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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA PRÁTICA – SISTEMA ESQUELÉTICO PROF. DR. MILTON JUNIOR O que foi visto anteriormente? FRATURAS LUXAÇÃO ENTORSE Transversa ESPIRAL OBLÍQUA OBLIQA DESVIADA LONGITUDINAL COMINUTIVA GALHO VERDE DOENÇAS OSSEAS Osteoporose A osteoporose é uma doença óssea caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas; Causas: Sedentarismo, idade, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, histórico familiar e uso prolongado de corticoides podem aumentar o risco da doença. SINAIS E SINTOMAS Fraturas frequentes – Ossos quebram com facilidade, especialmente em quedas leves ou até mesmo sem traumas significativos no quadril, coluna e punho; Dor óssea ou nas articulações – Algumas pessoas podem sentir dor crônica, especialmente na coluna ou nos quadris; Perda de altura – A osteoporose pode causar compressão das vértebras, levando à redução da altura com o tempo; Postura encurvada (cifose) – O enfraquecimento das vértebras pode resultar em curvatura excessiva da coluna, conhecida como "corcunda de viúva". Fraqueza e dificuldade de mobilidade – Com ossos frágeis e possíveis fraturas, o paciente pode sentir dificuldade para realizar atividades diárias. DIAGNÓSTICO Densitometria Óssea (DXA ou DEXA) – É o exame mais utilizado e o padrão ouro para diagnosticar a osteoporose. Mede a densidade mineral óssea (DMO), principalmente na coluna lombar, quadril e antebraço. O resultado é expresso pelo T-score: Normal: T-score ≥ -1,0; Osteopenia (perda leve de massa óssea): T-score entre -1,0 e -2,4; Osteoporose: T-score ≤ -2,5; Radiografias – São úteis para identificar fraturas vertebrais causadas pela osteoporose, mas não detectam a doença. DIAGNÓSTICO Exames de sangue e urina – Avaliam os níveis de cálcio, fósforo, vitamina D e marcadores de remodelação óssea para identificar fatores que podem contribuir para a perda óssea; FRAX (Fracture Risk Assessment Tool) – Calculadora que estima o risco de fratura nos próximos 10 anos com base em fatores clínicos e na densitometria óssea; Tomografia e Ressonância Magnética – Podem ser utilizadas em casos específicos para avaliar microarquitetura óssea e fraturas ocultas. Cuidados de Enfermagem com Pacientes com Osteoporose Prevenção de Quedas - Orientar o paciente sobre medidas de segurança para evitar quedas; Promoção da Saúde Óssea - Estimular o paciente a consumir uma dieta rica em cálcio e vitamina D, exposição solar e atividades físicas adequadas, como caminhadas e exercícios de fortalecimento muscular, para manter a densidade óssea e o equilíbrio. Administração de Medicamentos - Observar e administrar corretamente a medicação prescritas, Suplementos de cálcio e vitamina D, Bifosfonatos para reduzir a perda óssea. Cuidados de Enfermagem com Pacientes com Osteoporose Manejo da Dor e Conforto - compressas quentes em áreas doloridas para alívio do desconforto, mudança de posição frequente para evitar rigidez e dores musculares, relaxamento e fisioterapia para reduzir a dor e melhorar a mobilidade. Educação e Apoio ao Paciente e à Família - Esclarecer dúvidas sobre a doença, fatores de risco e cuidados diários, importância do acompanhamento médico regular e exames periódicos e apoio emocional, pois pacientes com osteoporose podem sentir-se inseguros ou ansiosos devido ao risco de fraturas. Osteomalácia A osteomalácia é uma doença óssea caracterizada pelo amolecimento dos ossos devido a uma deficiência na mineralização da matriz óssea; Causas: Essa condição ocorre principalmente por falta de vitamina D, que é essencial para a absorção de cálcio e fósforo, minerais fundamentais para a rigidez óssea. SINAIS E SINTOMAS Dor óssea difusa – Principalmente nos ossos longos (pernas, quadris, costas e costelas), piorando com a atividade física e à noite; Fraqueza muscular – Especialmente nos músculos proximais (coxas e ombros), causando dificuldade para subir escadas, levantar-se de cadeiras ou caminhar; Fraturas frequentes – Ossos frágeis e amolecidos aumentam o risco de fraturas por pequenos impactos; SINAIS E SINTOMAS Deformidades ósseas – Em casos avançados, pode haver arqueamento das pernas e outras alterações esqueléticas; Câimbras e formigamentos – Devido à hipocalcemia (baixa de cálcio no sangue), podem ocorrer espasmos musculares e formigamentos nas extremidades; Dificuldade para andar – O paciente pode apresentar marcha alterada, com passos curtos e inseguros. DIAGNÓSTICO Exames Laboratoriais - exames de sangue e urina ajudam a identificar deficiências nutricionais e alterações metabólicas, Vitamina D reduzida (deficiência na absorção de cálcio e fósforo); Cálcio e fósforo séricos baixos ( mineralização óssea); Fosfatase alcalina elevada ( atividade osteoblástica - tentativa do organismo de reparar os ossos); Paratormônio (PTH) elevado (compensar a falta de cálcio, o que pode levar à desmineralização óssea); Exames de Imagem - Radiografia óssea – Pode mostrar ossos frágeis, fraturas por estresse; Densitometria Óssea (DXA). Cuidados de Enfermagem Promoção da Saúde Óssea - Incentivar a ingestão de cálcio e vitamina D e estimular a exposição ao sol; Orientar a prática de exercícios físicos leves - como caminhadas, para fortalecer músculos e ossos, respeitando a capacidade do paciente. Prevenção de Quedas e Fraturas - Criar um ambiente seguro, incentivar o uso de calçados adequados, monitorar a mobilidade do paciente, auxiliando no uso de bengalas ou andadores, se necessário. Cuidados de Enfermagem Promoção da Saúde Óssea - Incentivar a ingestão de cálcio e vitamina D e estimular a exposição ao sol; Orientar a prática de exercícios físicos leves - como caminhadas, para fortalecer músculos e ossos, respeitando a capacidade do paciente; Prevenção de Quedas e Fraturas - Criar um ambiente seguro, incentivar o uso de calçados adequados, monitorar a mobilidade do paciente, auxiliando no uso de bengalas ou andadores, se necessário. Osteogênese Imperfeita A Osteogênese Imperfeita (OI), também conhecida como doença dos ossos de vidro ou quebradiços e doença de Lobstein, é caracterizada por fragilidade e deformidades ósseas, além de fraturas por mínimo trauma; Causas: mutações genéticas que afetam a produção de colágeno, uma proteína estrutural dos ossos. SINAIS E SINTOMAS Fragilidade Óssea e Fraturas Frequentes - Ossos frágeis que se quebram facilmente, muitas vezes com traumas mínimos ou espontaneamente; Deformidades Ósseas - Deformidades nos ossos longos (pernas e braços), escoliose e baixa estatura; Escleras Azuladas - Coloração azul ou acinzentada na parte branca dos olhos, devido à fina camada de colágeno; Problemas Dentários - Dentes frágeis, translúcidos e de formato irregular, com maior tendência a cáries e desgaste. SINAIS E SINTOMAS Fraqueza Muscular e Articulações Hiperflexíveis - Músculos fracos e articulações soltas, levando a dificuldades na locomoção; Perda Auditiva - Em alguns casos, a fragilidade óssea afeta os pequenos ossos do ouvido, resultando em perda auditiva progressiva; Dificuldades Respiratórias - Em formas mais graves, pode haver comprometimento da caixa torácica, afetando a respiração. DIAGNÓSTICO Avaliação Clínica – história familiar, histórico de fraturas de repetição Exames de Imagem - Radiografias – Revelam ossos finos, fraturas múltiplas (inclusive cicatrizadas) e deformidades ósseas; Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) – Podem ser utilizadas para avaliar detalhes ósseos e estruturais em casos complexos; Densitometria Óssea (DXA) - Mede a densidade mineral óssea DIAGNÓSTICO Testes Genéticos - análise molecular (teste genético) – Identifica mutações nos genes COL1A1 e COL1A2, responsáveis pela produção do colágeno tipo I, essencial para a resistência óssea; Exames Laboratoriais - Marcadoresósseos (cálcio, fósforo, fosfatase alcalina); Diagnóstico Pré-natal (em casos graves) - Em famílias com histórico da doença, a ultrassonografia morfológica pode detectar deformidades ósseas no feto, e testes genéticos podem confirmar o diagnóstico antes do nascimento. Cuidados de enfermagem Manter o ambiente seguro: livre de obstáculos e riscos de quedas; Movimentação cuidadosa: movimentar com muito cuidado, técnicas de transferência específicas podem ser necessário; Uso de dispositivos de assistência: Cadeiras de rodas, andadores ou outros dispositivos de mobilidade; Avaliação contínua da dor: Monitorar e avaliar regularmente os níveis de dor utilizando escalas apropriadas. Cuidados de enfermagem Observação de fraturas: Observar sinais de fraturas, como dor intensa, deformidade ou incapacidade de mover uma parte do corpo; Imobilização: Quando uma fratura ocorre, é importante garantir que o membro fraturado seja imobilizado adequadamente; Apoio psicológico: A condição pode gerar estresse emocional devido à limitação física e ao risco constante de fraturas; Dieta rica em cálcio e vitamina D: Garantir que a dieta seja adequada para a saúde óssea, com ênfase em alimentos ricos em cálcio e vitamina D; Cuidados de enfermagem Uso de analgésicos: Administrar medicamentos para controle da dor; Intervenções não farmacológicas: Técnicas como compressas mornas ou frias, relaxamento, e outras formas de terapia física para aliviar a dor; Exercícios leves: Incentivar exercícios leves, para manter a força muscular sem sobrecarregar os ossos; Fisioterapia: é essencial para melhorar a mobilidade, o equilíbrio e a força muscular. Doença de Paget A Doença de Paget é uma condição crônica que afeta o metabolismo ósseo, levando a uma remodelação óssea desorganizada, resulta em ossos frágeis, deformados e propensos a fraturas; Causas: Fatores genéticos; Infecções virais; Fatores ambientais. Sinais e sintomas Dor nos ossos afetados: A dor óssea é o sintoma mais comum, geralmente em áreas como a pelve, coluna vertebral, crânio e membros; Deformidades ósseas: O crescimento anormal dos ossos pode causar deformidades, como aumento do crânio, encurvamento das pernas, ou alterações na postura; Fraturas: Ossos enfraquecidos pela doença são mais propensos a fraturas, especialmente nos ossos afetados pela doença de Paget; Dores nas articulações: A doença pode afetar as articulações próximas aos ossos afetados, causando dor nas articulações; Sinais e sintomas Problemas auditivos: Quando a doença afeta o crânio, pode envolver os ossos ao redor dos ouvidos, levando a problemas de audição, como perda auditiva. Aumento do tamanho dos ossos: Como no crânio ou nas pernas, a pessoa pode notar que partes do corpo estão ficando mais largas. Fadiga: Algumas pessoas sentem cansaço devido ao esforço do corpo para lidar com os ossos enfraquecidos. Alterações no nível de cálcio: Pode ocorrer hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue), o que pode levar a sintomas como náusea, vômito, e fraqueza. Sinais e sintomas (mais graves) Compressão da medula espinhal: Se os ossos afetados comprimirem a medula espinhal, podem ocorrer sintomas neurológicos como dor nas costas, fraqueza e formigamento; Insuficiência cardíaca: Em casos avançados, o aumento da demanda cardíaca para irrigar os ossos pode levar a problemas cardíacos. Diagnóstico Histórico Clínico e Exame Físico – avaliar sintomas, como dor óssea ou deformidades visíveis, e realizar um exame físico para verificar sinais de deformidades ósseas ou sensibilidade nos ossos afetados; Radiografia (Raio-X): pode mostrar alterações nos ossos, como espessamento, deformidades e fraturas; Ressonância magnética (RM): pode ser útil para examinar os ossos e identificar lesões ou compressões na medula espinhal, se houver. Diagnóstico Tomografia computadorizada (TC): Pode ser usada para avaliar as deformidades ósseas e o envolvimento dos ossos. Dosagem de fosfatase alcalina (FA): Este é um exame importante no diagnóstico da Doença de Paget; Cálcio sérico: verificar se há hipercalcemia, uma condição em que os níveis de cálcio no sangue estão elevados, o que pode ocorrer em casos avançados da doença; Exame de urina: Pode ser realizado para medir a excreção de colágeno e outros produtos da reabsorção óssea, que podem estar elevados em pacientes com a Doença de Paget. Diagnóstico Diferencial A Doença de Paget pode ser confundida com outras condições ósseas, como osteoporose, osteomielite, ou doenças tumorais. A combinação dos exames de imagem e dos níveis de fosfatase alcalina ajudam a diferenciar a Doença de Paget de outras patologias. Cuidados de enfermagem Avaliar a dor: Realizar uma avaliação regular da dor; Administração de analgésicos: Orientar sobre o uso de analgésicos prescritos; Técnicas de alívio da dor: Incentivar o uso de técnicas não farmacológicas; Orientação sobre atividade física: atividades físicas de baixo impacto para fortalecer os ossos e melhorar a mobilidade; Uso de dispositivos de apoio: orientar o uso de bengalas, andadores ou cadeiras de rodas para ajudar na mobilidade e evitar quedas; Prevenção de quedas: Verificar se o ambiente do paciente está seguro; Osteomielite A osteomielite é uma infecção óssea causada principalmente por bactérias, embora também possa ser provocada por fungos ou outros microrganismos, podendo levar à inflamação, destruição do tecido ósseo e, em casos graves, necrose óssea; Causas: fraturas expostas, lesões cutâneas profundas, doenças arteriais e diabetes. Sinais e sintomas Febre; Calafrios; Fadiga e fraqueza; Dor óssea intensa e persistente; Inchaço (edema) na região afetada; Vermelhidão (eritema); calor local e odor fétido; Dificuldade de movimentação da área afetada (principalmente em osteomielite em articulações ou coluna). Secreção purulenta (quando há fístula ou abscesso drenando pus, mais comum na osteomielite crônica). Úlceras ou feridas abertas sobre o osso infectado (em casos graves e crônicos). Sinais de Gravidade (Complicações) Septicemia (infecção generalizada): Febre alta, queda da pressão arterial e confusão mental; Necrose óssea: Morte do tecido ósseo devido à infecção prolongada; Abscessos e fístulas: Formação de coleções de pus que podem drenar para a pele; Deformidades ósseas: Especialmente se ocorrer em crianças, pois pode afetar o crescimento ósseo. Diagnóstico Histórico e exame clínico → Suspeita de osteomielite; Exames laboratoriais → VHS, PCR, HMC e hemograma alterados; Exames de imagem → RM e TC para diagnóstico precoce; Biópsia óssea (se necessário) → Confirmação do agente infeccioso Cuidados de enfermagem Controle da infecção (antibióticos, higiene); Manejo da dor (analgésicos, repouso, posicionamento adequado); Estimular mobilidade segura (fisioterapia, prevenção de quedas); Monitoramento de exames laboratoriais e sinais de complicações; Educação do paciente e família para continuidade do tratamento; Cuidados com curativos. 46 DOENÇAS ARTICULARES ARTRITE A artrite é uma inflamação das articulações que pode causar dor, inchaço, rigidez e dificuldade de movimento, ela pode afetar uma ou várias articulações e pode ter diversas causas, desde processos autoimunes até infecções e desgaste natural das articulações. Causas da Artrite Doenças autoimunes – O sistema imunológico ataca as próprias articulações, causando inflamação crônica. Exemplo: Artrite Reumatoide e Lúpus Eritematoso Sistêmico. Deposição de cristais – O acúmulo de ácido úrico pode formar cristais nas articulações, resultando na gota. Traumas e lesões – Fraturas ou impactos repetitivos podem causar inflamação articular e levar à artrite pós-traumática. Causas da Artrite Desgaste da cartilagem – O envelhecimento e o uso excessivo das articulações podem levar à osteoartrite (artrose), a forma mais comum de artrite. Infecções – Vírus, bactérias ou fungos podem invadir a articulação e causar a artrite infecciosa.Exemplo: infecção por Staphylococcus aureus. Diagnóstico Sintomas principais: dor articular, inchaço, rigidez (especialmente pela manhã), calor e vermelhidão nas articulações; Histórico médico: presença de doenças autoimunes, infecções ou fatores de risco; Hemograma: pode indicar inflamação (leucocitose, anemia); Fator reumatoide (FR) e anticorpos anti-CCP: positivos na artrite reumatoide; VHS e PCR elevados: indicam inflamação; Exame do líquido sinovial: ajuda a diferenciar artrite infecciosa, gotosa ou inflamatória. Radiografia: identifica erosões ósseas e deformidades. Ultrassom ou Ressonância Magnética: detectam inflamação precoce e danos articulares Cuidados de enfermagem. Administração de analgésicos e anti-inflamatórios, conforme prescrição; Posicionamento adequado e uso de órteses para reduzir a sobrecarga; Aplicação de calor (para rigidez) ou frio (para inflamação); Estimular exercícios leves (fisioterapia, alongamentos); Prevenir quedas e lesões, garantindo um ambiente seguro; Cuidados de enfermagem. Adaptar utensílios para facilitar o autocuidado; Auxiliar na higiene e vestimenta, se necessário; Orientar sobre a doença e a importância da adesão ao tratamento; Estimular alimentação saudável e controle de peso; Apoiar emocionalmente e incentivar atividades relaxantes. ARTROSE A artrose é uma doença degenerativa das articulações caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular, o que leva a uma diminuição da proteção entre os ossos e resulta em dor, rigidez, inchaço e limitação de movimento, com o tempo, a articulação pode se deformar, e o osso pode sofrer alterações devido à falta de cartilagem. Causas da Artrose Envelhecimento – A principal causa da artrose é o desgaste natural das articulações ao longo do tempo. À medida que envelhecemos, a cartilagem perde sua elasticidade e capacidade de amortecer os impactos. Excesso de peso – O sobrepeso coloca pressão extra sobre as articulações, especialmente nos joelhos, quadris e coluna, acelerando o desgaste da cartilagem. Distúrbios metabólicos – Doenças como diabetes ou distúrbios hormonais podem afetar a saúde das articulações e aumentar o risco de artrose. Causas da Artrose Atividade física excessiva ou inadequada – Atividades que envolvem movimentos repetitivos ou impacto constante nas articulações, como esportes de alta intensidade, podem contribuir para o desgaste articular. Inflamações anteriores – Condições como artrite reumatoide podem aumentar o risco de artrose, devido à inflamação crônica que prejudica a cartilagem. Causas da Artrose Lesões articulares anteriores – Fraturas, entorses ou lesões em uma articulação aumentam o risco de desenvolvimento de artrose, especialmente se a lesão não for tratada adequadamente. Genética – Algumas pessoas têm uma predisposição genética para desenvolver artrose, com alterações na estrutura da cartilagem. Diagnóstico Sintomas principais: dor articular progressiva, rigidez matinal curta (e tratadas precocemente. Diagnóstico Avaliação Clínica – Critérios de Jones Cardite (comprometimento do coração) Poliartrite migratória (inflamação em várias articulações) Coreia de Sydenham (movimentos involuntários) Eritema marginado (manchas avermelhadas na pele) Nódulos subcutâneos Diagnóstico Febre, dor nas articulações, elevação de PCR/VHS, evidência de infecção estreptocócica prévia; Exames para infecção estreptocócica: ASLO (Antiestreptolisina O) elevado indica infecção recente; Cultura de orofaringe pode detectar Streptococcus pyogenes; Marcadores inflamatórios: VHS e PCR elevados indicam inflamação; Eletrocardiograma (ECG): pode mostrar alterações cardíacas; Ecocardiograma: avalia comprometimento valvular. Cuidados de enfermagem Administração de anti-inflamatórios e antibióticos (para erradicar a infecção estreptocócica; Monitoramento da temperatura corporal para detectar febre; Repouso adequado para aliviar a dor nas articulações; Acompanhamento da função cardíaca (exames como ECG e ecocardiograma, conforme prescrição); Avaliação de sinais de insuficiência cardíaca ou comprometimento valvular; Cuidados de enfermagem Orientar sobre a adesão ao tratamento com antibióticos para evitar novas infecções estreptocócicas; Controle do peso e monitoramento de sinais de sobrecarga cardíaca; Educação sobre a doença e necessidade de acompanhamento contínuo; Apoio emocional para pacientes e familiares devido à natureza crônica e possível impacto cardíaco. BURSITE A bursite é a inflamação da bursa, uma pequena bolsa cheia de líquido sinovial que atua como um amortecedor entre os ossos, músculos e tendões, reduzindo o atrito nas articulações; Quando ocorre inflamação, há dor, inchaço, rigidez e limitação de movimento na articulação afetada, pode afetar diversas articulações, sendo mais comum nos ombros, cotovelos, quadris, joelhos e tornozelos. Causas da Bursite Movimentos repetitivos ou sobrecarga – Atividades que envolvem esforços repetitivos, como digitar, pintar, correr ou levantar pesos, podem irritar a Bursa; Traumas diretos – Batidas ou quedas podem inflamar a bursa, causando bursite traumática; Postura inadequada – Permanecer em posições que sobrecarregam articulações (como ajoelhar-se por muito tempo) pode provocar inflamação; Causas da Bursite Doenças inflamatórias – Condições como artrite reumatoide e gota podem predispor à bursite. Infecções – Em casos raros, a bursa pode ser infectada por bactérias, causando a bursite infecciosa. Envelhecimento – Com o tempo, as bursas ficam mais suscetíveis a inflamações devido ao desgaste natural das articulações. Diagnóstico Dor localizada, especialmente em movimentos articulares; Inchaço e sensibilidade na área afetada e limitação de movimento devido à dor Calor e vermelhidão na articulação afetada; VHS e PCR podem estar elevados, indicando inflamação; Cultura do líquido sinovial (se houver drenagem) para identificar infecção (bursite séptica); Radiografia (Raio-X): pode ser útil para descartar fraturas ou artrite; Ultrassom ou Ressonância Magnética (RM): ajudam a identificar inflamação e acúmulo de líquido na bursa. Tratamento e Prevenção Repouso e aplicação de gelo para reduzir a inflamação. Anti-inflamatórios para aliviar a dor; Infiltração com uso de corticosteroides ; Fisioterapia para fortalecer os músculos ao redor da articulação; Drenagem da bursa ou antibióticos em caso de bursite infecciosa; TENDINITE A tendinite é a inflamação ou irritação de um tendão, estrutura fibrosa que conecta os músculos aos ossos, causando dor, inchaço e sensibilidade na região afetada, podendo dificultar os movimentos, pode ocorrer em diversas partes do corpo, sendo mais comum em ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos. Causas da Tendinite Movimentos repetitivos – Esforços repetitivos no trabalho ou esportes podem causar microlesões nos tendões, levando à inflamação. Sobrecarga muscular – Exercícios físicos intensos ou mal executados podem sobrecarregar os tendões. Envelhecimento – Com o passar do tempo, os tendões perdem elasticidade e ficam mais suscetíveis a lesões. Causas da Tendinite Postura inadequada – Má postura ao sentar, digitar ou realizar tarefas pode causar tensão excessiva nos tendões. Doenças inflamatórias – Artrite reumatoide, diabetes e gota podem aumentar o risco de tendinite. Uso excessivo de certas articulações – Profissões que exigem movimentos repetitivos, como pintores, digitadores e músicos, podem predispor à tendinite. Diagnóstico Sintomas principais: Dor localizada no tendão, que piora com o movimento; Inchaço e sensibilidade no local afetado; Rigidez e limitação de movimento; Ultrassom; RM. Tratamento e Prevenção Repouso da articulação afetada. Aplicação de gelo para reduzir a inflamação. Fisioterapia para fortalecer os músculos ao redor do tendão. Uso de anti-inflamatórios para aliviar a dor. Alongamento e aquecimento antes de atividades físicas para prevenir lesões. OBRIGADO image1.jpeg media1.mp4 image2.png image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.png image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.png image13.jpg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.png image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg