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CENTRO UNIVERSITÁRIO RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURSO: FISIOTERAPIA DISCIPLINA: Testes ortopédicos Membros Superiores NOME DO ALUNO: NATALIA RIBEIRO SOUTO MATRÍCULA: Up22101726 POLO: VITÓRIA DA CONQUISTA DATA:29/04/2025 TÍTULO DO ROTEIRO: Testes ortopédicos Membros Superiores INTRODUÇÃO: Os testes ortopédicos aplicados aos membros superiores são ferramentas fundamentais no processo de avaliação física, utilizados para identificar lesões, disfunções musculoesqueléticas e alterações biomecânicas que acometem estruturas como ombro, cotovelo, punho e mão. Esses testes têm como objetivo principal reproduzir sintomas específicos, ajudando o profissional de saúde a localizar a origem da dor, a extensão da lesão e o tecido acometido (muscular, tendíneo, ligamentar, neural ou articular). Por meio de técnicas padronizadas, como testes provocativos, de estresse ou compressão, é possível investigar com maior precisão condições como síndrome do impacto, lesões do manguito rotador, instabilidades articulares, compressões nervosas (ex: síndrome do túnel do carpo) e outras disfunções comuns em contextos clínicos e esportivos. A correta aplicação e interpretação desses testes requer conhecimento anatômico detalhado, domínio biomecânico e correlação com os achados clínicos, de imagem e anamnese. Quando utilizados de forma adequada, os testes ortopédicos dos membros superiores contribuem significativamente para o diagnóstico diferencial e para a definição de condutas terapêuticas assertivas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A avaliação ortopédica dos membros superiores se baseia na execução de testes específicos que ajudam a identificar lesões em estruturas articulares, musculares, ligamentares e neurológicas. Esses testes devem ser realizados de forma sistemática, com comparação entre os lados, levando em conta a resposta do paciente (dor, limitação, estalido, instabilidade ou formigamento). A seguir, estão descritos os principais testes por região anatômica. 1. Ombro O ombro, por sua complexidade e ampla amplitude de movimento, é uma das articulações mais avaliadas na prática ortopédica. Entre os testes mais utilizados estão: Teste de Neer: avalia a presença de impacto subacromial, especialmente do tendão do supraespinal. Teste de Hawkins-Kennedy: também para impacto subacromial. Teste de Jobe (Empty Can Test): investiga lesão do tendão do supraespinal. Teste de Patte: identifica lesão do infraespinal. Teste de Speed: avalia tendinite do tendão da cabeça longa do bíceps braquial. Teste de Yergason: identifica instabilidade do tendão da cabeça longa do bíceps no sulco intertubercular. Teste de Apprehension: detecta instabilidade anterior do ombro. Teste de Gerber (Lift-off Test): verifica integridade do músculo subescapular. 2. Cotovelo O cotovelo, embora biomecanicamente menos complexo que o ombro, é suscetível a lesões por esforço repetitivo e trauma: Teste de Cozen: para diagnóstico de epicondilite lateral (cotovelo de tenista). Teste de Mill: também avalia epicondilite lateral. Teste de epicondilite medial: utilizado para a "cotovelo de golfista". Teste de Valgo/Varo: avalia integridade dos ligamentos colateral medial e lateral, respectivamente. Teste de Tinel no cotovelo: detecta irritação ou compressão do nervo ulnar no sulco cubital. 3. Punho e Mão As estruturas do punho e mão exigem testes delicados e específicos, devido à presença de múltiplos tendões, ligamentos e estruturas neurovasculares: Teste de Phalen: avalia a síndrome do túnel do carpo. Teste de Tinel no punho: também para compressão do nervo mediano. Teste de Finkelstein: identifica tenossinovite de De Quervain. Teste de Froment: avalia lesão do nervo ulnar. Teste de Watson: detecta instabilidade do escafóide-lunato. 4. Considerações Clínicas A eficácia dos testes ortopédicos depende de uma aplicação técnica precisa, domínio anatômico e interpretação clínica correta. Para aumentar a confiabilidade diagnóstica, os testes devem ser sempre analisados em conjunto com a anamnese, inspeção, palpação e testes de amplitude de movimento. Em casos duvidosos, exames complementares como ultrassonografia, ressonância magnética ou eletroneuromiografia podem ser solicitados. REFERÊNCIAS: 1. MAGEE, David J. Avaliação musculoesquelética. 6. ed. Barueri: Manole, 2010. 2. SOUZA, Trásito A. de. Exame físico ortopédico: uma abordagem baseada em evidências. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 3. KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6. ed. Barueri: Manole, 2016. 4. HOPPENFELD, Stanley. Propedêutica ortopédica: coluna e extremidades. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 5. KENDALL, Florence P. et al. Músculos: provas e funções com postura e dor. 5. ed. São Paulo: Manole, 2007.