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2015_ Artigo_Liderança_Assertiva_Morel_Pra_Fagundes_Knakievicz

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Curso de Pós-Graduação em Dinâmica dos Grupos desenvolvido pelas Faculdades Monteiro Lobato – FATO,
 em parceria com a Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos – SBDG
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ESTUDO DOS PROCESSOS EMOCIONAIS, INTELECTIVOS E 
COMPORTAMENTAIS NA LIDERANÇA ASSERTIVA
Elisangela Gonzales Morel�
Estela Centurion Benítez�
Luiz Fernando Antunes�
Tanise Knakievicz�
Resumo
Este estudo analisa o papel das emoções do líder, sobre a própria assertividade, no processo de inclusão, ou não, de pessoas no grupo que lidera, por meio do estudo bibliográfico dos processos de comunicação, emocional, e de inclusão. A partir desta análise concluímos que, o líder assertivo é aquele que, dentre outras habilidades tem: a) bom convívio íntimo com emoções ambíguas, próprias ou de outrem; b) diplomacia no acolhimento da complexidade dos grupos; c) compreensão e expertise no uso das diversas linguagens de comunicação interpessoal e intrapessoal para manter a coerência entre os contratos formais e psicológicos e d) imunidade ao comportamento de espelhamento neuronal. Em síntese, líder é aquele que é consciente de que o estado emocional define o comportamento; e o comportamento é o que define o poder de liderança.
Palavras-chaves: Liderança. Grupos. Assertividade. Inclusão. Emocionalidade
Abstract: This study examines the role of the leader's emotions on their own assertiveness in the process of inclusion, or not, of people in the group that leads, through the bibliographical study of communication, emotional, and inclusion processes. From this analysis we conclude that the assertive leader is one who has the following skills: a) good intimate contact with yours ambiguous emotions or those of others; b) diplomacy in accommodating the complexity of the groups; c) understanding and expertise in the use of the languages of interpersonal and intrapersonal communication; and d) immunity to neuronal mirroring behavior. In summary, the leader is aware that the behavior is what defines the power of leadership.
key words: Leadership. Groups. Assertiveness. Inclusion. emotionality
1 Introdução
As emoções, por serem inerentes às relações humanas, podem ter impactos decisórios no cotidiano dos grupos e, consequentemente, na sociedade. A possibilidade da emocionalidade de um líder afetar a própria assertividade no processo de decisão de inclusão ou não, de uma pessoa ou uma ideia no grupo, e consequentemente, influenciar todo um grupo de pessoas, motivou esta investigação. As emoções; respostas autônomas, instintivas, mesmo que não percebidas conscientemente; tem papel cotidiano e decisório no direcionamento dos grupos e, consequentemente, na sociedade, sendo relevante este estudo, inclusive, para a ciência das dinâmicas grupais.
Foram analisados os possíveis impactos da emocionalidade do líder sobre a própria assertividade, no processo de inclusão, ou não, de pessoas no grupo o qual lidera. Partimos dos seguintes questionamentos: a emocionalidade do líder pode afetar na sua assertividade ao incluir novos membros dentro dos grupos? Quais impactos que a emocionalidade do líder causa na própria assertividade, ao incluir, ou não, pessoas dentro dos grupos? Ao conhecer mais acerca das próprias reações emocionais, o líder poderá ser capaz de realizar o processo de inclusão de um membro ao grupo de uma forma assertiva? 
A análise foi baseada em publicações a respeito dos temas liderança, comunicação, assertividade e emoções, e de como os processos emocionais e comunicativos contribuem para a assertividade, no processo de inclusão de novos participantes em um grupo. 
Assim, para compreender os impactos da emocionalidade do líder neste processo, apresentamos, primeiro, as definições de líder e liderança, depois fazemos uma descrição de elementos componentes desta abordagem de estudo: a) o processo de comunicação, b) processo emocional, c) o processo de inclusão, e d) o processo de assertividade. Por terceiro, discutimos se existe um padrão de emoções que podem aflorar num determinado indivíduo, ao exercer um papel de liderança; quais são as emoções que influenciam na assertividade; e quais posturas um líder pode ter para amenizar o impacto das próprias emoções, e ser assertivo, ao interagir com o grupo que lidera. Por último apresentamos as conclusões.
2 Liderança
Líder é a pessoa, no grupo, à qual foi atribuída uma posição de responsabilidade, formal ou informalmente, para coordenar as atividades. Sua ocupação maior é influenciar o comportamento das pessoas para que atinjam algum objetivo específico do grupo. Líder, também, é aquele que motiva as pessoas à ação, promovendo a autonomia e a tomada de decisão e de responsabilidade, ou seja, promove a emancipação de seguidores em líderes, e líderes, em agentes de mudança (BENNIS; NANUS, 1988, p. 22; MAXWELL, 2011, p. 34; MOSCOVICI, 2008, p. 41; HUNTER, 2004, p. 25). Contudo, nas organizações há uma saturação gestão de procedimentos, em contraste com a flagrante ausência de liderança efetiva (BENNIS; NANUS, 1988, p. 23), tão necessárias nos momentos de mudança e crises de crescimento dos mais diversos setores das organizações humanas.
O líder deve servir a equipe, ao mesmo tempo, como modelo e referencial, com imagem de segurança e confiança e como exemplo de integridade e ética. Esses são elementos importantes para atrair a vontade e a motivação das pessoas, direcionando suas ações para os resultados delineados conforme o plano diretor (BENNIS, 1996). O líder é aquele que toma decisões críticas em importantes áreas, e depois gerencia essas decisões no dia a dia ciente de sua responsabilidade (MAXWELL, 2011, p. 149). 
A liderança é um mecanismo de harmonizar as necessidades dos indivíduos com as exigências do ambiente (organizações ou sociedade) (BERGAMINI, 1994). Assim, a liderança pode ser considerada um sistema organizador da entropia, a qual é a característica chave dos sistemas abertos (MATURANA; VARELA, 1995, p. 30). A Liderança, ao modificar o ambiente, gera ruptura do status quo e mudanças (BERGAMINI, 1994.), resultado, em parte, da intenção do líder de influenciar um grupo à alcançar os objetivos propostos, através de incentivos ou recompensas. Em síntese: 
“O poder deve ser a energia fundamental necessária para lançar e sustentar uma ação ou, dito de outro modo, a capacidade para traduzir a intenção em realidade e de sustentar a ação. A liderança é o uso judicioso deste poder” (BENNIS & NANUS, 1988, p. 25).
A Liderança é algo fluído, que flui na direção de maior confiança, e que não está no controle em por limites, tetos, ou regras, a liderança está em abarcar os contratos psicológicos díspares entres os membros de uma equipe, compreende-los, decifrá-los e dar um sentido de foco as diversidades (MAXWELL, 2011, p. 110). Liderar não é estabelecer limites ou motivações, é apontar o foco (GOLEMAN, 2014, p. 232). Para tal, o líder compreende e comunica com clareza, à equipe, o senso de missão do projeto que lidera; a disposição para rejeitar comodismos, ouvir críticas e suportar os problemas inerentes da função; o discernimento para analisar o futuro e planejar estratégias; e bem como energia, boa saúde e força moral, e assim, estabelece e mantém os vínculos de confiança da equipe (MAXWELL, 2011, p. 65).
Para Moscovici (1995, 2008), existem quatro estilos principais de liderança: a Liderança autoritária, a de apoio, a participativa e a orientada para a realização. Nestes tipos de liderança, ela se exerce em dois níveis de atividade de interação no grupo: o nível da tarefa e o nível sócio-emocional. A predominância de algum deles define um estilo de liderança de acordo com necessidades do líder, que pode ser de controle ou de participação, ou seja, orientadas para controle/tarefa, ou orientadas para a participação/ manutenção e fortalecimento do próprio grupo.
2.1 Processo de comunicação
As capacidades de interação social, de comunicação