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Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica - Turma 2024B 3.1 Introdução Passando ao módulo Avaliação na EJA Integrada à EPT, a cargo da Prof.ª Josiane Carolina Soares Ramos Procasko, o qual traz reflexões e ponderações a respeito das formas de Avaliação na EJA, considerando as especificidades deste público. Avaliação na EJA Integrada à EPTAvaliação na EJA Integrada à EPT Transcrição do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=T-F2hZuzAGA A reflexão sobre a avaliação educacional é importante para qualquer processo de ensino, mas é especialmente importante para a modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Isso porque os estudantes da EJA são um público heterogêneo, com diferentes experiências, necessidades e expectativas. A avaliação educacional numa perspectiva tradicional se baseia na comparação dos estudantes uns com os outros, tornando-a excludente e discriminatória, pois geralmente esses estudantes apresentam mais dificuldades de aprendizagem do que os estudantes da educação básica regular. Uma avaliação mais justa e inclusiva para a EJA deve considerar alguns princípios básicos: Multidimensionalidade: A avaliação deve considerar os diferentes aspectos da aprendizagem, incluindo o conhecimento, as habilidades, as atitudes e os valores. Continuidade: A avaliação deve ocorrer ao longo de todo o processo educativo, de forma contínua e dinâmica. Participação: A avaliação deve abranger todos os envolvidos no processo educativo, incluindo professores, estudantes, familiares e comunidade. A avaliação da aprendizagem é um recurso pedagógico disponível para o professor auxiliar o estudante. Esse auxílio se dá de diferentes formas: oferece feedback sobre o desempenho do estudantes, identificando aprendizagens e fragilidades; acompanha o desenvolvimento, permitindo que o próprio estudantes identifique áreas que precisam de mais atenção; desenvolve a autoregulação, que seria a capacidade de gerenciar o próprio aprendizado, incluindo a definição de metas, a elaboração de planos, o monitoramento do progresso e a tomada de decisões, assumindo o controle sobre seu próprio aprendizado, tornando-se mais independente; e por fim, motiva o estudante a buscar seu pleno potencial. ◄ 2.9 Teste seus conhecimentos Seguir para... 3.2 O que é avaliar, porquê avaliar? ► https://moodle.ifrs.edu.br/mod/quiz/view.php?id=451619&forceview=1 https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451622&forceview=1 Baixar o aplicativo móvel. https://download.moodle.org/mobile?version=2020061501.12&lang=pt_br&iosappid=633359593&androidappid=com.moodle.moodlemobile Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica - Turma 2024B 3.2 O que é avaliar, porquê avaliar? Avaliar é um processo de coleta e interpretação de informações com o objetivo de tomar uma decisão ou fazer um julgamento. No âmbito educacional, a avaliação é utilizada para coletar informações sobre o processo de ensino e aprendizagem, com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e o desempenho dos alunos. A avaliação pode ser realizada de diferentes formas, utilizando uma variedade de instrumentos. É importante que a avaliação seja realizada de forma contínua, ao longo de todo o processo educativo, para que os professores possam acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e realizar intervenções pedagógicas quando necessário. Figura 1 - Cipriano Luckesi Cipriano Luckesi é um renomado educador brasileiro, conhecido por suas contribuições no campo da avaliação educacional. Sua abordagem se destaca por enfatizar uma perspectiva crítica e emancipatória da avaliação da aprendizagem. Luckesi propõe uma concepção de avaliação que vai além da simples mensuração de conhecimentos e habilidades, buscando uma compreensão mais Fonte: https://canal.cecierj.edu.br/recurso/118 Descrição da imagem: Caricatura do filósofo Cipriano Luckesi, homem idoso de cabelos brancos, usando óculos de sol, blusa listrada azul e branca, calça jeans e sapato branco. Está segurando um microfone na mão. profunda do processo educacional. Para ele, a avaliação deve ser entendida como parte integrante do ato de ensinar, uma prática pedagógica que visa não apenas aferir o desempenho do aluno, mas também promover a aprendizagem e o desenvolvimento integral do educando. Um dos pontos-chave na abordagem de Luckesi é a crítica à avaliação como mero instrumento classificatório, que muitas vezes resulta em rotulações e estigmatizações dos alunos. Ele defende uma avaliação formativa, contínua e participativa, na qual tanto professores quanto alunos estejam envolvidos ativamente no processo. Essa abordagem visa proporcionar feedback constante e criar oportunidades para que o estudante compreenda seus erros, acertos e avanços, contribuindo para seu desenvolvimento autônomo e reflexivo. Outro conceito importante de Luckesi é a ideia de que a avaliação deve ser entendida como um ato ético e político. Ela não deve servir apenas para medir, mas para transformar. A avaliação, nessa perspectiva, se torna uma ferramenta de emancipação, capaz de promover a equidade e a justiça social. Luckesi destaca a importância de considerar as condições sociais, culturais e individuais dos estudantes ao avaliar, evitando assim reproduzir desigualdades. Além disso, o educador propõe uma visão mais ampla da avaliação, que não se restrinja apenas ao produto final, mas que leve em conta todo o processo educativo. Isso significa valorizar as diferentes formas de expressão do conhecimento, reconhecendo as múltiplas inteligências e habilidades dos alunos. Em síntese, a abordagem de Cipriano Luckesi sobre avaliação da aprendizagem traz uma perspectiva transformadora, que visa superar a visão tradicional e muitas vezes excludente desse processo. Ao adotar uma postura crítica e reflexiva, os educadores podem contribuir para a construção de práticas avaliativas mais justas, éticas e comprometidas com o desenvolvimento pleno dos estudantes. Para um processo avaliativo-construtivo, os desempenhos são sempre provisórios ou processuais, como também se denomina.; cada resultado obtido serve de suporte para um passo mais à frente. Daí as conseqüências: avaliação é não-pontual, diagnóstica (por isso, dinâmica) e inclusiva, por oposição às características dos exames, que são pontuais, classificatórios e seletivos. Ou seja, à avaliação interessa o que estava acontecendo antes, o que está acontecendo agora e o que acontecerá depois com o educando, na medida em que a avaliação da aprendizagem está a serviço de um projeto pedagógico construtivo, que olha para o ser humano como um ser em desenvolvimento, em construção permanente. Para um verdadeiro processo de avaliação, não interessa a aprovação ou reprovação de um educando, mas sim sua aprendizagem e, conseqüentemente, o seu crescimento; daí ela ser diagnóstica, permitindo a tomada de decisões para a melhoria; e, conseqüentemente, ser inclusiva, enquanto não descarta, não exclui, mas sim convida para a melhoria (Luckesi, 2005, p. 2). A citação de Luckesi (2005) apresenta uma reflexão importante sobre a avaliação numa perspectiva construtiva. Ele defende que a avaliação deve ser entendida como um processo contínuo e não-pontual, que tem como objetivo promover o desenvolvimento dos alunos. Nessa perspectiva, a avaliação não é um fim em si mesma, mas um meio para melhorar a aprendizagem. Ela não deve ser utilizada para classificar ou selecionar os alunos, mas para identificar suas necessidades e oferecer apoio para seu desenvolvimento. O autor destaca que, para uma avaliação construtiva, os desempenhos dos alunos são sempre provisórios ou processuais. Figura 2 - Paulo Freire Paulo Freire, um dos mais influentes pedagogos do século XX, revolucionou o campo da educação com suas ideias progressistas e sua abordagem centrada no diálogo e na conscientização. Sua filosofia educacional tem implicações profundas para a avaliação da aprendizagem, pois ele via a avaliação não apenas como uma medida de conhecimento, mascomo um elemento intrínseco ao processo de libertação e transformação social. Fonte: https://canal.cecierj.edu.br/recurso/106 Descrição da imagem: Caricatura do educador e filósofo Paulo Freire, homem idoso de cabelos e barba longa, usando óculos e blusa verde. No pensamento de Freire, a avaliação da aprendizagem está estreitamente relacionada à sua concepção de educação como um ato político e libertador. Ele criticava fortemente a visão tradicional de avaliação, que muitas vezes funcionava como uma ferramenta de reprodução de hierarquias sociais e de opressão. Freire propunha uma abordagem mais humanizada, na qual a avaliação não fosse um ato de imposição, mas sim uma prática dialógica e participativa. E que é o diálogo? É uma relação horizontal de A com B. Nasce de uma matriz crítica e gera criticidade (Jaspers). Nutre -se de amor, de humanidade, de esperança, de fé, de confiança. Por isso, somente o diálogo comunica. E quando os dois pólos do diálogo se ligam assim, com amor, com esperança, com fé no próximo, se fazem críticos na procura de algo e se produz uma relação de “empatia” entre ambos. Só ali há comunicação. “O diálogo é, portanto, o caminho indispensável”, diz Jaspers, “não somente nas questões vitais para nossa ordem política, mas em todos os sentidos da nossa existência" (Freire, 1981, p. 67). A citação de Paulo Freire (1981) apresenta um dos grandes fundamentos de sua pedagogia libertadora: o diálogo. O autor defende que o diálogo é uma relação horizontal, em que os participantes são iguais e respeitam uns aos outros. Freire destaca que o diálogo nasce de uma matriz crítica e gera criticidade. Isso significa que o diálogo é um processo que nos leva a questionar o mundo e a nos posicionarmos de forma crítica. O diálogo é uma ferramenta poderosa que pode ser utilizada para transformar a educação e a sociedade. Freire critica a avaliação tradicional, que se baseia na comparação dos alunos uns com os outros. Essa forma de avaliação, segundo ele, é excludente e discriminatória, pois tende a desfavorecer os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Para Freire, a avaliação deve ser uma ação dialógica, que envolva professores, alunos e familiares. Ela deve ser pautada nos princípios da justiça, da equidade e da inclusão. Segundo a pesquisadora Cupolillo, "se Freire não aprofunda uma discussão acerca dos instrumentos e critérios de avaliação, oferece ao leitor uma profunda reflexão epistemológica sobre o sentido da avaliação da aprendizagem escolar (2007, p. 62). Ainda segundo a pesquisadora: Ao defender que o conhecimento é uma construção dinâmica que se dá no embate cotidiano entre sujeitos históricos, Freire atinge um núcleo fundamental que orienta as ações avaliativas nas escolas; não desconsidera a importância do conteúdo, mas o insere numa outra lógica, como mediador do processo de formação da consciência do homem. Alertando constantemente para o que considera ser rigorosidade acadêmica, Freire afirma que a tarefa do educador não é a de simples transmissor de conhecimentos a alguém que carece deles. A tarefa do educador é a de, ao apresentar o que já se produziu em termos de conhecimento, incitar reflexões que permitam leituras críticas acerca da realidade, encorajando superações e reconstruções constantes (Cupolillo, 2007, p. 63). A observação de Cupolillo (2007) sobre a concepção de Paulo Freire em relação ao conhecimento e a avaliação é importante, pois defende que o conhecimento é uma construção dinâmica que se dá no embate cotidiano entre sujeitos históricos. Isso significa que o conhecimento não é algo pronto e acabado, mas é construído a partir da interação entre os sujeitos e o mundo. Assim, a avaliação não deve ser vista como um processo de verificação do que os alunos já sabem, mas como um processo de acompanhamento e orientação da aprendizagem. O objetivo da avaliação é identificar as necessidades dos alunos e oferecer apoio para que eles possam avançar em seu processo de aprendizagem. A autora afirma que a tarefa do professor não é a de simples transmissor de conhecimentos, mas a de incitar reflexões que permitam leituras críticas acerca da realidade. A partir das ideias de Freire, podemos destacar os seguintes princípios que devem orientar a avaliação educacional: Princípio da emancipação: A avaliação deve promover a autonomia dos alunos, capacitando-os para a tomada de decisões e a ação transformadora. Princípio da integralidade: A avaliação deve considerar os diferentes aspectos do desenvolvimento humano, incluindo o conhecimento, as habilidades, as atitudes e os valores. Princípio da participação: A avaliação deve envolver todos os envolvidos no processo educativo, incluindo professores, alunos, familiares e comunidade. Como já percebemos, a avaliação educacional é uma ferramenta essencial para a melhoria da qualidade do ensino. Abaixo, temos um quadro organizado por Jussara Hoffman (1995) com as características da avaliação em uma visão liberal/tradicional e da avaliação em uma visão libertadora. Avaliação numa visão liberal Avaliação numa visão libertadora Ação individual e competitiva Ação coletiva e consensual Concepção classificatória, sentenciva Concepção investigativa, reflexiva Intenção de reprodução das classes sociais Proposição de conscientização das desigualdades sociais e culturais Postura disciplinadora e diretiva do professor Postura cooperativa entre os elementos da ação educativa Privilégio à memorização Privilégio à compreensão Exigência burocrática periódica Consciência crítica e responsável de todos sobre o cotidiano A escolha de uma determinada concepção de avaliação implica em uma postura pedagógica e em uma visão de educação. No caso da avaliação numa visão liberal/tradicional, ela é utilizada como um instrumento de controle e seleção, que objetiva reproduzir as desigualdades sociais. O estudante é visto como um objeto a ser avaliado, e o processo de aprendizagem é reduzido à memorização de conteúdos. Já a avaliação numa visão libertadora é utilizada como um instrumento de reflexão e emancipação, que objetiva promover a autonomia e a conscientização dos alunos. O estudante é visto como um sujeito ativo do processo de aprendizagem, e o processo de avaliação é integrado ao processo de ensino. Cabe ressaltar que a avaliação numa visão libertadora não deve ser entendida como uma avaliação sem critérios ou exigências. É preciso que ela seja realizada de forma rigorosa e justa, mas sempre com o objetivo político-pedagógico de promover o desenvolvimento dos alunos. A partir do quadro de Hoffman (1995), dispomos de algumas indicações para implementarmos uma avaliação freireana condizente com os objetivos e fundamentos pedagógicos da EJA e da Educação Profissional: Utilizar uma variedade de instrumentos avaliativos, que contemplem diferentes dimensões do desenvolvimento humano. Incentivar a participação dos alunos na avaliação, dando-lhes voz e protagonismo. Facilitar o acesso dos alunos aos resultados da avaliação, para que possam utilizá-los para seu próprio desenvolvimento. A implementação dessas sugestões requer um esforço coletivo de todos os envolvidos no processo educativo. No entanto, os benefícios de uma avaliação educacional justa, democrática e inclusiva são inestimáveis. Referências: CUPOLILLO, Amparo Villa. Avaliação da aprendizagem escolar e o pensamento de Paulo Freire: algumas aproximações. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v.2, n.1, 2007. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_abstractpid=S1809- 43092007000100007;lng=ptnrm=iso . Acesso em: 09 abr. 2024. Freire, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981 Baixar o aplicativo móvel. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições, 9. ed. São Paulo: Cortez, 1999. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem: visão geral. Entrevista concedida ao Jornalista Paulo Camargo, São Paulo, publicado no caderno do Colégio Uirapuru, Sorocaba, estado de São Paulo, por ocasião da Conferência:Avaliação da Aprendizagem na Escola, Colégio Uirapuru, Sorocaba, SP, 8 de outubro de 2005. Disponível em:http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2009-1/Educacao-MII/3SF/Art_avaliacao_entrev.pdf . Acesso em 09 abr. 2024. LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem: componentes do ato pedagógico. 1. Ed. SP: Cortez, 2011. ◄ 3.1 Introdução Seguir para... 3.3 Os princípios pedagógicos da avaliação na EJA Integrada à EPT ► https://download.moodle.org/mobile?version=2020061501.12&lang=pt_br&iosappid=633359593&androidappid=com.moodle.moodlemobile https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451621&forceview=1 https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451623&forceview=1 Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica - Turma 2024B 3.3 Os princípios pedagógicos da avaliação na EJA Integrada à EPT A Avaliação na Educação de Jovens e Adultos (EJA) integrada à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) ocorre em um contexto educacional diversificado e desafiador, considerando a heterogeneidade dos estudantes, suas experiências de vida e a busca por uma formação integral. Nessa modalidade, a contextualização se torna essencial, levando em conta as especificidades da aprendizagem de adultos, suas motivações e o vínculo com a realidade do mundo do trabalho. Também busquei, com isso, pôr em prática a proposição de Hoffman (2014), de fazer da avaliação um momento de diálogo, onde o erro é debatido e tomado como ponto de investigação. Por meio disso, damo-nos conta de que, de fato, os conteúdos descontextualizados não só não têm sentido, como ferem certas realidades de vida. Em conformidade com isso, até hoje não me esqueço da coragem de uma estudante ao dizer, em uma aula sobre alimentação saudável, que a questão que estava posta não era a de reconhecer o bom alimento, mas a possibilidade de comprá-lo, o que ensejou uma rica discussão crítica do que chamamos de qualidade de vida. (Rodrigues, Carvalho & Sampaio, 2024, p. 23) Rodrigues, Carvalho & Sampaio (2024) apresenta uma reflexão interessante sobre a avaliação na perspectiva freiriana. Os autores defendem que a avaliação deve ser um momento de diálogo, onde o erro é debatido e tomado como ponto de investigação.Essa perspectiva está alinhada com os princípios da pedagogia freiriana, que defende a educação como um processo de conscientização e emancipação. Na perspectiva freiriana, o estudante não é um objeto a ser avaliado, mas um sujeito ativo do processo de aprendizagem. O objetivo da avaliação é identificar as necessidades dos estudantes e oferecer apoio para seu desenvolvimento. No trecho citado, os autores relatam a experiência de uma aula sobre alimentação saudável. Em uma atividade avaliativa, uma estudante apontou que o problema não era saber identificar o bom alimento, mas a possibilidade de comprá-lo. Essa observação desencadeou uma discussão crítica, relacionando-a com diferentes perspectivas. Essa experiência ilustra como a avaliação pode ser um momento de diálogo e conscientização. Ao permitir que os alunos expressem suas ideias e opiniões, os professores podem criar um ambiente de aprendizagem mais significativo e transformador. Desse modo, diante das especificidades das modalidades de ensino - EJA e Educação Profissional - devemos ter clareza que os objetivos dos processos avaliativos devem estar alinhados com a formação integral dos estudantes. Além da verificação do aprendizado de conteúdos acadêmicos e práticos, a avaliação busca: Promover a Inclusão: Busca-se avaliar de maneira inclusiva, considerando a diversidade de perfis, experiências e necessidades dos alunos da EJA integrada à EPT. Isso implica na adaptação de instrumentos e na garantia de oportunidades equitativas para todos. Estimular a Autonomia e a Autodireção: A avaliação objetiva incentivar a autonomia dos estudantes, permitindo que participem ativamente do processo, compreendam seus objetivos e assumam responsabilidade pelo próprio aprendizado. Preparar para o Mundo do Trabalho: A avaliação deve estar alinhada com as demandas do mercado de trabalho, proporcionando aos alunos habilidades práticas, conhecimentos tecnológicos e competências essenciais para enfrentar os desafios contemporâneos. Fornecer Feedback Construtivo: A avaliação deve ser orientada para oferecer feedback construtivo, auxiliando os alunos a compreenderem seus pontos fortes, identificarem áreas de melhoria e promovendo a autorreflexão. A partir das dimensões avaliativas apresentadas para a EJA integrada à EPT, devemos levar em consideração os seguintes princípios pedagógicos a partir dos autores estudados: Figura 1 - Princípios pedagógicos 1. Contextualização e Interdisciplinaridade: A avaliação deve refletir a integração entre os conhecimentos teóricos e práticos, buscando contextualizar os conteúdos no cenário profissional e fomentando uma abordagem interdisciplinar. 2. Flexibilidade: Deve haver flexibilidade nos métodos e instrumentos de avaliação para se adequarem à diversidade de perfis e estilos de aprendizagem dos alunos adultos. A flexibilidade também considera a possibilidade de adaptação conforme as mudanças nas demandas do mundo do trabalho. 3. Participação Ativa dos estudantes: A participação ativa dos estudantes na avaliação é fundamental. Isso pode ser alcançado por meio da construção de critérios, autoavaliação, e envolvimento em atividades que demonstrem sua compreensão e aplicação do conhecimento. Fonte: própria autora Descrição da imagem: Ciclo de princípios pedagógicos: Contextualização e interdisciplinaridade. Flexibilidade. Participação ativa. Tecnologias educativas. Avaliação formativa. E volta ao início no ciclo. 4. Utilização de Tecnologias Educativas: A incorporação de tecnologias educativas na avaliação visa potencializar a aprendizagem, oferecendo ambientes virtuais, ferramentas interativas e recursos digitais que enriquecem a experiência dos estudantes. 5. Avaliação Formativa: A avaliação é concebida como um processo contínuo, proporcionando informações ao longo do percurso educacional. A avaliação formativa destaca-se por oferecer insights para ajustes pedagógicos e apoio individualizado aos alunos. Em síntese, a avaliação na EJA integrada à EPT é fundamentada em abordagens pedagógicas que reconhecem a diversidade, promovem a contextualização, estimulam a participação dos alunos e buscam prepará-los de maneira integral para os desafios do mundo contemporâneo. Esses princípios orientadores contribuem para um processo avaliativo que vai além da verificação de conhecimentos, sendo um elemento crucial na construção de uma educação inclusiva, contextualizada e alinhada às exigências do mundo do trabalho. Referências: RODRIGUES, A. C. do C.; CARVALHO, M. R. B. de; SAMPAIO, T. S. Desafios da avaliação da aprendizagem na EJA: reflexões a partir de um estudo de caso e da experiência docente. Educação: Teoria e Prática, [S. l.], v. 34, n. 67, p. e19[2024], 2023. DOI: 10.18675/1981- 8106.v34.n.67.s17572. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/educacao/article/view/17572. Acesso em: 08 abr. 2024. ◄ 3.2 O que é avaliar, porquê avaliar? Seguir para... 3.4 Desafios e oportunidades na avaliação desse público diversificado ► https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451622&forceview=1 https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451624&forceview=1 Baixar o aplicativo móvel. https://download.moodle.org/mobile?version=2020061501.12&lang=pt_br&iosappid=633359593&androidappid=com.moodle.moodlemobile Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica - Turma 2024B 3.4 Desafios e oportunidades na avaliação desse público diversificado A avaliação escolar é um processo complexo que envolve a coleta de informações sobre o desempenho dos alunos, a análise dessas informações e a tomada de decisões sobre o ensino e a aprendizagem. No caso da educação de jovens e adultos (EJA), este processo apresenta desafios e oportunidades específicos, relacionados à diversidadedesse público. Um dos principais desafios da avaliação escolar na EJA é a diversidade dos alunos. Os estudantes da EJA apresentam uma ampla gama de características, incluindo idade, nível de escolaridade, experiências de vida e estilos de aprendizagem. Essa diversidade pode impossibilitar o desenvolvimento de instrumentos de avaliação que sejam adequados a todos os alunos. Outro desafio é o fato de que os estudantes da EJA muitas vezes possuem trajetórias educacionais interrompidas ou incompletas. Isso pode dificultar a avaliação de seus conhecimentos e habilidades, pois eles podem não ter tido a oportunidade de aprender certos conteúdos ou desenvolver certas habilidades. Além disso, os estudantes da EJA podem estar enfrentando desafios socioeconômicos, como pobreza, desemprego ou moradia inadequada. Esses desafios podem afetar o seu desempenho escolar, o que pode dificultar a avaliação de seus conhecimentos e habilidades. Eis a necessidade da instituição educacional auxiliar esse estudante no conhecimento de seus direitos, principalmente em relação às políticas públicas existentes. Rodrigues, Carvalho & Sampaio (2024) refletem a partir dos escritos de Moacir Gadotti em relação a Educação de Jovens e Adultos no livro "Educação de jovens e adultos: teoria, prática e proposta" que o trabalho pedagógicos nessa modalidade de ensino é um trabalho político, fundamentado na experiência de sujeitos que na maioria das vezes passaram ou passam por condições de vida subalternizadas, onde sua cidadania foi impedida de ser exercida em função da baixa ou nenhuma escolarização. Nesse sentido, os autores enfatizam a possibilidade real de transformação na vida desses estudantes trabalhadores. Destarte, o professor, segundo o autor, deve considerar em seu planejamento e demais ações as condições socioculturais de seus alunos, sem tomar-lhes como ignorantes e desprovidos de saber, condições essas, muitas vezes, já internalizadas pelos próprios educandos em um modelo de sociedade que os exclui de direitos básicos como a educação para a cidadania" (Rodrigues, Carvalho & Sampaio, 2024, p. 4). As reflexões realizadas por Gadotti e que inspiraram os autores citados destacam a importância do diálogo e da participação dos estudantes jovens e adultos no processo de ensino-aprendizagem. Ambos pesquisadores defendem que a educação deve partir das experiências e dos saberes dos alunos, de forma a promover a sua emancipação e a sua participação social. Ao estabelecer diálogos com os estudantes jovens e adultos, o educador/professor pode compreender suas necessidades e interesses, bem como suas perspectivas sobre o mundo. Isso é fundamental para o desenvolvimento de um processo de ensino- aprendizagem significativo, que atenda às reais necessidades dos alunos. Além disso, ao dar voz aos estudantes adultos, o educador está valorizando sua experiência e seus conhecimentos. Isso pode contribuir para o desenvolvimento da autoestima e da confiança dos alunos, bem como para a sua autonomia. Ao oportunizar aos estudantes jovens e adultos o conhecimento e a apropriação do saber sistematizado, o professor está contribuindo para o seu desenvolvimento intelectual e para a sua formação cidadã. Isso pode ajudar os alunos a melhorar suas condições de vida e a participar mais ativamente da sociedade. Além dos desafios citados, a avaliação escolar na EJA também apresenta grandes oportunidades. A diversidade dos alunos pode ser uma oportunidade para o desenvolvimento de instrumentos de avaliação que sejam mais inclusivos e que valorizem a diversidade de experiências e saberes. Os alunos da EJA que possuem trajetórias educacionais interrompidas ou incompletas podem ser uma oportunidade para o desenvolvimento de instrumentos de avaliação que sejam mais flexíveis e que permitam que os alunos demonstrem seus conhecimentos e habilidades de diversas maneiras. A compreensão dos desafios socioeconômicos dos alunos da EJA pode ser uma oportunidade para o desenvolvimento de instrumentos de avaliação que sejam mais sensíveis às suas necessidades. Para desenvolver possíveis caminhos objetivando a superação dos desafios apresentados e aproveitando as oportunidades da avaliação escolar na EJA, é importante que os professores considerem alguns aspectos importantes. Diante desses aspectos, sugerimos algumas estratégias para serem desenvolvidas no trabalho pedagógico dos educadores na EJA. Quadro 1 - Estratégias avaliativas a partir dos princípios pedagógico na EJA Detalhamento dos princípios pedagógicos da EJA Estratégias possíveis Diversidade Desenvolver instrumentos de avaliação que considerem a diversidade dos alunos, levando em conta idade, nível de escolaridade, experiências de vida e estilos de aprendizagem. Personalizar os instrumentos para atender às características individuais dos estudantes, proporcionando um ambiente de avaliação inclusivo. Continuidade Adotar a avaliação como um processo contínuo, acompanhando o desenvolvimento dos alunos ao longo do tempo. Utilização avaliação formativa para identificar as necessidades individuais dos alunos e implementar medidas de apoio quando necessário. Participação Envolver os alunos no processo de avaliação, explicando seus objetivos e incentivando a contribuição ativa dos estudantes. Implementar práticas que promovam a participação dos alunos, como entrevistas, grupos de discussão e construção de portfólios. Instrumentos Diversificados Utilizar uma variedade de instrumentos de avaliação, como testes, atividades práticas, projetos e trabalhos de pesquisa. Proporcionar oportunidades para os alunos demonstrarem seus conhecimentos e habilidades de maneiras diversas. Adaptação dos Instrumentos Adaptar os instrumentos de avaliação para atender às necessidades específicas de alguns alunos, como aqueles com deficiência visual ou auditiva. Garantir que os ajustes feitos nos instrumentos não comprometam a essência da avaliação, mas sim tornem o processo mais acessível. Avaliação Formativa Integrar a avaliação formativa como parte essencial do acompanhamento do progresso dos alunos, identificando áreas que merecem destaque de reforço ou aprimoramento. Utilização de feedback contínuo para orientar os alunos no processo de aprendizagem e promover a autorreflexão. Avaliação Participativa Incluir os alunos no processo de avaliação, oportunidades para expressar suas perspectivas e compreender a importância do processo. Explorar métodos participativos, como entrevistas, grupos de discussão e portfólios, para envolver os participantes na avaliação. Baixar o aplicativo móvel. Esses aspectos e estratégias podem contribuir para a construção de um ambiente avaliativo mais inclusivo, contínuo e participativo na Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional e Tecnológica. A avaliação escolar é um processo fundamental para o ensino e a aprendizagem. No caso da EJA, a avaliação deve ser adaptada às características desse público, de forma a ser inclusiva e eficaz. Referências: RODRIGUES, A. C. do C.; CARVALHO, M. R. B. de; SAMPAIO, T. S. Desafios da avaliação da aprendizagem na EJA: reflexões a partir de um estudo de caso e da experiência docente. Educação: Teoria e Prática, [S. l.], v. 34, n. 67, p. e19[2024], 2023. DOI: 10.18675/1981- 8106.v34.n.67.s17572. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/educacao/article/view/17572. Acesso em: 08 abr. 2024. ◄ 3.3 Os princípios pedagógicos da avaliação na EJA Integrada à EPT Seguir para... 3.5 Tipos de Avaliação: diagnóstica, formativa e somativa ► https://download.moodle.org/mobile?version=2020061501.12&lang=pt_br&iosappid=633359593&androidappid=com.moodle.moodlemobile https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451623&forceview=1 https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451625&forceview=1 Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica - Turma 2024B 3.5 Tipos de Avaliação: diagnóstica, formativa e somativa Como já falamos anteriormente, a avaliação daaprendizagem é um processo complexo que envolve a coleta e a interpretação de informações sobre o processo de ensino e aprendizagem. Os tipos de avaliação são as diferentes formas como esse processo pode ser realizado. Avaliação diagnóstica A avaliação diagnóstica é realizada no início do processo de ensino e aprendizagem, com o objetivo de identificar o nível de conhecimento e habilidades dos alunos. Essa avaliação fornece informações que permitem ao professor planejar o ensino de forma adequada às necessidades dos alunos. Segundo Luckesi (2011), a avaliação diagnóstica está voltada para a coleta dos dados da realidade com o intuito de interpretá-las para compreender a situação real e concreta. O primeiro passo seria a descrição dos dados relevantes, esses dados seriam o que está definido nos documentos escolares. E o segundo passo seria qualificar a realidade, considerado pelo autor o "núcleo central do ato de avaliar" (Ibidem, 2011, p. 286). Para Luckesi, a qualificação acontece por comparação entre a realidade descrita e o critério de qualificação. O maior ou menor atendimento do critério (ou padrão de expectativa) resulta em maior ou menor aproximação dessa realidade à qualidade desejada. Quanto maior for o atendimento do critério, mais satisfatória será a qualidade. O contrário também é verdadeiro: quanto menor for o atendimento do critério, menos satisfatória será a qualidade (Luckesi, 2011, p. 286). Nesse sentido, é essencial para avaliar a aprendizagem dos estudantes ter uma definição clara do critério ou padrão satisfatório. Para Luckesi (2011) a teoria pedagógica fundamenta a prática educativa e o planejamento de ensino faz a mediação entre a teoria pedagógica e a prática educativa. Sem essas dimensões, a prática avaliativa não se sustenta. São essas dimensões que oferecem os critérios para a avaliação da aprendizagem. Luckesi (2011) ainda defende que a avaliação diagnóstica deve ser realizada de forma contínua, ao longo de todo o processo educativo, para que o professor possa acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e realizar intervenções pedagógicas quando necessário. Acrescentando outras questões relevantes, Paulo Freire acredita que a avaliação diagnóstica deve ser um processo dialógico, que envolva professores, estudantes e familiares. Através do diálogo, os envolvidos no processo educativo podem compartilhar suas experiências e saberes, construindo uma avaliação mais justa e inclusiva. No livro "Avaliação dialógica: uma perspectiva crítica" (2002), José Eustáquio Romão apresenta uma discussão sobre a avaliação da aprendizagem a partir da perspectiva de Paulo Freire. Segundo Romão (2002), Freire critica a avaliação tradicional, que se baseia na comparação dos estudantes uns com os outros. Essa forma de avaliação, segundo ele, é excludente e discriminatória, pois tende a desfavorecer os estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem. Para Freire, a avaliação diagnóstica também deve ser emancipatória. Isso significa que a avaliação deve promover a autonomia dos alunos, capacitando-os para a tomada de decisões e a ação transformadora. [...] a avaliação da aprendizagem deve ter sempre uma finalidade exclusivamente diagnóstica, ou seja, ela se volta para o levantamento das dificuldades dos discentes, com vistas à correção de rumos, à reformulação de procedimentos didático-pedagógicos, ou até mesmo, de objetivos e metas. Quando se permite fazer comparações, ela o faz em relação a dois momentos diferentes de desempenho do mesmo aluno: verificação do que ele avançou relativamente ao momento anterior de um processo de ensino-aprendizagem. De forma alguma ela pode ser usada para comparar desempenhos de alunos ou de turmas diferentes ou para classificá-los em scores ou quadros que revelem hierarquias de desempenho (Romão, 2002, p. 62). Conforme Romão (2002), a avaliação é um processo permanente, paralelo ao processo de ensino e aprendizagem. A avaliação, segundo o autor, permite periodicidade apenas no registro das dificuldades e avanços dos estudantes relativamente às suas próprias situações pregressas. Avaliação formativa A avaliação formativa é realizada ao longo do processo de ensino e aprendizagem, com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e fornecer feedback para que eles possam melhorar seu desempenho. Essa avaliação pode ser realizada por meio de uma variedade de instrumentos. Figura 1: Avaliação formativa: Avaliação para as aprendizagens Fonte: Acesso em 05 jan. 2024 de https://www.researchgate.net/publication/339940178 Descrição da imagem: Esquema com o tema Avaliação formativa: 1º Professor/ alunos. 2º Aprendizagem múltiplas formas objetivos. Recolha de dados. julgamentos (critério de referência e características dos alunos). Próxima etapa de aprendizagem. 3º Construção de um método de recolha de informação. interpretação de evidência. decisão sobre o que fazer a seguir. Segundo Santos (2019), a avaliação formativa deve ser principalmente interativa e implementada de forma a oferecer ao professor elementos para apoiar os alunos no imediato. A autora portuguesa destaca o feedback como componente indispensável num processo formativo. Ela (ibidem, 2019) cita algumas características preciosas no processo de feedback: indica pistas de ação futura, de forma a que a partir dela o estudante saiba como prosseguir incentiva o estudante a repensar a sua resposta não inclui a correção do erro e identificar o que já está bem feito; utiliza uma linguagem acessível aos estudantes, concreta, contextualizada e diretamente relacionada com a tarefa, a qual pode, sempre que necessário, ser complementada com o feedback oral do professor. A avaliação formativa pode ser realizada de várias maneiras: Por meio de observações do professor: Os professores podem observar os estudantes em sala de aula para obter informações sobre seu comportamento, participação e compreensão. Por meio de feedback: Os professores podem fornecer feedback aos estudantes sobre seu trabalho, tanto formal quanto informalmente. Por meio de instrumentos avaliativos: Os professores podem usar diferentes instrumentos avaliativos para coletar informações sobre as percepções dos estudantes sobre seu próprio aprendizado. Por meio de portfólios: Os estudantes podem manter portfólios de seus trabalhos para documentar seu progresso ao longo do tempo. Ainda segundo Santos (2019), o fato de uma avaliação ser contínua não é garantia de que seja formativa, isso dependerá do uso que será dado às informações coletadas. Uma mesma estratégia avaliativa pode servir em momentos distintos, servindo inclusive a propósitos distintos: diagnóstica, formativa ou somativa. Exemplo: um questionário pode ser aplicado no início de um processo educativo e pode ser considerado como uma avaliação diagnóstica, pode ser aplicado no meio de um processo e considerado como uma avaliação formativa ou ao final sendo considerado como apenas somativa. Avaliação somativa A avaliação somativa é uma avaliação tradicional que classifica os alunos por meio de notas, e não está relacionada à perspectiva de correção do processo de aprendizagem. Não objetiva o saneamento de dúvidas a partir das dificuldades coletadas. Assim, depois de uma referida nota ou conceito, os estudantes são classificados a partir daquilo que demonstraram em determinados instrumentos avaliativos. A avaliação somativa é realizada ao final do processo de ensino e aprendizagem, com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes em relação a um conjunto de objetivos educacionais. Essa avaliação é frequentemente utilizada para atribuir notas ou conceitos aos estudantes. Em muitos processos educativos a avaliação somativa é utilizada como forma de opressão, onde na perspectiva de Paulo Freire o professor acaba praticando uma "pedagogia do terror". Tradicionalmente o instrumento avaliativo que melhor simboliza esse entendimento seria a prova. Figura 2: Pedagogia do terror Fonte: HARPER, 1980, p. 58. Descrição da imagem: Charge que simulaa “pedagogia do terror”, no desenho está um aluno com a cabeça sobre uma guilhotina e a frente dele tem um livro. O aluno está assustado e ao seu lado com a mão na ignição está seu professor. Infelizmente, em muitas práticas educativas o processo avaliativo é entendido apenas na perspectiva somativa, voltada para o controle do comportamento dos estudantes ao invés da promoção da aprendizagem. Nesse contexto, a avaliação é utilizada como uma forma de punir os estudantes que não se comportam conforme as expectativas da instituição escolar, ou para recompensar os estudantes que se comportam de forma apropriada. Conforme Santos (2019), a avaliação somativa tem o propósito de controle que serve para reportar, informar, hierarquizar, selecionar, mas não serve às aprendizagens dos estudantes. O uso da avaliação da aprendizagem como disciplinamento social pode ter um impacto negativo no processo de ensino e aprendizagem. Os estudantes que são punidos por meio da avaliação podem se sentir desmotivados a aprender, e podem até desenvolver atitudes negativas em relação à instituição escolar. Para evitar o uso da avaliação da aprendizagem como disciplinamento social, é importante que os professores e gestores escolares tenham uma visão clara dos objetivos da avaliação, principalmente na EJA integrada à EPT. A avaliação deve ser utilizada para promover a aprendizagem, e não para controlar o comportamento dos estudantes. A seguir, apresentamos algumas sugestões para evitar o uso da avaliação da aprendizagem como disciplinamento social: Figura 3: Sugestões para evitar o uso da avaliação da aprendizagem Fonte: construído pela autora. Centrar a avaliação no aprendizado, e não no comportamento: A avaliação deve ser utilizada para avaliar o conhecimento, as habilidades e as atitudes dos estudantes, e não para avaliar seu comportamento. Utilizar uma variedade de instrumentos de avaliação: O uso de uma variedade de instrumentos de avaliação pode ajudar a evitar que a avaliação seja utilizada como uma forma de punição. Fornecer feedback aos estudantes de forma construtiva: O feedback deve ser fornecido aos estudantes de forma construtiva, para que eles possam aprender com seus erros. Envolver os estudantes no processo de avaliação: Os estudantes devem ser envolvidos no processo de avaliação, para que eles se sintam responsáveis por seu próprio aprendizado. Clique aqui para versão em Libras D-29 - Avaliação da Aprendizagem: Formativa ou Somativa?D-29 - Avaliação da Aprendizagem: Formativa ou Somativa? Transcrição do vídeo Descrição da imagem: Quatro quadro coloridos com frases, no quadro vermelho a frase “Centrar a avaliação no aprendizado e não no comportamento”, no quadro verde “Utilizar uma variedade de instrumentos de avaliação”, no quadro lilás “Fornecer feedback aos estudantes de forma construtiva” e no quadro azul “Envolver os estudantes no processo de avaliação”. https://www.youtube.com/watch?v=G5VEkMf5DRk Baixar o aplicativo móvel. Referências: HARPER, Babette [et al.]. Cuidado, Escola!: Desigualdade, domesticação e algumas saídas. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições, 9. ed. São Paulo: Cortez, 1999. LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem: componentes do ato pedagógico. 1. Ed. SP: Cortez, 2011. ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: Desafios e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2002. SANTOS, L. À conversa com... Os desafios da avaliação e a inovação curricular. Revista Nós Outros, 3, 2019, 48 - 51. Acesso em 08 abr. 2024 de https://www.researchgate.net/publication/339940178 ◄ 3.4 Desafios e oportunidades na avaliação desse público diversificado Seguir para... 3.6 Instrumentos de Avaliação Adequados para a EJA ► https://download.moodle.org/mobile?version=2020061501.12&lang=pt_br&iosappid=633359593&androidappid=com.moodle.moodlemobile https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451624&forceview=1 https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451626&forceview=1 Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica - Turma 2024B 3.6 Instrumentos de Avaliação Adequados para a EJA Como já vimos, a EJA é uma modalidade de ensino repleta de desafios, o que muitas vezes pode, consequentemente, dificultar o seu processo de aprendizagem. Por isso, é importante que os instrumentos de avaliação utilizados sejam apropriados às características desse público. Alguns exemplos de instrumentos de avaliação adequados para a EJA são: Atividades práticas Atividades que permitem aos alunos demonstrar seus conhecimentos e habilidades por meio de ações concretas. Observação em sala de aula Permite que o professor avalie a participação dos estudantes, o nível de compreensão do conteúdo e a aplicação de conceitos em diferentes situações. É importante que o professor: estabeleça os objetivos específicos da observação; formule perguntas norteadoras que guiem a coleta de dados durante a observação; determine categorias/indicadores/critérios para avaliar o desempenho dos estudantes a partir da observação; evite fazer julgamentos ou interpretações precipitadas durante a observação. Outra questão relevante é o registro dessas observações: o professor deve fazer anotações claras, concisas e objetivas, podendo utilizar diferentes técnicas de registro, como anotações, desenhos, símbolos ou gravações (quando permitido). A avaliação por observação em sala de aula é uma ferramenta muito utilizada para acompanhar o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes, pois identificam diretamente áreas que precisam de maior atenção. Testes e provas São instrumentos tradicionais que permitem avaliar o conhecimento factual e conceitual dos alunos. O professor deve primeiramente estabelecer os objetivos específicos do teste ou prova, formulando perguntas que estejam alinhadas com os objetivos de aprendizagem e com o conteúdo abordado em sala de aula. Para elaborar o instrumento o professor debe selecionar o tipo de questão mais adequada aos objetivos da avaliação. Para isso, temos: Questões objetivas: Questões de múltipla escolha, verdadeiro ou falso ou associação, que facilitam a correção e análise dos resultados. Questões discursivas: Questões que exigem respostas mais elaboradas e permitem avaliar a capacidade de argumentação e análise crítica dos estudantes. Questões mistas: combinação de questões objetivas e discursivas, oferecendo uma avaliação mais abrangente. Cuidados que o professor deve ter ao utilizar testes e provas: organizar as questões de forma lógica e sequencial, considerando a dificuldade e o tempo necessário para respondê-las; formular perguntas claras, objetivas e precisas, evitando ambiguidades e interpretações errôneas; variar o nível de dificuldade das questões, considerando o conhecimento prévio dos alunos e os objetivos da avaliação; fornecer instruções claras e precisas sobre o teste ou prova, incluindo tempo limite, formato das questões e critérios de avaliação; assegurar um ambiente organizado para a realização do teste ou prova, evitando distrações e interrupções; supervisionar a aplicação do teste ou prova para garantir a integridade do processo; corrigir as provas de forma individualizada, com atenção aos detalhes e à coerência das respostas; analisar os resultados do teste ou prova para identificar padrões, tendências e áreas de dificuldade para os alunos. A avaliação por meio de Testes e provas podem ser ferramentas valiosas para avaliar o conhecimento e as habilidades dos alunos, mas devem ser utilizados de forma consciente e integrada a outros métodos de avaliação. É importante diversificar os métodos de avaliação para obter uma visão mais completa do aprendizado dos alunos. Portfólio Um conjunto de trabalhos que permite aos alunos acompanhar seu próprio processo de aprendizagem. Os portfólios podem incluir trabalhos, reflexões, fotos e vídeos. Clique aqui para versão em Libras Portfólio de aprendizagemPortfólio de aprendizagem Transcrição do vídeoSugestão de leitura: REZENDE, Márcia Ambrósio Rodrigues. A relação pedagógica e a avaliação no espelho do portfólio: memórias docente e discente. 2010. 278f. Tese (Doutorado) -- Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Educação. Belo Horizonte. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/FAEC-87YPQC Segundo Seiffert, o portfólio "pode ser usado para diagnosticar as necessidades do aluno e reorientar o ensino, pois o aluno e o professor poderão conhecer os pontos fortes e fracos do processo de aprendizagem em relação aos objetivos alcançados" (2001, p. 2-3). Segundo o autor, a elaboração do portfólio abrange as seguintes etapas: 1 Indicação dos objetivos do portfólio 2 Explicitação sobre o uso das informações do portfólio 3 Estabelecimento das tarefas avaliativas em relação aos objetivos do portifólio https://www.youtube.com/watch?v=IgEjrd7cmOk 1 Indicação dos objetivos do portfólio 4 Definição dos critérios para cada atividade desenvolvida 5 Determinação do avaliador do portifólio (professor, interno ou externo?) 6 Tomada de decisões com base nas avaliações do portifólio 7 Implementação de mudanças necessárias no processo de ensino-aprendizagem Ainda segundo Seiffert esse instrumento avaliativo são genuínas "janelas à aprendizagem e ao pensamento dos alunos"(Ibidem, p. 6), abrindo possibilidades reais para o questionamento e a exploração das práticas de sala de aula, a partir de debates, estudos e pesquisas no campo da educação. Autoavaliação É um processo no qual os alunos refletem sobre seu próprio aprendizado. É uma ferramenta importante para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade do estudante, pois o incentiva a pensar sobre sua própria aprendizagem e a estabelecer metas para seu próprio desenvolvimento. Segundo Régnier (2002) "a auto-avaliação é um processo cognitivo complexo pelo qual um indivíduo (aprendiz , professor) faz um julgamento voluntário e consciente por si mesmo e para si mesmo, com o objetivo [...] da regulação de sua ação ou de suas condutas [...] (p. 5). Para desenvolver uma autoavaliação junto aos estudantes, o professor pode propor diferentes tipos de instrumentos para registro desse processo: pode ser um questionário (online) com peguntas sensibilizadoras, pode ser por meio de portfólios, por meio de escalas que facilitem a quantificação da autoavaliação, ou ainda por meio de Diários de Aprendizagem, que seriam espaços onde os estudantes registrem suas reflexões e experiências de aprendizagem. A autoavaliação deve ser um processo contínuo e gradual. É importante criar um ambiente seguro e acolhedor para que os estudantes se sintam confortáveis para refletir sobre seu aprendizado. O feedback deve ser construtivo e direcionado ao desenvolvimento dos estudantes. A autoavaliação deve ser utilizada em conjunto com outros métodos de avaliação para obter uma visão completa da aprendizagem. Avaliação entre pares Um processo no qual os alunos avaliam o trabalho uns dos outros. Avaliação por rubricas As rubricas são ferramentas de avaliação que podem ser utilizadas para descrever o desempenho de um aluno em uma tarefa ou atividade. Elas são compostas por uma escala de pontuação e por critérios específicos que devem ser avaliados, geralmente são utilizadas na Educação à Distância. Podemos fornecer a rubrica aos alunos antes de eles realizarem a tarefa ou atividade. Isso ajudará os alunos a entender o que é esperado deles e a se preparar para a avaliação, ou então, fornecer feedback aos alunos após a realização da tarefa ou atividade. A seguir, é apresentado um exemplo de rubrica para avaliar um relatório: Nível de desempenho Critérios Excelente O relatório apresenta um bom domínio do conteúdo, uma estrutura organizada e uma linguagem clara e precisa. Bom O relatório apresenta um bom domínio do conteúdo, mas a estrutura ou a linguagem podem ser melhoradas. Regular O relatório apresenta um domínio razoável do conteúdo, mas a estrutura ou a linguagem são deficientes Insatisfatório O relatório não apresenta um domínio suficiente do conteúdo ou apresenta graves problemas de estrutura ou linguagem. A escolha dos instrumentos de avaliação deve ser feita de forma de acordo com os objetivos da avaliação e as características dos alunos. Para elaborar instrumentos de avaliação adequados para a EJA precisamos considerar as experiências e os conhecimentos prévios dos alunos, usar uma linguagem acessível, e fornecer feedback aos estudantes. As ferramentas digitais podem ser utilizadas de forma complementar a outros métodos de avaliação. É importante garantir que todos os estudantes tenham acesso às ferramentas que serão utilizadas. Ao utilizar meios digitais, é importante garantir que a avaliação seja justa, acessível e alinhada aos objetivos educacionais da Educação de Jovens e Adultos. Além disso, é essencial oferecer suporte técnico e orientação aos estudantes para garantir que possam utilizar as ferramentas de forma eficaz e sem dificuldades técnicas. Bordim (2014) desenvolveu algumas reflexões indispensáveis por meio da aplicação de um projeto denominado “Avaliação na Educação de Jovens e Adultos – EJA”, implementado em uma escola estadual na cidade de Maringá, no Paraná, com estudantes do nono ano do Ensino Fundamental a partir de conteúdos de Matemática. Segundo o autor: A avaliação seguiu orientações contidas no artigo 24 da LDBEN 9394/96, sendo investigativa ou diagnóstica, onde possibilitou obter informações necessárias para propor atividades e gerar novos conhecimentos; contínua permitiu a observação permanente do processo ensino-aprendizagem e possibilitou repensar as práticas pedagógicas; sistemática acompanhou o processo de aprendizagem do educando, utilizando instrumentos diversos para o registro do processo, abrangente contemplou a amplitude das ações pedagógicas no tempo – escola do educando; permanente permitiu uma avaliação constante na aquisição dos conteúdos pelo educando no decorrer do seu tempo – escola, bem como do trabalho pedagógico da escola (Bordim, 2014, p. 5). A citação destaca a relevância de um processo avaliativo que seja investigativo, contínuo, sistemático, abrangente e permanente. A utilização de uma avaliação que atenda a essas orientações legais pode contribuir para o sucesso do processo de aprendizagem dos estudantes. Na execução do projeto, Bordim (2014) realizou a avaliação diagnóstica e a partir disso aplicou diferentes atividades avaliativas, alicerçado nesses instrumentos obteve os seguintes resultados: Prova escrita: composta por questões abertas e com foco na resolução de problemas, considerando os conhecimentos vivenciados pelo aluno no seu cotidiano e levando em conta o perfil socioeconômico cultural do aluno. Nesse instrumento de avaliação notei que o aluno demonstrou um alto grau de dificuldade na compreensão e interpretação, pois o nosso aluno não possui o hábito da leitura, dificultando assim as interpretações desses problemas. Prova objetiva: formada por respostas curtas, verdadeiro ou falso, completar lacunas, correspondência, ordenação e múltipla escolha. Nesse instrumento notei que os alunos não tiveram dificuldades devido as alternativas de múltiplas escolhas. Observação contínua: feita a todo momento para diagnosticar se o objetivo está sendo alcançado. Nesse instrumento pude observar de fato o rendimento do aluno, suas dificuldades e o seu crescimento durante as aulas. Trabalho em grupo: através de uma ficha há o acompanhamento quanto ao desempenho do aluno no individual e em grupo. Nesse instrumento senti bastante aceitabilidade por parte dos alunos por estarem trocando informações de experiências vividas ao longo do trabalho. Autoavaliação: inclui-se conteúdos atitudinais, comportamentais e conceituais da disciplina, a fim de estimular o aluno para o questionamento quanto ao seu aprendizado na área de Matemática. O resultado foi positivo, percebi que o aluno tem consciência de seus atos e que sua nota é um reflexo desse comportamento. (Bordim, 2014, p. 6) SegundoBordim (2014) foi observado que os estudantes tem mais facilidade nos trabalhos em grupo pelo fato da interação e compartilhamento de conhecimentos, na prova escrita os resultados foram satisfatórios mesmo com a apresentação de dificuldades na compreensão das atividades. O autor enfatiza a importância da diversidade de instrumentos para uma boa manutenção do ensino e da aprendizagem, e a inserção do professor nesse processo avaliativo, enquanto avaliado também, "[...] pois é na sua prática de ensino que é ocasionado o fracasso ou o êxito no aprendizado do aluno" (Bordim, 2014, p. 7). A avaliação deve ser globalizada, ou seja, deve considerar diferentes dimensões do aprendizado do aluno, incluindo o domínio do conteúdo, as habilidades cognitivas, as habilidades socioemocionais e o desenvolvimento pessoal. Os instrumentos de avaliação devem ser selecionados de forma a atender aos objetivos da avaliação e às características dos alunos. A avaliação deve ser contínua, ou seja, deve ser realizada ao longo do processo de aprendizagem, a fim de identificar as dificuldades e necessidades dos alunos e oferecer apoio para seu desenvolvimento. Referências: BORDIM, Solano Heberti. Avaliação na EJA: possibilidades de novos instrumentos. In: Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE, 2014. Curitiba: SEED/PR., 2016. V.1 (Cadernos PDE). Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_uem_mat_artigo_solano_herbert . Acesso em 09 abr. 2024. ISBN 978-85-8015-080-3 PÊGAS, Rosana. 100 ferramentas digitais para avaliações formativas. 16 jul. 2019. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/100- ferramentas-digitais-para-avalia%25C3%25A7%25C3%25B5es-formativas-p%25C3%25AAgas-godoy-1f/? trackingId=LopAppVhTc2vPj%2FMWwVV8Q%3D%3D Acesso em 09 abr. 2024. RÉGNIER, Jean-Claude. A auto-avaliação na prática pedagógica. Revista Diálogo Educacional, vol. 3, núm. 6, maio-agosto, 2002, pp. 1-16 Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Paraná, Brasil. SEIFFERT, O. M. L. B. Portfólio de avaliação do aluno: como desenvolvê-lo? Olho Mágico, Londrina, v. 8, n. 1, jan./abr. 2001. ◄ 3.5 Tipos de Avaliação: diagnóstica, formativa e somativa https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=451625&forceview=1 Baixar o aplicativo móvel. Seguir para... 3.7 Teste seus conhecimentos ► https://download.moodle.org/mobile?version=2020061501.12&lang=pt_br&iosappid=633359593&androidappid=com.moodle.moodlemobile https://moodle.ifrs.edu.br/mod/quiz/view.php?id=451627&forceview=1