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AULA 2-TÉCNICAS RADIOLÓGICAS DA COLUNA VERTEBRAL

Material sobre técnicas radiológicas da coluna cervical: descreve marcos cervicais (C1–C7, ângulo mandibular, processos espinhosos), incidências AP e lateral, posicionamento do paciente, parâmetros técnicos (ângulo do raio, chassi, DFF, bucky) e orientações para trauma.

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TÉCNICAS RADIOLÓGICAS DA COLUNA VERTEBRAL
AULA 2
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Os marcos cervicais são pontos anatômicos 
importantes usados para guiar e posicionar o paciente 
corretamente durante exames de imagem da coluna 
cervical, como raios-X, tomografia computadorizada 
(TC) e ressonância magnética (RM). 
Esses marcos ajudam a garantir que as imagens 
capturadas sejam claras e úteis para o diagnóstico.
MARCOS CERVICAIS 
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1. C1 (Atlas): É a primeira vértebra cervical e se articula com o crânio. Em exames 
radiológicos, é importante para avaliar a base do crânio e a transição entre a cabeça e 
o pescoço.
2. C2 (Áxis): A segunda vértebra cervical tem uma projeção chamada dente do áxis, 
que é um ponto chave em exames de radiologia, especialmente para detectar fraturas 
ou desalinhamentos.
3. C3 a C7: Essas vértebras são mais baixas na coluna cervical e são avaliadas em 
busca de alinhamento, fraturas, desgaste de disco intervertebral, entre outras 
condições.
PRINCIPAIS MARCOS CERVICAIS:
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4. Ângulo Mandibular: Esse ponto é usado como referência para inclinar a cabeça durante alguns 
exames, garantindo que o raio-x capture a área correta da coluna cervical.
5. Processo Espinhoso: As saliências na parte de trás das vértebras cervicais 
servem como marcos visuais e táteis durante o posicionamento.
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- Incidência Anteroposterior (AP): O paciente é posicionado de frente para o detector, com o raio central 
dirigido através dos marcos cervicais, geralmente em um ângulo que permite a visualização de todas as 
vértebras cervicais.
TÉCNICAS RADIOLÓGICAS
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- Incidência Anteroposterior (AP): 
PACIENTE: Em ortostático, PMS sobre a LCE, braços estendidos ao longo do corpo, cabeça ligeiramente
estendida de modo que a linha que vai do mento à base do crânio esteja perpendicular ao plano da estativa.
CHASSIS/FILME: 18×24 longitudinal panorâmico ou 24×30 transversalmente.
RAIO CENTRAL: com um ângulo de 15° a 20° cranial, orientado para o osso hióide (C4).
DFF: 1,00 m – com bucky.
Em apnéia expiratória 
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PACIENTE: O paciente deve ficar de pé, alinhado com o centro do detector, com os braços ao lado do corpo. 
A cabeça deve estar levemente inclinada para trás para que a linha do queixo à base do crânio forme um 
ângulo reto com o detector de raios-X. Isso ajuda a obter uma imagem clara e precisa da coluna cervical.
DFF: A Distância Foco Filme (DFF) é um parâmetro que se refere à distância entre o tubo de raios X e o receptor de 
imagem (geralmente um filme radiográfico ou um detector digital). BUCKY: é um componente que segura o filme 
de raio-X e movimenta a grade durante a exposição aos raios. O movimento evita que as tiras de chumbo 
sejam vistas no exame de imagem.
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Essa descrição é uma orientação para posicionar o paciente durante a radiografia da coluna cervical na 
incidência anteroposterior (AP). Vamos quebrar essa frase para entender melhor:
- "EM ORTOSTÁTICO": Significa que o paciente deve estar de pé, em uma posição ereta.
- "PMS SOBRE A LCE": PMS refere-se ao Plano Mediano Sagital (a linha imaginária que divide o corpo em 
lados direito e esquerdo). LCE é a Linha Central da Estativa, que é a parte do equipamento de raios-X onde o 
filme ou o detector está posicionado. Em outras palavras, o PMS do paciente deve estar alinhado com o centro do 
detector.
- "BRAÇOS ESTENDIDOS AO LONGO DO CORPO": Significa que os braços do paciente devem ficar relaxados 
e posicionados ao lado do corpo, sem levantar ou cruzar.
- "CABEÇA LIGEIRAMENTE ESTENDIDA": O paciente deve inclinar a cabeça levemente para trás.
- "DE MODO QUE A LINHA QUE VAI DO MENTO À BASE DO CRÂNIO ESTEJA PERPENDICULAR AO 
PLANO DA ESTATIVA": A linha imaginária que passa pelo queixo (mento) e a base do crânio deve estar 
perpendicular (em um ângulo de 90 graus) ao detector.
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- INCIDÊNCIA LATERAL: O paciente é colocado de lado, e o raio central é direcionado perpendicularmente 
ao plano sagital, passando pelos marcos cervicais laterais.
Essa posição é essencial para avaliar o alinhamento das vértebras, identificar fraturas, luxações, 
degenerações discais, e observar o espaço entre as vértebras (discos intervertebrais). Ela fornece uma visão 
detalhada do perfil da coluna cervical, que é crucial para diagnósticos precisos.
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- - INCIDÊNCIA LATERAL: 
PACIENTE: Em ortostático, PMS paralelo a LCE, braços estendidos ao longo do corpo, cabeça
ligeiramente estendida. 
CHASSIS/FILME: 18×24 longitudinal panorâmico ou 24×30 transversalmente.
RAIO CENTRAL: na horizontal orientado para o osso hióide.
DFF: 1,30 – 1,50 m– com bucky.
Em pacientes traumatizados realizar o exame em decúbito dorsal com raios horizontais.
Não retirar colar cervical quando politraumatizado. 
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PACIENTE: - O paciente é posicionado de pé ou sentado, com o lado do corpo (geralmente o lado esquerdo) 
voltado para o detector de raios-X.
 - A cabeça deve estar reta, sem inclinação para frente ou para trás, de forma que o plano sagital (a 
linha imaginária que divide o corpo em lados direito e esquerdo) fique paralelo ao detector.
ALINHAMENTO: O feixe central do raio-X é direcionado perpendicularmente ao plano sagital do paciente, 
cruzando a coluna cervical lateralmente. Esse feixe geralmente é direcionado à altura da vértebra C4 
(aproximadamente no nível da cartilagem tireóidea, que é a "maçã de Adão").
BRAÇOS: Os braços devem estar relaxados ao longo do corpo, sem interferir na área de interesse.
QUEIXO: O paciente pode ser instruído a levantar levemente o queixo para evitar a sobreposição da mandíbula 
com as vértebras cervicais.
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INCIDÊNCIA TRANS-ORAL: poderá ser realizado tanto em decúbito quanto em ortostático, o que irá
determinar serão as condições do paciente. Poderá usar cilindro de extensão ou colimação adequada.
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- INCIDÊNCIA TRANS-ORAL: 
PACIENTE: Em decúbito dorsal ou ortostático com o PMS sobre a LCM/LCE, braços estendidos ao longo
do corpo, cabeça ligeiramente estendida de modo que a linha que vai dos incisivos superiores até a base
do crânio esteja perpendicular ao plano da mesa.
CHASSIS/FILME: 18×24 longitudinal panorâmico.
RAIO CENTRAL: orientado para o centro da boca.
DFF: 1,00 m– com bucky.
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- "EM DECÚBITO DORSAL OU ORTOSTÁTICO": Significa que o paciente pode estar deitado de costas 
(decúbito dorsal) ou em pé (ortostático).
- "PMS SOBRE A LCM/LCE": PMS refere-se ao Plano Mediano Sagital (a linha imaginária que divide o corpo 
em lados direito e esquerdo). LCM é a Linha Central da Mesa, e LCE é a Linha Central da Estativa (onde o 
detector está posicionado). O PMS do paciente deve estar alinhado com a LCM ou LCE, garantindo que o corpo 
esteja centralizado em relação ao equipamento de raios-X.
- "BRAÇOS ESTENDIDOS AO LONGO DO CORPO": Significa que os braços do paciente devem estar 
relaxados e posicionados ao lado do corpo.
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- "CABEÇA LIGEIRAMENTE ESTENDIDA": A cabeça deve estar inclinada levemente para trás, para que a 
linha de visão seja reta e não obstruída pelos dentes.
- "DE MODO QUE A LINHA QUE VAI DOS INCISIVOS SUPERIORES ATÉ A BASE DO CRÂNIO ESTEJA 
PERPENDICULAR AO PLANO DA MESA": A linha imaginária que passa pelos dentes frontais superiores 
(incisivos) até a base do crânio (na parte de trás da cabeça) deve estar em um ângulo de 90 graus com o 
plano da mesa ou do detector. Essa posição permite que o feixe de raios-X passe pela boca aberta, 
capturando uma imagem clara das vértebras C1 (Atlas) e C2 (Áxis).
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- INCIDÊNCIA OBLIQUA AP/PA: Usada para visualizar os forames intervertebrais, o paciente é posicionado 
em um ângulo oblíquo, com os marcos cervicais alinhados para mostrar a abertura desses forames.
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- INCIDÊNCIA OBLIQUA AP/PA 
PACIENTE: Preferencialmente em ortostático com os braços estendidos ao longo do corpo, PMS fazendo um
ângulo de 45º com o plano da estativa, cabeça ligeiramente estendida e em rotaçãode 25º internamente para
o AP e externamente para o PA.
CHASSIS/FILME: 18×24 longitudinal panorâmico ou 24×30 transversalmente.
RAIO CENTRAL: Com um ângulo de 10° a 20° cranial para o AP, e caudal para o PA, orientado para o osso
hióide.
DFF: 1.00 a 1.30 m – com bucky
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- "PREFERENCIALMENTE EM ORTOSTÁTICO": Significa que o exame deve ser feito com o paciente de pé.
- "BRAÇOS ESTENDIDOS AO LONGO DO CORPO": Os braços do paciente devem estar relaxados e 
posicionados ao lado do corpo, sem interferir na área de interesse.
- "PMS FAZENDO UM ÂNGULO DE 45º COM O PLANO DA ESTATIVA": O Plano Mediano Sagital (PMS), que 
é a linha imaginária que divide o corpo em lados direito e esquerdo, deve estar inclinado em um ângulo de 45 
graus em relação ao plano do detector (estativa). Isso significa que o paciente não está de frente ou de costas 
para o detector, mas sim em uma posição intermediária, girado 45 graus.
- "CABEÇA LIGEIRAMENTE ESTENDIDA": A cabeça deve estar levemente inclinada para trás, para garantir 
que as estruturas cervicais sejam visíveis e que não haja sobreposição de outras partes do corpo.
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- "E EM ROTAÇÃO DE 25º INTERNAMENTE PARA O AP E EXTERNAMENTE PARA O PA":
- PARA AP (ANTEROPOSTERIOR): A cabeça deve ser girada internamente (em direção ao detector) em 
um ângulo de 25 graus, o que significa que o rosto do paciente se aproxima mais do detector.
- PARA PA (POSTEROANTERIOR): A cabeça deve ser girada externamente (afastando-se do detector) 
em um ângulo de 25 graus, o que significa que a parte de trás da cabeça do paciente se aproxima mais do 
detector.
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