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Psicologia Jurídica
A FAMÍLIA E SUAS
TRANSFORMAÇÕES 
TIPOS DE FAMÍLIAS
Família na Pré-História - Papeis muito
bem definidos, pela capacidade e força de
cada um
Família Romana - Modelo Paternalista /
patriarcal. Papéis estabelecidos pelo pater
Família Aristocrata - Papeis impostos por
rígidas tradições. Amas de criação.
Família Camponesa - Mulheres cuidam
das crianças e da casa, tecem e cozinham.
Os homens cuidavam das plantações, das
construções e do comércio.
Família Classe Trabalhadora - Com a
Revolução Industrial, homens e mulheres
compartilhavam afazeres na indústria. Os
filhos perambulavam pelas ruas. O papel
da ama da criação (babá) ressurge
posteriormente.
Família Moderna - Valorização da mulher
no mercado de trabalho. Filhos na
responsabilidade de avós ou “amas”
modernas. Papéis confusos. Sustento da
casa compartilhado. Surgimento de novos
modelos familiares.
O papel da Família
A família desempenha papel fundamental não
só na relação com seus membros, mas também
na relação com o Estado, na perspectiva de
instituição social decisiva ao desenvolvimento
do processo de integração/inclusão social de
seus membros.
Não existe uma família ideal ou um modelo
pré-determinado de família, existem famílias
reais. Independente de sua configuração, a
família continua sendo a instituição social
responsável pelos cuidados, proteção, afeto e
educação das crianças pequenas, ou seja, é o
primeiro e importante canal de iniciação dos
afetos, da socialização, das relações de
aprendizagem. 
A família é, em princípio, o primeiro grupo
ao qual o ser humano pertence.
A família, enquanto instituição pode ser
entendida como uma construção social que
varia ao longo da história da humanidade.
Na civilização romana antiga, a
consanguinidade (o parentesco biológico)
não era necessária para o pertencimento à
família. 
Se partirmos da família patriarcal,
observaremos que esta não era composta
apenas de marido, mulher e filhos. 
Ela se caracterizava como família extensa e
poderia incluir parentes, criados, escravos,
e todos aqueles que vivessem sob o
comando do patriarca.
Até a Idade Média, o casamento era um
contrato articulado pelos pais dos noivos
para servir de base a alianças entre as
famílias. 
O pai da jovem transferia a tutela de sua
filha para o marido, sem que a existência de
amor e a possibilidade de escolha fossem
consideradas.
O sentimento de família, como nós o
conhecemos, começou a ser desenvolvido a
partir do século XVI. Antes disso, a família
não era entendida como um espaço privado. 
Supremacia do patriarcado permaneceu por
vários séculos.
A partir da Revolução Francesa os ideais de
liberdade, igualdade e fraternidade e o
respeito à singularidade de cada um na
rede social ganharam força e o patriarcado
foi lentamente entrando em declínio.
Individualismo - é um conceito que exprime
a afirmação e a liberdade do indivíduo
frente a um grupo, à sociedade ou ao
Estado. O exercício da liberdade individual
implica, necessariamente, na possibilidade
de fazer escolhas e por elas se
responsabilizar.
O casamento por amor foi se estabelecendo
como o desejável e, entre os séculos XVIII 
e XIX, o amor romântico se torna o ideal de
casamento e deu sustentação ao casamento
monogâmico e à família nuclear burguesa, ou
seja, aquela composta por pai, mãe e filhos.
Com a modernidade e o crescimento do
individualismo, amor, sexualidade e
casamento se associaram. Um novo ideal de
conjugalidade fez do casamento o lugar de
promessa de felicidade onde o amor e a
sexualidade são condições fundamentais
No final do século XIX e início do século XX
- passamos de uma sociedade repressiva
para uma sociedade mais permissiva.
Início do declínio do modelo patriarcal no
meio doméstico - a relação entre pais e
filhos se modificou.
O domínio do homem neste terreno se
enfraqueceu e a mulher se consagrou como
rainha do lar.
Espaço privado passou a ser o território
feminino, enquanto o espaço público se
consolidou como território masculino.
Invenção da maternidade - quando se
exaltou a importância da mãe na criação
dos filhos
A criança tornava-se propriedade
exclusiva da mãe, havendo praticamente
um desconhecimento do pai no início de sua
vida.
A família se firmou como base de
sustentação da sociedade. A família
patriarcal evoluiu e deu lugar à família
caracterizada como um grupo vinculado
pelo afeto.
A família moderna passou a ser
compreendida como uma entidade
socioafetiva que tem o dever de afeto
entre os seus membros.
Base para o processo de socialização da
criança, bem como as tradições e os
costumes perpetuados através de
gerações.
A família tornou-se responsável pela
garantia da ordem e pela formação
educacional e afetiva de sua prole.
Até meados do século passado, era
desejado que o amor, e consequentemente,
o casamento, durassem para sempre e se
sustentassem em projetos comuns.
Trocava-se uma parcela de felicidade por
segurança
A inserção da mulher no mercado de
trabalho e as possibilidades por ela
adquiridas de controle da natalidade
contribuíram para o declínio progressivo do
patriarcado. 
Pode-se dizer que a estrutura familiar
tradicional foi redefinida com a diluição da
supremacia do homem no contexto familiar.
As exigências atuais do individualismo
pressionam os parceiros no sentido da
ruptura de uma relação que não se encaixe
nos moldes considerados ideais.
A contemporaneidade produz a crença de
que a conjugalidade não deve interferir na
individualidade e, cada vez mais, os
indivíduos parecem acreditar que não se
deve abrir mão do prazer em nome da
estabilidade da relação conjugal.
Feres-Carneiro - os ideais individualistas
de relação conjugal enfatizam mais a
autonomia e a satisfação de cada cônjuge
do que os laços de dependência entre eles.
Ehrenberg- estimula-se a busca de prazer
constante, o que, paradoxalmente, resulta
em uma experiência de insuficiência e
fracasso.
Bauman- hoje, vive-se uma espécie de
modernidade líquida, fluida e com um
consumismo exacerbado. A exacerbação
do individualismo e a cultura do
descartável repercutem na conjugalidade e
na parentalidade.
Tipos de famílias
Nuclear - família padrão, dita tradicional.
Pais casados morando com seus filhos
biológicos e/ou adotivos
Monoparental - é aquela em que apenas
um dos pais de uma criança arca com as
responsabilidades de criar o filho. Podem
ser beneficiadas por uma rede de apoio
social e afetiva, ou seja, pela presença de
pessoas significativas, sejam da família
extensa, amigos ou membros da
comunidade, com os quais possam manter
relações afetivas.
Recomposta ou família reconstituída -
define-se pela presença, no lar, de filhos 
provenientes de uniões anteriores de um ou de
outro cônjuge, ou seja, uma pessoa que já tem
uma família leva seus filhos, oriundos desta
família, para conviverem com a sua nova
relação, que pode também já ter filhos. Não
existe uma família recomposta típica. 
Homoafetivas- colocam em questão o
modelo tradicional fundado na reprodução
biológica e a heterossexualidade do casal,
pois as crianças não nasceram de sua união
sexual.
Opção por não constituir família - o
casamento contemporâneo não
necessariamente envolve um projeto de
filiação e descendência e vem crescendo o
número de casais que optam por não ter
filhos. Há muita estigmatização e pressão
social sofrida por casais que optam por não
ter filhos.
REFLEXÕES:
O modelo de família tradicional era, até
então, modelo de “normalidade”.
Acreditava-se que para a produção de
“crianças saudáveis” era necessária a
presença indispensável do par
homem/mulher contribuindo para sua
formação.
Diante da realidade de uma população,
onde cada vez mais a mulher é a provedora
do lar, arcando sozinha com a educação
dos filhos, a figura paterna praticamente
inexistente era com frequência a
explicação rapidamente encontrada para
justificar a problemática emocional de uma
criança ou adolescente. Em contraposição,
encontramos no discurso de mulheres que,
por exemplo, adotam sozinhas uma criança,
a certeza de inexistirem garantias de que
esta seria maisfeliz e equilibrada
emocionalmente, vivendo numa família
constituída por pai e mãe.
Hoje, verifica-se que não existe uma forma
de organização familiar ideal que, garanta
um desenvolvimento mais sadio ou mais
patogênico. A falta de um dos genitores
(monoparentalidade) ou os divórcios e
recasamentos dos genitores, ou ainda a
presença de duas pessoas do mesmo sexo
(homoparentalidade) exercendo as funções
parentais não são necessariamente causas
de patologias. Estas também se
desenvolvem no contexto da família
tradicional.
A família, portanto, independentemente de
sua forma, é concebida como o primeiro
sistema no qual um padrão de atividades,
papéis e relações interpessoais são
vivenciados.
A CONSTRUÇÃO DA PARENTALIDADE:
RELAÇÕES AFETIVAS
Conjugalidade - Dois sujeitos, com suas
diferentes histórias de vida, se unem e
estabelecem uma relação.
Parentalidade - é a relação estabelecida
entre pais e filhos
Mito do amor materno (Badinter) - o amor
materno enquanto instinto (universal e
natural), é um mito construído
sóciohistoricamente. O amor materno,
portanto, não é inato nem inscrito desde
sempre na natureza feminina.
A mulher era feita para ser mãe, e uma boa
mãe. As exceções eram consideradas
patológicas.
O amor materno, portanto, não é uma
norma, mas é adquirido ao longo dos dias
passados ao lado do filho, e por ocasião
dos cuidados que lhe são dispensados.
Não se pode falar de uma essência
masculina ou feminina, de caráter abstrato
e universal, mas, sim, de pessoas, situadas
temporal e relacionalmente.
Masculino e Feminino são categorias
inscritas no social que ganham significados
diversos em função do contexto.
Parentalidade - não se estabelece
automaticamente a partir da chegada de
um filho, mas é um complexo e lento
processo.
Tornar-se pai ou mãe é investir
afetivamente na criança, reconhecendo-a
como filho.
A filiação não está apoiada apenas na
realidade genética, mas deve ser fundada
no desejo e na disponibilidade de assumir a
função parental.
Ao nascer, a criança recebe o direito à
cidadania, ou seja, é natural de algum
lugar. 
Nome e sobrenome indicam pertencimento
a um grupo familiar. 
Quando nomeada, a criança é incluída em
uma rede de parentesco a qual se
vinculará, e a família será responsável pela
produção de sua identidade social.
Filiação socioafetiva - aqueles que se
intitulam pais que irão inscrever o sujeito
em uma família. É necessário também que
tenha sido tratado, educado e mantido por
aqueles como filho e, portanto, reconhecido
como tal pela sociedade e pela família.
A filiação afetiva ganha cada vez mais
espaço e diferentes adultos podem assumir
funções parentais, mesmo não sendo os
pais legais nem os genitores.
No caso de uma adoção não existe
gestação, mas os pais adotivos vão falar de
uma “gestação psicológica”, que indica seu
desejo de receber a criança adotada como
filho.
Qualquer processo de construção da
parentalidade se inicia com uma criança
imaginária, sonhada pela mãe durante a
gravidez ou durante o período de espera
da adoção.
Conjugalidade X Parentalidade:
separações e recasamentos
O fracasso conjugal dos pais não impede
que se continue a assegurar conjuntamente
as funções parentais. 
Os laços conjugais se rompem, mas há
necessidade de cuidar dos laços parentais.
Mesmo que o laço conjugal se desfaça,
espera-se que o laço parental se fortaleça
e, idealmente, os ex-cônjuges devem
permanecer pais em conjunto e de comum
acordo.
Um aspecto importante ainda a ser
considerado é o justo desejo de ambos ex-
cônjuges de terem suas vidas afetivas
refeitas.
A criança irá se defrontar com a
multiplicação dos papéis parentais e a
distribuição da função de pai e mãe para
outros homens e mulheres, na medida em
que padrastos e madrastas passam a
conviver com ela.
O sucesso dessas construções dependerá
do tipo de relação estabelecida entre os 
pais, entre estes e os novos cônjuges e do
lugar que a criança ocupará em cada uma das
suas novas famílias.
É fundamental que a figura parental que
estiver provisoriamente ausente do
cotidiano do filho, em decorrência da
separação, deva poder continuar
convivendo com ele sem que se faça um
movimento de tentar substituí-lo pelo novo
parceiro do pai ou da mãe.
No processo de dissolução do vínculo
conjugal por separação judicial ou pelo
divórcio consensual, espera-se que os pais
possam entrar em acordo sobre a guarda
dos filhos. 
Até recentemente, o mais comum era a
adoção do modelo de guarda unilateral,
geralmente concedida à mãe, por se
acreditar que ela teria melhores condições
para exercê-la.
As mulheres foram conquistando, em nossa
sociedade, igualdade de direitos e
oportunidades, mas também os homens têm
buscado ocupar um maior espaço no
cotidiano familiar e igualdade de direitos na
participação da educação dos filhos.
A lei nº 11.698/2008 representou uma nova
compreensão do modelo de família e
estabeleceu como preferencial o modelo de
guarda compartilhada, que permitiu
repensar a concepção vigente até então
quanto aos papéis de pai e de mãe na
formação de um filho.
A Lei nº 13.058, de 22 de dezembro de
2014 estabelece o significado da
expressão “guarda compartilhada” e dispõe
sobre sua aplicação.
Com a guarda compartilhada, pretende-se
atenuar o impacto negativo da ruptura
conjugal, mantendo ambos os pais
envolvidos na criação dos filhos. 
Sua proposta é corresponsabilizar ambos os
genitores em todas as decisões e nas
atividades referentes aos filhos, de modo
que possam participar em igualdade de
condições.
O que se compartilha é a guarda jurídica,
seus deveres e direitos legais em relação à
assistência prestada aos filhos e não,
necessariamente, à guarda física.
Alienação Parental
A Alienação Parental fere o melhor
interesse da criança, pois o interesse dos
pais prevalece sobre os interesses dos
filhos, provocando danos em seu
desenvolvimento.
O termo alienação parental foi utilizado em
meados dos anos 1980 por Richard
Gardner.
O autor denominou de Síndrome de
Alienação Parental (SAP) o que seria um
distúrbio infantil provocado em menores de
idade expostos às disputas judiciais entre
seus pais. 
A criança demonstraria uma intensa
rejeição a um dos genitores (o genitor
alienado) como resultado de manipulação
psicológica realizada pelo outro genitor (o
genitor alienador), sem que houvesse uma
justificativa para isso.
Questiona-se a classificação de tal
comportamento como uma síndrome, pois
se entende que existem muitos fatores que
podem contribuir para sua ocorrência e
não apenas a patologia dos genitores.
Na lei nº 12.318/2010, dispõe sobre a
alienação parental, ela é descrita como
sendo a interferência na formação
psicológica da criança ou do adolescente
promovida ou induzida por um dos
genitores, pelos avós ou pelos que tenham
a criança ou o adolescente sob a sua
autoridade, guarda ou vigilância para que
repudie genitor ou que cause prejuízo ao
estabelecimento ou à manutenção de
vínculos com ele.
Existem 7 itens elencados, no parágrafo
único do Art. 2, da referida lei, em que são
exemplificadas formas de alienação
parental:
1.Realizar campanha de desqualificação da
conduta do genitor no exercício da
paternidade ou maternidade;
2. Dificultar o exercício da autoridade
parental;
3. Dificultar contato de criança ou adolescente
com genitor;
4. Dificultar o exercício do direito
regulamentado de convivência familiar;
5. Omitir deliberadamente a genitor
informações pessoais relevantes sobre a 
criança ou adolescente, 
6. Apresentar falsa denúncia contra genitor,
contra familiares deste ou contra avós, para
obstar ou dificultar a convivência deles com a
criança ou adolescente;
7. Mudar o domicílio para local distante, sem
justificativa, visando a dificultar a convivência
da criança ou adolescente com o outro genitor,
com familiares deste ou com avós.
O fato de deter uma guarda unilateral
acaba conferindo ao guardião um poder
que pode ser utilizado para dominar a
situação e provocar inúmeros
constrangimentos ao outro genitor.
A menos que um dos pais seja física ou
psicologicamente nocivopara o filho, nada
justifica a privação do exercício da função
parental, sendo a convivência com ambos
os pais um direito inalienável atribuído à
criança. 
A criança tem o direito de continuar ligada
às duas famílias e ser impregnada por suas
histórias.
Alienação parental prejudica a
saúde mental da criança
No último dia 17, o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) aprovou um ato normativo
que estabelece um protocolo para que
crianças e adolescentes sejam ouvidos de
forma especializada em ações de família
envolvendo alienação parental. No Brasil,
uma legislação sobre o tema existe desde
2010, buscando proteger os menores dos
impactos emocionais dessa prática durante
as separações.
Aprovação do protocolo de escuta
especializado pelo Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), que visa ouvir crianças em
processos de alienação parental sem a
presença dos pais, evitando o
constrangimento. "Esse protocolo se baseia
em estudos científicos atualizados" e
permite que as crianças façam seu relato
de maneira mais independente, sendo
estimuladas a falar sobre suas experiências
através de perguntas abertas e neutras.
A advogada especialista em Direito das
Famílias, Bárbara Heliodora, enfatiza a 
gravidade das consequências da alienação
parental, alertando que no Brasil, a Lei de
Alienação Parental através da lei 12.318/2010,
prevê sanções que vão desde advertências
até a perda da guarda da criança. "Em casos
extremos, o alienador pode ser
responsabilizado judicialmente, inclusive com a
aplicação de multas", ressalta Heliodora. Ela
também reforça o papel crucial do advogado
de família na proteção dos direitos da criança,
explicando que, ao identificar indícios de
alienação parental, é fundamental orientar os
pais sobre as implicações legais e tomar
medidas protetivas. "O foco deve ser garantir
que o interesse superior da criança prevaleça,
promovendo a convivência saudável entre pais
e filhos"
Salienta que, em alguns casos, a
intervenção judicial é necessária, mas
alerta sobre a importância de evitar o
litígio, que pode agravar a situação da
criança. Além disso, a advogada aponta
que a intervenção judicial pode incluir a
aplicação de penalidades ao alienador, a
alteração da guarda e até mesmo a
suspensão da convivência, além de
medidas como sessões de mediação
familiar e acompanhamento psicológico.
Entre os impactos psicológicos mais
comuns em crianças que vivenciam a
alienação parental estão a confusão de
sentimentos, a insegurança, a baixa
autoestima, a ansiedade, a depressão, a
dificuldade de estabelecer vínculos
saudáveis e a lealdade dividida entre os
pais. Segundo a psicóloga Claudia Melo, "a
alienação parental pode trazer muito
sofrimento e afetar negativamente a
relação da criança com o genitor alienado
a longo prazo, dificultando a construção
de um relacionamento forte e duradouro, a
confiança mútua, a comunicação e a
convivência familiar equilibrada", afirma a
psicóloga.
FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO. 
DESENVOLVIMENTO HUMANO.
Mitos sobre a formação do homem,
segundo José Bleger: 
De acordo com o psicólogo institucional
José Bleger, em seu livro Psicologia da
Conduta, existem três mitos filosóficos que
influenciaram as Ciências Humanas sobre a
formação do Homem. São eles:
MITO DO HOMEM NATURAL: O homem
tem uma “essência original” que é boa, mas
por influência da sociedade, essas
qualidades se perderiam, se manifestariam
ou seriam modificadas. 
MITO DO HOMEM ISOLADO: Propõe o
homem como ser isolado, não social, que,
aos poucos, desenvolve a necessidade de
relacionar- se com os outros indivíduos.
O MITO DO HOMEM ABSTRATO: O
homem é um ser cujas características
independem de suas situações de vida
A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO
Nossa natureza é social, isto é, o ser
humano não está só frente ao mundo que o
cerca
Viver com outros humanos é uma condição
para se humanizar e se individualizar
É na sociedade que temos a oportunidade
de entrarmos em contato com a cultura
Por meio de nossas relações sociais que
vamos construindo nossa identidade,
desenvolvendo aptidões, aprendendo a
usar qualquer ferramenta ou objeto
cultural, criando pertencimento à
determinada sociedade 
INTERAÇÃO SOCIAL
SOCIALIZAÇÃO
PADRÕES DE COMPORTAMENTO
ACEITAÇÃO NOS GRUPOS SOCIAIS
DESENVOLVIMENTO HUMANO
FATORES:
1.Hereditariedade carga genética que
estabelece o potencial do indivíduo que pode
ou não desenvolver-se 
2. Crescimento orgânico refere-se ao aspecto
físico 
3. Maturação neurofisiológica é o que torna
possível certos padrões de comportamento 
4. Meio conjunto de influências e estimulações
ambientais que altera os padrões de
comportamento do indivíduo 
ASPECTOS:
1.ASPECTO FÍSICO-MOTOR crescimento 
orgânico, maturação neurofisiológica,
capacidade de manipulação de objetos e de
controlar o próprio corpo; 
2. ASPECTO INTELECTUAL capacidade de
pensamento, raciocínio 
3. ASPECTO AFETIVO-EMOCIONAL é o
modo particular do indivíduo integrar as suas
experiências. 
4. ASPECTO SOCIAL é a maneira como o
indivíduo reage diante de situações que
envolvem outras pessoas. 
Desenvolvimento é um processo que tem
início na concepção e só termina com a
morte. O estudo do desenvolvimento
humano é o conhecimento da história do
homem desde o seu nascimento (mesmo
antes dele), até a sua morte. 
Na verdade, é compreender o que ocorre
em cada idade, cada fase da vida.
Interação entre padrões biologicamente
pré-determinados e um ambiente dinâmico,
em constante mudança.
Fatores importantes para o
desenvolvimento humano Os fatores
básicos são dois: a hereditariedade e o
ambiente. 
A hereditariedade é formada pela
composição genética do indivíduo que
influencia o crescimento e o
desenvolvimento ao longo da vida. 
O ambiente pode ser constituído das
influências dos familiares, das amizades, a
educação, a nutrição e todas as
experiências as quais as pessoas estão
expostas.
Ninguém está livre das influências
ambientais, mas também não cresce sem
ser afetado pela bagagem genética.
O estudo do desenvolvimento humano é
muito importante para várias questões
jurídicas que devem ser avaliadas a partir
da etapa do desenvolvimento em que o
indivíduo se encontra. 
Por exemplo: o Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) pressupõe certo
entendimento sobre a infância e a
adolescência; o Estatuto do Idoso abrange
sujeitos que estão em outro ciclo vital, com 
características específicas; e, o Código Penal
está fundamentado em questões da maioridade
TEORIA DO DESENVOLVIMENTO
PSICOSSOCIAL: 
ERIK ERIKSON
PRINCIPAIS CONCEITOS:
Princípio Epigenético – Sustenta que o
desenvolvimento ocorra em estágios
seqüenciais e claramente definidos.
Caso não ocorra a resolução eficaz de um
determinado estágio todos os estágios
subseqüentes refletirão este fracasso, na
forma de um desajuste físico, cognitivo,
social ou emocional.
Crises Internas – A crise interna pode ser
considerada como ponto de virada, período
em que o indivíduo se encontra em um
estado de maior vulnerabilidade.
Idealmente, se uma crise é dominada com
sucesso, a pessoa ganha força e é capaz
de avançar para o próximo estágio. 
Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento,
o desenvolvimento evolui em oito estágios.
Os primeiros quatro estágios decorrem no
período de bebê e da infância, e os últimos
três durante a idade adulta e a velhice.
Erikson dá especial importância ao período
da adolescência, devido ao fato de ser na
transição entre a infância e a idade adulta,
em que se verificam acontecimentos
relevantes para a personalidade adulta. 
Cada estágio contribui para a formação da
personalidade total ,sendo por isso todos
importantes mesmo depois de serem
ultrapassados. 
Um dos seguidores da Escola criada por
Freud (Psicanálise), Erik Erikson destacou a
importância da sociedade para o
desenvolvimento humano. 
Para Freud, como já vimos, as primeiras
experiências na infância moldam o
indivíduo; para Erikson, o desenvolvimento
continuaria por toda a vida e seria
influenciado pela sociedade. 
Sendo assim, o desenvolvimento para
Erikson tem um aspecto psicossocial e está 
dividido em oito estágiosdurante o ciclo vital. 
Cada estágio envolve uma crise que surge
de acordo com a maturação do indivíduo e
que deve ser resolvida de forma
satisfatória para um desenvolvimento
saudável
ESQUEMA DE DESENVOLVIMENTO
DE ERIK ERICKSON
1- Confiança X Desconfiança (até um ano de
idade)
Durante o primeiro ano de vida, a criança
é substancialmente dependente das
pessoas que cuidam dela, requerendo
cuidado quanto à alimentação, higiene,
locomoção, aprendizado de palavras e
seus significados, bem como estimulação
para perceber que existe um mundo em
movimento ao seu redor. O
amadurecimento ocorrerá de forma
equilibrada se a criança sentir que tem
segurança e afeto, adquirindo confiança
nas pessoas e no mundo.
A mãe que atende as necessidades do
bebê gera uma relação de confiança. A
desconfiança ocorre se a mãe não for
atenta e carinhosa e não conseguir suprir
as necessidades e expectativas da criança.
2- Autonomia X Vergonha e Dúvida
(segundo e terceiro ano)
Neste período, a criança passa a ter
controle de suas necessidades fisiológicas
e a responder por sua higiene pessoal, o
que dá a ela grande autonomia, confiança
e liberdade para tentar novas coisas sem
medo de errar. Se, no entanto, for
criticada ou ridicularizada desenvolverá
vergonha e dúvida quanto a sua
capacidade de ser autônoma, provocando
uma volta ao estágio anterior, ou seja, a
dependência.
A autonomia envolve um senso de domínio
da criança sobre si mesma e sobre seus
impulsos.Se os pais permitem que a criança
funcione com alguma autonomia e apóiam,
sem superproteger, o bebê adquire
autoconfiança e sente que consegue
controlar a si mesmo e ao mundo ao seu
redor.
3-Iniciativa X Culpa (quarto e quinto ano) 
Durante este período, a criança passa a 
perceber as diferenças sexuais, os papéis
desempenhados por mulheres e homens na sua
cultura (conflito edipiano para Freud)
entendendo de forma diferente o mundo que a
cerca. 
Se a sua curiosidade “sexual” e intelectual,
natural, for reprimida e castigada, poderá
desenvolver sentimento de culpa e diminuir
sua iniciativa de explorar novas situações
ou de buscar novos conhecimentos.
Conflitos acerca da iniciativa podem
impedir que a crianças em desenvolvimento
experimentem todo o seu potencial e
podem interferir em seu senso de ambição.
4- Construtividade X Inferioridade (dos 6
aos 11 anos) 
Neste período, a criança está sendo
alfabetizada e frequentando a escola, o
que propicia o convívio com pessoas que
não são seus familiares, o que exigirá maior
sociabilização, trabalho em conjunto,
cooperatividade, e outras habilidades
necessárias. 
Caso tenha dificuldades, o próprio grupo
irá criticá-la, passando a viver a
inferioridade em vez da construtividade.
Prevalece à interação com seus pares.
Nesta fase a criança está ocupada
construindo, criando e conquistando. 
A construtividade, ou capacidade de
trabalhar e adquirir habilidades adultas, é
o ponto principal deste estágio
A criança aprende que é capaz de fazer
coisas e, principalmente, que é capaz de
dominar e realizar uma tarefa. 
A criança produtiva aprende a ter prazer
no trabalho e o orgulho de fazer alguma
coisa bem feita. 
Um ambiente que deprecie ou desencoraje
a criança pode diminuir a auto-estima.
5- Identidade X Confusão de Papéis (dos 12
aos 18 anos) 
O quinto estágio ganha contornos
diferentes devido à crise psicossocial que
nele acontece, ou seja, Identidade Versus
Confusão. 
Neste contexto, o termo crise não possui
uma acepção dramática por tratar-se de 
algo pontual e localizado com polos positivos e
negativos.
A identidade saudável é construída a
partir da passagem bem sucedida pelos
estágios anteriores. 
A identificação com pais saudáveis ou
substitutos destes facilita o processo. 
O adolescente encontra-se em uma
moratória psicossocial, estágio entre a
moralidade aprendida pela criança e a
ética desenvolvida pelo adulto. 
Durante a moratória, vários papéis são
testados.
Crise de Identidade
Uma crise de identidade ocorre ao final da
adolescência. 
Erikson a chama de crise normativa, pois
trata-se de um evento normal. 
O fracasso em administrar este estágio
deixa o adolescente sem uma identidade
sólida; ocorre uma difusão de identidade e
de papéis. 
A confusão de papéis pode manifestar-se
em anormalidades comportamentais tais
como fugas de casa, criminalidade e
psicose manifesta. 
Questões sobre identidade de gênero e
papel sexual podem manifestar-se neste
momento. 
O adolescente pode defender-se da
difusão de papéis unindo-se a cultos ou
turmas ou pela identificação com heróis
populares.
6- Intimidade X Isolamento (jovem adulto,
dos 21 aos 40 anos) 
Neste momento, o interesse, além de
profissional, gravita em torno da
construção de relações profundas e
duradouras, podendo vivenciar momentos
de grande intimidade e entrega afetiva. 
 
Caso ocorra uma decepção, a tendência
será o isolamento temporário ou
duradouro.
Tarefas que dizem respeito a amar e
trabalhar. 
 
Um indivíduo que alcance os anos da vida
adulta em um estado de confusão
continuada de papéis será incapaz de se
envolver em relacionamentos intensos e
duradouros.
7- Produtividade X Estagnação (meia idade,
40 aos 65 anos) 
Pode aparecer uma dedicação à sociedade
à sua volta uma realização de valiosas
contribuições, ou grande preocupação com
o conforto físico e material. 
 
Produtividade inclui criar filhos, orientar
nova geração, criatividade e altruísmo.
Assim a estagnação não é evitada por ter
filhos. 
 
Algumas pessoas podem casar e até
mesmo ter filhos, mas tudo isso dentro de
um casulo de autopreocupação, isolamento
e ausência de intimidade - características
da estagnação
8- Integridade X Desesperança (velhice,
mais de 65 anos) 
Se o envelhecimento ocorre com
sentimento de produtividade e valorização
do que foi vivido, sem arrependimentos e
lamentações sobre oportunidades perdidas
ou erros cometidos haverá integridade e
ganhos, do contrário, um sentimento de
tempo perdido e a impossibilidade de
começar de novo trará tristeza e
desesperança.
O estágio marca o conflito entre a
integridade (o senso de satisfação que se
tem ao refletir que a vida foi produtiva e
válida) e o desespero - senso de que a vida
teve pouco valor ou significado. 
Desespero é a perda de esperança que
produz misantropia (aversão à sociedade,
aos homens, antropofobia). 
A contribuição mais importante, na teoria
de Erikson, foi o seu estudo sobre a
adolescência e a construção de sua
identidade.
O desenvolvimento de suas ideias forma,
até os dias atuais, o fundamento para
muitos autores na área da infância e
juventude fazerem uma leitura sobre o
adolescente em conflito com a lei. Várias
são as teorias do desenvolvimento e vários
são os aspectos enfatizados em cada uma 
delas. Não há uma teoria melhor ou mais
completa.
O que temos são teorias em razão das
Escolas nas quais os autores
desenvolveram seus estudos.
É importante que o operador de Direito
tenha, noções sobre o desenvolvimento,
entendendo que cada estágio é formado
por um período de tempo que é definido
por um conjunto de características físicas,
emocionais, intelectuais e sociais, que são
desenvolvidas e assimiladas de forma
diferente e única.
Psicologia Social
É o estudo das condutas humanas que são
influenciadas por outras pessoas.
Objeto de estudo:Somos nós mesmos,
participando das mais variadas interações
sociais.
Um dos principais temas de pesquisa da
Psicologia Social é o das atitudes sociais
Atitude: é uma organização duradoura de
pensamentos e crenças (cognições),
dotada de uma carga afetiva pró ou
contra um objeto social que predispõe o
indivíduo para a ação.
Para o senso comum - atitude é sinônimo
de comportamento
Atitude é uma predisposição mental .
Comportamento é a ação.
Componentes das atitudes - a cognição, o
afeto e o comportamento.
As atitudes são construídas ao longo da
história de vida do sujeito. São aprendidas
por meio da vivência da pessoa, da
imitação e da observação.
Conhecer, poder explicar e prever são
acontecimentos ligados a variáveis
ideológicas, políticase morais, que fazem
parte de nossas atitudes. 
Preconceito - atitude que apresenta duas
características específicas: se forma
sempre em torno de um núcleo
afetivamente negativo; e, é dirigido contra
um indivíduo ou grupo de pessoas.
Exemplos: preconceitos étnicos, religiosos,
políticos, culturais, ideológicos e
profissionais.
Estereótipos: são colocações de certas
características a pessoas pertencentes a
determinados grupos sociais. Os
estereótipos podem ser definidos por
atitudes positivas ou negativas, em relação
a estas pessoas. Os estereótipos nos
permitem simplificar a realidade social. Por
meio deles, reconhecemo-nos em
determinado grupo e nos diferenciamos de
outros grupos. Sempre que nos sentimos
pertencentes a um grupo, desenvolvemos
sentimentos de proteção com quem nos
identificamos, e de hostilidade e rejeição
em relação aos diferentes de nós. 
Discriminação: que é o comportamento
que deriva do preconceito e do
estereótipo. Geralmente, a discriminação é
negativa e pode intensificar-se em
situações de crise (política, econômica,
social e emocional). Em cada cultura, em
cada época, existem diferentes formas de
discriminação e diferentes grupos-vítimas
desta atitude. 
Estigma: a palavra estigma representa
algo de mal, que deve ser evitado. A
sociedade estabelece um modelo de
categorias e tenta catalogar as pessoas de
acordo com os atributos considerados
naturais e comuns para ela. Demonstra
pertencer a uma categoria com atributos
incomuns ou diferentes e pouco aceitos
pelo grupo social, ou em casos extremos, é
considerado mau e perigoso. Quanto mais
visível for a “marca”, menor será a
possibilidade de reverter esta situação. 
Questionamentos sobre os
critérios de normal e patológico:
As ideias e os critérios de avaliação destes
termos foram sendo construídas com base
no desenvolvimento científico, na cultura e
nos comportamentos daqueles que avaliam
os indivíduos.
O conceito de normal e patológico é
relativo.
Sob o ponto de vista cultural, o que em
uma sociedade é considerado “normal”,
aceito e valorizado, em outra sociedade,
ou na mesma sociedade, em outro momento
histórico, pode ser considerado anormal,
desviante ou patológico. 
Critérios de Normalidade:
Normalidade como ausência de doença
Normalidade “ideal”: referendada
socialmente
Normalidade estatística: maior frequência.
Ex: IMC
Normalidade como “bem estar”: OMS
Normalidade funcional: O disfuncional
provoca sofrimento a si mesmo e ao grupo
Normalidade como processo: Crises e
mudanças, conforme o desenvolvimento.
Normalidade subjetiva: Percepção
subjetiva
Normalidade como liberdade: Doença
mental como perda da liberdade
existencial.
Normalidade operacional: Arbitrário.
A saúde mental pode incluir a capacidade
de um indivíduo para apreciar a vida e
procurar um equilíbrio entre as suas
atividades e os seus esforços para atingir a
resiliência psicológica. 
A resiliência é um conceito psicológico,
emprestado da Física, definido como a
capacidade de o indivíduo lidar com
problemas, superar obstáculos ou resistir à
pressão de situações adversas — choque,
estresse etc. — sem provocar danos
psicológicos. 
O conceito de Saúde Mental é mais amplo
que a ausência de transtornos mentais. 
Qualidade de vida cognitiva e
emocional: 
Atitudes positivas em relação a si próprio;
Autorealização; integração; 
Autonomia e autodeterminação; 
Percepção apurada da realidade;
Domínio e competência social.
Em Psiquiatria e em Psicologia prefere-se
falar em transtornos ou perturbações ou 
disfunções ou distúrbios psíquicos no lugar de
doença.
Transtorno revela um conceito que
descreve um comportamento diferente. 
LEI 10.216/2001 – LEI
ANTIMANICOMIAL
Em 1987, em um Encontro Nacional de
Trabalhadores da Saúde Mental, nasceu o
Movimento da Luta Antimanicomial.
Uma das conquistas deste Movimento foi a
Lei nº 10.216/2001, que determinou o
fechamento progressivo dos hospitais
psiquiátricos e a instalação de serviços
substitutivos.
A partir desta lei, o Brasil tem eliminado
leitos psiquiátricos e substituído pelos
serviços dos Centros de Atenção
Psicossocial (Caps), residências
terapêuticas, programas de redução de
danos, centros de convivência, oficinas de
geração de renda, entre outros programas. 
Algumas abordagens críticas como a
Antipsiquiatria e a Psiquiatria Social
denunciaram o saber científico, nesta
área, como manipulação, retirada da
humanidade e dignidade dos portadores
de transtornos mentais, além das
condições inadequadas de tratamento e
internação.
Essas abordagens não negam que os
transtornos mentais existam, mas se
propõem a enfrentá-los, utilizando uma
postura crítica aos métodos tradicionais. 
Acreditam que o portador de transtorno
mental não é um “monstro”, por isso, não
deve ser desumanizado, mas, sim, avaliado
por meio de sua história de vida. 
A lei nº 10.216/2001 surgiu como uma
garantia de direitos e de reinserção social
das pessoas estigmatizadas por serem
portadoras de transtornos mentais. 
Ainda se faz necessária uma luta mais
ampla pelo respeito e garantia de direitos
à diversidade e à singularidade de cada
um.

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