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2 - DINÂMICA E ORGANIZAÇÃO ESCOLAR Resumo aulas 1 e 2 – Dinâmica e Organização Escolar
OLHANDO A ESCOLA POR DENTRO DA ESCOLA
Sinta-se um/uma explorador/exploradora desse ambiente físico, desse espaço de trocas culturais, dessa fábrica de dúvidas e questionamentos, desse lugar de apresentar, consumir e produzir conhecimento, desse sistema complexo que se insere em outro sistema mais complexo: o sistema escolar, que, por sua vez, se insere em um sistema ainda mais amplo:
O sistema educacional nacional. Não se pode menosprezar, ainda, os sistemas internacionais de Educação, as pressões decorrentes de políticas locais e internacionais...
Olhe as paredes, a forma de organizar os espaços e o mobiliário da escola... É possível perceber uma intenção, um momento histórico e social que faz da escola uma espécie de rebatimento das questões que a sociedade se coloca em um momento específico. Pense agora nos os profissionais que na escola atuam...
Reflita sobre as estruturas de poder que pairam sobre a escola, os espaços e rituais daqueles que vão para ensinar, para aprender, para garantir que ela permaneça operacional e para buscar algumas soluções para os problemas cotidianamente enfrentados.
Focar nossa atenção em alguns aspectos históricos, na relação entre a escola e o momento social, nos processos que iniciam, interrompem e/ou mantêm certos rituais, na expectativa social e na dinâmica que se estabelece no sistema educacional e em seus subsistemas.
Há cada vez mais alunos que abandonam a escola privados de tudo: sem um mínimo de conhecimentos e de cultura, sem o domínio das regras básicas da comunicação e da ciência, sem qualquer qualificação profissional. Contrariamente às suas intenções igualitaristas, a Escola continua, tantas vezes, a deixar os frágeis ainda mais frágeis e os pobres ainda mais pobres.
O que é que queremos da Escola? História ou educação para a cidadania? Literatura ou educação para a saúde? Ciência ou prevenção da toxicodependência? Matemática ou educação sexual? Artes ou prevenção rodoviária? Filosofia ou educação ambiental? Geografia ou educação para os valores? E que dizer do desenvolvimento das competências comunicacionais e tecnológicas? E da preparação para a vida profissional? E da promoção do espírito de criatividade, de inovação e de empreendedorismo? E da formação moral? E da prevenção da delinquência? E do ensino das regras e comportamentos sociais? E da capacidade para enfrentar dificuldades e resolver problemas? Tudo isto? (p 114)
Resumindo de maneira excessivamente simplista a história da Escola no decurso do último século, podemos dizer que ela se foi desenvolvendo por acumulação de missões e de conteúdos, numa espécie de constante “transbordamento”, que a levou a assumir uma infinidade de tarefas. Hoje, o currículo escolar mais parece um saco no qual, década após década, tudo foi colocado e de onde nada foi retirado. A Escola está esmagada por um excesso de missões e pela impossibilidade de as cumprir. Impõe-se, por isso, definir prioridades e dizer, com clareza, aquilo que queremos da Escola. (p.115)
Durante muito tempo, a Escola foi apenas para alguns. Hoje ela tem de integrar todos os alunos. No entanto, continuamos a trabalhar pedagogicamente quase do mesmo modo como trabalhávamos quando a Escola era apenas para alguns, quando a Escola se dirigia a alunos que já tinham sido socializados em casa, que partilhavam os mesmos valores e as mesmas culturas.
A incapacidade para construir novos modos de trabalho pedagógico, para lidar com a diferença e a heterogeneidade, promovendo ao mesmo tempo uma cultura comum e partilhada, é uma das nossas principais dificuldades. Não se trata, claro está, de aceitar tudo e de ser tolerante em relação a tudo. Mas tudo deve ser compreendido e a Escola deve trabalhar com a diferença para construir uma cultura comum.
Resumo aulas 3 e 4 - OLHANDO A ESCOLA POR DENTRO DA ESCOLA: ANALISANDO ALGUNS DADOS SIGNIFICATIVOS
Podemos afirmar que a principal mudança nesse sistema foi a universalização do ensino. Na década de 1990, conseguimos colocar quase todas as crianças - cerca de 97% - nas escolas públicas. Isso é um feito importantíssimo, pois até o início daquela década havia um grande percentual de crianças que deveriam estar frequentando a escola, mas estavam fora dela. Hoje temos mais de 30 milhões de crianças que vão para a escola todos os dias. É praticamente a população da Argentina! Essa universalização justifica a existência de sistemas de avaliação bem consolidados, que permitem conhecer como a escola está funcionando. Os responsáveis pela educação básica (secretários, diretores, professores) precisam ter informações que os auxiliem na formulação de políticas e nas suas práticas pedagógicas. Por exemplo, para combater a repetência, algumas redes de ensino fundamental, municipais e estaduais, organizaram suas escolas em ciclos, evitando assim a repetência e uma de suas conseqüências mais diretas, a evasão. São longos ciclos de escolarização em que não há repetência entre os anos escolares.(BONAMINO, site )
Temos alunos na escola por tempo suficiente? As atividades da escola são suficientes para que os alunos estejam melhor preparados para a vida em sociedade e para o bom uso do tempo escolar?
“Apesar da crise, nós conseguimos colocar todas as crianças na escola. Nesse nível, o Estado se fez presente. Entretanto, não conseguimos avançar em uma política orgânica que contemple as necessárias articulações entre os diferentes níveis de ensino.”
“O SAEB faz um acompanhamento periódico das habilidades dos alunos em determinadas séries do Ensino Fundamental e Médio, permitindo acompanhar a evolução da qualidade de ensino oferecido em nossas escolas de educação fundamental e média. O mesmo acontece com as avaliações que foram sendo implementadas pelos estados, a partir da década de 1990”.
Resumo aulas 5 e 6 – Dinâmica e organização Escolar - PROJETO DE ESCOLA E PROJETO DE SOCIEDADE Conforme afirmam alguns autores, como Paulo Freire, não existe neutralidade no ato de ensinar. Por mais que estejamos desapercebidos do fato, somos orientados por questões ideológicas – culturais e históricas – na nossa atuação como docentes.
Os desafios decorrentes da mudança de eixo, do conhecimento para a capacidade de conhecer, e do foco central, do professor que ensina para o aluno que aprende, geram na escola impactos profundos.
Falamos hoje em universalização do acesso à educação, mas, quando falamos em “escola para todos” de qual escola estamos falando? Quem são todos? Nos referimos à mesma escola para todos ou há várias e distintas escolas?
“Sem dominar aquilo que os dominantes dominam, os dominados não chegam a se libertar da dominação. (Demerval Saviani)
“Desconfio de cursos que estabelecem metas específicas que podem ser definidas mês a mês, semestre a semestre ou ano a ano, porque os jovens não vão adquirir uma formação consistente por esse procedimento. É preciso fazer com que vivenciem um ambiente de rico, intenso e exigente estímulo intelectual. Se a universidade dispuser desse ambiente, os jovens terão uma formação sólida, e vão atuar nas escolas nessa mesma direção”. (Demerval Saviani)
Resumo aulas 6 e7 – Dinâmica e Organização Escolar O LUGAR DA ESCOLA NO TEMPO E NA CULTURA
Imagine uma escola que funciona em uma pequena aldeia. As famílias que ali residem interessam-se diretamente pelo que acontece na escola e suas ações complementam as ações pedagógicas desenvolvidas no espaço escolar. A relação comunidade-escola é direta, a escola busca perceber e respeitar o que essas famílias trazem e fazem e ofertar novos saberes para os estudantes. Nessa escola, que podemos supor completamente alinhada aos interesses e necessidades da comunidade, é parece haver pouco lugar para o conflito.
Provavelmente, questões sociais – não pedagógicas – terão espaços específicos para sua discussão e resolução nesse grupo social. Nessa escola, o foco será apenas desenvolver ações de ensino-aprendizagem, e o trabalho com os conhecimentos acadêmicos instituídos e legitimadospor essa sociedade.Consegue pensar essa escola como um lugar real? Ou mesmo essa comunidade? Bem, caso exista uma instituição escolar ou um grupo social tal qual imaginamos aqui, difere muito da realidade da nossa educação.
Se durante muito tempo se ia à escola para aprender o mundo, a sensação que se tem,hoje, é de que o mundo não cabe mais na escola, e que ele pode ser melhor percebido através de outras fontes de informação.
 Segundo Saviani, cada concepção pedagógica está relacionada a maneira como a sociedade é percebida, ou seja, as práticas pedagógicas se relacionam ao seu contexto cultural e social.
Grosso modo, podemos dizer que, no que diz respeito à questão da marginalidade, as teorias educacionais podem ser classificadas em dois grupos. Num primeiro grupo, temos aquelas teorias que entendem ser a educação um instrumento de equalização social, portanto, de superação da marginalidade. Num segundo grupo, estão às teorias que entendem ser a educação um instrumento de discriminação social, logo, um fator de marginalização. (...)Nesse contexto, a educação é entendida como inteiramente dependente da estrutura social geradora de marginalidade, cumprindo aí a função de reforçar a dominação e legitimar a marginalização.
TEORIAS NÃO-CRÍTICAS Pedagogia Tradicional
A escola se organiza, pois, como uma agência centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Pedagogia Nova A educação será um instrumento de correção da marginalidade na medida em que contribuir para a constituição de uma sociedade cujos membros, não importam as diferenças de quaisquer tipos, se aceitem mutuamente e se respeitem na sua individualidade específica.
(...) Em suma, trata-se de uma teoria pedagógica que considera que o importante não é aprender, mas aprender a aprender.
Pedagogia Tecnicista
A partir do pressuposto da neutralidade científica e inspirada nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, essa pedagogia advoga a reordenação do processo educativo de maneira a torná-lo objetivo e operacional.
TEORIAS CRÍTICO-REPRODUTIVISTAS Teoria Do Sistema De Ensino Enquanto Violência Simbólica
A função da educação é a de reprodução das desigualdades sociais. Pela reprodução cultural, ela contribui especificamente para a reprodução social. (...) Toda tentativa de utilizá-la como instrumento de superação da marginalidade não é apenas uma ilusão. É a forma através da qual ela dissimula, e por isso cumpre eficazmente, a sua função de marginalização.
Teoria Da Escola Enquanto Aparelho Ideológico De Estado (AIE)
O AIE escolar, em lugar de instrumento de equalização social constitui um mecanismo construído pela burguesia para garantir e perpetuar seus interesses.
Teoria Da Escola Dualista
Essa teoria foi elaborada por C. Baudelot e R. Establet e exposta no livo L’école capitaliste en France (1971). Chamo de "teoria da escola dualista" porque os autores se empenham em mostrar que a escola, em que pese a aparência unitária e unificadora, é uma escola dividida em duas (e não mais do que duas) grandes redes, as quais correspondem à divisão da sociedade capitalista em duas classes fundamentais: a burguesia e o proletariado.
Resumo aulas 9 e 10 – Dinâmica e Organização Escolar A ESCOLA DE HOJE, MATERIAL E VIRTUAL: A ESCOLA QUE ESTÁ SENDO CONSTRUÍDA ATRAVÉS DA EAD
A LDBen 9394/96 foi a primeira lei de ensino brasileira a citar, nominalmente, a função educacional da EAD. Vejamos o que consta no artigo 80 dessa lei:
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.
§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.
§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:
I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;
III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessionários de canais comerciais.
Hoje, a EAD é reconhecidamente, uma modalidade tão importante e respeitada quanto a presencial, uma alternativa equivalente, quando desenvolvida de forma consistente, zelando pela qualidade do ensino, da metodologia empregada e dos resultados.
Estudar a distância constitui uma alternativa muito interessante para quem trabalha, já que evita o afastamento do trabalho e deslocamentos, às vezes bastante longos, até o local de estudos. Otimiza o tempo e os esforços, tanto de alunos quanto de professores.
Outra característica importante da EAD é que alguns aspectos valorizados pelas teorias sociointeracionistas contemporâneas para a construção de conhecimentos pelos alunos estão presentes e constituem, mesmo, fatores indispensáveis ao sucesso nos estudos nessa modalidade. A autonomia para estudar, a disciplina para a organização de agendas de estudo, a habilidade de leitura, de pesquisa e de elaboração de estratégias de estudo que se desenvolvem nos alunos são constituintes indispensáveis para “aprender a aprender”. Assim, além dos conteúdos específicos, os estudantes, em especial os professores, desenvolverão habilidades e competências que deverão ajudar seus próprios alunos a desenvolver.
O amadurecimento da EAD, que hoje pode lançar mão das TIC e criar percursos de estudo com alto nível de interação entre professores, alunos e comunidades de produção e disseminação de informação e conhecimento, nos leva a pensar que uma nova escola está nascendo. Nela, atividades presenciais e a distância poderão ocorrer, de acordo com as necessidades, especificidades dos conteúdos de estudo, as condições geográficas e de deslocamento, as características e as possibilidades dos estudantes dos educadores e instituições de ensino..
Um dos programas de maior crescimento e potencial de interferir positivamente na qualidade do trabalho docente é a Universidade Aberta do Brasil – a UAB. É um movimento iniciado em 2005 que vem crescendo e se consolidando, amadurecendo a idéia de interiorizar e democratizar o acesso ao Ensino Superior de qualidade no Brasil.
Resumo aulas 11 e 12 – Dinâmica e Organização EscolarBREVE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A HISTÓRIA DA ESCOLA – 1ª parte
Podemos, de uma forma sintética, tomar como ponto de partida a concepção de que a função principal da escola é ser a responsável pela formação dos novos membros de uma sociedade. Seria, então, a agência privilegiada de disseminação de informações relevantes para a vida em comum, dos valores e das práticas socialmente relevantes, tanto para a sociedade quanto para o próprio indivíduo. Seria ainda uma continuação da formação familiar visando a preparar os indivíduos para assumir seus papéis na sociedade à qual se integram.O desenho de uma sala de aula chamada tradicional, por exemplo, é propício para a formação de operários acostumados a um sistema hierárquico de comando, ao cumprimento de ordens, atendimento a comandos sonoros e ao trabalho repetitivo, silencioso e ordeiro. Essas seriam competências necessárias, sobretudo, para a formação de mão-de-obra para as manufaturas e, posteriormente, para a indústria, em geral.
A classificação, promoção ou eliminação de alunos do sistema reproduziria, na escola, os mecanismos que sublinham e justificam as próprias diferenças sociais. Ao longo do tempo, a idéia de uma escola para todos têm sofrido interpretações e adequações relativas à própria idéia de igualdade.
História da Escola Públicano MundoSECULO XVI - Influências dos ideais humanistas do Renascimento.
· Reforma Religiosa - Martinho Lutero prega a educação para todos poderem ter acesso ao conteúdo da Bíblia.
· 1524 - Lutero escreve e distribui a "Carta aos regedores de todas as cidades alemãs para que estabeleçam e mantenham escolas cristãs".SECULO XVII - Evolução das ideias pedagógicas
· 1619 - 1° Estatuto Escolar - Ducado de Weimar.
· 1642 - Criada a 1ª regulamentação do ensino público, no Ducado de Gota (Alemanha).
· 1642 - 1ª Lei escolar norte–americana.
SECULO XVIII - Século das Luzes
· 1717 - Frederico Guilherme I fala pela 1ª vez do princípio da obrigatoriedade
· 1763 - La Chatolais publica "Ensaio da Educação Nacional", onde fala sobre a laicidade da escola, e do objetivo de formar cidadão úteis.
· 1789 – Revolução Francesa - Igualdade, Liberdade, Fraternidade
· Declaração Universal dos Direitos do Homem - Educação do Cidadão para si mesmo e para a pátria.
· A educação passa a ser vista como um direito
· Abril de 1792 - Condorcet apresenta à assembléia da França pósrevolução seu "Relatório e projeto de decreto". Alguns pontos principais:
* Universalização do ensino
* Ensino gratuito em todos os graus
* Escola laica
* Conteúdo independente de forças políticas e poder estatal
SECULO XIX - Revolução industrial
Século onde se estabelece os grandes sistemas nacionais de educação nos países europeus e americanos.
· 1833 Lei de Guizot - base da organização escolar francesa.
· 1850 - Estabelecida a escola pública primária nos EUA.
· 1860 - Implantação dos "Jardins de Infância" na Alemanha.
· 1870 - Lei proposta pelo ministro Forster (Inglaterra) - Base da educação primária inglesa. Respeita e subvenciona as escolas particulares existentes e cria públicas onde não houver.
· 28 de março de 1882 - lei escolar de Jules Ferry (França) estabelece de fato a obrigatoriedade escolar e a laicidade no ensino público primário.
SECULO XX
· 1948 - A Assembleia Geral das Nações Unidas publica a "Declaração Universal dos Direitos Humanos".
Diz o artigo 26:
Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnicoprofissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Resumo aulas 13 e 14 - Dinâmica e Org. Escolar 2-  BREVE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A HISTÓRIA DA ESCOLA – 2ª parte: BRASIL
Embora a educação no Brasil tenha se feito presente  desde o início da colonização, a partir da ação de  Franciscanos e Jesuítas, caracterizando-se como ensino  religioso, só no século XIX registra-se o surgimento da escola pública.
O fenômeno da escolarização em massa, configurado a partir da segunda metade do século XIX, apresentou  muitos aspectos comuns de abrangência global, entre eles: a obrigação escolar, a responsabilidade estatal pelo  ensino público, a secularização do ensino e da moral, a nação e a pátria como princípios norteadores da cultura  escolar, a educação popular concebida como um projeto de consolidação de uma nova ordem social (PEREIRA et alli. Site).
ALGUNS MARCOS DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL SECULOS XVI, XVII e XVIII
• Educação Jesuítica 1549 a 1759
• Em 1759, expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, que cria as aulas  régias de Latim, Grego e Retórica, autônomas e desarticuladas,  e  a Diretoria  de Estudos, cujo funcionamento foi posterior ao afastamento de Pombal.  Desmontou-se o sistema jesuítico e nada o substituiu.
SECULO XIX
• Em 1808, com a vinda da Família Real, foram criadas Academias Militares,  Escolas de Direito e Medicina, mas a educação permaneceu como tema de  menor importância.
• Em 1824, na  primeira  Constituição brasileira, o  Art. 179, a afirmação de que  a "instrução primária é gratuita para todos os cidadãos".
• Em 1826, foram instituídos, por decreto, quatro graus de instrução, a saber:  Pedagogias (escolas primárias), Liceus, Ginásios e Academias.
• Em 1834 as províncias passaram a ser responsáveis pela administração do  ensino primário e secundário.
• Em 1835, surge a primeira Escola Normal do país, em Niterói.
• Em 1837 foi criado o Colégio Pedro II.
SECULO XX
• Várias reformas educacionais de âmbito estadual: no Ceará, a de Lourenço  Filho (1923), na Bahia, a de Anísio Teixeira (1925), em Minas, a de Francisco  Campos e Mario Casassanta, (1927), no Distrito Federal (Rio de Janeiro), a  de Fernando de Azevedo (1928) e em Pernambuco, a de Carneiro Leão  (1928).
• Em 1934, criação da  Primeira Universidade de  São Paulo (SP).
• Em 1935 Anísio Teixeira cria a Universidade do Distrito Federal, no Rio de  Janeiro (RJ).
• Em 1942, criação do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ).
• Em 1946, criação do SENAC (Serviço  Nacional de Aprendizagem Comercial).
• Lei 4.024, em 20 de dezembro de 1961.
• Lei 5692, de Diretrizes e Bases da  Educação Nacional, em 1971, tendo como  característica principal a formação  educacional de caráter profissionalizante.
• Lei 9394 de dezembro de 1996, que se  refere, pela primeira vez, à modalidade de  educação à distância.
• (BELLO, 2001)
Resumo aulas 15 e 16 – Dinâmica e Organização Escolar
CONSTITUIÇÕES, LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL E A ESCOLA:  Organização E Ritos Da Escola – Como A Sociedade E Escola Se Organizam e Estabelecem Seus Ritos
A preocupação com o acesso a uma escola de  qualidade variou ao longo do tempo, como também variaram os próprios conceitos de acesso e qualidade  tiveram conotações distintas. Os conceitos de obrigatoriedade e gratuidade variaram desde o início de nossa  história. A possibilidade de uma escola laica foi, também, resultado de um embate entre tendências religiosas  e  de separação entre  educação e ensino religioso .
 1824 - A primeira Constituição do Brasil voltada para  as questões sociais, foi a mais   duradoura. Em Lei  15 de outubro de 1827 o Imperador D. Pedro determina que “ Em todas as  cidades, vilas e lugares mais populosos, haverão as escolas de primeiras letras que forem  necessárias.” Art. 1º
 1891 - Aprovação da primeira  Constituição Republicana- Nela, a questão da Educação  aparece restrita  a cada estado da federação e o tema principal seria o da autonomia de cada   unidade. Apenas a formação militar e o ensino superior seriam questões do âmbito federal.
 1934 - Aprovação de nova Constituição com um capítulo dedicado às responsabilidades de   estados e da União referentes à Educação. Caberia então, à  União  a definição de diretrizes 
da educação nacional (ver art. 5º) e de um  plano nacional de educação   que permitisse   coordenar e fiscalizar     o ensino  de todos os graus e ramos em todo o território do país (ver   art. 150) sem abalar a autonomia dos estados. Assim seria ainda garantida a obrigatoriedade   da escolaridade primária.
 1937 - Promulgação, pelo Estado Novo, de uma nova Constituição que atribuía à União a o   estabelecimento das bases e da normatização da educação em todo o território brasileiro e   destituía  o plano nacional da educação.
 1946 - Fim do Estado Novo, elaboração de uma nova  Constituição  e retomada das  idéias   educacionais da Constituição de 1934. Encaminhamento das discussões rumo à primeira  Lei   de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
 1961 - Aprovação da primeira Lei de Diretrizes e bases da educação nacional.  foi aprovada  em. Dez anos LDB depois ela foi substituída por uma nova versão, a LDB 9672 de 1971.
 1988 - Promulgação de nova constituição. Após 8 anos,  em  1996,  foi sancionada a LDB  vigente até hoje no país. A Constituição Federal de 1988 tem sidoconsiderada a mais  democrática do Brasil, sobretudo pela participação popular. Mais de 12 milhões de brasileiros  tiveram algum tipo de colaboração na formulação de122 emendas populares.
Resumo aulas 17 e 18  - Dinâmica e Organização EscolarO QUE E COMO SE APRENDE NA ESCOLA? O DIÁLOGO ENTRE  COMUNIDADE E ESCOLAO ingresso das classes com menor acesso à renda e ao  conhecimento socialmente valorizado vem exigindo da escola um movimento diferente no tratamento dos  conteúdos usualmente denominados humanidades.
Comenius, o chamado “pai da Didática”, apresentou a proposta de ensinar “de tudo a todos”. Embora  bastante ambiciosa, chamava a atenção para um aspecto da maior importância: o método. Uma maneira especial  de tratar o conteúdo da aprendizagem e o próprio aprendia faz toda a diferença, realmente, no processo de  ensinar e de aprender.
A família tem seus códigos,  valores e saberes. Eles devem entrar na escola não como objetivos em si, com nos assinala Saviani. Entrar na  escola para aprender o que já se sabe transforma-se em falácia, em um ritual perverso, porque aumenta na  mesma medida, a expectativa dos mais pobres e o fosso social entre aqueles com trânsito natural pelo saber  socialmente valorizado e aqueles que contam basicamente com a escola para superar tal barreira viver  plenamente sua condição de cidadão.
No Brasil, tem havido uma tendência, apoiada em políticas públicas, de   aumentar o envolvimento familiar na escola. Apesar dessas iniciativas, cuidados devem  ser tomados para que cada instância cumpra seu legítimo papel no processo de   escolarização.
Para fazer a transposição do conhecimento do conteúdo específico para a sala de aula, conhecer os  alunos é fundamental, posto que as suas aprendizagens dependem de experiências prévias, de sua relação com o  saber e do contexto em que vivem.
A articulação entre os diversos segmentos que compõem a escola, a discussão sobre a formação de  licenciados, a criação de espaços e mecanismos de participação e exercício democrático das relações de poder  colocam-se como prerrogativas fundamentais para a problematização da escola que temos e para a sinalização  da escola que queremos.
Resumo aulas 19 e 20 – Dinâmica e Organização Escolar
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCN): AS BASES DA EDUCAÇÃO  QUE SE FAZ NA ESCOLA
A escola ainda ocupa papel central na democratização do acesso a esses bens, em especial, à língua  falada e escrita, ao raciocínio matemático e à compreensão da linguagem e do saber científico. Definir  parâmetros educacionais significa oferecer elementos norteadores para a educação que precisa se diversificar  para atender às múltiplas realidades de nosso país, sem perder o foco do acesso ao conhecimento estruturado e  socialmente valorizado.
Realizar uma leitura dos textos introdutórios aos PCN propriamente ditos é de grande importância para  que possamos, nós mesmos, formar nosso julgamento a respeito da pertinência dos mesmos. É o que propomos  a partir de agora, acrescentando um texto para uma breve leitura de alguns destaques dos PCN. Nesse sentido, o propósito do Ministério da Educação e do Desporto, ao consolidar os Parâmetros, é apontar metas de qualidade que ajudem o aluno a enfrentar o mundo  atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo, conhecedor de seus direitos e deveres. (PCN, 1997)
Resumo aulas 21 e 22 – Dinâmica e Organização Escolar MATERIAIS, RECURSOS, REPOSITÓRIOS E PROGRAMAS VOLTADOS À  QUALIDADE DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM
Há mais de uma década, no sentido de prover escolas  públicas de laboratórios de informática e de acesso à Internet. Mesmo em escolas sem acesso à Internet, os  computadores fornecidos aos laboratórios podem chegar à escola com conteúdos digitais em seus discos rígidos  ou em mídias digitais, como cd-rom, DVD ou outras unidades de armazenamento removíveis.
Mas isso não basta: o professor precisa conhecê-los e utilizá-los em suas atividades. A apropriação das tecnologias de informação e comunicação, as TIC, se insere duplamente nesse
repertório. Primeiro, como parte da própria bagagem cultural de nosso tempo e ainda como instrumento  potencialmente importante para acesso, construção e disseminação do conhecimento. Essa característica de  constituir instrumental da própria aprendizagem imprime às TIC um interesse especial. Com as TIC,  professores e alunos podem, em conjunto, pesquisar, produzir, armazenar e disseminar os produtos de suas  aprendizagens coletivas e individuais. Utilizando tecnologias digitais têm sido criados, no mundo todo, além de  espaços de publicação e de comunicação em várias áreas do conhecimento, inúmeros espaços para acesso aos chamados “objetos educacionais”.
Podemos definir como objetos de aprendizagem textos, arquivos de áudio e vídeo, jogos, enfim, todo  material em diferentes mídias que possam ser utilizados com objetivo educacional. O professor pode construir  com seus alunos hipermídias (produções de conteúdo que utilizam múltiplas linguagens e mídias)  contextualizadas que combinam recursos e constituem novas possibilidades de aproximação do conhecimento.
Repositórios são, por sua vez, coleções desses objetos, disponibilizados a professores e alunos. A partir desses  objetos pode-se, inclusive, criar objetos e apresentações mais complexas.
Resumo aulas 23 e 24 – Dinâmica e Organização Escolar 
EDUCAÇÃO E SISTEMA EDUCACIONAL: VISÃO GERAL
Um sistema pode ser  constituído de múltiplos subsistemas. Essa situação ilustra bem o conceito de sistema que se  costuma utilizar.
A característica principal de um sistema é exatamente a articulação de processos,  instrumentos e procedimentos para que uma função específica seja exercida adequadamente.
Falando de uma forma mais estruturada, um sistema pode ser definido como um conjunto de  elementos que se interrelacionam e interagem para desempenhar uma determinada função. Esses processos, inclusive, referenciam classificações de sistemas como, por exemplo, em  fechados (aqueles em que os processos têm início e fim internamente ao sistema, como alguns  circuitos fechados), abertos (nos quais processos internos e externos ao sistema se interconectam,  como sistema financeiro), naturais (sistemas que identificamos no organismo, na natureza, como  sistema digestivo), artificiais (os que são fruto da engenhosidade humana, como a internet).
Podemos observar um sistema de forma mais geral ou particular, com foco em uma ou mais  funções, segundo nosso interesse. Os sistemas, ou ainda, as relações sistêmicas são o foco de  estudos da teoria geral de sistemas.
Nos primeiros trabalhos publicados pelo biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy, entre  1950 e 1968, estão as primeiras referências à teoria geral de sistemas. Ela surge como uma proposta  de compreensão para a interseção entre ciências exatas, humanas e sociais. Possibilita o estudos de  fenômenos que, apesar de integrados  pertencem a universos e realidades complexas e particulares.
Fazem parte do  sistema educacional brasileiro escolas, alunos, professores e profissionais de  gestão, administração e apoio educacional. A vida escolar, a formação e as  atribuições dos que atuam na escola é regulada por leis e determinações técnico-
pedagógicas, está estruturada em níveis educacionais e se conecta a outros  sistemas voltados à cultura, à saúde e à alimentação.
Se analisarmos sob o ponto de vista do alcance , verificamos que o sistema  educacional brasileiro é organizado em níveis de ensino. Nele, o ensino  fundamental e o ensino médio constituem a Educação Básica, e o Ensino Superior  é constituído por Graduação e Pós-Graduação.
Se o analisarmos do ponto de vista das redes de ensino público, constatamos a existência de  redes municipais, estaduais e federal de educação, que envolvem sistemas de ensino, políticas  específicas, legislação própria, procedimentos normalizados, escolas, profissionais e infraestrurura.
Para compreender melhor como o sistema educacional brasileiro é organizado, leia o texto  na íntegra. Atente para um diagrama apresentado logo noinício do capítulo, através dele será  possível uma ideia geral e rápida sobre as modalidades e níveis da educação no Brasil.
Porém, este texto ainda apresenta o Ensino Fundamental de 8 anos. Atualmente essa etapa  foi acrescida de mais um ano, com a inclusão das crianças de seis anos no Ensino Fundamental.
Em 6 de fevereiro de 2006, a Lei no 11.274,institui o ensino fundamental de nove   anos de duração com a inclusão das crianças de seis anos de idade.
Com a aprovação da Lei no 11.274/2006, ocorrerá a inclusão de um número   maior de crianças no sistema educacional brasileiro, especialmente aquelas pertencentes  aos setores populares, uma vez que as crianças de seis anos de idade das classes média e   alta já se encontram, majoritariamente incorporadas ao sistema de ensino – na pré-escola ou na primeira série do ensino fundamental.(...)
A implantação de uma política de ampliação do ensino fundamental de oito para  nove anos de duração exige tratamento político, administrativo e pedagógico, uma vez   que o objetivo de um maior número de anos no ensino obrigatório é assegurar a todas as   crianças um tempo mais longo de convívio escolar com maiores oportunidades de   aprendizagem.
Ressalte-se que a aprendizagem não depende apenas do aumento do tempo de  permanência na escola, mas também do emprego mais eficaz desse tempo: a associação  de ambos pode contribuir significativamente para que os estudantes aprendam mais e de  maneira mais prazerosa.
Para a legitimidade e a efetividade dessa política educacional, são necessárias   ações formativas da opinião pública, condições pedagógicas, administrativas,   financeiras, materiais e de recursos humanos, bem como acompanhamento e avaliação  em todos os níveis da gestão educacional. (MEC, 2007)
Se quiser saber mais sobre a implementação do ensino fundamental de nove anos, poderá  consultar o documento: Ensino Fundamental De Nove Anos Orientações Para A Inclusão Da  Criança De Seis Anos De Idade, disponível em:
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/ensifund9anobasefinal.pdf
Resumo aulas 25 e 26 – Dinâmica e Organização Escolar
EDUCAÇÃO E SISTEMA EDUCACIONAL: SISTEMAS DE AVALIAÇÃO
Em geral, o processo de avaliação  consiste na articulação de diferentes mecanismos para a constatação dos resultados alcançados em um  determinado ponto de um processo, tendo como referencial objetivos previamente estabelecidos. Luckesi  nos alerta para o risco de desvio de entendimento do complexo processo para os exames que dele fazem  parte. De todo modo, avaliar pressupõe, em certo nível, algum critério de mensuração de resultados.
Para este estudo, podemos tomar como ponto de partida o entendimento de avaliação a partir de  quatro grandes funções definidas por Natriello (1987):
1. Certificação (que indica o nível alcançado pelo aluno no sistema),
2. Selecção (que avaliza a entrada de alunos em um determinado ponto do sistema)
3. Orientação (que, a partir do conhecimento dos resultados, permite a orientação dos alunos no  sistema)
4. Motivação (que possibilita aos próprios alunos, a partir da consciência dos resultados, o  direcionamento dos esforços educativos).
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP – é o órgão do Ministério da Educação dedicado à pesquisa em educação e tem como objetivo fornecer  subsídios à formulação de políticas públicas na área educacional. Programas de avaliação como o ENEM, o  ENADE, o Censo Educacional nos diferentes níveis de ensino como a Prova Brasil e a avaliação  institucional são algumas das ações do INEP voltadas à pesquisa e à avaliação da educação brasileira.
O  INEP é responsável pela publicação de estudos e análises dos  resultados de pesquisas na área, bem como de conteúdo educacional qualificado como teses, dissertações e  ensaios técnicos.
• Censo Escolar   : levantamento de informações estatístico-educacionais de âmbito nacional, realizado  anualmente;
• Censo Superior   : coleta, anualmente, uma série de dados do ensino superior no País, incluindo cursos de  graduação, presenciais e à distância.
• Avaliação dos Cursos de Graduação   : é um procedimento utilizado pelo MEC para o reconhecimento ou  renovação de reconhecimento dos cursos de graduação representando uma medida necessária para a emissão  de diplomas.
• Avaliação Institucional   : compreende a análise dos dados e informações prestados pelas Instituições de Ensino  Superior (IES) no Formulário Eletrônico e a verificação, in loco, da realidade institucional, dos seus cursos de  graduação e de pós-graduação, da pesquisa e da extensão.
• Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior   : Criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004, o
Sinaes é o novo instrumento de avaliação superior do MEC/Inep. Ele é formado por três componentes  principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes.
• Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)   : exame de saída facultativo aos que já concluíram e aos concluintes  do ensino médio, aplicado pela primeira vez em 1997.
• Exame Nacional Para Certificação de Competências (Encceja)   : é uma proposta do Ministério da Educação de  construir uma referência de avaliação nacional para jovens e adultos que não puderam concluir os estudos na  idade própria.
• Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb)   : pesquisa por amostragem, do ensino fundamental  e médio, realizada a cada dois anos.  (INEP)
Dê especial atenção aos exames ENEM, ENADE, SAEB, Prova e Provinha  Brasil.
O Exame Nacional do Ensino Médio(Enem) é uma prova criada em 1998pelo Ministério da Educação do Brasil que é utilizada como ferramenta para avaliar a qualidade geral do ensino médiono país. Posteriormente, o exame começou a ser utilizado como exame de acesso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras através do SiSU (Sistema de Seleção Unificada). O Enem é o maior exame do Brasil, que conta com mais de 4,5 milhões de inscritos divididos em 1.698 cidades do país.[1]
A prova também é feita por pessoas com interesse em ganhar bolsas integrais ou parciais em universidades particulares através do ProUni (Programa Universidade para Todos). A partir de 2009, o exame serve também como certificação de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) é uma prova escrita, aplicada anualmente, usada para avaliação dos cursos de ensino superior brasileiros. A aplicação da prova é de responsabilidade do INEP, uma entidade federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Participam desta avaliação os alunos ingressantes e concluintes no ensino superior. O aluno que deixa de participar do Enade é impedido de concluir o curso, não recebendo seu diploma.
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um conjunto de sistemas de avaliação do ensino brasileiro, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, autarquia do Ministério da Educação (MEC).
O SAEB é realizado de dois em dois anos por amostragem de alunos. Esse sistema, também conhecido por Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), produz informações a respeito da realidade educacional por regiões brasileiras.
A Prova Brasil criada, em 2005, pelo Ministério da Educação, é uma avaliação complementar ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e um dos componentes para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica(Ideb). Ela é realizada a cada dois anos e participam todos os estudantes de escolas públicas urbanas do 5° e do 9º ano de turmas com mais de 20 alunos. A avaliação é dividida em duas provas: Língua Portuguesa, onde é medida a capacidade de leitura, interpretação de textos e de fixação da mensagem. E a Prova de Matemática onde é avaliado o raciocínio em contexto com a realidade do aluno.[1]
Após a realização do exame, o Instituto Nacional de Estudose Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela sua aplicação, envia um boletim de desempenho individual e materiais com informações adicionais para todas as escolas participantes.
Provinha Brasil é um instrumento de avaliação da alfabetização concebido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC), e disponibilizado para uso das secretarias estaduais e municipais de educação em suas redes.
O objetivo é oferecer aos gestores públicos e aos professores de suas redes informações sobre o nível de alfabetização dos alunos, ainda no início do processo de aprendizagem, permitindo assim intervenções com vista à correção de possíveis insuficiências apresentadas nas áreas de leitura e escrita.

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