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CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE-CCS
DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO NUTRICIONAL
PROF DRª MARIZE MELO DOS SANTOS
PROF DRª NARA VANESSA DOS ANJOS
BARROS
POLÍTICA NACIONAL 
DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 
ANDRESSA ARAÚJO
CARLA AUANA
FRANCIELLY RIBEIRO 
 Políticas Públicas 
 Direitos humanos 
INTRODUÇÃO
10 de junho de 1999
A POLÍTICA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO (PNAN)
Integra os esforços do Estado Brasileiro
 Respeitar, proteger, promover e prover 
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO
A população brasileira, nas últimas décadas, experimentou
grandes transformações sociais que resultaram em
mudanças no seu padrão de saúde e consumo alimentar.
Taxas de desnutrição (1970)
50% população adulta com excesso de peso (2008
PNAN
Resposta oportuna e específica
do SUS para reorganizar,
qualificar e aperfeiçoar suas
ações para o enfrentamento da
complexidade da situação
alimentar e nutricional da
população brasileira; 
Promove a alimentação adequada e
saudável e a atenção nutricional
para todas as fases do curso da
vida.
UMA VIAGEM NO TEMPO...
Instituída (1999)
Formação da agenda e processo de formulação
da PNAN (1997-1999)
 Criação Coordenação-Geral da Política de
Alimentação e Nutrição (CGPAN) 
Eventos técnico-científicos, com participação de representantes de instituições
governamentais e não governamentais do campo da alimentação e nutrição
Portaria Ministerial Nº 710/1999
Eixos norteadores os paradigmas de práticas alimentares e estilos de vida
saudáveis, do DHAA e da SAN
.
.
7 Diretrizes
UMA VIAGEM NO TEMPO...
 A agenda de atualização da PNAN (2010-2011)
Ações e os programas foram atualizados, realocados e/ou ressignificados
(mudaram de terminologias e/ou de estratégias operacionais)
.
Seminários, entre março e abril de 2010 e Seminários Nacional em julho de 2010
UMA VIAGEM NO TEMPO...
 A agenda de atualização da PNAN (2010-2011)
Reafirmou-se o pressuposto de promoção da garantia do direito à saúde e à
alimentação, alinhando-se aos princípios do SUS – universalidade, integralidade,
equidade, descentralização, regionalização, hierarquização e participação popular.
 Agregaram-se também cinco novos princípios norteadores:
 (1) A alimentação como elemento de humanização das práticas de saúde;
 (2) O respeito à diversidade e à cultura alimentar;
 (3) O fortalecimento da autonomia dos indivíduos;
 (4) A determinação social e a natureza interdisciplinar e intersetorial da alimentação e
nutrição; 
 (5) A SAN com soberania.
.
PROPÓSITOS
Visa melhorar as condições de alimentação,
nutrição e saúde da população brasileira.
Para isso, promove práticas alimentares
adequadas e saudáveis, realiza vigilância
alimentar e nutricional e atua na prevenção e
cuidado integral de problemas de saúde
relacionados à alimentação e nutrição.
PRINCÍPIOS
1. Alimentação como humanização da saúde;
a alimentação reflete as relações sociais e valores individuais, sendo
essencial para a saúde e qualidade de vida.
2. Respeito à diversidade e cultura alimentar;
 a riqueza cultural da alimentação brasileira é valorizada e preservada
como parte da identidade cultural.
3. Fortalecimento da autonomia;
promove a autonomia nas escolhas alimentares
4. Determinação social e interdisciplinaridade; 
 considera os determinantes socioeconômicos e culturais da alimentação
e busca uma abordagem intersetorial e interdisciplinar 
5. Segurança alimentar e nutricional com soberania.
visa o acesso a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente
DIRETRIZES DE 1999 E 2011
1. Estímulo às ações intersetoriais com vistas ao
acesso universal aos alimentos
2. Garantia da segurança e da qualidade dos
alimentos e da prestação de serviços neste
contexto 
3. Monitoramento da situação alimentar e
nutricional
4. Promoção de práticas alimentares e estilos
de vida saudáveis 
5. Prevenção e controle dos distúrbios
nutricionais e de doenças associadas à
alimentação e nutrição
6. Promoção do desenvolvimento de linhas de
investigação
7. Desenvolvimento e capacitação de recursos
humanos
1. Organização da Atenção Nutricional; 
2. Promoção da Alimentação Adequada e
Saudável; 
3. Vigilância Alimentar e Nutricional; 
4. Gestão das Ações de Alimentação e Nutrição; 
5. Participação e Controle Social; 
6. Qualificação da Força de Trabalho; 
7. Controle e Regulação dos Alimentos; 
8. Pesquisa, Inovação e Conhecimento em
Alimentação e Nutrição; 
9. Cooperação e articulação para a Segurança
Alimentar e Nutricional.
1999 2011
X
DIRETRIZES
1
Organização da Atenção Nutricional; 
Integrar o cuidado nutricional nos serviços
do SUS para promover a saúde e tratar
problemas alimentares, garantindo uma
abordagem contínua e integral em todos os
níveis de atenção, do básico ao
especializado.
2
 Promoção da Alimentação Adequada e
Saudável; 
 Incentivar práticas alimentares
benéficas, respeitando a diversidade
cultural e a acessibilidade.
3
Vigilância Alimentar e
Nutricional; 
Monitorar o estado nutricional
e as condições alimentares da
população para orientar
políticas e ações de saúde
pública de forma precisa e
baseada em dados.
DIRETRIZES
4
Gestão das Ações de Alimentação e Nutrição
Promove a integração entre o SUS e o SISAN e
articula outros setores para assegurar o
Direito Humano à Alimentação Adequada. 
5
Participação e Controle Social
 Incentiva a participação ativa da
população na formulação e
acompanhamento das políticas de
alimentação e nutrição, promovendo o
controle social sobre as ações do
governo.
6
Qualificação da Força de
Trabalho
 Foca na capacitação contínua
dos profissionais de saúde
para que promovam e
implementem ações de
alimentação e nutrição com
eficácia e qualidade.
DIRETRIZES
7
Controle e Regulação dos Alimentos
Estabelece normas para a produção,
comercialização e publicidade de alimentos,
protegendo a saúde pública e incentivando o
consumo de alimentos saudáveis.
8
 Pesquisa, Inovação e Conhecimento
em Alimentação e Nutrição
Apoia a pesquisa e inovação para
desenvolver conhecimento que sustente
e aperfeiçoe as políticas e práticas em
alimentação e nutrição.
9
Cooperação e Articulação para
a Segurança Alimentar e
Nutricional
 Promove a colaboração entre
diferentes setores e níveis de
governo para assegurar o
acesso universal a uma
alimentação adequada e
saudável.
RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS
Em observância aos princípios do SUS, os gestores de saúde nas três esferas, de forma articulada e
dando cumprimento às suas atribuições comuns e específicas, atuarão no sentido de viabilizar o
alcance do propósito desta Política Nacional de Alimentação e Nutrição.
Responsabilidades do Ministério da Saúde
Responsabilidades das Secretarias Estaduais de Saúde e do
Distrito Federal 
Responsabilidades das Secretarias Municipais de Saúde e do
Distrito Federal
Apoio técnico e assessoria : Gestão, planejamento, execução e avaliação de
programas de alimentação e nutrição.
Responsabilidades do Ministério da Saúde
Articulação de instituições : Educação e capacitação de profissionais em
parceria com Secretarias de Saúde.
Monitoramento e pesquisa : Organização de rede colaborativa para
desenvolvimento de evidências e fomento à pesquisa.
Coordenação intersetorial : Parcerias para implementação da PNAN e articulação
com SISAN.
Segurança alimentar : Parcerias nacionais e internacionais com foco em
segurança alimentar.
Implementação da PNAN : Planejamento e adequações regionais, respeitando
as diretrizes.
Secretarias Estaduais de Saúde e do DF
Pactuação de metas : Comissões Intergestoras (Bipartite e Regionais) para
objetivos alinhados.
Financiamento tripartido : Recursos estaduais para ações de alimentação e
nutrição.
Apoio técnico aos municípios : Capacitação e suporte aos profissionais e
regionais de saúde.
Parcerias estratégicas : Organizações públicas e privadas, considerando o
interesse público.
Adaptação local da PNAN : Diretrizes homologadas ao perfil epidemiológico e
critérios de vulnerabilidade.
Secretarias Municipais de Saúde e do DF
Plano de ação municipal : Prioridades emetas integradas ao planejamento
regional do SUS.
Capacitação contínua : Educação permanente para trabalhadores da saúde.
Participação social : Envolvimento no controle e monitoramento social e no
Conselho Municipal de Saúde.
Parcerias locais : Colaboração com instituições para segurança alimentar e
nutricional.
PNAN NA PRÁTICA
REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de
Alimentação e Nutrição / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.Básica. –
1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013.
CARVALHO, D. B. B. Estudo de caso do processo de formulação da Política Nacional de Alimentação e Nutrição no Brasil.
Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 20(4):449-458,out-dez 2011. Disponível em:
http://scielo.iec.gov.br/pdf/ess/v20n4/v20n4a04.pdf. Acesso em: 28/10/2024.
ANTOS, S. M. C. et al. Avanços e desafios nos 20 anos da Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Cad. Saúde
Pública. DOI: 10.1590/0102-311X00150220. 2021.

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