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Complicações Cirúrgicas 1 O que são Complicações Cirúrgicas? São eventos adversos não intencionais que ocorrem durante ou após um procedimento cirúrgico, podendo comprometer a recuperação do paciente, prolongar a hospitalização, aumentar os custos do tratamento ou, em casos mais graves, levar à morte. Mortalidade: Estima-se que complicações cirúrgicas estejam associadas a até 50% das mortes hospitalares pós-operatórias em países de média e alta renda. Complicações evitáveis, como sepse, sangramento não controlado e embolia pulmonar, são causas frequentes de óbito. O que são Complicações Cirúrgicas? Impacto Econômico: Elevação significativa dos custos hospitalares e ocupação prolongada de leitos. Sobrecarrega os sistemas de saúde, especialmente os públicos. Dados de Estudo: Lancet Commission, 2015) estimou que 4,2 milhões de pessoas morrem anualmente por complicações cirúrgicas, muitas delas evitáveis com cuidados adequados. Intraoperatórias x Pós-operatórias Intraoperatórias: Ocorrem durante o ato cirúrgico, geralmente relacionadas à técnica cirúrgica, anestesia ou condições do paciente. Exemplos: Lesão acidental de órgãos adjacentes Hemorragia grave Reações adversas à anestesia Parada cardiorrespiratória Intraoperatórias x Pós-operatórias Pós-operatórias: Ocorrem após o término da cirurgia, podendo surgir minutos, horas, dias ou até semanas após o procedimento. Exemplos: Infecção de sítio cirúrgico Tromboembolismo venoso Deiscência de sutura Fístulas, abscessos Imediatas x Precoces x Tardias Imediatas: Ocorrem durante a cirurgia ou nas primeiras horas após (até 24h). Exemplos: Hemorragia Lesão de órgãos/vasos Reações anestésicas Parada cardiorrespiratória Imediatas x Precoces x Tardias Precoces: Aparecem nos primeiros dias após a cirurgia, geralmente até o 7º dia. Exemplos: Infecção de ferida operatória superficial Trombose venosa profunda Atelectasia (colapso de uma parte ou de um pulmão inteiro) Retenção urinária Deiscência de sutura Imediatas x Precoces x Tardias Tardias: Surgem semanas ou meses após o procedimento. Exemplos: Hérnia incisional Estenose de anastomose Fístulas persistentes Infecções profundas crônicas Aderências abdominais Localizada X Sistêmica Localizada: Restringem-se ao local da cirurgia ou região anatômica manipulada. Exemplos: Infecção do sítio cirúrgico (superficial ou profunda) Hematoma local Seroma (acúmulo de líquido) Deiscência de sutura Fístulas Conduta: tratamento local (drenagem, curativo, antibióticos tópicos, reabordagem cirúrgica) Localizada X Sistêmica Sistêmica: Afetam o organismo como um todo, geralmente por resposta inflamatória ou falência de órgãos. Exemplos: Sepse Choque hipovolêmico Embolia pulmonar Insuficiência renal aguda Complicações cardíacas (IAM, arritmias) Conduta: suporte intensivo, internação em UTI, abordagens multidisciplinares Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) É uma das complicações pós-operatórias mais comuns, ocorrendo até 30 dias após a cirurgia (ou até 1 ano se houver implante de prótese). Superficial: pele e tecido subcutâneo Profunda: fáscia e musculatura Órgãos e cavidades: estruturas manipuladas internamente Hemorragia Sangramento excessivo, podendo ser causada por lesão de vasos sanguíneos, falha no controle da coagulação, ou outros fatores relacionados ao procedimento. Hemorragia primária: Ocorre no momento da cirurgia, devido a lesões dos vasos sanguíneos. Hemorragia secundária: Ocorre após a cirurgia, geralmente entre o 2º e o 7º dia pós-operatório, e é associada à infecção, disfunção da coagulação ou falha na cicatrização. Hemorragia As causas mais comuns de hemorragia incluem: Lesão de vasos sanguíneos Falha na coagulação Infecção ou infecção hematoma Problemas com a sutura Tromboembolismo Venoso Profunda (TVP) É uma complicação cirúrgica que ocorre quando se forma um coágulo sanguíneo nas veias profundas, geralmente nas pernas. A TVP é uma preocupação significativa em pacientes pós-cirúrgicos. Tratamento da TVP: Anticoagulação Meias de compressão Cateterismo ou trombólise Tromboembolismo Venoso Profunda (TVP) Fatores de risco para TVP pós-cirúrgica: Imobilização prolongada História de TVP ou embolia pulmonar Idade avançada Obesidade Cirurgias maiores ou traumatismos Distúrbios de coagulação Deiscência de Ferida Operatória Abertura parcial ou total das camadas da incisão cirúrgica. Pode ocorrer dias após a cirurgia. Parcial: Atinge apenas a pele e o subcutâneo. Total: Atinge todas as camadas da ferida, podendo haver evisceração. Lesões de Órgãos e Estruturas Podem ocorrer acidentalmente por erro técnico, dificuldade anatômica ou alterações causadas por inflamações, tumores, aderências. Exemplos: Lesão intestinal Lesão ureteral Lesão pulmonar Lesão de nervos periféricos Lesão de nervos (ciático, radial, femoral) Outas Complicações Complicação Descrição Possíveis Consequências Embolia pulmonar (EP) Deslocamento de trombo para os pulmões Dispneia, dor torácica, risco de morte Infecção urinária ou pulmonar Comum após cirurgias longas ou internações prolongadas Febre, desconforto, necessidade de antibióticos Retenção urinária Incapacidade de urinar após a cirurgia Dor, distensão vesical, necessidade de sondagem Lesão de órgãos ou estruturas Acidente com órgãos adjacentes durante o procedimento Sangramento, falência orgânica, fístulas Íleo paralítico Paralisia do intestino após cirurgia abdominal Distensão, vômitos, ausência de evacuação Fístulas Comunicação anormal entre órgãos ou com a pele Vazamento de conteúdo, infecção Adesões Cicatrizes internas que unem tecidos ou órgãos Dor crônica, obstrução intestinal Choque séptico Infecção grave com falência de múltiplos órgãos Instabilidade hemodinâmica, alto risco de morte Técnica Cirúrgica Adequada Conhecimento anatômico detalhado Dissecção precisa e delicada Hemostasia eficaz Manuseio cuidadoso dos tecidos Uso apropriado de materiais cirúrgicos Sutura bem planejada Assepsia e antissepsia rigorosas Planejamento operatório Comunicação da equipe e atenção contínua Papel da Equipe Multidisciplinar Cirurgião: Reborda, limpa e refaz a sutura se necessário. Enfermeira: Realiza curativos estéreis e monitora evolução da ferida. Infectologista: Indica antibiótico adequado. Nutricionista: Entra com dieta rica em proteínas e nutrientes para cicatrização. Fisioterapeuta: Mobiliza o paciente sem comprometer a ferida. Papel da Equipe Multidisciplinar E o instrumentador? Perguntas image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.png image8.jpeg image1.jpeg