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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN CURSO SUPERIOR LICENCIATURA EM PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICAS DE AÇÃO PEDAGÓGICA – PPAP IV SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL UNIDOS PELA EDUCAÇÃO BARBOSA, Elissandra da Silva – UL22205897 FARIAS, Emília Maria Teixeira da Silva – Ul22206446 GAIDO, Jakelyny Rodrigues da Silva – Ul22208809 LIMA, Geisiane de Souza – UL22207097 SILVA, Célia Maria Viana Dos Santos – UL22201480 PEREIRA, Paloma da Silva – UL22205540 CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN CURSO SUPERIOR LICENCIATURA EM PEDAGOGIA PROJETOS E PRÁTICAS DE AÇÃO PEDAGÓGICA – PPAP IV SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL BARBOSA, Elissandra da Silva – UL22205897 FARIAS, Emília Maria Teixeira da Silva – Ul22206446 GAIDO, Jakelyny Rodrigues da Silva – Ul22208809 LIMA, Geisiane de Souza – UL22207097 SILVA, Célia Maria Viana Dos Santos – UL22201480 PEREIRA,Paloma da Silva – UL22205540 UNIDOS PELA EDUCAÇÃO Projeto e Prática de Ação Pedagógica – PPAP apresentado ao Centro Universitário do Planalto do Distrito Federal – UNIPLAN, como requisito parcial para obtenção do grau da Licenciatura em Pedagogia. Professora Orientadora: Denise Pessoa de Sousa. Caxias - MA 2025 1. TEMA: Fortalecimento da Parceria Escola-Família: Uma Proposta de Ação Dialógica no Colégio São Miguel 2. SITUAÇÃO-PROBLEMA: A participação da família na educação dos filhos é amplamente reconhecida como um fator essencial para o desenvolvimento acadêmico, social e emocional das crianças. No entanto, observa-se, com frequência, que muitos responsáveis atribuem exclusivamente à escola o papel de educar, negligenciando sua responsabilidade no processo formativo. Essa ausência de colaboração efetiva entre família e instituição escolar gera uma lacuna no acompanhamento pedagógico, dificultando a construção de vínculos, o engajamento dos alunos e o enfrentamento das dificuldades de aprendizagem. Essa realidade tem se mostrado ainda mais desafiadora em contextos de vulnerabilidade social, onde fatores como falta de tempo, baixa escolaridade dos responsáveis, desvalorização da escola ou mesmo a dificuldade de comunicação com a equipe docente agravam o distanciamento entre os sujeitos desse processo. Como resultado, é comum o aumento da evasão escolar, da desmotivação dos alunos e da sobrecarga dos professores, que se veem sozinhos diante de questões que ultrapassam os limites da sala de aula. Diante disso, surge a necessidade urgente de pensar estratégias eficazes para aproximar a escola das famílias e fortalecer essa parceria como elemento fundamental para uma educação mais humanizada, inclusiva e eficaz. Mas, afinal, como promover uma relação mais próxima e colaborativa entre escola e família, especialmente em contextos em que esse vínculo é historicamente fragilizado? 3. JUSTIFICATIVA: A parceria entre escola e família é um dos pilares fundamentais para garantir o sucesso educacional e o desenvolvimento integral dos alunos. Quando pais, responsáveis e educadores estabelecem uma relação de cooperação e diálogo constante, torna-se possível realizar um acompanhamento mais efetivo do processo de aprendizagem, identificando dificuldades e potencialidades de cada criança. Essa proximidade favorece não apenas o desempenho acadêmico, mas também a formação de valores, habilidades sociais e emocionais essenciais para a vida em sociedade. Diversas pesquisas apontam que alunos cujas famílias se envolvem ativamente na vida escolar apresentam melhor rendimento nas atividades pedagógicas, maior motivação para aprender, além de desenvolverem comportamentos mais positivos e uma visão mais ampla sobre o papel da escola em sua formação cidadã. Esse envolvimento proporciona à criança um sentimento de pertencimento e reconhecimento, o que impacta diretamente sua autoestima e seu engajamento nas atividades escolares. Entretanto, um dos principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino é a dificuldade em estabelecer uma comunicação eficaz e contínua com as famílias, além da falta de estratégias bem definidas para promover o engajamento dos responsáveis nas ações escolares. Muitas vezes, os pais desconhecem o que acontece no ambiente escolar ou não se sentem parte do processo educativo, o que acaba gerando um distanciamento prejudicial ao desenvolvimento dos alunos. O colégio São Miguel localizado na rua Luís dos Santos, nº 1201, no bairro Luiza Queiroz foi escolhido por sua importância social e educacional, especialmente por atender alunos que necessitam de reforço escolar com apoio de professores voluntários. Por atender alunos que, em sua maioria, apresentam dificuldades de aprendizagem e necessitam de apoio pedagógico além do ensino regular, a escola torna-se um ambiente propício para o desenvolvimento de um projeto que visa fortalecer a parceria entre a gestão escolar e as famílias. A presença de professores voluntários evidencia o compromisso da instituição com o suporte educacional. Isso reforça a necessidade de um olhar mais atento da gestão para aproximar a família da escola. A participação efetiva da família se torna essencial para potencializar o trabalho dos voluntários, garantindo um acompanhamento mais próximo do desenvolvimento acadêmico e socioemocional dos alunos. A realidade do Colégio São Miguel ilustra claramente os desafios enfrentados por muitas instituições que atuam no reforço escolar, como o distanciamento das famílias, a dificuldade de comunicação e a falta de estratégias eficazes de engajamento. Esses problemas têm impactos diretos e objetivos na aprendizagem dos alunos. Por exemplo, muitos pais ou responsáveis não têm tempo ou não conseguem se envolver ativamente no acompanhamento das atividades escolares de seus filhos. Isso resulta em um feedback insuficiente sobre o desempenho dos alunos, dificultando a identificação precoce de dificuldades acadêmicas. A falta de acompanhamento familiar pode levar a um desinteresse nas tarefas de casa e à falta de motivação para aprender. A comunicação entre escola e família é muitas vezes limitada, seja pela falta de canais adequados ou pela dificuldade de articulação entre os responsáveis e a equipe pedagógica. Isso gera um cenário onde, por exemplo, os pais podem não estar cientes das necessidades específicas de seus filhos ou das intervenções que estão sendo feitas na escola. Sem esse alinhamento, o processo educativo perde a sinergia necessária para promover avanços consistentes. Sem uma estratégia clara de envolvimento dos pais, muitos alunos não têm o suporte necessário para superar suas dificuldades. Quando a escola não promove atividades que integrem a participação dos responsáveis no processo educativo, há uma diminuição das oportunidades de reforço no ambiente familiar, que é essencial para o desenvolvimento pleno do aluno. Isso pode levar a um ciclo de baixo desempenho, especialmente em alunos que necessitam de apoio constante para superar as lacunas de aprendizagem. Portanto, desenvolver este projeto no colégio São Miguel não só busca valorizar o trabalho voluntário existente, mas também criar um modelo de gestão participativa. Esse modelo ajudará a superar esses desafios, promovendo uma comunicação mais eficiente e o engajamento das famílias, o que, por sua vez, resultará em uma melhora significativa no desempenho acadêmico dos alunos e na formação integral deles. 4. EMBASAMENTO TEÓRICO: A gestão escolar desempenha um papel fundamental na promoção da parceria entre a família e a escola, reconhecendo que a base da formação da criança se constrói inicialmente no ambiente familiar. É na convivência com a família que a criança desenvolve seus primeiros conhecimentos, valores e cultura, elementos essenciais para sua trajetória educacional. Por isso, cabe à gestão refletir sobre a importância de envolver ativamente os responsáveis no processo educativo, promovendo ações que incentivem a participação das famílias na vida escolar dos filhos. De acordo com Evangelista e Gomes (2003, p. 203), “Afamília é o primeiro e principal contexto de socialização dos seres humanos, é um entorno constante na vida das pessoas; mesmo que ao longo do ciclo vital se cruze com outros contextos como a escola e o trabalho.” Por exemplo, quando uma criança aprende a se comunicar e interagir com os outros ou a respeitar regras, esses comportamentos geralmente são modelados no ambiente familiar. Uma criança pequena que, ao brincar com seus pais ou irmãos, aprende noções de compartilhamento, respeito pelo outro e habilidades de resolução de conflitos. Essas lições e experiências familiares formam a base sobre a qual a criança vai construir suas interações com outras pessoas na escola, no trabalho e em outros contextos sociais ao longo da vida. Mesmo que a criança entre na escola e interaja com outros colegas e professores, a família continua sendo o primeiro e mais constante influenciador, visto que os valores, normas e comportamentos aprendidos em casa continuam a influenciar suas ações e decisões no ambiente escolar e em outras esferas da vida. Assim, o impacto da socialização familiar segue presente ao longo de toda a vida, adaptando-se conforme o indivíduo interage com diferentes contextos sociais, como a escola ou o trabalho. Ou seja, reforça a necessidade de a gestão escolar atuar como mediadora dessa relação, criando espaços de diálogo e aproximação entre as famílias e a instituição. Nesse sentido, torna-se papel da gestão escolar garantir que essa parceria se efetive e se fortaleça, uma vez que o distanciamento entre família e escola pode impactar diretamente o desempenho acadêmico dos alunos. Diversos estudos apontam que o baixo rendimento escolar, muitas vezes, está relacionado à falta de envolvimento familiar nas atividades pedagógicas. Cabe à gestão escolar não apenas administrar o funcionamento da escola, mas também criar estratégias que incentivem a participação dos pais ou responsáveis, promovendo reuniões, oficinas, palestras e momentos de escuta. Além de orientar os educadores sobre a importância dessa aproximação, a gestão deve atuar como facilitadora do diálogo, promovendo o compartilhamento de informações e a construção de uma relação de confiança mútua. Mesmo com uma metodologia própria para conduzir o processo educativo, a escola, sob a liderança da gestão, deve reconhecer a importância do apoio familiar na consolidação dos projetos pedagógicos. Afinal, é no seio familiar que a criança recebe seus primeiros ensinamentos e valores, que influenciarão diretamente sua vivência escolar. Dessa forma, a gestão escolar precisa assumir o compromisso de fortalecer essa parceria, reconhecendo que a integração entre escola e família é essencial para garantir o sucesso do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para o desenvolvimento pleno dos alunos, tanto no aspecto acadêmico quanto social. O artigo 4º, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990), discorre: Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho [...] Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. (BRASIL, 2002). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996) menciona no Art. 1º que, “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. (BRASIL, 2017). Ou seja, a educação familiar e escolar se complementa e desempenha um papel fundamental para que a criança obtenha sucesso no processo de ensino-aprendizagem. A escola desempenha um papel fundamental na formação integral do aluno, indo além da simples transmissão de conhecimentos, buscando sempre estar conectada à realidade em que ele está inserido. No entanto, essa tarefa tem se tornado cada vez mais desafiadora, devido às constantes mudanças no meio social, especialmente no contexto familiar. Essas transformações impactam diretamente a estrutura escolar, levando-a, muitas vezes, a assumir responsabilidades que deveriam ser dos pais na educação dos filhos. Para Rodrigues (2003, p. 64), a escola da atualidade precisa estar “[...] comprometida politicamente e preparar o educando para o exercício da cidadania.” Muitas famílias não têm clareza sobre o papel da escola, o que gera desafios adicionais para a instituição. Enquanto os pais desejam um ensino de qualidade para seus filhos, acabam transferindo para os professores responsabilidades que são essencialmente deles, relacionadas à educação e formação dos alunos. Por outro lado, quando a escola aplica medidas disciplinares consideradas necessárias, alguns pais questionam essas ações e até solicitam a transferência de seus filhos. Diante disso, é fundamental que cada instituição cumpra seu papel nesse processo de formação, garantindo um trabalho conjunto que gere resultados positivos. A escola deve, além de ensinar, incentivar a participação ativa da família na vida escolar e no desenvolvimento da criança, auxiliando os pais a exercerem suas responsabilidades na educação, no crescimento e no progresso dos filhos. Assim, a colaboração entre família e escola contribui significativamente para o desempenho acadêmico do aluno e para suas relações em outros contextos sociais, incluindo o ambiente familiar. Portanto, é essencial que cada parte compreenda seu papel e suas limitações, garantindo uma contribuição eficaz para a formação integral do indivíduo. Tiba (1998) menciona que somente as famílias que apresentam conflitos e se recusam a aceitar auxílio externo, costumam responsabilizar a escola pelos erros na educação de seus filhos. Em um cenário como esse, a gestão escolar pode atuar de maneira proativa, oferecendo um espaço para diálogo e suporte. Por exemplo, a escola poderia organizar reuniões de mediação, nas quais a equipe pedagógica e a gestão escolar se reuniriam com os pais ou responsáveis para discutir as dificuldades do aluno. Durante essa reunião, a gestão poderia explicar claramente o desempenho do aluno, apresentando dados sobre suas dificuldades e progressos. Mais importante ainda, a gestão poderia apresentar sugestões de estratégias de apoio, como programas de reforço escolar ou até mesmo a indicação de serviços de apoio psicológico ou pedagógico para a família. Se a família estiver resistente a aceitar ajuda externa, a gestão poderia construir uma relação de confiança, mostrando empatia e compreensão, ao invés de se limitar a simplesmente apontar responsabilidades. Por exemplo, poderiam ser oferecidas alternativas de apoio, como o envio de materiais pedagógicos para casa ou a organização de encontros regulares para acompanhar o progresso do aluno, sempre com a intenção de envolver os pais no processo educativo de forma gradual e colaborativa. Além disso, a gestão pode utilizar a tecnologia para facilitar a comunicação, criando grupos em aplicativos de mensagens ou plataformas digitais que permitam aos pais acompanharem o desempenho escolar de seus filhos de maneira contínua e sem a necessidade de encontros presenciais, o que pode ser uma forma de diminuir a resistência. Nesse cenário, a escola não só identifica as dificuldades da família, mas também oferece caminhos concretos para ajudar na resolução, promovendo uma gestão participativa que fortalece a colaboração entre a família e a escola, ao invés de criar um clima de confrontação. É fundamental que a família acompanhe a realização das tarefas enviadas pela escola, mas existem outrasmaneiras de fortalecer e valorizar ainda mais essa parceria. A busca de práticas que propiciem o envolvimento dos familiares na escola vale a pena Experiências em escolas de diferentes regiões do País e do mundo têm 18 mostrado que assegurar formas de participação cada vez mais democráticas amplia a contribuição das famílias em questões essenciais do cotidiano escolar, na aprendizagem dos estudantes e nas relações entre elas, a comunidade e a escola. Para isso, é fundamental construir espaços e tempos para o diálogo e a participação efetiva de familiares e alunos. (PEREZ, 2019, p. 85). A relação entre família e escola tende a ser harmoniosa, desde que cada instituição compreenda claramente seu papel no ambiente escolar do aluno. Dessa forma, o processo de ensino-aprendizagem poderá ser desenvolvido com sucesso. A família é a principal instituição na qual a criança está inserida, sendo responsável por seu cuidado e formação como cidadão. É no ambiente familiar que ela encontra suporte para seu desenvolvimento nos aspectos cognitivo, social e outros. Por sua vez, a escola tem a função de construir conhecimentos e contribuir para a formação integral da criança. Dessa maneira, a parceria entre família e escola é essencial para assegurar uma educação de qualidade para as futuras gerações. 5. Público-alvo: A gestão escolar, incluindo diretores, coordenadores pedagógicos e educadores, que atua na implementação de estratégias para promover essa parceria, garantindo um ambiente de aprendizagem mais colaborativo e eficaz. 6. OBJETIVOS 6.1 Geral Promover uma ação formativa com professores e equipe gestora do Colégio São Miguel, visando à construção coletiva de estratégias que fortaleçam o vínculo entre escola e famílias, incentivando a participação ativa dos responsáveis no processo educativo. 6.2 Específicos: · Compreender, junto à equipe pedagógica, as percepções e desafios enfrentados na relação com as famílias dos alunos. · Promover um momento de integração e escuta entre professores, coordenadores e estagiários, favorecendo a troca de experiências e saberes. · Refletir coletivamente sobre a importância do envolvimento familiar no processo de aprendizagem, a partir de práticas dialógicas e colaborativas. · Co-construir, com a equipe escolar, estratégias viáveis para fortalecer o vínculo entre escola e famílias, respeitando a realidade da instituição. 7 PERCURSO METODOLÓGICO A ação será realizada no ambiente escolar pelos acadêmicos, com o apoio da gestão e da coordenação pedagógica da instituição. O planejamento será elaborado em conjunto pelos estagiários do 6º período de Pedagogia, considerando a realidade dos alunos e das famílias atendidas pelo Colégio São Miguel. O projeto consistirá em uma atividade de integração entre os acadêmicos e a equipe escolar, com foco na valorização da família como parceira no processo educativo. A ação contará com momentos de acolhimento, escuta e troca de experiências, buscando promover um ambiente de diálogo e pertencimento. A atividade está prevista para ocorrer em abril, com duração aproximada de 2h30min. Para viabilizar a ação, os estagiários realizarão previamente: · Planejamento da atividade junto à coordenação da escola; · Organização do espaço físico para receber os participantes; · Desenvolvimento de dinâmicas de apresentação e escuta (como roda de conversa, mural de mensagens, dinâmicas com perguntas, entre outras); · Registro da ação por meio de fotos, vídeos ou relatórios descritivos. Ao final da atividade, será feita uma breve avaliação oral e informal com os participantes, a fim de colher impressões sobre a ação e sua importância para o fortalecimento da parceria entre escola e família. 1. Mobilização e Sensibilização da Equipe Escolar · Reunião inicial com a equipe pedagógica e docentes para apresentar a proposta do projeto e refletir sobre a importância do vínculo escola-família. · Uma escuta ativa para identificação inicial levantamento das principais dificuldades enfrentadas pela equipe em relação ao envolvimento das famílias e definição de aspectos logísticos da ação (data, local, tempo disponível e participantes). 2. Diagnóstico da Realidade Início da ação com um momento de acolhida, utilizando uma dinâmica breve (como um “quebra-gelo” ou “mensagem motivadora”) para promover um ambiente de escuta e empatia. Apresentação do objetivo da ação pelos estagiários, destacando que se trata de uma proposta colaborativa e não avaliativa, com foco no fortalecimento da parceria escola-família. Roda de conversa e escuta ativa · Condução de uma roda de conversa com professores e coordenadores, guiada por perguntas norteadoras como: · Quais são os principais desafios enfrentados para envolver as famílias na vida escolar? · O que já foi tentado e deu (ou não deu) certo? · Que tipo de apoio a escola sente falta nesse processo? · Os estagiários terão o papel de mediadores da escuta, sistematizando as falas para posterior análise e devolutiva. Dinâmica de construção coletiva · Após a roda de conversa, será realizada uma atividade em pequenos grupos, onde os participantes serão convidados a propor estratégias viáveis para melhorar a comunicação, a participação e o vínculo das famílias com a escola. · As propostas serão anotadas em cartazes, quadros ou murais, e compartilhadas em plenária. 8 RECURSOS: 1. Recursos Humanos · Estagiários do 6º período de Pedagogia: responsáveis pelo planejamento, condução da atividade e mediação das discussões. · Equipe pedagógica da escola (professores e coordenadores): participantes da ação formativa. · Coordenação da escola: apoio na organização, articulação e autorização da proposta. 2. Recursos Materiais · Sala de aula; · Cadeiras organizadas em círculo ou em grupos; · Cartazes e quadro branco; · Papel kraft, cartolina, canetas coloridas, post-its; · Impressos (como questionários, quadro de estratégias, lista de presença); · Café, água ou lanche simples (se a escola tiver disponibilidade para recepção). 3. Recursos Tecnológicos · Celulares para registro da ação (fotos e vídeos); · Computador ou notebook para digitação dos relatórios e sistematização das propostas; · Plataforma de comunicação escolar (WhatsApp, redes sociais); 9 CRONOGRAMA:. ANO 2024 AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO Orientações do professor X X X Escolha do tema X Levantamento bibliográfico X Formulação dos objetivos, problemas e justificativa X Elaboração do percurso metodológico, cronograma, avaliação e produto final X Correção do projeto X Entrega e apresentação. X 10 AVALIAÇÃO: A avaliação do projeto deve considerar a efetividade do percurso metodológico e o envolvimento dos professores. Para isso, os seguintes aspectos serão analisados, como participação dos professores, quantidade de professores que compareceram, nível de envolvimento nas atividades propostas, interesse demonstrado em interagir com as ideias propostas. Engajamento nas atividades, os professores contribuíram ativamente para as dinâmicas? Compartilharam experiências e reflexões? Demonstraram disposição para contribuir para melhorar a aproximação com os pais dos alunos? O impacto na relação Escola-Família, os professores relataram maior compreensão sobre seu papel na educação? Houve troca de experiências entre os educadores? Com base nessas observações, será possível verificar se o objetivo de estreitar laços entre escola e família foi alcançado. Avaliação informal da ação · Será realizada uma avaliação oral informal com os participantes, para colher impressões sobre a atividade e a importância da temática abordada. 11 PRODUTO FINAL: O projeto de integração entre escola e família tem como produto final a realização de uma roda de conversa, na qual educadores participam juntos de uma atividade para elaborar propostas para ajudar no fortalecimento dos vínculos afetivos e a parceria na aprendizagem. Durante a conversa, será promovido um momentode esclarecimento sobre a importância da participação dos pais na educação dos filhos e para compartilhar as principais dificuldades de comunicação com as famílias e barreiras para o envolvimento delas. Por fim, os professores devem compartilhar propostas de estratégias acessíveis e possíveis de serem executadas pela escola para alcançar o objetivo de fazer com que os pais sejam mais ativos na educação escolar dos filhos. O evento resultará em uma maior aproximação entre a escola e as famílias, promovendo um ambiente mais colaborativo e acolhedor. Assim, o projeto cumprirá seu objetivo de estreitar laços, incentivar o engajamento familiar na educação e fortalecer a parceria entre escola e comunidade. Ao final da ação, os estagiários apresentarão um breve resumo das ideias discutidas e estratégias sugeridas. Será proposto um compromisso coletivo (como registrar as propostas e organizar um plano simples de aplicação futura). A ação será registrada por meio de fotografias, lista de presença e um relatório descritivo a ser entregue à escola. Desafio Identificado Estratégia Proposta Responsáveis pela Aplicação Frequência/Período de Aplicação Recursos Necessários Observações/Resultados Esperados Baixa participação dos pais em reuniões escolares Realizar encontros temáticos com dinâmicas participativas e horários acessíveis Coordenação + Professores Bimestral Sala, materiais de apoio, café Aumentar o comparecimento e o engajamento das famílias Comunicação ineficaz entre escola e família Criar grupo no WhatsApp com regras claras e foco pedagógico Coordenação + Professores Contínuo Celular, internet Estimular comunicação direta e frequente Falta de envolvimento nas tarefas escolares Enviar bilhetes com orientações simples de acompanhamento Professores Semanal Agenda escolar ou caderno Incentivar o apoio familiar nas tarefas Desconhecimento do papel da família na educação Promover rodas de conversa explicando a importância da participação familiar Estagiários + Coordenação Trimestral Cartazes, espaço de diálogo Conscientizar e aproximar as famílias da escola 7. REFERÊNCIA BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei nº 8.069, de 13-7-1990. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Atualizada em 2017. EVANGELISTA, Francisco; GOMES, Paulo. de Tarso (orgs.). Educação para o pensar. Campinas: Alínes, 2003. RODRIGUES, Neidson. Da mistificação da escola a escola necessária. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2003. PEREZ, Tereza (Org.). Diálogo escola-família: parceria para a aprendizagem e o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens. São Paulo: Moderna, 2019. Disponível em: https://comunidadeeducativa.org.br/wpcontent/uploads/2019/06/Diálogo_site.pdf. Acesso em: 14 mar. 2025. TIBA, Içami. Ensinar aprendendo: como superar os desafios do relacionamento professor aluno em tempos de globalização. São Paulo, Editora Gente, 1998. Caxias - MA 2025