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Escrevendo minha identidade: A Alfabetização pelo Nome
A identidade com o nome próprio no processo de alfabetização é uma prática pedagógica muito significativa, pois vai além de uma simples identificação de letras. Ele favorece o desenvolvimento da identidade, e, sobretudo, a compreensão da escrita como uma forma de representação pessoal e social.
Como aponta o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), aprender a escrever o próprio nome é um conhecimento valioso, que fornece às crianças um repertório inicial de letras úteis para a formação de outras palavras. Esse contato direto com a linguagem escrita, mediado por algo tão próximo e significativo quanto o próprio nome, torna o processo de aprendizagem mais prazeroso e contextualizado.
Além disso, segundo a Declaração dos Direitos da Criança, toda criança tem direito a um nome desde o nascimento. Esse direito deve ser respeitado e valorizado também na escola, onde o nome é frequentemente a primeira palavra que ela reconhece, escreve e lê. A partir dele, é possível desenvolver diversas atividades que envolvam leitura, escrita, análise fonológica e relações sociais.
Portanto, trabalhar com nomes próprios é uma estratégia eficaz e afetiva para iniciar o processo de alfabetização. Ela respeita o ritmo e o universo da criança, contribuindo para que se sinta incluída, valorizada e protagonista do seu próprio aprendizado.
Atividade: “Caça-letras do nome próprio”
Descrição:
A atividade consiste em entregar a cada criança uma folha com seu nome impresso em letras caixa alta. Em seguida, os alunos recebem um conjunto de letras móveis (em EVA, papel ou tampinhas com letras escritas). A tarefa é montar seu nome utilizando as letras móveis e depois realizar um “caça-letras”, marcando (com lápis de cor ou canetinha) em um alfabeto exposto na sala as letras que compõem seu nome. A professora pode ainda propor que as crianças contem quantas vezes aparece cada letra e comparem com os nomes dos colegas.
Justificativa:
Escolhi essa atividade porque, além de ser muito divertida, ela é cheia de significado para as crianças. Usar o nome próprio como ponto de partida torna a alfabetização mais afetiva e próxima da realidade delas. Ao reconhecerem suas letras e perceberem que seus nomes são únicos, as crianças se sentem valorizadas e motivadas a aprender. Além disso, como destaca o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998), o nome próprio é um excelente recurso para que os alunos se apropriem das letras e avancem na escrita de outras palavras. Trabalhar com algo tão pessoal estimula a curiosidade, fortalece a identidade e facilita o desenvolvimento da consciência fonológica.
Referência:
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. Vol. 3.

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