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PEDIATRIA
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 Icterícia e Sepse Neonatal
Prof. Helena Schetinger| Curso Extensivo | Agosto 2022
CAPÍTULO
2.0 SEPSE NEONATAL
A sepse neonatal é uma síndrome clínica decorrente da presença de agentes patogênicos em fluidos previamente estéreis, como 
sangue, urina ou líquor. 
É importante causa de mortalidade neonatal. Casos não tratados podem ter 50% de mortalidade. Quanto menor a idade gestacional, 
maior é a imaturidade do sistema imunológico, portanto maior é o risco de contrair a doença e ir a óbito. 
2.1 CLASSIFICAÇÃO
Ela pode ser classificada quanto ao tempo de aparecimento em:
• SEPSE NEONATAL PRECOCE: Ocorre em até 72 horas de vida. 
• SEPSE NEONATAL TARDIA: Ocorre após 72 horas de vida. 
Apesar dessa ser a classificação mais comum, há algumas controvérsias na literatura, sendo que há autores que consideram precoce 
até 7 dias de vida. Felizmente, não vemos isso ser cobrado em provas, então considere a classificação acima!
2.1.1 SEPSE NEONATAL PRECOCE
A precoce é a principal forma de sepse e está relacionada com os agentes da flora geniturinária materna. São eles: estreptococo beta 
(Streptococcus agalactiae - EGB ou GBS), E. coli, estafilococo coagulase-negativa e Listeria monocytogenes.
O principal e mais agressivo deles é o Streptococcus agalactiae .
Bateu uma sede!
Vai um suquinho com gelo 
de coco, aí?
Refresque-se e fique 
ligado no mnemônico!
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PEDIATRIA
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 Icterícia e Sepse Neonatal
Prof. Helena Schetinger| Curso Extensivo | Agosto 2022
“GeLo de COCO”
GeBS
Listeria
E. COIi
E. COagulase negativo
Veja como isso é frequentemente cobrado em provas! 
CAI NA PROVA
(HCPA 2020) Assinale a alternativa que contempla germes que habitualmente causam sepse neonatal precoce.
A) Enterococcus sp. e Staphylococcus aureus
B) Chlamydia sp. e Listeria monocytogenes
C) Staphylococcus epidermidis e Candida albicans
D) Streptococcus agalactiae e Escherichia coli
E) Enterococcus e Streptococcus agalactiae
COMENTÁRIO
Correta a alternativa D Os agentes causadores de sepse neonatal precoce são os da flora geniturinária materna: “GeLo de COCO”: 
GeBS (S. agalactie), Listeria, E.coli, S. coagulase-negativa. 
(HMMG 2020) Recém-nascido de 37 semanas, sexo feminino, nascido de parto vaginal; mãe com história de febre durante o parto, evoluiu 
sem outros sintomas, porém com 25 horas de vida a recém-nascida apresentava-se hipoativa, recusando a dieta e com hipertermia. Realizado 
exame de líquor que evidenciou: 210mg/dL de proteínas 410 leucócitos/ mm3. Qual o provável agente etiológico?
A) Listeria monocytogenes.
B) Streptococcus agalactiae.
C) Staphylococcus aureus.
D) Staphylococcus coagulase negativo.
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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COMENTÁRIO
Correta a alternativa B Aqui temos descrita uma sepse neonatal precoce, lembrando que os agentes são: “GeLo de COCO”: GeBS 
(S. agalactie), Listeria, E.coli, S. coagulase-negativa, sendo o mais agressivo e o mais provável deles o Streptococcus agalactie. 
Para considerarmos esse diagnóstico, é imprescindível que o examinador traga fatores de risco maternos que expõem o 
bebê a esses agentes, fique atento na sua prova a: 
FATORES DE RISCO PARA SEPSE NEONATAL
FATORES MATERNOS FATORES DO NEONATO
• Colonização da gestante por S. agalactie. 
• Ruptura prolongada (mais de 18 horas) de membranas 
amnióticas.
• Corioamnionite.
• Febre e infecção materna intraparto.
• Infecção urinária materna. 
• Pré-natal incompleto.
• Parto prolongado.
• Líquido amniótico fétido ou meconial.
• Trabalho de parto prematuro ou abortamentos de repetição 
sem causa aparente. 
• Prematuridade.
• Baixo peso.
• Sexo masculino.
• Óbito fetal ou natimorto sem causa aparente em gestação 
anterior.
• Gemelares, especialmente o primeiro gemelar.
• APGAR no 5º minuto menor que 7.
• Desconforto respiratório.
• Necessidade de ventilação mecânica.
 A prematuridade e o baixo peso ao nascer são os principais fatores de risco associados à sepse neonatal. 
Além disso, esses neonatos são mais propensos à internação hospitalar e a procedimentos invasivos, que 
aumentam ainda mais o risco de desenvolver infecção.
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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Acredite, esse conhecimento é essencial para sua prova!
CAI NA PROVA
(UNIMED RIO 2019) Dentre os fatores neonatais que predispõem a infecção, qual o mais importante:
A) Ausência de pré-natal. 
B) Prematuridade. 
C) Filho de mãe diabética. 
D) Parto cesáreo.
COMENTÁRIO
Correta a alternativa B Opa, atenção para a pegadinha! Dos fatores apresentados, apenas a ausência de pré-natal e a prematuridade 
são fatores para sepse. Mas, apenas um deles é um fator NEONATAL: a prematuridade! A ausência de pré-natal é um fator materno. 
2.1.2 SEPSE NEONATAL TARDIA 
Ocorre em neonatos internados em UTI neonatal ou que receberam alta para casa e foram expostos a germes da comunidade. 
Para os RNs hospitalizados, temos como germes principais: estafilococo coagulase-negativa, S. aureus, E. coli e fungos, porém devemos 
levar em conta a flora bacteriana de cada hospital.
De origem comunitária, temos principalmente o S. aureus e a E. coli. 
AGENTES DA SEPSE NEONATAL TARDIA
• Staphylococcus coagulase-negativa 
• S. aureus 
• E. coli 
• Klebsiella 
• Pseudomonas 
• Enterobacter 
• Candida
• EGB;
• Serratia
• Acinetobacter 
• Anaeróbios 
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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2.2 DIAGNÓSTICO DA SEPSE
Os sinais clínicos são inespecíficos, portanto devemos unir fatores de risco + história clínica + exame físico. 
Os neonatos podem apresentar: 
• Distress respiratório ou até mesmo apneia. 
• Cianose.
• Dificuldade para alimentar-se.
• Má perfusão e sinais de choque. 
• Irritabilidade ou letargia.
• Distensão abdominal, vômitos, intolerância alimentar.
• Icterícia. 
• Instabilidade térmica, com hiper ou hipotermia. 
• Taquicardia ou bradicardia
RELEMBRANDO! 
FC NORMAL DO RN 120-160 bpm
RESPIRAÇÕES POR MINUTO 40-60 irpm
Veja como isso é cobrado em provas!
CAI NA PROVA
(PUC SOROCABA 2020) Em relação aos sinais clínicos sepse neonatal, podemos afirmar:
A) Os quadros abdominais são os predominantes.
B) Os sinais são muito específicos e, normalmente, dispensam avaliação laboratorial.
C) Os sinais são inespecíficos com relação à sepse.
D) Os sinais de instabilidade hemodinâmica predominam e são específicos.
COMENTÁRIO
Correta a alternativa C Questão simples e direta! O quadro clínico da sepse é inespecífico e, para o diagnóstico, precisamos unir 
o exame físico com a história clínica. 
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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Antes de continuarmos, vamos dar uma pausa e falar de onfalite, que é uma importante causa de sepse neonatal.
2.3 ONFALITE
A infecção bacteriana de partes moles do coto umbilical 
e na pele ao redor da inserção é chamada de onfalite. Se não 
tratada, pode atingir a parede abdominal e tecidos mais profundos, 
causando uma sepse. 
Geralmente causada por uma flora polimicrobiana, os 
agentes também dependem do tempo de início, assim como na 
sepse. Uma das principaisbactérias que colonizam a pele e podem 
causar onfalite grave é o Staphylococcus aureus. 
Ela ocorre frequentemente entre o 5º e o 9º dia de vida. 
O quadro clínico é de hiperemia ao redor do coto umbilical e 
secreção com mal cheiro. Você verá uma imagem na questão logo 
abaixo. Pode rapidamente evoluir para sepse, portanto a triagem 
infecciosa segue a conduta frente a ela, incluindo coleta de líquor e 
hemocultura, internamento hospitalar e início de antibioticoterapia 
endovenosa, como veremos a seguir. 
ONFALITE
Hemograma
Hemocultura
Líquor
Internação
Antibioticoterapia
venosa
Vamos resolver uma questão! 
CAI NA PROVA
(USP 2021) Recém-nascido (RN) do sexo masculino, 5 dias de vida, está internado 
em Unidade de Cuidados Intermediários para manejo de icterícia neonatal. Mãe 
com tipagem sanguínea O positivo, RN com tipagem AB positivo, Coombs negativo, 
Eluato positivo. Evoluiu com icterícia neonatal precoce e foi iniciada fototerapia 
com 20 horas de vida. Hoje colheu bilirrubinas, cujos níveis indicaram a suspensão 
da fototerapia. Foi indicada a alta hospitalar. Ao orientar a família, mãe refere que a 
criança está um pouco mais irritada. Foi notada hiperemia peri-umbilical conforme 
figura abaixo, com saída de secreção malcheirosa pelo coto. 
Está indicado neste momento:
A) Manter a alta hospitalar, orientar reforçar higiene do coto umbilical com álcool 70% e retornar se houver piora clínica.
B) Decidir sobre necessidade de internação e antibioticoterapia baseado no índice neutrofílico e na proteína C reativa.
C) Cancelar a alta hospitalar, rastreamento infeccioso incluindo coleta de líquor e iniciar antibioticoterapia endovenosa empírica.
D) Manter a alta hospitalar, introduzir tratamento tópico com nitrato de prata e retorno obrigatório em 48 horas para reavaliação.
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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COMENTÁRIO
Primeiro, repare que o neonato apresentou icterícia por incompatibilidade ABO e necessitou de fototerapia. Segundo, após indicada a 
alta, o médico reparou que o coto umbilical estava malcheiroso e hiperemiado. Essas são manifestações da onfalite. A conduta é suspender a 
alta, triar com exames laboratoriais e iniciar antibioticoterapia endovenosa empírica. 
Correta a alternativa C
Incorretas as alternativas A e D. Não devemos manter a alta hospitalar. Esse RN precisa de internamento e tratamento. 
Incorreta a alternativa B. A antibioticoterapia é empírica e deve ser iniciada de imediato.
Certo, voltando então à sepse neonatal, vamos seguir para o manejo. 
2.4 MANEJO DA SEPSE
 O manejo da sepse não é consenso entre os autores e, por causa disso, temos visto muitas questões 
controversas e difíceis de serem resolvidas. Vamos então abordar o que temos visto responder a grande parte de 
questões de provas. 
 Primeiro, um neonato com sinais e sintomas evidentes de sepse tem a indicação de triagem e tratamento empírico. 
Todo neonato com suspeita de sepse deve ser triado e tratado de imediato!
Sepse precoce
Hemograma
Hemocultura
Líquor
Antibioticoterapia
empírica
Antibioticoterapia
empíricaSepse tardia
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Urina
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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Coleta de líquor. Punção suprapúbica. 
Não há tempo a perder!
Na suspeita de sepse neonatal precoce, devemos coletar hemograma, hemocultura e líquor. Não há 
indicação de urocultura. 
Já na tardia, devemos coletar, além dos exames acima, urina por método estéril, como a punção suprapúbica 
ou a sondagem. 
Agora, atenção! 
Em ambos os casos devemos iniciar antibioticoterapia empírica após a coleta de exames! 
E o papel das provas de fase aguda?
A proteína C-reativa (PCR) e a procalcitonina não são geralmente usadas nos protocolos de sepse neonatal. Contudo, são bons preditivos de 
infeção, especialmente a procalcitonina. Ela vem sendo estudada e apontada como um marcador confiável de infecção bacteriana grave.
Lembrando que a PCR demora aproximadamente 12 horas para elevar-se após o início do processo infeccioso. Já a procalcitonina se eleva 
mais rápido, em um período de 6 horas, mas é pouco disponível. 
2.4.1 SITUAÇÕES ESPECIAIS
FILHOS DE MÃE GBS
 Esse provavelmente é o tópico mais cobrado dentro da sepse neonatal e, claro, o mais controverso. Primeiro, vamos conhecer o 
protocolo da SBP. 
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Retirado de Tratado de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria - 4a edição. 
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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Parece um gráfico complicado, mas perceba que no final, 
independentemente do RN ser maior ou menor de 37 semanas, ter 
ou não a mãe recebido profilaxia contra GBS anteparto, o desfecho 
é o mesmo: Observação por 48 horas sem necessidade de de coleta 
de exames
Agora, sendo um pouco contraditória, a SBP ainda afirma 
que: 
• Neonatos assintomáticos, mas com fatores de risco 
devem ser triados com hemocultura e hemograma 
(alguns protocolos incluem a proteína C-reativa). 
Esperamos o resultado dos exames para, se necessário, 
iniciar o tratamento. 
• Neonatos assintomáticos, nascidos de bolsa rota 
prolongada, mas sem febre materna devem ser apenas 
observados por 48 horas e triados apenas se sinais de 
sepse. 
• Neonatos assintomáticos, nascidos de mães com febre 
entre 48 horas antes e 24 horas após o parto, coletamos 
exames e iniciamos tratamento empírico. 
Confuso, não é mesmo? 
A EBSERH - UFRN, em 2021, em seu protocolo de sepse 
neonatal traz que todos os RNs com fatores de risco, incluindo 
a colonização por GBS sem profilaxia, devem ser avaliados 
clinicamente. 
 Ele indica também o uso de uma calculadora (EOS 
calculator) que leva em consideração a idade gestacional, o tempo 
de bolsa rota, a temperatura materna e a colonização por GBS para 
determinar a probabilidade de sepse precoce. Porém, mais para 
frente no mesmo protocolo ele sugere que a observação clínica 
por 48 horas é melhor que a calculadora e que a coleta de exames 
complementares para a definição de sepse. 
Já o Ministério da Saúde não possui conduta oficial quanto 
ao paciente assintomático, apenas para os sintomáticos. 
VAMOS FALAR DE ENGENHARIA REVERSA? 
O que temos visto mais frequentemente em provas como correto? A observação clínica por 48 horas de RNs 
termo, assintomáticos e com fatores de risco, mesmo GBS sem profilaxia. 
Vamos treinar? Não desista agora! 
CAI NA PROVA
(UNICAMP 2020) Recém-nascido a termo, filho de mãe colonizada por Streptococcus agalactiae nasce de parto vaginal, em boas condições 
de vitalidade e encontra-se bem. Mãe recebeu ampicilina 5 horas antes do parto. A conduta para esse recém-nascido é:
A) Coleta de hemocultura e internação em Unidade Semi-intensiva. 
B) Coleta de hemocultura e alojamento conjunto. 
C) Coleta de hemograma e proteína C-reativa. 
D) Observação clínica em alojamento conjunto.
COMENTÁRIO
Correta a alternativa D Temos aqui um filho de mãe colonizada por GBS. Nesses casos, se o neonato for assintomático, 
independentemente da profilaxia materna, fazemos observação por 48 horas.
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 Icterícia e Sepse Neonatal
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(PSU AL 2018) Mãe acompanhada no pré-natal de risco habitual. Realizou sorologias com resultados negativos para sífilis, HIV e hepatite B. 
Imune a Toxoplasmose. Deu entrada na maternidade em trabalho de parto e história de perda de líquido há 20 horas, com idade gestacional 
estimada de 34 semanas. Parto por via vaginal, imediatamente após a internação. Com uma hora de vida, dificuldade respiratória, apresentando 
pontuação de 4 pelo Boletim de Silverman-Anderson. Qual a conduta CORRETA em relação a abordagem de sepse neonatal precoce pelo 
estreptococo do grupo B?
A) Alta a partir de 24 horas se clinicamente estável
B) Iniciar antibioticoterapia logo após o nascimento 
C) Manter o recém-nascido em observação clínica por 48 horas
D) Solicitar exames laboratoriais: hemograma, hemocultura e PCR e aguardar resultado da hemocultura para iniciar antibioticoterapia 
COMENTÁRIO
Já nessa questão, diferentemente da anterior, temos uma criança sintomática, filha de mãe com bolsa rota há mais de 18 horas. Há uma 
grande chance de sepse neonatal precoce e a conduta é triagem infecciosa e antibioticoterapia empírica. 
Correta a alternativa B
Incorretas as alternativas A e C. O neonato sintomático deve sempre ser triado e tratado. 
Incorreta a alternativa D. A antibioticoterapia é empírica e não deve aguardar o resultado de exames. 
(SUS SP 2017) Uma gestante, secundigesta, com um abortamento espontâneo há 2 anos, atualmente 38 semanas de idade gestacional. 
Interrompeu o pré-natal há 4 semanas (compareceu a 5 consultas) e há 15 dias foi a um pronto atendimento e realizou tratamento para 
infecção urinária. Admitida na maternidade, com rotura de membranas há 19 horas, evolui para parto vaginal, 3 horas após a admissão. 
Recebeu uma dose de antibiótico (cefalexina), na chegada. Com 21 horas de vida o recém-nascido apresenta temperatura de 38,5 oC, 
tremores e taquidispneia, além de tempo de enchimento capilar aumentado. O raio x de tórax revela foco em base direita. A coleta do líquor 
para investigação
A) não deve ser feita, pois não modifica a conduta e aumenta o risco de complicações.
B) deve ser feita, mas apenas se a proteína C reativa estiver alterada.
C) deve ser feita, mas apenas se a hemocultura for positiva.
D) deve ser feita, pois nos casos de sepse precoce existe risco de meningite.
E) não deve ser feita, pois existe foco definido.
COMENTÁRIO
O examinador traz, mais uma vez, um RN sintomático, com uma possível sepse precoce. A triagem infecciosa deve ser feita com 
hemocultura e coleta de líquor, pois há risco de meningite. 
Correta a alternativa D
Incorretas as alternativas A e E. O líquor deve ser coletado em casos de suspeita de sepse. 
Incorretas as alternativas B e C. A coleta de líquor não depende nem da proteína C, nem da hemocultura. 
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PEDIATRIA
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 Icterícia e Sepse Neonatal
Prof. Helena Schetinger| Curso Extensivo | Agosto 2022
2.5 EXAMES COMPLEMENTARES
Vamos nos aprofundar nos exames complementares agora! 
• HEMOCULTURA
A hemocultura, quando positiva, é o padrão-ouro para o diagnóstico de sepse, pois tem alta especificidade. Mas, como tem baixa 
sensibilidade, quando negativa, não exclui o diagnóstico.
• HEMOGRAMA
O hemograma do RN, principalmente nas primeiras horas de vida, pode apresentar leucocitose com predomínio de neutrófilos e até 
desvio para esquerda, não tendo isoladamente um bom valor preditivo positivo para sepse neonatal precoce. Por isso, aguardamos 
entre 24 e 48 horas para solicitá-lo. 
O Escore Hematológico de Rodwell mede a possibilidade de sepse neonatal baseada no hemograma. Um índice ≥ 3 no hemograma é 
sugestivo de infecção.
As questões vistas até agora não cobraram o conhecimento desse Escore, mas vou colocá-lo aqui para seu conhecimento clínico. 
Escore Hematológico de Rodwell
Um ponto para cada alteração: 
• Leucocitose ou leucopenia:
Considerar leucocitose > 25.000 ao nascimento, ou > 30.000 entre 12 e 24 horas, ou > 21.000 acima de 
48 horas de vida;
Considerar leucopenia 0,3); 
• Alterações degenerativas nos neutrófilos com vacuolização e granulação tóxica; 
• Plaquetopenia 20mg/dL >30mg/dL
Celularidade 20-30 leucócitos/mm3 20-30 leucócitos/mm3
Bacterioscopia Negativa Negativa
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Prof. Helena Schetinger| Curso Extensivo | Agosto 2022
2.6 TRATAMENTO
Lembre-se de que, além das medidas gerais, devemos instituir o uso de antibióticos empíricos endovenosos na simples suspeita de 
sepse. 
Para a sepse precoce, a antibioticoterapia mais utilizada é a ampicilina associada à gentamicina. 
A ampicilina cobre S. agalactiae e Listeria. A gentamicina cobre gram-negativos, como a E. coli. 
Para sepse tardia, iniciamos geralmente com oxacilina e amicacina. Em casos de resistência à oxacilina, utilizamos a vancomicina. 
Iniciamos com esses antibióticos e escalonamos de acordo com as culturas. 
A duração do tratamento deve ser de 7 a 10 dias. 
No caso de meningite associada, devemos sempre combinar uma cefalosporina de terceira ou quarta geração. O cefepime é uma 
opção com boa cobertura para gram-negativos hospitalares e boa penetração no sistema nervoso central. A ceftriaxona não é indicada no 
período neonatal pelo risco de causar lama biliar. 
SEPSE PRECOCE: AMPICILINA + GENTAMICINA.
SEPSE TARDIA: OXACILINA + AMICACINA.
NA PRESENÇA DE MENINGITE, ASSOCIAR CEFALOSPORINA DE 3ª OU 4ª GERAÇÃO. 
CAI NA PROVA
(UFT 2020) Recém-nascido de 25 dias de vida, internado por quadro de letargia, vômitos e febre. Na avaliação não foi observado qualquer 
foco infeccioso, sendo realizado hemograma que apresentou contagem leucocitária de 25.000 com predomínio de neutrófilos (82%). Devido 
a essas alteração, optou-se pela punção lombar para avaliar a possibilidade de uma meningite. O exame apresentou uma celularidade de 250 
leucócitos, sem hemácias, o diferencial com 95% de neutrófilos, aumento de proteínas e redução da glicose. Neste caso, a conduta adequada 
é:
A) Internação com oxacilina e amicacina, pois se trata de uma sepse tardia, devendo ser realizado um tratamento de no mínimo 7 dias.
B) Internação com ampicilina em altas doses, associado à gentamicina, pois se trata de uma sepse primária, no qual os principais agentes 
são germes do canal de parto.
C) Internação com cefalosporina de 3 geração, associado à ampicilina. Nestes casos, os agentes mais comuns são os germes de canal de 
parto e a Listeria monocytogenes.
D) Internação em UTI com cefepime e vancomicina, pois se trata de uma infecção tardia com risco de evolução para sepse grave e óbito, não 
havendo tempo para esperar efeito de medicações habituais.
E) Internação em UTI, avaliar a necessidade de antibióticos, conforme o resultado de culturas e antibiogramas, devendo, neste caso, manter 
hidratação venosa apenas.
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COMENTÁRIO
O neonato em questão apresenta quadro clínico inespecífico, mas com hemograma e líquor sugestivos de sepse neonatal tardia com 
meningite. 
Primeira pergunta: onde ele deve ser internado? Na UTI! Repare que o quadro é grave, não temos como internar um neonatoletárgico 
em enfermaria, certo? 
Segunda pergunta: a sepse neonatal é precoce ou tardia? Tardia, pois iniciou após 72 horas de vida. Essa infecção está relacionada a 
germes comunitários, visto que ele não estava internado. 
Por fim: que antibioticoterapia iniciar? Oxacilina, amicacina e uma cefalosporina de 3ª ou 4ª geração. Aqui, ele optou por iniciar a 
vancomicina, pensando em um estafilococo resistente à oxacilina. Tudo bem, devido à gravidade do caso, essa seria uma opção. 
Correta a alternativa D
Incorreta a alternativa A. Essa alternativa não está correta, pois além de a internação ser em UTI, falta a associação da cefalosporina. 
Incorreta a alternativa B. A sepse é tardia. A sepse precoce é a que está associada aos germes do canal de parto. 
Incorreta a alternativa C. A sepse tardia está associada a germes comunitários ou hospitalares, não aos do canal de parto. 
Incorreta a alternativa E. O quadro é grave e não há tempo a perder!
(FUBOG 2019) Recém-nascido a termo, nascido de parto normal, mãe com história de perda de líquidos há 2 dias, evoluiu com quadro de 
desconforto respiratório com 12 horas de vida. Feito diagnóstico de sepse neonatal precoce. Quais os principais agentes e qual o esquema 
antimicrobiano indicado?
A) S. epidermidis e Pseudomonas; oxacilina + amicacina
B) S. aureus e E. coli; penicilina cristalina + gentamicina.
C) Estreptococos agalactiae e E. coli; ampicilina + gentamicina.
D) Listeria e Klebsiela; penicilina cristalina + amicacina.
COMENTÁRIO
Correta a alternativa C A sepse neonatal precoce está associada aos germes do trato geniturinário materno (GeLo de COCO – GBS, 
Listeria, estafilococos coagulase-negativa e E. coli). O tratamento empírico é feito com ampicilina + gentamicina. 
2.7 PROFILAXIA PARA GBS 
A quimioprofilaxia intraparto para o estreptococo beta agalactiae será vista com detalhes pelos meus colegas da obstetrícia. Para 
resolver as questões de pediatria, você precisa saber que ela diminui a incidência da transmissão vertical e da sepse neonatal. 
O quadro abaixo resume a conduta em relação à antibioticoterapia profilática intraparto. 
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ANTIBIOTICOTERAPIA INTRAPARTO
GBS NEGATIVO NÃO FAZER
GBS POSITIVO FAZER
GBS 
DESCONHECIDO
 37 SEMANAS, ASSINTOMÁTICA: NÃO FAZER
> 37 SEMANAS, COM FEBRE, ROTURA PROLONGADA DE MEMBRANAS OU SEPSE NEONATAL EM GESTAÇÃO 
ANTERIOR: FAZER 
Muito bem, chegamos ao final, 
eu sabia que você conseguiria!
Vamos resumir a conduta na 
sepse?
RN Exames Antibioticoterapia
Sintomático com menos de 72h de vida
Hemocultura
Hemograma
Líquor
Ampicilina + Gentamicina
Associar cefalosporina de 3ª geração na 
meningite
Sintomático com mais de 72h de vida
Hemocultura
Hemograma
Líquor
Urina
Oxacilina
Amicacina
Associar cefalosporina de 3ª geração na 
meningite
Assintomático + fatores de risco Não. Apenas observar. Apenas se sinais de sepse 
Assintomático + Febre materna
Hemocultura
Hemograma
Líquor
Ampicilina + Gentamicina
Associar cefalosporina de 3ª geração na 
meningitem
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