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Fisioterapia Aplicada aTraumato-Ortopedia Aula 03: Classificação de fraturas (Parte 1: Ossos longos) Prof. Arlindo Elias Objetivos 2 • TEMA DA AULA: Classificação de fraturas • REFERÊNCIA: Material de aula • OBJETIVO: Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de: Compreender e classificar as fraturas dos ossos longos: Fraturas da diáfise; fraturas articulares e extrarticulares • PPC (Projeto Pedagógico do Curso: • O profissionais devem ter conhecimento da estrutura do tecido ósseo para compreender os processos de reparo pós-fratura e cirurgia Introdução 3 Trauma: Conjunto das perturbações causadas subitamente por um agente físico, de etiologia, natureza e extensão muito variadas, podendo estar situadas nos diferentes segmentos corpóreos. www.sbait.org Introdução 4 Durante o trauma, forças mecânicas externas estão em contato com o tecido vivo, transferindo energia do objeto para o corpo. A capacidade de lesão de um objeto em movimento é diretamente proporcional a sua energia cinética, a qual é definida pela fórmula abaixo: 𝐸𝐶 = 𝑚𝑉2 2 Pela fórmula vemos que a energia cinética de um objeto aumenta em proporção ao quadrado da velocidade - Quanto mais rápido o objeto, maior sua capacidade de lesão Fraturas 5 Fratura: Qualquer interrupção na continuidade de um osso Algumas classificações: Quanto ao traço: • Completa • Incompleta Quanto ao foco: • Fechada: A pele não foi perfurada pelas extremidades da fratura • Aberta ou exposta: O osso se quebra atravessando a pele Classificação 6 Nesta aula, estaremos examinando as principais categorias do sistema de classificação de fraturas: - Fraturas diafisárias - Fraturas articulares e fraturas parciais da articulação - Fraturas que ocorrem em ossos de morfologia especial. Classificação 7 Classificação de fraturas (Müller) As fraturas são classificadas em termos de localização, morfologia e complexidade. Os ossos longos são separados em segmentos diafisários e segmentos articulares (epífises) A classificação das fraturas começam pela identificação do osso acometido. Para fins de documentação e pesquisa, utiliza-se um código alfanumérico (Classificação de Müller/AO) Classificação 8 Cada um dos 4 principais ossos longos tem um número associado. Classificação 9 Uma vez identificado o osso, a próxima etapa é identificar o segmento acometido. No exemplo a seguir, a tíbia pode ser subdividida em 3 segmentos, os quais também recebem um código numérico: - Extremidade proximal - Diáfise - Extremidade distal Classificação: Fraturas da diáfise 10 As fraturas da diáfise podem ser classificadas ainda quanto à morfologia em simples ou multifragmentadas. As fraturas simples são chamadas de fraturas tipo A. É um termo utilizado para caracterizar uma ruptura circunferencial da diáfise Classificação: Fraturas da diáfise 11 Existem 3 níveis de complexidade morfológica de uma fratura, dispostos em ordem crescente de complexidade. Essa separação é utilizada para guiar os clínicos quanto à dificuldades no tratamento e avaliação do prognóstico. As fraturas simples da diáfise começam com o código A e podem ser espirais (1), oblíquas (2) ou transversas (3). Classificação: Fraturas da diáfise 12 Termos: Shaft = Diáfise Classificação: Fraturas da diáfise 13 Fratura multifragmentada é um termo utilizado para caracterizar qualquer fratura com um ou mais fragmentos separados. Inclui as fraturas em cunha ou complexas (cominutivas) Termos: Wedge = Cunha; Complex = Complexa / cominutiva Classificação: Fraturas da diáfise 14 Fraturas em cunha são tipo B. São caracterizados pela presença de um ou mais segmentos onde, após a redução, existe um contato entre os fragmentos principais. Fraturas complexas são tipo C São caracterizados pela presença de um ou mais segmentos onde, após a redução, não existe contato entre os fragmentos distais e proximais. Classificação: Fraturas da diáfise 15 Podem ser do tipo: • Cunha espiral (B1), • Cunha inclinada (B2) • Cunha fragmentada (B3) Classificação: Fraturas da diáfise 16 As fraturas complexas da diáfise recebem o código C e podem ser do tipo: • Espiral (C1) • Segmentar (C2) • Irregular (C3) Classificação: Fraturas da diáfise 17 Termos: Shaft (Diáfise); wedge (cunha); complex (complexa / cominutiva) Classificação: Resumo das fraturas da diáfise 18 Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 19 O objetivo desta seção é classificar as fraturas das extremidades dos ossos longos. Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 20 Fraturas extra-articulares (tipo A): São fraturas das extremidades que não envolvem a superfície articular. Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 21 As fraturas extra-articulares podem ser: Simples (A1): Fratura simples, circunferencial da metáfise. Cunha (A2): fratura multifragmentar com um ou mais fragmentos intermediários onde existe algum contato entre os principais fragmentos. Complexas (A3): fratura multifragmentar com um ou mais fragmentos intermediários onde não existe contato entre os principais fragmentos Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 22 Termos: Apophyseal avulsion (Avulsão da apófise) Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 23 Fraturas articulares envolvem as superfícies articulares da extremidade do osso fraturado. Fraturas articulares parciais (tipo B): Envolvem apenas uma parte da superfície articular enquanto o restante da superfície permanece ligado à diáfise. Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 24 As fraturas articulares parciais podem ser subdivididas em: Split(B1): A fratura em split resulta de uma força de cisalhamento longitudinal, provocando uma separação de uma parte da articulação. Depressão (B2): É um tipo de fratura onde ocorre depressão da superfície articular sem ocorrer uma separação do osso. A depressão pode ser central ou periférica. Split-Depressão (B3): É uma combinação entre fraturas do tipo split e depressão onde os fragmentos articulares estão separados. Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 25 Fraturas articulares completas (tipo C): A superfície articular é fraturada e completamente separada da diáfise. A gravidade dessas fraturas depende se os componentes articulares ou metafisários são simples ou multifragmentados. Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 26 As fraturas articulares completas podem ser divididas em: Articular e metafisária simples (C1) Articular simples e metafisária multifragmentar (C2) Articular e metafisária multifragmentar (C3) As fraturas articulares completas são geralmente mais graves e com pior prognóstico funcional. Classificação: Fraturas Articulares e Extra-articulares 27 Termos: Metaphysis(metáfise) Classificação: Fraturas Articularese Extra-articulares 28