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Ana Caroline da Silva Gouveia Anna Cristina Silva Nascimento Hellena Nonato Guedes Ítalo Bruno Barbosa Lima Letícia Gabriella de Mélo Arruda Rute Maria Barbosa Duarte GUIA PRÁTICO Discente do curso de Medicina Veterinária, Unifacisa. Técnico em agropecuária, Escola Cidadã Integral e Técnica Doutor Trajano Nóbrega (ECITDTN). Ana Caroline da Silva Gouveia Anna Cristina Silva Nascimento Hellena Nonato Guedes Ítalo Bruno Barbosa Lima Letícia Gabriella de Mélo Arruda Rute Maria Barbosa Duarte Discente do curso de Medicina Veterinária, Unifacisa. Técnico em administração na Escola Cidadã Integral e Técnica Deputado Genival Matias (ECITDGM). Discente do curso de Medicina Veterinária, Unifacisa. Discente do curso de Medicina Veterinária, Unifacisa. Discente do curso de Medicina Veterinária, Unifacisa. Discente do curso de Medicina Veterinária, Unifacisa. SOBRE OS AUTORES 02 João Vinicuis Barbosa Roberto Doutor em Medicina Veterinária - UFCG (2016). Mestre em Zootecnia - UFCG (2012) e Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Campina Grande (2009). Coordenador da Comissão de Ética na Utilização de Animais das Faculdades Nova esperança - CEUA - FACENE/FAMENE, professor do curso de graduação em Medicina Veterinária das Faculdades Nova Esperança FACENE/FAMENE, nas disciplinas de Bioclimatologia e Bioética e Deontologia na Medicina Veterinária; Professor do curso de graduação em Psicologia das Faculdades Nova Esperança, na disciplina de Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável; Professor do curso de Medicina Veterinária da UNIFACISA Centro Universitário - Campina Grande, nas disciplinas Método e Análises em Experimentação Animal e Farmacologia Veterinária, sendo também, membro da Comissão de Ética no Uso de Animais da FACISA. COLABORADORES 03 Sumário: Objetivo do Guia ——————————————————————-——————- 05 Principios básicos ———————————————————————————— 06 Formas farmacêuticas e vias de administração —————————————— 08 Classificação dos medicamentos e exemplos —————————————— 13 4.1 AminoPenicilinas —-—————————————-—————————————- 12 4.2 Cefalosporina -—————————————————————————————- 14 4.3 Penicilina G ————————————————-——————————————- 20 4.4 Penicilina V ————————————————-——————————————- 22 4.5 Tetraciclina —-———————————————-——————————————- 24 4.6 Monobactamas ——————————————-——————————————— 25 4.7 Aminoglicosídeos ————————————-——————————————-—- 27 4.8 Glicopeptídeos ——————————————-——————-————————- 29 Grupos farmacológico —————————————————————————— 34 Farmacodinâmica e Farmacocinética --——————————————————- 38 6.1 Absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos medicamentos ———-——— 38 6.2 Mecanismos de ação de efeitos dos medicamentos —————————————- 38 Bibliografia e leituras e recomendadas ————————————-————-—- 39 Siglas ——————————————————-——————————————— 49 1 2 3 4 5 6 7 8 04 Objetivo do Guia Esse documento tem como finalidade instruir,orientar e alertar sobre qualquer tipo de manipulação medicamentosa no ambito veterinário. Desde auxilio para profissonais de sáude da área por meio da sugestão de remédios para as mais distintas patologias ou qualquer outras condições nas mais distintas tipagens de animais, como também para fornecer acesso a informações para tutores que estão administrando medicamentos ao seu pet. O guia promoverá práticas ideais e seguras sobre a medicação como o reconhecimento de dosagens corretas, facilidade de reconhecer os efeitos adversos e colaterais e uma prevenção sobre interações medicamentosas. 05 Princípios básicos: Farmacologia: A farmacologia é definida como é uma ciência que estuda a relação dos fármacos, substâncias químicas, sobre o organismo, sistema biológico, de modo a auxiliar o medico veterinário nas mais distintas condições levando em consideração as diversidades dos animais. Medicamento: Qualquer substância química empregado em um organismo vivo, visando obter efeitos benéficos. Fármaco: Substância de estrutura química, com finalidade de propriedades farmacológicas. Droga: Substâncias químicas que em quantidade suficiente possam agir em um organismo vivo, produzindo alterações, podendo ser benéficas ou maléficas. Remédio: Tudo aquilo que cura, evita ou alivia enfermidades, abrange mais do que apenas produtos químicos. Nutracêuticos: Produto com valor nutricional e medicinal. Forma farmacêutica: Como o remédio é apresentado Posologia: Estudo das dosagens para fins terapêuticos Dosagem: Inclui todo o processo de administração do medicamento, desde da dose, quantidade de dias, forma, etc... Doses: Quantidade do medicamento ministrado para obter resposta terapêutico Dose terapêutica: dose capaz de produzir o efeito esperado Dose de ataque: dose de efeito imediato; Dose letal: dose que leva ao óbito Dose mínima: menor dose que o medicamento faz efeito Dose máxima: maior quantidade de dose que pode ser fornecida que não é tóxica Placebo: Substância inativa administrada para satisfazer a necessidade psicológica do paciente Reação adversa: Resposta do organismo indesejada ao medicamento, de forma prejudicial. Efeito colateral: Efeito atrelado ao medicamento que apesar de não ser o principio da medicação irá ser um efeito associado. Efeito terapêutico: Momento em que o medicamento irá iniciar o processo de cura. 06 Aspecto clínico: diagnóstico da enfermidade que o paciente possui, o que vai interferir na solicitação de medicamentos adequados; Aspecto profissional: o medicamento é preescrito na posologia adequada, para evitar toxidade; Aspecto legal: Medicamentos só podem ser preescritos se tiverem uma venda legal. Medicamento farmacopeicos: aqueles medicamentos que constam na Relação internacional dos medicamentos essenciais ou da lista da Organização Mundial da Saúde. Medicamentos magistrais: Aqueles preparados na farmácias especificamente para a preescrição que consta a composição, forma farmacêutica e a posologia; Especialidades farmacêuticas: Medicamentos com fórmulas aprovadas e registradas em órgãos governamentais; Medicamento de marca ou referência: Normalmente são os medicamentos que surgiram inicialmente para combater as enfermidades, sendo mais populares e mais conhecidos, portanto mais caros. Medicamento genérico: Possui o mesmo princípio ativo dos medicamentos de marca, porém são produzidos de forma mais barata. Medicamento similar: Se equivale em principio ativo, composição, mas não são bioequivalentes; Biodisponibilidade: Velocidade e o grau com que uma substância é absorvida a partir de um medicamento e se torna disponível no local de ação; Bioequivalentes: Quando dois medicamentos precisam da mesma dosagem para surtir efeito terapêutico. Princípio ativo, base medicamentosa ou base: Substância principal da fórmula; Adjuvantes: Substâncias usadas como auxílio nas formulações farmacêuticas; Corretivos: São substâncias que tornam mais palatáveis, como também podem amenizar o odor; Veículo ou excipiente: Meio no qual o princípio ativo é colocado Veículo= Líquido Excipiente= Sólido 07 Formas farmacêuticas e vias de administração: Formas farmacêuticas: Entende-se por formas farmacêuticas a forma física que a medicação é apresentado para uso. Colutório: Consistência de xarope, contudo, não é para deglutição mas para tratamento oral. Gargarismo: Forma farmacêutica líquida que é designada para tratamento oral, equivale ao gargarejo humano. Provenda: Medicamento é escondido no alimento do animal; Sopa e barbotage: Forma medicamentosa que cozinha vegetais ou farináticos e quando frios adiciona o medicamento. Bedida e beberage: Medicamentos líquidos fornecidos em grandes volumes. Bebida: o animal ingere esporadicamente; Beberage: o tutor obriga o animal a ingerir; Poção: Forma líquida que deve ser ingerida, fornecida em pequena quantidade; Comprimido: Cristais submetidos a uma compressão em molde geralmente discoide de uso oral. Comum para amoxilina e ciprofloxacina. Capsulas:ou por administração parenteral (injeção). • Distribuição: Depois de absorvido, o medicamento se espalha pelos fluidos corporais e tecidos. A capacidade de um antimicrobiano alcançar concentrações eficazes no local da infecção é crucial para sua eficácia. • Metabolismo: Muitos antimicrobianos são metabolizados pelo fígado em formas inativas ou ativas, com alguns sendo convertidos em compostos mais ou menos tóxicos. • Excreção: O medicamento e seus metabólitos são eliminados do corpo, geralmente pelos rins na forma de urina, mas também podem ser excretados através do fígado (bile), pulmões e outras vias. 37 Farmacodinâmica e Farmacocinética Mecanismos de ação de efeitos dos medicamentos Inibição da síntese da parede celular: Alguns antimicrobianos, como os beta- lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas), impedem a síntese do peptidoglicano da parede celular bacteriana, levando à lise osmótica e morte da célula. Inibição da síntese proteica: Outros antimicrobianos, como os aminoglicosídeos e tetraciclinas, atuam inibindo a síntese de proteínas nas células microbianas, interrompendo seu crescimento e replicação. Inibição da síntese de ácidos nucleicos: Antimicrobianos como as quinolonas e rifampicina impedem a replicação e transcrição do DNA e RNA bacterianos, respectivamente, impedindo a divisão celular. Despolarização da membrana celular: A daptomicina, por exemplo, atua despolarizando a membrana celular, causando a morte da célula microbiana. Efeitos bactericidas vs. bacteriostáticos: Dependendo da concentração, os antimicrobianos podem ter efeito bactericida (matando o microrganismo) ou bacteriostático (interrompendo seu crescimento). Interações medicamentosas: A associação de antimicrobianos pode gerar efeitos sinérgicos (potencialização) ou antagonistas (redução dos efeitos). Contribuciones a las Ciencias Sociales. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/download/1762/1473. Acesso em: 15 jun. 2024. UNICEUB. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/15579/1/21909550.pdf. Acesso em: 15 jun. 2024. Frontiers in Veterinary Pharmacology and Toxicology. Insights in Veterinary Pharmacology and Toxicology 2021. Disponível em: https://www.frontiersin.org/research- topics/27632/insights-in-veterinary-pharmacology-and-toxicology-2021/magazine. Acesso em: 16 jun. 2024. 38 Bibliografia e leituras recomendadas MSD VET MANUAL. New animal drugs, extralabel drug use, compounded drugs, and generic drugs. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/pharmacology/pharmacology-introduction/new-animal- drugs,-extralabel-drug-use,-compounded-drugs,-and-generic-drugs. Acesso em: 16 jun. 2024. MSD VET MANUAL. Guidelines for the use of antibiotic drugs. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/special-pet-topics/drugs-and-vaccines/guidelines-for-the- use-of-antibiotic-drugs. Acesso em: 16 jun. 2024. NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION (NCBI). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6769327/. Acesso em: 16 jun. 2024. UNICAMP. Vias de administração de substâncias. Disponível em: https://www.ib.unicamp.br/comissoes/system/files/2021- 09/VIAS%20DE%20ADMINISTRA%C3%87%C3%83O%20SUBST%C3%82NCIAS_2020 .pdf. Acesso em: 17 jun. 2024. USP. Tabela de procedimentos em animais de experimentação. Disponível em: https://sites.usp.br/bpeanimal/tabela/. Acesso em: 17 jun. 2024. TUASAÚDE. Via sublingual. Disponível em: https://www.tuasaude.com/via-sublingual/. Acesso em: 21 jun. 2024. SOU ENFERMAGEM. Via intra-articular: administração de medicamentos. Disponível em: https://www.souenfermagem.com.br/fundamentos/via-intra-articular-administracao- de-medicamentos/. Acesso em: 21 jun. 2024. PORTAL EDUCAÇÃO. Administração de medicamentos por via intradérmica. Disponível em: https://blog.portaleducacao.com.br/administracao-de-medicamentos-por-via- intradermica-id/. Acesso em: 21 jun. 2024. USP. Ratos: coleta de sangue - punção intracardíaca. Disponível em: https://sites.usp.br/bpeanimal/ratos-coleta-de-sangue-puncao-intracardiaca/. Acesso em: 21 jun. 2024. 39 VET PROFISSIONAL. Anestesia epidural em animais: como proceder. Disponível em: https://www.vetprofissional.com.br/artigos/anestesia-epidural-em-animais-como- proceder. Acesso em: 21 jun. 2024. ENFERMAGEM ILUSTRADA. A via de administração intratecal (IT). Disponível em: https://enfermagemilustrada.com/a-via-de-administracao-intratecal-it/. Acesso em: 21 jun. 2024. [MSD Veterinary Manual. Cephalosporins and Cephamycins: Use in Animals. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/pharmacology/antibacterial-agents/cephalosporins- and-cephamycins-use-in-animals. Acesso em: 21 jun. 2024. Antibiotics in Veterinary Medicine. Disponível em: https://amrls.umn.edu/antibiotics- veterinary-medicine. Acesso em: 21 jun. 2024 40 Siglas AD: água destilada EV: endovenosa oC: graus celsius h: hora IM: intramuscular IV: intravenosa kg: quilograma L: litro mcg: micrograma mcg/kg/dia: micrograma por quilograma por dia mcg/kg/h: micrograma por quilograma por hora mcg/kg/min: micrograma por quilograma por minuto mcg/min: micrograma por minuto mcg/L: micrograma por litro mcg/mL: micrograma por mililitro mEq: miliequivalente mEq/h: miliequivalente por hora mEq/kg: miliequivalente por quilograma mEq/kg/h: miliequivalente por quilograma por hora mEq/L: miliequivalente por litro mEq/mL: miliequivalente por mililitro mg: miligrama mg/mL: miligrama por mililitro min: minutos mL: mililitro mL/h: mililitro por hora mmol: milimol R: Ringer RL: Ringer Lactato s: segundos SC: subcutânea SF: solução fisiológica SG: solução glicosada TA: temperatura ambiente UI: Unidade Internacional UI/min: Unidade Internacional por minuto UI/mL: Unidade Internacional por mililitroO medicamento, na maioria das vezes, é colocado de forma sólida, dentro de um envoltório constituído por duas metades justapostas. Comum para doxiciclina. Suspensões orais: Partículas de forma sólida de medicamento em meio aquoso, mas não se dissolvem. Comum em pacientes com dificuldade de deglutição. Injetáveis: Administração por via intravenosa ou intramuscular, utilizado em casos que necessitam de uma ação rápida nos paciente. Comum para Ceftriaxona. Pomadas, pastas e creme: Substancias semissólidas de uso externo para infecções de pele. Gotas oftalmológica e otológicas: Forma líquida do medicamento que é colocado nos ouvidos ou na orelha do animal Sprays e soluções inalatórias: Medicamentos para infecções respiratórias; Supositórios: Preparação farmacêutica sólida, pode conter um ou mais princípios ativos; deve fundir-se à temperatura do organismo ou dispersasse em meio aquoso, a administração é via retal. 08 Eletuário: Forma pastosa fornecida a força para o animal ingerir. Bolo e pílula: Formas semiduras, esféricas que devem ser deglutidas; bolo:0,5-4,0g (grande porte) pílula:0,15-,30g (pequeno porte) Grânulo ou glóbulo: Forma esférica rígida que pesa entre 0,05 até 0,15g Pérola ou capsula mole: É constituído de uma única de uma única parte na qual a fórmula é selada dentro. O ideal é que sua administração seja feita em conjunto com um líquido. Drágea: O medicamento é colocado em um envoltório rígido que é pra ser degradado no estomago; Pastilha: Forma sólida, moldada e comprimida, sendo mastigável. Tablete: Forma sólida feita a partir de massa feita com solução hidráulica. è moldado em tableteiros e é frágil. Papel: Forma farmacêutica que o medicamento em pó é embalado, destinado a uma medicação de dose única, com um volume relativamente grande; Gel: Suspensão de pequenas partículas inorgânicas ou de grandes moléculas orgânicas interpenetradas por um líquido. Clister, clisma ou enema: Introdução de liquido pelo reto, por retenção ou evacuante; Óvulo: Aplicação vaginal de uma substância farmacêutica sólida; Xarope: Preparação aquosa de alta viscosidade, introduzido por via oral para digestão; Elixir: Preparação líquida com teor de álcool por cerca de 20-50% Loção: Preparação líquida de uso externo mediante aplicação sob a pele. Extrato: Extrai-se o princípio ativo e por meio do líquido extrator adequado, segue-se de evaporação total ou parcial do líquido. Emulsão: Preparação farmacêutica que contém duas formas líquidas indistinguível. Tintura e alcoolatura: Utilizasse da ação dissolvente do álcool. tinturas: plantas secas, alcoolatura: plantas frescas; Pour on e spot-on: Formas líquidas nas quais o medicamento é depositado, respectivamente, na linha do dorso do animal ou sobre a cernelha. Premix: O medicamento é misturado na ração do animal. (É bem utilizado para administrar vitaminas para um rebanho) 09 Vias de administração: É a forma que o medicamento vai entrar em contato com o organismo Vias digestivas: O medicamento deve ter a capacidade de ser liberado da sua forma farmacêutica para que ocorra sua dissolução, além disso essas vias tem a capacidade de atravessar as barreiras celulares do sistema gastrointestinal, incluídas neste grupo temos: Via Oral: Através de comprimidos, cápsulas ou suspensões líquidas o medicamento é introduzido na cavidade bucal pois, neste local a absorção é facilitada pelo epitélio estratificado e pela quantidade de vascularização relativamente grande neste local, é a forma mais comum, segura e conveniente, essa tipo de acesso é popular por ser de fácil manejo impactando em pouco estresse, apesar disso um lado negativo desta via é que é bem relativo as prescrições, tendo em vista que a posologia e a composição tem que ser feita após analise da anatomia do animal e considerando suas especificidades. É comum ser utilizada para infecções menos graves e em tratamento ambulatoriais. Sublingual: A diferença para a via oral é que a intenção do medicamento não é ser ingerido, mas sim posto embaixo da língua para ser degradado pelos ácidos da saliva, é uma forma na qual o medicamento faz o efeito mais rápido porque após ser dissolvido ele já vai para a corrente sanguínea, contudo não é todo medicamento que pode ser ministrado dessa forma. Retal: A medicação é introduzida no reto do animal seguindo direto para o coração onde é distribuído para os vários compartimentos do organismo, as principais desvantagens dessa via são a absorção irregular e a irritação na mucosa retal. Seu uso é comum na administração de Diazepam para felinos. Ruminal: Uso restrito para medicamentos que agem no rúmen, a forma de aplicação é empegando um aplicador e uma agulha específicos para essa finalidade. Administração Parental: É a ingestão de fármacos por meio da ingestão em um compartimento ou cavidade do corporal, sendo eles: Via intravenosa: Administração direta na corrente sanguínea, aplicação direta na veia, seus benefícios implicam em obter uma rápida de efeitos farmacológicos, a possibilidade de administração de grandes volumes, em infusão lenta, e de substâncias irritantes, devidamente diluídas, e ainda possibilita melhor controle da dose administrada, por outro lado essa via gera risco de embolias, infecções por contaminação, sendo imprópria para administração de substâncias oleosas ou insolúveis. Ela é usada para infecções graves, pacientes hospitalizados ou quando é necessário um efeito rápido. Via intramuscular: A via intramuscular é uma injeção no músculo, é de fácil aplicação, como também de longa duração. Seus pontos positivos incluem sua absorção rápida, sendo usada para volumes moderados em meio aquoso, em contra partida tem a problemática de causar dores e inflamações, assim como os processos inflamatórios. É usada quando a administração intravenosa não é possível ou em casos de infecções moderadas Via Intra-articular: É utilizada quando necessita do efeito anti-inflamatório em alguma articulação, já que a aplicação é diretamente na cavidade sinovial de uma articulação. 10 Via Subcutânea: Administração na cavidade peritoneal onde a substância vai ser absorvida lenta e continuamente, o processo após a aplicação é a absorção por difusão, atravessando grandes poros e fenestrações existentes entre as células do endotélio dos capilares vasculares e vasos linfáticos. Os maiores benefícios atrelados a essa via são a absorção constante para soluções e lenta para suspensões e pellets, apesar disso como desvantagem o procedimento tem uma facilidade de desenvolver sensibilidade e ainda dor e necrose ela raramente é usada para antibióticos, mas pode ser necessária em casos específicos. Via Intradermal: É aplicado entre a derme e a epiderme, utilizada para o diagnóstico como também para identificação de alergênios Via intraperiontal: Administração na cavidade peritonal, que possui uma grande área capaz de absorver, para a absorção de grandes volumes de solução; usada na diálise peritonial, como também para a administração de medicamentos em animais de laboratório. Via intracardiaca: A agulha é introduzida no coração do animal anestesiado em casos de eutanásia em animais de laboratório. Via intratecal: A administração vai ser no fluído ao redor da medula vertebral é utilizada em último caso por razões de dor. Utilização restrita para diagnóstico radiológico. Via Epidural: A aplicação é feita na coluna vertebral e possui as vantagens de baixa alteração cardiorrespiratória, analgesia no transoperatório, prevenção de efeitos colaterais de anestésicos gerais e ser de baixo custo. Usado em cirurgias abdominais de baixo custo Vias transmucosas ou tópicas: são as vias que o medicamento é em forma pastosa e é passado sob a pele, é bastante seguro apesar do risco de intoxicação, um cuidado em relação a esse meio é que não pode ser aplicado em cima de lesões. Via pour-on ou spot-on: O medicamento é aplicado sobre o dorso (pour-on) ou cernelha (spot- on) do animal. Usados principalmente no controle de ectoparasitas. Via inalatória:O medicamento é um gás que vai ser inalado pelo animal. Via intramamária: Utilizado para doenças na glândula mamária a exemplo da mastite. 11 Classificação dos medicamentos: Aminopenicilinas são uma subclasse de antibióticos beta-lactâmicos que são derivados da penicilina. Eles são conhecidos por seu espectro de ação mais amplo em comparação com a penicilina G e V. Aqui estão algumas classificações importantes para aminopenicilinas: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidores da Síntese da Parede Celular: Aminopenicilinas atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana, ligando-se a proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) e interrompendo a formação de ligações cruzadas nos peptidoglicanos, que são componentes essenciais da parede celular bacteriana. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas: Têm boa atividade contra bactérias Gram-positivas como Streptococcus spp. e Enterococcus spp. Gram-negativas: Têm alguma atividade contra bactérias Gram-negativas como Escherichia coli, Haemophilus influenzae, e Proteus mirabilis, mas não são eficazes contra bactérias produtoras de beta-lactamase. Exemplos de Aminopenicilinas: Classe do fármaco: Aminopenicilinas Nome: Amoxiciclina Nome Comercial: Amoxicilina Princípio Ativo: Amoxicilina Ação esperada: combater a infecção bacteriana, eliminando as bactérias responsáveis pela doença. Ao fazer isso, ajuda a aliviar os sintomas associados à infecção e a promover a cura. Indicação: Infecções de pele, do sistema respiratório e tecidos moles; Contraindicação: Não deve ser administrada a pacientes com histórico de hipersensibilidade à penicilinas e cefalosporinas. Não se recomenda a administração nas infecções por estafilococos penicilo resistentes e nas produzidas por bacilos piociânico, Ricketsias e vírus. Não administrar antibióticos sistêmicos por via oral em pacientes com septiciemia, choque, ou doença grave do trato gastrointestinal, pois a absorção do medicamento pode ser prejudicada. Pacientes com insuficiência renal de qualquer grau ou animais jovens devem receber doses em intervalos maiores Via de transmissão: Via oral e injetável Posologia: Dosagem para cães: 10-22 mg/kg (referência para 1 kg) Dosagem para gatos:10-22 mg/kg (referência para 1 kg) Efeitos Colaterais e Adversos: Altas doses ou tratamento prolongado podem causar neurotoxicidade,além de nos cães poder causar dispnéia, edema e taquicardia e para ambos tipos de pets podem ocorrer reações alérgicas ao medicamento. 12 Nome: Agemoxi Nome comercial: Agemoxi; Espécie: Cães e gatos Principio ativo: Amoxilina e Clauvanato de Potássio; Ação esperada: Ação antibacteriana e tratamento de infecções. Indicações: Cães: tratamento das infecções causadas por cepas sensíveis de Enterococcus faecalis, Enterococcus faecium, Fusobacterium nucleatum, Porphyromonas gulae, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus intermedius, Streptococcus canis, Streptococcus pyogenes e Truperella pyogenes. Gatos: tratamento das infecções causadas por cepas sensíveis de Enterococcus faecalis, Enterococcus faecium, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Streptococcus pyogenes e Truperella pyogenes. Contraindicações: Não usar o produto em animais com histórico de hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas,também não fornecer para animais de espécies de coelhos, porquinhos-da-índia, chinchilas, hamsters, cobaias e outros pequenos herbívoros. Via de transmissão: Oral Posologia: 12,5 - 25 mg / kg de 12/12 horas Efeitos Colaterais e Adversos: Efeitos adversos com penicilinas são de baixa ocorrência, mas pode ocorrer: erupções, febre, eosinofilia, neutropenia, agranulocitose, trombocitopenia, leucopenia, anemia e linfadenopatia. As penicilinas também podem causar alterações do trato gastrointestinal (anorexia, vômito e diarreia),e também as enzimas hepáticas podem apresentar-se elevadas além de taquipneia, dispneia, edema e taquicardia. E, casos de doses elevadas e o uso prolongado de penicilinas podem causar alterações gastrointestinais e neurológicas. Classificação por Via de Administração Oral: Amoxicilina é frequentemente administrada por via oral devido à sua boa absorção gastrointestinal. Parenteral: Ampicilina pode ser administrada por via intravenosa ou intramuscular, especialmente em infecções graves. Classificação por Resistência Bacteriana Sensíveis à Beta-lactamase: Aminopenicilinas são susceptíveis à degradação por beta- lactamases produzidas por muitas bactérias. Por isso, muitas vezes são combinadas com inibidores de beta-lactamase, como o clavulanato, para superar essa resistência Indicações Comuns: Infecções do trato respiratório superior e inferior (como faringite estreptocócica e bronquite) Infecções do trato urinário Infecções de pele e tecidos moles Infecções por Listeria monocytogenes (especialmente ampicilina) 13 Efeitos Adversos: Reações alérgicas (como erupções cutâneas, anafilaxia) Distúrbios gastrointestinais (como náuseas, vômitos, diarreia) Superinfecções (como infecções por Candida) As aminopenicilinas são amplamente utilizadas devido à sua eficácia e segurança, mas sua utilização deve ser guiada por testes de sensibilidade para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana. As cefalosporinas são uma classe de antibióticos beta-lactâmicos que são derivados do fungo Acremonium (anteriormente conhecido como Cephalosporium). Elas são amplamente utilizadas devido ao seu amplo espectro de ação e à relativa resistência à degradação por beta-lactamases, especialmente nas gerações mais recentes. A classificação das cefalosporinas pode ser feita com base em vários critérios: Classificação por Geração: As cefalosporinas são classificadas em cinco gerações, cada uma com espectro de ação e características farmacológicas distintas. Primeira Geração: Exemplos da primeira geração de Cefalosporina: Nome: Cefazolina Nome comercial: Agemoxi; Espécie: Cães e gatos Principio ativo: Cefazolina Indicações: Combate principalmente bactérias gram-positivas, bem como estafilococos produtores de penicilinase. Profilaxia cirúrgica. Infecções suscetíveis em neonatos. Contraindicações: Esta droga é contra-indicada a pacientes com hipersensibilidade conhecida às cefalosporinas ou penicilinas e em nefropatas as dosagens devem ser menores. Via de transmissão: intravenoso, intramuscular e via subcutânea; Posologia: 20-30 mg/kg 6/6 horas 8/8 horas 12/12 horas Efeitos Colaterais e Adversos: Raramente pode ocorrer alergia ao medicamento,bem como reação de hipersensibilidade cruzada às penicilinas,pode ocorrer registros de vômitos, salivação, taquipnéia, diarreia, anorexia e excitabilidade discrasias sanguíneas, causadas por mielotoxicidade em animais tratados por longos períodos, já foram registradasalém disso as cefalosporinas podem causar nefrotoxicidade em casos prolongados. 14 15 Nome: Cefalexina Nome comercial: Cefalexina; Ação esperada: Combater a infecção bacteriana, eliminando as bactérias causadoras da doença. Principio ativo: Cefalexina Indicações: Pode ser usada em piodermites, forunculose, foliculite, infecções do trato urinário, pré- operatório, trans-operatório, pós-operatório e otite. Contraindicações: Pacientes com hipersensibilidade,além de que ela é resistente à betalactamase de estafilococos, moderadamente resistente à algumas betalactamases de enterobactérias,também não usar em nefropatas graves. Via de transmissão: Oral; Posologia: 20-50 mg/kg (referência para 1 kg) Efeitos Colaterais e Adversos: Todas as cefalosporinas são geralmente seguras ao uso, mas pode ocorrer alergia ao medicamento, reação de hipersensibilidade cruzada às penicilinas, vômitos, salivação, taquipneia, diarreia, anorexia e excitabilidade. Segunda Geração Exemplos: Cefuroxima, cefoxitina. Espectro de Ação: Melhor atividade contra Gram-negativas em comparação com a primeira geração, incluindo Haemophilus influenzae, Neisseria gonorrhoeae, e algumas Enterobacteriaceae.Uso Comum: Infecções respiratórias, infecções abdominais, infecções ginecológicas. Terceira Geração Exemplos: Ceftriaxona, cefotaxima, ceftazidima. Espectro de Ação: Amplo espectro contra Gram-negativas e boa penetração no sistema nervoso central (SNC). Ceftazidima tem atividade contra Pseudomonas aeruginosa. Uso Comum: Meningite, infecções graves como septicemia, pneumonia nosocomial. Quarta Geração Exemplos: Cefepima. Espectro de Ação: Amplo espectro contra Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo Pseudomonas aeruginosa e algumas cepas resistentes. Uso Comum: Infecções nosocomiais graves, infecções resistentes a múltiplos medicamentos. Quinta Geração Exemplos: Ceftarolina, ceftolozana/tazobactam. Espectro de Ação: Eficaz contra Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e outras Gram-positivas resistentes, além de algumas Gram-negativas. Uso Comum: Infecções complicadas de pele e tecidos moles, pneumonia adquirida na comunidade. 16 Classificação por Via de Administração Oral: Cefalexina, cefuroxima axetil. Parenteral: Cefazolina, ceftriaxona, cefotaxima. Classificação por Resistência Bacteriana Sensibilidade à Beta-lactamase: As cefalosporinas são mais resistentes às beta-lactamases do que as penicilinas, mas ainda podem ser inativadas por algumas beta-lactamases de espectro estendido (ESBLs) e carbapenemases. Indicações Comuns Infecções respiratórias (como pneumonia e bronquite) Infecções do trato urinário Infecções de pele e tecidos moles Profilaxia cirúrgica Meningite bacteriana (particularmente cefalosporinas de terceira geração) Efeitos Adversos Reações alérgicas (erupções cutâneas, anafilaxia) Distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia) Disbiose intestinal e superinfecções (como infecções por Clostridium difficile) As cefalosporinas são versáteis e amplamente usadas devido à sua eficácia e perfil de segurança, mas sua utilização deve ser orientada por testes de sensibilidade para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana. A penicilina G, também conhecida como benzilpenicilina, é um antibiótico beta-lactâmico da classe das penicilinas, usado amplamente no tratamento de infecções bacterianas. Aqui estão algumas classificações importantes para a penicilina G: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidor da Síntese da Parede Celular: A penicilina G atua ligando-se a proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) na parede celular bacteriana, interrompendo a síntese do peptidoglicano, o que leva à lise e morte celular. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas: Alta eficácia contra a maioria das bactérias Gram-positivas, incluindo Streptococcus spp., Staphylococcus spp. não produtores de penicilinase, e Enterococcus spp. Gram-negativas: Eficaz contra algumas bactérias Gram-negativas como Neisseria meningitidis e algumas cepas de Haemophilus influenzae. Anaeróbios: Eficaz contra certos anaeróbios, incluindo Clostridium spp. Espiroquetas: Alta eficácia contra Treponema pallidum (causador da sífilis). Classificação por Via de Administração Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM): A penicilina G é frequentemente administrada por via parenteral devido à sua baixa absorção gastrointestinal e rápida degradação pelo ácido gástrico. 17 Classificação por Via de Administração Oral: Cefalexina, cefuroxima axetil. Parenteral: Cefazolina, ceftriaxona, cefotaxima. Classificação por Resistência Bacteriana Sensibilidade à Beta-lactamase: As cefalosporinas são mais resistentes às beta-lactamases do que as penicilinas, mas ainda podem ser inativadas por algumas beta-lactamases de espectro estendido (ESBLs) e carbapenemases. Indicações Comuns Infecções respiratórias (como pneumonia e bronquite) Infecções do trato urinário Infecções de pele e tecidos moles Profilaxia cirúrgica Meningite bacteriana (particularmente cefalosporinas de terceira geração) Efeitos Adversos Reações alérgicas (erupções cutâneas, anafilaxia) Distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia) Disbiose intestinal e superinfecções (como infecções por Clostridium difficile) As cefalosporinas são versáteis e amplamente usadas devido à sua eficácia e perfil de segurança, mas sua utilização deve ser orientada por testes de sensibilidade para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana. A penicilina G, também conhecida como benzilpenicilina, é um antibiótico beta-lactâmico da classe das penicilinas, usado amplamente no tratamento de infecções bacterianas. Aqui estão algumas classificações importantes para a penicilina G: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidor da Síntese da Parede Celular: A penicilina G atua ligando-se a proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) na parede celular bacteriana, interrompendo a síntese do peptidoglicano, o que leva à lise e morte celular. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas: Alta eficácia contra a maioria das bactérias Gram-positivas, incluindo Streptococcus spp., Staphylococcus spp. não produtores de penicilinase, e Enterococcus spp. Gram-negativas: Eficaz contra algumas bactérias Gram-negativas como Neisseria meningitidis e algumas cepas de Haemophilus influenzae. Anaeróbios: Eficaz contra certos anaeróbios, incluindo Clostridium spp. Espiroquetas: Alta eficácia contra Treponema pallidum (causador da sífilis). Classificação por Via de Administração Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM): A penicilina G é frequentemente administrada por via parenteral devido à sua baixa absorção gastrointestinal e rápida degradação pelo ácido gástrico. 18 A penicilina G, também conhecida como benzilpenicilina, é um antibiótico beta-lactâmico da classe das penicilinas, usado amplamente no tratamento de infecções bacterianas. Aqui estão algumas classificações importantes para a penicilina G: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidor da Síntese da Parede Celular: A penicilina G atua ligando-se a proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) na parede celular bacteriana, interrompendo a síntese do peptidoglicano, o que leva à lise e morte celular. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas: Alta eficácia contra a maioria das bactérias Gram-positivas, incluindo Streptococcus spp., Staphylococcus spp. não produtores de penicilinase, e Enterococcus spp. Gram-negativas: Eficaz contra algumas bactérias Gram-negativas como Neisseria meningitidis e algumas cepas de Haemophilus influenzae. Anaeróbios: Eficaz contra certos anaeróbios, incluindo Clostridium spp. Espiroquetas: Alta eficácia contra Treponema pallidum (causador da sífilis). Classificação por Via de Administração Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM): A penicilina G é frequentemente administrada por via parenteral devido à sua baixa absorção gastrointestinal e rápida degradação pelo ácido gástrico. Superinfecções: Como infecções por Candida devido ao desequilíbrio da flora microbiana normal. Classificação por Resistência Bacteriana Sensível à Beta-lactamase: A penicilina G é suscetível à degradação por beta-lactamases produzidas por muitas bactérias, o que limita sua eficácia contra bactérias produtoras dessas enzimas. A penicilina G continua sendo um antibiótico crucial no tratamento de várias infecções bacterianas, especialmente devido à sua eficácia contra certas bactérias Gram-positivas e espiroquetas. No entanto, o uso deve ser guiado por testes de sensibilidade para evitar resistência bacteriana e garantir a eficácia do tratamento. A penicilina G, também conhecida como benzilpenicilina, é um antibiótico beta-lactâmico da classe das penicilinas, usado amplamente no tratamento de infecções bacterianas. Aqui estão algumas classificações importantes para a penicilina G: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidor da Síntese da Parede Celular: A penicilina G atua ligando-se a proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) na parede celular bacteriana, interrompendo a síntese do peptidoglicano, o que leva à lise e morte celular. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas:Alta eficácia contra a maioria das bactérias Gram-positivas, incluindo Streptococcus spp., Staphylococcus spp. não produtores de penicilinase, e Enterococcus spp. Gram-negativas: Eficaz contra algumas bactérias Gram-negativas como Neisseria meningitidis e algumas cepas de Haemophilus influenzae. 19 Anaeróbios: Eficaz contra certos anaeróbios, incluindo Clostridium spp. Espiroquetas: Alta eficácia contra Treponema pallidum (causador da sífilis). Classificação por Via de Administração: Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM): A penicilina G é frequentemente administrada por via parenteral devido à sua baixa absorção gastrointestinal e rápida degradação pelo ácido gástrico. Classificação por Estabilidade em Ácidos Sensível ao Ácido: A penicilina G é instável em ambiente ácido, o que impede sua administração oral eficaz. Formas de Penicilina G Penicilina G potássica ou sódica: Formas de administração intravenosa ou intramuscular para tratamento de infecções sistêmicas graves. Penicilina G procaína: Forma de liberação prolongada, administrada por via intramuscular para infecções menos graves. Penicilina G benzatina: Forma de liberação muito prolongada, usada principalmente para profilaxia e tratamento de sífilis e faringite estreptocócica. Indicações Comuns Infecções por Estreptococos: Faringite estreptocócica, febre reumática, endocardite estreptocócica. Sífilis: Tratamento de sífilis primária, secundária e terciária. Meningite Meningocócica: Tratamento e profilaxia de infecções por Neisseria meningitidis. Infecções por Anaeróbios: Infecções graves por Clostridium spp. Efeitos Adversos Reações Alérgicas: Incluem erupções cutâneas, urticária, e anafilaxia em casos graves. Distúrbios Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia. Reações no Local de Injeção: Dor, inflamação ou formação de abscessos no local da injeção intramuscular. Superinfecções: Como infecções por Candida devido ao desequilíbrio da flora microbiana normal. Classificação por Resistência Bacteriana Sensível à Beta-lactamase: A penicilina G é suscetível à degradação por beta-lactamases produzidas por muitas bactérias, o que limita sua eficácia contra bactérias produtoras dessas enzimas. A penicilina G continua sendo um antibiótico crucial no tratamento de várias infecções bacterianas, especialmente devido à sua eficácia contra certas bactérias Gram-positivas e espiroquetas. No entanto, o uso deve ser guiado por testes de sensibilidade para evitar resistência bacteriana e garantir a eficácia do tratamento 20 Exemplo de medicamentos com penicilina G: Nome: Ganadol Nome comercial: Ganadol Principio ativo: Penicilina G Benzatina Penicilina G Procaína Diidroestreptomicina Ureia Ação esperada: O Ganadol tem uma composição que atua no sistema nervoso,inibindo a produção de substâncias que causam dor e febre,de modo a ter propriedade analgésicas e antipiréticas; Indicações: Deve ser usada em cortes, escoriações, nas feridas resultantes de castrações e outras operações, no tratamento de feridas infectadas e supurações de qualquer tipo. Contraindicações: Não utilizar Ganadol em tetos de vacas produzindo leite para o consumo humano,assim como não usar por periodo prolongado pode gerar danos aos fígados. Via de transmissão: Tópica (pomada) Posologia: Aplicar na ferida com uma quantidade abundante a cada 24 horas. Efeitos Colaterais e Adversos: A utilização de modo diferente do prescrito na bula pode ocasionar presença de resíduos em uma quantidade superior ao que é limite, e se neste caso for um animal de produção, qualquer produto produzido por esse animal não pode ser consumido pelo humano. A penicilina V, também conhecida como fenoximetilpenicilina, é uma forma de penicilina que é estável em meio ácido e pode ser administrada por via oral. Aqui estão algumas classificações importantes para a penicilina V: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidor da Síntese da Parede Celular: A penicilina V atua ligando-se a proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) na parede celular bacteriana, interrompendo a síntese do peptidoglicano, o que leva à lise e morte celular bacteriana. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas: Alta eficácia contra a maioria das bactérias Gram-positivas, incluindo Streptococcus spp. e Staphylococcus spp. não produtores de penicilinase. Gram-negativas: Limitada eficácia contra bactérias Gram-negativas, com algumas exceções como Neisseria meningitidis. Anaeróbios: Eficaz contra certos anaeróbios, como Clostridium spp. Espiroquetas: Eficaz contra Treponema pallidum (causador da sífilis). Classificação por Via de Administração 21 Oral: A penicilina V é administrada por via oral devido à sua estabilidade em meio ácido, o que a torna adequada para tratamento ambulatorial. Formas de Penicilina V Penicilina V Potássica: Disponível em comprimidos ou suspensão oral. Indicações Comuns Faringite Estreptocócica: Tratamento de infecções da garganta causadas por Streptococcus pyogenes. Profilaxia da Febre Reumática: Prevenção de episódios recorrentes em indivíduos com histórico de febre reumática. Infecções Dentárias: Tratamento de infecções dentárias causadas por bactérias suscetíveis. Infecções da Pele e Tecidos Moles: Tratamento de infecções leves a moderadas. Efeitos Adversos Reações Alérgicas: Incluem erupções cutâneas, urticária, e anafilaxia em casos graves. Distúrbios Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia. Reações de Hipersensibilidade: Podem ocorrer em indivíduos sensíveis à penicilina. Superinfecções: Como infecções por Candida devido ao desequilíbrio da flora microbiana normal. Classificação por Resistência Bacteriana Sensível à Beta-lactamase: A penicilina V é suscetível à degradação por beta-lactamases produzidas por muitas bactérias, o que limita sua eficácia contra bactérias produtoras dessas enzimas. Considerações Farmacocinéticas Estabilidade em Meio Ácido: A penicilina V é estável em ambiente ácido, permitindo sua administração oral. Absorção e Biodisponibilidade: É bem absorvida pelo trato gastrointestinal, mas a biodisponibilidade pode ser afetada pela presença de alimentos, portanto, recomenda-se a administração em jejum. Comparação com Penicilina G Via de Administração: Penicilina V é administrada oralmente, enquanto a penicilina G é administrada principalmente por via parenteral. Estabilidade Ácida: Penicilina V é estável em meio ácido, ao contrário da penicilina G. Espectro de Ação: Ambas têm um espectro de ação similar, mas a penicilina G tem uma aplicação mais ampla em infecções graves devido à administração parenteral. A penicilina V é uma opção eficaz e conveniente para o tratamento de infecções bacterianas leves a moderadas, especialmente aquelas causadas por estreptococos. Sua administração oral a torna uma escolha popular para o tratamento ambulatorial. 22 Exemplo de medicamento com penicilina V Nome: Penicilina V Nome comercial: Penicilina V Principio ativo: Penicilina V Espécie: Cavalo Ação esperada: Ações antibacterianas e tratar infecções Indicações: É indicada no tratamento de infecções por Streptococcus dos grupos A, B, C, D e G de Lancefield (pneumonias - S. pyogenes, S. agalactiae, S. bovis), clostridioses gangrenosas, infecções por espiroquetas (Brachyspira, Leptospira, Borrelia), bacilos gram-positivos como a Listeria monocytogenes, Erysipelothrix rhusiopathiae e Bacillus anthracis, actinomicetos do gênero Arcanobacterium actinomyces e pasteureloses. O tempo de duração do tratamento varia de acordo com a afecção envolvida Contraindicações: É contra-indicada aos pacientes com hipersensibilidade a penicilina. Pacientes com insuficiência renal grave (IRA) devem ter o intervalo entre doses ajustado. Via de transmissão: Oral Posologia: 110.000 UI / kg (40 U.I equivale a 1 micrograma) Efeitos Colaterais e Adversos: A penicilina, por si só, não é alergênica, porém pode formaro radical peniciloil e estes, ligando-se as proteínas do animal, pode numa segunda exposição a penicilina, provocar uma reação alérgica, manisfestando-se como reações cutâneas sem nenhuma gravidade,além de que em casos de super dosagem podem causar choque anafilético. A tetraciclina é um antibiótico da classe das tetraciclinas, conhecido por seu amplo espectro de ação e eficácia contra uma variedade de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, além de outros microrganismos. Aqui estão algumas classificações importantes para a tetraciclina: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidor da Síntese Proteica: A tetraciclina atua ligando-se à subunidade 30S do ribossomo bacteriano, impedindo a ligação do RNA de transferência (tRNA) ao complexo ribossômico-mRNA, o que bloqueia a síntese proteica e inibe o crescimento bacteriano. Classificação por Espectro de Ação Gram-positivas: Eficaz contra bactérias como Streptococcus spp., Staphylococcus spp. (incluindo MRSA em alguns casos). Gram-negativas: Eficaz contra várias bactérias Gram-negativas, incluindo Escherichia coli, Haemophilus influenzae e Vibrio cholerae. Outros Microrganismos: Também eficaz contra micoplasmas, clamídias, riquétsias, espiroquetas (como Treponema pallidum), e alguns protozoários (como Plasmodium spp.). Classificação por Via de Administração Oral: Disponível em forma de cápsulas e comprimidos para administração oral. Tópica: Utilizada em forma de pomadas e cremes para o tratamento de infecções cutâneas. 23 Classificação por Via de Administração Oral: Disponível em forma de cápsulas e comprimidos para administração oral. Tópica: Utilizada em forma de pomadas e cremes para o tratamento de infecções cutâneas. Formas de Tetraciclina Tetraciclina: Disponível em formas orais e tópicas. Outras Tetraciclinas: Incluem doxiciclina, minociclina, e tigeciclina, que são derivados da tetraciclina com algumas diferenças farmacocinéticas e de espectro de ação. Indicações Comuns Infecções Respiratórias: Incluindo bronquite, pneumonia e sinusite. Infecções do Trato Urinário: Tratamento de infecções urinárias causadas por bactérias suscetíveis. Infecções Sexualmente Transmissíveis: Incluindo clamídia e sífilis (em casos de alergia à penicilina). Acne: Tratamento de acne vulgaris, devido às propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas. Doença de Lyme: Tratamento de infecções causadas por Borrelia burgdorferi. Infecções por Riquétsias: Como febre maculosa das Montanhas Rochosas e tifo. Efeitos Adversos Distúrbios Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia, e esofagite. Fotossensibilidade: Aumento da sensibilidade da pele à luz solar, levando a queimaduras solares. Descoloração Dentária: Pode causar descoloração permanente dos dentes se administrada a crianças menores de 8 anos. Hepatotoxicidade: Risco de danos ao fígado, especialmente em doses elevadas ou uso prolongado. Superinfecções: Como candidíase oral ou vaginal devido ao desequilíbrio da flora normal. Classificação por Resistência Bacteriana Resistência Bacteriana: O uso excessivo e inadequado de tetraciclinas tem levado ao desenvolvimento de resistência em muitas cepas bacterianas. Mecanismos de resistência incluem efluxo ativo, modificação do local alvo e inativação enzimática. Considerações Farmacocinéticas Absorção: A absorção da tetraciclina oral pode ser reduzida pela presença de alimentos, especialmente produtos lácteos e suplementos de ferro, cálcio e magnésio. Distribuição: Boa penetração em tecidos e fluidos corporais, mas penetração limitada no líquido cefalorraquidiano. Metabolismo e Excreção: Principalmente excretada pelos rins, com uma pequena parte excretada na bile. Comparação com Outras Tetraciclinas Doxiciclina e Minociclina: Têm melhor absorção oral e meia-vida mais longa, permitindo dosagens menos frequentes. Tigeciclina: Possui um espectro de ação mais amplo e é eficaz contra algumas bactérias resistentes a outras tetraciclinas. 24 A tetraciclina é um antibiótico versátil e amplamente utilizado, eficaz contra uma ampla gama de infecções bacterianas. No entanto, seu uso deve ser monitorado para evitar efeitos adversos e o desenvolvimento de resistência bacteriana. Exemplo de medicamento com tetraciclina: Nome: Oxitetraciclina Nome comercial: Terramicina Princípio ativo: Oxitetraciclina Ação esperada: Inibir a síntese de proteínas nas bactérias, impedindo assim o crescimento e replicação das mesmas. Indicações: Infecções; Tratamentos Erlichia (Erliquiose); Mastite Contraindicação: Contraindicado para animais em fase de crescimento, pois tem o potencial de afetar o desenvolvimento ósseo e dental Via de transmissão: VI; VO; Tópica Posologia: Cães e gatos: 7mg/ kg a cada 12 hrs por 3 a 5 dias; Suínos, caprinos e ovinos: 6 a 11mg/ kg a cada 6 hrs por 3 a 5 dias; Bovinos e equinos: 5 a 10mg/ kg a cada 12 hrs por 3 a 5 dias. Efeitos Colaterias: Nefrotoxicidade; Hepatoxicidade Nome: Doxiciclina Nome comercial: Vibramycin Princípio ativo: Doxiciclina Ação esperada: Inibir a síntese de proteínas nas bactérias, impedindo assim o crescimento e replicação das mesmas. Indicações: Infecções; Prevenção Malária; Erliquiose; Brucelose Contraindicação: Hipersensibilidade; Animais jovens em crescimento; Insuficiência hepática e renal. Via de transmissão: VI; VO; Tópica Posologia: Cães e gatos: entre 6 a 10mg/ kg; sendo 1/4 a 1/2 comprimido para cada 4kgs de peso corporal. Efeitos colaterais e adversos: Distúrbio gastrointestinal; Fotossensibilidade; Distúrbio do trato urinário e do sistema nervoso; Reações alérgicas Os monobactamas são uma classe de antibióticos beta-lactâmicos caracterizados por sua estrutura monocíclica, diferentemente dos outros antibióticos beta-lactâmicos, como penicilinas, cefalosporinas e carbapenêmicos, que possuem estruturas bicíclicas. Aqui está uma visão detalhada da classificação dos monobactamas: 25 Classificação por Mecanismo de Ação Inibidores da Síntese da Parede Celular: Monobactamas agem ligando-se às proteínas ligadoras de penicilina (PBPs) nas paredes celulares bacterianas, inibindo a síntese do peptidoglicano, essencial para a integridade da parede celular. Isso leva à lise e morte das células bacterianas. Espectro de Ação Gram-negativas: Monobactamas são altamente eficazes contra bactérias Gram-negativas, incluindo Escherichia coli, Klebsiella spp., Pseudomonas aeruginosa, e Enterobacter spp. Gram-positivas e Anaeróbios: Eles têm pouca ou nenhuma atividade contra bactérias Gram-positivas e anaeróbios. Exemplos de Monobactamas Nome: Aztreonam Princípio ativo: Aztreonam Ação esperada: A inibição da síntese da parede celular bacteriana em bactérias Gramnegativas é a ação esperada. Isso leva à morte das bactérias sensíveis. O aztreonam atua especificamente inibindo a enzima denominada PBP (proteína ligante de penicilina), que está envolvida na síntese da parede celular bacteriana. Por ser seletivo para as bactérias Gram-negativas, o aztreonam é uma opção valiosa para o tratamento de infecções causadas por esses organismos, especialmente em situações em que outros antibióticos podem não ser eficazes ou quando há preocupações com alergias a outras classes de antibióticos. Indicação: O aztreonam é indicado para o tratamento de infecções causadas por bactérias Gram- negativas, incluindo Pseudomonas aeruginosa, Enterobacteriaceae(como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae) e outras bactérias resistentes a outros tipos de antibióticos, como a maioria das cefalosporinas e penicilinas. É comumente utilizado em infecções do trato urinário, infecções respiratórias, infecções intra-abdominais, infecções de pele e tecidos moles, entre outras. Em medicina veterinária, o aztreonam também pode ser prescrito para animais com infecções bacterianas sensíveis a esse antibiótico. O uso exato e a dose dependem da espécie animal,do tipo e da gravidade da infecção, e devem ser determinados pelo médico veterinário. Contraindicação: Pacientes com história de reação alérgica grave ao aztreonam ou a outros antibióticos do mesmo grupo devem evitar o seu uso, devido ao risco de reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia. Pacientes que apresentaram reações alérgicas significativas a outras classes de antibióticos, especialmente betalactâmicos como penicilinas ou cefalosporinas, podem ter maior risco de reações alérgicas ao aztreonam e devem ser monitorados com cautela. Não há evidências suficientes sobre a segurança do aztreonam durante a gravidez e a lactação. Portanto, seu uso deve ser avaliado cuidadosamente nestes casos, com consideração dos potenciais benefícios em relação aos riscos para a mãe e o feto ou o bebê. Classificação por Via de Administração Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM): Aztreonam é administrado principalmente por via intravenosa ou intramuscular devido à sua baixa absorção oral. Classificação dos medicamentos: 26 Indicações Comuns Infecções do Trato Urinário: Tratamento de infecções urinárias causadas por bactérias Gram-negativas. Infecções Respiratórias: Tratamento de pneumonia e outras infecções respiratórias causadas por patógenos Gram-negativos. Infecções Intra-abdominais: Tratamento de infecções abdominais complexas causadas por bactérias Gram-negativas. Septicemia: Tratamento de infecções sistêmicas graves causadas por bactérias Gram-negativas. Efeitos Adversos Reações Alérgicas: Embora raro, pode ocorrer erupções cutâneas, anafilaxia, especialmente em pacientes com histórico de alergia a beta-lactâmicos. Distúrbios Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia. Reações no Local da Injeção: Dor, inflamação ou flebite no local da injeção intravenosa. Classificação por Resistência Bacteriana Estabilidade à Beta-lactamase: Aztreonam é resistente à maioria das beta-lactamases produzidas por bactérias Gram-negativas, embora algumas beta-lactamases de espectro estendido (ESBLs) e carbapenemases possam inativá-lo. Considerações Farmacocinéticas Absorção: Não absorvido por via oral, necessitando de administração parenteral. Distribuição: Boa penetração em tecidos e fluidos corporais, incluindo fluido cerebrospinal em inflamação. Metabolismo e Excreção: Principalmente excretado inalterado pelos rins. Comparação com Outras Classes de Beta-lactâmicos Penicilinas e Cefalosporinas: Diferem estruturalmente, tendo anéis beta-lactâmicos bicíclicos. Ambas as classes têm um espectro de ação mais amplo, incluindo atividade contra Gram-positivas e anaeróbios. Carbapenêmicos: Também possuem um espectro de ação mais amplo, incluindo muitos Gram-negativos e Gram-positivos, e são mais resistentes a beta-lactamases. Os monobactamas, representados principalmente pelo aztreonam, são uma classe de antibióticos valiosa no tratamento de infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas. Sua resistência à maioria das beta-lactamases e perfil de segurança em pacientes alérgicos a outros beta-lactâmicos os tornam uma opção importante em determinadas situações clínicas. Os aminoglicosídeos são uma classe de antibióticos bactericidas que são eficazes principalmente contra bactérias Gram-negativas. Eles são derivados de actinomicetos do solo ou são produzidos sinteticamente. Aqui estão algumas classificações importantes para os aminoglicosídeos: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidores da Síntese Proteica: Aminoglicosídeos atuam ligando-se irreversivelmente à subunidade 30S do ribossomo bacteriano, causando a produção de proteínas 27 defeituosas e interrompendo a síntese proteica, o que leva à morte celular bacteriana. Espectro de Ação Gram-negativas: Alta eficácia contra bactérias Gram-negativas, incluindo Escherichia coli, Klebsiella spp., Pseudomonas aeruginosa, Proteus spp., e Enterobacter spp. Gram-positivas: Eficaz contra algumas Gram-positivas como Staphylococcus aureus e certos estreptococos, mas geralmente usado em combinação com outros antibióticos para sinergia. Micobacterianas: Eficaz contra certas espécies de Mycobacterium, incluindo Mycobacterium tuberculosis. Exemplos de Aminoglicosídeos Classe: Aminoglicosídeo Nome: Neomicina Nome comercial: É comercializada sob diversos nomes de marcas, dependendo do fabricante e da formulação do medicamento. Incluindo Neosporin, Neofradin, entre outros. Princípio ativo: Neomicina Ação esperada: Inibição do crescimento bacteriano. Como um antibiótico do grupo dos aminoglicosídeos, a neomicina atua interferindo na síntese de proteínas das bactérias, causando danos às suas membranas celulares e levando à morte celular bacteriana ou à inibição do seu crescimento. Isso ajuda a tratar e prevenir infecções bacterianas em diversas partes do corpo. Indicação: A neomicina é indicada para o tratamento de infecções bacterianas causadas por microrganismos sensíveis a este antibiótico. Pode ser utilizada para infecções da pele, olhos e ouvidos e para tratar infecções gastrointestinais. Contraindicação: A neomicina é contraindicada em animais com hipersensibilidade conhecida a este antibiótico ou a outros aminoglicosídeos. Além disso, deve ser usada com cautela em animais com disfunção renal, pois a neomicina pode causar toxicidade renal em doses elevadas ou quando utilizada por períodos prolongados. Via de transmissão: É administrada por via tópica, oral ou intravenosa para tratar infecções bacterianas específicas. Posologia: Para administração oral, a dose usual varia entre 5 a 25 mg por kg de peso corporal, administrada duas a quatro vezes ao dia, dependendo da gravidade da infecção. Para administração tópica, a neomicina pode ser aplicada na forma de pomada ou solução, conforme indicado pelo veterinário, seguindo as instruções de dosagem e frequência específicas para o caso do cão. Efeitos colaterais e adversos: Reações alérgicas como erupções cutâneas, coceira, inchaço ou dificuldade para respirar. Ototoxicidade, o uso prolongado pode causar danos ao sistema auditivo. Irritação gastrointestinal, náuseas, vômitos, diarréias ou dor abdominal. 28 Classe: Aminoglicosídeos Nome: Amicamicina Nome comercial: Amikin ou Amiklin, o nome varia de acordo com o fornecedor. Princípio ativo: Antibiotico bactericida Ação Esperada: É utilizado para tratamento de infecção bacteriana, interfere na síntese de proteínas nas células bacterianas resultando na morte das bactérias sencivéis. Indicações: Indicada para tratamento de infecções gastrointestinais, sistemáticas, urinaria, de pele e respiratória. Contraindicações: A amicamicina é contraindicada em casos de alergia conhecida, ototoxidade problema renal e neuromuscular. Via de administração: Via intravenosa, intramuscular ou subcutânea Posologia: Varia de acordo com a espécie, peso ou condição clínica do animal, variam de 5- 7mg/kg do peso corporal a cada 24hrs. Efeitos colaterais e adversos: Pode causar danos nos rins, danos nos ouvidos causando zumbidos, perda auditiva ou confusão, pode causar reações alérgicas, afetar o sistema nervoso central, nauseas e vômitos, dor e inflamações. Classificação por Via de Administração Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM): A maioria dos aminoglicosídeos é administrada por essas vias devido à sua baixa absorção oral. Oral: Neomicina e paromomicina são administradas oralmente, mas não são absorvidas e atuam localmente no trato gastrointestinal. Tópica: Neomicina é frequentemente usada em formulações tópicas para infecções de pele. Indicações Comuns Infecções do Trato Urinário: Causadas por bactérias Gram-negativas. Septicemia: Infecções sistêmicas graves causadas por bactérias Gram-negativas. Infecções Respiratórias: Pneumonia hospitalar, especialmente em pacientes com ventilação mecânica. Endocardite Bacteriana: Usado em combinação com outros antibióticos para tratamento sinérgico. Tuberculose: Estreptomicinaé usada como parte do regime de tratamento para tuberculose. Infecções Intra-abdominais: Muitas vezes em combinação com outros antibióticos para ampliar o espectro de ação. Efeitos Adversos Nefrotoxicidade: Danos aos rins, monitoramento da função renal é essencial durante o tratamento. Ototoxicidade: Pode causar danos ao ouvido interno, resultando em perda auditiva ou problemas de equilíbrio. Bloqueio Neuromuscular: Pode causar fraqueza muscular ou paralisia, especialmente em doses altas. Reações Alérgicas: Embora raras, podem ocorrer. 29 Classificação por Resistência Bacteriana Enzimas Inativadoras: As bactérias podem produzir enzimas (adeniltransferases, acetiltransferases, fosfotransferases) que inativam os aminoglicosídeos. Alteração do Alvo: Modificações no ribossomo bacteriano podem reduzir a ligação do antibiótico. Efluxo Ativo: Mecanismos que expulsem o antibiótico da célula bacteriana. Considerações Farmacocinéticas Absorção: Baixa absorção oral, necessitando de administração parenteral para ação sistêmica. Distribuição: Distribuem-se bem em fluidos extracelulares, mas têm penetração limitada no sistema nervoso central e no tecido adiposo. Metabolismo e Excreção: Não são metabolizados no fígado e são excretados inalterados pelos rins, o que requer ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal. Comparação com Outras Classes de Antibióticos Beta-lactâmicos: Aminoglicosídeos são frequentemente usados em combinação com beta-lactâmicos para sinergia, especialmente em infecções graves. Quinolonas: Ambos têm atividade contra Gram-negativas, mas aminoglicosídeos têm uso mais restrito devido à toxicidade. Macrolídeos: Aminoglicosídeos têm um espectro mais focado em Gram-negativas, enquanto macrolídeos são mais usados para Gram-positivas e alguns atípicos. Os aminoglicosídeos são antibióticos potentes e essenciais no tratamento de infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas. Devido à sua toxicidade potencial, seu uso é geralmente reservado para situações em que outros antibióticos são inadequados ou ineficazes, e requerem monitoramento cuidadoso da função renal e auditiva. Os glicopeptídeos são uma classe de antibióticos utilizados principalmente para tratar infecções graves causadas por bactérias Gram-positivas. Eles atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana. Aqui estão algumas classificações importantes para os glicopeptídeos: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidores da Síntese da Parede Celular: Os glicopeptídeos inibem a síntese do peptidoglicano na parede celular bacteriana ao ligar-se às extremidades D-alanil-D-alanina das unidades precursoras do peptidoglicano. Isso impede a transpeptidação e transglicosilação necessárias para a formação da parede celular, levando à lise celular e morte bacteriana. Espectro de Ação Gram-positivas: Alta eficácia contra bactérias Gram-positivas, incluindo Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), Staphylococcus epidermidis, Streptococcus spp., Enterococcus spp. (exceto algumas cepas resistentes a vancomicina), e Clostridium difficile. Gram-negativas: Não são eficazes contra bactérias Gram-negativas devido à barreira da membrana externa. 30 Os glicopeptídeos são uma classe de antibióticos utilizados principalmente para tratar infecções graves causadas por bactérias Gram-positivas. Eles atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana. Aqui estão algumas classificações importantes para os glicopeptídeos: Classificação por Mecanismo de Ação Inibidores da Síntese da Parede Celular: Os glicopeptídeos inibem a síntese do peptidoglicano na parede celular bacteriana ao ligar-se às extremidades D-alanil-D-alanina das unidades precursoras do peptidoglicano. Isso impede a transpeptidação e transglicosilação necessárias para a formação da parede celular, levando à lise celular e morte bacteriana. Espectro de Ação Gram-positivas: Alta eficácia contra bactérias Gram-positivas, incluindo Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), Staphylococcus epidermidis, Streptococcus spp., Enterococcus spp. (exceto algumas cepas resistentes a vancomicina), e Clostridium difficile. Gram-negativas: Não são eficazes contra bactérias Gram-negativas devido à barreira da membrana externa. Exemplos de Glicopeptídeos Classe: Aminoglicosídeos Nome: Trombamicina Nome comercial: Tobrex Princípio ativo: O principal ativo da trombamicina é a própria trombamicina, utilizado para infecções oculares bacterianas. Ação Esperada: Combater as bactérias e infecções ocular. Indicações: Indicado para tratamento de infecções oculares de cães causadas por microrganismos sensíveis a tombramicina. Contraindicações: Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Via de administração: Via tópica Posologia: Uma gota em cada olho a cada 12hrs por sete dias. Efeitos colaterais e adversos: Coceira, inchaço nas palpebras e aumento do lacrimejamento. Classe: Aminoglicosídeo Nome: Gentamicina Nome comercial: Aurigen, Vetaglós, Keravit Princípio ativo: Gentamicina Ação esperada: Atuar em bactérias suscetíveis por meio da ligação irreversível à subunidade ribossômica 30S, inibindo a síntese de proteínas. É considerado um antibiótico bactericida dependente da concentração. Indicações: A gentamicina possui ação rápida e é indicada para infecções agudas sérias causadas por bacilos gram-negativos, principalmente enterobactérias . Pode ser utilizada topicamente em infecções bacterianas em ouvido e olhos. 31 Contraindicação: Utilizar com cautela em pacientes neonatos, geriátricos, hepatopatas, desordens neuromusculares, febre intensa e desidratação, pacientes hipovolêmicos, hipotensos, miastenia gravis, botulismo, cães de trabalho como cães policiais (risco de surdez), hipersensibilidade a algum componente da apresentação. Via de transmissão: IM, IV e Tópica Posologia: Dosagem para Cães e Gatos: 2 - 4mg/kg Efeitos colaterais e adversos: Poderão ocorrer como efeitos adversos nefrotoxidade, ototoxidade, bloqueio neuromuscular, erupções cutâneas e alterações hematológicas. Em animais com nefropatia, há o aumento dos efeitos tóxicos. Classificação por Via de Administração Intravenosa (IV): Vancomicina, teicoplanina, dalbavancina e oritavancina são administrados principalmente por via intravenosa para tratar infecções sistêmicas graves. Oral: Vancomicina pode ser administrada por via oral para tratar infecções intestinais, como colite pseudomembranosa causada por Clostridium difficile, devido à sua baixa absorção sistêmica. Indicações Comuns Infecções por MRSA: Tratamento de infecções causadas por Staphylococcus aureus resistente à meticilina, incluindo endocardite, osteomielite, pneumonia e infecções de pele e tecidos moles. Endocardite: Tratamento de endocardite infecciosa causada por Gram-positivas. Infecções do Trato Respiratório Inferior: Pneumonia nosocomial causada por Gram-positivas. Infecções da Corrente Sanguínea: Septicemia causada por Gram-positivas. Colite por Clostridium difficile: Vancomicina oral é usada para tratar infecções intestinais causadas por C. difficile. Efeitos Adversos Nefrotoxicidade: Danos aos rins, especialmente com altas doses ou uso prolongado. Ototoxicidade: Pode causar danos ao ouvido interno, resultando em perda auditiva. Síndrome do Homem Vermelho: Reação de liberação de histamina que causa rubor, eritema e prurido, geralmente associado à infusão rápida de vancomicina. Reações de Hipersensibilidade: Incluem urticária, anafilaxia. Neutropenia: Redução dos neutrófilos no sangue, especialmente com uso prolongado. Classificação por Resistência Bacteriana Resistência Enterocócica: Algumas cepas de Enterococcus, como Enterococcus faecium, desenvolveram resistência à vancomicina (VRE). Resistência Intermediária em Staphylococcus aureus (VISA): Algumas cepas de S. aureus desenvolveram resistência intermediária à vancomicina. Modificação do Alvo: Alterações nos precursores do peptidoglicanoou por administração parenteral (injeção). • Distribuição: Depois de absorvido, o medicamento se espalha pelos fluidos corporais e tecidos. A capacidade de um antimicrobiano alcançar concentrações eficazes no local da infecção é crucial para sua eficácia. • Metabolismo: Muitos antimicrobianos são metabolizados pelo fígado em formas inativas ou ativas, com alguns sendo convertidos em compostos mais ou menos tóxicos. • Excreção: O medicamento e seus metabólitos são eliminados do corpo, geralmente pelos rins na forma de urina, mas também podem ser excretados através do fígado (bile), pulmões e outras vias. 37 Farmacodinâmica e Farmacocinética Mecanismos de ação de efeitos dos medicamentos Inibição da síntese da parede celular: Alguns antimicrobianos, como os beta- lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas), impedem a síntese do peptidoglicano da parede celular bacteriana, levando à lise osmótica e morte da célula. Inibição da síntese proteica: Outros antimicrobianos, como os aminoglicosídeos e tetraciclinas, atuam inibindo a síntese de proteínas nas células microbianas, interrompendo seu crescimento e replicação. Inibição da síntese de ácidos nucleicos: Antimicrobianos como as quinolonas e rifampicina impedem a replicação e transcrição do DNA e RNA bacterianos, respectivamente, impedindo a divisão celular. Despolarização da membrana celular: A daptomicina, por exemplo, atua despolarizando a membrana celular, causando a morte da célula microbiana. Efeitos bactericidas vs. bacteriostáticos: Dependendo da concentração, os antimicrobianos podem ter efeito bactericida (matando o microrganismo) ou bacteriostático (interrompendo seu crescimento). Interações medicamentosas: A associação de antimicrobianos pode gerar efeitos sinérgicos (potencialização) ou antagonistas (redução dos efeitos). Contribuciones a las Ciencias Sociales. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/download/1762/1473. Acesso em: 15 jun. 2024. UNICEUB. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/15579/1/21909550.pdf. Acesso em: 15 jun. 2024. Frontiers in Veterinary Pharmacology and Toxicology. Insights in Veterinary Pharmacology and Toxicology 2021. Disponível em: https://www.frontiersin.org/research- topics/27632/insights-in-veterinary-pharmacology-and-toxicology-2021/magazine. Acesso em: 16 jun. 2024. 38 Bibliografia e leituras recomendadas MSD VET MANUAL. New animal drugs, extralabel drug use, compounded drugs, and generic drugs. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/pharmacology/pharmacology-introduction/new-animal- drugs,-extralabel-drug-use,-compounded-drugs,-and-generic-drugs. Acesso em: 16 jun. 2024. MSD VET MANUAL. Guidelines for the use of antibiotic drugs. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/special-pet-topics/drugs-and-vaccines/guidelines-for-the- use-of-antibiotic-drugs. Acesso em: 16 jun. 2024. NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION (NCBI). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6769327/. Acesso em: 16 jun. 2024. UNICAMP. Vias de administração de substâncias. 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Acesso em: 21 jun. 2024 40 Siglas AD: água destilada EV: endovenosa oC: graus celsius h: hora IM: intramuscular IV: intravenosa kg: quilograma L: litro mcg: micrograma mcg/kg/dia: micrograma por quilograma por dia mcg/kg/h: micrograma por quilograma por hora mcg/kg/min: micrograma por quilograma por minuto mcg/min: micrograma por minuto mcg/L: micrograma por litro mcg/mL: micrograma por mililitro mEq: miliequivalente mEq/h: miliequivalente por hora mEq/kg: miliequivalente por quilograma mEq/kg/h: miliequivalente por quilograma por hora mEq/L: miliequivalente por litro mEq/mL: miliequivalente por mililitro mg: miligrama mg/mL: miligrama por mililitro min: minutos mL: mililitro mL/h: mililitro por hora mmol: milimol R: Ringer RL: Ringer Lactato s: segundos SC: subcutânea SF: solução fisiológica SG: solução glicosada TA: temperatura ambiente UI: Unidade Internacional UI/min: Unidade Internacional por minuto UI/mL: Unidade Internacional por mililitro