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Gestão de projetos e engenharia
simultânea
Aspectos da aplicação da engenharia simultânea e o processo de desenvolvimento de novos produtos.
Prof. Mauro Filho
1. Itens iniciais
Propósito
No cenário de competição entre as empresas no mercado mundial, é importante para o profissional de
engenharia reconhecer a engenharia simultânea como possibilidade de reduzir o tempo no processo de
desenvolvimento do produto.
Objetivos
Reconhecer o conceito e a aplicação da engenharia simultânea no desenvolvimento de novos produtos.
Reconhecer particularidades do projeto de engenharia.
Identificar os fatores críticos em projeto do produto.
Reconhecer exemplos de vantagens competitivas por meio do design.
Introdução
Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo sobre a importância atual da engenharia simultânea. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. O conceito e a aplicação da engenharia simultânea
Vamos começar!
O conceito e a aplicação da engenharia simultânea no desenvolvimento de
novos produtos
Neste vídeo, o especialista aborda os principais conceitos e aspectos que devem ser observados durante a
leitura deste módulo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Conceitos de engenharia simultânea
A engenharia simultânea é um método de projeto e desenvolvimento de produtos de engenharia, no qual
diferentes departamentos trabalham em diferentes estágios de desenvolvimento de produtos de engenharia
simultaneamente. Se bem gerido, ajuda a aumentar a eficiência do desenvolvimento e a comercialização do
produto, reduzindo consideravelmente o tempo e o custo global de desenvolvimento, ao mesmo tempo em
que melhora sua qualidade. Veja uma ilustraçãos desse fluxo no esquema a seguir:
Interações de engenharia simultânea.
Essa abordagem simplificada para um produto de engenharia força várias equipes, como projeto de produto,
fabricação, produção, marketing, suporte ao produto, finanças etc., dentro da organização a trabalharem
simultaneamente no desenvolvimento de novos produtos.
Exemplo
Por exemplo, enquanto os designers (projetistas) de produtos de engenharia começam a projetar o
produto, a equipe de vendas pode começar a trabalhar no marketing e o departamento de suporte ao
produto pode começar a pensar no suporte pós-venda. Enquanto os projetistas mecânicos trabalham no
projeto da embalagem para incorporar o produto que está sendo desenvolvido pela equipe de
engenharia elétrica, os engenheiros de software podem começar a analisar o código do software. 
A engenharia simultânea, também conhecida como desenvolvimento integrado de produtos (IPD), foi
introduzida há algumas décadas para eliminar os problemas da engenharia sequencial ou o chamado processo
over the wall (em cima do muro).
Esta abordagem sistemática visa forçar todos os interessados a se envolverem e todo o ciclo do produto de
engenharia a ser considerado, desde o conceito até o suporte pós-venda. Existem muitos incentivos para
escolher a engenharia simultânea em vez do desenvolvimento de produtos de engenharia sequencial.
A popularidade do desenvolvimento integrado de produtos vem aumentando recentemente, graças à
crescente demanda por produtos de qualidade de forma ágil a preços acessíveis. Embora gerenciar um
processo de engenharia simultânea seja muito desafiador, as técnicas e práticas seguidas se beneficiam de
diversas vantagens competitivas para a empresa e para o próprio produto final de engenharia.
Elementos da engenharia simultânea
A engenharia simultânea apresenta um ambiente que incentiva e melhora a interação de diferentes disciplinas
e departamentos em direção ao único objetivo de satisfazer os requisitos do produto de engenharia.
Elementos-chave da engenharia simultânea podem ser resumidos usando uma estrutura PPT (pessoas,
processos, tecnologia) ou o Triângulo Dourado. Veja na ilustração a seguir:
Triângulo Dourado
Tem como base o Desdobramento de Custos e o Desenvolvimento de Pessoas e no topo a Melhoria
Focada.
Ilustração para a relação entre as partes da estrutura.
Pessoas, processos e tecnologia são cruciais para qualquer organização e essenciais na implementação de
engenharia simultânea para obter menor tempo de desenvolvimento, menor custo, melhor qualidade do
produto e atender às necessidades do cliente.
Pessoas
O desenvolvimento simultâneo de produtos é uma tarefa de equipe multidisciplinar e é necessário que as
empresas utilizem o pessoal qualificado certo no momento certo para acelerar o desenvolvimento de
produtos. Também é necessário encontrar pessoas com as habilidades e experiência certas, juntamente com
os seguintes aspectos-chave:
Multidisciplinar
Equipe multidisciplinar para adequar o produto
desde o início.
Equipe
Cultura de trabalho em equipe como ponto
central do programa.
Comunicação
Boa comunicação e colaboração entre as
equipes – compartilhando informações
relevantes e atualizadas.
Objetivo
Objetivo harmonizado em toda a empresa,
desde a alta administração até a base da
estrutura organizacional.
Processos
Um processo é uma série de etapas de desenvolvimento de produtos que precisam acontecer para atingir um
objetivo. Estes podem ser estágios de planejamento de projeto, gerenciamento de marcos, metodologias de
solução de problemas, estágios-chave de desenvolvimento de produtos, fluxo de trabalho de
compartilhamento de informações etc.
A seguir, veja alguns processos que podem ser adotados na engenharia simultânea (concorrente): 
Processos de planejamento de projetos e gerenciamento de fluxo de trabalho que incluem elementos-
chave de desenvolvimento de novos produtos, como estágios-chave de projeto, marcos para interação
entre departamentos etc.;
Fluxo de trabalho para gerenciamento de dados de produtos, como compartilhamento de informações,
gerenciamento de mudanças de engenharia, controle de fluência de especificações etc.;
Rastreamento de requisitos de produto e pontos de verificação usando técnicas como Quality Function
Deployment (QFD – Desdobramento da Função de Qualidade) em todos os departamentos;
Processos de fluxo de trabalho de avaliação de projeto;
Metodologias de análise de projeto, como brainstorming (debate de ideias);
A Análise de Modo e Efeitos de Falha (FMEA) permite uma investigação sistemática da ocorrência e
impacto de possíveis falhas no projeto do novo produto;
O uso do Design of Experiments (DOE – Projeto de Experimentos) permite a identificação sistemática
de parâmetros críticos do produto/processo que influenciam o desempenho.
Tecnologia
Para que a engenharia simultânea seja bem-sucedida, é vital a introdução efetiva de ferramentas, técnicas e
tecnologias para auxiliar na integração suave de pessoas e processos. Os seguintes aspectos-chave devem
ser considerados antes de qualquer implementação:
Ferramentas
Identificar as ferramentas e tecnologias
corretas que se adequam ao tamanho da
empresa, número de membros da equipe,
processos implementados e tipo de produto.
Treinamento
Identificar as necessidades de treinamento e
treinar todos coloboradores para usar as
ferramentas e tecnologias que foram escolhidas
pela liderança.
Estas são apenas algumas das muitas ferramentas de suporte que podem ser usadas em um ambiente de
engenharia simultânea:
Softwares de gerenciamento de projetos;
Gerenciamento de dados do produto e suítes de gerenciamento do ciclo de vida do produto;
Implantação da Função de Qualidade (QFD);
CAD 3D e tecnologias de prototipagem rápida, como manufatura aditiva;
Ferramentas FEA adequadas;
Ferramentas de avaliação como DFM, DFA, DFMA e DOE;
Ferramentas de análise de modo de falha, como FMEA.
Saiba mais
FEA – Análise de Elementos Finitos.DFMA – Design para manufatura e montagem. 
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Desenvolvimento simultâneo de novos produtos
O processo de engenharia simultânea
Ao envolver-se simultaneamente em vários aspectos das fases do projeto e desenvolvimento em toda a
estrutura PPT, umde processos de projeto do produto
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Fatores críticos em projeto do produto
	Vamos começar!
	Fatores críticos de projeto de produto
	Conteúdo interativo
	Fatores críticos e diferenciadores em projeto de produto
	Qualidade
	Consumidor/cliente
	Próprio fabricante
	Requisitos do projeto e recursos
	Exemplo
	Controle de recursos no projeto do produto
	Dica
	Tipos de suporte ao produto e serviços de ajuda
	Eliminação
	Requisitos organizacionais para desenvolvimento e gerenciamento de produtos
	Interseção entre gerenciamento de produtos, desenvolvimento de produtos e marketing
	Comentário
	A difusão de novos produtos
	Difusão da inovação
	Inovação
	Canais de comunicação
	Tempo
	Sistema social
	Inovadores
	Adotantes iniciais
	Maioria inicial
	Maioria tardia
	Retardatários
	Taxa de adoção
	Conhecimento
	Persuasão
	Decisão
	Implementação
	Confirmação
	Vem que eu te explico!
	Como gerenciar o projeto do produto
	Conteúdo interativo
	Como medir o impacto do projeto do produto
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Estudo de caso
	Vamos começar!
	Estudo de caso de vantagens competitivas por meio do design
	Conteúdo interativo
	Vantagem competitiva por meio do design
	Estudo de caso
	Alessi
	LEGO
	Microsoft
	Sony
	Starbucks
	Virgin Atlantic Airways
	Whirlpool Corporation
	Yahoo!
	Comentário
	Importantes questões sobre design de produto
	Ferramentas de análise e indicadores-chave de desempenho (KPIs)
	Recomendação
	Quais são algumas das maiores tendências no campo do design de produtos?
	Grande tendência
	Design de produto
	Quando um cliente diz: “Não gosto deste design”, o que você faz?
	Recomendação
	O que significa ser um grande designer de produtos?
	Recomendação
	Vem que eu te explico!
	Como o design agrega valor ao negócio
	Conteúdo interativo
	Outras questões sobre design de produto
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Explore +
	Referênciasnovo ciclo de produto pode ser reduzido significativamente. A figura a seguir mostra um
ciclo típico de desenvolvimento de um novo produto com alguns exemplos de atividades e funções
simultâneas discutidas acima.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ver mais detalhes da imagem
abaixo.
Desenvolvimento típico de produto concorrente.
Exemplos de atividades simultâneas de desenvolvimento de novos produtos:
1ª Atividade
A administração consulta especialistas de diferentes disciplinas para definir conjuntamente uma
especificação de projeto de produto (PDS). Ferramentas como o QFD podem ser usadas para rastrear
os requisitos do produto em todos os departamentos durante os estágios iniciais de desenvolvimento
do produto.
2ª Atividade
Durante a fase de projeto da forma de realização, a fabricação é consultada para avaliar a capacidade
de fabricação do projeto usando ferramentas como DFM, QFD e DFMA.
3ª Atividade
A produção é consultada para avaliar o projeto para montagem, o que sinalizaria problemas com uma
montagem, incluindo a necessidade de ferramentas e gabaritos. Ferramentas como projeto para
montagem (DFA) podem ser usadas para analisar o projeto.
4ª Atividade
O compartilhamento de informações de projeto com a produção nos estágios de projeto detalhados
do processo permitiria que eles preparassem as ferramentas e os gabaritos de produção.
5ª Atividade
Nos estágios finais do projeto, a equipe compartilha informações como especificações finais com as
equipes de vendas e marketing, permitindo que elas preparem fichas técnicas, brochuras, projeto de
embalagens, eventos promocionais etc.
6ª Atividade
Compartilhar as informações mais recentes por toda a equipe de maneira centralizada e controlada é
crucial em todas as etapas.
Vantagens e desvantagens da engenharia simultânea
São vantagens e desvantagens da engenharia simultânea:
Vantagens
Incentiva a colaboração multidisciplinar;
Reduz o tempo de ciclo do produto;
Reduz custos;
Aumenta a qualidade, apoiando todo o ciclo do projeto – qualidade aprimorada;
Aumenta a produtividade, reduzindo erros no projeto;
Dá uma vantagem competitiva sobre os concorrentes.
Desvantagens
Complexo de gerenciar;
Depende de todos trabalhando juntos, portanto, a comunicação é fundamental;
O espaço para erros é pequeno, pois afeta todos os departamentos.
Engenharia Simultânea versus Projeto Sequencial
O princípio da engenharia simultânea alterou em grande parte a estratégia convencional de projeto sequencial.
O modo linear da filosofia de projeto sequencial vem sendo substituído pelo método de desenvolvimento
integrado de engenharia simultânea. 
A principal falha do método de projeto sequencial é que, se algo der errado, o processo deve ser
alterado fortemente, o que afeta a economia do desenvolvimento do produto. Já a metodologia de
engenharia simultânea resolve facilmente o problema e incentiva mudanças positivas que permitem
uma abordagem de projeto evolutiva.
As imagens a seguir são autoexplicativas para entender como o processo de projeto de engenharia simultânea
pode efetivamente economizar tempo em relação à abordagem convencional de engenharia sequencial.
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Projeto sequencial.
Projeto simultâneo.
Para criar um produto com a mais alta qualidade e menor custo, as metodologias de engenharia simultânea
fornecem um conceito muito importante. O processo básico de desenvolvimento de produtos/serviços de
engenharia simultânea consiste nas quatro fases principais:
Pesquisa de mercado;
Especificação do projeto do produto;
Projeto conceitual:
Geração de conceito;
Avaliação do conceito;
Desenvolvimento de conceito;
Projeto Detalhado.
Os principais desafios que surgem na filosofia de engenharia concorrente são:
Dependência de comunicação eficiente entre os membros da equipe.
Implementação de revisões iniciais de projeto.
Compatibilidade de software.
Troca eficiente de modelos de computador/informações de projeto.
Organização e gerenciamento de equipes de projeto de forma eficaz.
Treinamento das pessoas sobre como executar projetos simultâneos de forma eficaz.
Por que usar a engenharia simultânea?
Os três fatores mais importantes que afetam a participação de mercado e a lucratividade de uma organização
são a qualidade e o projeto do produto, o custo unitário e o lead time de fabricação. A engenharia simultânea
(CE) ajuda as empresas a obter uma vantagem competitiva, melhorando cada um desses fatores. Veja como
isso é alcançado.
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Soluções altamente inovadoras
Muitas vezes, as habilidades dos funcionários de diferentes departamentos se sobrepõem. Um
engenheiro responsável pela eficiência do chão de fábrica pode ter um bom olho para a estética. Um
executivo de vendas pode ter um conhecimento benéfico sobre mudanças de projeto que podem
aumentar a demanda de um grupo demográfico específico.
Claro, uma pessoa cuja especialidade é resolver um problema específico terá ótimas soluções, mas,
como o problema está aberto para que todos vejam e ponderem soluções, informações valiosas
podem ser obtidas de funcionários que são direta ou indiretamente afetados por ele.
As reuniões interdisciplinares aproveitam esse fato para identificar possíveis problemas e debater
soluções que sejam mutuamente aceitáveis. Isso evita grandes erros mais tarde na linha de produção,
economizando tempo e dinheiro por meio do compartilhamento aberto de informações.
A maioria das modificações ocorre no estágio inicial
A engenharia simultânea é desenvolvida para identificar e resolver problemas desde o início. Todas as
etapas, desde a pesquisa de mercado até o suporte pós-venda, são discutidas no início para ver
como elas se encaixam.
Um grande número de iterações ocorre nesta fase. Essas iterações reduzem a produção de sucata,
minimizam o número de mudanças futuras, reduzem os lead times de fabricação e praticamente nos
dão as características de controle do produto final.
A engenharia simultânea, por outro lado, passa por poucas mudanças nos estágios iniciais, enquanto
muitas outras mudanças são quase inevitavelmente necessárias mais tarde para melhorar a eficiência.
Essas mudanças têm um grande impacto no tempo que leva para trazer um novo produto ao mercado.
Diminuição do Risco de Perda
Como quase todas as equipes estão envolvidas em várias facetas do processo de desenvolvimento
de produtos, há mais sobreposições. Mais de uma pessoa possui as informações necessárias sobre o
novo produto e seu ciclo de vida.
Portanto, perder um único funcionário não representa um grande risco para o sucesso geral do
projeto. Além disso, adicionar novos membros é mais fácil devido ao livre fluxo de informações.
Menor tempo de colocação no mercado
Esta é provavelmente a maior vantagem que a engenharia simultânea tem a oferecer. Ao trabalhar em
muitas facetas do projeto simultaneamente, há muito tempo a ser economizado. Isso pode resultar em
uma vantagem significativa sobre os concorrentes ao entrar no mercado com um novo produto mais
cedo.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Que ferramentas podemos utilizar em engenharia simultânea?
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Onde usar engenharia simultânea?
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A engenharia simultânea lida com a realização das seguintes atividades ao mesmo tempo durante o projeto do
produto:
A
Projeto e vendas
B
Fabricação e vendas
C
Projeto e reengenharia
D
Projeto e fabricação
E
Reengenharia e vendas
A alternativa D está correta.
A engenharia simultânea está focada nas atividades de projeto do produto e suas etapas de fabricação.
Exemplos de atividades simultâneas realizadas são:
A administração consulta especialistas de diferentes disciplinas para definir conjuntamente uma
especificação de projeto de produto(PDS).
O compartilhamento de informações com a produção nos estágios de projeto detalhados, permitindo o
preparo de ferramentas e gabaritos de produção.
Compartilhamento de informações como especificações finais com as equipes de vendas e marketing,
permitindo que elas preparem fichas técnicas, brochuras, projeto de embalagens, eventos promocionais
etc.
Questão 2
Uma diferença entre a engenharia tradicional e a engenharia simultânea está em:
A
Respeito aos requisitos do cliente
B
Aplicação de CAD/CAM
C
Integração de todos os processos nos estágios iniciais
D
Projeto para o meio ambiente
E
Especificações do produto
A alternativa C está correta.
A grande diferença e a maior vantagem da engenharia simultânea sobre a engenharia tradicional é a
integração de todos os processos nos estágios iniciais de desenvolvimento do produto. Isso permite que,
na decorrência de erros, não seja necessário retroceder todo o processo.
2. Particularidades do projeto de engenharia
Vamos começar!
Particularidades do projeto de engenharia
Neste vídeo, o especialista aborda os principais conceitos e aspectos que devem ser observados durante a
leitura deste módulo.
Conteúdo interativo
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Processos do projeto
Embora seja uma boa ideia combinar um engenheiro de processo com um designer de produto, para que o
engenheiro de processo possa se concentrar no processo de interação e na prototipagem, é importante que
os engenheiros de processo tenham uma compreensão abrangente e prática do processo.
O ciclo iterativo do processo.
Após a fase de experimentação, analisamos os dados para identificar tendências e chegar a uma conclusão. A
última etapa é criar um relatório de descobertas para comunicar ao restante da equipe o que você aprendeu e
explicar se sua hipótese estava correta ou não.
Este é um processo iterativo que pode ser feito em uma semana ou em vários meses. Se este for um novo
recurso ou produto, um dos principais objetivos é criar uma Prova de Conceito (POC) para testar a hipótese e
demonstrar a viabilidade da ideia para colegas, partes interessadas e clientes.
Agora que entendemos o princípio do valor na tecnologia de projeto, no módulo anterior, bem como podemos
usar o método científico para criar empatia pelos clientes e resolver seus problemas, vamos ver como a
prototipagem e a validação podem melhorar a usabilidade dos recursos.
Usabilidade
O próximo princípio importante é a usabilidade. Ele pode ser resumido com as seguintes perguntas: Quão fácil
é usar o produto? Com que rapidez os novos clientes podem aprendê-lo para concluir um objetivo?
A usabilidade tem três facetas principais:
Eficácia
O produto atinge os objetivos pretendidos pelos usuários?
Eficiência
Os usuários podem realizar uma tarefa com o mínimo de esforço?
Satisfação
O produto faz as pessoas se sentirem bem?
Quanto mais satisfeito um cliente estiver com um produto, maior a probabilidade de recomendá-lo. Todos nós
temos um ou dois produtos que nos fazem sentir bem toda vez que os usamos. Quando temos esse
sentimento emocional sobre os produtos, nos tornamos embaixadores deles ao recomendá-los a outras
pessoas.
Comentário
A felicidade aumenta as chances de ter clientes fiéis e de longo prazo. Como um dos nossos principais
objetivos é validar nossas hipóteses, a usabilidade desempenha um papel importante na tecnologia de
projeto. 
A maneira mais comum de validar hipóteses é construindo protótipos. A prototipagem é uma arte e uma
ciência. Usamos uma abordagem científica para criar produtos que não apenas agregam valor, mas também
deixam espaço para ideias inovadoras. Prototipamos para descobrir quais soluções funcionam sem investir
muito tempo, recursos e dinheiro.
O processo de protótipo
Um protótipo é um conceito inicial que permite explorar e validar ideias rapidamente. Existem muitas maneiras
de prototipar; nesse contexto iremos explorar duas delas: o Fuzzy front-end (também conhecido como o
rabisco do projeto) e a exploração de ramificações.
Muitos autores interpretam que o Fuzzy front-end significa que, quando iniciamos um projeto, ele está em um
estado ambíguo. Há alguma incerteza sobre qual é o problema e qual direção seguir. O Fuzzy front-end forja
um caminho da incerteza e nebulosidade para foco e clareza.
O caminho em si é composto de pesquisa, prototipagem e projeto. 
Embora o Fuzzy front-end seja uma ótima abordagem para pensar em prototipagem em um nível macro, a
exploração de ramificação é um ótimo processo prático para se confiar em um nível micro. Ao usar essa
abordagem, lembre-se de que a primeira solução é quase sempre a pior ideia. Por quê? Porque os projetistas
muitas vezes ficam muito apegados à primeira solução devido ao tempo e à energia que investiram nela. 
Exploração de ramificações.
Uma técnica que pode permitir que os designers se destaquem de seu trabalho é compartilhar cedo e com
frequência. Tem um esboço que você fez na parte de trás de um guardanapo e quer ver se é uma boa
solução? Compartilhe com sua equipe e receba o feedback deles.
Algumas ideias podem funcionar; outros podem errar o alvo. Você quer estar ciente desses casos
extremos no início do processo para ter certeza de que seu projeto está indo na direção certa.
A próxima técnica consiste em construir soluções a partir umas das outras. Digamos que criamos um recurso e
ele não funciona. Devemos apenas descartá-lo? Talvez, mas uma abordagem melhor seria entender por que a
solução não funcionou e depois ajustá-la. Isso contribui para uma abordagem rápida e iterativa.
Agora que entendemos os níveis micro e macro do processo de protótipo, podemos passar para os três tipos
mais comuns de protótipo e quando usar um sobre o outro. Veja a seguir.
Protótipo de papel
A maneira mais simples é um protótipo de papel, com baixa fidelidade. Os
materiais necessários para este método são caneta, papel e fita adesiva.
Depois de ter os materiais, as pessoas da equipe do produto (projetistas,
engenheiros, pesquisadores) devem se reunir e se concentrar em
resolver uma história de usuário específica.
Os membros da equipe podem usar protótipos de papel com o intuito de
expor suas ideias. Para isso, são feitos recortes em pedaços de papel
que servem para representar a interface do usuário do recurso.
Protótipo estático
O próximo método é um protótipo estático, construído com ferramentas
como o InVision. Os protótipos estáticos são maquetes estáticas clicáveis
e costuradas que demonstram a experiência de recursos ou fluxo de
trabalho. Eles vêm em muitas variações e seu objetivo é solidificar o fluxo
de trabalho, o projeto visual e o layout dos recursos.
Protótipo interativo
Por fim, há o protótipo interativo, que simula a experiência final.
Protótipos interativos são construídos em código e incorporam dados
simulados ou de produção. Seu objetivo é solidificar o projeto de
interação, validar soluções e descobrir quaisquer casos extremos que os
outros métodos possam não detectar.
Então, quando escolher um tipo de protótipo em detrimento do outro? Tudo depende de onde você está no
processo, o que quer prototipar e o que quer aprender com isso. Imagine que você iniciou um novo recurso e a
equipe ainda não tem certeza sobre as possíveis soluções. Nesse caso, o melhor método de prototipagem
seria aquele que melhora sua flexibilidade e acelera a ideação.
Projeto de produto
A definição de projeto de produto descreve o processo de imaginar, criar e iterar produtos que resolvam os
problemas dos usuários ou atendam às necessidades específicas de determinado mercado. A chave para o
projeto de produto bem-sucedido é entender o cliente usuário final, a pessoa para quem o produto está sendo
criado. 
Os designers de produtos tentam resolver problemas reais para pessoas reais usando empatia e
conhecimento dos hábitos, comportamentos, frustrações, necessidades e desejos de seus clientes
em potencial. 
Idealmente, a execução do projeto do produto é tão perfeita que ninguém percebe; os usuáriospodem usar
intuitivamente o produto conforme necessário porque o projeto do produto compreendeu suas necessidades e
antecipou seu uso.
As boas práticas de projeto de produto se
encadeiam ao longo de todo o ciclo de vida do
produto. O projeto do produto é essencial para
criar a experiência inicial do usuário e a oferta
do produto, desde a pesquisa de pré-ideação
do usuário até o desenvolvimento de conceito,
prototipagem e testes de usabilidade. 
Mas não termina aí, pois o projeto do produto
desempenha um papel contínuo no refinamento
da experiência do cliente e na garantia de que
funcionalidades e recursos complementares
sejam adicionados de maneira contínua, detectável e sem interrupções. A consistência e a evolução da marca
continuam sendo uma responsabilidade essencial do projeto do produto até o final da vida útil de um produto.
E é muito mais do que apenas o que os usuários veem em suas telas. O projeto do sistema e o projeto do
processo são componentes críticos nos bastidores que eventualmente levam os usuários a ver e interagir com
o projeto da interface.
Como é o processo de projeto do produto?
Os detalhes do processo de projeto do produto variam de empresa para empresa, mas esses profissionais
tendem a seguir uma filosofia ou estrutura semelhante quando se trata de design thinking. O processo de 
design thinking envolve várias etapas:
Design thinking
Método utilizado para explorar e abordar futuras implementações.
Tenha empatia com as pessoas;
Defina o problema;
Idealize uma solução;
Construa um protótipo;
Teste a solução.
O processo de projeto do produto nunca para, mesmo quando o produto atinge a maturidade. Isso porque a
tecnologia e a forma como os usuários interagem com ela continuam evoluindo.
Veja a importância cada vez maior dos dispositivos móveis. Durante anos, aplicativos móveis e sites
compatíveis com telefone tinham recursos limitados, enquanto a maior parte da experiência do
usuário exigia um computador completo.
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Os designers de produtos tiveram que acompanhar a mudança dos padrões de uso, trazendo cada vez mais
funcionalidades para telas menores para atender às preferências de uso do mundo real dos clientes. E, a cada
inovação tecnológica, o projeto do produto deve determinar seu impacto potencial na experiência do usuário e
se ajustar de acordo.
Lean em projeto de produto
Trazer produtos inovadores para o mercado o mais rápido possível é a base do Lean, Agile e outras
abordagens populares para o desenvolvimento de software. Mas o Lean Product Design vai um passo além,
introduzindo iterações rápidas na fase de desenvolvimento do produto de pré-codificação.
O processo identifica a principal proposta de valor e os diferenciais do produto, introduzindo rapidamente um
produto que funciona, mas limitado, para desencadear o ciclo de feedback imediatamente e começar a gerar
vendas ou enfileirar perspectivas interessantes para estabelecer e quantificar o ajuste do produto ao
mercado. 
Comentário
Facilitar essa jornada rápida para a introdução do produto requer muitas interações e colaboração
multifuncional. Não é incomum que designers de produto façam parceria com gerentes de produto ou
especialistas do lado comercial para o desenvolvimento inicial do conceito antes de unir forças com um
desenvolvedor solitário ou uma pequena equipe para gerar protótipos funcionais e versões iniciais do
produto. 
Essas equipes Lean são bem-sucedidas porque compartilham um objetivo comum e acolhem e incorporam
rapidamente o feedback do usuário.
O foco na redução do desperdício – um resquício das origens de manufatura do Lean – se aplica nesses casos
para maximizar a utilização de recursos e não se preocupar com as pequenas coisas até que os principais
componentes sejam comprovados para ressoar com os usuários, resolver seus problemas e criar valor e
satisfação. 
O Lean Product Design só funciona em
organizações que adotam o aprendizado
contínuo. Avançar com incógnitas e perguntas
não respondidas nem sempre funciona bem em
ambientes corporativos maiores. Nesses
cenários, eles constroem, medem e aprendem
diante de planos mestres bem traçados. Os
planos se estendem por anos no futuro.
 
Dividir soluções maiores em produtos ou
recursos menores e discretos pode diminuir um
pouco essa apreensão, dando às partes
interessadas a chance de ver o progresso e
observar como o ciclo de feedback contínuo e as iterações rápidas resultam em soluções que realmente
atendem às necessidades do mercado em pouco tempo.
Pode parecer arriscado no começo, mas o Lean Product Design é, na verdade, uma aposta muito mais segura
do que construir um produto enorme ao longo de meses ou anos com zero entrada externa até que ele seja
lançado ou passe para um programa beta.
Que tipos de ferramentas os designers de produtos usam?
Por abranger uma ampla gama de disciplinas, a função requer vários tipos diferentes de ferramentas, tais
como:
Aplicativos de mapeamento;
Aplicativos de wireframe;
Aplicativos de projeto gráfico;
Ferramentas de prototipagem;
Ferramentas de pesquisa e análise de dados (por exemplo, planilhas, aplicativos sofisticados de teste
A/B);
Software CAD (desenho assistido por computador);
Aplicativos de gerenciamento de projetos (por exemplo, Trello);
Aplicativos de roteiro de produto (por exemplo, ProductPlan).
Quais os tipos de funções de design de produto?
O que as diferentes empresas pensam hoje como trabalhos de projeto de produto pode incluir várias funções
com nomes diferentes. Por exemplo:
UX designer
Os designers de experiência do usuário e interação se concentram em refinar um produto com base
em como suas pesquisas sobre o comportamento do usuário sugerem que as pessoas obterão mais
satisfação ao usar o produto. Os designers de UX visam aumentar a felicidade dos usuários.
Designer gráfico
O trabalho mais artístico no design de produto é criar gráficos, ícones, logotipos e outros elementos
visuais da experiência do produto. Seu alcance é tão amplo quanto selecionar um esquema de cores
ou ajustar pixels individuais.
Designer de movimento/animação
Se a experiência do produto envolve elementos “em movimento” – sejam transições suaves ou um
avatar controlado pelo usuário –, esses especialistas trabalham nessa parte extremamente
complicada do design. Eles não criam a arte, mas dão vida a ela.
Pesquisa de usuários
Em uma organização de design de produto grande o suficiente, esses designers estão focados
apenas em entender os clientes. Devem entrevistar, executar estudos de usabilidade, apresentar
protótipos e maquetes para feedback e construir dados demográficos e personas que estejam sob
sua alçada.
Analista de informações
Esses designers se concentram na pesquisa do usuário e em outros dados para identificar maneiras
de melhorar o layout, o conjunto de recursos e a estética visual de um produto. Em outras palavras,
seu papel principal é científico, mas eles também são designers.
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Prototyper
Os prototypers são os membros da equipe do produto que trazem as ideias da equipe para um estado
tangível para ajudar a empresa a validar rapidamente com os usuários os recursos do produto e
outras características.
Em uma empresa que fabrica produtos físicos, os prototypers fazem maquetes à mão. Para empresas
digitais, a equipe de prototipagem desenvolverá wireframes ou outras maquetes virtuais.
Designer de produto
É claro que, em muitos casos, uma empresa contratará uma pessoa para lidar com várias das funções
acima e outras sob um trabalho de designer de produto. Em outras empresas, esses profissionais irão
lidar com alguns dos elementos estratégicos de desenvolvimento de novas ideias de produtos. Nelas,
outros profissionais da organização assumem a responsabilidade por coisas como pesquisa de
usuários, design de UX, arquitetura da informação etc.
O projeto do produto é um papel muito mais amplo, muito mais estratégico do que se imagina. Não é
simplesmente o processo de fazer um produto parecer melhor. O projetodo produto é todo o processo, ou
seja, você avalia a validação do problema, além de elaborar, projetar, testar e enviar a solução.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
A importância de processos
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A importância de processos de projeto do produto
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Qual é o primeiro passo no processo de projeto de produto?
A
Fazer um protótipo.
B
Identificar o problema ou a necessidade.
C
Comercializar sua ideia.
D
Testar e retestar.
E
Fazer um CAD.
A alternativa C está correta.
O primeiro passo no desenvolvimento de qualquer tipo de projeto é identificar o problema a ser solucionado
ou a necessidade do produto.
Questão 2
Sobre o processo de protótipo é correto afirmar que:
A
Serve para expor e explorar ideias.
B
Existem apenas duas técnicas para prototipar.
C
O protótipo serve apenas para o estudo e implementação de melhorias.
D
Só é possível desenvolver protótipos partindo da técnica Fuzzy do front-end.
E
Só é possível desenvolver protótipos partindo da técnica de exploração de ramificações.
A alternativa A está correta.
Um protótipo é um conceito inicial em que é possível explorar e validar ideias rapidamente. Além disso, é
possível explorar melhorias e identificar falhas de produtos, permitindo aperfeiçoamento.
3. Fatores críticos em projeto do produto
Vamos começar!
Fatores críticos de projeto de produto
Neste vídeo, o especialista aborda os principais conceitos e aspectos que devem ser observados durante a
leitura deste módulo.
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Fatores críticos e diferenciadores em projeto de produto
Qualidade
A qualidade nos negócios, na engenharia e na manufatura tem uma interpretação pragmática como
adequação ao propósito. Se não houver requisitos explicitamente definidos, a qualidade do produto pode
variar de acordo com a percepção dos consumidores e, neste caso, é considerada subjetiva, pois pode ser
entendida de maneira diferente por pessoas distintas.
Quando se trata da qualidade no projeto do produto, os fabricantes avaliam continuamente, durante os
processos de projeto e produção, a conformidade do produto aos requisitos especificados pelos:
Consumidor/cliente
Consumidor/cliente (no caso de haver contrato
formalmente estabelecido entre as partes –
consumidor/cliente e fabricante).
Próprio fabricante
Próprio fabricante (quando não há contrato
formalmente estabelecido entre as partes –
consumidor/cliente e fabricante).
As especificações dos requisitos do produto devem levar em consideração questões como:
segurança;
usabilidade;
capacidade de manutenção;
extensibilidade;
portabilidade;
escalabilidade.
Na fase de utilização, os fabricantes avaliam o desempenho do produto no campo ou nas prateleiras, ou seja,
o quanto o produto está atendendo às expectativas dos consumidores/clientes.
Quando não há contrato formalmente estabelecido entre as partes, os consumidores/clientes podem
concentrar suas expectativas nas especificações ou características do produto e em avaliações comparativas
com marcas concorrentes no mercado.
A gestão da qualidade é fundamental para qualquer atividade, particularmente na concepção e
fabricação de bens de consumo e industriais. Para fabricantes de produtos, é comum afirmar que
“qualidade impulsiona a produtividade”.
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A melhor produtividade é vista em correlação direta com o aumento das receitas, oportunidades para os
funcionários e avanços tecnológicos. Assim, as empresas devem ter uma compreensão clara de todos os
aspectos da qualidade do produto, medir o desempenho dele e adaptar sua estratégia de mercado para
longevidade e crescimento.
Requisitos do projeto e recursos
Na engenharia de sistemas, um requisito (geralmente chamado de requisito funcional) pode ser uma descrição
do que um sistema deve fazer. Outro tipo de requisito especifica algo sobre o próprio sistema e quão bem ele
desempenha suas funções. Tais requisitos são frequentemente chamados:
requisitos não funcionais;
requisitos de desempenho;
requisitos de qualidade de serviço.
Exemplos de tais requisitos incluem usabilidade, disponibilidade, confiabilidade, capacidade de suporte,
testabilidade e capacidade de manutenção. Esses requisitos definem as características ou recursos do
produto desejado durante o processo de projetar.
O projeto do produto envolve o desenvolvimento de um dispositivo, montagem ou sistema em um item para
venda usando um processo de fabricação de produção. Durante o projeto do produto, engenheiros e
projetistas devem considerar fatores como custo, produtibilidade, qualidade, desempenho, confiabilidade,
facilidade de manutenção e recursos do usuário. 
Exemplo
O desenvolvimento de câmeras digitais incluiria a definição do conjunto de recursos; projetar a ótica,
bem como os aspectos mecânicos e ergonômicos da embalagem; desenvolver a eletrônica que controla
os diversos componentes; e desenvolver o software que permite aos usuários visualizar e manipular
fotos, armazená-las na memória e baixá-las para um computador. 
Um produto deve passar pelo projeto e desenvolvimento de seus componentes mecânicos, eletrônicos e de
software antes de fazer a transição para a fabricação e produção em massa.
Controle de recursos no projeto do produto
Para controlar o número de recursos do produto durante a fase de projeto, os fabricantes estabelecem limites
rígidos para recursos permitidos e múltiplas variações. Os recursos em excesso são removidos ou
postergados até as fases posteriores de entrega do projeto. O controle de qualidade também é mantido por
meio de múltiplas variações de produtos, em que os recursos são mantidos limitados em algumas versões. 
Dica
Como a adição cada vez maior e em expansão de novos recursos pode exceder os recursos disponíveis,
uma versão “básica” mínima de um produto pode ser mantida separadamente para garantir a operação
em ambientes operacionais menores. 
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Outras empresas podem usar a “Regra 80/20”, em que variações mais básicas de produtos podem atender às
necessidades de cerca de “80%” dos usuários. Assim, a maior parte dos usuários finais não está sujeita à
complexidade (ou despesa extra) dos recursos solicitados pelos 20% restantes. Esses recursos extras ainda
estão disponíveis, ainda que apenas em versões selecionadas dos produtos.
Tipos de suporte ao produto e serviços de ajuda
A internet serve como fonte primária de suporte ao produto disponível gratuitamente. Os help desks virtuais,
que permitem que as organizações implantem virtualmente técnicos de TI sob demanda para dar suporte aos
usuários, podem gerenciar e alocar recursos organizacionais com eficiência. 
A equipe de suporte ao produto pode acessar qualquer computador para fornecer suporte,
independentemente da localização dos usuários finais ou técnicos. Algumas empresas desenvolvem
sites de extranet ou sites de clientes que permitem aos usuários registrar chamadas e relatar
incidentes. 
Os help desks virtuais acessam esses sistemas por meio de sessões de suporte, nas quais podem
diagnosticar e corrigir problemas do computador rapidamente. Isso elimina chamadas pessoais de
atendimento ao cliente e sessões ineficazes de suporte técnico apenas por telefone, tornando o suporte mais
eficiente. 
Eliminação
O mercado do século XXI é dinâmico, em rápida mudança e cada vez mais inconstante. Cada vez mais
empresas percebem que nenhum produto dura para sempre e que os níveis de vendas podem flutuar
drasticamente ao longo do tempo. Como resultado, as empresas estão sob pressão para avaliar sua linha de
produtos e tomar decisões contínuas sobre adicionar novos produtos ou excluir os existentes.
As marcas devem encarregar suas equipes de
engenharia e design em produtos de sucesso
que gerem um fluxo consistente devendas para
lucro de curto prazo e sobrevivência de longo
prazo. Uma organização deve estabelecer uma
série de produtos de sucesso se quiser manter
um fluxo consistente de vendas ou aumentar as
vendas ao longo do tempo.
 
Uma razão para esse padrão é o ciclo de vida
do produto. Nenhum produto dura para sempre,
e os níveis de vendas podem flutuar
drasticamente ao longo do tempo.
Requisitos organizacionais para desenvolvimento e gerenciamento de
produtos
O gerenciamento de produtos é uma função do ciclo de vida organizacional dentro de uma empresa que lida
com o planejamento, previsão ou marketing de um produto ou produtos em todos os estágios de seu ciclo de
vida. 
Interseção entre gerenciamento de produtos, desenvolvimento de produtos
e marketing
Frequentemente, há responsabilidade de Lucros e Perdas (L&;P) como uma métrica-chave para avaliar o
desempenho do gerenciamento de produtos. Em algumas empresas, a função de gerenciamento de produtos
é o centro de muitas outras atividades de negócios em torno do desenvolvimento e lançamento de um
produto.
Em outras organizações, o gerenciamento de produtos é uma das várias coisas que precisam ocorrer para
lançar, monitorar e gerenciar um produto com sucesso. O gerenciamento de produtos geralmente
desempenha um papel interdisciplinar, preenchendo lacunas dentro da empresa entre diferentes conjuntos de
conhecimentos. 
Comentário
Essa interseção ocorre mais comumente entre equipes orientadas para a engenharia e o comércio.
Muitas vezes, os profissionais de gerenciamento de produtos atuam como intermediários entre as
equipes de desenvolvimento e engenharia de produtos e de marketing e vendas. 
Eles geralmente traduzem os objetivos de negócios definidos para um produto pelo marketing ou vendas em
requisitos de engenharia para o desenvolvimento do produto. Por outro lado, a equipe de gerenciamento de
produtos pode explicar as capacidades e limitações do produto acabado para profissionais de marketing e
vendas.
Essa troca constante entre as equipes técnicas e de negócios garante que os benefícios e recursos do
produto sejam comunicados com precisão ao público-alvo.
A difusão de novos produtos
Difusão da inovação
A difusão da inovação é uma teoria que busca explicar como, por que e em que velocidade novas ideias e
tecnologias se espalham pelas culturas. As origens da difusão da teoria da inovação são variadas e abrangem
múltiplas disciplinas. Everett Rogers, professor de sociologia rural, popularizou a teoria em seu livro Diffusion
of Innovations, de 1962.
Segundo ele, a difusão é o processo pelo qual uma inovação é comunicada por meio de certos canais ao longo
do tempo entre os membros de um sistema social. Rogers sintetizou pesquisas de mais de 508 estudos de
difusão e produziu uma teoria para a adoção de inovações entre indivíduos e organizações.
Rogers defendeu a teoria de que existem quatro elementos principais que influenciam a disseminação de uma
nova ideia:
Desenvolvimento de produtos e marketing de
produtos 
O desenvolvimento de produtos – o processo
de trazer novos produtos ao mercado –,
combinado com o marketing de produtos,
compõe a função de gerenciamento de
produtos, que supervisiona os lançamentos
de uma empresa. 
Gestão de produtos 
A gestão de produtos abrange muitas
atividades, desde as estratégicas às
táticas, e varia de acordo com a
estrutura organizacional da empresa. O
gerenciamento de produtos pode ser
uma função separada por si só, ou se
enquadrar em marketing ou
engenharia. 
Inovação
De acordo com Rogers, uma inovação é “uma ideia, prática ou objeto que é percebido como novo por
um indivíduo ou outra unidade de adoção” (2010, p. 12).
Canais de comunicação
Estes são “os meios pelos quais as mensagens passam de um indivíduo para outro” (2010, p. 12).
Tempo
Rogers escreveu que “o período de decisão de inovação é o período necessário para passar pelo
processo de decisão de inovação. A taxa de adoção é a velocidade relativa com que uma inovação é
adotada pelos membros de um sistema social” (2010, p. 232).
Sistema social
De acordo com Rogers, um sistema social é “um conjunto de unidades inter-relacionadas que estão
engajadas na solução conjunta de problemas para atingir um objetivo comum” (2010, p. 23).
A difusão de inovações se manifesta de diferentes maneiras em várias culturas e áreas e é altamente subjetiva
ao tipo de adotantes e processo de decisão de inovação. Os profissionais de marketing estão particularmente
interessados no processo de difusão, pois ele determina o sucesso e o fracasso de qualquer novo produto
introduzido no mercado.
Eles geralmente esperam obter a maior quantidade de adoção no menor período. Assim, é muito importante
que um profissional de marketing entenda o processo de difusão para garantir o gerenciamento adequado da
disseminação do novo produto ou serviço. 
Curva de adoção da inovação.
O gráfico mostra que, com sucessivos grupos de consumidores adotando a nova tecnologia (em azul), sua
participação de mercado (em amarelo) acabará atingindo o nível de saturação.
Inovadores
Os inovadores são os primeiros indivíduos a adotar uma inovação. Os inovadores estão dispostos a
correr riscos, são mais jovens, de classe social mais alta, têm grande liquidez financeira, são muito
sociais e têm o contato mais próximo com fontes científicas e interação com outros inovadores.
A tolerância ao risco faz com que adotem tecnologias que podem falhar, pois seus recursos
financeiros os ajudam a absorver essas falhas.
Adotantes iniciais
Esta é a segunda categoria mais rápida de indivíduos que adotam uma inovação. Esses indivíduos têm
maior grau de liderança de opinião entre as outras categorias de adotantes. Os adotantes iniciais são
geralmente mais jovens, têm um status social mais alto, maior liquidez financeira, uma educação
avançada e são mais socialmente avançados do que os adotantes tardios.
Estes são mais discretos nas escolhas de adoção do que inovadores, pois percebem que a escolha
criteriosa de adoção os ajudará a manter uma posição central de comunicação.
Maioria inicial
Indivíduos nesta categoria adotam uma inovação após um grau variável de tempo. Esse tempo de
adoção é significativamente maior do que com os inovadores e adotantes iniciais. A maioria inicial
tende a ser mais lenta no processo de adoção, tem status social acima da média, contato com
adotantes iniciais e raramente ocupa posições de liderança de opinião em um sistema.
Maioria tardia
Indivíduos nesta categoria adotarão uma inovação depois que o membro médio da sociedade o fizer.
Esses indivíduos abordam uma inovação com alto grau de ceticismo. A maioria tardia normalmente
tem status social abaixo da média, muito pouca liquidez financeira, compartilha contato com outros
na maioria tardia e inicial, e tem muito pouca liderança de opinião.
Retardatários
Os indivíduos nesta categoria são os últimos a adotar uma inovação. Ao contrário de algumas das
categorias anteriores, estes indivíduos mostram pouca ou nenhuma liderança de opinião.
Os retardatários geralmente tendem a se concentrar em “tradições”, provavelmente têm o status
social mais baixo, menor liquidez financeira, são mais velhos do que todos os outros adotantes e
estão em contato apenas com familiares e amigos próximos.
Taxa de adoção
A taxa de adoção é definida como a velocidade relativa com que os membros de um sistema social adotam
uma inovação. Geralmente, é medida pelo tempo necessário para que uma certa porcentagem dos membros
de um sistema social adote uma inovação.
Dentro da taxa de adoção há um ponto em que uma inovação atinge massa crítica. A massa crítica é o tempo
na curva de adoção em que indivíduos suficientes adotaram uma inovação para que a adoção contínua da
inovação seja autossustentável.
Existem várias estratégias para ajudar uma inovação a atingir esse estágio: 
Ter uma inovação adotada por um indivíduo altamente respeitado em uma rede social, criando um
desejo instintivo por uma inovação específica.
 
Injetar uma inovação emum grupo de indivíduos que prontamente usariam uma inovação.
 
Fornecer reações positivas e benefícios para os primeiros a adotar uma inovação.
Curva de inovação e o ponto de inflexão, ou massa crítica.
O processo de adoção é um fenômeno individual que descreve a série de etapas pelas quais um indivíduo
passa desde a primeira vez que ouviu falar de um produto até finalmente adotá-lo. Por outro lado, o processo
de difusão significa um conjunto de fenômenos, que sugere como uma inovação se espalha entre os
consumidores. Em geral, o processo de difusão engloba essencialmente o processo de adoção de vários
indivíduos ao longo do tempo.
A difusão de uma inovação ocorre por meio de um processo de cinco etapas. Este processo é um tipo de
tomada de decisão. Ela ocorre por meio de uma série de canais de comunicação durante um período entre os
membros de um sistema social semelhante:
Conhecimento;
Interesse;
Avaliação;
Tentativas;
Adoção.
Um indivíduo pode rejeitar uma inovação a qualquer momento, durante ou após o processo de adoção. As
cinco etapas do processo de adoção são:
Conhecimento
Neste estágio, o indivíduo é exposto pela primeira vez a uma inovação, mas carece de informações
sobre ela. Durante esta fase do processo, o indivíduo não foi inspirado a encontrar mais informações
sobre a nova ideia.
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• 
• 
Persuasão
Nesta fase, o indivíduo está interessado na inovação e busca ativamente informações e detalhes
sobre ela.
Decisão
Nesta etapa, o indivíduo toma os conceitos de mudança (custo de mudança), pondera as vantagens e
desvantagens do uso da inovação e decide se a adota ou rejeita.
Implementação
Nesta fase, o indivíduo emprega a inovação em um grau variável, dependendo da situação. Durante
esta fase, o indivíduo determina a utilidade da inovação e pode buscar mais informações sobre ela.
Confirmação
Embora o nome dessa etapa possa ser enganoso, aqui o indivíduo finaliza sua decisão de continuar
usando a inovação, possivelmente usando-a em todo o seu potencial.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Como gerenciar o projeto do produto
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Como medir o impacto do projeto do produto
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A inovação é melhor definida como ____________:
A
o desenvolvimento empresarial de novas ideias
B
a conversão de novo conhecimento em um novo produto, incluindo sua utilização real
C
o desenvolvimento de novos produtos, incluindo a realização de análise de casos de negócios
D
a análise do mercado para identificar novas áreas ricas para expansão de negócios
E
a melhoria de produtos existentes
A alternativa B está correta.
A inovação se completa quando convertemos um novo conhecimento em um produto que, no final do
processo, terá ampla aplicação no mundo real. É a exploração de ideias para criar ou recriar algo de forma
aprimorada.
Questão 2
Segundo Rogers existem quatro fatores essenciais para a disseminação de novas ideias. Quais são eles?
A
Desenvolvimento do produto, canais de comunicação, tempo e sistema social
B
Inovação, canais de comunicação, tempo e sistema social
C
Inovação, abordagem cultural, tempo e sistema social
D
Produto, consumo, tempo e sistema social
E
Inovação, adoção, tempo e sistema social
A alternativa B está correta.
Para Rogers, uma nova ideia pode ser disseminada tendo por base os pilares:
4. Estudo de caso
Vamos começar!
Estudo de caso de vantagens competitivas por meio do design
Neste vídeo, o especialista aborda os principais conceitos e aspectos que devem ser observados durante a
leitura deste módulo.
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Vantagem competitiva por meio do design
O design desempenha um papel fundamental no sucesso de muitas das principais empresas do mundo. Mas
como essas empresas garantem que estão obtendo o melhor retorno sobre seu investimento em design?
Estudo de caso
Vejamos o caso do estudo realizado pelo Design Council (Londres) (DESIGN COUNCIL, 2004), que analisou a
maneira como o design é usado nas empresas, como os designers trabalham com equipes de outras
disciplinas, como o processo de design é gerenciado para fornecer resultados consistentemente bem-
sucedidos e como o design é gerenciado em portfólios complexos, globais, de produtos e marcas.
Para tanto, fizeram 40 perguntas para as principais equipes de design de cada empresa, procurando descobrir
como eles selecionam e organizam seus designers, quando trazem designers para o processo de
desenvolvimento de produtos ou serviços, quais habilidades os designers de hoje precisam para ter sucesso,
como o design impacta o processo de criação das empresas, entre outras questões.
Como exemplo de resultados desse estudo, vamos apresentar a seguir alguns casos de sucesso:
Alessi
Alessi, um dos principais fabricantes mundiais de design de cozinha e
utensílios de mesa, coloca o design no centro de seus negócios e
desenvolve processos sofisticados para encontrar, comissionar e
desenvolver novos projetos, trabalhando em cooperação com uma rede
mundial de designers e arquitetos talentosos.
LEGO
A empresa dinamarquesa LEGO, sexta maior fabricante de brinquedos do
mundo, transformou os processos de sua função de design nos últimos
anos. Essas mudanças simplificaram o desenvolvimento de produtos, e
os processos desenvolvidos pela função de design interno agora estão
sendo usados como um método para melhorar a inovação em toda a
empresa, face ao processo criativo de seus designers em desenvolver
novas aplicações para o LEGO.
Microsoft
A Microsoft, fornecedora líder mundial de software de sistema
operacional, completou uma evolução significativa em suas atitudes em
relação ao design. Tendo sido uma organização tecnologicamente
orientada, a Microsoft agora usa o design thinking para se concentrar no
desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades dos
usuários.
Com suporte de gerenciamento, esse foco na experiência do usuário
também está influenciando a estrutura organizacional e a cultura da
Microsoft.
Sony
A gigante de eletrônicos, jogos e entretenimento Sony usa o design
desde a década de 1960 para diferenciar seus produtos e maximizar a
utilidade de suas tecnologias avançadas. O Sony Design Group em todo o
mundo emprega cerca de 250 designers, e desenvolveu um conjunto de
valores centrais de design com base nos quais a empresa avalia o
sucesso de todos os seus produtos.
Starbucks
Desde seus primórdios como uma única cafeteria em Seattle, há 35 anos,
a Starbucks é uma marca global que usa o design para auxiliar na entrega
de uma experiência de serviço diferenciada aos seus clientes. A equipe
de designers da Starbucks desenvolveu uma estratégia que permite
equilibrar temas de design que mudam regularmente com um conjunto
consistente de valores de marca.
Virgin Atlantic Airways
A Virgin Atlantic Airways, fundada em 1984 pelo empresário britânico
Richard Branson, tem a inovação como valor central da marca, e usa o
design como um importante diferencial competitivo.
A equipe de designers interna gerencia muitos aspectos do design da
companhia aérea, incluindo conceitos de serviço, bem como interiores
das aeronaves, uniformes e arquitetura de saguões de aeroportos,
trabalhando com várias agências de designers em todo o mundo.
Whirlpool Corporation
A Whirlpool Corporation é um fabricante líder dos principais
eletrodomésticos. A unidade Global Consumer Design da Whirlpool tem
uma equipe de mais de 150 pessoas, tendo desenvolvido expertise e
processos que ajudam a empresa a responder à demanda por aparelhos
cada vez mais sofisticados e complexos, bem como produtos individuais
sob diferentes marcas em todo o mundo.
Yahoo!
Fundado em 1994, o Yahoo! cresceu de um mecanismo de busca pioneiro
para se tornar um dos portais mais populares da internet. Organizaçãoque usa a tecnologia para se concentrar nas necessidades do cliente, o
Yahoo! opera um processo de design altamente centrado nele, com
pesquisa do usuário instrumental no desenvolvimento de novos produtos
e na evolução dos existentes.
Em 2007, o Design Council foi solicitado a realizar um novo estudo dos processos de design usados nas
principais empresas globais. O objetivo do estudo foi entender os processos de design usados pelos
principais usuários corporativos de design, quais elementos eles envolvem e como esses processos levam um
produto ou serviço desde uma ideia até a implementação e o lançamento.
Os chefes criativos ou de design de 11 usuários líderes de design participaram de entrevistas em
profundidade. O principal objetivo deste estudo foi buscar as respostas para cinco perguntas:
Qual é o processo usado nos principais usuários corporativos de design?
Como o processo é gerenciado?
Que benefícios isso traz?
Quais as semelhanças e diferenças entre os processos de design dessas empresas?
Existem atividades ou métodos entre os processos de design observados que podem constituir a
melhor prática?
O critério para as empresas selecionadas para o estudo do processo de design foi que elas fossem usuários
corporativos líderes de design com reputação de aplicar design com sucesso a seus produtos ou serviços, ou
ambos.
Da mesma forma, as empresas precisavam representar uma variedade de setores. Compilou-se uma lista de
empresas que atendiam a esses requisitos e estabeleceu-se contato com 11 chefes de projeto dispostos a
participar do estudo.
Comentário
Claramente, embora essas empresas tenham o uso do design em comum, um dos principais desafios na
investigação do processo de design em várias empresas era levar em conta como esse processo difere
dependendo da oferta de produtos ou serviços das empresas, tamanho, forma e localização, legado de
uso do design e suas cadeias de suprimentos e sistemas de produção. 
O design ajudou muitas dessas 11 empresas a responder melhor aos desafios comuns de negócios:
Um bom design torna os produtos mais competitivos, mantém os custos de produção baixos, mas
permite preços mais altos nas lojas;
 
Um bom design mantém os usuários felizes, fazendo com que eles voltem novamente e os
incentivando a recomendar coisas para seus amigos;
 
O design aplica o poder da marca. Uma identidade de marca forte incentiva os clientes a confiar nos
produtos existentes e a experimentar novos.
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Processamento e análise de dados.
Importantes questões sobre design de produto
Ferramentas de análise e indicadores-chave de desempenho (KPIs)
Grandes designers de produtos procuram criar experiências que funcionem para públicos específicos, usando
dados analíticos e de pesquisa para compilar um conjunto de insights e hipóteses acionáveis.
A coleta de dados quantitativos sobre como as pessoas usam um site ou um aplicativo desempenha um papel
essencial no arsenal de ferramentas de avaliação de sucesso de um designer de produto. Enquanto a
pesquisa do usuário normalmente se concentra em dados qualitativos, a análise se concentra em dados
quantitativos. 
Quais ferramentas de análise e indicadores-chave de desempenho (KPIs) podem ser usados para
avaliar projetos de produtos?
O amplo conhecimento em métodos quantitativos de avaliação de produtos que capturam grandes conjuntos
de dados de usuários permite determinar quais problemas pode haver com o produto, bem como quais tipos
de ferramentas de análise padrão do setor eles usam para testes de produtos.
A análise bem-sucedida do produto resultará em uma lista acionável de ajustes e aprimoramentos que, uma
vez implementados, mostrarão melhorias mensuráveis na experiência do usuário. Os designers de produtos
avaliam quais terão o maior impacto nas taxas de conversão e criam wireframes e designs que alimentam o
desenvolvimento. Essas podem ser melhorias na taxa de conversão e maior engajamento e retenção do
usuário. 
Existem muitas ferramentas e métodos de
análise disponíveis que capturam o
comportamento do usuário, por exemplo,
rastreamento ocular, mapas de calor de
rastreamento de cliques e indicadores de
tempo para conclusão da tarefa. Há a
identificação da interface do usuário, que
rastreia elementos específicos em um produto,
mostrando uma análise de como as pessoas
interagem com ele.
Recomendação
Em um primeiro momento dessa análise, é melhor não focar em ferramentas (Mixpanel, Pendo, Google
Analytics, Optimizely, Adobe Target etc.) e identificar o porquê, os métodos utilizados e quais medidas
foram tomadas. Como eles escolheram uma métrica de sucesso? Quais indicadores-chave de
desempenho (KPIs) eles estavam avaliando? Eles empregaram alguma forma de metodologia de
“objetivos e resultados-chave” (OKR)? Por exemplo, quantas pessoas se converteram em clientes
pagantes, passaram pelo processo de integração, clicaram em um botão de inscrição ou configuraram
um pedido de 1 clique? 
Quais são algumas das maiores tendências no campo do design de
produtos?
Ouvir a paixão e o conhecimento. Um bom designer de produto ficará empolgado com esse tópico; a resposta
o ajudará a entender onde está o foco atual deles. Ele deve acompanhar o setor, seguir podcasts de design,
ler blogs e livros de design, participar de conferências de design, webinars e cursos de treinamento on-line
para aprendizado contínuo e muito mais.
Um designer de produto que pense no futuro será um ativo inestimável para sua empresa. Pode falar sobre
novos casos de uso além das telas – ou como projetar para acessibilidade. Pode discutir novas ferramentas de
prototipagem que economizam tempo de desenvolvedores e designers convertendo o design em código, ou
pode explicar uma tendência em evolução e como é fantástico estar na vanguarda da tecnologia.
Qualquer que seja a resposta, a paixão deve brilhar. Acima de tudo, não se trata de tecnologia; trata-se de
resolver problemas para as pessoas de maneiras novas e eficientes. Em última análise, não se trata de
“modismos de design”. Um ótimo designer de produto não segue tendências, mas projeta produtos que
tenham poder de permanência e funcionem bem para os usuários finais. Perguntas complementares sobre
este tópico:
Grande tendência
Qual a próxima grande tendência de design de
produto pode ser?
Design de produto
Com o que você está mais animado no design
de produto este ano?
Quando um cliente diz: “Não gosto deste design”, o que você faz?
Nesse tipo de situação, um grande designer de produto exibe uma contenção ponderada. Ele não levará a
crítica para o lado pessoal, mas a usará como uma oportunidade para se aprofundar e descobrir as
verdadeiras razões pelas quais um cliente pode não gostar de um design.
Grandes designers de produtos são objetivos; eles contam com princípios testados e comprovados,
aprendizados passados, estudos, melhores práticas, padrões e convenções de design que foram testados,
estudados e validados. Assim, eles devem ser capazes de fazer backup de seus projetos com base nos
mencionados acima. 
Normalmente, nessas situações, ocorreu um desalinhamento entre o que o cliente estava
procurando e o que o designer de produto estava tentando alcançar. Um grande designer de
produto daria um passo atrás e faria perguntas inteligentes para descobrir os problemas que um
cliente pode ter com o design.
O cliente é subjetivo, como “não gosto dessa cor”? O designer perguntaria por que e garantiria que o cliente
entendesse que as decisões de design são baseadas em princípios sólidos – teoria das cores, por exemplo – e
não em opiniões subjetivas. O designer de produto apoia as decisões de design com base em dados analíticos
e testes (permanecendo objetivo), e apresenta fatos e descobertas para defender seu caso.
Alguns comentários de clientes podem ser por motivos comerciais convincentes. Por exemplo, o cliente pode
achar que uma solução supersimplificada perde oportunidades valiosas para a veiculação de anúncios
geradores de receita. 
Recomendação
Um bom designerde produto ouviria pacientemente e incorporaria o feedback na próxima iteração,
entendendo que chegar ao design ideal é um ato de equilíbrio entre as necessidades de negócios, a
viabilidade técnica e o desejo do designer de criar o melhor design de produto. 
O que significa ser um grande designer de produtos?
Embora não haja uma resposta certa ou errada, um bom designer de produto deve ter amplo conhecimento
sobre o processo de design do produto e possuir uma mentalidade de design. O design do produto não se
trata apenas de telas bonitas, trata-se de encontrar as melhores soluções para as empresas que atendam aos
usuários finais.
Um grande designer de produto falaria sobre o que significa uma mentalidade de design, um processo,
abordagens e metodologias abrangentes, holísticas e de design de produto de ponta a ponta. Ele deve estar
disposto a percorrer passo a passo uma abordagem de design de produto ideal que considere essencial e que
o guie para soluções de trabalho robustas. 
Uma boa resposta pode incluir uma discussão
sobre empatia, bem como uma abordagem
centrada no ser humano e orientada a objetivos
para projetar produtos. Ter empatia com as
pessoas geralmente significa envolver-se em
pesquisas aprofundadas de usuários para
resolver problemas. 
No centro de uma mentalidade de design, está
a capacidade de empatia, juntamente com a
capacidade de formular grandes questões. É
essencial fazer as perguntas certas para
encontrar soluções confiáveis; e, para fazer ótimas perguntas, os designers precisam ter empatia com as
pessoas e coletar informações relevantes por meio de pesquisas aprofundadas. 
Recomendação
Um designer de produto experiente equilibra os objetivos de negócios e as restrições técnicas com a
criação da melhor experiência de usuário possível. Eles devem criar “personas” (os principais usuários de
um produto), definir quando e como fazer pesquisas, destilar e relatar seus resultados, realizar visitas de
campo e entrevistas, criar protótipos, realizar testes de usabilidade e, para fazer melhorias adicionais,
analisar os dados quantitativos do usuário assim que um produto for lançado. 
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Como o design agrega valor ao negócio
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Outras questões sobre design de produto
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Verificando o aprendizado
Questão 1
As afirmativas a seguir são referentes às vantagens dos processos de design. Assinale a alternativa correta.
 
I. Influencia na competitividade do produto;
II. Permite redução de custos tanto na produção quanto nas vendas;
III. Representa o poder da marca.
A
Somente I é correta.
B
I e II são corretas.
C
I e III são corretas.
D
Somente II é correta.
E
Somente III correta.
A alternativa C está correta.
Ao utilizar um bom design, é possível tornar o produto mais competitivo. Ainda que sejam reduzidos os
custos investidos durante a produção, ele pode ser ofertado a preços mais altos no setor de vendas. O
design descreve o poder da marca transmitindo confiança e incentivando os consumidores à aquisição de
novos produtos.
Questão 2
Designers projetam um produto e podem promover experiências para grupos específicos de usuários. É
correto afirmar que:
A
Para desenvolver um produto específico, são feitas pesquisas com grupos potenciais.
B
Aplicam-se, para desenvolvimento de produtos, ferramentas para análise e coleta de dados.
C
As taxas de conversão mensuradas não influenciam na tomada de decisões quanto às ações referentes ao
projeto.
D
As ferramentas de monitoramento do padrão do usuário ainda são escassas.
E
A métrica utilizada não interfere no resultado.
A alternativa B está correta.
Os designers de produtos podem e buscam promover experiências para diferentes públicos, monitorando
dados analíticos e de pesquisa, desenvolvendo assim um cenário específico. Para isso, utilizam métricas
que melhor se adequem ao objetivo que desejam implementar, e que, ainda, responda ao perfil
comportamental dos usuários em estudo.
5. Conclusão
Considerações finais
Embora a engenharia simultânea tenha sido inicialmente conceituada para a indústria de manufatura, seu uso
foi recentemente estendido também aos serviços de desenvolvimento e manutenção. A abordagem
sistemática em engenharia simultânea promove o uso de métodos integrados de desenvolvimento de
produtos, conhecidos por promover a inovação. 
Acertar um novo produto na primeira vez com um curto tempo de colocação no mercado é uma marca
registrada da engenharia simultânea. É uma filosofia robusta que invariavelmente melhora a qualidade geral do
produto, apesar dos muitos desafios para sua implementação bem-sucedida. 
Explore +
Leia o livro Gestão do Desenvolvimento de Produtos. Uma referência para a melhoria do processo, de H.
Rozenfeld et al, publicado em 2006, para um maior aprofundamento.
 
Pesquise por Managing new product and process development: text and cases, de autoria de K.B. Clark.
 
Leia o texto Desenvolvimento de Produto: Engenharia. Simultânea, publicado em 2000, por Ogliari e Back.
Referências
COOPER, R. G.; KLEINSCHMIDT, E. J. An Investigation into the New Product Process: Steps, Deficiencies, and
Impact. Journal of Product Innovation Management, 3, 1986, 71-85.
 
DESIGN COUNCIL. The impact of design on stock market performance. An analysis of quoted companies
1994-2003. London: Design Council, 2004.
 
DESIGN COUNCIL. The business of design. Design industry research. London: Design Council, 2005.
 
DESIGN COUNCIL. Design Atlas: a tool for auditing design capability. London: Design Council, s.d.
PRASAD, B. Concurrent Engineering Fundamentals: Integrated product and process organization, Volume I.
PrenticeHall, 1996.
 
ROGERS, E. Diffusion of Innovations. 4. ed. New York: Simon & Schuster, 2010.
 
ŠENK, M. et al. Development of New Product/Process Development Procedure for SMEs. Organizacija, Vol. 43,
No. 2, 2010, pp. 76–86.
	Gestão de projetos e engenharia simultânea
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. O conceito e a aplicação da engenharia simultânea
	Vamos começar!
	O conceito e a aplicação da engenharia simultânea no desenvolvimento de novos produtos
	Conteúdo interativo
	Conceitos de engenharia simultânea
	Exemplo
	Elementos da engenharia simultânea
	Pessoas
	Multidisciplinar
	Equipe
	Comunicação
	Objetivo
	Processos
	Tecnologia
	Ferramentas
	Treinamento
	Saiba mais
	Desenvolvimento simultâneo de novos produtos
	O processo de engenharia simultânea
	Conteúdo interativo
	1ª Atividade
	2ª Atividade
	3ª Atividade
	4ª Atividade
	5ª Atividade
	6ª Atividade
	Vantagens e desvantagens da engenharia simultânea
	Vantagens
	Desvantagens
	Engenharia Simultânea versus Projeto Sequencial
	Por que usar a engenharia simultânea?
	Soluções altamente inovadoras
	A maioria das modificações ocorre no estágio inicial
	Diminuição do Risco de Perda
	Menor tempo de colocação no mercado
	Vem que eu te explico!
	Que ferramentas podemos utilizar em engenharia simultânea?
	Conteúdo interativo
	Onde usar engenharia simultânea?
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Particularidades do projeto de engenharia
	Vamos começar!
	Particularidades do projeto de engenharia
	Conteúdo interativo
	Processos do projeto
	Usabilidade
	Eficácia
	Eficiência
	Satisfação
	Comentário
	O processo de protótipo
	Protótipo de papel
	Protótipo estático
	Protótipo interativo
	Projeto de produto
	Como é o processo de projeto do produto?
	Lean em projeto de produto
	Comentário
	Que tipos de ferramentas os designers de produtos usam?
	Quais os tipos de funções de design de produto?
	UX designer
	Designer gráfico
	Designer de movimento/animação
	Pesquisa de usuários
	Analista de informações
	Prototyper
	Designer de produto
	Vem que eu te explico!
	A importância de processos
	Conteúdo interativo
	A importância

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