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1 1 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO – PNH (2004) 1. Contextualização O Sistema único de Saúde - SUS em seus vinte anos de implantação acumula uma série de avanços, dentre eles a descentralização da atenção e da gestão, os resultados exitosos na política de captação de órgãos e tecidos e na política de imunização. A humanização vista não como programa, mas como política pública que atravessa/transversaliza as diferentes ações e instâncias gestoras do SUS, implica em: - Traduzir os princípios do SUS em modos de operar dos diferentes equipamentos e sujeitos da rede de saúde; - Orientar as práticas de atenção e gestão do SUS a partir da experiência concreta do trabalhador e usuário, construindo um sentido positivo de humanização, desidealizando “o Homem”. Pensar o humano no plano comum da experiência de um homem qualquer; - Construir trocas solidárias e comprometidas com a dupla tarefa de produção de saúde e produção de sujeitos; - Oferecer um eixo articulador das práticas em saúde, destacando o aspecto subjetivo nelas presente; - Contagiar, por atitudes e ações humanizadoras, a rede do SUS, incluindo gestores, trabalhadores da saúde e usuários. No intuito de encarar e contribuir para a modificação desta realidade, o Ministério da Saúde, lançou em 2004 a Política Nacional de Humanização – PNH, a qual será apresentada a seguir. 1.1. Conceito de Humanização A PNH considera a humanização como a “valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores” (MS, 2004). Como valores norteadores da política, a PNH destaca a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a corresponsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários, a construção de redes de cooperação e a participação coletiva no processo de gestão. 2. PRINCÍPIOS DA PNH - Por princípio entende-se o que causa ou força a ação, ou que dispara um determinado movimento no plano das políticas públicas. A PNH, como movimento de mudança dos modelos de atenção e gestão, possui três princípios a partir dos quais se desdobra enquanto política pública de saúde: • Transversalidade das ações: Transversalizar é reconhecer que as diferentes especialidades e práticas de saúde estão conectadas na produção do cuidado e podem conversar com a experiência daquele que é assistido. Juntos, esses saberes podem produzir saúde de forma corresponsável • A indissociabilidade entre ação e gestão: As decisões da gestão interferem diretamente na atenção à saúde. Por isso, trabalhadores e usuários devem buscar conhecer como funciona a gestão dos serviços e da rede de saúde, assim como participar ativamente do processo de tomada de decisão nas organizações de saúde e nas ações de saúde coletiva. Ao mesmo tempo, o cuidado e a assistência em saúde não se restringem às responsabilidades da equipe de saúde. • Protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e dos coletivos: Qualquer mudança na gestão e atenção é mais concreta se construída com a vontade das pessoas envolvidas, as quais compartilham responsabilidades. Os usuários dos serviços de saúde não 2 2 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) são só pacientes, os trabalhadores não só cumprem ordens: as mudanças acontecem com o reconhecimento das diversas faces do papel de cada um. Um SUS humanizado reconhece cada pessoa como legítima cidadã de direitos e valoriza e incentiva sua atuação na produção de saúde. 2.1 - ORIENTAÇÕES GERAIS SOBRE A PNH - Valorização da dimensão subjetiva, coletiva e social em todas as práticas de atenção e gestão no SUS, fortalecendo o compromisso com os direitos do cidadão, destacando-se o respeito às reivindicações de gênero, cor/etnia, orientação/expressão sexual e de segmentos específicos (populações negras, do campo, extrativistas, povos indígenas, remanescentes de quilombos, ciganos, ribeirinhos, assentados etc.); - Fortalecimento de trabalho em equipe multiprofissional, fomentando a transversalidade e a grupalidade; - Apoio à construção de redes cooperativas, solidárias e comprometidas com a produção de saúde e com a produção de sujeitos; - Construção de autonomia e protagonismo dos sujeitos e coletivos implicados na rede do SUS; - Corresponsabilidade desses sujeitos nos processos de gestão e atenção; - Fortalecimento do controle social com caráter participativo em todas as instâncias gestoras do SUS; - Compromisso com a democratização das relações de trabalho e valorização dos trabalhadores da saúde, estimulando processos de educação permanente; - Valorização da ambiência, com organização de espaços saudáveis e acolhedores de trabalho. 3.DIRETRIZES - Por diretrizes entende-se as orientações gerais de determinada política. No caso da PNH, suas diretrizes expressam o método da inclusão no sentido de: • Acolhimento nas unidades saúde: Ações que tem o objetivo qualificar o atendimento ao usuário no momento de sua entrada na unidade de saúde, a partir de uma escuta qualificada das queixas no sentido para resolutividade dos problemas e demandas apresentadas, tendo ainda como ação a reorientação do usuário na rede de saúde. Segundo a PNH (MS, 2004) o acolhimento não é um espaço ou um local, e sim uma postura ética, que não pressupõe hora ou profissional específico para fazê-lo, implicando em compartilhamento de saberes, necessidades, possibilidades, angústias e invenções. O acolhimento difere de “triagem”, uma vez que não se constitui como uma etapa do processo, mas como ação que deve ocorrer em todos os locais e momentos do serviço de saúde. • Ambiência: Conjunto de elementos considerados como componentes no ambiente de trabalho: cor, luz, forma, luminosidade e outros que podem ser utilizados para proporcionar conforto a equipe de trabalho, a facilitação de processos de trabalho e, sobretudo a privacidade do paciente. Nos serviços de saúde a ambiência é marcada tanto pelas tecnologias médicas ali presentes quanto por outros componentes estéticos ou sensíveis apreendidos pelo olhar, olfato, audição, por exemplo, a luminosidade e os ruídos do ambiente, a temperatura, etc. Muito importante na ambiência é o componente afetivo expresso na forma do acolhimento, da atenção dispensada ao usuário, da interação entre os trabalhadores e gestores. Devem-se destacar também os componentes culturais e regionais que determinam os valores do ambiente. • Cogestão: Os processos de cogestão são estratégias e ações que permitem a participação dos sujeitos no desenvolvimento das práticas de saúde, fortalecendo o trabalho de equipe, com o 3 3 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) envolvimento de todos – profissionais e usuários no processo de saúde, através de espaços participativos que proporcionam além da escuta, o envolvimento e a responsabilização das pessoas no processo. Existem também outros espaços como os conselhos e conferências de saúde (Lei 8142/90) e conselhos gestores que também são considerados espaços de cogestão, pois também são espaços participativos envolvendo diversos atores, apesar de alguns não se configurarem representativos ou de pouca participação popular. • Clínica ampliada: De acordo com a PNH a Clínica Ampliada, propõe a ampliação do trabalho clínico no intuito de aumentar a autonomia do sujeito, da família e da comunidade, colocando em destaque não mais a doença, e sim o indivíduo sua família e o contexto inserido. • Defesa dos Direitos dos Usuários: A carta de Direitos dos Usuários SUS, se constitui como um dispositivo que aciona a discussão dos direitos. Todo cidadão tem direito a uma equipe que cuide dele, de ser informado sobre sua saúde e de decidir sobre compartilhar ou não sua dor e alegria com sua rede social. • Valorização do trabalho e dotrabalhador: Historicamente observa-se a relação entre trabalho e saúde, esta que pode ser positiva ou negativa dependendo do ponto de vista. Positiva no sentido de o trabalho gerar autonomia, renda propiciando o protagonismo do sujeito e reforçando-o nas suas redes sociais, alimentando o ciclo vicioso: trabalho, renda, educação, moradia, saúde. Dentre as ferramentas utilizadas na PNH, destaca-se a criação de Comunidades Ampliadas de Pesquisa – CAP’s. Através do desenvolvimento de uma metodologia de pesquisa, as CAP’s ampliam a percepção dos trabalhadores sobre seu ambiente de trabalho, identificando necessidades de modificar a sua realidade, minimizando os fatores de risco, construindo assim uma nova relação entre os trabalhadores e seus gestores a partir do diálogo e da troca de saberes. As CAP’s tiveram sua origem na área de educação, a partir de pesquisas realizadas em escolas para identificação das condições de trabalho. Podem ser aplicadas em diferentes áreas de atuação, inclusive na saúde, uma vez que a metodologia permitiria a inclusão do saber dos profissionais da assistência na análise de processos de trabalho tão complexos como: cuidar do outro, diferentes ambientes de trabalho e o estabelecimento de relações interpessoais constantes, ampliando assim a corresponsabilidade de cada trabalhador na busca por melhores condições de trabalho. 4. DISPOSITIVOS DA PNH - Por dispositivos entende-se a atualização das diretrizes de uma política em arranjos de processos de trabalho. Na PNH, foram desenvolvidos vários dispositivos que são postos a funcionar nas práticas de produção de saúde, envolvendo coletivos e visando promover mudanças nos modelos de atenção e de gestão: - Avaliação e classificação de risco A avaliação de risco e vulnerabilidade não pode ser considerada prerrogativa exclusiva dos profissionais de saúde, o usuário e sua rede social devem também ser considerados neste processo. Avaliar riscos e vulnerabilidade implica estar atento tanto ao grau de sofrimento físico quanto psíquico, pois muitas vezes o usuário que chega andando, sem sinais visíveis de problemas físicos, mas muito angustiado, pode estar mais necessitado de atendimento com maior grau de risco e vulnerabilidade. Dentre as ferramentas que são utilizadas no processo de acolhimento destaca-se a tecnologia de Avaliação com Classificação de Risco. Com o objetivo de dar maior agilidade no atendimento a partir da análise, através de um protocolo pré-estabelecido, do grau de necessidade do usuário, a 4 4 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) avaliação altera a forma de entrada do usuário que passa a ter prioridade de acordo com o nível de complexidade do problema que apresenta e não mais pela ordem de chegada. A Classificação de Risco é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento. A Avaliação com Classificação de Risco tem por objetivos: • Avaliar o paciente logo na sua chegada ao Pronto-Socorro humanizando o atendimento. • Descongestionar o Pronto-Socorro. • Reduzir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o paciente seja visto precocemente de acordo com a sua gravidade. • Determinar a área de atendimento primário, devendo o paciente ser encaminhado diretamente às especialidades conforme protocolo. Exemplo: ortopedia, ambulatórios etc. • Informar os tempos de espera. • Promover ampla informação sobre o serviço aos usuários. • Retornar informações a familiares. Como já dito anteriormente, a classificação de risco se dá a partir de protocolos onde a partir das queixas apresentadas, o paciente será classificado por cores ou então por número, indicando ambos a prioridade, organizada nos seguintes níveis: • Vermelho (0 minutos): Emergência – caso gravíssimo, com necessidade de atendimento imediato - Risco de Morte. • Amarelo (em até 50 minutos): Urgente – caso de gravidade moderada, com necessidade de atendimento – Sem risco imediato. • Verde (em até 120 minutos): Pouco urgente – caso para atendimento preferencial. • Azul (em até 240 minutos): caso para atendimento em unidades básicas de saúde, importante acolher a demanda e agendar para atendimento em outra unidade de saúde. - Equipe de Referência e de Apoio Matricial A equipe de referência é multiprofissional, ou seja, é composta por diversos profissionais de saúde incluídos de acordo com a necessidade de cuidado do usuário. Para que de fato possa ser considerada uma equipe de referência, o primeiro ponto importante é que a equipe possa ir além de “multiprofissional” para um trabalho “interprofissional”, que realmente os profissionais trabalhem em equipe combinando e incluindo os diversos saberes para o tratamento do usuário, inclusive seu próprio saber na construção do seu plano terapêutico. Apoio matricial - Lógica de produção do processo de trabalho na qual um profissional oferece apoio em sua especialidade para outros profissionais, equipes e setores. Inverte-se, assim, o esquema tradicional e fragmentado de saberes e fazeres já que ao mesmo tempo em que o profissional cria pertencimento à sua equipe/setor, também funciona como apoio, referência para outras equipes. - Constituição de redes de continuidade da atenção A partir do respeito ao contexto de vida do paciente, da sua comunidade, dos seus valores culturais que se estabelece o vínculo e o processo do cuidar, incluindo aí o próprio paciente como protagonista desse processo, garantindo assim a adesão e sua continuidade ao tratamento. 5 5 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) As redes sociais garantem a rede social do paciente, a sua relação entre seu contexto social, permitindo através da socialização entre grupos, a troca de diferentes saberes, desenvolvendo a autonomia dos diferentes sujeitos. - Projeto Terapêutico Singular (PTS) O Projeto Terapêutico Singular é um instrumento de organização e sistematização do cuidado construído entre equipe de saúde e usuário, considerando singularidades do sujeito e a complexidade de cada caso. No Projeto Terapêutico Singular a identificação das necessidades de saúde, a discussão do diagnóstico e a contratação do cuidado são compartilhados, o que leva a um aumento da eficácia dos tratamentos, pois a ampliação da comunicação traz o fortalecimento dos vínculos e o aumento do grau de corresponsabilização. QUESTÕES 01.( FEPESE - Prefeitura - Técnico em Enfermagem - 2023) A Política Nacional de Humanização (PNH) foi lançada em 2003 com objetivo maior de consolidar os princípios do SUS nos serviços de saúde, produzindo modos de gestão e de cuidado a partir da comunicação, promoção da autonomia e corresponsabilização. A PNH ou HumanizaSUS, como é chamada, se orienta a partir de algumas diretrizes. São diretrizes da PNH: A) Transversalidade, Indissociabilidade entre atenção e gestão, Protagonismo, Corresponsabilidade e Autonomia dos sujeitos e coletivos. B) Hierarquização, Descentralização, Integralidade, Universalidade, Participação Social, Estímulo às ações intersetoriais. C) Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade, Segurança, Estímulo à participação e ao fortalecimento do controle social. D) Descentralização Político-Administrativa, Municipalização, Participação da População, Mobilização Social. E) Acolhimento, Gestão Participativa e Cogestão, Ambiência, Clínica Ampliada e Compartilhada, Valorização do Trabalhador, Defesa dos Direitos dos Usuários. 02.(FCC - TRT 18 - Técnico Judiciário - Área: Enfermagem do Trabalho - 2023) A humanização, vista como uma política pública que atravessa/transversalisa as diferentes ações e instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde, também implica em: A) Monitorar, por atitudes e ações humanizadoras, a rede privada de saúde, incluindogestores, trabalhadores da saúde e conselhos de classe. B) Orientar as práticas assistenciais a partir da experiência concreta do gestor, construindo um sentido positivo de humanização. C) Oferecer um eixo articulador das práticas em saúde, destacando o aspecto subjetivo nelas presente. D) Construir trocas contratuais e comprometidas com a dupla tarefa de produção de saúde e produção de pesquisa. E) Implementar um eixo controlador das práticas assistenciais, destacando o aspecto técnico nelas presente. 03.(Legatus - Prefeitura de Água Branca - Enfermeiro Plantonista - 2023) Sobre a Política Nacional de Humanização (PNH), assinale a alternativa correta. A) Lançada em 1993, a PNH foi fundamental para que as diretrizes do SUS fossem estabelecidas. B) Tem como proposta incluir as diferenças nos processos de gestão e de cuidado. https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-sc-2023-fepese-tecnico-em-enfermagem https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/trt-18-2023-fcc-tecnico-judiciario-area-enfermagem-do-trabalho https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-agua-branca-pi-2023-legatus-enfermeiro-plantonista 6 6 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) C) Coloca os trabalhadores fora da gestão, de modo a tornar unidirecional as tomadas de decisão. D) Define que a produção e gestão do cuidado e dos processos de trabalho deve ser feita por dois únicos personagens: os usuários e os trabalhadores. E) Apesar de ser uma política muito ampla, a PNH falha em não se preocupar com os ambientes de trabalho. 04. (CPCON UEPB - Prefeitura de Catolé do Rocha - Técnico de Enfermagem – 2023) Lançada em 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH) busca colocar em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar. Analise as afirmativas abaixo: I- São considerados princípios da PNH: transversalidade, indissociabilidade entre atenção e gestão e protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos coletivos. II- Acolher é reconhecer o que o outro traz como legítimo e singular necessidade de saúde. Para tal, faz-se necessário uma escuta qualificada oferecida pelos trabalhadores às necessidades do usuário, assegurando que todos sejam atendidos com prioridades a partir da avaliação de vulnerabilidade, gravidade e risco. III- Na Atenção Básica, têm-se como parâmetro preconizado pela PNH a organização do acolhimento, de modo a promover a ampliação efetiva do acesso à Atenção Básica e aos demais níveis do sistema, eliminando as filas, organizando o atendimento com base em riscos/vulnerabilidade priorizados e buscando adequação da capacidade resolutiva. IV- No que se refere à implementação de ações de urgência e emergência nos prontos-socorros e serviços equivalentes, a PNH defende que a demanda seja acolhida e atendida de acordo com a avaliação de risco, de forma a garantir o acesso referenciado aos demais níveis de assistência. Após análise das afirmativas descritas acima, pode-se afirmar que estão CORRETA(S): A) I, II, III e IV. B) II e III apenas. C) III e IV apenas. D) II, III e IV apenas. E) II apenas. 05.Com relação aos princípios norteadores da Política Nacional de Humanização e às ações fundamentais para a proteção e a promoção da saúde do trabalhador e do paciente no âmbito da biossegurança, julgue o item subsequente. A Política Nacional de Humanização, de 2003, desconsidera algumas diretrizes imprescindíveis para a melhora na qualidade dos serviços assistenciais, como a gestão participativa. (C) Certo (E) Errado 06.Princípios norteadores da Política Nacional de Humanização e às ações fundamentais para a proteção e a promoção da saúde do trabalhador e do paciente no âmbito da biossegurança, julgue o item subsequente. O acolhimento, a ambiência, a clínica ampliada, a valorização do trabalhador e a defesa dos direitos dos usuários fazem parte das diretrizes que norteiam a Política Nacional de Humanização. 7 7 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) (C) Certo (E) Errado 07.Com relação à Política Nacional de Humanização (PNH) no cuidado do paciente/cliente, julgue o item subsequente. A PNH prevê prioritariamente que o SUS trabalhe para reduzir as filas e o tempo de espera dos usuários. (C) Certo (E) Errado 08.Com relação à Política Nacional de Humanização (PNH) no cuidado do paciente/cliente, julgue o item subsequente. Um dos princípios norteadores da PNH é a conciliação da dimensão científica com a dimensão religiosa no âmbito do SUS. (C) Certo (E) Errado 09. Leia o relato do caso a seguir. O Sr. Anésio, de 74 anos, era muito conhecido pela equipe de Saúde da Família. Sempre comparecia à unidade com suas queixas, provocando uma sensação de impotência na equipe: estava medicado, a pressão arterial estava controlada, mas o quadro depressivo se mantinha inalterado. A equipe, então, resolveu “pôr o caso na roda” e chamou uma psicóloga para apoiar a discussão. Um agente comunitário de saúde lembrou que o Sr. Anésio se sentia muito só. Alguém sugeriu uma visita à casa dele e, na visita domiciliar, percebeu-se que o Sr. Anésio havia sido marceneiro por muitos anos, mas agora não trabalhava mais. Chamaram também a psicóloga da Saúde Mental e compartilharam o que sentiram. Na conversa, uma possibilidade apareceu: “Estamos num bairro onde há tantos adolescentes vagando por aí sem ocupação. Será que o Sr. Anésio toparia ensinar o que sabe a alguns meninos? Será que alguns meninos topariam aprender marcenaria”? A partir do relato e com base nos dispositivos e modos de fazer indicados pela Política Nacional de Humanização, analise as afirmativas a seguir. I. A escuta qualificada e as ações motivadoras em pessoas idosas exigem uma equipe multidisciplinar a partir do nível secundário de atenção à saúde. II. A atenção básica tem mais condições de conhecer as famílias ao longo do tempo, sua situação afetiva e a repercussão do sofrimento/adoecimento. III. O modo de gestão é centrado no trabalho em equipe e na cogestão, em colegiados que analisam, decidem e avaliam em conjunto. Está correto o que se afirma em A) I, apenas. B) I e II, apenas C) I e III, apenas D) II e III, apenas E) I, II e III. 10. Relacione os princípios da Política Nacional de Humanização às suas respectivas definições. 1. Transversalidade 2. Indissociabilidade entre atenção e gestão 3. Protagonismo, corresponsabilidade e empoderamento 8 8 Projeto do zero à Posse-Legislação do Sus-Política Nac.de Humanização (PNH) ( ) Reconhecer e considerar a interferência direta das decisões da gestão na atenção à saúde. ( ) Promover a troca de experiências entre profissionais multidisciplinares e o usuário, ampliando a intercomunicação. ( ) Reconhecer cada pessoa como legítima cidadã de direitos e valorizar e incentivar sua atuação na produção de saúde. Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada. A) 1 – 2 – 3. B) 3 – 1 – 2. C) 2 – 3 – 1. D) 2 – 1 – 3. E) 1 – 3 – 2.