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ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Na língua portuguesa, a sílaba tônica pode aparecer
em três diferentes posições; consequentemente, as
palavras podem receber três classificações:
a) OXÍTONAS – são aquelas cuja sílaba tônica é a
última: você, café, jiló, alguém, ninguém, ruim,
carcará, vatapá, anzol, condor.
b) PAROXÍTONAS – são aquelas cuja sílaba tônica
é a penúltima: gente, planeta, homem, alto, âmbar,
éter, dólar, pedra, caminho, amável, táxi, hífen,
álbum, vírus, tórax.
c) PROPAROXÍTONAS – são aquelas cuja sílaba
tônica é a antepenúltima: lágrima, trânsito, xícara,
úmido, Alcântara, mágico, lâmpada, ótimo, médico,
fanático.
OS ACENTOS
A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos
sinais escritos sobre algumas letras para representar o
que foi estipulado pelas regras de acentuação. Esses
sinais, que fazem parte dos diacríticos – além dos
acentos, o trema, o til, o apóstrofo e o hífen – são:
a) O ACENTO AGUDO ( ´ ) – colocado sobre as
letras a, i, u e sobre o e do grupo –em, indica que
essas letras representam as vogais tônicas da palavra:
carcará, caí, súbito, armazém. Sobre as letras e e o,
indica, além de tonicidade, timbre aberto: lépido, céu,
léxico.
b) O ACENTO CIRCUNFLEXO ( ^ ) – colocado
sobre as letras a, e e o, indica, além de tonicidade,
timbre fechado: lâmpada, pêssego, supôs, Atlântico.
c) O TIL ( ~ ) – indica que as letras a e o
representam vogais nasais: alemã, órgão, portão,
expõe, corações, ímã;
d) O ACENTO GRAVE ( ` ) – indica ocorrência da
fusão da preposição a com os artigos a e as, com os
pronomes demonstrativos a e as e com a letra a inicial
dos pronomes aquele, aquela, aqueles, aquelas,
aquilo: à, às, àquele, àquilo.
AS REGRAS BÁSICAS
Como vimos, as regras de acentuação
gráficas procuram reservar os acentos para as
palavras que se enquadram nos padrões prosódicos
menos comuns da língua portuguesa.
Disso, resultam as seguintes regras básicas:
a) PROPAROXÍTONAS – são todas acentuadas. É o
caso de: lâmpada, Atlântico, Júpiter, ótimo, flácido,
relâmpago, trôpego, lúcido, víssemos.
b) PAROXÍTONAS – são as palavras mais
numerosas da língua e justamente por isso as que
recebem menos acentos. São acentuadas as que
terminam em:
i, is: táxi, beribéri, lápis, grátis;
us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum
(arma de fogo), álbuns, parabéluns;
I, n, r, x, ps: incrível, útil, próton, elétron, éter,
mártir, tórax, ônix, bíceps, fórceps;
ã, ãs, ão, ãos: ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção,
órgão, órfãos, sótãos;
ditongo oral, crescente ou decrescente,
seguido ou de s: água, árduo, pônei, vôlei, cáries,
mágoas, pôneis, jóqueis.
c) OXÍTONAS – são acentuadas as que terminam
em:
a, as: Pará, vatapá, estás, irás;
e, es: você, café, urupês, jacarés;
o, os: jiló, avô, retrós, supôs;
em, ens: alguém, vintém, armazéns, parabéns.
Verifique que essas regras criam um sistema de
oposição entre as terminações das oxítonas e as das
paroxítonas. Compare as palavras dos pares
seguintes e note que os acentos das paroxítonas e os
das oxítonas são mutuamente excludentes:
portas (paroxítona, sem acento) e atrás (oxítona,
com acento);
pele (paroxítona, sem acento) e café (oxítona,
com acento);
corpo (paroxítona, sem acento) e maiô (oxítona,
com acento)
garantem (paroxítona, sem acento) e alguém
(oxítona, com acento);
hifens (paroxítona, sem acento) e vinténs
(oxítona, com acento);
táxi (paroxítona, com acento) e aqui (oxítona,
sem acento)
d) MONOSSÍLABOS TÔNICOS – são acentuados
os terminados em:
a, as: pá, vá, gás, Brás;
e, es: pé, fé, mês, três;
o, os: só, xô, nós, pôs.
AS REGRAS ESPECIAIS
Além dessas regras que você acabou de estudar e
que se baseiam na posição da sílaba tônica e na
terminação, há outras, que levam em conta aspectos
específicos da sonoridade das palavras. Essas regras
são aplicadas nos seguintes casos:
A) HIATOS
Quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos,
acompanhados ou não de s, haverá acento: saída,
proíbo, faísca, caíste, saúva, viúva, balaústre,
carnaúba, país, aí, baú, Jaú.
Cuidado: se o i for seguido de nh, não haverá acento.
É o caso de: rainha, moinho, tainha, campainha.
Também não haverá acento se a vogal i ou a vogal u
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se repetirem, o que ocorre em poucas palavras:
vadiice, mandriice, xiita...
Convém lembrar que, quando a vogal i ou a vogal u
forem acompanhadas de outra letra que não seja s,
não haverá acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos,
contribuiu, contribuinte.
B) DITONGOS ORAIS
Ocorre acento na vogal tônica dos ditongos ei, oi, eu,
desde que sejam abertos, como em anéis, aluguéis,
coronéis, céu, chapéu, réu, véu, troféu.
Obs: É lícito salientar que o novo acordo ortográfico
retirou das paroxítonas que apresentem os ditongos ei
e oi o acento. Assim sendo, palavras como ideia,
assembleia, joia e paranoia devem ser grafadas sem a
presença do agudo.
Cuidado: não haverá acento se o ditongo for aberto,
mas não tônico: chapeuzinho, heroizinho, aneizinhos,
pasteizinhos, ideiazinha. Você notou que, em todas
essas palavras, a sílaba tônica é zi. Se o ditongo
apresentar timbre fechado, também não haverá
acento, como em azeite, manteiga, eu, judeu, hebreu,
apoio, arroio, comboio.
C) FORMAS VERBAIS SEGUIDAS DE PRONOMES
OBLÍQUOS
Para acentuar as formas verbais associadas a
pronomes oblíquos, leva-se em conta apenas o verbo,
desprezando o pronome. Considere a forma verbal do
jeito que você a pronuncia e aplique a regra de
acentuação correspondente.
Em cortá-lo, considere cortá, oxítona terminada em a
e, portanto, acentuada. Em incluí-lo, considere incluí,
em que ocorre hiato. Já em produzi-lo, não há
acento, porque produzi é oxítona terminada em i.
ACENTOS NAS FORMAS VERBAIS
Existem algumas palavras que recebem acento
excepcional, para que sejam diferenciadas, na escrita,
de suas homônimas. São casos muito particulares e,
por isso mesmo, pouco numerosos. Convém iniciar a
relação lembrando o acento que diferencia a terceira
pessoa do singular da terceira pessoa do plural do
presente do indicativo dos verbos ter e vir:
Ele tem – eles têm
Ele vem – eles vêm
Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar
que há acento agudo na terceira pessoa do singular e
circunflexo na terceira do plural do presente do
indicativo:
Ele detém – eles detêm
Ele mantém – eles mantêm TER
Ele obtém – eles obtêm
Ele intervém – eles intervêm
Ele provém – eles provêm VIR
Ele convém – eles convêm
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. O acento gráfico desempenha a mesma função
em:
a) carnaúba e história.
b) petróleo e paciência.
c) jacarandá e lápis.
d) glória e está.
e) mausoléu e líquido.
2. Assinale o comentário que informa correta
mente as normas de acentuação gráfica.
a) Todas as paroxítonas terminadas por “em” são
acentuadas – assim se justifica o acento do
vocábulo “ninguém”.
b) Os vocábulos “barbárie” e “presídios” são
paroxítonas terminadas em vogais, por isso são
acentuados.
c) Justifica-se o acento da palavra “Pacífico” com a
mesma convenção que orienta o acentode
“barbárie”.
d) As palavras oxítonas terminadas por “em” devem
ser acentuadas, assim ocorre com o vocábulo
“também”.
e) A norma culta escrita recomenda acento em
palavras paroxítonas terminadas em “o”, seguida
ou não de “s”, daí o acento de “períodos”.
3. A função habitual do acento é marcar a sílaba
tônica. Entretanto, ele pode também, ser usado
para marcar a concordância do verbo com o
sujeito. Assinale a alternativa em que tal fato
ocorre:
a) “Por um lado dizíamos que nosso reino não era
deste mundo”.
b) As coisas vêm de Sodoma e Gomorra.
c) “Tratávamos de convencer os pobres de que era
necessário contentarem-se”.
d) “...as reformas por que a nossa igreja está
passando...”.
e) “Dia virá em que me mandarão cantar noutra
freguesia...”.
4. Sobre a acentuação das palavras paroxítonas,
assinale a alternativa incorreta.
a) rubrica – recorde – batavo – item
b) fóssil – hímen – próton – projéteis
c) caráter – ônix – bíceps – álbum
d) vírus – biquini – jóquei – ambar
e) águia – barbárie – adágio – tênue
5. Assinale a alternativa em que os dois
vocábulos obedecem à mesma regra de
acentuação gráfica do vocábulo várzea.
a) Incluído – sandália
b) Límpido – vôo
c) Cândido – armário
d) Exímio – vírus
e) Supérfluo – incêndio.
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6. Sobre ACENTUAÇÃO, observe os termos
sublinhados dos itens abaixo.
I. “O demônio é mais diabólico, quando é
respeitável." - Robert Browning
II. "Em ciência, não existe um erro tão grosseiro que,
amanhã ou depois, sob alguma perspectiva, não
pareça profético." - J. Rostand
III. "Ninguém pode chegar ao topo armado apenas de
talento. Deus dá o talento; o trabalho transforma o
talento em gênio." - Ana Pavlova
Assinale a alternativa que contém uma afirmação
CORRETA.
a) No item I, os termos sublinhados são, classificados,
respectivamente, como paroxítona e proparoxítona.
b) No item II, o termo “profético” é acentuado por ser
paroxítona terminada em ditongo.
c) No item III, o primeiro termo sublinhado é acentuado
por ser palavra oxítona terminada em “em”.
d) No item III, o verbo “dá” é acentuado por ser
monossílabo átono.
e) Tanto o termo “ciência” (item II) quanto “gênio” (item
III) são acentuados por serem paroxítonas
terminadas em hiato.
7. Assinale a alternativa que apresenta a
justificativa correta sobre a acentuação das
palavras herói, consciência, país e pé,
respectivamente.
a) Ditongo aberto, proparoxítona, monossílabo tônico,
paroxítona terminada em ditongo crescente.
b) Proparoxítona, paroxítona terminada em ditongo
crescente, ditongo aberto, oxítona terminada em E.
c) Ditongo aberto, paroxítona terminada em ditongo
crescente, proparoxítona, monossílabo tônico.
d) Ditongo aberto, paroxítona terminada em ditongo
crescente, hiato, monossílabo tônico.
e) Monossílabo tônico, paroxítona terminada em
ditongo crescente, ditongo aberto, hiato.
8. Analise as proposições abaixo.
I. “O Brasil, com sua tênue ossatura...” – acentua-se o
termo sublinhado, por se tratar de paroxítona
terminada em ditongo crescente.
II. “...me faz pensar num arranha-céu minado...” –
acentua-se o termo sublinhado por se tratar de
ditongo aberto.
III. “...cada vez mais por invisíveis cupins.” – a
tonicidade da palavra sublinhada recai na
antepenúltima sílaba.
IV. “...sobre a superfície do continente...” e “...de
lanças, para a dança da vitória” – ambas as
palavras sublinhadas são paroxítonas terminadas
em ditongo decrescente.
Está(ão) correta(s)
a) todas.
b) apenas I.
c) apenas I e II.
d) apenas II e III.
e) apenas III e IV.
9. Assinale a alternativa em que as sílabas
tônicas das palavras nela contidas recaem na
penúltima sílaba.
a) Impossível, êxito, difíceis.
b) Através, técnicas, única.
c) Experiências, memória, analíticas.
d) Difíceis, memória, impossível.
e) Impossível, através, memória.
10. Assinale a opção em que se ERRA quanto à
explicação do uso do acento gráfico nas palavras
destacadas:
a) porém – também: Os vocábulos terminados em -
EM recebem acento agudo, que os marca como
oxítonos.
b) chapéu – idéia: O acento recai sobre a primeira
vogal do hiato para indicar a sílaba tônica.
c) três - chá – só: Os monossílabos tônicos
terminados em A, E, O são acentuados. Leva-se
em conta nesta regra a tonicidade dos
monossílabos na frase.
d) título – hábitos: Acentuam-se em português as
palavras proparoxítonas.
e) Renânia – dicionários: As palavras paroxítonas
terminadas em ditongo crescente são acentuadas.
11. Sobre ACENTUAÇÃO, analise os termos
sublinhados dos trechos abaixo.
“O problema, no entanto, não está centrado na
família. ‘A sociedade como um todo está perdida em
relação a como educar os jovens. (...) e só vê
violência.”
Sobre eles, é CORRETO afirmar.
A) Todos esses termos apresentam a mesma
justificativa em relação aos acentos neles contidos.
B) O segundo e o último termos são acentuados por
serem paroxítonas terminadas em ditongo
crescente.
C) Os acentos contidos nos termos está, só e vê se
justificam por serem monossílabos tônicos.
D) Apenas o termo só é classificado como
monossílabo tônico.
E) Somente o termo família é acentuado por ser
paroxítona terminada em ditongo crescente.
12. Sobre o trecho abaixo:
“Se essa imagem não era possível há alguns anos,
hoje faz parte da realidade de grande parte das tribos
indígenas.”
é CORRETO afirmar que
A) os termos possível e indígenas são acentuados
porque, em ambos, a sílaba tônica recai na
antepenúltima sílaba.
B) o verbo haver (há), neste contexto, é classificado
como impessoal, significando tempo passado.
C) o verbo fazer (faz), neste contexto, concorda com o
seu sujeito, da realidade de grande parte das tribos
indígenas.
D) estaria correta também a construção: Se essa
imagem não era possível hão alguns anos. Neste
contexto, o verbo em destaque estaria
concordando com o seu sujeito alguns anos.
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E) o conectivo Se que inicia o trecho exprime uma
ideia de temporalidade.
13. Sobre o trecho abaixo:
“O site Índios On Line é uma forma de fazer com que
o próprio índio seja o seu historiador, antropólogo,
fotógrafo e seu próprio jornalista”, afirma Jaborandy
Yandê, índio tupinambá de Olivença e um dos
coordenadores do projeto.”
é CORRETO afirmar que
A) nos termos antropólogo e fotógrafo, a sílaba tônica
recai na penúltima sílaba.
B) o acento do termo tupinambá se justifica, porque a
sílaba tônica recai na penúltima sílaba.
C) os termos índio e próprio são acentuados e
obedecem a uma mesma regra gramatical.
D) o termo próprio é acentuado por ser uma
paroxítona terminada em hiato.
E) no termo Yandê, o acento se justifica pelo fato de a
sílaba tônica recair na penúltima sílaba.
14. Observe os termos acentuados em destaque
dos trechos abaixo:
I. “...ninguém é chique por decreto.”
II. “Elegância é uma delas.”
III. “É lembrar o aniversário...”
IV. “...em hipótese alguma...”
V. “...você tem, antes de tudo...”
Agora, responda
A) se todos foram acentuados pela mesma razão.
B) se somente o II e o III foram acentuados pela
mesma razão.
C) se somenteo I e o IV foram acentuados pela
mesma razão.
D) se somente o V foi acentuado por ser paroxítono.
E) se somente o I foi acentuado por ser oxítono.
15. Em uma das alternativas, a tonicidade dos
termos sublinhados recai na penúltima sílaba.
Assinale-a.
A) .se a tarefa tiver que ser desempenhada num
condomínio.”
Figura polêmica em muitas casos ...”
B) “...deve ter, pelo menos, duas características ...”
“...o responsável por administrar as finanças do
prédio...”
C) “E um bom síndico, claro.“...no principal drama dos
condomínios atuais...”
D) “...e um regimento interno bem feitos, detalhados
são indispensáveis.”
“...não bastam paciência e bom senso.”
E) “...principal drama dos condomínios atuais: a
inadimplência.”
“E um bom síndico, claro.”
Gabarito
01. B 02. D 03. B 04. D 05. E
06. C 07. D 08. C 09. D 10. B
11. B 12. B 13. C 14. B 15.D
MORFOLOGIA I: ESTRUTURA E
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos
que formam a palavra, denominados de morfemas. São
os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa.
RADICAL: O que contém o sentido básico do vocábulo.
Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for
modificada. Ex. falar, comer, dormir, casa, carro.
Obs: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical,
retirando-se a terminação AR, ER ou IR.
VOGAL TEMÁTICA:
Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à
terminação verbal. Elas indicam a que conjugação o
verbo pertence:
• 1ª conjugação = Verbos terminados em AR.
• 2ª conjugação = Verbos terminados em ER.
• 3ª conjugação = Verbos terminados em IR.
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que
proveio do antigo verbo poer.
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e
U, no final da palavra, evitando que ela termine em
consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi,
couro, urubu.
TEMA: É a junção do radical com a vogal temática. Se
não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o
mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical
for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de
verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal
temática - estuda, come, parti; em se tratando de
substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá.
Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é
o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na
palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento -
leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu
também, mas agora, porque o radical é terminado pela
vogal temática.
DESINÊNCIAS:É a terminação das palavras, flexionadas
ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de
modificá-las. Modificamos os verbos, conjugando-os;
modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e
número.
Existem dois tipos de desinências:
DESINÊNCIAS VERBAIS
MODO-TEMPORAIS = indicam o tempo e o modo. São
quatro as desinências modo-temporais:
-VA- e -IA-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo =
estudava, vendia, partia.
-RA-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo =
estudara, vendera, partira.
-RIA-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo =
estudaria, venderia, partiria.
-SSE-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo =
estudasse, vendesse, partisse.
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NÚMERO-PESSOAIS = indicam a pessoa e o número.
São três os grupos das desinências número pessoais.
-GRUPO I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito
Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele
cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram.
-GRUPO II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo
Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu
cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós
cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu
puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles
puserem.
-GRUPO III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros
tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós
cantamos, vós cantais, eles cantam.
DESINÊNCIAS NOMINAIS
-DE GÊNERO = indica o gênero da palavra. A palavra
terá desinência nominal de gênero, quando houver a
oposição masculino - feminino.
Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal a será
desinência nominal de gênero sempre que indicar o
feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não
seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora.
-DE NÚMERO = indica o plural da palavra. É a letra s,
somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo:
cadeiras, pedras, águas.
AFIXOS: São elementos que se juntam a radicais para
formar novas palavras. São eles:
PREFIXO: É o afixo que aparece antes do radical. Por
exemplo: destampar, incapaz, amoral.
SUFIXO: É o afixo que aparece depois do radical, do
tema ou do infinitivo. Por exemplo: pensamento,
acusação, felizmente.
VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO: São vogais e
consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar
mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por
exemplo: flores, bambuzal, gasômetro, canais.
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se
procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas
um radical, diremos que foi formada por derivação; por
dois ou mais radicais, composição.
TIPOS DE DERIVAÇÃO
DERIVAÇÃO PREFIXAL: Acréscimo de um prefixo à
palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por
exemplo: antepasto, reescrever, infeliz.
DERIVAÇÃO SUFIXAL: Acréscimo de um sufixo à
palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por
exemplo: felizmente, igualdade, florescer.
DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL: Acréscimo de um
prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também
chamado de prefixação e sufixação. Por exemplo:
infelizmente, desigualdade, reflorescer.
DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA: Acréscimo de um
prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também
chamado de parassíntese. Por exemplo: envernizar,
enrijecer, anoitecer.
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença
entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação
Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a
palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso
contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que
sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será
Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de
envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o
sufixo: também não existe a palavra enverniz. Portanto, a
palavra foi formada por Parassíntese.
DERIVAÇÃO REGRESSIVA: É a retirada da parte final
da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra
derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a
desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo
debate.
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA: É a formação de uma nova
palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo:
a palavra gelo é um substantivo, mas pode ser
transformada em um adjetivo: camisa gelo.
TIPOS DE COMPOSIÇÃO
COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO: Na união, os
radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura.
Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e pé,
obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com
mandachuva, passatempo, guarda-pó.
COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO: Na união, pelo
menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura.
Por exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente,
obtém-se a palavra aguardente, com o desaparecimento
do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora),
planalto (plano alto).
HIBRIDISMO: É a formação de novas palavras a partir da
união de radicais de idiomasdiferentes. Por exemplo:
automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia.
ONOMATOPEIA: Consiste em criar palavras, tentando
imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri,
tique-taque, pingue-pongue.
ABREVIAÇÃO VOCABULAR: Consiste na eliminação de
um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma
mais curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se
extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de
cinematografia, cinema ou cine.
SIGLAS: As siglas são formadas pela combinação das
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui
um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial
e Urbano).
NEOLOGISMO SEMÂNTICO: Forma-se uma palavra por
neologismo semântico, quando se dá um novo
significado, somado ao que já existe. Por exemplo, a
palavra legal significa dentro da lei; a esse significado
somamos outro: pessoa boa, pessoa legal.
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EMPRÉSTIMO LINGUÍSTICO: É o aportuguesamento de
palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se
modifica, ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo:
estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu,
"shopping center".
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1- Os elementos mórficos sublinhados estão
corretamente classificados nos parênteses, exceto
em:
a) aluna (desinência de gênero);
b) estudássemos (desinência modo-temporal);
c) reanimava (desinência número-pessoal);
d) deslealdade (sufixo);
e) agitar (vogal temática).
2- Tendo em vista o processo de formação de
palavras, não é exemplo de hibridismo:
a) automóvel;
b) sociologia;
c) alcoômetro;
d) burocracia;
e) biblioteca.
3. O processo de formação da palavra sublinhada
está incorretamente indicado nos parênteses em:
a) Só não foi necessário o ataque porque a vitória estava
garantida. (derivação parassintética);
b) O castigo veio tão logo se receberam as notícias.
(derivação regressiva);
c) Foram muito infelizes as observações feitas durante o
comício. (derivação prefixal);
d) Diziam que o vendedor seria capaz de fugir.
(derivação sufixal);
e) O homem ficou boquiaberto com as nossas
respostas. (composição por aglutinação).
4- Tendo em vista o processo de formação de palavra,
todos os vocábulos abaixo são parassintéticos,
exceto:
a) entardecer;
b) despedaçar;
c) emudecer;
d) esfarelar;
e) negociar.
5- A afirmativa a respeito do processo de formação de
palavras não está correta em:
a) Choro e castigo originaram-se de chorar e castigar,
através de derivação regressiva;
b) Esvoaçar é formada por derivação sufixal;
c) O amanhã não pode ver ninguém bem, a palavra
sublinhada surgiu por derivação imprópria;
d) Petróleo e hidrelétrico são formadas através de
composição por aglutinação;
e) Pólio, extra e moto são obtidas por redução.
6. O processo de formação das palavras grifadas não
está corretamente indicado em:
a) As grandes decisões saem do Planalto. (composição
por justaposição);
b) Sinto saudades do meu bisavô. (derivação prefixal);
c) A pesca da baleia deveria ser proibida. (derivação
regressiva);
d) Procuremos regularmente o dentista. (derivação
sufixal);
e) As dificuldades de hoje tornam o homem desalmado.
(derivação parassintética).
7. O processo de formação de palavras está indicado
corretamente em:
a) Barbeado: derivação prefixal e sufixal;
b) Desconexo: derivação prefixal;
c) Enrijecer: derivação sufixal;
d) Passatempo: composição por aglutinação;
e) Pernilongo: composição por justaposição.
8. Em que alternativa a palavra grifada resulta em
derivação imprópria?
a) "De repente, do riso fez-se o pranto / Silencioso e
branco como a bruma / E das bocas fez-se a espuma / E
das mãos espalmadas fez-se o espanto." (Vinícius de
Moraes);
b) "Agora, o cheiro áspero das flores / leva-me os olhos
por dentro de suas pétalas."(Cecília Meireles);
c) "Um gosto de amora / Comida com sal. A vida /
Chamava-se "Agora"." (Guilherme de Almeida);
d) "A saudade abraçou-me, tão sincera, / soluçando no
adeus de nunca mais. / A ambição de olhar verde, junto
ao cais, / me disse: vai que eu fico à tua espera."
(Cassiano Ricardo).
9. Com relação ao seguinte poema, é CORRETO
afirmar que:
Neologismo
"Beijo pouco, falo menos ainda. / Mas invento palavras /
Que traduzem a ternura mais funda / E mais cotidiana. /
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. / Intransitivo: /
Teadoro, Teodora."
(Manuel Bandeira)
a) o verbo "teadorar" e o substantivo próprio "Teodora"
são palavras cognatas, pois possuem o mesmo radical;
b) as classes das palavras que compõem a estrutura do
vocábulo "teadorar" são pronome e verbo;
c) o verbo "teadorar", por se tratar de um neologismo, não
possui morfemas;
d) a vogal temática dos verbos "beijo", "falo", "invento" e
"teadoro" é a mesma, ou seja, "o".
10. “[...] necessita, ainda, de formas de efetivação do
direito fundamental à água, o que envolve [...] a
segurança de que, em situações de escassez, o uso
prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a
dessedentação de animais.”
O valor semântico do prefixo presente no termo
sublinhado ajuda o leitor a inferir que ele significa o
ato de:
A) cessar de prover habitação.
B) deixar de aprisionar.
C) saciar a sede.
D) realizar desinfecção.
E) não dissecar.
Gabarito
1. C 2. E 3. A 4. E 5. B
6. A 7. B 8. D 9. B 10. C
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MORFOLOGIA II: ESTUDO DAS
CLASSES GRAMATICAIS
CLASSES VARIÁVEIS
O SUBSTANTIVO (FLEXÃO DE GÊNERO)
Dependendo da forma que assumem, os substantivos
podem ser classificados em biformes ou uniformes.
Substantivos Biformes - são aqueles que apresentam
uma forma para o masculino e outra para o feminino:
Substantivos Uniformes - são os que apresentam uma
única forma, tanto para o masculino como para o
feminino. Subdividem-se em:
1. Epicenos – são os substantivos uniformes que
designam alguns animais: onça, jacaré, tigre, borboleta,
foca. Caso se queira especificar o sexo do animal,
devem-se acrescentar as palavras macho ou fêmea.
Ex: a onça macho, a onça fêmea (o substantivo onça
será sempre feminino), o jacaré macho, o jacaré fêmea (o
substantivo jacaré será sempre masculino)
2. Comum de dois gêneros – são os substantivos
uniformes que designam pessoas. Neste caso, a
diferenciação de gênero é feita pelo artigo ou outro
determinante qualquer.
Ex: o artista, a artista; o estudante, a estudante; este
dentista, aquela dentista; jornalista recém-formado,
jornalista recém-formada.
3. Sobrecomuns – são substantivos uniformes que
designam pessoas. Neste caso, o gênero é fixo (sempre
masculino ou sempre feminino) e os artigos e outros
determinantes permanecem invariáveis.
Mudança de sentido com mudança de gênero:
Há substantivos idênticos na forma, porém de gêneros
diferentes. Veja alguns exemplos:
Substantivo feminino Significado
A cabeça parte do corpo
A capital cidade principal
A rádio estação transmissora
Substantivo masculino Significado
O cabeçao chefe, o líder
O capital o dinheiro, os bens
O rádio aparelho receptor
FLEXÃO NÚMERO:
Quanto ao número, o substantivo pode ser singular ou
plural.
Singular aluno, relógio, mãe
Plural alunos, relógios, mães
Há, no entanto, alguns substantivos que só aparecem no
plural, como: os afazeres, as fezes, os parabéns, as
núpcias, os pêsames, os óculos, as férias, os víveres.
Plural dos Substantivos Compostos
Não é fácil sistematizar o plural dos substantivos
compostos, uma vez que ocorrem muitas oscilações,
mesmo no padrão culto da língua. Cumpre, no entanto,
observar as seguintes regras:
1. Os substantivos compostos ligados sem hífen
formam o plural como se fossem substantivos
simples.
Ex:
Aguardente → aguardentes
Passatempo →passatempos
Vaivém→ vaivéns
2. Nos compostos formados de palavras repetidas
(ou muito semelhantes), só o segundo elemento
varia.
Ex:
Teco-teco→ teco-tecos
Reco-reco →reco-recos
Tico-tico→ tico-ticos
3. Nos compostos cujos elementos venham unidos
por preposição, só o primeiro elemento varia.
Ex:
Pão-de-ló → pães-de-ló
Mula-sem-cabeça → mulas-sem-cabeça
4. Nos compostos formados por dois substantivos,
se o segundo elemento limita ou determina o
primeiro, indicando tipo ou finalidade, a variação
ocorre somente no primeiro elemento.
Ex:
Banana-maçã → bananas-maçã
Salário-família →salários-família
Peixe-espada → peixes-espada
Caneta-tinteiro → canetas-tinteiros
Manga-rosa → mangas-rosa
Samba-enredo → sambas-enredo
Obs.: Convém lembrar, no entanto, que a pluralização
dos dois elementos é muito comum, mesmo no padrão
culto, e que essas formas já aparecem dicionarizadas.
5. Nos compostos formados de verbo seguido de
substantivos no plural, ambos os elementos ficam
invariáveis.
Ex:
o saca-rolhas → os saca-rolhas
o tira-dúvidas → os tira-dúvidas
6. Para os demais substantivos compostos, convém
observar o seguinte: só devem ir para o plural os
substantivos, os adjetivos e os numerais. Os verbos e
os advérbios, assim como os prefixos que entram na
formação dos substantivos compostos (co-, ex-, vice-
etc.), evidentemente não variam.
Variam os dois elementos (substantivo +
substantivo; substantivo + adjetivo; adjetivo + substantivo;
numeral + substantivo).
Masculino Feminino Masculino Feminino
Aluno aluna Bode cabra
Menino menina Carneiro ovelha
Homem mulher Cavaleiro amazona
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Ex:
Couve-flor → couves-flores
Cabra-cega → cabras-cegas
Amor-perfeito→ amores-perfeitos
Quinta-feira → quintas-feiras
Boa-vida → boas-vidas
Primeiro-ministro→ primeiros-ministros
Cachorro-quente→ cachorros-quentes
Obra-prima→ obras-primas
Varia apenas o segundo elemento (verbo +
substantivo; advérbio + adjetivo; prefixo + substantivo).
Ex:
Guarda-roupa→ guarda-roupas
Bem-amado→ bem-amados
Guarda-comida→ guarda-comidas
Abaixo-assinado→ abaixo-assinados
Guarda-chuva→ guarda-chuvas
Ex-aluno→ ex-alunos
Beija-flor→ beija-flores
Co-autor→ co-autores
Vira-lata→ vira-latas
Obs.: Quando a palavra guarda referir-se à pessoa, ao
militar, e vier seguida de adjetivo, será substantivo e,
portanto, irá para o plural: guardas-noturnos, guardas-
civis, guardas-florestais.
FLEXÃO DE GRAU:
Aumentativos e diminutivos formais
Ex.: cartão, portão, caldeirão, etc.
O grau com valor afetivo ou pejorativo
Ex.: paizinho, mãezinha (afetivo);
gentinha (pejorativo).
Formação do diminutivo plural:
Ex.: bar bares (plural) bare + s barezinhos
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Numere a segunda coluna de acordo com o
significado das expressões da primeira e assinale a
alternativa que contém os algarismos nas sequências
corretas.
(1) o óleo santo ( ) a moral
(2) a relva ( ) a crisma
(3) um sacramento ( ) o moral
(4) a ética ( ) o crisma
(5) a unidade de massa ( ) a grama
(6) o ânimo ( ) o grama
a) 6,1,4,3,5,2
b) 4,1,6,3,5,2
c) 6,1,4,3,2,5
d) 4,3,6,1,2,5
e) 6,3,4,1,2,5
2. Assinale a frase em que as palavras destacadas
correspondem, pela ordem, a substantivo, adjetivo,
advérbio.
a) Feliz a nação que emprega bastantes recursos na
educação.
b) As escolas organizadas fazem um extraordinário
bem à educação.
c) O governo que a cultura seu povo passa à história.
d) Educação e cultura fazem forte um país bem
promissor.
e) A preparação da juventude forja o amanhã de um
país.
3. Como se sabe, alguns substantivos variam em
gênero. Ocorre, entretanto, que, sendo o gênero uma
categoria convencionada, com o passar do tempo
alguns usos acabam por motivar a troca de gêneros.
Por isso, é importante considerar que:
A) a palavra “cônjuge” é utilizada, na maioria das vezes,
no masculino; por isso, ainda que o referente seja uma
mulher, a norma recomenda que ela seja referida como
“meu cônjuge”.
B) alguns substantivos mudam de significado quando
mudam de gênero. Isso ocorre, por exemplo, com as
palavras “indivíduo” e “modelo”.
C) embora a palavra “alface” seja do gênero feminino,
seu emprego no masculino é tão corrente que já é aceito
pelos instrumentos normativos vigentes.
D) a palavra “celeuma” é do gênero masculino, o que
obriga o adjetivo com o qual ela está relacionada a
também ficar no masculino. Por isso, diz-se “um celeuma
problemático”.
E) aceita-se, atualmente, no português brasileiro, a flexão
da palavra “ídolo” no feminino. Assim, estão corretas as
formas “ele é meu ídolo” e “ela é minha ídola”.
4. Numa das opções, uma das palavras apresenta
erro de flexão. Indique-a
a) mãos-de-obra, obras-primas
b) guardas-civis, afro-brasileiros
c) salvos-condutos, papéis-moeda
d) portas-bandeira, mapas-múndi
e) salários-família, vice-diretores
5. Dadas as afirmações de que o plural de
1. corrimão pode ser corrimãos ou corrimões.
2. segunda-feira é segundas-feiras.
3. gravidez é gravidezes.
4. bem-te-vi é bem-te-vis.
Constatamos que está(ão) CORRETA(S)
A) apenas 1.
B) apenas 2.
C) apenas 3.
D) apenas 1 e 4.
E) todas.
Gabarito
01. D 02. D 03. A 04. D 05. E
O ARTIGO
EMPREGO DOS ARTIGOS:
1. É obrigatório o emprego do artigo definido entre o
numeral AMBOS e o substantivo a que esse numeral
se refere.
Ex: O juiz solicitou a presença de ambos os cônjuges.
2. Nunca deve ser usado artigo depois do pronome
relativo CUJO (e flexões).
Ex:
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço.
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3. Não se deve usar artigo antes das palavras CASA
(no sentido de lar, moradia) e TERRA (no sentido de
chão firme), a menos que venham especificadas.
Ex:
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permaneceram na terra dos anões.
4. Com relação a nomes de lugar, alguns admitem a
anteposição do artigo, outros não.
Ex:
Passaram o carnaval em Salvador.
Florianópolis é a capital deSanta Catarina.
Nevou em Roma.
Brasília é a capital da República.
Arroz-de-cuxá é um prato típico do Maranhão.
Passaram o carnaval na Bahia.
Faz muito calor no Piauí.
5. Se o nome de lugar que não admite artigo vier
qualificado, o uso do artigo será obrigatório.
Ex:
A bela Florianópolis é capital de Santa Catarina.
Não conheciam a velha Salvador.
Estavam na Roma antiga.
A moderna Brasília é considerada um monumento
arquitetônico.
6. Não se emprega artigo antes dos pronomes de
tratamento, com exceção de SENHOR (a),
SENHORITA e DONA.
Ex:
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua
Senhoria.
7. Emprega-se o artigo definido com o adjetivo no
grau superlativo.
Ex:
Não consegui resolver as questões mais difíceis.
Ou
Resolvi as mais difíceis questões.
8. Emprega-se o artigo definido com valor de
superlativo absoluto sintético.
Ex: Não se trata de mais uma música, esta é a música.
9. Não se une à preposição o artigo que faz parte do
nome de revistas, jornais, obras literárias.
Ex:
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
A notícia foi publicada em O Globo.
“Inês de Castro” é o episódio de Os lusíadas.
10. Depois do pronome indefinido TODO emprega-se
artigo quando se quer dar ideia de inteiro, totalidade.
Quando se quer dar ideia de qualquer, omite-se o
artigo.
Ex:
Ele leu todo o livro. (o livro inteiro)
Todo homem é mortal. (qualquer homem)
Todo o país comemorou a conquista. (o país inteiro)
Todo país tem seu governo. (qualquer país, cada país)
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Assinale a alternativa em que há erro no emprego
do artigo.
a) Eles estavam na casa dos pais.
b) Ambos os casos merecem consideração.
c) Eles não conheciam a velha Roma.
d) Convidei a Filomena para a festa.
e) São pessoas cujas as aspirações são pequenas.
2. Marque a alternativa correta.
a) Todos os três foram reprovados em física.
b) O fato foi noticiado pelo Estado de S. Paulo.
c) Discutia os assuntos mais profundos.
d) Haverá hoje reunião com a Sua Majestade.
e) Não conheço a escola cuja a diretora se aposentou.
3. Aponte a alternativa em que haja erro no emprego
do artigo.
a) Não quis responder a ambas as perguntas.
b) Feliz o pai cujo os filhos são ajuizados.
c) O pai tinha muito amor a ambos os filhos.
d) O fato de o rapaz chegar, não resolveu o problema.
e) Foi em O Globo que divulgaram a pesquisa.
4. (UM-SP) Assinale a alternativa em que há erro
quanto ao emprego do artigo.
a) Li a notícia no Estado de S. Paulo.
b) É em O Estado de S. Paulo que li a notícia.
c) Essa notícia, eu vi em A Gazeta.
d) Vi essa notícia em A Gazeta.
e) Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
5. Determine o caso em que o artigo tem valor de
qualificativo.
a) Estes são os candidatos de que lhe falei.
b) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
c) Certeza e exatidão, essas qualidades não as tenho.
d) Os problemas que o afligem não me deixam
descuidado.
e) Muita é a procura, pouca, a oferta.
Gabarito
1. E 2. C 3. B 4. A 5. B
O NUMERAL
EMPREGO E FLEXÃO DOS NUMERAIS
1. Quando antepostos ao substantivo, empregam-se
os numerais ordinais, que concordarão com esse
substantivo. Se estiverem pospostos ao substantivo,
usam-se os numerais cardinais, que concordarão
com a palavra número (subentendida).
Ex:
Segunda casa ou casa dois
Décima quinta cabine ou cabine quinze
III Salão do Automóvel (terceiro)
II Maratona Estudantil (segunda)
Observação: quando se quer fazer referência ao primeiro
dia do mês, deve-se utilizar o numeral ordinal: primeiro de
maio, primeiro de abril.
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2. Na indicação de reis, papas, séculos e partes de
uma obra, temos um caso particular: quando
pospostos ao substantivo, usam-se os numerais
ordinais até décimo, inclusive. A partir daí, devem-se
empregar os cardinais.
Ex:
Século VII (sétimo) Henrique VIII (oitavo)
Século XXI (vinte e um) Luís XV (quinze)
João Paulo II (segundo) capítulo II (segundo)
João XXIII (vinte e três) capítulo XIII (treze)
Se o numeral anteceder o substantivo, será
obrigatório o uso do ordinal.
Ex:
Vigésimo primeiro século
Décimo terceiro capítulo
3. Ambos, substituindo o cardinal dois, flexiona-se
em gênero, concordando com o substantivo.
Ex:
Ambos os alunos estavam presentes.
Ambas as alunas foram premiadas.
4.Quando os numerais multiplicativos acompanham
substantivos, variam em gênero, concordando com o
substantivo.
Ex:
Ele tomou um suco duplo.
Ele tomou uma vitamina dupla.
5. O fracionário meio concorda em gênero com o
substantivo a que se refere.
Ex:
Comprou meio quilo de arroz.
Comprou meia tonelada de arroz.
Completou a corrida em dois minutos e meio.
(dois minutos e meio minuto)
Completou a corrida em duas horas e meia.
(duas horas e meia hora)
6. Os fracionários variam em número, concordando
com os cardinais que os acompanham.
Ex:
Um terço dois terços
Um quinto três quintos
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Indique o item em que os numerais estão
corretamente empregados.
a) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
b) Após o parágrafo nono, virá o parágrafo décimo.
c) Depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo
primeiro.
d) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
e) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
2. A alternativa em que o numeral está
impropriamente empregado é:
a) O conteúdo do artigo onze não está claro.
b) Já lhe disseram, pela noningentésima vez, o que
fazer.
c) Esses animais viveram, aproximadamente, na Era
Terciária.
d) Consulte a Encíclica de Pio Décimo.
e) Esse dado encontra-se na página décima quinta.
3. Verifique em qual alternativa há um uso impróprio
de numerais.
a) No artigo sétimo lia-se era proibido reclamar; já no
artigo dezenove, falava-se em direito de reclamação.
b) No tomo treze da coleção há uma referência
importante ao canto oitavo da Odisseia.
c) Uma resma equivale a quinhentas folhas de papel.
d) Prepare-se para gerir a escola por um período de
cinco anos. Não se preocupe: o lustro passa
depressa.
e) Já era meio-dia e meio.
4. Assinale o caso em que não haja expressão
numérica de sentido indefinido.
a) Ele foi o duodécimo colocado.
b) Quer que veja este filme pela milésima vez?
c) “Na guerra os meus dedos disparam mil mortes”
d) “A vida tem uma só entrada; a saída é por cem
portas.”
e) Éramos uns duzentos naquele auditório.
5. Assinale a alternativa incorreta:
a) Pio XII (décimo segundo)
b) João Paulo II (segundo)
c) página 21 (vinte e um)
d) XV salão do automóvel (décimo quinto)
e) capítulo XVI (dezesseis)
Gabarito
1. D 2. E 3. E 4. A 5. A
O ADJETIVO
LOCUÇÃO ADJETIVA
Locução adjetiva é a expressão formada de preposição
+ substantivo (ou advérbio), com valor de adjetivo.
Ex:
dia de chuva (= dia chuvoso)
pneu de trás (= pneu traseiro)
atitudes de anjo (= atitudes angelicais)
menino do Brasil (= menino brasileiro)
ADJETIVOS PÁTRIOS
Adjetivos pátrios são aqueles que se referem a países,
continentes, cidades, regiões, etc., exprimindo
nacionalidade ou a origem do ser:
Ex:
a) Amazonense (relativo ao Estado do Amazonas ou à
região amazônica)
b) Catarinense ou barriga-verde (relativo ao Estado de
Santa Catarina)
c) Rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho
(relativo ao Estadodo Rio Grande do Sul)
FLEXÃO DE GÊNERO
No que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é
semelhante à dos substantivos: podem ser do gênero
masculino ou feminino.
Homem honesto / mulher honesta
Homem simples / mulher simples
Homem corrupto / mulher corrupta
Homem inteligente / mulher inteligente
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FLEXÃO DE NÚMERO
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira
que os substantivos simples, ou seja, a terminação do
plural varia conforme a terminação do singular.
Ex:
Pessoa honesta / pessoas honestas
Regra fácil / regras fáceis
Os substantivos empregados como adjetivos ficam
invariáveis.
Ex:
Blusa vinho / blusas vinho
Mulher monstro / mulheres monstro
Camisa rosa / camisas rosa
Homem aranha / homens aranha
Adjetivos Compostos
Como regra geral, nos adjetivos compostos
somente o último elemento varia, tanto em gênero
quanto em número.
Ex:
pactos sócio-político-econômicos
causas sócio-político-econômicas
acordos luso-franco-brasileiros
lentes côncavo-convexas
camisas verde-claras
sapatos marrom-escuros
Se o último for substantivo, o adjetivo composto
fica invariável.
Ex:
camisas verde-abacate
sapatos marrom-café
blusas amarelo-ouro
Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-
celeste ficam invariáveis.
Ex:
blusas azul-marinho
camisas azul-celeste
No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os
elementos variam.
Ex:
meninos surdos-mudos
meninas surdas-mudas
FLEXÃO DE GRAU
O adjetivo apresenta-se no grau comparativo quando a
qualidade que ele expressa está em comparação com a
de outros seres, e no grau superlativo quando essa
qualidade se apresenta em grau elevado.
A mudança de grau pode ser obtida por dois processos:
Sintético – a alteração de grau é feita através de
sufixos: Esta casa é agradabilíssima.
Analítico – a alteração de grau é feita pelo acréscimo
de alguma palavra que modifique o adjetivo: Esta casa é
muito agradável.
GRAU COMPARATIVO
O comparativo pode ser:
De igualdade – a qualidade expressa pelo adjetivo
aparece com a mesma intensidade nos elementos que se
comparam. O comparativo de igualdade apresenta,
geralmente, a seguinte forma:
Ex:
Esta casa é tão arejada quanto aquela.
tão + adjetivo + quanto (ou como)
De superioridade – a qualidade expressa pelo adjetivo
aparece mais intensificada no primeiro elemento da
relação de comparação. O comparativo de superioridade
apresenta, geralmente, a seguinte forma:
Ex:
Esta casa é mais arejada (do) que aquela.
mais + adjetivo + (do) que
De inferioridade – a qualidade expressa pelo adjetivo
aparece menos intensificada no primeiro elemento da
relação de comparação. O comparativo de inferioridade
apresenta, geralmente, a seguinte forma:
Ex:
Esta casa é menos arejada (do) que aquela.
menos + adjetivo + (do) que
GRAU SUPERLATIVO
O superlativo pode ser:
Absoluto – a qualidade atribuída pelo adjetivo não
expressa em relação a outros elementos.
Ex: Este exercício é muito fácil. (superlativo absoluto
analítico)
Este exercício é facílimo. (superlativo absoluto sintético)
Relativo – a qualidade atribuída pelo adjetivo é expressa
em relação a outros elementos.
Ex: Este exercício é o mais fácil do capítulo. (superlativo
relativo de superioridade)
Este exercício é o menos fácil do capítulo. (superlativo
relativo de inferioridade)
O superlativo absoluto sintético é feito pelo acréscimo dos
sufixos superlativos: - íssimo, - ílimo ou - érrimo.
Alguns superlativos absolutos sintéticos apresentam mais
de uma forma: uma erudita, mantendo íntima relação com
a origem da palavra; outra mais popular, consagrada pelo
uso:
Ex:
Agudo- acutíssimo ou agudíssimo
Cruel- crudelíssimo ou cruelíssimo
Livre- libérrimo ou livríssimo
Magro- macérrimo ou magérrimo ou magríssimo
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Assinale a alternativa cuja expressão destacada
desempenha função adjetiva.
(A) “...ela está presente em alguns alimentos...”
(B) “Entre as pessoas com maiores níveis da vitamina,
risco diminui 40%.”
(C) “...têm menos possibilidades de desenvolver câncer
de cólon...”
(D) “...as pessoas com maiores níveis de vitamina D no
organismo...”
(E) “‘Este é o maior estudo já realizado sobre este
assunto..’
2. Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada
NÃO tem valor de adjetivo.
a) A malha azul estava molhada.
b) O sol desbotou o verde da bandeira.
c) Tinha os cabelos branco-amarelados.
d) As nuvens tornaram-se cinzentas.
e) O mendigo carregava um fardo amarelado.
3. O plural de terno azul-claro, terno verde-mar é,
respectivamente:
a) ternos azuis-claros, ternos verdes-mares
b) ternos azuis-claros, ternos verde-mares
c) ternos azul-claro, ternos verde-mar
d) ternos azul-claros, ternos verde-mar
e) ternos azuis-claro, ternos verde-mar
4. Assinale a alternativa incorreta quanto ao plural
dos adjetivos.
a) conflitos sino-russo-americanos
b) operações médico-cirúrgicas
c) gravatas verde-oliva
d) blusas gelo
e) camisas laranjas
5. Assinale a alternativa incorreta quanto ao campo
referencial das locuções adjetivas.
a) exageros da paixão (passionais)
b) atitudes de criança (pueris)
c) soro contra veneno de serpente (antiofídico)
d) água da chuva (fluvial)
e) Alma de fora (exterior)
Gabarito
1. B 2. B 3. D 4. E 5. D
O PRONOME
PRONOMES PESSOAIS
Pronomes pessoais são aqueles que representam as
pessoas do discurso. Além das flexões de pessoa
(primeira, segunda e terceira), gênero (masculino e
feminino) e número (singular e plural), pronome pessoal
apresenta variação de forma (reto ou oblíquo),
dependendo da função que desempenhar na oração.
O pronome pessoal será reto quando desempenhara
função de sujeito da oração e será oblíquo quando
desempenhar a função de complemento verbal.
PRONOMES DE TRATAMENTO
Alguns pronomes de tratamento
Emprego dos Pronomes Pessoais:
Os pronomes oblíquos conosco e convosco são
utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso
haja palavras de reforço, tais pronomes devem ser
substituídos pela forma analítica.
Ex:
Queriam falar conosco.
Queriam falar com nós dois.
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando
precedidos de verbos que terminam em –r, -s, -z,
assumem a forma lo, la, los, las, e os verbos perdem
aquelas terminações.
Ex:
Vou amá-lo por toda a minha vida. (amar + o)
As nossas crianças, amemo-las com intensidade.
(amemos + as)
O jogo, fi-lo sozinho. (fiz + o)
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando
precedidos de verbos que terminam em –m, -ão, -õe,
assumem a forma no, na, nos, nas.
Ex:
Entregaram-no ao professor.
O assunto, dão-no por encerrado.
Abençoem - nos para que partam tranquilos.
Número
Pessoa
Pronomes
Retos
Pronomes Oblíquos
Singular
1ª
Eu
me,mim,comigo
2ªTu
Te, ti, contigo
3ª
ele / ela
Se, si, consigo, o, a, lhe
Plural
1ª
Nós
nos, conosco
2ª
Vós
vos, convosco
3ª
eles / elas
se, si, consigo, os, as,
lhes
PRONOME ABREV. USO
Você v. Familiar
Vossa Senhoria V. Sª (s) Comercial
Vossa Excelência V. Exª (s) Altas autoridades
Vossa
Reverendíssima
V.
Revma.(s)
Sacerdotes e bispos
Vossa Eminência V. Ema.(s) Cardeais
Vossa Majestade V.M.(VV.M
M.)
Reis e rainhas
Vossa Majestade.
Imperial
V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Alteza V. A. Príncipes
Vossa Magnificência V. Mga.(s) Reitores
Senhora e Senhor Sra. Sr. Respeito
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Na primeira pessoa do plural (nós), a forma verbal
perde o s final quando seguida do pronome oblíquo
nos.
Ex:
Queixamo + nos Queixamo-nos
Referimos + nos Referimo-nos
Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de
vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada
pelo pronome, e por sua, quando nos referimos a
essa pessoa.
Ex:
Vossa excelência já aprovou os projetos? – perguntou o
assessor.
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente à
inauguração – relatou o repórter.
1. No português moderno falado no Brasil, você
deixou de ser pronome de tratamento e assumiu
todas as características e funções de um pronome
pessoal de segunda pessoa, substituindo o tu e o
vós. No entanto, continua fazendo a concordância
com o verbo na terceira pessoa.
Ex:
Você irá ao cinema? (você: segunda pessoa; irá: terceira
pessoa)
Vocês irão ao cinema? (vocês: segunda pessoa; irão:
terceira pessoa)
PRONOMES POSSESSIVOS
Pronomes possessivos são aqueles que se referem às
pessoas do discurso, indicando ideia de posse.
Concordância dos Pronomes Possessivos
Os pronomes possessivos concordam em gênero e
número com a coisa possuída, e em pessoa com o
possuidor.
(Eu) Vendi meus discos.
(Eu) Vendi minha coleção de discos.
(Tu) Releste teus papéis?
(Tu) Releste tua prova?
(Nós) Emprestamos nossos discos.
(Nós) Emprestamos nossa casa.
Emprego dos Pronomes Possessivos:
Em muitos casos, a utilização do possessivo de
terceira pessoa (seu e flexões) pode deixar a frase
ambígua, ou seja, podemos ter dúvidas quanto ao
possuidor.
Ex: A professora disse ao diretor que concordava com
sua nomeação. (Nomeação de quem? Da professora ou
do diretor?)
Obs: Para evitar essa ambiguidade, deve-se, sempre que
possível, substituir o pronome seu (e flexões) pela forma
dele (e flexões).
A professora disse ao diretor que concordava com a
nomeação dela. (da professora)
A professora disse ao diretor que concordava com a
nomeação dele. (do diretor)
Há casos em que o pronome possessivo não exprime
propriamente ideia de posse. Ele pode ser utilizado
para indicar aproximação, afeto ou respeito.
Ex:
Aquele senhor deve ter seus cinquenta anos.
(aproximação)
Meu caro uno, procure esforçar-se mais. (afeto)
Minha Senhora, permita-me um aparte. (respeito)
A palavra seu que antecede nomes de pessoas não é
pronome possessivo, mas corruptela de senhor.
Ex:
Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me o
martelo?
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a
posição de um ser em relação às pessoas do discurso,
situando-o no espaço ou no tempo.
Emprego dos Pronomes Demonstrativos:
Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados
para indicar a posição espacial de um ser em relação
às pessoas do discurso.
Os demonstrativos de primeira pessoa (este e flexões,
isto) indicam que o ser está próximo à pessoa que fala.
Ex:
Esta menina que está aqui ao meu lado se chama Lúcia.
Este livro que trago comigo é um romance.
Isto que eu tenho nas mãos é uma chave.
Os demonstrativos de segunda pessoa (esse e flexões,
isso) indicam que o ser está próximo à pessoa com quem
se fala.
Ex:
Essa menina que está aí ao teu lado se chama Lúcia.
Esse livro que tu trazes contigo é um romance.
Isso que você tem nas mãos é uma chave.
Os demonstrativos de terceira pessoa ( aquele e flexões,
aquilo) indicam que o ser está próximo à pessoa de quem
se fala, ou distante dos interlocutores
Ex:
Aquela menina que estuda na outra sala se chama Lúcia.
Aquele livro que está lá na biblioteca é um romance.
Aquilo que está ali nas mãos de Pedro é uma chave.
a) Os demonstrativos servem para indicar a posição
temporal, revelando proximidade ou distanciamento
no tempo, em relação à pessoa que fala.
O demonstrativo de primeira pessoa este (e flexões)
revela tempo presente, ou bastante próximo do momento
em que se fala.
Ex:
Hoje é feriado, por isso desejo aproveitar este dia.
Desejo viajar ainda nesta semana.
O demonstrativo de segunda pessoa esse (e flexões)
revela tempo passado relativamente próximo ao momento
em que se fala.
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Ex:
Na quarta-feira passada fiz aniversário; nesse dia reuni-
me com os amigos.
No mês passado completei dezoito anos; nesse mesmo
mês tirei a carteira de habilitação.
O demonstrativo de terceira pessoa aquele (e flexões)
revela tempo remoto ou bastante vago.
Ex:
Em 1970, a seleção brasileira de futebol era imbatível.
Resultado: naquele ano o Brasil se sagrou tricampeão
mundial.
Em 1922 realizou-se a semana de Arte Moderna em São
Paulo; naquela época, muitas pessoas criticaram as
propostas modernistas.
Os pronomes demonstrativos podem indicar o que
ainda vai ser dito e aquilo que já foi dito.
Devemos empregar este (e flexões) e isto quando
queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai
ser dita.
Ex:
Espero sinceramente isto: que sejam chamados os
melhores.
Estas são as qualidades de um bom texto: clareza,
correção, elegância e concisão.
Devemos empregar esse (e flexões) e isso quando
queremos fazer referência a alguma coisa que já foi dita.
Ex:
Que sejam chamados os melhores; é isso que espero.
Clareza, correção, elegância e concisão; essas são
qualidades de um bom texto.
Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer
fazer referência a elementos já mencionados. Este se
refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante.
Ex:
Matemática e Literatura são matérias que me agradam:
esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio.
PRONOMES RELATIVOS
Pronomes relativos são aqueles que retomam um termo
anterior (antecedente) da oração, projetando-se numa
outra oração.
Emprego dos Pronomes Relativos:
1. Os pronomes relativos virão precedidos de
preposição se a regência assim determinar.
Ex:
Este é o autor a cuja obra me refiro. (me refiro a)
Este é o autor de cuja obra gosto. (gosto de)
São opiniões em que penso. (penso em)
2. O pronome relativo quem é empregado com
referência a pessoas e é precedido de preposição.
Ex:
Não conheço a menina de quem você falou.
Este é o rapaz a quem você se referiu.
3. É comum empregar o relativo quem sem
antecedente claro. Nesse caso, ele é classificado
como relativo indefinido e não é antecedido de
preposição.
Ex:
Quem cala consente. (= Aquele que cala, consente.)
4. O pronome relativo que podeser empregado com
referência a pessoas ou coisas.
Ex:
Não conheço o rapaz que saiu. (pessoa)
Não li o livro que você me indicou. (coisa)
5. Quando precedido de preposição monossilábica,
emprega-se o pronome relativo que. Com
preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo
o qual (e flexões).
Ex:
Esta é a pessoa de que lhe falei.
Esta é a pessoa sobre a qual lhe falei.
Aquela é a ferramenta com que trabalho.
Aquele é o empreiteiro para o qual trabalho.
6. O pronome relativo que pode ter por antecedente
o pronome demonstrativo o (e flexões).
Ex:
“Cesse tudo o que a Musa antiga canta...” (Camões)
Sei o que estou dizendo.
Calou o que sentia.
7. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo
possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve
concordar com a coisa possuída.
Ex:
Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da
pessoa)
Esta é a cidade cujas praias são lindas. (praias da
cidade)
Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai)
8. O pronome relativo quanto (e flexões)
normalmente tem por antecedentes os pronomes
indefinidos tudo, tanto, etc.; daí seu valor indefinido.
Ex:
Falou tudo quanto queria.
Coloque tantas quantas forem necessárias.
Também pode ser empregado sem antecedente. Esse
emprego é comum em certos documentos jurídicos.
Saiba quantos lerem esta escritura...
9. O relativo onde é usado para indicar lugar e
equivale a em que, no qual.
Ex:
Esta é a casa onde moro.
Não conheço o lugar onde você está.
Onde é empregado com verbos que não dão ideia de
movimento. Pode ser usado sem antecedente.
Ex:
Sempre morei na cidade onde nasci.
Fique onde está.
Aonde é empregado com verbos que dão ideia de
movimento e equivale a para onde, sendo resultado da
combinação da preposição a + onde.
Ex:
Não conheço o lugar aonde você irá.
Voltei àquele lugar aonde meu pai costumava me levar
quando criança.
PRONOMES INDEFINIDOS
Pronomes indefinidos são aqueles que se referem à
terceira pessoa do discurso de modo vago e impreciso.
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Emprego dos pronomes indefinidos:
O indefinido algum, quando posposto ao nome,
assume valor negativo, equivalendo a nenhum.
Ex:
Motivo algum me fará desistir do cargo.
Livro algum faz referência a este episódio.
O pronome indefinido cada não deve ser utilizado
desacompanhado de substantivo ou numeral.
Ex:
Recebemos mil reais cada um.
Certo é pronome indefinido quando anteposto ao
nome a que se refere. Quando posposto, será
adjetivo.
Ex:
Não entendi certos exercícios. (pronome indefinido)
Os exercícios certos valerão nota. (adjetivo, com sentido
de “corretos”)
Todo, toda (no singular), quando desacompanhados
de artigo, significam qualquer.
Ex:
Todo homem é mortal. (qualquer homem)
Quando acompanhado de artigo, passam a dar a ideia de
totalidade.
Ex:
Ele comeu todo o bolo. (o bolo inteiro)
No plural, todos, todas sempre virão seguidos de artigo,
exceto se houver palavra que os exclua, ou numeral não
seguido de substantivo.
Ex:
Todos os alunos compareceram.
Todos estes alunos compareceram. (estes: palavra que
exclui o artigo)
Todos cinco compareceram. (cinco: numeral não seguido
de substantivo)
Todos os cinco alunos compareceram.
Qualquer tem por plural quaisquer.
Ex:
Acabaram acolhendo quaisquer soluções.
A palavra qualquer, quando posposta ao substantivo,
assume valor pejorativo.
Era um malandrinho qualquer.
PRONOMES INTERROGATIVOS
Pronomes interrogativos são aqueles usados para
formular uma pergunta, de forma direta ou indireta.
Ex:
Que impacto a rejeição do público causou em você?
(interrogativa direta)
Gostaria muito de saber quem fez isso. (interrogativa
indireta)
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à
classificação dos pronomes destacados.
(A) “Ela está presente em alguns alimentos...” (pronome
pessoal do caso reto)
(B) “...câncer de cólon que as que têm baixos níveis...”
(pronome pessoal do caso oblíquo átono)
(C) “...ele está presente em alguns alimentos...” (pronome
indefinido)
(D) “‘...diagnosticados a cada ano no Reino Unido.’”
(pronome indefinido)
(E) “Para chegar a esta conclusão...” (pronome
demonstrativo)
A diferença entre tu e você
O diretor-geral está preocupado com um executivo que,
após trabalhar sem folga, passa a ausentar-se muito.
Chama um detetive.
— Siga o Lopes durante uma semana – disse.
Após cumprir o que lhe fora pedido, o detetive informa:
— Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro,
vai à sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma
um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
— Ah, bom. Não há nada de mal nisso.
O detetive observa o diretor com olhar fixo e comenta:
— Desculpe. Posso tratá-lo por tu?
— Sim, claro – responde o diretor.
— Bom. Lopes sai ao meio-dia, pega o teu carro, vai a
tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um
de teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
(Revista Língua Portuguesa, ano I, nº. 2, 2005, Ed.Segmento)
2. Com relação às duas respostas do detetive, no que
se refere ao uso dos pronomes “seu” e “teu”,
respectivamente, pode-se dizer que:
A) o pronome “seu” trata-se da pessoa do falante.
B) o pronome “tu”, nas formas “teus”, “tua” e “teus”, dá
ideia de posse e no contexto linguístico empregado
fazem referência à pessoa do Sr. Lopes.
C) o pronome “teu” marca uma certa ambiguidade, não
identificando claramente a pessoa da qual está
falando.
D) a resposta com “teus”, “tua” e “teus” deixa claro que o
executivo estava tendo um caso com a mulher do
diretor-geral.
E) o uso do pronome “seu” e “teu”, no contexto linguístico
empregado, produz a mesma clareza de sentido.
3. Assinale a alternativa INCORRETA.
A) A palavra “após” (L3) trata-se de um advérbio que
indica “em outro momento”, “depois”.
B) O pronome “lhe” (L3) refere-se ao detetive.
C) A palavra “o” em “o detetive” (L7) trata-se de pronome
pessoal da 3ª pessoa masculina na forma oblíqua.
D) A expressão “o diretor” (L7) pode ser substituída por
“o” sem prejuízo de sentido.
E) A palavra “Ah” (L6) trata-se de uma interjeição.
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Prece da árvore
Ser humano: protege-me!
Junto ao puro ar, da manhã ao crepúsculo,
Eu te ofereço:
aroma, flores, frutos e sombra.
Se ainda assim não te bastar,
curvo-me e te dou:
Proteção para teu ouro,
Pinho para tua nota,
Teto para teu abrigo,
Lenha para teu calor,
Mesa para teu pão,
Leito para teu repouso,
Apoio para teus passos,
Bálsamo para tua dor,
Altar para tua oração.
E te acompanharei até a morte.
Rogo-te: não me maltrates!
(ROSSI, Walter. Publicado em panfleto distribuído no campus da
UNICAP.)
4. Sobre o emprego dos pronomes no Texto,
podemos dizer que:
a) o diálogo foi construído através dos pronomes de 1ª e
de 3ª pessoa.
b) o poema foi escrito em 3ª pessoa, para imprimir
neutralidade.
c) o pronome “me” poderia ser substituído por “mim”,
sem problema.
d) os pronomes possessivos (teu/tua) reforçam a ideia
de doação ao outro.
e) a uniformidade de tratamento foi violada: mistura de
2ª com 3ª pessoa.5. Analise as afirmações a seguir, acerca de alguns
pronomes utilizados no Texto 1.
1) No trecho: “Como tirar proveito dessas tecnologias que
colocam a nossa disposição um volume cada vez maior
de informações?”, a utilização da primeira pessoa do
plural indica que, na visão do autor, as informações estão
disponíveis apenas para as pessoas que, como ele,
trabalham com a tecnologia.
2) No trecho: “Isso conduz à necessidade de buscar
formas mais eficientes de coletar e processar apenas as
informações necessárias no nosso cotidiano.”, o termo
utilizado opera uma retomada no texto, levando o leitor a
recuperar uma informação já prestada pelo autor.
3) No trecho: “Isso vai nos compelir a buscar e usar
técnicas que maximizem o tratamento das informações
recebidas.”, o termo destacado tem como referente a
palavra ‘informações’.
Está(ão) correta(s):
A) 1, apenas.
B) 2, apenas.
C) 3, apenas.
D) 1 e 2, apenas.
E) 1, 2 e 3.
O VERBO
FLEXÕES DO VERBO
FLEXÃO DE PESSOA
O verbo flexiona-se em pessoa concordando com o seu
sujeito. São três as pessoas do verbo:
Primeira pessoa – a que fala:
Eu aprecio a natureza.
Nós apreciamos a natureza.
Segunda pessoa – com quem se fala:
Tu aprecias a vida.
Vós apreciastes a vida.
Terceira pessoa – de quem ou do que se fala:
Ele aprecia a vida.
Elas apreciam a vida.
FLEXÃO DE NÚMERO
O verbo pode se apresentar no singular ou no plural,
concordando com o sujeito da oração.
Ex:
sujeito (singular)
Joaquim aprecia a vida.
Verbo (singular)
Sujeito (plural)
Joaquim e Pedro apreciam a vida.
Verbo (plural)
Como se pode observar, o verbo sempre concorda em
pessoa e número com o sujeito da oração. Isso ocorre
mesmo quando o sujeito, representado pelos pronomes
pessoais retos, estiver implícito.
Ex:
Ressuscitaremos a qualquer custo. (sujeito implícito:
nós, primeira pessoa do plural)
FLEXÃO DE TEMPO
Sabemos que o verbo indica um processo localizado no
tempo. Podemos distinguir três situações básicas:
presente, pretérito e futuro.
Se o processo ocorre no momento da fala, temos o
tempo presente.
Se o processo já ocorreu, temos o tempo pretérito.
Se o processo ainda vai ocorrer, temos o tempo futuro.
FLEXÃO DE MODO
Entende-se por modo a atitude que o falante assume em
relação ao processo verbal (de certeza, de dúvida, de
ordem, etc.). São três os modos verbais: indicativo,
subjuntivo e imperativo.
Gabarito
01. B 02. D 03. C 04. D 05. B
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Modo indicativo – apresenta o fato como certo,
preciso, seja ele pretérito, presente ou futuro.
Exemplos:
Respeitamos a natureza.
Respeitávamos a natureza.
Respeitaremos a natureza.
Modo subjuntivo – apresenta o fato como incerto,
duvidoso.
Exemplos:
Se respeitássemos a natureza, o mundo ficaria melhor.
Se respeitarmos a natureza, o mundo ficará melhor.
Modo imperativo – exprime uma ordem, um pedido
ou um conselho.
Ex:
Respeite a natureza.
Passe-me o açúcar, por favor.
Evite tomar sol depois das 10 horas da manhã.
FLEXÃO DE VOZ
A flexão de voz indica a relação estabelecida entre o
verbo e seu sujeito. Conforme o tipo dessa relação, o
verbo pode apresentar-se na voz ativa, na voz passiva ou
na voz reflexiva.
Voz ativa – quando o sujeito é o agente, isto é, aquele
que executa a ação expressa pelo verbo:
Ex: O aluno fez a atividade proposta. (sujeito agente/ativo
= o aluno
Voz passiva – quando o sujeito é o paciente, ou seja,
o receptor da ação expressa pelo verbo. Há dois tipos de
voz passiva:
- voz passiva analítica – formada pelo verbo auxiliar
conjugado mais particípio do verbo principal.
Ex: A atividade proposta foi feita pelo aluno. (pelo
aluno=agente da passiva)
- voz passiva sintética (ou pronominal) – formada por
verbo na terceira pessoa mais a partícula apassivadora
se.
Ex: Fez-se a atividade proposta.
Voz reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo
agente e paciente, ou seja, executor e receptor da ação
expressa pelo verbo. A voz reflexiva apresenta sempre a
seguinte construção: sujeito + verbo na voz ativa +
pronome oblíquo reflexivo.
Ex:
A menina cortou-se.
verbo na voz ativa pronome reflexivo
FORMAS NOMINAIS
Infinitivo: indica o processo propriamente dito, sem
situá-lo no tempo; desempenha, assim, função
semelhante à do substantivo:
Ex: É preciso recuperar os valores éticos.
O infinitivo pode apresentar flexão de pessoa, originando
duas formas: o infinitivo impessoal (não se flexiona) e o
infinitivo pessoal (flexionado).
Particípio: indica uma ação já acabada,
desempenhando função semelhante à do adjetivo. O
particípio flexiona-se em gênero e número, concordando
com o substantivo a que se refere:
Ex:
Preservada a natureza, sobreviveremos.
Preservado o meio ambiente, sobreviveremos.
Na linguagem atual, os verbos pagar, gastar e ganhar
são usados apenas no particípio irregular, com qualquer
auxiliar.
Ex: Ele havia pago a conta.
Tinham gasto todo o dinheiro.
Havia ganho muitos presentes no aniversário.
Gerúndio: indica um processo verbal em curso,
desempenhando função semelhante à do adjetivo e à do
advérbio. O gerúndio não apresenta flexão.
Ex:
“Caminhando e cantando e seguindo a canção, Somos
todos iguais, braços dados ou não”
(Geraldo Vandré)
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS
Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares;
irregulares; defectivos; abundantes.
Regulares – são aqueles que seguem o paradigma,
isto é, o modelo da conjugação. Quando um verbo é
regular, o radical se mantém em todas as formas e
terminações são as mesmas do paradigma.
Observações: Em alguns casos, podemos encontrar
alterações nos radicais de verbos regulares; é necessário
observar se essa alteração é apenas um caso de
acomodação gráfica para manter a identidade fonética. É
o que ocorre, por exemplo, com os verbos ficar (fico,
fiquei), fingir (finjo, finges) e vencer (venço, vences).
Irregulares – são aqueles que se afastam do modelo
da conjugação, apresentando alterações ou no radical ou
nas desinências.
Eu peço tu pedes
Defectivos – são verbos de conjugação incompleta, ou
seja, não apresentam algumas formas. São exemplos os
verbos falir e abolir no presente do indicativo.
Abundantes – são aqueles que possuem duas ou
mais formas de idêntico valor. A abundância ocorre com
maior frequência no particípio de alguns verbos, que,
além da forma regular, apresentam outra forma,
denominada irregular ou abundante.
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Quando o verbo apresenta duplo particípio, deve-se usar
a forma regular com os auxiliares ter e haver e a forma
irregular com os auxiliares ser e estar.
EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS
MODO INDICATIVO
Presente – exprime um fato que ocorre no momento
em quese fala:
Ex: Vejo um pássaro na janela.
Pretérito perfeito – exprime um fato já concluído
anteriormente ao momento em que se fala.
Ex: Ontem eu reguei as plantas do jardim.
Pretérito imperfeito – exprime um fato anterior ao
momento em que se fala, mas não o toma como
concluído, acabado. Revela, pois, o fato em seu curso,
em sua duração.
Ex: Ele falava muito durante as aulas.
Pretérito mais-que-perfeito – indica um fato passado
que já foi concluído, em relação a outro fato também
passado.
Ex: Quando você resolveu o problema, eu já o resolvera.
Observação: Na linguagem atual tem-se usado com
mais frequência o pretérito mais-que-perfeito composto.
Ex: Quando você resolveu o problema, eu já o tinha
resolvido.
Futuro do presente – exprime um fato posterior ao
momento em que se fala, tido como certo.
Ex: Amanhã chegarão os meus pais.
As aulas começarão segunda-feira.
Futuro do pretérito – exprime um fato futuro tomado
em relação a um fato passado.
Ex: Ontem você me disse que viria à escola.
MODO SUBJUNTIVO
O subjuntivo apresenta o fato de modo incerto, impreciso,
duvidoso. Normalmente é empregado em orações que
dependem de outras (subordinadas).
Ex: Viajaríamos se fizesse calor.
Presente – é empregado nas orações subordinadas
para expressar fatos presentes ou futuros.
Ex: É justo que eles fiquem. (presente)
Desejo que todos compareçam. (futuro)
Pretérito imperfeito – indica uma ação passada,
presente ou futura em relação ao verbo da oração
principal.
Ex:
Se neste momento eu tivesse coragem, contaria a
verdade. (presente)
Mesmo que saísse antes, não teria chegado a tempo.
(passado)
Ficaria feliz se ele fosse à minha casa. (futuro)
Futuro – é empregado em orações subordinadas para
indicar eventualidade no futuro.
Ex: Farei o trabalho se tiver tempo.
MODO IMPERATIVO
O imperativo exprime uma atitude de ordem, solicitação,
convite ou conselho. É empregado em orações absolutas,
principais ou coordenadas.
Ex:
Prestem atenção! (ordem)
Empreste-me o livro, por favor. (solicitação)
Venha à festa do meu aniversário. Será lá em casa.
(convite)
Não guarde rancor, pode lhe dar uma gastrite. (conselho)
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Considerando os verbos destacados nas frases
abaixo, relacione a coluna da esquerda com a da
direita. Depois marque a sequência numérica que
corresponde ‘a resposta certa.
( ) Ser livre – como diria o famoso conselheiro – é não
ser escravo.
( ) Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade.
( ) Diz-se que o homem nasceu livre.
( ) Diz-se que renunciar à liberdade é renunciar à
própria condição humana.
( ) Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos
de outrora não acreditavam que se pudesse chegar com
um fio de linha.
( ) Os loucos que sonharam sair de seus pavilhões
usando a fórmula do incêndio para chegarem à
liberdade, morreram.
(1) infinitivo impessoal
(2) pres. do indicativo
(3) infinito pessoal
(4) futuro do pretérito
(5) imperfeito do subjuntivo
(6) perfeito do indicativo
a) 4-2-6-1-5-3
b) 5-6-2-4-1-3
c) 4-1-2-6-5-3
d) 4-2-1-6-5-3
e) 3-6-5-2-1-4
2. Avalie as afirmações a propósito do emprego das
formas verbais.
I – “Estaria” - está no futuro do pretérito do indicativo e
exprime probabilidade.
II – “acreditaram” - está no pretérito perfeito do indicativo
e indica uma ação passada concluída.
III – “sofre” - está no presente do subjuntivo para enunciar
um fato hipotético.
IV – “dispõe” - está no presente do indicativo para indicar
um estado atual.
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Estão corretas as afirmações
(A) I, II, III e IV.
(B) II, III e IV, apenas.
(C) I, III e IV, apenas.
(D) I, II e IV, apenas.
(E) I, II e III, apenas.
3. Assim, mesmo que tal evolução impacte as contas
públicas ... (2o parágrafo)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em
que se encontra o grifado acima está também grifado
na frase:
a) Entre os fatores apontados pela pesquisa, deve ser
considerado o controle dos índices de inflação.
b) Com a valorização do salário mínimo, percebe-se um
aumento do poder de compra dos trabalhadores mais
humildes.
c) A última pesquisa Pnad assinala expressiva melhoria
das condições de vida em todas as regiões do país.
d) É desejável que ocorra uma redução dos índices de
violência urbana, consolidando as boas notícias trazidas
pela pesquisa.
e) Segundo a pesquisa, a renda obtida por aposentados
acaba sendo veículo de movimentação da economia
regional.
4. Em qual, dentre as frases abaixo, a forma verbal em
destaque está corretamente empregada?
(A) O fogão não foi acendido até aquele momento.
(B) A invenção foi aceita de imediato.
(C) As crianças foram expulsadas da cozinha.
(D) Ele tinha limpo a cozinha depois do acidente.
(E) Ele tinha aceso o fogão pela manhã.
5. Assinale a alternativa cujo verbo destacado se
encontra no passado.
(A) “...ela está presente em alguns alimentos...”
(B) “...o suplemento de vitamina D pode reduzir o risco do
câncer de cólon...”
(C) “...segundo a BMJ, que informa que o estudo contou
com o apoio do Fundo Mundial...”
(D) “...agora há mais provas de que há maiores
possibilidades...”
(E) “...os pesquisadores observaram as quantidades do
composto...”
6. Assinale a alternativa cuja forma verbal NÃO está
conjugada no modo indicativo.
(A) “...destacaram, no entanto, que o vínculo não é
definitivo...”
(B) “‘...pessoas com baixos níveis de vitamina D possam
desenvolver...’”
(C) “...ela está presente em alguns alimentos...”
(D) “Pesquisa relaciona falta de vitamina D e câncer de
cólon...”
(E) “...agora há mais provas de que há maiores
possibilidades...”
7. Assinale a alternativa em que as formas verbais
estão corretamente flexionadas.
a) Procuro aquele funcionário competente. Quando o
ver, avise-me, por favor.
b) Se a empresa prevesse que seus empregados
seriam desonestos, o que faria?
c) De onde provêm as verbas aplicadas em ações
sociais? Alguém as retém?
d) As empresas manteram todas aquelas atividades de
ação social, ao trabalharem no bairro.
e) Os candidatos à eleição proporam medidas de ação
social, mas esqueceram-nas.
8. Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo
estão corretamente flexionados em:
a) As influências africanas manteram-se, principal-
mente, em relação às palavras. Quem se propor a
estudar as línguas faladas na América pode constatar
isso.
b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco,
abrandando-lhe a linguagem. Não pôde ser diferente,
creiamos.
c) Muitas palavras do português provieram do contacto
com línguas estrangeiras. Os brasileiros nem sempre se
precavêm diante de influências linguísticas estrangeiras.
d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos
e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis.
Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso.
e) estrangeiras também norteam o destino das línguas.
Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na
história das línguas.
9. A frase que atende integralmente ao padrão culto
escrito é:
(A) Vossa Excelência, é certo que vossa presença está
sendo reclamada: todos querem que continui a
prestar apoio ao grupo de trabalho.
(B) As alterações que provirem da reunião com o prefeito
serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de
todos os cidadãos da comunidade.
(C) Os guardas-florestaisrequereram revisão do acordo
feito com empresas que não respeitam as normas
ambientais.
(D) Se o manual contesse todas as informações
necessárias, não haveria necessidade de eu estar
solicitando mais esclarecimentos.
(E) Se você o ver ainda hoje, avise que o prazo para
entrega do documento expirará amanhã.
10. Transpondo para a voz ativa a frase: “O filme ia
ser dirigido por um cineasta ainda desconhecido”,
obtém-se a forma verbal:
a) dirigirá.
b) dirigir-se-á.
c) vai dirigir.
d) será dirigido.
e) ia dirigir.
11. Transpondo para a voz ativa a oração: “Os
documentos estão sendo destruídos pela umidade e
pelos ratos...”, obtém-se a seguinte forma verbal:
a) destroem.
b) destruíram.
c) vão sendo destruídos.
d) iam destruindo.
e) estão destruindo.
12.Transpondo-se para a voz passiva a frase Os
velhinhos viam muito pouca coisa, a forma verbal
resultante será:
a) era vista.
b) eram vistos.
c) fora visto.
d) tinham visto.
e) tinha sido vista.
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13. Transpondo-se a oração “no meio de qualquer
dificuldade encontra-se a oportunidade.” da voz passiva
pronominal para a passiva analítica, a forma verbal
equivalente, semântica e gramaticalmente, à
destacada é
(A) havia sido encontrada.
(B) é encontrada.
(C) terá encontrado.
(D) encontra.
(E) teria sido encontrada.
14. Assinale a alternativa cuja forma verbal NÃO esta
conjugada no modo indicativo.
(A) “... todos os velhinhos que morreram tinham
doenças....”
(B) “’É necessário criar o hábito de ingerir líquido mesmo
que não se tenha sede.’”
(C) “...Santos, no litoral de São Paulo, registrou 32
mortes...”
(D) “’A sensação de sede só aparece nos idosos quando
eles estão...’”
(E) "’Aí, além de não beber água, a pessoa toma remédio
para fazer mais xixi.’"
15. “Um estudo britânico revela que...”
Assinale a alternativa correta a respeito do verbo
destacado.
(A) Está conjugado no presente do indicativo.
(B) Está conjugado no presente do subjuntivo.
(C) Está conjugado no pretérito perfeito do indicativo.
(D) Está conjugado no pretérito perfeito do subjuntivo.
(E) Está conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo
CLASSES INVARIÁVEIS
O ADVÉRBIO
Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados
de acordo com a circunstância que expressam em:
Afirmação: sim, certamente, efetivamente, realmente,
sem dúvida, com certeza.
Dúvida: talvez, quiçá, possivelmente, provavelmente.
Intensidade: muito, pouco, bastante, demais, menos,
tão.
Lugar: aqui, ali, aí, cá, lá, atrás, perto, abaixo, acima,
dentro, fora, além, adiante, à direita, à esquerda.
Tempo: agora, já, ainda, amanhã, cedo, tarde,
sempre, nunca, de manhã, de repente.
Modo: assim, bem, mal, depressa, devagar,
calmamente, afobadamente, alegremente, à vontade,
ao léu.
Negação: não, tampouco, de maneira alguma.
EMPREGO DOS ADVÉRBIOS:
1. Quando se coordenam vários advérbios terminados
em - mente, pode-se usar esse sufixo apenas no
último:
Ex: Estava dormindo calma, tranquila sossegadamente.
2. Antes de particípios não se devem usar as formas
irregulares do comparativo de superioridade (melhor,
pior), e sim as formas analíticas (mais bem, mais
mal):
Ex: Aquelas alunas estavam mais bem preparadas que
as outras.
3. Na linguagem popular, é comum o advérbio
receber sufixo diminutivo. Nesses casos, o sufixo não
adquire valor propriamente diminutivo, e sim
superlativo:
Ex:
Ele chegou cedinho. (muito cedo)
Moro pertinho de você. (bem perto)
4. Ainda na linguagem popular, é comum a repetição
do advérbio a fim de intensificá-lo:
Ex:
Devo chegar cedo, cedo.
Parto logo, logo.
A PREPOSIÇÃO
EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES:
1. As preposições podem assumir inúmeros valores
semânticos:
Meio – Chegou de ônibus.
Origem – Voltou de Pernambuco.
Companhia – Saiu com os amigos.
Falta ou ausência – Vivia sem dinheiro.
Finalidade – Discursava para convencer.
Lugar – Morava em uma praia distante.
Causa – Morreu de fome.
Matéria – Usava um chapéu de palha.
Posse – O carro de Paulo é antigo.
Assunto – Conversavam sobre futebol.
2. Algumas preposições podem aparecer unidas a
outras palavras. Quando na junção da preposição
com outra palavra não houver perda de elemento
fonético, teremos combinação. Caso haja alteração
fonética, teremos contração.
Combinação:
ao (a + o) aos (a + os) aonde (a + onde)
Contração:
do (de + o) dum (de + um)
desta (de + esta) no (em + o)
num (em + um) neste (em + este)
3. A preposição a pode se fundir com um outro a (ou
as). Essa fusão é indicada pelo acento grave (`) e
recebe o nome de crase.
Ex:
Vou à escola. (Vou a + a escola.)
Fizeram referência às colegas. (Fizeram referência a + as
colegas.)
4. Na linguagem formal culta, não se deve fazer a
contração da preposição de com o artigo que
encabeça o sujeito de um verbo.
Ex:
Está na hora de a onça beber água. (e não: Está na hora
da onça beber água.)
Gabarito
1. A 2. D 3. D 4. B 5. E
6. B 7. C 8. D 9. C 10. E
11. E 12. A 13. B 14. B 15. A
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A CONJUNÇÃO
As conjunções, assim como as locuções conjuntivas,
classificam-se em coordenativas e subordinativas.
Conjunções Coordenativas
As conjunções coordenativas subdividem-se em:
Aditivas (indicam soma, adição): e, nem, mas,
também, mas ainda.
Adversativas (indicam oposição, contraste): mas,
porém, todavia, contudo, entretanto.
Alternativas (indicam alternância, escolha): ou,
ou...ou, ora...ora, quer...quer.
Conclusivas (indicam conclusão): pois, (posposto ao
verbo), logo, portanto, então.
Explicativas (indicam explicação): pois (anteposto ao
verbo), porque, que.
ORAÇÕES COORDENADAS
I) Assindéticas: as que não são introduzidas por uma
conjunção.
Ex.: Assisti ao filme e fiz os comentários.
II) Sindéticas: as que se introduzem por uma conjunção,
chamada coordenativa.
Ex.: Trabalhei bastante, logo estou cansado.
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS
As coordenadas sindéticas recebem, de acordo com o
sentido e o valor das conjunções, cinco classificações.
Veja, a seguir.
1) Coordenadas sindéticas aditivas: as que indicam
uma simples soma, adição.
Ex.: Ele vendeu as mercadorias e voltou ao escritório.
Não só estuda, mas também trabalha. (ou seja: estuda e
trabalha)
2) Coordenadas sindéticas adversativas: as que
expressam uma ideia contrária, adversa.
Ex.: Trabalhei bem, mas fui rejeitado.
3) Coordenadas sindéticas conclusivas: as que
exprimem uma conclusão.
Ex.: Analisei o material, portanto posso falar sobre ele.
4) Coordenadas sindéticas alternativas: as que
expressam uma alternativa; a conjunção normalmente é
repetida, considerando-se, nesse caso, alternativas as
duas orações.
Ex.: Ora lê, ora escreve.
5) Coordenadas sindéticas explicativas: as que
exprimem uma explicação, uma justificativa; aparecem,
com mais frequência, depois de imperativo.
Ex.: Choveu muito, porque o chão está alagado.
Volte logo, que vai chover.
Conjunções SubordinativasAs conjunções subordinativas subdividem-se em:
Causais (exprimem causa, motivo): porque, visto que,
já que, uma vez que, como, etc.
Condicionais (exprimem condição): se, caso,
contanto que, desde que, etc.
Consecutivas (exprimem resultado, consequência):
que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, de
maneira que, etc.
Comparativas (exprimem comparação): como que
(precedido de mais ou menos), etc.
Conformativas (exprimem conformidade): como,
conforme, segundo, etc.
Concessivas (exprimem concessão): embora, se
bem que, ainda que, mesmo que, conquanto, etc.
Temporais (exprimem tempo): quando, enquanto,
logo que, desde que, assim que, etc.
Finais (exprimem finalidade): a fim de que, para que,
que, etc.
Proporcionais (exprimem proporção): à proporção
que, à medida que, etc.
Integrantes: que, se (quando iniciam oração
subordinada substantiva).
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS:
As que exercem a função de adjunto adverbial da oração
principal. São iniciadas por uma conjunção subordinativa
que tem o mesmo nome da oração.
Ex.: Os problema apareceram quando chegamos à
fazenda.
Quando chegamos à fazenda: oração subordinada
adverbial temporal.
Quando: conjunção subordinativa temporal
CLASSIFICAÇÃO DAS ADVERBIAIS
1) Causal: a que funciona como adjunto adverbial de
causa da oração principal.
Ex.: A mulher gritou porque teve medo.
Como fazia frio, fechou as janelas.
2) Concessiva: A que funciona como adjunto adverbial
de concessão da oração principal, ou seja, uma ideia
contrária ao que se diz na oração principal.
Ex.: Embora tenha corrido muito, não ficou suado.
Ainda que gritássemos, ninguém atenderia.
3) Condicional: a que funciona como adjunto adverbial
de condição da oração principal.
Ex.: Apresentarei o projeto se me derem oportunidade.
Sem que haja determinação, isso é impossível.
4) Conformativa: a que indica conformidade, acordo.
Ex.: Conforme nos informaram, faltou energia no bairro.
Fiz tudo como estava combinado.
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5) Comparativa: a que indica comparação.
Ex.: Falava alto como o irmão.
Ela é mais delicada que a prima.
6)Consecutiva: indica consecução, consequência.
Ex.: Falou tão alto que a família acordou.
7) Final: a que indica finalidade.
Ex.: Abriu a porta para que o cachorro saísse.
Foi para a cabana a fim de que ninguém o
incomodasse.
8) Proporcional: a que indica proporção.
Ex.: Seremos felizes à medida que nos tornarmos
bons.
Quanto mais leio, mais aprendo.
9) Temporal: a que indica tempo.
Ex.: Só voltou a jogar quando se sentiu bem.
Assim que chegou, foi para a cozinha.
A INTERJEIÇÃO
Interjeição é a palavra invariável através da qual
exprimimos sentimentos e emoções variados.
Alegria: ah!, oh!, oba!
Advertência: cuidado!, atenção!
Alívio: ufa!, arre!
Animação: coragem!, avante!, eia!
Desejo: Oxalá!, tomara!
Dor: ai!, ui!
Espanto: oh!, chi!, ué!, barbaridade!, uai!
Impaciência: hum!, hem!
Invocação: ô!, alô!, olá!
Silêncio: psiu!, silêncio!
Quando a interjeição é expressa por mais de um
vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva.
Ex: Ora bolas! / puxa vida! / se Deus quiser!
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. As relações expressas pelas preposições
estão corretas na sequência:
I. Saí com ela.
II. Ficaram sem um tostão.
III. Esconderam o lápis de Maria.
IV. Ela preferiu viajar de navio.
V. Estudou para passar.
a) companhia; falta; posse; meio; fim
b) falta; companhia; posse; meio; fim
c) companhia; falta; posse; fim; meio
d) companhia; posse; falta; meio; fim
e) companhia; falta; meio; pose; fim
2. “Recuso, COM o mesmo sorriso...”, a frase em
que a preposição destacada tem o mesmo sentido
que possui nesse segmento é:
a) O cronista visita a casa com os amigos.
b) Com a chegada das férias, o cronista visita a casa
c) O cronista encontra com as mesmas pessoas de
sempre.
d) O cronista fala com educação sobre as novidades.
e) A crônica e produzida com a ajuda do computador.
3. Assinale a alternativa em que o termo destacado
tem valor de advérbio.
a) Achei-o meio triste, com o ar abatido.
b) Não há meio mais fácil de estudar.
c) Só preciso de meio metro dessa renda.
d) Encarou-nos, esboçando um meio sorriso.
e) Ela caiu bem no meio do jardim.
4. Assinale a alternativa em a expressão destacada
não possui o significado equivalente à que está entre
parênteses, segundo a norma padrão.
a) Fazia as atividades sem vaidade pessoal.
(humildemente)
b) Entrou sem que ninguém notasse.
(sorrateiramente)
c) Aceitou tudo sem se revoltar. (calmamente)
d) Trataram-me como irmão. (fraternalmente)
e) Recebeu a medicação pouco a pouco.
(concomitantemente)
5. Os advérbios em "mente" das alternativas abaixo
designam a mesma circunstância, exceto em:
a) Os soldados combateram estoicamente até à morte.
b) Os fiscais sugeriram ironicamente que os candidatos
fossem submetidos a um outro exame.
c) Possivelmente haverá uma nova oportunidade.
d) No momento da discussão, alguns convidados
saíram sutilmente sem despedirem-se.
6. Analise os trechos a seguir:
I- “Com a aprovação da instrução que trata dos prazos e
regras para as representações, reclamações e pedidos
de respostas referentes às eleições”.
II- “O TSE também definiu que no caso de pedido de
resposta na imprensa escrita, a solicitação deve ser feita
até 72 horas depois da veiculação da ofensa.”
III- “A resposta deverá ser divulgada na primeira edição
que circular”.
IV- “O partido político ou coligação que tenha usado o
tempo concedido sem responder aos fatos veiculados na
ofensa, terá subtraído do respectivo programa eleitoral o
mesmo tempo”.
Em qual(is) delas a palavra destacada não é conjunção
integrante?
a) Apenas na I.
b) Apenas na II.
c) Apenas na III.
d) Apenas na II e na IV.
e) Apenas na I, III e IV.
7. Todas as conjunções sublinhadas abaixo são
adverbiais causais, EXCETO UMA. Assinale-a.
A) A criança levou uma surra porque fez muitas
travessuras.
B) Já que não pretendes estudar, deves procurar um
trabalho.
C) Como não pagasse as contas, teve os créditos
cortados.
D) Como estava doente, não fui à festa.
E) Tudo ocorreu como eu tinha previsto.
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8. Leia os fragmentos abaixo e identifique as relações
semânticas que são sinalizadas pelos conectores
sublinhados.
I. Como o sol não costuma dar trégua, as praias são
sempre uma ótima opção. (Anúncio de uma Agência
de Viagens)
II. Se não houvesse pesquisa, todas as grandes
invenções e descobertas científicas não teriam
acontecido. (Marcos Bagno)
III. Desde que foi escolhido para substituir o italiano
Albino Luciani, em outubro de 1978, João Paulo II foi
assunto de capa de Veja treze vezes.
IV. A linguística não é sensível às preocupações com o
suposto risco de “descaracterização” do idioma, visto
que, por sua natureza, a língua só assimila as
transformações que lhe são úteis e necessárias.
(Folha de S. Paulo).
Assinale a alternativa que contém a sequência
CORRETA.
A) I – Condicionalidade, II – conformidade, III –
temporalidade, IV– causalidade.
B) I – Causalidade, II – condicionalidade, III –
causalidade, IV – temporalidade.
C) I – Comparação, II – condicionalidade, III –
temporalidade, IV – causalidade.
D) I – Causalidade, II – condicionalidade, III –
temporalidade, IV – causalidade.
E) I – Comparação, II – causalidade, III – temporalidade,
IV – comparação.
9. Leia os fragmentos abaixo:
1. “Pouquíssimos países no mundo têm níveis tão altos
de repetência como o nosso”.
2. “Essa é a arma dos pais para que o filho se mantenha
por longo tempo colado à cadeira e com os olhos no
livro”.
3. “Sem ela, sentem-se impotentes. Portanto, estamos
diante de um dilema”.
4. “Ao contrário de outros dilemas, esse tem solução
clara, ainda que difícil”.
5.“Se não aprenderam a lição, é porque "sua cabeça não
dá".
Considerando os termos destacados como recursos
coesivos do texto, pode-se afirmar que esses
conectivos estabelecem naquele contexto,
respectivamente, relação de:
a) comparação, finalidade, conclusão, concessão,
explicação.
b) causa, finalidade, explicação, concessão, condição.
c) causa, finalidade, conclusão, concessão, explicação.
d) comparação, causa, conclusão, concessão, condição.
e) comparação, finalidade, conclusão, concessão,
condição.
10. Assinale a alternativa que apresenta uma correta
inter-relação entre o trecho destacado do enunciado e
a relação semântica dada entre parênteses.
a) “algo que parece óbvio, mas tão difícil de realizar, não
só nas políticas públicas, mas também nas ações
empresariais, como mostram inúmeros exemplos da
nossa história.” (COMPARAÇÃO)
b) “Para que isso se torne uma realidade no curto prazo,
é fundamental o esforço de cada um.” (CONDIÇÃO)
c) “se há alguma melhora nos nossos indicadores
educacionais, eles ainda estão longe de alcançar as
metas de qualidade propostas pela sociedade.”
(CONFORMIDADE)
d) “o foco deve ser a equidade e os direitos do ser
humano e, portanto, as áreas sociais devem ser
priorizadas.” (CONCLUSÃO)
e) “Prefeitos de todo o país tomaram posse discursando
sobre cortes nos orçamentos municipais, embora a
maioria deles tenha ressaltado que o social não sofrerá
alterações.” (CAUSALIDADE)
11. Acerca das relações lógico-semânticas
presentes no Texto 1, analise o que se afirma a
seguir.
1. “os resultados do IDEB no Brasil vêm demonstrar o
porquê da dificuldade de o país atingir níveis sociais
parecidos com os do “primeiro” mundo, apesar das
riquezas naturais, de certos setores que alavancam a
economia e das inteligências, que não ficam atrás das
melhores cabeças do mundo”. – Nesse trecho,
evidencia-se uma relação concessiva.
2. “Enquanto as autoridades não olharem com interesse
o problema da educação no Brasil, qualquer
investimento social não vai apresentar resultados
duradouros.” – Nesse trecho, há concomitância
temporal entre as ideias apresentadas.
3. “A escola deveria ser o complemento, o que dá as
ferramentas, o estofo e o embasamento para o
exercício da cidadania, com seus direitos e deveres.
Porém, infelizmente, o que temos no nosso país são
muitos maus modelos”. – Nesse trecho, o termo
sublinhado sinaliza uma mudança na orientação
argumentativa.
4. “Não adianta a tecnologia avançada, computadores
de última geração em casa ou nas salas de aula, se a
criança não tiver a cabeça feita, uma boa formação,
que lhe oriente como aproveitar de maneira inteligente
todo esse conhecimento”. – Nesse trecho, pode-se
reconhecer uma relação condicional.
Estão corretas:
a) 1 e 2, apenas.
b) 1 e 3, apenas.
c) 3 e 4, apenas.
d) 1, 2 e 4, apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
12. “Embora diferentes, os dois poemas apontam
para o grande tema da ética, desde que esta se
tornou questão filosófica”. Nesse trecho, as
relações sintático-semânticas expressas pelos
conectivos sublinhados repetem-se em:
a) Ainda que este pareça um país rico e livre, não o
podemos assim considerar, pois a maior parte de seu
povo é pobre.
b) Mesmo que me neguem o direito de expressão,
perguntarei muitas vezes pela liberdade, como nunca
ninguém o fez.
c) As mulheres, apesar de conseguirem conquistas
libertadoras, assim que se viram presas à dupla
jornada, se sentiram frustradas.
d) Se bem que tenhamos perdido de vista a liberdade,
não desistimos de nossos ideais, já que eles fazem
parte de nós.
e) Quando estudante, ele se dizia anarquista, desde que
não lhe oferecessem emprego e estabilidade.
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13. Na frase: "Passaram dois homens a discutir, um a
gesticular e o outro com a cara vermelha", o termo a
está empregado, sucessivamente, como:
a) artigo, preposição, preposição
b) pronome, preposição, artigo
c) preposição, preposição, artigo
d) preposição, pronome, preposição
e) preposição, artigo, preposição
14. Indique a alternativa que expressa incorretamente a
circunstância do advérbio sublinhado:
a) Não me venha com reclamações. (Negação)
b) Certamente as instruções foram seguidas à risca.
(Afirmação)
c) Alguns não conseguiram sair de lá. (Lugar)
d) Todos ficaram muito tristes com a notícia.
(Intensidade)
e) Talvez ela vá ao seu encontro. (tempo)
15. Sobre Classes de Palavras, em qual das
alternativas abaixo, existe uma afirmação
CORRETA?
a) “Ao longo dos seus 36 anos, o guia eleitoral passou
por várias modificações...” – o verbo sublinhado indica
uma ação que está por vir.
b) “...gerando discussões políticas...” – neste contexto, o
termo sublinhado se classifica como um substantivo.
c) “...algumas bastante significativas.” – o termo
sublinhado é um advérbio, daí ser invariável.
d) “Embora criado para auxiliar na escolha do eleitor...” –
o termo sublinhado se classifica como conectivo que
indica temporalidade.
e) “...se notabilizou pela “pancadaria” entre
adversários...” – o termo sublinhado é uma palavra
invariável, classificada como conjunção.
16. "Os tempos e as circunstâncias mudaram, mas o
princípio de complicar para valorizar-se permanece em
vigor." Nesse trecho, podem-se evidenciar,
respectivamente, as seguintes relações semânticas:
A) oposição e finalidade.
B) causa e tempo.
C) concessão e causa.
D) tempo e oposição.
E) tempo e finalidade.
Só teremos chances de sobrevivência se dedicarmos
algum tempo a olhar por cima de nossos próprios
ombros, se de fato nos preocuparmos com os outros e
vivermos além dos limites de nossas próprias famílias e
instituições.”
17. Nesse trecho do Texto, a relação semântica mais
relevante é a de:
A) conclusão.
B) condição.
C) causalidade.
D) consequência.
E) conformidade.
18.“Sempre escondida, que a patroa não gostava de
criança”, o vocábulo em destaque é
A) pronome relativo.
B) conjunção causal.
C) conjunção integrante.
D) advérbio.
E) pronome substantivo.
19. Somos os herdeiros do futuro / E pra esse futuro ser
feliz / Vamos ter que cuidar bem desse país”. O
segmento destacado desse trecho expressa uma
relação semântica de:
A) causalidade.
B) condição.
C) finalidade.
D) tempo.
E) consequência.
O preconceito racial provavelmente jamais será extinto,
A) por ser parte da condição humana e ter raízes
profundas na história da espécie. B) Mas C) pode ser
reprimido por todos os meios compatíveis com os valores
e o sistema jurídico das sociedades abertas. É uma
empreitada permanente que, pela própria disseminação
da hediondez a ser combatida, transcende as fronteiras
dos países. Requer robustos acordos supranacionais que
incentivem,em toda parte, a educação baseada na
tolerância e no D) respeito às diferenças, a partir da
premissa de que todos os seres humanos são
essencialmente iguais. A cooperação multilateral é
indispensável também para a denúncia das políticas de
cunho racista, E) bem como para a aprovação de leis
compartilhadas que tipifiquem e punam, com severidade,
qualquer forma de discriminação entre as pessoas, onde
quer que ocorra.
O Estado de S.Paulo, Editorial, 23/4/2009 (com
adaptações).
20. Com relação ao texto acima, assinale a opção
incorreta.
A) Na linha 2, o segmento “por ser” poderia ser
substituído por uma vez que é, desde que a forma
verbal “ter” fosse alterada para tem, a fim de que o
período se mantivesse correto gramaticalmente.
B) A conjunção “Mas” (l.3) pode, sem prejuízo para a
informação original do período, ser substituída por
qualquer uma destas conjunções seguidas de
vírgula: Porém, Contudo, Todavia, No entanto.
C) Logo após a conjunção “Mas” (l.3), subentende-se a
elipse da expressão antecedente “O preconceito
racial” (l.1).
D) O sinal indicativo de crase em “às diferenças” (l.9-10)
justifica-se pela regência da palavra “respeito” (l.9) e
pela presença de artigo definido feminino plural.
E) A expressão “bem como” (l.13) estabelece uma
relação de finalidade entre as orações do período em
que ela ocorre.
Gabarito
01. A 02. D 03. A 04. E 05. C
06. E 07. E 08. D 09. E 10. D
11. E 12. C 13. C 14. E 15. C
16. A 17. B 18. B 19. C 20. E
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ESTUDO DA REGÊNCIA
REGÊNCIA NOMINAL
Exemplos:
Acessível (a)
Acostumado a, com
Afável com, para com
Antipatia a, contra, por
Apto a, para
Atencioso com, para com
Compatível com
Compreensível a
Comum a, de
Conforme a, com
Cruel com, para com,
para
Descontente com
Devoção a, para com, por
Dúvida acerca de, de,
em, sobre
Fácil a, de, para
Falho de, em
Firme em
Hábil em
Horror a
Hostil a, para com
Idêntico a
(in) compatível com
Indiferente a
Liberal com
Natural de
Necessário a
Nocivo a
Paralelo a
Parecido a, com
Permissivo a
Preferível a
Prejudicial a
Propício a
Respeito a, com, de, para
com, por
Semelhante a
Sensível a
Situado (sito, residente,
Morador) em, entre
Suspeito a, de
Vereador, deputado,
Senador por, pelo(a)(s)
versado em
REGÊNCIA VERBAL
1. ASSISTIR
No sentido de socorrer, dar assistência é VTD
Ex.: A enfermeira assistiu o doente.
No sentido de ver, observar, presenciar é VTI (A)
Ex.: Paulo assistiu ao (a um) filme na TV.
No sentido de caber, pertencer é VTI (A)
Ex.: Liberdade é um direito que assiste ao homem.
Observação: Admite a forma oblíqua LHE.
Ex.: É um direito que lhe assiste.
No sentido de morar, residir é VI (EM)
Ex.: Jéssica assiste em Recife.
2. ASPIRAR
No sentido de respirar, sorver, inspirar é VTD
Ex.: Nós aspiramos o/um perfume.
No sentido de almejar, pretender é VTI (A)
Ex.: Pedro aspira ao/a um cargo de chefia.
Observação: Mesmo com a preposição A, este verbo
não admite a forma oblíqua LHE (Esse posto? Aspiro-
lhe). Usa-se a forma convencional: Aspiro a ele.
3. VISAR
No sentido de mirar ou dar o visto é VTD
Ex.: O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.
O professor visou os exercícios.
No sentido de almejar, ter em vista é VTI (A)
Ex.: Marcos ajudava sem visar a lucros.
Observação: Nesse sentido, visar não pode ser usado
na forma oblíqua LHE (“Esse posto? Viso-lhe”), mas sim
“Esse posto? Viso a ele”.
4. CHAMAR
No sentido de reunir, convocar é VTD
Ex.: O presidente chamou a (ou pela) imprensa.
O técnico chamou mais (ou por mais) dois jogadores.
No sentido de apelidar, cognominar
Ex.: Chamei (a) Ricardo (de) preguiçoso.
5. PROCEDER
É VI no sentido de: originar-se (DE) e ter fundamento
Ex.: A carta procede do Japão.
Sua acusação não procede.
É VTI para: executar (A)
Ex.: Vossa Excelência irá proceder ao inquérito.
6. ESQUECER / LEMBRAR
Ambos são VTD (quando não pronominais)
Ex.: Mariana esqueceu (ou lembrou) tudo.
São VTI (DE) quando pronominais
Ex.: Mariana se esqueceu (se lembrou) de tudo.
7. AGRADAR
No sentido de fazer carinho é VTD
Ex.: A mãe agradava o seu filho.
No sentido de contentar, satisfazer é VTI (A)
Ex.: As notas não agradaram aos professores.
(ou não lhes agradaram)
8. INFORMAR, AVISAR, PREVENIR, ADVERTIR,
NOTIFICAR, CIENTIFICAR e CERTIFICAR
Apresentam OD (coisa) e OI (pessoa) ou vice-versa:
Ex.: Informe os novos prazos aos interessados.
Informe os interessados dos novos prazos.
(ou sobre os novos prazos)
Caso se utilizem pronomes como complementos:
Ex.: Informe-os aos interessados.
(Informe-lhes os novos prazos)
Informe-os dos novos prazos.
(Informe-se deles ou sobre eles)
9. PAGAR / PERDOAR / AGRADECER
Ex.: Paguei o livro. (VTD OD = coisa)
Paguei ao livreiro. (VTI OI = pessoa)
Paguei o livro ao livreiro. (VTDI)
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10. QUERER
No sentido desejar é VTD
Ex.: “Eu quero uma casa no campo.” (Zé Rodrix)
No sentido de estimar, ter afeto - VTI (A)
Ex.: Quero a meus amigos.
11. IMPLICAR
No sentido de acarretar, provocar é VTD
Ex.: Sua postura implicará demissões.
No sentido de incomodar, embirrar é VTI(COM)
Ex.: Ana implica com minhas amizades.
No sentido de Envolver-se é VTDI (EM/COM)
Ex.: Implicaram o tio em atividades criminosas.
12. CUSTAR
No sentido de Ter o valor / preço de é VI
Ex.: A calça custou vinte reais.
No sentido de Ser penoso/difícil é VTI
Ex.: Custa a um cidadão acreditar nos políticos.
Custou-nos (ou custou-lhes) ter que agir.
Observação: São erradas as construções: “Custamos a /
para entender o assunto.”
*Usa-se: Custou-nos entender o assunto.
13. PREFERIR (VTDI)
Ex.: Prefiro doces a salgados.
14. RESPONDER
É VTD para dar o conteúdo da resposta diretamente.
Ex.: Ele respondeu que não estava bem hoje.
É VTI (A) quando se refere a “quem” ou o “que” produziu
a pergunta.
Ex.: Ele respondeu ao questionário / ao seu tio.
OUTRAS REGÊNCIAS
a) São Transitivos Diretos: abandonar, abençoar,
aborrecer, abraçar, conservar, convidar, proteger,
respeitar, prejudicar, visitar, socorrer, suportar, conhecer,
eleger, etc.
b) São Transitivos Indiretos: simpatizar/ antipatizar
(com), consistir (em), obedecer/ desobedecer (a)...
c) São Indiferentemente Transitivos Diretos ou
Transitivos Indiretos: abdicar (de), almejar (por), ansiar
(por), anteceder (a), atender (a), atentar (em, para),
cogitar (de, em), consentir (em), deparar-se (com),
desdenhar (de), gozar (de), necessitar (de), preceder (a),
presidir (a), renunciar (a), satisfazer (a), versar (sobre).
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Aponte a alternativa em que haja erro de regência:
a) Aquele rapaz com quem eu me simpatizo prefere
mais aventuras desastrosas do que empreendimentos
sérios.
b) Nunca perdoareiao homem a quem eu paguei a
dívida.
c) Eu sempre obedeço a mulheres.
d) O homem visou o alvo depois de ter visado o cheque,
porque visava a uma posição destacada.
e) Antes de assistir o doente, o médico que assiste em
Curitiba assistiu a um programa de televisão porque
aspirava a um descanso.
2. Assinale a alternativa que apresenta erro:
a) Simpatizei com a nova diretoria e com as novas
orientações.
b) Há alguns dos novos diretores com os quais não
simpatizamos.
c) A firma toda não se simpatizou com a nova
orientação.
d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova
diretoria.
e) Nenhum dos que estavam presentes, nem mesmo o
filho do novo diretor, simpatizou com as novas
orientações.
3. A regência verbal e a nominal estão conforme a
norma padrão em:
a) O povo parece desejoso de que se encontre uma
saída para a crise que o Brasil está submetido no
momento.
b) O texto permite o leitor a verificação, por meio de
números, da situação do turismo no Brasil.
c) Custamos perceber que o Brasil tem progredido, pois
a imprensa, em geral, parece ter aversão com notícias
boas.
d) Quanto aos brasileiros, anima-lhes o ânimo ler textos
tão otimistas como esse, ao alcance de qualquer
leitor.
e) Sabemos que nem sempre é possível aliar à vontade
de progredir à ação efetiva.
4. Indique a regência que está de acordo com a norma
culta:
a) Estes são os recursos que dispomos.
b) Perdoo aos teus erros.
c) Assiste ao trabalhador o direito de férias.
d) Paguei a uma dívida atrasada.
e) Perdoei o amigo que me ofendeu.
5. Assinale a única alternativa incorreta quanto à
regência do verbo.
a) Perdoou nosso atraso no imposto.
b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.
6. Assinale a alternativa em que o uso do verbo
custar não está de acordo com a norma culta:
a) Custou-me entender o fato.
b) Custou ao aluno entender o fato.
c) Custa-me resolver este problema.
d) O trabalho custou muito esforço ao aluno.
e) O aluno custou para entender o exercício.
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7. Assinale a alternativa que preencha, pela ordem,
corretamente as lacunas abaixo.
1. A espécie nova... se referia Meyer era uma borboleta.
2. A espécie nova... Meyer tratava era uma borboleta.
3. A espécie nova... Meyer se maravilhava era uma
borboleta.
4. A espécie nova... Meyer descobriu era uma borboleta.
a) que, de que, com que, que
b) a que, de que, que, de que
c) a que, que, com que, a que
d) a que, de que, com que, que
e) de que, a que, que, a que
8. Em qual das alternativas ocorre um erro de
regência verbal?
a) Esqueceu-me o desejo discreto de conhecer as
coisas do coração.
b) Lembrou-me a inusitada transformação por que passa
a universidade brasileira.
c) Prefiro os casos que a inteligência discute a formas
tecnocráticas da resolução dos problemas.
d) Aqui se jogam as sementes para informar-lhes de que
a cultura não deve ser acadêmica.
e) Procede-se com brandura quando querem detectar
falhas no relacionamento humano.
9. Assinale a alternativa que complete,
convenientemente e em correspondência com as
frases, as respectivas lacunas:
1) Expôs seu ponto de vista .......... que inteiramente
concordamos.
2) Revi o enunciado ......... que divergiras.
3) Desconheço o trabalho ......... que te referes.
a) em - de - sobre
b) com - de - a
c) com - em - de
d) em - com - de
e) a - sobre - em
10. Assinale a alternativa correta quanto à regência:
a) A peça que assistimos foi muito boa.
b) Estes são os livros que precisamos.
c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram.
d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.
e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos.
11. Assinale o item em que há erro quanto à regência:
a) São essas as atitudes de que discordo.
b) Há muito já lhe perdoei.
c) Informo-lhe de que paguei o colégio.
d) Costumo obedecer a preceitos éticos.
e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.
12. Quando implicar tem sentido de “acarretar”,
“produzir como consequência”, constrói-se a oração
com objeto direto, como se vê em:
a) Quando era pequeno, todos sempre implicaram
comigo.
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas
domésticas.
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais
dinheiro.
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos.
e) Um novo congelamento de salários implicará uma
reação dos trabalhadores.
13. Sobre REGÊNCIA VERBAL e NOMINAL, analise as
afirmativas abaixo.
I. “...evitando que apenas os candidatos mais ricos
tivessem acesso aos meios de comunicação” – os termos
sublinhados completam o sentido do verbo “ter”.
II. “A ideia do parlamentar era democratizar a
campanha...” – o verbo sublinhado pede complemento
sem ser regido de preposição.
III. “...gerando discussões políticas e batalhas jurídicas.” –
o verbo sublinhado exige complemento sem ser regido de
preposição.
IV. “...desperta uma relação de amor e ódio com o
espectador.” – os termos sublinhados completam o
sentido apenas do nome “ódio”.
Somente está CORRETO o que se afirma em
a) III.
b) I e II.
c) III e IV.
d) II e III.
e) II, III e IV.
14. Assinale a alternativa que apresenta incorreção
quanto à regência:
a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para
vencer.
b) Ele preferiu pudim a groselha.
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu
colégio.
d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada.
e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe
interessa.
15. No que se refere à regência verbal, assinale a
alternativa em que as exigências da Gramática
Normativa foram atendidas.
a) Cristovam Buarque decidiu escrever textos para
defender as ideias de que cria.
b) Em seus textos, fica claro que Buarque não abdica
em nenhuma de suas convicções.
c) O autor prefere expor suas ideias por meio de textos a
ter que expô-las oralmente.
d) O autor não consentiu com a modificação de suas
principais ideias sobre a educação.
e) Ler os textos não implica necessariamente em aceitar
as ideias neles expostas.
O ESTUDO DA CRASE
Chama-se crase a união de dois sons iguais. Quando
essa união se dá entre a preposição a e um outro a, usa-
se o acento grave ou acento de crase.
Ex.: Irei a a festa. Irei à festa.
TIPOS DE CRASE
1) Entre a preposição a e o artigo definido a.
Ex.: Vamos à cidade.
Obs.: O a é artigo definido quando acompanha um
substantivo.
Gabarito
1. A 2. C 3. D 4. C 5. E
6. E 7. D 8. D 9. B 10. D
11. C 12. E 13. D 14. A 15. C
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2) Entre a preposição a e o pronome demonstrativo a.
Ex.: Ele se referiu à que deixei no armário.
Obs.: O a é pronome demonstrativo quando antecede
que ou de, equivalendo a outro pronome demonstrativo:
aquela.
3) Entre a preposição a e o a inicial dos pronomes
aquele, aquela, aquilo.
Ex.: Dirija-se àquele vendedor.
4) Entre a preposição a e o a do pronome relativo a
qual.
Ex.: Chegou a aluna à qual entreguei o resultado.Observações:
a) Como se vê, é necessária a presença da preposição a
para que ocorra o fenômeno da crase.
b) Costuma-se dizer por aí que só há crase antes de
palavra feminina. Cuidado! Essa afirmação diz respeito
apenas ao caso de preposição mais artigo a, quando,
então, o substantivo tem de ser feminino.
PARA SABER SE HÁ CRASE
1) Com nomes comuns
Troca-se a palavra feminina por uma masculina;
aparecendo ao, usa-se o acento de crase.
Ex.: Dirija-se à tesouraria. (Dirija-se ao escritório)
Dei o livro à professora. (Dei o livro ao professor)
Obs.: Coisa se troca por coisa (tesouraria / escritório);
pessoa, por pessoa (professora /professor). Respeite
isso, ou você pode errar a questão.
2) Com nomes próprios de lugar
Troca-se o verbo que pede a preposição a por outro, que
peça outra preposição.
Vamos adotar o verbo vir; aparecendo da, usa-se o
acento de crase.
Ex.: Ela foi à Bahia. (Ela veio da Bahia)
Ela foi a Cuiabá. (Ela veio de Cuiabá, e não da)
Observações:
a) Nomes de cidade (segundo exemplo) não se usam
com artigo a. Mas, se determinarmos o substantivo,
aparecerá o artigo e, consequentemente, a crase.
Ex.: Iremos à simpática Cuiabá. (Viremos da simpática
Cuiabá)
b) Não se devem misturar os dois macetes (nomes
comuns ; nomes próprios de lugar).
Ex.: Ele foi a Cuiabá.
Se trocarmos (indevidamente) Cuiabá por um substantivo
masculino, aparecerá ao, o que nos levará a pôr,
erradamente, o acento de crase:
Ele foi ao Rio de Janeiro, Ele foi à Cuiabá.
CASOS OBRIGATÓRIOS
1) Com a palavra hora, clara ou oculta, indicando o
momento em que acontece alguma coisa.
Ex.: Saímos às três horas.
Retornamos às dez.
Obs.: Às vezes se usa o acento diante de palavra
masculina, por estar oculta uma outra feminina. A mais
comum e importante é a palavra moda.
Ex.: Escrevia à Machado de Assis. (Escrevia à moda
Machado de Assis)
2) Com determinadas locuções formadas por palavras
femininas.
● Adverbiais: duas ou mais palavras com valor de
advérbio.
Ex.: Fiz tudo às pressas.
Outros exemplos:
Trabalharam às escondidas.
Fui levado à força.
Quero deixar tudo às claras.
Às vezes, íamos ao teatro.
Isso foi feito à parte.
Paramos à beira-mar.
O homem permaneceu à esquerda.
Fiquem à vontade.
Sempre falavam à meia-voz.
● Prepositivas: grupos de palavras que funcionam como
preposição; as que nos interessam neste ponto começam
por à e terminam por de.
Ex.: Ficarei à disposição de vocês.
● Conjuntivas: grupos de palavras que funcionam como
conjunção; só existem duas com acento de crase: à
medida que e à proporção que.
Ex.: À medida que corria, ia ficando vermelho.
Aprenderá à proporção que estudar.
3) Com os pronomes demonstrativos aquele, aquela,
aquilo.
Ex.: Mostrei o quadro àquela mulher. (= a aquela)
Prefiro este lenço àquele. (= a aquele)
Não me refiro àquilo que ele fez. (= a aquilo)
Obs.: Não existem, em português: a aquele, a aquela, a
aquilo. Sempre que isso aparecer, deverá ser feita a
contração: àquele, àquela, àquilo.
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4) Com o pronome demonstrativo a.
Ex.: Dirigi-me à que estava no balcão.
Obs.: Haverá acento de crase antes de que e de (à que,
à de), sempre que se puder trocar por a aquela que ou a
aquela de; outro macete é a troca pelo masculino;
aparecendo ao, há crase.
Ex.: Minha camisa é semelhante à que ele comprou.
CASOS FACULTATIVOS
1) Antes de nomes de mulher.
Ex.: Mandei uma carta à Patrícia. (Mandei uma carta ao
Manuel)
Mandei uma carta a Patrícia. (Mandei uma carta a
Manuel)
Obs.: Com determinação, a crase é obrigatória.
Ex.: Mandei uma carta à culta Patrícia. (Mandei uma
carta ao culto Manuel)
2) Antes de pronomes adjetivos femininos no
singular.
Ex.: Explicarei isso à sua irmã. (Explicarei isso ao seu
irmão)
Explicarei isso a sua irmã. (Explicarei isso a seu irmão)
Observações:
a) Se o possessivo estiver no plural, teremos:
● Explicarei isso às suas irmãs. (crase obrigatória: a + as)
● Explicarei isso a suas irmãs. (crase proibida: apenas a
preposição)
b) Se for pronome substantivo, a crase é obrigatória.
Ex.: Explicarei isso à sua.
3) Depois da preposição até.
Ex.: Ele foi até à praia. (Ele foi até ao campo)
Ele foi até a praia. (Ele foi até o campo)
Observações:
a) Não confunda com a palavra denotativa de inclusão
até, que significa inclusive.
Ex.: Comprou até a revista.
b) Até é a única preposição que admite um a craseado
depois dela.
Ex.: Fazia o trabalho após as quatro horas. (e não às)
CASOS PROIBITIVOS
1) Com a palavra casa sem determinação, quando,
então, se refere ao próprio lar.
Ex.: Ele foi a casa pela manhã.
Obs.: Com determinação, aparece o acento.
Ex.: Ele foi à casa da esquina.
2) Com a palavra distância, sem especificação, ou
seja, sem precisar a distância.
Ex.: O guarda ficou a distância.
Obs.: Com especificação, usa-se o acento.
Ex.: O guarda ficou à distância de dez metros.
3) Com a palavra terra, quando é o contrário de
bordo.
Ex.: Os marujos foram a terra.
4) Em locuções com palavra repetida.
Ex.: Os adversários estavam cara a cara.
5) Antes de palavra masculina.
Ex.: Eles chegaram a cavalo.
6) Antes de verbo.
Ex.: Estava prestes a chorar.
7) Com a antes de plural.
Ex.: Não se prendia a coisas materiais.
Obs.: Usando-se o artigo, haverá o acento.
Ex.: Não se prendia às coisas materiais. (Não se prendia
aos bens materiais)
OBSERVAÇÕES FINAIS
a) Há duas expressões parecidas com a palavra hora.
Das oito às dez horas (as horas do relógio)
De oito a dez horas (idéia de duração)
É errado dizer “de oito às dez horas”, como normalmente
se encontra por aí.
b) Veja as expressões abaixo, igualmente parecidas.
Meu colega vivia à toa. (à toa − locução adverbial de
modo)
Ele é um homem à-toa. (à-toa − adjetivo)
c) Quando se diz “Voltei à uma hora”, não há erro de
crase porque uma é numeral, e não artigo indefinido; veja
o caso obrigatório com a palavra hora.
Vejamos algumas frases em que a presença do acento
altera o sentido.
Bateu a porta. (Empurrou a porta para fechá-la)
Bateu à porta. (Chamou)
Chegou a tarde. (entardeceu)
Chegou à tarde. (Ele chegou de tarde)
Saiu a francesa. (A mulher francesa saiu)
Saiu à francesa. (Saiu sem ninguém notar)
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Assinalar a alternativa que preenche corretamente
as lacunas das frases adiante:
I. Enviei dois ofícios_______ Vossa Senhoria.
II. Dirigiam-se______casa das máquinas.
III. A entrada é vedada______toda pessoa estranha.
IV. A carreira______qual aspiro é almejada por muitos.
V. Esta tapeçaria é semelhante ______ nossa.
a) a - a - à - a - a
b) a - à - a - à - à
c) à - a - à - a - a
d) à - à - a - à - à
e) a - a - à - à – a
2. Assinalar a alternativa que preenche corretamente
as lacunas das seguintes orações:
I. Precisa falar____cerca de três mil operários.
II. Daqui____alguns anos tudo estará mudado.
III. ____diasestá desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos
chegaram____tempo____reunião.
a) a - a - há - a - à
b) à - a - a - há - a
c) a - à - a - a - há
d) há - a - à - a - a
e) a - há - a - à – a
3. A infeliz anda ... toa ... percorrer ... ruas. Todas ...
vezes que ... vejo, cumprimento-a, mas ... vezes, ela
não responde.
a) à, à, as, as, a, a
b) à, à, as, as, a, às
c) à, a, as, as, a, às
d) a, à, as, as, à, as
e) a, a, às, as, a, às
4.... poucos quilômetros da capital ... uma vila que ...
quintas-feiras promove uma festa folclórica em
homenagem ... seus artesãos.
a) Há, há, as, à
b) A, a, as, a
c) Há, há, às, à
d) À, há, as, a
e) A, há, às, a
5. Escolha a alternativa que preencha corretamente
as lacunas a seguir.
1. Nunca vi um acidente igual ________.
2. Sempre vou ________ loja para comprar roupas.
3. ________ hora, eu estava viajando para o Rio de
Janeiro.
4. Na audiência, diga a verdade, mas limite-se _______
que lhe perguntarem.
5. Quero uma moto igual ________ que estava ______
venda na exposição.
a) àquele, àquela, àquela, àquilo, à, à
b) aquele, aquela, aquela, aquilo, a, a
c) àquele, aquela, àquela, àquilo, a, à
d) aquele, àquela, aquela, àquilo, à, a
e) aquele, àquela, àquela, aquilo, a, à
6. Escolha a alternativa que completa corretamente o
período:
"Marta acaba de receber ____ visita do professor de artes
cênicas, que ____ convidou para assistirem ____ peça
teatral, em exibição ____ uma semana, ____ poucos
metros de sua casa".
a) a, à, à, a, há;
b) a, a, à, há, a;
c) a, a, à, à, à;
d) à, a, a, há, à;
e) a, a, à, a, a.
7. Assinale a alternativa que preenche com exatidão
as lacunas.
Estou aqui desde ______ 8 h, mas só poderei ficar até
______ 9h 30min, porque ______ 10h 30min assistirei
______ sessão solene de abertura de uma importante
exposição de arte moderna, precisando, para isso, dirigir-
me ______ Rua 7 de abril e ir _____ Galeria "Sanson
Flexor".
a) às - às - às - a - a - a
b) as - as - às - à - à - à
c) às - as - às - à - à - à
d) às - as - as - à - à - à
e) as - as - às - a - à - à
8. Em Só peço a você, a crase
a) é facultativa.
b) não ocorreu, porque só existe a presença do artigo a.
c) poderia ter ocorrido, uma vez que o verbo não exige a
presença da preposição a.
d) não ocorreu, porque o pronome não admite artigo,
registrando-se, apenas, a presença da preposição a.
e) ocorreria, se o termo você fosse substituído por ela.
9.Sobre CRASE, analise os itens abaixo.
I. “...pode tentar com toda a sua habilidade ...” – neste
contexto, a crase é facultativa.
II. “O ideal é unir as duas.” – no termo sublinhado, existe
a presença, apenas, da preposição, daí inexistir a crase.
III. “...é gerenciar os pensamentos e as emoções.” – no
termo sublinhado, existe apenas a presença do
determinante “as”.
IV. “...e passaremos a ser diretores do teatro de nossa
mente.”- não se craseia por estar diante de verbo no
infinitivo.
Somente está CORRETO o que se afirma em
A) I e IV.
B) III e IV.
C) II e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
10. Observando-se os termos sublinhados dos
trechos abaixo
I. “...de ter maior flexibilidade para se adaptar às
mudanças da sociedade...”
II. “...e que permita às pessoas errarem e acertarem ...”
III. “...para coletar ideias e dar continuidade a elas ...”
é CORRETO afirmar que
A) no trecho I, o acento grave se justifica porque houve a
fusão da preposição “a” com o pronome demonstrativo
“as”.
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B) no trecho I, estaria correta também a supressão do
acento grave.
C) a crase se justifica no trecho II por ter havido a fusão
da preposição “a” com o determinante “as”.
D) no trecho III, no termo sublinhado, estaria correto
também se nele houvesse o acento grave.
E) a crase do trecho II é facultativa.
ESTUDO DA CONCORDÂNCIA
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Ocupa-se da relação entre artigo, numeral, pronome
e adjetivo com o substantivo.
CONCORDÂNCIA DO ADJETIVO (ADJUNTO
ADNOMINAL) COM O SUBSTANTIVO
O adjetivo concorda em gênero e número com o
substantivo a que se refere.
Ex.: A casa amarela ficava no fim da rua.
Um só adjetivo referindo-se a mais de um substantivo
de gênero ou número diferentes:
Quando vem após os substantivos, concorda com o
mais próximo ou com os dois (substantivos).
Ex.: O rapaz e a moça apaixonada / apaixonados saíram.
Observação: É importante lembrar o seguinte critério,
quando o adjetivo concordar com os dois substantivos:
masc. + masc., masc. + femin. ou femin. + masc. =
masculino plural; femin. + femin. = feminino plural.
Quando vem antes dos substantivos, concorda com o
mais próximo.
Ex.: Os antigos postes e luminárias eram requintados.
Dois adjetivos referindo-se ao mesmo substantivo:
Ex.: Os líderes americano e italiano se reuniram.
O líder americano e o italiano se reuniram.
CONCORDÂNCIA DO PARTICÍPIO
COM O SUBSTANTIVO
O particípio concorda em gênero e número com o
substantivo a que se refere:
nas orações reduzidas
Ex.: Dado o sinal, todos se retiraram.
Concluídas as análises, mostraremos os dados.
na voz passiva
Ex.: Foram anotadas todas as reclamações.
Haviam sido anotados os detalhes da conversa.
Quando o particípio se refere a dois ou mais
substantivos de gêneros diferentes:
Ex.: O empenho e a confiança foram ampliados.
O particípio não varia quando forma tempo composto
Ex.: Ninguém havia anotado as reclamações.
Todos haviam anotado as reclamações.
CASOS GERAIS
É preciso / É necessário / É proibido...
Sem elemento determinante ficam invariáveis. Caso
contrário, concordam em gênero com ele.
Ex.: É proibido entrada.
(sem elemento determinante)
É proibida a entrada.
(com determinante)
É preciso álcool para limpar a mesa.
(sem determinante)
Seriam precisos vários conferencistas.
(com determinante)
MESMO / PRÓPRIO / INCLUSO / ANEXO / OBRIGAD /
SERVIDO / QUITE
Concordam em gênero e número com o substantivo a
que se referem.
Ex.: Seguem anexos os documentos.
Muito obrigadas – responderam elas.
Elas mesmas (ou próprias) fizeram o trabalho.
Nós estamos quites com a receita federal.
Observação: “Em anexo” = invariável
Bastante / Bastantes
Bastante = muito (a), suficiente.
(função adverbial)
Ex.: Conheceu bastante coisa durante a visita.
Estudei bastante hoje.
Bastantes = muitos (as), suficientes.
(função adjetiva)
Ex.: Fiz bastantes coisas em casa.
Estudei bastantes assuntos para o concurso.
Caro / barato / alto / baixo
Ex.: Elas são altas.(adjetivo)
Elas falaram alto. (advérbio)
A roupa é cara.(adjetivo)
A roupa custou caro. (advérbio)
Meio
= “um pouco”. (invariável - função adverbial)
Ex.: Amanda está meio pensativa.
= “metade”. (variável - função adjetiva)
Ex.: Tomamos meia garrafa de vinho.
Estava a meio metro de distância.
Gabarito
1. B 2. A 3. C 4. E 5. A
6. B 7. B 8. D 9. B 10. C
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= “veículo, caminho”. (variável - substantivo)
Ex.: O(s) meio(s) de comunicação de massa...
Só / a Sós
= “somente, apenas”
(invariável - função adverbial)
Ex.: Só eles não concordaram com a proposta.
= “sozinho” (variável - função adjetiva)
Ex.: Ele(a)(s) está(ão) só(s). (ou “a sós” = invar.)
Menos / alerta / pseudo / a olhos vistos
São invariáveis
Ex.: Havia menos pessoas na reunião de hoje.
Os policiais estavam alerta.
(ou “em alerta” = invariável)
Trata-se de pseudo-sábias.
O dinheiro inflacionado desaparece a olhos vistos.
Observação: Alerta = “aviso, sirene” é substantivo e
sofre flexão. Ex.: Já dei vários alertas ao gerente.
Possível / Possíveis
Usadas em expressões superlativas
Ex.: O político obteve o maior elogio possível.
As portas estão o mais bem fechadas possível.
As notícias são as melhores possíveis.
Fazíamos trabalhos os mais legais possíveis.
Adjetivos adverbializados
Ficam invariáveis.
Ex.: Márcio foi direto à secretaria. (=diretamente)
Saiu rápido para o trabalho (=rapidamente)
Tal qual
“Tal” concorda com o antecedente e “qual” com o
consequente.
Ex.: Raphael é tal quais os pais.
As meninas eram tais qual a mãe.
CONCORDÂNCIA VERBAL
COM O SUJEITO SIMPLES
O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa,
estando o sujeito antes ou depois do verbo.
Ex.: Os presidiários faziam misérias.
Vós conseguistes um bom dinheiro.
COM SUJEITO COMPOSTO ANTEPOSTO AO VERBO
O verbo concorda com os dois elementos do sujeito.
Ex.: Olinda e Igarassu são cidades históricas.
A secretária e o diretor chegaram pontualmente.
Se os núcleos forem sinônimos ou formados de
palavras de um mesmo conjunto significativo.
(singular ou plural)
Ex.: A sinceridade e a franqueza é / são uma virtude.
Núcleos em sequencia gradativa.
(singular ou plural)
Ex.: A amizade, o companheirismo, a união levou-o /
levaram-no ao sucesso profissional.
Núcleos resumidos por pronome indefinido (tudo,
nada, alguém, todo/a/s...)
Ex.: Papel, lápis, borracha, tudo era caro na loja.
Tios, irmãos, primos, todos chegaram cedo.
COM SUJEITO COMPOSTO POSPOSTO AO VERBO
O verbo concorda com o termo mais próximo ou com
os dois elementos do sujeito.
Ex.: Vende(m) -se casa e apartamentos.
Chegou (ou chegaram) a carta e o bilhete.
OUTROS CASOS GERAIS
Quando o sujeito é formado de um coletivo:
Ex.: O cardume escapou.
Os cardumes escaparam.
Quando o sujeito é formado de um coletivo singular
(especificado com adjunto plural ou não):
Ex.: Um grupo chegou. (não especificado)
Um grupo de mães chegou / chegaram.
(especificado)
Com nomes próprios só plural:
Ex.: Minas Gerais não possui mar.
(sem determinante)
As Minas Gerais não possuem mar.
(com determinante)
Observação: Quando se trata de títulos de obras,
admite-se o plural ou o singular.
Ex.: Os lusíadas é / são uma obra de Camões.
Pronomes de tratamento: sempre usar 3ª pessoa.
Ex.: Vossa Excelência conhece seu problema.
Vossas Excelências conhecem seus problemas.
Pronomes relativos QUE e QUEM
Ex.: Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós quem pagou / pagamos a conta.
Núcleos ligados por OU
Ex.: Ana ou Júnior vencerá o jogo.
(exclusão = singular)
Recife ou Natal possuem belas praias.
(adição = plural)
Com a palavra “SE”
Ex.: Analisou-se o plano de reforma agrária.
(P.A.)
Analisaram-se os planos de reforma agrária.
(P.A.)
Precisa-se de homens e mulheres corajosos.
(I.I.S)
Descansa-se muito em Aldeia.
(I.I.S)
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SUJEITO FORMADO POR EXPRESSÕES
Um ou outro – o verbo fica no singular.
Ex.: Hoje, um ou outro viaja a Brasília.
Um e outro, nem um nem outro, nem... nem... – o
verbo vai, de preferência, para o plural.
Ex.: Um e outro esculpiam a madeira da porta.
Um dos que, uma das que – o verbo vai, de
preferência, para o plural. (singular = ênfase)
Ex.: Eu era uma das que mais estudavam.
O aluno é um dos que menos aparecem.
Mais de, menos de – o verbo concorda com o numeral
que segue a expressão.
Ex.: Mais de um tenista representou o Brasil.
Mais de cem pessoas morreram no incêndio.
*Casos especiais:
Mais de um aluno, mais de um professor faltaram.
(expressões repetidas na mesma frase)
Mais de um veículo chocaram-se.
(“se” = indicando reciprocidade)
A maior parte de (ou uma porção de, grande número
de, a maioria de, metade de...) – o verbo fica, de
preferência, no singular.
Ex.: A maioria precisa ler mais.
(não especificado)
A maioria dos alunos precisa/precisam ler mais.
Locuções pronominais [Qual(is) de nós...; muito(s) de
vocês, ... ] – O verbo concorda com o pronome indefinido
(ou interrogativo) ou com o pronome pessoal.
Ex.: Qual de vós é humilde?
Quais de vós são / sois humildes?
COM NÚMERO PERCENTUAL
Ex.: 1% (da produção) foi vendido.
5% (das pessoas) discordam da imposição.
1% das pessoas discorda (m) da imposição.
Os 87% da produção de soja foram negociados.
Expressão HAJA VISTA: “Vista” é invariável.
Ex.: Haja(m) vista os ladrões de colarinho branco.
COM VERBOS IMPESSOAIS
Por não possuírem sujeito, os verbos impessoais
ficam na 3ª pessoa do singular.
Haver (singular) usado no sentido de: “O F-E-RA”
(ocorrer, fazer, existir, realizar-se e aconte-cer)
Ex.: Há alunos que estudam muito. (=existem)
Houve uma grande festa. (=realizou-se)
Há muitos anos que não nos vemos. (=faz)
FA-S-E (verbos fazer, ser e estar) indicando: tempo
decorrido, hora, data ou fenômeno da natureza. “Fazer” e
“estar” sempre no singular; o verbo “ser”, singular ou
plural de acordo com o sujeito.
Ex.: Faz meses que te espero. (e não “fazem”)
Era cedo quando cheguei.
Estava um dia chuvoso. / Hoje é/são 20 de maio.
Verbos = Fenômenos da natureza (Chover, nevar,
ventar, gear, trovejar, relampejar, anoitecer, etc.)
Ex.: Choveu ontem. / Anoiteceu lentamente.
Expressões “basta de”, “chega de”, “passa de”, etc.
Ex.: Chega de preguiça!
Já passa de uma hora.
Observações:
1 - Os verbos que exprimem fenômenos da natureza,
quando usados em sentido figurado, deixam de ser
impessoais.
Ex.: Já amanheci cansado. - Eu
Choveram denúncias no INSS. - denúncias.
2 - Quando acompanhado de verbo auxiliar, o verbo
impessoal transmite ao auxiliar a sua impessoalidade.
Ex.: Deverá haver feiras de artesanato na praça.
Vai fazer cinco anos que te vi.
3 - Na língua popular é comum o uso do verbo ter,
impessoal, no lugar de haver ou existir.
Ex.: Tem gente nova no pedaço.
Tem dias em que a gente estuda demais.
CONCORDÂNCIA DOS VERBOS DAR, SOAR E
BATER
Na indicação de horas, esses verbos concordam com o
número de horas que, normalmente, é o sujeito. A não
ser que sejam usadas outras palavras como sujeito.
Ex.: Deu dez horas o relógio da matriz.
Bateram cinco horas no relógio da matriz.
FALTAR, SOBRAR E BASTAR
Esses verbos concordam com o sujeito.
Ex.:Basta uma semana para terminar o evento.
Faltam quinze minutos para as duas horas.
CONCORDÂNCIA DO VERBO SER
O verbo ser ora concorda com o sujeito, ora concorda
com o predicativo.
Ex.: Esses sorrisos são a minha alegria.
Minha vaidade são minhas filhas.
O parlamentar sempre ausente sois vós.
Se o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for
seguido de palavras ou expressões como pouco, muito,
menos de, mais de etc, o verbo ser fica no singular.
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Ex.: Cinco quilos de arroz é mais do que preciso.
Trezentos reais pela passagem é muito.
CONCORDÂNCIA DO VERBO PARECER
Antes do infinitivo admite duas concordâncias:
Ex.: As brincadeiras pareciam alegrar a todos.
As brincadeiras parecia alegrarem a todos.
As paredes parece que têm ouvidos.
(Parece que as paredes têm ouvidos)
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Elas ......... providenciaram os atestados, que
enviaram ......... às procurações, como
instrumentos ......... para os fins colimados.
a) mesmas - anexos - bastantes
b) mesmo - anexo - bastante
c) mesmas - anexo - bastantes
d) mesmo - anexos - bastante
e) mesmas - anexos - bastante
2. Em relação à concordância nominal analise as
assertivas e assinale a alternativa que aponta as
corretas.
I. É necessário cautela com estranhos.
II. Seguem incluso as fotografias que tiramos.
III. É proibido a entrada de crianças.
IV. Você foi o que menos falhas apresentou na
Oratória.
V. As provas eram bastantes consistentes.
(A) Apenas III e IV.
(B) Apenas I, IV e V.
(C) Apenas I e V.
(D) Apenas I, II e III.
(E) Apenas I e IV.
3. A concordância verbal e a nominal estão de
acordo com a norma padrão em:
a) Houveram implicações boas e más naquelas atitudes
dos empresários de Pernambuco.
b) Propostas, o mais adequadas possíveis, em termos
de qualidade, foi apresentada aos trabalhadores.
c) Quaisquer deslizes perante o consumidor, nessa
área, provoca problemas para a empresa.
d) É necessário paciência para poderem os
trabalhadores conseguirem seus plenos direitos.
e) A ação social, um dos temas mais discutidos
atualmente, faz os interessados repensarem a política
fiscal.
4. Assinale a alternativa em que a concordância está
inteiramente de acordo com a norma padrão.
a) Foi proposto, graças à atuação de ativistas, novos
estudos acerca da legitimidade de certas medidas.
b) Deveriam haver condições adequadas de
saneamento básico para todas as camadas da
população urbana e rural.
c) O número de incidentes que comprometem o
exercício dos direitos humanos fizeram com que
novas medidas fossem propostas.
d) A divulgação de muitas pesquisas revelou que dois
terços da população acreditam na melhoria da
situação do país.
e) Quem de vocês defendem que os direitos conseguidos
pelas minorias, muitas vezes, custam-lhes caro?
5. (UPE) Em “...já que nossos jovens vêm sofrendo a
cada instante...”, o verbo sublinhado concorda com
o termo jovens.
Assinale a alternativa em que a concordância
verbal está INCORRETA.
a) São os jovens os que mais matam e também os que
mais morrem.
b) Os jovens não veem a dimensão da violência que os
rodeia.
c) Os jovens têm uma vida inteira para amarem e serem
amados.
d) Os pais atuais mantêm os seus filhos, até eles
criarem a sua independência.
e) Deverão haver lutas por uma sociedade mais justa e
harmoniosa.
6. (UPE) Sobre CONCORDÂNCIA NOMINAL e
VERBAL, analise os itens abaixo.
I. “Pais do mundo todo se sentem perdidos...” – se o
termo sublinhado fosse substituído por “mulheres”,
seria correto: mulheres do mundo todo se sentem
perdidas.
II. “Os que dizem “Eu sei” (...) já estão derrotados” – se o
termo sublinhado fosse substituído por “o”, estaria
correto: o que diz “Eu sei” já estão derrotados.
III. “Vivemos tempos difíceis.” – se o termo sublinhado
estivesse no singular, o adjetivo “difíceis” se manteria
inalterado em sua grafia.
IV. “Vivemos tempos difíceis.” – no tempo passado,
estaria correto: Viveríamos tempos difíceis.
Somente está CORRETO o que se afirma em
a) I.
b) I e IV.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) I, III e IV.
7. Analise as afirmativas abaixo.
I. Em “Obrigada pela gentileza, Susanita! São muito
bonitas!, o termo sublinhado que se refere a Mafalda
poderia variar, ficando no masculino.
II. Em “Você não fica meio chateada em saber...”, o
termo sublinhado não pode variar, uma vez que ele
modifica um adjetivo.
III. Em “...emprestar umas revistas...”, o termo destacado
deve variar, se o termo revistas for substituído por
livros.
Está CORRETO o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
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8. Considerando as normas vigentes da
concordância verbal, analise as afirmações a
seguir e assinale a alternativa correta.
a) No trecho: “Mais uma vez os resultados do Índice de
Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB) no
Brasil vêm demonstrar o porquê da dificuldade de o
país atingir níveis sociais parecidos com os do
“primeiro” mundo”, o verbo destacado está no plural
em concordância com o núcleo de seu sujeito
(‘resultados’); mas a concordância estaria igualmente
correta se esse verbo estivesse no singular,
concordando com o termo ‘Índice’.
b) No enunciado: “Faltam instituições de ensino de
qualidade, em tempo integral.”, o verbo está no plural
em concordância com o núcleo de seu sujeito plural,
que está posposto (‘instituições’).
c) No trecho: “o que temos no nosso país são muitos
maus modelos, principalmente aqueles que deveriam
primar em dar bons exemplos, pela responsabilidade
que têm com a sociedade”, o verbo destacado poderia
estar no singular, já que, neste caso, funciona como o
verbo ‘haver’ e, por isso, é impessoal.
d) No enunciado: “Não basta a escola.”, a forma verbal é
invariável; por isso, a forma singular deveria ser
mantida se o enunciado fosse alterado para “Não
basta os ensinamentos da escola.”.
e) O enunciado: “Os maus exemplos não deve ser
imitados.” está bem formado, no que se refere à
concordância verbal, pois o verbo ‘ser’, neste caso,
permite que o outro verbo fique no singular ou no
plural.
9. Em qual das alternativas abaixo, o verbo indicado
entre parênteses adotará obrigatoriamente uma
forma plural ao preencher a lacuna?
a) Não ......(HAVER) aprendizagens na vida que não
passem pela experiência dos erros.
b) A experiência dos acertos ...(SER) tão importante
quanto a dos erros.
c) ................. (REALIZAR-SE) as lições do primeiro
caderno.
d) Qual de vocês não ................(COMETER) algum
erro?
e) ............(FAZER) 30 anos que cometi alguns erros.
10. Em relação à CONCORDÂNCIA, analise o trecho
abaixo.
“É necessário um ambiente aberto que propicie o risco e
que permita às pessoas errarem e acertarem...”
Vamos flexionar o termo sublinhado no plural e
manter os tempos verbais dos verbos contidos neste
trecho. Como resultado, perceberemos que apenas
uma das alternativas abaixo NÃO CONTÉM ERRO.
Assinale-a.a) São necessários ambientes abertos que propiciem o
risco e que permitão às pessoas errarem e acertarem.
b) São necessários ambientes abertos que propiciarão o
risco e que permitirão às pessoas errarem e
acertarem.
c) Seriam necessários ambientes abertos que propicie o
risco e que permita às pessoas errarem e acertarem.
d) Foram necessários ambientes abertos que
propiciassem o risco e que permitam às pessoas
errarem e acertarem.
e) São necessários ambientes abertos que propiciem o
risco e que permitam às pessoas errarem e
acertarem.
11. Qual a frase com erro de concordância?
a) Para o grego antigo a origem de tudo se deu com o
caos.
b) Do caos, massa informe, nasceu a terra, ordenadora
e mãe de todos os seres.
c) Com a terra tem-se assim o chão, a firmeza de que o
homem precisava para seu equilíbrio.
d) Ela mesma cria um ser semelhante que a protege: o
céu.
e) Do céu estrelado, em amplexo com a terra, é que
nascerá todos os seres viventes.
12. Assinalar a alternativa em que a concordância
verbal está incorreta:
a) Crianças, jovens, adultos, ninguém ficou imune aos
seus encantos.
b) Mais de mil pessoas compareceram ao comício.
c) Não só a educação mas também a saúde precisa de
muita atenção do governo.
d) Bastam dois toques para sabermos que você chegou.
e) Boa parte das pessoas está preocupada com o futuro.
13. Num dos provérbios abaixo não se observa a
concordância prescrita pela gramática. Indique-o:
a) Não se apanham moscas com vinagre.
b) Casamento e mortalha no céu se talha.
c) Quem ama o feio, bonito lhe parece.
d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias.
e) Quem cabras não tem e cabritos vende, de algum
lugar lhe vêm.
14. A essa altura, não ........ mais ingressos, pois já
...... dias que a casa tem estado com a lotação
esgotada.
a) deve haver - faz
b) devem haver - fazem
c) deve haver - fazem
d) devem haver - faz
e) deve haverem – faz
15. Tendo em vista as regras de concordância,
assinale a opção em que a forma entre parênteses
NÃO completa corretamente a lacuna da frase:
a) Nem sempre são _________ ao conhecimento do
público as causas e consequências dos acidentes
nucleares. (levadas)
b) Animais e plantas de determinada região podem ser
acidentalmente _________ pela radiação atômica.
(contaminados)
c) Devem ser melhor _________ em nossa terra os
recursos hídricos e outras fontes não poluentes de
energia. (exploradas)
d) É preciso que a construção e o funcionamento de
usinas nucleares sejam _________ por rigorosas
normas de segurança. (controlados)
e) Ainda não foram precisamente _________ as
vantagens e desvantagens da utilização do átomo
como fonte de energia. (avaliadas)
Gabarito
1. A 2. E 3. E 4. D 5. E
6. A 7. D 8. B 9. C 10. E
11. E 12. C 13. B 14. A 15. C
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PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são sinais gráficos empregados
na língua escrita para tentar recuperar recursos
específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo
de silêncio, pausas, etc.
1- PONTO ( . )
a) Indicar o final de uma frase declarativa.
Ex.: Lembro-me muito bem dele.
b) Separar períodos entre si.
Ex.: Fica comigo. Não vá embora.
c) Nas abreviaturas
Ex.: Av.; V. Ex.ª
2- DOIS-PONTOS ( : )
a) Iniciar a fala dos personagens:
Ex.: Então o padre respondeu: – Parta agora.
b) Antes de apostos ou orações apositivas,
enumerações ou sequência de palavras que explicam,
resumem ideias anteriores.
Ex.: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e
Gilberto.
c) Antes de citação
Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não
seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito
enquanto dure.”
3- RETICÊNCIAS ( ... )
Indicar dúvidas ou hesitação do falante.
Ex.: Sabe... eu queria te dizer que... esquece.
b) Interrupção de uma frase deixada gramaticalmente
incompleta
Ex.:
– Alô! João está?
– Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais
tarde...
c) Ao fim de uma frase gramaticalmente completa
com a intenção de sugerir prolongamento de ideia.
Ex.: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão,
tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...”
(Cecília- José de Alencar)
d) Indicar supressão de palavra (s) numa frase
transcrita.
Ex.: “Quando penso em você (...) menos a felicidade.”
(Canteiros- Raimundo Fagner)
4- PARÊNTESES ( )
Isolar palavras, frases intercaladas de caráter
explicativo e datas.
Ex.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu
inúmeras perdas humanas.
"Uma manhã lá no Cajapió ( Joca lembrava-se como se
fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta
no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste-
Graça Aranha)
Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o
travessão.
5- PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
a) Após vocativo
Ex.: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.-
Humberto de Campos)
b) Após imperativo
Ex.: Cale-se!
c) Após interjeição
Ex.: Ufa! Ai!
d) Após palavras ou frases que denotem caráter
emocional
Ex.: Que pena!
6- PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
a) Em perguntas diretas
Ex.: Como você se chama?
b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação
Ex.: - Quem ganhou na loteria?
- Você.
- Eu?!
7- VÍRGULA ( , )
a) Indicar a omissão de um termo (geralmente verbo).
Ex.: Na sala, muitos alunos interessados. (há)
Muitos preferem cinema; eu, teatro. (prefiro)
b) Separar termos de mesma função sintática.
Ex.: Alunos, professores e funcionários viajaram.
Mauro comprou balas, pirulitos, doces e pipocas.
c) Para separar aposto e vocativo.
Ex.: Senhor, livrai-nos de todo o mal!
Brasília, capital do Brasil, é belíssima.
d) Para separar palavras e expressões explicativas ou
retificativas tais como: por exemplo, ou melhor, isto
é, aliás, além disso, então, etc.)
Ex.: Os atletas chegaram ontem, aliás, anteontem.
e) Para separar os termos e orações deslocados de
sua posição normal na frase ou intercalados
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Ex.: De lasanha, eu gosto. / Os livros, você trouxe?
Pela manhã, os alunos foram à escola.
Enquanto todos dormiam, eu estudava.
Terminada a sessão, iremos para casa.
O importante, afirmou o atleta, é competir.
f) Para separar orações coordenadas.
Ex.: Chegou, entrou rápido, depois saiu. (assindética)
Falam muito, mas nada fazem. (sindética)
Observação: As conjunções e, ou e nem, quando
repetidas ou empregadas enfaticamente, admitem vírgula
antes.
Ex.: Todos cantavam, e pulavam, e sorriam.
Ele agiu de má fé, e o policial o prendeu. (suj. diferentes)
g) Para separar orações adjetivas explicativas.
Ex.: O candidato, que é inteligente, estuda muito.
Valor semântico - Vírgula
A alteração de valor semântico, mediante o uso das
vírgulas, está diretamente relacionada com a função
morfológica da palavra “QUE”. Ocorre quando esta se
configura como pronome relativo.
Ex1.: Os micros, que são modernos, custam caro.
(Explicação – sentido amplo)
Os micros que sãomodernos custam caro.
(Restrição – sentido restrito)
Ex2.: As monarquias, despóticas e sórdidas,
prejudicaram a democracia. (Explicação – sentido
amplo)
As monarquias despóticas e sórdidas prejudicaram a
democracia. (Restrição – sentido restrito)
8- PONTO E VÍRGULA ( ; )
a) Separar os diversos itens de uma enumeração.
Ex.: Os manifestantes entregaram uma pauta de
reivindicação constando os seguintes itens: redução da
jornada de trabalho; direito a descanso remunerado; fim
das demissões e garantia dos direitos adquiridos na
última assembleia.
b) Separa orações que em seu interior já tenham
vírgula.
Ex.: Antes, você dirigia tudo; agora, dirijo eu.
9- TRAVESSÃO ( - )
a) Dar início à fala de um personagem
Ex.: O filho perguntou:
– Pai, quando começarão as aulas?
b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos
– Doutor, o que tenho é grave?
– Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar
um antibiótico e estará bom
Também pode ser usado em substituição à virgula em
expressões ou frases explicativas
Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe.
10- ASPAS ( “ ” )
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma
culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões,
neologismos, arcaísmos e expressões populares.
Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu
admirador.
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”.
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback”
do serviço a mim requerido.
Indicar uma citação textual
Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas,
bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a
mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós)
Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer
necessário a utilização de novas aspas, estas serão
simples. ( ' ' )
Recursos alternativos para pontuação:
Parágrafo ( § )
Chave ( { } )
Colchete ( [ ] )
Barra ( / )
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Assinale o item em que há erro no tocante à
pontuação.
a) – D. Sara, a senhora é nossa benfeitora.
b) Mulheres pobres, lavando roupa nas tinas,
representavam o outro lado do mundo.
c) Peixadas, galinha de cabidela, camarão, tudo me
recordava D. Cláudia.
d) Bandeira, só, enfrentava a orfandade.
e) Couto meu melhor amigo antecedeu-me na
Academia.
2. Analise os pares de enunciados abaixo. Indique a
alternativa em que, apesar da alteração no uso da
vírgula, o sentido se mantém.
a) As sociedades, tirânicas e injustas, ofuscaram o
direito à liberdade.
As sociedades tirânicas e injustas ofuscaram o direito
à liberdade.
b) Se os homens avaliassem o sentido que têm os
acontecimentos, seriam outros.
Se os homens avaliassem o sentido que têm, os
acontecimentos seriam outros.
c) Ninguém é livre se não pode fazer suas próprias
escolhas.
Ninguém é livre, se não pode fazer suas próprias
escolhas.
d) Brasileiros, podem unir-se a favor da liberdade!
Brasileiros podem unir-se a favor da liberdade!
e) Os homens não aspiram à liberdade.
Os homens, não, aspiram à liberdade.
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3. Analise os pares de enunciados abaixo. Assinale a
alternativa em que, apesar da alteração no uso da
pontuação e de outros sinais, o sentido se
mantém.
a) Embora a violência ainda impere, as comunidades,
que são desassistidas pelo poder público, continuam
buscando a paz.
Embora a violência ainda impere, as comunidades
que são desassistidas pelo poder público continuam
buscando a paz.
b) O Diretor informou que, com o resultado do último
concurso, a contratação de novos funcionários
definirá a realização de um outro programa.
O Diretor informou que - com o resultado do último
concurso - a contratação de novos funcionários
definirá a realização de um outro programa.
c) Crianças da periferia, em Recife, podem já buscar a
garantia de atendimento aos direitos, que lhes são
básicos.
Crianças da periferia - em Recife - podem já buscar a
garantia de atendimento aos direitos que lhes são
básicos.
d) Para assegurar o desenvolvimento, das comunidades
menos assistidas espera-se a máxima participação.
Para assegurar o desenvolvimento das comunidades
menos assistidas, espera-se a máxima participação.
e) Não teria sido bom se tivessem falado de ações
repressivas, pois a garantia de atendimento aos
direitos básicos é prioritária.
Não; teria sido bom se tivessem falado de ações
repressivas, pois a garantia de atendimento aos
direitos básicos é prioritária.
4. Ocorre pontuação inaceitável em:
a) Doutor, ainda que mal pergunte, o que é isso?
b) Se queres distrair-te, ouve cantores italianos.
c) Cláudia era entre todas as esposas, a mais amada.
d) Perdôo-te; espero, porém, que não reincidas.
e) Não creias naqueles que não acreditam em nada.
5. Os períodos abaixo apresentam diferença de
pontuação. Assinale a letra que corresponde ao
período de pontuação correta.
a) O sinal estava fechado; os carros, porém não
paravam.
b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não
paravam.
c) O sinal estava fechado; os carros porém, não
paravam.
d) O sinal, estava fechado: os carros, porém não
paravam.
e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não
paravam.
6. Assinale a ÚNICA alternativa que apresenta o uso
da(s) vírgula(s) da mesma forma em que
aparece(m) no trecho “(...) “cultura do desemprego”(
, )ou seja( , ) a visão (...)”
a) As frutas, que estavam maduras, caíram no chão.
b) “Pois, seu Pedrinho, saci é uma coisa que eu juro que
existe.”
c) O homem, que mente, não merece confiança.
d) A garota, Fernanda, saiu muito cedo.
e) “O cavalo calou-se, isto é, recolheu o movimento do
rabo”.
7. Assinale a opção em que está corretamente
indicada a ordem dos sinais de pontuação que
devem preencher as lacunas da frase abaixo:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição
teórica que o trabalho oferece ___ a outra é o valor
prático que possa ter.
a)dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
b)dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
c)vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
d)pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
e) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
8. Leia atentamente: “A maior parte dos funcionários
classificados no último concurso, optou pelo regime
de tempo integral”. Na frase há um erro de
pontuação, pois a vírgula está separando de modo
incorreto:
a) o sujeito e o predicado.
b) o aposto e o objeto direto.
c) o adjunto adnominal e o predicativo do sujeito.
d) o sujeito e o predicativo do objeto direto.
e) o objeto direto e o complemento agente da passiva.
9. Assinale a alternativa que apresente pontuação não
prescrita pela norma culta.
a) “o futebol é o único motivo para o exercício de seu
sentimento, digamos, patriótico.”
b) “A se acreditar no que a mídia insistiu em fazer crer,
adversários como Austrália e Japão, em tudo e por
tudo superiores ao Brasil, não passariam de países de
quinta categoria pelo simples fato de seus jogadores –
coitados! - não terem a mesma habilidade de nossos
craques com a bola nos pés.”
c) “Eu trocaria toda a nossa magnificência futebolística
pela metade do desenvolvimento técnico, científico, e
social destes países.”
d) “Idêntico aos demais setores, o futebol brasileiro não
é aquilo que muitos queremfazer crer.”
e) “O que somos, na verdade, é grande exportador de
craques, que fazem a alegria dos torcedores de
clubes espanhóis, italianos, alemães e franceses.”
10.
Os bem vizinhos de Naziazeno Barbosa
assistem ao pega com o leiteiro. Por detrás das cercas,
mudos, com a mulher e um que outro filho espantado já
de 98pé àquela hora, ouvem. Todos aqueles
quintais conhecidos têm o mesmo silêncio.
Noutras ocasiões, quando era apenas a briga
com a mulher, esta, como um último desaforo de vítima,
dizia-lhe:
Olha, que os vizinhos estão ouvindo. Depois, à horada
saída, eram aquelas caras curiosas à janela, com os
olhos fitos nele, enquanto ele cumprimentava.
O leiteiro diz-lhe aquelas coisas, despenca-se
pela escadinha que vai do portão até à rua, toma as
rédeas do burro e sai a galope, fustigando o animal,
furioso, sem olhar para nada. Naziazeno ainda fica um
instante ali sozinho. (A mulher havia entrado.) Um ou
outro olhar de criança fuzila através das frestas das
cercas. As sombras têm uma frescura que cheira a ervas
úmidas. A luz é doirada e anda ainda por longe, na copa
das árvores, no meio da estrada avermelhada.
Naziazeno encaminha-se então para dentro de
casa. Vai até ao quarto. A mulher ouve-lhe os passos, o
barulho de abrir e fechar um que outro móvel. Por fim, ele
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aparece no pequeno comedouro, o chapéu na mão.
Senta-se à mesa, esperando. Ela lhe traz o alimento. Ele
não aceita mais desculpas... Naziazeno não fala. A
mulher havia-se sentado defronte dele, enquanto ele
toma o café.
Vai nos deixar ainda sem leite...Ele engole o café,
nervoso, com os dedos ossudos e cabeçudos quebrando
o pão em pedaços miudinhos, sem olhar a mulher.
É o que tu pensas. Temores... Cortar um
fornecimento não é coisa fácil.
Porque tu não viste então o jeito dele quando te
declarou: Lhe dou mais um dia!
(Adaptado de: MACHADO, Dyonélio. Os ratos)
Sobre a pontuação do texto, são feitas as seguintes
afirmações:
I. A separação de mudos (1º parágrafo) e furioso (3º
parágrafo) por vírgulas é justificada pela mesma
regra.
II. As vírgulas do primeiro período do 3º parágrafo
separam orações coordenadas assindéticas.
III. A expressão na copa das árvores (3º parágrafo) está
entre vírgulas porque é um adjunto adverbial
deslocado.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a III.
d) Apenas a I e a III.
e) Apenas a II e a III.
Gabarito
1. E 2. C 3. B 4. C 5. E
6. E 7. C 8. A 9. C 10. D
SEMÂNTICA
Conhecer o significado das palavras é um dos fatores
essenciais para o domínio da língua, pois só assim o
falante ou o escritor será capaz de selecionar a palavra
adequada para elaborar a sua mensagem.
Cabe, pois, à semântica o estudo do significado das
palavras.
1. SINONÍMIA E ANTONÍMIA
Sinônimos – São palavras que apresentam significados
iguais ou semelhantes.
Alegre – feliz
Bondoso – generoso
Cómico – engraçado
Débil - fraco, frágil
Distante – afastado, remoto
Antônimos – São palavras que apresentam significados
contrários.
Aberto – fechado
Alto – baixo
Bem – mal
Bom – mau
Bonito – feio
2. HOMONÍMIA
Homógrafos – São palavras iguais na grafia e diferentes
na pronúncia.
Almoço (ô) – substantivo
Almoço (ó) – verbo
Jogo (ô) – substantivo
Jogo (ó) – verbo
Homófonos - São palavras que possuem o mesmo som,
mas grafia diferente.
Cela – quarto de prisão
Sela – arreio
Coser – costurar
Cozer – cozinhar
Concerto – espetáculo musical
Conserto – ato ou efeito de consertar
Homônimos Perfeitos – São palavras que possuem a
mesma pronúncia e mesma grafia.
Cedo – verbo
Cedo – advérbio de tempo
Sela – verbo selar
Sela – arreio
Leve – verbo levar
Leve – pouco peso
Relação de alguns Homônimos
Acender – pôr fogo
Ascender – subir
Acento – sinal gráfico
Assento – tampo de cadeira, banco
Aço – metal
Asso – verbo (1ª pessoa do singular, presente do
indicativo)
Banco – assento com encosto
Banco – estabelecimento que realiza transações
financeiras.
Cerrar – fechar
Serrar – cortar
Cessão – ato de ceder
Sessão – reunião
Secção/seção - divisão
Cesto - cesta pequena
Sexto – numeral ordinal
Cheque – ordem de pagamento
Xeque – lance no jogo de xadrez
Xeque – entre os árabes, chefe de tribo ou soberano.
Concerto – sessão musical
Conserto – reparo, ato ou efeito de consertar.
Coser – costurar
Cozer – cozinhar
Expiar – sofrer, padecer.
Espiar – espionar, observar.
Estático – imóvel
Extático – posto em êxtase, enlevado.
Estrato – tipo de nuvem
Extrato – trecho, fragmento, resumo.
Incerto – indeterminado, impreciso.
Inserto – introduzido, inserido.
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3. PARONÍMIA
Parônimos - São palavras que possuem significados
diferentes, mas apresentam pronúncia e escrita
parecidas.
Emergir – vir à tona
Imergir – afundar
Infringir – desobedecer
Infligir – aplicar
Relação de alguns Parônimos
Absolver – perdoar
Absorver – sorver
Acostumar – habituar-se
Costumar – ter por costume
Acurado – feito com cuidado
Apurado – refinado
Afear – tornar feio
Afiar – amolar
Amoral – indiferente à moral
Imoral – contra a moral, devasso
Cavaleiro – que anda a cavalo
Cavalheiro – homem educado
Comprimento – extensão
Cumprimento – saudação
Deferir – atender
Diferir – adiar, retardar
Delatar – denunciar
Dilatar – estender, ampliar
Eminente – alto, elevado, excelente
Iminente – que ameaça acontecer
Emergir – sair de onde estava mergulhado
Imergir – mergulhar
Emigrar – deixar um país
Imigrar – entrar num país
Estádio – praça de esporte
Estágio – aprendizado
Flagrante – evidente
Fragrante – perfumado
Incidente – circunstância acidental
Acidente – desastre
Inflação – aumento geral de preços, perda do poder
aquisitivo
Infração – violação
Ótico – relativo ao ouvido
Óptico – relativo à visão
Peão – homem que anda a pé
Pião – brinquedo
Plaga – região, país
Praga – maldição
Pleito – disputa eleitoral
Preito – homenagem
4. POLISSEMIA - É o fato de uma palavra ter mais de
uma significação.
Ex. 1:
Estou com uma dor terrível na minha cabeça. (parte do
corpo)
Ele é o cabeça do projeto. (chefe)
Ex. 2:
Graves razões fizeram-me contratar esse advogado.
(importante)
O piloto sofreu um grave acidente (trágico)
Ex. 3:
Ele comprou uma nova linha telefônica. (contato ou
conexão telefônica)
Nós conseguimos traçar a linha corretamente. (traço
contínuo duma só dimensão)
5. HIPERONÍMIA E HIPONÍMIA
Hiperônimos – São vocábulos que possuem um sentido
mais geral, em relação a outros de sentido mais
específico.
Ex.:
PEIXE é hiperônimo de sardinha, atum, cação...
FLOR é hiperônimo de rosa, cravo, violeta, margarida...
Hipônimos – São palavras de sentido mais específico,
em relação a outras de sentido mais geral.
Ex.:
Girafa, cachorro e gato são hipônimos de mamíferos.
Maçã, pera, banana são hipônimos de frutas.
6. CAMPO LEXICAL E CAMPO SEMÂNTICO
Damos o nome de léxico ao conjunto de
palavrasde uma língua. Nenhum falante tem o domínio
completo do léxico da língua que fala, porque, além de
muito amplo, ele é um conjunto aberto, ou seja, a cada
dia surgem palavras novas que a ele se incorporam e
palavras que dele desaparecem.
Dentro desse conjunto podem-se observar
campos lexicais, que são subconjuntos formados por
palavras pertencentes a uma mesma área do
conhecimento ou de interesse. Observe alguns exemplos
de campos lexicais:
Campo lexical do Direito: mandado, arrolamento,
custas, emolumentos, agravo, alçada, ementa, etc.
Campo lexical do futebol: gol, pênalti, escanteio,
zagueiro, etc.
Campo lexical da Economia: deflação, déficit, superávit,
juros, cambial, etc.
Damos o nome de campo semântico ao
conjunto dos empregos de uma palavra num determinado
contexto. Dessa forma, o campo semântico de uma
determinada palavra é dado pelas diversas nuances de
significado que ela assume.
Ex.: A palavra Bom indicando: um estado de saúde (João
não está muito BOM hoje); sanidade mental (acho que
você não está BOM da cabeça).
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Quanto ao sentido de alguns termos utilizados no
Texto, analise o que se afirma a seguir.
1) “implementar ações” significa “fiscalizar ações”.
2) “crise financeira que assolou o mundo” equivale a
“crise financeira que desestabilizou o mundo”.
3) “a maioria ressaltou que o social não sofrerá
alterações” é o mesmo que “a maioria enfatizou que
o social não sofrerá alterações”.
4) “o foco deve ser a equidade e os direitos do ser
humano” é equivalente a “o foco deve ser a
igualdade e os direitos do ser humano”.
Estão corretas:
A) 2 e 3, apenas. B) 3 e 4, apenas.
C) 1 e 2, apenas. D) 2, 3 e 4, apenas.
E) 1, 2, 3 e 4.
2. Assinale a alternativa cujo termo em parênteses é
SINÔNIMO do(s) termo(s) sublinhado(s).
A) “Pais do mundo todo se sentem perdidos...”
(VINCULADOS)
B) “...para penetrar no mundo dos seus filhos.”
(DEPRECIAR)
C) “...que os hábitos dos pais brilhantes revelam que
ninguém...” (EVIDENCIAM)
D) “...e conhecer na plenitude a palavra paciência.”
(PARCIALMENTE)
E) “...não conseguem aprender com seus alunos e
renovar ferramentas...” (PRESERVAR)
3. Em todas as alternativas, os termos em
parênteses têm o mesmo significado dos termos
sublinhados, EXCETO EM UMA. Assinale-a.
A) “De fato, conquistar o planeta psíquico dos nossos
filhos ...” (VALORIZAR)
B) “Quero deixar claro que os hábitos dos pais
brilhantes...” (ESCLARECER)
C) “Não preciso da ajuda de ninguém.” (NECESSITO)
D) “...aprender com seus filhos e corrigir rotas.”
(CONSERTAR)
E) “Atuar no aparelho da inteligência...” (AGIR)
4. Se há equivalência semântica entre os termos ou
expressões destacados nos enunciados a seguir.
1. “a história do Brasil é a história de impedir / empecer
que livros sejam escritos”.
2. “ou desenvolvemos um potencial científico-tecnológico,
ou ficamos para trás / entregamos os pontos”.
3. “É comum o horror diante da brutalidade / violência
de dirigentes que queimam livros”.
4. “que cientistas e intelectuais floresçam / desvaneçam”.
Os termos são semanticamente equivalentes em:
A) 1 e 3, apenas. B) 3 e 4, apenas.
C) 2 e 4, apenas. D) 1, 3 e 4, apenas.
E) 1, 2, 3 e 4.
5. Assinale a letra que preenche corretamente as
lacunas das frases apresentadas.
__________, a verdade _______, e, apesar de todos os
protestos dos deputados, o ________ governador ______
os direitos do secretário.
A) De repente - emergiu - iminente - cassou.
B) Derrepente - imergiu - iminente - caçou.
C) De repente - emergiu - eminente - cassou.
D) De repente - imergiu - eminente - caçou.
E) Derrepente - emergiu - iminente - cassou.
Gabarito
1.B 2.C 3.A 4.A 5.C
CONCEITOS RELEVANTES PARA
ANÁLISE DE TEXTOS
CONCEITO DE TEXTO: texto é um tecido verbal
estruturado de tal forma que as ideias formam um todo
coeso e coerente. Todas as partes de um texto devem
estar interligadas e manifestar um direcionamento único.
Essas três qualidades (UNIDADE, COERÊNCIA e
COESÃO) são essenciais para a existência de um texto.
O primeiro passo para interpretar um texto consiste em
decompô-lo, após uma primeira leitura em sua ideia básica
ou ideia núcleo, ou seja, realizar um trabalho analítico
buscando os conceitos definidores da opinião explicitada
pelo autor. Essa operação fará com que a essência do
texto “salte aos olhos”.
Em sua análise, o leitor deve identificar no texto alguns
conceitos. São eles:
TEMA CENTRAL Proposição essencial que vai ser tratada
ou demonstrada. Assunto primordial de que trata o texto.
IDÉIA GLOBAL Conceito integral (opinião ou pensamento)
baseado nos objetivos discursivos do emissor que permeia
todo o texto e o justifica.
TÓPICO DE UM PARÁGRAFO Temático central que é
apresentada e discutida no parágrafo considerado,
geralmente mediante desenvolvimento da argumentação.
ARGUMENTO PRINCIPAL DEFENDIDO Corresponde à
tese (proposição exposta para debate). Geralmente é
apoiada em argumentos com o intuito de convencer um
público-leitor sobre o ponto de vista chave apresentado
pelo autor.
PERGUNTAS FUNDAMENTAIS
Uma boa medida para saber se o texto foi bem
compreendido é responder três questões básicas.
1. Qual é a questão de que o texto está tratando?
2. Qual é a opinião do autor sobre a questão posta
em discussão?
3. Quais são os argumentos utilizados pelo autor
para fundamentar a sua opinião?
OS DEZ MANDAMENTOS...
1. Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar
contato com o assunto; a segunda para observar
como o texto está articulado; desenvolvido.
2. Observar que um parágrafo em relação ao outro
pode indicar uma continuação ou uma conclusão
ou, ainda, uma falsa oposição.
3. Sublinhar, em cada parágrafo, a ideia mais
importante (tópico frasal).
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4. Ler com muito cuidado os enunciados das
questões para entender direito a intenção do que
foi pedido.
5. Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto,
etc., para não se confundir no momento de
responder à questão.
6. Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada
estrofe, a ideia mais importante contida neles.
7. Não levar em consideração o que o autor quis
dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.
8. Se o enunciado mencionar tema ou ideia
principal, deve-se examinar com atenção a
introdução e/ou a conclusão.
9. Se o enunciado mencionar argumentação, deve
preocupar-se com o desenvolvimento.
10. Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os
que remetem a outros vocábulos do texto:
pronomes relativos, pronomes pessoais,
pronomes demonstrativos, etc.)
COMPREENSÃO (OU INTELECÇÃO) x
INTERPRETAÇÃO
Compreensão ou intelecção de texto – consiste em
analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar
dados do texto. O enunciado normalmente assim se
apresenta:
As considerações do autor se voltam para...
Segundo o texto, está correta...
De acordo com o texto, está incorreta...
Tendo em vista o texto, é incorreto...
O autor sugere ainda...
De acordo com o texto, é certo...
O autor afirma que...
Interpretaçãode texto – consiste em saber o que se
infere (conclui) do que está escrito. O enunciado
normalmente é encontrado da seguinte maneira:
O texto possibilita o entendimento de que...
Com apoio no texto, infere-se que...
O texto encaminha o leitor para...
Pretende o texto mostrar que o leitor...
O texto possibilita inferir que...
COERÊNCIA & COESÃO TEXTUAL
O que é COERÊNCIA TEXTUAL?
É a possibilidade de se estabelecer um sentido para o
texto. Ou seja, é a compatibilidade entre ideias e
conceitos que permite ao leitor acompanhar a
continuidade de raciocino em desenvolvimento.
Quando encontramos enunciados contraditórios, que
geram dificuldade a nossa compreensão, dizemos que
houve incoerência, como ocorre no exemplo abaixo:
E1: “No mundo não há indiferença, há apenas
desinteresse das pessoas para com os problemas
sociais”.
DIMENSÕES DA COERÊNCIA:
a) Em algumas dissertações argumentativas, ocorrem
momentos de incoerências locais, isto é,
incompatibilidades que acontecem em pontos
específicos do texto, como os encontrados em
enunciados localizados no interior de períodos e de
parágrafos.
b) A incoerência global – é aquela em que o leitor não
consegue relacionar os enunciados de um texto
inteiro.
FATORES DE COERÊNCIA
Há um conjunto de fatores que colaboram para
proporcionar certa lógica ao desenvolvimento do
raciocínio do autor. São eles:
a) Elementos Linguísticos - as palavras usadas no
texto, além de acionar conhecimentos arquivados na
memória do leitor, funcionam como pistas da língua que
ajudam o leitor a pescar o sentido pretendido pelo autor,
a sua linha argumentativa e as conclusões às quais
gostaria que chegasse. Assim, artifícios linguísticos
como: o uso de palavras do mesmo campo semântico e a
posição delas no enunciado podem gerar interpretações
curiosas.
E2: Tramita na câmara um projeto sobre preconceito da
boa deputada Rita Camata.
Tramita / câmara/projeto / deputada (mesmo campo
semântico)
E3: O congresso brasileiro precisa de novos
parlamentares novos que legislem honestamente.
Congresso/parlamentares/legislem (mesmo campo
semântico)
b) Conhecimento de Mundo – todas as experiências
vividas são guardadas na nossa memória, de maneira
que, quando lemos um texto, só conseguimos entendê-lo
inteiramente, se reconhecermos as informações ali
acionada e estabelecermos uma relação com o que já
sabemos sobre o tema. Em geral, é difícil para um
camponês, por exemplo, entender um artigo científico de
antropologia, cuja temática seja “as raízes da
discriminação racial e sexual no Brasil colonial”, por
exemplo.
E4: Se nos tempos de Hitler houvesse televisão em
cadeia mundial, ele não teria conseguido manter por tanto
tempo campos de concentração, nem fazer o gueto de
Varsóvia.
Hitler - pai do Nazismo
Campos de concentração – locais de morte e
aprisionamento de judeus
Gueto de Varsóvia – o mais famoso campo de
concentração
Esses termos destacados devem fazer parte do
conhecimento de mundo do leitor (medianamente
escolarizado e/ou relativamente informado pelos meios
de comunicação) ao qual se dirige uma dissertação
argumentativa.
c) Conhecimento Partilhado – cada indivíduo constrói a
sua própria enciclopédia de conhecimentos ao longo da
vida, mais ou menos igual à daqueles que vivem em um
mesmo ambiente social, político, econômico e cultural.
Para que haja compreensão entre dois interlocutores, por
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meio de texto, é necessário que ambos partilhem de
algumas classes de conhecimentos.
É importante o autor saber equilibrar as informações
partilhadas com as informações novas, a fim de evitar
que o texto se torne repetitivo e circular ou, até mesmo,
incompreensível.
As palavras destacadas em E4 não são explicadas pelo
autor, logo ele pressupõe já serem conhecidas pelo seu
suposto leitor por causa do tema, do contexto e do seu
provável nível cultural. Contudo, se as mesmas palavras
de E4 fossem dirigidas a crianças ou acesso aos meios
de comunicação, seria muito difícil entenderem o sentido
do enunciado e do Texto (3) inteiro, já que possuem
outras preocupações fundamentais na vida.
d) Inferência – é um processo de raciocínio através do
qual se estabelece uma relação não explícita entre dois
enunciados e deles se chega a uma conclusão. É um dos
tipos de raciocínio mais utilizados no processo de
interpretação, já que o texto, por ser um mecanismo de
economia linguística, não pode nem deve dizer tudo.
Como disse o escritor italiano Umberto Eco, o texto é
uma “máquina preguiçosa” e, por isso, sempre há lacunas
a serem preenchidas pelos leitores com seu
conhecimento de mundo e sua capacidade de inferir.
E5: “No Oriente Médio, há anos assistimos pela televisão
ao momento quase exato em que jovens palestinos se
suicidam assassinando jovens israelenses e em que
soldados israelenses se embrutecem matando jovens
palestinos. Cada qual dizendo defender sua própria terra,
eles sacrificam e se sacrificam, diante da indiferença do
mundo”.
Inferências:
1. O Oriente Médio é palco de conflitos;
2. Há conflitos sangrentos entre palestinos e
israelenses;
3. Há indiferença das pessoas diante desses conflitos
O que é COESÃO TEXTUAL?
Os textos pedem a presença de um sistema de
“amarração textual” com elos e nós que operam em seu
interior, costurando o sentido deles e, dessa forma,
permitindo o trânsito fácil do leitor pelos termos e
conceitos já referidos ou por referir sem perder o fio da
meada. Este sistema de amarração tem sido
tecnicamente chamado de coesão textual.
COESÃO REFERENCIAL
ANÁFORA - Movimento referencial retrospectivo.
E1: Os jovens representam um segmento populacional
de grande vulnerabilidade ao HIV/Aids, entretanto, a
epidemia entre eles continua em grande parte invisível
aos adultos e a eles próprios.
E2: Os jovens representam um segmento populacional
de grande vulnerabilidade ao HIV/Aids, entretanto, a
epidemia entre eles continua em grande parte invisível
aos adultos e aos próprios Φ. (coesão feita por elipse).
CATÁFORA – Movimento referencial prospectivo.
E1: A epidemia entre eles continua em grande parte
invisível aos adultos e a eles próprios. Infelizmente os
jovens representam um segmento populacional de
grande vulnerabilidade ao HIV/Aids.
COESÃO SEQUENCIAL
As orações, períodos ou porções textuais
maiores são encadeadas basicamente por operadores
argumentativos (conjunções, advérbios e expressões de
ligação) que estabelecem vários tipos de relações
argumentativas. A esses elementos de articulação que
carregam em si uma determinada orientação teórica
chamamos operadores argumentativos. Eles
normalmente introduzem relações de:
PRIORIDADE - RELEVÂNCIA
Em primeiro lugar / antes de mais nada / primeiramente /
acima de tudo / precipuamente / principalmente /
primordialmente / sobretudo
FREQUÊNCIA - DURAÇÃO - ORDEM - SUCESSÃO -
ANTERIORIDADE - POSTERIORIDADE
Então / enfim / logo / logo depois / imediatamente / logo
após / a princípio / pouco antes / pouco depois /
anteriormente / posteriormente / em seguida / afinal / por
fim / finalmente / agora / atualmente / hoje /
frequentemente / constantemente / às vezes /
eventualmente / por vezes / ocasionalmente / sempre /
raramente / não raro / ao mesmo tempo /
simultaneamente / nesse ínterim / nesse meio tempo /
enquanto / quando / antes que / depois que / logo que /
sempre que / assim que /desde que / todas as vezes que
/ cada vez que / apenas / já / mal
SEMELHANÇA - COMPARAÇÃO - CONFORMIDADE
Igualmente / da mesma forma / assim também / do
mesmo modo / similarmente / semelhantemente /
analogamente / por analogia / de maneira idêntica / de
conformidade com / de acordo com / segundo / conforme
/ sob o mesmo ponto de vista / tal qual / tanto quanto /
como / assim como / bem como / como se
CONDIÇÃO – HIPÓTESE
Se / caso / eventualmente
DÚVIDA
Talvez / provavelmente / possivelmente / quiçá / quem
sabe / é provável / não é certo / se é que
CERTEZA - ÊNFASE
Decerto / por certo / certamente / indubitavelmente /
inquestionavelmente / sem dúvida / inegavelmente / com
toda certeza.
PROPÓSITO – INTENÇÃO- FINALIDADE
Com o fim de / a fim de / com o propósito de / para que /
a fim de que
LUGAR – PROXIMIDADE - DISTÂNCIA
Perto de / próximo a (de) / junto a (de) /dentro / fora /
mais adiante / aqui / aquém /além / acolá / lá / ali +
algumas preposições e os pronomes demonstrativos
CAUSA – CONSEQÜÊNCIA - EXPLICAÇÃO
Por consequência / por conseguinte / como resultado /
por isso / por causa de / em virtude de / assim / de fato /
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com efeito / tão (tanto, tamanho)... que / porque /
porquanto / pois / já que / uma vez que / visto que / como
(=porque) / portanto / logo que (=porque) / de tal sorte
que / de tal forma que
RESUMO – RECAPITULAÇÃO - CONCLUSÃO
Em suma / em síntese / em conclusão / enfim /em resumo
/ portanto / assim / dessa forma / dessa maneira / logo /
pois
CONTRASTE – OPOSIÇÃO – RESTRIÇÃO -
RESSALVA
Pelo contrário / em contraste com / salvo / exceto / menos
/ mas / contudo / todavia / entretanto / no entanto /
embora / apesar de / ainda que / mesmo que / posto que /
conquanto / se bem que / por mais que / por menos que
ALTERNATIVA
Ou... ou / ora... ora / quer... quer / seja... seja / já... já /
nem... nem
ADIÇÃO - CONTINUAÇÃO
Além disso / (a) demais / outrossim / ainda mais / ainda
por cima / por outro lado / também / e / nem / não só...
mas também / não apenas... como também / não só...
bem como
ILUSTRAÇÃO - ESCLARECIMENTO
Por exemplo / isto é / quer dizer /em outras palavras / ou
por outra / a saber / ou seja
Aplicações:
E1: As drogas são usadas não só pelos pobres como
também pelos jovens de classe média alta.
Tem-se a construção correlativa aditiva cujo efeito de
sentido não pode ser traduzido pela mera adição de
termos, como no caso de uma construção coordenada
aditiva simples.
E2: Muitas crianças ainda estão nas ruas brasileiras,
embora muitos esforços sejam empreendidos para
contornar essa terrível realidade.
As estruturas concessivas determinam um tipo especial
de oposição.
E3: Urge a necessidade de paz entre os povos, portanto
precisamos efetivar essa palavra no cotidiano das
nações.
Tem-se a construção correlativa conclusiva
TIPOLOGIA TEXTUAL (MODOS DE
ORGANIZAÇAO DISCURSIVA)
Dependendo do tipo textual em questão, temos
objetivos diferentes para cada um. Vejamos os
principais tipos:
• Descritivo: diz as características de um objeto, pessoa
ou paisagem. A pergunta fundamental para sabermos
se o texto é descritivo é COMO É?
• Narrativo: tem por objetivo contar uma história; para
tanto, possui narrador, enredo e personagens;
• Dissertativo: é o tipo textual que serve para expor ou
argumentar a respeito de uma tese (afirmação); se
respondermos O QUE É ALGO? Já estaremos diante
de um texto dissertativo expositivo.
• Injuntivo: é o tipo textual preocupado com a orientação
sobre algo/com o fazer, como fazer...; subdivide-se em
instrucional e prescritivo;
A DESCRIÇÃO
Descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma
coisa ou algum lugar através de pormenores que
particularizem o caracterizado em relação aos outros
seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também
particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.
No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos
mais adequados (mais comuns) são os verbos de
ligação (ser, estar, permanecer, ficar, continuar, ter,
parecer, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as
características - representadas linguisticamente pelos
adjetivos - aos seres caracterizados - representados
pelos substantivos.
Exemplo:
O quarto estava localizado na parte velha de Paris. Não
era grande nem luxuoso, mas tinha tudo aquilo de que o
artista necessitava naquele momento de sua vida: uma
cama-beliche, duas cadeiras e uma mesa, sobre a qual
ficava uma bacia e uma jarra d’ água. Uma grande janela
envidraçada iluminava fartamente o aposento, deixando
sobre o assoalho de tábua corrida um rastro de luz. Nas
paredes ao lado da cama havia dois quadros e algumas
fotografias que lembravam ao pintor a sua origem.
A NARRAÇÃO
Narrar é contar uma história (real ou fictícia). O fato
narrado apresenta uma sequência de ações envolvendo
personagens no tempo e no espaço. São exemplos de
narrativas a novela, o romance, o conto, ou uma crônica;
uma notícia de jornal, uma piada, um poema, uma letra
de música, uma história em quadrinhos, desde que
apresentam uma sucessão de acontecimentos, de fatos.
ESTRUTURA DA NARRAÇÃO:
Convencionalmente, o enredo da narração pode ser
assim estruturado: exposição (apresentação das
personagens e/ou do cenário e/ou da época),
desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentando
complicação e clímax) e desfecho (arremate da trama).
ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRAÇÃO:
São elementos básicos da narração: enredo (ação),
personagem, tempo e espaço. A tessitura narrativa. A
narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos,
respondendo às seguintes perguntas essenciais:
O QUÊ?– o(s) fato(s) que determina(m) a história;
QUEM?– a personagem ou personagens;
COMO? – o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? – o lugar ou lugares da ocorrência;
QUANDO? – o momento ou momentos em que se
passam os fatos;
POR QUÊ? – a causa do acontecimento.
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Exemplo:
Van Gogh viajou para Paris no final de dezembro e, no
início de janeiro, alugou o quarto onde iria morar por um
longo tempo. Logo que lhe foi permitido ocupar o
aposento, para lá transportou seus poucos pertences,
especialmente alguns quadros e fotografias. Em seguida,
instalou o cavalete de pintura ao pé da janela, por onde
entrava a luminosidade necessária e começou
imediatamente a pintar, certo do sucesso que, no entanto,
iria tardar muito.
DISSERTAÇÃO
Dissertar é refletir, debater, discutir, questionar a
respeito de um determinado tema, expressando o ponto
de vista de quem escreve em relação a esse tema.
Dissertar, assim, é emitir opiniões de maneira
convincente, ou seja, de maneira que elas sejam
compreendidas e aceitas pelo leitor; e isso só acontece
quando tais opiniões estão bem fundamentadas,
comprovadas, explicadas, exemplificadas, em suma: bem
ARGUMENTADAS (argumentar= convencer, influenciar,
persuadir). A argumentação é o elemento mais
importante de uma dissertação.
Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é
que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista
como se não fossem dele e sim, de outra pessoa (de
prestígio, famosa, especialista no assunto, alguém...), ou
seja, de maneiraimpessoal, objetiva e sem prolixidade
("encher linguiça"): que a dissertação seja elaborada com
verbos e pronomes em terceira pessoa. O texto
impessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer
é um dos objetivos de quem disserta.
Exemplo:
O fato de viver longe de casa pode ter contribuído para
uma maior disposição artística do pintor. De fato, a
história pessoal dos grandes artistas parece relacionar
certa dose de sofrimento à maior capacidade de
produção: assim foi com Camões, Cervantes, Dante e
muitos outros. A alegria, ao contrário, parece estéril, não
leva derivativos. Van Gogh certamente transportou a
saudade e a solidão para as telas que pintou em seu
quarto de Paris.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Quanto à tipologia textual as afirmações estão
corretas, respectivamente:
Texto I: “O café é que torna sábio o político e lhe permite
perceber tudo com olhos semicerrados.”
Texto II:
Poema Tirado de uma Notícia de Jornal.
João Gostoso era carregador de feira livre e morava
No morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu
afogado.
Texto III: (fragmento do poema “Curitiba, cidade-
menina”, de Helena Kolody).
“Curitiba, cidade-menina,
Paisagem do meu amanhecer
Por toda parte, a marca dos meus passos,
O fantasma dos meus sonhos.
Jardins, pomares
Pinheiros e mais pinheiros,
Onde moravam sabiás cantores
E bem-te-vi moleques”.
(A) dissertação, descrição, descrição.
(B) dissertação, narração, descrição.
(C) narração, narração, dissertação.
(D) descrição, narração, dissertação.
(E) descrição, dissertação, narração.
2. Considerando os diferentes tipos textuais e suas
características principais, assinale a alternativa
em que os trechos seguintes e sua classificação
fazem uma associação CORRETA.
I. “Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral
deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também
deserto, a casa do caseiro fechada, tudo anunciava
abandono.” (Graciliano Ramos, Vidas Secas) – Texto
dissertativo.
II. “Além de ser a primeira, a maior e a mais garantida
do Brasil, a Poupança da Caixa também dá prêmios
milionários. São cerca de 1.800 prêmios de 500 reais,
25 prêmios de 10 mil reais e o prêmio de 1 milhão de
reais (…)” (Anúncio da Caixa, publicado na Revista
Veja, de 06 de fevereiro de 2002) – Texto descritivo.
III. “A concepção do homem sobre si mesmo e sobre o
mundo tem mudado radicalmente. Primeiro, os
homens pensavam que a Terra fosse plana e que
fosse o centro do universo; depois, que o homem é
uma criação divina especial (…)” (K. E. Scheibe) –
Texto descritivo.
IV. “Para viver, necessitamos de alimento, vestuário,
calçados, alojamento, combustíveis, etc. Para termos
esses bens materiais é necessário que a sociedade
os produza (…)”. (A. G. Graciliano, Introdução à
Sociologia) – Texto dissertativo.
V. “Vinha eu caminhando pela Avenida Marginal,
quando ouço um choro abafado e fino, como de
menino pequeno.” (Lourenço Diaféria) – Texto
narrativo.
Estão corretas as associações.
A) I e III.
B) I, III e V.
C) III e V.
D) II, IV e V.
E) II e IV
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A FLOR DO GEÓGRAFO
Dom Marcos Barbosa O.S.B.
(...) “Voltara Desfontaines a São Paulo, onde havia
estado anteriormente e morara algum tempo. Tendo
contratado um carro para levá-lo não sei onde,
reconheceu, ao passar, o sítio da sua antiga casa. Pediu
ao chofer que parasse, saltou, foi redescobrir a fachada
que lhe sorriu entre as outras, e em cujas janelas viu
aparecerem a mulher e as filhas ausentes, mais moça
aquela, menos crescidas estas... Viu-se ai mesmo como
era, como fora, como havia sido. Até que, caindo em si –
ou antes caindo de si – deu com o automóvel que largo
tempo o esperava.
Subiu depressa ao carro, bateu a porta, pediu ao
chofer que corresse. Quando chegou, atrasado, ao
término da viagem e perguntou o preço, viu com surpresa
que o chofer pedia o mesmo que antes haviam
combinado.
– Mas (protestou Desfontaines) o senhor esteve
parado muito tempo; não quero causar-lhe prejuízo!
E foi então que o chofer disse lentamente a sua frase,
a sua flor: “Saudades não se pagam...”
3. Os parágrafos do texto acima exemplificam um
modo de organização discursiva caracterizado como:
A) argumentativo;
B) informativo;
C) expositivo;
D) descritivo;
E) narrativo.
Único bioma de ocorrência exclusiva no Brasil, que
já ocupou 10% do território nacional, a caatinga
experimenta um processo acelerado de desmatamento —
que pode significar a desertificação do semiárido
nordestino. Com 510 espécies de aves e 148 de
mamíferos, a caatinga padece da ausência de uma
política clara de conservação que estanque o processo
de desflorestamento e ajude a impedir a formação de um
deserto em pleno Nordeste, ameaça concreta diante do
aquecimento global do clima no planeta. Quase dois
terços da área sob risco de desertificação no Brasil estão
na caatinga, que já teve, a exemplo do cerrado,
aproximadamente metade de sua extensão, que é de
826.000 km², destruída.
Jornal do Commercio (PE), 16/3/2010 (com adaptações).
4. Assinale a opção correspondente ao tipo textual
predominante no texto.
A) narrativo
B) descritivo
C) dissertativo
D) dialógico
E) persuasivo
Filosofia dos epitáfios
“Saí, afastando-me do grupo, e fingindo ler os epitáfios.
E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo
que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao
menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza
inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala
comum; parece- lhes que a podridão anônima os alcança
a eles mesmos.”
(Machado de Assis)
5. Do ponto de vista da tipologia textual, é CORRETO
afirmar que o texto 1, “Filosofia dos epitáfios”, é um
texto predominantemente
A) dissertativo.
B) descritivo.
C) narrativo.
D) narrativo, com uso do discurso indireto.
E) descritivo, com uso do discurso direto.
ANÁLISE DE TEXTOS...
Leia os textos abaixo:
TEXTO 1
AULA DE PORTUGUÊS
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois: o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)
1. No poema, Drummond faz uma oposição entre dois
tipos de linguagem, quais sejam:
A) a padrão e a coloquial.
B) a oral e a escrita.
C) a correta e a incorreta.
D) a moderna e a antiga.
E) a literária e a informal.
TEXTO 2
QUE FALA CABE À ESCOLA ENSINAR
A língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas
variedades dialetais. Identificam-se geográfica e
socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há
muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo
que é atribuído aos diferentes modos de falar: e muito
comum se considerarem as variedades linguísticas de
menor prestigio inferiores ou erradas.O problema do preconceito disseminado na sociedade
em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na
escola, como parte do objetivo educacional mais amplo
de educação para o respeito à diferença. Para isso, e
também para poder ensinar a língua portuguesa, a escola
precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma
única forma “certa de falar” – e que se parece com a
escrita – e o de que a escrita é o espelho da fala – e,
Gabarito
01. B 02. D 03. E 04. C 05. A
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sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno
para evitar que ele escrevesse errado. Essas duas
crenças produziram uma prática de mutilação cultural
que, além de desvalorizar a forma do aluno, tratando sua
comunidade como se fosse formada de incapazes,
denota desconhecimento de que a escrita de uma língua
não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos,
por mais prestígio que um deles tenha em dado momento
histórico.
A questão não é falar certo ou errado, mas saber qual
forma de utilizar, considerando as características do
contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o
registro às diferentes situações comunicativas. É saber
coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo,
considerando a quem e por que se diz determinada coisa.
É saber, portanto, quais variedades e registros da língua
oral são pertinentes em função da intenção comunicativa,
do contexto e dos interlocutores a quem o texto se dirige.
A questão não é de correção da forma, mas de sua
adequação às circunstâncias de uso, ou seja, de
utilização eficaz da linguagem: falar bem é falar
adequadamente, é produzir o efeito pretendido.
(Parâmetros curriculares Nacionais: Língua Portuguesa.
Secretaria de Educação fundamental
2. O texto 2 argumenta a favor de:
a) Aulas de língua portuguesa que enfatizem as
variedades linguísticas de maior prestigio.
b) Professores de português que saibam corrigir a
forma das expressões linguísticas.
c) Um ensino de língua portuguesa que demonstre
respeito às diferenças dialetais.
d) Um ensino de língua que priorize a uniformização,
tanto da fala quanto da escrita.
e) Uma escola que ensine todas as variedades dialetais
que se encontram no Brasil.
TEXTO 3
Com relação à Língua Portuguesa, os estudos
realizados até o presente momento evidenciam que o
mercado de trabalho se pauta pelo paradigma da norma
padrão ao quantificar a competência do trabalhador para
o preenchimento de vagas. Isso é facilmente percebido
na fala dos recrutadores, quando afirmam que o bom
desempenho linguístico do trabalhador garante que ele
receba mais consideração e respeito dos demais
componentes da equipe de trabalho. Afirmam ainda que o
desempenho inadequado do ponto de vista da norma
culta compromete a evolução da carreira do trabalhador,
tornando-a mais lenta.
Além disso, esse desempenho linguístico é
avaliado em todos os processos de seleção, porque o
trabalhador, independentemente da função que irá
exercer, necessita se comunicar com a equipe, interpretar
comunicados, avisos, manuais, entre outros, além de
transmitir informações, verbalmente ou por escrito.
Assim, no processo de seleção, fluência,
capacidade de argumentação e correção gramatical são
requisitos exigidos do profissional que, juntamente com o
conhecimento prático da função, capacita-os ou não a
ocupar determinada vaga. Na análise do currículo, as
empresas consideram a correção gramatical, a
organização, a clareza e a objetividade do documento,
além dos conhecimentos específicos da função.
A oralidade, que há pouco tempo não era exigida
nos processos de seleção, passou a ser, e vem
carregada de um peso significativo na etapa da
entrevista, quando o candidato, ao expressar seus
conhecimentos oralmente, é também avaliado na sua
postura, no comportamento e na atitude. Essa
valorização da modalidade oral tem revelado a
importância que as empresas têm dado à comunicação
no processo seletivo.
Em síntese: o desempenho linguístico, os
conhecimentos, o domínio da norma culta, as habilidades,
a atitude e a capacidade do indivíduo de assimilar,
organizar e transmitir informação com eficácia, o que se
reflete no relacionamento com o interlocutor, são os pré-
requisitos mais observados no mundo empresarial. A
ausência dessas habilidades compromete o perfil do
trabalhador e se torna fator de exclusão do processo
produtivo. Então, podemos afirmar que dominar a norma
padrão é condição necessária para se ter acesso ao
poder; ou, nas palavras de Gnerre (1998), a língua
constitui o arame farpado mais poderoso para bloquear o
acesso ao poder.
PERES, Suely Marcolino. A língua no mundo do
trabalho: uma análise preliminar. Texto disponível em:
http://www.pec.uem.br/pec_uem/revistas/revista%20APADEC/tra
ba lhos/c 6_laudas/PERES,%20Suely%20Marcolino.pdf. Acesso
em 31-03-2010. Adaptado.
3. Alisando a proposta temática do Texto, é correto
afirmar que a principal relação nele estabelecida é
entre:
A) língua portuguesa e capacidade criativa do
trabalhador.
B) norma culta e pré-requisitos exigidos no mundo
empresarial.
C) desempenho linguístico e acessibilidade ao mercado
de trabalho.
D) processos de seleção e modo de falar dos
recrutadores.
E) mercado de trabalho e condições de acesso ao
poder.
4. O Texto informa ao leitor que:
A) há evidências de que o domínio da norma padrão é
relevante, no momento da seleção para uma vaga de
emprego.
B) facilmente se percebe que a fala dos recrutadores
impõe consideração e respeito nos candidatos,
durante as entrevistas.
C) os próprios candidatos a uma vaga de emprego
reconhecem que o fato de não dominarem a norma
culta prejudica sua carreira.
D) embora a expressão oral tenha passado a ser
considerada nos processos de seleção, ela é
irrelevante na avaliação dos candidatos.
E) atualmente, nas empresas, a seleção de candidatos
se pauta mais por seu comportamento na entrevista
do que por seus conhecimentos.
5. “a língua constitui o arame farpado mais poderoso
para bloquear o acesso ao poder.” - Nessa afirmação,
a língua está sendo considerada:
A) um espinho.
B) uma barreira.
C) um dom.
D) uma prisão.
E) um caminho.
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TEXTO 4
A ERA DA INFORMAÇÃO
Cada um dos três séculos passados tem sido
dominado por uma única tecnologia: o século XVIII foi a
era dos grandes sistemas mecânicos acompanhados da
Revolução Industrial; o século XIX foi a era da máquina a
vapor; e o século XX tem sido denominado “a era da
informação”. Associado a isso, temos testemunhado
vários avanços tecnológicos em diversas áreas, dentre as
quais duas têm causado significativo impacto sobre o
modus vivendi das pessoas: Computação e
Telecomunicações.
Nesse cenário de avanços tecnológicos,
deparamo-nos com uma carga de informações cada vez
maior. Como tirar proveito dessas tecnologias que
colocam a nossa disposição um volume cada vez maior
de informações, se o ser humano, assim como as
máquinas, possui limitações?
Uma das limitações do ser humano é a memória,
já que o indivíduo é capaz de memorizar apenas um
número limitado de informações. Além disso, o tempo
disponível que as pessoas possuem é notavelmente cada
vez mais escasso. Isso conduzà necessidade de buscar
formas mais eficientes de coletar e processar apenas as
informações necessárias no nosso cotidiano.
É humanamente impossível digerir a imensa
quantidade de informações colocadas à disposição das
pessoas. À medida que mergulhamos cada vez mais na
era da informação, está se tornando mais e mais
aparente que a sociedade como um todo terá que se
confrontar com um problema genérico da sobrecarga de
informações. Isso vai nos compelir a buscar e usar
técnicas que maximizem o tratamento das informações
recebidas.
Nesse contexto, ganha importância o processo
de customização, que tem a finalidade de proporcionar ao
indivíduo a facilidade de obter uma informação
necessária quando necessário. Em outras palavras,
‘customização’ significa transformar a informação
entrante numa informação que seja adequada às
necessidades de um indivíduo num determinado instante.
Entretanto, apesar dos esforços e resultados já
alcançados em termos de acesso e auxílio na consulta a
informações, mais trabalho ainda necessita ser feito,
objetivando aproximar cada vez mais o computador do
usuário, a fim de prover novos recursos para que o
usuário possa extrair a informação desejada no momento
desejado.
DA SILVA FILHO, Antonio Mendes. Revista Espaço
Acadêmico Ano I, N°02, julho de 2001. Também
disponível no site:
http://www.espacoacademico.com.br/002/02col_mendes.
htm. Adaptado.
6. De acordo com as informações presentes no texto,
o grande problema a ser enfrentado na era da
informação é:
A) A inevitável limitação da memória humana.
B) A distância entre o computador e o usuário.
C) O importante processo de customização.
D) A escassez de tempo para as tarefas on-line.
E) O excesso de informações disponíveis.
7. No último parágrafo do Texto, o autor se mostra:
A) preocupado com os possíveis malefícios da tecnologia
na memória limitada das pessoas.
B) pouco à vontade com as inovações tecnológicas, que
exigem mudanças comportamentais.
C) orgulhoso com as conquistas tecnológicas nas áreas
de Computação e Telecomunicações.
D) esperançoso com a possibilidade futura de maior
aproximação entre o homem e a tecnologia.
E) indiferente ao impacto do rápido avanço tecnológico no
cotidiano dos seres humanos.
TEXTO 5
A VIDA DE CRIANÇA DAS RUAS
Assim que a gente chega aos
países ditos em
desenvolvimento, nos
assustamos com o número
de crianças que encontramos
nas ruas. Em Paris, um
jovem do Senegal achou
estranho o número de
cachorros que ele tinha visto
nas ruas. Procurava
crianças, mas sua procura foi
em vão, pois as crianças
estavam na escola.
Durante o dia, a criança das ruas se perde na
grande massa dos meninos mais pobres que
procuram comida. Ela vai tentar ganhar a sua vida: ela
vai carregar as sacolas das mulheres que vão à feira, ela
vai vender sacos plásticos aos clientes que compram na
feira; ela vai separar coisas do lixo, procurando ferro
velho ou pano, mas nesse trabalho muitas vezes são
perseguidas por adultos que também estão na procura de
sobrevivência. Ela vai lavar carros, guardar veículos em
estacionamento, certamente mendigar. Ela recolherá os
legumes e frutas que não são mais vendíveis na feira. Em
troca a uma ajuda dada a um comerciante da feira, ela
obterá o direito de dormir de noite embaixo de uma banca
de feira.
Já é quase um reconhecimento da sociedade.
Mas somente um bem pequeno número tem acesso a
esse nível.
A criança não tem necessidade somente de pão,
mas, sobretudo de amor. Se ela deixou o lar familiar, foi,
na maioria das vezes, porque ela não encontrava mais
nenhum amor: rejeitada, batida, ela não tinha mais o seu
lugar. E daqui em diante, será uma demanda de amor
incessante: os namorados, às vezes a prostituição, onde
ele também não encontra o amor.
A dureza da vida dessas crianças não deixa
nenhum lugar ao amor. Assim que elas nos encontram, é
muito difícil fazê-las compreender que nós agimos
somente para o interesse delas, pelo amor por elas.
Para ela, expressamos uma linguagem tão nova:
por que ele me dá de comer? O que ele espera de mim?
O amor é um conceito que a criança das ruas procura
inconscientemente, mas que ela não conhece. Assim que
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ela descobrir que agimos por amor e somente por amor,
então, teremos ganhado.
Tudo está em jogo na rua para rapidamente
destruir a criança. Contrariamente a uma política
defendida por certas organizações que estimam que tem
que ajudar as crianças das ruas mas deixá-las na rua, eu
estimo que há perigo de morte em deixar essa criança na
rua: aí, logo ela cai na delinquência, nas drogas, na
prostituição. Resolver esse problema necessita de meios
específicos adaptados caso a caso. Precisa, sobretudo,
de educadores formados e motivados.
(http:www.enfants-des-rues.com/pages/pt/enfants– preambule-
asp. Acessado em 10/05/10. Adaptado).
8. O Texto acima, numa perspectiva global, aborda:
A) os problemas mais comuns encontrados nos países
menos desenvolvidos.
B) as causas da desnutrição de crianças que vivem em
regiões mais pobres.
C) a situação das crianças que vivem sem o amparo de
seus direitos fundamentais.
D) a falta de amor de certas organizações sociais que
cuidam das crianças de rua.
E) os riscos advindos do abandono de animais nas ruas,
como ocorre em Paris.
9. Os argumentos levantados no texto, como um
todo, estão orientados para ressaltar:
A) a procura dos adultos, junto às crianças, pela
sobrevivência.
B) a política das organizações de assistência infantil.
C) a luta das crianças para encontrar assistência.
D) a gravidade do problema social das crianças de
rua.
E) o perigo que correm as crianças de rua em contato
com o lixo.
10. Considerando diferentes pistas para interpretação
global do Texto, podemos reconhecer que se trata de
um texto:
A) de instrução: são indicados procedimentos concretos a
serem tomados frente a um fim específico.
B) literário: concentrado na função de atingir o gosto do
leitor; por isso, uma linguagem simbólica.
C) de caráter expressivo: centrado na exteriorização das
emoções e do estado afetivo do autor.
D) informativo: com o objetivo de narrar a história de
personagens da realidade brasileira.
E) opinativo: centrado em argumentos relevantemente
consistentes e em dados da realidade.
TEXTO 6
NINGUÉM SE DIPLOMA NA TAREFA DE EDUCAR
Vivemos tempos difíceis. As regras e os
conselhos psicológicos parecem não ter mais eficácia.
Pais do mundo todo se sentem perdidos, sem solo para
andar, sem ferramentas para penetrar no mundo dos
seus filhos. De fato, conquistar o planeta psíquico dos
nossos filhos é tão ou mais complexo do que conquistar o
planeta físico. Atuar no aparelho da inteligência é uma
arte que poucos aprendem.
Quero deixar bem claro que os hábitos dos pais
brilhantes revelam que ninguém se diploma na educação
de filhos. Os que dizem “Eu sei” ou “Não preciso da ajuda
de ninguém” já estão derrotados. Para educar,
precisamos aprender sempre e conhecer na plenitude a
palavra paciência. Quem não tem paciência, desiste;
quem não consegue aprender, não encontra caminhos
inteligentes.
Infelizes dos psiquiatras que não conseguem
aprender com seus pacientes. Infelizes dos pais que não
conseguem aprender comseus filhos e corrigir rotas.
Infelizes dos professores que não conseguem aprender
com seus alunos e renovar suas ferramentas. A vida é
uma grande escola que pouco ensina para quem não
sabe ler.
CURY, Augusto. Pais brilhantes. Professores
fascinantes. Ed. Sextante, RJ. p. 53. 2003.
11. Sobre o fragmento:
“Pais do mundo todo se sentem perdidos, sem solo para
andar, sem ferramentas para penetrar no mundo dos
seus filhos.”
É CORRETO afirmar que
A) os pais se sentem fortalecidos na sua missão como
educador.
B) todo pai é consciente dos seus limites e deveres.
C) os pais têm fácil acesso ao mundo dos filhos.
D) “sem solo para andar” significa que os pais seguem
uma rota já estabelecida.
E) problemática entre pais e filhos não se limita a pais
de determinadas regiões.
12. Em uma das alternativas, o texto expressa uma
mensagem que NÃO foi declarada no texto. Assinale-
a.
A) É muito difícil aos pais ingressarem no mundo
psíquico dos filhos.
B) Educar é algo que demanda sempre paciência.
C) A impaciência no educar conduz a um
distanciamento entre pais e filhos.
D) Atualmente, os conselhos ainda são muito valorizados
por todos.
E) Aprender implica partilha e interações.
13. Analisando-se a última frase do texto: “A vida é
uma grande escola que pouco ensina para quem não
sabe ler.” é CORRETO afirmar que
A) a aprendizagem é algo meramente individual.
B) a vida é ingrata para aqueles que não sabem ler.
C) para mudar, as pessoas precisam se adaptar à vida.
D) “uma grande escola” sugere que a vida contém uma
infinidade de ensinamentos.
E) para todos, a vida sempre ensina muito pouco.
TEXTO 7
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JOVENS SEM LIMITES DIANTE DA FAMÍLIA E DA
ESCOLA
São Paulo – Mais da metade dos jovens
paulistanos não reconhece os limites impostos pela
família e pela escola. Embora percebam apoio familiar,
esses adolescentes sentem que há falta de comunicação
em casa e pouco envolvimento dos pais na vida escolar.
Reclamam da falta de oportunidade para o
desenvolvimento de liderança, dizem que são engajados
na escola, mas admitem que dedicam pouco tempo às
tarefas de casa e atividades criativas.
O problema, no entanto, não está centrado
apenas na família. “A sociedade como um todo está
perdida em relação a como educar os jovens. Os valores
estão em conflito. Você prega a não agressão, por
exemplo, mas liga a TV e só vê violência. A bebida tem
um significado cultural muito positivo em nossa
sociedade. Basta ver os comerciais de cerveja, mas não
querem que o jovem beba em excesso”, declara Solange.
Jornal do Commercio. Pesquisa. Recife, 01 de março de
2009. p. 12.
14. Ao utilizar o período“...dizem que são engajados na
escola, mas admitem que dedicam pouco tempo às
tarefas de casa e atividades criativas.”, o autor
A) evidenciou que os jovens se propõem, cada vez
mais, a envidar esforços para desempenhar suas
funções em nível de qualidade.
B) demonstrou que, apesar de existir interatividade
entre os jovens X escola, eles ainda necessitam se
empenhar mais nas tarefas domésticas e exercitar
mais a criatividade em suas atividades.
C) declarou que existe um segmento pouco numeroso
de jovens que se atêm às tarefas escolares e
domésticas, necessitando, também, de um melhor
entrosamento escolar.
D) afirmou que todos os jovens repudiam a escola, não
mantêm bom relacionamento com os colegas,
embora desempenhem em nível satisfatório suas
tarefas domésticas e escolares.
E) expressou sua indignação face a atitude dos jovens
em pouco se dedicarem às tarefas domésticas e
escolares, exigindo deles um melhor engajamento
tanto familiar quanto no âmbito escolar.
TEXTO 8
NÃO À VIOLÊNCIA; SIM À EDUCAÇÃO
Defender a educação significa defender o
nosso futuro e, principalmente, assegurar um futuro mais
promissor às novas gerações. Sabemos que quanto
maior a escolaridade dos pais, maior chance de êxito
escolar dos filhos.
Por outro lado, as estatísticas de homicídios e da
violência no Brasil nos indicam serem os jovens os que
mais morrem. E lamentavelmente também são eles que
mais matam. Como entender a violência senão como a
dificuldade de conviver com o “outro”, com as diferenças,
com os limites que impõem a própria convivência
humana? E quando encontraremos o momento mais
acertado para atuar e tentar reverter esse quadro?
Quantos de nós, de nossas crianças e jovens,
vamos ainda ter que rezar para que o caminho das balas
perdidas, do tráfico, da prostituição, do abuso da infância
e da violência banalizada na sociedade não cruze o
nosso caminho?
Isso possivelmente acontecerá, na medida em que
continuarmos esperando que só o governo possa
resolver os déficits educacionais do País ou conhecer
soluções inteligentes para os nossos problemas sociais.
Quando será que compreenderemos que a
educação integral dos nossos jovens, baseada nos
ideais de Anísio Teixeira, é a principal ferramenta de
transformação de nossa sociedade e que a socialização
é uma das grandes tarefas da escola?
O momento exige a participação da sociedade em
todos os níveis e a articulação de parcerias com o poder
público e com as empresas. Estamos vivendo um
momento em que circula uma forte energia entre os três
setores da vida brasileira e precisamos aproveitar.
Precisamos criar um clima de esperança para fazer
com que todos queiram fazer sua parte, pois sabemos
que é possível movimentar a sociedade para trabalhar
pela educação.
É preciso finalmente compreender que a educação
é um projeto de médio e longo prazo, que traz enormes
resultados para a vida de cada um e do nosso País.
Na educação é onde estão todas as nossas
esperanças de formar o cidadão e a sociedade que
queremos e merecemos. Depende de nós!
(Texto adaptado extraído do Jornal do Commercio. Opinião. 03
de março de 2007; pág. 13.)
15. De acordo com as autoras,
A) deve-se acatar a violência e rejeitar a educação.
B) a violência deve ser acatada por todos, e a educação,
somente pelo governo.
C) somente ao governo cabe resolver a extinção da
violência.
D) a violência cessará, quando a educação for meta de
todos – sociedade e governo.
E) a sociedade tem como meta eliminar a violência, sem
pedir ajuda ao governo.
16. O texto nos relata que
A) segundo as estatísticas, não ocorre morte entre os
jovens.
B) os jovens não matam, mas são mortos.
C) a violência está bem próxima dos jovens, pois eles
tanto matam como morrem.
D) a educação é meta a ser atingida em tempo mínimo.
E) a socialização é tarefa da escola, enquanto a
educação é de Anísio Teixeira.
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TEXTO 9
CAMINHOS PEDAGÓGICOS DA INCLUSÃO
O princípio democrático da educação para todos
só se evidencia nos sistemas educacionais que se
especializam em todos os alunos, não apenas em alguns
deles, os alunos com deficiência. A inclusão, como
consequência de um ensino de qualidade para todos os
alunos, provoca e exige da escola brasileira novos
posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino
se modernize e para que os professores aperfeiçoemas
suas práticas. É uma inovação que implica num esforço
de atualização e reestruturação das condições atuais da
maioria de nossas escolas de nível básico.
O motivo que sustenta a luta pela inclusão como
uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é,
sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e
privadas, de modo que se tornem aptas para responder
às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo
com suas especificidades, sem cair nas teias da
educação especial e suas modalidades de exclusão.
O sucesso da inclusão de alunos com deficiência
na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de
se conseguir progressos significativos desses alunos na
escolaridade, por meio da adequação das práticas
pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se
consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular
assume que as dificuldades de alguns alunos não são
apenas deles, mas resultam em grande parte do modo
como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida
e avaliada. Pois não apenas as deficientes são excluídas,
mas também as que são pobres, as que não vão às aulas
porque trabalham, as que pertencem a grupos
discriminados, as que de tanto repetir desistiram de
estudar.
Toda criança precisa da escola para aprender e
não para marcar passo ou ser segregada em classes
especiais e atendimentos à parte. A trajetória escolar não
é um rio perigoso e ameaçador, em cujas águas os
alunos podem afundar. Mas há sistemas organizacionais
de ensino que tornam esse percurso muito difícil de ser
vencido, uma verdadeira competição entre a correnteza
do rio e a força dos que querem se manter no seu curso
principal. (...)
Priorizar a qualidade do ensino regular é um
desafio que precisa ser assumido por todos. É uma tarefa
inadiável, pois a educação básica é um dos fatores do
desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma
tarefa possível de ser realizada, mas é impossível efetivar
uma nova política educacional de qualidade e inclusiva,
por meio de modelos tradicionais de organização do
sistema escolar.
MANTOAN, Maria Teresa E. Caminhos pedagógicos da inclusão.
[online]. Disponível em: http: www.educacaoonline.pro.br/art.
Acesso em 03/01/ 07.Texto adaptado.
17. A respeito da “inclusão”, o texto defende que:
1) Ela é uma justificativa para que o ensino, no Brasil,
permaneça já inalterado, uma vez que já alcançamos
uma prática de sucesso nessa área.
2) Ela deve ser entendida como o resultado de um ensino
de qualidade para todos os alunos, e, por isso, requer da
escola brasileira uma nova postura.
3) Ela configura-se como um princípio democrático que
pode ser evidenciado em sistemas educacionais
especializados que se restringem a alunos com
deficiência.
Est(á)ão correta(s):
a) 1 e 3
b) 2 e 3
c) 3 Apenas
d) 2 Apenas
e) 1, 2 e3
Toda criança precisa da escola para aprender, e não
para marcar passo ou ser segregada em classes
especiais e atendimento à parte.
18. Nesse trecho, podemos perceber uma critica
explicita dirigida principalmente ao modelo
tradicional da chamada “escola especial”. O que a
autora critica é o fato de esse modelo:
a) Desconsiderar os anseios dos seus professores.
b) Não investir na capacitação do seu corpo docente.
c) Segregar as crianças consideradas especiais.
d) Exigir demais das crianças especiais.
e) Promover a inclusão de crianças especiais.
TEXTO 10
A exploração dos recursos naturais da Terra
permite à humanidade atingir patamares de conforto cada
vez maiores. Diante da abundância de riquezas
proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou dela
como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi
reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos
naturais de que o homem depende para manter seu
padrão de vida pode desaparecer num prazo
relativamente curto, e que é urgente evitar o desperdício.
Um relatório publicado recentemente dá a dimensão de
como a exploração desses recursos saiu do controle e
das consequências que isso pode ter no futuro. O estudo
mostra que o atual padrão de consumo de recursos
naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade
do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não dá
mais conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela.
A exploração abusiva do planeta já tem
consequências visíveis. A cada ano, desaparece uma
área equivalente a duas vezes o território da Holanda.
Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto,
agrotóxicos e lixo industrial. A degradação e a pesca
predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta de peixes
utilizados para a alimentação. As emissões de CO2
cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas,
provocando o aumento da temperatura do globo.
Evitar uma catástrofe planetária é possível. O
grande desafio é conciliar o desenvolvimento dos países
com a preservação dos recursos naturais. Para isso,
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segundo os especialistas, são necessárias soluções
tecnológicas e políticas. O engenheiro agrônomo
uruguaio Juan Izquierdo, do Programa das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que se
concedam incentivos e subsídios a agricultores que
produzam de forma sustentável. "Hoje a produtividade de
uma lavoura é calculada com base nos quilos de
alimentos produzidos por hectare. No futuro, deverá ser
baseada na capacidade de economizar recursos
escassos, como a água", diz ele. Como mostra o
relatório, é preciso evitar a todo custo que se usem mais
recursos do que a natureza é capaz de repor.
(Adaptado de Roberta de Abreu Lima e Vanessa
Vieira. Veja, 5 de novembro de 2008, pp. 96-99)
19. A afirmativa correta, condizente com o assunto do
texto, é:
(A) O colapso atual no fornecimento dos recursos
naturais indispensáveis para o conforto da humanidade já
colocou em risco a qualidade de vida no planeta.
(B) A produção de alimentos em todo o mundo está
diminuindo, com a falta de interesse de governos no
sentido de oferecer incentivos aos agricultores.
(C) O acesso irrestrito aos recursos naturais é a garantia
de manutenção de um patamar de conforto que possa
favorecer as condições de vida no planeta.
(D) O desenvolvimento dos países só será mantido se
houver condições favoráveis para a plena exploração dos
recursos naturais de que eles dispõem.
(E) O ritmo atual de consumo dos recursos naturais já
supera a capacidade do planeta em se refazer, o que
constitui séria ameaça para o futuro da humanidade.
20. No 2o parágrafo,
(A) cria-se a possibilidade de catástrofes ambientais,
caso não sejam tomadas medidas eficazes de controle da
devastação ambiental.
(B) desenha-se um panorama de destruição do meio
ambiente, resultado da ação inconsequente do homem.
(C) expõem-se as metas a serem consideradas na
conscientização da necessidade de preservação
ambiental.
(D) discutem-se as causas que deram origem a inúmeras
catástrofes ambientais, devido à presença humana.
(E) especula-se sobre um previsível cenário de
devastação, em razão do desrespeito a que está sujeita a
natureza.
Gabarito
01. A 02. C 03. C 04. A 05. B
06. E 07. D 08. C 09. D 10. E
11. E 12. D 13. D 14. B 15. D
16. C 17. D 18. C 19. E 20.B