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Revista de Odontologia da Braz Cubas – v. 10, n.1, JAN-JUN 2020 
34 
 
 
 
 
 
 
CONCEITOS ATUAIS EM 
EXODONTIA 
ATRAUMÁTICA: REVISÃO 
DE LITERATURA 
 
 
Luís Felipe Barbosa da Silva1; Luana Amorim Morais da 
Silva1; Gabriel Gomes da Silva1; Daniel Felipe Fernandes 
Paiva2; Karla Beatriz de Freitas Lira2; Juliana Campos 
Pinheiro3 
 
1Graduando em Odontologia pela Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. 
2Cirurgião-dentista, graduado em Odontologia pela Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. 
3Cirurgiã-dentista; Mestre em Patologia Oral pela Universidade Federal 
do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. 
 
Contato: juliana.patologia92@gmail.com 
REVISTA DE ODONTOLOGIA DA 
BRAZ CUBAS 
 
Vol. 10, n 1, JAN-JUN de 2020 
 
Publicação Digital Semestral 
 
ISSN 2359-6228 
 
RESPONSABILIDADE EDITORIAL 
A Revista de Odontologia da Braz 
Cubas é uma publicação destinada 
à divulgação de conteúdos 
relacionados à Odontologia, 
não possuindo qualquer vínculo com 
os trabalhos aqui expostos. Os 
conceitos e afirmações constantes 
nos originais são de inteira 
responsabilidade do(s) autor(es), não 
refletindo, necessariamente, a 
opinião da Revista, representada por 
meio de seu corpo editorial. Em caso 
necessário, entrar em contato com os 
autores para adequação do 
conteúdo. 
 
 
RESUMO 
O advento da tecnologia proporcionou o surgimento de 
técnicas de exodontia atraumática, com o intuito de 
preservar o tecido ósseo e possibilitar a redução dos 
traumas ao paciente, proporcionando uma maior 
viabilidade clínica, bem como, a facilitação do tratamento 
com implantes, permitindo uma maior reabilitação 
protética do paciente, embora essas técnicas sejam 
pouco utilizadas. Dessa forma, o objetivo deste estudo é 
abordar as técnicas atuais mais utilizadas em exodontia 
atraumática, bem como evidenciar suas vantagens e 
investigar sua viabilidade clínica em detrimento dos 
processos mais convencionais. 
 
PALAVRAS CHAVE: exodontia – cirurgia oral - odontologia 
 
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Introdução 
 
 A ausência dos elementos 
dentários afeta diretamente a capacidade 
mastigatória, tendo em vista que, os 
dentes são os responsáveis pela digestão 
mecânica. Além disso, alterações na 
fonação do indivíduo podem ocorrer, 
sobretudo, no caso dos dentes anteriores 
que estão relacionados a diversos 
fonemas utilizados. Essas questões 
associadas ao fator estético 
proporcionado por estes elementos, 
podem desencadear problemas socias e 
psicológicos no paciente.1 
A perda do elemento dentário está 
muito relacionada com os hábitos de 
higiene, condições socioeconômicas e 
estilo de vida, sendo a dieta um fator 
importante2, por isso as principais causas 
relacionadas à exodontia dentária são a 
cárie e a doença periodontal.2,3,4 Embora 
existam procedimentos restauradores, os 
quais retardam a extração dentária, 
muitos dentes ainda são submetidos a 
esse procedimento, desta forma, 
considerado um problema de saúde 
pública no mundo.5 
Diante desses fatores 
contribuintes para a realização da 
extração dentária, o conceito de 
determinantes sociais em saúde (DSS), 
difundido fortemente em 1980, é utilizado 
amplamente em diversos estudos para 
discorrer acerca dos problemas de saúde 
bucal, com o objetivo de esclarecer sobre 
as condições relacionadas a causa desta 
deficiência em saúde, sendo decorrentes 
de uma desigualdade social, associada a 
baixa escolaridade e má distribuição de 
renda.5 
Em 2018, no Brasil, houve uma 
grande demanda de procedimentos de 
remoção dentária em virtude de cárie 
dentária, devido à: falta de acesso dessa 
população desfavorecida aos serviços de 
odontologia em tempo hábil para realizar 
um tratamento restaurador; práticas 
adotada pelos cirurgiões-dentistas com 
base somente na cura de uma 
enfermidade, desconsiderando medidas 
preventivas e a falta priorização do poder 
público quanto ao investimento na 
aquisição de materiais e equipamentos 
que propiciem atividades odontológicas 
que atendam a demanda populacional.5 
A exodontia é um dos 
procedimentos mais antigos da 
odontologia, envolvendo conceitos tanto 
de cirurgia quanto o uso da mecânica 
física devido ao uso de técnicas 
envolvidas no processo cirúrgico de 
remoção dentária. No século 14, Guy de 
Chauliac inventou o pelicano dental, 
primeiro instrumento criado com a 
finalidade de realizar extrações de 
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elementos dentários, utilizado até o final 
do século 18, quando então foi 
substituído pela chave dental que, em 
seguida, foi trocada, no século 20, pelo 
fórceps convencional usado atualmente 
na maioria das exodontias.6 
Embora seja frequente esse tipo 
de procedimento, não são raras as 
complicações advindas da exodontia 
convencional. O uso dos fórceps mais 
comumente utilizados na odontologia 
pode causar complexidades ao paciente, 
tais quais: fratura do túber da maxila, 
deslocamento radicular, fratura do 
processo alveolar e lesão a estruturas 
nervosas, geralmente os ramos do quinto 
par de nervos cranianos, o trigêmeo.7,8 
Com isso, o advento da tecnologia 
proporcionou o surgimento de técnicas de 
exodontia atraumática, com o intuito de 
preservar o tecido ósseo e possibilitar a 
redução dos traumas ao paciente, 
proporcionando uma maior viabilidade 
clínica, bem como, a facilitação do 
tratamento com implantes, permitindo 
uma maior reabilitação protética do 
paciente, embora essas técnicas sejam 
pouco utilizadas.9,10 Dessa forma, o 
objetivo deste estudo é abordar as 
técnicas atuais mais utilizadas em 
exodontia atraumática, bem como 
evidenciar suas vantagens e investigar 
sua viabilidade clínica em detrimento dos 
processos mais convencionais. 
 
Materiais e Método 
Foi realizada uma revisão da 
literatura composta por artigos científicos 
publicados, prioritariamente, nos anos de 
2013 a 2019 indexados nas seguintes 
bases de dados: Pubmed/Medline, Lilacs 
e Google Scholar. A busca dos artigos foi 
realizada nos idiomas português e inglês, 
utilizando-se as palavras “dental 
extraction”, “conventional extraction” e 
“atraumatic extraction”. 
 
Revisão da Literatura 
 Exodontia convencional 
A técnica de exodontia 
convencional se dá por movimentos 
horizontais e/ou rotações no dente, os 
quais consistem em proporcionar ruptura 
das fibras colágenas, ocasionando uma 
expansão óssea ou fratura da tábua 
óssea vestibular. Sendo assim, é 
evidente que a exodontia convencional 
traumatiza o osso alveolar com 
considerável extensão.11 
A fim de que seja realizada com o 
mínimo de traumas possíveis ao paciente, 
é necessário realizar previamente, o 
estudo radiográfico por meio das imagens 
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obtidas através da radiografia 
panorâmica, e a depender da situação a 
radiografia intraoral, para estudar o dente, 
bem como, a região apical e as estruturas 
anatômicas adjacentes de maneira mais 
detalhada.13 
Essa técnica é iniciada com 
aplicação anestésica local, sendo as mais 
utilizadas: a lidocaína, articaína ou 
mepivacaína, estes anestésicos são 
aplicados com o auxílio de seringa 
carpule metálica e agulha. Em seguida de 
sindesmotomia, realizada com o do 
sindesmótomo é feita a ruptura e 
descolamento das fibras superficiais do 
ligamento periodontal.11, 12, 13 
Posteriormente, deve proceder-se à 
luxação, promovendo mobilidade do 
dente por meio da dilatação do alvéolo 
com a alavanca, instrumento indicado 
para luxar o dente ou fragmento radicular 
em procedimentos cirúrgicos menores. 
Diante disso, a utilização desse 
instrumento está associada a 
complicações recorrentes, como, fratura 
ósseaalveolar e a fratura do dente 
adjacente.13 
E por fim é realizado a extração 
propriamente dita com a aplicação de 
forceps na transição coroa-raiz. Em 
exodontias mais complexas pode utilizar-
se abre-bocas, afastador de tecidos 
moles, bisturi ou periótomo.13 
Os fórceps foram inspirados nas 
tenazes e alicates. Não tendo sofrido, ao 
longo dos anos, alterações significativas, 
tendo em vista que a anatomia dentária é 
a mesma, além de não existirem 
evidência ou pesquisa quantificável sobre 
as forças de exodontia dentária, luxação 
e movimentos rotatórios durante a 
extração.13 
A exodontia dentária exige o 
descolamento da aderência epitelial e 
conjuntiva, dilatação mínima do osso 
alveolar e o fórceps específico para o 
dente. Entretanto, condições patológicas, 
como cárie dentária ou fratura radicular, 
alteração na morfologia da raiz dentária 
ou regiões anatômicas de difícil acesso 
podem resultar numa complicação na 
extração dentária e implicar em técnicas 
cirúrgicas mais complexas.13 
Quando o dente é removido do 
alvéolo, remove-se todo o tecido de 
granulação com a cureta periapical, 
verifica-se a presença de espículas ou 
irregularidades ósseas, realiza-se a 
compressão das tábuas ósseas e efetua 
à sutura. Para a realização da sutura é 
necessário o fio de sutura, porta-agulhas 
e tesoura, estes materiais são de suma 
importância no processo de cicatrização, 
tendo em vista que à formação do 
biofilme pode resultar em infecção. A 
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remoção da sutura deve ocorrer após 5 a 
7 dias do procedimento cirúrgico.13 
Entretanto, técnicas para 
possibilitar uma exodontia menos 
traumática estão inventadas, a fim de 
realizar a extração do dente no sentido 
vertical, preservando osso alveolar e 
tendo o mínimo de expansão óssea. Seja 
com fórceps especiais ou com 
dispositivos sofisticados.11, 12 Esses 
novos aparelhos exercem uma força de 
tração no sentido axial da raiz dentária, 
portanto, se aplicado com sucesso deve 
minimizar o trauma ósseo, realizando o 
rompimento de fibras periodontais sem 
expansão do osso. Além disso, nesta 
técnica não há não necessidade do uso 
de membranas e enxerto, utilizados para 
recuperar volume ósseo, assim como 
para compensar qualquer tipo de perda 
óssea por trauma.11 
 Embora eficazes, tais técnicas 
têm a desvantagem de aumentar o custo, 
a morbidade, e tempo de tratamento, 
além de inviabilizar a colocação de 
implantes com carga imediata em relação 
à exodontia convencional. Tendo ainda, a 
necessidade de serem analisadas, haja 
em vista que são raros os estudos que 
avaliem a taxa de sucesso e as limitações 
desses aparelhos.11,12 
 
Fórceps Physics 
 O fórceps physics é um dos 
instrumentos de cirurgia oral mais 
inovadores no mercado atualmente. Foi 
criado em 2004 pelo Dr. Richard Golden, 
no entanto, sofreu diversas alterações até 
o modelo comercializado nos dias 
atuais.14 
 Ao contrário dos fórceps 
tradicionais, apenas um ponto de contato 
é feito no dente a ser extraído, tem como 
principal vantagem em relação ao forceps 
convencional uma melhor mecânica que 
se dá através de uma alavancagem de 
primeira classe. Ao ser posicionado 
adequadamente no elemento dentário, a 
esta força pode aumentar a que é 
imposta ao ligamento periodontal e no 
osso em até oito vezes. Não sendo 
necessário a imposição de força no 
mordente do forceps, o dente não é 
esmagado, por isso, não ocorre fratura ou 
racha.15 
 Após 60 segundos de força, ocorre 
uma deformação biomecânica no tecido 
ósseo, bem como no ligamento 
periodontal. Dado o enfraquecimento de 
tais estruturas, o cabo do fórceps pode 
ser levemente rotacionado por alguns 
graus a mais, elevando e relaxando o 
elemento dentário. Após este movimento, 
o elemento já pode ser removido 
mediante uso de dispositivos como 
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fórceps de extração ou pinça 
hemostática.15 
Além da melhor mecânica, este 
fórceps possui como pontos positivos a 
celeridade do procedimento, menores 
chances de lesão de tecido ósseo 
adjacente e chances de deslocamento 
radicular passam a ser quase nulas.15 
 
Piezocirurgia 
A piezocirurgia, ou cirurgia 
piezelétrica é uma técnica cirúrgica, a 
qual consiste na utilização de um motor 
piezoelétrico acoplado a uma peça de 
mão capaz de produzir frequências 
ultrasônicas moduladas (24 a 29 kHz), 
resultando no corte do osso. Várias 
pontas podem ser encaixadas a peça de 
mão para uso em diferentes 
procedimentos, como osteoplastia, 
osteotomias e extração atraumática do 
elemento dentário.16 
Na faixa de frequência utilizada 
pelo aparelho, o tecido mole não sofrerá 
corte, visto que para tal tarefa uma 
frequência ainda maior precisaria ser 
utilizada, de cerca de 50 kHz. Não 
obstante, existe a chance de lesão ao 
tecido mole caso a energia mecânica do 
aparelho não for utilizada completamente 
para incisar o tecido mineralizado, 
ocorrendo dissipação dessa energia para 
o tecido mole em forma de calor. Excesso 
de pressão na hora da utilização do 
aparelho também poderá resultar em 
lesão mecânica do tecido mole.15 
O sistema utiliza uma bomba 
peristáltica para fins de irrigação e 
refrigeração através de uma solução de 
fluxo ajustável que é ejetada através da 
ponta (0-60ml por minuto), removendo 
também os detritos resultantes da 
osteotomia.16 
O procedimento se torna 
atraumático, tendo em vista que ocorre 
redução de hemorragia, aumento da 
precisão de corte, além de ausência de 
danos a nervos e vasos sanguíneos 
ainda que ocorra contato acidental com a 
ponta de corte. Previne 
significativamente o dano aos nervos 
alveolar inferior e lingual durante 
exodontia de terceiro molar inferior 
impactado. Entretanto, há um aumento 
no tempo gasto no procedimento e ainda 
é necessário um elevado investimento 
inicial dado ao alto preço do 
equipamento.17 
 
Sistema BENEX 
O sistema Benex Extractor (Hager 
& Meisinger GmbH, Neuss, Germany and 
Helmut Zepf Medizintechnik, GmbH, 
Tuttlingen, Germany) é um inovador 
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sistema que permite a extração 
atraumática do elemento de forma fácil, 
não danosa ao tecido e com pouco 
esforço por parte do cirurgião-dentista.18 
O sistema objetiva a extração 
vertical do elemento através de forças 
mecânicas aplicadas em seu longo eixo 
ao se girar o botão de tração do 
instrumental, tendo como consequência a 
quebra do ligamento periodontal e 
separação do elemento de seu alvéolo, 
sem qualquer movimento de luxação. O 
instrumental oferece também um apoio 
do quadrante, utilizado para proteger 
estruturas vizinhas frágeis durante a 
exodontia. O sistema possui ainda uma 
maior taxa de sucesso com elementos de 
raíz única, comparado a elementos de 
múltiplas raízes, e o insucesso do 
procedimento se relaciona 
majoritariamente ao posicionamento 
inadequado do parafuso, causando falha 
na fratura da raiz.19 
O método se mostra vantajoso 
pois reduz significativamente as chances 
de dano ao tecido mole e ósseo 
adjacente, sendo o tratamento indicado 
para pacientes de alto risco que 
passaram por radioterapia ou tratamento 
com bifosfonatos. Além disso, reduz as 
complicações derivadas do período pós-
operatório. Tem como única 
desvantagem a limitação aos elementos 
monorradiculares ou multirradiculares, 
porém sem raízes divergentes.20 
Os principais resultados 
encontrados na literatura foram obtidos 
por meio de uma comparação entre os 
métodos de exodontia atraumática em 
relação à convencional, mostrados na 
tabela 1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências Abordagenscirúrgicas 
Vantagens Desvantagens 
Carvalho R, Araújo-
Filho R, 
Vasconcelos, B, 
2014. 
Exodontia 
convencional 
Menor tempo de 
utilização; 
Maior qualificação dos 
profissionais com a 
técnica; 
Menos tempo de 
tratamento; 
Custo. 
Traumas 
trazidos ao 
paciente. 
 
Patel H, 2006; 
Mohammed H et al, 
2015. 
Sistema 
Forceps 
Physics® 
Celeridade; 
Menor deslocamento 
radicular; 
Menor chance de lesão 
de tecido ósseo. 
Relevante 
investimento 
inicial. 
Bartuni FN et al, 
2013. 
Sistema 
Piezelétrico/ 
Piezocirurgia 
Redução de hemorragia; 
Aumento da precisão de 
corte; 
Ausência de danos a 
estruturas sensíveis 
como nervos e vasos; 
Excepcional pós-
operatório. 
Maior tempo de 
cirurgia; 
Alto 
investimento 
inicial. 
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Saund D, Dietrich T, 
2003. 
Sistema 
Benex 
Extractor® 
Possibilita maior 
segurança a pacientes de 
alto risco; 
Reduz chances de dano 
ao tecido; 
Melhor pós operatório. 
Se limita a 
elementos 
monorradiculare
s ou 
multirradiculares 
sem raízes 
divergentes. 
Tabela 1 - Comparação entre as vantagens e desvantagens do método tradicional de exodontia 
com métodos atraumáticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Discussão 
 É encontrado na literatura dentre 
as vantagens clínicas que a exodontia 
autramatica tem, sobretudo, a 
minimização de trauma aos tecidos do 
paciente. Tendo como característica 
primordial, a estrutura alveolar e rebordo 
ósseo sem fraturas e danos maiores 
derivados de traumas físicos, causados 
pela grande intensidade de força que se 
faz necessária no método convencional 
utilizando o tradicional forceps.21 
Uma das áreas da odontologia que 
mais se beneficia dessa vantagem é a 
implantodontia. Haja vista que, com os 
alvéolos intactos, sem raízes 
remanescentes ou vestígios de trauma, a 
realização de um implante futuro, 
utilizando enxerto ósseo, é facilitada e 
proporciona uma melhor recuperação ao 
paciente e, por consequência, maior 
viabilidade clínica do procedimento.22 
Sendo assim, a cirurgia atraumática se 
mostra especialmente como um método 
mais seguro em situações em que o 
paciente possui um fino rebordo alveolar 
lingual/palatino ou vestibular com 
maiores chances de fraturas pós 
trauma.22 
Não obstante, em pacientes que 
possuem osteoporose e passam por 
tratamento medicamentoso a base de 
bifosfonatos ou pacientes que passam 
por quimioterapia, a intervenção 
odontológica com tratamento de 
exodontia atraumática se mostrou mais 
segura que a convencional pois evita a 
exposição óssea durante a cirurgia, 
podendo ser utilizada até mesmo em 
pacientes que sofrem ou já sofreram de 
Osteonecrose de Mandíbula Relacionada 
a Bifosfonatos.23 
Embora possua uma maior 
viabilidade cirúrgica, métodos utilizando 
técnicas de exodontia atraumática, em 
pacientes que fazem uso de bifosfonatos, 
o método tradicional de extração com 
forceps também pode ser utilizado, ainda 
que em pacientes de alto risco, de 
maneira relativamente segura e 
previsível, desde que seja seguido o 
protocolo de profilaxia antibiótica visto 
que infecções microbianas são o principal 
fator associado a osteonecrose 
relacionada ao uso de bifosfonatos.23 
 
Conclusão 
Diante do exposto, nota-se a 
exodontia atraumática em suas diversas 
abordagens, uma forma de melhor 
aplicação, tendo em vista a proposta de 
amenizar os danos ao paciente. No 
entanto, são tecnologias recentemente 
aprimoradas, as quais não se tem muitos 
estudos, não há muitas aplicações e são 
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difícil acesso devido aos custos. Desta 
forma, os profissionais preferem a técnica 
convencional por estar consolidada no 
mercado e ter custo mais acessível. 
Embora as técnicas de exodontia 
atraumática sejam promissoras, mais 
estudos precisam ser realizados a fim de 
melhorar cada vez mais o produto. 
 
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