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OLFAÇÃO E GUSTAÇÃO ● Anosmia: É a perda total do sentido do olfato. A pessoa não consegue perceber nenhum odor, o que pode afetar a percepção de sabores e a segurança (por exemplo, não detectar fumaça ou alimentos estragados). ● Aliageusia: É uma alteração do paladar em que um sabor normalmente agradável é percebido como desagradável. Por exemplo, uma pessoa pode sentir que um alimento que normalmente gosta tem um gosto ruim. ● Parosmia: É uma distorção da percepção olfativa, onde cheiros familiares são percebidos de forma alterada ou desagradável. Por exemplo, uma pessoa pode sentir o cheiro de café, mas achá-lo repulsivo. ● Hipogeusia: É a diminuição da capacidade de perceber sabores. A pessoa pode sentir sabores, mas com menor intensidade do que o normal. ● Disosmia: É uma alteração na percepção do olfato, que pode incluir tanto a parosmia (distorção de cheiros) quanto a fantosmia (percepção de cheiros que não estão presentes). É um termo mais geral que abrange várias disfunções olfativas. ● Fantogeusia: É a percepção de sabores que não estão presentes. A pessoa sente um gosto que não corresponde a nenhum alimento ou substância que esteja consumindo. ● Hiposmia: É a diminuição da capacidade de perceber odores. A pessoa pode sentir alguns cheiros, mas com menor intensidade do que o normal. ● Ageusia: É a perda total do sentido do paladar. A pessoa não consegue perceber sabores, o que pode impactar significativamente a alimentação e a qualidade de vida. Os impulsos de sabor dos dois terços anteriores da língua passam inicialmente pelo nervo lingual e, então, através do ramo corda do tímpano para o nervo facial e, naturalmente, para o trato solitário, no tronco encefálico. As sensações gustativas das papilas circunvaladas na parte posterior da língua e de outras regiões posteriores da boca e da garganta são transmitidas por meio do nervo glossofaríngeo também para o trato solitário, mas em um nível ligeiramente mais posterior. Por &m, alguns sinais gustativos são transmitidos para o trato solitário a partir da base da língua e de outras partes da região faríngea por meio do nervo vago AUDIÇÃO Vertigem Postural Paroxística benigna > presença de otólitos nos canais semicirculares Síndrome de Ménière afeta o ouvido interno, resultando em episódios de vertigem, zumbido e perda auditiva. As causas incluem o acúmulo de líquido no ouvido interno Condução Mecânica: A dificuldade auditiva é causada por uma falha na amplificação do som pelos ossículos, impedindo a correta transmissão das ondas sonoras para a cóclea”, descreve uma condição que afeta a condução mecânica do som na orelha média, como na otosclerose. Condução Neurossensorial: Perda no ouvido interno, geralmente associado a disfunção ocorre na membrana basilar, que não consegue responder adequadamente às ondas sonoras, comprometendo a conversão do som em potenciais de ação pelas células ciliadas. A perda auditiva neurossensorial ocorre quando há danos nas células ciliadas da cóclea ou nas vias auditivas centrais. NÚCLEOS VESTIBULARES: Os canais semicirculares se comunicam com os núcleos vestibulares mediais e, a partir destes, controlam a orientação da cabeça e dos olhos (por meio do reflexo vestibuloocular). Já o sáculo e utrículo se comunicam com os núcleos vestibulares laterais e se relacionam com o controle postural/equilíbrio pela via vestibuloespinal Os núcleos vestibulares são grupos de neurônios localizados no tronco encefálico que desempenham um papel crucial no processamento das informações vestibulares, que são responsáveis pelo equilíbrio e pela percepção da posição e movimento da cabeça. Os principais núcleos vestibulares são os núcleos vestibulares laterais e os núcleos vestibulares mediais. Núcleos Vestibulares Laterais ● Localização: Os núcleos vestibulares laterais estão localizados na parte lateral do tronco encefálico, especificamente na região do bulbo e da ponte. ● Funções: ● Equilíbrio e Postura: Os núcleos vestibulares laterais são fundamentais para a manutenção do equilíbrio e da postura. Eles recebem informações dos órgãos vestibulares do ouvido interno e enviam projeções para a medula espinhal através da via vestibuloespinal lateral. ● Ativação de Músculos Extensores: Eles facilitam a atividade dos músculos extensores do corpo, ajudando a manter a postura ereta e a estabilizar o corpo durante movimentos. ● Integração Sensorial: Os núcleos laterais também integram informações de outros sistemas sensoriais, como a visão e a propriocepção, para coordenar respostas motoras adequadas. Núcleos Vestibulares Mediais ● Localização: Os núcleos vestibulares mediais estão localizados mais medialmente em relação aos núcleos laterais, também na região do bulbo e da ponte. ● Funções: ● Coordenação dos Movimentos da Cabeça e dos Olhos: Os núcleos vestibulares mediais são importantes para a coordenação dos movimentos da cabeça e dos olhos. Eles ajudam a estabilizar a visão durante o movimento da cabeça, permitindo que os olhos permaneçam fixos em um objeto enquanto a cabeça se move. ● Projeções para o Córtex: Esses núcleos enviam projeções para áreas do cérebro que estão envolvidas no controle dos movimentos oculares, como o núcleo do nervo oculomotor e o núcleo do nervo troclear. ● Integração de Informações Vestibulares: Os núcleos mediais também integram informações vestibulares com dados de outros sistemas sensoriais, contribuindo para a percepção do movimento e do equilíbrio. VISÃO O humor aquoso é formado quase inteiramente como uma secreção ativa pelo epitélio dos processos ciliares, que são pregas lineares que se projetam do corpo ciliar para o espaço que fica atrás da íris. Esses processos ciliares têm uma área extensa de superfície revestida por células epiteliais altamente secretoras, responsáveis pela produção do humor aquoso. Portanto, a produção ativa do humor aquoso ocorre nos processos ciliares, não na íris ou em outras estruturas oculares. Acromatopsia É uma condição visual caracterizada pela incapacidade de perceber cores, resultando em uma visão em tons de cinza. Essa condição é frequentemente referida como "cegueira para as cores" e pode variar em gravidade, desde a percepção limitada de cores até a ausência total de percepção de qualquer cor. O córtex visual primário (V1) é responsável pelo processamento inicial e pela análise de características básicas das informações visuais. O córtex visual secundário (V2) realiza um processamento mais avançado e integra diferentes características visuais. O córtex visual terciário (V3 e áreas associativas) é responsável por processar informações mais complexas, como movimento, cor e reconhecimento de objetos, permitindo uma percepção visual rica e detalhada do ambiente. GLAUCOMA: Doença do olho em que a pressão intraocular se torna patologicamente alta. À medida que a pressão se eleva, os axônios do nervo óptico são comprimidos no ponto de saída do globo ocular no disco óptico. Acredita-se que essa compressão bloqueie o fluxo axonal de citoplasma dos corpos celulares neuronais da retina nas fibras do nervo óptico que levam ao cérebro. O resultado é a falta de nutrição apropriada das fibras, o que ocasionalmente causa morte das fibras envolvidas. O olho é opticamente equivalente à câmera fotográfica comum. Tem um sistema de lentes composto por quatro interfaces refrativas: (1) a interface entre o ar e a superfície anterior da córnea, (2) a interface entre a superfície posterior da córnea e o humor aquoso, (3) a interface entre o humor aquoso e a superfície anterior do cristalino, (4) a interface entre a superfície posterior do cristalino e o humor vítreo. TATO Via Tátil: Corpúsculos de Meissner ● Localização: Encontrados em regiões não pilosas da pele, como nas pontas dos dedos, lábios e plantas dos pés. ● Função: Sensíveis ao toque leve e à vibração de baixa frequência, adaptam-serapidamente após o estímulo. Corpúsculos de Pacini ● Localização: Situados nas camadas mais profundas da pele e em articulações. ● Função: Especializados em detectar pressão profunda e vibrações de alta frequência, respondendo rapidamente a mudanças de pressão. Terminações de Ruffini ● Localização: Localizadas nas camadas mais profundas da pele, ligamentos e tendões. ● Função: Sensíveis a estímulos de estiramento e pressão contínua, ajudam a sinalizar a deformação da pele e dos tecidos. Células de Merkel ● Localização: Encontradas principalmente na ponta dos dedos e em áreas sensíveis da pele. ● Função: Responsáveis pela percepção de toque contínuo e textura, atuando como mecanorreceptores. Mecanorreceptores ● Função: Detectam estímulos mecânicos, como pressão, toque, vibração e estiramento. Nociceptores ● Função: Detectam estímulos que podem causar dor, como lesões teciduais, temperaturas extremas ou substâncias químicas nocivas. Termorreceptores ● Função: Detectam mudanças de temperatura, permitindo a percepção de calor e frio. Quimiorreceptores ● Função: Detectam substâncias químicas no ambiente, permitindo a percepção de gosto, olfato e a monitorização de condições internas do corpo (como níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue. Via Coluna Dorsal-Lemnisco Medial ● Função: Transmite informações sobre toque fino, vibração e propriocepção (sensação de posição do corpo). Via Espinotalâmica ● Função: Transmite informações sobre dor, temperatura e toque grosseiro. Via Trigeminal ● Função: Transmite informações sensoriais da face, incluindo toque, dor e temperatura. Dor Referida ● Definição: A dor referida é a sensação de dor que é percebida em uma parte do corpo diferente daquela onde a lesão ou o estímulo doloroso realmente ocorre. ● Exemplo: Um exemplo clássico é a dor no braço esquerdo que pode ser sentida durante um infarto do miocárdio. Embora o problema esteja no coração, a dor é percebida no braço devido à convergência de vias nervosas no sistema nervoso central. Hiperalgesia ● Definição: Hiperalgesia é um aumento anormal na sensibilidade à dor. Isso significa que um estímulo que normalmente causaria dor leve é percebido como muito mais doloroso. ● Causas: Pode ocorrer após uma lesão, inflamação ou em condições crônicas de dor, como fibromialgia. A hiperalgesia pode ser causada por sensibilização dos nociceptores ou alterações no processamento da dor no sistema nervoso central. Alodinia ● Definição: Alodinia é a percepção de dor em resposta a estímulos que normalmente não causariam dor. Em outras palavras, é uma resposta dolorosa a um estímulo que é normalmente inócuo. ● Exemplo: Um exemplo comum de alodinia é a dor que algumas pessoas sentem ao toque leve na pele, como a sensação de uma leve brisa ou o toque de uma roupa, que não causaria dor em indivíduos saudáveis. Analgesia ● Definição: Analgesia é a ausência ou redução da dor. Pode ser induzida por medicamentos (como analgésicos) ou ocorrer naturalmente no corpo. ● Tipos: ● Analgesia farmacológica: Resulta do uso de medicamentos como opioides, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou analgésicos. ● Analgesia endógena: Ocorre quando o corpo libera substâncias químicas, como endorfinas, que ajudam a reduzir a percepção da dor. Isquemia ● É uma condição médica caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo para um determinado tecido ou órgão, resultando em uma diminuição do fornecimento de oxigênio e nutrientes necessários para a sua função normal. Essa condição pode levar a danos celulares e, se não tratada, pode resultar em necrose (morte celular) do tecido afetado. Asterognosia ● É uma condição neurológica caracterizada pela incapacidade de reconhecer objetos por meio do toque, apesar de a sensação tátil estar intacta. Em outras palavras, uma pessoa com asterognosia pode sentir a forma, textura e peso de um objeto, mas não consegue identificar o que é apenas com o toque. Sistema Exteroceptivo ● Definição: O sistema exteroceptivo é responsável pela percepção de estímulos que vêm do ambiente externo. Ele permite que o organismo detecte e responda a diferentes tipos de estímulos sensoriais. ● Tipos de Sensações: Inclui a percepção de toque, pressão, temperatura, dor e vibração. ● Receptores: Os receptores sensoriais envolvidos incluem mecanorreceptores, termorreceptores e nociceptores, localizados principalmente na pele e em algumas mucosas. Sistema Proprioceptivo ● Definição: O sistema proprioceptivo fornece informações sobre a posição e o movimento do corpo, permitindo a percepção da localização dos membros e do corpo no espaço. ● Função: É crucial para o controle motor e a coordenação, ajudando a manter o equilíbrio e a postura. ● Receptores: Os receptores proprioceptivos incluem fusos musculares (que detectam o alongamento dos músculos) e órgãos tendinosos de Golgi (que detectam a tensão nos tendões), localizados nos músculos, tendões e articulações. Sistema Interoceptivo ● Definição: O sistema interoceptivo é responsável pela percepção de estímulos internos do corpo, como sensações relacionadas a órgãos internos e processos fisiológicos. ● Função: Permite a percepção de estados internos, como fome, sede, dor visceral, e a sensação de batimentos cardíacos e respiração. ● Receptores: Os receptores interoceptivos estão localizados em órgãos internos e vasos sanguíneos, e incluem terminações nervosas que respondem a mudanças em pressão, temperatura e composição química. Sistema Vestibular ● Definição: O sistema vestibular é responsável pela percepção do equilíbrio e da orientação espacial. Ele detecta movimentos da cabeça e a posição do corpo em relação à gravidade. ● Função: É crucial para a manutenção do equilíbrio, coordenação motora e controle da postura. ● Receptores: Os receptores vestibulares estão localizados no ouvido interno, em estruturas chamadas canais semicirculares e órgãos otolíticos (utrículo e sáculo), que detectam movimentos rotacionais e lineares. Fibras A-delta ● Diâmetro: Pequeno (1-5 micrômetros). ● Velocidade de Condução: Rápida (5-30 m/s). ● Função: Transmitem informações sobre dor aguda e temperatura. Elas são responsáveis pela sensação de dor rápida e bem localizada, como a dor causada por um corte ou queimadura. ● Mielinização: São mielinizadas, o que contribui para sua velocidade de condução relativamente alta. Fibras C ● Diâmetro: Muito pequeno (0.3-1.5 micrômetros). ● Velocidade de Condução: Lenta (0.5-2 m/s). ● Função: Transmitem informações sobre dor crônica, dor difusa e sensações térmicas (calor e frio). A dor transmitida por essas fibras é geralmente mais difusa e de início mais lento, como a dor persistente após uma lesão. ● Mielinização: Não são mielinizadas, o que resulta em uma condução mais lenta. Fibras B ● Diâmetro: Intermediário (1-3 micrômetros). ● Velocidade de Condução: Moderada (3-15 m/s). ● Função: Transmitem informações autonômicas e algumas sensações somáticas. Elas são menos comuns em comparação com as fibras A e C. ● Mielinização: São mielinizadas, mas não tão rapidamente quanto as fibras A. Fibras A-beta ● Diâmetro: Grande (5-12 micrômetros). ● Velocidade de Condução: Muito rápida (30-75 m/s). ● Função: Transmitem informações sobre toque leve, pressão e vibração. Elas são responsáveis pela sensação de toque e pela percepção de estímulos mecânicos. ● Mielinização: São mielinizadas, o que permite a condução rápida dos impulsos nervosos. Fibras A-delta e C estão principalmente envolvidas na percepção da dor e temperatura> difere na velocidade de condução, as fibras A-delta são mais rápidas Fibras A-beta são responsáveis pela sensação de toque e pressão Fibras B têm um papel mais limitado e estão associadas a funções autonômicas. >associada a regulação de frequência cardíaca e pressão arterial A mielinização e o diâmetro dasfibras influenciam diretamente a velocidade de condução dos impulsos nervosos. A Afasia de Wernicke e a Afasia de Broca são dois tipos distintos de afasia, que se referem a dificuldades na produção e/ou compreensão da linguagem devido a lesões em áreas específicas do cérebro. Afasia de Wernicke: A lesão ocorre na área de Wernicke, localizada no lobo temporal esquerdo, geralmente na região posterior da área de Broca. Essa área é crucial para a compreensão da linguagem. Compreensão prejudicada. A pessoa tem dificuldades em entender a linguagem falada ou escrita. Embora a produção da fala possa ser fluente, ela geralmente não tem sentido, ou seja, as palavras podem ser usadas incorretamente (parafasia), ou a pessoa pode falar de forma ramificada, sem coesão. > fala é fluente e rápida, mas pode ser desorganizada e incoerente. A pessoa geralmente não está ciente de que sua fala não faz sentido, pois a compreensão da linguagem também está comprometida. Afasia de Broca: 47 A lesão ocorre na área de Broca, localizada no lobo frontal esquerdo, especificamente na região anterior ao sulco lateral. A área de Broca está envolvida na produção da linguagem (fala e expressão). Compreensão geralmente preservada. A pessoa tem dificuldade em produzir frases completas e fluentes, mas consegue entender bem o que está sendo dito, embora tenha dificuldade em responder de maneira adequada. >fala é lenta, hesitante e interrompida, com poucas palavras A pessoa costuma estar consciente das dificuldades e pode ficar frustrada por não conseguir se expressar corretamente. Sinestesia ● Definição: A sinestesia é uma condição neurológica em que a estimulação de um sentido leva a experiências automáticas e involuntárias em outro sentido. Por exemplo, uma pessoa com sinestesia pode ver cores ao ouvir música ou associar números a cores específicas. ● Exemplo: Alguém pode "ver" números como tendo cores específicas ou "sentir" sabores ao ouvir certas palavras. Disgeusia ● Definição: Disgeusia é uma alteração do paladar que resulta em uma percepção distorcida dos sabores. As pessoas com disgeusia podem sentir sabores desagradáveis ou diferentes do que realmente estão consumindo. ● Causas: Pode ser causada por várias condições, incluindo infecções, efeitos colaterais de medicamentos, deficiências nutricionais ou doenças sistêmicas. Ageusia ● Definição: Ageusia é a perda total do sentido do paladar. As pessoas com ageusia não conseguem perceber sabores, o que pode afetar a alimentação e a qualidade de vida. ● Causas: Pode ser causada por lesões nos nervos que inervam as papilas gustativas, infecções, doenças neurológicas ou como efeito colateral de certos medicamentos. Hipogeusia ● Definição: Hipogeusia é a diminuição da sensibilidade ao paladar, resultando em uma percepção reduzida dos sabores. As pessoas com hipogeusia podem achar que os alimentos têm menos sabor do que o normal. ● Causas: Assim como a disgeusia e a ageusia, a hipogeusia pode ser causada por infecções, deficiências nutricionais, efeitos colaterais de medicamentos ou condições médicas. Parosmia ● Definição: Parosmia é uma alteração do olfato em que os cheiros são percebidos de maneira distorcida. Isso significa que uma pessoa pode sentir um odor familiar, mas de forma alterada ou desagradável. ● Causas: Pode ser causada por infecções respiratórias, lesões na cabeça, exposição a substâncias químicas, ou condições neurológicas, como a doença de Parkinson. Anosmia ● Definição: Anosmia é a perda total do sentido do olfato. As pessoas com anosmia não conseguem perceber cheiros. ● Causas: Pode ser causada por obstruções nas vias nasais (como pólipos), infecções virais (como resfriados), lesões na cabeça, ou condições neurológicas. Hiposmia ● Definição: Hiposmia é a diminuição da capacidade de perceber odores. As pessoas com hiposmia podem sentir cheiros, mas de forma reduzida ou menos intensa. ● Causas: Assim como a anosmia, a hiposmia pode ser causada por infecções, obstruções nasais, envelhecimento, ou condições médicas que afetam o sistema nervoso. Prosopagnosia ● é a dificuldade em reconhecer rostos. O núcleo geniculado lateral (NGL) é uma estrutura importante localizada no tálamo, que é uma parte do cérebro. Ele desempenha um papel crucial no processamento e na transmissão de informações visuais. atuando como uma estação de retransmissão que organiza, integra e modula informações visuais antes de enviá-las ao córtex visual. O vértigo posicional paroxístico benigno (VPPB) é uma condição caracterizada por episódios breves de vertigem, geralmente desencadeados por mudanças na posição da cabeça. O nistagmo, que é um movimento involuntário dos olhos, frequentemente acompanha esses episódios, ajudando no diagnóstico da condição. >ocorre devido à queda de otólitos nos canais semicirculares. SISTEMA LÍMBICO Hipotálamo ● Função: O hipotálamo é uma estrutura pequena, mas vital, localizada abaixo do tálamo. Ele desempenha um papel central na regulação de várias funções corporais e emocionais. ● Regulação Hormonal: O hipotálamo controla a liberação de hormônios pela hipófise, influenciando o sistema endócrino. ● Homeostase: Regula funções corporais essenciais, como temperatura, fome, sede e sono. ● Respostas Emocionais: Está envolvido na regulação de respostas emocionais e comportamentais, como a resposta ao estresse e a motivação. Hipófise ● Função: A hipófise, também conhecida como glândula pituitária, é uma glândula endócrina que se localiza abaixo do hipotálamo e é frequentemente chamada de "glândula-mestre" do corpo. ● Liberação de Hormônios: A hipófise secreta hormônios que regulam várias funções corporais, incluindo crescimento, metabolismo, reprodução e resposta ao estresse. ● Interação com o Hipotálamo: O hipotálamo controla a liberação de hormônios pela hipófise, influenciando diretamente o sistema endócrino e as respostas emocionais. Amígdala ● Função: A amígdala é uma estrutura em forma de amêndoa localizada no sistema límbico, que desempenha um papel crucial na emoção e na memória emocional. ● Processamento Emocional: A amígdala é fundamental para a percepção e a resposta a emoções, especialmente medo e prazer. ● Memória Emocional: Está envolvida na formação de memórias emocionais, ajudando a associar experiências a respostas emocionais. ● Respostas ao Estresse: A amígdala ativa respostas de luta ou fuga em situações de estresse ou perigo. Hipocampo ● Função: O hipocampo é uma estrutura em forma de "C" localizada no lobo temporal, que desempenha um papel essencial na formação e recuperação de memórias. ● Memória: O hipocampo é crucial para a formação de novas memórias declarativas (memórias de fatos e eventos) e na conversão de memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. ● Navegação Espacial: Também está envolvido na navegação espacial e na percepção do ambiente. ● Regulação Emocional: O hipocampo interage com a amígdala e outras estruturas do sistema límbico para regular as emoções associadas às memórias. Via córtico-estriatal-tálamo-cortical Está mais associada ao controle motor e à tomada de decisões Via mesolímbica Está relacionada à recompensa e motivação Via hipotalâmico-hipofisária Está envolvida na regulação hormonal e respostas autonômicas Via amígdala-hipotálamo Está envolvida na resposta ao medo e na ativação do eixo HPA (hipotálamo-pituitária-adrenal): A amígdala é uma estrutura-chave no sistema límbico, responsável por processar e gerar respostas emocionais, especialmente o medo e a ansiedade. Quando a amígdala detecta um estímulo ameaçador, ela se comunica diretamente com o hipotálamo para ativar o eixo HPA. Esta ativação desencadeia a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol, que prepara o corpo para uma resposta de "luta ou fuga". A hiperatividade da amígdala pode levar a uma resposta de medo exacerbada, como visto em condições comoa ansiedade e os ataques de pânico Lesão traumática unilateral da medula. > A sensação de dor e temperatura é perdida do lado contralateral à lesão, enquanto a motricidade voluntária e a sensibilidade profunda são afetadas do lado ipsilateral (mesmo lado do corpo). Ao mesmo tempo, a sensibilidade profunda é afetada do lado ipsilateral, já que as vias motoras e sensoriais cruzam em níveis superiores. trato espinotalâmico é uma via sensorial do sistema nervoso central que transmite informações sobre dor, temperatura e algumas sensações táteis grossas da periferia (da pele e outros tecidos) para o cérebro. Ele faz parte do sistema somatossensorial, sendo crucial para a percepção dessas sensações no corpo. trato anterolateral é um conjunto de vias sensoriais localizadas na parte anterior e lateral da medula espinhal, que transmitem informações sobre dor, temperatura e algumas sensações táteis grosseiras para o cérebro. Ele é composto por diversos tratos, incluindo o trato espinotalâmico lateral e anterior, que fazem parte dessa via. 1. Teoria de James-Lange (1884) A teoria James-Lange sugere que as emoções são o resultado de respostas fisiológicas do corpo. Ou seja, o que sentimos como emoção é uma consequência da reação física que ocorre primeiro. Princípio básico: A sequência seria algo assim: um estímulo emocional (como ver um animal perigoso) provoca uma reação fisiológica no corpo (como aumento da frequência cardíaca, suor, respiração acelerada), e é essa resposta corporal que, posteriormente, gera a percepção da emoção (por exemplo, medo). Exemplo: Se você vê um leão, seu corpo começa a tremor, o coração dispara, e, então, você percebe que está com medo. Segundo James-Lange, você não sente medo primeiro, mas sim, você experimenta uma reação fisiológica (como o aumento da frequência cardíaca), e, em seguida, interpreta essa reação como medo. 2. Teoria de Cannon-Bard (1927) A teoria Cannon-Bard, proposta por Walter Cannon e Philip Bard, desafia a visão da teoria de James-Lange. Eles argumentaram que a resposta emocional e a resposta fisiológica ocorrem simultaneamente, não em sequência. Ou seja, o estímulo emocional gera tanto a resposta emocional quanto a resposta fisiológica ao mesmo tempo, de forma independente. Princípio básico: Quando ocorre um estímulo emocional (como ver um leão), o cérebro processa esse estímulo e gera simultaneamente tanto a emoção (como medo) quanto a resposta fisiológica (como aumento da frequência cardíaca). Segundo Cannon-Bard, as duas respostas não dependem uma da outra, mas acontecem ao mesmo tempo. Exemplo: Quando você vê o leão, seu cérebro gera a sensação de medo e ao mesmo tempo o seu corpo começa a tremer ou a ter uma reação fisiológica. As duas respostas ocorrem de maneira independente e simultânea. Comparação entre as duas teorias: James-Lange: A emoção é uma consequência de uma reação fisiológica (a emoção vem depois da resposta física). Cannon-Bard: A emoção e a resposta fisiológica ocorrem ao mesmo tempo e de forma independente. FARMACOLOGIA GENTAMICINA > A gentamicina é um antibiótico aminoglicosídeo que age inibindo a síntese proteica nas células bacterianas. No entanto, um efeito colateral conhecido é sua ototoxicidade, que afeta as células ciliadas externas da cóclea, responsáveis pela amplificação do som e pela transdução de sinais auditivos. A degeneração dessas células leva a uma perda auditiva neurossensorial, que pode ser irreversível, especialmente em altas doses ou em tratamentos prolongados. Benzodiazepínicos > Potencializa a ação do neurotransmissor GABA, resultando em maior influxo de íons cloreto e promovendo a depressão do Sistema Nervoso Central. Os benzodiazepínicos reforçam a ação do GABA nos canais iônicos de cloreto controlados por ligantes do tipo GABAA. A ligação do GABA a sítios GABAA aumenta o fluxo de íon cloreto ao abrir o canal iônico, e os benzodiazepínicos, que atuam como agonistas nos receptores de benzodiazepínicos em outro sítio de complexo receptor GABAA, causam uma amplificação do efeito do GABA em termos do fluxo de íons cloreto ao abrir o canal iônico em maior grau e maior frequência. Ototoxicidade dos aminoglicosídeos: Está relacionada com o acúmulo progressivo do fármaco na perilinfa e na endolinfa da orelha interna. As manifestações de toxicidade vestibular incluem vertigem, desequilíbrio, tonturas, náuseas, vômitos e ataxia, enquanto os sintomas usuais da cóclea toxicidade são zumbido e perda auditiva. FEMAS DOENÇA DE PARKINSON: É um distúrbio neurodegenerativo progressivo que afeta principalmente os movimentos corporais, causando sintomas como tremores, rigidez muscular, lentidão de movimento (bradicinesia) e instabilidade postural. Ela ocorre devido à perda de células nervosas em uma região do cérebro chamada substância negra, que é uma parte dos gânglios da base, responsáveis pela coordenação e controle do movimento. >Na doença de Parkinson, o neurotransmissor mais afetado é a dopamina. A via mais comprometida é a via nigroestriatal, que é responsável pela transmissão dopaminérgica entre a substância negra e o corpo estriado, crucial para o controle motor. A degeneração dos neurônios dopaminérgicos na substância negra resulta em uma diminuição da dopamina disponível, levando a manifestações motoras características da doença, como bradicinesia, rigidez e tremor de repouso. Essa perda de dopamina afeta o equilíbrio entre as vias direta e indireta dos núcleos da base, resultando em dificuldades motoras e outros sintomas associados à doença de Parkinson. Neurotransmissores 1- Adrenalina é um hormônio produzido em situações de alto estresse, ou emocionantes, que estimula o aumento da frequência cardíaca, contrai os vasos sanguíneos e dilata as vias aéreas. 2- Noradrenalina é um neurotransmissor que afeta a atenção e as ações de resposta no cérebro em condições normais. No corpo contrai os vasos sanguíneos, também se relaciona com os processos cognitivos de aprendizagem, criatividade e memória. 3- Dopamina promove estímulo ao sistema de recompensa cerebral, por meio de comportamentos que podem ser naturais, como na alimentação e no sexo, ou antinaturais, como na dependência de drogas. 4- Gaba é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro, seu papel é reduzir a excitação da neurotransmissão do sistema nervoso centra RITMOS CEREBRAIS: EEG (Eletroencefalograma) com padronização internacional dos eletrodos a fim de identificar hemisférios cerebrais (direito e esquerdo), bem como regiões frontais, temporais, parietais, centrais e occipitais. As ondas são medidas em Hz que representam sua frequência oscilatória e se dividem em ondas lentas (delta e teta), ondas vigília relaxada (alfa), ondas de vigília em atividade normal (beta) e ondas de vigília com intensa atividade mental (gama). O ritmo beta, associado a estados de alerta e concentração, é gerado pela interação entre o tálamo e o córtex cerebral o ritmo delta, predominante no sono profundo NREM, desempenha um papel essencial na recuperação e restauração de funções físicas e mentais, pois realmente o ritmo beta está relacionado à vigília, alerta e processos cognitivos e é gerado pelo modo de transmissão contínua (do sensório ao córtex) através do tálamo; e o ritmo delta é predominante no sono profundo ou de ondas lentas (N3) do NREM, um estágio importante na recuperação e restauração de funções físicas e mentais. SONO REM: SONO NREM: Durante o sono NREM, há uma redução da atividade dos neurônios moduladores do tronco cerebral (serotonina, noradrenalina), enquanto o sono REM é caracterizado pela ativação de neurônios colinérgicos no tronco encefálico, que provocam excitação cortical e movimentos oculares rápidos. Núcleos Vestibulares Laterais Núcleos Vestibulares Mediais Mecanorreceptores Nociceptores Termorreceptores Quimiorreceptores Via EspinotalâmicaVia Trigeminal Dor Referida Hiperalgesia Alodinia Analgesia Sistema Exteroceptivo Sistema Proprioceptivo Sistema Interoceptivo Sistema Vestibular Fibras A-delta Fibras C Fibras B Fibras A-beta Sinestesia Disgeusia Ageusia Hipogeusia Parosmia Anosmia Hiposmia Hipotálamo Hipófise Amígdala Hipocampo