Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Universidade Federal Fluminense
Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa
Depto. De Fundamentos de Enfermagem e Administração (MFE)
Disciplina: Fundamentos de Enfermagem I
Profª. Drª Vera Maria Sabóia
Prof. Dr. Carlos Magno Carvalho
Msc Luciano Godinho
Niterói,
Abril de 2016.
Exame físico
∗ Importância do Exame Físico e avaliação Clínica de 
Enfermagem
1. Introdução
Fonte Imagens: http://academiaenfermagem.blogspot.com
∗ O exame físico é realizado visando promover o cuidado em saúde;
∗ É possível obter parâmetros sobre a saúde do cliente, 
confirmando e identificando os diagnósticos de enfermagem
1. Introdução
❖ É parte integrante de qualquer avaliação clínica. 
Juntamente com o Histórico de Enfermagem 
se constitui no ponto de partida para a 
Sistematização da Assistência
❖O “corpo fala”, sendo necessário que quem se 
dispõe a ouvi-lo saiba como fazer
∗ Não expor o cliente além do necessário;
∗ Esclarecer sobre o procedimento a ser 
desenvolvido;
∗ Respeitar as diversidades;
∗ Respeitar as diferenças culturais;
∗ Atentar aos odores exalados durante o exame. 
Devemos lembrar sempre de:
2. Competências para realização do 
Exame Físico
Competências 
técnicas
Competências 
Intelectuais
Competências 
Cognitivas
(RESENDE, 2003)
Inspeção Palpação
Percussão Ausculta
Princípios 
Científicos
Relacionamento Interpessoal
Aspectos Éticos
(BARROS et al. 2009; SILVA, SABÓIA, TEIXEIRA, 2009)
CONHECIMENTO – OBSERVAÇÃO – COMUNICAÇÃO – EXPERIÊNCIA CLÍNICA – 
EXAME FÍSICO
3. Competências para realização do 
Exame Físico
(BARROS et al. 2010; SABÓIA, 1997; STEFANELLI, 2008; SILVA, CIAMPONE, 2003)
∗ Inspeção: Habilidade da Observação. 
∗ Deve-se observar as partes corporais para detectar 
características normais ou não. Avaliar formato, coloração, 
simetria, posição e anormalidades (estática). Deve-se atentar a 
todos os movimentos do cliente (dinâmica).
OBS: Local limpo, silencioso e com boa iluminação. 
∗ Palpação: Habilidade do tato.
∗ As mãos fazem verificações sensíveis de sinais como: 
resistência, elasticidade, rugosidade, textura, temperatura, 
mobilidade, tamanho, edemas, massas, etc. Pode ser Superficial 
ou profunda. (OBS.: As mãos devem estar aquecidas, limpas, as 
unhas cortadas e a abordagem deve ser delicada)
3. Competências para realização do 
Exame Físico
∗ Percussão: Utiliza o tato e a audição. Consiste na vibração 
do corpo com as pontas dos dedos.
∗ Para avaliar tamanho, bordas, consistência dos órgãos 
corporais e descobrir líquidos nas cavidades. Produz os 
seguintes sons: timpânico, submaciço e maciço. 
∗ Ausculta: É a audição dos sons produzidos pelo corpo. Os 
sons são denominados conforme órgão examinado. 
Murmúrios vesiculares nos pulmões, bulhas cardíacas, ruídos 
hidroaéreos no intestinos e sopros na circulação dos vasos.
3. Competências para realização do 
Exame Físico
3. Competências para realização do 
Exame Físico
∗ Inspeção
∗ Percussão
∗ Palpação
∗ Ausculta
Fonte Imagens: 
www.abcdasaude.com.br
∗ O enfermeiro deve se colocar à direita do cliente
∗ Lavagem das mãos ( higienização das mãos*);
∗ Calçamento de luvas;
∗ Preparo do ambiente;
∗ Material: (estetoscópio, esfigmomanômetro, lanterna, martelo de reflexo, 
oftalmoscópio, espéculo, monofilamento, termômetro, régua, relógio,...)
∗ Preparo psicológica do cliente;
∗ Posições de exame: posição sentada e ortostática; supina, decúbito dorsal, 
lateral direito e esquerdo, posição de Sims, litotômica, prona e 
genupeitoral.
4. Organização do Exame Físico
*Fonte: www.anvisa.gov.br ⁄ servicosaude ⁄ manuais ⁄ 
paciente_hig_maos.pdf
http://www.anvisa.gov.br
∗ Preparo profissional – controle de infecção;
∗ Preparo do Ambiente;
∗ Equipamentos;
∗ Preparo físico do cliente;
∗ Preparo psicológico do cliente.
4. Organização do Exame Físico
(POTTER, PERRY, 2009)
Fonte Imagens: Microsoft Office 2010
Equipamentos
Estetoscópio
Esfigmomanômetro
Otoscópio e 
Oftalmoscópio
Espéculo
Fita Métrica
Termômetro
Lanterna
Balança 
portátil
Luva de 
procedimento
4. Organização do Exame Físico
Fo
nt
e 
Im
ag
em
: h
ttp
://
w
w
w.
re
al
no
bi
le
.c
om
Ambiente
http://www.realnobile.com/ceocorporateexecutiveoffice-barradatijucapeninsulasalascomerciaisrj.html
∗ Decúbito Dorsal
Posições
∗ Decúbito Ventral
∗ Decúbito Lateral
Posições
∗ Litotômica
∗ Trendelenburg
Posições
∗ Genupeitoral
∗ Ginecológica
Ortostática
∗ Inspeção geral e comportamento: 
∗ ( gênero, raça, idade, postura, marcha, roupas, higiene, 
odor, fala, afeto,humor,cognição ...)
∗ Altura
∗ Peso
∗ Sinais Vitais 
∗ ( temperatura corporal, pulsação, incursões respiratórias, 
pressão arterial)
∗ Obs: O exame físico é feito no sentido “céfalo-caudal” 
Exame Físico: Início
∗ Avaliada quanto a posição, tamanho, forma e 
contorno.
5. Exame Físico da Cabeça
Fonte Imagem: www.abcdasaude.com.br
Formas do Crânio
∗Macrocefalia: crânio grande. Pode ser por Hidrocefalia ou raquitismo
∗Microcefalia: crânio anormalmente pequeno.
∗Acrocefalia: Crânio em torre (anormalidades esqueléticas).
∗Acromegal ia: mandíbula e ossos da face aumentados 
(hipersecreção de GH).
5. Exame Físico da Cabeça
(BARROS, et al., 
2010)
Macrocefalia
Fo
nt
e 
Im
ag
em
: w
w
w.
ab
cd
as
au
de
.c
om
.b
r
Fo
nt
e 
Im
ag
em
: w
w
w.
m
ed
ic
in
at
od
od
ia
.c
om
.b
r
Microcefalia
Acromegalia
Fo
nt
e 
Im
ag
em
: w
w
w.
m
ed
ic
in
at
od
od
ia
.c
om
.b
r
w
w
w.
dr
ea
m
w
or
ks
st
ud
io
s.
co
m
http://www.medicinatododia.com.br/
∗ Observar Simetria e expressão fisionômica
∗ FÁSCIES HIPOCRÁTICA
▪ Olhos fundos, parados e inexpressivos.
▪ Nariz afilado, podendo ter batimento de asa de nariz.
▪ Lábios adelgaçados.
▪ Palidez cutânea com tendência a leve sudorese.
▪ Discreta cianose labial.
▪ Indica doença grave, geralmente crônica e “terminal”. 
6. Exame Físico da Face
(POTTER, PERRY, 2009) Fonte Imagem: POTTER, PERRY, 2009, p. 561
∗ FÁCIES BASEDOWIANA
▪ protrusão do globo ocular (exoftalmia).
▪ olhos e mucosas brilhantes.
▪ cabelos finos e brilhantes, podendo ter 
“madarose”
▪ rosto fino ,com saliência malar e zigomática 
(magro).
▪ presença de agitação e vivacidade, podendo 
ter ansiedade pronunciada.
▪ presença de bócio tireoidiano
6. Exame Físico da Face
(POTTER, PERRY, 2009) Fonte Imagem: POTTER, PERRY, 2009, p. 561
∗ FÁCIES MIXEDEMATOSA
▪ olhos inexpressivos com pálpebras enrugadas e 
infiltradas (edema).
▪ cabelo seco e sem brilho.
▪ rosto arredondado com traços faciais 
exuberantes e acentuação dos sulcos faciais.
▪ supercílios escassos – madarose.
▪ nariz e lábios engrossados.
▪ pele seca e espessada.
▪ expressão de desânimo e apatia.
▪ indica hipotireoidismo.
6. Exame Físico da Face
(BARROS et al., 2010)
Fonte Imagem: BARROS et al., 2010, p. 172
∗ FÁCIES CUSHINGÓIDE
▪ olhos expressivos com pálpebras atípicas.
▪ hipertricose e hirsutismo.
▪ rosto arredondado com traços faciais 
atenuados e perda dos sulcos faciais.
▪ pele úmida, tendendo a sudorese e com 
presença de acne.
▪ expressão ativa
▪ fácies em lua cheia.
▪ indica hipercortisolismo
6. Exame Físico da Face
(POTTER, PERRY, 2009) Fonte Imagem: POTTER, PERRY, 2009, p. 561
∗ FÁCIES RENAL
▪edema peri-orbitário 
acentuado, podendo ou não 
ter edema facial.
▪ palidez cutâneo-mucosa.
▪ indica doenças renais 
difusas, principalmente 
síndrome nefrótica
(POTTER, PERRY, 2009)
Fonte Imagem: http://midwives.blogfa.com
6. Exame Físico da Face
http://midwives.blogfa.com/
∗ FÁCIES LEONINA
▪ pele espessa com lesões dermatológica 
(lepromas) predominando em fronte.
▪ nariz e lábios espessado e alargado.
▪ ausência de supercílios e pelos faciais.
▪ deformidade de bochechas e mento 
com formações nodulares.
▪ aspecto de “cara de leão”.
▪ indica Hanseníase.
(POTTER, PERRY, 2009) Fonte Imagem: http://www.pulsorock.com
6. Exame Físico da Face
http://www.pulsorock.com/
∗ Exame das conjuntivas;
∗ Esclerótica;
∗ Pupilas;
∗ Acuidade Visual.
7. Olhos
FonteImagem: http://abcdasaude.com.br
(BARROS, et al., 2010)
http://midwives.blogfa.com/
∗ Inspecionar a mucosa nasal com 
iluminação.
∗ O uso de cocaína, opióides e 
descongestionantes nasais com 
frequência causa edema e aumento da 
vascularização da mucosa.
∗ SNG causa rompimento da pele e 
escoriação da narina.
∗ Seios da face: Palpação dolorosa = 
Sinusite
∗ Cuidados em Sangramento Nasal 
(Epistaxe)
8. Nariz e seios da face
(POTTER, PERRY, 2009)
Fonte Imagem: Microsoft Office 2010
▪ Inspecionar pavilhão auricular externo: 
cor (hiperemia = febre), forma, tamanho, 
simetria, marcos. Ex: Síndrome de 
Down (orelhas de implantação baixa)
▪Dor (otalgia): Sinal de Tragus = 
inflamação
▪ Identificar problemas de audição
▪As estruturas profundas do ouvido 
externo e médio podem ser observadas 
apenas com a ajuda de um otoscópio.
▪Cuidados com a presença de corpos 
estranhos no canal auditivo. 
9. Ouvidos
(POTTER, PERRY, 2009)
Imagem: Composição própria com 
imagens www.abcdasaude.com.br
▪Lábios: Inspecionar coloração, textura, hidratação, contorno e 
lesões. 
▪Mucosa Oral: com luvas, observar mucosa interna do lábio, laterais 
da boca, língua, assoalho e palato. Observar a halitose.
▫ Identificar coloração, presença feridas, estomatites aftosas, 
próteses, monilíase, manchas de Koplik (sarampo), leucoplasias 
(placas brancas, indolores, pré cancerígenas), tumores.
▪Língua: saburrosa, seca (desidratação/ medicamentos), lisa (perda 
das papilas-anemia/ desnutrição), candidíase.
10. Cavidade Oral
(POTTER, PERRY, 2009)
∗ Avaliação do Hálito
10. Cavidade Oral
ODOR ORIGEM OU LOCAL CAUSAS 
POTENCIAIS
DIAGNÓSTICO DE 
ENFERMAGEM
Alcoólico Cavidade oral Ingestão de Álcool • Déficit para o 
autocuidado
• Dentição 
prejudicada
• Mucosa Oral 
prejudicada
• Risco de glicemia 
instável
• Risco para função 
hepática instável
Halitose Cavidade oral Má higiene dental e 
oral; gengivite
Hálito cetônico Cavidade oral Diabetes mellitus 
descompensado
(acidose diabética)
(POTTER, PERRY, 2009)
10. Cavidade Oral
∗ Monilíase
∗ Manchas de Koplik
∗ Leucoplasia bucal
∗ Língua saburrosa
Fo
nt
e 
im
ag
en
s:
 h
ttp
://
pa
to
ra
l.u
m
ay
or
.c
l
▪Gengivas: sangramento (gengivite), 
lesões, hiperplasia, aftas, placa 
bacteriana, ...
▪Dentes: Cáries, malformações , 
escovação precária.
▪Faringe: observar com abaixador de 
língua, as mesmas características da 
mucosa oral.
10. Cavidade Oral
(POTTER, PERRY, 2009) Fonte Imagem: http://abcdasaude.com.br
http://midwives.blogfa.com/
∗ Pesquisa por linfonodos 
infartados;
∗ Turgência de artérias carótidas e 
veias jugulares;
∗ Avaliação da Tireoide.
11. Exame Físico do Pescoço
Fonte Imagem: http://abcdasaude.com.br
(POTTER, PERRY, 2009)
http://midwives.blogfa.com/
∗ Avaliação da Tireoide
11. Exame Físico do Pescoço
Fonte Imagem: www.abcdasaude.com.br
Umidade: 
(1) Preservada 
(2) Diminuída 
(3) Aumentada
Textura: 
(1) Preservada 
(2) Lisa ou Fina 
(3) Áspera 
(4) Enrugada
Temperatura: 
(1) Preservada 
(2) Aumentada 
(3) Diminuída
Mobilidade 
(1) Preservada 
(2) Diminuída ou Ausente 
(3) Aumentada
Elasticidade 
(1) Preservada conforme a idade 
(2) Hiperelástica 
(3) Hipoelástica
Turgor 
(1) Preservado conforme a idade 
(2) Diminuído (indica desidratação)
12. Exame Físico da Pele
Fo
nt
e 
Im
ag
em
: w
w
w.
ab
cd
as
au
de
.c
om
.b
r
COR CONDIÇÃO CAUSAS LOCAL DE 
AVALIAÇÃO
Azulada (cianose) Aumento de 
desoxiemoglobina 
associada à hipóxia
DPOC ( Deficiência 
Pulmonar Obstrutiva 
Crônica), ambiente 
frio
Leito ungueal, lábios, 
boca, pele.
Pálida Oxiemoglobina 
diminuída
Anemia, choque, 
hipoglicemia
Face, conjuntiva, 
palma da mão
Perda de 
pigmentação
Condição congênita Vitiligo Áreas disseminadas
Amarelo-
alaranjada 
(icterícia)
Aumento de bilirrubina 
tecidual
Doença hepática, 
destruição de 
hemácias
Esclerótica, pele, 
mucosa oral
Avermelhada Vasodilatação, 
fragilidade capilar
Febre, trauma, rubor Sítio do trauma, face
Marrom Aumento de melanina Bronzeamento, 
gravidez
Face, braços, 
mamilos, tronco
12. Exame Físico da Pele
Avaliação da Coloração
Fo
nt
e 
Im
ag
en
s:
 w
w
w.
ab
cd
as
au
de
.c
om
.b
r
∗ Ausculte e escute meu coração...
13. Exame Físico e Humanização
∗ ALFARO-LÉFEVRE, R. Aplicação do processo de enfermagem: um guia passo a passo. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 
2005
∗ BARROS, ALBL et al. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. 2 ed. Porto Alegre (RS): 
Artmed, 2010. 
∗ LUNNEY, M. Pensamento crítico e diagnósticos de enfermagem: estudos de caso e análises. Porto Alegre (RS): Artmed, 
2004
∗ NANDA Internacional. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011. Porto Alegre (RS): 
Artmed, 2011
∗ POTTER, PA; PERRY, AG. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro (RJ): Elsevier, 2009
∗ RESENDE, E. O livro das competências – desenvolvimento das competências: a melhor autoajuda para pessoas, 
organizações e sociedade. 2 ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003.
∗ SABÓIA, VM. A mão dupla do poder. Niterói (RJ): EdUFF, 1997
∗ SILVA, AL; CIAMPONE, MHT. Um olhar paradigmático sobre a Assistência de Enfermagem: um caminhar para o cuidado 
complexo. Rev. esc. enferm. USP,  São Paulo,  v. 37,  n. 4, 13-23, dez.  2003
∗ SILVA, CMC; SABOIA, VM; TEIXEIRA, ER. O ensino do exame físico em suas dimensões técnicas e subjetivas. Texto 
contexto - enferm.,  Florianópolis,  v. 18,  n. 3, set.  2009.
∗ STEFANELLI, MC; CARVALHO, EC. A comunicação nos diferentes contextos da enfermagem. Barueri (SP): Manole, 2008
Referências Bibliográficas
lucianogodinho@yahoo.com.br
mailto:lucianogodinho@yahoo.com.br

Mais conteúdos dessa disciplina