Prévia do material em texto
AO2 · Entrega 16 de jun de 2024 em 23:59 · Pontos 6 · Perguntas 10 · Disponível 3 de jun de 2024 em 0:00 - 16 de jun de 2024 em 23:59 · Limite de tempo Nenhum · Tentativas permitidas 2 Instruções Importante: Caso você esteja realizando a atividade através do aplicativo "Canvas Student", é necessário que você clique em "FAZER O QUESTIONÁRIO", no final da página. Este teste não está mais disponível, pois o curso foi concluído. Histórico de tentativas Tentativa Tempo Pontuação MAIS RECENTE Tentativa 1 63 minutos 5,4 de 6 Pontuação desta tentativa: 5,4 de 6 Enviado 3 de jun de 2024 em 23:34 Esta tentativa levou 63 minutos. Pergunta 1 0,6 / 0,6 pts Leia o texto a seguir: A política pombalina, na busca do fortalecimento do Estado, acabou por elaborar um ataque às várias faces do poder eclesiástico construindo uma nova estrutura em lugar daquela que até então compartilhava com a Igreja, ou seja, como esclarece Falcon (1982, p. 135): "a essência daquela prática foi a secularização" e o seu objetivo foi derribar a mentalidade e a ideologia eclesiástica, substituindo a mesma por uma ideologia secular. O argumento foi que o pensamento clerical-jesuítico, na esfera política e mental, dominava as consciências, bloqueava o avanço das luzes e retardava o progresso. Partiam daí as exigências de tolerância e de reforma da educação: só poderia haver espíritos esclarecidos se a educação obedecesse aos princípios dos filósofos. As reformas pombalinas visavam, em última instância, a utilização da instrução pública como instrumento ideológico modificador de um corpo social incompatível com as ideias iluministas. É importante ter presente que havia uma efetiva vontade de substituir os métodos pedagógicos utilizados pela Companhia de Jesus por instrumentos educacionais condizentes com a perspectiva da necessidade de criar um homem novo, mais adaptado às necessidades de uma sociedade capitalista, de modo que se identifica o imperativo premente de uma reforma no sistema educacional português. Por interesse e conveniência política houve a convergência em atribuir ao trabalho da Companhia de Jesus a responsabilidade pelo pretenso descalabro sistêmico e doutrinário a que a educação se viu envolvida. Fonte: ARRIADAL, E.; TAMBARALL, E. A. C. Aulas Régias No Brasil: O Regimento Provivizional Para Os Proffessores De Philosofia, Rhetorica, Grammatica E De Primeiras Letras No Estado Do Grão-Pará (1799). Hist. Educ. vol. 20 no. 49 Santa Maria May/Aug. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-34592016000200287 Identifique os conceitos que representam as políticas pombalinas para a educação. Educação Secular – Cristianismo – Progresso – Medievalismo. Educação clerical – Luzes – Progresso – Medievalismo. Educação clérigo-secular – Cristianismo – Avanço – Iluminismo. Educação industrial – Iluminismo – Eclesialismo – Socialismo. Correto! Educação secular – Luzes – Progresso – Capitalismo. A alternativa está correta, pois as reformas pombalinas tinham como objetivo superar o pensamento medieval, a educação clerical-jesuítica, propondo uma educação secular, ou seja, uma educação voltada para as coisas práticas do mundo, bastante influenciada pelas ideias iluministas, ou das Luzes, que levasse o país ao desenvolvimento capitalista, tido como sinônimo de progresso. Pergunta 2 0,6 / 0,6 pts Leia o texto abaixo: A Pedagogia Libertária não esteve, obviamente, comprometida com a sociedade existente. Pelo contrário, desenvolveu-se no sentido de transformação da ordem socioeconômica vigente, procurando moldar o ensino para a construção de um novo homem e de uma nova sociedade. Para o pensamento libertário, a tríade capitalismo, Estado e Igreja representava a velha sociedade que deveria sucumbir para dar lugar à sociedade anarquista-comunista, sem divisão de classes, sem ser burocratizada, sem centralização do poder. O lema era a conquista do ‘homem livre sobre a Terra livre’, que se refletia no ideal pedagógico de Ferrer: ‘a infância libre e feliz’. Fonte: GHIRALDELLI Jr. História da Educação. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1994. Série Formação do Professor. p. 23. Considerando a informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A Pedagogia Libertária se baseava em princípios que prezavam pela liberdade, sem formar o ser humano para a competitividade no mercado capitalista. PORQUE II. O ideal anarquista, que baseia a Pedagogia Libertária, é contrário a existência do Estado e de qualquer maneira de exercício de poder entre as pessoas. A respeito das asserções, assinale a opção correta. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I. A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. Correto! As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Alternativa correta. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Os ideais anarquista, socialista e comunista chegaram às classes populares com a vinda de imigrantes europeus para o trabalho nas fábricas. O ideal que mais influenciou o sindicalismo no Brasil durante a Primeira República foi o anarquismo, por isso, muitas escolas operárias do período possuem tendência anarquista. As asserções estão corretas e uma está relacionada à outra, pois a Pedagogia Libertária previa a educação com propósitos contrários ao do capitalismo e da exclusão social. Pergunta 3 0,6 / 0,6 pts Leia os textos: Texto I O período histórico conhecido como Pré-História é definido como o momento da História da humanidade em que o homem ainda não havia criado a escrita. Sua periodização tem por origem o surgimento dos primeiros seres humanos até por volta de 4000 a.C. Porém, a afirmação de que esse período é o da Pré-História, ou seja, um período anterior à História, foi feita por historiadores do século XIX que definiam que para se falar de História era necessário que o homem houvesse produzido algum tipo de documento escrito. Esse tipo de visão estava ligado à perspectiva evolucionista da História, o que leva a afirmar que diversas sociedades agrárias (algumas existindo ainda nos dias atuais) estariam na Pré-história, por não utilizarem e/ou produzirem algum tipo de documentação escrita. Entretanto, existe uma imensa quantidade de documentos não escritos, como pinturas rupestres, sítios arqueológicos, ossadas, fósseis, entre outros, que permitem estudar a ação desses seres humanos que viveram há milhares de anos. Esses vestígios são tratados como fontes históricas, e a pesquisa sobre eles permitiu ainda dividir a Pré-História em dois períodos, de acordo principalmente com os tipos de ferramentas utilizados pelas pessoas da época: o período Paleolítico (até 10000 a.C.) e o período Neolítico (10000-4000 a.C.). Essa seção do Mundo Educação tem artigos sobre o tema, onde você pode saber por que o período Paleolítico é conhecido como Idade da Pedra Lascada e o Período Neolítico é conhecido como período da Pedra Polida, bem como sobre a evolução da espécie humana. Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/prehistoria.htm Texto II A disciplina História da Educação possui como objetivo abordar as relações de construção, aquisição e transmissão de conhecimentos e saberes nas mais diversas sociedades e grupos humanos, desde quando éramos nômades até os dias atuais. Nesse sentido, iremos estudar as vivências e formas de convívio entre os seres humanos, da época na qual não possuíamos moradia fixa e vagávamos em busca de alimento até os dias atuais, onde a tecnologia prevalece em nossa sociedade. Para tanto, levaremos em conta que: O ato pedagógico pode, então, ser definido como uma atividade sistemática de interação entre seres sociais,tanto no nível do intrapessoal como no nível da influência do meio, interação essa que se configura numa ação sobre sujeitos ou grupos de sujeitos visando provocar neles mudanças tão eficazes que os tornem elementos ativos desta própria ação exercida. (ARANHA, 1996a, p. 50). A partir desses pressupostos, além da importância dos conhecimentos relacionados à história, é necessário ressaltar o merecido destaque que recebe a Filosofia, pois o pensamento filosófico se configura como base para refletirmos sobre as mais diversas características da educação em sociedades que viveram em outros tempos e espaços. Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir e demonstre a afirmação correta. I. Embora na pré-história não houvesse, o desenvolvimento da leitura e da escrita, é possível estudarmos e conhecermos o desenvolvimento histórico da educação desde a idade média, pois, existe uma imensa quantidade de documentos não escritos, como pinturas rupestres, sítios arqueológicos, ossadas, fósseis, entre outros, que permitem estudar a ação desses seres humanos que viveram há milhares de anos. II. Em função da ausência de registros de escrita na idade média, não podemos considerar que a história da educação esteve presente e deva ser considerada desde a pré-história. III. Embora na pré-história houvesse formas de expressão registrada nas paredes das cavernas, não se sabe ao certo se eram realizadas de forma aleatória, sem função, ou se havia de fato a intencionalidade de transmitir alguma mensagem através delas. IV. A ciência busca muitas respostas para a existência humana e seu desenvolvimento, principalmente no que diz respeito a educação. No entanto, não estamos certos de que mesmo observando as pinturas rupestres tenhamos alguma resposta para tal. É correto apenas o que se afirma em: I, III e IV. II e III. II e IV. I e IV. Correto! I. Alternativa correta, pois somente a afirmação I é correta. Apesar da ausência de leitura e escrita na pré-história, é viável explorar e compreender o desenvolvimento histórico da educação desde a Idade Média. Isso se deve à abundância de evidências não textuais, como pinturas rupestres, sítios arqueológicos, ossadas, fósseis e outros vestígios, que possibilitam a análise das atividades daqueles seres humanos que viveram há milhares de anos. Pergunta 4 0,6 / 0,6 pts Leia o texto a seguir: As ideias e concepções que Martinho Lutero elabora sobre a educação, durante o movimento da Reforma Protestante, podem ser encontradas em diversos de seus escritos, entretanto, suas propostas específicas para a educação escolar concentram-se em três deles: "À nobreza cristã da nação alemã, acerca da melhoria do estamento cristão", de 1520; "Aos conselhos de todas as cidades da Alemanha para que criem e mantenham escolas cristãs", de 1524, e "Uma prédica para que se mandem os filhos à escola", de 1530 (Lutero, 1995, v. 5). Ao analisar esses textos, constata-se que suas propostas para a educação giram em torno tanto da organização de um sistema de ensino, como discutem princípios para a educação. Dessa maneira, ele procura responder, entre outras, questões detalhadas sobre a criação e o funcionamento de escolas que, na sua avaliação, deveriam ser cristãs. As orientações para a organização de um sistema escolar envolvem temas como: a criação de um novo currículo, ressaltando conteúdos e tipos de livros; a defesa de método lúdico (opondo-se ao usado no antigo sistema escolar), ainda baseado na oralidade e na memorização e com períodos de estudo diferentes para meninos e meninas, associando atividades domésticas para estas e o aprendizado de um ofício para aqueles; a necessidade de professores bem preparados e com muita experiência; entre outros. Rompendo uma tradição da época, de responsabilidade da Igreja pelas escolas, Lutero chama a atenção das autoridades seculares, mais especificamente dos conselhos municipais da Alemanha, e as incumbe dos encargos da educação escolar; dessa forma, o sustento econômico para a criação e manutenção das escolas seria de responsabilidade das instituições políticas locais. Diante dessa proposição, pode-se destacar que, além de orientações para a organização de um sistema de escolas, Lutero também defende princípios que inovam a educação escolar do período. Para ele, a educação deveria ser para todos, independentemente do gênero e classe social; conclama que todos os pais, patrões e gente pobre enviem suas crianças para a escola para serem instruídos. Afinal, a cidade precisava tanto de gente comum instruída, e que poderia se tornar um simples pregador, como dependia dos filhos dos patrões para se tornarem príncipes, senhores ou conselheiros que exercessem a sua função de maneira cristã. Sendo assim, ainda que defendesse uma educação com objetivos diferentes para as distintas classes sociais, Lutero propõe uma educação popular, de acesso a todos. Fonte: BARBOSA, L. M. R. Estado e educação em Martinho Lutero: a origem do direito à educação. Cad. Pesqui. vol.41 no.144 São Paulo Sept./Dec. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742011000300012 Segundo a visão de Lutero, a educação escolar precisava de Correto! um sistema de ensino público, com professores bem preparados e currículos definidos, estendido igualmente a todas as pessoas. A alternativa está correta, pois Lutero teria sido um dos primeiros pensadores a pensar a educação como um sistema público, controlado pelas autoridades, com recursos advindos dos impostos, para que todos os integrantes recebessem o mesmo tipo de educação escolar. Esse modelo de educação deveria ser cristão, com um currículo bem definido, ministrado por professores muito bem preparados. Como o sistema seria único, todos aprenderiam juntos, sem distinção entre classes sociais e gênero, superando o modelo disciplinar, autoritário do período medieval, apostando nas atividades lúdicas como importantes aliadas para o processo de ensino e aprendizagem. intensa observação para que meninos e meninas estejam aprendendo em horários diferentes. todo cuidado para impedir que a educação tivesse algum grau de ludicidade, visto que o lúdico não é um bom recurso pedagógico. uma igreja transformada, para dar conta da educação mais adequada, precisava dividir a educação dos príncipes das demais pessoas. conteúdos ligados à fé islâmica, para que os cristãos aprendessem o modo de pensar dos outros povos. Pergunta 5 0,6 / 0,6 pts Leia o texto: Texto I Quando estudamos o período da Pré-História temos o hábito de observar as transformações sofridas pelos primeiros homens que habitaram a terra. Ao mesmo tempo, vemos que o estudo desse período sucede o estudo das teorias evolucionistas, onde observamos o homem passando por uma série de mudanças de ordem física e biológica para, assim, obter sua atual fisionomia. O que geralmente nota-se é que essa ideia de evolução, trazida das teorias darwinistas, acabam influenciando o modo como tratamos as formas de organização e hábitos de sobrevivência das primeiras comunidades primitivas. É dessa forma que nossa visão sobre a prática do nomadismo acaba sendo, de certa forma, depreciativa. O nomadismo consiste em uma prática onde um homem ou grupos humanos vagueiam por diferentes territórios. Nesse processo de locomoção pelo espaço, essas comunidades utilizam-se dos recursos oferecidos pela natureza até esses se esgotarem. Com o fim desses recursos, esses grupos se deslocam até encontrarem outra região que ofereça as condições necessárias para a sobrevivência. Durante o Paleolítico e parte do Neolítico, o nomadismo foi uma prática comum entre os primeiros grupos humanos. Com as mudanças climáticas e o desenvolvimento das primeiras técnicas agrícolas, o nomadismo cedeu espaço para o aparecimento de comunidades sedentárias originárias das primeiras civilizações da Antiguidade. É nesse momento de mudança que julgamos que as comunidades sedentárias são “mais evoluídas” e, portanto, melhores que as nômades.Ao julgarmos as comunidades sedentárias “melhores”, acabamos criando uma visão errônea de que as comunidades nômades não eram capazes de desenvolver valores culturais, formas de organização político-social ou formas complexas de se relacionarem com o mundo. Em outras palavras, acabamos igualando o processo de fixação do homem ao aumento do cérebro humano ou a locomoção sobre duas pernas. E o que isso tem a ver com nosso estudo da História? O fato é que essa visão gera uma interpretação errônea e preconceituosa das demais comunidades que, ainda hoje ou em outros períodos históricos, vivem da prática do nomadismo. No entanto, é importante perceber que a falta do domínio sobre a agricultura ou a inexistência do Estado não podem ser encarados como itens suficientes para se julgar uma cultura nômade pior ou inferior em relação às demais. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/nomadismo.htm Texto II Antes do surgimento dos grandes conglomerados humanos na Mesopotâmia e no Egito, ao Norte da África, durante milhões de anos o ser humano viveu e, em muitos lugares ainda vive, de maneira nômade, seminômade ou reunidos em tribos. O convívio na forma tribal traz especificidades na educação e transmissão de conhecimentos bem distintas dos modelos tradicionais que estamos habituados a ver em nossa sociedade. Se tomarmos como exemplo os indígenas que habitam o Brasil, podemos perceber que o conhecimento não representa uma forma de exercer poder sobre algum outro membro da comunidade. Os saberes são transmitidos entre gerações por meio da repetição e estão ligados ao dia a dia dessas pessoas, que exige habilidades de caça, pesca, artesanato, manuseio de armas, agricultura, construção de suas casas, conhecimentos acerca da natureza, entre outros. Analisando a educação tribal de forma geral, Maria Lúcia Aranha destaca que: A cuidadosa adaptação aos usos e valores da tribo geralmente é levada a efeito sem castigos. Os adultos demonstram muita paciência com os enganos infantis e respeitam seu ritmo próprio. Por meio da educação difusa, de que todos participam, a criança toma conhecimento dos mitos ancestrais, desenvolve aguda percepção do mundo e aperfeiçoa suas habilidades (ARANHA, 1996b, p. 27). Considerando os textos apresentados, avalie as hipóteses a seguir e indique a afirmação correta. I. Na educação tribal os saberes são transmitidos entre gerações por meio de adaptações, de acordo com a faixa etária e as transformações inevitáveis para os tempos modernos. II. Na educação tribal os saberes são transmitidos entre gerações por meio da repetição e estão ligados ao dia a dia dessas pessoas, que exige habilidades de caça, pesca, artesanato, manuseio de armas, agricultura, construção de suas casas, conhecimentos acerca da natureza, entre outros. III. Na educação tribal os saberes são transmitidos entre gerações por meio de adaptações, de acordo com a faixa etária e as transformações inevitáveis para os tempos modernos. IV. Na educação tribal os saberes são transmitidos entre gerações por meio da repetição e estão ligados ao dia a dia dessas pessoas, buscando sempre adaptar seus conhecimentos segundo as necessidades das novas gerações. É correto apenas o que se afirma em: II e IV. III e IV. Correto! II. Alternativa correta, pois somente a afirmação II é correta. Na educação tribal os saberes são transmitidos entre gerações por meio da repetição e estão ligados ao dia a dia dessas pessoas, que exige habilidades de caça, pesca, artesanato, manuseio de armas, agricultura, construção de suas casas, conhecimentos acerca da natureza, entre outros. I e II. II e III. Pergunta 6 0,6 / 0,6 pts Leia o texto a seguir: A educação entre os povos primitivos foi fundamental para o início do desenvolvimento educacional da humanidade, como exemplo básico desta forma de educar, podemos citar as sociedades primitivas localizadas no centro da África, que se educavam de uma maneira bem peculiar e heterogênea através da Educação Difusa ou, como também era chamada, educação por imitação, processo em que os jovens e crianças repetiam os gestos praticados pelos adultos, desenvolvendo assim, habilidades e técnicas necessárias ao seu dia a dia. [...] A prática da Educação Difusa por grupos tribais ainda resiste em alguns países, como por exemplo, na Austrália onde tribos primitivas de pigmeus mantêm seus hábitos, já milenares, intactos. Muitos autores apontam a falta de autonomia dos aprendizes como um dos principais fatores responsáveis pelo quase desaparecimento desta forma de educar, pois, afirmam que a subjetividade humana é mola propulsora para o aperfeiçoamento e perpetuação do conhecimento, mesmo assim, a educação por imitação, como única forma de aprendizagem, ainda pode ser encontrada como ponto máximo de algumas culturas. Enfim, como uma das características mais marcantes das civilizações primitivas, a educação difusa, na contramão das novas metodologias pedagógicas da atualidade, ainda se mantém enraizada na cultura de muitos povos, sobretudo descendentes aborígenes, na África, Ásia e América, conforme inúmeras pesquisas antropológicas, deixando claro que não é possível conhecer o ser humano sem antes conhecer a fonte de sua educação. Fonte: BARCELOS DE LIMA, L.; FERNANDA MEYER DA SILVA, L. Educação difusa: a primeira forma de ensinar. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 4, n. 1, 15 mar. 2013. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/63345. Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta. Atualmente os estudiosos da educação têm se debruçado sobre os grandes ganhos para o desenvolvimento cognitivo que a Educação Difusa demonstra proporcionar, visto que sua metodologia está totalmente de acordo com as necessidades da contemporaneidade. Correto! A Educação Difusa era baseada na imitação, pois os mais novos imitavam os mais velhos em suas ações cotidianas. Foi responsável pelo desenvolvimento da humanidade e ainda é encontrada em algumas sociedades ditas tribais. A alternativa está correta, pois a Educação Difusa, surgida no período da Pré-História, foi grande responsável pelo desenvolvimento da humanidade ao longo dos tempos, na medida em que os mais jovens imitavam os mais velhos, garantindo a transmissão dos conhecimentos obtidos através da experiência, conhecimentos necessários para a própria sobrevivência dos grupos humanos. Apesar de ser um modelo de educação muito antigo, ainda existe atualmente entre algumas comunidades ou grupos com formação tribal, presentes na Austrália, por exemplo, mesmo nos lugares em que as metodologias educacionais são bastante avançadas. Entretanto, é importante analisar as permanências da Educação Difusa, visto que, conforme os estudos antropológicos, conhecer a educação ajuda a entender melhor a sociedade. As mais recentes pesquisas no campo da Antropologia têm revelado que, apesar da Educação Difusa ainda estar presente em inúmeras sociedades, especialmente entre as tribais, revelam que não há ligação entre o conhecimento da educação e o da cultura da sociedade estudada. Atualmente todas as sociedades indígenas, como na Austrália e no Brasil, estão totalmente baseadas nos processos que eram utilizados pela Educação Difusa, desde os primeiros momentos do desenvolvimento da humanidade. Educação Difusa é o nome dado ao modelo de educação baseado na imitação, dos mais velhos pelos mais novos, e que existiu exclusivamente no continente africano, durante o período chamado de Pré-História. Pergunta 7 0 / 0,6 pts Leia o texto: O caráter comunitário da Paideia (educação) grega imprimiu-se em cada membro, sendo fonte da ação e do comportamento. A estrutura social assentava nas leis e normas, escritas ou não, unindo a si e a seus membros, sendo a educação o resultado da consciência viva de uma norma cuja finalidade era a formação de um elevado tipo de homem (forma ideal do Belo e do Bom guerreiro), representando, assim, o sentido de todo o esforço humano(e isso justifica a comunidade e a individualidade) Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-educacao-na-grecia-classica-dos-sofistas-platao.htm Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções: I. É o berço da civilização, tendo como seus principais representantes: Sócrates, Aristóteles e Platão. II. Tem como princípio o desenvolvimento individual do ser humano; III. Preparação para o desenvolvimento intelectual da personalidade e a cidadania; IV. Ideais pautados na liberdade política e moral e no desenvolvimento intelectual. É correto apenas o que se afirma em: I e II. Resposta correta I. II. Você respondeu II e III. Alternativa incorreta. A afirmação I está correta. Os principais pensadores no período conhecido como a Filosofia Grega Clássica foram Sócrates, Aristóteles e Platão. A afirmação II está incorreta. A Filosofia promoveu a superação gradativo do pensamento mitológico para as explicações racionais. O período clássico, também conhecido como a Filosofia Grega Clássica, marcado pelo amadurecimento da Filosofia, pelo desenvolvimento da racionalidade com a finalidade de compreender a natureza e o universo. A afirmação III está incorreta. Neste período somente a aristocrática podia participar das decisões políticas. A sociedade era excluída dos processos políticos. III. Pergunta 8 0,6 / 0,6 pts Leia o texto a seguir: A obra de Anísio Teixeira não é mais dele, aliás, nunca foi. Ela se confunde com o trabalho de seus colaboradores, de seus amigos, de todos os professores e pesquisadores que, nas salas de aula, nos laboratórios, nas oficinas, procuram reencantar a educação, criando situações que valorizam as perguntas, despertam a dignidade de que somos todos portadores, embora nem sempre a exerçamos, e reforçam o sentimento de que a solidariedade é possível e desejável. Mais forte que ele, me ensinam os que com ele conviveram e outros que também estudaram a sua obra, foi a sua denúncia de que a privação da educação torna impossível até a simples sobrevivência. Foi o seu alerta de que sem a qualidade cognitiva e social das experiências de conhecimento não existem vivências da esperança. E a escola, tal como ele e seus colaboradores pensaram e criaram, pretendia instituir-se como organizadora da esperança em vidas humanas concretas. Mas a organização da esperança assusta, porque desestabiliza o estabelecido, porque exige a paciência dos recomeços e a resistência para atravessar desertos. Em sua vasta e importante obra, Anísio Teixeira tratou dos mais diversos temas da política da educação: o financiamento, a organização de um sistema público de ensino, a formação e aperfeiçoamento docente, a gestão da educação pública, os deveres da União e dos estados com relação à educação, a constituição da universidade pública e de sua autonomia, a democratização das oportunidades de acesso e permanência na escola fundamental, o planejamento da educação, a descentralização do sistema educacional, a qualidade dos serviços educacionais, a criação e valorização de cursos de pós-graduação em educação. Diversas iniciativas a eles relacionadas fizeram parte das reformas de educação que conduziu. Para ele e seus contemporâneos, a expressão reforma da educação enfeixava um conjunto de transformações sociais visando à diminuição de privilégios, hierarquias e desigualdades, mas será que, hoje, mantém esse significado? Creio que hoje a palavra reforma, amalgamada a termos como "flexibilidade", "globalização", "desregulamentação", dentre outros, sinaliza um conjunto de mudanças institucionais e estruturais orientadas justamente no sentido oposto, para o reforço dos privilégios e das desigualdades. A quem interessaria esquecer o que significa tratar da educação na esfera pública? (Silva 1996, p. 83). Fonte: NUNES, C. Anísio Teixeira entre nós: A defesa da educação como direito de todos. Educ. Soc. vol.21 no.73 Campinas Dec. 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302000000400002 . Considerando as informações apresentadas e os pensamentos de Anísio Teixeira, assinale a opção correta. Correto! Anísio Teixeira expressava o pensamento de muitos contemporâneos seus, que consistia em pensar que a educação seria essencial para a realização da existência de todos os indivíduos. A alternativa está correta, pois Anísio Teixeira, assim com muitos de seus contemporâneos, entendia que o direito à educação era essencial para todos os indivíduos, direito sem o qual as pessoas não poderiam realizar a própria existência. Para Teixeira, a educação deveria ser laica, gratuita e pública, cabendo ao Estado assumir completamente essa função. Ele também entendia que a educação deveria contribuir para a superação das desigualdades sociais e das hierarquias, proporcionando a todos oportunidades iguais. Anísio Teixeira entendia, também, que a educação escolar deveria olhar com mais cuidado para a experiência e os saberes ligados a ela, numa nítida influência de John Dewey, rompendo com o conhecimento puramente acadêmico. A educação deveria ser uma função a ser cumprida pela iniciativa privada, uma vez que é um setor da sociedade que requer altos investimentos, que o poder público não poderia fazer. Para Anísio Teixeira a verdadeira reforma da educação é aquela que ocorre na sociedade globalizada, baseada nos processos de flexibilização do setor educacional Anísio Teixeira entendia que a educação escolar, para ser efetiva, deveria distanciar-se das situações cotidianas, concentrando-se nos saberes puramente acadêmicos. Anísio Teixeira foi um combativo opositor da quebra das desigualdades e rompimento das hierarquias sociais, visto que, para ele, essa era a forma ideal de funcionamento de toda sociedade. Pergunta 9 0,6 / 0,6 pts Leia o texto abaixo: Havia um monopólio da cultura intelectual por parte da Igreja. A educação era feita de clérigos para clérigos, devido às necessidades do culto. Nas escolas catredalícias e, sobretudo, monásticas, praticamente as únicas existentes, ensinavam as chamadas sete artes liberais, as únicas dignas de homens livres, por oposição à arte mecânica, isso é, manuais, própria de escravos. Disponível em: FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média. Nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. p. 105. Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I- Durante a Idade Média, mesmo havendo valores cristãos arraigados na sociedade, a educação era toda voltada para os costumes e bons modos dos nobres. PORQUE II- Os nobres precisavam de uma educação que garantisse seus privilégios naquela sociedade. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa. Correto! As asserções I e II são proposições falsas. Alternativa correta. A mentalidade medieval e o cotidiano da Europa Ocidental foram marcados pela presença do pensamento cristão e essa mentalidade influenciou as formas de educação, que previam a conversão e catequização de povos não cristãos. Pergunta 10 0,6 / 0,6 pts Leia o texto abaixo “No Egito as escolas funcionavam nos templos e em algumas casas, sendo frequentadas por pouco mais de 20 alunos, segundo as raras informações de que dispomos. Predomina processo de memorização e é constante o recurso ao castigo”. Fonte: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. São Paulo: Moderna, 2000. p. 27. Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. No Egito, a educação era restrita a alguns membros das elites e possuía caráter tradicionalista. PORQUE II. Tratava-se de uma sociedadecom rígida divisão social e permeada pelo pensamento religioso. A respeito das asserções, assinale a opção correta. Correto! As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Alternativa correta. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Com a descoberta da escrita, surge a educação tradicional. Foram criadas salas de aulas para instruir os filhos dos nobres, dos sacerdotes e reis para se perpetuarem no poder. No Egito, a educação era restrita a alguns membros das elites e possuía caráter tradicionalista. O Rei governava com poderes divinos. Portanto, tratava-se de uma sociedade com rígida divisão social e permeada pelo pensamento religioso. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições falsas. A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I. Pontuação do teste: 5,4 de 6 Anterior Próximo