determinar o 
comportamento de todo o 
grupo.(DALLARI, 2012, p. 48)
Origem do 
Estado
b) Uma segunda ordem de autores 
admite quea sociedade humana 
existiu sem o Estado durante um 
certo período. Depois, por motivos 
diversos, que serão indicados quando 
tratarmos das causas que levaram à 
formação do Estado, este foi 
constituído para atender às 
necessidades ou às conveniências 
dos grupos sociais. Segundo esses 
autores, que, no seu conjunto, 
representam ampla maioria, não 
houve concomitância na formação do 
Estado em diferentes lugares, uma 
vez que este foi aparecendo de 
acordo com as condições concretas 
de cada lugar. (DALLARI, 2012, p. 48)
Origem do 
Estado
c) A terceira posição é a que já foi 
referida: a dos autores que só 
admitem como Estado a sociedade 
política dotada de certas 
características muito bem definidas. 
Justificando seu ponto de vista, um 
dos adeptos dessa tese, CARL 
SCHMITT, diz que o conceito de 
Estado não é um conceito geral 
válido para todos os tempos, mas é 
um conceito histórico concreto, que 
surge quando nascem a ideia e a 
prática da soberania, o que só 
ocorreu no século XVII. (DALLARI, 
2012, p. 49)
Formação 
do Estado
Ao se estudarem as causas do 
aparecimento dos Estados é preciso, 
antes de tudo, lembrar que há duas 
questões diferentes a serem 
tratadas: de um lado, existe o 
problema da formação originária 
dos Estados, partindo de 
agrupamentos humanos ainda não 
integrados em qualquer Estado; 
diferente dessa é a questão da 
formação de novos Estados a partir 
de outros preexistentes, podendo-se 
designar esta forma como derivada 
(DALARI, 2012, p. 49).
Formação 
do Estado
Examinando-se as principais teorias 
que procuram explicar a formação 
originária do Estado, chega-se a uma 
primeira classificação, com dois 
grandes grupos, a saber:
a) Teorias que afirmam a formação 
natural ou espontânea do Estado, 
não havendo entre elas uma 
coincidência quanto à causa, mas 
tendo todas em comum a afirmação 
de que o Estado se formou 
naturalmente, não por um ato 
puramente voluntário (DALARI, 
2012, p. 49).
Formação 
do Estado
Examinando-se as principais teorias 
que procuram explicar a formação 
originária do Estado, chega-se a uma 
primeira classificação, com dois 
grandes grupos, a saber:
b) Teorias que sustentam a formação 
contratual dos Estados, 
apresentando em comum, apesar de 
também divergirem entre si quanto 
às causas, a crença em que foi a 
vontade de alguns homens, ou 
então de todos os homens, que 
levou à criação do Estado (DALARI, 
2012, p. 49).
Formação 
do Estado
A criação de Estados por formação 
derivada, isto é, a partir de Estados
preexistentes.
Há dois processos típicos opostos, 
ambos igualmente usados na 
atualidade, que dão origem a novos 
Estados: o fracionamento e a união 
de Estados. Tem-se o fracionamento 
quando uma parte do território de 
um Estado se desmembra e passa a 
constituir um novo Estado (DALARI, 
2012, p. 49).
Formação 
do Estado
O outro processo típico de 
constituição de novos Estados 
por formação derivada é a 
união de Estados. Neste caso, 
dois ou mais Estados resolvem 
unir-se, para compor um novo 
Estado, perdendo sua condição 
de Estados a partir do 
momento em que se 
completar a união e 
integrando-se, a partir daí, no 
Estado resultante. (DALARI, 
2012, p. 49).
Forma de 
Estado
Consiste na organização 
política-administrativa do 
Estado.
Esta subdivide-se em:
● Federação;
● Estado unitário;
● Confederação.
Forma de 
Estado- 
Federação
A formação de Estados, tendo 
como origem a união de outros 
preexistentes, tem sido mais 
comum através da constituição de 
federações, preferindo-se esta 
forma porque, não obstante 
submeter todos os componentes a 
um poder central único, bem como 
a uma Constituição comum, 
permite a preservação de 
autonomias locais e das 
características socioculturais de 
cada componente da federação 
(DALLARI, 2012, p. 53).
Forma de 
Estado- 
Confederação
A confederação é instituída por 
tratado e a sua pertença não 
determina uma perda de 
soberania, mas tão-só uma 
limitação, na medida das 
atribuições estabelecidas no pacto 
confederativo (DALLARI, 2012, p. 
53).
Forma de 
Estado 
Unitário
Nada impede, porém, que alguns 
Estados resolvam unir-se para 
compor um novo Estado, 
preferindo dar a este uma 
organização unitária, não federal. O 
que é característico no processo de 
constituição de um Estado pela 
união de Estados preexistentes é 
que estes últimos perdem a 
condição de Estados no momento 
em que se concretiza a união.
 (DALLARI, 2012, p. 53).
Elementos 
constitutivos 
do Estado
Povo, Território e Soberania.
QUESTIONAMENTOS E REFLEXÕES
 Referências
bibliográficas
Dallari, Dalmo de Abreu. Elementos 
de Teoria Geral do Estado. São 
Paulo: Saraiva, 2018. 304 p. ISBN: 
9788502638617.
Referências
bibliográficas
• CUNHA, Paulo Ferreira D. Teoria geral do 
Estado e ciência política. São Paulo: Saraiva, 
2018. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/re
ader/books/9788553601912/pageid/0
• MALUF, Sahid. Teoria geral do Estado. 35.ed. 
São Paulo: Saraiva, 2019. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/re
ader/books/9788553610020/pageid/3
• MELO, Débora Sinflorio da S.; SCALABRIN, 
Felipe. Ciência política e teoria geral do 
Estado. Porto Alegre: Grupo A, 2017. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/re
ader/books/9788595021891/pageid/0
•
Referências
bibliográficas
• GAMBA, João Roberto G. Teoria geral do 
estado e ciência política. 2.ed. Porto Alegre: 
Grupo GEN, 2021. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/rea
der/books/9786559770908/epubcfi/6/2[%3B
vnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4050:88
• SILVA, Ivan de, O. et al. Lições de teoria geral 
do direito. Porto Alegre: Grupo GEN, 2013. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/rea
der/books/9788522481385/pageid/0
• MOREIRA, Adriano. Ciência política. 6.ed. São 
Paulo: Grupo Almedina, 2014. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/rea
der/books/9789724058146/epubcfi/6/2[%3B
vnd.vst.idref%3DcoverPage]!/4/2/2%4029:347
Referências
bibliográficas
● PINTO, Kleber C. Curso de teoria geral do 
estado: fundamento do direito 
constitucional positivo. Porto Alegre: 
Grupo GEN, 2013. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/
reader/books/9788522480616/pageid/0
● RANIERI, Nina. Teoria do estado: do 
estado de direito ao estado democrático 
de direito. 2.ed. São Paulo: Manole, 2018. 
Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/
reader/books/9788520455791/pageid/4