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CENTRO PAULA SOUZA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE ITAPETININGA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE AGRONEGOCIO NOME DOS INTEGRANTES DO GRUPO Alimentação Alternativa na Avicultura de Corte: Estudo de Caso em Pequena Propriedade Rural no Interior Paulista Itapetininga, SP 1º Semestre / 2025 NOME DOS INTEGRANTES DO GRUPO Alimentação Alternativa na Avicultura de Corte: Estudo de Caso em Pequena Propriedade Rural no Interior Paulista Projeto de Graduação apresentado à Faculdade de Tecnologia de Itapetininga, como exigência parcial para obtenção do grau de Tecnólogo em Gestão Ambiental, sob orientação da Profª. Dra. XXXXXXX e Coorientadora Prof YYYYYYYY. Itapetininga, SP 1° Semestre / 2025 SUMÁRIO 1 DELIMITAÇÃO DO TEMA ........................................................... 4 2 JUSTIFICATIVA.......................................................................... 5 . 3 OBJETIVOS................................................................................. 5 3.1 OBJETIVO GERAL ..................................................................... 5 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................... 5 4 PROBLEMATIZAÇÃO................................................................. 6 5 HIPÓTESE ................................................................................... 6 6 METODOLOGIA.......................................................................... 6 7 REVISÃO DE LITERATURA....................................................... 8 7.1 Pesquisas Anteriores................................................................. 8 7.2 Alimentação alternativa na avicultura...................................... 9 7.2.1 Pó de inseto................................................................................ 9 7.2.2 Subprodutos vegetais e resíduos agroindustriais ................. 9 7.3 Impactos Econômicos e Ambientais ....................................... 9 7.3.1 Custos de produção .................................................................. 9 7.3.1.1 Sustentabilidade.........................................................................9 8 CRONOGRAMA.......................................................................... 10 REFERÊNCIAS ..........................................................................................11 DELIMITAÇÃO DO TEMA Esta pesquisa se concentra em examinar o emprego de opções alimentares diferentes na criação de frangos de corte, usando um estudo de caso em uma pequena fazenda no interior de São Paulo. Busca-se entender como itens não comuns – como farinha de insetos (larvas de Tenebrio molitor, por exemplo), produtos vegetais secundários (como casca de mandioca e farelo de arroz) e sobras da indústria agrícola tratadas – afetam a produção das aves, os gastos da criação e os danos ambientais do sistema. O tema é focado nas pequenas fazendas, que são a maioria das propriedades agrícolas no Brasil. Dados do Censo Agropecuário (IBGE, 2017) mostram que cerca de 77% das fazendas do país são familiares. Esse tipo de produção enfrenta desafios, como o preço alto da ração comum – que pode ser 70% dos gastos na criação de frangos – e a dificuldade de competir com grandes empresas. Assim, opções de comida viáveis e baratas são muito importantes para a economia dessas fazendas. O estudo cobrirá todo o ciclo de vida dos frangos de corte, desde o início até o abate. Será comparado o resultado de dois grupos de aves: um com ração comum (milho e soja) e outro com ingredientes alternativos. Serão analisados o ganho de peso, a conversão alimentar, a morte das aves, o custo de produção e a quantidade de lixo gerado. A escolha de comida alternativa também mostra preocupações com o meio ambiente. A forma atual de criar animais, que usa muito milho e soja, prejudica o meio ambiente, causa desmatamento e gasta muitos recursos. Usar sobras da indústria agrícola e outras fontes de proteína ajuda o pequeno produtor a ser mais sustentável, a economizar e a diminuir os danos ao meio ambiente. Portanto, este trabalho se limita a investigar de forma prática, técnica e econômica o uso de comidas alternativas para frangos de corte, analisando se isso funciona em pequenas fazendas em São Paulo e se pode ser usado em outros lugares parecidos. JUSTIFICATIVA A criação de frang͏o para corte é um dos s͏ectores mais essenciais do͏ agronegóci͏o brasileiro, res͏p͏on͏sável por uma grande parte das venda para outros paíse͏s de ͏proteína animal. E͏ntretanto, os custos com ͏comida são cerca de 70% ͏dos gastos totais na criação de aves. Esse cenário leva produ͏tores a encontrar soluções viáveis e sustentáveis para alimentaç͏ão͏ das ͏aves. Além dis͏so, há ͏uma crescente preocupação co͏m a sustentabilidade a͏mbiental e a reutilização ͏de re͏sídu͏os agroindustria͏is. Social no ͏estudo pode ajudar muito a faze͏nda familiar, permitindo diminuiçõ͏es em gastos e uma maior liberdade na pr͏odução. Cienti͏ficament͏e este trabalho p͏rocura resolver problemas sobre o uso de alimentos ͏diferentes não muito usados ͏em pequenas propriedades, expandindo o texto técnico e͏ ͏dando dados práticos para próximas pesquisas. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Estudar os impactos do uso de alimentos diferentes na refeiç͏ão de frangos para vender, vendo su͏a viabilidade ͏produtiva, e͏conômica ͏e ambie͏ntal, por meio d͏e um estudo͏ em uma pequena farm͏a rur͏al. 3.2 Objetivos Esp͏ecífico͏s • Ache e es͏co͏lha com͏idas novas que podem se͏r boas para n͏os͏s͏os frangos que vão para cort͏e.͏ • Veja o des͏empenho dos animais em crescimento (quan͏to ganham peso, come͏m aliment͏os, morrem). • Verificar o custo de produzir com e sem o uso de comida diferente. • Investigar os benefícios ambientais da substituição parcial da dieta convencional. • Ver como as aves se adaptam às novas fontes de comida. PROBLEMATIZAÇÃO Como o uso de alimentos alternativos impacta o desempenho produtivo, os custos e a sustentabilidade ambiental na criação de frangos de corte em pequenas propriedades rurais? HIPÓTESE Usar ingredientes diferentes na alimentação de frangos, aproveitando o que sobra da produção agrícola (tipo casca de arroz ou mandioca) e proteínas novas (como farinha de inseto), pode baratear bastante os custos sem prejudicar o crescimento, a conversão alimentar e a saúde das aves. Essa atitude ainda ajuda o meio ambiente, porque incentiva a reaproveitar o lixo e diminui a necessidade de usar milho e soja na ração. Por isso, essa forma de alimentar os animais é uma boa opção para quem cria frango em pequena escala, buscando ter mais lucro e cuidar do planeta ao mesmo tempo METODOLOGIA A principal ferramenta será quantitativa; no entanto, usaremos abordagens qualitativas para elucidar as opiniões dos agricultores. Investigaremos um cenário em uma fazenda no interior de São Paulo, onde galinhas são criadas em dois grupos: um alimentado com milho e soja, e o outro com rações misturadas com insetos, farelo de arroz e casca de mandioca. Recolheremos dados como ganho de peso por dia, taxa de conversão alimentar (FCR), taxa de mortalidade e custo por quilograma de frango produzido para o ciclo completo de produção. Utilizaremos estatísticas descritivas e inferenciais para interpretar os dados, explorando diferenças entre os grupos avaliados. Além disso, entrevistas com o produtor serão abordadas, e documentos de custo serão analisados para uma visão geral técnica, econômica e ambiental da alimentação alternativa. Como mencionado por Gil (2019), o estudo de caso é muito interessante para analisar situações complexas em seu contexto real, por exemplo, a adoção de novas práticas na agricultura familiar. Além disso, Yin (2016) observa que o estudo de caso cria uma visão sobre a circunstância na qual está inserida para avaliar o resultado prático e a compreensão dos produtores. REVISÃO DE LITERATURA7.1 Pesquisas Anteriores Vários pesquisadores também estudaram a substituição parcial ou total de ingredientes tradicionais usados na ração animal por diferentes alternativas. Um exemplo que vale mencionar é o trabalho de Silva e Almeida (2020), que investigou ingredientes não convencionais para alimentação de frangos, sendo a casca de mandioca, polpa cítrica e restos de pão ingredientes valiosos que podem ser trabalhados. Mas, eles explicam, quando processados corretamente, esses ingredientes possuem características nutricionais semelhantes. Rodrigues e colegas (2021) abordaram especificamente a utilização de subprodutos agroindustriais para minimizar o custo de produção em agricultores familiares. Observe-se que os benefícios financeiros são substanciais, sem prejuízos para a saúde dos animais, ou que são consistentes com o objetivo do presente projeto. Outro estudo relevante é o de Santos et al. (2022), realizado com o uso de farinha de larvas de insetos, especialmente da espécie Tenebrio molitor , como fonte alternativa de proteína na dieta de frangos de corte. Os resultados indicaram boa acessibilidade da ração pelos frangos, e o rendimento foi em números iguais ou superiores aos alimentados com proteína padrão. Entretanto, em outros países, particularmente na Europa e Ásia, o emprego de resíduos agroindustriais e/ou o uso de proteínas alternativas na alimentação animal também tem sido apoiado como medida para promover a sustentabilidade e diminuir a dependência de soja transgênica importada (FAO, 2021). Esses estudos corroboram a importância deste estudo, que busca validar essas alternativas em uma pequena propriedade rural brasileira que produz cereais e frutas, e que pode fornecer as informações necessárias e adequadas à realidade regional. 7.2 Alimentação Não Convencional na Produção de Aves A prática também é conhecida como alimentação alternativa ou alimentação não convencional. Sistemas de alimentação alternativos na produção de frangos de corte são aqueles nos quais ingredientes que não os ingredientes tradicionais (milho e farelo de soja) são usados, pelo menos em parte, substituindo a ração normalmente utilizada. O estresse econômico dos pequenos agricultores, por um lado, e os problemas ambientais associados à produção contemporânea de alimentos, por outro, resultaram na exploração de alternativas mais baratas e menos prejudiciais ao meio ambiente. Assim, alimentos como farinha de insetos (que já fazem parte da dieta de frango em algumas partes do mundo), restos de vegetais e restos da indústria agrícola são grandes apostas — tanto para alimentar como para aves quanto para proteger a Terra. Pesquisas em muitos países estão se concentrando em substituições de grãos comuns por outras substâncias alimentares alternativas, especialmente nos casos em que o custo dos ingredientes tradicionais não torna a produção rentável. No Brasil, onde várias famílias dependem da avicultura, essa possibilidade seria crucial, permitindo-lhes produzir sua própria ração, custos reduzidos e o desperdício de recursos subexplorados disponíveis na região. Essas práticas, além de permitir que agricultores alimentem seus animais, estão em consonância com os preços tanto da agroecologia quanto da economia circular: limitar o desperdício e tornar a produção mais eficiente e sustentável. Para decidir essas mudanças valem a pena, seguir o rendimento das aves, sua saúde e acessíveis da nova alimentação, os efeitos ambientais, sobretudo, e a atitude dos agricultores são relevantes. 7.2.1 Farinha de Inseto Como parte da busca por novas alternativas para a alimentação de aves, a farinha de insetos — incluindo proteína derivada de larvas de Tenebrio molitor — é destacada como uma promessa alternativa à soja. Estudos demonstraram que a manipulação dietética dessa fonte proteica ajudaria a manter ou melhorar o crescimento dos frangos se parcialmente na formulação da ração. A farinha de inseto é notável por seu conteúdo proteico (até 60%), além de ácidos graxos essenciais, vitaminas do complexo B e minerais como ferro e zinco. Sua boa digestibilidade também é uma razão pela qual é uma ração nutricionalmente eficiente. Santos e cols. (2022) observaram que frangos criados com 15% de farinha de larvas não alteraram a conversão alimentar e as taxas de mortalidade, mas mantiveram ganho de peso semelhante ao de seus equivalentes alimentados com farinha de soja. Além disso, a criação de insetos revela-se uma empresa sustentável. Eles podem ser criados em pequenos espaços e requerem água abundante, alimentando-se de resíduos orgânicos. Podemos fechar o ciclo desse reaproveitamento e não trazer tanto alimento. “Se houver os protocolos corretos e sanidade, a introdução de farinha de insetos poderia revolucionar o mundo da alimentação animal da mesma forma que o automóvel fez para o transporte humano”, especialmente em relação aos pequenos produtores que não têm acesso a produtos brutos tradicionais”, aponta Marín. 7.2.2 Coprodutos Vegetais e Resíduos Agroindustriais Uma das formas economicamente e ambientalmente viáveis de reduzir o custo da nutrição animal é a utilização de resíduos vegetais e resíduos da indústria agrícola. Casca de mandioca, farelo de arroz, polpa de laranja, casca de café, resíduos de pão e resíduos de frutas são todos os produtos disponíveis no campo e podem ser nutritivos se o método de preparação for correto. Eles são ricos em fibras, açúcares e alguns também contêm proteínas e minerais. Esses resíduos, no entanto, são impalatáveis e indigestíveis para as aves, mas, quando submetidos a procedimentos como secagem, moagem e engenharia, tornam-se palatáveis e digestíveis (Costa e Melo, 2020), melhorando o desempenho da produção. Eles também são baratos, vendidos gratuitamente ou com baixo custo em cooperativas locais ou agronegócios. Mas eles também devem ser preparados com especificações técnicas para alimentar a forragem desses restos. Fibras insolúveis excessivamente podem ser prejudiciais à digestão e é importante determinar se compostos tóxicos e micotoxinas estão presentes. É necessário apoio técnico para fornecer às aves uma dieta equilibrada e alimentos seguros. 7.3 Impactos Econômicos e Ambientais A incorporação de novos ingredientes nas dietas de frango tem um grande impacto na rentabilidade da operação avícola e na gestão ambiental da agricultura. O modelo antigo — que depende tão fortemente de matérias-primas de grãos, como milho e soja — é caro e nos expõe à ameaça de escassez quando as condições climáticas são incertas e os mercados são voláteis. A substituição desses ingredientes por fontes comparativas é uma das formas para pequenos produtores. Quanto ao meio ambiente, o plantio desenfreado de soja e milho leva ao desmatamento, perda de biodiversidade e uso intensivo de produtos químicos. A necessidade de vastos campos de monocultura também é reduzida pelo uso de resíduos locais e subprodutos, de modo que o dano ao meio ambiente seja minimizado. Além disso, reduz o desperdício descartado, levando a uma produção menos prejudicial ao meio ambiente e focada no cuidado com o campo. Portanto, os impactos econômicos e ambientais de uma alimentação inovadora vão além da substituição de ingredientes, trazendo uma mudança em como os produtos agroindustriais são gerados e consumidos. 7.3.1 Custo de Produção A alimentação, na produção de frangos de corte, é geralmente considerada como o maior custo e é uma indicação de que corresponde a 60-70% do custo total de produção. Uma vez que quaisquer constituintes alternativos além dos constituintes convenientes sejam essa percentagem, é possível que seja uma medida intencional usar os constituintes alternativos em vez dos convencionais. Determinou-se que os custos de alimentação podem ser reduzidos em até 20% com a inclusão de resíduos vegetais nas dietas das aves (Ferreira et al., 2021). Essa redução é ainda mais importante para pequenos agricultores, que ganham menos e devem ser muito econômicos para competir no mercado. "Além de reduziras despesas de transporte, você também consegue produtos de origem local - isso pode ser uma vantagem sobre pessoas que estão em sistemas prejudiciais." Para que a substituição de alimentos alternativos seja bem-sucedida e não prejudique a saúde e a produção de frangos, é necessário que seja feito gradualmente, com apoio técnico, e que o desenvolvimento animal seja acompanhado de perto. 7.3.1.1 Sustentabilidade A sustentabilidade da produção de frangos de corte depende em grande parte da redução dos danos ambientais e do uso responsável dos recursos naturais. Uma prática de alimentação alternativa é uma forma de minimizar o desperdício de alimentos e estimular o uso de resíduos orgânicos e ingredientes produzidos localmente. Quando os agricultores se tornam mais sustentáveis, adotando práticas como a reutilização de subprodutos de produção e a inclusão de proteínas alternativas em suas dietas (ex.: insetos), eles podem reduzir a quantidade de carbono que é liberada na atmosfera e aliviar a pressão sobre o mundo natural, além de ajudar no alcance de metas internacionais de sustentabilidade — como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Destacam-se os ODS 2 (Erradicação da Fome e Assegurar a Segurança Alimentar e Nutrição Adequada), em particular, ODS 12 (Garantir Padrões de Consumo e Produção Sustentáveis) e 13 (Ação Urgente para Combater as Mudanças Climáticas e seus Impactos). A prática disso não só beneficia o meio ambiente, mas também melhorou o produto final que agora pode ser vendido como um produto ecologicamente correto ou exclusivo, com práticas de produção justas, sustentáveis e rentáveis. CRONOGRAMA REFERÊNCIAS COSTA, R. F.; MELO, C. A. Subprodutos agroindustriais na alimentação animal. Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, v.10, n.1, p.22-30, 2020. EMBRAPA. Nutrição alternativa para frangos de corte. Brasília: Embrapa, 2023. Disponível em: https://www.embrapa.br. FERREIRA, A. J.; LIMA, D. S.; PAIXÃO, F. S. Efeitos econômicos do uso de alimentos alternativos em dietas para frangos. Ciência Animal Brasileira, v.22, 2021. RODRIGUES, M. A.; PEREIRA, L. G.; COSTA, E. C. Uso de subprodutos na alimentação de aves. Revista Brasileira de Zootecnia, v.50, 2021. SANTOS, P. V.; OLIVEIRA, H. G.; MORAES, D. M. Farinha de insetos na alimentação de aves: potencial e desafios. Zootecnia Hoje, v.32, n.4, p.15-22, 2022. SILVA, J. M.; ALMEIDA, P. R. Alimentação alternativa para frangos de corte: uma revisão. Cadernos de Agroecologia, v.15, 2020. Público Público Público image1.jfif