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Suinocultura 
 Distribuição de pontos 
 Visita: dia 10 ou dia 3 de junho, fazenda retiro, pirâmide unifenas 13:30 
 Entrega do relatório da visita: grupo de 8 visitas. Entrega dia 17 de junho de 2024. 
 Informar até dia 27/05 qual o grupo e qual o tema. Presença na visita=0,5 e relatório=1,5 
 Aula 1. 29/04 
 O que é a suinocultura? 
 ● Segmento da produção animal destinada à criação de suínos 
 ● Finalidade= produção de carne e derivados 
 ● Glândulas sudoríparas dos suínos são a-funcionais. 
 ● Avicultura BR= importância mundial, BR segundo maior produtor de carne de frango e 
 primeiro maior exportador. 
 ● Na suinocultura= entre os 5 maiores mundiais. 
 ● Melhoramento genético= carne suína mais magra do que antigamente 
 Fases de criação de suínos 
 ● Para produção de excelência= sistemas intensivos, genética, ambiente, nutrição, 
 biosseguridade(acesso à granja, manejo), controle de maternidade, 
 ● A criação de suínos é dividida em 3 fases: 
 ➔ reprodução/gestação/maternidade=média de 114 dias , na maternidade o ambiente é 
 crítico pois recém nascido e mãe precisam de temperaturas completamente diferentes, 
 quanto mais confortável o ambiente pra mãe mais ela produz leite e mais os leitões 
 crescem 
 ➔ creche= grupinhos, leitegadas, 
 ➔ terminação=abate 
 ➔ É preciso adaptar o manejo, nutrição e instalações 
 ➔ Existem produções que tem todas as fases e tem produções que produzem somente 1 
 fase(setor de produção único) 
 ● Reprodução, gestação e maternidade 
 ➔ é iniciada quando há a cobrição das fêmeas(monta natural ou inseminação artificial, 
 depende do número de matrizes alojadas)(500 matrizes= monta natural fica inviável) 
 ➔ Dura até o período de gestação(aproximadamente 114 dias) 
 ➔ 7 dias antes do parto= fêmeas gestantes são transferidas para a maternidade 
 ➔ Local onde os leitões nascem e ficam até aproximadamente 28 dias(indústria varia de 21 
 a 28) 
 ➔ Exemplo: fazenda retiro, 35/40 dias 
 ➔ No máximo 1 semana a matriz é emprenhada novamente, 5 dias normalmente 
 ● Creche 
 ➔ Após os 28 dias dos leitões 
 ➔ Se forem desmamados com 21 dias, aproximadamente 6kg 
 ➔ Até completar aproximadamente 10 semanas de vida 
 ➔ Entrada com 8kg e saem com aproximadamente 20kg 
 ➔ Sempre de 7 em 7 dias, até 70 dias de vida, podem ser vendidos com 63, com 70 
 ➔ É DETERMINANTE/IMPORTANTE O PESO QUE OS LEITÕES CHEGAM DO 
 DESMAME À CRECHE 
 ● Terminação 
 ➔ Fase final da criação 
 ➔ Até atingir o peso de mercado 
 ➔ Geralmente abatido pesando entre 100kg e 120kg(150 dias) 
 ➔ Integração é o sistema predominante na suinocultura, tudo é planejado antecipadamente 
 ➔ Essa fase ainda é subdividida em outras 2: recria e terminação, muda principalmente o 
 manejo nutricional dos animais. Recria= os nutrientes absorvidos têm como objetivo o 
 crescimento dos animais e deposição de carne magra. Terminação= até atingir o peso de 
 abate. 
 ➔ Lâmina d’água= técnica para dissipação de calor. Desnível onde acumula água, troca 
 calor com o meio 
 Categorias de suínos 
 ● Cachaço ou varrão= macho adulto, utilizado para reprodução, seja para a monta natural, seja 
 para a coleta de sêmen para a inseminação artificial 
 ● Porca ou matriz= fêmea já adulta que tenha parido uma leitegada 
 ● Porca nulípara= fêmea que está prenhe pela primeira vez mas que ainda não pariu 
 ● Porca primípara= fêmea que já pariu a primeira leitegada 
 ● Porca multípara= fêmea que já pariu 2 ou mais leitegadas 
 ● Leitegada= conjunto de leitões nascidos, criados e desmamados de uma mesma porca 
 ● Leitão= macho recém nascido, desmamado ou em fase de creche 
 ● Leitoa ou marrã= fêmea recém-nascida, desmamada, em fase de creche ou em fase de 
 crescimento/terminação 
 ➔ Leitoas são identificadas com brinco, são selecionadas para se tornarem as reprodutoras 
 do plantel. Único cuidado= não cruzar ela com o pai. 
 Panorama atual da suinocultura 
 ● Histórico 
 ➔ Chegada a América por volta de 1493 
 ➔ Criados de forma simples(ou seja, sem exploração econômica) 
 ➔ Criados como “animais de estimação” 
 ➔ Chegada no Brasil em 1532; 
 ➔ Evoluiu de uma fonte de alimento para as famílias (criação de subsistência) para um 
 SISTEMA ALTAMENTE RENTÁVEL 
 ● Dados 
 ➔ Produção: China maior produtor mundial>união europeia>EUA> BR 
 ➔ Exportação:União europeia>EUA>canadá> BR 
 ➔ Importação: China>Japão>México>Reino Unido>Coreia do Sul>Outros 
 ➔ Disse que cai na prova 
 ➔ Alojamento de matrizes= 2.067.749 cabeças 
 ➔ Produção brasileira de carne suína=4,983 toneladas 
 ➔ Para quem o BR mais exporta= china(41,7%) 
 Principais raças de suínos 
 ● Cada raça de suíno é definida por características semelhantes que são transmitidas aos 
 descendentes. 
 ● Cada raça apresenta uma característica de maior destaque, seja para porte, prolificidade, 
 produção de carne e produção de banha. 
 ● Landrace e large white= maior produção de leite e habilidade materna 
 ● DUROC 
 ➔ 1ª raça a ser introduzida no Brasil; 
 ➔ EUA 
 ➔ características: pelagem vermelha uniforme ou cereja brilhante ; cabeça de tamanho médio; 
 orelhas de tamanho médio, inclinadas para frente e ligeiramente para fora; o pescoço curto e 
 espesso, profundo e ligeiramente arqueado. 
 ➔ abate= 90kg ou 100kg de peso vivo 
 ➔ boa conversão alimentar 
 ➔ seis a sete pares de tetos 
 ➔ porcas= 10 leitões nascidos por leitegada, limitações quanto à produção de leite e à habilidade 
 materna 
 ➔ rusticidade 
 ● LANDRACE 
 ➔ dinamarca 
 ➔ Características= cabeça comprida, de perfil concavilíneo; orelhas compridas, finas, inclinadas 
 para frente, do tipo céltico 
 ➔ Corpo: perfeita conformação para a produção de carne bastante comprido e enxuto, de igual 
 largura e espessura em todo o comprimento 
 ➔ Pele: fina, solta, sem rugas e despigmentada; para as regiões tropicais prefere-se que seja 
 coberta com manchas escuras. 
 ➔ 6 a 8 (ou mais) pares de tetos 
 ➔ sexualmente precoces 
 ➔ prolíficos 
 ➔ boa produção de leite e habilidade materna 
 ➔ baixa deposição de gordura e alto rendimento de carne de boa qualidade(carne magra, 
 ● LARGE WHITE 
 ➔ também conhecida como Yorkshire 
 ➔ originada no norte da Inglaterra 
 ➔ características: pelagem branca e cerdas finas, pele rosada. Cabeça média de perfil côncavo. As 
 orelhas são de tamanho e largura média inclinadas para frente. Tem pescoço cônico e 
 musculoso, corpo comprido e profundo. Os membros são altos, aprumados e relativamente 
 finos 
 ➔ é uma raça com aptidão para produção de carne e com toucinho uniformemente distribuído. 
 ● PIETRAIN 
 ➔ Bélgica 
 ➔ Características: animal grande, com pelagem de fundo claro malhado de preto. A cabeça é 
 larga, côncava, com orelhas médias, grossas, dirigidas para frente horizontalmente 
 ➔ Excelente massa muscular, sendo muito utilizada em cruzamentos. É conhecida como raça dos 
 quatro pernis, por possuir grande quantidade de carne nos quartos dianteiros. 
 ➔ É a raça que apresenta a menor deposição de gordura e a maior deposição de carne na carcaça. 
 ➔ Muito susceptíveis a problemas causados por temperaturas elevadas e a manejo incorreto 
 ● HAMPSHIRE 
 ➔ EUA 
 ➔ Características: pelagem preta com uma faixa branca abrangendo os membros anteriores. A 
 cabeça é frequentemente um pouco comprida, de largura média, às vezes um pouco estreita. O 
 perfil da fronte e focinho é concavilíneo. As orelhas são de comprimento médio, ligeiramente 
 inclinadas para fora e para frente. 
 ● WESSEX 
 ➔ Melhorado na Inglaterra 
 ➔ Deu origem à raça Hampshire Americano 
 ➔ Introduzido no Brasil em 1934 
 ➔ Características: corpo preto, com exceção de uma faixa branca. Os pelos são lisos, finos e bem 
 assentados. A cabeça é pouco comprida e a fronte ligeiramente côncava. As orelhas são largas, 
 dirigidas para frente e para baixo. Pescoço médio e musculoso, corpo longo, largo e espesso, e 
 seus membros são fortes, bem aprumados e curtos. 
 ➔ É uma raça rústica,Pulmão: inspeção visual, 
 palpação e incisão de brônquios e linfonodos regionais; Fígado: inspeção visual, palpação e 
 incisão do perênquima hepático, linfonodos regionais e vesícula biliar. 
 ➔ Linha E – inspeção de carcaça: LINHA E – carcaça. Inspeção visual: aspecto, coloração, pele, 
 superfícies ósseas; Contaminações de origem gastrointestinal ou biliar, contusões, abcessos, 
 hemorragias, edemas 
 ➔ Linha F – inspeção de rins: LINHA F - Rins. Carcaça ou mesa: inspecionar visualmente, palpação 
 e incisão do parênquima renal e da gordura perirrenal. 
 ➔ Linha G – exame do cérebro: LINHA G - cérebro. Somente será avaliado se for comercializado ou 
 industrializado; 
 ● Etapas finais da área limpa 
 ➔ Carimbagem das carcaças: quando aprovadas pelo serviço de inspeção, as carcaças são carimbadas 
 na região do pernil, paleta e lombo com o selo do serviço de inspeção (SIM, SIE, SIF) 
 ➔ Chuveiro final: túnel onde as carcaças passam por uma lavagem com jatos de água 
 ➔ Pesagem da carcaça quente 
 ➔ Câmaras frias: as carcaças são armazenadas por um período mínimo de 12h com temperatura de 
 -1ºC a 2ºC 
 ➔ Carcaças quentes vs frias 
 ➔ Espaçamento entre carcaças 
 ➔ Visualização dos carimbos 
 ➔ LIMPEZA! 
 Procedimentos posteriores ao abate 
 ● Setores de processamento, embalagem e resfriamento de miúdos (fígado, coração, rim, traqueia, 
 língua, cabeça, papada, unto); 
 ➔ Triparia: limpeza, separação dos intestinos e estômago que posteriormente são comercializados 
 ➔ Salas de cortes: após a refrigeração, as carcaças saem das câmaras frias passam por uma nova 
 inspeção e seguem em direção à sala de cortes ou expedição (de acordo com o destino final). 
 ● Departamento de inspeção final (DIF) 
 ➔ As carcaças e vísceras que apresentem alguma patologia que possa comprometer vísceras e carcaça 
 recebem uma marcação e são identificadas pelos colaboradores do Serviço de Inspeção para desvio 
 a DIF 
 ➔ O Médico Veterinário responsável realizará um exame mais minucioso 
 ➔ O destino das carcaças e vísceras irá depender da extensão e gravidade da lesão: condenação total, 
 parcial (através da remoção da área atingida ou condenada), aproveitamento condicional ou ser 
 liberada para o consumo. 
 ● Graxaria 
 ➔ Destino de todos os resíduos produzidos durante o abate 
 ➔ Levados por uma empresa especializada para fábrica de processamento de resíduos 
 ➔ Quase todos os resíduos do abate de suínos são aproveitados, transformados em subprodutos e 
 posteriormente comercializados 
 ➔ Couros, sangue, ossos, sebo, gordura, aparas de carne, tripas, animais e/ou suas partes condenadas 
 pela inspeção sanitária. 
 Questões para revisão 
 1. Qual o método de insensibilização mais comumente utilizado no abate de suínos? Explique como 
 ele funciona. 
 Eletronarcose: aplicação de corrente elétrica atrás das orelhas, promove epilepsia e paralisia da 
 atividade cerebral 
 2. Qual a importância da inspeção ante mortem no abate de suínos? O que proceder diante de uma 
 contusão? E de uma doença infectocontagiosa? 
 As carcaças e vísceras que apresentem alguma patologia que possa comprometer vísceras e carcaça 
 recebem uma marcação e são identificadas pelos colaboradores do Serviço de Inspeção para desvio a 
 DIF. O Médico Veterinário responsável realizará um exame mais minucioso. O destino das carcaças e 
 vísceras irá depender da extensão e gravidade da lesão: condenação total, parcial (através da remoção 
 da área atingida ou condenada), aproveitamento condicional ou ser liberada para o consumo. 
 3. Qual o período máximo de jejum? Cite a importância no fluxograma de abate. 
 4. Descreva a etapa do fluxograma de abate que mais te chamou atenção. 
 Aula 11. Doenças na suinocultura 
 Biosseguridade 
 ● “Conjunto de procedimentos que visam prevenir ou controlar a contaminação dos rebanhos por 
 agentes ou doenças infecciosas que afetam a produtividade destes ou a saúde dos consumidores de 
 produtos de origem animal.” 
 Pneumonia enzoótica suína 
 ● Definição: A PES é uma doença respiratória; Caracterizada por uma broncopneumonia catarral que 
 geralmente cursa com complicações broncopulmonares purulentas e que se manifesta clinicamente 
 por tosse seca e atraso no crescimento. 
 ● INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 50, DE 2013 - MAPA LISTA 4: DOENÇAS QUE REQUEREM 
 NOTIFICAÇÃO MENSAL DE QUALQUER CASO CONFIRMADO 
 ● Estima-se que 95% das granjas comerciais sejam positivas para M. hyopneumoniae , as exceções 
 tendem a ser as granjas núcleo: a eliminação do agente ocorre com maior frequência devido ao 
 controle sanitário e medidas de biossegurança. A longa persistência da bactéria no trato 
 respiratório do suíno dificulta a realização de programas de erradicação em granjas comerciais. 
 ● Bactéria Mycoplasma hyopneumoniae: um dos principais agentes envolvidos no complexo de 
 doenças respiratórias suínas. As doenças respiratórias suínas se manifestam como uma síndrome 
 denominada “Complexo Doença Respiratória dos Suínos” por resultarem da combinação de dois 
 ou mais agentes infecciosos e fatores de risco presentes nos sistemas criatórios. Responsável por 
 consideráveis perdas econômicas na produção de suínos. 
 ● O agente etiológico é encontrado na mucosa respiratória, aderido ao epitélio ciliado da traqueia, 
 brônquios e bronquíolos 
 ● Interage com outras infecções, causando lesões dos cílios no epitélio das vias respiratórias e 
 permitindo a invasão de agentes patogênicos secundários 
 ● Destruição do principal mecanismo de defesa inespecífico do trato respiratório. 
 ● 
 ● Todos os suínos são susceptíveis 
 ● A infecção pelo Mycoplasma hyopneumoniae inicia com a colonização do epitélio respiratório 
 provoca uma perda de depuração mucociliar, resposta inflamatória, imunossupressão do 
 hospedeiro e predispõe os suínos a infecções secundárias. 
 ● Altamente contagiosa 
 ● Crescimento e terminação 
 ● Alta densidade, falta de higiene das instalações, ventilação inadequada 
 ● Elevada morbidade 
 ● Baixa mortalidade 
 ● Possui sinais clínicos brandos associação com infecções secundárias. 
 ● Sinais clínicos 
 ➔ tosse seca e crônica; 
 ➔ corrimento nasal mucoso; 
 ➔ animais com pouco desenvolvimento; 
 ➔ pelos arrepiados e sem brilho; 
 ➔ não apresenta uniformidade de peso entre o lote. 
 ● Diagnóstico 
 ➔ Histórico da propriedade; 
 ➔ Avaliação clínica; 
 ➔ Cultivo bacteriano; 
 ➔ Testes laboratoriais (coleta de sangue total ou soro, ELISA); 
 ➔ Inspeção post mortem 
 ● Aspecto típico de pulmões com pneumonia enzoótica. Os lóbulos pulmonares antero-ventrais 
 escurecidos encontram-se consolidados pela infecção. 
 ● Transmissão 
 ➔ Contato direto: a presença de um único suíno infectado em uma população virgem dissemina a 
 patologia dentro da propriedade (1ª semana de vida); 
 ➔ Aerossóis. 
 ● Tratamento 
 ➔ Não há tratamento eficiente que elimine a infecção apenas a redução da gravidade da doença. 
 ● Controle/prevenção 
 ➔ Práticas de manejo, condições de alojamento (até 9,2km); 
 ➔ Vacinação: conferem proteção parcial, não impedindo o estabelecimento da infecção nem a 
 presença de suínos portadores. 
 Pleuropneumonia suína 
 ● Definição: Agente etiológico é o Actinobacillus pleuropneumoniae 
 ➔ Suínos de todas as idades podem ser acometidos; 
 ➔ Leitões em crescimento pertencentes a rebanhos cronicamente infectados são os mais vulneráveis 
 e severamente afetados; 
 ➔ Retardo do crescimento 
 ● Sinais clínicos 
 ➔ Forma superaguda: temperatura corporal em torno de 41ºC, letargia, dispneia e cianose, presença 
 de exsudato espumoso e hemorrágico nas narinas e boca; 
 ➔ Forma aguda: aumento da temperatura e insuficiência cardíaca, marcada de perda de condições dos 
 animais após 24h do início da enfermidade, dispneia e anorexia; 
 ➔ Forma subaguda ou crônica: diminuição da taxa de ganho de peso, retardo no crescimento. 
 ● Tratamento 
 ➔ Antb 
 ➔ Despovoamento parcial? 
 ● Diagnóstico 
 ➔ Históricoda propriedade; Avaliação clínica; Testes laboratoriais (coleta de sangue total ou soro, 
 ELISA); Inspeção post mortem (broncopneumonia fibrinosa com áreas de hemorragia e necrose). 
 ● Transmissão 
 ➔ Contato direto: exsudatos respiratórios; 
 ➔ Via aerógena: fêmeas infectadas ou vacinadas desenvolvem imunidade sorotipo específica que, por 
 meio do colostro, protege seus leitões nas primeiras semanas de vida. 
 ● Controle/prevenção 
 ➔ Vacinação 
 ➔ Limpeza e desinfecção das baias 
 ➔ Observação do lote. 
 Rinite atrófica 
 ● Definição: Inflamação dos tecidos nas narinas dos suínos; Pode resultar em desvio do septo nasal 
 dos animais; Doença multifatorial. 
 ● INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 50, DE 2013 - MAPA LISTA 4: DOENÇAS QUE REQUEREM 
 NOTIFICAÇÃO MENSAL DE QUALQUER CASO CONFIRMADO 
 ● • Caracterizada principalmente pela hipotrofia e atrofia dos cornetos nasais (deformação do 
 focinho, desvios laterais da narina e braquignatia superior) 
 ➔ Rinite atrófica não progressiva (RANP) Bordetella bronchiseptica 
 ➔ Rinite atrófica progressiva (RAP) Pasteurella multocida 
 ● Sinais clínicos: 
 ➔ RAP: espirro + corrimento nasal, olhos lacrimejantes, desvio do septo nasal, elevada prevalência 
 de braquignatismo superior 
 ➔ RANP: espirros, ocasionalmente casos severos de pneumonia (agonia, temperatura elevada ou mortos; 
 Mais comum em animais de terminação. 
 ➔ Forma aguda: febre elevada (até 42ºC); Prostração; Anorexia; Conjuntivite; Andar cambaleante; 
 Eritemas em formato de losango; Vômitos. 
 ➔ Forma subaguda: Poucas lesões na pele; Febre moderada e passageira; Apetite normal; Alguns 
 casos subagudos podem não ser percebidos, como ocorre em plantéis com imunidade vacinal. 
 ➔ Manifestação crônica: Artrite; Aumento das articulações; Dor e dificuldade de locomoção; 
 Diminuição do ganho de peso; Infecção cardíaca; Abortos. 
 ● Diagnóstico: Cultura bacteriana; 
 ● Tratamento: Antimicrobianos. 
 ● Controle/prevenção: Em surtos individuais em suínos de terminação, as baias devem ser limpas e 
 desinfetadas entre os lotes; Em surtos contínuos em suínos em crescimento, pode ser necessário 
 vacinar os animais com 8 semanas e possivelmente novamente com 10 a 12 semanas; Vacinação de 
 porcas de reposição; Vacinação semestral do rebanho produtor, inclusive os cachaços. 
 Parvovirose suína 
 ● Definição: Distribuição mundial; Uma das principais doenças infecciosas causadoras de problemas 
 reprodutivos em suínos; Vírus família Parvoviridae . 
 ● INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 50, DE 2013 - MAPA LISTA 4: DOENÇAS QUE REQUEREM 
 NOTIFICAÇÃO MENSAL DE QUALQUER CASO CONFIRMADO 
 ● Principal agente causal de falhas reprodutivas: 
 ● Síndrome da infertilidade, morte embrionária, mumificação e natimortalidade. 
 ● O PVS tem como alvo células em alta atividade mitótica, o que faz preferir tecidos linfóides no 
 adulto e tecidos embrionários ou fetais em uma fêmea prenhe; 
 ● Grande impacto principalmente em nulíparas, causador de perdas embrionárias e fetais. 
 ● Sinais clínicos: 
 ➔ Os reprodutores machos não apresentam sinais clínicos, porém, quando infectados, disseminam o 
 vírus para as fêmeas via monta natural ou inseminação artificial, além da eliminação do vírus por 
 fezes e secreções; 
 ➔ Quando a fêmea entra em contato com o PVS, em razão de o vírus poder infectar os embriões em 
 diferentes estágios de evolução, os sinais de falhas reprodutivas podem ser diversos. 
 ➔ Falhas reprodutivas: Retorno ao estro; Abortamento; Baixo número de leitões ao parto; Fetos 
 mumificados e natimortos. 
 ➔ Fêmeas: Redução em sua cintura (quando os fetos morrem na última metade da gestação e seus 
 fluídos passam a ser reabsorvidos); Pneumonia; Rinite; Diarreia; Lesões cutâneas. 
 ➔ 
 ● Transmissão: 
 ➔ Oronasal: principal via de infecção para animais adultos; 
 ➔ Hospedeiro susceptível: fêmeas de primeiro parto, mas o vírus pode infectar animais de todas as 
 idades; 
 ➔ Fatores de disseminação: semên, fetos e envoltórios fetais, materiais contaminados, fezes, urina e 
 secreções de animais contaminados. 
 ● Diagnóstico: 
 ➔ Na ausência de outros sinais nas fêmeas reprodutoras, pode-se suspeitar de PVS quando aumenta a 
 ocorrência de leitões mumificados de vários tamanhos e pequenas leitegadas; 
 ➔ Sorologia: Fêmea que apresentou sinais clínicos e os fetos abortados ou natimortos devem ser 
 enviados para o laboratório; Machos reprodutores da propriedade, afim de evitar que disseminem 
 o vírus para o plantel; 
 ➔ Teste de fluorescência de anticorpos; ELISA. 
 ● Tratamento 
 ➔ Não há tratamento 
 ● Controle/prevenção 
 ➔ Vacinação (evita a ocorrência do quadro clínico); 
 ➔ Medidas gerais de manejo dirigidas a promover um bom estado sanitário no plantel; 
 ➔ Uso de desinfetantes adequados, monitoramento sorológico regular e acompanhamento 
 zootécnico-veterinário constante. 
 ➔ 
 Senecavirus A 
 ● Art. 4º - As doenças vesiculares infecciosas são de notificação compulsória . Todo médico 
 veterinário, produtor rural, transportador de animais, profissionais que atuam em laboratórios 
 veterinários oficiais ou privados e em instituições de ensino e pesquisa veterinária que tenham 
 conhecimento de casos suspeitos de doença vesicular, ficam obrigados, em prazo não superior a 
 24h do conhecimento da suspeita, a comunicar o fato ao Serviço Veterinário Oficial. 
 ● Clinicamente indistinguível das doenças vesiculares tais como a Febre Aftosa, Doença Vesicular 
 dos Suínos, Exantema Vesicular dos Suínos e a Estomatite Vesicular. 
 ● Definição: Vírus da família Picorna viridae ; Vírus RNA que pertence juntamente com o vírus da 
 Febre Aftosa e a Doença Vesicular Suína; 2014: vários surtos agudos foram relatados no Brasil 
 (Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.) 
 ● As taxas de morbidade e mortalidade, variam segundo a categoria do plantel: 
 ➔ Naqueles afetados pela 1ª vez: a morbidade pode variar de 4 a 70%, dependendo da idade dos 
 suínos; 
 ➔ Morbidade em leitões (de 1 a 4 dias de idade): atinge 70%, já a mortalidade atinge entre 15 a 30%; 
 ➔ Morbidade em leitões desmamados: varia de 0,5 a 5% e em terminados e reprodutores oscila entre 
 5 a 30%; 
 ➔ Taxas mais elevadas observadas em reprodutoras foram de 70 a 90%, embora a morbidade usual 
 seja baixa (-0,2%), com recuperação ocorrendo entre 10 a 15 dias. 
 ● Sinais clínicos: 
 ➔ Maternidade: Nas fêmeas: lesões vesiculares nos focinhos e mucosa oral, lesões moderadas nas 
 patas, região interdigital e almofada plantar, claudicação, letargia e anorexia. Nos leitões: letargia, 
 diarreia, aumento de mortalidade entre o 1º ao 7º dia de vida. 
 ➔ Recria e terminação: Vesículas/úlceras no focinho, lesões de casco, coxim, região plantar, espaço 
 interdigital, claudicação, apatia, letargia e em alguns casos febre (dependendo da gravidade da 
 lesão). 
 ● Tratamento: não há tratamento para a doença! 
 ● Transmissão: O animal doente que, uma vez portador do vírus, pode eliminá-lo pela saliva, sangue, 
 fezes ou urina; 
 ➔ Contato direto entre animais infectados, fômites e exposição ao vírus via aerossol. 
 ● Diagnóstico: PCR; Testes laboratoriais (diferenciar de outras doenças vesiculares); Análises 
 histopatológicas. 
 ● Controle/prevenção: Nenhuma vacina esta disponível no momento; 
 ➔ Protocolos rigorosos de biossegurança devem ser aplicados para minimizar a transmissão entre 
 granjas; 
 ➔ Controle de animais importados de áreas infectadas; 
 ➔ Regulamentação de movimentos de animais ou produtos de origem animal; 
 ➔ Testes sorológicos rotineiros; 
 ➔ Certificação de propriedades. 
 Peste suína clássica 
 ● Definição: Enfermidade infectocontagiosa; Caracterizada por manifestações hemorrágicas 
 sistêmicas; Vírus de RNA família Flaviridae; Vírus altamente contagioso, podendo contaminar 
 suínos domésticos e silvestres. 
 ● INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 50, DE 2013 - MAPA LISTA 2: DOENÇAS QUE REQUEREM 
 NOTIFICAÇÃO IMEDIATA DE QUALQUER CASO SUSPEITO 
 ● Presente no Brasil! Embora esteja isolada em área considerada não livre da doença, ela ocorre de 
 forma endêmica, ou seja, com regularidade na região; 
 ● No Brasil, a PSC foi erradicada nas principais regiões produtoras de suínos (tecnificada), após o 
 programa de imunização com vacina viva, em 1993. 
 ● Sinais clínicos: 
 ➔ PSC pós-natal aguda: Hipertemia > 42ºC; Amontoamento de animais; Anorexia; Letargia; 
 Hiperemia multifocal; Lesões hemorrágicas na pele e cianose (principalmente nas extremidades); 
 Conjuntivite. 
 ➔ PSC pós-natal crônica: Animais sobreviventes à fase aguda; Aparente melhora, temperatura 
 corporal normal>>>>>>>Recidiva dos sintomas, Retardo do crescimento, Sobrevida: 100 dias 
 ➔ PSC pré-natal (infecção transplacentária): Neonatos: mal formações; Natimortos; leitões fracos 
 com tremores e hemorragia cutânea; leitões saudáveis com infecção persistente. 
 ➔ PSC pré-natal (infecção transplacentária): Infecção tardia: sem sintomas logo após o nascimento; 
 Após meses: anorexia, depressão, conjuntivite, dermatite, diarreia, distúrbios de locomoção 
 (sobrevida: 6 meses). 
 ● Tratamento 
 ➔ Não há tratamento 
 ● Diagnóstico 
 ➔ Sorologia; ELISA; 
 ➔ Soroneutralização; 
 ➔ Amostras post-mortem (tonsilas, linfonodos, baço, íleo distal, rins). 
 ● Controle/prevenção➔ Vacinação em regiões não livres da doença; 
 ➔ PROIBIDA EM ÁREAS LIVRES 
 Peste suína africana 
 ● Definição: Vírus família Asfaviridae ; Brasil: é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde 
 Animal (OIE) como livre da doença desde 1984; Doença viral fatal dos suínos!!! 
 ● INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 50, DE 2013 - MAPA LISTA 1: DOENÇAS ERRADICADAS 
 OU NUNCA REGISTRADAS NO PAÍS, QUE REQUEREM NOTIFICAÇÃO IMEDIATA DE 
 CASO SUSPEITO OU DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 ● Os prejuízos são decorrentes da mortalidade, custos do contingenciamento em casos de surtos e 
 bloqueio nas exportações de produtos cárneos de origem suína; 
 ● Para a saúde pública, a PSA não afeta o homem e, portanto, não é de importância; 
 ● Sinais clínicos: 
 ➔ Forma superaguda: Sinais clínicos são raros, associados à elevada suscetibilidade dos animais; 
 Causada pela estirpe de alta patogenicidade e virulência; Morte súbita: depois de 4 dias da 
 infecção; Mortalidade aproximadamente em 100% na ausência de lesões macroscópicas; 
 Observada em animais mais novos. 
 ➔ Forma aguda: Febre alta (40,5 a 42ºC); Leucopenia e trombocitopenia; Manchas hemorrágicas de 
 pele (extremidades das orelhas, pés, abdômen e parte ventral do tórax); Anorexia; Apatia; 
 Cianose e falta de coordenação motora; Aumento da FC e FR; Vômito; Diarreia; Descarga 
 ocular; Morte súbita (aprox. 4 dias após a infecção); Abortamento 
 ➔ Forma subaguda: Sinais clínicos menos intensos; Febre mais baixa; Diminuição do apetite e apatia; 
 Abortamento; Hemorragia; Edema. Morte em 15 a 45 dias; Mortalidade baixa, variando de 
 30-70% 
 ➔ Forma crônica e subclínica: Emagrecimento; Oscilação de temperatura com picos irregulares; 
 Sinais respiratórios; Necrose em áreas da pele; Úlceras cutâneas crônicas; Artrite. Evolução de 2 a 
 15 meses e baixa mortalidade; Animal recuperado, se torna portador convalescente. 
 ● Diagnóstico 
 ➔ PCR 
 ➔ Isolamento e identificação viral 
 ● Medidas de biosseguridade, recomendadas pela ABCS: 
 ➔ Evitar visitas nas unidades de produção, e caso haja visitas, realizar vazio sanitário e todas as 
 demais medidas de biosseguridade recomendadas pela unidade de produção; 
 ➔ Isolamento e quarentena dos suínos importados; 
 ➔ Evitar a entrada de pessoas recém-chegadas ao país (pelo menos 72h); 
 ➔ Descarte apropriado de restos de alimentos oriundos de áreas infectadas (incineração ou 
 esterilização). 
 ➔ Barreiras físicas impedindo a entrada de outros animais (cães, gatos, animais silvestres e 
 asselvajados e outros) no perímetro da granja, bem como insetos e roedores nos galpões; • 
 Controle de moscas e carrapatos; 
 ➔ Desinfetar e controlar a entrada de equipamentos, implementos, materiais e suprimentos, na 
 entrada da granja; 
 ➔ Realizar capacitações orientando os funcionários e a implementação de medidas de biosseguridade 
 na granja. 
 ➔ Biosseguridade= “Conjunto de procedimentos que visam prevenir ou controlar a contaminação dos 
 rebanhos por agentes ou doenças infecciosas que afetam a produtividade destes ou a saúde dos 
 consumidores de produtos de origem animal.” 
 Aula 12 - Manejos profiláticos e sanitários 
 Biosseguridade 
 ● Doenças 
 ➔ RESULTADOS TÉCNICOS E FINANCEIRO 
 ➔ aumento das TAXAS DE MORTALIDADE E PERDAS EM DESEMPENHO 
 ● “Conjunto de procedimentos que visam prevenir ou controlar a contaminação dos rebanhos por 
 agentes ou doenças infecciosas que afetam a produtividade destes ou a saúde dos consumidores de 
 produtos de origem animal.” 
 fatores importantes para a biosseguridade 
 ➔ Banho e troca de roupas: uso de roupas descartáveis ou próprias da granja; 
 ➔ Caderno de visitantes. 
 ➔ Higienização: 
 Limpeza diária (partículas orgânicas); 
 Após a retirada dos animais de uma instalação: limpeza seca + úmida + desinfecção. 
 DETERGENTES: 250ml/litro de água/m²; 
 DESINFETANTES: DE ACORDO COM FABRICANTE 
 *rodízio periódico do princípio ativo 
 ➔ Manejo “todos dentro-todos fora”: =Formação de grupos que são transferidos em sua totalidade 
 de uma instalação a outra dentro da granja e ao mesmo tempo . 
 Ex: MATERNIDADE = Todas as porcas parem numa mesma sala num mesmo período de tempo e são 
 todas desmamadas simultaneamente. 
 Possível fazer a limpeza e desinfecção completa e ao mesmo tempo na sala com todas as suas baias, 
 quebrando o ciclo de transmissão dos microrganismos de um lote para outro. 
 ➔ Vazio sanitário: 
 Trata-se de um período de “descanso” que se inicia após a desinfecção; 
 É um complemento à desinfecção que permite a destruição de microrganismos ; 
 No mínimo de 5 a 7 dias; 
 O vazio sanitário permite a secagem das instalações e efetiva a atuação do desinfetante. 
 ➔ Quarentena: antes de introduzir um animal na granja (mínimo 500 m. e separado por uma barreira 
 física). 
 ➔ Qualidade da água; 
 ➔ Qualidade da alimentação e armazenamento; 
 ➔ Destino dos suínos mortos; 
 ➔ Fossas, compostagem, incineração; 
 ➔ Destino adequado do lixo. 
 Programas de vacina 
 ● Vacinação → prevenir ou diminuir a perda econômica causada por doenças infecciosas 
 Bactérias ou vírus 
 ● As vacinas contêm microrganismos que são administrados no animal para preparar o seu sistema 
 imunológico para combater a doença. 
 Inativados, viáveis, modificados ou atenuados; 
 Ativação do sistema imune; 
 PREVENÇÃO!!! 
 princípios da vacinação 
 ➔ Objetivo da vacinação: Desafiar o indivíduo com uma dose “controle” de um organismo 
 potencialmente patogênico, a fim de estimular uma reação imunogênica. 
 ➔ Objetivo de cada programa de vacinação: Estimular as respostas imunes mais adequadas ao 
 organismo causador da doença e também ter conhecimento da resposta imune esperada, o que pode 
 afetar a velocidade de proteção após a vacinação . 
 anticorpos maternos 
 ➔ No suíno NÃO existe a transferência direta de anticorpos circulantes (IgM e IgG) através da 
 placenta! 
 ➔ O leitão recém-nascido é totalmente vulnerável ao desafio de quaisquer organismos; 
 ➔ A porca produz um colostro rico em anticorpos absorvidos pelos leitões nas primeiras 12-24 horas 
 de vida. 
 ➔ A vacinação da porca antes do parto aumentará os níveis de anticorpos no colostro contra o 
 organismo para o qual ela foi vacinada → maior proteção dos leitões. 
 ➔ Os anticorpos adquiridos pelo leitão: Serão lentamente degenerados com o tempo; Serão gastos por 
 qualquer desafio que o leitão se submeta. 
 ➔ O tempo da proteção obtida dependerá: 
 Da quantidade de colostro consumido; 
 Da idade do leitão quando o colostro é consumido; 
 Da concentração de anticorpos no colostro; 
 Dos organismos específicos contra os quais os anticorpos são ativos; 
 Dos inúmeros desafios encontrados. 
 ➔ O desafio utilizará os anticorpos maternos e essa proteção passiva também pode impedir o 
 leitão de responder ativamente ao desafio de uma infecção ou de uma vacina; 
 Exemplo: Parvovírus → anticorpos maternos são muito persistentes e podem bloquear a resposta a 
 qualquer vacinação dada antes dos seis meses de idade. OU SEJA: SE O LEITÃO INGERE 
 COLOSTRO COM ANTICORPOS E VOCÊ DA A VACINA PRO LEITÃO(ANTES DE 6 MESES 
 DE IDADE) A VACINA PODE NÃO ADIANTAR NADA 
 ➔ Quando a resposta protetora da vacinação primária é mediada por células, os anticorpos maternos 
 têm efeito muito limitado de bloqueio à resposta vacinal (ex: vacinas de Mycoplasma 
 hypopneumoniae). 
 Essas considerações são importantes e podem influenciar o período de vacinação. 
 ● Alvos da vacinação 
 ➔ Alvo para o qual se deseja obter o máximo de proteção? ex. leitões ou matrizes . Proteção do 
 indivíduo ao qual a vacina foi administrada: ex. Mycoplasma hyopneumoniae e vacinas contra 
 Lawsonia intracellularis (ileíte – enteropatia proliferativa suína); 
 Proteção da leitegada: períodos embrionário e fetal pela vacinação da matriz – ex: PPV; 
 Proteção do leitão recém-nascido pela vacinação da matriz e aquisição de anticorpos maternos: ex. E. 
 coli, Clostridiumperfringens; 
 Combinação de proteção: ex. a vacinação da porca para protegê-la e a futura leitegada via anticorpos 
 maternos, como na erisipela. 
 ➔ Algumas vacinas não atuam quando ainda estão presentes anticorpos maternais. 
 Ex: a vacina de erisipela e as vacinas contra pleuropneumonia suína em animais com animais com 
 menos de 8-10 semanas de idade. 
 ➔ Os programas de vacinação fazem parte de um programa de controle de doença: 
 O grupo vacinado , embora não necessariamente tenha proteção total do indivíduo, consegue o efeito 
 de diminuir o desafio contra a doença de todo o rebanho, minimizando, assim, os sinais 
 clínicos da doença. 
 ● Tipos de vacina 
 ➔ As vacinas inativadas (vacinas mortas): 
 Desvantagem: elas são, algumas vezes, menos imunogênicas; 
 Para melhorar a sua capacidade de induzir uma resposta imune (imunogenicidade), deve-se realizar 
 mais de uma imunização (vacinas de reforço) ou uma dose maior e/ou a adição de adjuvantes. 
 ➔ Vacinas vivas atenuadas (vacinas vivas modificadas): 
 Patógenos vivos que foram atenuados (enfraquecidos); 
 Mais imunogênicas; 
 Apresentam capacidade de levar à excreção e disseminação do patógeno entre os animais não 
 vacinados e podem reverter a virulência, causando doença. 
 ➔ Vacinas viva s são fornecidas liofilizadas e requerem reconstituição com um veículo tampão (água 
 ou um adjuvante específico) para aplicação imediata. 
 ➔ Vacinas mortas geralmente são fornecidas como suspensões e estão prontas para usar. 
 ➢ benefícios da vacinação 
 ➔ Método mais eficaz na PREVENÇÃO de doenças na indústria de animais confinados; 
 ➔ Ajudam a melhorar a saúde do rebanho; 
 ➔ Combinadas com as medidas de biossegurança eficazes, boas práticas de gestão e nutrição 
 adequada → podem ajudar a reduzir os custos de produção. 
 ● Quando vacinar? 
 ➔ Devem ser vacinados antes que eles entrem em contato com o microrganismo causador da doença; 
 ➔ Cerca de 10 a 21 dias após a vacinação para o suíno montar uma resposta imunitária protetora; 
 ➔ Depende da idade do suíno, da própria vacina, e se o suíno foi vacinado antes. 
 ➔ EXEMPLO: 
 Leptospirose: Abortos em porcas e marrãs → vacinadas antes da gestação. Recomendações: Marrãs 
 devem ser vacinadas duas vezes antes da reprodução; Matrizes devem receber uma única dose 
 de reforço a cada desmame. 
 ➔ EXEMPLO: 
 Diarreia neonatal causada por E. coli: A melhor estratégia é vacinar a porca antes do parto. 
 A vacinação aumenta a quantidade de anticorpos no colostro da porca. Esses anticorpos são 
 absorvidos pelos leitões, proporcionando uma proteção temporária, até que o seu sistema imune 
 seja capaz de fornecer ou produzir os próprios anticorpos. 
 ● Métodos de aplicação 
 ➔ A maioria das vacinas utilizadas nos suínos é administrada individualmente: 
 Via subcutânea (SC) 
 Via intramuscular (IM) 
 ➔ Principal local de aplicação SC: prega de pele fina entre a orelha e a cabeça; 
 ➔ Principal local de aplicação IM: musculatura lateral do pescoço (tábua do pescoço). Membros 
 posteriores - NÃO 
 ➔ 
 ➔ Injetar apenas em áreas limpas e secas; 
 ➔ Usar a pele solta atrás da orelha de porcas; 
 ➔ Deslizar a agulha sob a pele, longe do local da punção da pele antes de depositar a vacina; 
 ➔ Para a injeção IM, usar o músculo do pescoço, na região muscular logo atrás da orelha; 
 ➔ Danos no pernil ou lombo podem resultar em condenação do corte da carne; 
 ➔ Usar o tamanho adequado da agulha para assegurar que a medicação seja depositada no músculo; 
 ➔ Inserir a agulha de forma perpendicular à área de aplicação de modo a evitar a aplicação acidental 
 no tecido adiposo. 
 ➔ 
 ➔ Vacinação oral também é usada para suínos. 
 Quando usada em um grupo é necessário cuidado para garantir que a vacina permaneça 
 imunogenicamente potente. 
 ➔ Um exemplo de vacina viva é a de Lawsonia intracellularis (ileíte) 
 Aditivos presentes na água (ex. cloro) podem inativar a vacina, tornando-a inútil. 
 ● Programa de vacinação 
 ➔ Existem muitas vacinas disponíveis no mercado para atender à suinocultura. 
 ➔ Quais vacinas devem ser utilizadas? 
 Uma avaliação individual da granja e dos riscos e perdas econômicas que representam as doenças que 
 se deseja prevenir. 
 ➔ Um programa básico de vacinação inclui vacinas contra: 
 Erisipela, parvovirose e leptospirose, colibacilose/clostridiose (em animais de reprodução), 
 circovírus tipo 2 (PCV2), rinite atrófica e pneumonia enzoótica e bactérias secundárias do 
 Complexo Doença Respiratória dos Suínos. 
 ➔ De acordo com diagnóstico laboratorial e indicação do médico veterinário responsável pela granja. 
 ● Vacina contra erisipela, parvovirose e leptospirose 
 ➔ Marrãs de reprodução e varrões jovens: 
 1ª dose – 170 dias de idade; 2ª dose – 21 a 28 dias após a primeira aplicação. 
 ➔ Matrizes adultas: 
 10 a 12 dias após o parto (dose única) 
 ➔ Varrões adultos: 
 Semestralmente (dose única) 
 ● Vacina contra colibacilose/clostridiose 
 ➔ Marrãs: 
 1ª dose: 70 dias de gestação; 2ª dose: 90 dias de gestação. 
 ➔ Matrizes adultas: 
 90 dias de gestação (dose única). 
 ● Vacina contra rinite atrófica 
 ➔ Marrãs: 
 1ª dose: 70 dias de gestação; 2ª dose: 90 dias de gestação. 
 ➔ Matrizes adultas: 
 90 dias de gestação (dose única). 
 ● Programa de vacinação 
 ➔ Para as demais doenças: pneumonia enzoótica, PCV2 e agentes bacterianos causadores de doenças 
 respiratórias e/ou septicemias: 
 ➔ O estabelecimento do programa vacinal deve ser feito após avaliação de cada sistema de 
 produção por um médico veterinário , dada a complexidade de apresentação das enfermidades e 
 das diversas possibilidades de timing de vacinação e dosificação. 
 ● Calendário de vacinação 
 ➔ SEMPRE vacinar os suínos antes do desafio de campo → permitindo que haja tempo para o 
 desenvolvimento de imunidade protetora. 
 ➔ Recomendações do fabricante sobre tempo de aplicação da vacina e armazenamento (ex. não 
 vacinar animais prenhes, não vacinar animais doentes...) 
 ● Período de retirada 
 ➔ As vacinas autorizadas para uso em suínos NÃO possui período de carência após aplicação. 
 ➔ A única vacina que apresenta período de carência é a vacina de castração imunológica. 
 ➔ Pode haver condenação de carcaças devido à reação no local da aplicação. 
 ➔ 
 ● Granjas de Reprodutores Suídeos Certificada (GRSC) 
 ➔ Instrução Normativa nº19 – Secretaria de Defesa Agropecuária: 
 “Manter um nível sanitário adequado nas granjas que comercializam, distribuem ou mantêm 
 reprodutores suídeos para multiplicação animal, a fim de evitar a disseminação de doenças e 
 assegurar níveis desejáveis de produtividade.” 
 ➔ Deverá ser livre de peste suína clássica, doença de Aujeszky, brucelose, tuberculose, sarna e livre 
 ou controlada para leptospirose; 
 ➔ Todos os exames a serem realizados deverão ser acompanhados pelo fiscal do serviço oficial da 
 região e do veterinário responsável técnico. 
 ➔ Número de animais a serem avaliados de acordo com o número de reprodutores. 
 ➔ Exigências quanto ao resultado laboratorial das doenças pelo MAPA. 
 ➔ Doenças de certificação opcional – além dos agentes obrigatoriamente avaliados. Rinite atrófica 
 progressiva (Pasteurella multocida tipo D toxigênica), pneumonia enzoótica (Mycoplasma 
 hyopneumoniae), pleuropneumonia suína (Actinobacillus pleuropneumoniae) e disenteria suína 
 (Brachyspira hyodysenteriae). 
 ➔ Classificada em quatro níveis: 
 1. Livre das quatro doenças; 
 2. Livre de pelo menos duas doenças opcionais; 
 3. Livre de uma doença opcional; 
 4. Sem doença certificada. 
 ➔ Art. 2º - A comercialização e distribuição, no Território Nacional, de suídeos destinados à 
 reprodução, assim como a sua participação em exposições, feiras e leilões, somente serão 
 permitidas aqueles procedentes de Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas (GRSC).de boa prolificidade, produtividade, mansidão e qualidades maternas. **As 
 raças Landrace e Large White participam de cruzamentos industriais com o Wessex. 
 ● Raças brasileiras 
 ➔ Em 1989, o Piau foi a primeira raça nativa a ser registrada 
 ➔ A palavra Piau, de origem indígena, significa “malhado”, “pintado” 
 ➔ Brasil: nos estados do Goiás e Minas Gerais 
 ➔ Possui pelagem branca-creme, com manchas pretas, orelhas intermediárias entre ibéricas e 
 asiáticas e perfil cefálico retilíneo e concavilíneo 
 ➔ É considerado um animal rústico e de boa produção de carne e gordura. 
 ● Suíno híbrido 
 ➔ Produção de suínos em sistemas de confinamento utiliza o suíno de cruzamento industrial 
 ➔ Suíno híbrido se dá pelo cruzamento entre duas ou mais raças geneticamente diferentes entre si, 
 por exemplo, Landrace com Large White. 
 ➔ Objetivo do cruzamento: Aproveitar o ganho dos descendentes! Ex: as raças Landrace e Large 
 White apresentam aptidão para carne seus descendentes serão bons produtores para carne. 
 Aula 2. 29/04 
 Principais características anatômicas e fisiológicas dos 
 suínos 
 ● Classificação nutricional= não ruminantes 
 ● Hábito alimentar= onívoro 
 ● Particularidades nutricionais 
 ● Anatomia do trato digestivo dos suínos 
 ➔ Amilase salivar (ptialina) (Mastigação e ensalivação) 
 ➔ Pepsinogênio é ativado em pepsina quando em meio ácido> digestão de proteínas(células 
 principais> pepsinogênio) (Células parietais> H+) 
 ➔ Jejuno= tem maior área de contato com o alimento, embora as enzimas sejam liberadas 
 no duodeno, tem maior concentração de vilosidade 
 ➔ As enzimas que atuam na digestão vêm do pâncreas exócrino e são liberadas no duodeno 
 ➔ Intestino delgado= digestão e absorção 
 ➔ Intestino grosso= faz a excreção de resíduos~digestão de fibra~absorção de água e 
 eletrólitos~fermentação>vitaminas, AGVs e AAs 
 ● Aparelho termorregulador 
 ➔ Pouco desenvolvido 
 ➔ Muito sensíveis ao frio após o nascimento 
 ➔ Muito sensíveis ao calor=crescimento 
 ➔ Poucas glândulas sudoríparas(não funcionais) 
 Sistemas de produção e suas características 
 Sistema extensivo 
 ● Características 
 ➔ Criação à solta 
 ➔ Criações primitivas 
 ➔ Sem tecnologias adequadas 
 ➔ Não há preocupação com produtividade ou economicidade 
 ➔ É uma forma de cultura extrativista ou de subsistência, não tem retorno econômico 
 ➔ Abate clandestino 
 ➔ Mercado local 
 ➔ Tendência ao abandono dessa forma de criação 
 ➔ com alto % de gordura 
 Sistemas intensivos 
 ● Tipos de criação 
 ➔ Sistema de criação confinado – SISCON= todas as fases confinadas 
 ➔ Sistema de criação misto ou semi-confinado= algumas categorias presas e outras tem 
 acesso ao ambiente externo 
 ➔ Sistema de criação ao ar livre – SISCAL 
 ➔ Sistema de criação em cama=reduz o custo com água 
 ➔ Básico 
 ➔ Genética + nutrição + manejo + sanidade + ambiência= garante alta 
 produtividade(número de leitões por porca) 
 ➔ Preocupação com produtividade e economicidade 
 ➔ Instalações e equipamentos adequados para cada categoria animal 
 ➔ 1 parto>14 leitões nascidos vivos e desmamados 
 ➔ Média= 10 leitões nascidos vivos por porca 
 ➔ Taxa de mortalidade muito baixa = aproveitamento esperado 100% 
 ➔ Peso em torno de 100kg 
 ➔ Número de leitões desmamados por porca por ano= 28 
 ➔ Principais características do sistema intensivo 
 ➔ Alimentação= automação 
 ➔ Registros=planejamento dos lotes 
 ➔ Biosseguridade=exemplo: vazio sanitário é muito importante, 
 ➔ Controle de resíduos= água, ar, solo 
 ➔ Tecnologias 
 ➔ Abate 100% legal= durante o abate tem inspeção 
 ➔ Mercado nacional e internacional 
 ➔ Linhas genéticas ou linhagens: famílias ou grupos de animais selecionados para 
 expressarem de forma mais intensa algumas aptidões, refinadas para que demonstrem um 
 desempenho específico almejado para a produção. 
 ➔ Sistema de criação confinado-SISCON 
 ➔ Todas as categorias são criadas confinadas em instalações 
 ➔ Alto investimento 
 ➔ Variação nos tipos de edificações, equipamentos e materiais utilizados 
 ➔ Permite mecanização do fornecimento de ração e da limpeza 
 ➔ Preocupação com o ambiente e com leis que regulamentam e fiscalizam a produção 
 ● Sistema de criação misto ou semi-confinado 
 ➔ Utilização de piquetes para a manutenção permanente ou intermitente para algumas 
 categorias e confinamento para outras= piquetes para reprodutores(gestação), lactação é 
 confinada(maternidade), leitões(do nascimento ao abate) são confinados 
 ➔ Menos problema de casco 
 ➔ Maior bem-estar para reprodutores 
 ➔ Exige maior disponibilidade de área 
 ● Sistema intensivo de suínos criados ao ar livre-SISCAL 
 ➔ Origem: europa em 1950 e no brasil 1980 
 ➔ Preocupação com o bem-estar animal 
 ➔ Bom desempenho técnico 
 ➔ Baixo custo de implantação e manutenção 
 ➔ Número reduzido de edificações 
 ➔ Facilidade na implantação e ampliação da produção 
 ➔ Mobilidade das instalações 
 ➔ Reprodutores e leitões são mantidos em piquetes específicos Área recomendada = 800 a 
 900m2 /matriz. 
 ➔ Animais em crescimento e terminação são confinados 
 ➔ Redução do uso de medicamentos 
 obs: animais confinados precisam de suplementação=ferro, a pasto não 
 ● Sistema de criação de suínos em cama sobreposta 
 ➔ Origem: China (1980)e no Brasil: Embrapa (1993) 
 ➔ Alternativa à sistema de tratamento de dejetos. 
 ➔ Menor custo de investimento em edificações 
 ➔ Melhor conforto e bem-estar animal 
 ➔ Mesmo desempenho zootécnico (crescimento e terminação) 
 ➔ Melhor aproveitamento da cama como fertilizante 
 ➔ Maior aproveitamento de resíduos na zona 
 ➔ Menor tempo de mão de obra na limpeza e manejo 
 ➔ Menor uso de água 
 ● 
 ● 
 ● 
 ● 
 Aula 3. 06/05 
 Instalações e equipamentos utilizados nas diferentes 
 fases de criação dos suínos 
 ● Creche, reprodução, gestação, maternidade, terminação 
 ● Granja de círculo completo: todas as fases dentro de uma grande fazenda, grande granja. 
 ● Produção integrada: integradoras organizam a produção em diferentes unidades produtoras(sítios). 
 Unidade de leitões desmamados(gestação e maternidade, até os 28 dias desmame). 
 Dimensionamento das instalações 
 ● Quantos animais a granja pretende vender por período de tempo? 
 ➔ Determinação do tamanho do plantel 
 ➔ Construção da granja em salas por fase de produção 
 ➔ Vazio sanitário nas instalações entre lotes de animais!!!!! 
 ➔ Se não houve nada no lote, ou seja entraram e saíram sadios, o vazio sanitário pode ser mais 
 curto(4 dias, 7 dias). Depende muito do histórico da granja/região 
 ● 1. Intervalo entre lotes: 7, 14, 21 ou 28 dias ou combinações. Se o intervalo for menor, precisa ter 
 um maior número de instalações. 
 ● 2. Idade média de desmame programada: de 21 ou 28 dias. O período de ocupação da maternidade 
 está interligado com o período de ocupação da creche e período de ocupação da terminação. 
 ● 3. Idade de saída da creche: 63 ou 70 dias de vida 
 ● 4. Idade de venda dos suínos produzidos(mercado): de 150 dias ou mais. Depende mais do peso do 
 que da idade. Normalmente há um planejamento já pré-determinado 
 ● 5. Período de vazio sanitário em cada setor: 3 a 7 dias 
 Número de salas da instalação/fase de produção 
 ● Número de salas= período de ocupação(idade que chegou-idade que saiu) + vazio sanitário / 
 intervalo entre lotes(14, 21, quanto tempo você quer estar vendendo esses animais pro mercado) 
 ● EXEMPLO: Calcular o número de salas de maternidade de uma granja que desmama os leitões 
 com 21 dias de idade e o intervalo do lote é semanal 
 ➔ Gestação: 114 dias 
 ➔ Depois da gestação leva pra maternidade: parto em si já é estresse absurdo, pré-parto não pode ter 
 estresse pois fica 
 ➔ Número de salas= 7(dias antes do parto) + 21(dias de amamentação) + 7(vazio sanitário) / 
 7(intervalo entre lotes é semanal)= 35/7= 5 salas 
 Número de lotes de porcas do rebanho 
 ● Númerode lotes= intervalo entre partos(114 dias de gestação+21 ou 28 de amamentação+5 dias de 
 desmame/cio) / intervalos entre lotes 
 ➔ Número de lotes= 5 + 114 + 21 / 7= 140 / 7= 20 lotes de porcas 
 ➔ 5 dias de intervalo entre desmame e cio, 114 dias de gestação, 21 dias de amamentação 
 ➔ Considerando-se apenas a maternidade e o número de lotes de porcas para trabalhar com desmame 
 de 21 dias e intervalo semanal entre lotes= 5 salas de maternidade e 20 lotes de porcas 
 Sistema tradicional 
 ● Galpões 
 ➔ Gestação 
 ➔ Maternidade 
 ➔ Creche 
 ➔ Crescimento e terminação 
 ➔ Quarentena 
 Planejamento de instalações para uma granja de ciclo completo 
 É necessário saber o planejamento da granja. 
 Dimensionamento da área de produção - reposição, gestação e 
 maternidade 
 ● Maternidade 
 ➔ Um dos maiores gargalos da produção 
 ➔ Recomenda-se 31 dias por grupo de parição(3 dias pré-parto + 23 dias de lactação + 5 dias após o 
 desmame (lavagem e desinfecção)) 
 ● Gestação e reposição 
 ● Estoque de machos 
 ➔ Sistema de cobertura utilizado 
 Monta natural: a relação é de 1 macho para cada 20 matrizes . Viabilidade econômica da adoção desse 
 manejo. No exemplo de 594 matrizes>30 machos(594/20). Inseminação artificial é a alternativa mais 
 sensata. 
 IA: utiliza-se um macho para 150 matrizes. No exemplo de 594 matrizes>4 machos(594/150) 
 Machos rufiões: apenas para o diagnóstico de cio, um macho para 70-100 matrizes 
 Doadores de sêmen + rufiões= 10 machos 
 ● Estoque médio de reprodutores= população de machos + matrizes produtivas + estoque de marrãs 
 ➔ Exemplo: 654 reprodutores em estoque médio(594 matrizes produtivas + 50 marrãs + 10 machos) 
 Dimensionamento das fases de crescimento 
 ● Creche 
 ➔ O espaço por animal na creche: tipo de piso, idade(considerando-se o peso) de saída 
 ➔ Com idade de saída de 63 dias: 0,3m2 / animal alojado para pisos totalmente ripados e 0,35m2 
 para pisos parcialmente ripados 
 ➔ Com idade de saída de 70 dias, deve-se aumentar a área de creche em mais 0,05m2 / animal 
 alojado 
 ● Recria e terminação 
 ➔ Recria: saída de creche até mais ou menos 110 dias de vida. 
 ➔ A recria pode ser construída em um setor separado da terminação ou feito de forma contínua, na 
 mesma instalação, sem a necessidade de transferência. 
 ➔ Área/animal alojado de 0,65 m2 na fase de recria 
 ➔ Área de terminação: em geral, 1 m2 de área útil/100 kg de peso vivo 
 ➔ O espaço destinado aos comedouros e à lâmina d’água, quando se faz uso desses recursos, não 
 deve ser considerado como área útil. 
 Importante 
 ● As condições do ambiente interferem diretamente na produtividade dos suínos! 
 ● Recursos naturais e artificiais para promover conforto térmico e manifestação de máxima 
 produtividade durante todo o ano. 
 ➔ Para as situações de calor: 
 Ventilação (natural ou provocada) 
 Umidificação (resfriamento adiabático) 
 Isolamento térmico das instalações (telhado). 
 ● Principalmente na maternidade e na creche , é fundamental que existam fontes de calor para os 
 leitões. 
 ● Orientação do galpão 
 ➔ Ventilação: Dissipação do calor e na renovação do ar 
 ➔ Umidificadores: 
 UR 
 Nebulização associada à ventilação forçada 
 A lâmina d’água é outra alternativa de dissipação de calor por evaporação e pode ser utilizada nas 
 fases de recria e terminação. 
 Distribuição de calor de forma mais uniforme 
 ● Isolamento térmico 
 ➔ Altura do telhado 
 ➔ Pintura 
 ➔ Forro 
 ➔ Lanternim 
 ➔ Cortinas 
 ➔ Sombreamento e grama 
 Manejo de dejetos 
 450 kg de PV produz quantas toneladas de dejetos? 
 ● Avicultura 4,5 t 
 ● Ovinocultura 6 t 
 ● Bovinocultura de corte 8,5 t 
 ● Bovinocultura de leite 12 t 
 ● Suinocultura 16 t 
 ● Capacidade poluente de 1 suíno equivale a 3,5 pessoas! 
 Programa de planejamento e controle de dejetos 
 ● Em sistema extensivo não há esse cuidado 
 ● Em toda suinocultura! 
 ● Cinco etapas 
 ➔ Produção 
 ➔ Coleta 
 ➔ Armazenagem 
 ➔ Tratamento 
 ➔ Distribuição e utilização dos dejetos (na forma sólida e líquida). 
 ● Tratamento de dejetos: processos físicos, químicos e biológicos 
 ➔ Para a transformação/remoção da carga poluente presente no efluente 
 Manejo de animais mortos 
 ● Existem alternativas viáveis e práticas para a destinação desse material. 
 ● Incineração em equipamentos específicos Menos comum. Elevado custo para aquisição do 
 equipamento. Sistema mais aconselhado para se evitar o risco sanitário. 
 ● Compostagem de carcaças e resíduos orgânicos (restos placentários) 
 ➔ Mais usual, Econômica, Ambientalmente correta. 
 ➔ Resultado da degradação biológica de matéria orgânica em presença de oxigênio do ar sob 
 condições controladas pelo responsável pelo processo na granja. 
 ➔ Usualmente, o material fica na câmara por 90 a 120 dias, quando então está decomposto, podendo 
 ser destinado à fertilização agrícola. 
 ➔ Mais usado!! 
 ➔ As vantagens de uma composteira bem manejada são: 
 a) Redução ou eliminação de maus odores; 
 b) Redução ou eliminação de moscas; 
 c) Produção de um adubo orgânico. 
 ➔ Problemas mais comuns: 
 a) A temperatura ideal não é atingida em função de excesso ou falta de umidade – para corrigir, rever 
 o grau de umidade e também o volume de partes de carcaça frente ao volume de material (serragem 
 etc.) acrescentado; 
 b) Ocorrência de moscas – para resolver, verificar a condição de cobertura das partes de carcaça com 
 o material, formação de chorume e condições de higiene do local; 
 c) Maus odores – verificar tanto se não há excesso de umidade na pilha quanto a condição de 
 cobertura das partes de carcaça com o material. Para solucionar essa situação, recomenda-se substituir 
 o material úmido, cobrindo partes de carcaças expostas. 
 Alternativas para o tratamento de dejetos 
 ● Os sistemas de tratamento são as ferramentas a serem usadas em último caso, quando não mais 
 houver a possibilidade de utilização dos dejetos como fertilizante orgânico. 
 ● O destino dos dejetos líquidos deve ser uso agrícola. (PRINCIPAL DESTINO) 
 ● Armazenados em lagoas ou utilizados em biodigestores obedecendo um tempo de retenção 
 hidráulico recomendado. 
 ● Fezes, urina, sobras de ração, pelos, areia e água utilizada para limpeza das instalações 
 ● Esterqueiras: armazenamento e beneficiamento dos dejetos 
 ● Decantação: o decantador é o sistema mais simples de separação física dos dejetos, mas também o 
 que apresenta a menor eficiência de separação (sólido/líquido). As lagoas de estabilização são 
 locais para tratamento de efluentes, por processos químicos e biológicos, com o objetivo de reter a 
 matéria orgânica e gerar água com qualidade para retornar ao meio ambiente. 
 ● Peneiras: nas peneiras a retenção de sólidos é menor que no decantador, sendo de 3 a 10% para as 
 peneiras estáticas e de 40% para as peneiras vibratórias. 
 ● Lagoas naturais: o dejeto suíno pode ser tratado e armazenado com o uso de lagoas. Devem ser 
 revestidas com material específico com a finalidade de evitar o contato com o lençol freático ou 
 águas subterrâneas. 
 ● Biodigestor: função principal é de degradação da carga orgânica contida nos dejetos. Funciona em 
 condições anaeróbias, produzindo um efluente líquido (biofertilizante) e gerando o biogás. 
 Integração lavoura – pecuária 
 ● É uma forma de complementar as atividades. 
 ● Destinação mais nobre aos resíduos da suinocultura, aumentar a produtividade, produzir com 
 custo menor, diminuir o impacto ambiental e manter, ou até mesmo aumentar, a renda do 
 produtor rural. 
 ● O uso de dejetos suínos em lavouras já é uma realidade, trazendo economia com adubo 
 químico. 
 Aula 4. 06/05 
 Planejamento da produção 
 Cálculo do número de salas em cada fase de produção para um intervalo 
 entre lotes de 7 dias e desmame com 21 dias 
 ● Número de salas = (Período de ocupação + vazio sanitário)/Intervalo entre lotes 
 ● Período de ocupação= alojamento antes do parto(+) desmame 
 ➔ saída da creche (-) desmame 
 ➔ idade de venda (-) saída da creche 
 ● Exemplo 1 - Cálculo do número de salas de maternidade 
 ➔ Alojamento das fêmeas antes do parto = 7 dias 
 ➔ Desmame = 21 dias 
 ➔ Período de ocupação (7+21) = 28 dias 
 ➔ Vazio sanitário = 7 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 7 dias 
 ➔ N.° de salas de maternidade = (28 + 7) / 7 = 5 salas 
 ● Exemplo 2 - Cálculo do número de salas de creche 
 ➔ Idade de desmame = 21 dias 
 ➔ Idade de saída de creche = 63 dias 
 ➔ Período de ocupação = 63 dias (saída da creche) menos 21 dias (idade ao desmame) = 42 dias 
 ➔ Vazio sanitário = 7 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 7 dias N.° de salas de creche = (42 + 7) / 7 = 7 salas 
 ● Exemplo 3 - Cálculo do número de salas de crescimento-terminação (C/T) 
 ➔ Idade de saída da creche = 63 dias 
 ➔ Idade de venda dos suínos = 168 dias 
 ➔ Período de ocupação = 168 dias (idade de venda) menos 63 dias (idade saída de creche) = 105 dias 
 ➔ Vazio sanitário = 7 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 7 dias 
 ➔ N.° de salas de C/T = (105 + 7) / 7 = 16 salas 
 ● Cálculo do número de lotes de fêmeas na granja 
 ➔ Número de lotes de porcas = Intervalo entre partos / Intervalo entre lotes 
 ➔ Exemplo - Número de lotes para o intervalo entre lotes de 7 dias 
 Intervalo desmama-cio = 7 dias 
 Duração da gestação = 114 dias 
 Duração média do aleitamento = 21 dias 
 Intervalo entre lotes = 7 dias 
 N.° de lotes de porcas = (7 + 114 + 21) / 7 = 20,28 (20 lotes) 
 Cálculo do número de salas em cada fase de produção para um intervalo 
 entre lotes de 21 dias e desmame com 28 dias 
 ● Exemplo 1 - Cálculo do número de salas de maternidade 
 ➔ Alojamento das fêmeas antes do parto = 7 dias 
 ➔ Período de aleitamento = 28 dias 
 ➔ Período de ocupação (7+28) = 35 dias 
 ➔ Vazio sanitário = 7 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 21 dias 
 ➔ N.° de salas de maternidade = (35 + 7) / 21 = 2 salas 
 ● Exemplo 2 - Cálculo do número de salas de creche 
 ➔ Idade de desmame = 28 dias 
 ➔ Idade saída de creche = 63 dias 
 ➔ Período de ocupação = 63 dias (saída da creche) menos 28 dias (idade ao desmame) = 35 dias 
 ➔ Vazio sanitário = 7 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 21 dias 
 ➔ N.° de salas de creche = (35 + 7) / 21 = 2 salas 
 ● Exemplo 3 - Cálculo do número de salas de crescimento-terminação (C/T) 
 ➔ Idade de saída da creche = 63 dias 
 ➔ Idade de venda dos suínos = 161 dias 
 ➔ Período de ocupação = 161 dias (idade de venda) menos 63 dias (idade saída de creche) = 98 dias 
 ➔ Vazio sanitário = 7 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 21 dias 
 ➔ N.° de salas de C/T = (98 + 7) / 21 = 5 salas 
 ● Exemplo 4 - Número de lotes para o intervalo entre lotes de 21 dias 
 ➔ Intervalo desmama/cio = 7 dias 
 ➔ Duração da gestação = 114 dias 
 ➔ Duração média do aleitamento = 28 dias 
 ➔ Intervalo entre lotes = 21 dias 
 ➔ Número de lotes de porcas = (7 + 114 + 28) / 21 = 7,09 (7 lotes) 
 Número de matrizes 
 ● O número de matrizes por lote depende do tamanho do rebanho. 
 ● Uma granja de 200 matrizes com intervalo entre lotes de 7 dias e 20 lotes de porcas: 
 ➔ 200 matrizes ÷ 20 lotes = 10 fêmeas por lote 
 ➔ 5 salas de maternidade para alojar 10 fêmeas cada 
 ➔ 7 salas de creche 16 salas de crescimento/terminação 
 ➔ Com capacidade para alojar os leitões desmamados de um lote de 10 fêmeas (cerca de 100 leitões). 
 ➔ É importante prever cerca de 10% a mais de fêmeas para cada lote semanal em função dos retornos 
 ao cio. (Cobertura de 11 porcas por lote a cada 7 dias). 
 ● Granja de 70 matrizes com intervalo entre lotes de 21 dias e 7 lotes de porcas 
 ➔ 70 matrizes ÷ 7 lotes = 10 fêmeas cada lote 
 ➔ 2 salas de maternidade para alojar 10 fêmeas cada 
 ➔ 2 salas de creche 5 salas de crescimento/terminação 
 ➔ Deve-se prever 10% a mais de fêmeas para cada lote, o que implica em prever a cobertura de 11 
 porcas por lote a cada 21 dias. 
 Aula 5. 13/05 
 Aspectos e manejo reprodutivo da espécie suína 
 (machos e fêmeas) 
 Objetivo-matrizes 
 ● Grande número de leitões por porca por ano 
 ● Muitos Kgs de carne produzida por matriz alojada 
 ● Taxa MÍNIMA de mortalidade= por doença, característica do animal ou descartado 
 Anatomia da reprodução 
 ● Diferenciação entre macho e fêmea 
 ● Função dos órgãos reprodutores para fêmeas e machos= geração das células sexuais, 
 desencadeamento dos processos de gestação e parto, funções endócrinas definidas que regulam e 
 organizam o processo reprodutivo do animal 
 ● Fêmea está ou não no cio? 
 ➔ Alteração anatômica 
 ➔ Alteração comportamental 
 ➔ Identificação anatômica de órgãos reprodutores 
 ● Aparelho genital da fêmea: 
 ➔ Ovários: localizado na região sublombar e possuem aspecto lobuloso, produz hormônios 
 ➔ Cornos uterinos: unem-se no corpo do útero que é o local de desenvolvimento do embrião 
 ➔ Útero 
 ➔ Cérvice: região estreita e musculosa 
 ➔ Vulva: parte externa do aparelho reprodutor feminino 
 ➔ Aplicador de sêmen tem particularidade para inseminar 
 ● Órgãos reprodutivos dos machos 
 ➔ Bolsa escrotal 
 ➔ Testículos: principal órgão, alojados na bolsa escrotal, no interior dos testículos encontram-se os 
 tubos seminíferos que é o local de formação dos espermatozóides, função de produção de 
 hormônios responsáveis pela conduta do macho 
 ➔ Tubos seminíferos 
 ➔ Ductos eferentes 
 ➔ Canal urogenital 
 ➔ Glândulas anexas 
 ➔ Pênis 
 Fisiologia da reprodução dos suínos 
 ● Funcionamento dos órgãos ligados a reprodução dos suínos 
 ● Conceitos importantes: puberdade, ciclo estral e hormônios da reprodução 
 ➔ Puberdade = o estímulo à reprodução inicia com a puberdade, idade na qual os suínos machos 
 produzem espermatozóides viáveis e as fêmeas óvulos férteis. 
 Fêmeas= ocorre entre 4 e 7 meses de idade: caracterizada pelo aparecimento do cio 
 Macho= aparece dos 5 aos 8 meses de idade: com produção dos primeiros espermatozóides 
 Alguns fatores podem retardar ou adiantar o aparecimento da puberdade= A consanguinidade, 
 restrições alimentares intensas, isolamento das fêmeas em relação aos machos. Contato diários entre 
 fêmeas e machos, uso de hormônios em fêmeas para adiantar 
 ➔ Ciclo estral= consiste nas mudanças fisiológicas recorrentes induzidas pelos hormônios 
 reprodutivos. começa depois da puberdade em fêmeas sexualmente maduras e são intercalados por 
 fases anaestrais 
 Do tipo poliestro NÃO estacional= não depende da época do ano para entrar em cio 
 Apresenta 4 fases distintas, que duram entre 19 e 23 dias, com média de 21 dias 
 Ausência ou atraso do cio 
 Proestro, estro, metaestro e diestro 
 ➔ Hormônios da reprodução= estimulam, inibem ou interagem com a atividade funcional ou 
 órgãos-alvo específicos, produzindo grande variação de respostas fisiológicas 
 Características reprodutivas da espécie suína 
 ● Espécie multípara 
 ● Poliéstrica não estacional 
 ● Cios ocorrem em intervalos médios de 21 dias 
 ● Período gestacional de ± 114 dias (3meses, 3semanas e 3 dias) 
 ● Fêmeas altamente prolíferas (14-16 leitões) 
 ● Atividade reprodutiva precoce (5º e 6º mês) 
 ● Parâmetros reprodutivos: 
 ➔ Intervalo entre partos (IEP) até 150 
 ➔ Intervalo Desmame Cio (IDC) 4 – 6 dias 
 ➔ Partos/Porca/Ano: 114 dias de gestação + 21 dias de lactação + 5 dias de IDC = 140 dias (IEP) 
 365/140 = 2,6 Partos/Porca/Ano 
 ➔ Taxa de concepção ou fertilidade >90% 
 ➔ Taxa de retorno ao cio➔ adquirir machos selecionados com peso mínimo de 110 kg aos 150 dias e no máximo 18 cm de 
 espessura de toucinho ao final do teste de granja 
 ➔ preferir uma raça que não entrou no cruzamento das fêmeas 
 ➔ apresentar bons aprumos e não ter desvios de coluna 
 ➔ apresentar os testículos salientes e proporcionais à idade 
 ➔ possuir comportamento sexual ativo 
 ➔ apresentar pernil desenvolvido e boa largura de lombo. 
 Plantel de reprodução 
 ● Marrãs pré-púberes (aquelas que ainda não manifestaram o primeiro cio) 
 ● Púberes em preparação para a cobertura ou gestantes 
 ● Multíparas gestantes 
 ● Lactantes 
 ● Desmamadas 
 ● Machos 
 Manejo de fêmeas 
 ● Preparação de marrãs 
 ➔ Instalações, ambiência, nutrição, manejo reprodutivo e sanidade. 
 ➔ Diferenças entre os manejos adequados para cada linhagem genética disponível hoje no Brasil 
 ➔ As marrãs de reposição devem ser alojadas em baias, com espaçamento de 2,0 a 2,2 m2/ fêmea, 
 com 6-10 animais/baia, com água à vontade e comedouros adequados.(evitar problemas de 
 disputa) 
 ➔ Início ao manejo de indução da puberdade. 
 ➔ Colocar a fêmea jovem em contato com um macho adulto (com mais de 10 meses de idade) , duas 
 vezes ao dia , durante 15 minutos 
 ➔ Contato focinho a focinho entre ambos 
 ➔ Macho deve entrar na baia e dispor de tempo suficiente para estabelecer contato com todas as 
 fêmeas 
 ➔ Manejo iniciado aos 150-160 dias de idade. 
 ➔ Após a manifestação do primeiro cio: Agrupadas em baias com data semelhante de entrada em cio 
 em lotes organizados e acompanhar as próximas entradas em cio para definição do momento da 
 cobertura. 
 ➔ Espera-se que 95% das marrãs estejam em cio até 30 dias após o início do manejo com o macho. 
 Definição do momento ideal para a cobertura das marrãs 
 ● Peso/idade/número de cios 
 ➔ Marrãs cobertas com 140-150 kg de peso vivo 
 ➔ Idade aproximada de 220 a 240 dias 
 ➔ A partir do 2º cio, preferencialmente no 3º cio 
 ➔ PERGUNTA: QUAL MOMENTO IDEAL PARA COBERTURA?????? 
 Manejo reprodutivo 
 ● Marrãs prontas para cobertura 
 ● Matrizes desmamadas de todas as ordens de parto 
 ● Matrizes que voltam aos grupos de cobertura após problemas reprodutivos (retorno ao cio, aborto) 
 Logo após o desmame retorno ao cio ocorra em um intervalo médio de cinco dias. 
 Diagnóstico de cio positivo: inseminadas 
 As demais: estimuladas com o macho até que entrem no cio e, consequentemente, nos grupos de 
 cobertura. 
 ● As fêmeas ficam alojadas em gaiolas e o macho colocado em frente às fêmeas desmamadas 
 diariamente, duas vezes ao dia, e devem ser pesquisados os sinais de cio: Reflexo de tolerância ao 
 macho, orelhas eretas e vulva avermelhada, inchada e secreção mucosa. 
 ● Condição corporal das fêmeas reprodutoras 
 Métodos de reprodução de suínos 
 ● Por cobrição: o criador necessita de um macho no rebanho 
 A cobertura ou cobrição a relação sexual entre o macho e a fêmea por ocasião do cio da fêmea. 
 Três tipos de cobrição (de acordo com as condições de criação):Tipos de cobrição (monta natural) 
 ➔ 1. À solta, livre ou a campo: Machos e fêmeas ficam juntos durante todo o cio 
 Não existe controle de paternidade 
 Os machos podem sofrer ferimentos fatais na disputa pelas fêmeas 
 Não pode ser feita a previsão do parto 
 Em criações extensivas! 
 ➔ 2. Mista ou controlada: Um grupo de fêmeas e apenas UM varrão juntos em piquetes 
 Controle da paternidade 
 Não há competição entre machos 
 Programar a produção 
 Evita-se a consanguinidade 
 Não diminui o desgaste do cachaço 
 ➔ 3. Dirigida ou à mão: Completo controle de paternidade 
 Máximo aproveitamento do varrão 
 Máxima eficiência reprodutiva 
 Evita a consanguinidade 
 Permite um melhor controle zootécnico da criação 
 A fêmea em cio é levada à baia ou piquete de cobrição, onde será realizada a cobertura na presença do 
 tratador, que auxiliará o varrão na introdução do pênis e compatibiliza o tamanho dos reprodutores 
 com o das fêmeas. 
 ● Por inseminação artificial: não obrigatoriamente se faz necessária a presença de um reprodutor. 
 ➔ É a biotécnica de reprodução, cujo objetivo principal é a maximização do uso dos ejaculados, 
 mantendo ou mesmo melhorando a eficiência reprodutiva e produtiva em relação à monta natural. 
 Deposição do sêmen no aparelho reprodutor da fêmea. 
 Três etapas: Coleta do sêmen, Tecnologia do sêmen e Inseminação na fêmea 
 Coleta de sêmen= Preparo de um manequim: simula a presença da fêmea e provoca o estímulo da 
 monta do macho. A limpeza do prepúcio é aconselhável antes da monta para evitar a contaminação do 
 sêmen. A coleta propriamente dita se dá segundos antecedentes à ejaculação. O sêmen, após coletado 
 artificialmente, deve ser filtrado desprezando-se a parte gelatinosa, depois diluído e resfriado em 
 geladeira em temperatura de 15°C. 
 Tecnologia do sêmen= Avaliação e classificação do sêmen coletado. Características físico-químicas: 
 Volume, Cor, Aspecto, Odor. Características microscópicas: Densidade(quantos espermatozóides), 
 Motilidade, Morfologia espermática(defeitoss de cauda, defeitos de cabeça) 
 ➔ É indispensável a presença de cio na porca para a sua inseminação: ela deverá ser constantemente 
 estimulada com a aproximação do macho, com pressão exercida sobre o dorso-lombo(ajuda na 
 eficiência da inseminação) 
 ➔ Desvantagens da inseminação= Estrutura laboratorial mínima na propriedade, Impossibilidade de 
 preservar o sêmen por longos períodos sem prejuízos da capacidade de fertilização, A falta de mão 
 de obra qualificada, Poucas centrais de inseminação e dificuldades de aquisição de sêmen. 
 ➔ Vantagens da inseminação= Diminuição do número de machos necessários à reprodução (1 macho 
 para cada 50 ou 100 fêmeas), Melhor aproveitamento da capacidade reprodutiva dos machos 
 geneticamente melhorados, Maior segurança sanitária, Reconhecimento de machos subférteis ou 
 inférteis. 
 ● Momento da monta ou IA 
 ➔ 1.Se a fêmea apresentar desmame-cio em até 4 dias após o desmame o esquema é esse: 
 a) Primeira monta ou IA – 12 horas após o início do cio. 
 b) Segunda monta ou IA – 36 horas após o início do cio. 
 c) Terceira monta ou IA – 48 horas após o início do cio. 
 ➔ 2. Se a fêmea apresentar intervalo desmame-cio de 5 a 6 dias o esquema passa a ser: 
 a) Primeira monta ou IA – 12 horas após o início do cio. 
 b) Segunda monta ou IA – 24 horas após o início do cio. 
 c) Terceira monta ou IA – 36 horas após o início do cio. 
 ➔ 3.Se a fêmea apresentar interfrvalo desmame-cio sete dias ou mais o esquema é esse: 
 a) Primeira monta ou IA – 0 a 12 horas após o início do cio. 
 b) Segunda monta ou IA – 24 horas após o início do cio. 
 c) Terceira monta ou IA – 36 horas após o início do cio. 
 ➔ 4. Em marrãs (leitoa), o esquema recomendado é: 
 a) Primeira monta ou IA – no máximo 0-12 horas após o início do cio. 
 b) Segunda monta ou IA – 24 horas após o início do cio. 
 c) Terceira monta ou IA – 36 horas após o início do cio. 
 Manejo pós cobertura 
 ● Após a inseminação 
 ● Matrizes devem permanecer no mesmo local não devendo ser transferidas ou sofrer estresse até os 
 35 dias de gestação 
 ● Diagnóstico de retorno ao cio deve ser iniciado aos 14-15 dias após a cobertura: identificar 
 precocemente as fêmeas que não ficaram prenhes para: realocá-las no próximo grupo de cobertura 
 encaminhá-las ao descarte 
 ● Gestação: produção de progesterona pra manter o corpo lúteo 
 Manejo de fêmeas gestantes 
 ● Instalações 
 ➔ Gaiolas individuais (2,20 metros de comprimento x 0,60 metros de largura x 1,20 metros de altura) 
 ➔ Gestação coletiva: 6 m2/animal 
 ➔ Ambiência e instalações 
 Características dos machos/rufiões 
 ● Fazem parte do plantel reprodutivo 
 ● Indução ao cio entram na baia, estímulo só passam no corredor 
 ● Estimulam o cio das fêmeas 
 ● Dominância hierárquica sobre as fêmeas 
 ● Salivação com liberação de feromônios 
 ● Frequência de urina em pequenas quantidades 
 ● Que pare diante das fêmeasdurante o manejo 
 ● Respeitar e ser obediente às indicações do operador, são animais calmos, não são muito agitados 
 ● Não ter problemas de casco e articulações pois precisa que ele ande pelo galpão inteiro 
 ● Cuidados com o macho reprodutor: Verificação rotineira da condição do aparelho locomotor. 
 Machos com problemas de locomoção, apresentarão dificuldades na monta e uma pior qualidade 
 de sêmen. 
 ➔ A temperatura ambiente ideal para os machos é entre 18 a 22°C e umidade relativa de 70%. 
 Temperaturas superiores a 25°C e altas variações (superior a 6°C), podem comprometer a 
 qualidade do sêmen criando problemas de baixa fertilidade e prolificidade. 
 ● Treinamento dos machos para monta natural: Coberturas na própria baia do macho. 
 ➔ Até 240 dias de idade uma monta por semana. 
 ➔ A partir dos 240 dias máximo duas montas por semana até 12 meses de vida. 
 ➔ A partir dos 12 meses de vida duas a três vezes por semana. 
 ➔ Procurar usar os machos nos horários mais frescos do dia. 
 ➔ Dar intervalo de descanso para o macho de 2 a 3 dias após a cobertura. 
 Manejo e alimentação: gestação e maternidade 
 Livros de exigências nutricionais 
 Manejo alimentar de marrãs 
 ● GPD muito alto 
 ● Devem ser alimentadas durante a indução da puberdade para uma taxa de crescimento de 0,700 a 
 0,800 kg/dia 
 ● Alimentação: desde o início da indução da puberdade até DUAS semanas antes da cobertura 
 moderadamente restrita 
 ● As fêmeas cobertas muito gordas têm maior taxa de descarte e resultados reprodutivos piores. 
 Manejo alimentar pré-cobertura 
 ● 15 dias antes da cobertura: aumentar a quantidade de ração e do número de arraçoamentos/dia. 
 ● FLUSHING: Aumentar a sobrevivência dos folículos que serão ovulados 
 ➔ Melhorar o ambiente uterino que vai receber os embriões 
 ➔ objetivo do flushing é produção de leitegada maior(aumenta folículos ovulados), > chances de 
 leitegadas maiores 
 ● Utilizar uma ração mais energética (como a lactação), o que regula o consumo é energia da ração 
 ● à vontade 
 Manejo alimentar pós-cobertura 
 ● Manejo alimentar restrito nos quatro a cinco dias que seguem à cobertura 
 ● Depois: Quantidade de ração adequada durante as diferentes fases da gestação para atender o 
 crescimento de tecidos maternos, fetais e glândula mamária. 
 Manejo alimentar 
 ● Ajuste da condição corporal 
 ● Fêmeas desmamadas e cobertas no escore próximo a 3 
 ● Escore próximo a 4 no momento do parto. 
 ● Abaixo da condição corporal= fornece mais ração para ter mais ganho de peso e reserva 
 ● No terço final da gestação 
 ➔ A alimentação direcionada para o crescimento dos fetos e da glândula mamária. peso dos leitões 
 ao nascer e na produção de leite após o parto. 
 ➔ A quantidade fornecida é AUMENTADA; ou 
 ➔ Ração pré-parto ou mesmo usar a ração lactação nessa fase. 
 ● Erros no manejo alimentar da gestação 
 ➔ Consequências sobre a produção de leite 
 ➔ Sobre o peso médio ao nascer 
 ➔ Sobre o percentual de leitões nascidos com baixo peso 
 ➔ Desempenho da maternidade e as fases subsequentes. 
 ● As matrizes gestantes tendem a se locomover pouco e acabam ingerindo pouca água. 
 ● Problemas sanitários com fêmeas gestantes 
 ➔ Aparelho locomotor Relacionados à nutrição, mas principalmente à qualidade dos pisos das 
 gestações. 
 ➔ Trato urinário: Problemas urinários são causados pela baixa ingestão de água, baixa frequência de 
 micção e alta contaminação ambiental. 
 Prevenção de problemas urinários: As matrizes devem ser levantadas quatro vezes ao dia, em horários 
 fixos, desconsiderando-se o momento do arraçoamento. Esse manejo estimula a ingestão de água e a 
 micção. 
 ● Protocolos de vacinação a serem aplicados nas matrizes 
 ➔ Vacinas para doenças entéricas dos leitões recém-nascidos e rinite atrófica 
 ➔ Esses protocolos devem respeitar a recomendação do fabricante e do médico veterinário. 
 ● Alimentação: Manejo alimentar gestação 
 ➔ Utilização de elevado teor de fibra, suínos adultos aproveitem 5% dessa fibra que é fornecida. 
 Farelo de trigo para fêmeas em gestação. Fibra é uma forma de diluir a energia da ração. 
 ➔ Fornecimento de 1,8 a 3 kg de ração 
 ➔ Considerar período de gestação 
 ➔ Considerar escore corporal 1 ou 2 tratos por dia 
 ➔ Água a vontade 
 Aula 6. 20/05 
 Manejo alimentar na maternidade 
 ● Setor central dentro da granja 
 ➔ Fornece os leitões para as fases de crescimento 
 ➔ Devolve as matrizes para o setor de reprodução 
 ● Ambiência e instalações: modificações ambientais, ventiladores 
 Aula 6. 20/05 
 Manejo: maternidade 
 Maternidade 
 ● Setor central dentro da granja 
 ➔ Setor chave 
 ➔ Leitões seguem para a creche 
 ➔ Matriz vai voltar para o setor de reprodução 
 Manejo maternidade: ambiência e instalações 
 ● Baias parideiras 
 ➔ Risco de incidências a mortalidade 
 ● Piquetes no SISCAL 
 ➔ 800m2 por matriz, dividida em 4 piquetes 
 ● Gaiolas individuais 
 ➔ Mais comum 
 ➔ De granjas mais tecnificadas a granjas menos tecnificadas 
 ➔ 2,20 metros de comprimento x 1,40m de largura x 1,20 metros de altura 
 ● Crítico= controle de TEMPERATURA para leitões e para matrizes 
 ➔ Observar a gaiola 
 ➔ Observar o escamoteador 
 ➔ Controle de temperatura com cortina e ventilador 
 ➔ Abrir e fechar cortina 
 ➔ Animais de antigamente e de hoje são diferentes: resistência ao frio, frio diminui desempenho de 
 produção de leite 
 ➔ Temperatura muito elevada= estratégias nutricionais 
 ➔ Modificações ambientais: piso resfriado para matriz, piso quente para leitão 
 ➔ Ventilador-nebulizador, nebulizador 
 ➔ Galpões climatizados= custo maior 
 ➔ Galpões de pressão negativa= entrada e saída de ar tipo túnel, força a entrada de ar no 
 galpão=exaustores 
 ➔ Escamoteador forrado com maravalha 
 ➔ Evitar que local seja muito escuro, úmido= objetivo é que animal urine e excrete fora dali 
 ➔ Piso vazado= para excretas, evitar contato excretas x animais 
 ➔ Escamoteador= essencial para aquecimento dos leitões, não conseguem produzir calor de forma 
 eficiente, pensar em custo x benefício, depende do material que tem disponível e 
 criatividade(consegue aproveitar) 
 ➔ Dieta que gere menos calor= fácil digestibilidade 
 Exemplo: óleo vegetal fornece energia, amido fornece energia. Qual dos dois gera maior incremento 
 calórico? amido, porque o processo de quebra gera mais calor pro organismo. Coloca mais óleo que 
 tem digestibilidade mais rápida/fácil 
 Manejo alimentar maternidade 
 ● A vontade ou seguindo recomendação 
 ● Garantir o fornecimento e consumo de água da fêmea: fornecer água de qualidade(temperatura 
 fria) e quantidade adequada. 
 ● 
 ● Diminuir ração 3 dias antes do parto e não fornecer no dia do parto= para evitar complicações na 
 hora do parto= trato gastrointestinal e trato reprodutor. Após parto voltar a estimular consumo de 
 ração desses animais. 
 Pré parto 
 ● 1º dia na maternidade: continuar a mesma ração (tipo lactação nas mesmas quantidades que 
 vinham sendo dadas no final da gestação) Crescimento dos fetos nessa fase final é bastante 
 significativo. 
 ● 3º dia antes do parto: reduzir a quantidade de ração fornecida para diminuir o volume de fezes no 
 intestino. Isso é importante para prevenir a ocorrência de complicações e a contaminação com 
 fezes durante o parto. 
 ● Dia do parto: as fêmeas NÃO podem ser alimentadas; apenas água à vontade. 
 ● Reduzir a pressão de infecção sistema “todos dentro - todos fora” 
 ● Antes do alojamento das matrizes, deve-se TESTAR: equipamentos de climatização e alimentação 
 bebedouros, cortinas e demais componentes das instalações 
 ● 
 ➔ Limpeza e desinfecção das matrizes: evitar contaminação do setor de gestação para o setor de 
 maternidade 
 ➔ Limpeza feita no animal e no aparelho genitor dos animais 
 ● Transferência para a maternidade: cinco a sete dias antes da data prevista para o parto. 
 ➔ Adaptação da matriz ao ambiente de maternidade 
 ➔ Estressedurante o parto 
 ➔ Risco de ocorrerem partos no setor de gestação.. 
 ➔ Evitar mortalidade e natimortos 
 ● Contagem de tetas funcionais de cada matriz: anotar na ficha da porca ou no posterior do animal e 
 auxiliar no momento da uniformização das leitegadas. (remanejar leitões entre as porcas que 
 pariram naquele mesmo dia?) 
 ● 
 Indução ao parto 
 ● 114 dias= comum, normal, tem variações 
 ● Indução ao parto= planejamento, parição dos animais no mesmo momento ao invés de uma aos 
 113, outra aos 115 e outra aos 114 
 ● A ocorrência dos partos pode ser programada com o uso da indução. 
 ● Mais de 80% dos partos entre 24-36 horas após a aplicação do produto indutor. 
 ● Objetivo: reduzir a ocorrência de partos no período noturno há poucos ou nenhum funcionário para 
 atender os leitões. 
 ● Dinoprost ou coprostenol sódico (doses: bulas) 
 ➔ Aplicados pela via intramuscular ou na submucosa vulvar. 
 ➔ Por volta de 24 a 36 horas após aplicação= espera-se que partos estejam acontecendo 
 ● Momento da aplicação: Baseada na duração média da gestação de cada fêmea e de cada granja. 
 ● Recomendado: um dia antes da data prevista do parto. 
 ● Exatidão das anotações de cobertura= SABER EXATAMENTE QUANDO FOI A 
 INSEMINAÇÃO/COBERTURA pois caso a porca não esteja pronta para parir= 
 ➔ risco de indução de abortos 
 ➔ partos prematuros nascimento de leitões fracos, pouco viáveis 
 ➔ leitegadas inteiras sem qualquer leitão vivo! 
 ● Resumo do pré-parto 
 ➔ Ambiente: Limpo, seco e calmo 
 ➔ Vazio sanitário: > 5 dias (limpeza) (diarreia é comum em leitões) 
 ➔ Fêmeas transferidas 7 dias antes 
 ➔ Verificação do estado do equipamento 
 ➔ Manter a temperatura 16-22°C 
 Assistência ao parto 
 ● Atendimento imediato ao parto e aos leitões recém-nascidos 
 ● Garantir a sobrevivência do maior número possível de leitões, 
 ➔ Reduzindo o frio 
 ➔ Acelerando a chegada ao aparelho mamário(essencial, quanto mais rápido ingerem o colostro 
 melhor pra eles, capacidade de ingestão dessas imunoglobulinas para esses animais é maior nesse 
 início) 
 ➔ Intervenção nos partos com problemas 
 ● Principais sinais associados ao parto e momento em que eles ocorrem 
 ➔ 
 ➔ Indicação de parto= contrações= movimento de esticar e encolher membros posteriores em direção 
 ao abdômen= responsáveis pela expulsão do feto 
 ➔ Decúbito lateral 
 ➔ Expulsão da placenta: junto com os primeiros leitões nascidos e ao longo de todo o processo; 
 maiores quantidades pode ser um indicativo de que o parto está no fim. 
 ➔ Duração: 4 – 6 horas (até 12 horas) O intervalo de nascimento: 5 - 30 minutos 
 ➔ Fichas de parto: hora de nascimento de cada leitão Intervenção: ocitocina, toque e aplicação de 
 medicamentos; peso ao nascimento tipo de leitão: vivo, natimorto ou mumificado 
 ● Intervenção aos partos complicados(distócicos)= A fêmea não consegue parir naturalmente e 
 precisa da intervenção humana. 
 ➔ Presença de leitões mal posicionados ou muito grandes; 
 ➔ Falta de contrações uterinas. 
 ➔ Comportamento anormal realizar as intervenções corretas no tempo certo: Auxilia na redução da 
 perda de leitões e de fêmea 
 ➔ 
 ➔ Com contrações: 
 ● Realização do toque: 
 ➔ 1) higiene do posterior da fêmea (lavar com água e sabão); 
 ➔ 2) higiene do braço e da mão do operador, com especial atenção para o comprimento das unhas; 
 ➔ 3) utilizar luva descartável de palpação e lubrificante; 
 ➔ 4) inserir a mão com os dedos unidos e, se necessário, o braço; 
 ➔ 5) certificar-se se há algum leitão obstruindo a cérvix; 
 ➔ 6) palpar e manipular o leitão para reposicioná-lo e tracioná-lo; 
 ➔ 7) aplicação de um antimicrobiano assim que o procedimento for concluído ou assim que terminar 
 o parto, repetindo a dose nos dias subsequentes, conforme recomendação do veterinário. 
 ● Sem contrações: 
 ➔ Ocitocina= 2,5mL - intramuscular SOMENTE quando existir a certeza de que não há nenhum 
 leitão preso no canal cervical pode resultar em prolapso e até rompimento do útero caso o canal do 
 parto esteja obstruído! 
 Manejo dos recém-nascidos 
 ● Secagem do leitão: 
 ➔ 1. usar papel toalha na cabeça do leitão, retirando toda a secreção da boca e narinas para facilitar a 
 respiração; 
 ➔ 2. secar o corpo do leitão com papel tolha, pó secante ou maravalha 
 ● Desobstruir as vias respiratórias, ativar os sistemas circulatório e respiratório e evitar a perda de 
 calor corporal do leitão. 
 ● Amarração, corte e antissepsia do umbigo: Evitar infecções umbilicais localizadas ou focos de 
 infecções que podem se distribuir pelo organismo, reduzindo o crescimento do leitão e podendo 
 causar até sua morte. 
 ➔ 1. utilizar um cordão embebido em solução desinfetante e amarrar o umbigo de 3 a 5 cm de sua 
 inserção no abdômen; 
 ➔ 2. Utilizar uma tesoura limpa e desinfetada e cortar logo abaixo da amarração; 
 ➔ 3. Utilizar solução desinfetante acondicionada em um frasco com boca larga o suficiente para a 
 passagem do umbigo; 
 ➔ 4. Imergir o umbigo até sua base e mantê-lo em contato com a solução por 5 segundos. 
 ➔ A solução a ser utilizada pode ser tintura de iodo(5 a 7%) ou iodo glicerinado 
 ● Acompanhamento da primeira mamada (ingestão do colostro) 
 ➔ Leitão nasce praticamente SEM imunidade 
 ➔ A placenta da fêmea suína não permite a transferência de anticorpos para os fetos durante a 
 gestação. 
 ➔ Ingestão da maior quantidade possível nas primeiras seis horas de vida 
 ➔ Período de > [] de anticorpos no colostro e > absorção pelo intestino do leitão. 
 ➔ 
 ● Uniformização das leitegadas: entre as porcas da mesma sala de maternidade, com o mesmo dia 
 de parto. 
 ● Transferência de leitões(após a ingestão de colostro; até 24h após o nascimento): Peso, 
 quantidade(excesso de leitões em relação ao número de tetos) 
 ● Redistribuição de leitões: Leitões pequenos, leitões médios, leitões grandes 
 Manejo dos leitões nas primeiras semanas 
 ● Garantir a viabilidade durante a lactação e a melhor performance nas fases posteriores de 
 crescimento. 
 ● Procedimentos invasivos 
 ➔ Podem ser portas de entrada para inúmeras infecções! 
 ➔ Diminuição do ganho de peso e refugagem, com consequente morte ou eliminação. 
 ➔ Prejuízos secundários: elevação dos custos com medicamentos e maior tempo da mão-de-obra para 
 cuidar de leitões doentes. 
 ● Treinamento para uso do escamoteador: Ambiente seco, aquecimento adequado e luminosidade! 
 ● Distribuir calor uniformemente e evitar correntes de ar. 
 ➔ Escamoteador frio ou muito quente, escuro e/ou úmido se tornará local de micção e defecação 
 para os leitões 
 ● Treinamento para uso do escamoteador: Redução da mortalidade por esmagamento! 
 ➔ Acabou a mamada escamoteador fechado (40min) porta aberta (livres para mamar) acabou a 
 mamada escamoteador ... Repetir várias vezes durante o primeiro e o segundo dia, até que a 
 leitegada adquira o hábito de entrar no escamoteador após a mamada. 
 ➔ Situações OBRIGATÓRIAS em que o leitão fica fechado no escamoteador nos primeiros dia de 
 vida: nos momentos de limpeza da sala de alimentação das matrizes 
 ● Jamais que esses manejos devem acontecer antes da primeira mamada 
 ● Corte da cauda (caudectomia) 
 ➔ O corte do último terço da cauda é um manejo realizado como prevenção ao canibalismo nas fases 
 de crescimento. 
 ➔ Primeiro dia de vida 
 ➔ Aparelho que permita cortar e cauterizar ao mesmo tempo 
 ➔ A cauterização previne hemorragias e promove cicatrização mais rápida do tecido. 
 ● Desgaste dos dentes: O leitão nasce com oito dentes pontiagudos. 
 ➔ NUNCA deve ser realizado antes da primeira mamada! 
 ● Aplicação de ferro: 
 ➔ 3º ao 4º dia de vida 
 ➔ Oral ou injetável (1 a 2mL) 
 ➔ O leite da fêmea suína pode suprir apenas 10 a 20% das necessidades diárias de ferro e as reservas 
 corporais desse mineral no organismo do leitão são muito baixas. 
 ➔ Susceptíveis ao aparecimento da anemia ferropriva= 
 redução da taxa de crescimentoleve dificuldade respiratória 
 maior predisposição ao aparecimento de doenças como diarreia neonatal e pneumonias (redução da 
 resistência orgânica) 
 aumento da taxa de mortalidade é inevitável (até a 60% dos leitões afetados) 
 ● Castração Machos 
 ➔ Eliminar o odor e o sabor desagradáveis da carne dos animais inteiros 
 ➔ Primeira semana de vida (7 a 15 dias) 
 Mais fácil contenção 
 Menor risco de hemorragias e infecções 
 Cicatrização mais rápida 
 Produtos cicatrizantes de aplicação local podem ser utilizados. 
 ● Fornecimento de ração pré-inicial 
 ➔ A partir do 6°dia de vida 
 ➔ Seca ou em forma de papinha 
 ➔ Consumo médio de 250 g/leitão/dia 
 ➔ Em comedouros dentro do escamoteador ou em local afastado da traseira da matriz (evitar 
 contaminação) 
 ➔ Adaptação do paladar dos leitões ao sabor das rações 
 ➔ Desenvolvimento mais precoce das enzimas digestivas: melhor desempenho na creche. 
 ● Desmame > creche= 21 a 28 dias 
 ● 
 ● Objetivos: Diminuir a ocorrência de diarreia, ganho de peso diário dos leitões acima de 200 
 gramas, taxa de mortalidade abaixo de 6% e leitões homogêneos ao desmame 
 Aula 7. Tarde 20/05 
 Manejo alimentar de fêmeas lactantes 
 ● É fundamental um consumo de ração relativamente alto durante a lactação 
 ● Ao final da primeira semana de lactação ~CR de 7,5 kg de ração/dia, o equivalente a 2,0 kg fixo 
 mais 0,5 kg por leitão lactente. 
 ● Conforto ambiental (temperatura) 
 ● Oferecer a ração na forma pastosa 
 ● Arraçoar várias vezes ao dia (3 a 4) 
 ● Arraçoar nas horas mais frescas (cedo pela manhã e à noite) 
 ● Consumo de água: 25 a 35 litros de água por dia. 
 Manejo do desmame a cobertura 
 ● A fêmea volta para a gestação 
 ● Manejo de detecção do cio com o macho 
 ● Inseminação 
 ● O intervalo desmame-cio (IDC) tem grande importância na determinação dos dias não produtivos. 
 IDC: 5 dias 
 ● Após o desmame, tem-se como rotina a continuidade no fornecimento de ração lactação à vontade 
 (flushing) 
 ● LEITÕES FICAM 42 DIAS NA CRECHE! 
 Aula 8. 27/05 
 Manejo pré-abate e abate dos suínos 
 Manejo pré-abate 
 ● De acordo com a portaria número 365: é o conjunto de operações do embarque na propriedade de 
 origem até a contenção para insensibilização 
 ● A qualidade da carne é resultado dos efeitos a longo prazo e de curto prazo 
 ● Efeitos de curto prazo podem comprometer o bem-estar e a produção 
 ● Anomalias na carne são frutos do manejo pré-abate incorreto 
 ● Consiste em uma série de operações sequenciais: 
 ➔ Planejamento de embarque dos animais 
 ➔ Organização da equipe de embarque capacitada 
 ➔ Tempo de jejum na granja 
 ➔ Retirada dos animais da baia 
 ➔ Condução dos animais 
 ➔ Transporte 
 ➔ Desembarque no frigorífico (condução dos animais até a baia de descanso) 
 ➔ Período de descanso 
 ➔ Condução até a sala de insensibilização 
 ➔ Insensibilização. 
 ● Levantar previamente junto ao cliente informações referentes ao embarque dos animais, tais como 
 data e horário preciso do embarque 
 ● Planejar a emissão da guia de transporte de animais(GTA), boletim sanitário e boletim de animais 
 imunocastrados 
 ● Manejo dos suínos do embarque 
 ➔ Fase considerada crítica para o bem-estar 
 ➔ Pessoas treinadas e capacitadas 
 ➔ Uso de bandeiras, chocalhos, lonas, tábuas de manejo, estímulo com as mãos 
 ➔ Iniciar a retirada dos animais pelas baías mais próximas ao embarcadouro, o que evita que outros 
 suínos se estressem pela movimentação e agitação do corredor 
 ➔ Manejar pequenos grupos(3 a 4) 
 ● Embarcadouro 
 ➔ facilitar a passagem dos animais, sem risco de quedas e ferimentos. 
 ➔ As paredes laterais devem ter altura mínima de um metro e não serem vazadas, a fim de impedir o 
 risco de salto, distrações e paradas devido a visualização do ambiente externo, assim como a 
 formação de sombras que podem dificultar a condução 
 ➔ Algumas pesquisas mostram…. 
 ● Jejum 
 ➔ Não pode ultrapassar 18 horas 
 ➔ Compreende-se entre a retirada da última refeição sólida na granja até o momento do abate 
 ➔ Entre 8 a 12h 
 ➔ Livre acesso à água no período que antecede o embarque 
 ➔ O período de jejum não pode exceder o total de 18h (jejum na granja + transporte + espera no 
 frigorífico) 
 ➔ Acima desse tempo, o peso da carcaça começa a ser comprometido, bem como o bem-estar e a 
 qualidade da carne. 
 ➔ Importância do jejum : Contribui positivamente para o bem-estar dos suínos no embarque, 
 transporte e desembarque – evitando vômito e congestão 
 Reduz a taxa de mortalidade no manejo pré-abate 
 Reduz o risco de escorregões e quedas – diminui a quantidade de dejetos 
 Maior velocidade e facilidade na evisceração 
 Melhora o controle relativo à inocuidade alimentar – previne a liberação e a disseminação de bactérias 
 (principalmente Salmonella sp.) pelo derramamento do conteúdo gastrointestinal durante o processo 
 de evisceração. 
 ● Transporte 
 ➔ O transporte deve estar acompanhado da GTA e documento fiscal 
 ➔ Boas condições do caminhão (limpeza e condição física) 
 ➔ Densidade de transporte de 230kg/m² 
 ➔ Motoristas treinados periodicamente 
 ➔ Não realizar paradas durante o trajeto. 
 ➔ Quando os suínos são transportados de maneira estressante, podem apresentar modificações no 
 comportamento e nas respostas fisiológicas: O estresse aumenta a liberação de hormônios 
 adrenérgicos e corticotróficos, que interferem nas reservas de glicogênio muscular, antecipando a 
 glicólise post mortem; Animais estressados apresentam maior risco de ocasionar lesões na pele, 
 ferimentos e, em alguns casos, pode ocorrer a morte durante o transporte; 
 ➔ A mortalidade (%) no transporte é baixa! 
 ● Manejo dos suínos no desembarque 
 ➔ O desembarque dos suínos deve iniciar-se logo após a chegada do caminhão ao frigorífico, 
 evitando a permanência dos animais no veículo e exposição ao sol 
 ➔ Caso a espera seja inevitável, o frigorífico deve dispor de uma área com ventilação e protegida do 
 sol, a fim de minimizar o estresse térmico dos suínos 
 ➔ Antes de desembarcar os animais um colaborador do serviço de inspeção deve estar presente para a 
 conferência da documentação enviada pela granja (entregue pelo motorista). 
 ➔ O manejo de condução no desembarque segue a mesma regra do embarque; Antes de abrir as 
 porteiras do caminhão, verificar se há algum animal deitado ou caído 
 ➔ Direcionar os suínos para as pocilgas de chegada e seleção 
 ➔ Inspeção ante mortem de todos os animais, feitas por um Médico Veterinário Fiscal do Serviço 
 Oficial (SIM, SIE, SIF) 
 ➔ Animais que apresentem alguma alteração serão direcionados as pocilgas de observação; Os 
 demais animais seguem para as pocilgas de matança. 
 ● Tempo de descanso no frigorífico 
 ➔ Permitir o descanso e a recuperação do estresse decorrente do transporte, completar o tempo de 
 jejum, inspeção ante mortem 
 ➔ Entre 2 a 4h; Portaria n. 711 (1995) determina a proibição do abate de suínos que não tenham 
 permanecido pelo menos 8h em descanso, jejum e dieta hídrica nas pocilgas de matança do 
 estabelecimento 
 ➔ Animais que excedam o período máximo de jejum devem ser alimentados em quantidades 
 moderadas. 
 ➔ Observações científicas têm indicado que um período de repouso de suínos de 4h já evita os efeitos 
 indesejáveis de contaminação da carne e recuperação do glicogênio muscular. 
 ● Inspeção ante-mortem 
 ➔ Corresponde ao exame visual, de caráter geral, em que o Médico Veterinário verifica o lote dos 
 animais, para separar aqueles que necessitem de exame clínico mais acurado; 
 ➔ Observação do comportamento do lote e individual, examinar pele e anexos, cobertura muscular, 
 ossos e articulações 
 ➔ Realizada no mínimo em dois momentos em cada lote: 
 1ª: no desembarque dos suínos nas pocilgas de chegada e seleção 
 2ª: antes do abate – nas pocilgas de matança. 
 ➔ Pocilgas de sequestro: se destinam a manter animais que apresentarem alterações durante a 
 inspeção antemortem; 
 ➔ Pocilgas de matança: os animais aptos para o abate permanecem em descanso e dieta hídrica por 
 um período mínimo de 8h (Portaria n. 711). 
 ➔ Abate de emergência: destinado a animais que chegam ao estabelecimento em condições precárias 
 de saúde, impossibilitados ou não de atingirem a dependência de abate por seus próprios meios 
 (agonizantes, contundidos, com fraturas, hemorragia). 
 ➔ Seção I – Da inspeção ante mortem. Art. 93. Quando no exame ante mortem forem constatados 
 casos isolados de doenças não contagiosas que permitam o aproveitamento condicional ou 
 impliquem a condenação total do animal, este deve ser abatido por último ou em instalações 
 específicas para este fim. 
 ● Sala de necropsia 
 ➔ Obrigatório para frigoríficos sob Inspeção Federal (SIF); Realizadas pelo Médico Veterinário do 
 Serviço Oficial 
 ➔ Animais que vieram a óbito durante o transporte ou durante a permanência nas pocilgas (chegada e 
 seleção, observação ou de matança) 
 ➔ Para animais do abate de emergência também precisarão passar por essa etapa. 
 ● Banho de aspersão 
 ➔ Realizado antes da insensibilização 
 ➔ Os animais são lavados com água fria hiperclorada (3 a 5 ppm) 
 ➔ A fim de remover as sujidades, redução da carga biológica e do estresse, evitando também 
 contaminações cruzadas 
 ➔ Assim que ingressam na sala de insensibilização: Os suínos são molhados novamente através de 
 chuveiros (jatos de água) por no mínimo três minutos; Esse banho pode potencializar a condução 
 da eletricidade no momento da insensibilização por eletronarcose; A água também faz com que 
 ocorra uma vasoconstrição periférica e vasodilatação interna, facilitando a sangria. 
 Abate de suínos 
 Introdução 
 ● Seção II. Art. 103 – RIISPOA “É proibido o abate de animais que não tenham permanecido em 
 descanso, jejum e dieta hídrica, respeitadas as particularidades de cada espécie e as situações 
 emergenciais que comprometam o bem-estar anima 
 ● De acordo com a Portaria n. 365 (2021), capítulo V – do responsável pelo bem-estar animal 
 ➔ Art. 17. Todo estabelecimento que desenvolva atividade de abate deve designar um responsável 
 pelo bem-estar animal em sua unidade 
 ➔ Art. 18. O responsável deve ser capacitado no manejo pré-abate e abate humanitário e dispor de 
 autonomia para ações visando o cumprimento do contido na Portaria 
 ➔ Parágrafo único. O estabelecimento de abate deve assegurar que todos os operadores envolvidos 
 no manejo pré-abate e abate sejam capacitados nos aspectos de bem-estar dos animais de abate. 
 ➔ Capítulo VI – do programa de autocontrole em bem-estar animal: Art. 19. Os estabelecimentos de 
 abate devem dispor de programa de autocontrole desenvolvido, implantado, mantido, monitorado e 
 verificado, contendo registros sistematizados e auditáveis que contemplem todas as etapas de 
 manejo pré-abate e abate previstos na Portaria 
 ➔ Parágrafo único. Os procedimentos operacionais e parâmetros estabelecidos nos programas de 
 autocontrole devem seguir os critérios estabelecidos em regulamentação técnica específica 
 referente ao abate das diferentes espécies de animais. 
 Fluxograma de abate, área suja 
 ● Insensibilização 
 ➔ Os métodos mais utilizados em suínos são: eletrocussão, eletronarcose e uso de atmosfera 
 controlada (dióxido de carbono). 
 ➔ Ausência de consciência é obrigatória para a realização da sangria! 
 ➔ Eletrocussão ou método de três pontos: baseia-se na aplicação de corrente elétrica (350V - 750V e 
 0,5 – 2,0A) por um período de 5 a 7 segundos com uso de três eletrodos, sendo dois colocados nas 
 fossas temporais e o terceiro entre a 3ª e 4ª costela. A aplicação dos eletrodos é realizada primeiro 
 na cabeça (promoção da inconsciência) e logo após na região do coração (fibrilação ventricular e 
 parada cardíaca). 
 ➔ Eletronarcose: baseia-se na aplicação de corrente elétrica (240V e 0,5 – 2,0A) por um período de 
 10 segundos apenas em dois pontos (atrás das orelhas, nas fossas temporais) . Provoca epilepsia e 
 paralisia da atividade cerebral ; Método reversível; Muito realizado na insensibilização de suínos, 
 devido ao seu baixo custo e eficiência. 
 ➔ Insensibilização por dióxido de carbono: Baseia-se na exposição gradual ou direta dos suínos em 
 um ambiente com concentrações acima de 80% de CO2 por 60 segundos, onde o gás é inalado e se 
 distribui pelo organismo, levando a uma depressão neuronal por hipóxia e aumentando as 
 concentrações de CO2 na corrente circulatória. 
 ➔ Fases da insensibilização= 
 Fase tônica: colapso do animal, musculatura rígida, respiração arrítmica, cabeça levantada, membros 
 anteriores estendidos e posteriores flexionados 
 Fase clônica: relaxamento progressivo da musculatura, pedaleio ou pontapés involuntários, 
 movimento descendente dos globos oculares, pode apresentar micção e/ou defecação. 
 ➔ Sangria 
 Todo suíno deve estar inconsciente no momento da sangria e deve permanecer nesse estado até o 
 momento da morte. 
 Deve ocorrer no máximo em 30 segundos após a insensibilização 
 Realizar a secção das artérias carótidas e veias jugulares de forma correta (corte maior que 5cm) 
 Tem como objetivo a perda em torno de 60% do volume total de sangue e a morte ocorrerá em até 25 
 segundos 
 O animal deve ser suspenso pelo membro posterior para facilitar o escoamento do sangue e devem 
 permanecer por no mínimo 3 minutos sangrando antes da escaldagem. 
 ➔ Escaldagem, depilação e rependura 
 Após a sangria completa, os animais devem ser lavados para remoção mecânica do sangue aderido 
 nos pelos e na pele. 
 Direcionados a escaldagem: túnel ou tanque 
 A temperatura da escaldagem deve permanecer entre 62ºC e 72ºC 
 O tempo de escaldagem deve ser de dois a cinco minutos 
 Para a depiladeira: escovas/espátulas que fazem a remoção dos pelos 
 Remoção dos cacos e abertura do tendão calcâneo: para realizar a rependura na nória. 
 ➔ Chamuscamento 
 Tem como finalidade a remoção das cerdas remanescentes: realizada a queima dos pelos localizados 
 na região da cabeça, paleta, barriga e pernil 
 Toalete da área suja: realizar a limpeza da carcaça (com auxílio de facas e escovação) para remoção 
 dos pelos queimados no chamuscamento e melhorar o aspecto visual da carcaça 
 Remoção do ouvido médio: para evitar contaminação da carcaça durante os demais processos de abate 
 Oclusão do reto: ensacar!!! 
 Chuveiro de carcaça: ingressam em um túnel onde são banhados com jatos de água clorada, com 
 disposição lateral e transversal (limpeza mecânica). 
 Fluxograma de abate, área limpa 
 ● Evisceração 
 ➔ A remoção da cauda é opcional 
 ➔ A inspeção da cabeça e linfonodos (LINHA A1), deve ser realizada antes da evisceração 
 ➔ A evisceração deve ocorrer no máximo 30 minutos após a sangria 
 ➔ Domínio e treinamento dos colaboradores (contaminação). 
 ● Linhas de inspeção post mortem 
 ➔ Linha A1 – inspeção da cabeça e linfonodos da papada: LINHA A1 – cabeça e papada. Exame 
 visual do órgão e cavidade bucal e nasal (cor de mucosas); Incisão de músculos mastigatórios 
 (masseteres e pterigoideos); Coloração do tecido adiposo da papada; Incisar linfonodos da papada 
 (cervicais, retrofaríngeos e mandibulares). 
 ➔ Linha A – inspeção do útero: LINHA A – útero. Visualização e palpação: metrites, maceração ou 
 mumificação fetal, adiantado estado de gestação, anomalias ou lesões de qualquer natureza. 
 ➔ Linha B – inspeção do intestino, estômago, baço, pâncreas e bexiga: LINHA B – intestino, 
 estômago, baço, pâncreas e bexiga. Exame visual e por palpação de todo o conjunto; Incisão em 
 fatias de linfonodos da cadeia mesentérica. 
 ➔ Linha C – inspeção de coração e língua: LINHA C – coração e língua. Coração: inspeção visual, 
 remoção do saco pericárdio, palpação e incisão longitudinal para exposição da cavidade 
 atrioventricular – tem que ser aberto; Língua: exame visual, palpação e incisão longitudinal. 
 ➔ Linha D – inspeção de pulmões e fígado: LINHA D –pulmão e fígado.