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INSTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA - CAMPUS PATOS
BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL
GABRYEL RODRIGUES PEREIRA LEITE 
JOÃO VICTOR FONTES CAVALCANTE
MARIA VITORIA OLIVEIRA DUARTE
RAONI GABRIEL DA SILVA 
TIAGO CAMBOIM DE OLIVEIRA TIBURCIO
RELATÓRIO I: LIMITE DE LIQUIDEZ.
PATOS/PB
2025
ENSAIO DE LIMITE DE LIQUIDEZ
1. INTRODUÇÃO
O ensaio de limite de liquidez do solo é uma das principais determinações realizadas em laboratórios de mecânica dos solos, especialmente para a caracterização de solos finos e coesivos, como as argilas. Este ensaio visa determinar a umidade crítica em que o solo passa do estado plástico para o estado líquido, fornecendo informações valiosas sobre o comportamento do material em diferentes condições de umidade. O limite de liquidez é um parâmetro fundamental na análise da consistência dos solos e está diretamente relacionado com as propriedades de plasticidade, como o índice de plasticidade, que ajudam a classificar e prever o comportamento dos solos em situações de carga e deformação.
2. OBJETIVOS
2.1. Geral
Determinar a umidade no qual o solo começa a fluir como um líquido, perdendo sua forma estável.
2.2. Específico
· Determinar o teor de umidade crítico no qual o solo passa do estado plástico para o estado líquido. 
· Aplicar corretamente o método de ensaio, seguindo normas técnicas como a NBR 6459/2016 da ABNT. 
· Utilizar adequadamente os equipamentos de laboratório, como a cápsula de Casagrande e a espátula de corte. 
· Analisar a influência da umidade na plasticidade do solo, contribuindo para a caracterização geotécnica. 
· Calcular e interpretar o Índice de Plasticidade (IP), quando combinado com o limite de plasticidade. 
· Comparar os resultados obtidos com valores típicos de solos conhecidos, verificando sua aplicabilidade em projetos de engenharia. 
3. MATERIAL E METODOLOGIA
3.1. Materiais e Equipamentos
 
· Aparelho de Casagrande; 
· Espátula; 
· balança sensível a 0,01 g; 
· estufa capaz de manter a temperatura entre 105 °C - 110 °C; 
· recipiente para guardar amostras sem perda de umidade antes das pesagens; 
· cápsula de porcelana com capacidade de 500 ml; 
· espátula com lâmina flexível de cerca de 8 cm de comprimento e 2 cm de largura; 
· pinça para retirar objetos da estufa; 
· cronômetro para intervalo de tempo até 30 minutos, com precisão de 1 segundo.
3.2. Execução do Ensaio
Peneira-se 100g de solo para remover partículas maiores e leve a um recipiente de porcelana e aos poucos adiciona-se água destilada até a homogeneização da massa, por 15 minutos. Após a homogeneização, transfere-se uma parte da amostra para a concha do aparelho casagrande deixando-a uniforme com o auxílio de uma espátula, de tal forma que o centro fique com 1 cm de espessura. Com auxílio do instrumento Cinzel, faz-se um corte ao meio da concha separando a amostra em duas partes, após o corte gira-se a manivela do casagrande cerca de duas voltas por segundo fazendo a contagem de golpes até o fechamento do corte na amostra. Posteriormente transfere-se uma pequena quantidade da amostra para uma cápsula, para a determinação do teor de umidade pelo método da estufa. Retorna a amostra da concha para o recipiente de porcelana ajustando a quantidade de água destilada na amostra, a fim de obter 5 amostras que possuam quantidades variadas de golpes. 
	QUADRO I : Dados do teor de umidade
	Cápsulas (N°)
	Peso da Cápsula (g)
	Quantidade de Golpes
	Peso da amostra úmida (g)
	Peso da amostra seca (g)
	Teor de umidade (%)
	12
	9,82
	55
	10,93
	10,64
	35,37
	19
	11,0
	30
	13,09
	12,41
	48,23
	08
	11,88
	23
	13,21
	12,73
	56,47
	20
	9,97
	18
	11,63
	11,15
	40,68
	26
	10,42
	14
	13,98
	12,88 
	44,71
Fonte: Elaboração dos autores, 2025.
	ANEXO I : CÁLCULOS
	PESOS DAS CÁPSULAS
	Capsula N°12 
	9,82g
	Capsula N°19 
	11,0g
	Capsula N°08 
	11,88g
	Capsula N°20 
	9,97g
	Capsula N°26 
	10,42g
	Ps = Pcápsula mais solo seco - Pcápsula. C(cápsula)
	Ps + C(12) = 10,64 → Ps(23) = 10,64 - 9,82 = 0,82g
	Ps + C(19) = 12,41 → Ps(22) = 12,41 - 11,0 = 1,41g
	Ps + C(08) = 12,73 → Ps(08) = 12,73 - 11,88 = 0,85g
	Ps + C(20) = 11,15 → Ps(20) = 11,15 - 9,97 = 1,18g
	Ps + C(26) = 12,88 → Ps(26) = 12,88 - 10,42 = 2,46g
	Pw = Pcápsula mais solo umido - Pcápsula mais solo seco.
	Obs.: A amostra inicialmente tinha 100g de solo. 
	Pw (12) = 10,93 - 10,64 = 0,29g
	Pw (19) = 13,09 - 12,41 = 0,68g
	Pw (08) = 13,21 - 12,73 = 0,48g
	Pw (20) = 11,63 - 11,15 = 0,48g
	Pw (26) = 13,98 - 12,88 = 1,1g
	Aplicando na fórmula : W = * 100
	W(12) = = 35,366 %
	W(19) = = 48,227%
	W(08) = = 56,471%
	W(20) = = 40,678 %
	W(26) = = 44,715 %
	Calculando o Índice de Plasticidade (𝐼𝑃):
	 𝐼𝑃 = 𝐿𝐿 − 𝐿𝑃 → 𝐼𝑃 = 46% - 20,65% = 19,35%, sendo assim IP > 15 temos um solo altamente plástico.
	Calculando o Índice de Consistência () e (Considerando a umidade natural = 25):
	→ = (46 - 25) / 19,35 = 1,08%
	Calculando o Índice de Liquidez ():
	 → = (25 - 20,65) / (46 - 25) = 0,17%
	ANEXO II : RESULTADOS
O limite de liquidez é o teor de umidade correspondente ao ponto em que o solo se rompe após 25 golpes. Isso é determinado graficamente na curva obtida.
	GRÁFICO I : Limite de Liquidez
	
	Fonte: Autores, 2025.
	QUADRO II : Resultados
	 Limite de Liquidez
	46%
	Limite de Plasticidade
	20,65%
	 Índice de Consistência 
	 1,08%
	Índice de Plasticidade
	19,35%
	Índice de Liquidez
	0,17%
	Fonte: Autores, 2025.
	QUADRO III : Classificação do solo
	 > 1,00 
	Duro
	 > 15
	Altamente plástico
	 próximo de 0
	Pré - adensadas
	ANEXO II : FOTOS DA REALIZAÇÃO DO ENSAIO
	Figura 1 : Amostra 
	Figura 2 : Aparelho casagrande
	
	
	Fonte: Acervo dos autores, 2025.
	Fonte: Acervo dos autores, 2025.
	Figura 3 : Amostra sendo umidificada
	Figura 4 : Aparelho casagrande
	
	
	Fonte: Acervo dos autores, 2025.
	Fonte: Acervo dos autores, 2025.
REFERÊNCIAS 
 
CAPUTO, Homero Pinto; CAPUTO, Armando Negreiros; Mecânica dos solos e suas aplicações. 7. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: LTC, 2017. 
 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS E RODAGEM. DNER-ME 122/94 – Solos – determinação do limite de liquidez. DNER, 1994. 
 
NBR 6459 – Solo - Determinação do limite de liquidez. 
INSTITUTO FEDERAL DA PARAÍBA - CAMPUS PATOS
BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL
GABRYEL RODRIGUES PEREIRA LEITE
JOÃO VICTOR FONTES CAVALCANTE 
MARIA VITORIA OLIVEIRA DUARTE
RAONI GABRIEL DA SILVA 
TIAGO CAMBOIM DE OLIVEIRA TIBURCIO
RELATÓRIO II: LIMITE DE PLASTICIDADE.
PATOS/PB
2025
ENSAIO DE LIMITE DE PLASTICIDADE
1. INTRODUÇÃO
O limite de plasticidade (LP) é uma propriedade fundamental dos solos, utilizada para classificar sua consistência e comportamento mecânico. Ele corresponde ao teor de umidade em que o solo passa do estado plástico para o semi-sólido, quando começa a se romper ao ser moldado em canudos finos. O teste é essencial em projetos de engenharia civil para determinar a capacidade do solo em suportar cargas e evitar problemas como recalques ou deslizamentos.
2. OBJETIVO
2.1. Geral
Determinar o limite de plasticidade de uma amostra de solo conforme os procedimentos descritos na norma ABNT NBR 7180:1984, analisando seu comportamento para aplicações em projetos geotécnicos.
2.2. Específico
· Aplicar corretamente o ensaio de limite de plasticidade, conforme a norma ABNT NBR 7180/2016.
· Determinar o teor de umidade no qual o solo deixa de ser moldável em fios cilíndricos de 3 mm de diâmetro, quebrando-se em pequenos fragmentos.
· Calcular e interpretar o Índice de Plasticidade (IP), que é a diferença entre o limite de liquidez (LL) e o limite de plasticidade (LP).
· Compreender a influência do teor de umidade na plasticidade do solo, auxiliando na previsão do seu comportamento em diferentes condições ambientais.
3. MATERIAIS E METODOLOGIA
3.1. Materiais e Equipamentos
· Amostra de solo seco e passado empeneira N° 40;
· Placa de vidro fosco;
· Espátula;
· Balança de precisão (0,01 g);
· Estufa (105 °C a 110 °C);
· Recipientes para secagem (cápsulas);
· Gabarito (pequeno bastão de metal);
3.2. Execução do Ensaio
Pesar 100g de solo num recipiente de porcelana com auxílio de uma balança de precisão, adicionar 28ml de água destilada e misturar por 15 minutos, com auxílio de uma espátula. Manusear a amostra numa placa de vidro fosco, até atingir uma forma semelhante a canudos com dimensões especificadas pelo gabarito, o “canudo” pode apresentar fissuras, mas não devem romper. Após atingir as dimensões esperadas, deve-se despejar a mesma na cápsula e colocá-la na estufa numa temperatura de 105° C. Repetir o procedimento com a amostra já misturada por 4 vezes.
	ANEXO I : CÁLCULOS
	PESOS DAS CÁPSULAS
	Capsula N°12 
	9,82g
	Capsula N°19 
	11,0g
	Capsula N°02 
	11,72g
	Capsula N°20 
	9,97g
	Capsula N°26 
	10,42g
	Ps = Pcápsula mais solo seco - Pcápsula. C(cápsula)
	Ps + C(12) = 11,17 → Ps(12) = 11,17 - 9,82 = 1,35g
	Ps + C(19) = 12,24 → Ps(19) = 12,24 - 11,0 = 1,24g
	Ps + C(02) = 12,85 → Ps(19) = 12,85 - 11,72 = 1,13g
	Ps + C(20) = 10,94 → Ps(19) = 10,94 - 9,97 = 0,97g
	Ps + C(26) = 11,92 → Ps(19) = 11,92 - 10,42 = 1,5g
	Pw = Pcápsula mais solo umido - Pcápsula mais solo seco.
	Pw (12) = 11,47 - 11,17 = 0,3g
	Pw (19) = 12,52 - 12,24 = 0,28g
	Pw (02) = 13,06 - 12,85 = 0,21g
	Pw (20) = 11,12 - 10,94 = 0,18g
	Pw (26) = 12,24 - 11,92 = 0,32g
	Aplicando na fórmula : W = * 100
	W(12) = = 22,22 %
	W(19) = = 22,58%
	W(02) = = 18,58%
	W(20) = = 18,55 %
	W(26) = = 21,33 %
	Fazendo a média para o Limite de Plasticidade:
	 → 20,65%
	Calculando o Índice de Plasticidade:
	 𝐼𝑃 = 𝐿𝐿 − 𝐿𝑃 → 𝐼𝑃 = 46% - 20,65% = 19,35%, sendo assim IP > 15 temos um solo altamente plástico.
	Calculando o Índice de Consistência () e (Considerando a umidade natural = 25):
	→ = (46 - 25) / 19,35 = 1,08%
	Calculando o Índice de Liquidez ():
	 → = (25 - 20,65) / (46 - 25) = 0,17%
	ANEXO II : RESULTADOS
	QUADRO I : Resultados
	 Limite de Liquidez
	46%
	Limite de Plasticidade
	20,65%
	 Índice de Consistência 
	 1,08%
	Índice de Plasticidade
	19,35%
	Índice de Liquidez
	0,17%
	Fonte: Autores, 2025.
	QUADRO II : Classificação do solo
	 > 1,00 
	Duro
	 > 15
	Altamente plástico
	 próximo de 0
	Pré - adensadas
	ANEXO III : FOTOS DA REALIZAÇÃO DO ENSAIO
	Figura 1 : Recipiente de porcelana
	Figura 2 : Execução do ensaio
	
	
	Fonte: Acervo dos autores, 2025
	Fonte: Acervo dos autores, 2025.
	Figura 3 : Cápsula sendo pesada
	Figura 4 : Cápsulas na estufa
	
	
	Fonte: Acervo dos autores, 2025
	Fonte: Acervo dos autores, 2025
REFERÊNCIAS
AASHTO, T90 (2010) Método padrão de teste para determinar o limite de plasticidade e o índice de plasticidade de solos, publicação digital de usuário único. 20ª edição, Associação Americana de Autoridades de Rodovias e Transportes Estaduais, Washington DC.
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS E RODAGEM. DNER-ME 082/94 – Solos – determinação do limite de plasticidade. DNER, 1994. 
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