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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI – UFPI CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DEPARTAMENTO DE MORFOFISIOLOGIA VETERINÁRIA DISCIPLINA: GENÉTICA ANIMAL PROF. MARCOS DAVID FIGUEIREDO DE CARVALHO RESUMO SOBRE EPISTASIA MAYARA CAROLINE DE OLIVEIRA MELO TERESINA-PI 2025.1 2 A epistasia é um tipo de interação gênica não alélica em que um gene (chamado de epistático) inibe ou interfere na expressão de outro gene (chamado de hipostático), localizado em um locus diferente. Diferente das interações alélicas (como dominância e recessividade), a epistasia envolve a relação entre genes distintos. Existem vários tipos de epistasia, classificados de acordo com o efeito do gene epistático sobre o hipostático: EPISTASIA RECESSIVA: Ocorre quando o alelo recessivo de um gene inibe a expressão de outro gene. Exemplo: Na cor da pelagem de camundongos, o gene recessivo "aa" pode inibir a produção de pigmento, resultando em albinismo, independentemente dos alelos do outro gene que controla a cor. EPISTASIA DOMINANTE: Ocorre quando o alelo dominante de um gene suprime a expressão de outro gene. Exemplo: Em abóboras, um alelo dominante "W" inibe a cor, resultando em frutos brancos, mesmo que o outro gene tenha alelos para cor amarela ou verde. EPISTASIA DUPLA RECESSIVA: Dois genes interagem de modo que apenas a presença de pelo menos um alelo dominante em ambos (A_B_) produz um fenótipo específico. Exemplo: Na cor de flores de ervilhas-de-cheiro, apenas plantas com A_B_ produzem pigmento; combinações como aaB_, A_bb ou aabb resultam em flores brancas. EPISTASIA DUPLA DOMINANTE: A presença de um alelo dominante em qualquer um dos dois genes resulta no mesmo fenótipo. Exemplo: Em algumas aves, A_bb ou aaB_ podem produzir penas coloridas, enquanto aabb resulta em penas brancas. EPISTASIA DOMINANTE E RECESSIVA: Combina efeitos de um gene dominante epistático e um recessivo hipostático. Exemplo: Em cães labradores, o gene "E" (epistático dominante) controla a deposição de pigmento, enquanto o gene "B" define a cor (preto ou marrom). A epistasia é uma exceção à Segunda Lei de Mendel (Lei da Segregação Independente), pois os genes não segregam de forma totalmente independente devido à interação entre eles, alterando as proporções fenotípicas esperadas (9:3:3:1). A epistasia ajuda a explicar: A diversidade fenotípica além das proporções mendelianas Simples; mecanismos complexos de herança em doenças genéticas e melhoramento de plantas e animais. A epistasia demonstra como genes em locus diferentes podem interagir, modificando fenótipos e proporções genéticas. Seu estudo é essencial para entender a genética quantitativa e a evolução de características complexas. 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI – UFPI CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA