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MICOSES SUPERFICIAIS
Malasseziose, Ceratomicose e Trichosporonose
Doença: Pitiríase versicolor
Micose de praia e pano branco
Agente etiológico: Malassezia spp. 
A Pitiríase versicolor (PV) é infecção fúngica superficial, caracterizada por mudanças de pigmentação da pele devido à colonização do estrato córneo por um fungo dimórfico, lipofílico, da flora normal da pele cujo agente infeccioso é a Malassezia sp.
A PV foi reconhecida primeiramente como doença fúngica em 1846 por Eichsted
Comum em regiões de clima tropical e subtropical 
São leveduras antropofílicas, mas nos tecidos formam hifas que facilitam a penetração no tecido cutâneo 
Localizadas dentro do estrato córneo e de folículos pilosos • Possuem afinidade por lipídios – lipofílica - lipodependente 
Recindivante- assintomática
Acredita-se que a inflamação
 e a descamação sejam causa ou 
consequência do 
crescimento excessivo de fungos
Utilizando-se dos ácidos graxos para o seu metabolismo
O que caracteriza a Malassezia em vida parasitária. 
Reproduzem assexuadamente por estruturas leveduriformes globosas com base larga de inserção e muitas vezes predomínio de hifas curtas e encurvadas.
Sua parede celular é a mais espessa sendo composta de açúcares, lipídeos e proteínas; envolta por esta camada lipídica.
Endógenos: 
• Pele oleosa
 • Predisposição genética
 • Estresse
 • Deficiência de zinco 
• Nutrição – imunidade 
• Alterações hormonais - gestantes
FATORES PREDISPONENTES 
Exógenos
• Temperatura = da transpiração 
• A umidade
• Utilização de substâncias oleosas – cosméticos
Lesões hipopigmentadas: 
O fungo produz ácido dicarboxílico, principalmente ácido azelaico, que em meio a outros metabólitos lipídicos inibem a tirosinase na qual determina pouca melanização. (apoptose de melanócitos)
 
 Lesões hiperpigmentadas: 
A patogênese da hiperpigmentação duas teorias são apresentadas: 
Espessamento da camada de queratina; 
 Presença de intenso infiltrado inflamatório celular, agindo como estímulo para os melanócitos produzirem mais pigmento, levando ao aumento do tamanho dos melanossomos e a mudanças em sua distribuição na epiderme.
Raspagem das escamas com bisturi e clarificar com KOH 30%
DIAGNOSTICO LABORATORIAL
Presença de hifas curtas e encurvadas e estruturas leveduriformes em gemulação agrupadas em cachos.
Porto/Fita adesisa
Um método muito eficaz que consiste em colocar um pedaço de fita adesiva transparente sobre a lesão, pressionando-a e removendo-a na direção oposta à lesão. E realizar coloração de Gram, onde as estruturas coram-se Gram positivas
MACROMORFOLOGIA - Cultura – vida saprofítica: observa-se crescimento de colônia com textura cremosa e brilhante de coloração creme à branca em ágar Sab. acrescido de 1% de azeite de oliva – 72 horas – 35ºC 
TRATAMENTO
Piritionato de zinco (promove a despolarização da MP) 
Sulfeto de selênio (shampoo 2,5%) = 2-3 semanas • Hipossulfito de sódio 25% (solução aquosa) • Cetoconazol (shampoo) 
•Cetoconazol. A dose preconizada é de 200mg/dia por 10 dias. 
 Fluconazol. A dose recomendada é de 150mg/semana por três semanas. 
Itraconazol. A dose preconizada é de 200mg/dia por sete dias
Complexo com zinco – mineral desempenha papel modulador das funções biológicas.
TINHA NIGRA/ CERATOMICOSE
Agente etiológico: Hortaea werneckii
Infecção assintomática
Cosmopolita
Vive em altas temperaturas, restos de vegetais, areia da praia (ambiente alta salinização)‏
Agente etiológico: Hortaea werneckii
Tinea nigra ou ceratomicose
• Micose com única mancha (mácula) acastanhada (melanina na PC do fungo) • Bordas limitadas e irregulares 
• Não descamativa • Unilateral
 • Crescimento centrífugo
 • Geralmente localizada na região palmar 
• Pode ser encontrada na região plantar
 • Porta de entrada no organismo humano: contato
Exame microscópico direto – vida parasitária: observa-se hifas demáceas septadas KOH 30% - 400
Diagnóstico Laboratorial:
Cultura: em meio Sabourand no início mucóide enegrecida com tempo torna-se aveludada 10 dias à 25ºC .
O tratamento da maioria das micoses muco-cutâneas, superficiais pode ser feito com medicações tópicas. 
Antifúngicos tópicos: 
- agentes imidazólicos (butoconazol, clotrimazol, cetoconazol, econazol, isoconazol, miconazol, oxiconazol e tioconazol).
Nistatina, ciclopirox, iodo e terbinafina. 
TRATAMENTO
Trichosporon beigelli
Doença: Piedra branca ou Tricosporonose 
Encontrados em solos, águas e em 
vegetais, (Climas tropicais e subtropicais)
Levedura artrosporada da microbiota (pele, unha e mucosa oral).
 Isolados da pelo da barba, bigode, axilas e região anal 
Prevalência no sexo masculino
Trichosporum beigelli ou Trichosporon asahii 
Caracteriza-se por Nódulos brancos ou 
castanhos-claros, amolecidos 
e facilmente destacados do pelo.
Tricosporonose (piedra branca genital) 
- lesões eritemato-escamosas de
 aspecto lustroso
Infecção sistêmica
- pacientes neutropênicos
O Trichosporon asahii, anteriormente conhecido como Trichosporon beigelii é tradicionalmente descrito como causador de infecções oportunistas levando ocasionalmente a quadros disseminados em pacientes neutropênicos e imunossuprimidos.
Exame direto (com KOH 30%) 
Hifas septadas fragmentadas e presença de leveduriformes em gemulação e ou brotamento. 
Diagnóstico Laboratorial
Cultura – vida saprofítica: colônias são inicialmente semelhantes a leveduras, de cor esbranquiçada a creme, lisas, úmidas e cremosas. À medida que as colônias envelhecem, tornam-se cerebriformes (enrugadas) - Sab. 7 a 10 dias - 25ºC 
Micromorfologia com azul algodão
Hifas septadas fragmentadas e presença de leveduriformes em gemulação e ou brotamento
Tratamento
Remoção dos pelos
Antifúngico tópico
Recidiva é alta (associar à tratamento oral)‏
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