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Práticas do sistema respiratório Profa. Ma. Talita T. Della Motta Profa. Ma. Andressa Lima 4º e 5º Semestres de Enfermagem Enfermagem na saúde do Adulto I: Cuidados Mínimos e Intermediários GASOMETRIA ARTERIAL A gasometria é o exame que fornece os valores que permitem analisar os gases sanguíneos e o equilíbrio ácido-base Teste de Allen: Repousar o braço do cliente sobre colchão ou alguma base ao lado da cama; Apoie o pulso do cliente com uma toalha enrolada; Peça-lhe para fechar a mão; Usando seus dedos indicador e médio faça uma pressão sobre as artérias radial e ulnar; Mantenha essa posição durante alguns segundos; Sem retirar os dedos das artérias do cliente, peça-lhe para abrir a mão e mantê-la em uma posição relaxada; Houve dificuldade do fluxo sanguíneo na palma da mão do cliente, pela pressão exercida por seus dedos nas artérias, aparece palidez palmar; Libere a pressão exercida sobre a artéria ulnar do paciente; Se a mão do cliente ficar avermelhada (indicando enchimento capilar), você poderá prosseguir com a punção da artéria radial; Se a mão não ficar avermelhada, faça o teste no outro braço; MATERIAL PARA COLETA Seringa de 5 ml; Frasco heparina; Agulha; Luvas de procedimento; Compressa com álcool a 70%; Tampa de borracha ou rolha de borracha para agulha; Isopor contendo gelox; Rótulo / fita adesiva; Formulário de solicitação do exame (anotar: temperatura, FiO2 e último Hb colhido) Bandagem Adesiva. PREPARAÇÃO: Preparar o material; Registre o nome, nº leito, data, hora e nome do coletor,no rótulo ou fita adesiva; Se a seringa não for do tipo heparinizada, você deverá heparinizá- la; Acople agulha à seringa; Aspire um pouco de heparina, com seringa na posição vertical e retroceda com o êmbolo lentamente até a marca de 1ml, lave toda extensão da seringa com a heparina desprezando-a posteriormente (volume residual de heparina altera os valores do pH sanguíneo). TÉCNICA DE PUNÇÃO ARTERIAL Deve-se seguir os passos abaixo: 1- Explicar ao paciente o procedimento e deixá-lo em posição confortável; 2- Proceda a lavagem das mãos e calce as luvas de procedimento, aplique uma toalha enrolada por baixo do pulso do cliente para apoio; 3-Localize a artéria e apalpe-a; 4- Realiza antissepsia da pele com álcool a 70%; 5- Apalpe as artérias com o dedo indicador e médio; 6- Mantenha o bisel da agulha voltado para cima, a um ângulo de 30º a 45º. Ao puncionar a artéria braquial o ângulo deve ser de 60º; 7- Em condições ideais, deve-se obter um fluxo de sangue capaz de elevar o êmbolo da seringa de forma passiva (sem aspirar), colhendo entre 2-3ml; 8- Comprimir com força o local da punção por aproximadamente 5 minutos, para prevenir a formação de hematoma. Alguns pacientes necessitam uma compressão mais prolongada; 9- Inspecione a seringa para verificar a presença de ar e se existir retire-o com seringa em posição vertical lentamente; 10- Garantir o fechamento hermético da seringa, aplicando tampa de borracha sobre a ponta da seringa ou inserindo a agulha em rolha de borracha; ATENÇÂO: Junte o formulário de solicitação do exame e encaminhe ao laboratório; Não desligue a oxigenoterapia ao fazer a coleta, ao menos que for solicitado pelo médico; Anotar no pedido do exame a quantidade e o tipo de oxigenoterapia ; Em caso de nebulização aguardar 20 min para coleta; OXIMETRIA DE PULSO A oximetria de pulso é considerada o melhor método diagnóstico para triagem e detecção de pacientes com hipoxemia (baixo nível de oxigênio no sangue). O oxímetro posicionado no dedo ou no lóbulo da orelha nos mostra, através da pele e por leitura imediata, a saturação arterial de oxigênio, no ato do exame, sem a necessidade de perfurações ou métodos invasivos. ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS Procedimento técnico, invasivo, realizado por profissional habilitado, visando a remoção de secreção pulmonar acumulada nas vias aéreas. Pode ser realizada de 3 formas, dependendo do nível em que a secreção se encontra, como também da via de acesso favorável para o procedimento, podendo ser: - Orotraqueal, - Nasotraqueal - Cânula de traqueostomia ou Tubo Endotraqueal. O procedimento, contrário ao que algumas pessoas imaginam, é indolor, respeitando os critérios necessários. O que ocorre normalmente é a sensação de engasgo durante o procedimento, devido ao estimulo da sonda de aspiração, mas perfeitamente tolerável. Pode estimular reflexo de tosse e náuseas (nervo vago); Trata-se de um procedimento seguro e eficiente, proporcionando alivio e bem estar ao paciente. Objetivos: Remover secreções traqueobrônquicas e orofaríngeas, de difícil expectoração ou em pacientes com tosse ineficaz, favorecendo a permeabilidade das vias aéreas e conseqüente melhora da ventilação pulmonar. Responsáveis: Enfermagem, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico ou cuidador responsável pelo paciente (devidamente treinado para este procedimento). MATERIAL: Aspirador elétrico portátil, vácuo canalizado ou Aspirador de Venturi (portátil) com conector de borracha ; • Luva de procedimento e Luva estéril; • Gaze estéril; • Sonda de aspiração estéril 12,14 ou 16; • Frascos de Solução fisiológica – para boca e para lavagem da sonda; • Seringa com 2 a 5 ml de SF0,9% ou ampolas de água destilada. • Avental descartável; óculos de proteção e máscara. TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO 1- Explicar ao paciente o procedimento, mesmo se estiver incosciente; 2- Elevar decúbito para 30º ou 45º, se possível; 3- Lavagem das mãos; 4- Proteger olhos do paciente de secreções; 5- Aspirar 2 a 5 ml de SF0,9% ou água destilada; 6- Paramentar-se: Avental descartável, óculos, luva estéril; 7- Abrir o aspirador para teste e regular a sucção; 8- Abrir o invólucro da sonda conectando a ponta colorida a extensão de borracha. 9- Realizar a técnica de aspiração propriamente dita. 10- Introduzir a sonda (inspiração), fazendo cotovelo ou torção (interromper fluxo de aspiração); 11- Retirar o cateter de aspiração com movimentos suaves circulares aspirando; 12- Lavar a sonda com SF antes da próxima aspiração; 13- Conectar o tubo no ventilador; 14- Desconectar a sonda de aspiração utilizada, virar a luva do avesso envolvendo a sonda e descartar no lixo hospitalar; 15- Proteger a extremidade do aparelho de sucção com o invólucro do cateter de aspiração; 16- Desprezar a secreção aspirada, lavando o recipiente com água e detergente; 17- Anotar em prontuário: volume, aspecto, viscosidade e cor da secreção, hora e nome de quem realizou a aspiração. OBSERVAÇÕES: Se possível, não utilizar a mesma sonda da cânula para aspirar a boca (evitar infecção cruzada); Se usar a mesma sonda para a aspiração, primeiro região nasal e em seguida oral, nunca o inverso; A quantidade e a qualidade das secreções determinam a frequência da aspiração; Evitar complicações como obstruções de secreções ressecadas (rolhas); Durante a aspiração, caso haja diminuição da frequência cardíaca ou arritmia, parar imediatamente o procedimento e oferecer oxigênio a 100%, através de ambú ou do próprio respirador. Após a aspiração traqueal aspirar a narinas e boca do paciente, pode utilizar a mesma sonda, desde que previamente, seja limpa com gaze para retirada de resíduos de secreção traqueal. A técnica de aspiração traqueal deve ser feita de preferência por duas pessoas, de modo que permita intercalar algumas ventilações entre uma aspiração e outra e diminuir o tempo em que o paciente fica sem ventilador; DRENAGEM TORÁCICA (TORACOCENTESE) Os drenos de tórax é um sistema fechado de drenagem utilizado para reexpandir o pulmão envolvido e remover o excesso de ar, líquido e sangue. Considerações: Na inspiração há pressão negativa no tórax, quandoo tórax é aberto há perda de pressão negativa consequentemente há colabamento dos alvéolos com coleção de ar, líquido ou sangue. INDICAÇÕES: Promover a reexpansão pulmonar e restaurar a função cardiorrespiratória após cirurgia, trauma ou condição clínica, através do restabelecimento da pressão negativa da cavidade pleural. Remover líquidos, sangue e ar do espaço pleural ou cavidade torácica ou mediastino. CUIDADOS DE ENFERMAGEM Manter selo d’água (esterilizada 500ml); Marcar o nível original com adesivo na parte externa do frasco coletor, hora, data, nome e registro do profissional); Assegurar que os drenos e extensões não estão formando torções (cotovelos); Ordenhar a extensão em direção ao frasco coletor (quando necessário); Manter o sistema fechado de drenagem abaixo do nível do tórax, inclusive no transporte. Ao realizar troca do selo d’água, clampar o dreno, abri-lo após terminado o procedimento. Observar se os orifícios do dreno estão todos dentro do tórax. Anotar no prontuário característica da drenagem (quantidade, cor, odor) ou intercorrências. Diapositivo 1 Diapositivo 2 Diapositivo 3 Diapositivo 4 Diapositivo 5 Diapositivo 6 Diapositivo 7 Diapositivo 8 Diapositivo 9 Diapositivo 10 Diapositivo 11 Diapositivo 12 Diapositivo 13 Diapositivo 14 Diapositivo 15 Diapositivo 16 Diapositivo 17 Diapositivo 18 Diapositivo 19 Diapositivo 20 Diapositivo 21 Diapositivo 22 Diapositivo 23 Diapositivo 24 Diapositivo 25 Diapositivo 26 Diapositivo 27 Diapositivo 28 Diapositivo 29 Diapositivo 30 Diapositivo 31