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Helicobacter pilory 
Transcrição aula Vivi - prof Gizele 
Características gerais
● Bacilos G-negativos; forma L helicoidais ou curvos (espiraldos semelhantes a Campylobacter) 
● Altamente móveis: flagelo polar monotríquio ou flagelos lofotríquios. Flagelos podem estar envelopados ou
revestidos; algumas espécies apresentam terminal nestes apêndices; motilidade em ziguezague
● Microaerófilos (respiração- não toleram abundância de O ), metabolismo respiratório (geralmente não utilizam
carboidratos para gerar energia —> maioria desses microrganismos é catalase e oxidase positivos, e não
fermentam ou oxidam carboidratos, embora possam metabolizar aminoácidos pela via fermentativa.)
● Temperatura ótima 37 C - mesófilos
● Não esporulados
Características específicas 
● Isolado em 82 por dois pesquisadores australianos; 39 espécies descritas – 3 exclusivamente isoladas de seres
humanos e 13 com caráter zoonótico
● Produção elevado de urease é característico de bactérias gástricas (p. ex., H. pylori) e incomum em
helicobactérias intestinais (teste diagnóstico importante para H. pylori)
● Os múltiplos fatores de virulência contribuem para a colonização gástrica, inflamação, alteração da produção de
ácido gástrico e lesão tecidual
● As infecções são comuns, particularmente em pessoas de baixo nível socioeconômico ou em países em
desenvolvimento
● Os seres humanos constituem o reservatório primário
● A transmissão de pessoa a pessoa é relevante (tipicamente fecal-oral)
● Distribuição universal (de nível mundial) —> Ubíquos e mundiais, sem incidência sazonal da doença
● Transmissão: ainda não se sabe ao certo.
- Oral-oral: populações com indicadores socioeconômicos mais favoráveis – bactéria reflui do estômago para a
boca – saliva (pessoas infectadas com refluxo têm presença da bactéria na boca). Está relacionada às infecções 
nos países desenvolvidos e em adultos 
- Fecal-oral: alta prevalência da infecção na infância e baixo nível socioeconômico. Está relacionada às
infecções em países subdesenvolvidos e em crianças (devido a precárias situações sanitárias e hábitos infantis). 
- Latrogênica: pela ineficiente desinfecção do gastroscópio (instrumento usado na endoscopia)- mais rara.
As espécies do gênero Helicobacter são consideradas de potencial zoonótico. Diversas espécies estão associadas a infecções 
humanas, como é exemplificado em uma tabela retirada do livro de Trabulci, que é uma referência utilizada na disciplina. O 
epíteto de algumas espécies revela a origem do isolamento ou a associação com determinados hospedeiros, como 
Helicobacter felis, associada à gastrite em gatos, e outras espécies como H. fennelliae, H. cinaedi e H. canis, também 
associadas a animais domésticos. A maioria dessas espécies é considerada rara em humanos, porém há situações 
documentadas em que causam doenças, especialmente em pacientes imunocomprometidos, como os portadores de AIDS. 
Bacilos levemente retorcidos
Não se multiplicam 
bem nas concentrações 
atmosféricas de O
Não oxida glicose de forma eficiente 
Espécie do gênero Halicobacter
mas não tanto a H. pylori
 
 
 
 
 
 
 
A espécie Helicobacter cinaedi (H. cinaedi e H. fennelliae têm sido isolados de homossexuais masculinos) por exemplo, foi 
associada com proctites, proctocolite ou enterites em homens que fazem sexo com homens, especialmente aqueles com 
AIDS estabelecida. A dúvida que permanece é se esses pacientes já estariam previamente colonizados sem apresentar 
sintomas, ou se, devido à imunodepressão, tornam-se mais suscetíveis à colonização e posterior infecção por espécies 
normalmente presentes em animais domésticos. Essa hipótese ainda está em investigação. 
Outras espécies como Helicobacter canadensis são associadas à diarreia autolimitada em humanos, mas geralmente não 
são consideradas na investigação inicial de quadros gastroenteríticos, o que leva a uma subnotificação. Isso ocorre porque, 
na prática clínica, prioriza-se a investigação de patógenos mais prevalentes. Nesse contexto, a principal espécie de 
Helicobacter com impacto clínico é o Helicobacter pylori, fortemente associado à gastrite crônica, úlcera gástrica, 
adenocarcinoma gástrico e linfoma de células B do tecido linfoide associado à mucosa gástrica (MALT). 
O Helicobacter pylori apresenta flagelação lofotríquia, com quatro a oito flagelos, o que difere, por exemplo, do gênero 
Vibrio, que possui flagelação monotríquia. Essa bactéria coloniza preferencialmente o estômago humano, embora tenha 
sido investigada também em macacos e gatos (Helicobacter tbm é isolado do estômago e intestino de vários mamíferos, p. 
ex., macacos, cachorros, gatos, furões, leopardos, camundongos e ratos). Em seres humanos, está associada à gastrite 
crônica ativa, úlcera péptica e câncer gástrico. No entanto, nem todos os portadores de H. pylori desenvolvem doença 
clínica. Estudos populacionais indicam que cerca de 50% da população mundial abriga a bactéria no estômago, embora 
apenas 10 a 20% desses indivíduos desenvolvam manifestações clínicas, como gastrite, úlcera ou câncer gástrico. 
Transmissão 
A infecção geralmente ocorre por via fecal-oral, oral-oral e também pela água contaminada. Indivíduos portadores 
eliminam a bactéria nas fezes, o que possibilita a transmissão caso haja contaminação de alimentos, utensílios ou contato 
interpessoal, inclusive pelo beijo, especialmente em ambientes familiares. A transmissão também pode ocorrer por meio do 
contato com animais domésticos, reforçando o potencial zoonótico. Esse risco é ampliado em contextos de saneamento 
precário. 
Fatores como compartilhamento de utensílios em ambiente doméstico e hábitos alimentares influenciam na perpetuação 
da infecção. Recomenda-se monitorar familiares de pacientes diagnosticados com a bactéria, sobretudo filhos, devido à 
possibilidade de transmissão familiar. Além disso, fatores ambientais, como dieta e secreção ácida gástrica, podem 
influenciar a multiplicação bacteriana e o desenvolvimento da doença. 
Virulência 
● H. pylori é uma bactéria extraordinária devido a sua capacidade de estabelecer uma colonização prolongada no estômago de seres 
humanos não tratados. Muitas pesquisas sobre fatores de virulência em Helicobacter têm enfocado o H. pylori. Múltiplos fatores de 
copo, talher…
virulência têm contribuído para a caracterização das doenças causadas por H. pylori, tais como: colonização gástrica, inflamação, 
alteração da produção de ácido gástrico e destruição celular. A colonização inicial é facilitada por: (1) bloqueio da produção de ácidos por 
uma proteína bacteriana inibidora de ácidos; e (2) neutralização dos ácidos gástricos pela amônia produzida pela atividade da enzima 
bacteriana urease. As bactérias, ativamente móveis, podem atravessar o muco gástrico e aderir às células epiteliais gástricas através de 
múltiplas proteínas de adesão à superfície. As proteínas de superfícies podem também ligar proteínas do hospedeiro e auxiliar a bactéria a 
evadir o sistema imune. A lesão tecidual localizada é mediada por subprodutos da urease, mucinase, fosfolipases e pela atividade da cit 
otoxina A vacuolizante (VacA), uma proteína que após ser endocitada pelas células epiteliais, as danificam pela produção de vacúolos. 
Outro importante fator de virulência do H. pylori é o gene cagA associado à citotoxina que está inserido em uma iha genômica de 
patogenicidade que contém cerca de 30 genes. Esses genes codificam uma estrutura (sistema de secreção do tipo IV) que atuam como uma 
seringa para injetar a proteína CagA no interior da célula hospedeira, que interfere com a estrutura normal do citoesqueleto de uma célula 
epitelial. O gene cag PAI (fosforibosil antramilase isomerase) induz a produção de interleucina 8 (IL-8) que atrai neutrófilos. A liberação 
de proteases e moléculas de oxigênio reativo pelos neutrófilos é atribuída por contribuir para a gastrite e a úlcera gástrica. 
A bactéria é especializada em colonizar o ambiente ácido do estômago, exibindo característicasespecíficas para sobreviver 
e se adaptar a esse nicho. No lúmen gástrico, o pH varia entre 1 e 3, porém há um gradiente de aumento do pH à medida 
que se aproxima da camada de muco, onde o pH pode alcançar valores entre 5 e 7. A motilidade proporcionada pelos 
flagelos permite que a bactéria atravesse o muco por quimiotaxia, alcançando as células epiteliais do estômago, onde realiza 
a adesão por meio de adesinas, multiplica-se, utiliza nutrientes locais e secreta toxinas e enzimas extracelulares que 
danificam o epitélio gástrico, provocando gastrite ativa, úlcera e, eventualmente, câncer. 
● Flagelo: motilidade – bactéria atravessa rapidamente a camada viscosa do muco que recobre o estômago, atingindo a superfície epitelial e 
criptas. Evita a destruição pela acidez do suco gástrico, ainda confere resistência as contraturas musculares do estômago. Isso se deve 
aos flagelos que possuem as proteínas FlaA e FlaB (fator de virulência importante). 
A sobrevivência da bactéria no ambiente ácido é facilitada por sua urease, enzima que degrada ureia em amônia e 
bicarbonato, criando um microambiente alcalino ao redor da bactéria. Além disso, flagelos permitem sua mobilidade e 
penetração na camada de muco até alcançar o epitélio. As adesinas, por sua vez, são proteínas de membrana externa que 
facilitam a adesão ao epitélio gástrico, favorecendo a colonização. 
● Adesinas: ao longo da superfície tem proteínas que funcionam como adesinas—> adesão ao epitélio gástrico (ligação ao receptor 
glicerolipídico – fosfatidiletanolamina presente no antro gástrico)- formação de lesões A/E (effacing-attachment)– pedestais de 
aderência (essas lesões também ocorrem em infecções causadas por alguns sorotipos de E. coli). Ex.: proteína BabA – associada a 
pacientes com maior probabilidade de desenvolver malignidade com a bactéria. 
● Urease: hidrolisa a ureia em amônio e HCO – efeito citopático (= alterações características nas células epiteliais) nas células epiteliais 
–elevação do pH gástrico em torno da bactéria, neutralizando-o e favorecendo crescimento da bactéria. Por isso também, tomar 
anti-ácidos pode colaborar para esse efeito, favorecendo p crescimento dessa bactéria, pq neutraliza o PH, e ela não gosta de PH ácido. O 
pH ácido do estômago é uma substância antimicrobiana de grande importância. No entanto, o helicobacter, apesar de ser extremamente 
sensível a acidez, possui essa estratégias para deixar o ambiente neutro para a sua sobrevivência. 
● Catalase e superóxido dismutase (SOD) extracelulares: combatem EROs e conferem resistência aos mecanismos líticos oxidativos dos 
fagócitos PMNs e de outros mediadores químicos da inflamação – sobrevivência do H. pylori na mucosa inflamada. 
Durante a colonização, a bactéria libera enzimas como mucinase, proteases e lipases. A mucinase degrada a camada de 
muco que recobre o epitélio gástrico, expondo as células epiteliais ao ácido gástrico, o que compromete a proteção natural 
da mucosa e favorece lesões. As proteases e lipases também participam da degradação da matriz extracelular e da mucina, 
contribuindo para a liberação de nutrientes que serão utilizados pela bactéria. No entanto, esse processo compromete a 
integridade da barreira mucosa e agride o epitélio gástrico. 
● Mucinase: atividade endopeptidásica e capacidade de degradar a mucina gástrica (glicoproteínas de aumento PM que protegem o epitélio 
gástrico), deixando o epitélio mais exposto até ao próprio ácido estomacal- favorece progressão da doença. A degradação proteolítica do 
muco gástrico e a degradação acido-pepsinica da mucosa é um mecanismo pelo qual se favorece a adesão da bactéria à célula epitelial 
gástrica e a posterior produção da doença. 
Entre os principais fatores de virulência do Helicobacter pylori, destaca-se a urease, essencial para a neutralização do pH 
ácido. O tufo flagelar confere mobilidade e quimiotaxia em direção ao epitélio. Como bactéria gram-negativa, H. pylori 
apresenta lipopolissacarídeos (LPS), cujo lipídeo A induz resposta inflamatória. Além disso, possui proteínas de membrana 
externa com função de adesinas não fimbriais, que reconhecem ligantes específicos nas células do epitélio gástrico. 
LPS 
Adesão 
Inflamação 
A bactéria secreta enzimas extracelulares com função destrutiva, como mucinase e proteases, cuja atividade está voltada 
para a degradação do muco e da matriz extracelular. Isso facilita o acesso a nutrientes, mas, por consequência, 
compromete a proteção gástrica. Outra toxina importante é a VAC-A (vacuolating cytotoxin A), responsável por 
vacuolização intracelular, alterações mitocondriais, liberação de citocromo C e apoptose celular. 
Um componente altamente relevante da virulência do H. pylori é a proteína CAG-A, codificada por genes presentes em uma 
ilha de patogenicidade denominada cag. Essa ilha contém genes análogos ao sistema de secreção do tipo IV (T4SS), cuja 
função é injetar proteínas efetoras diretamente no citoplasma das células hospedeiras. A CAG-A, após injetada, é 
fosforilada por quinases intracelulares e atua na desregulação do citoesqueleto, induzindo a formação de estruturas 
semelhantes a pedestais, o que favorece a adesão de outras bactérias e a inflamação crônica. 
● Ilha de patogenicidade cag: estão em uma região do genoma bacteriano que acumula fatores de virulência. Gene cagA: codifica a proteína 
cagA (citotoxinas). Também há o gene vacA que codifica proteína que produz a toxina vacuolizante. 6 genes cag formam a estrutura de um 
pilus (T4SS), promove a ejeção de proteínas efetoras no plasma... 
Além disso, a CAG-A ativa a tirosina fosfatase SHP2, que causa alterações morfológicas, proliferação celular desregulada, 
inibição da apoptose e inflamação intensa, sendo um dos fatores diretamente associados ao desenvolvimento de câncer 
gástrico. Importante destacar que o gene cagA está presente em todas as linhagens de H. pylori, mas nem todas 
expressam a proteína. A expressão da CAG-A é um marcador importante de virulência aumentada. Estudos demonstram 
que a presença da proteína está diretamente associada à ocorrência de gastrite atrófica, úlcera péptica e 
adenocarcinoma gástrico. Há também relação com quadros de anemia megaloblástica, devido à interferência na absorção 
de vitamina B12 em decorrência da gastrite atrófica provocada pela CAG-A. 
Já a toxina VAC-A é uma toxina do tipo AB, secretada pela bactéria e internalizada por endocitose mediada por 
receptores. Dentro da célula, promove acúmulo de prótons nos vacúolos, gerando desequilíbrio osmótico, entrada de íons e 
água, e formação de grandes vacúolos visíveis ao microscópio. Essa vacuolização prejudica o funcionamento celular e induz 
apoptose por estresse mitocondrial e do retículo endoplasmático. A VAC-A também promove liberação de interleucina 8, 
inibe a proliferação de linfócitos T e compromete a resposta imune do hospedeiro. 
A expressão de VAC-A está presente em todas as linhagens de H. pylori, porém há diferentes alelos associados a diferentes 
graus de virulência. Alelos mais agressivos estão relacionados a quadros clínicos mais graves, como úlcera e câncer 
gástrico. VAC-A é considerada uma toxina multifuncional, pois atua em múltiplos alvos intracelulares, incluindo 
desregulação do ciclo celular, indução de inflamação e apoptose, além de vacuolização. 
Outro fator importante é o sistema de secreção do tipo IV (T4SS), que é uma estrutura multiproteica semelhante a um 
pilus conjugativo, formada por proteínas codificadas na ilha de patogenicidade cag. Esse sistema funciona como um 
injetossomo que atravessa a membrana da célula do hospedeiro, permitindo a transferência de proteínas efetoras como a 
CAG-A diretamente para o citoplasma da célula gástrica. Ao ser introduzida, essa proteína pode sofrer fosforilação por 
tirosina quinases e, então, ativar a tirosina fosfatase SHP2, desencadeando alterações no citoesqueleto celular, como 
elongação dacélula e perda da arquitetura epitelial. Isso favorece a adesão bacteriana, a inflamação e, em longo prazo, 
processos neoplásicos. Esse efeito é chamado de fenótipo “colibri”, caracterizado pela deformação celular e desregulação de 
crescimento, sobrevivência e migração celular. Também induz a produção de interleucina 8, um potente mediador 
inflamatório, contribuindo para o ambiente cronicamente inflamatório do epitélio gástrico. 
 
 
 
 
—> Via de biogênese postulada para o pilus codificado por virB de A. 
tumefaciens.
• A pilina VirB2 é inserida na membrana e processada em várias etapas 
para produzir um conjunto de pilinas ciclizadas. VirB4, auxiliado por 
VirB11, catalisa o deslocamento de pilinas maduras e alimenta os 
monômeros de pilina no local de montagem de pilus dentro do complexo 
central. A polimerização de Pilus começa em uma plataforma de 
membrana interna composta por VirB6 e VirB8 ou em uma plataforma 
de membrana externa composta pela estrutura da tampa do complexo 
central. Uma via alternativa propõe que os monômeros de pilina sejam 
desviados através do periplasma até a tampa do núcleo.
 
 
 
● Sistema de secreção tipo IV: importante pq viabiliza a injeção da cagA —> sem ele, a cagA não é injetada – forma um pilus na forma de 
seringa. 
● Ure I: proteína transportadora de ureia na membrana celular da bactéria. Permite a difusão da amônia no espaço periplasmático da 
célula bacteriana —> aumento do pH no local sem aumentar o pH citoplasmático da célula bacteriana, assegurando a viabilidade da 
bactéria. 
A expressão da CAG-A, embora o gene esteja presente em todas as linhagens, só ocorre em algumas circunstâncias, e essa 
expressão está fortemente associada aos casos clínicos mais graves de infecção, como gastrite atrófica, úlcera péptica e 
câncer gástrico. Dessa forma, a CAG-A é considerada um importante marcador de virulência e patogenicidade aumentada. 
● Proteína CagA: imunodominante – injetada no interior da célula epitelial gástrica através de um sistema de secreção do tipo IV. Promove 
a reorganização do citoesqueleto estando associada a formação de pedestais. Além disso, estimula a produção de IL-8, causando 
inflamação e aumentando o quadro de gastrite e podendo evoluir para úlcera péptica e outras lesões graves, e até malignas (gastrites 
atróficas e adenocarcinoma, por ex). A ptn cagA é injetada no citoplasma das células epiteliais gástricas (T4SS)—> É fosforilada por 
quinases Src —> cagA se une e ativa a tirosina fosfatase SHP2 —> induzindo mudanças morfológicas, alterações do citoesqueleto e 
alterações nas junções intercelulares (efeitos locais). Isso desregula o crescimento, sobrevivência e migração das células epiteliais 
gástricas —> Não conseguem se renovar, não conseguem migrar da cripta pra o topo e não possuem a mesma sobrevida no epitélio 
gástrico. Ainda induz citocinas pro inflamatórias relacionadas ao câncer gástrico (Linhagens produtoras de cagA em H.pylori estão 
associados a desenvolvimento de câncer). 
● SHP-2 ativado promove sinalizações aberrantes intracelulares; sinalização oncogênica. 
Já a toxina VAC-A, além de causar vacuolização intracelular, induz liberação de citocromo C das mitocôndrias, estresse no 
retículo endoplasmático e apoptose celular. Ela também atua sobre linfócitos T, inibindo sua ativação e proliferação, o que 
compromete a resposta imune adaptativa. Essa toxina tem múltiplas funções: interfere na homeostase celular, promove 
inflamação pela liberação de IL-8 e altera o metabolismo celular. Além disso, a VAC-A também induz aumento na 
expressão de gastrina por meio da ação de uma proteína de membrana externa do tipo A, o que pode favorecer o 
desenvolvimento de úlceras gástricas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
● Toxina vacuolizante – Vac A: citotoxina mais importante secretada. Promove vacuolização intracelular que tem correlação epidemiológica 
com lesão tissular e úlcera péptica. Está presente em todas as cepas de H. pylori, mas os seus alelos podem variar. A estrutura final do 
gene vacA é um mosaico – várias famílias de alelos vacA as quais estão relacionadas com a agressividade da amostra de H. pylori. Ou seja, 
existem linhagens diferentes cujo rearranjo gênico que produz tipos diferentes de toxinas vacA que variam de mais agressivas a menos 
agressivas.Vacúolos intracitoplasmáticos nas células gástricas, forma canais em diversas membranas celulares. O vacúolo no qual ela é 
A) A proteína VacA pode ser encontrada no nível da 
membrana, onde desempenha o papel de adesina.
B) VacA também pode ser secretado e ativar vias de 
sinalização pró-inflamatórias após a ativação de 
receptores celulares.
C) A internalização de VacA e sua localização 
mitocondrial induzem a liberação de citocromo C e 
apoptose celular
D) As proteínas VacA endocitadas formam poros dentro 
das vesículas endocíticas responsáveis pelo surgimento 
dos vacúolos, que se originariam das vesículas 
endocíticas após a ligação da VacA à membrana 
celular. Várias moléculas de VacA se organizam em 
canais permitindo a passagem de certos ions cloreto. 
Essa passagem aniônica seria compensada pela entrada 
de ions de hidrogênio pelos canais celulares. Os vacúolos 
seriam então consequência do restabelecimento da 
pressão osmótica
E) A citotoxina também pode interferir nos linfócitos T 
presentes no nível da lâmina própria.
A
E
D
C
B
Efeitos da citotoxina Va cA. (Ferrand, 2009)
internalizada induz um aumento de atividade da protease que aumenta o tamanho do vacúolo. A vacA é uma toxina que induz a formação 
dos vacúolos (através de ligação a receptores na célula estomacal)., 
● Proteína OmpA: afeta expressão da gastrina e pode contribuir (maior tendência) para o desenvolvimento de úlcera gástrica, estimulando 
a produção de IL-8 e superprodução de gastrina (estimula o gene da gastrina). 
A infecção por H. pylori pode ter várias evoluções. A mais comum é a colonização assintomática, que ocorre em cerca de 
50% da população. Porém, entre os portadores, 30 a 40% podem desenvolver gastrite aguda, que evolui para gastrite 
crônica ativa e, em alguns casos, para gastrite antral ou gastrite atrófica multifocal. A gastrite atrófica pode levar a 
úlcera duodenal, linfoma do tipo MALT e, em estágios mais avançados, a câncer gástrico. A evolução depende de fatores 
genéticos do hospedeiro, fatores ambientais (como dieta e tabagismo), e principalmente dos fatores de virulência da 
bactéria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desde 1994, a Organização Mundial da Saúde e a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) 
classificam o H. pylori como um carcinógeno classe I, ou seja, um agente com evidência suficiente de causar câncer gástrico 
em humanos. Pesquisas recentes também apontam correlação da infecção com doenças extra-gástricas, como doença de 
Alzheimer, Parkinson, anemia megaloblástica (por interferência na absorção de B12), colangiocarcinoma, carcinoma 
hepático, e até condições dermatológicas, como rosácea e urticária crônica, possivelmente relacionadas à inflamação 
sistêmica mediada por citocinas, especialmente interleucinas como a IL-8, que circulam no sangue e podem atuar à 
distância. 
● Patogênese: primeiro agente considerado pela OMS como agente cancerígeno de grau I (alta capacidade patogênica) 
● VacA + BabA + cagA: 3 fatores de virulência mais associados a doenças gástricas severas! 
Patogênese das doenças associadas 
Resumo da patogenicidade do H. pylori (Ferrand, 2009)
1/ Os flagelos e o formato espiral do H. pylori permitem a mobilidade no muco. A urease bacteriana ajuda a criar 
um microambiente tamponado favorável à sua sobrevivência.
2/ A presença de adesinas permite a adesão à superfície celular.
3/Essa ligação induz a produção de citocinas pró-inflamatórias.
4/ Essas citocinas pró-inflamatórias recrutam células imunes circulantes.
5/ Essas células são responsáveis pela inflamação local que leva ao dano celular. 
6/ Por outro lado, o H. pylori secreta a citotoxina vacuolizante,VacA. Seus efeitos nas células são numerosos: 
7/ A internalização de VacA e sua localização mitocondrial induzem a liberação de citocromo C e apoptose 
celular
8/ In vivo, a administração de proteína Vac A purificada em camundongos é responsável pela degeneração da 
mucosa gástrica. 
9/ Bactérias encontradas na superficie basal de células epiteliais se ligam especificamente às integrinas alfa5beta1 
e injetam proteina CagA e peptidoglicano (PGN) via TSS4.
10/ CagA interrompe as vias de sinalização celular e altera a morfologia epitelial ao interromper as junções 
intracelulares. A ruptura das junções estreitas pode desempenhar um papel no desenvolvimento do tumor.
11/ A secreção de NapA e a produção de citocinas pró-inflamatórias induzidas por CagA e PGN são responsáveis 
pelo recrutamento de células imunes.
12/ O H. pylori também bloqueia a maturação dos linfócitos e induz sua apoptose.
● As espécies de Helicobacter são subdivididas entre as causadoras de infecções gástricas (p. ex., H. pylori) e as enterohepáticas (p. ex., H. 
cinaedi, H. fennelliae). As doenças causadas por Helicobacter estão diretamente relacionadas ao seu sítio de colonização. Por exemplo, H. 
pylori está associado à gastrite, enquanto as espécies enterohepáticas causam gastrenterites. 
● Colonização por H. pylori invariavelmente leva à evidência histológica de gastrite, ou seja, infiltração de neutrófilos e células mononucleares 
na mucosa gástrica. A fase aguda da gastrite é caracterizada por uma sensação de plenitude, náusea, vômito e hipocloridria (diminuição 
da produção de ácido no estômago). A doença pode evoluir para gastrite crônica, confinada ao antro gástrico (onde poucas células 
parietais secretoras de ácido estão presentes) em indivíduos com secreção ácida normal, ou envolver o estômago inteiro (pangastrite), se 
a secreção de ácidos for suprimida. Aproximadamente 10% a 15% dos pacientes com gastrite crônica irão desenvolver úlcera péptica. A 
úlcera se estabelece em locais de intensa inflamação, comumente envolvendo a junção entre o corpo e o antro gástrico (úlcera gástrica) ou 
o duodeno proximal (úlcera duodenal). H. pylori é responsável por 85% das úlceras gástricas e 95% das úlceras duodenais. O 
reconhecimento do papel do H. pylori tem mudado consideravelmente o tratamento e o prognóstico da úlcera péptica. 
● H. cinaedi e H. fennelliae podem causar gastrenterite e bacteremia, mais comumente em pacientes imunocomprometidos (p. ex., 
homossexuais masculinos infectado por HIV). Outras espécies, de taxonomia ainda incerta, atualmente denominadas "Helicobacter spp. 
flexispira taxon 8", causam bacteremia com celulite em pacientes imunocomprometidos. 
● Lesão Gástrica Inicial: Colonização da mucosa gástrica com lesão destrutiva multifocal do epitélio mucinoso de superfície, atribuída a 
proporção de mucinase bacteriana. Perda parcial ou total da porção apical mucinosa do epitélio gástrico, com distorção do núcleo e do 
citoplasma basal. Ainda induz, na lamina própria, edema com infiltrado neutrofílico e de células mononucleares, causando inflamação 
devido à ação destas células de defesa– gastrite crônica ativa ou gastrite do tipo B. Inicialmente, podendo evoluir para úlcera duodenal, 
úlcera gástrica ou câncer gástrico. 
- O que modula isso? Linhagem infectante; tempo de infecção; resposta do hospedeiro; fatores ambientais (tabagismo, álcool). 
Na resposta do hospedeiro, participa o LPS, cujas cadeias O específicas imitam a estrutura dos antígenos sanguíneos de 
Lewis. Esses antígenos estão presentes na mucosa gástrica e os anticorpos ativam genes de Lewis do H. pylori reagem com 
vários constituintes da mucosa. Assim, anticorpos anti-Lewis induzidos pela bactéria reagem com epítopos da bomba de 
prótons envolvida na secreção de ácidos, contribuindo com o desenvolvimento de gastrite atrófica. 
● Patologia Gástrica Progressiva: com o tempo, provavelmente pela ação concorrente de fatores epidemiológicos, nutricionais e imunológicos, 
gastrite crônica ativa e superficial evolui para atrófica (prejudica absorção de B12). Neste segundo estágio ocorre infiltração mais 
extensa das células inflamatórias (aumento da resposta inflamatória), atrofia e perda das glândulas antrais e do corpo do estômago. 
Baixa produção de ácido devido à urease – levando a superpopulação bacteriana. Níveis altos de nitrito e compostos nitrosos tbm devido à 
ação da urease– ação mutagênica e carcinogênica. O aparecimento precoce bem como a persistência do H. pylori no epitélio gástrico são 
considerados fatores de risco para a transição de gastrite crônica ativa para gastrite crônica atrófica. Fatores nutricionais, como o 
deficiente consumo de verduras e legumes são fatorse de risco. 
● Doença Ulcerosa Péptica: na úlcera duodenal, a gastrite associada à bactéria corresponde à gastrite crônica superficial, que afeta 
primariamente o antro gástrico (final do piloro) com tendência a elevar a resposta da gastrina sérica à ingestão de alimentos. A 
proteína OmpA afeta o gene da gastrina. Contribui para ulceração da mucosa com estímulo de IL-8 e do gene da gastrina. Evolução para 
metaplasia gástrica na mucosa do bulbo duodenal (início do duodeno) com substituição do epitélio local para tipo gástrico. Desse modo, a 
bactéria coloniza o duodeno, provocando a úlcera duodenal. Inflamação com leucócitos, linfócitos – fano favorece difusão de íons de 
hidrogênio para a mucosa duodenal, favorecendo a aparição da úlcera duodenal. 
● Doença extragastroduodenal: associação epidemiológica entre a infecção por H. pylori e patologias extragastroduodenais graves como 
doença cardiovascular, reumática, da pele e do fígado. Pouco descritas! 
● Sintomas de infecções por H. pylori: dor no estômago, apetite diminuído, paladar com gosto ruim (ação da urease!), náusea, sensação, 
inchaço estomacal, aumento da produção de gás 
 
 
 
 
 
 
 
 
Infecção por H. pylori levando à ulceração da parede do estômago 
 
 
Diagnóstico 
● Microscópico: exame histológico de amostras de biópsia é sensível e específico 
● Teste da urease é relativamente sensível e altamente específico. O teste respiratório da urease é um teste não invasivo 
● Teste do antígeno de H. pylori é sensível e específico, realizado a partir das amostras de fezes 
● Cultura requer incubação em condições de microaerofilia; crescimento é lento; relativamente insensível, a menos que múltiplas biópsias 
sejam cultivadas 
● Sorologia útil para demonstrar a exposição ao H. pylori 
O diagnóstico da infecção por Helicobacter pylori pode ser feito por métodos não invasivos e invasivos. Entre os métodos 
não invasivos, destaca-se o teste respiratório da ureia, conhecido como “teste do bafo” ou “da ureia marcada”. Nesse 
exame, o paciente ingere quantidades conhecidas de uma solução contendo ureia marcada com carbono radioativo 
(normalmente carbono-13 ou carbono-14). Meia hora após ingestão e medida a relação de gás carbônico exalado pelo 
paciente. Se o H. pylori estiver presente no estômago, sua urease degrada a ureia, liberando amônia e gás carbônico 
marcado, que é absorvido, transportado pelo sangue até os pulmões e exalado. O paciente sopra em um balão, e a presença 
do carbono marcado no ar expirado indica infecção ativa. É um método sensível e específico, mas o custo pode limitar seu 
uso. 
● Se a ureia for consumida (pela urease), o teste detecta aumento significativo nos níveis de CO2 (urease hidrolisa ureia em amônio e CO2). 
Outro exame não invasivo é a detecção de antígenos do H. pylori nas fezes, por testes imunológicos que reconhecem 
componentes bacterianos eliminados nas fezes do paciente. Também é possível realizar sorologia para pesquisa de 
anticorpos IgG contra o H. pylori no sangue, embora esse método não diferencie infecção ativa de infecção passada, já que 
os anticorpos podem permanecer mesmo após erradicação da bactéria. 
● Teste do bafo e sorologia são moleculares. 
Os métodos invasivos envolvem endoscopia digestiva alta, que permite a coletade biópsia (fragmento do epitélio do 
estômago) que pode ser feita a visualização direta da mucosa gástrica (observação microscópica direta). A biópsia gástrica 
pode ser utilizada para diversos exames complementares: histologia (análise microscópica da mucosa corada, onde podem 
ser visualizadas as alterações teciduais e, com coloração especial, a própria bactéria), teste rápido da urease (em que o 
fragmento da mucosa é colocado em meio contendo ureia e indicador de pH; a mudança de cor indica presença de urease), 
cultura bacteriana (em meio específico (ágar sangue) e sob condições microaerófilas, embora seja técnica de difícil 
execução), e PCR (reação de polimerase em cadeia), que permite a detecção do DNA do H. pylori com alta sensibilidade e 
especificidade; imunofluorescência indireta e aglutinação com partículas de látex; 
● Com a amostra, faz-se coloração de gram (ou outras colorações) e observa-se as colônias no microscópio para identificar a bactéria. Com 
a amostra pode-se fazer teste para presença de urease, pela adição de ureia no meio; se houver reação da urease com a ureia, formando 
amônio, o pH se eleva e o meio adquire coloração avermelhada. A observação histológica do epitélio gástrico também permite o diagnóstico 
porque as lesões são bem características (lesões A/E). A cultura é feita em ágar-sangue. 
● O crescimento de H. pylori e outras espécies de Helicobacter requerem um meio complexo suplementado com sangue, soro, carvão, amido ou 
gema de ovo; condições microaerófila (diminuição do teor de oxigênio e aumento de dióxido de carbono) e uma temperatura variando entre 
30°C a 37°C. Uma vez que esses microrganismos são relativamente difíceis de serem isolados e identificados por testes bioquímicos 
tradicionais, a maioria das doenças causadas por H. pylori é confirmada por técnicas não culturais 
Tratamento 
● Esquemas múltiplos de tratamento têm sido realizados nas infecções por H. pylori. Terapia combinada com um inibidor da bomba de 
prótons (p. ex., omeprazol), um macrolí deo (p. ex., claritromicina) e um betalactâmico (p. ex., amoxicilina) por duas semanas tem tido alta 
taxa de sucesso 
● Tratamento profilático de indivíduos colonizados não tem se mostrado útil e tem efeitos adversos potenciais, como predispor pacientes a 
adenocarcinomas de esôfago inferior 
● Tratamento: terapia erradicadora, terapia de padrão sequencial, terapia concomitante, terapia híbrida. 
● Beta-lactâmicos são ativos contra H. pylori. Eritrocmicina, claritromicina e boa parte das fluoroquinolonas. Aztreonam, nitrofurantoína, 
gentamicina, tetraciclina e rifampicina. Sais de bismuto. A sensibilidade ao metronidazol e ao tinidazol é variável. 
O tratamento da infecção por Helicobacter pylori baseia-se na erradicação bacteriana e redução da acidez gástrica para 
permitir a regeneração da mucosa. A terapia padrão é a tripla terapia, que inclui um inibidor de bomba de prótons (IBP) 
(como omeprazol, lansoprazol, esomeprazol), associado a dois antibióticos, geralmente claritromicina e amoxicilina, por sete 
a quatorze dias. Em regiões com elevada resistência à claritromicina, pode-se usar esquemas alternativos, como a terapia 
quádrupla com bismuto (IBP + bismuto + tetraciclina + metronidazol), ou a terapia sequencial ou concomitante, que 
combinam diferentes fases e associações de fármacos. 
● Amoxicilina + claritromicina + omeprazol, por 14 dias, a cada 12 horas. 
● O esquema de segunda linha mais utilizado é feito com a substituição da claritromicina por levofloxacino. 
Outros antibióticos que podem ser usados incluem metronidazol, levofloxacino, rifampicina e nitazoxanida, conforme a 
sensibilidade local e histórico de uso prévio. O uso do IBP é fundamental para reduzir a secreção de ácido clorídrico, 
melhorar a eficácia dos antibióticos e ajudar na cicatrização da mucosa gástrica. 
Profilaxia 
A prevenção da infecção envolve medidas básicas de higiene, como consumo de água tratada, adequada higienização dos 
alimentos, lavagem das mãos antes das refeições e após uso do banheiro, não compartilhamento de utensílios pessoais 
(como escovas de dentes e copos), e cuidados com o ambiente familiar, especialmente quando um dos membros é portador 
conhecido da bactéria. O contato saliva-saliva dentro do convívio familiar é uma das principais vias de transmissão. 
● No caso da transmissão fecal-oral, a contaminação é evitada pela implantação de saneamento básico e boas praticas de higiene ingestão 
de água tratada (filtro), não compartilhar escova de dente, lavar as mãos, lavar os alimentos); 
● Para a transmissão oral-oral, evita-se contato com outras bocas (sem bjin na bok). 
Apesar dos estudos em andamento, ainda não há vacina aprovada contra o H. pylori. Pesquisas têm investigado 
formulações com bactérias inativadas ou proteínas recombinantes, e antígenos como glicoconjugados do LPS estão sendo 
testados em modelos animais, mas ainda não há formulação disponível para uso humano. 
● Melhor prevenção seria o desenvolvimento de uma vacina- pesquisa em andamento. 
Conclusão 
Assim, o Helicobacter pylori representa um patógeno com alta prevalência mundial, capacidade de colonização persistente, 
múltiplos fatores de virulência (como urease, CAG-A e VAC-A), e potencial para causar desde gastrites assintomáticas até 
úlceras e neoplasias gástricas. Sua detecção precoce e tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações 
severas, inclusive câncer gástrico.

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