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Celso Lisboa Graduação Data inicio: 11/02/2025 Data final: 28/06/2025 Yana dos Santos Moyses Disciplina Saneamento ambiental I - Impactos ambientais Projeto Elaborar estudos de impacto sobre os corpos hídricos de determinada bacia hidrográfica Professor Yana Moyses Coordenador Yana dos Santos Moyses Saneamento ambiental I - Impactos ambientais Elaborar estudos de impacto sobre os corpos hídricos de determinada bacia hidrográfica Índice Fase 1 Atividades Instrumentos para Gestão dos Recursos Hídricos 1 Poluição dos Cursos hídricos 2 Conheça as atividades avaliativas 3 Apresentação da Fase 1 4 Desafios da Gestão dos Recursos Hídricos 5 Impactos da Urbanização 6 A Bacia Hidrográfica 7 Estudo de Caso 8 Orientações para a entrega da fase 9 O Comportamento Hidrológico 10 Aula ao vivo 11 Fase 2 Atividades Apresentação da Fase 2 1 Usos Múltiplos e a Classificação das Águas 2 Gerenciamento de resíduos urbanos 3 Saneamento Básico 4 Sistema de Abastecimento das Águas 5 Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos e Limpeza Pública 6 Estudo de caso - Qual a importância do Gerenciamento de Resíduos 7 O Novo Marco Legal do Saneamento 8 Orientações para a entrega da fase 9 Aula ao vivo 10 Fase 3 Atividades Análise dos Impactos Ambientais 1 Apresentação da Fase 3 2 Como Elaborar um Estudo de Impacto Ambiental 3 Medidas Mitigadoras Para Impactos Ambientais 4 Instrumentos da Gestão Ambiental 5 Gerenciamento dos Riscos Ambientais 6 Legislação Ambiental Brasileira 7 Estudo de Caso 8 Orientações para a entrega da fase 9 Orientações para a Entrega Final 10 Referências 11 Aula ao vivo 12 Fase 1 Dia da entrega: 11/02/2025 Atividades Identificar os impactos ambientais e avaliar os riscos para a qualidade das águas. 1. Aula ao vivo 2. Poluição dos Cursos hídricos 3. Impactos da Urbanização 4. Orientações para a entrega da fase 5. Estudo de Caso Compreender os instrumentos de gestão ambiental para o manejo dos recursos hídricos; 1. Desafios da Gestão dos Recursos Hídricos 2. Instrumentos para Gestão dos Recursos Hídricos Relembrar o conceito de bacia hidrográfica e como funciona o ciclo hidrológico; Saneamento ambiental I - Impactos ambientais 1. Conheça as atividades avaliativas 2. A Bacia Hidrográfica 3. Apresentação da Fase 1 4. O Comportamento Hidrológico 1 Instrumentos para Gestão dos Recursos Hídricos A Política Nacional dos Recursos Hídricos (PNRH) é considerada uma lei moderna que criou condições para identificar conflitos pelo uso das águas, por meio dos planos de recursos hídricos das bacias hidrográficas, e arbitrar conflitos no âmbito administrativo. A gestão ambiental é uma técnica de administração do exercício de atividades econômicas e sociais que promove a utilização de maneira racional dos recursos naturais, visando à sustentabilidade. Leia o artigo indicado para conhecer sobre os impactos ambientais e poluição ambiental. Conjuntura Recurs Titulo 34.09MB Baseado em Barsano et al. (2014), o conceito de gestão ambiental se define como a ciência que estuda e administra o exercício de atividades econômicas e sociais, de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, renováveis ou não, visando preservar um meio ambiente saudável a todas as gerações. Afirma, ainda, que essa ciência deve almejar o uso de práticas que vão garantir a conservação e a preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. No entanto, as organizações encontram muitas dificuldades para realizar tais técnicas que propiciam uma gestão empresarial eficiente e com competência. O desafio se torna ainda maior no cenário atual e para um futuro próximo. Contudo, para alcançar as metas de sustentabilidade, é necessário novas posturas, tanto oficiais quanto do setor privado, a fim de prevenir e reduzir os possíveis danos ambientais. E uma forma de se conseguir a eficiência da gestão é adotar instrumentos que são essenciais para a condução de um modelo de gestão (PHILIPPI JR, 2004). O PNRH, estabelecido pela Lei nº 9.433/97, é um dos instrumentos que orienta a gestão das águas no Brasil. O conjunto de diretrizes, metas e programas que constituem o PNRH foi construído em amplo processo de mobilização e participação social. Recomendamos a leitura do relatório da Secretaria Nacional de Saneamento onde são apresentados os principais desafios do saneamento básico no Brasil. O objetivo geral do Plano é "estabelecer um pacto nacional para a definição de diretrizes e políticas públicas voltadas para a melhoria da oferta de água, em quantidade e qualidade, gerenciando as demandas e considerando ser a água um elemento estruturante para a implementação das políticas setoriais, sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da inclusão social". Os objetivos específicos são assegurar: “1) a melhoria das disponibilidades hídricas, superficiais e subterrâneas, em qualidade e quantidade; 2) a redução dos conflitos reais e potenciais de uso da água, bem como dos eventos hidrológicos críticos 3) a percepção da conservação da água como valor socioambiental relevante” A gestão integrada que se discute dentro dos Comitês de Bacia tem como finalidade estabelecer um cenário que concilie a proteção dos ecossistemas, os interesses dos usuários da água, o atendimento às necessidades humanas e o controle de riscos de eventos hidrológicos. A Lei nº 9.433/97 de recursos hídricos estabelece que os Planos de Bacia sejam de longo prazo, impondo um conteúdo mínimo, como: a) a situação atual dos recursos hídricos, ou seja, o diagnóstico da bacia hidrográfica em questão; b) a análise de alternativas de crescimento demográfico de evolução de atividades produtivas e a de modificação dos padrões de ocupação do solo; c) o balanço entre disponibilidade e consumo futuro dos recursos hídricos, em quantidade e qualidade, com análise de risco de conflitos; d) metas de racionalização de uso, aumento da quantidade e melhoria da qualidade dos recursos. Nesta perspectiva, são especialmente consideradas as alternativas de harmonização e adequação das políticas públicas e privadas, objetivando o uso racional da água, além da necessária articulação entre os diferentes níveis de planejamento no que se refere à gestão de recursos hídricos. O eixo central do PNRH corresponde à elaboração de cinco etapas de planejamento, onde os volumes a serem produzidos correspondem ao resultado de um processo dinâmico e participativo e sua elaboração sustenta-se em dois eixos básicos inter-relacionados: um em produção de informações técnicas e o outro em processo de discussão com a sociedade. As etapas de discussões do plano serão balizadas através de estudos técnicos previamente desenvolvidos e disponibilizados aos diversos atores que participarão do processo de construção do documento. De acordo com a Lei nº 9.433/97, o documento formal do PNRH pode ser assim definido: 1) panorama nacional dos recursos hídricos: estabelecer um panorama geral sobre os recursos hídricos do país; 2) o estado dos recursos hídricos do Brasil: avaliar quanto à disponibilidade qualiquantitativa e suas demandas pelo uso da água, com análise retrospectiva e avaliação dos referidos assuntos analisados, com estratégia dos atores envolvidos, apontando conflitos e parcerias pelo uso dos recursos hídricos; 3) água para o futuro: uma visão para 2020: apresentar os cenários prováveis de prognóstico; 4) diretrizes e metas: estabelecer as diretrizes de abrangência nacional para efetivar a gestão integrada e as metas em curto, médio e longo prazos; 5) programas nacionais e regionais: estabelecer medidas e programas estruturais e não estruturais a ser implementados em nível nacional e em regiões hidrográficas. Essa metodologia permite identificar ajustes necessários e realizar correções quando estes sejam pertinentes, de acordo com os anseios da sociedade. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia das páginas 115 a 148 do livro Hidrogeografia6 a 30 do livro Tratamento de Água, escrito por Carlos A. Richter e José M. de Azevedo Netto. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/176569/pdf/0?code=x3gkk1rFX0g0z+sYZHcvb1tajcyUNCUHTEbI8kotphn/MuhqYCuquvfMf75okVuEXNgIVZ2RgG4z+9LFyWah7A== Saiba Mais O Manual de orientações técnicas para elaboração e apresentação de propostas e projetos para sistemas de abastecimento de água a seguir objetiva subsidiar gestores públicos, profissionais da área de engenharia e público geral interessado na elaboração e apresentação de proposta e de projeto de engenharia para implantação, ampliação ou melhorias de sistemas de abastecimento de água. 6 Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos e Limpeza Pública A limpeza de vias públicas, sarjetas e podas de logradouros públicos assim como o manejo dos resíduos sólidos originados desses locais e dos domicílios brasileiros são atividades que compõem o saneamento básico. Como característica própria, as atividades de manejo de resíduos sólidos urbanos, dependem de um grande planejamento que garanta com periodicidade que os resíduos sejam coletados, transportados, tratados e, por fim, quando esgotadas as possibilidades de tratamento que sejam dispostos de maneira ambientalmente adequada. Leia a indicação do livro no Fique Por Dentro. Artigo - Panorama da disposição de resíduos sólidos urbanos e sua relação com os impactos socioambientais em estados da Amazônia Brasileira. A Política Nacional dos Resíduos Sólidos institui um novo marco regulatório para os resíduos sólidos, tendo como diretriz basilar a não geração, a redução, a reciclagem, o tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Sendo consideradas as variáveis ambiental, social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública, bem como a promoção do desenvolvimento sustentável e da ecoeficiência. Além disso, a PNRS prevê a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto e a logística reversa, esses dois conceitos tratam de uma inovação para a sociedade se organizar dentro desta temática. A integração de todos os participantes da cadeia, como importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e o poder público responsável pelos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos, são a base para a eficiência dessa técnica. Responsabilidade Compartilhada: Conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. Objetiva minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, além de reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos. Logística Reversa: Instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. Para aprofundarmos o conhecimento sobre resíduos sólidos precisamos conhecer sobre a tipologia e as classificações. Vamos lá? Classificação e Tipologia dos Resíduos Sólidos Resíduos sólidos: Resíduos nos estados sólido e semissólido, resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água; ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. Os resíduos sólidos são classificados como quanto à origem e quanto à periculosidade. Dentre as categorias apresentadas, a de Resíduos Sólidos Urbanos é composta pelos resíduos sólidos domiciliares e de limpeza urbana. O manejo desses resíduos é uma das técnicas que compõem o programa de Saneamento Básico. Bom, aprendemos um pouco sobre os resíduos sólidos e suas classificações, agora vamos ler sobre o instrumento da PNRS que atribui atividades para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos para os municípios. Gerenciamento dos Resíduos Sólidos: O Plano Nacional de Resíduos Sólidos é uma ferramenta que integra os planos de resíduos sólidos das esferas Federal, Estadual e Municipal, visando auxiliar a execução da PNRS. Cada município é responsável por elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, sendo caracterizado como o conjunto de atividades técnicas e administrativas aplicáveis ao manuseio, à minimização da geração, à segregação na origem, à coleta, ao acondicionamento, ao transporte, ao tratamento e à disposição final dos resíduos. Resíduos Sólidos Urbanos: Para a elaboração do plano de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos é necessário conhecer as origens e as características de cada resíduo para a correta classificação. Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD: Corresponde aos resíduos originários de atividades domésticas em residências urbanas. Em sua composição, existem resíduos secos e resíduos úmidos. Os resíduos secos são constituídos principalmente por embalagens fabricadas a partir de plásticos, papéis, vidros e metais diversos. Já os resíduos úmidos são constituídos principalmente por restos oriundos do preparo dos alimentos. Contém partes de alimentos in natura, como folhas, cascas e sementes, restos de alimentos industrializados e outros (MMA, 2014). Resíduos Sólidos Domiciliares – Rejeitos: Referem-se às parcelas contaminadas dos resíduos domiciliares, como embalagens que não se preservaram secas, resíduos úmidos que não podem ser processados em conjunto com os demais, resíduos das atividades de higiene e outros tipos. Resíduos da Limpeza Pública: Referem-se aos resíduos da varrição, que são constituídos por materiais de pequenas dimensões, principalmente os carreados pelo vento ou oriundos da presença humana nos espaços urbanos. É comum a presença de areia e terra, folhas, pequenas embalagens e pedaços de madeira, fezes de animais e outros (MMA, 2014). Resíduos de Construção de Civil e Demolição – RCC: Nestes resíduos predominam materiais trituráveis como restos de alvenarias, argamassas, concreto e asfalto, além do solo. Comparecem ainda materiais facilmente recicláveis, como embalagens em geral, tubos, fiação, metais, madeira e gesso. O restante dos RCC são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação e os resíduos potencialmente perigosos como alguns tipos de óleos, graxas, impermeabilizantes, solventes, tintas e baterias de ferramentas (MMA, 2014). Como forma de gerenciamento desses resíduos são seguidas etapas essenciais para a garantia da eficiência do plano, sendo elas: 1ª Etapa - Segregação na Origem: Etapa que deve ser feita no próprio ponto de geração e de acordo com as características físicas, químicas, biológicas e radiológicas do resíduo, estado físico (sólido e líquido) e forma química. Devem-se sempre observar as exigências de compatibilidade química dos resíduos entre si para que acidentes sejam evitados. 2ª Etapa – Acondicionamento: Etapa que deve ser feita a colocação dos resíduos em embalagens adequadas para o armazenamento, coleta, transporte e destinação final. Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em saco plástico contido em recipiente (lixeira) confeccionado com material lavável, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondados e resistente ao tombamento. O acondicionamento é importante para: Evitar acidentes; Evitar a proliferação de vetores; Minimizar o impacto visual e olfativo; http://www.funasa.gov.br/documents/20182/38564/MNL_PROPOSTAS_SAA_10_03_2017.pdf/9c649bec-f5f4-4b4e-9a63-fac73f248c38https://www.scielo.br/j/urbe/a/ChsQCLZPmGcXnLd5fjnpgph/ Reduzir a heterogeneidade dos resíduos (no caso de haver coleta seletiva); Facilitar a coleta. 3ª Etapa – Coleta e Transporte: A coleta é a operação de recolhimento dos resíduos onde eles são gerados (residências, estabelecimentos comerciais e vias públicas) e seu transporte até uma estação de transferência/triagem ou diretamente até a etapa de tratamento. A qualidade da operação de coleta de resíduos depende do acondicionamento, armazenamento e disposição adequados dos recipientes no local, dia e horários estabelecidos para a coleta. Estação de Transferência/Triagem: As estações de triagem são unidades instaladas próximas à região onde são gerados os resíduos, para que os caminhões de coleta depositem os resíduos e retornem rapidamente para completar seu roteiro. No entanto é imprescindível essa separação, pois se houver mistura de materiais ou contaminação dos materiais por algum outro fator, possivelmente as empresas recicladoras não irão efetivar a compra. 4ª e 5ª Etapa – Coleta e Transporte: Segundo a ABRELPE (2017) a destinação dos resíduos inclui soluções técnicas ambientalmente corretas como a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos ambientais competentes. A disposição final constitui na distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, como também, minimizar os impactos ambientais adversos. Vamos entender mais sobre as principais técnicas de destinação e disposição final? Destinação Final: Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o termo destinação final consiste na destinação de resíduos que inclui técnicas como a reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos ambientais que seguem normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública, segurança e meio ambiente (ABRELPE, 2015). Fonte: Freepik A destinação final ambientalmente adequada se refere a resíduos sólidos que possuem potencial de aproveitamento energético ou de tratamento. As principais tecnologias existentes para valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos são: Coleta Seletiva: Pela Lei n. 12.305/2010, a coleta seletiva é definida como a coleta de resíduos sólidos previamente separados de acordo com sua constituição e composição. A coleta seletiva constitui um instrumento fundamental para atingir metas de redução e tratamento, tanto de resíduos secos quanto de resíduos úmidos. É um projeto que envolve o setor público, o cidadão e a indústria. O setor público tem a função de planejar, executar e controlar o sistema de coleta seletiva. Cabe ao cidadão a separação dos materiais recicláveis na fonte e a disponibilização destes materiais de forma correta. A indústria tem sua importância na estruturação e viabilização do sistema de logística reversa e sua eventual interface com a coleta seletiva. Fonte: Freepik Os programas de coleta seletiva de resíduos secos no Brasil e no mundo, em geral, apresentam três modalidades básicas que são (ABRELPE, 2015): Coleta Seletiva Porta a porta: A coleta é realizada em dias específicos da semana, com equipamentos adequados, coletando os materiais que foram separados previamente nos domicílios. O poder público responsável trafega pelas vias das cidades, recolhendo os resíduos disponibilizados; Coleta Seletiva em Postos de Entrega Voluntária (PEVs): Consiste no uso de caçambas ou containers, instalados em pontos estratégicos para onde a população possa levar os materiais previamente segregados. Assim como, postos de recebimento de materiais para posterior destinação; Coleta Seletiva por Trabalhadores Autônomos: a coleta é feita por trabalhadores que atuam de maneira isolada ou organizados em algum tipo de associação. Geralmente eles utilizam carrinhos de tração animal para realizar o trabalho. Quanto à coleta de resíduos sólidos urbanos, emitidos no último relatório da ABRELPE, em 2018, houve um acréscimo em relação ao ano anterior. A região Sudeste continua respondendo por cerca de 53% do total de resíduos coletados e apresenta o maior percentual de cobertura dos serviços de coleta do país. Logística Reversa: A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê que, com vistas a fortalecer a responsabilidade compartilhada, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem considerar, no momento de fabricação de produtos, a possibilidade de reutilização e reciclagem dos mesmos após o uso, bem como divulgar informações e organizar o recolhimento de produtos e dos resíduos remanescentes (BRASIL, 2010). A logística reversa consiste no retorno de produtos à produção industrial, após o consumo e o descarte pela população, para seu reaproveitamento. Com a Lei n° 12.305, torna-se obrigatório o processo de implantação e operacionalização de sistema de logística reversa para as seguintes classes de produtos: Agrotóxicos; Pilhas e baterias; Pneus; Óleos lubrificantes; Lâmpadas fluorescentes; Equipamentos eletrônicos; Embalagens e medicamentos. Reciclagem: A reciclagem é o processo de transformação de resíduos sólidos que envolve a alteração de propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos  (BRASIL, 2010). Esta alternativa consiste no beneficiamento e reaproveitamento de materiais e propicia as seguintes vantagens: Preservação de recursos naturais e insumos; Economia de energia; Economia de transporte; Aumento da vida útil dos aterros sanitários; Geração de emprego e renda. No entanto, apresenta algumas desvantagens como: Custo diferenciado para coleta; Necessidade de participação ativa da população; Alteração do processo tecnológico para o beneficiamento, quando da reutilização de materiais no processo industrial. Compostagem: A Política Nacional dos Resíduos Sólidos prevê que o titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos deve implantar sistema de compostagem para resíduos sólidos urbanos, além de articular com os agentes econômicos e sociais formas de utilização do composto produzido (BRASIL, 2010). A técnica de compostagem consiste em um processo natural de decomposição biológica de materiais orgânicos de origem animal e vegetal. Pode ser aeróbia ou anaeróbia, em função da presença ou não de oxigênio no processo. Esta técnica apresenta as seguintes vantagens: Baixa complexidade na obtenção da licença ambiental; Facilidade de monitoramento; Diminuição da carga orgânica do rejeito a ser enviado ao aterro, minimizando os volumes a serem dispostos; Tecnologia conhecida e de fácil implantação; Viabilidade comercial para venda do composto gerado. No entanto, apresenta algumas desvantagens como: Necessidade de investimentos em mecanismos de mitigação dos odores e efluentes gerados no processo; Requer pré-seleção da matéria orgânica na fonte; Necessidade de desenvolvimento de mercado consumidor do composto gerado no processo. Recuperação e Aproveitamento Energético. O tratamento dos RSU por processos de recuperação energética é aceito pela legislação brasileira, sendo previsto na Lei Federal n°12.305/2010, que menciona em seu art. 9°, §1°: Segundo ABRELPE (2015), os principais produtos energéticos que podem ser obtidos através do aproveitamento dos RSU são: Biogás: gerado em aterros sanitários ou na digestão anaeróbia; Eletricidade: gerada a partir do biogás ou do tratamento térmico; Calor: produzido juntamente com a eletricidade, em processo de cogeração. Incineração: A incineração é um dos processos mais conhecidos e utilizados para a recuperação energética. Consiste no tratamento térmico, com consequente redução do volume dos resíduos. A energia recuperada pode ser utilizadapara produção de calor e geração de energia elétrica (BNDES, 2014). A técnica aplicada aos resíduos sólidos urbanos produz gases de combustão, os quais são fonte de energia térmica graças à geração de vapor superaquecido em caldeiras de recuperação de calor. O monitoramento e o controle das emissões dos poluentes são efetuados por meio de sistemas de análise contínuos, instalados na chaminé (ABRELPE, 2017). Além das vantagens relacionadas à geração de energia limpa e descentralizada e à mitigação da geração de gases de efeito estufa e redução da dependência de combustíveis fósseis, outras vantagens são apresentadas: Aplicável a diversos tipos de resíduos; Aumento da vida útil dos locais para disposição final; Degradação completa dos resíduos e quebras das moléculas dos componentes perigosos; Possibilidade de instalação em áreas próximas a centros urbanos, reduzindo custos de coleta e transporte; No entanto, apresenta algumas desvantagens como: Alto custo de implantação; Requer uma entrada constante de resíduos com alto poder calorífico; Geração de rejeitos, que devem ser corretamente dispostos de acordo com à sua composição; Demanda por sistema de tratamento de gases. “Poderão ser utilizadas tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos, desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica ambiental e com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão ambiental (BRASIL, 2010).” Aproveitamento do Biogás: Outro método disponível para fins de recuperação energética dos resíduos é a captação de biogás em aterros sanitários. Nesse tipo de empreendimento há uma rede coletora dos gases gerados no processo de decomposição anaeróbia dos resíduos aterrados que os encaminha, por meio de drenos verticais e horizontais, para uma unidade de geração de energia (BNDES, 2014). Com base em estudos do Ministério de Minas e Energia, a tecnologia de aproveitamento do biogás produzido nos aterros sanitários é o uso energético mais simples dos resíduos sólidos urbanos, uma alternativa que pode ser instalada na maioria das unidades já existentes (EPE, 2014). Fonte: Freepik A utilização do biogás como combustível para geração de energia elétrica ou para conversão em combustível e calor não apenas aproveita de forma sustentável os subprodutos da disposição dos resíduos sólidos em aterros sanitários, como também evita que o gás metano nele contido seja emitido para a atmosfera (ARCADIS, 2010). Assim, defende-se que deva haver incentivos públicos para a elaboração e execução de projetos de recuperação e aproveitamento de biogás, considerando-se os benefícios que esses projetos podem trazer (ABRELPE, 2015). As vantagens relacionadas à técnica de aproveitamento do biogás são (SOUSA, 2012): Eliminação da emissão de metano oriundo da decomposição da matéria orgânica; Geração de energia para consumo próprio do aterro sanitário e venda do excedente; Geração de créditos de carbono. No entanto, apresenta algumas desvantagens como: Processo menos eficiente que outros de recuperação energética; Demanda por operação e sistemas de captação de gás com alta eficiência; Irregularidade de sua geração ao longo da vida útil do aterro. Disposição Final Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos o termo disposição final consiste na distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos (ABRELPE, 2015). A disposição final dispõe sobre rejeitos que não apresentam outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada. Porém, esta disposição é considerada ambientalmente adequada quando respeitadas as normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos (ABRELPE, 2015). Aterro Sanitário Os aterros sanitários são considerados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos como a forma de disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. A aprovação do marco regulatório para o setor de resíduos, na forma da PNRS, reforça a tendência de eliminação dos lixões e aterros controlados existentes e a implantação de aterros sanitários (ABRELPE, 2015). A diferença básica entre um aterro sanitário e um aterro controlado é que este último prescinde da coleta e tratamento do chorume, assim como da drenagem e queima do biogás (IBAM, 2001). O projeto de engenharia do aterro sanitário é baseado em critérios e normas operacionais específicas. Os resíduos dispostos são cobertos com material inerte, com o objetivo de alcançar os principais fatores: Controlar a entrada de ar e água; Controlar a saída de gás do aterro; Reduzir o odor e de outros inconvenientes; Facilitar a recomposição da paisagem. As vantagens relacionadas da disposição final em aterros são: Baixo custo operacional; Tecnologia amplamente conhecida; Possibilidade de aproveitamento do biogás para geração de energia. No entanto, apresenta algumas desvantagens como: Geração de odores característicos; Necessidade de grandes áreas para o empreendimento; Exige captura e tratamento do chorume; Após a capacidade esgotada, ainda exige cuidados e manutenção ao longo dos anos. Estes foram alguns dos aspectos que envolvem a política nacional dos resíduos sólidos. Diante desses aspectos, você pode refletir melhor sobre sua atuação na sociedade e como nossos atos impactam o mundo em que vivemos. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 145 a 194 do livro Análise ambiental e gestão dos resíduos, escrito por Adriana Helfenberg Coleto Assis. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185139/pdf/0?code=OPF4/qCkKsZAiUr/LJwOCT3ity1E7UOoOTkgzNBfVnZqJzhtji8Odt0bGn9M+QpFnhx5ngoCPgm/gQI+wd3qSQ== Saiba Mais Este documentário apresenta todas as etapas do gerenciamento de resíduos sólidos da cidade de Curitiba-PR. Quando nós colocamos o resíduo domiciliar para fora de casa, para onde ele vai? O que acontece com uma árvore que foi podada? Um sofá jogado na rua? Um pequeno papel de bala jogado na calçada? E aquela garrafa pet? Quais tecnologias são aplicadas para valorização e tratamento dos resíduos? A Estre Ambiental abriu as portas de sua empresa e mostrou tudo sobre o trabalho que eles realizam em Curitiba-PR. Documentário: Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos - A Cidade Mais Limpa do Brasil Vídeo 7 Estudo de caso - Qual a importância do Gerenciamento de Resíduos para o Controle da Poluição Hídrica? As cidades e as regiões populosas localizadas próximo a cursos d’água e zonas costeiras podem contribuir significativamente para a disposição de resíduos nesses ambientes. E os desafios enfrentados que culminam na poluição hídrica, os quais são diversos, devem ser identificados a partir do diagnóstico. A quantificação dos resíduos sólidos nos sistemas de drenagem é fundamental para uma gestão apropriada das águas urbanas e a sustentabilidade ambiental. Somente com o conhecimento da situação vigente é que a proposta e a implementação de soluções podem acontecer e resultar em mudanças positivas. Diante dos aspectos apresentados, reflita sobre quais são as ações para a mitigação dos danos ambientais das atividades cursos d’água? Ouça agora a resposta para esse estudo de caso proposto acima: Vídeo 8 O Novo Marco Legal do Saneamento No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei n. 11.445/2007, tendo como um dos princípios a universalização dos serviços de saneamento básico. Este direito é válido para que todos tenham acesso ao abastecimento de água de qualidade e em quantidade suficientes às suas necessidades, à coleta e tratamento adequado do esgoto e do lixo, e ao manejo correto das águas das chuvas. Leia o artigo do Sistema Nacional de Saneamentoabaixo para conhecer o panorama brasileiro do saneamento básico e suas principais atividades. Apresentação – Novo Marco Legal do Saneamento Básico O Brasil é signatário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, adotada pela Resolução 41/128 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 04.12.1986. Segundo seu art. 01, item 1, que dispõe: 1. O direito ao desenvolvimento é um direito humano inalienável em virtude do qual toda pessoa humana e todos os povos estão habilitados a participar do desenvolvimento econômico, social, cultural e político, a ele contribuir e a dele desfrutar, no qual todos os direitos humanos e liberdades fundamentais possam ser plenamente realizados. O novo marco do saneamento básico, Lei n. 14.026/2020, criou um arcabouço legal, administrativo e regulatório para que todas as esferas de Governo Federal, Estadual e Municipal, os órgãos da Administração Pública e a sociedade civil somem esforços para universalizar o acesso e a efetiva prestação do serviço público de saneamento básico. A Lei n. 14.026/2020 modificou significativamente o arranjo institucional da política de saneamento básico no país, estabelecendo prazos para a universalização de vários serviços, a exemplo do abastecimento de água e esgotamento sanitário, bem como para a destinação final dos resíduos sólidos. Para isso, o novo marco legal optou pelo incentivo à abertura do mercado para a iniciativa privada, rompendo com o predomínio, até então reinante, das companhias estaduais de saneamento na execução dos serviços. https://www.youtube.com/embed/hzJC75CjQAM https://www.youtube.com/embed/hzJC75CjQAM https://www.youtube.com/embed/hzJC75CjQAM https://www.youtube.com/embed/hzJC75CjQAM https://www.youtube.com/embed/hzJC75CjQAM https://www.youtube.com/embed/hzJC75CjQAM https://player.vimeo.com/video/858601645?h=21e3a57083&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601645?h=21e3a57083&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601645?h=21e3a57083&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601645?h=21e3a57083&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601645?h=21e3a57083&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601645?h=21e3a57083&title=0&byline=0&portrait=0 https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/protegeer/Polticadeestruturao_umcompromissopblicoparaatendimentodaspremissasdoMarcoLegaldoSaneamentoJamaciAvelinoJunior.pdf Fonte: Freepik. Conforme a Lei n. 14.026/2020, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) terá o papel de emitir normas de referência sobre: Padrões de qualidade e eficiência na prestação, na manutenção e na operação dos sistemas de saneamento básico; Regulação tarifária dos serviços públicos de saneamento básico; Padronização dos instrumentos negociais de prestação de serviços públicos de saneamento básico firmados entre o titular do serviço público e o delegatário; Metas de universalização dos serviços públicos de saneamento básico; Critérios para a contabilidade regulatória; Redução progressiva e controle da perda de água; Metodologia de cálculo de indenizações devidas em razão dos investimentos realizados e ainda não amortizados ou depreciados; Governança das entidades reguladoras; Reúso dos efluentes sanitários tratados, em conformidade com as normas ambientais e de saúde pública; Parâmetros para determinação de caducidade na prestação dos serviços públicos de saneamento básico; Normas e metas de substituição do sistema unitário pelo sistema separador absoluto de tratamento de efluentes; Sistema de avaliação do cumprimento de metas de ampliação e universalização da cobertura dos serviços públicos de saneamento básico. Sendo o conteúdo mínimo para a prestação universalizada e para a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços públicos de saneamento básico. Outra mudança trazida pelo novo saneamento é que a Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA), passou a emitir normas de referência relacionadas ao manejo de resíduos sólidos e à drenagem de águas pluviais em cidades. Essas duas atividades integram o saneamento básico, assim como o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgotos. Saiba Mais Pesquisar sobre o panorama do Saneamento Básico no Brasil é uma oportunidade de compreensão sobre os aspectos conceituais, institucionais, técnicos, de processos, de alternativas, peculiaridades, dados atuais e desafios que a sociedade brasileira tem pela frente para garantir o acesso de todos os cidadãos aos benefícios do saneamento. Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Panorama do Saneamento Básico do Brasil escrito pela Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional. Assista, também, ao vídeo Novo marco legal do saneamento básico aguarda sanção presidencial. Vídeo 9 Orientações para a entrega da fase Até aqui, foi apresentado um resumo sobre o conceito de saneamento básico e suas atividades básicas de abastecimento de água, manejo de resíduos e limpeza urbana e drenagem urbana, de forma a atender à sociedade. Com isso, você irá realizar um memorial descritivo com os indicadores dos impactos ambientais das atividades do saneamento básico. Nessa fase relembramos o conceito sobre saneamento básico e suas atividades básicas de abastecimento de água, manejo de resíduos e limpeza urbana e drenagem urbana, de forma a atender à sociedade. Com isso, você irá realizar um memorial descritivo com os indicadores dos impactos ambientais da inexistência das atividades de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, manejo dos resíduos urbanos, limpeza urbana e drenagem pluvial, de acordo com o modelo indicado. Modelo de Entrega - Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 31 a 142 do Saneamento ambiental e sustentabilidade local”, escrito por Bárbara Alves de Lima. https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/saneamento/snis/produtos-do-snis/panorama-do-saneamento-basico-do-brasil https://www.youtube.com/embed/IvlaS2vmvd4 https://www.youtube.com/embed/IvlaS2vmvd4 https://www.youtube.com/embed/IvlaS2vmvd4 https://www.youtube.com/embed/IvlaS2vmvd4 https://www.youtube.com/embed/IvlaS2vmvd4 https://www.youtube.com/embed/IvlaS2vmvd4 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/184206/pdf/0?code=ulFnsCxGif4O8ZqtmalnA8Hn4c4KxTJ1a45ZdbCLWHiw8OP2Q/NnO2LAbJIFx4KjEz4D7NHRiIWEv45sJTzK3A== Fase 2 Titulo 0.17MB Vídeo 10 Aula ao vivo Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos: Acesse o Teams (Microsoft Teams) Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo: Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings” Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h) Fase 3 Dia da entrega: 11/02/2025 Atividades Mensurar os impactos ambientais oriundos das atividades de saneamento básico, por meio dos instrumentos de gestão ambiental; 1. Legislação Ambiental Brasileira https://lo-tus.celsotech.io/files/31566b7cd69b5c5d06a2f9f166da85fa+bSIPO2nknOHC0rKwMjUXY.gTn1z9JOL8RcLhpdAx1woltrjKNdg5iiPaAH87zMXw3orMu9eFmHI0.ZYZ1Mb8QmPDcVezeq0YkGThQWfrwT72VStjjt1ycD0ce2m0kyMl https://player.vimeo.com/video/858601703?h=3286b45b53&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601703?h=3286b45b53&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601703?h=3286b45b53&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601703?h=3286b45b53&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601703?h=3286b45b53&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601703?h=3286b45b53&title=0&byline=0&portrait=0https://teams.microsoft.com/v2/ https://api.whatsapp.com/send?phone=552131953487&text 2. Instrumentos da Gestão Ambiental 3. Apresentação da Fase 3 Analisar o risco dos impactos ambientais para a bacia hidrográfica; 1. Análise dos Impactos Ambientais 2. Gerenciamento dos Riscos Ambientais Adotar medidas mitigadoras e compensatórias para os impactos ambientais. 1. Orientações para a entrega da fase 2. Como Elaborar um Estudo de Impacto Ambiental 3. Medidas Mitigadoras Para Impactos Ambientais 4. Estudo de Caso 5. Referências 6. Aula ao vivo 7. Orientações para a Entrega Final 1 Análise dos Impactos Ambientais A análise dos impactos ambientais compreende um instrumento da política ambiental que tem como objetivo identificar, mitigar e avaliar os potenciais impactos socioambientais de uma atividade ou projeto. Leia o artigo Avaliação Dos Impactos Ambientais E Qualidade De Águas Superficiais Na Região Hidrográfica VI Do Estado Do Rio De Janeiro que discute sobre as principais fontes de impacto ambiental ao longo da porção inferior de determinado rio e apresenta medidas de mitigação para um trecho específico. A questão ambiental é o assunto da atualidade, é objeto de conferências mundiais e vem sendo incorporada nos processos das organizações com o objetivo de garantia de atendimento às condicionantes ambientais, visão estratégica para a competitividade no mercado e reconhecimento da organização como responsabilidade socioambiental. A Avaliação de Impacto Ambiental conta com uma série de ferramentas que auxiliam na identificação dos impactos para a melhor tomada de decisão. Algumas dessas ferramentas têm como premissa a sistematização e utilização do conhecimento acumulado sobre as atividades habitualmente relacionadas a um tipo de projeto, bem como sobre os prováveis impactos gerados por essas atividades. Aspecto Ambiental É definido como sendo “elemento das atividades, produtos e tarefas de uma organização que pode interagir, de forma benéfica ou adversa, com o meio ambiente”, como por exemplo: ASPECTOS GERAIS ASPECTOS ESPECÍFICOS Geração de efluentes líquidos Descarga DQO, óleos e graxas Emissões atmosféricas de gases Emissão de CO2, SOX, NOX, CO, particulados e vapores orgânicos. Gerações de resíduos sólidos Geração de lâmpadas usadas, resíduos oleosos, sucatas metálicas, resíduo hospitalar, resíduos orgânicos e urbanos Geração de ruído Ruído gerado por transformadores, por motores, compressores, prensas, máquinas operatrizes, explosões. Consumo de recursos naturais e energéticos Consumo de água, combustíveis, energia elétrica. Risco de incêndio/explosão Risco de incêndio em tanques de gasolina, GLP Tabela 1 - Exemplos de aspectos ambientais gerais e especifíco Fonte: Adaptado de Assumpção, 2014 A partir disso, o objetivo de um sistema de gestão ambiental adotado por uma organização é de identificar os aspectos ambientais, para evidenciar quais são as atividades e quais são os produtos que possuem riscos de provocar acidentes ambientais ou algum efeito nocivo ao meio ambiente. A figura 02, apresenta um modelo de fluxograma básico para facilitar a identificação dos aspectos ambientais em cada área. Figura 02 – Fluxograma para Identificação dos Aspectos Ambientais Fonte: Adaptado de ASSUMPÇÃO, 2014. Logo após a esta identificação, faz-se necessário o desenvolvimento de planos de ações de controle e de monitoramento impacto seja minimizado. Impacto Ambiental https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2016/VIII-014.pdf https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2016/VIII-014.pdf https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2016/VIII-014.pdf https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2016/VIII-014.pdf É definido como sendo “elemento das atividades, produtos e tarefas de uma organização que pode interagir, de forma benéfica ou adversa, com o meio ambiente”. O impacto ambiental pode ser definido como a modificação no meio ambiente causada pela ação do homem, podendo ser positivo ou negativo, como segue: Impacto Positivo: ✔ recuperação de rios e matas; ✔ construção de barragem pode também ter um impacto positivo na fauna e flora de uma determinada região. Impacto Negativo ✔ rompimento de barragens; ✔ erosão do solo causado pela atividade agropecuária; ✔ poluição do solo por descarte irregular de resíduos; ✔ poluição dos rios por descarte irregular de resíduos provenientes das indústrias causando assoreamento nos rios; ✔ desmatamento; ✔ queimadas; ✔ descarte de dejetos agrícolas em rios e lagos; ✔ esgoto doméstico em rios e afluentes, que chegam até os oceanos e mares. Além de estarem divididos entre positivo e negativo, os impactos ambientais ainda são classificados por critérios como o tempo e a extensão do impacto, sendo: ✔ direto: também pode ser chamado de impacto ambiental de primeira ordem, e ocorre quando a relação de causa e consequência é simples; ✔ indireto: chamado igualmente de impacto de segunda ordem, e é a ação consequência de uma cadeia; ✔ local: quando é restrito a um único ambiente onde foi deflagrado; ✔ regional: quando atinge mais lugares na região; ✔ global: são os impactos de proporções mundiais; ✔ estratégico: quando afeta um ecossistema ou recurso ambiental fundamental em outras estruturas; ✔ temporário: ocorre quando o impacto ocorre por um tempo determinado; ✔ permanente: quando a manifestação dos efeitos do impacto não há como ser controlada; ✔ cíclico: que é sazonal, e volta de tempos em tempos; ✔ imediato: quando o efeito é instantâneo à ação; ✔ médio prazo e longo prazo: quando não acontecem de forma imediata, e demoram de médio a um longo tempo para impactar; ✔ reversíveis: que é possível mudar seu curso, impedir maiores desastres ambientais e voltar à formação mais próxima do original; ✔ irreversíveis: quando não é possível recuperar. Logo após a etapa de identificação dos aspectos ambientais, deve-se correlacionar os possíveis impactos ambientais que deles possa originar, observando uma relação de causa e efeito entre ambos. Aspectos Ambientais Impacto Ambientais Lavar veículos em local inadequado Contaminação dos aquíferos superficiais decorrente de descarga contínua de efluente líquido contaminado com óleos e graxas. Tanques de Combustíveis e descarregamento de inflamáveis Contaminação do aquífero subterrâneo em decorrência de avarias no tanque e/ou derramamentos. Movimentação e Armazenamento de Produtos Químicos Contaminação e deterioração das águas superficiais e subterrâneas. Tabela 2 – Exemplo de relação dos Aspectos e Impactos Ambientais Fonte: Adaptado de ASSUMPÇÃO, 2014. Há uma variação nos impactos causados pelas empresas em função do tipo de atividade que executam e do setor econômico ao qual pertencem. A legislação brasileira prevê que dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente. Sendo assim, tais empreendimentos dependem da elaboração de estudos e avaliações específicas para identificação dos impactos, com o objetivo de adotar medidas que vão mitigar ou compensar os danos gerados. Avaliação dos Impactos Ambientais Segundo DIAS (2011), a Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, é considerada um instrumento de política ambiental preventivo, pois pretende identificar, quantificar e minimizar as consequências negativas sobre o meio ambiente, antes que o empreendimento inicie suas atividades. Todavia, este instrumento permite a aplicação de medidas que evitem ou diminuam os impactos ambientais que estão fora dos limites previamente estabelecidos, levando em consideração os limites de assimilação, dispersão e regeneração dos ecossistemas e como afetarão a sociedade. Também, constitui-se ainda como meio de ampliar a participação popular no que diz respeito às questões ambientais, pois é obrigatório a divulgação e a publicidade do EIA/RIMA, bem como a realização de uma audiência pública de avaliação e discussão do referido documento. EIA/RIMA O Estudo prévio de Impacto Ambiental – EIA é um mecanismo administrativo preventivo eobrigatório da qualidade ambiental. E faz parte da Avaliação de Impacto Ambiental – AIA, como um instrumento, que tem como objetivo a identificação de possíveis impactos que um determinado empreendimento pode originar em uma dada região, visando a preservação da qualidade do meio ambiente. Na elaboração deste instrumento, as informações devem ser detalhadas da melhor forma possível, com linguagem e dados de fácil entendimento para toda a sociedade. Juntamente com o EIA, o instrumento complementar é o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, que é considerada como a parte mais visível e compreensível do procedimento do EIA. Por fim, são documentos considerados como instrumentos de comunicação do administrador com o público. Saiba Mais O vídeo apresenta uma introdução sobre o instrumento preventivo, Avaliação de Impactos Ambientais, para a identificação dos aspectos que podem causar impactos ambientais nas atividades agroindustriais, a fim de traçar medidas que irão mitigar os danos. Título do artigo: Avaliação de Impactos Ambientais Nome do autor: Vinicius Reis 2 Apresentação da Fase 3 Nesta fase vamos mensurar os impactos ambientais oriundos das atividades de saneamento básico, por meio dos instrumentos de gestão ambiental, analisar o risco dos impactos ambientais para a bacia hidrográfica e adotar medidas mitigadoras e compensatórias para os impactos ambientais. Vamos lá? Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia o Guia de Avaliação de Impacto Ambiental, escrito pelo Ministério do Meio Ambiente. “A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimento e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental” https://www.youtube.com/watch?v=w5bZ5iKSxV8 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/notas/2021/202100113Guia_de_AIA__Relao_Causal_UTE_04_01_21_Verso_preliminar.pdf Vídeo 3 Como Elaborar um Estudo de Impacto Ambiental A realização de um estudo ambiental requer planejamento e análise preliminar da área de estudo, bem como a abrangência do empreendimento. O início de um EIA se dá pela coleta de dados e com a definição dos objetos e sua abrangência. Um adequado planejamento dos estudos ambientais, calcado naquilo que é realmente relevante para a tomada de decisão, é a chave da efetividade da avaliação de impacto ambiental. No artigo Ocupação Urbana Em Áreas De Preservação Permanente Do Município De Formiga-MG , você acompanhará a discussão sobre os impactos ambientais relacionados à ocupação de determinados espaços nas cidades brasileiras. Certas atividades econômicas são consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras, o que significa que podem causar danos significativos ao meio ambiente e seus habitantes. Fonte: Freepik Conduto, esses empreendimentos, antes mesmo da sua instalação ou operação, devem passar por um processo de licenciamento ambiental, previsto pela Constituição Federal de 1988 e pela Política Nacional de Meio Ambiente, Lei nº 6938/1981. Sendo que, uma parte importante do licenciamento são os estudos ambientais. Existem alguns tipos de estudos, que podem variar de estado para estado. Porém, um que é comum em todo o país é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), regulamentado pela Resolução CONAMA 01/1986. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Estudo de Impacto Ambiental-EIA apresenta os aspectos técnicos necessários à avaliação dos impactos ambientais que serão gerados pelo empreendimento ou atividade em sua abrangência. Esses aspectos incluem: ✔ um diagnóstico ambiental da área de influência do projeto, com descrição e análise dos bens ambientais e suas interações; ✔ análise dos impactos ambientais do projeto (positivos e negativos) e suas alternativas; ✔ proposição de medidas que minimizem os impactos negativos; ✔ desenvolvimento de um programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. Para tanto, é considerado um instrumento protetivo, que analisa os problemas que possam resultar da instalação, ampliação ou funcionamento de atividades potencialmente poluidoras. Sendo assim, esse estudo tem natureza jurídica de instituto constitucional, e para que o estudo cumpra o seu objetivo, ele precisa ser elaborado por uma equipe técnica multidisciplinar habilitada e qualificada para analisar todas as questões necessárias, segundo as etapas a seguir: ESCOPO DO EIA O escopo deve considerar a direção dos estudos básicos para as questões relevantes ou os temas que realmente importam. Também o estabelecimento dos limites e o alcance dos estudos, o planejamento e levantamento de dados para fins de diagnóstico ambiental, e por fim, as alternativas a serem analisadas. https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585653?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/areas-de-preservacao-permanente https://www.nucleodoconhecimento.com.br/engenharia-civil/areas-de-preservacao-permanente CATEGORIAS BOAS PRÁTICAS Apresentação de informação inicial 1. Resumo dos objetivos do projeto, alternativas e principais características técnicas 2. Síntese das principais características ambientais 3. Identificação dos principais requisitos legais aplicáveis 4. Identificação das comunidades afetadas e outras partes interessadas Determinação do escopo 5. exame preliminar das alternativas 6. Identificação abrangente das questões- chave e impactos potenciais 7. Avaliação preliminar da significância dos impactos potenciais 8. Definição do foco em questões selecionadas e impactos mais significativos 9. Definição dos limites do estudo (área de estudo, limites temporais, componentes do projeto e demais instalações incluídas no estudo) Envolvimento de partes interessadas 10. Envolvimento das comunidades afetadas e público interessado 11. Envolvimento de agências governamentais Gestão do processo 12. Documentação de decisões sobre determinação do escopo 13. Divulgação de informação para o público 14. Monitoramento e desenvolvimento do processo de determinação do escopo 15. Capacitação 16. Preparação de documentos de orientação Tabela 3 – Boas práticas internacionais para determinação do escopo de um estudo de impacto ambiental Fonte: Adaptado de SANCHEZ, 2020. Para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental, deve ser considerado as seguintes etapas: ETAPA 1 Identificação dos impactos ambientais O estudo preliminar deve ser realizado, de forma minuciosa, para identificar quais são os possíveis impactos ambientais que o empreendimento pode causar. Avaliação dos impactos Após a identificação dos impactos, é necessário avaliar a magnitude, a extensão, a duração e a reversibilidade desses impactos, bem como a sua importância em relação ao meio ambiente e aos interesses da sociedade. Estudo de alternativas Na sequência, avalia-se as diferentes alternativas para o empreendimento, a fim de identificar qual delas causaria menos impactos ambientais. ETAPA 2 Proposição de medidas mitigadoras Com base na avaliação dos impactos e na escolha da melhor alternativa,é necessário propor medidas que minimizem ou mitiguem os impactos ambientais. Essas medidas podem incluir, por exemplo, a construção de sistemas de tratamento de efluentes, a preservação de áreas de vegetação nativa, a adoção de tecnologias menos poluentes, entre outras. Elaboração do relatório Nesta fase, todas as informações coletadas e as medidas propostas devem ser registradas em um relatório de EIA. O relatório deve ser claro e objetivo, e deve apresentar todas as informações necessárias para a compreensão dos impactos ambientais do empreendimento. Consulta pública Enfim, o EIA é submetido à consulta pública, a fim de permitir que a sociedade se manifeste sobre o projeto e as medidas propostas. Análise e aprovação O relatório finalmente é analisado por um órgão ambiental competente, que irá avaliar se todas as informações necessárias foram apresentadas e se as medidas propostas são adequadas para minimizar ou mitigar os impactos ambientais. Se o relatório for aprovado, o empreendimento poderá ser autorizado a prosseguir. ETAPA 3 Monitoramento Após a autorização para o empreendimento, é importante que seja feito um monitoramento constante dos impactos ambientais causados, a fim de verificar se as medidas mitigadoras estão sendo efetivas e se novos impactos surgiram. O monitoramento também é importante para avaliar se é necessário adotar novas medidas para minimizar ou mitigar os impactos. Revisão do EIA Caso sejam identificados novos impactos ou se as medidas mitigadoras não forem efetivas, pode ser necessário revisar o EIA e propor novas medidas para minimizar ou mitigar os impactos. Cumprimento das obrigações ambientais Para completar, o empreendedor de engenharia deve cumprir todas as obrigações ambientais estabelecidas pelo órgão ambiental competente, como o monitoramento dos impactos ambientais, a adoção de medidas mitigadoras, o pagamento de compensações ambientais, entre outras. Vale lembrar que o descumprimento das obrigações pode acarretar sanções e multas! Por fim, após todo o detalhamento e levantamento de dados básicos necessários e elaboração do EIA, é necessário a apresentação do documento de uma forma adequada para a população no entorno do empreendimento, através do RIMA. Saiba Mais O vídeo apresenta uma análise crítica do estudo e relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA) da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no dia 29 de setembro, em Brasília, onde o EIA do projeto usa metodologia inadequada, omite dados importantes para avaliação dos impactos da obra e apresenta ações mitigadoras insuficientes. Título do artigo: Greenpeace debate o estudo e relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) Nome do autor: Greenpeace Brasil 4 Medidas Mitigadoras Para Impactos Ambientais As atividades antrópicas modificam constantemente o meio ambiente e podem acarretar um vasto desequilíbrio ecológico, dizimando algumas espécies e devastando ecossistemas. Com o objetivo de tentar evitar e minimizar tais impactos, os órgãos relacionados à preservação do meio ambiente desenvolveram diretrizes e mecanismos, muito importantes, como as Medidas Mitigadoras e Compensatórias de Impactos Ambientais, para minimizar os danos. Leia o livro indicado no Fique Por Dentro. Leia o Artigo Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras. De acordo com SÁNCHEZ (2020), ao estudar detalhadamente um projeto e seus impactos, a equipe que elabora o estudo de impacto ambiental faz recomendações para evitar, reduzir, corrigir ou compensar impactos adversos e realçar os impactos benéficos, estabelecendo diretrizes de gestão ambiental. Fonte: Freepik Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia o Capítulo 5 do livro Avaliação de Impacto Ambiental, escrito por Luis Enrique Sánchez https://www.youtube.com/watch?v=-jaZtMbiioU&t=1s https://sudema.pb.gov.br/consultas/downloads/arquivos-eia-rima/elizabeth/rima/06_impactos-ambientais-e-medidas-mitigadoras https://sudema.pb.gov.br/consultas/downloads/arquivos-eia-rima/elizabeth/rima/06_impactos-ambientais-e-medidas-mitigadoras https://sudema.pb.gov.br/consultas/downloads/arquivos-eia-rima/elizabeth/rima/06_impactos-ambientais-e-medidas-mitigadoras https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/198223/epub/0 Em um EIA, um plano de gestão ambiental é um conjunto de medidas propostas para prevenir, atenuar ou compensar impactos adversos e riscos ambientais e para valorizar os impactos positivos. E de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, estas medidas ainda podem ser subdivididas em: Medida Mitigadora Preventiva Consiste em uma medida que tem como objetivo minimizar ou eliminar eventos adversos que se apresentam com potencial para causar prejuízos aos itens ambientais destacados nos meios físico, biótico e antrópico. Este tipo de medida procura anteceder a ocorrência do impacto negativo. Medida Mitigadora Corretiva Consiste em uma medida que visa mitigar os efeitos de um impacto negativo identificado, quer seja pelo restabelecimento da situação anterior à ocorrência de um evento adverso sobre o item ambiental destacado nos meios físico, biótico e antrópico, quer seja pelo estabelecimento de nova situação de equilíbrio entre os diversos parâmetros do item ambiental, através de ações de controle para neutralização do fator gerador do impacto. Medida Mitigadora Compensatória Consiste em uma medida que procura repor bens socioambientais perdidos em decorrência de ações diretas ou indiretas do empreendimento. As Medidas Mitigadoras e Compensatórias devem ser consideradas, principalmente, com base: ✔ no recurso ambiental lesado ou prejudicado; ✔ em qual etapa da construção do empreendimento deverão ser executadas; ✔ na natureza de sua eficácia: corretiva ou preventiva, ✔ no agente encarregado pela sua execução, com delimitação de responsabilidades. Medida Potencializadora Consiste em uma medida, que visa otimizar ou maximizar o efeito de um impacto positivo decorrente direta ou indiretamente da instalação e operação do empreendimento. Para cada impacto ambiental negativo identificado são propostas medidas mitigadoras classificadas quanto ao seu caráter preventivo, corretivo ou compensatório, bem como medidas potencializadoras para os impactos classificados como positivos. Por fim, para implementar medidas, especialmente, aquelas vinculadas ao cenário socioeconômico, é importante que haja uma cooperação ativa da comunidade afetada, bem como dos membros institucionais responsáveis, visando à adequação do empreendimento à região e comunidade, através da comunicação social. É necessário que sejam apresentadas propostas integradas para monitoramento ambiental da área de influência, com o intuito de conduzir o progresso da qualidade ambiental e tomar medidas complementares que se façam necessárias ao longo do tempo. Saiba Mais Após a identificação e classificação dos impactos ambientais decorrentes das alterações de projeto previstas ao projeto original do Terminal Industrial da IMETAME, incluindo o Bota-Fora terrestre, a equipe multidisciplinar propôs ações que visam à redução ou eliminação dos impactos negativos (medidas mitigadoras) e ações que objetivam a maximização dos impactos positivos (medidas potencializadoras). Indicação de Artigo: Relatório Técnico - Projeto original do Terminal Industrial da IMETAME-ES escrito por CEPEMAR. 5 Instrumentos da Gestão Ambiental A Gestão ambiental é uma técnica de administração do exercício de atividades econômicas e sociais que promove a utilização de maneira racional dos recursos naturais, visando à sustentabilidade. E uma forma de se conseguir a eficiência da gestão é adotar instrumentos que são essenciais para a condução de um modelo de gestão. Leia o artigo indicado no Fique Por Dentro sobre os instrumentos da gestão ambiental. O conceito de gestão ambiental, baseado em BARSANO et al. (2014, define-se como a ciência que estuda e administra o exercício de atividades econômicas e sociais, de forma a utilizar de maneira racionalos recursos naturais, renováveis ou não, visando preservar um meio ambiente saudável a todas as gerações. Ainda afirma que essa ciência deve almejar o uso de práticas que vão garantir a conservação e a preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. (BARSANO et al, 2014). Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia o Capítulo 13 do livro Avaliação de Impacto Ambiental, escrito por Luis Enrique Sánchez https://iema.es.gov.br/Media/iema/Downloads/RIMAS/RIMAS_2017/Estudos%20Ambientais/2018.03.06%20-%2009.%20Medidas%20Mitigadoras.pdf https://iema.es.gov.br/Media/iema/Downloads/RIMAS/RIMAS_2017/Estudos%20Ambientais/2018.03.06%20-%2009.%20Medidas%20Mitigadoras.pdf https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/198223/epub/0 Fonte: Freepik Outras atividades também fazem parte do aglomerado de técnicas associadas à gestão ambiental, como: ✔ técnicas para a recuperação de áreas degradadas; ✔ técnicas de reflorestamento; ✔ métodos para a exploração sustentável de recursos naturais; ✔ estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas; ✔ reaproveitamento de resíduos inservíveis (pneus, pilhas e baterias, entulho). No entanto, as organizações encontram muitas dificuldades para realizar tais técnicas que propiciam uma gestão ambiental eficiente e com competência. O desafio se torna ainda maior no cenário atual e para um futuro próximo. Contudo, para alcançar as metas de sustentabilidade, é necessário novas posturas, tanto oficiais quanto do setor privado, a fim de prevenir e reduzir os possíveis danos ambientais. Para aplicarmos a Gestão Ambiental nas organizações precisamos conhecer os instrumentos que fazem parte desta técnica. Os instrumentos de gestão são ferramentas ou meios, que compõem qualquer modelo de gestão e que visam alcançar objetivos específicos na área ambiental. Entre muitos instrumentos, destacam-se: ✔ auditoria ambiental; ✔ avaliação do ciclo de vida; ✔ avaliação do desempenho ambiental; ✔ educação ambiental; ✔ estudos de impactos ambientais; ✔ gerenciamento de riscos ambientais; ✔ licenciamento ambiental; ✔ relatórios ambientais; ✔ rotulagem ambiental; ✔ sistema de gestão ambiental. Alguns destes instrumentos, são de política pública, como, por exemplo, o Estudo de Impactos Ambientais. Outros são voltados para qualquer organização independentemente da sua natureza, seu porte e setor de atuação, como o sistema de gestão ambiental e avaliação ambiental. E por fim, aqueles que foram criados para serem aplicados em produtos, como a rotulagem ambiental e avaliação do ciclo de vida. (BARBIERI, 2016). Para completar a lista de instrumentos de gestão ambiental, pode se fazer a inclusão dos instrumentos convencionais utilizados nas empresas para fins de qualidade e produtividade, são eles: ✔ análise de falhas; ✔ análise de valor; ✔ cartas de controle; ✔ ciclo pdca; ✔ diagrama de causa-efeito; ✔ diagramas de dispersão; ✔ lista de verificação; ✔ manutenção preventiva; ✔ diagramas de dispersão; ✔ 5s’s e 6 sigma. A somatória desses instrumentos a um modelo de gestão ambiental, permite o alcance dos objetivos específicos de forma eficaz. Sendo assim, a gestão ambiental é o caminho para a empresa atingir a excelência ambiental, e garantir a sustentabilidade empresarial. Fonte: Freepink De acordo com LINZ (2015), a Declaração do Rio de Janeiro, em 1992, estabeleceu os três pilares ambientais que devem caminhar sempre juntos na esfera empresarial, visando a sustentabilidade: ✔ Ambiental: buscar a ecoeficiência dos seus processos produtivos, produção mais limpa. ✔ Econômico: as empresas devem ser economicamente viáveis. ✔ Social: melhores condições de trabalho aos seus empregados. A figura 1 representa o equilíbrio dinâmico da sustentabilidade: Figura 01 – Equilíbrio Dinâmico da Sustentabilidade Para DIAS (2011), as três dimensões da sustentabilidade se identificam com o conceito “Triple Bottom Line” ou Tripé da Sustentabilidade, conhecido como os 3 P’s (Pessoas, Planeta e Lucro). É um conceito que pode ser aplicado de maneira macro, para um país ou próprio planeta, como micro, em uma residência, empresa, escola ou em uma pequena vila. ✔ People: refere-se ao tratamento do capital humano de uma empresa ou sociedade; ✔ Planet: refere-se ao capital natural de uma empresa ou sociedade; ✔ Profit: trata-se do lucro. Portanto, Triple Bottom Line se refere aos resultados de uma empresa medidos em termos econômicos, ambientais e sociais. Diante dos temas aqui expostos, podemos afirmar que a gestão ambiental não é apenas uma necessidade, mas uma responsabilidade que recai sobre todas as organizações e indivíduos. O compromisso com a redução de impactos negativos, a conservação dos recursos naturais e a busca por práticas sustentáveis são passos essenciais para enfrentar os desafios ambientais que enfrentamos. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 77 a 103 do artigo Instrumentos Econômicos da Gestão Ambiental no Brasil, escrito por https://www.gov.br/fundaj/pt-br/composicao/dipes-1/publicacoes/relatorios-de-pesquisas/pesquisas-concluidas/pesquisas-em-2010-atualmente/instrumentos_econmicos_de_gesto_ambiental_no_brasil-copia.pdf Saiba Mais O vídeo Dia Mundial das Áreas Úmidas apresenta uma live comemorativa para apresentar temas relevantes sobre as áreas úmidas e a sua preservação. “Agir pelas áreas úmidas é agir para a humanidade e para a natureza”. Vídeo: “Dia Mundial das Áreas Úmidas” Nome do autor: Maria Teresa Fernandez Piedade, Mário Luiz Gomes, Cristina Cuiabália – Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima 6 Gerenciamento dos Riscos Ambientais A análise de riscos ambientais é uma atividade que está ligada à estimativa, sendo esta qualitativa ou quantitativa, de um cenário de risco e seus possíveis impactos socioambientais e econômicos. Uma análise de riscos bem estruturada é essencial para que seja possível definir as medidas a serem implementadas ou adequadas para o controle e prevenção de acidentes. Leia o artigo BR 319: impacto da estrada na qualidade ambiental nos cursos d’água (páginas 60 a 120) para entender melhor a importância do tema para nossa discussão. Os riscos tecnológicos causados por algum tipo de acidente ou evento catastrófico, podem apresentar graves consequências ambientais e humanas como por exemplo, a explosão em uma indústria de produtos químicos, rompimento de barragens de mineração ou vazamento de petróleo em um oleoduto. É uma preocupação a ser analisada criteriosamente na avaliação de impactos ambientais. Fonte: Freepik O risco ligado a acidentes tecnológicos causa impacto negativo para a saúde humana, bem como para outros organismos com a presença de poluentes em águas ou sedimentos que podem se acumular nos seres vivos. Podendo ser considerados de dois tipos, os riscos agudos ou tecnológicos, são associados aos acidentes industriais ampliados, já os riscos crônicos ou, são associadas à exposição da população a agentes físicos, químicos e outros danos à saúde humana. Os riscos ambientais crônicos são elementos ou substâncias presentes em diversos ambientes, que acima dos limites de tolerância podem acarretar danos à saúde. São comumente classificados de acordo com o seu grau de gravidade por meio de grupos e cores, assim sendo: ✔Grupo I (Verde) – Físicos: energias com as quais o colaborador terá contato, tais como: ruídos, umidade, pressão, temperatura, entre outros; ✔Grupo II (Vermelho) – Químicos: agentes que podem ser inalados pelo funcionário, como poeira e vapor; ✔Grupo III (Marrom) – Biológicos: bactérias, fungos ou parasitas que podem atingir o operário; ✔Grupo IV (Amarelo) – Ergonômicos: situações que podem causar desconforto no colaborador, como movimentos repetitivos e monotonia; ✔Grupo V (Azul) – Acidentes:qualquer fator que coloque o trabalho em risco de acidentes, afetando sua integridade física. Uma análise de riscos bem estruturada é essencial para que seja possível definir as medidas a serem implementadas ou adequadas para o controle e prevenção de acidentes que visam assegurar a: ✔gerenciamento dos riscos; ✔gerenciamento ambiental; ✔proteção à saúde; ✔indicação do grau de remediação ambiental de acordo com a necessidade; ✔definição de viabilidade técnica para a remediação. TIPO EXEMPLOS Beatriz Mesquita Jardim Pedrosa, Alexandrina Sobreira de Moura e Lúcia Helena Xavier. https://www.youtube.com/live/GwkLVsuvvpE?si=tK-pR0v_vGuGYyFW https://www.youtube.com/live/GwkLVsuvvpE?si=tK-pR0v_vGuGYyFW https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/laf/publicacoes/arquivos/teses-e-dissertacoes/luizetemariadasilvamaia.pdf Acidentes Tecnológicos - Manuseio, armazenamento e transporte de produtos periogos - Ruptura total ou parcial de barragens dutos e outras estruturas Acidentes de trânsito em vias públicas - Aumento da circulação de caminhões e outros veículos Exposição crônica a substâncias perigosas - Poluentes do ar, solos contaminados, águas subterrâneas e superficiais Perda de proteção contra eventos climáticos e geológicos - Manguezais, áreas úmidas, florestas, áreas permeáveis Exposição a doenças transmissíveis - Influxo de trabalhadores, represamento de água, modificação do regime hídrico, poluição da água Tabela 3 – Riscos Ambientais e sociais que podem ser considerados no EIA Fonte: Adaptado de SANCHEZ, 2020. A gestão de riscos ambientais é fundamental para atuar na prevenção e na mitigação de possíveis prejuízos que possam ser ocasionados em função de riscos ambientais. Saiba Mais O vídeo apresenta o conceito de gerenciamento de riscos ambientais, que é um processo que visa identificar possíveis riscos, problemas ou desastres antes que aconteçam. Também permite que se estabeleçam procedimentos para evitar o risco, mitigar seu impacto ou, pelo menos, ajudar a lidar com seu potencial efeito. Título do artigo: Etapas do Gerenciamento de Riscos Nome do autor: Ministerio da Integração do Desenvolvimento Regional 7 Legislação Ambiental Brasileira Em conjunto com as publicações de estudos e pesquisas históricas sobre as causas dos impactos ambientais na saúde humana, alguns países começaram a desenvolver seus sistemas de meio ambiente, implantando órgãos com suas respectivas políticas e legislações. A legislação ambiental brasileira foi criada com a intenção de proteger o meio ambiente e reduzir ao mínimo as consequências de ações humanas devastadoras sobre ela. As leis que constituem a legislação são fiscalizadas por órgãos ambientais nacionais, estaduais ou municipais. Esses órgãos definem regulamentações e atos de infração em casos de não cumprimento da lei. Leia o artigo Legislação Ambiental Brasileira: Uma Abordagem Conceitual para aprofundar seus conhecimentos sobre a Legislação Ambiental Brasileira. A criação das mais variadas leis, normas técnicas e outras regulamentações, que tem como visão e direcionamento a preservação ambiental e o melhor aproveitamento dos recursos naturais, foi determinada através dos grandes acontecimentos ambientais históricos no mundo. Estas leis foram moldadas conforme as necessidades do momento e a análise dos interesses de todos os envolvidos: os poderes públicos, a iniciativa privada e a sociedade civil (BARSANO et.al. 2014). No entanto, foi para atender a interesses econômicos que as primeiras políticas ambientais foram implantadas. As primeiras iniciativas dos poderes públicos, na preservação do meio ambiente, remetem à década de 1930, quando a industrialização brasileira começava a se intensificar conforme a realidade política e econômica da época, panorama este que permaneceria até o final da década de 1970 (BARSANO et.al. 2014). Ainda segundo BARSANO et.al. (2014), para garantir o abastecimento de matérias-primas no setor produtivo das atividades industriais daquela época e de outras que surgiram no decorrer dos anos, apareceram as primeiras intervenções do Estado para a racionalização do uso dos recursos naturais, para que a degradação ambiental não prejudicasse os objetivos econômicos. E, apesar de não haver nessas iniciativas a ideologia ambientalista, abriram caminhos para criação das principais leis, como por exemplo: ✔ código das águas, regulamentando o uso dos recursos hídricos (decreto nº 24.643/34); ✔ código florestal, delimitando áreas de preservação permanente e a exploração de florestas e desmatamentos (decreton°23.793/34); ✔ código de mineração, que define os princípios para a exploração de jazidas (decreto n° 1.985/40); ✔ código da caça e pesca, que regulamenta a pesca e a exploração dos recursos hídricos (decreto n°794/38); ✔ estatuto da terra, que define os critérios para a desapropriação e distribuição de terras (lei n°4.504/64). Todavia, tais leis de proteção ambiental apresentam algumas preocupações de âmbito de preservação dos recursos naturais, como a aplicação de penas fiscais e criminais em caso de destruição de florestas de preservação, permanente no Código Florestal, e o controle da poluição, permanente do Código de Pesca (BARSANO et.al. 2014). No entanto, o primeiro documento que apresentou, de modo específico e global, as regras sobre o meio ambiente foi a Constituição Federal de 1988. Constituição Federal de 1988 Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia o Capítulo 12 do livro Avaliação de Impacto Ambiental, escrito por Luis Enrique Sánchez https://www.youtube.com/watch?v=ra4z3abv4ZY https://fahor.com.br/publicacoes/jopec/2012/LEGISLACAO_AMBIENTAL_BRASILEIRA_UMA_ABORDAGEM_CONCEITUAL.pdf#:~:text=Conforme%20CRF%20%282012%29%2C%20j%C3%A1%20em%201988%20pela%20Constitui%C3%A7%C3%A3o,e%20preserv%C3%A1-lo%20para%20%C3%A0s%20presentes%20e%20futuras%20gera%C3%A7%C3%B5es https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/198223/epub/0 A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, de 05 de outubro de 1988, procurou garantir de maneira simples e objetiva diversos mandamentos voltados para a área ambiental, como descreve o art.°5 e o art.° 23: Também afirma, art.° 24, que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal, legislar sobre: “LXXIII - O direito de qualquer cidadão ser parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência” (BRASÍLIA,1988). “VI - É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas” (BRASÍLIA, 1988). VI -florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição”; “VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico” (BRASÍLIA, 1988). Nesse sentido, o art.° 225 da CF/88 reza que: § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I. - Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; II. - Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; III. - Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético IV. - Definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; V. - Exigir, na forma da lei, para instalaçãode obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; VI. - Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; VII. - Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; VIII. - Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. E, § 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. § 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Para BARSANO et.al. (2014), as primeiras tentativas, por parte das instituições governamentais, foram um alento para a preservação do meio ambiente. No entanto, a quantidade de estratégias diferentes adotadas isoladamente pelos mais variados órgãos em todas as suas esferas (municipal, estadual e federal) ocasionou ações não coordenadas e conflitos de poder. E, portanto, para uma integração das políticas vigentes no País e sua harmonização em todos os níveis, foi aprovada uma Política Nacional como referência para definir os princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes a serem seguidos pelas políticas estaduais e municipais de toda a União Federativa. O intuito da política ambiental é de ser um modelo de administração que pode ser adotado por um governo ou empresa para direcionar as relações com o meio ambiente e os recursos naturais. Fonte: Freepik “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”;últimas décadas não só revolucionou os hábitos de consumo mundiais. E de acordo, com a LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981, a Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana (BRASÍLIA, 1981). Tendo como princípios: I. - Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; II. - Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e doar; III. - Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; IV. - Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; V. - Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; VI. - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais; VII. - Acompanhamento do estado da qualidade ambiental; VIII. -Recuperação de áreas degradadas; (Regulamento) IX. - Proteção de áreas ameaçadas de degradação; X. - Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade. Além de estabelecer os direcionamentos necessários para um desenvolvimento econômico sustentável, a nova lei oferece instrumentos para que sejam executados os seus princípios (BARSANO, 2014). Como por exemplo: ✔ o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; ✔ o zoneamento ambiental; ✔ a avaliação de impactos ambientais; ✔ o licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras; ✔ as penalidades disciplinares ou compensatórias pelo não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental; ✔ o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ou utilizadoras dos recursos ambientais; ✔ instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental, seguro ambiental e outros. Contudo, para auxiliar a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), foram elaboradas várias regulamentações que visassem os resultados a serem alcançados, estabelecendo os critérios e padrões de qualidade ambiental e o uso e manejo de recursos ambientais, por meio de normatizações específicas aprovadas por leis federais e resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Para isso, foram criadas políticas ambientais distintas, para a prevenção do meio ambiente em casos específicos e diferenciados, seja na terra, na água ou no ar (BARSANO, 2014). São elas: ✔ Política Nacional de Resíduos Sólidos -PNRS ✔ Política Nacional de Mudanças Climáticas -PNMC ✔ Política Nacional de Recursos Hídricos -PNRH É imprescindível que as organizações estejam atentas às políticas ambientais para estarem em conformidade e evitarem, além da geração de passivos ambientais, outros impactos como multas, penalizações, perda de investimentos, e até o embargo das atividades em casos mais críticos. Saiba Mais O vídeo apresenta o conceito do “Sistema de Gestão Ambiental nas Empresas” seus princípios, diretrizes e benefícios para as organizações, bem como o histórico da elaboração da norma ISO 14000, pontos negativos e positivos e como é a atuação do profissional de Gestão Ambiental nessa área. Nome do autor: Ivo Neves 8 Estudo de Caso MEDIDAS MITIGADORAS PARA OS IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS EM UM COMPLEXO EÓLICO NO MUNICÍPIO DE ICAPUÍ-CE A energia eólica tem despertado o interesse de muitos investidores por ser uma energia renovável, considerada limpa e rentável economicamente. E a região nordeste brasileira tem atraído esses investimentos, por concentrar grande parte do potencial eólico brasileiro. Quais são os impactos ambientais e as medidas mitigadoras abrangentes à implantação desse empreendimento? Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 6 a 36 do livro Direito e Legislação Ambiental, escrito por Angelo de Sá Mazzarotto. https://youtu.be/90jxPVLQanw?si=_ZQ50xRFvEoWOf9I https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/188229/pdf/0 Vídeo 9 Orientações para a entrega da fase Apresentamos o conceito de impactos ambientais e como as avaliações de impactos devem ser estruturadas, para determinar as medidas mitigadoras e compensatórias aos danos ambientais causados por atividades antrópicas em uma determinada região. Com base nisso, você deve realizar um memorial descritivo com a análise dos indicadores dos impactos ambientais das atividades de saneamento básico para a região de estudo escolhida. No memorial, você deve analisar se existem medidas mitigadoras ou compensatórias existentes, de acordo com o template apresentado. Modelo de Entrega - Fase 3 Titulo 0.13MB Vídeo 10 Orientações para a Entrega Final Nesse projeto, aprendemos na Fase 1 o conceito de bacia hidrográfica e o funcionamento do ciclo hidrológico, bem como a importância da gestão ambiental para o manejo dos recursos hídricos e a minimização dos impactos na qualidade das águas. Na Fase 2, compreendemos sobre as atividades principais que compõem o saneamento básico. E por último, na Fase 3, estudamos sobre a importância da avaliação dos impactos ambientais e como são gerenciados os riscos para a adoção de medidas mitigadoras ou compensatórias para os danos gerados. Nessa etapae Gestão de Bacias, escrito por Bruna Daniela de Araújo Taveira. https://lo-tus.celsotech.io/files/4b1c9b360ab062f2049b595b50e96b05+LoIpS8XTxdC2c4wnXnxMzB0Rixv3MGWxGWYy.qLJdzH9EwwJaWLIg6D1tKYCBy6w1ZI_bl2_ESFFH_rPt0JlXpRHTdelHYx8eN82k3abCL90jwEJlJektq.YhfGmXT_h https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/158944/pdf/136 Saiba Mais O crescimento urbano das grandes cidades, que podemos verificar nas últimas décadas, tem posto em alerta a temática da preservação ambiental dos corpos hídricos. Faz-se necessário, pelas instâncias governamentais, o melhor emprego dos recursos financeiros, além do cumprimento da legislação ambiental, do disciplinamento do uso/ocupação do solo, valorizando-se os aspectos naturais da bacia hidrográfica buscando a sustentabilidade ambiental. Gerenciamento de Bacias Hidrográficas - Estudos de Caso da Bacia Hidrográfica do Rio Iguaçu no Município de Nova Iguaçu 2 Poluição dos Cursos hídricos Os impactos ambientais em recursos hídricos prejudicam a qualidade de vida populacional e do ambiente. A poluição das águas é proveniente de praticamente todas as atividades humanas, sejam elas domésticas, comerciais ou industriais. Cada uma dessas atividades gera poluentes característicos que têm uma determinada implicação na qualidade do corpo receptor. Tecnicas e prátic Titulo 1.95MB A poluição das águas é definida como todo corpo d’água que sofreu alterações à sua natureza, por formas de energia direta ou indireta, que de uma maneira prejudicou os usos legítimos a que se destinava inicialmente (VON SPERLING, 2005). Caracteriza-se como a contaminação dos corpos d’água por elementos físicos, químicos e biológicos que podem ser nocivos ou prejudiciais aos organismos, plantas e à atividade humana. E, segundo a Lei nº 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente, poluição é definida como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; Afetem desfavoravelmente a biota; Afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; Lancem matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Essas alterações podem ser provocadas por ações antrópicas. A poluição pode ocorrer de duas formas: pontual ou difusa. A poluição pontual caracteriza-se por lançamentos individualizados, normalmente de fácil identificação, como o lançamento de esgotos por uma residência ou lançamento de tintura por indústrias têxteis. Já as cargas difusas caracterizam-se por não possuírem um local definido de contaminação, como, por exemplo, o lançamento de agrotóxicos pela agricultura. E podem ser consideradas, também, por tipos de poluição, que se dividem de quatro modos: Poluição Sedimentar: É o acúmulo de partículas em suspensão. Quando são vindas do solo pelo processo de erosão, desmatamento e extração de minérios (como em casos de rompimentos de barragens), elas podem interferir no processo de fotossíntese, bloqueando os raios solares, e na capacidade dos animais de encontrar alimento. Esses sedimentos também podem ser provenientes de produtos químicos insolúveis que adsorvem e concentram os poluentes biológicos e químicos, afetando o processo de fotossíntese. Os sedimentos são o tipo de poluição mais comum nos corpos d’água. Poluição Biológica: Esse tipo de poluição ocorre com a introdução de detritos orgânicos lançados geralmente por esgotos domésticos e industriais, que podem ser direcionados à água ou podem se infiltrar nos solos, atingindo lençóis freáticos. São compostos de carboidratos, gorduras, proteínas, fosfatos e bactérias. Alguns exemplos são restos de alimentos, fezes humanas e detergentes. Poluição Térmica: A poluição térmica é um dos tipos de poluição da água menos conhecidos, já que não é facilmente observada. Ela não é visível ou audível, mas seu impacto é considerável. Ocorre quando a temperatura de um rio é aumentada ou diminuída, causando um impacto direto na população desse ecossistema, como a diminuição dos níveis de oxigênio na água e poluição térmica. Poluição Química: É a contaminação ambiental gerada por produtos químicos que acabam tendo como destino os corpos hídricos. Ela pode ser intencional ou acidental. A primeira forma é a mais comum, pois muitas indústrias despejam produtos químicos em rios, lagos ou na rede de esgoto, sem o tratamento adequado. É comum também a ocorrência de poluição na zona rural através da contaminação por uso de agrotóxicos. Os efeitos desse tipo de poluição são cumulativos e podem levar anos para serem sentidos. Ela causa grandes danos para a vida marinha nos rios e lagos, além de prejudicar animais que interagem com o ecossistema, como aves que se alimentam dos peixes. O padrão de qualidade da água para consumo humano aborda características físicas, químicas e biológicas específicas que são caracterizadores através de exames e análises de amostras coletadas do corpo d’água. Cabe ao poder público realizar os investimentos necessários para um eficiente gerenciamento, controle e fiscalização das condições de uso e proteção da água. A sociedade, por sua vez, deve perceber que a água é um recurso limitado, um bem público e essencial para o desenvolvimento das sociedades. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia das páginas 60 a 70 do livro Saneamento Ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme Samways. https://www.bing.com/search?pglt=43&q=GERENCIAMENTO+DE+BACIAS+HIDROGR%C3%81FICAS+-+ESTUDOS+DE+CASO+DA+BACIA+HIDROGR%C3%81FICA+DO+RIO+IGUA%C3%87U+NO+MUNIC%C3%8DPIO+DE+NOVA+IGUA%C3%87U&cvid=4ac5a0f947ea4fb1ae7e99e798caa49c&aqs=edge..69i57.845j0j1&FORM=ANNTA1&PC=U531 https://lo-tus.celsotech.io/files/f0cb643ae5dcfb04fed48016b86702b9+7i8ZDFm2RWgjBthjuuCvjarZqNvjrFkNtWbWsinNsfIFuLvQ1.pLENYhzbmsmSPdI_AHA8dGMkGCdo5Aah1xYK9jaHqYifregbQ1Hkt_BJIQH3OEJtCpMAZww2OY3_gT https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/5 Saiba Mais Atualmente enfrenta-se uma problemática referente à poluição de corpos hídricos. Segundo Leite (2004), este é um grande problema mundialmente enfrentado, causando assim, colateralmente, efeitos desfavoráveis à saúde ambiental e à qualidade da água. Os impactos ambientais em recursos hídricos prejudicam a qualidade de vida populacional e do ambiente. Análise de Impacto Ambiental em corpo hídrico. 3 Conheça as atividades avaliativas https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2015/VIII-023.pdf Olá, estudante! Seja bem-vindo(a)! Atividade do Projeto Você deve estar se perguntando como é o processo avaliativo na Celso, não é mesmo? Vamos, então, entendê-lo? Cada um dos projetos em que você está matriculado(a) é dividido em três fases. Em cada uma dessas fases você fará a entrega de uma atividade na data prevista no calendário acadêmico. As atividades do projeto são conectadas, como você pode perceber na figura a seguir: Você receberá a nota e o feedback da atividade postada em cada projeto na data prevista no calendário para cada fase. Quiz Haverá outras entregas, além dessas? Além da entrega em forma de arquivo, em cada fase você realizará questões de múltipla escolha, contidas no quiz. Você terá duas chances para realizá-lo e o feedback será imediato na plataforma. Obs.: Os projetos que possuem prática não contarão com o quiz na fase 3, pois nessa fase você realizará a entrega do relatório de prática. Prática E sobre as práticas? Haverá alguma entrega? As práticas serão desenvolvidas ao longo das fases, mas a entrega do seu relatório se dará na fase 3. Obs.: No caso dos projetos com prática, na fase 3 não terá quiz. Entrega Final O que é a entrega final? Caso você não tenha alcançado a média até a fase 3, você poderá realizar essa atividade extra opcional, valendo 2 pontos. A nota obtida será somada ao valor alcançado anteriormente, conforme o exemplo abaixo: Síntese das atividades avaliativas No quadro abaixo você poderá visualizarfinal, você vai compilar todas as informações levantadas da região escolhida, com todo o histórico e informações levantadas das entregas das fases anteriores, determinando quais medidas mitigadoras ou compensatórias devem ser implantadas para a minimização dos impactos ambientais identificados, de acordo com o modelo. Modelo de Entrega Final Titulo 0.17MB Ouça o podcast abaixa para te auxiliar na produçao da Entrega final do seu projeto. Vídeo 11 Referências https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585807?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://lo-tus.celsotech.io/files/7db7257ef8a749cc898b293efff45633+by1hrNg3L28TQEt44otgbhJuS3A1rXZXw.oS9GO6mRvBqFRFvCQ5RSmSU5kdVlWbDKTDr0dEczn5pJMS42SA7qcaVv6q6EnEEJRRPCPE9TjY7JoV7_YdVLUpnl7jUEhX https://player.vimeo.com/video/877585782?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585782?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585782?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585782?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585782?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/877585782?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&player_id=0&app_id=58479 https://lo-tus.celsotech.io/files/19ec9cee0fb5a92ce3ed0d7a7d5fefbf+iLMe84Y.4e.xxz_d8AODv6oGqylpLO953aGeNEfJ8UYFj.l6lNxXrIlElAOnQ0F2KlfUz6zVejiypWClcVSw6coz08oB9.vuXMRwBduiDFJ8JsU7C9RerqmGeljvkTyz https://player.vimeo.com/video/872551929?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&progress_bar=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/872551929?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&progress_bar=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/872551929?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&progress_bar=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/872551929?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&progress_bar=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/872551929?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&progress_bar=1&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/872551929?badge=0&autopause=0&quality_selector=1&progress_bar=1&player_id=0&app_id=58479 BARBIERI, José Carlos Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos / José Carlos Barbieri. – 4. ed. – São Paulo: Saraiva, 2016. 312 p. BARSANO, et al. Gestão ambiental. – 1. ed. – São Paulo: Érica,2014. BRASIL. Lei n° 6.938 de 31 de agosto de 1981. Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA. Brasília, 1981. BRASIL. Constituição da República Federativa de 05 de outubro de 1988. Brasília, 1988. COSTA, D. T. et al. Grandes Impactos Ambientais no Mundo. Caderno Meio Ambiente e Sustentabilidade. Curitiba, v.1, n.1, 2012. DAL FORNO, Marlise Amália Reinehr. Fundamentos em gestão ambiental. 2017. PHILIPPI JR. A., ROMERO M.A., BRUNA C.G. Curso de gestão ambiental. Barueri, SP: Manole, 2004. RUPPENTHAL, Janis Elisa. Gestão ambiental. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria; Rede e-Tec Brasil, 2014.128 p. SÁNCHEZ, Luis Enrique. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. 3 ed. atual. aprimorada. São Paulo, 2020. 12 Aula ao vivo Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos: Acesse o Teams (Microsoft Teams) Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo: Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings” Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h) Entrega Final Dia da entrega: 16/06/2025 Avaliação https://www.scielo.br/j/cebape/a/QCt3x3zVXKYNFftZrG8zn4R/ https://www.scielo.br/j/cebape/a/QCt3x3zVXKYNFftZrG8zn4R/ https://pdfcoffee.com/gestao-ambiental-2014-barsano-e-barbosa-pdf-free.html https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.cadernosuninter.com/index.php/meioAmbiente/article/view/318 https://lume.ufrgs.br/handle/10183/172220 https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3480964/mod_resource/content/1/as_gestao_ambiental_tfm.pdf https://www.studocu.com/pt-br/document/instituto-federal-de-educacao-ciencia-e-tecnologia-do-ceara/saude-e-meio-ambiente/gestao-ambiental-apostila/35889716 https://www.studocu.com/pt-br/document/instituto-federal-de-educacao-ciencia-e-tecnologia-do-ceara/saude-e-meio-ambiente/gestao-ambiental-apostila/35889716 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/170504 https://teams.microsoft.com/v2/ https://api.whatsapp.com/send?phone=552131953487&text Tipo de avaliação: Arquivo Número de tentativas: 2 Entrega Final - Opcional Arquivo Entregue por:a organização das atividades avaliativas por fase, bem como a distribuição da pontuação. Para a realização dessas atividades avaliativas é imprescindível que você estude todo o conteúdo do projeto, realize as atividades propostas, acesse as aulas ao vivo e tire suas dúvidas com o(a) professor(a) tutor(a). Vamos lá? 4 Apresentação da Fase 1 Nesta fase vamos relembrar o conceito de bacia hidrográfica e como funciona o ciclo hidrológico, compreender os instrumentos de gestão ambiental para o manejo dos recursos hídricos e Identificar os impactos ambientais e avaliar os riscos para a qualidade das águas. Vídeo 5 Desafios da Gestão dos Recursos Hídricos https://player.vimeo.com/video/923843040?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843040?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843040?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843040?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843040?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843040?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 Um grande desafio da gestão dos recursos hídricos é a participação social nos espaços de discussão e decisão, pois não existe uma cultura de participação na sociedade brasileira. No entanto, muitos esforços estão sendo feitos para o alcance desses objetivos. Porém, em um país de dimensões continentais como o Brasil, são necessários muitos recursos financeiros e educação para que políticas públicas possam ser implementadas e consolidadas. Leia o artigo onde são apresentadas as fragilidades a serem vencidas para consolidar uma gestão pública descentralizada e participativa. Plano Nacional de Titulo 2.35MB Devido à sua natureza relativamente nova, a implementação de uma gestão eficiente de recursos hídricos enfrenta diversos desafios. Nesse sentido, a criação da abordagem iniciada dentro da PNRH engloba diversos aspectos que buscam promover uma gestão eficiente dos recursos hídricos. Alguns desses aspectos são: 1. O processo de atuação dos Comitês de Bacias e a base que norteia suas ações, seus valores éticos ambientais; 2. A inserção da educação ambiental como processo de busca de conservação da água; 3. A promoção de uma visão mais integrada das principais políticas públicas que contribuem diretamente para uma boa gestão da água. A participação social está pautada como um dos cinco princípios do processo de democratização. Sem a participação do cidadão no processo decisório, não é possível transformar em realidade nenhum dos outros princípios fundamentais que integram a democracia. São eles: liberdade, igualdade, participação, solidariedade e diversidade. Essa perspectiva abriga a possibilidade de buscar a articulação entre a implantação de práticas descentralizadoras e ação institucional que concilie a participação mais ativa e heterogênea entre os representantes. Foi a partir da aprovação da Lei das Águas, em 1997, que a criação de comitês estaduais se acelerou e tomou forma de Parlamento das Águas. Prova disto foi o número de comitês cadastrados entre 1998 e 2003. Os comitês de bacias hidrográficas são organismos colegiados que fazem parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e estão previstos na Constituição Federal desde 1988. A sua composição diversificada e democrática contribui para que todos os setores da sociedade com interesse sobre a água na bacia tenham representação e poder de decisão sobre sua gestão. No Brasil há mais de 230 comitês de bacias em funcionamento, sendo dez deles com rios de domínio da União – interestaduais ou transfronteiriços. Ainda tratado com um dos grandes problemas que podem ser observados nos comitês, e que vem se acentuando ao longo dos anos, está associado com a lentidão na captação de recursos, uma vez que estes (comitês) não têm personalidade jurídica própria. E por isso a dificuldade de se captar recursos para aplicação de seus projetos. Sendo assim, um dos principais desafios é a capacitação constante dos membros participantes, a interação entre os comitês e a busca por uma participação efetiva e afetiva da sociedade civil organizada. Estas observações estão no percalço de elementos homogeneizadores a fim de fortalecer a dinâmica de troca de experiências e práticas inovadoras. Saiba Mais Previstos pela Política Nacional de Recursos Hídricos, os planos de recursos hídricos são documentos que definem a agenda das águas de uma região, incluindo informações sobre ações de gestão, projetos, obras e investimentos prioritários numa bacia hidrográfica ou num conjunto de bacias. Além disso, fornecem dados atualizados que contribuem para o enriquecimento das bases de dados da ANA e, consequentemente, para a gestão das águas. Vídeo 6 Impactos da Urbanização O desenvolvimento urbano altera a cobertura vegetal provocando vários efeitos que modificam os componentes do ciclo hidrológico natural. Com a urbanização, a cobertura da bacia é, em grande parte, impermeabilizada com edificações e pavimentos e são introduzidos condutos para escoamento pluvial, gerando as seguintes alterações no meio ambiente. Leia a indicação recomendada para a compreensão dos impactos ambientais da urbanização. Análise Hidrológica em bacias hidrográficas A urbanização massificada das cidades ocorreu, no Brasil, num período em que as ações governamentais estavam voltadas para o desenvolvimento econômico e industrial do país. Dessa forma, “apesar de existir preocupação com o planejamento urbano, não se buscava conciliar o crescimento das cidades com a preservação do patrimônio ambiental” (FARIA e SOARES, 2006, p.1488). Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia o artigo Governança das águas no Brasil: conflitos pela apropriação da água e a busca da integração como consenso, escrito por Valéria Nagy de Oliveira Campos e Ana Paula Fracalanza. https://lo-tus.celsotech.io/files/0d6c19c61c208e684d8de279be20d890+nC0KwWEMUI72eSNcXlFgLt51Nu01iAR0L6G.EQv4iR4gJp5eY4V3Vo.0VO4QGKYLtV8zej9OLhPVf9fPKYuy54jB3vH4mbsaQfvGB_aBdRaBxGykUij1tcpkBp8_r629 https://www.youtube.com/embed/f2Yj9NYID9w?t=16s https://www.youtube.com/embed/f2Yj9NYID9w?t=16s https://www.youtube.com/embed/f2Yj9NYID9w?t=16s https://www.youtube.com/embed/f2Yj9NYID9w?t=16s https://www.youtube.com/embed/f2Yj9NYID9w?t=16s https://www.youtube.com/embed/f2Yj9NYID9w?t=16s http://www.mercator.ufc.br/mercator/article/view/e17025 https://www.scielo.br/j/asoc/a/CSQMWFyvcv8MJV4vkMV6dBm/?format=pdf https://www.scielo.br/j/asoc/a/CSQMWFyvcv8MJV4vkMV6dBm/?format=pdf O desenvolvimento urbano altera a cobertura vegetal provocando vários efeitos que modificam os componentes do ciclo hidrológico natural. Com a urbanização, a cobertura da bacia é, em grande parte, impermeabilizada com edificações e pavimentos e são introduzidos condutos para escoamento pluvial, gerando as seguintes alterações, conforme esquema a seguir: Redução da infiltração no solo: o aquífero tende a diminuir o nível do lençol freático por falta de alimentação (principalmente quando a área urbana é muito extensa), reduzindo o escoamento subterrâneo. O volume que deixa de infiltrar fica na superfície, aumentando o escoamento superficial. Redução do tempo de deslocamento: desta forma as vazões máximas também aumentam, antecipando seus picos no tempo; Redução da evapotranspiração: a superfície urbana não retém água como a cobertura vegetal e não permite a evapotranspiração das folhagens e do solo. A complexidade formada por espaço urbano e cidade não pode dispensar um planejamento urbano bem definido, estruturado e abrangente que de forma multissetorial leve em conta o homem e o meio ambiente nos aspectos econômicos, sociais, físico-territoriais, ecológicos e administrativos. Por fim, a ocupação desordenada do solo expõe uma diversidade de problemas por planejamento inadequado ou inexistência de planejamento ou omissão do poder público, definindocomo resultados: A impermeabilização do solo impede a infiltração da água, acentuando os problemas da erosão urbana e aumentando os picos de cheia, causando enchentes e inundações. A minimização da recarga nos solos reduz a disponibilidade de água nos períodos de baixa precipitação. Ausência de infraestrutura básica: a falta de coleta e tratamento de esgotos e a disposição inadequada de resíduos leva contaminantes aos rios, que têm a qualidade da água comprometida, o que dificulta a potabilização da água. Desperdício: diferentes usos da água associados ao baixo custo e a disponibilidade aparentemente abundante torna o recurso natural de uso mais negligente, mal administrado e desperdiçado pelo homem. A elaboração de estudos hidrológicos e análise da região devem ser premissas obrigatórias para um plano diretor adequado à região, para o crescimento da urbanização, de modo que não afete as condições de drenagem urbana, saneamento e qualidade. Saiba Mais As cidades brasileiras, em grande maioria, crescem de forma espraiada, ou seja, horizontalmente, elas são dinâmicas e estão sempre em evolução. O documentário traz também depoimentos que reforçam a tese de que a maioria das cidades brasileiras não permite que classes menos favorecidas permaneçam nas regiões que se valorizam. Crescimento das Cidades e a Periferização. Vídeo 7 A Bacia Hidrográfica A água é um recurso natural abundante no planeta e essencial para a existência e sobrevivência das diferentes formas de vida. No entanto, sua disponibilidade, preservação e qualidade encontram-se cada vez mais ameaçadas e dependentes de programas e ações de gerenciamento. O planeta Terra tem cerca de 70% de sua superfície coberta por água, sendo que 97,5% dessa quantidade é de água salgada e encontra-se em maior parte nos mares e oceanos. O Brasil é o país que possui a maior reserva de água doce do planeta, com aproximadamente 13,7%. A água potável, que representa uma parcela de 8% do consumo, é a que abastece as nossas casas e está presente no nosso dia a dia. A água é um recurso renovável essencial para manter a vida no planeta, tendo como principais funções hidratar os seres vivos, manter o equilíbrio da biodiversidade e permitir o desenvolvimento de atividades pelos seres humanos. É fundamental para a saúde pública a disponibilização de água de boa qualidade. Além da necessidade biológica da ingestão de água, o ser humano a utiliza para higiene, preparação de alimentos, atividades econômicas, recreativas, como transporte ou para geração de energia. Em virtude do crescimento populacional, a quantidade de poluentes lançados nos córregos, rios, represas e lagos, próximos às aglomerações, aumentou de tal forma que a capacidade de autodepuração desses corpos receptores foi superada pela carga poluidora dos efluentes. Em termos ambientais, a bacia hidrográfica é a unidade ecossistêmica e morfológica que melhor reflete os impactos das interferências antrópicas, seja na ocupação de terras com atividades agrícolas ou na urbanização. A formação da bacia hidrográfica se dá através dos desníveis dos terrenos que direcionam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas, e essa é uma tendência que a água tem em seguir uma determinada orientação dada pelo relevo e pelo efeito da gravidade. As características físicas da bacia hidrográfica são importantes, para fins de conhecimento e análise inicial da bacia, pois comandam processos naturais, limitam possibilidades de exploração antrópica e auxiliam na compreensão de alguns processos hidrológicos importantes. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia das páginas 188 a 195 do livro Saneamento Ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme Samways. Para aprofundar seus estudos, leia Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos, escrito por Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico. https://www.youtube.com/embed/puIh8Hr8tX4?feature=youtu https://www.youtube.com/embed/puIh8Hr8tX4?feature=youtu https://www.youtube.com/embed/puIh8Hr8tX4?feature=youtu https://www.youtube.com/embed/puIh8Hr8tX4?feature=youtu https://www.youtube.com/embed/puIh8Hr8tX4?feature=youtu https://www.youtube.com/embed/puIh8Hr8tX4?feature=youtu https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0 https://www.gov.br/ana/pt-br/todos-os-documentos-do-portal/documentos-soe/mudancas-climaticas/mudanca-climatica-e-recursos-hidricos-2013-avaliacoes-e-diretrizes-para-adaptacao/mudancas-climaticas-e-recursos-hidricos-ana-2016.pdf/view O comportamento hidrológico de uma bacia hidrográfica é função de suas características geomorfológicas (forma, relevo, área, geologia, rede de drenagem, solo etc.). É necessário realizar uma análise criteriosa das distintas características das bacias hidrográficas, a fim de compreender como o curso d'água e sua respectiva bacia são utilizados pelas comunidades circunvizinhas, levando em consideração aspectos como regime, variação e vazão do curso principal. Diante dos aspectos discutidos é importante destacar que o consumo irracional da água, com desperdícios, a poluição dos rios e a falta de saneamento básico em várias partes do mundo fazem com que muitos povos sofram com a escassez desse recurso natural. Saiba Mais A Divisão Hidrográfica Nacional, instituída pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), estabelece as doze Regiões Hidrográficas brasileiras. São regiões hidrográficas: bacias, grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas próximas, com características naturais, sociais e econômicas similares. Esse critério de divisão das regiões visa orientar o planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos em todo o país. Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) 8 Estudo de Caso Qual a importância da bacia hidrográfica para o manejo ambiental do curso hídrico? Entende-se que a bacia hidrográfica é a unidade ecossistêmica e morfológica que permite a análise e entendimento dos problemas ambientais. Ela também é perfeitamente adequada para um planejamento e manejo, buscando otimizar a utilização dos recursos humano e natural, para estabelecer um ambiente sadio e um desenvolvimento sustentado. O crescimento urbano das grandes cidades que podemos verificar nas últimas décadas tem posto em alerta a temática da preservação ambiental dos corpos hídricos, como é o caso da Bacia da Baía de Guanabara, com elevado processo de poluição e deterioração. Analisando a importância da bacia hidrográfica como unidade de planejamento para a gestão ambiental integrada para a Bacia de Guanabara no Rio de Janeiro, quais são as ações para a mitigação dos danos ambientais das atividades industriais, aos cursos d’água? Ouça a resposta do estudo proposto acima: Vídeo 9 Orientações para a entrega da fase Até aqui foi apresentado um resumo sobre o conceito de bacia hidrográfica e o fenômeno do ciclo hidrológico, fazendo o alinhamento com a gestão dos recursos hídricos e seu manejo para atender a qualidade necessária que os cursos d’água necessitam apresentar, de forma a atender à sociedade. Com isso, você irá realizar uma pesquisa descritiva sobre os principais impactos ambientais existentes na região hidrográfica do seu município, de acordo com o modelo apresentado. Modelo de Entrega - Fase 1 Titulo 0.17MB Vídeo Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia das páginas 17 a 53 do livro Hidrogeografia e gestão de bacias, escrito por Bruna Daniela de Araújo Taveira. https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/gestao-das-aguas/panorama-das-aguas/regioes-hidrograficas https://player.vimeo.com/video/923843076?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843076?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843076?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843076?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843076?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843076?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479https://lo-tus.celsotech.io/files/534aa9990431bf95fe7c4dc0e5a3db49+7HcVYYzmRaRbM3QLzbViNrTqPXhnNLFlqQzJbiIIxapMa65Ll6D092uyqf2fvZ2331ilW2sozMZZfUcbPmnOMpzSdMieWc9ar22d3Ti8U6Z8b6xfz29TvBzhX2RJQo.i https://player.vimeo.com/video/923843109?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843109?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843109?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843109?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843109?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://player.vimeo.com/video/923843109?badge=0&autopause=0&player_id=0&app_id=58479 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/158944/pdf/0 10 O Comportamento Hidrológico O ciclo da água é uma transformação da circulação da água, que se desenvolve através dos processos de evaporação, condensação, precipitação, infiltração e transpiração. Está diretamente ligado ao clima; assim, mudanças no clima que alterem o regime de chuvas podem provocar o aumento da ocorrência de eventos hidrológicos extremos, como inundações e longos períodos de seca. Esses eventos afetam a oferta de água, ameaçando o suprimento de recursos hídricos para todos. Observe o infográfico indicando o comportamento hidrológico em uma bacia hidrográfica. O comportamento hidrológico de uma bacia hidrográfica também é afetado por ações antrópicas, uma vez que, ao intervir no meio natural, o homem acaba interferindo nos processos do ciclo hidrológico. As características físicas e bióticas de uma bacia possuem importante papel nos processos do ciclo hidrológico, influenciando, dentre outros, a infiltração e quantidade de água produzida como deflúvio, a evapotranspiração, os escoamentos superficiais e subsuperficial. A forma como a água vem sendo utilizada tem gerado preocupações em cientistas e ambientalistas, sobretudo sobre a sua disponibilidade e qualidade para gerações futuras. O desmatamento, a compactação do solo e a impermeabilização das cidades, com asfalto e concreto, dificultam a infiltração da água nos solos, o que compromete o volume das águas seguindo o raciocínio do ciclo hidrológico. E os ecossistemas aquáticos são prejudicados pela poluição desenfreada, principalmente pelo lançamento de substâncias tóxicas nos lençóis freáticos, ainda mais quando se trata de substâncias não biodegradáveis, que podem permanecer no ambiente por longos períodos. Embora a humanidade tenha aperfeiçoado muitas técnicas para coletar água e afastar os detritos, tais construções sanitárias nunca acompanharam o ritmo de crescimento das áreas urbanas. O quadro ambiental e de saúde pública apresenta dificuldades e sérios problemas até os dias atuais. O abastecimento de água acarreta algumas adversidades para as cidades, pois todo o curso de água irá transformar-se em esgoto. Popularmente chamado de esgoto, as águas residuárias ou efluentes compreendem todo o volume de água com características naturais alteradas após o uso doméstico, comercial ou industrial. É caracterizada como uma substância com grau de impureza que varia de acordo com sua utilização e que contém agentes contaminantes e potencialmente prejudiciais à saúde humana e à natureza de modo geral. Sendo assim, é fundamental para a saúde pública a disponibilização de água de boa qualidade. Além da necessidade biológica da ingestão de água, o ser humano a utiliza para higiene, preparação de alimentos, atividades econômicas, recreativas, como transporte ou para geração de energia. Saiba Mais Os comitês constituem o “Parlamento das Águas”, espaço em que representantes da comunidade de uma bacia hidrográfica discutem e deliberam a respeito da gestão dos recursos hídricos compartilhando responsabilidades de gestão com o poder público. É por meio de discussões e negociações democráticas que os comitês avaliam os reais e diferentes interesses sobre os usos das águas das bacias hidrográficas. Possuem poder de decisão e cumprem papel fundamental na elaboração das políticas para gestão das águas nas bacias, sobretudo em regiões sujeitas a eventos críticos de escassez hídrica, inundações ou na qualidade da água que possam colocar em risco os usos múltiplos da água, conforme assegurados em Lei. Vídeo 11 Aula ao vivo Para acessar a sua agenda de aulas ao vivo, os links para ingressar nas aulas e as gravações, siga os seguintes passos: Acesse o Teams (Microsoft Teams) Faça o login com o seu e-mail institucional (seunomeesobrenome@celsoonline.com.br) e a sua senha Clique no calendário e confira a sua agenda com os dias e horários das suas aulas, conforme print abaixo: Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia das páginas 65 a 102 do livro Hidrogeografia e gestão de bacias, escrito por Bruna Daniela de Araújo Taveira. https://view.genial.ly/61880a521c7ddd0d1293fc22/interactive-image-usos-da-agua https://www.youtube.com/embed/uRzt9tv0EJU https://www.youtube.com/embed/uRzt9tv0EJU https://www.youtube.com/embed/uRzt9tv0EJU https://www.youtube.com/embed/uRzt9tv0EJU https://www.youtube.com/embed/uRzt9tv0EJU https://www.youtube.com/embed/uRzt9tv0EJU https://teams.microsoft.com/v2/ https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/158944/pdf/0 Você também pode clicar em “Equipes” para ver as equipes dos seus projetos e as gravações das aulas, na pasta “recordings” Qualquer dúvida, clique aqui e entre em contato pelo Whatsapp (2ª a 6ª de 8 às 20h) Fase 2 Dia da entrega: 11/02/2025 Atividades Compreender o conceito de saneamento básico e suas diretrizes; 1. O Novo Marco Legal do Saneamento 2. Apresentação da Fase 2 3. Saneamento Básico Identificar os múltiplos usos da água, sua classificação, coleta e seu tratamento, atendendo aos parâmetros de qualidade das águas; 1. Usos Múltiplos e a Classificação das Águas 2. Sistema de Abastecimento das Águas Estudar o manejo dos resíduos sólidos urbanos e a limpeza pública de uma determinada comunidade. 1. Gerenciamento de resíduos urbanos 2. Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos e Limpeza Pública 3. Aula ao vivo 4. Estudo de caso - Qual a importância do Gerenciamento de Resíduos para o Controle da Poluição Hídrica? 5. Orientações para a entrega da fase 1 Apresentação da Fase 2 O Saneamento é um tema que se insere no contexto das políticas públicas como instrumento de valorização da cidadania, com relevância notadamente entre as ações voltadas para a elevação do padrão de qualidade de vida, do desenvolvimento local e, consequentemente, a construção de uma sociedade mais justa, mais humana e sustentável. Assista ao vídeo para compreender o conceito de saneamento e suas diretrizes. https://api.whatsapp.com/send?phone=552131953487&text https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 Vídeo 2 Usos Múltiplos e a Classificação das Águas https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 https://player.vimeo.com/video/858601578?h=0c635bf3ee&title=0&byline=0&portrait=0 Apesar da grande disponibilidade hídrica existente no Brasil, ela não se dá de forma homogênea nas diferentes regiões do país. Existe uma grande variabilidade temporal e espacial desta disponibilidade, que gera situações de abundância e de convivência com graves cenários de escassez. Leia o artigo Uso e gestão da água: Desafios para a sustentabilidade no meio rural, indicado para conhecer sobre os usos múltiplos da água. A escassez hídrica mundial tem sido motivo de preocupaçãoe discussão nos diferentes níveis da sociedade. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a demanda mundial de água vai aumentar em 50 % até 2030. O Brasil, embora tenha grandes reservas de água doce, incluindo parte majoritária do maior aquífero do mundo, está sujeito à distribuição da água de forma não homogênea no espaço e no tempo, vemos isso em algumas regiões que tem seu regime de chuvas concentrado em poucos meses, seguidos de longo período de estiagem. Fonte: Freepik. A distribuição de renda, a gestão hídrica, o montante de investimentos em infraestrutura e recursos humanos e outros aspectos socioeconômicos podem também influenciar a disponibilidade dos recursos hídricos. Essas diferenças naturais e sociais têm sido responsáveis pela situação de escassez hídrica no país, bem como a disponibilidade inadequada para certas regiões e a poluição dos corpos d’água que influenciam diretamente na saúde da população. A redução da qualidade e quantidade de água disponível para o uso compromete a biodiversidade. A Lei n. 9.433, conhecida como “Lei das Águas” que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e criou o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), definiu em seus fundamentos o uso múltiplo da água e a gestão descentralizada e participativa, tendo como unidade de planejamento territorial a bacia hidrográfica. Considerando que a saúde e o bem-estar humano, bem como o equilíbrio ecológico aquático, não devem ser afetados pela deterioração da qualidade das águas, foi promulgado a resolução Conama 357 de março de 2005, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como os padrões de lançamento de efluentes. Soma a isso, de acordo com o Art.2°, são adotadas as seguintes definições: I - águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%; II - águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5% inferior a 30%; III - águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%. A finalidade dos usos das águas é classificada das seguintes formas: Águas Doces I - Classe especial, águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. II - Classe 1, águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA n. 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. III - Classe 2, águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e) à aquicultura e à atividade de pesca. IV - Classe 3, águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à pesca amadora; d) à recreação de contato secundário; e) à dessedentação de animais. V - Classe 4, águas que podem ser destinadas: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1080534 https://www.alice.cnptia.embrapa.br/handle/doc/1080534 a) à navegação; b) à harmonia paisagística. Águas Salinas I - Classe especial, águas destinadas: a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. II - Classe 1, águas que podem ser destinadas: a) à recreação de contato primário, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à aquicultura e à atividade de pesca. III - Classe 2, águas que podem ser destinadas: a) à pesca amadora; b) à recreação de contato secundário. IV - Classe 3, águas que podem ser destinadas: a) à navegação; b) à harmonia paisagística. Águas Salobras I - Classe especial, águas destinadas: a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. II - Classe 1, águas que podem ser destinadas: a) à recreação de contato primário, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à aquicultura e à atividade de pesca; d) ao abastecimento para consumo humano após tratamento convencional ou avançado; e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigação de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto. III - Classe 2, águas que podem ser destinadas: a) à pesca amadora; b) à recreação de contato secundário. IV - Classe 3, águas que podem ser destinadas: a) à navegação; b) à harmonia paisagística. O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água, atuais ou pretendidos. Para a disponibilidade adequada com a qualidade requerida para os diversos fins de utilização, padrões de qualidade devem ser atendidos para o controle efetivo da qualidade da água e estar em conformidade com a resolução, sendo que para as águas doces, de classe 1, devem ser observados as seguintes condições e padrões: I - Condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido; b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes; c) óleos e graxas: virtualmente ausentes; d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes; e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes; f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes; g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CONAMA nº 274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras, coletadas durante o período de um ano, com frequência bimestral. A Escherichia coli (E. coli) poderá ser determinada em substituição aos parâmetros coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente; h) DBO 5 dias a 20ºC até 3 mg/L O2; i) OD, em qualquer amostra, não inferior a 6 mg/L O2; j) turbidez até 40 unidades nefelometria de turbidez (UNT); l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L; m) pH: 6,0 a 9,0. Tais padrões devem ser identificados e apresentados através de ensaios químicos, físicos e biológicos para atendimento à potabilidade da água, quando for empregada do abastecimento urbano. Saiba Mais Para garantir o direito de uso comum para todos, foi instituída a Lei das Águas do Brasil, que trata da disponibilidade e qualidade dos cursos d’água, bem como os padrões de qualidade para atendimento de acordo com a finalidade.Assista ao vídeo A Lei das Águas do Brasil, do canal Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e veja mais. Vídeo 3 Gerenciamento de resíduos urbanos Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 1 a 5 do livro Tratamento de Água, escrito por Carlos A. Richter e José M. de Azevedo Netto. https://www.youtube.com/embed/bH08pGb50-k https://www.youtube.com/embed/bH08pGb50-k https://www.youtube.com/embed/bH08pGb50-k https://www.youtube.com/embed/bH08pGb50-k https://www.youtube.com/embed/bH08pGb50-k https://www.youtube.com/embed/bH08pGb50-k https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/176569/pdf/0?code=ZaIjxufYh8mwvk/NIthBvmWzkiQLFPh3AarojefeqP6cTdWazYgw1IqpOzK452KxkMeRLvcjYGNaNlMe5OlqTA== Os resíduos – “lixo” popularmente falado – ganhou na atualidade contornos públicos inusitados não só pela crescente quantidade produzida, mas também pelos impactos ambientais que vem trazendo e pelos custos elevados que acarreta ao contribuinte veja no Fique por Dentro as diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. Resíduos sólidos urbanos: impactos socioambientais e perspectiva de manejo sustentável com inclusão social As questões relacionadas ao lixo não são ainda adequadamente tratadas e não fazem parte de nossa agenda de cultura geral. A solução do problema da limpeza urbana e dos resíduos sólidos deveria constituir uma das preocupações das autoridades municipais, não só por razões sanitárias, como também pelo reflexo estético na beleza de uma comunidade, ocasionada por uma cidade limpa. As cidades acumulam riquezas, sendo os principais centros de educação, assim como de geração de novos empregos, ideias, cultura e oportunidades econômicas. Entretanto, são também imensas consumidoras de recursos naturais. Fonte: Freepik. As grandes aglomerações urbanas consomem grandes quantidades de água, de energia, de alimentos e de matérias-primas e geram significativas quantidades de lixo que precisam ser dispostas de maneira segura e sustentável. De acordo com CEMPE (2018), as grandes cidades, densamente ocupadas, que no Brasil hoje já compõem 26 Regiões Metropolitanas, apresentam problemas semelhantes que desconhecem os limites municipais, tais como: Escassez ou inexistência de áreas para a disposição final do lixo; Conflitos de usos do solo, com a população estabelecida no entorno das instalações de tratamento, aterros e lixões; Exportação de lixo a municípios vizinhos, gerando resistências; Lixões e aterros operados. Portanto, para enfrentar esta situação, administradores e população devem começar a discutir objetivamente o problema, conscientes de suas responsabilidades e de que o bom funcionamento do serviço de limpeza urbana é imprescindível e é a etapa inicial para minimizar esse problema. Os serviços de limpeza urbana que são aplicados nos municípios têm uma finalidade importante nos aspectos sanitário e ambiental, estéticos e de bem-estar, econômico, social, pois é através dessa etapa inicial que é possível determinar as características dos resíduos, permitindo adoção de medidas eficientes para o gerenciamento e destinação final destes resíduos urbanos. A Lei Federal nº 12.305/10 contempla a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que compreende o conjunto de princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações, no âmbito da gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, isoladamente ou em conjunto. Somado a isso, de acordo com o Art.6°, são princípios da PNRS: I - A prevenção e a precaução; II - O poluidor-pagador e o protetor-recebedor; III - A visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, social, cultural, econômica, tecnológica e de saúde pública; IV - O desenvolvimento sustentável; V - A ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competitivos, de bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta; VI - A cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais segmentos da sociedade; VII - A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; VIII - O reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania; IX - O respeito às diversidades locais e regionais; X - O direito da sociedade à informação e ao controle social; XI - A razoabilidade e a proporcionalidade. O Art 7° apresenta os objetivos, sendo eles: I - Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental; II - Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos; III - Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços; IV - Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais; V - Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; VI - Incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados; VII - Gestão integrada de resíduos sólidos; VIII - Articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos; IX - Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; X - Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007; XI - Prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para: a) produtos reciclados e recicláveis; b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis; XII - Integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; https://www.scielo.br/j/csc/a/y5kTpqkqyY9Dq8VhGs7NWwG/ XIII - Estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto; XIV - Incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético; XV - Estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável. E para os efeitos desta Lei, os resíduos sólidos têm a seguinte classificação: I - Quanto à origem: a) Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas; b) Resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana; c) Resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”; d) Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”; e) Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”; f) Resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais; g) Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS; h) Resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavaçãode terrenos para obras civis; i) Resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades; j) Resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira; k) Resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios; II - Quanto à periculosidade: a) Resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica; b) Resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea “a”. As atividades do saneamento básico tratam de ações para a não-geração e redução do volume de resíduos urbanos, bem como seu gerenciamento, implantando atividades que visam o reaproveitamento dos resíduos e a educação ambiental. Saiba Mais Dezenas de países aderem à campanha lançada pela ONU para eliminar, ou pelo menos reduzir, a quantidade de embalagens plásticas. O volume de lixo plástico lançado no meio ambiente atinge proporções assustadoras, o que exige dos governos e cidadãos medidas concretas para enfrentar esse desafio. A maior parte desse lixo vai parar nos oceanos e é disso que vamos falar nesta edição. Agora, imagine o seguinte: os mares cobrem 70% da superfície da Terra, fornecem boa parte do oxigênio que respiramos e garantem o equilíbrio da temperatura no planeta. Ainda assim são extremamente maltratados pelo homem. Você sabe quantos tubarões são capturados a cada ano para o comércio de barbatanas? O número é assustador, levando-se em conta o papel exercido por eles na cadeia alimentar dos oceanos. Assista ao vídeo Mar de Plástico, do canal Matéria de Capa. Vídeo 4 Saneamento Básico O Saneamento é um tema que se insere no contexto das políticas públicas como instrumento de valorização da cidadania, com relevância notadamente entre as ações voltadas para a elevação do padrão de qualidade de vida, do desenvolvimento local e, consequentemente, a construção de uma sociedade mais justa, mais humana e sustentável. Assista ao vídeo para compreender o conceito de saneamento e suas diretrizes. Os serviços de água tratada e de esgoto, bem como o gerenciamento de resíduos urbanos, são essenciais para a garantia de qualidade de vida para a saúde da população e melhorias no bem-estar. Os serviços de saneamento básico são primordiais à vida, trazendo fortes impactos sobre a saúde e o meio ambiente, tendo por objetivo alcançar níveis de salubridade ambiental, por meio dos serviços básicos de abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária de uso do solo, drenagem urbana, controle de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas - com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida urbana e rural. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 14 a 52 do livro Análise ambiental e gestão dos resíduos, escrito por Adriana Helfenberg Coleto Assis. https://www.youtube.com/embed/XEEOobDawgo https://www.youtube.com/embed/XEEOobDawgo https://www.youtube.com/embed/XEEOobDawgo https://www.youtube.com/embed/XEEOobDawgo https://www.youtube.com/embed/XEEOobDawgo https://www.youtube.com/embed/XEEOobDawgo https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185139/pdf/0?code=Ax9dbjivu0dzVGD4t5pSyYZnHVEKmTLYkTLBNY5L/Fj9QXhZMhRnNNURpPIeycIxjWYzRWz2GSIPbRr8IVj3/A== De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de Promoção de Saúde, proposto desde a Conferência de Ottawa em 1986, é visto como o princípio orientador das ações de saúde em todo o mundo. A utilização do saneamento como instrumento de promoção da saúde pressupõe a superação dos entraves tecnológicos políticos e gerenciais que têm dificultado a extensão dos benefícios aos residentes em áreas rurais, municípios e localidades de pequeno porte. A maioria dos problemas sanitários que afetam a população mundial estão intrinsecamente relacionados com o meio ambiente. Na Antiguidade, muitas das cidades romanas tinham moradias superlotadas, sem as mínimas condições de higiene, detritos eram acumulados em recipientes e, mensalmente, eram transferidos para reservatórios públicos ou simplesmente atirados nas ruas. Esse cenário promoveu a criação de práticas sanitárias coletivas. Dentre as mais marcantes, destacam-se a construção de grandes aquedutos que abasteciam dezenas de termas ou banhos públicos, como também supriam os lagos e as fontes artificiais utilizadas como decoração e lazer nos palácios. Os romanos também se destacaram pela construção de redes de esgoto e de canalizações para escoamento das águas. Em 1930, todas as capitais mundiais possuíam várias obras de saneamento, como sistemas de distribuição de águas e coleta de esgotos. Os problemas de saúde pública e de poluição do meio ambiente obrigaram a humanidade a encontrar soluções de saneamento para a coleta e o tratamento dos esgotos, para o abastecimento de água segura para o consumo humano, para a coleta e o tratamento dos resíduos sólidos e para a drenagem das águas de chuva. Somente a partir de 1973 foi criado um plano nacional chamado PLANASA, para incentivar as obras de saneamento básico e melhorar as condições de vida das populações. Em 1981, o país adotou a Política Nacional do Meio Ambiente, criando leis mais severas para evitar a deterioração dos recursos naturais. Embora a humanidade tenha aperfeiçoado muitas técnicas para coletar água e afastar os detritos, tais construções sanitárias nunca acompanharam o ritmo de crescimento das áreas urbanas. O quadro ambiental e de saúde pública apresenta dificuldades e sérios problemas até os dias atuais. No sistema de abastecimento de água, a matéria prima é a água bruta, retirada do rio, lago ou lençol freático, por um conjunto de obras civis, materiais e equipamentos, que percorre as diversas unidades do sistema, sendo transformada em água potável a ser distribuída e forma contínua, suficiente e adequada à população. Todavia, esse sistema é fundamental para o aspecto sanitário, social e econômico. No âmbito sanitário e social, tem sua importância por visar o controle e a prevenção de doenças, a implantação dos hábitos de higiene, facilidade da limpeza urbana, das práticas desportivas, buscando o conforto, bem-estar e segurança da população. Para o aspecto econômico, o abastecimento de água é importante para o aumento da vida produtiva da pessoa, pela redução do tempo perdido devido a doenças, redução da mortalidade, como também para a facilidade de instalação de indústrias e para o combate a incêndios. A Resolução CONAMA 430/2011 dispõe sobre a classificação dos corpos d’água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Saiba Mais O filme O Saneamento Básico, do diretor Jorge Furtado, retrata a história de uma pequena vila de descendentes de colonos italianos na serra gaúcha, que a construção de uma fossa para o tratamento do esgoto era uma emergência antiga e sempre foi ignorada pelas autoridades. Vídeo 5 Sistema de Abastecimento das Águas Um sistema de abastecimento de água pode ser entendido como o conjunto de infraestruturas, equipamentos e serviços com objetivo de distribuir água potável para o consumo humano, bem como para o consumo industrial, comercial, dentre outros usos. Leia o livro indicado no Fique por Dentro onde é apresentado as características e estrutura de um sistema de abastecimento de água, e o artigo Estudo de concepção da rede de abastecimento de água para a vila Joaniza/Ilha do Governador, indicado no recurso a seguir. Segundo a NBR 12218/2017, um Sistema deAbastecimento de Água é um conjunto de instalações destinadas a captar, tratar, reservar e distribuir água, compreendendo as unidades operacionais necessárias ao abastecimento, sendo fundamental para a garantia do saneamento básico e qualidade de vida a população. Os sistemas de abastecimento de água são fundamentais para garantir o direito ao saneamento básico da população, além de contribuírem significativamente para o desenvolvimento econômico da região. Para concepção do sistema, deve-se conhecer os seus diversos componentes: Manancial: corpo de água superficial ou subterrâneo, de onde é captada a água para abastecimento. É necessário que atenda às condições de vazão de projeto e de qualidade da água; Captação: conjunto de estruturas e dispositivos, construídos ou montados junto ao manancial, para retirada de água; Estação elevatória: conjunto de obras e equipamentos destinados a recalcar a água para a unidade seguinte. Geralmente, dentro de um SAA, há várias estações elevatórias, tanto para recalque de água bruta quanto tratada; Adutora: canalização que precede a rede de distribuição, logo não distribui água aos consumidores. Existem adutoras de água bruta e de água tratada; Estação de tratamento de água: conjunto de unidades destinado a tratar a água de modo a atender padrões de potabilidade (Leia nosso artigo sobre o Tratamento Convencional); Reservatório: destina-se a regularizar as variações entre as vazões de adução e de distribuição e condicionar as pressões na rede de distribuição; Rede de distribuição: parte do sistema de abastecimento de água formada de tubulações e órgãos acessórios, destinada a colocar água potável à disposição dos consumidores, de forma contínua, em quantidade e pressão recomendada. Somado a isso, para a concepção do sistema de abastecimento é preciso identificar, através de estudos as características da área de análise, como: Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas 144 a 149 do livro Saneamento Ambiental, escrito por Raquel Pompeo e Guilherme Samways. https://www.youtube.com/embed/JkmDYKDrCmA?t=139s https://www.youtube.com/embed/JkmDYKDrCmA?t=139s https://www.youtube.com/embed/JkmDYKDrCmA?t=139s https://www.youtube.com/embed/JkmDYKDrCmA?t=139s https://www.youtube.com/embed/JkmDYKDrCmA?t=139s https://www.youtube.com/embed/JkmDYKDrCmA?t=139s https://drhima.poli.ufrj.br/images/documentos/tcc/2012/daniel-barbosa-2012.pdf https://drhima.poli.ufrj.br/images/documentos/tcc/2012/daniel-barbosa-2012.pdf https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/185167/pdf/0?code=d69fV42zrSJpOhmJaN0c/YbDSJ+12YotSfN0CMQgGST4jA2EWt16fokpd3Ox0iqV4akP2/iUuCOCLN7yboq/lA== Características físicas: mapa de localização, principais vias e estradas de acesso, vegetação, topografia; Uso e ocupação do solo: planos diretores, áreas protegidas ambientalmente, uso e ocupação atual do solo; Aspectos sociais e econômicos: caracterização do mercado de trabalho e mão de obra disponível, distribuição de renda; Sistemas de infraestrutura e condições sanitárias: abastecimento de água, esgoto sanitário, saúde, sistema viário, energia elétrica. O estudo da demanda de água consiste na análise do consumo e sua distribuição nas categorias residencial, comercial, pública, industrial e especial; no consumo per capita ou por economia, bem como no consumo comercial, público, industrial e especial. Para a garantia da disponibilidade e qualidade adequada à população é necessário tratar a água captada, para distribuí-la de forma que atenda aos padrões de qualidade e potabilidade, para isso são aplicados tratamento de forma preliminar e/ou mais específicos. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), apenas 52,36% da população tem acesso à coleta de esgoto e 46% dos esgotos do país são tratados. Já em relação ao abastecimento de água, 83,5% dos brasileiros são atendidos com esse essencial recurso, totalizando quase 35 milhões de brasileiros sem o acesso a este serviço básico. Fonte: Freepik. A água é algo extremamente essencial para nossas vidas, e antes de chegar às nossas casas, ela necessita de diversos estágios de tratamento para que se torne potável e saudável para consumo. A estação de tratamento de água, que compõe o sistema de abastecimento, é um local em que se realiza a purificação da água captada de alguma fonte para torná-la própria para o consumo, e assim, utilizá-la para abastecer a população. Os processos de tratamento podem ser físicos e químicos, fazendo com que a água obtenha todas as propriedades necessárias para que a tornem própria para o consumo humano. As etapas do tratamento convencional são classificadas da seguinte forma: 1ª Etapa – Captação: A água sem tratamento e imprópria ao consumo humano é retirada de mananciais, que são reservatórios hídricos utilizados para o abastecimento de água. Nessa primeira etapa a água passa por um gradeamento (sistema de grades) que impede a entrada de elementos sólidos contidos na água, como folhas, galhos e troncos, por exemplo, na Estação de Tratamento de Água (ETA). Assim, a água segue para a desarenação, onde ocorre a remoção de areia por sedimentação, melhorando o processo de pré-tratamento da água, e por fim, ela é bombeada para a estação de tratamento. 2ª Etapa – Adução: O transporte de água do manancial ao tratamento ou da água tratada ao sistema de distribuição, normalmente é por meio de bombas que levam a água captada até a ETA. 3ª Etapa – Coagulação: Nessas águas que serão tratadas existem impurezas cujas partículas são pequenas, elas não se sedimentam (não se depositam no fundo do recipiente) sob a ação da gravidade. Por isso, é necessário acrescentar à água coagulantes químicos. Geralmente, aqui no Brasil, o coagulante utilizado é o sulfato de alumínio (Al2(SO4)3). Esse produto favorece a união das partículas e impurezas da água, facilitando a remoção na decantação. Esses coagulantes são insolúveis na água e geram íons positivos (cátions) que atraem as impurezas carregadas negativamente nas águas. 4ª Etapa – Floculação: A água é agitada fortemente por cerca de 30 segundos por um agitador mecânico, com a finalidade de aumentar a dispersão do coagulante. Depois o sistema é agitado lentamente, permitindo o contato entre as partículas, etapa na qual a água é submetida à agitação mecânica, para que as impurezas formem flocos maiores e mais pesados. 5ª Etapa – Decantação: Decantação é basicamente o ato de separar, por meio da gravidade, os sólidos sedimentáveis que estão contidos em uma solução líquida. Os sólidos sedimentam no fundo do decantador de onde acabam sendo removidos como lodo, enquanto o efluente, livre dos sólidos, decanta pelo vertedouro. 6ª Etapa – Filtragem: A água decantada é encaminhada às unidades filtrantes onde é efetuado o processo de filtração. Consiste em passar a água através de filtros formados por camadas de areia grossa, areia fina, cascalho, pedregulho e carvão, capazes de reter os flocos que passam sem decantar-se ou outras impurezas. 7ª Etapa – Desinfecção: É feita uma última adição de cloro no líquido antes de sua saída da Estação de Tratamento. Ela garante que a água fornecida chegue isenta de bactérias e vírus até a casa do consumidor, recebendo a adição de cloro, flúor e controle do PH. 8ª Etapa – Reservação: Por fim, após o processo de tratamento a água é armazenada em reservatórios, com duas finalidades: manter a regularidade do abastecimento e atender às demandas excessivas - como as que ocorrem nos períodos de calor intenso ou durante o dia, quando usa-se muita água ao mesmo tempo. Esse processo garante que o abastecimento ocorra de forma regular, além de permitir a liberação em horários de maior demanda. Para que se tenha o atendimento aos padrões de qualidade e potabilidade exigidos, em cada uma das fases existe um rígido controle de dosagem de produtos químicos. Fique por dentro Para aprofundar seus estudos, leia as páginas