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Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Hilderlane Borges Graduada em medicina – USS Residência de clínica médica – UDI hospital Residencia em cardiologia – UDI hospital Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Definição Hipertensão arterial (HA) é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Fatores de risco para hipertensão arterial -Idade -Sexo e etnia: mulheres (24,2%) e pessoas de raça negra (24,2%) comparada a adultos pardos (20,0%). - Tabagismo -Excesso de peso e obesidade -Ingestão de sal: 2g/dia -Ingestão de álcool : mulheres 31g/dia -Sedentarismo: Min 150min de atividade física semanais. -Fatores socioeconômicos -Genética Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Tratamento 1. Não medicamentoso – MEV Medicamentoso Por quê tratar? PA sistólica de 10 mmHg e diastólica de 5 mmHg risco relativo de desfechos maiores: 37% AVE 22 % DAC 46% IC 20% para mortalidade CV e 12% para mortalidade total. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar As classes de anti-hipertensivos consideradas preferenciais: DIU tiazídicos BCC IECA BRA BB Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Diuréticos tiazídicos Hidroclorotiazida/ indapamida / clortalidona Mecanismo da ação anti-hipertensiva efeitos natriuréticos volume circulante e volume extracelular -> 4-6 semanas resistência vascular periférica (RVP). Efeitos Adversos - Fraqueza, cãibras, hipovolemia e disfunção erétil - Hipopotassemia Hipomagnesemia intolerância à glicose risco de desenvolver diabetes melito tipo 2 ácido úrico Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Diuréticos poupadores de potássio espironolactona/ eplerenone / amilorida Mecanismo da ação anti-hipertensiva: eliminam sal e água poupando potássio. Efeitos Adversos Hipercalemia (↑ K + ) Acidose metabólica hiperclorémica Hiponatremia (↓ Na + ) Hipomagnesemia (↓ Mg 2+ ) Hipocalcemia (↓ Ca 2+ ) Hipovolemia Ginecomastia Impotência e ↓ libido Anomalias menstruais Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC) dihidropiridínicos (anlodipino, nifedipino, levanlodipino, felodipino, manidipino, lercanidipino, lacidipino) Mecanismo de ação: diminui a RVP por vasodilatação. Efeitos adverso: edema maleolar cefaleia latejante tonturas rubor facial dermatite ocre (hipercromia do terço distal das pernas) hipertrofia gengival Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA) Captopril, Enalapril, benazepril, Lisinopril, Perindopril , Ramipril... Mecanismo de ação inibição da enzima conversora de angiotensina I, responsável pela transformação de angiotensina I em angiotensina II (vasoconstritora) e pela redução da degradação da bradicinina (vasodilatadora) reduzem a RVP. 2. Efeitos adversos: tosse seca edema angioneurótico erupção cutânea Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Bloqueadores dos Receptores AT1 da Angiotensina II (BRA) candesartana, irbesartana, losartana, olmesartana, telmisartana e valsartana. 1. Mecanismo de ação Antagonizam a ação da angiotensina II pelo bloqueio específico dos receptores AT1, responsáveis pelas ações próprias da angiotensina II (vasoconstrição, estímulo da proliferação celular e da liberação de aldosterona) 2. Efeitos adversos: Exantema Hipercalemia Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Betabloqueadores (BB) atenolol, metoprolol, bisoprolol, nebivolol /propranolol, pindolol / carvedilol Mecanismo de ação: diminuição inicial do débito cardíaco e da secreção de renina + readaptação dos barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas. Efeitos adversos : broncoespasmo bradicardia distúrbios da condução atrioventricular vasoconstrição periférica insônia, pesadelos depressão astenia disfunção sexual. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Outras classes Simpatolíticos de Ação Central : metildopa, clonidina Alfabloqueadores: doxazosina, prazosina, tansulosina. Vasodilatadores Diretos: hidralazina e o Minoxidil Inibidores Diretos da Renina: alisquireno Hipertensão arterial Sistêmica: como tratar Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020/ Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658 DRC e/ou DM / AVC / IC