Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE IMPERATRIZ – CESI DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA – DQB GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA – BACHARELADO ELTON FERREIRA LIMA MICKAELLE ALVES DE SOUSA LIMA THÁCILA LUANA LIMA DA SILVA CITOCININAS Imperatriz – MA 2015 ELTON FERREIRA LIMA MICKAELLE ALVES DE SOUSA LIMA THÁCILA LUANA LIMA DA SILVA CITOCININAS Trabalho apresentado a disciplina de Fisiologia Vegetal do curso de Engenharia Agronômica da UEMA, como requisito básico para obtenção parcial da terceira nota, sob a orientação da Prof.ª Dr. Tiago Massi Ferraz. Imperatriz – MA 2015 3 1 INTRODUÇÃO As citocininas foram descobertas durante pesquisas dos fatores que estimulam as células vegetais a se dividirem (sofrerem citocinese). Desde sua descoberta, as citocininas têm apresentado muitos outros efeitos nos processos fisiológicos de desenvolvimento, incluindo a senescência foliar, a mobilização de nutrientes, a dominância apical, a formação e a atividade dos meristemas apicais, o desenvolvimento floral, a germinação de sementes e a quebra da dormência de gemas. As citocininas parecem também mediar muitos aspectos do desenvolvimento regulado pela luz, incluindo a diferenciação dos cloroplastos, o desenvolvimento do metabolismo autotrófico e a expansão de folhas e cotilédones (Taiz, L. & Zeiger, E., 2004). Desde os primórdios do século XX já era perceptível que a atividade mitótica nos meristemas era regulada por fatores endógenos. Diante de tal observação foi que os pesquisadores da época passaram a estudar cada vez mais o motivo que causava essa regulação e somente em 1913, foi que Haberlandt observou que o tecido vascular de várias plantas estimulava a divisão celular em tubérculos de batata. Nos anos posteriores se seguiram com esses estudos e em 1940 Overback detectou atividade mitótica (citocinese) em explantes tratados com endosperma de coco imaturo. As citocininas foram descobertas na década de 1950 quando o grupo de F. Skoog (EUA) identificou a cinetina como um composto derivado da degradação de DNA que, quando adicionado à cultura de tecidos de tabaco, induzia uma maior proliferação celular. Posteriormente a trans-zeatina (tZ), isolada de endosperma imaturo de grãos de milho, foi identificada como a principal citocinina natural. Ela ocorre não apenas em milho, mas em todas as plantas superiores. Mediante a esse panorama histórico, este trabalho tem por objetivo descrever o que são as citocininas, bem como identificar suas características, propriedades, seus limites de atuação e as suas contribuições para a compreensão sobre seus efeitos, como também para o entendimento de outros fenômenos ocorrentes na natureza. De uma forma geral, serão expostos juntamente com tais finalidades citadas, os principais pesquisadores, que contribuíram direta e indiretamente para a descoberta de tal hormônio vegetal. 4 2 HISTÓRICO SOBRE CITOCININAS HABERLANDT (1913) – Descobriu que um composto presente nos tecidos vasculares de várias espécies vegetais estimulava a divisão celular (induzia a formação de felogênio e a cicatrização de “feridas” em tubérculos de batata); van OVERBEEK (década de 1940) – Observou que o endosperma líquido de coco é rico em substâncias que promovem a divisão celular; SKOOG & col. (início da década de 1950) – Verificaram e confirmaram os resultados de Haberlandt: células de medula de fumo cresciam mais rapidamente quando se colocava tecido vascular sobre a medula; STEWART (década de 1950) – Confirmou os resultados de van Overbeek, ou seja, a água de coco continha várias “cinetinas”; MILLER & col. (1954) – Usando meio de cultura básico (sacarose, íons inorgânicos, vitaminas e aminoácidos) acrescido de diferentes substâncias, observaram que DNA envelhecido na presença de AIA apresentava a melhor resposta na indução da divisão celular. Concluiram que um produto da degradação do DNA deveria ser o fator de divisão celular; MILLER & SKOOG (1957) – Deram o nome de cinetina à substância responsável pela indução da citocinese, que foi identificada por eles como sendo a 6-furfurilaminopurina (1ª citocinina sintética). Figura 1: A CINETINA, 6-furfurilaminopurina (1ª citocinina sintética), foi descoberta como um produto da quebra do DNA envelhecido (autoclavagem). Fonte: UFRA, 2008. 5 Na década de 1960 estas substâncias foram denominadas de citocininas. LETHAM (1973) – Isolou de sementes jovens de milho a zeatina (1ª citocinina natural) e seu ribonucleosídio e demonstrou em 1974 que a zeatina era também encontrada em endosperma de coco. 2.1 A cinetina foi descoberta como um produto da quebra de DNA A História da descoberta das citocininas teve sua origem durante a década de 1950, quando a equipe do Dr. Folke Skoog, da Universidade de Winsconsin (Estados Unidos), estava à procura de uma substância que fosse responsável pela divisão celular em vegetais, utilizando nessa abordagem, como modelo experimental, o cultivo da medula de tabaco in vitro. Nessa época, já se conhecia o ácido indolil – 3 – acético (AIA), uma auxina isolada em 1934. A equipe já sabia, por exemplo, que, quando o AIA era utilizado em meios nutritivos juntamente com constituintes complexos, como extrato de levedura e água de coco, ocorria uma intensa proliferação das células da medula, o que levou a admitir a existência, nessas substâncias, de algo também essencial à divisão celular. Essa substância foi finalmente isolada por Carlos Miller em 1955, um colaborador de Folke Skoog, e denominada cinetina (Miller et al, 1955 apud Kerbauy,G. & Peres, L. 2004). A cinetina era formada a partir das bases nitrogenadas presentes no esperma de arenque (uma espécie de peixe marinho), sendo liberada à medida que este envelhecia, processo esse que podia ser acelerado quando o material era submetido à autoclave. O grupo do Dr. Skoog constatou que a medula do tabaco, quando submetido apenas a 2 mg/L de AIA, apresentava, fundamentalmente, expansão das células e um pequeno aumento de peso. Todavia suas células mostravam-se incapazes de entrar em divisão celular, a não ser que a cinetina fosse adicionada ao meio de cultura. Embora a adição de 100 μg/L de cinetina promovesse apenas um pequeno aumento de peso em relação ao controle, era o suficiente para aumentar cerca de 30 vezes o número de células. A denominação de cinetina decorreu do fato de essa substância atuar sobre o processo de citocinese. Em seguida Skoog et al. propuseram o termo citocinina para compostos com atividade biológica igual à cinetina, ou seja, aqueles capazes de promover a citocinese em células vegetais (Skoog et al., 1965 apud Kerbauy,G. & Peres, L., 2004). 6 2.2 A zeatina foi a primeira citocinina natural descoberta É interessante notar que, embora a descoberta e a conceituação de citocinina tenha ocorrido a partir de uma substância artificial descoberta na década de 1950, a primeira citocinina natural em plantas só foi isolada 20 anos mais tarde, por David Letham, em extrato de milho verde (Zea mays), denominando-a de zeatina na qual a cadeia lateral apresenta uma ligação dupla e ela pode ocorrer na configuração cis ou trans (Letham, 1973 apud Kerbauy, G. & Peres, L., 2004), como mostra a figura 2. Figura 2: Estrutura cis e trans da Zeatina Fonte: (Taiz, L. e Zeiger,E. 2009). A zeatina é, na verdade, um composto conhecido como trans – 6 – (4 – hidróxi – 3 – metilbut – 2 – enilamino) purina, sendo portanto, derivado de uma base púrica (adenina), como também é o caso da cinetina (6 – furfurilaminopurina. Desde a sua descoberta em endospermas imaturos de milho, a zeatina tem sido encontrada em muitas plantas e em algumas bactérias. Ela é a citocinina predominante nos vegetais superiores, no entanto outros representantes de aminopurina com atividade de citocinina tem sido isolados em muitas espécies vegetais e de bactérias. 7 2.3 Alguns compostos sintéticos podem imitar ou antagonizar a ação da citocinina As citocininas são definidas como compostos que possuem atividades biológicas semelhantes àquelas da trans-zeatina. Estas atividades incluem: A indução da divisão celular em calos na presença de uma auxina; Promoção da formação de gemas ou raízes a partir de calos em cultura, quando em razões molares adequadas para auxina; Retardo da senescência foliar; Promoção da expansão dos cotilédones de dicotiledôneas. Muitos compostos químicos com a atividade de citocinina tem sido sintetizados e testados, e no processo de determinação das necessidades estruturais para a atividade das citocininas, os pesquisadores encontraram algumas moléculas que agem como antagonistas das citocininas, como mostra a figura 3. 8 Figura 3: compostos sintéticos que podem imitar ou antagonizar a ação da citocinina. CITOCININAS SINTÉTICAS DE NATUREZA PURÍNICA CITOCININAS SINTÉTICAS DERIVADAS DO DIFENILURÉIA ANTAGONISTA DA CITOCININA Fonte: (Taiz, L. e Zeiger, E. 2009). 9 2.4 Algumas bactérias e fungos fitopatogênicos, insetos e nematódeos secretam citocininas livres: Algumas bactérias e fungos estão intimamente associados às plantas superiores. Muitos desses microrganismos produzem e secretam quantidades substanciais de citocininas e/ou induzem as células vegetais a sintetizarem hormônios vegetais, incluindo as citocininas (Akiyoshi et al., 1987). transzeatina, iP, cis-zeatina e seus ribosídeos, bem como derivados de 2- metiltio de zeatina. Bactérias formam a galha da coroa (Agrobacterium tumefaciens) e a vassoura- de-bruxa (Corynebacterium fascians); Fungos formam as micorrizas arbusculares; Certos insetos induzem a formação de galha e a utilizam como local de alimentação; Nematódeos de nódulos de raízes produzem células gigantes das quais obtêm seu alimento. O aumento de citocinina, produzida pela interação com bactérias, fungos, vírus ou insetos, pode causar um aumento na proliferação do meristema apical da parte aérea e/ou o crescimento das gemas laterais. Essa proliferação, conhecida como fasciação, se manifesta como um fenômeno chamado vassoura-de-bruxa. Figura 4. Figura 4: Vassoura de bruxa em Abeto (Abies sp.). Fonte: (Taiz, L. e Zeiger, E. 2009). 10 3 DIVISÃO CELULAR E O DESENVOLVIMENTO VEGETAL As células vegetais formam-se a partir de divisões celulares do meristema primário ou do secundário. As células vegetais recém formadas expandem-se e se diferenciam, mas, uma vez assumida a sua função – transporte, fotossíntese, sustentação, armazenamento ou proteção – em geral, não se dividem novamente durante a sua vida. Nesse aspecto, elas parecem ser semelhantes às células animais, que são consideradas terminalmente diferenciadas. Contudo, essa semelhança com o comportamento de células animais é apenas superficial. Pois quase todos os tipos de células vegetais que conservam o núcleo na maturidade apresentam a capacidade de se dividirem. Essa propriedade entra em funcionamento durante certos processos, como a cicatrização de lesões e a abscisão foliar. 3.1 As células vegetais diferenciadas podem retomar a divisão Sob certas circunstâncias, células vegetais maduras e diferenciadas podem retomar a divisão celular na planta intacta: Em muitas espécies, células maduras do córtex e/ou do floema retomam a divisão para formar meristemas secundários, como o câmbio vascular ou felogênio. A zona de abscisão na base do pecíolo é a região da folha onde as células maduras do parênquima podem se dividir novamente após um período de inativação mitótica, formando uma camada de células com paredes relativamente frágeis, nas quais pode ocorrer a abscisão. A lesão de tecidos vegetais induz divisões celulares no local lesionado. A atividade mitótica induzida por lesão é normalmente auto limitante; após poucas divisões, as células derivadas param de se dividir e se rediferenciam. Entretanto, quando a bactéria do solo Agrobacterium tumefaciens invade uma lesão, ela pode causar neoplasia (formação de tumor), doença conhecida como galha da coroa. Agrobacterium tumefaciens altera as características das células que se dividem em resposta à lesão, tornando-as semelhantes a um tumor. Elas não param de se dividir; pelo contrário, continuam sua divisão ao longo da vida do vegetal, 11 produzindo uma massa desorganizada semelhante a um tecido tumoral denominada galha. 3.2 Fatores difusíveis controlam a divisão celular As células vegetais maduras param de se dividir porque não recebem mais um determinado sinal, possivelmente hormônio, o qual é necessário para o início da divisão celular. A ideia de que a divisão celular pode ser iniciada por um fator difusível foi proposta pelo fisiologista vegetal austríaco G. Haberlandt, em 1913. Ele demonstrou que o tecido vascular possui uma substância ou substâncias hidrossolúveis que estimulam a divisão celular em tecidos lesionados de tubérculo de batata. O esforço para a determinação da natureza desse fator (ou fatores) levou à descoberta das citocininas na década de 1950. 3.3 Os tecidos e os órgãos vegetais podem ser cultivados A possibilidade de crescerem células, tecidos e órgãos em um simples meio de cultura com nutrientes vem há muito despertando o interesse de biólogos. Na década de 1930, Philip White demonstrou que raízes de tomateiro poderiam crescer indefinidamente em um simples meio nutritivo, contendo apenas sacarose, sais minerais e algumas vitaminas, sem adição de hormônios. Ao contrário das raízes, os tecidos caulinares isolados exibem muito pouco crescimento em meio de cultura sem a adição de hormônios. As partes aéreas da maioria dos vegetais não podem crescer em um meio simples sem hormônios, até que se formem raízes adventícias, mesmo se os tecidos caulinares cultivados contiverem os meristemas apical ou lateral. Essas observações indicam que existe uma diferença entre a regulação da divisão celular nos meristemas da raiz e da parte aérea. Sugerem também que algum(ns) fator(es) derivado(s) da raiz pode(m) regular o crescimento da parte aérea. 12 4 BIOSSÍNTESE, METABOLISMO E TRANSPORTE DAS CITOCININAS As cadeias laterais das moléculas naturais de citocininas são quimicamente relacionadas à borracha, aos carotenoides, aos hormônios giberelina e ácido abscísico e a alguns compostos de defesa vegetal conhecidos como fitoalexinas. Todos são constituídos, pelo menos em parte, por unidades de isopreno. A história da descoberta das citocininas está ligada intimamente ao próprio estabelecimento da técnica da cultura de células, tecidos e órgãos vegetais in vitro. Curiosamente, o primeiro sucesso no cultivo de umórgão vegetal isolado in vitro foi obtido com raiz (White, 1934 apud Kerbauy, G. & Peres, L., 2004), mesmo antes da descoberta da primeira citocinina cerca de duas décadas e meia mais tarde. Sabe-se, atualmente, que uma das possíveis causas do sucesso na manutenção dessas raízes isoladas e vivas no meio de cultura teria sido o fato de serem elas os principais centros produtores de citocininas nas plantas. Outras evidências de que esses órgãos funcionariam como um importante sítio de síntese de citocininas vieram da constatação de que a senescência das folhas isoladas poderia ser retardada tanto pela aplicação de cinetina quanto pela formação de raízes nos pecíolos. Contudo é necessário considerar que outros tecidos meristemáticos, como os ápices caulinares, também podem produzir citocininas, conforme evidenciado em plantas que, praticamente, não possuem raízes, como no caso de Tillandsia recurvata, uma bromélia epífita (Peres et al., 1997 apud Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). O estudo da biossíntese de Cks enfrenta consideráveis limitações, principalmente pelo fato de o nível endógeno destas, nos tecidos vegetais, ser extremamente baixo, fazendo com que as dosagens desses compostos sejam um tanto trabalhosas. Também o papel central dos precursores de citocininas (nucleotídeos e isopentenilpirofosfato) no metabolismo celular tem-se mostrado um problema para o estudo da biossíntese dessa classe hormonal. Assim, em estudos utilizando precursores marcados radioativamente, a principal porção dos substratos radioativos supridos é incorporada em metabólitos comuns de purina, sendo apenas uma pequena fração incorporada propriamente em citocininas. Além disso, como as Cks possuem numerosas atividades complexas essenciais para o crescimento e desenvolvimento da planta, uma abordagem genética (baseada na obtenção de mutantes) é difícil de alcançar. Desse modo, mutantes defectivos para a síntese de citocininas (auxotróficos) podem ser letais; por outro lado, 13 pode existir mais de uma via biossintética para citocininas, envolvendo por isso mais de um gene com funções semelhantes, o que, de alguma forma, acaba garantindo a produção desse hormônio mesmo quando um desses genes é inativado por mutação (Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). 4.1 As células da galha da coroa recebem um gene para a síntese de citocinina Os tecidos da galha da coroa livres da bactéria proliferam no meio de cultura sem adição de hormônios. Os tecidos da galha da coroa contem níveis substanciais de auxina e citocininas livres. Durante a infecção pela Agrobacterium tumefaciens, as células do vegetal incorporam o DNA bacteriano em seus cromossomos. As cepas virulentas de Agrobacterium possuem um grande plasmídeo, conhecido como plasmídeo Ti. 4.2 O IPT catalisa a primeira etapa da biossíntese da citocinina Até 2001, o modelo corrente para a biossíntese de Cks previa a adição da cadeia lateral, representada pelo isopentenilpirofosfato (Δ2 – iPP), à posição N6 da adenosina monofosfato (AMP), reação essa catalisada pela enzima isopentenil transferase (IPT), produzindo a citocinina ribotídeo N6 Δ2 - isopenteniladenosina monofosfato [9R-5'P]iP (Figura 5). 14 Figura 5: Biossíntese de Citocininas em plantas (verde) e Agrobacterium (lilás). Perceber a atuação da enzima IPT (isopenteniltransferase). Fonte: Kerbauy ( 2004). Os primeiros genes codificadores da enzima IPT foram isolados inicialmente em bactérias, e não em plantas. O gene ipt ou tmr presente no T-DNA de Agrobacterium tumefaciens produz [9R-5' P] iP pela reação. As citocininas zeatina e zeatina ribosídeo seriam formadas subseqüentemente, a partir de [9R-5' P] iP, por uma reação denominada trans-hidroxilação (Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). Uma outra alternativa para biossíntese de citocininas em plantas seria o RNA transportador (tRNA). A terminação 3' do anticódon do tRNA possui Cks, o que levou, inclusive, à hipótese de que essas Cks estariam envolvidas no controle da biossíntese de proteínas. No entanto, a maior parte das Cks biologicamente ativas não ocorre no tRNA. No tRNA predomina a forma cis-Z, e não trans-Z. A liberação de cis-Z a partir de tRNA, e posterior conversão para trans-Z, pode ser uma via indireta de produção 15 de Cks, mas não a principal, pois tecidos auxotróficos para Cks possuem, obviamente, tRNA (Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). Desde o isolamento e sequenciamento do gene ipt de Agrobacterium, várias tentativas foram feitas no sentido de encontrar eventuais sequências de DNA de plantas que possuíssem homologia com esse gene. As tentativas frustradas levaram à consideração até de que as citocininas presentes nos tecidos vegetais seriam produzidas por microrganismos simbiontes das plantas, e não pelas próprias plantas. Propôs-se, até mesmo, que a autotrofia para citocininas, também conhecida como autonomia ou habituação, que às vezes ocorre em calos cultivados in vitro, pode ser devida a contaminações imperceptíveis. Essas contaminações seriam causadas por certas bactérias, como as "metilotróficas facultativas de coloração rosada", as quais não são passíveis de remoção durante a desinfestação dos tecidos para cultura in vitro (Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). Contrariando, todavia, a provocativa teoria supracitada, a finalização do sequenciamento do genoma de Arabidopsis thaliana (At) possibilitou a identificação de nove homólogos do gene ipt de Agrobacterium, designados AtIPT1 a AtIPT9. Análises filogenéticas indicaram que AtIPT2 e AtIPT9 codificam possível enzimas IPT envolvidas na síntese das citocininas presentes em tRNAs, enquanto os outros sete AtIPTs são mais homólogos ao gene bacteriano ipt / tmr. A expressão de sete desses genes em Escherichia coli resultou na secreção de iP e Z, confirmando o envolvimento deles na biossíntese de Cks (Takei et al., 2001 apud Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). Além disso, a superexpressão do gene AtIPT4 em calos de tabaco, induzida por meio da fusão desse gene com um promotor bastante forte (35S) isolado a partir do vírus do mosaico da couve-flor (CaMV), resultou na regeneração de gemas caulinares mesmo na ausência de Cks rio meio de cultura, o mesmo não ocorrendo quando se utilizou o gene AtIPT2 para as transformações genéticas (Kakimoto, 2001 apud Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). Surpreendentemente, de modo diferente da enzima IPT de bactéria, a enzima AtIPT4 utilizou ATP e ADP preferencialmente ao AMP como substrato (Kakimoto, 2001 apud Kerbauy, G. & Peres,L., 2004).Os produtos dessas reações parecem ser isopenteniladenosina-5'-trifosfato e isopenteniladenosina-5'-difosfato (Figura 3), podendo ser, subseqüentemente, convertidos a zeatina (Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). 16 A descoberta da participação de mais de um gene na reação de biossíntese de Cks em plantas explica a dificuldade verificada até então em isolar mutantes defectivos para essa reação. Desse modo, a inativação de um dos genes AtIPT seria compensada pelo funcionamento dos demais. O único mutante conhecido para a biossíntese de Cks era o amp 1 (altered meristem program) de Arabidopsis thaliana. Contudo, ao contrário do que se poderia esperar, plantas mutantes portadoras desse gene defectivo possuem níveis elevados de citocininas. O isolamento do gene defectivo amp 1 mostrou que seu alelo funcionai (AMP1) codifica uma carboxipeptidase do glutamato similar às enzimas envolvidas na clivagem e ativação de pequenos peptídeos sinalizadores, como o ENOD40, a sistemina e o CLAVATA3. Esse resultado sugere que uma das funções do peptídeoativado pela enzima codificada por amp 1 seria inibir a biossíntese de Cks, o que explicaria como a perda de função do gene mutante amp 1 leva a um acúmulo de Cks (Kerbauy, G. & Peres, L., 2004). 4.3 Transporte de citocininas Atualmente se sabe, que as citocininas ocorrem como moléculas livres nas plantas e podem também ser encontradas em RNAs (t-RNAs) transportadores do citoplasma e cloroplasto. Em todas as plantas, as raízes parecem ser os principais locais de biossíntese natural de citocinina, mas a produção também pode ocorrer em outros tecidos em divisão celular ativa, tais como o câmbio do caule, frutos em desenvolvimento dentre outras partes da planta. O ápice da raiz é o local mais importante de síntese. A concentração de citocinina nos tecidos varia entre 0,01 a 1μM. As citocininas produzidas nas raízes das plantas são normalmente transportadas através do xilema e floema para outras regiões, como conjugados nucleotídeos. 4.4 Um sinal da parte área regula o transporte das zeatina ribosídios a partir das raízes As citocininas no exsudado do xilema estão principalmente na forma de zeatina ribosídeos. Uma vez atingido as formas, alguns desses nucleosideos são 17 convertidos a forma base ou a glicosídeos (Noodén e Letham, 1993). As citocininas glicosídeos podem se acumular em grande quantidade nas diferentes partes da planta que estão com divisão celular ativa e podem estar presentes até mesmo em folhas que sofreram senescência. As evidências dos experimentos realizados através de um dos modos de propagação assexuada que foi a enxertia, realizado em mutantes sugerem que o transporte da zeatina ribosídeo da raiz para a parte aérea é regulado por sinais produzidos na parte aérea. É notório desse modo que um sinal da parte aérea pode regular o transporte de citocininas a partir das raízes. Embora a identidade desse sinal ainda não tenha sido determinada, estudos tem demonstrado que provavelmente não se trata de uma auxina (Beveridge, 2000). 4.5 As citocininas são rapidamente metabolizadas nos tecidos vegetais Figura 6: A citocinina oxidase degrada irreversivelmente algumas citocininas. Fonte: (Taiz, L. e Zeiger, E. 2009). Muitos tecidos vegetais possuem a enzima oxidase da citocinina, a qual cliva a cadeia lateral da zeatina, da zeatina ribosídio, iP e de seus N-glicosídios. Entretanto, a di-hidrozeatina e seus conjugados, bem como citocininas aromáticas como a benziladenina, são resistentes à clivagem. A oxidase da citocinina inativa irreversivelmente as citocininas, sendo importante na regulação e na limitação dos efeitos da citocinina. 18 5 FUNÇÕES BIOLÓGICAS DAS CITOCININAS Embora sido descobertas como fatores da divisão celular, as citocininas podem estimular ou inibir uma variedade de processos fisiológicos, metabólicos, bioquímicos e de desenvolvimento, quando aplicadas a plantas superiores. Nos dias atuais é perceptível que diversas abordagens tem ajudado a esclarecer os papéis que as citocininas tem no crescimento e no desenvolvimento vegetal. Nesta senda, vale mencionar que as citocininas não atuam apenas como um composto que promove a proliferação celular, pois estas afetam muitos outros processos como por exemplo: desenvolvimento vascular, dominância apical e senescência foliar. 5.1 A razão auxina: citocininas regula a morfogênese de tecidos em culturas Logo após a descoberta da cinetina, foi observado que a diferenciação de calos, obtidos a partir de segmentos de medula de tabaco, em raízes ou em partes aéreas, depende da razão de auxina:citocinina no meio de cultivo. Enquanto uma alta razão estimula a formação de raízes, uma baixa razão leva a formação de parte aérea. Em níveis intermediários, o tecido cresce como um calo indiferenciado. O efeito da razão auxina:citocinina na morfogênese também pode ser observado nos tumores da galha da coroa obtida pela mutação do T-DNA do plasmídio Ti da Agrobacterium. A mutação do gene ipt do plasmídio Ti bloqueia a biossíntese de zeatina nas células infectadas. A alta razão auxina:citocinina resultante nas células do tumor causa a proliferação de raízes em vez de calos indiferenciados. Por outro lado, a mutação em qualquer um dos genes para a biossíntese da auxina promove uma diminuição da razão auxina:citocinina, estimulando a proliferação da parte aérea. 5.2 As citocininas modificam a dominância apical e promovem o crescimento de genes laterais Um dos principais determinantes da forma vegetal é o grau de dominância apical. O padrão de formação dos ramos é normalmente determinado pela luz, nutrientes e genótipo. 19 Fisiologicamente, a formação de ramos é regulada por uma complexa interação de hormônio, incluindo auxina, citonina e um sinal recentemente identificado (estrigolactona, novo hormônio) proveniente da raiz. Embora a dominância apical possa ser determinada pela auxina, transportada de forma polar, estudos indicam que as citocininas desempenham um papel no crescimento inicial das gemas laterais. Por exemplo, aplicações diretas de citocininas em gemas axilares de muitas espécies estimulam a divisão celular e o brotamento dessas gemas. Os mutantes que superexpressam citocinina podem ser densamente ramificados. Foi descoberto que a auxina inibe um subconjunto de genes IPT na região nodal de caules de ervilha, bem como elevam a expressão da oxidase da citocinina, a qual degrada citoninas. Evidências recentes sugerem que um novo hormônio (estrigolactona) derivado das raízes age, assim como a auxina proveniente do meristema apical, como um repressor do crescimento da gema axilar. Assim, a dormência das gemas axilares pode ser regulada pela ação dupla, a longa distância, de sinais negativos provenientes tanto da parte aérea quanto do meristema do ápice da raiz. 20 Figura 7: interação da auxina e da citocinina na regulação do brotamento de gemas. Em uma planta onde o ápice da parte aérea está intacto (esquerda), a auxina (AIA) produzida no ápice inibe os níveis de citocinina na gema apicalatravés da inibição da expressão da citocinina oxidase (CKX), impedindo o crescimento da gema. A remoção do ápice da parte aérea (figura central) elimina o fluxo de auxina, resultando na elevação da expressão do IPT e na diminuição da expressão de CKX. Isto faz com que os níveis das citocininas nas gemas apicais sejam aumentados, promovendo o seu crescimento. Após as gemas terem crescido por um período (direita), elas iniciam a síntese e a exportação de sua própria auxina. O IPT é novamente inibido e o CKX é aumentado, resultando novamente na diminuição dos níveis de citocininas. * N. de R. T.; os genes IPT são ativados e os genes CKX (citocinina oxidase) são desativados. A citocinina se move para a gema adjacente. Fonte: (adaptado de Shimizu-Sato et al. 2008). 5.3 Citocininas e a senescência foliar Em muitas espécies de plantas, as folhas tornam-se amarelas logo que elas são removidas da planta. Este amarelecimento, que é devido à perda de clorofila, pode ser retardado por citocininas. Por exemplo, quando folhas excisadas de Xanthium strumarium são colocadas em água pura, tornam se amarelas em torno de dez dias. Com cinetina (10 mg/L) presente na água, a cor verde e aparência fresca das folhas são mantidas. Se uma folha excisada é pulverizada parcialmente com uma solução contendo cinetina, as partes pulverizadas permanecerão verdes, enquanto o 21 resto da folha se tornará amarelo. Ademais, se uma folha é pulverizada com citocininacontendo aminoácidos radiativamente marcados, pode-se mostrar que aminoácidos de outras partes da folha migram para a área tratada com citocinina. Uma interpretação da senescência foliar é de que as citocininas são limitantes em folhas destacadas. Esta interpretação conduz a uma importante questão ainda não respondida, a respeito de sítios de produção de citocininas dentro das plantas. Pois na contemporaneidade, é notório que as citocininas são mais abundantes nas sementes, frutos, folhas e pontas de raízes, dividindo-se ativamente. Isto não evidencia, entretanto, que as citocininas sejam sintetizadas nestes órgãos, pois é possível que as citocininas sejam transportadas a partir de outros sítios, com base em várias evidencias, as pontas das raízes estão provavelmente envolvidas na síntese de citocininas. Na esteira desse raciocínio, ainda cabe mencionar que na atualidade é amplamente aceito que as citocininas sintetizadas nas pontas das raízes são transportadas através do xilema para as outras partes da planta. 5.4 As citocininas promovem a mobilização de nutrientes (aumenta a força do dreno) Figura 8: Efeito da citocinina no movimento de aminoácidos em plântulas de pepino. Utilizou-se um aminoácido aminoisobutirico, aplicado em um pequeno ponto no cotilédone de cada uma das plântulas. A cor preta indica a distribuição da radiotividade. Fonte: (Taiz, L. e Zeiger, E. 2009). A condição nutricional da planta regula os níveis de citocinina, e, por sua vez, a razão relativa entre citocinina e auxina, determinam a taxa de crescimento relativo 22 de raízes e partes aéreas: Altas concentrações de citocinina promovem o crescimento da parte aérea, e, de modo oposto, níveis altos de auxina promovem o crescimento da raiz. Em baixos níveis nutricionais, os teores de citocinina são também reduzidos, resultando em um aumento no crescimento da raiz, permitindo que a planta adquira de forma mais eficiente os nutrientes presentes no solo. Em comparação, solos com ótimas condições nutricionais promovem o aumento nos níveis de citocinina, favorecendo o crescimento da parte aérea e, assim, maximizando a capacidade fotossintética. 5.5 As citocininas promovem a expansão celular em folhas e cotilédones (rabanete) Figura 9: Efeito da citocinina na expansão de cotilédones de rabanete. O experimento descrito aqui mostra que os efeitos da luz e da citocinina são aditivos. T0 representa as plântulas de rabanete antes de iniciar o experimento. Os cotilédones excisados foram incubados por teês dias (T3) no escuro ou na luz, com ou sem 2,5 m de zeatina. Em ambas as condições de luz e escuro, os cotilédones tratados com zeatina expandiram mais do que no controle (de Huff e Ross, 1975). Fonte: (Taiz, L. e Zeiger, E. 2009). Um mediador-chave de muitas respostas a luz é o fitocromo fotorreceptor de luz vermelha. Foi descoberto que o regulador de resposta ARR4 tipo A estabiliza a forma ativa Pfr de um fitocromo, PhyB, pela redução da taxa de reversão. Assim, o ARR4 age como um regulador positivo da função do PhyB. Outro ponto de convergência entre a sinalização da luz e citocinina ocorre via a proteína HY5 (fator de transcrição). A HY5 é um regulador positivo da 23 fotomorfogênese, agindo a jusante de múltiplas famílias de fotorreceptores, incluindo fitocromos e criptocromos. A citocinina aumenta a abundância da proteína HY5 pelo aumento de sua estabilidade. 5.6 Os processos regulados por citocininas são demonstrados em plantas que superproduzem esses hormônios Induzindo um atraso na senescência foliar pela superprodução de citocinina, seria possível estender a produtividade fotossintética de plantas. Figura 10: A senescência foliar é repartida em plantas transgênicas de alface apresentando o gene ipt para a biossíntese de citocinina no período de senescência. Plantas-controle (cinco superiores) não transgênicas; plantas SAG12;;IPT (cinco inferiores) utilizam um “gene promotor associado à senescência” (SAG12), para dirigir a expressão do ipt no inicio da senescência (de McCabe et al., 2001). Fonte: (Taiz, L. e Zeiger, E. 2009). 24 6 EFEITOS DE CITOCININAS NA MICRO PROPAGAÇÃO DE MENTHA X GRACILIS SOLE 6.1 Metodologia O trabalho foi conduzido no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ). Para a obtenção dos explantes foram utilizadas plantas jovens de Mentha x gracilis Sole, com trinta dias de idade e cultivadas em casa de vegetação. Segmentos caulinares jovens foram desinfestados conforme metodologia proposta por Flores et al. (2006). Após o procedimento de desinfestação, segmentos nodais (1 cm) de Mentha x gracilis Sole foram inoculados e cultivados em tubos de ensaio (25 x 150 mm), contendo 10 mL do meio nutritivo MS (Murashige & Skoog, 1962), acrescido de 30 g.L-1 de sacarose, 100 mg.L-1 de mio-inositol e suplementado com concentrações (0,5; 1,0 e 2,0 LM) de 6-benzilaminopurina (BAP), cinetina (KIN) e thidiazuron (TDZ). O pH foi ajustado para 5,8 e antes da adição de 7 g.L-1 de ágar. Os explantes foram mantidos em sala de crescimento com temperatura de 25±2 °C, fotoperíodo de 16 horas de luz e intensidade luminosa de aproximadamente 40 Lmol m-2 s-1. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com cinco repetições, sendo cada repetição formada por cinco plantas. Os dados foram submetidos à análise de variância e analisados pelo teste de Tukey em nível de 1% de probabilidade de erro. 6.2 Resultados e Discussão Observou-se o desenvolvimento de brotações axilares em todos os tratamentos testados. Após 30 dias de cultivo in vitro, as plantas cultivadas em meio contendo 2 μM de TDZ apresentaram um maior número de brotações (14,1), segmentos nodais e apicais (19,12) e folhas (31,84) em relação aos demais tratamentos com KIN e BAP (Tabela 1). O efeito do TDZ na proliferação de brotos de Mentha x gracilis está de acordo com os resultados obtidos por Poovaiah et al (2006). De fato, segundo Barrueto Cid (2000), o TDZ é um citocinina muito eficiente para a proliferação e diferenciação de gemas 25 axilares em várias espécies. Por outro lado, os melhores resultados em relação ao alongamento dos brotos foram registrados em meio suplementado com 1 e 2 LM de KIN. As plantas apresentaram uma maior percentagem de enraizamento e um maior número de raízes quando cultivadas em meio isento de citocininas ou na presença de 0,5-1,0 LM de KIN (Tabela 1). Resultados semelhantes aos encontrados no presente estudo foram registrados por Oltramari et al. (2000) na micropropagação de Acca sellowiana (Berg) Burret. Os resultados obtidos mostraram que o desenvolvimento da parte aérea foi favorecido na presença 2 LM de TDZ, contudo esta concentração reduziu o alongamento e o enraizamento das plantas. Estes resultados sugerem a necessidade de meios de cultivo distintos para as fases de multiplicação e alongamento/enraizamento das plantas in vitro. Fonte: adaptado de IX Salão de Iniciação Científica PUCRS 26 7 CONCLUSÃO Diante do exposto, pode-se observar que a descoberta das citocininas foi fruto de várias observações e experimentos gerados no desenvolvimento da teoria associada a cada um dos hormônios vegetais. A Fisiologia vegetal chegou a muitas conclusões relacionadas a divisão celular, crescimento, dentre outros fatores voltados para as plantas graças a esses hormônios. Desse modo, torna se evidente que desde os primórdios o homem buscou conhecer e identificar todos os fenômenos voltados para as plantas, descobrindoem 1950 as citocininas que são as principais substâncias responsáveis pela divisão celular, diante disso é perceptível que as mesmas são semelhantes a todos os demais hormônios vegetais no que diz respeito a regulação do crescimento dos vegetais, e fazem parte da fenologia de todas as plantas, tendo maior importância no processo de germinação e divisão celular para formar todas as diferentes partes das plantas. 27 REFERÊNCIAS CITOCININAS. Disponível em: http://www.passeidireto.com. Acesso em: 18 Nov. 2015. CITOCININAS: REGULADORES DA DIVISÃO CELULAR. Disponível em: http://www.passeidireto.com. Acesso em: 18 Nov. DORNELAS, M.C. Fisiologia Vegetal Básica – Desenvolvimento. Disponível em: http://www.passeidireto.com. Acesso em: 18 Nov. 2015. EFEITO DE CITOCININAS NA MICROPROPAGAÇÃO DE MENTHA X GRACILIS SOLE. Disponível em: http://www.pucrs.com. Acesso em: 18 Nov. 2015. Histologia e Embriologia – 1ª Edição, Volume 1, 2001 – Editora Moderna/ SP. HORMÔNIOS VEGETAIS. Disponível em: http://www.passeidireto.com. Acesso em: 18 Nov. 2015. KERBAUY, G.B. 2004. Fisiologia vegetal. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. PROPAGAÇÃO DE PLANTAS IN VITRO: teoria à prática. Disponível em: http://www.carnivoras.com. Acesso em: 21 Nov. 2015. RAVEN, P.H; EVERT, R.F; EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal. 7ª edição. Rio de Janeiro. Guanabara, 2010. TAIZ, L. & ZEIGER, E. – Fisiologia Vegetal – 3ª edição; 2004 – Editora Artmed, Porto Alegre/RS. UNIDADE XVII – CITOCININAS: REGULADORES DA DIVISÃO CELULAR. Disponível em: http://www.fisiologiavegetal.ufc. Acesso em: 21 Nov. 2015. UNIDADE IX – HORMÔNIOS E REGULADORES DE CRESCIMENTO. Disponível em: http://www.passeidireto.com. Acesso em: 18 Nov. 2015.