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Prof. Dr. Mauro Duarte
UNIDADE I
Avaliação Nutricional
Definição:
Segundo a American Dietetic Association:
 “A avaliação nutricional é a abordagem para a definição do estado nutricional, construída por 
meio das histórias médica, alimentar e medicamentosa; do exame físico; das medidas 
antropométricas e dos exames bioquímicos”.
Avaliação nutricional: aspectos introdutórios
 Identificar os distúrbios nutricionais. 
 Recuperação e/ou manutenção do estado de saúde do indivíduo.
 Direcionamento na conduta alimentar.
Objetivos da avaliação nutricional
O QUE SÃO DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS?
Adequação nutricional (eutrofia):
 equilíbrio entre o consumo 
e o gasto, com relação
às necessidades nutricionais.
COMO TRABALHAR ISSO?
ENERGIA CONSUMIDA ENERGIA GASTA
PESO CORPORAL
Entrada de calorias Saída de calorias
Proteína
Gordura
Carboidrato
Exercício
Atividade diária
Metabolismo
de repouso
Balanço energético
Carência nutricional (desnutrição):
insuficiência quantitativa e/ou qualitativa 
do consumo de nutrientes.
Sobrepeso ou obesidade:
excesso e/ou desequilíbrio 
de consumo de nutrientes.
Avaliar, diagnosticar e acompanhar o estado 
nutricional baseando-se nas técnicas 
antropométricas, considerando as condições 
fisiológicas e a faixa etária.
 Conjunto de técnicas de mensuração do corpo humano ou de suas várias partes.
 Avalia crescimento e composição corporal.
 Composição corporal: mensura compartimentos corporais.
Ferramentas da AN: antropometria
Vantagens:
 Uso de equipamentos de fácil aquisição e baixo custo.
 Utilização de técnicas não invasivas.
 Obtenção rápida de resultados.
 Fidedignidade do método, desde que mensurado e avaliado 
por profissionais capacitados.
Ferramentas da AN: antropometria
Limitações:
 Incapacidade de detectar alterações recentes no estado nutricional.
 Incapacidade de identificar deficiências específicas de nutrientes.
Ferramentas da AN: antropometria
Medidas utilizadas:
 Peso corporal.
 Estatura.
 Dobras cutâneas.
 Circunferências corporais.
Ferramentas da AN: antropometria
 Somatória dos compartimentos do organismo.
 Não determina qual é a porção de massa magra, gordura ou fluido/minerais.
Alterações no peso:
 Não especifica qual compartimento corporal foi acometido.
 Em casos de obesidade, pode mascarar subnutrição proteica e de micronutrientes.
Peso corporal
A interpretação do peso como indicador do estado nutricional deve ser feita com cautela em 
algumas situações:
 Presença de edema e ascite.
 Em casos de obeso com rápida perda de peso.
 Crescimento tumoral maciço ou organomegalia.
 Organomegalia – desordem de crescimento provocando o gigantismo.
Peso corporal
 Estimativa de peso
 Mulheres: peso (kg) = (1.27 x CP) + (0.98 x CB) + (0.4 x DCSE) + (0.87 x AJ) – 62.35
 Homens: peso (kg) = (0.98 x CP) + (1.73 x CB) + (0.37 x DCSE) + (1.16 x AJ) – 81.69 
 CP = circunferência da panturrilha (cm)
 CB = circunferência de braço (cm)
 DCSE = dobra cutânea subescapular (mm)
 AJ = altura do joelho (cm)
Fonte: Chumlea e cols. (1985). 
Peso corporal
Considerações sobre o peso:
 Peso atual (PA)
 Peso usual ou habitual (PH)
 Peso ideal ou desejável ou teórico (PI)
 IMC médio* x altura (m2)
Estudo da antropometria – continuação: peso corporal
Fonte: *IMC médio proposto pela FAO (1985).
Imagem 1: https://www.treinocorreto.com/wp-content/uploads/2020/05/peso-
continua-aumentando-e1618864076923.jpg
Imagem 2: https://www.borderlinepersonalitytreatment.com/wp-
content/uploads/2011/05/BPD-and-obesity1.jpg
 Altura: refere-se à medida do indivíduo em pé, desde a sola dos pés descalços até a parte 
superior da cabeça, comprimindo os cabelos.
 Comprimento: refere-se à medida na posição deitada.
Fonte: Rossi (2017, p. 81). 
Altura ≠ estatura
 Aferida por meio de estadiômetro.
 Medida linear do corpo humano, que sozinha não configura um indicativo adequado do 
estado nutricional.
 O paciente deve estar descalço e ter o peso igualmente distribuído entre os pés.
 Os braços estendidos ao longo do corpo e calcanhares juntos, tocando a haste vertical 
do estadiômetro.
 Cabeça ereta e olhos fixos à frente.
Estatura
Um paciente com 49 anos de idade, sedentário, procurou um nutricionista com a queixa de 
ganho de peso nos últimos meses. Durante a avaliação de medidas corporais, o peso medido 
foi de 105 kg, a altura de 1,68 m e observou-se também o aumento de gordura localizada no 
abdome e nas coxas.
Calcule o IMC e responda como podemos avaliar esse paciente quanto à sua avaliação 
antropométrica.
Interatividade
a) 26 kg/m2: Sobrepeso.
b) 35,2 kg/m2: Obesidade Grau II.
c) 29,9 kg/m2: Obesidade Grau I.
d) 37,2 kg/m2: Obesidade Grau II.
e) 41 kg/m2: Obesidade Grau III.
Um paciente com 49 anos de idade, sedentário, procurou um nutricionista com a queixa de 
ganho de peso nos últimos meses. Durante a avaliação de medidas corporais, o peso medido 
foi de 105 kg, a altura de 1,68 m e observou-se também o aumento de gordura localizada no 
abdome e nas coxas.
Calcule o IMC e responda como podemos avaliar esse paciente quanto à sua avaliação 
antropométrica.
Resposta
a) 26 kg/m2: Sobrepeso.
b) 35,2 kg/m2: Obesidade Grau II.
c) 29,9 kg/m2: Obesidade Grau I.
d) 37,2 kg/m2: Obesidade Grau II.
e) 41 kg/m2: Obesidade Grau III.
Resposta
IMC = peso ÷
(altura x altura em m)
Logo: 
IMC = 105 ÷ (1,68 x 1,68)
IMC = 37,23 kg/m2
IMC Classificação do EN
 40,0 Obesidade Grau III 
a) 26 kg/m2: Sobrepeso.
b) 35,2 kg/m2: Obesidade Grau II.
c) 29,9 kg/m2: Obesidade Grau I.
d) 37,2 kg/m2: Obesidade Grau II.
e) 41 kg/m2: Obesidade Grau III.
 Perímetro máximo de um segmento corporal, que é medido em ângulo reto em relação ao 
seu maior eixo.
 Auxílio de fita métrica inelástica, treinamento do examinador e padronização da técnica = 
reprodutibilidade da medida.
Circunferências corporais
Fonte: https://www.tbw.com.br/
 Circunferência do pulso.
 Circunferência do braço.
 Circunferência da cintura.
 Circunferência abdominal.
 Circunferência do quadril.
 Circunferência da coxa.
 Circunferência da panturrilha.
 Circunferência do pescoço.
Circunferências corporais
Fonte: adaptado de: https://media.revide.com.br/cache/86/79/8679f9e9dd7fc8f0df27fcd37f2e8a94.jpg
 Medida antropométrica comumente utilizada.
 Possibilita a avaliação da quantidade de gordura corporal no 
tecido subcutâneo.
 Indicador de gordura localizada.
 Para medir as dobras cutâneas, é utilizado um equipamento 
específico que recebe diversas designações: compasso de 
dobras cutâneas, espessímetro, plicômetro ou adipômetro.
Dobras cutâneas
Fonte: https://www.researchgate.net/profile/Marcio-
Tubaldini/publication/237804704/figure/fig16/AS:668
623714648080@1536423724928/Figura-2-Medidas-
de-dobras-cutaneas-A-tricipital-B-subescapular-C-
supra-iliaca-D.jpg
 Técnicas de aferição de dobras cutâneas.
 Mensurar a dobra, sempre que possível, com o paciente em 
pé, braços relaxados e estendidos ao longo do corpo.
 Padronizar sempre no hemicorpo direito.
 Identificar, medir e marcar o local das dobras cutâneas.
Dobras cutâneas
Fonte: https://www.researchgate.net/profile/Marcio-
Tubaldini/publication/237804704/figure/fig16/AS:668
623714648080@1536423724928/Figura-2-Medidas-
de-dobras-cutaneas-A-tricipital-B-subescapular-C-
supra-iliaca-D.jpg
 Manter a dobra pressionada durante a aferição.
 Abrir as hastes do adipômetro, para removê-lo do local, 
e fechá-lo lentamente para prevenir danos ou perda 
de calibragem
 Medir a dobra 3 vezes em cada local. Se os valores diferirem 
em + 10%, realizar medições adicionais.
 Deve-se calcular a média aritmética dos resultados obtidos.
Dobras cutâneas
Fonte: 
https://images.tcdn.com.br/img/editor/up/706165/do
bra_cutanea_coxa.jpg
 Dobra cutânea do tríceps.
 Dobra cutânea do bíceps.
 Dobra cutânea subescapular. Dobra cutânea abdominal.
 Dobra cutânea axilar média.
 Dobra cutânea peitoral ou torácica.
 Dobra cutânea suprailíaca.
 Dobra cutânea da coxa.
 Dobra cutânea da panturrilha.
Dobras cutâneas
Fonte: 
https://images.tcdn.com.br/img/editor/up/706165/do
bra_cutanea_coxa.jpg
 De acordo com Pujol (2011, p. 184) “os valores obtidos com as medidas antropométricas 
podem ser utilizados tanto por seu valor absoluto tanto quanto por equações de predição de 
diferentes componentes corporais”.
 Índice de Massa Corporal (IMC).
 Circunferência muscular do braço e área muscular do braço corrigida.
 Relação Cintura/Quadril (RCQ).
 Razão Cintura/Estatura (RCEst).
 Percentual de gordura corporal.
 Peso corrigido por edema e/ou ascite.
Parâmetros e índices utilizados em antropometria
 O valor encontrado deverá ser comparado à referência de acordo com o gênero e a idade.
AMB para mulheres (cm2) = [CMB (cm)]2 – 6,5
12,56
AMB para homens (cm2) = [CMB (cm)]2 – 10,0
12,56
 Correção de tecido gorduroso e área óssea.
Circunferência muscular do braço e área muscular do braço corrigida
CMB (cm) = CB (cm) – (DCT (mm) x 0,314)
Referência de acordo com gênero e idade 
CLASSIFICAÇÃO
Fonte: adaptado de: Frisancho (1990).
 p85
Déficit de gordura
Risco de déficit de gordura
Normal
Excesso de gordura
Percentis de DCSE (mm) de acordo com idade para homens 
Idade Percentis
5 10 15 25 50 75 85 90 95
18,0-24,9 6.0 7.0 7.0 6.0 11.0 16.0 20.0 24.0 30.0
25,0-29,9 7.0 7.0 8.0 9.0 13.0 20.0 24.5 26.5 31.0
30,0-34,9 7.0 8.0 9.0 11.0 15.5 22.0 25.5 29.0 33.0
35,0-39,9 7.0 8.0 9.5 11.0 16.0 22.5 25.5 28.0 33.0
40,0-44,9 7.0 8.0 9.0 11.5 16.0 22.0 25.5 29.5 33.0
45,0-49,9 7.0 8.0 9.5 11.5 17.0 23.5 27.0 30.0 34.5
50,0-54,9 7.0 8.0 9.0 11.5 16.0 22.5 26.5 29.5 34.0
55,0-59,9 6.5 8.0 9.5 11.5 16.5 23.0 26.0 28.5 32.0
Percentis de DCSE (mm) de acordo com idade para mulheres 
Idade Percentis
5 10 15 25 50 75 85 90 95
18,0-24,9 6.5 7.0 6.0 9.5 13.0 20.0 25.5 29.0 36.0
25,0-29,9 6.5 7.0 8.0 10.0 14.0 23.0 29.0 33.0 38.5
30,0-34,9 6.5 7.5 8.5 10.5 16.0 26.5 32.5 37.0 43.0
35,0-39,9 7.0 8.0 9.0 11.0 18.0 28.5 34.0 36.5 43.0
40,0-44,9 6.5 8.0 9.0 11.5 19.0 28.5 34.0 37.0 42.0
45,0-49,9 7.0 8.5 10.0 12.5 20.0 29.5 34.0 37.5 43.5
50,0-54,9 7.0 9.0 11.0 14.0 21.9 30.0 35.0 39.0 43.5
55,0-59,9 7.0 9.0 11.0 13.5 22.0 31.0 35.0 36.0 45.0
 De forma isolada, a circunferência do quadril não tem relevância, porém, na relação entre 
cintura e quadril, é possível associar o acúmulo de gordura na região central do corpo a 
doenças cardiovasculares e metabólicas.
RCQ = Circunferência da cintura (cm)
Circunferência do quadril (cm)
Relação cintura/quadril
 Apresenta associação com obesidade abdominal e risco de doenças cardiovasculares, 
porém sua utilização é limitada devido à falta de pontos de corte específicos para cada 
grupo etário.
 Considera-se como maior risco metabólico os pacientes que apresentarem valor ≥ 0,5.
Razão cintura/estatura
Predição de densidade corporal:
 Jackson & Pollock (1978-1980)
 ativos – (H:18-61 anos) (M:18-55 anos)
 3 dobras: peitoral, abdominal e coxa
 Homens
 DENS = 1,10938 – (0,0008267 x somatório 3 dobras) + 
[0,0000016 x (somatório 3 dobras)2] – (0,0002574 x idade)
 3 dobras: tríceps, suprailíaca e coxa
 Mulheres
 DENS = 1,0994921 – (0,0009929 x somatório 3 dobras) + 
[0,0000023 x (somatório 3 dobras)2] – (0,0001392 x idade)
Percentual de gordura corporal
As medidas utilizadas pela antropometria podem ser sensíveis indicadores de saúde, de 
condição física, de desenvolvimento e de crescimento. 
Com relação às medidas antropométricas recomendadas para a avaliação nutricional, descreva 
quais são as mais utilizadas.
a) O peso corporal, a circunferência abdominal, as dobras cutâneas bicipital, tricipital.
b) O peso corporal, a estatura, as circunferências (braço, cintura, quadril) e as dobras 
cutâneas (bicipital, tricipital, subescapular, suprailíaca, abdominal).
c) A composição corporal, a estatura e as dobras cutâneas 
(bicipital, tricipital, subescapular, abdominal).
d) O perímetro cefálico, o comprimento, as circunferências e a 
dobra cutânea tricipital. 
e) A altura do joelho, a envergadura de braços, as 
circunferências (cintura, quadril) e as dobras cutâneas 
(bicipital, tricipital, subescapular, suprailíaca, abdominal).
Interatividade 
As medidas utilizadas pela antropometria podem ser sensíveis indicadores de saúde, de 
condição física, de desenvolvimento e de crescimento. 
Com relação às medidas antropométricas recomendadas para a avaliação nutricional, descreva 
quais são as mais utilizadas.
a) O peso corporal, a circunferência abdominal, as dobras cutâneas bicipital, tricipital.
b) O peso corporal, a estatura, as circunferências (braço, cintura, quadril) e as dobras 
cutâneas (bicipital, tricipital, subescapular, suprailíaca, abdominal).
c) A composição corporal, a estatura e as dobras cutâneas 
(bicipital, tricipital, subescapular, abdominal).
d) O perímetro cefálico, o comprimento, as circunferências e a 
dobra cutânea tricipital. 
e) A altura do joelho, a envergadura de braços, as 
circunferências (cintura, quadril) e as dobras cutâneas 
(bicipital, tricipital, subescapular, suprailíaca, abdominal).
Resposta 
 O principal parâmetro antropométrico
GANHO PONDERAL
Avaliação nutricional de gestantes
ALTA CORRELAÇÃO COM
O BINÔMIO MÃE-FILHO
PONTO DE ATENÇÃO: ESTADO 
NUTRICIONAL MATERNO
DESVIOS PONDERAIS, PREMATURIDADE, 
VELOCIDADE DE GANHO DE PESO: 
DISTOCIA E PARTO CIRÚRGICO
1º trimestre: entre a concepção e a 13ª semana;
2º trimestre: entre a 14ª a 26ª semana;
3º trimestre: a partir da 27ª semana.
 O diagnóstico e o acompanhamento nutricional da gestante – rotina do pré-natal. 
 Diagnóstico nutricional precoce – estabelecimento de intervenções precoces e eficazes.
 Identificar desvios nutricionais, carência de micronutrientes (especialmente Fe, ácido fólico 
e vitamina A) e alterações metabólicas.
Avaliação nutricional de gestantes
Objetivos:
1. Identificar gestantes com déficit nutricional ou sobrepeso, no início da gestação.
2. Detectar as gestantes com ganho de peso menor ou excessivo para a idade gestacional, 
em função do estado nutricional prévio.
3. Identificar as gestantes de risco e orientar para as condutas adequadas a cada caso: 
 visando melhorar EN materno;
 preparo para o parto e a lactação;
 saúde do recém-nascido.
Avaliação do estado nutricional na gestação
Diagnóstico do estado nutricional:
 Peso;
 Estatura;
 Dobra cutânea tricipital;
 IMC.
Avaliação do estado nutricional na gestação
*Quando necessário, arredondar a semana gestacional da 
seguinte forma:
 1, 2, 3 dias = considerar o número de semanas completas
 4, 5, 6 dias = considerar a semana seguinte
Exemplo:
 Gestante com 12 semanas e 2 dias = 12 semanas
 12 semanas e 5 dias = 13 semanas
 No Brasil, a Curva de Rosso, baseada na adequação porcentual de peso para estatura 
segundo idade gestacional, foi adotada pelo MS em 1987, como instrumento gráfico de 
avaliação da evolução nutricional da gestante na rede pública.
 Porém, esse critério não é mais utilizado por se mostrar inadequado para a triagem de 
gestantes em risco nutricional.
Escolha do indicador nutricional
 O Institute of Medicine (Estados Unidos, 1990) e a OMS têm preconizado o uso do IMC 
pré-gestacional.
 Atalah e colaboradores (1999) elaboraram um novo instrumento baseado no IMC por 
idade gestacional. 
Nas 2 primeiras semanas, os autores adotaram como limites:
 Baixo peso: IMC = 20 kg/m2
 Sobrepeso: IMC = 25 kg/2
 Obesidade: IMC = 30 kg/m2
Gestantes: escolha do indicador nutricional
 Em 2004, o Ministério da Saúde (MS) recomendou a adoção dos instrumentos propostos por 
Atalah e colaboradores, combinados com o instrumento desenvolvido pelo Institute of 
Medicine (IOM).
 O IMC por semana gestacional – diagnóstico nutricional em qualquer momento do pré-natal.
Gestantes: escolhado indicador nutricional
 A curva de Atalah foi elaborada considerando que, nas duas 
primeiras semanas de gestação, os valores de IMC de 20, 25 
e 30 kg/m2, respectivamente, indicavam limites para baixo 
peso, sobrepeso e obesidade.
Gestantes: escolha do indicador nutricional
IMC pré-gestacional 
(kg/m2)
Ganho de peso 
gestacional total (kg)
Ganho de peso total 
no primeiro 
trimestre (kg)
Ganho de peso por 
semana no segundo e 
terceiro trimestres (kg)
 30 – obesidade 5 a 9 kg 0,2 a 2 Kg 200 g/semana
Fonte: IOM (2009).
Gestantes: objetivo de ganho de peso em gestação gemelar
IMC pré-gestacional
Gemelar (kg/m2)
Ganho de peso até a 
20ª semana(kg)
Ganho de peso até a 
28ª semana (kg)
Ganho de peso até 
entre a 28ª e a 38ª 
semana (kg)
 29,1 – obesidade 6,8 – 9 9,5 – 13,5 13 – 17,1
Fonte: adaptado de: Luke et al. (2003, p. 221).
Procedimento:
 Calcular o IMC da gestante. 
 Transportar o valor de IMC de acordo com a idade 
gestacional  verificar a faixa onde há o ponto de 
encontro das duas linhas.
 Faixa indicará o estado nutricional atual da gestante.
Avaliação do estado nutricional gestacional
40
39,5
39
38,5
38
37,5
37
36,5
36
35,5
35
34,5
34
33,5
33
32,5
32
31,5
31
30,5
30
29,5
29
28,5
28
27,5
27
26,5
26
25,5
25
24,5
24
23,5
23
22,5
22
21,5
21
20,5
20
19,5
19
18,5
18
17,5
17
40
39,5
39
38,5
38
37,5
37
36,5
36
35,5
35
34,5
34
33,5
33
32,5
32
31,5
31
30,5
30
29,5
29
28,5
28
27,5
27
26,5
26
25,5
25
24,5
24
23,5
23
22,5
22
21,5
21
20,5
20
19,5
19
18,5
18
17,5
17
6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
Semana de Gestação
S
A
BP
O
Baixo Peso Adequado Sobrepeso ObesidadeSBP OAFonte: adaptado de: Brasil (2011).
A avaliação nutricional nos possibilita avaliar a condição de saúde de um indivíduo, 
influenciada pelo consumo e pela utilização de nutrientes, identificada pela correlação de 
informações obtidas a partir de estudos físicos, bioquímicos, clínicos e dietéticos. 
Nesse contexto, qual a importância da avaliação antropométrica?
a) Os indicadores antropométricos possibilitam a identificação de distúrbios nutricionais (baixo 
peso, sobrepeso, obesidade).
b) Os aspectos relevantes dessa análise são a sua agilidade e praticidade, possibilitando a 
utilização de técnicas invasivas e obtenção lenta de resultados.
c) A avaliação antropométrica pode ser muito útil na prática clínica, mas as avaliações clínica 
e bioquímica substituem esta etapa.
d) A avaliação antropométrica é composta por métodos simples 
de realizar, na maioria das vezes, não invasiva, mas uma 
das limitações é o alto custo.
e) A avaliação nutricional mais importante é por meio do índice 
de massa corporal (IMC) por ser simples, acessível e obter 
resultado rápido.
Interatividade
A avaliação nutricional nos possibilita avaliar a condição de saúde de um indivíduo, 
influenciada pelo consumo e pela utilização de nutrientes, identificada pela correlação de 
informações obtidas a partir de estudos físicos, bioquímicos, clínicos e dietéticos. 
Nesse contexto, qual a importância da avaliação antropométrica?
a) Os indicadores antropométricos possibilitam a identificação de distúrbios nutricionais (baixo 
peso, sobrepeso, obesidade).
b) Os aspectos relevantes dessa análise são a sua agilidade e praticidade, possibilitando a 
utilização de técnicas invasivas e obtenção lenta de resultados.
c) A avaliação antropométrica pode ser muito útil na prática clínica, mas as avaliações clínica 
e bioquímica substituem esta etapa.
d) A avaliação antropométrica é composta por métodos simples 
de realizar, na maioria das vezes, não invasiva, mas uma 
das limitações é o alto custo.
e) A avaliação nutricional mais importante é por meio do índice 
de massa corporal (IMC) por ser simples, acessível e obter 
resultado rápido.
Resposta
 Instrumento importante e indispensável para a avaliação do crescimento e desenvolvimento.
(Tirapegui; Ribeiro, 2009). 
 Crianças: 0 até 10 anos até 19 anos, 11 meses e 29 dias.
Avaliação nutricional de crianças
APLICABILIDADE DA AN
Nascimento
 4.500 g
 Perímetros (cefálico e torácico):
 Perímetro cefálico é uma medida padrão para avaliação 
seriada do crescimento em crianças desde o nascimento 
até 36 meses.
 Perímetro torácico é uma medida 
utilizada em crianças de até 5 
anos, deitada ou sentada, e a fita 
métrica deve permanecer no nível 
dos mamilos.
Avaliação nutricional de crianças: medidas
Fonte: 
https://static1.minhavida.com.br/symptoms/93/5c/36/4e/c
abeca-de-bebe-full-1.jpg
Fonte: https://es.slideshare.net/
Na avaliação de crianças de 0 a 5 anos:
 peso para idade (P/I);
 estatura para idade (E/I);
 peso para estatura (P/E);
 IMC para idade (IMC/I). 
Na faixa de 5 a 10 anos incompletos:
 peso para idade (P/I);
 estatura para idade (E/I);
 IMC para idade (IMC/I).
Fonte: Brasil (2011).
Índices e indicadores para crianças
 Os gráficos de peso por idade 
(0 a 5 anos e 5 a 10 anos) são 
bons indicadores do estado 
nutricional atual, avaliando a 
distribuição do peso corporal 
em relação à idade ou para 
detectar deficiência em curto 
prazo.
Índices e indicadores para crianças
Fonte: adaptado de: WHO Child Growth Standards, 2006 (http://www.who.int/childgrowth/en).
Peso por Idade MENINAS
Do nascimento aos 5 anos (percentis)
Meses
Nascimento 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
Pe
so
 (k
g)
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10
p 97
p 85
p 50
p 15
p 3
 Os gráficos de peso por 
comprimento (0 a 2 anos) 
ou peso por estatura (2 a 5 
anos) são bons indicadores 
do estado nutricional atual, 
avaliando a distribuição do 
peso corporal em relação à 
altura ou para detectar 
deficiência em curto prazo.
Índices e indicadores para crianças
Fonte: adaptado de: WHO Child Growth Standards, 2006 (http://www.who.int/childgrowth/en/).
Peso por comprimento MENINOS
Do nascimento aos 2 anos (percentis)
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
Pe
so
 (k
g)
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110
Comprimento (cm)
p 97
p 85
p 50
p 15
p 3
 Os gráficos de peso por 
comprimento (0 a 2 anos) ou peso 
por estatura (2 a 5 anos) são bons 
indicadores do estado nutricional 
atual, avaliando a distribuição do 
peso corporal em relação à altura 
ou para detectar deficiência em 
curto prazo.
Índices e indicadores para crianças
Fonte: adaptado de: WHO Child Growth Standards, 2006 (http://www.who.int/childgrowth/en/).
Peso por estatura MENINAS
Dos 2 aos 5 anos (percentis)
Pe
so
 (k
g)
28
26
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
28
26
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120
Estatura (cm)
p 97
p 85
p 50
p 15
p 3
IMC por Idade MENINOS
Do nascimento aos 5 anos (percentis)
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10IM
C
 (k
g/
m
2 )
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
5 anos
p 97
p 85
p 50
p 15
p 3
1 ano
 O parâmetro de IMC, 
utilizado mundialmente para 
todas as populações, não 
diferencia massa gorda e 
massa magra, devendo ser 
avaliado em conjunto com 
outros índices para um 
diagnóstico mais adequado.
Índices e indicadores para crianças
Fonte: adaptado de: WHO Child Growth Standards, 2006 (http://www.who.int/childgrowth/en/).
2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 102 4 6 8 10
2 anos 3 anos 4 anos
Idade (meses completos e anos)
Nascimento
 Os gráficos de estatura para 
idade (0 a 5 anos) são bons 
indicadores do estado nutricional 
atual, avaliando o crescimento 
corporal em relação à idade ou 
para detectar deficiência em curto 
prazo.
Índices e indicadores para crianças
Fonte: adaptado de: WHO Child Growth Standards, 2006 (http://www.who.int/childgrowth/en/).
C
om
pr
im
en
to
/e
st
at
ur
a 
(c
m
)
120
115
110
105
100
95
90
85
80
75
70
65
60
55
50
45
120
115
110
105
100
95
90
85
80
75
70
65
60
55
50
45
Idade (meses completos e anos)
Nascimento 1 ano 4 anos 5 anos2 anos 3 anos
Comprimento/estatura por idade MENINAS
Do nascimento aos 5 anos (percentis)
p 97
p 85
p 50
p 15
p 3
2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10 2 4 6 8 10
 Classificação do estado 
nutricional de crianças 
menores de cinco anos 
para cada índice 
antropométrico.
Índices para crianças
VALORES
CRÍTICOS
ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS PARA MENORES DE 5 ANOS
Peso para 
idade
Peso para 
estatura
IMC para 
idade
Estatura para 
idade
 Percentil 0,1 
e Escore-z -3 e 
 Percentil 3 
e Escore-z -2 e 
 Percentil 15 
e Escore-z -1 e 
 Percentil 85 
e Escore-z +1 e 
 Percentil 97 e 
 Escore-z +2 e 
 Percentil 99,9 > Escore-z +3 Obesidade Obesidade
 Classificação do estado 
nutricional de crianças de 
5 a 10 anos para cada 
índice antropométrico.
Índices para crianças
VALORES
CRÍTICOS
ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS PARA CRIANÇAS DE 
5 A 10 ANOS
Peso para 
idade IMC para idade Estatura para 
idade
 Percentil 0,1 
e Escore-z -3 e Percentil 3 
e Escore-z -2 e Percentil 15 
e Escore-z -1 e Percentil 85 
e Escore-z +1 e Percentil 97 e Escore-z +2 e

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