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Português Prof. Vanessa Alves 
ESPAÇO HEBER VIEIRA 
Rua Corredor do Bispo, 85, Boa Vista, Recife/PE Página 1 
F.: 3314-4071 – www.espacohebervieira.com.br 
Todos os direitos reservados © Copyright. Proibida a reprodução total ou parcial desta obra. 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
Na língua portuguesa, a sílaba tônica pode aparecer 
em três diferentes posições; consequentemente, as 
palavras podem receber três classificações: 
 
a) OXÍTONAS – são aquelas cuja sílaba tônica é a 
última: você, café, jiló, alguém, ninguém, ruim, 
carcará, vatapá, anzol, condor. 
 
b) PAROXÍTONAS – são aquelas cuja sílaba tônica 
é a penúltima: gente, planeta, homem, alto, âmbar, 
éter, dólar, pedra, caminho, amável, táxi, hífen, 
álbum, vírus, tórax. 
 
c) PROPAROXÍTONAS – são aquelas cuja sílaba 
tônica é a antepenúltima: lágrima, trânsito, xícara, 
úmido, Alcântara, mágico, lâmpada, ótimo, médico, 
fanático. 
 
OS ACENTOS 
 
A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos 
sinais escritos sobre algumas letras para representar o 
que foi estipulado pelas regras de acentuação. Esses 
sinais, que fazem parte dos diacríticos – além dos 
acentos, o trema, o til, o apóstrofo e o hífen – são: 
 
a) O ACENTO AGUDO ( ´ ) – colocado sobre as 
letras a, i, u e sobre o e do grupo –em, indica que 
essas letras representam as vogais tônicas da palavra: 
carcará, caí, súbito, armazém. Sobre as letras e e o, 
indica, além de tonicidade, timbre aberto: lépido, céu, 
léxico. 
 
b) O ACENTO CIRCUNFLEXO ( ^ ) – colocado 
sobre as letras a, e e o, indica, além de tonicidade, 
timbre fechado: lâmpada, pêssego, supôs, Atlântico. 
 
c) O TIL ( ~ ) – indica que as letras a e o 
representam vogais nasais: alemã, órgão, portão, 
expõe, corações, ímã; 
 
d) O ACENTO GRAVE ( ` ) – indica ocorrência da 
fusão da preposição a com os artigos a e as, com os 
pronomes demonstrativos a e as e com a letra a inicial 
dos pronomes aquele, aquela, aqueles, aquelas, 
aquilo: à, às, àquele, àquilo. 
 
AS REGRAS BÁSICAS 
 
 Como vimos, as regras de acentuação 
gráficas procuram reservar os acentos para as 
palavras que se enquadram nos padrões prosódicos 
menos comuns da língua portuguesa. 
Disso, resultam as seguintes regras básicas: 
 
a) PROPAROXÍTONAS – são todas acentuadas. É o 
caso de: lâmpada, Atlântico, Júpiter, ótimo, flácido, 
relâmpago, trôpego, lúcido, víssemos. 
 
b) PAROXÍTONAS – são as palavras mais 
numerosas da língua e justamente por isso as que 
recebem menos acentos. São acentuadas as que 
terminam em: 
 i, is: táxi, beribéri, lápis, grátis; 
 us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum 
(arma de fogo), álbuns, parabéluns; 
 I, n, r, x, ps: incrível, útil, próton, elétron, éter, 
mártir, tórax, ônix, bíceps, fórceps; 
 ã, ãs, ão, ãos: ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, 
órgão, órfãos, sótãos; 
 ditongo oral, crescente ou decrescente, 
seguido ou de s: água, árduo, pônei, vôlei, cáries, 
mágoas, pôneis, jóqueis. 
 
c) OXÍTONAS – são acentuadas as que terminam 
em: 
 a, as: Pará, vatapá, estás, irás; 
 e, es: você, café, urupês, jacarés; 
 o, os: jiló, avô, retrós, supôs; 
 em, ens: alguém, vintém, armazéns, parabéns. 
 
Verifique que essas regras criam um sistema de 
oposição entre as terminações das oxítonas e as das 
paroxítonas. Compare as palavras dos pares 
seguintes e note que os acentos das paroxítonas e os 
das oxítonas são mutuamente excludentes: 
 
 portas (paroxítona, sem acento) e atrás (oxítona, 
com acento); 
 pele (paroxítona, sem acento) e café (oxítona, 
com acento); 
 corpo (paroxítona, sem acento) e maiô (oxítona, 
com acento) 
 garantem (paroxítona, sem acento) e alguém 
(oxítona, com acento); 
 hifens (paroxítona, sem acento) e vinténs 
(oxítona, com acento); 
 táxi (paroxítona, com acento) e aqui (oxítona, 
sem acento) 
 
d) MONOSSÍLABOS TÔNICOS – são acentuados 
os terminados em: 
 a, as: pá, vá, gás, Brás; 
 e, es: pé, fé, mês, três; 
 o, os: só, xô, nós, pôs. 
 
AS REGRAS ESPECIAIS 
 
Além dessas regras que você acabou de estudar e 
que se baseiam na posição da sílaba tônica e na 
terminação, há outras, que levam em conta aspectos 
específicos da sonoridade das palavras. Essas regras 
são aplicadas nos seguintes casos: 
 
A) HIATOS 
 
Quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos, 
acompanhados ou não de s, haverá acento: saída, 
proíbo, faísca, caíste, saúva, viúva, balaústre, 
carnaúba, país, aí, baú, Jaú. 
 
Cuidado: se o i for seguido de nh, não haverá acento. 
É o caso de: rainha, moinho, tainha, campainha. 
Também não haverá acento se a vogal i ou a vogal u 
 
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se repetirem, o que ocorre em poucas palavras: 
vadiice, mandriice, xiita... 
Convém lembrar que, quando a vogal i ou a vogal u 
forem acompanhadas de outra letra que não seja s, 
não haverá acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, 
contribuiu, contribuinte. 
 
B) DITONGOS ORAIS 
 
Ocorre acento na vogal tônica dos ditongos ei, oi, eu, 
desde que sejam abertos, como em anéis, aluguéis, 
coronéis, céu, chapéu, réu, véu, troféu. 
 
Obs: É lícito salientar que o novo acordo ortográfico 
retirou das paroxítonas que apresentem os ditongos ei 
e oi o acento. Assim sendo, palavras como ideia, 
assembleia, joia e paranoia devem ser grafadas sem a 
presença do agudo. 
 
Cuidado: não haverá acento se o ditongo for aberto, 
mas não tônico: chapeuzinho, heroizinho, aneizinhos, 
pasteizinhos, ideiazinha. Você notou que, em todas 
essas palavras, a sílaba tônica é zi. Se o ditongo 
apresentar timbre fechado, também não haverá 
acento, como em azeite, manteiga, eu, judeu, hebreu, 
apoio, arroio, comboio. 
 
C) FORMAS VERBAIS SEGUIDAS DE PRONOMES 
OBLÍQUOS 
 
Para acentuar as formas verbais associadas a 
pronomes oblíquos, leva-se em conta apenas o verbo, 
desprezando o pronome. Considere a forma verbal do 
jeito que você a pronuncia e aplique a regra de 
acentuação correspondente. 
 
Em cortá-lo, considere cortá, oxítona terminada em a 
e, portanto, acentuada. Em incluí-lo, considere incluí, 
em que ocorre hiato. Já em produzi-lo, não há 
acento, porque produzi é oxítona terminada em i. 
 
ACENTOS NAS FORMAS VERBAIS 
 
Existem algumas palavras que recebem acento 
excepcional, para que sejam diferenciadas, na escrita, 
de suas homônimas. São casos muito particulares e, 
por isso mesmo, pouco numerosos. Convém iniciar a 
relação lembrando o acento que diferencia a terceira 
pessoa do singular da terceira pessoa do plural do 
presente do indicativo dos verbos ter e vir: 
 
Ele tem – eles têm 
Ele vem – eles vêm 
 
Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar 
que há acento agudo na terceira pessoa do singular e 
circunflexo na terceira do plural do presente do 
indicativo: 
Ele detém – eles detêm 
Ele mantém – eles mantêm TER 
Ele obtém – eles obtêm 
 
Ele intervém – eles intervêm 
Ele provém – eles provêm VIR 
Ele convém – eles convêm 
 
 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. O acento gráfico desempenha a mesma função 
em: 
a) carnaúba e história. 
b) petróleo e paciência. 
c) jacarandá e lápis. 
d) glória e está. 
e) mausoléu e líquido. 
 
2. Assinale o comentário que informa correta 
mente as normas de acentuação gráfica. 
a) Todas as paroxítonas terminadas por “em” são 
acentuadas – assim se justifica o acento do 
vocábulo “ninguém”. 
b) Os vocábulos “barbárie” e “presídios” são 
paroxítonas terminadas em vogais, por isso são 
acentuados. 
c) Justifica-se o acento da palavra “Pacífico” com a 
mesma convenção que orienta o acentode 
“barbárie”. 
d) As palavras oxítonas terminadas por “em” devem 
ser acentuadas, assim ocorre com o vocábulo 
“também”. 
e) A norma culta escrita recomenda acento em 
palavras paroxítonas terminadas em “o”, seguida 
ou não de “s”, daí o acento de “períodos”. 
 
3. A função habitual do acento é marcar a sílaba 
tônica. Entretanto, ele pode também, ser usado 
para marcar a concordância do verbo com o 
sujeito. Assinale a alternativa em que tal fato 
ocorre: 
a) “Por um lado dizíamos que nosso reino não era 
deste mundo”. 
b) As coisas vêm de Sodoma e Gomorra. 
c) “Tratávamos de convencer os pobres de que era 
necessário contentarem-se”. 
d) “...as reformas por que a nossa igreja está 
passando...”. 
e) “Dia virá em que me mandarão cantar noutra 
freguesia...”. 
 
4. Sobre a acentuação das palavras paroxítonas, 
assinale a alternativa incorreta. 
a) rubrica – recorde – batavo – item 
b) fóssil – hímen – próton – projéteis 
c) caráter – ônix – bíceps – álbum 
d) vírus – biquini – jóquei – ambar 
e) águia – barbárie – adágio – tênue 
 
 
5. Assinale a alternativa em que os dois 
vocábulos obedecem à mesma regra de 
acentuação gráfica do vocábulo várzea. 
a) Incluído – sandália 
b) Límpido – vôo 
c) Cândido – armário 
d) Exímio – vírus 
e) Supérfluo – incêndio. 
 
 
 
 
 
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6. Sobre ACENTUAÇÃO, observe os termos 
sublinhados dos itens abaixo. 
 
I. “O demônio é mais diabólico, quando é 
respeitável." - Robert Browning 
II. "Em ciência, não existe um erro tão grosseiro que, 
amanhã ou depois, sob alguma perspectiva, não 
pareça profético." - J. Rostand 
III. "Ninguém pode chegar ao topo armado apenas de 
talento. Deus dá o talento; o trabalho transforma o 
talento em gênio." - Ana Pavlova 
 
Assinale a alternativa que contém uma afirmação 
CORRETA. 
a) No item I, os termos sublinhados são, classificados, 
respectivamente, como paroxítona e proparoxítona. 
b) No item II, o termo “profético” é acentuado por ser 
paroxítona terminada em ditongo. 
c) No item III, o primeiro termo sublinhado é acentuado 
por ser palavra oxítona terminada em “em”. 
d) No item III, o verbo “dá” é acentuado por ser 
monossílabo átono. 
e) Tanto o termo “ciência” (item II) quanto “gênio” (item 
III) são acentuados por serem paroxítonas 
terminadas em hiato. 
 
7. Assinale a alternativa que apresenta a 
justificativa correta sobre a acentuação das 
palavras herói, consciência, país e pé, 
respectivamente. 
a) Ditongo aberto, proparoxítona, monossílabo tônico, 
paroxítona terminada em ditongo crescente. 
b) Proparoxítona, paroxítona terminada em ditongo 
crescente, ditongo aberto, oxítona terminada em E. 
c) Ditongo aberto, paroxítona terminada em ditongo 
crescente, proparoxítona, monossílabo tônico. 
d) Ditongo aberto, paroxítona terminada em ditongo 
crescente, hiato, monossílabo tônico. 
e) Monossílabo tônico, paroxítona terminada em 
ditongo crescente, ditongo aberto, hiato. 
 
8. Analise as proposições abaixo. 
I. “O Brasil, com sua tênue ossatura...” – acentua-se o 
termo sublinhado, por se tratar de paroxítona 
terminada em ditongo crescente. 
II. “...me faz pensar num arranha-céu minado...” – 
acentua-se o termo sublinhado por se tratar de 
ditongo aberto. 
III. “...cada vez mais por invisíveis cupins.” – a 
tonicidade da palavra sublinhada recai na 
antepenúltima sílaba. 
IV. “...sobre a superfície do continente...” e “...de 
lanças, para a dança da vitória” – ambas as 
palavras sublinhadas são paroxítonas terminadas 
em ditongo decrescente. 
 
Está(ão) correta(s) 
a) todas. 
b) apenas I. 
c) apenas I e II. 
d) apenas II e III. 
e) apenas III e IV. 
 
 
 
9. Assinale a alternativa em que as sílabas 
tônicas das palavras nela contidas recaem na 
penúltima sílaba. 
a) Impossível, êxito, difíceis. 
b) Através, técnicas, única. 
c) Experiências, memória, analíticas. 
d) Difíceis, memória, impossível. 
e) Impossível, através, memória. 
 
10. Assinale a opção em que se ERRA quanto à 
explicação do uso do acento gráfico nas palavras 
destacadas: 
a) porém – também: Os vocábulos terminados em -
EM recebem acento agudo, que os marca como 
oxítonos. 
b) chapéu – idéia: O acento recai sobre a primeira 
vogal do hiato para indicar a sílaba tônica. 
c) três - chá – só: Os monossílabos tônicos 
terminados em A, E, O são acentuados. Leva-se 
em conta nesta regra a tonicidade dos 
monossílabos na frase. 
d) título – hábitos: Acentuam-se em português as 
palavras proparoxítonas. 
e) Renânia – dicionários: As palavras paroxítonas 
terminadas em ditongo crescente são acentuadas. 
 
11. Sobre ACENTUAÇÃO, analise os termos 
sublinhados dos trechos abaixo. 
 
“O problema, no entanto, não está centrado na 
família. ‘A sociedade como um todo está perdida em 
relação a como educar os jovens. (...) e só vê 
violência.” 
 
Sobre eles, é CORRETO afirmar. 
A) Todos esses termos apresentam a mesma 
justificativa em relação aos acentos neles contidos. 
B) O segundo e o último termos são acentuados por 
serem paroxítonas terminadas em ditongo 
crescente. 
C) Os acentos contidos nos termos está, só e vê se 
justificam por serem monossílabos tônicos. 
D) Apenas o termo só é classificado como 
monossílabo tônico. 
E) Somente o termo família é acentuado por ser 
paroxítona terminada em ditongo crescente. 
 
12. Sobre o trecho abaixo: 
“Se essa imagem não era possível há alguns anos, 
hoje faz parte da realidade de grande parte das tribos 
indígenas.” 
 
é CORRETO afirmar que 
A) os termos possível e indígenas são acentuados 
porque, em ambos, a sílaba tônica recai na 
antepenúltima sílaba. 
B) o verbo haver (há), neste contexto, é classificado 
como impessoal, significando tempo passado. 
C) o verbo fazer (faz), neste contexto, concorda com o 
seu sujeito, da realidade de grande parte das tribos 
indígenas. 
D) estaria correta também a construção: Se essa 
imagem não era possível hão alguns anos. Neste 
contexto, o verbo em destaque estaria 
concordando com o seu sujeito alguns anos. 
 
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E) o conectivo Se que inicia o trecho exprime uma 
ideia de temporalidade. 
 
13. Sobre o trecho abaixo: 
“O site Índios On Line é uma forma de fazer com que 
o próprio índio seja o seu historiador, antropólogo, 
fotógrafo e seu próprio jornalista”, afirma Jaborandy 
Yandê, índio tupinambá de Olivença e um dos 
coordenadores do projeto.” 
 
é CORRETO afirmar que 
A) nos termos antropólogo e fotógrafo, a sílaba tônica 
recai na penúltima sílaba. 
B) o acento do termo tupinambá se justifica, porque a 
sílaba tônica recai na penúltima sílaba. 
C) os termos índio e próprio são acentuados e 
obedecem a uma mesma regra gramatical. 
D) o termo próprio é acentuado por ser uma 
paroxítona terminada em hiato. 
E) no termo Yandê, o acento se justifica pelo fato de a 
sílaba tônica recair na penúltima sílaba. 
 
14. Observe os termos acentuados em destaque 
dos trechos abaixo: 
I. “...ninguém é chique por decreto.” 
II. “Elegância é uma delas.” 
III. “É lembrar o aniversário...” 
IV. “...em hipótese alguma...” 
V. “...você tem, antes de tudo...” 
 
Agora, responda 
A) se todos foram acentuados pela mesma razão. 
B) se somente o II e o III foram acentuados pela 
mesma razão. 
C) se somenteo I e o IV foram acentuados pela 
mesma razão. 
D) se somente o V foi acentuado por ser paroxítono. 
E) se somente o I foi acentuado por ser oxítono. 
 
15. Em uma das alternativas, a tonicidade dos 
termos sublinhados recai na penúltima sílaba. 
Assinale-a. 
A) .se a tarefa tiver que ser desempenhada num 
condomínio.” 
Figura polêmica em muitas casos ...” 
B) “...deve ter, pelo menos, duas características ...” 
“...o responsável por administrar as finanças do 
prédio...” 
C) “E um bom síndico, claro.“...no principal drama dos 
condomínios atuais...” 
D) “...e um regimento interno bem feitos, detalhados 
são indispensáveis.” 
“...não bastam paciência e bom senso.” 
E) “...principal drama dos condomínios atuais: a 
inadimplência.” 
“E um bom síndico, claro.” 
 
Gabarito 
01. B 02. D 03. B 04. D 05. E 
06. C 07. D 08. C 09. D 10. B 
11. B 12. B 13. C 14. B 15.D 
 
 
 
 
MORFOLOGIA I: ESTRUTURA E 
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos 
que formam a palavra, denominados de morfemas. São 
os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa. 
 
RADICAL: O que contém o sentido básico do vocábulo. 
Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for 
modificada. Ex. falar, comer, dormir, casa, carro. 
 
Obs: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, 
retirando-se a terminação AR, ER ou IR. 
 
VOGAL TEMÁTICA: 
Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à 
terminação verbal. Elas indicam a que conjugação o 
verbo pertence: 
• 1ª conjugação = Verbos terminados em AR. 
• 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. 
• 3ª conjugação = Verbos terminados em IR. 
 
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que 
proveio do antigo verbo poer. 
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e 
U, no final da palavra, evitando que ela termine em 
consoante. Por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, 
couro, urubu. 
 
TEMA: É a junção do radical com a vogal temática. Se 
não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o 
mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical 
for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de 
verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal 
temática - estuda, come, parti; em se tratando de 
substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. 
Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é 
o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na 
palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - 
leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu 
também, mas agora, porque o radical é terminado pela 
vogal temática. 
 
DESINÊNCIAS:É a terminação das palavras, flexionadas 
ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de 
modificá-las. Modificamos os verbos, conjugando-os; 
modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e 
número. 
 
Existem dois tipos de desinências: 
 
DESINÊNCIAS VERBAIS 
 
MODO-TEMPORAIS = indicam o tempo e o modo. São 
quatro as desinências modo-temporais: 
 
-VA- e -IA-, para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = 
estudava, vendia, partia. 
 
-RA-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = 
estudara, vendera, partira. 
 
-RIA-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo = 
estudaria, venderia, partiria. 
 
-SSE-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = 
estudasse, vendesse, partisse. 
 
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NÚMERO-PESSOAIS = indicam a pessoa e o número. 
São três os grupos das desinências número pessoais. 
 
-GRUPO I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito 
Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele 
cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram. 
 
-GRUPO II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo 
Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu 
cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós 
cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu 
puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles 
puserem. 
 
-GRUPO III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros 
tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós 
cantamos, vós cantais, eles cantam. 
 
DESINÊNCIAS NOMINAIS 
 
-DE GÊNERO = indica o gênero da palavra. A palavra 
terá desinência nominal de gênero, quando houver a 
oposição masculino - feminino. 
Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal a será 
desinência nominal de gênero sempre que indicar o 
feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não 
seja terminado em o. Por exemplo: crua, ela, traidora. 
 
-DE NÚMERO = indica o plural da palavra. É a letra s, 
somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo: 
cadeiras, pedras, águas. 
 
AFIXOS: São elementos que se juntam a radicais para 
formar novas palavras. São eles: 
 
PREFIXO: É o afixo que aparece antes do radical. Por 
exemplo: destampar, incapaz, amoral. 
 
SUFIXO: É o afixo que aparece depois do radical, do 
tema ou do infinitivo. Por exemplo: pensamento, 
acusação, felizmente. 
 
VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO: São vogais e 
consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar 
mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por 
exemplo: flores, bambuzal, gasômetro, canais. 
 
Para analisar a formação de uma palavra, deve-se 
procurar a origem dela. Caso seja formada por apenas 
um radical, diremos que foi formada por derivação; por 
dois ou mais radicais, composição. 
 
TIPOS DE DERIVAÇÃO 
 
DERIVAÇÃO PREFIXAL: Acréscimo de um prefixo à 
palavra primitiva; também chamado de prefixação. Por 
exemplo: antepasto, reescrever, infeliz. 
 
DERIVAÇÃO SUFIXAL: Acréscimo de um sufixo à 
palavra primitiva; também chamado de sufixação. Por 
exemplo: felizmente, igualdade, florescer. 
 
DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL: Acréscimo de um 
prefixo e de um sufixo, em tempos diferentes; também 
chamado de prefixação e sufixação. Por exemplo: 
infelizmente, desigualdade, reflorescer. 
 
DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA: Acréscimo de um 
prefixo e de um sufixo, simultaneamente; também 
chamado de parassíntese. Por exemplo: envernizar, 
enrijecer, anoitecer. 
 
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a diferença 
entre Derivação Prefixal e Sufixal e Derivação 
Parassintética é a seguinte: retira-se o prefixo; se a 
palavra que sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso 
contrário, retira-se, agora, o sufixo; se a palavra que 
sobrou existir, será Der. Pref. e Suf.; caso contrário, será 
Der. Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de 
envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, retire o 
sufixo: também não existe a palavra enverniz. Portanto, a 
palavra foi formada por Parassíntese. 
 
DERIVAÇÃO REGRESSIVA: É a retirada da parte final 
da palavra primitiva, obtendo, por essa redução, a palavra 
derivada. Por exemplo: do verbo debater, retira-se a 
desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo 
debate. 
 
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA: É a formação de uma nova 
palavra pela mudança de classe gramatical. Por exemplo: 
a palavra gelo é um substantivo, mas pode ser 
transformada em um adjetivo: camisa gelo. 
 
TIPOS DE COMPOSIÇÃO 
 
COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO: Na união, os 
radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura. 
Por exemplo: ao se unirem os radicais ponta e pé, 
obtém-se a palavra pontapé. O mesmo ocorre com 
mandachuva, passatempo, guarda-pó. 
 
COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO: Na união, pelo 
menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura. 
Por exemplo: ao se unirem os radicais água e ardente, 
obtém-se a palavra aguardente, com o desaparecimento 
do a. O mesmo acontece com embora (em boa hora), 
planalto (plano alto). 
 
HIBRIDISMO: É a formação de novas palavras a partir da 
união de radicais de idiomasdiferentes. Por exemplo: 
automóvel, sociologia, sambódromo, burocracia. 
 
ONOMATOPEIA: Consiste em criar palavras, tentando 
imitar sons da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri, 
tique-taque, pingue-pongue. 
 
ABREVIAÇÃO VOCABULAR: Consiste na eliminação de 
um segmento da palavra, a fim de se obter uma forma 
mais curta. Por exemplo: de extraordinário forma-se 
extra; de telefone, fone; de fotografia, foto; de 
cinematografia, cinema ou cine. 
 
SIGLAS: As siglas são formadas pela combinação das 
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui 
um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial 
e Urbano). 
 
NEOLOGISMO SEMÂNTICO: Forma-se uma palavra por 
neologismo semântico, quando se dá um novo 
significado, somado ao que já existe. Por exemplo, a 
palavra legal significa dentro da lei; a esse significado 
somamos outro: pessoa boa, pessoa legal. 
 
 
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EMPRÉSTIMO LINGUÍSTICO: É o aportuguesamento de 
palavras estrangeiras; se a grafia da palavra não se 
modifica, ela deve ser escrita entre aspas. Por exemplo: 
estresse, estande, futebol, bife, "show", xampu, 
"shopping center". 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1- Os elementos mórficos sublinhados estão 
corretamente classificados nos parênteses, exceto 
em: 
a) aluna (desinência de gênero); 
b) estudássemos (desinência modo-temporal); 
c) reanimava (desinência número-pessoal); 
d) deslealdade (sufixo); 
e) agitar (vogal temática). 
 
2- Tendo em vista o processo de formação de 
palavras, não é exemplo de hibridismo: 
a) automóvel; 
b) sociologia; 
c) alcoômetro; 
d) burocracia; 
e) biblioteca. 
 
3. O processo de formação da palavra sublinhada 
está incorretamente indicado nos parênteses em: 
a) Só não foi necessário o ataque porque a vitória estava 
garantida. (derivação parassintética); 
b) O castigo veio tão logo se receberam as notícias. 
(derivação regressiva); 
c) Foram muito infelizes as observações feitas durante o 
comício. (derivação prefixal); 
d) Diziam que o vendedor seria capaz de fugir. 
(derivação sufixal); 
e) O homem ficou boquiaberto com as nossas 
respostas. (composição por aglutinação). 
 
4- Tendo em vista o processo de formação de palavra, 
todos os vocábulos abaixo são parassintéticos, 
exceto: 
a) entardecer; 
b) despedaçar; 
c) emudecer; 
d) esfarelar; 
e) negociar. 
 
5- A afirmativa a respeito do processo de formação de 
palavras não está correta em: 
a) Choro e castigo originaram-se de chorar e castigar, 
através de derivação regressiva; 
b) Esvoaçar é formada por derivação sufixal; 
c) O amanhã não pode ver ninguém bem, a palavra 
sublinhada surgiu por derivação imprópria; 
d) Petróleo e hidrelétrico são formadas através de 
composição por aglutinação; 
e) Pólio, extra e moto são obtidas por redução. 
 
6. O processo de formação das palavras grifadas não 
está corretamente indicado em: 
a) As grandes decisões saem do Planalto. (composição 
por justaposição); 
b) Sinto saudades do meu bisavô. (derivação prefixal); 
c) A pesca da baleia deveria ser proibida. (derivação 
regressiva); 
d) Procuremos regularmente o dentista. (derivação 
sufixal); 
e) As dificuldades de hoje tornam o homem desalmado. 
(derivação parassintética). 
 
7. O processo de formação de palavras está indicado 
corretamente em: 
a) Barbeado: derivação prefixal e sufixal; 
b) Desconexo: derivação prefixal; 
c) Enrijecer: derivação sufixal; 
d) Passatempo: composição por aglutinação; 
e) Pernilongo: composição por justaposição. 
 
8. Em que alternativa a palavra grifada resulta em 
derivação imprópria? 
a) "De repente, do riso fez-se o pranto / Silencioso e 
branco como a bruma / E das bocas fez-se a espuma / E 
das mãos espalmadas fez-se o espanto." (Vinícius de 
Moraes); 
b) "Agora, o cheiro áspero das flores / leva-me os olhos 
por dentro de suas pétalas."(Cecília Meireles); 
c) "Um gosto de amora / Comida com sal. A vida / 
Chamava-se "Agora"." (Guilherme de Almeida); 
d) "A saudade abraçou-me, tão sincera, / soluçando no 
adeus de nunca mais. / A ambição de olhar verde, junto 
ao cais, / me disse: vai que eu fico à tua espera." 
(Cassiano Ricardo). 
 
9. Com relação ao seguinte poema, é CORRETO 
afirmar que: 
Neologismo 
"Beijo pouco, falo menos ainda. / Mas invento palavras / 
Que traduzem a ternura mais funda / E mais cotidiana. / 
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. / Intransitivo: / 
Teadoro, Teodora." 
(Manuel Bandeira) 
 
a) o verbo "teadorar" e o substantivo próprio "Teodora" 
são palavras cognatas, pois possuem o mesmo radical; 
b) as classes das palavras que compõem a estrutura do 
vocábulo "teadorar" são pronome e verbo; 
c) o verbo "teadorar", por se tratar de um neologismo, não 
possui morfemas; 
d) a vogal temática dos verbos "beijo", "falo", "invento" e 
"teadoro" é a mesma, ou seja, "o". 
 
10. “[...] necessita, ainda, de formas de efetivação do 
direito fundamental à água, o que envolve [...] a 
segurança de que, em situações de escassez, o uso 
prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a 
dessedentação de animais.” 
 
O valor semântico do prefixo presente no termo 
sublinhado ajuda o leitor a inferir que ele significa o 
ato de: 
A) cessar de prover habitação. 
B) deixar de aprisionar. 
C) saciar a sede. 
D) realizar desinfecção. 
E) não dissecar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito 
1. C 2. E 3. A 4. E 5. B 
6. A 7. B 8. D 9. B 10. C 
 
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MORFOLOGIA II: ESTUDO DAS 
CLASSES GRAMATICAIS 
 
CLASSES VARIÁVEIS 
 
O SUBSTANTIVO (FLEXÃO DE GÊNERO) 
 
Dependendo da forma que assumem, os substantivos 
podem ser classificados em biformes ou uniformes. 
 
Substantivos Biformes - são aqueles que apresentam 
uma forma para o masculino e outra para o feminino: 
 
 
Substantivos Uniformes - são os que apresentam uma 
única forma, tanto para o masculino como para o 
feminino. Subdividem-se em: 
 
1. Epicenos – são os substantivos uniformes que 
designam alguns animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, 
foca. Caso se queira especificar o sexo do animal, 
devem-se acrescentar as palavras macho ou fêmea. 
Ex: a onça macho, a onça fêmea (o substantivo onça 
será sempre feminino), o jacaré macho, o jacaré fêmea (o 
substantivo jacaré será sempre masculino) 
 
2. Comum de dois gêneros – são os substantivos 
uniformes que designam pessoas. Neste caso, a 
diferenciação de gênero é feita pelo artigo ou outro 
determinante qualquer. 
Ex: o artista, a artista; o estudante, a estudante; este 
dentista, aquela dentista; jornalista recém-formado, 
jornalista recém-formada. 
 
3. Sobrecomuns – são substantivos uniformes que 
designam pessoas. Neste caso, o gênero é fixo (sempre 
masculino ou sempre feminino) e os artigos e outros 
determinantes permanecem invariáveis. 
 
Mudança de sentido com mudança de gênero: 
 
Há substantivos idênticos na forma, porém de gêneros 
diferentes. Veja alguns exemplos: 
 
 Substantivo feminino Significado 
 A cabeça parte do corpo 
 A capital cidade principal 
 A rádio estação transmissora 
 
Substantivo masculino Significado 
 O cabeçao chefe, o líder 
 O capital o dinheiro, os bens 
 O rádio aparelho receptor 
 
FLEXÃO NÚMERO: 
 
Quanto ao número, o substantivo pode ser singular ou 
plural. 
Singular aluno, relógio, mãe 
Plural alunos, relógios, mães 
 
Há, no entanto, alguns substantivos que só aparecem no 
plural, como: os afazeres, as fezes, os parabéns, as 
núpcias, os pêsames, os óculos, as férias, os víveres. 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
Não é fácil sistematizar o plural dos substantivos 
compostos, uma vez que ocorrem muitas oscilações, 
mesmo no padrão culto da língua. Cumpre, no entanto, 
observar as seguintes regras: 
 
1. Os substantivos compostos ligados sem hífen 
formam o plural como se fossem substantivos 
simples. 
Ex: 
Aguardente → aguardentes 
Passatempo →passatempos 
Vaivém→ vaivéns 
 
2. Nos compostos formados de palavras repetidas 
(ou muito semelhantes), só o segundo elemento 
varia. 
Ex: 
Teco-teco→ teco-tecos 
Reco-reco →reco-recos 
Tico-tico→ tico-ticos 
 
3. Nos compostos cujos elementos venham unidos 
por preposição, só o primeiro elemento varia. 
Ex: 
Pão-de-ló → pães-de-ló 
Mula-sem-cabeça → mulas-sem-cabeça 
 
4. Nos compostos formados por dois substantivos, 
se o segundo elemento limita ou determina o 
primeiro, indicando tipo ou finalidade, a variação 
ocorre somente no primeiro elemento. 
Ex: 
Banana-maçã → bananas-maçã 
Salário-família →salários-família 
Peixe-espada → peixes-espada 
Caneta-tinteiro → canetas-tinteiros 
Manga-rosa → mangas-rosa 
Samba-enredo → sambas-enredo 
 
Obs.: Convém lembrar, no entanto, que a pluralização 
dos dois elementos é muito comum, mesmo no padrão 
culto, e que essas formas já aparecem dicionarizadas. 
 
5. Nos compostos formados de verbo seguido de 
substantivos no plural, ambos os elementos ficam 
invariáveis. 
Ex: 
o saca-rolhas → os saca-rolhas 
o tira-dúvidas → os tira-dúvidas 
 
6. Para os demais substantivos compostos, convém 
observar o seguinte: só devem ir para o plural os 
substantivos, os adjetivos e os numerais. Os verbos e 
os advérbios, assim como os prefixos que entram na 
formação dos substantivos compostos (co-, ex-, vice- 
etc.), evidentemente não variam. 
 
 Variam os dois elementos (substantivo + 
substantivo; substantivo + adjetivo; adjetivo + substantivo; 
numeral + substantivo). 
 
 Masculino Feminino Masculino Feminino 
 Aluno aluna Bode cabra 
 Menino menina Carneiro ovelha 
 Homem mulher Cavaleiro amazona 
 
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Ex: 
Couve-flor → couves-flores 
Cabra-cega → cabras-cegas 
Amor-perfeito→ amores-perfeitos 
Quinta-feira → quintas-feiras 
Boa-vida → boas-vidas 
Primeiro-ministro→ primeiros-ministros 
Cachorro-quente→ cachorros-quentes 
Obra-prima→ obras-primas 
 
 Varia apenas o segundo elemento (verbo + 
substantivo; advérbio + adjetivo; prefixo + substantivo). 
Ex: 
Guarda-roupa→ guarda-roupas 
Bem-amado→ bem-amados 
Guarda-comida→ guarda-comidas 
Abaixo-assinado→ abaixo-assinados 
Guarda-chuva→ guarda-chuvas 
Ex-aluno→ ex-alunos 
Beija-flor→ beija-flores 
Co-autor→ co-autores 
Vira-lata→ vira-latas 
 
Obs.: Quando a palavra guarda referir-se à pessoa, ao 
militar, e vier seguida de adjetivo, será substantivo e, 
portanto, irá para o plural: guardas-noturnos, guardas-
civis, guardas-florestais. 
 
FLEXÃO DE GRAU: 
 
Aumentativos e diminutivos formais 
Ex.: cartão, portão, caldeirão, etc. 
 
O grau com valor afetivo ou pejorativo 
Ex.: paizinho, mãezinha (afetivo); 
 gentinha (pejorativo). 
 
Formação do diminutivo plural: 
Ex.: bar  bares (plural)  bare + s  barezinhos 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Numere a segunda coluna de acordo com o 
significado das expressões da primeira e assinale a 
alternativa que contém os algarismos nas sequências 
corretas. 
(1) o óleo santo ( ) a moral 
(2) a relva ( ) a crisma 
(3) um sacramento ( ) o moral 
(4) a ética ( ) o crisma 
(5) a unidade de massa ( ) a grama 
(6) o ânimo ( ) o grama 
a) 6,1,4,3,5,2 
b) 4,1,6,3,5,2 
c) 6,1,4,3,2,5 
d) 4,3,6,1,2,5 
e) 6,3,4,1,2,5 
 
2. Assinale a frase em que as palavras destacadas 
correspondem, pela ordem, a substantivo, adjetivo, 
advérbio. 
a) Feliz a nação que emprega bastantes recursos na 
educação. 
b) As escolas organizadas fazem um extraordinário 
bem à educação. 
c) O governo que a cultura seu povo passa à história. 
d) Educação e cultura fazem forte um país bem 
promissor. 
e) A preparação da juventude forja o amanhã de um 
país. 
 
3. Como se sabe, alguns substantivos variam em 
gênero. Ocorre, entretanto, que, sendo o gênero uma 
categoria convencionada, com o passar do tempo 
alguns usos acabam por motivar a troca de gêneros. 
Por isso, é importante considerar que: 
 
A) a palavra “cônjuge” é utilizada, na maioria das vezes, 
no masculino; por isso, ainda que o referente seja uma 
mulher, a norma recomenda que ela seja referida como 
“meu cônjuge”. 
B) alguns substantivos mudam de significado quando 
mudam de gênero. Isso ocorre, por exemplo, com as 
palavras “indivíduo” e “modelo”. 
C) embora a palavra “alface” seja do gênero feminino, 
seu emprego no masculino é tão corrente que já é aceito 
pelos instrumentos normativos vigentes. 
D) a palavra “celeuma” é do gênero masculino, o que 
obriga o adjetivo com o qual ela está relacionada a 
também ficar no masculino. Por isso, diz-se “um celeuma 
problemático”. 
E) aceita-se, atualmente, no português brasileiro, a flexão 
da palavra “ídolo” no feminino. Assim, estão corretas as 
formas “ele é meu ídolo” e “ela é minha ídola”. 
 
4. Numa das opções, uma das palavras apresenta 
erro de flexão. Indique-a 
a) mãos-de-obra, obras-primas 
b) guardas-civis, afro-brasileiros 
c) salvos-condutos, papéis-moeda 
d) portas-bandeira, mapas-múndi 
e) salários-família, vice-diretores 
 
5. Dadas as afirmações de que o plural de 
1. corrimão pode ser corrimãos ou corrimões. 
2. segunda-feira é segundas-feiras. 
3. gravidez é gravidezes. 
4. bem-te-vi é bem-te-vis. 
 
Constatamos que está(ão) CORRETA(S) 
A) apenas 1. 
B) apenas 2. 
C) apenas 3. 
D) apenas 1 e 4. 
E) todas. 
 
Gabarito 
01. D 02. D 03. A 04. D 05. E 
 
O ARTIGO 
 
EMPREGO DOS ARTIGOS: 
 
1. É obrigatório o emprego do artigo definido entre o 
numeral AMBOS e o substantivo a que esse numeral 
se refere. 
Ex: O juiz solicitou a presença de ambos os cônjuges. 
 
2. Nunca deve ser usado artigo depois do pronome 
relativo CUJO (e flexões). 
 
Ex: 
Este é o homem cujo amigo desapareceu. 
Este é o autor cuja obra conheço. 
 
 
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3. Não se deve usar artigo antes das palavras CASA 
(no sentido de lar, moradia) e TERRA (no sentido de 
chão firme), a menos que venham especificadas. 
Ex: 
Eles estavam em casa. 
Eles estavam na casa dos amigos. 
Os marinheiros permaneceram em terra. 
Os marinheiros permaneceram na terra dos anões. 
 
4. Com relação a nomes de lugar, alguns admitem a 
anteposição do artigo, outros não. 
Ex: 
Passaram o carnaval em Salvador. 
Florianópolis é a capital deSanta Catarina. 
Nevou em Roma. 
Brasília é a capital da República. 
Arroz-de-cuxá é um prato típico do Maranhão. 
Passaram o carnaval na Bahia. 
Faz muito calor no Piauí. 
 
5. Se o nome de lugar que não admite artigo vier 
qualificado, o uso do artigo será obrigatório. 
Ex: 
A bela Florianópolis é capital de Santa Catarina. 
Não conheciam a velha Salvador. 
Estavam na Roma antiga. 
A moderna Brasília é considerada um monumento 
arquitetônico. 
 
6. Não se emprega artigo antes dos pronomes de 
tratamento, com exceção de SENHOR (a), 
SENHORITA e DONA. 
Ex: 
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua 
Senhoria. 
 
7. Emprega-se o artigo definido com o adjetivo no 
grau superlativo. 
Ex: 
Não consegui resolver as questões mais difíceis. 
 Ou 
Resolvi as mais difíceis questões. 
 
8. Emprega-se o artigo definido com valor de 
superlativo absoluto sintético. 
Ex: Não se trata de mais uma música, esta é a música. 
 
9. Não se une à preposição o artigo que faz parte do 
nome de revistas, jornais, obras literárias. 
Ex: 
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. 
 A notícia foi publicada em O Globo. 
“Inês de Castro” é o episódio de Os lusíadas. 
 
10. Depois do pronome indefinido TODO emprega-se 
artigo quando se quer dar ideia de inteiro, totalidade. 
Quando se quer dar ideia de qualquer, omite-se o 
artigo. 
Ex: 
Ele leu todo o livro. (o livro inteiro) 
Todo homem é mortal. (qualquer homem) 
Todo o país comemorou a conquista. (o país inteiro) 
Todo país tem seu governo. (qualquer país, cada país) 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Assinale a alternativa em que há erro no emprego 
do artigo. 
a) Eles estavam na casa dos pais. 
b) Ambos os casos merecem consideração. 
c) Eles não conheciam a velha Roma. 
d) Convidei a Filomena para a festa. 
e) São pessoas cujas as aspirações são pequenas. 
 
2. Marque a alternativa correta. 
a) Todos os três foram reprovados em física. 
b) O fato foi noticiado pelo Estado de S. Paulo. 
c) Discutia os assuntos mais profundos. 
d) Haverá hoje reunião com a Sua Majestade. 
e) Não conheço a escola cuja a diretora se aposentou. 
 
3. Aponte a alternativa em que haja erro no emprego 
do artigo. 
a) Não quis responder a ambas as perguntas. 
b) Feliz o pai cujo os filhos são ajuizados. 
c) O pai tinha muito amor a ambos os filhos. 
d) O fato de o rapaz chegar, não resolveu o problema. 
e) Foi em O Globo que divulgaram a pesquisa. 
 
4. (UM-SP) Assinale a alternativa em que há erro 
quanto ao emprego do artigo. 
a) Li a notícia no Estado de S. Paulo. 
b) É em O Estado de S. Paulo que li a notícia. 
c) Essa notícia, eu vi em A Gazeta. 
d) Vi essa notícia em A Gazeta. 
e) Li a notícia em O Estado de S. Paulo. 
 
5. Determine o caso em que o artigo tem valor de 
qualificativo. 
a) Estes são os candidatos de que lhe falei. 
b) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. 
c) Certeza e exatidão, essas qualidades não as tenho. 
d) Os problemas que o afligem não me deixam 
descuidado. 
e) Muita é a procura, pouca, a oferta. 
 
Gabarito 
1. E 2. C 3. B 4. A 5. B 
 
 
 
O NUMERAL 
 
EMPREGO E FLEXÃO DOS NUMERAIS 
 
1. Quando antepostos ao substantivo, empregam-se 
os numerais ordinais, que concordarão com esse 
substantivo. Se estiverem pospostos ao substantivo, 
usam-se os numerais cardinais, que concordarão 
com a palavra número (subentendida). 
Ex: 
Segunda casa ou casa dois 
Décima quinta cabine ou cabine quinze 
III Salão do Automóvel (terceiro) 
II Maratona Estudantil (segunda) 
 
Observação: quando se quer fazer referência ao primeiro 
dia do mês, deve-se utilizar o numeral ordinal: primeiro de 
maio, primeiro de abril. 
 
 
 
 
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2. Na indicação de reis, papas, séculos e partes de 
uma obra, temos um caso particular: quando 
pospostos ao substantivo, usam-se os numerais 
ordinais até décimo, inclusive. A partir daí, devem-se 
empregar os cardinais. 
Ex: 
Século VII (sétimo) Henrique VIII (oitavo) 
Século XXI (vinte e um) Luís XV (quinze) 
João Paulo II (segundo) capítulo II (segundo) 
João XXIII (vinte e três) capítulo XIII (treze) 
 
Se o numeral anteceder o substantivo, será 
obrigatório o uso do ordinal. 
Ex: 
Vigésimo primeiro século 
Décimo terceiro capítulo 
 
3. Ambos, substituindo o cardinal dois, flexiona-se 
em gênero, concordando com o substantivo. 
Ex: 
Ambos os alunos estavam presentes. 
Ambas as alunas foram premiadas. 
 
4.Quando os numerais multiplicativos acompanham 
substantivos, variam em gênero, concordando com o 
substantivo. 
Ex: 
Ele tomou um suco duplo. 
Ele tomou uma vitamina dupla. 
 
5. O fracionário meio concorda em gênero com o 
substantivo a que se refere. 
Ex: 
Comprou meio quilo de arroz. 
Comprou meia tonelada de arroz. 
Completou a corrida em dois minutos e meio. 
(dois minutos e meio minuto) 
Completou a corrida em duas horas e meia. 
(duas horas e meia hora) 
 
6. Os fracionários variam em número, concordando 
com os cardinais que os acompanham. 
Ex: 
Um terço dois terços 
Um quinto três quintos 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Indique o item em que os numerais estão 
corretamente empregados. 
a) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. 
b) Após o parágrafo nono, virá o parágrafo décimo. 
c) Depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo 
primeiro. 
d) Antes do artigo dez vem o artigo nono. 
e) O artigo vigésimo segundo foi revogado. 
 
2. A alternativa em que o numeral está 
impropriamente empregado é: 
a) O conteúdo do artigo onze não está claro. 
b) Já lhe disseram, pela noningentésima vez, o que 
fazer. 
c) Esses animais viveram, aproximadamente, na Era 
Terciária. 
d) Consulte a Encíclica de Pio Décimo. 
e) Esse dado encontra-se na página décima quinta. 
 
 
3. Verifique em qual alternativa há um uso impróprio 
de numerais. 
a) No artigo sétimo lia-se era proibido reclamar; já no 
artigo dezenove, falava-se em direito de reclamação. 
b) No tomo treze da coleção há uma referência 
importante ao canto oitavo da Odisseia. 
c) Uma resma equivale a quinhentas folhas de papel. 
d) Prepare-se para gerir a escola por um período de 
cinco anos. Não se preocupe: o lustro passa 
depressa. 
e) Já era meio-dia e meio. 
 
4. Assinale o caso em que não haja expressão 
numérica de sentido indefinido. 
a) Ele foi o duodécimo colocado. 
b) Quer que veja este filme pela milésima vez? 
c) “Na guerra os meus dedos disparam mil mortes” 
d) “A vida tem uma só entrada; a saída é por cem 
portas.” 
e) Éramos uns duzentos naquele auditório. 
 
5. Assinale a alternativa incorreta: 
a) Pio XII (décimo segundo) 
b) João Paulo II (segundo) 
c) página 21 (vinte e um) 
d) XV salão do automóvel (décimo quinto) 
e) capítulo XVI (dezesseis) 
 
Gabarito 
1. D 2. E 3. E 4. A 5. A 
 
 
 
O ADJETIVO 
 
LOCUÇÃO ADJETIVA 
 
Locução adjetiva é a expressão formada de preposição 
+ substantivo (ou advérbio), com valor de adjetivo. 
Ex: 
dia de chuva (= dia chuvoso) 
pneu de trás (= pneu traseiro) 
atitudes de anjo (= atitudes angelicais) 
menino do Brasil (= menino brasileiro) 
 
 
ADJETIVOS PÁTRIOS 
 
Adjetivos pátrios são aqueles que se referem a países, 
continentes, cidades, regiões, etc., exprimindo 
nacionalidade ou a origem do ser: 
Ex: 
a) Amazonense (relativo ao Estado do Amazonas ou à 
região amazônica) 
b) Catarinense ou barriga-verde (relativo ao Estado de 
Santa Catarina) 
c) Rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho 
(relativo ao Estadodo Rio Grande do Sul) 
 
FLEXÃO DE GÊNERO 
 
No que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é 
semelhante à dos substantivos: podem ser do gênero 
masculino ou feminino. 
Homem honesto / mulher honesta 
Homem simples / mulher simples 
Homem corrupto / mulher corrupta 
Homem inteligente / mulher inteligente 
 
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FLEXÃO DE NÚMERO 
 
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira 
que os substantivos simples, ou seja, a terminação do 
plural varia conforme a terminação do singular. 
 
Ex: 
Pessoa honesta / pessoas honestas 
Regra fácil / regras fáceis 
 
Os substantivos empregados como adjetivos ficam 
invariáveis. 
Ex: 
Blusa vinho / blusas vinho 
Mulher monstro / mulheres monstro 
Camisa rosa / camisas rosa 
Homem aranha / homens aranha 
 
Adjetivos Compostos 
 
 Como regra geral, nos adjetivos compostos 
somente o último elemento varia, tanto em gênero 
quanto em número. 
Ex: 
pactos sócio-político-econômicos 
causas sócio-político-econômicas 
acordos luso-franco-brasileiros 
lentes côncavo-convexas 
camisas verde-claras 
sapatos marrom-escuros 
 
 Se o último for substantivo, o adjetivo composto 
fica invariável. 
Ex: 
camisas verde-abacate 
sapatos marrom-café 
blusas amarelo-ouro 
 
 Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-
celeste ficam invariáveis. 
 
Ex: 
blusas azul-marinho 
camisas azul-celeste 
 No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os 
elementos variam. 
 
Ex: 
meninos surdos-mudos 
meninas surdas-mudas 
 
FLEXÃO DE GRAU 
 
O adjetivo apresenta-se no grau comparativo quando a 
qualidade que ele expressa está em comparação com a 
de outros seres, e no grau superlativo quando essa 
qualidade se apresenta em grau elevado. 
A mudança de grau pode ser obtida por dois processos: 
 
 Sintético – a alteração de grau é feita através de 
sufixos: Esta casa é agradabilíssima. 
 Analítico – a alteração de grau é feita pelo acréscimo 
de alguma palavra que modifique o adjetivo: Esta casa é 
muito agradável. 
 
 
 
 
GRAU COMPARATIVO 
 
O comparativo pode ser: 
 
De igualdade – a qualidade expressa pelo adjetivo 
aparece com a mesma intensidade nos elementos que se 
comparam. O comparativo de igualdade apresenta, 
geralmente, a seguinte forma: 
Ex: 
Esta casa é tão arejada quanto aquela. 
    
 tão + adjetivo + quanto (ou como) 
 
De superioridade – a qualidade expressa pelo adjetivo 
aparece mais intensificada no primeiro elemento da 
relação de comparação. O comparativo de superioridade 
apresenta, geralmente, a seguinte forma: 
Ex: 
Esta casa é mais arejada (do) que aquela. 
    
 mais + adjetivo + (do) que 
 
 De inferioridade – a qualidade expressa pelo adjetivo 
aparece menos intensificada no primeiro elemento da 
relação de comparação. O comparativo de inferioridade 
apresenta, geralmente, a seguinte forma: 
 
Ex: 
Esta casa é menos arejada (do) que aquela. 
    
 menos + adjetivo + (do) que 
 
GRAU SUPERLATIVO 
 
O superlativo pode ser: 
 
 Absoluto – a qualidade atribuída pelo adjetivo não 
expressa em relação a outros elementos. 
Ex: Este exercício é muito fácil. (superlativo absoluto 
analítico) 
Este exercício é facílimo. (superlativo absoluto sintético) 
 
Relativo – a qualidade atribuída pelo adjetivo é expressa 
em relação a outros elementos. 
Ex: Este exercício é o mais fácil do capítulo. (superlativo 
relativo de superioridade) 
Este exercício é o menos fácil do capítulo. (superlativo 
relativo de inferioridade) 
 
O superlativo absoluto sintético é feito pelo acréscimo dos 
sufixos superlativos: - íssimo, - ílimo ou - érrimo. 
 
Alguns superlativos absolutos sintéticos apresentam mais 
de uma forma: uma erudita, mantendo íntima relação com 
a origem da palavra; outra mais popular, consagrada pelo 
uso: 
Ex: 
Agudo- acutíssimo ou agudíssimo 
Cruel- crudelíssimo ou cruelíssimo 
Livre- libérrimo ou livríssimo 
Magro- macérrimo ou magérrimo ou magríssimo 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Assinale a alternativa cuja expressão destacada 
desempenha função adjetiva. 
(A) “...ela está presente em alguns alimentos...” 
(B) “Entre as pessoas com maiores níveis da vitamina, 
risco diminui 40%.” 
(C) “...têm menos possibilidades de desenvolver câncer 
de cólon...” 
(D) “...as pessoas com maiores níveis de vitamina D no 
organismo...” 
(E) “‘Este é o maior estudo já realizado sobre este 
assunto..’ 
 
2. Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada 
NÃO tem valor de adjetivo. 
a) A malha azul estava molhada. 
b) O sol desbotou o verde da bandeira. 
c) Tinha os cabelos branco-amarelados. 
d) As nuvens tornaram-se cinzentas. 
e) O mendigo carregava um fardo amarelado. 
 
3. O plural de terno azul-claro, terno verde-mar é, 
respectivamente: 
a) ternos azuis-claros, ternos verdes-mares 
b) ternos azuis-claros, ternos verde-mares 
c) ternos azul-claro, ternos verde-mar 
d) ternos azul-claros, ternos verde-mar 
e) ternos azuis-claro, ternos verde-mar 
 
4. Assinale a alternativa incorreta quanto ao plural 
dos adjetivos. 
a) conflitos sino-russo-americanos 
b) operações médico-cirúrgicas 
c) gravatas verde-oliva 
d) blusas gelo 
e) camisas laranjas 
 
5. Assinale a alternativa incorreta quanto ao campo 
referencial das locuções adjetivas. 
a) exageros da paixão (passionais) 
b) atitudes de criança (pueris) 
c) soro contra veneno de serpente (antiofídico) 
d) água da chuva (fluvial) 
e) Alma de fora (exterior) 
 
Gabarito 
1. B 2. B 3. D 4. E 5. D 
 
 
 
O PRONOME 
 
PRONOMES PESSOAIS 
 
Pronomes pessoais são aqueles que representam as 
pessoas do discurso. Além das flexões de pessoa 
(primeira, segunda e terceira), gênero (masculino e 
feminino) e número (singular e plural), pronome pessoal 
apresenta variação de forma (reto ou oblíquo), 
dependendo da função que desempenhar na oração. 
O pronome pessoal será reto quando desempenhara 
função de sujeito da oração e será oblíquo quando 
desempenhar a função de complemento verbal. 
 
 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
 
Alguns pronomes de tratamento 
 
Emprego dos Pronomes Pessoais: 
 
Os pronomes oblíquos conosco e convosco são 
utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso 
haja palavras de reforço, tais pronomes devem ser 
substituídos pela forma analítica. 
Ex: 
Queriam falar conosco. 
Queriam falar com nós dois. 
 
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando 
precedidos de verbos que terminam em –r, -s, -z, 
assumem a forma lo, la, los, las, e os verbos perdem 
aquelas terminações. 
 
Ex: 
Vou amá-lo por toda a minha vida. (amar + o) 
As nossas crianças, amemo-las com intensidade. 
(amemos + as) 
O jogo, fi-lo sozinho. (fiz + o) 
 
Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando 
precedidos de verbos que terminam em –m, -ão, -õe, 
assumem a forma no, na, nos, nas. 
 
Ex: 
Entregaram-no ao professor. 
O assunto, dão-no por encerrado. 
Abençoem - nos para que partam tranquilos. 
 
 
 
 
 
Número 
 
 
Pessoa 
 
Pronomes 
Retos 
 
Pronomes Oblíquos 
 
 
 
 
Singular 
 
1ª 
 
Eu 
 
me,mim,comigo 
 
2ªTu 
 
Te, ti, contigo 
 
3ª 
 
ele / ela 
 
Se, si, consigo, o, a, lhe 
 
 
 
 
Plural 
 
1ª 
 
Nós 
 
nos, conosco 
 
2ª 
 
Vós 
 
vos, convosco 
 
3ª 
 
eles / elas 
 
se, si, consigo, os, as, 
lhes 
PRONOME ABREV. USO 
Você v. Familiar 
Vossa Senhoria V. Sª (s) Comercial 
Vossa Excelência V. Exª (s) Altas autoridades 
Vossa 
Reverendíssima 
V. 
Revma.(s) 
Sacerdotes e bispos 
Vossa Eminência V. Ema.(s) Cardeais 
Vossa Majestade V.M.(VV.M
M.) 
Reis e rainhas 
Vossa Majestade. 
Imperial 
V. M. I. Imperadores 
Vossa Santidade V. S. Papa 
Vossa Alteza V. A. Príncipes 
Vossa Magnificência V. Mga.(s) Reitores 
Senhora e Senhor Sra. Sr. Respeito 
 
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Na primeira pessoa do plural (nós), a forma verbal 
perde o s final quando seguida do pronome oblíquo 
nos. 
Ex: 
Queixamo + nos  Queixamo-nos 
Referimos + nos  Referimo-nos 
 
Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de 
vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada 
pelo pronome, e por sua, quando nos referimos a 
essa pessoa. 
 
Ex: 
Vossa excelência já aprovou os projetos? – perguntou o 
assessor. 
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente à 
inauguração – relatou o repórter. 
 
1. No português moderno falado no Brasil, você 
deixou de ser pronome de tratamento e assumiu 
todas as características e funções de um pronome 
pessoal de segunda pessoa, substituindo o tu e o 
vós. No entanto, continua fazendo a concordância 
com o verbo na terceira pessoa. 
 
Ex: 
Você irá ao cinema? (você: segunda pessoa; irá: terceira 
pessoa) 
Vocês irão ao cinema? (vocês: segunda pessoa; irão: 
terceira pessoa) 
 
PRONOMES POSSESSIVOS 
 
Pronomes possessivos são aqueles que se referem às 
pessoas do discurso, indicando ideia de posse. 
 
Concordância dos Pronomes Possessivos 
 
Os pronomes possessivos concordam em gênero e 
número com a coisa possuída, e em pessoa com o 
possuidor. 
(Eu) Vendi meus discos. 
(Eu) Vendi minha coleção de discos. 
(Tu) Releste teus papéis? 
(Tu) Releste tua prova? 
(Nós) Emprestamos nossos discos. 
(Nós) Emprestamos nossa casa. 
 
Emprego dos Pronomes Possessivos: 
 
Em muitos casos, a utilização do possessivo de 
terceira pessoa (seu e flexões) pode deixar a frase 
ambígua, ou seja, podemos ter dúvidas quanto ao 
possuidor. 
 
Ex: A professora disse ao diretor que concordava com 
sua nomeação. (Nomeação de quem? Da professora ou 
do diretor?) 
 
Obs: Para evitar essa ambiguidade, deve-se, sempre que 
possível, substituir o pronome seu (e flexões) pela forma 
dele (e flexões). 
A professora disse ao diretor que concordava com a 
nomeação dela. (da professora) 
A professora disse ao diretor que concordava com a 
nomeação dele. (do diretor) 
 
Há casos em que o pronome possessivo não exprime 
propriamente ideia de posse. Ele pode ser utilizado 
para indicar aproximação, afeto ou respeito. 
 
Ex: 
Aquele senhor deve ter seus cinquenta anos. 
(aproximação) 
Meu caro uno, procure esforçar-se mais. (afeto) 
Minha Senhora, permita-me um aparte. (respeito) 
 
A palavra seu que antecede nomes de pessoas não é 
pronome possessivo, mas corruptela de senhor. 
Ex: 
Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me o 
martelo? 
 
PRONOMES DEMONSTRATIVOS 
 
Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a 
posição de um ser em relação às pessoas do discurso, 
situando-o no espaço ou no tempo. 
 
Emprego dos Pronomes Demonstrativos: 
 
Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados 
para indicar a posição espacial de um ser em relação 
às pessoas do discurso. 
 
Os demonstrativos de primeira pessoa (este e flexões, 
isto) indicam que o ser está próximo à pessoa que fala. 
Ex: 
Esta menina que está aqui ao meu lado se chama Lúcia. 
Este livro que trago comigo é um romance. 
Isto que eu tenho nas mãos é uma chave. 
 
Os demonstrativos de segunda pessoa (esse e flexões, 
isso) indicam que o ser está próximo à pessoa com quem 
se fala. 
Ex: 
Essa menina que está aí ao teu lado se chama Lúcia. 
Esse livro que tu trazes contigo é um romance. 
Isso que você tem nas mãos é uma chave. 
 
Os demonstrativos de terceira pessoa ( aquele e flexões, 
aquilo) indicam que o ser está próximo à pessoa de quem 
se fala, ou distante dos interlocutores 
Ex: 
Aquela menina que estuda na outra sala se chama Lúcia. 
Aquele livro que está lá na biblioteca é um romance. 
Aquilo que está ali nas mãos de Pedro é uma chave. 
 
a) Os demonstrativos servem para indicar a posição 
temporal, revelando proximidade ou distanciamento 
no tempo, em relação à pessoa que fala. 
 
O demonstrativo de primeira pessoa este (e flexões) 
revela tempo presente, ou bastante próximo do momento 
em que se fala. 
Ex: 
Hoje é feriado, por isso desejo aproveitar este dia. 
Desejo viajar ainda nesta semana. 
 
O demonstrativo de segunda pessoa esse (e flexões) 
revela tempo passado relativamente próximo ao momento 
em que se fala. 
 
 
 
 
 
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Ex: 
Na quarta-feira passada fiz aniversário; nesse dia reuni-
me com os amigos. 
No mês passado completei dezoito anos; nesse mesmo 
mês tirei a carteira de habilitação. 
 
O demonstrativo de terceira pessoa aquele (e flexões) 
revela tempo remoto ou bastante vago. 
Ex: 
Em 1970, a seleção brasileira de futebol era imbatível. 
Resultado: naquele ano o Brasil se sagrou tricampeão 
mundial. 
Em 1922 realizou-se a semana de Arte Moderna em São 
Paulo; naquela época, muitas pessoas criticaram as 
propostas modernistas. 
 
Os pronomes demonstrativos podem indicar o que 
ainda vai ser dito e aquilo que já foi dito. 
 
Devemos empregar este (e flexões) e isto quando 
queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai 
ser dita. 
Ex: 
Espero sinceramente isto: que sejam chamados os 
melhores. 
Estas são as qualidades de um bom texto: clareza, 
correção, elegância e concisão. 
 
Devemos empregar esse (e flexões) e isso quando 
queremos fazer referência a alguma coisa que já foi dita. 
Ex: 
Que sejam chamados os melhores; é isso que espero. 
Clareza, correção, elegância e concisão; essas são 
qualidades de um bom texto. 
 
Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer 
fazer referência a elementos já mencionados. Este se 
refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante. 
Ex: 
Matemática e Literatura são matérias que me agradam: 
esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio. 
 
 
PRONOMES RELATIVOS 
 
Pronomes relativos são aqueles que retomam um termo 
anterior (antecedente) da oração, projetando-se numa 
outra oração. 
 
Emprego dos Pronomes Relativos: 
 
1. Os pronomes relativos virão precedidos de 
preposição se a regência assim determinar. 
Ex: 
Este é o autor a cuja obra me refiro. (me refiro a) 
Este é o autor de cuja obra gosto. (gosto de) 
São opiniões em que penso. (penso em) 
 
2. O pronome relativo quem é empregado com 
referência a pessoas e é precedido de preposição. 
Ex: 
Não conheço a menina de quem você falou. 
Este é o rapaz a quem você se referiu. 
 
3. É comum empregar o relativo quem sem 
antecedente claro. Nesse caso, ele é classificado 
como relativo indefinido e não é antecedido de 
preposição. 
Ex: 
Quem cala consente. (= Aquele que cala, consente.) 
 
4. O pronome relativo que podeser empregado com 
referência a pessoas ou coisas. 
Ex: 
Não conheço o rapaz que saiu. (pessoa) 
Não li o livro que você me indicou. (coisa) 
 
5. Quando precedido de preposição monossilábica, 
emprega-se o pronome relativo que. Com 
preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo 
o qual (e flexões). 
Ex: 
Esta é a pessoa de que lhe falei. 
Esta é a pessoa sobre a qual lhe falei. 
Aquela é a ferramenta com que trabalho. 
Aquele é o empreiteiro para o qual trabalho. 
 
6. O pronome relativo que pode ter por antecedente 
o pronome demonstrativo o (e flexões). 
Ex: 
“Cesse tudo o que a Musa antiga canta...” (Camões) 
Sei o que estou dizendo. 
Calou o que sentia. 
 
7. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo 
possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve 
concordar com a coisa possuída. 
Ex: 
Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da 
pessoa) 
Esta é a cidade cujas praias são lindas. (praias da 
cidade) 
Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai) 
 
8. O pronome relativo quanto (e flexões) 
normalmente tem por antecedentes os pronomes 
indefinidos tudo, tanto, etc.; daí seu valor indefinido. 
Ex: 
Falou tudo quanto queria. 
Coloque tantas quantas forem necessárias. 
Também pode ser empregado sem antecedente. Esse 
emprego é comum em certos documentos jurídicos. 
Saiba quantos lerem esta escritura... 
 
9. O relativo onde é usado para indicar lugar e 
equivale a em que, no qual. 
Ex: 
Esta é a casa onde moro. 
Não conheço o lugar onde você está. 
 
Onde é empregado com verbos que não dão ideia de 
movimento. Pode ser usado sem antecedente. 
Ex: 
Sempre morei na cidade onde nasci. 
Fique onde está. 
 
Aonde é empregado com verbos que dão ideia de 
movimento e equivale a para onde, sendo resultado da 
combinação da preposição a + onde. 
Ex: 
Não conheço o lugar aonde você irá. 
Voltei àquele lugar aonde meu pai costumava me levar 
quando criança. 
 
PRONOMES INDEFINIDOS 
 
Pronomes indefinidos são aqueles que se referem à 
terceira pessoa do discurso de modo vago e impreciso. 
 
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Emprego dos pronomes indefinidos: 
 
O indefinido algum, quando posposto ao nome, 
assume valor negativo, equivalendo a nenhum. 
Ex: 
Motivo algum me fará desistir do cargo. 
Livro algum faz referência a este episódio. 
 
O pronome indefinido cada não deve ser utilizado 
desacompanhado de substantivo ou numeral. 
Ex: 
Recebemos mil reais cada um. 
 
Certo é pronome indefinido quando anteposto ao 
nome a que se refere. Quando posposto, será 
adjetivo. 
Ex: 
Não entendi certos exercícios. (pronome indefinido) 
Os exercícios certos valerão nota. (adjetivo, com sentido 
de “corretos”) 
 
Todo, toda (no singular), quando desacompanhados 
de artigo, significam qualquer. 
Ex: 
Todo homem é mortal. (qualquer homem) 
 
Quando acompanhado de artigo, passam a dar a ideia de 
totalidade. 
Ex: 
Ele comeu todo o bolo. (o bolo inteiro) 
 
No plural, todos, todas sempre virão seguidos de artigo, 
exceto se houver palavra que os exclua, ou numeral não 
seguido de substantivo. 
Ex: 
Todos os alunos compareceram. 
Todos estes alunos compareceram. (estes: palavra que 
exclui o artigo) 
Todos cinco compareceram. (cinco: numeral não seguido 
de substantivo) 
Todos os cinco alunos compareceram. 
 
Qualquer tem por plural quaisquer. 
Ex: 
Acabaram acolhendo quaisquer soluções. 
A palavra qualquer, quando posposta ao substantivo, 
assume valor pejorativo. 
Era um malandrinho qualquer. 
 
PRONOMES INTERROGATIVOS 
 
Pronomes interrogativos são aqueles usados para 
formular uma pergunta, de forma direta ou indireta. 
Ex: 
Que impacto a rejeição do público causou em você? 
(interrogativa direta) 
Gostaria muito de saber quem fez isso. (interrogativa 
indireta) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à 
classificação dos pronomes destacados. 
(A) “Ela está presente em alguns alimentos...” (pronome 
pessoal do caso reto) 
(B) “...câncer de cólon que as que têm baixos níveis...” 
(pronome pessoal do caso oblíquo átono) 
(C) “...ele está presente em alguns alimentos...” (pronome 
indefinido) 
(D) “‘...diagnosticados a cada ano no Reino Unido.’” 
(pronome indefinido) 
(E) “Para chegar a esta conclusão...” (pronome 
demonstrativo) 
 
 
A diferença entre tu e você 
O diretor-geral está preocupado com um executivo que, 
após trabalhar sem folga, passa a ausentar-se muito. 
Chama um detetive. 
— Siga o Lopes durante uma semana – disse. 
Após cumprir o que lhe fora pedido, o detetive informa: 
— Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro, 
vai à sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma 
um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho. 
— Ah, bom. Não há nada de mal nisso. 
O detetive observa o diretor com olhar fixo e comenta: 
— Desculpe. Posso tratá-lo por tu? 
— Sim, claro – responde o diretor. 
— Bom. Lopes sai ao meio-dia, pega o teu carro, vai a 
tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um 
de teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho. 
 
(Revista Língua Portuguesa, ano I, nº. 2, 2005, Ed.Segmento) 
 
2. Com relação às duas respostas do detetive, no que 
se refere ao uso dos pronomes “seu” e “teu”, 
respectivamente, pode-se dizer que: 
A) o pronome “seu” trata-se da pessoa do falante. 
B) o pronome “tu”, nas formas “teus”, “tua” e “teus”, dá 
ideia de posse e no contexto linguístico empregado 
fazem referência à pessoa do Sr. Lopes. 
C) o pronome “teu” marca uma certa ambiguidade, não 
identificando claramente a pessoa da qual está 
falando. 
D) a resposta com “teus”, “tua” e “teus” deixa claro que o 
executivo estava tendo um caso com a mulher do 
diretor-geral. 
E) o uso do pronome “seu” e “teu”, no contexto linguístico 
empregado, produz a mesma clareza de sentido. 
 
3. Assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A palavra “após” (L3) trata-se de um advérbio que 
indica “em outro momento”, “depois”. 
B) O pronome “lhe” (L3) refere-se ao detetive. 
C) A palavra “o” em “o detetive” (L7) trata-se de pronome 
pessoal da 3ª pessoa masculina na forma oblíqua. 
D) A expressão “o diretor” (L7) pode ser substituída por 
“o” sem prejuízo de sentido. 
E) A palavra “Ah” (L6) trata-se de uma interjeição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Prece da árvore 
Ser humano: protege-me! 
Junto ao puro ar, da manhã ao crepúsculo, 
Eu te ofereço: 
aroma, flores, frutos e sombra. 
Se ainda assim não te bastar, 
curvo-me e te dou: 
Proteção para teu ouro, 
Pinho para tua nota, 
Teto para teu abrigo, 
Lenha para teu calor, 
Mesa para teu pão, 
Leito para teu repouso, 
Apoio para teus passos, 
Bálsamo para tua dor, 
Altar para tua oração. 
E te acompanharei até a morte. 
Rogo-te: não me maltrates! 
 
(ROSSI, Walter. Publicado em panfleto distribuído no campus da 
UNICAP.) 
 
4. Sobre o emprego dos pronomes no Texto, 
podemos dizer que: 
a) o diálogo foi construído através dos pronomes de 1ª e 
de 3ª pessoa. 
b) o poema foi escrito em 3ª pessoa, para imprimir 
neutralidade. 
c) o pronome “me” poderia ser substituído por “mim”, 
sem problema. 
d) os pronomes possessivos (teu/tua) reforçam a ideia 
de doação ao outro. 
e) a uniformidade de tratamento foi violada: mistura de 
2ª com 3ª pessoa.5. Analise as afirmações a seguir, acerca de alguns 
pronomes utilizados no Texto 1. 
 
1) No trecho: “Como tirar proveito dessas tecnologias que 
colocam a nossa disposição um volume cada vez maior 
de informações?”, a utilização da primeira pessoa do 
plural indica que, na visão do autor, as informações estão 
disponíveis apenas para as pessoas que, como ele, 
trabalham com a tecnologia. 
 
2) No trecho: “Isso conduz à necessidade de buscar 
formas mais eficientes de coletar e processar apenas as 
informações necessárias no nosso cotidiano.”, o termo 
utilizado opera uma retomada no texto, levando o leitor a 
recuperar uma informação já prestada pelo autor. 
 
3) No trecho: “Isso vai nos compelir a buscar e usar 
técnicas que maximizem o tratamento das informações 
recebidas.”, o termo destacado tem como referente a 
palavra ‘informações’. 
 
Está(ão) correta(s): 
A) 1, apenas. 
B) 2, apenas. 
C) 3, apenas. 
D) 1 e 2, apenas. 
E) 1, 2 e 3. 
 
 
 
 
O VERBO 
 
FLEXÕES DO VERBO 
 
FLEXÃO DE PESSOA 
 
O verbo flexiona-se em pessoa concordando com o seu 
sujeito. São três as pessoas do verbo: 
 
 Primeira pessoa – a que fala: 
 
Eu aprecio a natureza. 
Nós apreciamos a natureza. 
 
 Segunda pessoa – com quem se fala: 
 
Tu aprecias a vida. 
Vós apreciastes a vida. 
 
 Terceira pessoa – de quem ou do que se fala: 
 
Ele aprecia a vida. 
Elas apreciam a vida. 
 
FLEXÃO DE NÚMERO 
 
O verbo pode se apresentar no singular ou no plural, 
concordando com o sujeito da oração. 
 
Ex: 
 sujeito (singular) 
  
Joaquim aprecia a vida. 
  
 Verbo (singular) 
 
 
Sujeito (plural) 
   
Joaquim e Pedro apreciam a vida. 
  
 Verbo (plural) 
 
Como se pode observar, o verbo sempre concorda em 
pessoa e número com o sujeito da oração. Isso ocorre 
mesmo quando o sujeito, representado pelos pronomes 
pessoais retos, estiver implícito. 
 
Ex: 
Ressuscitaremos a qualquer custo. (sujeito implícito: 
nós, primeira pessoa do plural) 
 
FLEXÃO DE TEMPO 
 
Sabemos que o verbo indica um processo localizado no 
tempo. Podemos distinguir três situações básicas: 
presente, pretérito e futuro. 
 
 Se o processo ocorre no momento da fala, temos o 
tempo presente. 
 Se o processo já ocorreu, temos o tempo pretérito. 
 Se o processo ainda vai ocorrer, temos o tempo futuro. 
 
FLEXÃO DE MODO 
 
Entende-se por modo a atitude que o falante assume em 
relação ao processo verbal (de certeza, de dúvida, de 
ordem, etc.). São três os modos verbais: indicativo, 
subjuntivo e imperativo. 
Gabarito 
01. B 02. D 03. C 04. D 05. B 
 
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 Modo indicativo – apresenta o fato como certo, 
preciso, seja ele pretérito, presente ou futuro. 
 
Exemplos: 
Respeitamos a natureza. 
Respeitávamos a natureza. 
Respeitaremos a natureza. 
 
 Modo subjuntivo – apresenta o fato como incerto, 
duvidoso. 
 
Exemplos: 
Se respeitássemos a natureza, o mundo ficaria melhor. 
Se respeitarmos a natureza, o mundo ficará melhor. 
 
 Modo imperativo – exprime uma ordem, um pedido 
ou um conselho. 
 
Ex: 
Respeite a natureza. 
Passe-me o açúcar, por favor. 
Evite tomar sol depois das 10 horas da manhã. 
 
FLEXÃO DE VOZ 
 
A flexão de voz indica a relação estabelecida entre o 
verbo e seu sujeito. Conforme o tipo dessa relação, o 
verbo pode apresentar-se na voz ativa, na voz passiva ou 
na voz reflexiva. 
 
 Voz ativa – quando o sujeito é o agente, isto é, aquele 
que executa a ação expressa pelo verbo: 
 
Ex: O aluno fez a atividade proposta. (sujeito agente/ativo 
= o aluno 
 
 Voz passiva – quando o sujeito é o paciente, ou seja, 
o receptor da ação expressa pelo verbo. Há dois tipos de 
voz passiva: 
 
- voz passiva analítica – formada pelo verbo auxiliar 
conjugado mais particípio do verbo principal. 
 
Ex: A atividade proposta foi feita pelo aluno. (pelo 
aluno=agente da passiva) 
 
 - voz passiva sintética (ou pronominal) – formada por 
verbo na terceira pessoa mais a partícula apassivadora 
se. 
 
Ex: Fez-se a atividade proposta. 
 
 Voz reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo 
agente e paciente, ou seja, executor e receptor da ação 
expressa pelo verbo. A voz reflexiva apresenta sempre a 
seguinte construção: sujeito + verbo na voz ativa + 
pronome oblíquo reflexivo. 
 
Ex: 
 A menina cortou-se. 
   
 verbo na voz ativa pronome reflexivo 
 
FORMAS NOMINAIS 
 
 Infinitivo: indica o processo propriamente dito, sem 
situá-lo no tempo; desempenha, assim, função 
semelhante à do substantivo: 
 
Ex: É preciso recuperar os valores éticos. 
 
O infinitivo pode apresentar flexão de pessoa, originando 
duas formas: o infinitivo impessoal (não se flexiona) e o 
infinitivo pessoal (flexionado). 
 
 Particípio: indica uma ação já acabada, 
desempenhando função semelhante à do adjetivo. O 
particípio flexiona-se em gênero e número, concordando 
com o substantivo a que se refere: 
 
Ex: 
Preservada a natureza, sobreviveremos. 
Preservado o meio ambiente, sobreviveremos. 
 
Na linguagem atual, os verbos pagar, gastar e ganhar 
são usados apenas no particípio irregular, com qualquer 
auxiliar. 
 
Ex: Ele havia pago a conta. 
Tinham gasto todo o dinheiro. 
Havia ganho muitos presentes no aniversário. 
 
 Gerúndio: indica um processo verbal em curso, 
desempenhando função semelhante à do adjetivo e à do 
advérbio. O gerúndio não apresenta flexão. 
 
Ex: 
“Caminhando e cantando e seguindo a canção, Somos 
todos iguais, braços dados ou não” 
 (Geraldo Vandré) 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
 
Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares; 
irregulares; defectivos; abundantes. 
 
 Regulares – são aqueles que seguem o paradigma, 
isto é, o modelo da conjugação. Quando um verbo é 
regular, o radical se mantém em todas as formas e 
terminações são as mesmas do paradigma. 
 
Observações: Em alguns casos, podemos encontrar 
alterações nos radicais de verbos regulares; é necessário 
observar se essa alteração é apenas um caso de 
acomodação gráfica para manter a identidade fonética. É 
o que ocorre, por exemplo, com os verbos ficar (fico, 
fiquei), fingir (finjo, finges) e vencer (venço, vences). 
 
 Irregulares – são aqueles que se afastam do modelo 
da conjugação, apresentando alterações ou no radical ou 
nas desinências. 
 
 
 Eu peço tu pedes 
 
 Defectivos – são verbos de conjugação incompleta, ou 
seja, não apresentam algumas formas. São exemplos os 
verbos falir e abolir no presente do indicativo. 
 
 Abundantes – são aqueles que possuem duas ou 
mais formas de idêntico valor. A abundância ocorre com 
maior frequência no particípio de alguns verbos, que, 
além da forma regular, apresentam outra forma, 
denominada irregular ou abundante. 
 
 
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Quando o verbo apresenta duplo particípio, deve-se usar 
a forma regular com os auxiliares ter e haver e a forma 
irregular com os auxiliares ser e estar. 
 
EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS 
 
MODO INDICATIVO 
 
 Presente – exprime um fato que ocorre no momento 
em quese fala: 
 
Ex: Vejo um pássaro na janela. 
 
 Pretérito perfeito – exprime um fato já concluído 
anteriormente ao momento em que se fala. 
 
Ex: Ontem eu reguei as plantas do jardim. 
 
 Pretérito imperfeito – exprime um fato anterior ao 
momento em que se fala, mas não o toma como 
concluído, acabado. Revela, pois, o fato em seu curso, 
em sua duração. 
 
Ex: Ele falava muito durante as aulas. 
 
 Pretérito mais-que-perfeito – indica um fato passado 
que já foi concluído, em relação a outro fato também 
passado. 
 
Ex: Quando você resolveu o problema, eu já o resolvera. 
 
Observação: Na linguagem atual tem-se usado com 
mais frequência o pretérito mais-que-perfeito composto. 
 
Ex: Quando você resolveu o problema, eu já o tinha 
resolvido. 
 
 Futuro do presente – exprime um fato posterior ao 
momento em que se fala, tido como certo. 
 
Ex: Amanhã chegarão os meus pais. 
As aulas começarão segunda-feira. 
 
 Futuro do pretérito – exprime um fato futuro tomado 
em relação a um fato passado. 
 
Ex: Ontem você me disse que viria à escola. 
 
MODO SUBJUNTIVO 
 
O subjuntivo apresenta o fato de modo incerto, impreciso, 
duvidoso. Normalmente é empregado em orações que 
dependem de outras (subordinadas). 
 
Ex: Viajaríamos se fizesse calor. 
 
 Presente – é empregado nas orações subordinadas 
para expressar fatos presentes ou futuros. 
 
Ex: É justo que eles fiquem. (presente) 
Desejo que todos compareçam. (futuro) 
 
 Pretérito imperfeito – indica uma ação passada, 
presente ou futura em relação ao verbo da oração 
principal. 
 
Ex: 
Se neste momento eu tivesse coragem, contaria a 
verdade. (presente) 
Mesmo que saísse antes, não teria chegado a tempo. 
(passado) 
 
Ficaria feliz se ele fosse à minha casa. (futuro) 
 
 Futuro – é empregado em orações subordinadas para 
indicar eventualidade no futuro. 
 
Ex: Farei o trabalho se tiver tempo. 
 
MODO IMPERATIVO 
 
O imperativo exprime uma atitude de ordem, solicitação, 
convite ou conselho. É empregado em orações absolutas, 
principais ou coordenadas. 
 
Ex: 
Prestem atenção! (ordem) 
Empreste-me o livro, por favor. (solicitação) 
Venha à festa do meu aniversário. Será lá em casa. 
(convite) 
Não guarde rancor, pode lhe dar uma gastrite. (conselho) 
 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Considerando os verbos destacados nas frases 
abaixo, relacione a coluna da esquerda com a da 
direita. Depois marque a sequência numérica que 
corresponde ‘a resposta certa. 
( ) Ser livre – como diria o famoso conselheiro – é não 
ser escravo. 
( ) Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade. 
( ) Diz-se que o homem nasceu livre. 
( ) Diz-se que renunciar à liberdade é renunciar à 
própria condição humana. 
( ) Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos 
de outrora não acreditavam que se pudesse chegar com 
um fio de linha. 
( ) Os loucos que sonharam sair de seus pavilhões 
usando a fórmula do incêndio para chegarem à 
liberdade, morreram. 
 
(1) infinitivo impessoal 
(2) pres. do indicativo 
(3) infinito pessoal 
(4) futuro do pretérito 
(5) imperfeito do subjuntivo 
(6) perfeito do indicativo 
a) 4-2-6-1-5-3 
b) 5-6-2-4-1-3 
c) 4-1-2-6-5-3 
d) 4-2-1-6-5-3 
e) 3-6-5-2-1-4 
 
2. Avalie as afirmações a propósito do emprego das 
formas verbais. 
I – “Estaria” - está no futuro do pretérito do indicativo e 
exprime probabilidade. 
II – “acreditaram” - está no pretérito perfeito do indicativo 
e indica uma ação passada concluída. 
III – “sofre” - está no presente do subjuntivo para enunciar 
um fato hipotético. 
IV – “dispõe” - está no presente do indicativo para indicar 
um estado atual. 
 
 
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Estão corretas as afirmações 
(A) I, II, III e IV. 
(B) II, III e IV, apenas. 
(C) I, III e IV, apenas. 
(D) I, II e IV, apenas. 
(E) I, II e III, apenas. 
 
3. Assim, mesmo que tal evolução impacte as contas 
públicas ... (2o parágrafo) 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em 
que se encontra o grifado acima está também grifado 
na frase: 
 
a) Entre os fatores apontados pela pesquisa, deve ser 
considerado o controle dos índices de inflação. 
b) Com a valorização do salário mínimo, percebe-se um 
aumento do poder de compra dos trabalhadores mais 
humildes. 
c) A última pesquisa Pnad assinala expressiva melhoria 
das condições de vida em todas as regiões do país. 
d) É desejável que ocorra uma redução dos índices de 
violência urbana, consolidando as boas notícias trazidas 
pela pesquisa. 
e) Segundo a pesquisa, a renda obtida por aposentados 
acaba sendo veículo de movimentação da economia 
regional. 
 
4. Em qual, dentre as frases abaixo, a forma verbal em 
destaque está corretamente empregada? 
(A) O fogão não foi acendido até aquele momento. 
(B) A invenção foi aceita de imediato. 
(C) As crianças foram expulsadas da cozinha. 
(D) Ele tinha limpo a cozinha depois do acidente. 
(E) Ele tinha aceso o fogão pela manhã. 
 
5. Assinale a alternativa cujo verbo destacado se 
encontra no passado. 
(A) “...ela está presente em alguns alimentos...” 
(B) “...o suplemento de vitamina D pode reduzir o risco do 
câncer de cólon...” 
(C) “...segundo a BMJ, que informa que o estudo contou 
com o apoio do Fundo Mundial...” 
(D) “...agora há mais provas de que há maiores 
possibilidades...” 
(E) “...os pesquisadores observaram as quantidades do 
composto...” 
 
6. Assinale a alternativa cuja forma verbal NÃO está 
conjugada no modo indicativo. 
(A) “...destacaram, no entanto, que o vínculo não é 
definitivo...” 
(B) “‘...pessoas com baixos níveis de vitamina D possam 
desenvolver...’” 
(C) “...ela está presente em alguns alimentos...” 
(D) “Pesquisa relaciona falta de vitamina D e câncer de 
cólon...” 
(E) “...agora há mais provas de que há maiores 
possibilidades...” 
 
7. Assinale a alternativa em que as formas verbais 
estão corretamente flexionadas. 
a) Procuro aquele funcionário competente. Quando o 
ver, avise-me, por favor. 
b) Se a empresa prevesse que seus empregados 
seriam desonestos, o que faria? 
c) De onde provêm as verbas aplicadas em ações 
sociais? Alguém as retém? 
d) As empresas manteram todas aquelas atividades de 
ação social, ao trabalharem no bairro. 
e) Os candidatos à eleição proporam medidas de ação 
social, mas esqueceram-nas. 
 
8. Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo 
estão corretamente flexionados em: 
a) As influências africanas manteram-se, principal-
mente, em relação às palavras. Quem se propor a 
estudar as línguas faladas na América pode constatar 
isso. 
b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco, 
abrandando-lhe a linguagem. Não pôde ser diferente, 
creiamos. 
c) Muitas palavras do português provieram do contacto 
com línguas estrangeiras. Os brasileiros nem sempre se 
precavêm diante de influências linguísticas estrangeiras. 
d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos 
e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. 
Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. 
e) estrangeiras também norteam o destino das línguas. 
Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na 
história das línguas. 
 
9. A frase que atende integralmente ao padrão culto 
escrito é: 
(A) Vossa Excelência, é certo que vossa presença está 
sendo reclamada: todos querem que continui a 
prestar apoio ao grupo de trabalho. 
(B) As alterações que provirem da reunião com o prefeito 
serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de 
todos os cidadãos da comunidade. 
(C) Os guardas-florestaisrequereram revisão do acordo 
feito com empresas que não respeitam as normas 
ambientais. 
(D) Se o manual contesse todas as informações 
necessárias, não haveria necessidade de eu estar 
solicitando mais esclarecimentos. 
(E) Se você o ver ainda hoje, avise que o prazo para 
entrega do documento expirará amanhã. 
 
10. Transpondo para a voz ativa a frase: “O filme ia 
ser dirigido por um cineasta ainda desconhecido”, 
obtém-se a forma verbal: 
 
a) dirigirá. 
b) dirigir-se-á. 
c) vai dirigir. 
d) será dirigido. 
e) ia dirigir. 
 
11. Transpondo para a voz ativa a oração: “Os 
documentos estão sendo destruídos pela umidade e 
pelos ratos...”, obtém-se a seguinte forma verbal: 
a) destroem. 
b) destruíram. 
c) vão sendo destruídos. 
d) iam destruindo. 
e) estão destruindo. 
 
12.Transpondo-se para a voz passiva a frase Os 
velhinhos viam muito pouca coisa, a forma verbal 
resultante será: 
a) era vista. 
b) eram vistos. 
c) fora visto. 
d) tinham visto. 
e) tinha sido vista. 
 
 
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13. Transpondo-se a oração “no meio de qualquer 
dificuldade encontra-se a oportunidade.” da voz passiva 
pronominal para a passiva analítica, a forma verbal 
equivalente, semântica e gramaticalmente, à 
destacada é 
(A) havia sido encontrada. 
(B) é encontrada. 
(C) terá encontrado. 
(D) encontra. 
(E) teria sido encontrada. 
 
14. Assinale a alternativa cuja forma verbal NÃO esta 
conjugada no modo indicativo. 
(A) “... todos os velhinhos que morreram tinham 
doenças....” 
(B) “’É necessário criar o hábito de ingerir líquido mesmo 
que não se tenha sede.’” 
(C) “...Santos, no litoral de São Paulo, registrou 32 
mortes...” 
(D) “’A sensação de sede só aparece nos idosos quando 
eles estão...’” 
(E) "’Aí, além de não beber água, a pessoa toma remédio 
para fazer mais xixi.’" 
 
15. “Um estudo britânico revela que...” 
Assinale a alternativa correta a respeito do verbo 
destacado. 
(A) Está conjugado no presente do indicativo. 
 (B) Está conjugado no presente do subjuntivo. 
(C) Está conjugado no pretérito perfeito do indicativo. 
(D) Está conjugado no pretérito perfeito do subjuntivo. 
(E) Está conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo 
 
 
CLASSES INVARIÁVEIS 
 
O ADVÉRBIO 
 
Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados 
de acordo com a circunstância que expressam em: 
 
 Afirmação: sim, certamente, efetivamente, realmente, 
sem dúvida, com certeza. 
 Dúvida: talvez, quiçá, possivelmente, provavelmente. 
 Intensidade: muito, pouco, bastante, demais, menos, 
tão. 
 Lugar: aqui, ali, aí, cá, lá, atrás, perto, abaixo, acima, 
dentro, fora, além, adiante, à direita, à esquerda. 
 Tempo: agora, já, ainda, amanhã, cedo, tarde, 
sempre, nunca, de manhã, de repente. 
 Modo: assim, bem, mal, depressa, devagar, 
calmamente, afobadamente, alegremente, à vontade, 
ao léu. 
 Negação: não, tampouco, de maneira alguma. 
 
EMPREGO DOS ADVÉRBIOS: 
 
1. Quando se coordenam vários advérbios terminados 
em - mente, pode-se usar esse sufixo apenas no 
último: 
Ex: Estava dormindo calma, tranquila sossegadamente. 
 
2. Antes de particípios não se devem usar as formas 
irregulares do comparativo de superioridade (melhor, 
pior), e sim as formas analíticas (mais bem, mais 
mal): 
Ex: Aquelas alunas estavam mais bem preparadas que 
as outras. 
 
3. Na linguagem popular, é comum o advérbio 
receber sufixo diminutivo. Nesses casos, o sufixo não 
adquire valor propriamente diminutivo, e sim 
superlativo: 
Ex: 
Ele chegou cedinho. (muito cedo) 
Moro pertinho de você. (bem perto) 
 
4. Ainda na linguagem popular, é comum a repetição 
do advérbio a fim de intensificá-lo: 
Ex: 
Devo chegar cedo, cedo. 
Parto logo, logo. 
 
A PREPOSIÇÃO 
 
EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES: 
 
1. As preposições podem assumir inúmeros valores 
semânticos: 
 
 Meio – Chegou de ônibus. 
 Origem – Voltou de Pernambuco. 
 Companhia – Saiu com os amigos. 
 Falta ou ausência – Vivia sem dinheiro. 
 Finalidade – Discursava para convencer. 
 Lugar – Morava em uma praia distante. 
 Causa – Morreu de fome. 
 Matéria – Usava um chapéu de palha. 
 Posse – O carro de Paulo é antigo. 
 Assunto – Conversavam sobre futebol. 
 
2. Algumas preposições podem aparecer unidas a 
outras palavras. Quando na junção da preposição 
com outra palavra não houver perda de elemento 
fonético, teremos combinação. Caso haja alteração 
fonética, teremos contração. 
 
Combinação: 
ao (a + o) aos (a + os) aonde (a + onde) 
 
Contração: 
do (de + o) dum (de + um) 
desta (de + esta) no (em + o) 
num (em + um) neste (em + este) 
 
3. A preposição a pode se fundir com um outro a (ou 
as). Essa fusão é indicada pelo acento grave (`) e 
recebe o nome de crase. 
 
Ex: 
Vou à escola. (Vou a + a escola.) 
Fizeram referência às colegas. (Fizeram referência a + as 
colegas.) 
 
4. Na linguagem formal culta, não se deve fazer a 
contração da preposição de com o artigo que 
encabeça o sujeito de um verbo. 
 
Ex: 
Está na hora de a onça beber água. (e não: Está na hora 
da onça beber água.) 
Gabarito 
1. A 2. D 3. D 4. B 5. E 
6. B 7. C 8. D 9. C 10. E 
11. E 12. A 13. B 14. B 15. A 
 
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A CONJUNÇÃO 
 
As conjunções, assim como as locuções conjuntivas, 
classificam-se em coordenativas e subordinativas. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
As conjunções coordenativas subdividem-se em: 
 Aditivas (indicam soma, adição): e, nem, mas, 
também, mas ainda. 
 Adversativas (indicam oposição, contraste): mas, 
porém, todavia, contudo, entretanto. 
 Alternativas (indicam alternância, escolha): ou, 
ou...ou, ora...ora, quer...quer. 
 Conclusivas (indicam conclusão): pois, (posposto ao 
verbo), logo, portanto, então. 
 Explicativas (indicam explicação): pois (anteposto ao 
verbo), porque, que. 
 
ORAÇÕES COORDENADAS 
I) Assindéticas: as que não são introduzidas por uma 
conjunção. 
Ex.: Assisti ao filme e fiz os comentários. 
 
II) Sindéticas: as que se introduzem por uma conjunção, 
chamada coordenativa. 
 
Ex.: Trabalhei bastante, logo estou cansado. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS 
 
As coordenadas sindéticas recebem, de acordo com o 
sentido e o valor das conjunções, cinco classificações. 
 
Veja, a seguir. 
 
1) Coordenadas sindéticas aditivas: as que indicam 
uma simples soma, adição. 
 
Ex.: Ele vendeu as mercadorias e voltou ao escritório. 
 
Não só estuda, mas também trabalha. (ou seja: estuda e 
trabalha) 
 
2) Coordenadas sindéticas adversativas: as que 
expressam uma ideia contrária, adversa. 
 
Ex.: Trabalhei bem, mas fui rejeitado. 
 
3) Coordenadas sindéticas conclusivas: as que 
exprimem uma conclusão. 
 
Ex.: Analisei o material, portanto posso falar sobre ele. 
 
4) Coordenadas sindéticas alternativas: as que 
expressam uma alternativa; a conjunção normalmente é 
repetida, considerando-se, nesse caso, alternativas as 
duas orações. 
 
Ex.: Ora lê, ora escreve. 
 
5) Coordenadas sindéticas explicativas: as que 
exprimem uma explicação, uma justificativa; aparecem, 
com mais frequência, depois de imperativo. 
 
Ex.: Choveu muito, porque o chão está alagado. 
Volte logo, que vai chover. 
 
Conjunções SubordinativasAs conjunções subordinativas subdividem-se em: 
 Causais (exprimem causa, motivo): porque, visto que, 
já que, uma vez que, como, etc. 
 Condicionais (exprimem condição): se, caso, 
contanto que, desde que, etc. 
 Consecutivas (exprimem resultado, consequência): 
que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, de 
maneira que, etc. 
 Comparativas (exprimem comparação): como que 
(precedido de mais ou menos), etc. 
 Conformativas (exprimem conformidade): como, 
conforme, segundo, etc. 
 Concessivas (exprimem concessão): embora, se 
bem que, ainda que, mesmo que, conquanto, etc. 
 Temporais (exprimem tempo): quando, enquanto, 
logo que, desde que, assim que, etc. 
 Finais (exprimem finalidade): a fim de que, para que, 
que, etc. 
 Proporcionais (exprimem proporção): à proporção 
que, à medida que, etc. 
 Integrantes: que, se (quando iniciam oração 
subordinada substantiva). 
 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS: 
As que exercem a função de adjunto adverbial da oração 
principal. São iniciadas por uma conjunção subordinativa 
que tem o mesmo nome da oração. 
 
Ex.: Os problema apareceram quando chegamos à 
fazenda. 
 
Quando chegamos à fazenda: oração subordinada 
adverbial temporal. 
 
Quando: conjunção subordinativa temporal 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS ADVERBIAIS 
 
1) Causal: a que funciona como adjunto adverbial de 
causa da oração principal. 
Ex.: A mulher gritou porque teve medo. 
Como fazia frio, fechou as janelas. 
 
2) Concessiva: A que funciona como adjunto adverbial 
de concessão da oração principal, ou seja, uma ideia 
contrária ao que se diz na oração principal. 
 
Ex.: Embora tenha corrido muito, não ficou suado. 
Ainda que gritássemos, ninguém atenderia. 
 
3) Condicional: a que funciona como adjunto adverbial 
de condição da oração principal. 
 
Ex.: Apresentarei o projeto se me derem oportunidade. 
Sem que haja determinação, isso é impossível. 
 
4) Conformativa: a que indica conformidade, acordo. 
 
Ex.: Conforme nos informaram, faltou energia no bairro. 
Fiz tudo como estava combinado. 
 
 
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5) Comparativa: a que indica comparação. 
 
Ex.: Falava alto como o irmão. 
Ela é mais delicada que a prima. 
 
6)Consecutiva: indica consecução, consequência. 
 
Ex.: Falou tão alto que a família acordou. 
 
7) Final: a que indica finalidade. 
 
Ex.: Abriu a porta para que o cachorro saísse. 
Foi para a cabana a fim de que ninguém o 
incomodasse. 
 
8) Proporcional: a que indica proporção. 
 
Ex.: Seremos felizes à medida que nos tornarmos 
bons. 
Quanto mais leio, mais aprendo. 
 
9) Temporal: a que indica tempo. 
 
Ex.: Só voltou a jogar quando se sentiu bem. 
Assim que chegou, foi para a cozinha. 
 
A INTERJEIÇÃO 
 
Interjeição é a palavra invariável através da qual 
exprimimos sentimentos e emoções variados. 
 
 Alegria: ah!, oh!, oba! 
 Advertência: cuidado!, atenção! 
 Alívio: ufa!, arre! 
 Animação: coragem!, avante!, eia! 
 Desejo: Oxalá!, tomara! 
 Dor: ai!, ui! 
 Espanto: oh!, chi!, ué!, barbaridade!, uai! 
 Impaciência: hum!, hem! 
 Invocação: ô!, alô!, olá! 
 Silêncio: psiu!, silêncio! 
 
Quando a interjeição é expressa por mais de um 
vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. 
 
 Ex: Ora bolas! / puxa vida! / se Deus quiser! 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. As relações expressas pelas preposições 
estão corretas na sequência: 
I. Saí com ela. 
II. Ficaram sem um tostão. 
III. Esconderam o lápis de Maria. 
IV. Ela preferiu viajar de navio. 
V. Estudou para passar. 
 
a) companhia; falta; posse; meio; fim 
b) falta; companhia; posse; meio; fim 
c) companhia; falta; posse; fim; meio 
d) companhia; posse; falta; meio; fim 
e) companhia; falta; meio; pose; fim 
 
2. “Recuso, COM o mesmo sorriso...”, a frase em 
que a preposição destacada tem o mesmo sentido 
que possui nesse segmento é: 
a) O cronista visita a casa com os amigos. 
b) Com a chegada das férias, o cronista visita a casa 
c) O cronista encontra com as mesmas pessoas de 
sempre. 
d) O cronista fala com educação sobre as novidades. 
e) A crônica e produzida com a ajuda do computador. 
 
3. Assinale a alternativa em que o termo destacado 
tem valor de advérbio. 
a) Achei-o meio triste, com o ar abatido. 
b) Não há meio mais fácil de estudar. 
c) Só preciso de meio metro dessa renda. 
d) Encarou-nos, esboçando um meio sorriso. 
e) Ela caiu bem no meio do jardim. 
 
4. Assinale a alternativa em a expressão destacada 
não possui o significado equivalente à que está entre 
parênteses, segundo a norma padrão. 
a) Fazia as atividades sem vaidade pessoal. 
(humildemente) 
b) Entrou sem que ninguém notasse. 
(sorrateiramente) 
c) Aceitou tudo sem se revoltar. (calmamente) 
d) Trataram-me como irmão. (fraternalmente) 
e) Recebeu a medicação pouco a pouco. 
(concomitantemente) 
 
5. Os advérbios em "mente" das alternativas abaixo 
designam a mesma circunstância, exceto em: 
a) Os soldados combateram estoicamente até à morte. 
b) Os fiscais sugeriram ironicamente que os candidatos 
fossem submetidos a um outro exame. 
c) Possivelmente haverá uma nova oportunidade. 
d) No momento da discussão, alguns convidados 
saíram sutilmente sem despedirem-se. 
 
6. Analise os trechos a seguir: 
 
I- “Com a aprovação da instrução que trata dos prazos e 
regras para as representações, reclamações e pedidos 
de respostas referentes às eleições”. 
II- “O TSE também definiu que no caso de pedido de 
resposta na imprensa escrita, a solicitação deve ser feita 
até 72 horas depois da veiculação da ofensa.” 
III- “A resposta deverá ser divulgada na primeira edição 
que circular”. 
IV- “O partido político ou coligação que tenha usado o 
tempo concedido sem responder aos fatos veiculados na 
ofensa, terá subtraído do respectivo programa eleitoral o 
mesmo tempo”. 
 
Em qual(is) delas a palavra destacada não é conjunção 
integrante? 
a) Apenas na I. 
b) Apenas na II. 
c) Apenas na III. 
d) Apenas na II e na IV. 
e) Apenas na I, III e IV. 
 
7. Todas as conjunções sublinhadas abaixo são 
adverbiais causais, EXCETO UMA. Assinale-a. 
A) A criança levou uma surra porque fez muitas 
travessuras. 
B) Já que não pretendes estudar, deves procurar um 
trabalho. 
C) Como não pagasse as contas, teve os créditos 
cortados. 
D) Como estava doente, não fui à festa. 
E) Tudo ocorreu como eu tinha previsto. 
 
 
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8. Leia os fragmentos abaixo e identifique as relações 
semânticas que são sinalizadas pelos conectores 
sublinhados. 
I. Como o sol não costuma dar trégua, as praias são 
sempre uma ótima opção. (Anúncio de uma Agência 
de Viagens) 
II. Se não houvesse pesquisa, todas as grandes 
invenções e descobertas científicas não teriam 
acontecido. (Marcos Bagno) 
III. Desde que foi escolhido para substituir o italiano 
Albino Luciani, em outubro de 1978, João Paulo II foi 
assunto de capa de Veja treze vezes. 
IV. A linguística não é sensível às preocupações com o 
suposto risco de “descaracterização” do idioma, visto 
que, por sua natureza, a língua só assimila as 
transformações que lhe são úteis e necessárias. 
(Folha de S. Paulo). 
 
Assinale a alternativa que contém a sequência 
CORRETA. 
A) I – Condicionalidade, II – conformidade, III – 
temporalidade, IV– causalidade. 
B) I – Causalidade, II – condicionalidade, III – 
causalidade, IV – temporalidade. 
C) I – Comparação, II – condicionalidade, III – 
temporalidade, IV – causalidade. 
D) I – Causalidade, II – condicionalidade, III – 
temporalidade, IV – causalidade. 
E) I – Comparação, II – causalidade, III – temporalidade, 
IV – comparação. 
 
9. Leia os fragmentos abaixo: 
 
1. “Pouquíssimos países no mundo têm níveis tão altos 
de repetência como o nosso”. 
2. “Essa é a arma dos pais para que o filho se mantenha 
por longo tempo colado à cadeira e com os olhos no 
livro”. 
3. “Sem ela, sentem-se impotentes. Portanto, estamos 
diante de um dilema”. 
4. “Ao contrário de outros dilemas, esse tem solução 
clara, ainda que difícil”. 
5.“Se não aprenderam a lição, é porque "sua cabeça não 
dá". 
 
Considerando os termos destacados como recursos 
coesivos do texto, pode-se afirmar que esses 
conectivos estabelecem naquele contexto, 
respectivamente, relação de: 
a) comparação, finalidade, conclusão, concessão, 
explicação. 
b) causa, finalidade, explicação, concessão, condição. 
c) causa, finalidade, conclusão, concessão, explicação. 
d) comparação, causa, conclusão, concessão, condição. 
e) comparação, finalidade, conclusão, concessão, 
condição. 
 
10. Assinale a alternativa que apresenta uma correta 
inter-relação entre o trecho destacado do enunciado e 
a relação semântica dada entre parênteses. 
a) “algo que parece óbvio, mas tão difícil de realizar, não 
só nas políticas públicas, mas também nas ações 
empresariais, como mostram inúmeros exemplos da 
nossa história.” (COMPARAÇÃO) 
b) “Para que isso se torne uma realidade no curto prazo, 
é fundamental o esforço de cada um.” (CONDIÇÃO) 
c) “se há alguma melhora nos nossos indicadores 
educacionais, eles ainda estão longe de alcançar as 
metas de qualidade propostas pela sociedade.” 
(CONFORMIDADE) 
d) “o foco deve ser a equidade e os direitos do ser 
humano e, portanto, as áreas sociais devem ser 
priorizadas.” (CONCLUSÃO) 
e) “Prefeitos de todo o país tomaram posse discursando 
sobre cortes nos orçamentos municipais, embora a 
maioria deles tenha ressaltado que o social não sofrerá 
alterações.” (CAUSALIDADE) 
 
11. Acerca das relações lógico-semânticas 
presentes no Texto 1, analise o que se afirma a 
seguir. 
 
1. “os resultados do IDEB no Brasil vêm demonstrar o 
porquê da dificuldade de o país atingir níveis sociais 
parecidos com os do “primeiro” mundo, apesar das 
riquezas naturais, de certos setores que alavancam a 
economia e das inteligências, que não ficam atrás das 
melhores cabeças do mundo”. – Nesse trecho, 
evidencia-se uma relação concessiva. 
2. “Enquanto as autoridades não olharem com interesse 
o problema da educação no Brasil, qualquer 
investimento social não vai apresentar resultados 
duradouros.” – Nesse trecho, há concomitância 
temporal entre as ideias apresentadas. 
3. “A escola deveria ser o complemento, o que dá as 
ferramentas, o estofo e o embasamento para o 
exercício da cidadania, com seus direitos e deveres. 
Porém, infelizmente, o que temos no nosso país são 
muitos maus modelos”. – Nesse trecho, o termo 
sublinhado sinaliza uma mudança na orientação 
argumentativa. 
4. “Não adianta a tecnologia avançada, computadores 
de última geração em casa ou nas salas de aula, se a 
criança não tiver a cabeça feita, uma boa formação, 
que lhe oriente como aproveitar de maneira inteligente 
todo esse conhecimento”. – Nesse trecho, pode-se 
reconhecer uma relação condicional. 
Estão corretas: 
a) 1 e 2, apenas. 
b) 1 e 3, apenas. 
c) 3 e 4, apenas. 
d) 1, 2 e 4, apenas. 
e) 1, 2, 3 e 4. 
 
12. “Embora diferentes, os dois poemas apontam 
para o grande tema da ética, desde que esta se 
tornou questão filosófica”. Nesse trecho, as 
relações sintático-semânticas expressas pelos 
conectivos sublinhados repetem-se em: 
a) Ainda que este pareça um país rico e livre, não o 
podemos assim considerar, pois a maior parte de seu 
povo é pobre. 
b) Mesmo que me neguem o direito de expressão, 
perguntarei muitas vezes pela liberdade, como nunca 
ninguém o fez. 
c) As mulheres, apesar de conseguirem conquistas 
libertadoras, assim que se viram presas à dupla 
jornada, se sentiram frustradas. 
d) Se bem que tenhamos perdido de vista a liberdade, 
não desistimos de nossos ideais, já que eles fazem 
parte de nós. 
e) Quando estudante, ele se dizia anarquista, desde que 
não lhe oferecessem emprego e estabilidade. 
 
 
 
 
 
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13. Na frase: "Passaram dois homens a discutir, um a 
gesticular e o outro com a cara vermelha", o termo a 
está empregado, sucessivamente, como: 
a) artigo, preposição, preposição 
b) pronome, preposição, artigo 
c) preposição, preposição, artigo 
d) preposição, pronome, preposição 
e) preposição, artigo, preposição 
 
14. Indique a alternativa que expressa incorretamente a 
circunstância do advérbio sublinhado: 
a) Não me venha com reclamações. (Negação) 
b) Certamente as instruções foram seguidas à risca. 
(Afirmação) 
c) Alguns não conseguiram sair de lá. (Lugar) 
d) Todos ficaram muito tristes com a notícia. 
(Intensidade) 
e) Talvez ela vá ao seu encontro. (tempo) 
 
15. Sobre Classes de Palavras, em qual das 
alternativas abaixo, existe uma afirmação 
CORRETA? 
a) “Ao longo dos seus 36 anos, o guia eleitoral passou 
por várias modificações...” – o verbo sublinhado indica 
uma ação que está por vir. 
b) “...gerando discussões políticas...” – neste contexto, o 
termo sublinhado se classifica como um substantivo. 
c) “...algumas bastante significativas.” – o termo 
sublinhado é um advérbio, daí ser invariável. 
d) “Embora criado para auxiliar na escolha do eleitor...” – 
o termo sublinhado se classifica como conectivo que 
indica temporalidade. 
e) “...se notabilizou pela “pancadaria” entre 
adversários...” – o termo sublinhado é uma palavra 
invariável, classificada como conjunção. 
 
16. "Os tempos e as circunstâncias mudaram, mas o 
princípio de complicar para valorizar-se permanece em 
vigor." Nesse trecho, podem-se evidenciar, 
respectivamente, as seguintes relações semânticas: 
A) oposição e finalidade. 
B) causa e tempo. 
C) concessão e causa. 
D) tempo e oposição. 
E) tempo e finalidade. 
 
Só teremos chances de sobrevivência se dedicarmos 
algum tempo a olhar por cima de nossos próprios 
ombros, se de fato nos preocuparmos com os outros e 
vivermos além dos limites de nossas próprias famílias e 
instituições.” 
17. Nesse trecho do Texto, a relação semântica mais 
relevante é a de: 
A) conclusão. 
B) condição. 
C) causalidade. 
D) consequência. 
E) conformidade. 
 
18.“Sempre escondida, que a patroa não gostava de 
criança”, o vocábulo em destaque é 
A) pronome relativo. 
B) conjunção causal. 
C) conjunção integrante. 
D) advérbio. 
E) pronome substantivo. 
 
19. Somos os herdeiros do futuro / E pra esse futuro ser 
feliz / Vamos ter que cuidar bem desse país”. O 
segmento destacado desse trecho expressa uma 
relação semântica de: 
A) causalidade. 
B) condição. 
C) finalidade. 
D) tempo. 
E) consequência. 
 
O preconceito racial provavelmente jamais será extinto, 
A) por ser parte da condição humana e ter raízes 
profundas na história da espécie. B) Mas C) pode ser 
reprimido por todos os meios compatíveis com os valores 
e o sistema jurídico das sociedades abertas. É uma 
empreitada permanente que, pela própria disseminação 
da hediondez a ser combatida, transcende as fronteiras 
dos países. Requer robustos acordos supranacionais que 
incentivem,em toda parte, a educação baseada na 
tolerância e no D) respeito às diferenças, a partir da 
premissa de que todos os seres humanos são 
essencialmente iguais. A cooperação multilateral é 
indispensável também para a denúncia das políticas de 
cunho racista, E) bem como para a aprovação de leis 
compartilhadas que tipifiquem e punam, com severidade, 
qualquer forma de discriminação entre as pessoas, onde 
quer que ocorra. 
O Estado de S.Paulo, Editorial, 23/4/2009 (com 
adaptações). 
20. Com relação ao texto acima, assinale a opção 
incorreta. 
A) Na linha 2, o segmento “por ser” poderia ser 
substituído por uma vez que é, desde que a forma 
verbal “ter” fosse alterada para tem, a fim de que o 
período se mantivesse correto gramaticalmente. 
B) A conjunção “Mas” (l.3) pode, sem prejuízo para a 
informação original do período, ser substituída por 
qualquer uma destas conjunções seguidas de 
vírgula: Porém, Contudo, Todavia, No entanto. 
C) Logo após a conjunção “Mas” (l.3), subentende-se a 
elipse da expressão antecedente “O preconceito 
racial” (l.1). 
D) O sinal indicativo de crase em “às diferenças” (l.9-10) 
justifica-se pela regência da palavra “respeito” (l.9) e 
pela presença de artigo definido feminino plural. 
E) A expressão “bem como” (l.13) estabelece uma 
relação de finalidade entre as orações do período em 
que ela ocorre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito 
01. A 02. D 03. A 04. E 05. C 
06. E 07. E 08. D 09. E 10. D 
11. E 12. C 13. C 14. E 15. C 
16. A 17. B 18. B 19. C 20. E 
 
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ESTUDO DA REGÊNCIA 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
 
Exemplos: 
 
Acessível (a) 
Acostumado a, com 
Afável com, para com 
Antipatia a, contra, por 
Apto a, para 
Atencioso com, para com 
Compatível com 
Compreensível a 
Comum a, de 
Conforme a, com 
Cruel com, para com, 
para 
Descontente com 
Devoção a, para com, por 
Dúvida acerca de, de, 
em, sobre 
Fácil a, de, para 
Falho de, em 
Firme em 
Hábil em 
Horror a 
Hostil a, para com 
Idêntico a 
 
(in) compatível com 
Indiferente a 
Liberal com 
Natural de 
Necessário a 
Nocivo a 
Paralelo a 
Parecido a, com 
Permissivo a 
Preferível a 
Prejudicial a 
Propício a 
Respeito a, com, de, para 
com, por 
Semelhante a 
Sensível a 
Situado (sito, residente, 
Morador)  em, entre 
Suspeito a, de 
Vereador, deputado, 
Senador  por, pelo(a)(s) 
versado em 
 
 
REGÊNCIA VERBAL 
 
1. ASSISTIR 
 
No sentido de socorrer, dar assistência é VTD 
Ex.: A enfermeira assistiu o doente. 
 
No sentido de ver, observar, presenciar é VTI (A) 
Ex.: Paulo assistiu ao (a um) filme na TV. 
 
No sentido de caber, pertencer é VTI (A) 
Ex.: Liberdade é um direito que assiste ao homem. 
 
Observação: Admite a forma oblíqua LHE. 
Ex.: É um direito que lhe assiste. 
 
 No sentido de morar, residir é VI (EM) 
Ex.: Jéssica assiste em Recife. 
 
2. ASPIRAR 
 
No sentido de respirar, sorver, inspirar é VTD 
Ex.: Nós aspiramos o/um perfume. 
 
No sentido de almejar, pretender é VTI (A) 
Ex.: Pedro aspira ao/a um cargo de chefia. 
 
Observação: Mesmo com a preposição A, este verbo 
não admite a forma oblíqua LHE (Esse posto? Aspiro-
lhe). Usa-se a forma convencional: Aspiro a ele. 
 
 
 
 
3. VISAR 
 
No sentido de mirar ou dar o visto é VTD 
Ex.: O atirador visou o alvo, mas errou o tiro. 
 O professor visou os exercícios. 
 
No sentido de almejar, ter em vista é VTI (A) 
Ex.: Marcos ajudava sem visar a lucros. 
 
Observação: Nesse sentido, visar não pode ser usado 
na forma oblíqua LHE (“Esse posto? Viso-lhe”), mas sim 
“Esse posto? Viso a ele”. 
 
4. CHAMAR 
 
 No sentido de reunir, convocar é VTD 
Ex.: O presidente chamou a (ou pela) imprensa. 
O técnico chamou mais (ou por mais) dois jogadores. 
 
No sentido de apelidar, cognominar 
Ex.: Chamei (a) Ricardo (de) preguiçoso. 
 
5. PROCEDER 
 
É VI no sentido de: originar-se (DE) e ter fundamento 
Ex.: A carta procede do Japão. 
 Sua acusação não procede. 
 
É VTI para: executar (A) 
Ex.: Vossa Excelência irá proceder ao inquérito. 
 
6. ESQUECER / LEMBRAR 
 
Ambos são VTD (quando não pronominais) 
Ex.: Mariana esqueceu (ou lembrou) tudo. 
 
São VTI (DE) quando pronominais 
Ex.: Mariana se esqueceu (se lembrou) de tudo. 
 
7. AGRADAR 
 
No sentido de fazer carinho é VTD 
Ex.: A mãe agradava o seu filho. 
 
No sentido de contentar, satisfazer é VTI (A) 
Ex.: As notas não agradaram aos professores. 
 (ou não lhes agradaram) 
 
8. INFORMAR, AVISAR, PREVENIR, ADVERTIR, 
NOTIFICAR, CIENTIFICAR e CERTIFICAR 
 
 Apresentam OD (coisa) e OI (pessoa) ou vice-versa: 
Ex.: Informe os novos prazos aos interessados. 
 Informe os interessados dos novos prazos. 
 (ou sobre os novos prazos) 
 
Caso se utilizem pronomes como complementos: 
Ex.: Informe-os aos interessados. 
 (Informe-lhes os novos prazos) 
 Informe-os dos novos prazos. 
 (Informe-se deles ou sobre eles) 
 
9. PAGAR / PERDOAR / AGRADECER 
 
Ex.: Paguei o livro. (VTD  OD = coisa) 
 Paguei ao livreiro. (VTI  OI = pessoa) 
 Paguei o livro ao livreiro. (VTDI) 
 
 
 
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10. QUERER 
 
No sentido desejar é VTD 
Ex.: “Eu quero uma casa no campo.” (Zé Rodrix) 
 
No sentido de estimar, ter afeto - VTI (A) 
Ex.: Quero a meus amigos. 
 
11. IMPLICAR 
 
No sentido de acarretar, provocar é VTD 
Ex.: Sua postura implicará demissões. 
 
No sentido de incomodar, embirrar é VTI(COM) 
Ex.: Ana implica com minhas amizades. 
 
No sentido de Envolver-se é VTDI (EM/COM) 
Ex.: Implicaram o tio em atividades criminosas. 
 
12. CUSTAR 
 
No sentido de Ter o valor / preço de é VI 
Ex.: A calça custou vinte reais. 
 
No sentido de Ser penoso/difícil é VTI 
Ex.: Custa a um cidadão acreditar nos políticos. 
 Custou-nos (ou custou-lhes) ter que agir. 
 
Observação: São erradas as construções: “Custamos a / 
para entender o assunto.” 
*Usa-se: Custou-nos entender o assunto. 
 
13. PREFERIR (VTDI) 
 
Ex.: Prefiro doces a salgados. 
 
14. RESPONDER 
 
É VTD para dar o conteúdo da resposta diretamente. 
Ex.: Ele respondeu que não estava bem hoje. 
 
É VTI (A) quando se refere a “quem” ou o “que” produziu 
a pergunta. 
Ex.: Ele respondeu ao questionário / ao seu tio. 
 
OUTRAS REGÊNCIAS 
 
a) São Transitivos Diretos: abandonar, abençoar, 
aborrecer, abraçar, conservar, convidar, proteger, 
respeitar, prejudicar, visitar, socorrer, suportar, conhecer, 
eleger, etc. 
 
b) São Transitivos Indiretos: simpatizar/ antipatizar 
(com), consistir (em), obedecer/ desobedecer (a)... 
 
c) São Indiferentemente Transitivos Diretos ou 
Transitivos Indiretos: abdicar (de), almejar (por), ansiar 
(por), anteceder (a), atender (a), atentar (em, para), 
cogitar (de, em), consentir (em), deparar-se (com), 
desdenhar (de), gozar (de), necessitar (de), preceder (a), 
presidir (a), renunciar (a), satisfazer (a), versar (sobre). 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Aponte a alternativa em que haja erro de regência: 
a) Aquele rapaz com quem eu me simpatizo prefere 
mais aventuras desastrosas do que empreendimentos 
sérios. 
b) Nunca perdoareiao homem a quem eu paguei a 
dívida. 
c) Eu sempre obedeço a mulheres. 
d) O homem visou o alvo depois de ter visado o cheque, 
porque visava a uma posição destacada. 
e) Antes de assistir o doente, o médico que assiste em 
Curitiba assistiu a um programa de televisão porque 
aspirava a um descanso. 
 
2. Assinale a alternativa que apresenta erro: 
a) Simpatizei com a nova diretoria e com as novas 
orientações. 
b) Há alguns dos novos diretores com os quais não 
simpatizamos. 
c) A firma toda não se simpatizou com a nova 
orientação. 
d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova 
diretoria. 
e) Nenhum dos que estavam presentes, nem mesmo o 
filho do novo diretor, simpatizou com as novas 
orientações. 
 
3. A regência verbal e a nominal estão conforme a 
norma padrão em: 
a) O povo parece desejoso de que se encontre uma 
saída para a crise que o Brasil está submetido no 
momento. 
b) O texto permite o leitor a verificação, por meio de 
números, da situação do turismo no Brasil. 
c) Custamos perceber que o Brasil tem progredido, pois 
a imprensa, em geral, parece ter aversão com notícias 
boas. 
d) Quanto aos brasileiros, anima-lhes o ânimo ler textos 
tão otimistas como esse, ao alcance de qualquer 
leitor. 
e) Sabemos que nem sempre é possível aliar à vontade 
de progredir à ação efetiva. 
 
4. Indique a regência que está de acordo com a norma 
culta: 
a) Estes são os recursos que dispomos. 
b) Perdoo aos teus erros. 
c) Assiste ao trabalhador o direito de férias. 
d) Paguei a uma dívida atrasada. 
e) Perdoei o amigo que me ofendeu. 
 
5. Assinale a única alternativa incorreta quanto à 
regência do verbo. 
a) Perdoou nosso atraso no imposto. 
b) Lembrou ao amigo que já era tarde. 
c) Moraram na rua da Paz. 
d) Meu amigo perdoou ao pai. 
e) Lembrou de todos os momentos felizes. 
 
6. Assinale a alternativa em que o uso do verbo 
custar não está de acordo com a norma culta: 
a) Custou-me entender o fato. 
b) Custou ao aluno entender o fato. 
c) Custa-me resolver este problema. 
d) O trabalho custou muito esforço ao aluno. 
e) O aluno custou para entender o exercício. 
 
 
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7. Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, 
corretamente as lacunas abaixo. 
1. A espécie nova... se referia Meyer era uma borboleta. 
2. A espécie nova... Meyer tratava era uma borboleta. 
3. A espécie nova... Meyer se maravilhava era uma 
borboleta. 
4. A espécie nova... Meyer descobriu era uma borboleta. 
 
a) que, de que, com que, que 
b) a que, de que, que, de que 
c) a que, que, com que, a que 
d) a que, de que, com que, que 
e) de que, a que, que, a que 
 
8. Em qual das alternativas ocorre um erro de 
regência verbal? 
 a) Esqueceu-me o desejo discreto de conhecer as 
coisas do coração. 
 b) Lembrou-me a inusitada transformação por que passa 
a universidade brasileira. 
 c) Prefiro os casos que a inteligência discute a formas 
tecnocráticas da resolução dos problemas. 
 d) Aqui se jogam as sementes para informar-lhes de que 
a cultura não deve ser acadêmica. 
 e) Procede-se com brandura quando querem detectar 
falhas no relacionamento humano. 
 
9. Assinale a alternativa que complete, 
convenientemente e em correspondência com as 
frases, as respectivas lacunas: 
1) Expôs seu ponto de vista .......... que inteiramente 
concordamos. 
2) Revi o enunciado ......... que divergiras. 
3) Desconheço o trabalho ......... que te referes. 
 
a) em - de - sobre 
b) com - de - a 
c) com - em - de 
d) em - com - de 
e) a - sobre - em 
 
10. Assinale a alternativa correta quanto à regência: 
a) A peça que assistimos foi muito boa. 
b) Estes são os livros que precisamos. 
c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram. 
d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio. 
e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos. 
 
11. Assinale o item em que há erro quanto à regência: 
a) São essas as atitudes de que discordo. 
b) Há muito já lhe perdoei. 
c) Informo-lhe de que paguei o colégio. 
d) Costumo obedecer a preceitos éticos. 
e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente. 
 
12. Quando implicar tem sentido de “acarretar”, 
“produzir como consequência”, constrói-se a oração 
com objeto direto, como se vê em: 
 a) Quando era pequeno, todos sempre implicaram 
comigo. 
 b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas 
domésticas. 
 c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais 
dinheiro. 
 d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos. 
 e) Um novo congelamento de salários implicará uma 
reação dos trabalhadores. 
 
13. Sobre REGÊNCIA VERBAL e NOMINAL, analise as 
afirmativas abaixo. 
 I. “...evitando que apenas os candidatos mais ricos 
tivessem acesso aos meios de comunicação” – os termos 
sublinhados completam o sentido do verbo “ter”. 
 II. “A ideia do parlamentar era democratizar a 
campanha...” – o verbo sublinhado pede complemento 
sem ser regido de preposição. 
 III. “...gerando discussões políticas e batalhas jurídicas.” – 
o verbo sublinhado exige complemento sem ser regido de 
preposição. 
 IV. “...desperta uma relação de amor e ódio com o 
espectador.” – os termos sublinhados completam o 
sentido apenas do nome “ódio”. 
 
Somente está CORRETO o que se afirma em 
a) III. 
b) I e II. 
c) III e IV. 
d) II e III. 
e) II, III e IV. 
 
14. Assinale a alternativa que apresenta incorreção 
quanto à regência: 
a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para 
vencer. 
b) Ele preferiu pudim a groselha. 
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu 
colégio. 
d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada. 
e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe 
interessa. 
 
15. No que se refere à regência verbal, assinale a 
alternativa em que as exigências da Gramática 
Normativa foram atendidas. 
a) Cristovam Buarque decidiu escrever textos para 
defender as ideias de que cria. 
b) Em seus textos, fica claro que Buarque não abdica 
em nenhuma de suas convicções. 
c) O autor prefere expor suas ideias por meio de textos a 
ter que expô-las oralmente. 
d) O autor não consentiu com a modificação de suas 
principais ideias sobre a educação. 
e) Ler os textos não implica necessariamente em aceitar 
as ideias neles expostas. 
 
 
O ESTUDO DA CRASE 
 
Chama-se crase a união de dois sons iguais. Quando 
essa união se dá entre a preposição a e um outro a, usa-
se o acento grave ou acento de crase. 
 
Ex.: Irei a a festa. Irei à festa. 
 
TIPOS DE CRASE 
 
1) Entre a preposição a e o artigo definido a. 
 
Ex.: Vamos à cidade. 
 
Obs.: O a é artigo definido quando acompanha um 
substantivo. 
Gabarito 
1. A 2. C 3. D 4. C 5. E 
6. E 7. D 8. D 9. B 10. D 
11. C 12. E 13. D 14. A 15. C 
 
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2) Entre a preposição a e o pronome demonstrativo a. 
 
Ex.: Ele se referiu à que deixei no armário. 
 
Obs.: O a é pronome demonstrativo quando antecede 
que ou de, equivalendo a outro pronome demonstrativo: 
aquela. 
 
3) Entre a preposição a e o a inicial dos pronomes 
aquele, aquela, aquilo. 
 
Ex.: Dirija-se àquele vendedor. 
 
4) Entre a preposição a e o a do pronome relativo a 
qual. 
 
Ex.: Chegou a aluna à qual entreguei o resultado.Observações: 
a) Como se vê, é necessária a presença da preposição a 
para que ocorra o fenômeno da crase. 
 
b) Costuma-se dizer por aí que só há crase antes de 
palavra feminina. Cuidado! Essa afirmação diz respeito 
apenas ao caso de preposição mais artigo a, quando, 
então, o substantivo tem de ser feminino. 
 
 
PARA SABER SE HÁ CRASE 
 
1) Com nomes comuns 
 
Troca-se a palavra feminina por uma masculina; 
aparecendo ao, usa-se o acento de crase. 
 
Ex.: Dirija-se à tesouraria. (Dirija-se ao escritório) 
Dei o livro à professora. (Dei o livro ao professor) 
 
Obs.: Coisa se troca por coisa (tesouraria / escritório); 
pessoa, por pessoa (professora /professor). Respeite 
isso, ou você pode errar a questão. 
 
2) Com nomes próprios de lugar 
 
Troca-se o verbo que pede a preposição a por outro, que 
peça outra preposição. 
 
Vamos adotar o verbo vir; aparecendo da, usa-se o 
acento de crase. 
 
Ex.: Ela foi à Bahia. (Ela veio da Bahia) 
Ela foi a Cuiabá. (Ela veio de Cuiabá, e não da) 
 
Observações: 
a) Nomes de cidade (segundo exemplo) não se usam 
com artigo a. Mas, se determinarmos o substantivo, 
aparecerá o artigo e, consequentemente, a crase. 
Ex.: Iremos à simpática Cuiabá. (Viremos da simpática 
Cuiabá) 
 
b) Não se devem misturar os dois macetes (nomes 
comuns ; nomes próprios de lugar). 
Ex.: Ele foi a Cuiabá. 
 
Se trocarmos (indevidamente) Cuiabá por um substantivo 
masculino, aparecerá ao, o que nos levará a pôr, 
erradamente, o acento de crase: 
 Ele foi ao Rio de Janeiro, Ele foi à Cuiabá. 
 
CASOS OBRIGATÓRIOS 
 
1) Com a palavra hora, clara ou oculta, indicando o 
momento em que acontece alguma coisa. 
 
Ex.: Saímos às três horas. 
Retornamos às dez. 
 
Obs.: Às vezes se usa o acento diante de palavra 
masculina, por estar oculta uma outra feminina. A mais 
comum e importante é a palavra moda. 
Ex.: Escrevia à Machado de Assis. (Escrevia à moda 
Machado de Assis) 
 
2) Com determinadas locuções formadas por palavras 
femininas. 
 
● Adverbiais: duas ou mais palavras com valor de 
advérbio. 
 
Ex.: Fiz tudo às pressas. 
 
Outros exemplos: 
 
Trabalharam às escondidas. 
Fui levado à força. 
Quero deixar tudo às claras. 
Às vezes, íamos ao teatro. 
Isso foi feito à parte. 
Paramos à beira-mar. 
O homem permaneceu à esquerda. 
Fiquem à vontade. 
Sempre falavam à meia-voz. 
 
● Prepositivas: grupos de palavras que funcionam como 
preposição; as que nos interessam neste ponto começam 
por à e terminam por de. 
 
Ex.: Ficarei à disposição de vocês. 
 
● Conjuntivas: grupos de palavras que funcionam como 
conjunção; só existem duas com acento de crase: à 
medida que e à proporção que. 
 
Ex.: À medida que corria, ia ficando vermelho. 
Aprenderá à proporção que estudar. 
 
3) Com os pronomes demonstrativos aquele, aquela, 
aquilo. 
 
Ex.: Mostrei o quadro àquela mulher. (= a aquela) 
Prefiro este lenço àquele. (= a aquele) 
Não me refiro àquilo que ele fez. (= a aquilo) 
 
Obs.: Não existem, em português: a aquele, a aquela, a 
aquilo. Sempre que isso aparecer, deverá ser feita a 
contração: àquele, àquela, àquilo. 
 
 
 
 
 
 
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4) Com o pronome demonstrativo a. 
 
Ex.: Dirigi-me à que estava no balcão. 
 
Obs.: Haverá acento de crase antes de que e de (à que, 
à de), sempre que se puder trocar por a aquela que ou a 
aquela de; outro macete é a troca pelo masculino; 
aparecendo ao, há crase. 
 
Ex.: Minha camisa é semelhante à que ele comprou. 
 
CASOS FACULTATIVOS 
 
1) Antes de nomes de mulher. 
 
Ex.: Mandei uma carta à Patrícia. (Mandei uma carta ao 
Manuel) 
Mandei uma carta a Patrícia. (Mandei uma carta a 
Manuel) 
 
Obs.: Com determinação, a crase é obrigatória. 
 
Ex.: Mandei uma carta à culta Patrícia. (Mandei uma 
carta ao culto Manuel) 
 
2) Antes de pronomes adjetivos femininos no 
singular. 
 
Ex.: Explicarei isso à sua irmã. (Explicarei isso ao seu 
irmão) 
Explicarei isso a sua irmã. (Explicarei isso a seu irmão) 
 
Observações: 
 
a) Se o possessivo estiver no plural, teremos: 
 
● Explicarei isso às suas irmãs. (crase obrigatória: a + as) 
● Explicarei isso a suas irmãs. (crase proibida: apenas a 
preposição) 
 
b) Se for pronome substantivo, a crase é obrigatória. 
 
Ex.: Explicarei isso à sua. 
 
3) Depois da preposição até. 
 
Ex.: Ele foi até à praia. (Ele foi até ao campo) 
Ele foi até a praia. (Ele foi até o campo) 
 
 
Observações: 
 
a) Não confunda com a palavra denotativa de inclusão 
até, que significa inclusive. 
 
Ex.: Comprou até a revista. 
 
b) Até é a única preposição que admite um a craseado 
depois dela. 
 
Ex.: Fazia o trabalho após as quatro horas. (e não às) 
 
 
 
 
 
 
 
CASOS PROIBITIVOS 
 
1) Com a palavra casa sem determinação, quando, 
então, se refere ao próprio lar. 
 
Ex.: Ele foi a casa pela manhã. 
 
Obs.: Com determinação, aparece o acento. 
Ex.: Ele foi à casa da esquina. 
 
 
2) Com a palavra distância, sem especificação, ou 
seja, sem precisar a distância. 
 
Ex.: O guarda ficou a distância. 
 
Obs.: Com especificação, usa-se o acento. 
Ex.: O guarda ficou à distância de dez metros. 
 
3) Com a palavra terra, quando é o contrário de 
bordo. 
Ex.: Os marujos foram a terra. 
 
4) Em locuções com palavra repetida. 
Ex.: Os adversários estavam cara a cara. 
 
5) Antes de palavra masculina. 
Ex.: Eles chegaram a cavalo. 
 
6) Antes de verbo. 
Ex.: Estava prestes a chorar. 
 
7) Com a antes de plural. 
Ex.: Não se prendia a coisas materiais. 
 
Obs.: Usando-se o artigo, haverá o acento. 
Ex.: Não se prendia às coisas materiais. (Não se prendia 
aos bens materiais) 
 
OBSERVAÇÕES FINAIS 
 
a) Há duas expressões parecidas com a palavra hora. 
 
Das oito às dez horas (as horas do relógio) 
De oito a dez horas (idéia de duração) 
É errado dizer “de oito às dez horas”, como normalmente 
se encontra por aí. 
 
b) Veja as expressões abaixo, igualmente parecidas. 
 
Meu colega vivia à toa. (à toa − locução adverbial de 
modo) 
Ele é um homem à-toa. (à-toa − adjetivo) 
 
c) Quando se diz “Voltei à uma hora”, não há erro de 
crase porque uma é numeral, e não artigo indefinido; veja 
o caso obrigatório com a palavra hora. 
 
Vejamos algumas frases em que a presença do acento 
altera o sentido. 
 
Bateu a porta. (Empurrou a porta para fechá-la) 
Bateu à porta. (Chamou) 
Chegou a tarde. (entardeceu) 
Chegou à tarde. (Ele chegou de tarde) 
Saiu a francesa. (A mulher francesa saiu) 
Saiu à francesa. (Saiu sem ninguém notar) 
 
 
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Assinalar a alternativa que preenche corretamente 
as lacunas das frases adiante: 
I. Enviei dois ofícios_______ Vossa Senhoria. 
II. Dirigiam-se______casa das máquinas. 
III. A entrada é vedada______toda pessoa estranha. 
IV. A carreira______qual aspiro é almejada por muitos. 
V. Esta tapeçaria é semelhante ______ nossa. 
 
a) a - a - à - a - a 
b) a - à - a - à - à 
c) à - a - à - a - a 
d) à - à - a - à - à 
e) a - a - à - à – a 
 
2. Assinalar a alternativa que preenche corretamente 
as lacunas das seguintes orações: 
I. Precisa falar____cerca de três mil operários. 
II. Daqui____alguns anos tudo estará mudado. 
III. ____diasestá desaparecido. 
IV. Vindos de locais distantes, todos 
chegaram____tempo____reunião. 
 
a) a - a - há - a - à 
b) à - a - a - há - a 
c) a - à - a - a - há 
d) há - a - à - a - a 
e) a - há - a - à – a 
 
3. A infeliz anda ... toa ... percorrer ... ruas. Todas ... 
vezes que ... vejo, cumprimento-a, mas ... vezes, ela 
não responde. 
a) à, à, as, as, a, a 
b) à, à, as, as, a, às 
c) à, a, as, as, a, às 
d) a, à, as, as, à, as 
e) a, a, às, as, a, às 
 
4.... poucos quilômetros da capital ... uma vila que ... 
quintas-feiras promove uma festa folclórica em 
homenagem ... seus artesãos. 
a) Há, há, as, à 
b) A, a, as, a 
c) Há, há, às, à 
d) À, há, as, a 
e) A, há, às, a 
 
5. Escolha a alternativa que preencha corretamente 
as lacunas a seguir. 
 
1. Nunca vi um acidente igual ________. 
2. Sempre vou ________ loja para comprar roupas. 
3. ________ hora, eu estava viajando para o Rio de 
Janeiro. 
4. Na audiência, diga a verdade, mas limite-se _______ 
que lhe perguntarem. 
5. Quero uma moto igual ________ que estava ______ 
venda na exposição. 
 
a) àquele, àquela, àquela, àquilo, à, à 
b) aquele, aquela, aquela, aquilo, a, a 
c) àquele, aquela, àquela, àquilo, a, à 
d) aquele, àquela, aquela, àquilo, à, a 
e) aquele, àquela, àquela, aquilo, a, à 
 
 
 
6. Escolha a alternativa que completa corretamente o 
período: 
"Marta acaba de receber ____ visita do professor de artes 
cênicas, que ____ convidou para assistirem ____ peça 
teatral, em exibição ____ uma semana, ____ poucos 
metros de sua casa". 
 
a) a, à, à, a, há; 
b) a, a, à, há, a; 
c) a, a, à, à, à; 
d) à, a, a, há, à; 
e) a, a, à, a, a. 
 
7. Assinale a alternativa que preenche com exatidão 
as lacunas. 
Estou aqui desde ______ 8 h, mas só poderei ficar até 
______ 9h 30min, porque ______ 10h 30min assistirei 
______ sessão solene de abertura de uma importante 
exposição de arte moderna, precisando, para isso, dirigir-
me ______ Rua 7 de abril e ir _____ Galeria "Sanson 
Flexor". 
 
a) às - às - às - a - a - a 
b) as - as - às - à - à - à 
c) às - as - às - à - à - à 
d) às - as - as - à - à - à 
e) as - as - às - a - à - à 
 
8. Em Só peço a você, a crase 
a) é facultativa. 
b) não ocorreu, porque só existe a presença do artigo a. 
c) poderia ter ocorrido, uma vez que o verbo não exige a 
presença da preposição a. 
d) não ocorreu, porque o pronome não admite artigo, 
registrando-se, apenas, a presença da preposição a. 
e) ocorreria, se o termo você fosse substituído por ela. 
 
9.Sobre CRASE, analise os itens abaixo. 
I. “...pode tentar com toda a sua habilidade ...” – neste 
contexto, a crase é facultativa. 
II. “O ideal é unir as duas.” – no termo sublinhado, existe 
a presença, apenas, da preposição, daí inexistir a crase. 
III. “...é gerenciar os pensamentos e as emoções.” – no 
termo sublinhado, existe apenas a presença do 
determinante “as”. 
IV. “...e passaremos a ser diretores do teatro de nossa 
mente.”- não se craseia por estar diante de verbo no 
infinitivo. 
 
Somente está CORRETO o que se afirma em 
A) I e IV. 
B) III e IV. 
C) II e IV. 
D) I, III e IV. 
E) II, III e IV. 
 
10. Observando-se os termos sublinhados dos 
trechos abaixo 
 
I. “...de ter maior flexibilidade para se adaptar às 
mudanças da sociedade...” 
II. “...e que permita às pessoas errarem e acertarem ...” 
III. “...para coletar ideias e dar continuidade a elas ...” 
 
é CORRETO afirmar que 
A) no trecho I, o acento grave se justifica porque houve a 
fusão da preposição “a” com o pronome demonstrativo 
“as”. 
 
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B) no trecho I, estaria correta também a supressão do 
acento grave. 
C) a crase se justifica no trecho II por ter havido a fusão 
da preposição “a” com o determinante “as”. 
D) no trecho III, no termo sublinhado, estaria correto 
também se nele houvesse o acento grave. 
E) a crase do trecho II é facultativa. 
 
 
 
ESTUDO DA CONCORDÂNCIA 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Ocupa-se da relação entre artigo, numeral, pronome 
e adjetivo com o substantivo. 
 
CONCORDÂNCIA DO ADJETIVO (ADJUNTO 
ADNOMINAL) COM O SUBSTANTIVO 
 
O adjetivo concorda em gênero e número com o 
substantivo a que se refere. 
Ex.: A casa amarela ficava no fim da rua. 
 
Um só adjetivo referindo-se a mais de um substantivo 
de gênero ou número diferentes: 
 
 Quando vem após os substantivos, concorda com o 
mais próximo ou com os dois (substantivos). 
 
Ex.: O rapaz e a moça apaixonada / apaixonados saíram. 
 
Observação: É importante lembrar o seguinte critério, 
quando o adjetivo concordar com os dois substantivos: 
masc. + masc., masc. + femin. ou femin. + masc. = 
masculino plural; femin. + femin. = feminino plural. 
 
 Quando vem antes dos substantivos, concorda com o 
mais próximo. 
 
Ex.: Os antigos postes e luminárias eram requintados. 
 
Dois adjetivos referindo-se ao mesmo substantivo: 
 
Ex.: Os líderes americano e italiano se reuniram. 
 O líder americano e o italiano se reuniram. 
 
CONCORDÂNCIA DO PARTICÍPIO 
COM O SUBSTANTIVO 
 
O particípio concorda em gênero e número com o 
substantivo a que se refere: 
 
 nas orações reduzidas 
 
Ex.: Dado o sinal, todos se retiraram. 
Concluídas as análises, mostraremos os dados. 
 
 na voz passiva 
 
Ex.: Foram anotadas todas as reclamações. 
Haviam sido anotados os detalhes da conversa. 
 Quando o particípio se refere a dois ou mais 
substantivos de gêneros diferentes: 
 
Ex.: O empenho e a confiança foram ampliados. 
 
 O particípio não varia quando forma tempo composto 
Ex.: Ninguém havia anotado as reclamações. 
 Todos haviam anotado as reclamações. 
 
CASOS GERAIS 
 
É preciso / É necessário / É proibido... 
 Sem elemento determinante ficam invariáveis. Caso 
contrário, concordam em gênero com ele. 
 
Ex.: É proibido entrada. 
 (sem elemento determinante) 
 
 É proibida a entrada. 
 (com determinante) 
 
 É preciso álcool para limpar a mesa. 
 (sem determinante) 
 
 Seriam precisos vários conferencistas. 
 (com determinante) 
 
MESMO / PRÓPRIO / INCLUSO / ANEXO / OBRIGAD / 
SERVIDO / QUITE 
 
 Concordam em gênero e número com o substantivo a 
que se referem. 
Ex.: Seguem anexos os documentos. 
Muito obrigadas – responderam elas. 
Elas mesmas (ou próprias) fizeram o trabalho. 
Nós estamos quites com a receita federal. 
 
Observação: “Em anexo” = invariável 
 
Bastante / Bastantes 
 Bastante = muito (a), suficiente. 
 (função adverbial) 
 
Ex.: Conheceu bastante coisa durante a visita. 
 Estudei bastante hoje. 
 
 Bastantes = muitos (as), suficientes. 
 (função adjetiva) 
 
Ex.: Fiz bastantes coisas em casa. 
 Estudei bastantes assuntos para o concurso. 
 
Caro / barato / alto / baixo 
 
Ex.: Elas são altas.(adjetivo) 
 Elas falaram alto. (advérbio) 
 A roupa é cara.(adjetivo) 
 A roupa custou caro. (advérbio) 
Meio 
 = “um pouco”. (invariável - função adverbial) 
 
Ex.: Amanda está meio pensativa. 
 
 = “metade”. (variável - função adjetiva) 
 
Ex.: Tomamos meia garrafa de vinho. 
 Estava a meio metro de distância. 
Gabarito 
1. B 2. A 3. C 4. E 5. A 
6. B 7. B 8. D 9. B 10. C 
 
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 = “veículo, caminho”. (variável - substantivo) 
Ex.: O(s) meio(s) de comunicação de massa... 
 
Só / a Sós 
 = “somente, apenas” 
(invariável - função adverbial) 
Ex.: Só eles não concordaram com a proposta. 
 
 = “sozinho” (variável - função adjetiva) 
Ex.: Ele(a)(s) está(ão) só(s). (ou “a sós” = invar.) 
 
Menos / alerta / pseudo / a olhos vistos 
 São invariáveis 
 
Ex.: Havia menos pessoas na reunião de hoje. 
Os policiais estavam alerta. 
(ou “em alerta” = invariável) 
Trata-se de pseudo-sábias. 
O dinheiro inflacionado desaparece a olhos vistos. 
 
Observação: Alerta = “aviso, sirene” é substantivo e 
sofre flexão. Ex.: Já dei vários alertas ao gerente. 
 
Possível / Possíveis 
 Usadas em expressões superlativas 
 
Ex.: O político obteve o maior elogio possível. 
As portas estão o mais bem fechadas possível. 
As notícias são as melhores possíveis. 
Fazíamos trabalhos os mais legais possíveis. 
 
Adjetivos adverbializados 
 Ficam invariáveis. 
Ex.: Márcio foi direto à secretaria. (=diretamente) 
 Saiu rápido para o trabalho (=rapidamente) 
 
Tal qual 
 “Tal” concorda com o antecedente e “qual” com o 
consequente. 
Ex.: Raphael é tal quais os pais. 
 As meninas eram tais qual a mãe. 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
COM O SUJEITO SIMPLES 
 
O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa, 
estando o sujeito antes ou depois do verbo. 
Ex.: Os presidiários faziam misérias. 
 Vós conseguistes um bom dinheiro. 
 
COM SUJEITO COMPOSTO ANTEPOSTO AO VERBO 
 
O verbo concorda com os dois elementos do sujeito. 
Ex.: Olinda e Igarassu são cidades históricas. 
A secretária e o diretor chegaram pontualmente. 
 
 Se os núcleos forem sinônimos ou formados de 
palavras de um mesmo conjunto significativo. 
(singular ou plural) 
Ex.: A sinceridade e a franqueza é / são uma virtude. 
 
 Núcleos em sequencia gradativa. 
 (singular ou plural) 
Ex.: A amizade, o companheirismo, a união levou-o / 
levaram-no ao sucesso profissional. 
 
 Núcleos resumidos por pronome indefinido (tudo, 
nada, alguém, todo/a/s...) 
Ex.: Papel, lápis, borracha, tudo era caro na loja. 
 Tios, irmãos, primos, todos chegaram cedo. 
 
COM SUJEITO COMPOSTO POSPOSTO AO VERBO 
 
O verbo concorda com o termo mais próximo ou com 
os dois elementos do sujeito. 
 
Ex.: Vende(m) -se casa e apartamentos. 
 Chegou (ou chegaram) a carta e o bilhete. 
 
OUTROS CASOS GERAIS 
 
Quando o sujeito é formado de um coletivo: 
Ex.: O cardume escapou. 
 Os cardumes escaparam. 
 
Quando o sujeito é formado de um coletivo singular 
(especificado com adjunto plural ou não): 
 
Ex.: Um grupo chegou. (não especificado) 
Um grupo de mães chegou / chegaram. 
 (especificado) 
 
Com nomes próprios só plural: 
 
Ex.: Minas Gerais não possui mar. 
 (sem determinante) 
 
 As Minas Gerais não possuem mar. 
 (com determinante) 
 
Observação: Quando se trata de títulos de obras, 
admite-se o plural ou o singular. 
Ex.: Os lusíadas é / são uma obra de Camões. 
 
Pronomes de tratamento: sempre usar 3ª pessoa. 
 
Ex.: Vossa Excelência conhece seu problema. 
Vossas Excelências conhecem seus problemas. 
 
Pronomes relativos QUE e QUEM 
Ex.: Fui eu que paguei a conta. 
 Fomos nós quem pagou / pagamos a conta. 
 
Núcleos ligados por OU 
Ex.: Ana ou Júnior vencerá o jogo. 
 (exclusão = singular) 
 
 Recife ou Natal possuem belas praias. 
 (adição = plural) 
 
Com a palavra “SE” 
 
Ex.: Analisou-se o plano de reforma agrária. 
 (P.A.) 
Analisaram-se os planos de reforma agrária. 
 (P.A.) 
Precisa-se de homens e mulheres corajosos. 
 (I.I.S) 
Descansa-se muito em Aldeia. 
 (I.I.S) 
 
 
 
 
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SUJEITO FORMADO POR EXPRESSÕES 
 
Um ou outro – o verbo fica no singular. 
 
Ex.: Hoje, um ou outro viaja a Brasília. 
 
Um e outro, nem um nem outro, nem... nem... – o 
verbo vai, de preferência, para o plural. 
 
Ex.: Um e outro esculpiam a madeira da porta. 
 
Um dos que, uma das que – o verbo vai, de 
preferência, para o plural. (singular = ênfase) 
Ex.: Eu era uma das que mais estudavam. 
O aluno é um dos que menos aparecem. 
 
Mais de, menos de – o verbo concorda com o numeral 
que segue a expressão. 
 
Ex.: Mais de um tenista representou o Brasil. 
 Mais de cem pessoas morreram no incêndio. 
 
*Casos especiais: 
 
Mais de um aluno, mais de um professor faltaram. 
(expressões repetidas na mesma frase) 
 
Mais de um veículo chocaram-se. 
(“se” = indicando reciprocidade) 
 
A maior parte de (ou uma porção de, grande número 
de, a maioria de, metade de...) – o verbo fica, de 
preferência, no singular. 
Ex.: A maioria precisa ler mais. 
 (não especificado) 
 
A maioria dos alunos precisa/precisam ler mais. 
 
Locuções pronominais [Qual(is) de nós...; muito(s) de 
vocês, ... ] – O verbo concorda com o pronome indefinido 
(ou interrogativo) ou com o pronome pessoal. 
 
Ex.: Qual de vós é humilde? 
 Quais de vós são / sois humildes? 
 
COM NÚMERO PERCENTUAL 
 
Ex.: 1% (da produção) foi vendido. 
5% (das pessoas) discordam da imposição. 
1% das pessoas discorda (m) da imposição. 
Os 87% da produção de soja foram negociados. 
 
Expressão HAJA VISTA: “Vista” é invariável. 
Ex.: Haja(m) vista os ladrões de colarinho branco. 
 
COM VERBOS IMPESSOAIS 
 
 Por não possuírem sujeito, os verbos impessoais 
ficam na 3ª pessoa do singular. 
 
 Haver (singular) usado no sentido de: “O F-E-RA” 
(ocorrer, fazer, existir, realizar-se e aconte-cer) 
 
Ex.: Há alunos que estudam muito. (=existem) 
 Houve uma grande festa. (=realizou-se) 
 Há muitos anos que não nos vemos. (=faz) 
 
 FA-S-E (verbos fazer, ser e estar) indicando: tempo 
decorrido, hora, data ou fenômeno da natureza. “Fazer” e 
“estar” sempre no singular; o verbo “ser”, singular ou 
plural de acordo com o sujeito. 
 
Ex.: Faz meses que te espero. (e não “fazem”) 
Era cedo quando cheguei. 
Estava um dia chuvoso. / Hoje é/são 20 de maio. 
 
 Verbos = Fenômenos da natureza (Chover, nevar, 
ventar, gear, trovejar, relampejar, anoitecer, etc.) 
Ex.: Choveu ontem. / Anoiteceu lentamente. 
 
 Expressões “basta de”, “chega de”, “passa de”, etc. 
 
Ex.: Chega de preguiça! 
 Já passa de uma hora. 
 
Observações: 
1 - Os verbos que exprimem fenômenos da natureza, 
quando usados em sentido figurado, deixam de ser 
impessoais. 
 
Ex.: Já amanheci cansado. - Eu 
Choveram denúncias no INSS. - denúncias. 
 
2 - Quando acompanhado de verbo auxiliar, o verbo 
impessoal transmite ao auxiliar a sua impessoalidade. 
Ex.: Deverá haver feiras de artesanato na praça. 
 Vai fazer cinco anos que te vi. 
 
3 - Na língua popular é comum o uso do verbo ter, 
impessoal, no lugar de haver ou existir. 
 
Ex.: Tem gente nova no pedaço. 
 Tem dias em que a gente estuda demais. 
 
 
CONCORDÂNCIA DOS VERBOS DAR, SOAR E 
BATER 
 
Na indicação de horas, esses verbos concordam com o 
número de horas que, normalmente, é o sujeito. A não 
ser que sejam usadas outras palavras como sujeito. 
 
Ex.: Deu dez horas o relógio da matriz. 
 Bateram cinco horas no relógio da matriz. 
 
FALTAR, SOBRAR E BASTAR 
 
Esses verbos concordam com o sujeito. 
 
Ex.:Basta uma semana para terminar o evento. 
 Faltam quinze minutos para as duas horas. 
 
CONCORDÂNCIA DO VERBO SER 
 
 O verbo ser ora concorda com o sujeito, ora concorda 
com o predicativo. 
 
Ex.: Esses sorrisos são a minha alegria. 
 Minha vaidade são minhas filhas. 
 O parlamentar sempre ausente sois vós. 
 
 Se o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for 
seguido de palavras ou expressões como pouco, muito, 
menos de, mais de etc, o verbo ser fica no singular. 
 
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Ex.: Cinco quilos de arroz é mais do que preciso. 
 Trezentos reais pela passagem é muito. 
 
CONCORDÂNCIA DO VERBO PARECER 
 
 Antes do infinitivo admite duas concordâncias: 
 
Ex.: As brincadeiras pareciam alegrar a todos. 
 As brincadeiras parecia alegrarem a todos. 
 
 As paredes parece que têm ouvidos. 
 (Parece que as paredes têm ouvidos) 
 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Elas ......... providenciaram os atestados, que 
enviaram ......... às procurações, como 
instrumentos ......... para os fins colimados. 
a) mesmas - anexos - bastantes 
b) mesmo - anexo - bastante 
c) mesmas - anexo - bastantes 
d) mesmo - anexos - bastante 
e) mesmas - anexos - bastante 
 
2. Em relação à concordância nominal analise as 
assertivas e assinale a alternativa que aponta as 
corretas. 
 
I. É necessário cautela com estranhos. 
II. Seguem incluso as fotografias que tiramos. 
III. É proibido a entrada de crianças. 
IV. Você foi o que menos falhas apresentou na 
Oratória. 
V. As provas eram bastantes consistentes. 
 
(A) Apenas III e IV. 
(B) Apenas I, IV e V. 
(C) Apenas I e V. 
(D) Apenas I, II e III. 
(E) Apenas I e IV. 
 
3. A concordância verbal e a nominal estão de 
acordo com a norma padrão em: 
a) Houveram implicações boas e más naquelas atitudes 
dos empresários de Pernambuco. 
b) Propostas, o mais adequadas possíveis, em termos 
de qualidade, foi apresentada aos trabalhadores. 
c) Quaisquer deslizes perante o consumidor, nessa 
área, provoca problemas para a empresa. 
d) É necessário paciência para poderem os 
trabalhadores conseguirem seus plenos direitos. 
e) A ação social, um dos temas mais discutidos 
atualmente, faz os interessados repensarem a política 
fiscal. 
 
4. Assinale a alternativa em que a concordância está 
inteiramente de acordo com a norma padrão. 
a) Foi proposto, graças à atuação de ativistas, novos 
estudos acerca da legitimidade de certas medidas. 
b) Deveriam haver condições adequadas de 
saneamento básico para todas as camadas da 
população urbana e rural. 
c) O número de incidentes que comprometem o 
exercício dos direitos humanos fizeram com que 
novas medidas fossem propostas. 
d) A divulgação de muitas pesquisas revelou que dois 
terços da população acreditam na melhoria da 
situação do país. 
e) Quem de vocês defendem que os direitos conseguidos 
pelas minorias, muitas vezes, custam-lhes caro? 
 
5. (UPE) Em “...já que nossos jovens vêm sofrendo a 
cada instante...”, o verbo sublinhado concorda com 
o termo jovens. 
 Assinale a alternativa em que a concordância 
verbal está INCORRETA. 
a) São os jovens os que mais matam e também os que 
mais morrem. 
b) Os jovens não veem a dimensão da violência que os 
rodeia. 
c) Os jovens têm uma vida inteira para amarem e serem 
amados. 
d) Os pais atuais mantêm os seus filhos, até eles 
criarem a sua independência. 
e) Deverão haver lutas por uma sociedade mais justa e 
harmoniosa. 
 
6. (UPE) Sobre CONCORDÂNCIA NOMINAL e 
VERBAL, analise os itens abaixo. 
 
I. “Pais do mundo todo se sentem perdidos...” – se o 
termo sublinhado fosse substituído por “mulheres”, 
seria correto: mulheres do mundo todo se sentem 
perdidas. 
II. “Os que dizem “Eu sei” (...) já estão derrotados” – se o 
termo sublinhado fosse substituído por “o”, estaria 
correto: o que diz “Eu sei” já estão derrotados. 
III. “Vivemos tempos difíceis.” – se o termo sublinhado 
estivesse no singular, o adjetivo “difíceis” se manteria 
inalterado em sua grafia. 
IV. “Vivemos tempos difíceis.” – no tempo passado, 
estaria correto: Viveríamos tempos difíceis. 
 
Somente está CORRETO o que se afirma em 
a) I. 
b) I e IV. 
c) I, II e IV. 
d) II, III e IV. 
e) I, III e IV. 
 
7. Analise as afirmativas abaixo. 
I. Em “Obrigada pela gentileza, Susanita! São muito 
bonitas!, o termo sublinhado que se refere a Mafalda 
poderia variar, ficando no masculino. 
II. Em “Você não fica meio chateada em saber...”, o 
termo sublinhado não pode variar, uma vez que ele 
modifica um adjetivo. 
III. Em “...emprestar umas revistas...”, o termo destacado 
deve variar, se o termo revistas for substituído por 
livros. 
 
Está CORRETO o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8. Considerando as normas vigentes da 
concordância verbal, analise as afirmações a 
seguir e assinale a alternativa correta. 
a) No trecho: “Mais uma vez os resultados do Índice de 
Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB) no 
Brasil vêm demonstrar o porquê da dificuldade de o 
país atingir níveis sociais parecidos com os do 
“primeiro” mundo”, o verbo destacado está no plural 
em concordância com o núcleo de seu sujeito 
(‘resultados’); mas a concordância estaria igualmente 
correta se esse verbo estivesse no singular, 
concordando com o termo ‘Índice’. 
b) No enunciado: “Faltam instituições de ensino de 
qualidade, em tempo integral.”, o verbo está no plural 
em concordância com o núcleo de seu sujeito plural, 
que está posposto (‘instituições’). 
c) No trecho: “o que temos no nosso país são muitos 
maus modelos, principalmente aqueles que deveriam 
primar em dar bons exemplos, pela responsabilidade 
que têm com a sociedade”, o verbo destacado poderia 
estar no singular, já que, neste caso, funciona como o 
verbo ‘haver’ e, por isso, é impessoal. 
d) No enunciado: “Não basta a escola.”, a forma verbal é 
invariável; por isso, a forma singular deveria ser 
mantida se o enunciado fosse alterado para “Não 
basta os ensinamentos da escola.”. 
e) O enunciado: “Os maus exemplos não deve ser 
imitados.” está bem formado, no que se refere à 
concordância verbal, pois o verbo ‘ser’, neste caso, 
permite que o outro verbo fique no singular ou no 
plural. 
 
9. Em qual das alternativas abaixo, o verbo indicado 
entre parênteses adotará obrigatoriamente uma 
forma plural ao preencher a lacuna? 
a) Não ......(HAVER) aprendizagens na vida que não 
passem pela experiência dos erros. 
b) A experiência dos acertos ...(SER) tão importante 
quanto a dos erros. 
c) ................. (REALIZAR-SE) as lições do primeiro 
caderno. 
d) Qual de vocês não ................(COMETER) algum 
erro? 
e) ............(FAZER) 30 anos que cometi alguns erros. 
 
10. Em relação à CONCORDÂNCIA, analise o trecho 
abaixo. 
 
“É necessário um ambiente aberto que propicie o risco e 
que permita às pessoas errarem e acertarem...” 
 
Vamos flexionar o termo sublinhado no plural e 
manter os tempos verbais dos verbos contidos neste 
trecho. Como resultado, perceberemos que apenas 
uma das alternativas abaixo NÃO CONTÉM ERRO. 
Assinale-a.a) São necessários ambientes abertos que propiciem o 
risco e que permitão às pessoas errarem e acertarem. 
b) São necessários ambientes abertos que propiciarão o 
risco e que permitirão às pessoas errarem e 
acertarem. 
c) Seriam necessários ambientes abertos que propicie o 
risco e que permita às pessoas errarem e acertarem. 
d) Foram necessários ambientes abertos que 
propiciassem o risco e que permitam às pessoas 
errarem e acertarem. 
e) São necessários ambientes abertos que propiciem o 
risco e que permitam às pessoas errarem e 
acertarem. 
11. Qual a frase com erro de concordância? 
a) Para o grego antigo a origem de tudo se deu com o 
caos. 
b) Do caos, massa informe, nasceu a terra, ordenadora 
e mãe de todos os seres. 
c) Com a terra tem-se assim o chão, a firmeza de que o 
homem precisava para seu equilíbrio. 
d) Ela mesma cria um ser semelhante que a protege: o 
céu. 
e) Do céu estrelado, em amplexo com a terra, é que 
nascerá todos os seres viventes. 
 
12. Assinalar a alternativa em que a concordância 
verbal está incorreta: 
a) Crianças, jovens, adultos, ninguém ficou imune aos 
seus encantos. 
b) Mais de mil pessoas compareceram ao comício. 
c) Não só a educação mas também a saúde precisa de 
muita atenção do governo. 
d) Bastam dois toques para sabermos que você chegou. 
e) Boa parte das pessoas está preocupada com o futuro. 
 
13. Num dos provérbios abaixo não se observa a 
concordância prescrita pela gramática. Indique-o: 
a) Não se apanham moscas com vinagre. 
b) Casamento e mortalha no céu se talha. 
c) Quem ama o feio, bonito lhe parece. 
d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias. 
e) Quem cabras não tem e cabritos vende, de algum 
lugar lhe vêm. 
 
14. A essa altura, não ........ mais ingressos, pois já 
...... dias que a casa tem estado com a lotação 
esgotada. 
a) deve haver - faz 
b) devem haver - fazem 
c) deve haver - fazem 
d) devem haver - faz 
e) deve haverem – faz 
 
15. Tendo em vista as regras de concordância, 
assinale a opção em que a forma entre parênteses 
NÃO completa corretamente a lacuna da frase: 
a) Nem sempre são _________ ao conhecimento do 
público as causas e consequências dos acidentes 
nucleares. (levadas) 
b) Animais e plantas de determinada região podem ser 
acidentalmente _________ pela radiação atômica. 
(contaminados) 
c) Devem ser melhor _________ em nossa terra os 
recursos hídricos e outras fontes não poluentes de 
energia. (exploradas) 
d) É preciso que a construção e o funcionamento de 
usinas nucleares sejam _________ por rigorosas 
normas de segurança. (controlados) 
e) Ainda não foram precisamente _________ as 
vantagens e desvantagens da utilização do átomo 
como fonte de energia. (avaliadas) 
 
Gabarito 
1. A 2. E 3. E 4. D 5. E 
6. A 7. D 8. B 9. C 10. E 
11. E 12. C 13. B 14. A 15. C 
 
 
 
 
 
 
 
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PONTUAÇÃO 
 
Os sinais de pontuação são sinais gráficos empregados 
na língua escrita para tentar recuperar recursos 
específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo 
de silêncio, pausas, etc. 
 
1- PONTO ( . ) 
 
a) Indicar o final de uma frase declarativa. 
Ex.: Lembro-me muito bem dele. 
 
b) Separar períodos entre si. 
Ex.: Fica comigo. Não vá embora. 
 
c) Nas abreviaturas 
Ex.: Av.; V. Ex.ª 
 
2- DOIS-PONTOS ( : ) 
 
a) Iniciar a fala dos personagens: 
 
Ex.: Então o padre respondeu: – Parta agora. 
 
b) Antes de apostos ou orações apositivas, 
enumerações ou sequência de palavras que explicam, 
resumem ideias anteriores. 
 
Ex.: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e 
Gilberto. 
 
c) Antes de citação 
 
Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não 
seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito 
enquanto dure.” 
 
3- RETICÊNCIAS ( ... ) 
 
 Indicar dúvidas ou hesitação do falante. 
 
Ex.: Sabe... eu queria te dizer que... esquece. 
 
b) Interrupção de uma frase deixada gramaticalmente 
incompleta 
 
Ex.: 
– Alô! João está? 
– Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais 
tarde... 
 
c) Ao fim de uma frase gramaticalmente completa 
com a intenção de sugerir prolongamento de ideia. 
 
Ex.: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, 
tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” 
(Cecília- José de Alencar) 
 
d) Indicar supressão de palavra (s) numa frase 
transcrita. 
 
Ex.: “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” 
(Canteiros- Raimundo Fagner) 
 
 
4- PARÊNTESES ( ) 
 
Isolar palavras, frases intercaladas de caráter 
explicativo e datas. 
 
Ex.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu 
inúmeras perdas humanas. 
 
"Uma manhã lá no Cajapió ( Joca lembrava-se como se 
fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta 
no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste- 
Graça Aranha) 
 
Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o 
travessão. 
 
5- PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! ) 
 
a) Após vocativo 
Ex.: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.- 
Humberto de Campos) 
 
b) Após imperativo 
Ex.: Cale-se! 
 
c) Após interjeição 
Ex.: Ufa! Ai! 
 
d) Após palavras ou frases que denotem caráter 
emocional 
Ex.: Que pena! 
 
6- PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? ) 
 
a) Em perguntas diretas 
Ex.: Como você se chama? 
 
b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação 
Ex.: - Quem ganhou na loteria? 
 - Você. 
 - Eu?! 
 
7- VÍRGULA ( , ) 
 
a) Indicar a omissão de um termo (geralmente verbo). 
Ex.: Na sala, muitos alunos interessados. (há) 
 Muitos preferem cinema; eu, teatro. (prefiro) 
 
b) Separar termos de mesma função sintática. 
 
Ex.: Alunos, professores e funcionários viajaram. 
 Mauro comprou balas, pirulitos, doces e pipocas. 
 
c) Para separar aposto e vocativo. 
 
Ex.: Senhor, livrai-nos de todo o mal! 
 Brasília, capital do Brasil, é belíssima. 
 
d) Para separar palavras e expressões explicativas ou 
retificativas tais como: por exemplo, ou melhor, isto 
é, aliás, além disso, então, etc.) 
 
Ex.: Os atletas chegaram ontem, aliás, anteontem. 
 
e) Para separar os termos e orações deslocados de 
sua posição normal na frase ou intercalados 
 
 
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Ex.: De lasanha, eu gosto. / Os livros, você trouxe? 
 Pela manhã, os alunos foram à escola. 
 Enquanto todos dormiam, eu estudava. 
 Terminada a sessão, iremos para casa. 
 O importante, afirmou o atleta, é competir. 
 
f) Para separar orações coordenadas. 
 
Ex.: Chegou, entrou rápido, depois saiu. (assindética) 
 Falam muito, mas nada fazem. (sindética) 
 
Observação: As conjunções e, ou e nem, quando 
repetidas ou empregadas enfaticamente, admitem vírgula 
antes. 
Ex.: Todos cantavam, e pulavam, e sorriam. 
Ele agiu de má fé, e o policial o prendeu. (suj. diferentes) 
 
g) Para separar orações adjetivas explicativas. 
Ex.: O candidato, que é inteligente, estuda muito. 
 
Valor semântico - Vírgula 
 
 A alteração de valor semântico, mediante o uso das 
vírgulas, está diretamente relacionada com a função 
morfológica da palavra “QUE”. Ocorre quando esta se 
configura como pronome relativo. 
 
Ex1.: Os micros, que são modernos, custam caro. 
 (Explicação – sentido amplo) 
Os micros que sãomodernos custam caro. 
 (Restrição – sentido restrito) 
 
Ex2.: As monarquias, despóticas e sórdidas, 
prejudicaram a democracia. (Explicação – sentido 
amplo) 
 
As monarquias despóticas e sórdidas prejudicaram a 
democracia. (Restrição – sentido restrito) 
 
8- PONTO E VÍRGULA ( ; ) 
 
a) Separar os diversos itens de uma enumeração. 
Ex.: Os manifestantes entregaram uma pauta de 
reivindicação constando os seguintes itens: redução da 
jornada de trabalho; direito a descanso remunerado; fim 
das demissões e garantia dos direitos adquiridos na 
última assembleia. 
 
b) Separa orações que em seu interior já tenham 
vírgula. 
 
Ex.: Antes, você dirigia tudo; agora, dirijo eu. 
 
9- TRAVESSÃO ( - ) 
 
a) Dar início à fala de um personagem 
 
Ex.: O filho perguntou: 
 – Pai, quando começarão as aulas? 
 
b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos 
 – Doutor, o que tenho é grave? 
 – Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar 
um antibiótico e estará bom 
 
Também pode ser usado em substituição à virgula em 
expressões ou frases explicativas 
 
Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe. 
 
10- ASPAS ( “ ” ) 
 
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma 
culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, 
neologismos, arcaísmos e expressões populares. 
Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu 
admirador. 
 
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”. 
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” 
do serviço a mim requerido. 
 
Indicar uma citação textual 
 
Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, 
bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a 
mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós) 
 
Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer 
necessário a utilização de novas aspas, estas serão 
simples. ( ' ' ) 
 
Recursos alternativos para pontuação: 
Parágrafo ( § ) 
Chave ( { } ) 
Colchete ( [ ] ) 
Barra ( / ) 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
 
1. Assinale o item em que há erro no tocante à 
pontuação. 
a) – D. Sara, a senhora é nossa benfeitora. 
b) Mulheres pobres, lavando roupa nas tinas, 
representavam o outro lado do mundo. 
c) Peixadas, galinha de cabidela, camarão, tudo me 
recordava D. Cláudia. 
d) Bandeira, só, enfrentava a orfandade. 
e) Couto meu melhor amigo antecedeu-me na 
Academia. 
 
2. Analise os pares de enunciados abaixo. Indique a 
alternativa em que, apesar da alteração no uso da 
vírgula, o sentido se mantém. 
a) As sociedades, tirânicas e injustas, ofuscaram o 
direito à liberdade. 
 As sociedades tirânicas e injustas ofuscaram o direito 
à liberdade. 
b) Se os homens avaliassem o sentido que têm os 
acontecimentos, seriam outros. 
 Se os homens avaliassem o sentido que têm, os 
acontecimentos seriam outros. 
c) Ninguém é livre se não pode fazer suas próprias 
escolhas. 
 Ninguém é livre, se não pode fazer suas próprias 
escolhas. 
d) Brasileiros, podem unir-se a favor da liberdade! 
 Brasileiros podem unir-se a favor da liberdade! 
e) Os homens não aspiram à liberdade. 
 Os homens, não, aspiram à liberdade. 
 
 
 
 
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3. Analise os pares de enunciados abaixo. Assinale a 
alternativa em que, apesar da alteração no uso da 
pontuação e de outros sinais, o sentido se 
mantém. 
a) Embora a violência ainda impere, as comunidades, 
que são desassistidas pelo poder público, continuam 
buscando a paz. 
 Embora a violência ainda impere, as comunidades 
que são desassistidas pelo poder público continuam 
buscando a paz. 
b) O Diretor informou que, com o resultado do último 
concurso, a contratação de novos funcionários 
definirá a realização de um outro programa. 
 O Diretor informou que - com o resultado do último 
concurso - a contratação de novos funcionários 
definirá a realização de um outro programa. 
c) Crianças da periferia, em Recife, podem já buscar a 
garantia de atendimento aos direitos, que lhes são 
básicos. 
 Crianças da periferia - em Recife - podem já buscar a 
garantia de atendimento aos direitos que lhes são 
básicos. 
d) Para assegurar o desenvolvimento, das comunidades 
menos assistidas espera-se a máxima participação. 
 Para assegurar o desenvolvimento das comunidades 
menos assistidas, espera-se a máxima participação. 
e) Não teria sido bom se tivessem falado de ações 
repressivas, pois a garantia de atendimento aos 
direitos básicos é prioritária. 
 Não; teria sido bom se tivessem falado de ações 
repressivas, pois a garantia de atendimento aos 
direitos básicos é prioritária. 
 
4. Ocorre pontuação inaceitável em: 
a) Doutor, ainda que mal pergunte, o que é isso? 
b) Se queres distrair-te, ouve cantores italianos. 
c) Cláudia era entre todas as esposas, a mais amada. 
d) Perdôo-te; espero, porém, que não reincidas. 
e) Não creias naqueles que não acreditam em nada. 
 
5. Os períodos abaixo apresentam diferença de 
pontuação. Assinale a letra que corresponde ao 
período de pontuação correta. 
a) O sinal estava fechado; os carros, porém não 
paravam. 
b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não 
paravam. 
c) O sinal estava fechado; os carros porém, não 
paravam. 
d) O sinal, estava fechado: os carros, porém não 
paravam. 
e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não 
paravam. 
 
6. Assinale a ÚNICA alternativa que apresenta o uso 
da(s) vírgula(s) da mesma forma em que 
aparece(m) no trecho “(...) “cultura do desemprego”( 
, )ou seja( , ) a visão (...)” 
a) As frutas, que estavam maduras, caíram no chão. 
b) “Pois, seu Pedrinho, saci é uma coisa que eu juro que 
existe.” 
c) O homem, que mente, não merece confiança. 
d) A garota, Fernanda, saiu muito cedo. 
e) “O cavalo calou-se, isto é, recolheu o movimento do 
rabo”. 
 
 
 
 
7. Assinale a opção em que está corretamente 
indicada a ordem dos sinais de pontuação que 
devem preencher as lacunas da frase abaixo: 
 
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas 
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição 
teórica que o trabalho oferece ___ a outra é o valor 
prático que possa ter. 
 
a)dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula 
b)dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; 
c)vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
d)pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
e) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. 
 
8. Leia atentamente: “A maior parte dos funcionários 
classificados no último concurso, optou pelo regime 
de tempo integral”. Na frase há um erro de 
pontuação, pois a vírgula está separando de modo 
incorreto: 
a) o sujeito e o predicado. 
b) o aposto e o objeto direto. 
c) o adjunto adnominal e o predicativo do sujeito. 
d) o sujeito e o predicativo do objeto direto. 
e) o objeto direto e o complemento agente da passiva. 
 
9. Assinale a alternativa que apresente pontuação não 
prescrita pela norma culta. 
a) “o futebol é o único motivo para o exercício de seu 
sentimento, digamos, patriótico.” 
b) “A se acreditar no que a mídia insistiu em fazer crer, 
adversários como Austrália e Japão, em tudo e por 
tudo superiores ao Brasil, não passariam de países de 
quinta categoria pelo simples fato de seus jogadores – 
coitados! - não terem a mesma habilidade de nossos 
craques com a bola nos pés.” 
c) “Eu trocaria toda a nossa magnificência futebolística 
pela metade do desenvolvimento técnico, científico, e 
social destes países.” 
d) “Idêntico aos demais setores, o futebol brasileiro não 
é aquilo que muitos queremfazer crer.” 
e) “O que somos, na verdade, é grande exportador de 
craques, que fazem a alegria dos torcedores de 
clubes espanhóis, italianos, alemães e franceses.” 
 
10. 
 Os bem vizinhos de Naziazeno Barbosa 
assistem ao pega com o leiteiro. Por detrás das cercas, 
mudos, com a mulher e um que outro filho espantado já 
de 98pé àquela hora, ouvem. Todos aqueles 
quintais conhecidos têm o mesmo silêncio. 
 Noutras ocasiões, quando era apenas a briga 
com a mulher, esta, como um último desaforo de vítima, 
dizia-lhe: 
Olha, que os vizinhos estão ouvindo. Depois, à horada 
saída, eram aquelas caras curiosas à janela, com os 
olhos fitos nele, enquanto ele cumprimentava. 
 O leiteiro diz-lhe aquelas coisas, despenca-se 
pela escadinha que vai do portão até à rua, toma as 
rédeas do burro e sai a galope, fustigando o animal, 
furioso, sem olhar para nada. Naziazeno ainda fica um 
instante ali sozinho. (A mulher havia entrado.) Um ou 
outro olhar de criança fuzila através das frestas das 
cercas. As sombras têm uma frescura que cheira a ervas 
úmidas. A luz é doirada e anda ainda por longe, na copa 
das árvores, no meio da estrada avermelhada. 
 Naziazeno encaminha-se então para dentro de 
casa. Vai até ao quarto. A mulher ouve-lhe os passos, o 
barulho de abrir e fechar um que outro móvel. Por fim, ele 
 
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aparece no pequeno comedouro, o chapéu na mão. 
Senta-se à mesa, esperando. Ela lhe traz o alimento. Ele 
não aceita mais desculpas... Naziazeno não fala. A 
mulher havia-se sentado defronte dele, enquanto ele 
toma o café. 
Vai nos deixar ainda sem leite...Ele engole o café, 
nervoso, com os dedos ossudos e cabeçudos quebrando 
o pão em pedaços miudinhos, sem olhar a mulher. 
 É o que tu pensas. Temores... Cortar um 
fornecimento não é coisa fácil. 
 Porque tu não viste então o jeito dele quando te 
declarou: Lhe dou mais um dia! 
 (Adaptado de: MACHADO, Dyonélio. Os ratos) 
 
 
Sobre a pontuação do texto, são feitas as seguintes 
afirmações: 
I. A separação de mudos (1º parágrafo) e furioso (3º 
parágrafo) por vírgulas é justificada pela mesma 
regra. 
II. As vírgulas do primeiro período do 3º parágrafo 
separam orações coordenadas assindéticas. 
III. A expressão na copa das árvores (3º parágrafo) está 
entre vírgulas porque é um adjunto adverbial 
deslocado. 
 
Qual(is) está(ão) correta(s)? 
a) Apenas a I. 
b) Apenas a II. 
c) Apenas a III. 
d) Apenas a I e a III. 
e) Apenas a II e a III. 
 
Gabarito 
1. E 2. C 3. B 4. C 5. E 
6. E 7. C 8. A 9. C 10. D 
 
 
SEMÂNTICA 
 
Conhecer o significado das palavras é um dos fatores 
essenciais para o domínio da língua, pois só assim o 
falante ou o escritor será capaz de selecionar a palavra 
adequada para elaborar a sua mensagem. 
 
Cabe, pois, à semântica o estudo do significado das 
palavras. 
 
1. SINONÍMIA E ANTONÍMIA 
 
Sinônimos – São palavras que apresentam significados 
iguais ou semelhantes. 
 
Alegre – feliz 
Bondoso – generoso 
Cómico – engraçado 
Débil - fraco, frágil 
Distante – afastado, remoto 
 
Antônimos – São palavras que apresentam significados 
contrários. 
 
Aberto – fechado 
Alto – baixo 
Bem – mal 
Bom – mau 
Bonito – feio 
 
2. HOMONÍMIA 
 
Homógrafos – São palavras iguais na grafia e diferentes 
na pronúncia. 
 
Almoço (ô) – substantivo 
Almoço (ó) – verbo 
Jogo (ô) – substantivo 
Jogo (ó) – verbo 
 
Homófonos - São palavras que possuem o mesmo som, 
mas grafia diferente. 
 
Cela – quarto de prisão 
Sela – arreio 
Coser – costurar 
Cozer – cozinhar 
Concerto – espetáculo musical 
Conserto – ato ou efeito de consertar 
 
Homônimos Perfeitos – São palavras que possuem a 
mesma pronúncia e mesma grafia. 
 
Cedo – verbo 
Cedo – advérbio de tempo 
Sela – verbo selar 
Sela – arreio 
Leve – verbo levar 
Leve – pouco peso 
 
Relação de alguns Homônimos 
Acender – pôr fogo 
Ascender – subir 
Acento – sinal gráfico 
Assento – tampo de cadeira, banco 
Aço – metal 
Asso – verbo (1ª pessoa do singular, presente do 
indicativo) 
Banco – assento com encosto 
Banco – estabelecimento que realiza transações 
financeiras. 
Cerrar – fechar 
Serrar – cortar 
Cessão – ato de ceder 
Sessão – reunião 
Secção/seção - divisão 
Cesto - cesta pequena 
Sexto – numeral ordinal 
Cheque – ordem de pagamento 
Xeque – lance no jogo de xadrez 
Xeque – entre os árabes, chefe de tribo ou soberano. 
Concerto – sessão musical 
Conserto – reparo, ato ou efeito de consertar. 
Coser – costurar 
Cozer – cozinhar 
Expiar – sofrer, padecer. 
Espiar – espionar, observar. 
Estático – imóvel 
Extático – posto em êxtase, enlevado. 
Estrato – tipo de nuvem 
Extrato – trecho, fragmento, resumo. 
Incerto – indeterminado, impreciso. 
Inserto – introduzido, inserido. 
 
 
 
 
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3. PARONÍMIA 
 
Parônimos - São palavras que possuem significados 
diferentes, mas apresentam pronúncia e escrita 
parecidas. 
 
Emergir – vir à tona 
Imergir – afundar 
Infringir – desobedecer 
Infligir – aplicar 
 
Relação de alguns Parônimos 
Absolver – perdoar 
Absorver – sorver 
Acostumar – habituar-se 
Costumar – ter por costume 
Acurado – feito com cuidado 
Apurado – refinado 
Afear – tornar feio 
Afiar – amolar 
Amoral – indiferente à moral 
Imoral – contra a moral, devasso 
Cavaleiro – que anda a cavalo 
Cavalheiro – homem educado 
Comprimento – extensão 
Cumprimento – saudação 
Deferir – atender 
Diferir – adiar, retardar 
Delatar – denunciar 
Dilatar – estender, ampliar 
Eminente – alto, elevado, excelente 
Iminente – que ameaça acontecer 
Emergir – sair de onde estava mergulhado 
Imergir – mergulhar 
Emigrar – deixar um país 
Imigrar – entrar num país 
Estádio – praça de esporte 
Estágio – aprendizado 
Flagrante – evidente 
Fragrante – perfumado 
Incidente – circunstância acidental 
Acidente – desastre 
Inflação – aumento geral de preços, perda do poder 
aquisitivo 
Infração – violação 
Ótico – relativo ao ouvido 
Óptico – relativo à visão 
Peão – homem que anda a pé 
Pião – brinquedo 
Plaga – região, país 
Praga – maldição 
Pleito – disputa eleitoral 
Preito – homenagem 
 
4. POLISSEMIA - É o fato de uma palavra ter mais de 
uma significação. 
Ex. 1: 
Estou com uma dor terrível na minha cabeça. (parte do 
corpo) 
Ele é o cabeça do projeto. (chefe) 
 
Ex. 2: 
Graves razões fizeram-me contratar esse advogado. 
(importante) 
O piloto sofreu um grave acidente (trágico) 
 
Ex. 3: 
Ele comprou uma nova linha telefônica. (contato ou 
conexão telefônica) 
Nós conseguimos traçar a linha corretamente. (traço 
contínuo duma só dimensão) 
 
5. HIPERONÍMIA E HIPONÍMIA 
 
Hiperônimos – São vocábulos que possuem um sentido 
mais geral, em relação a outros de sentido mais 
específico. 
 
Ex.: 
PEIXE é hiperônimo de sardinha, atum, cação... 
 
FLOR é hiperônimo de rosa, cravo, violeta, margarida... 
 
Hipônimos – São palavras de sentido mais específico, 
em relação a outras de sentido mais geral. 
 
Ex.: 
Girafa, cachorro e gato são hipônimos de mamíferos. 
 
Maçã, pera, banana são hipônimos de frutas. 
 
6. CAMPO LEXICAL E CAMPO SEMÂNTICO 
 
Damos o nome de léxico ao conjunto de 
palavrasde uma língua. Nenhum falante tem o domínio 
completo do léxico da língua que fala, porque, além de 
muito amplo, ele é um conjunto aberto, ou seja, a cada 
dia surgem palavras novas que a ele se incorporam e 
palavras que dele desaparecem. 
 Dentro desse conjunto podem-se observar 
campos lexicais, que são subconjuntos formados por 
palavras pertencentes a uma mesma área do 
conhecimento ou de interesse. Observe alguns exemplos 
de campos lexicais: 
 
Campo lexical do Direito: mandado, arrolamento, 
custas, emolumentos, agravo, alçada, ementa, etc. 
 
Campo lexical do futebol: gol, pênalti, escanteio, 
zagueiro, etc. 
 
Campo lexical da Economia: deflação, déficit, superávit, 
juros, cambial, etc. 
 
Damos o nome de campo semântico ao 
conjunto dos empregos de uma palavra num determinado 
contexto. Dessa forma, o campo semântico de uma 
determinada palavra é dado pelas diversas nuances de 
significado que ela assume. 
 
Ex.: A palavra Bom indicando: um estado de saúde (João 
não está muito BOM hoje); sanidade mental (acho que 
você não está BOM da cabeça). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Quanto ao sentido de alguns termos utilizados no 
Texto, analise o que se afirma a seguir. 
1) “implementar ações” significa “fiscalizar ações”. 
2) “crise financeira que assolou o mundo” equivale a 
“crise financeira que desestabilizou o mundo”. 
3) “a maioria ressaltou que o social não sofrerá 
alterações” é o mesmo que “a maioria enfatizou que 
o social não sofrerá alterações”. 
4) “o foco deve ser a equidade e os direitos do ser 
humano” é equivalente a “o foco deve ser a 
igualdade e os direitos do ser humano”. 
 
Estão corretas: 
A) 2 e 3, apenas. B) 3 e 4, apenas. 
C) 1 e 2, apenas. D) 2, 3 e 4, apenas. 
E) 1, 2, 3 e 4. 
 
2. Assinale a alternativa cujo termo em parênteses é 
SINÔNIMO do(s) termo(s) sublinhado(s). 
A) “Pais do mundo todo se sentem perdidos...” 
(VINCULADOS) 
B) “...para penetrar no mundo dos seus filhos.” 
(DEPRECIAR) 
C) “...que os hábitos dos pais brilhantes revelam que 
ninguém...” (EVIDENCIAM) 
D) “...e conhecer na plenitude a palavra paciência.” 
(PARCIALMENTE) 
E) “...não conseguem aprender com seus alunos e 
renovar ferramentas...” (PRESERVAR) 
 
3. Em todas as alternativas, os termos em 
parênteses têm o mesmo significado dos termos 
sublinhados, EXCETO EM UMA. Assinale-a. 
A) “De fato, conquistar o planeta psíquico dos nossos 
filhos ...” (VALORIZAR) 
B) “Quero deixar claro que os hábitos dos pais 
brilhantes...” (ESCLARECER) 
C) “Não preciso da ajuda de ninguém.” (NECESSITO) 
D) “...aprender com seus filhos e corrigir rotas.” 
(CONSERTAR) 
E) “Atuar no aparelho da inteligência...” (AGIR) 
 
4. Se há equivalência semântica entre os termos ou 
expressões destacados nos enunciados a seguir. 
 
1. “a história do Brasil é a história de impedir / empecer 
que livros sejam escritos”. 
2. “ou desenvolvemos um potencial científico-tecnológico, 
ou ficamos para trás / entregamos os pontos”. 
3. “É comum o horror diante da brutalidade / violência 
de dirigentes que queimam livros”. 
4. “que cientistas e intelectuais floresçam / desvaneçam”. 
 
Os termos são semanticamente equivalentes em: 
A) 1 e 3, apenas. B) 3 e 4, apenas. 
C) 2 e 4, apenas. D) 1, 3 e 4, apenas. 
E) 1, 2, 3 e 4. 
 
5. Assinale a letra que preenche corretamente as 
lacunas das frases apresentadas. 
__________, a verdade _______, e, apesar de todos os 
protestos dos deputados, o ________ governador ______ 
os direitos do secretário. 
A) De repente - emergiu - iminente - cassou. 
B) Derrepente - imergiu - iminente - caçou. 
C) De repente - emergiu - eminente - cassou. 
D) De repente - imergiu - eminente - caçou. 
E) Derrepente - emergiu - iminente - cassou. 
 
Gabarito 
1.B 2.C 3.A 4.A 5.C 
 
 
 
CONCEITOS RELEVANTES PARA 
ANÁLISE DE TEXTOS 
 
CONCEITO DE TEXTO: texto é um tecido verbal 
estruturado de tal forma que as ideias formam um todo 
coeso e coerente. Todas as partes de um texto devem 
estar interligadas e manifestar um direcionamento único. 
Essas três qualidades (UNIDADE, COERÊNCIA e 
COESÃO) são essenciais para a existência de um texto. 
 
O primeiro passo para interpretar um texto consiste em 
decompô-lo, após uma primeira leitura em sua ideia básica 
ou ideia núcleo, ou seja, realizar um trabalho analítico 
buscando os conceitos definidores da opinião explicitada 
pelo autor. Essa operação fará com que a essência do 
texto “salte aos olhos”. 
 
Em sua análise, o leitor deve identificar no texto alguns 
conceitos. São eles: 
 
TEMA CENTRAL Proposição essencial que vai ser tratada 
ou demonstrada. Assunto primordial de que trata o texto. 
 
IDÉIA GLOBAL Conceito integral (opinião ou pensamento) 
baseado nos objetivos discursivos do emissor que permeia 
todo o texto e o justifica. 
 
TÓPICO DE UM PARÁGRAFO Temático central que é 
apresentada e discutida no parágrafo considerado, 
geralmente mediante desenvolvimento da argumentação. 
 
ARGUMENTO PRINCIPAL DEFENDIDO Corresponde à 
tese (proposição exposta para debate). Geralmente é 
apoiada em argumentos com o intuito de convencer um 
público-leitor sobre o ponto de vista chave apresentado 
pelo autor. 
 
PERGUNTAS FUNDAMENTAIS 
 
Uma boa medida para saber se o texto foi bem 
compreendido é responder três questões básicas. 
1. Qual é a questão de que o texto está tratando? 
2. Qual é a opinião do autor sobre a questão posta 
em discussão? 
3. Quais são os argumentos utilizados pelo autor 
para fundamentar a sua opinião? 
 
OS DEZ MANDAMENTOS... 
 
1. Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar 
contato com o assunto; a segunda para observar 
como o texto está articulado; desenvolvido. 
2. Observar que um parágrafo em relação ao outro 
pode indicar uma continuação ou uma conclusão 
ou, ainda, uma falsa oposição. 
3. Sublinhar, em cada parágrafo, a ideia mais 
importante (tópico frasal). 
 
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4. Ler com muito cuidado os enunciados das 
questões para entender direito a intenção do que 
foi pedido. 
5. Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto, 
etc., para não se confundir no momento de 
responder à questão. 
6. Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada 
estrofe, a ideia mais importante contida neles. 
7. Não levar em consideração o que o autor quis 
dizer, mas sim o que ele disse; escreveu. 
8. Se o enunciado mencionar tema ou ideia 
principal, deve-se examinar com atenção a 
introdução e/ou a conclusão. 
9. Se o enunciado mencionar argumentação, deve 
preocupar-se com o desenvolvimento. 
10. Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os 
que remetem a outros vocábulos do texto: 
pronomes relativos, pronomes pessoais, 
pronomes demonstrativos, etc.) 
 
COMPREENSÃO (OU INTELECÇÃO) x 
INTERPRETAÇÃO 
 
Compreensão ou intelecção de texto – consiste em 
analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar 
dados do texto. O enunciado normalmente assim se 
apresenta: 
As considerações do autor se voltam para... 
Segundo o texto, está correta... 
De acordo com o texto, está incorreta... 
Tendo em vista o texto, é incorreto... 
O autor sugere ainda... 
De acordo com o texto, é certo... 
O autor afirma que... 
 
Interpretaçãode texto – consiste em saber o que se 
infere (conclui) do que está escrito. O enunciado 
normalmente é encontrado da seguinte maneira: 
O texto possibilita o entendimento de que... 
Com apoio no texto, infere-se que... 
O texto encaminha o leitor para... 
Pretende o texto mostrar que o leitor... 
O texto possibilita inferir que... 
 
COERÊNCIA & COESÃO TEXTUAL 
 
O que é COERÊNCIA TEXTUAL? 
 
É a possibilidade de se estabelecer um sentido para o 
texto. Ou seja, é a compatibilidade entre ideias e 
conceitos que permite ao leitor acompanhar a 
continuidade de raciocino em desenvolvimento. 
 
Quando encontramos enunciados contraditórios, que 
geram dificuldade a nossa compreensão, dizemos que 
houve incoerência, como ocorre no exemplo abaixo: 
 
E1: “No mundo não há indiferença, há apenas 
desinteresse das pessoas para com os problemas 
sociais”. 
 
DIMENSÕES DA COERÊNCIA: 
 
a) Em algumas dissertações argumentativas, ocorrem 
momentos de incoerências locais, isto é, 
incompatibilidades que acontecem em pontos 
específicos do texto, como os encontrados em 
enunciados localizados no interior de períodos e de 
parágrafos. 
 
b) A incoerência global – é aquela em que o leitor não 
consegue relacionar os enunciados de um texto 
inteiro. 
 
FATORES DE COERÊNCIA 
 
Há um conjunto de fatores que colaboram para 
proporcionar certa lógica ao desenvolvimento do 
raciocínio do autor. São eles: 
 
a) Elementos Linguísticos - as palavras usadas no 
texto, além de acionar conhecimentos arquivados na 
memória do leitor, funcionam como pistas da língua que 
ajudam o leitor a pescar o sentido pretendido pelo autor, 
a sua linha argumentativa e as conclusões às quais 
gostaria que chegasse. Assim, artifícios linguísticos 
como: o uso de palavras do mesmo campo semântico e a 
posição delas no enunciado podem gerar interpretações 
curiosas. 
 
E2: Tramita na câmara um projeto sobre preconceito da 
boa deputada Rita Camata. 
 
Tramita / câmara/projeto / deputada (mesmo campo 
semântico) 
 
E3: O congresso brasileiro precisa de novos 
parlamentares novos que legislem honestamente. 
 
Congresso/parlamentares/legislem (mesmo campo 
semântico) 
 
b) Conhecimento de Mundo – todas as experiências 
vividas são guardadas na nossa memória, de maneira 
que, quando lemos um texto, só conseguimos entendê-lo 
inteiramente, se reconhecermos as informações ali 
acionada e estabelecermos uma relação com o que já 
sabemos sobre o tema. Em geral, é difícil para um 
camponês, por exemplo, entender um artigo científico de 
antropologia, cuja temática seja “as raízes da 
discriminação racial e sexual no Brasil colonial”, por 
exemplo. 
 
E4: Se nos tempos de Hitler houvesse televisão em 
cadeia mundial, ele não teria conseguido manter por tanto 
tempo campos de concentração, nem fazer o gueto de 
Varsóvia. 
 
Hitler - pai do Nazismo 
Campos de concentração – locais de morte e 
aprisionamento de judeus 
Gueto de Varsóvia – o mais famoso campo de 
concentração 
 
Esses termos destacados devem fazer parte do 
conhecimento de mundo do leitor (medianamente 
escolarizado e/ou relativamente informado pelos meios 
de comunicação) ao qual se dirige uma dissertação 
argumentativa. 
 
c) Conhecimento Partilhado – cada indivíduo constrói a 
sua própria enciclopédia de conhecimentos ao longo da 
vida, mais ou menos igual à daqueles que vivem em um 
mesmo ambiente social, político, econômico e cultural. 
Para que haja compreensão entre dois interlocutores, por 
 
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meio de texto, é necessário que ambos partilhem de 
algumas classes de conhecimentos. 
 
É importante o autor saber equilibrar as informações 
partilhadas com as informações novas, a fim de evitar 
que o texto se torne repetitivo e circular ou, até mesmo, 
incompreensível. 
 
As palavras destacadas em E4 não são explicadas pelo 
autor, logo ele pressupõe já serem conhecidas pelo seu 
suposto leitor por causa do tema, do contexto e do seu 
provável nível cultural. Contudo, se as mesmas palavras 
de E4 fossem dirigidas a crianças ou acesso aos meios 
de comunicação, seria muito difícil entenderem o sentido 
do enunciado e do Texto (3) inteiro, já que possuem 
outras preocupações fundamentais na vida. 
 
d) Inferência – é um processo de raciocínio através do 
qual se estabelece uma relação não explícita entre dois 
enunciados e deles se chega a uma conclusão. É um dos 
tipos de raciocínio mais utilizados no processo de 
interpretação, já que o texto, por ser um mecanismo de 
economia linguística, não pode nem deve dizer tudo. 
Como disse o escritor italiano Umberto Eco, o texto é 
uma “máquina preguiçosa” e, por isso, sempre há lacunas 
a serem preenchidas pelos leitores com seu 
conhecimento de mundo e sua capacidade de inferir. 
 
E5: “No Oriente Médio, há anos assistimos pela televisão 
ao momento quase exato em que jovens palestinos se 
suicidam assassinando jovens israelenses e em que 
soldados israelenses se embrutecem matando jovens 
palestinos. Cada qual dizendo defender sua própria terra, 
eles sacrificam e se sacrificam, diante da indiferença do 
mundo”. 
 
Inferências: 
 
1. O Oriente Médio é palco de conflitos; 
2. Há conflitos sangrentos entre palestinos e 
israelenses; 
3. Há indiferença das pessoas diante desses conflitos 
 
O que é COESÃO TEXTUAL? 
 
Os textos pedem a presença de um sistema de 
“amarração textual” com elos e nós que operam em seu 
interior, costurando o sentido deles e, dessa forma, 
permitindo o trânsito fácil do leitor pelos termos e 
conceitos já referidos ou por referir sem perder o fio da 
meada. Este sistema de amarração tem sido 
tecnicamente chamado de coesão textual. 
 
COESÃO REFERENCIAL 
 
ANÁFORA - Movimento referencial retrospectivo. 
 
E1: Os jovens representam um segmento populacional 
de grande vulnerabilidade ao HIV/Aids, entretanto, a 
epidemia entre eles continua em grande parte invisível 
aos adultos e a eles próprios. 
 
E2: Os jovens representam um segmento populacional 
de grande vulnerabilidade ao HIV/Aids, entretanto, a 
epidemia entre eles continua em grande parte invisível 
aos adultos e aos próprios Φ. (coesão feita por elipse). 
 
CATÁFORA – Movimento referencial prospectivo. 
 
E1: A epidemia entre eles continua em grande parte 
invisível aos adultos e a eles próprios. Infelizmente os 
jovens representam um segmento populacional de 
grande vulnerabilidade ao HIV/Aids. 
 
COESÃO SEQUENCIAL 
 
As orações, períodos ou porções textuais 
maiores são encadeadas basicamente por operadores 
argumentativos (conjunções, advérbios e expressões de 
ligação) que estabelecem vários tipos de relações 
argumentativas. A esses elementos de articulação que 
carregam em si uma determinada orientação teórica 
chamamos operadores argumentativos. Eles 
normalmente introduzem relações de: 
 
PRIORIDADE - RELEVÂNCIA 
Em primeiro lugar / antes de mais nada / primeiramente / 
acima de tudo / precipuamente / principalmente / 
primordialmente / sobretudo 
 
FREQUÊNCIA - DURAÇÃO - ORDEM - SUCESSÃO - 
ANTERIORIDADE - POSTERIORIDADE 
Então / enfim / logo / logo depois / imediatamente / logo 
após / a princípio / pouco antes / pouco depois / 
anteriormente / posteriormente / em seguida / afinal / por 
fim / finalmente / agora / atualmente / hoje / 
frequentemente / constantemente / às vezes / 
eventualmente / por vezes / ocasionalmente / sempre / 
raramente / não raro / ao mesmo tempo / 
simultaneamente / nesse ínterim / nesse meio tempo / 
enquanto / quando / antes que / depois que / logo que / 
sempre que / assim que /desde que / todas as vezes que 
/ cada vez que / apenas / já / mal 
 
SEMELHANÇA - COMPARAÇÃO - CONFORMIDADE 
Igualmente / da mesma forma / assim também / do 
mesmo modo / similarmente / semelhantemente / 
analogamente / por analogia / de maneira idêntica / de 
conformidade com / de acordo com / segundo / conforme 
/ sob o mesmo ponto de vista / tal qual / tanto quanto / 
como / assim como / bem como / como se 
 
CONDIÇÃO – HIPÓTESE 
Se / caso / eventualmente 
 
DÚVIDA 
Talvez / provavelmente / possivelmente / quiçá / quem 
sabe / é provável / não é certo / se é que 
 
CERTEZA - ÊNFASE 
Decerto / por certo / certamente / indubitavelmente / 
inquestionavelmente / sem dúvida / inegavelmente / com 
toda certeza. 
 
PROPÓSITO – INTENÇÃO- FINALIDADE 
Com o fim de / a fim de / com o propósito de / para que / 
a fim de que 
 
 
 
LUGAR – PROXIMIDADE - DISTÂNCIA 
Perto de / próximo a (de) / junto a (de) /dentro / fora / 
mais adiante / aqui / aquém /além / acolá / lá / ali + 
algumas preposições e os pronomes demonstrativos 
 
CAUSA – CONSEQÜÊNCIA - EXPLICAÇÃO 
Por consequência / por conseguinte / como resultado / 
por isso / por causa de / em virtude de / assim / de fato / 
 
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com efeito / tão (tanto, tamanho)... que / porque / 
porquanto / pois / já que / uma vez que / visto que / como 
(=porque) / portanto / logo que (=porque) / de tal sorte 
que / de tal forma que 
 
RESUMO – RECAPITULAÇÃO - CONCLUSÃO 
Em suma / em síntese / em conclusão / enfim /em resumo 
/ portanto / assim / dessa forma / dessa maneira / logo / 
pois 
 
CONTRASTE – OPOSIÇÃO – RESTRIÇÃO - 
RESSALVA 
Pelo contrário / em contraste com / salvo / exceto / menos 
/ mas / contudo / todavia / entretanto / no entanto / 
embora / apesar de / ainda que / mesmo que / posto que / 
conquanto / se bem que / por mais que / por menos que 
 
ALTERNATIVA 
Ou... ou / ora... ora / quer... quer / seja... seja / já... já / 
nem... nem 
 
ADIÇÃO - CONTINUAÇÃO 
Além disso / (a) demais / outrossim / ainda mais / ainda 
por cima / por outro lado / também / e / nem / não só... 
mas também / não apenas... como também / não só... 
bem como 
 
ILUSTRAÇÃO - ESCLARECIMENTO 
Por exemplo / isto é / quer dizer /em outras palavras / ou 
por outra / a saber / ou seja 
 
Aplicações: 
 
E1: As drogas são usadas não só pelos pobres como 
também pelos jovens de classe média alta. 
 
Tem-se a construção correlativa aditiva cujo efeito de 
sentido não pode ser traduzido pela mera adição de 
termos, como no caso de uma construção coordenada 
aditiva simples. 
 
E2: Muitas crianças ainda estão nas ruas brasileiras, 
embora muitos esforços sejam empreendidos para 
contornar essa terrível realidade. 
 
As estruturas concessivas determinam um tipo especial 
de oposição. 
 
E3: Urge a necessidade de paz entre os povos, portanto 
precisamos efetivar essa palavra no cotidiano das 
nações. 
 
Tem-se a construção correlativa conclusiva 
 
 
TIPOLOGIA TEXTUAL (MODOS DE 
ORGANIZAÇAO DISCURSIVA) 
 
Dependendo do tipo textual em questão, temos 
objetivos diferentes para cada um. Vejamos os 
principais tipos: 
 
• Descritivo: diz as características de um objeto, pessoa 
ou paisagem. A pergunta fundamental para sabermos 
se o texto é descritivo é COMO É? 
• Narrativo: tem por objetivo contar uma história; para 
tanto, possui narrador, enredo e personagens; 
• Dissertativo: é o tipo textual que serve para expor ou 
argumentar a respeito de uma tese (afirmação); se 
respondermos O QUE É ALGO? Já estaremos diante 
de um texto dissertativo expositivo. 
• Injuntivo: é o tipo textual preocupado com a orientação 
sobre algo/com o fazer, como fazer...; subdivide-se em 
instrucional e prescritivo; 
 
A DESCRIÇÃO 
 
Descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma 
coisa ou algum lugar através de pormenores que 
particularizem o caracterizado em relação aos outros 
seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também 
particularizar um ser. É "fotografar" com palavras. 
No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos 
mais adequados (mais comuns) são os verbos de 
ligação (ser, estar, permanecer, ficar, continuar, ter, 
parecer, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as 
características - representadas linguisticamente pelos 
adjetivos - aos seres caracterizados - representados 
pelos substantivos. 
 
Exemplo: 
O quarto estava localizado na parte velha de Paris. Não 
era grande nem luxuoso, mas tinha tudo aquilo de que o 
artista necessitava naquele momento de sua vida: uma 
cama-beliche, duas cadeiras e uma mesa, sobre a qual 
ficava uma bacia e uma jarra d’ água. Uma grande janela 
envidraçada iluminava fartamente o aposento, deixando 
sobre o assoalho de tábua corrida um rastro de luz. Nas 
paredes ao lado da cama havia dois quadros e algumas 
fotografias que lembravam ao pintor a sua origem. 
 
A NARRAÇÃO 
Narrar é contar uma história (real ou fictícia). O fato 
narrado apresenta uma sequência de ações envolvendo 
personagens no tempo e no espaço. São exemplos de 
narrativas a novela, o romance, o conto, ou uma crônica; 
uma notícia de jornal, uma piada, um poema, uma letra 
de música, uma história em quadrinhos, desde que 
apresentam uma sucessão de acontecimentos, de fatos. 
ESTRUTURA DA NARRAÇÃO: 
Convencionalmente, o enredo da narração pode ser 
assim estruturado: exposição (apresentação das 
personagens e/ou do cenário e/ou da época), 
desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentando 
complicação e clímax) e desfecho (arremate da trama). 
ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRAÇÃO: 
São elementos básicos da narração: enredo (ação), 
personagem, tempo e espaço. A tessitura narrativa. A 
narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos, 
respondendo às seguintes perguntas essenciais: 
O QUÊ?– o(s) fato(s) que determina(m) a história; 
QUEM?– a personagem ou personagens; 
COMO? – o enredo, o modo como se tecem os fatos; 
ONDE? – o lugar ou lugares da ocorrência; 
QUANDO? – o momento ou momentos em que se 
passam os fatos; 
POR QUÊ? – a causa do acontecimento. 
 
 
 
 
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Exemplo: 
 
Van Gogh viajou para Paris no final de dezembro e, no 
início de janeiro, alugou o quarto onde iria morar por um 
longo tempo. Logo que lhe foi permitido ocupar o 
aposento, para lá transportou seus poucos pertences, 
especialmente alguns quadros e fotografias. Em seguida, 
instalou o cavalete de pintura ao pé da janela, por onde 
entrava a luminosidade necessária e começou 
imediatamente a pintar, certo do sucesso que, no entanto, 
iria tardar muito. 
 
 DISSERTAÇÃO 
 
Dissertar é refletir, debater, discutir, questionar a 
respeito de um determinado tema, expressando o ponto 
de vista de quem escreve em relação a esse tema. 
Dissertar, assim, é emitir opiniões de maneira 
convincente, ou seja, de maneira que elas sejam 
compreendidas e aceitas pelo leitor; e isso só acontece 
quando tais opiniões estão bem fundamentadas, 
comprovadas, explicadas, exemplificadas, em suma: bem 
ARGUMENTADAS (argumentar= convencer, influenciar, 
persuadir). A argumentação é o elemento mais 
importante de uma dissertação. 
Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é 
que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista 
como se não fossem dele e sim, de outra pessoa (de 
prestígio, famosa, especialista no assunto, alguém...), ou 
seja, de maneiraimpessoal, objetiva e sem prolixidade 
("encher linguiça"): que a dissertação seja elaborada com 
verbos e pronomes em terceira pessoa. O texto 
impessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer 
é um dos objetivos de quem disserta. 
 
Exemplo: 
O fato de viver longe de casa pode ter contribuído para 
uma maior disposição artística do pintor. De fato, a 
história pessoal dos grandes artistas parece relacionar 
certa dose de sofrimento à maior capacidade de 
produção: assim foi com Camões, Cervantes, Dante e 
muitos outros. A alegria, ao contrário, parece estéril, não 
leva derivativos. Van Gogh certamente transportou a 
saudade e a solidão para as telas que pintou em seu 
quarto de Paris. 
 
 
 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
 
1. Quanto à tipologia textual as afirmações estão 
corretas, respectivamente: 
 
Texto I: “O café é que torna sábio o político e lhe permite 
perceber tudo com olhos semicerrados.” 
 
Texto II: 
Poema Tirado de uma Notícia de Jornal. 
João Gostoso era carregador de feira livre e morava 
No morro da Babilônia num barracão sem número 
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro 
Bebeu 
Cantou 
Dançou 
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu 
afogado. 
 
Texto III: (fragmento do poema “Curitiba, cidade-
menina”, de Helena Kolody). 
 
“Curitiba, cidade-menina, 
Paisagem do meu amanhecer 
Por toda parte, a marca dos meus passos, 
O fantasma dos meus sonhos. 
Jardins, pomares 
Pinheiros e mais pinheiros, 
Onde moravam sabiás cantores 
E bem-te-vi moleques”. 
 
(A) dissertação, descrição, descrição. 
(B) dissertação, narração, descrição. 
(C) narração, narração, dissertação. 
(D) descrição, narração, dissertação. 
(E) descrição, dissertação, narração. 
 
2. Considerando os diferentes tipos textuais e suas 
características principais, assinale a alternativa 
em que os trechos seguintes e sua classificação 
fazem uma associação CORRETA. 
 
I. “Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral 
deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também 
deserto, a casa do caseiro fechada, tudo anunciava 
abandono.” (Graciliano Ramos, Vidas Secas) – Texto 
dissertativo. 
II. “Além de ser a primeira, a maior e a mais garantida 
do Brasil, a Poupança da Caixa também dá prêmios 
milionários. São cerca de 1.800 prêmios de 500 reais, 
25 prêmios de 10 mil reais e o prêmio de 1 milhão de 
reais (…)” (Anúncio da Caixa, publicado na Revista 
Veja, de 06 de fevereiro de 2002) – Texto descritivo. 
III. “A concepção do homem sobre si mesmo e sobre o 
mundo tem mudado radicalmente. Primeiro, os 
homens pensavam que a Terra fosse plana e que 
fosse o centro do universo; depois, que o homem é 
uma criação divina especial (…)” (K. E. Scheibe) – 
Texto descritivo. 
IV. “Para viver, necessitamos de alimento, vestuário, 
calçados, alojamento, combustíveis, etc. Para termos 
esses bens materiais é necessário que a sociedade 
os produza (…)”. (A. G. Graciliano, Introdução à 
Sociologia) – Texto dissertativo. 
V. “Vinha eu caminhando pela Avenida Marginal, 
quando ouço um choro abafado e fino, como de 
menino pequeno.” (Lourenço Diaféria) – Texto 
narrativo. 
 
Estão corretas as associações. 
A) I e III. 
B) I, III e V. 
C) III e V. 
D) II, IV e V. 
E) II e IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A FLOR DO GEÓGRAFO 
Dom Marcos Barbosa O.S.B. 
 
 (...) “Voltara Desfontaines a São Paulo, onde havia 
estado anteriormente e morara algum tempo. Tendo 
contratado um carro para levá-lo não sei onde, 
reconheceu, ao passar, o sítio da sua antiga casa. Pediu 
ao chofer que parasse, saltou, foi redescobrir a fachada 
que lhe sorriu entre as outras, e em cujas janelas viu 
aparecerem a mulher e as filhas ausentes, mais moça 
aquela, menos crescidas estas... Viu-se ai mesmo como 
era, como fora, como havia sido. Até que, caindo em si – 
ou antes caindo de si – deu com o automóvel que largo 
tempo o esperava. 
 Subiu depressa ao carro, bateu a porta, pediu ao 
chofer que corresse. Quando chegou, atrasado, ao 
término da viagem e perguntou o preço, viu com surpresa 
que o chofer pedia o mesmo que antes haviam 
combinado. 
 – Mas (protestou Desfontaines) o senhor esteve 
parado muito tempo; não quero causar-lhe prejuízo! 
 E foi então que o chofer disse lentamente a sua frase, 
a sua flor: “Saudades não se pagam...” 
 
3. Os parágrafos do texto acima exemplificam um 
modo de organização discursiva caracterizado como: 
A) argumentativo; 
B) informativo; 
C) expositivo; 
D) descritivo; 
E) narrativo. 
 
Único bioma de ocorrência exclusiva no Brasil, que 
já ocupou 10% do território nacional, a caatinga 
experimenta um processo acelerado de desmatamento — 
que pode significar a desertificação do semiárido 
nordestino. Com 510 espécies de aves e 148 de 
mamíferos, a caatinga padece da ausência de uma 
política clara de conservação que estanque o processo 
de desflorestamento e ajude a impedir a formação de um 
deserto em pleno Nordeste, ameaça concreta diante do 
aquecimento global do clima no planeta. Quase dois 
terços da área sob risco de desertificação no Brasil estão 
na caatinga, que já teve, a exemplo do cerrado, 
aproximadamente metade de sua extensão, que é de 
826.000 km², destruída. 
Jornal do Commercio (PE), 16/3/2010 (com adaptações). 
 
4. Assinale a opção correspondente ao tipo textual 
predominante no texto. 
A) narrativo 
B) descritivo 
C) dissertativo 
D) dialógico 
E) persuasivo 
 
Filosofia dos epitáfios 
 
“Saí, afastando-me do grupo, e fingindo ler os epitáfios. 
E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente 
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo 
que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao 
menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza 
inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala 
comum; parece- lhes que a podridão anônima os alcança 
a eles mesmos.” 
(Machado de Assis) 
 
5. Do ponto de vista da tipologia textual, é CORRETO 
afirmar que o texto 1, “Filosofia dos epitáfios”, é um 
texto predominantemente 
A) dissertativo. 
B) descritivo. 
C) narrativo. 
D) narrativo, com uso do discurso indireto. 
E) descritivo, com uso do discurso direto. 
 
 
 
ANÁLISE DE TEXTOS... 
 
Leia os textos abaixo: 
TEXTO 1 
AULA DE PORTUGUÊS 
A linguagem 
na ponta da língua, 
tão fácil de falar 
e de entender. 
A linguagem 
na superfície estrelada de letras, 
sabe lá o que ela quer dizer? 
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe, 
e vai desmatando 
o amazonas de minha ignorância. 
Figuras de gramática, esquipáticas, 
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me. 
Já esqueci a língua em que comia, 
em que pedia para ir lá fora, 
em que levava e dava pontapé, 
a língua, breve língua entrecortada 
do namoro com a prima. 
O português são dois: o outro, mistério. 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
1. No poema, Drummond faz uma oposição entre dois 
tipos de linguagem, quais sejam: 
A) a padrão e a coloquial. 
B) a oral e a escrita. 
C) a correta e a incorreta. 
D) a moderna e a antiga. 
E) a literária e a informal. 
 
TEXTO 2 
 
QUE FALA CABE À ESCOLA ENSINAR 
 
 A língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas 
variedades dialetais. Identificam-se geográfica e 
socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há 
muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo 
que é atribuído aos diferentes modos de falar: e muito 
comum se considerarem as variedades linguísticas de 
menor prestigio inferiores ou erradas.O problema do preconceito disseminado na sociedade 
em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na 
escola, como parte do objetivo educacional mais amplo 
de educação para o respeito à diferença. Para isso, e 
também para poder ensinar a língua portuguesa, a escola 
precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma 
única forma “certa de falar” – e que se parece com a 
escrita – e o de que a escrita é o espelho da fala – e, 
Gabarito 
01. B 02. D 03. E 04. C 05. A 
 
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sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno 
para evitar que ele escrevesse errado. Essas duas 
crenças produziram uma prática de mutilação cultural 
que, além de desvalorizar a forma do aluno, tratando sua 
comunidade como se fosse formada de incapazes, 
denota desconhecimento de que a escrita de uma língua 
não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, 
por mais prestígio que um deles tenha em dado momento 
histórico. 
 A questão não é falar certo ou errado, mas saber qual 
forma de utilizar, considerando as características do 
contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o 
registro às diferentes situações comunicativas. É saber 
coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo, 
considerando a quem e por que se diz determinada coisa. 
É saber, portanto, quais variedades e registros da língua 
oral são pertinentes em função da intenção comunicativa, 
do contexto e dos interlocutores a quem o texto se dirige. 
A questão não é de correção da forma, mas de sua 
adequação às circunstâncias de uso, ou seja, de 
utilização eficaz da linguagem: falar bem é falar 
adequadamente, é produzir o efeito pretendido. 
(Parâmetros curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. 
Secretaria de Educação fundamental 
 
2. O texto 2 argumenta a favor de: 
a) Aulas de língua portuguesa que enfatizem as 
variedades linguísticas de maior prestigio. 
b) Professores de português que saibam corrigir a 
forma das expressões linguísticas. 
c) Um ensino de língua portuguesa que demonstre 
respeito às diferenças dialetais. 
d) Um ensino de língua que priorize a uniformização, 
tanto da fala quanto da escrita. 
e) Uma escola que ensine todas as variedades dialetais 
que se encontram no Brasil. 
 
TEXTO 3 
 
Com relação à Língua Portuguesa, os estudos 
realizados até o presente momento evidenciam que o 
mercado de trabalho se pauta pelo paradigma da norma 
padrão ao quantificar a competência do trabalhador para 
o preenchimento de vagas. Isso é facilmente percebido 
na fala dos recrutadores, quando afirmam que o bom 
desempenho linguístico do trabalhador garante que ele 
receba mais consideração e respeito dos demais 
componentes da equipe de trabalho. Afirmam ainda que o 
desempenho inadequado do ponto de vista da norma 
culta compromete a evolução da carreira do trabalhador, 
tornando-a mais lenta. 
Além disso, esse desempenho linguístico é 
avaliado em todos os processos de seleção, porque o 
trabalhador, independentemente da função que irá 
exercer, necessita se comunicar com a equipe, interpretar 
comunicados, avisos, manuais, entre outros, além de 
transmitir informações, verbalmente ou por escrito. 
Assim, no processo de seleção, fluência, 
capacidade de argumentação e correção gramatical são 
requisitos exigidos do profissional que, juntamente com o 
conhecimento prático da função, capacita-os ou não a 
ocupar determinada vaga. Na análise do currículo, as 
empresas consideram a correção gramatical, a 
organização, a clareza e a objetividade do documento, 
além dos conhecimentos específicos da função. 
A oralidade, que há pouco tempo não era exigida 
nos processos de seleção, passou a ser, e vem 
carregada de um peso significativo na etapa da 
entrevista, quando o candidato, ao expressar seus 
conhecimentos oralmente, é também avaliado na sua 
postura, no comportamento e na atitude. Essa 
valorização da modalidade oral tem revelado a 
importância que as empresas têm dado à comunicação 
no processo seletivo. 
Em síntese: o desempenho linguístico, os 
conhecimentos, o domínio da norma culta, as habilidades, 
a atitude e a capacidade do indivíduo de assimilar, 
organizar e transmitir informação com eficácia, o que se 
reflete no relacionamento com o interlocutor, são os pré-
requisitos mais observados no mundo empresarial. A 
ausência dessas habilidades compromete o perfil do 
trabalhador e se torna fator de exclusão do processo 
produtivo. Então, podemos afirmar que dominar a norma 
padrão é condição necessária para se ter acesso ao 
poder; ou, nas palavras de Gnerre (1998), a língua 
constitui o arame farpado mais poderoso para bloquear o 
acesso ao poder. 
 
PERES, Suely Marcolino. A língua no mundo do 
trabalho: uma análise preliminar. Texto disponível em: 
http://www.pec.uem.br/pec_uem/revistas/revista%20APADEC/tra
ba lhos/c 6_laudas/PERES,%20Suely%20Marcolino.pdf. Acesso 
em 31-03-2010. Adaptado. 
 
 
3. Alisando a proposta temática do Texto, é correto 
afirmar que a principal relação nele estabelecida é 
entre: 
A) língua portuguesa e capacidade criativa do 
trabalhador. 
B) norma culta e pré-requisitos exigidos no mundo 
empresarial. 
C) desempenho linguístico e acessibilidade ao mercado 
de trabalho. 
D) processos de seleção e modo de falar dos 
recrutadores. 
E) mercado de trabalho e condições de acesso ao 
poder. 
 
4. O Texto informa ao leitor que: 
A) há evidências de que o domínio da norma padrão é 
relevante, no momento da seleção para uma vaga de 
emprego. 
B) facilmente se percebe que a fala dos recrutadores 
impõe consideração e respeito nos candidatos, 
durante as entrevistas. 
C) os próprios candidatos a uma vaga de emprego 
reconhecem que o fato de não dominarem a norma 
culta prejudica sua carreira. 
D) embora a expressão oral tenha passado a ser 
considerada nos processos de seleção, ela é 
irrelevante na avaliação dos candidatos. 
E) atualmente, nas empresas, a seleção de candidatos 
se pauta mais por seu comportamento na entrevista 
do que por seus conhecimentos. 
 
5. “a língua constitui o arame farpado mais poderoso 
para bloquear o acesso ao poder.” - Nessa afirmação, 
a língua está sendo considerada: 
A) um espinho. 
B) uma barreira. 
C) um dom. 
D) uma prisão. 
E) um caminho. 
 
 
 
 
 
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TEXTO 4 
 
 
A ERA DA INFORMAÇÃO 
 
Cada um dos três séculos passados tem sido 
dominado por uma única tecnologia: o século XVIII foi a 
era dos grandes sistemas mecânicos acompanhados da 
Revolução Industrial; o século XIX foi a era da máquina a 
vapor; e o século XX tem sido denominado “a era da 
informação”. Associado a isso, temos testemunhado 
vários avanços tecnológicos em diversas áreas, dentre as 
quais duas têm causado significativo impacto sobre o 
modus vivendi das pessoas: Computação e 
Telecomunicações. 
Nesse cenário de avanços tecnológicos, 
deparamo-nos com uma carga de informações cada vez 
maior. Como tirar proveito dessas tecnologias que 
colocam a nossa disposição um volume cada vez maior 
de informações, se o ser humano, assim como as 
máquinas, possui limitações? 
Uma das limitações do ser humano é a memória, 
já que o indivíduo é capaz de memorizar apenas um 
número limitado de informações. Além disso, o tempo 
disponível que as pessoas possuem é notavelmente cada 
vez mais escasso. Isso conduzà necessidade de buscar 
formas mais eficientes de coletar e processar apenas as 
informações necessárias no nosso cotidiano. 
É humanamente impossível digerir a imensa 
quantidade de informações colocadas à disposição das 
pessoas. À medida que mergulhamos cada vez mais na 
era da informação, está se tornando mais e mais 
aparente que a sociedade como um todo terá que se 
confrontar com um problema genérico da sobrecarga de 
informações. Isso vai nos compelir a buscar e usar 
técnicas que maximizem o tratamento das informações 
recebidas. 
Nesse contexto, ganha importância o processo 
de customização, que tem a finalidade de proporcionar ao 
indivíduo a facilidade de obter uma informação 
necessária quando necessário. Em outras palavras, 
‘customização’ significa transformar a informação 
entrante numa informação que seja adequada às 
necessidades de um indivíduo num determinado instante. 
Entretanto, apesar dos esforços e resultados já 
alcançados em termos de acesso e auxílio na consulta a 
informações, mais trabalho ainda necessita ser feito, 
objetivando aproximar cada vez mais o computador do 
usuário, a fim de prover novos recursos para que o 
usuário possa extrair a informação desejada no momento 
desejado. 
 
DA SILVA FILHO, Antonio Mendes. Revista Espaço 
Acadêmico Ano I, N°02, julho de 2001. Também 
disponível no site: 
http://www.espacoacademico.com.br/002/02col_mendes.
htm. Adaptado. 
 
6. De acordo com as informações presentes no texto, 
o grande problema a ser enfrentado na era da 
informação é: 
A) A inevitável limitação da memória humana. 
B) A distância entre o computador e o usuário. 
C) O importante processo de customização. 
D) A escassez de tempo para as tarefas on-line. 
E) O excesso de informações disponíveis. 
 
 
 
7. No último parágrafo do Texto, o autor se mostra: 
A) preocupado com os possíveis malefícios da tecnologia 
na memória limitada das pessoas. 
B) pouco à vontade com as inovações tecnológicas, que 
exigem mudanças comportamentais. 
C) orgulhoso com as conquistas tecnológicas nas áreas 
de Computação e Telecomunicações. 
D) esperançoso com a possibilidade futura de maior 
aproximação entre o homem e a tecnologia. 
E) indiferente ao impacto do rápido avanço tecnológico no 
cotidiano dos seres humanos. 
 
TEXTO 5 
 
A VIDA DE CRIANÇA DAS RUAS 
 
Assim que a gente chega aos 
países ditos em 
desenvolvimento, nos 
assustamos com o número 
de crianças que encontramos 
nas ruas. Em Paris, um 
jovem do Senegal achou 
estranho o número de 
cachorros que ele tinha visto 
nas ruas. Procurava 
crianças, mas sua procura foi 
em vão, pois as crianças 
estavam na escola. 
Durante o dia, a criança das ruas se perde na 
grande massa dos meninos mais pobres que 
procuram comida. Ela vai tentar ganhar a sua vida: ela 
vai carregar as sacolas das mulheres que vão à feira, ela 
vai vender sacos plásticos aos clientes que compram na 
feira; ela vai separar coisas do lixo, procurando ferro 
velho ou pano, mas nesse trabalho muitas vezes são 
perseguidas por adultos que também estão na procura de 
sobrevivência. Ela vai lavar carros, guardar veículos em 
estacionamento, certamente mendigar. Ela recolherá os 
legumes e frutas que não são mais vendíveis na feira. Em 
troca a uma ajuda dada a um comerciante da feira, ela 
obterá o direito de dormir de noite embaixo de uma banca 
de feira. 
Já é quase um reconhecimento da sociedade. 
Mas somente um bem pequeno número tem acesso a 
esse nível. 
A criança não tem necessidade somente de pão, 
mas, sobretudo de amor. Se ela deixou o lar familiar, foi, 
na maioria das vezes, porque ela não encontrava mais 
nenhum amor: rejeitada, batida, ela não tinha mais o seu 
lugar. E daqui em diante, será uma demanda de amor 
incessante: os namorados, às vezes a prostituição, onde 
ele também não encontra o amor. 
A dureza da vida dessas crianças não deixa 
nenhum lugar ao amor. Assim que elas nos encontram, é 
muito difícil fazê-las compreender que nós agimos 
somente para o interesse delas, pelo amor por elas. 
Para ela, expressamos uma linguagem tão nova: 
por que ele me dá de comer? O que ele espera de mim? 
O amor é um conceito que a criança das ruas procura 
inconscientemente, mas que ela não conhece. Assim que 
 
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ela descobrir que agimos por amor e somente por amor, 
então, teremos ganhado. 
Tudo está em jogo na rua para rapidamente 
destruir a criança. Contrariamente a uma política 
defendida por certas organizações que estimam que tem 
que ajudar as crianças das ruas mas deixá-las na rua, eu 
estimo que há perigo de morte em deixar essa criança na 
rua: aí, logo ela cai na delinquência, nas drogas, na 
prostituição. Resolver esse problema necessita de meios 
específicos adaptados caso a caso. Precisa, sobretudo, 
de educadores formados e motivados. 
(http:www.enfants-des-rues.com/pages/pt/enfants– preambule-
asp. Acessado em 10/05/10. Adaptado). 
 
8. O Texto acima, numa perspectiva global, aborda: 
A) os problemas mais comuns encontrados nos países 
menos desenvolvidos. 
B) as causas da desnutrição de crianças que vivem em 
regiões mais pobres. 
C) a situação das crianças que vivem sem o amparo de 
seus direitos fundamentais. 
D) a falta de amor de certas organizações sociais que 
cuidam das crianças de rua. 
E) os riscos advindos do abandono de animais nas ruas, 
como ocorre em Paris. 
 
9. Os argumentos levantados no texto, como um 
todo, estão orientados para ressaltar: 
A) a procura dos adultos, junto às crianças, pela 
sobrevivência. 
B) a política das organizações de assistência infantil. 
C) a luta das crianças para encontrar assistência. 
D) a gravidade do problema social das crianças de 
rua. 
E) o perigo que correm as crianças de rua em contato 
com o lixo. 
 
10. Considerando diferentes pistas para interpretação 
global do Texto, podemos reconhecer que se trata de 
um texto: 
A) de instrução: são indicados procedimentos concretos a 
serem tomados frente a um fim específico. 
B) literário: concentrado na função de atingir o gosto do 
leitor; por isso, uma linguagem simbólica. 
C) de caráter expressivo: centrado na exteriorização das 
emoções e do estado afetivo do autor. 
D) informativo: com o objetivo de narrar a história de 
personagens da realidade brasileira. 
E) opinativo: centrado em argumentos relevantemente 
consistentes e em dados da realidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEXTO 6 
 
 
NINGUÉM SE DIPLOMA NA TAREFA DE EDUCAR 
 
Vivemos tempos difíceis. As regras e os 
conselhos psicológicos parecem não ter mais eficácia. 
Pais do mundo todo se sentem perdidos, sem solo para 
andar, sem ferramentas para penetrar no mundo dos 
seus filhos. De fato, conquistar o planeta psíquico dos 
nossos filhos é tão ou mais complexo do que conquistar o 
planeta físico. Atuar no aparelho da inteligência é uma 
arte que poucos aprendem. 
Quero deixar bem claro que os hábitos dos pais 
brilhantes revelam que ninguém se diploma na educação 
de filhos. Os que dizem “Eu sei” ou “Não preciso da ajuda 
de ninguém” já estão derrotados. Para educar, 
precisamos aprender sempre e conhecer na plenitude a 
palavra paciência. Quem não tem paciência, desiste; 
quem não consegue aprender, não encontra caminhos 
inteligentes. 
Infelizes dos psiquiatras que não conseguem 
aprender com seus pacientes. Infelizes dos pais que não 
conseguem aprender comseus filhos e corrigir rotas. 
Infelizes dos professores que não conseguem aprender 
com seus alunos e renovar suas ferramentas. A vida é 
uma grande escola que pouco ensina para quem não 
sabe ler. 
CURY, Augusto. Pais brilhantes. Professores 
fascinantes. Ed. Sextante, RJ. p. 53. 2003. 
 
11. Sobre o fragmento: 
“Pais do mundo todo se sentem perdidos, sem solo para 
andar, sem ferramentas para penetrar no mundo dos 
seus filhos.” 
 
É CORRETO afirmar que 
A) os pais se sentem fortalecidos na sua missão como 
educador. 
B) todo pai é consciente dos seus limites e deveres. 
C) os pais têm fácil acesso ao mundo dos filhos. 
D) “sem solo para andar” significa que os pais seguem 
uma rota já estabelecida. 
E) problemática entre pais e filhos não se limita a pais 
de determinadas regiões. 
 
12. Em uma das alternativas, o texto expressa uma 
mensagem que NÃO foi declarada no texto. Assinale-
a. 
A) É muito difícil aos pais ingressarem no mundo 
psíquico dos filhos. 
B) Educar é algo que demanda sempre paciência. 
C) A impaciência no educar conduz a um 
distanciamento entre pais e filhos. 
D) Atualmente, os conselhos ainda são muito valorizados 
por todos. 
E) Aprender implica partilha e interações. 
 
13. Analisando-se a última frase do texto: “A vida é 
uma grande escola que pouco ensina para quem não 
sabe ler.” é CORRETO afirmar que 
A) a aprendizagem é algo meramente individual. 
B) a vida é ingrata para aqueles que não sabem ler. 
C) para mudar, as pessoas precisam se adaptar à vida. 
D) “uma grande escola” sugere que a vida contém uma 
infinidade de ensinamentos. 
E) para todos, a vida sempre ensina muito pouco. 
TEXTO 7 
 
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JOVENS SEM LIMITES DIANTE DA FAMÍLIA E DA 
ESCOLA 
São Paulo – Mais da metade dos jovens 
paulistanos não reconhece os limites impostos pela 
família e pela escola. Embora percebam apoio familiar, 
esses adolescentes sentem que há falta de comunicação 
em casa e pouco envolvimento dos pais na vida escolar. 
Reclamam da falta de oportunidade para o 
desenvolvimento de liderança, dizem que são engajados 
na escola, mas admitem que dedicam pouco tempo às 
tarefas de casa e atividades criativas. 
O problema, no entanto, não está centrado 
apenas na família. “A sociedade como um todo está 
perdida em relação a como educar os jovens. Os valores 
estão em conflito. Você prega a não agressão, por 
exemplo, mas liga a TV e só vê violência. A bebida tem 
um significado cultural muito positivo em nossa 
sociedade. Basta ver os comerciais de cerveja, mas não 
querem que o jovem beba em excesso”, declara Solange. 
Jornal do Commercio. Pesquisa. Recife, 01 de março de 
2009. p. 12. 
 
14. Ao utilizar o período“...dizem que são engajados na 
escola, mas admitem que dedicam pouco tempo às 
tarefas de casa e atividades criativas.”, o autor 
A) evidenciou que os jovens se propõem, cada vez 
mais, a envidar esforços para desempenhar suas 
funções em nível de qualidade. 
B) demonstrou que, apesar de existir interatividade 
entre os jovens X escola, eles ainda necessitam se 
empenhar mais nas tarefas domésticas e exercitar 
mais a criatividade em suas atividades. 
C) declarou que existe um segmento pouco numeroso 
de jovens que se atêm às tarefas escolares e 
domésticas, necessitando, também, de um melhor 
entrosamento escolar. 
D) afirmou que todos os jovens repudiam a escola, não 
mantêm bom relacionamento com os colegas, 
embora desempenhem em nível satisfatório suas 
tarefas domésticas e escolares. 
E) expressou sua indignação face a atitude dos jovens 
em pouco se dedicarem às tarefas domésticas e 
escolares, exigindo deles um melhor engajamento 
tanto familiar quanto no âmbito escolar. 
 
TEXTO 8 
 
 
NÃO À VIOLÊNCIA; SIM À EDUCAÇÃO 
 
 Defender a educação significa defender o 
nosso futuro e, principalmente, assegurar um futuro mais 
promissor às novas gerações. Sabemos que quanto 
maior a escolaridade dos pais, maior chance de êxito 
escolar dos filhos. 
Por outro lado, as estatísticas de homicídios e da 
violência no Brasil nos indicam serem os jovens os que 
mais morrem. E lamentavelmente também são eles que 
mais matam. Como entender a violência senão como a 
dificuldade de conviver com o “outro”, com as diferenças, 
com os limites que impõem a própria convivência 
humana? E quando encontraremos o momento mais 
acertado para atuar e tentar reverter esse quadro? 
Quantos de nós, de nossas crianças e jovens, 
vamos ainda ter que rezar para que o caminho das balas 
perdidas, do tráfico, da prostituição, do abuso da infância 
e da violência banalizada na sociedade não cruze o 
nosso caminho? 
Isso possivelmente acontecerá, na medida em que 
continuarmos esperando que só o governo possa 
resolver os déficits educacionais do País ou conhecer 
soluções inteligentes para os nossos problemas sociais. 
Quando será que compreenderemos que a 
educação integral dos nossos jovens, baseada nos 
ideais de Anísio Teixeira, é a principal ferramenta de 
transformação de nossa sociedade e que a socialização 
é uma das grandes tarefas da escola? 
O momento exige a participação da sociedade em 
todos os níveis e a articulação de parcerias com o poder 
público e com as empresas. Estamos vivendo um 
momento em que circula uma forte energia entre os três 
setores da vida brasileira e precisamos aproveitar. 
Precisamos criar um clima de esperança para fazer 
com que todos queiram fazer sua parte, pois sabemos 
que é possível movimentar a sociedade para trabalhar 
pela educação. 
É preciso finalmente compreender que a educação 
é um projeto de médio e longo prazo, que traz enormes 
resultados para a vida de cada um e do nosso País. 
Na educação é onde estão todas as nossas 
esperanças de formar o cidadão e a sociedade que 
queremos e merecemos. Depende de nós! 
(Texto adaptado extraído do Jornal do Commercio. Opinião. 03 
de março de 2007; pág. 13.) 
 
15. De acordo com as autoras, 
A) deve-se acatar a violência e rejeitar a educação. 
B) a violência deve ser acatada por todos, e a educação, 
somente pelo governo. 
C) somente ao governo cabe resolver a extinção da 
violência. 
D) a violência cessará, quando a educação for meta de 
todos – sociedade e governo. 
E) a sociedade tem como meta eliminar a violência, sem 
pedir ajuda ao governo. 
 
16. O texto nos relata que 
A) segundo as estatísticas, não ocorre morte entre os 
jovens. 
B) os jovens não matam, mas são mortos. 
C) a violência está bem próxima dos jovens, pois eles 
tanto matam como morrem. 
D) a educação é meta a ser atingida em tempo mínimo. 
E) a socialização é tarefa da escola, enquanto a 
educação é de Anísio Teixeira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TEXTO 9 
 
 
CAMINHOS PEDAGÓGICOS DA INCLUSÃO 
 
O princípio democrático da educação para todos 
só se evidencia nos sistemas educacionais que se 
especializam em todos os alunos, não apenas em alguns 
deles, os alunos com deficiência. A inclusão, como 
consequência de um ensino de qualidade para todos os 
alunos, provoca e exige da escola brasileira novos 
posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino 
se modernize e para que os professores aperfeiçoemas 
suas práticas. É uma inovação que implica num esforço 
de atualização e reestruturação das condições atuais da 
maioria de nossas escolas de nível básico. 
O motivo que sustenta a luta pela inclusão como 
uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é, 
sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e 
privadas, de modo que se tornem aptas para responder 
às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo 
com suas especificidades, sem cair nas teias da 
educação especial e suas modalidades de exclusão. 
O sucesso da inclusão de alunos com deficiência 
na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de 
se conseguir progressos significativos desses alunos na 
escolaridade, por meio da adequação das práticas 
pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se 
consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular 
assume que as dificuldades de alguns alunos não são 
apenas deles, mas resultam em grande parte do modo 
como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida 
e avaliada. Pois não apenas as deficientes são excluídas, 
mas também as que são pobres, as que não vão às aulas 
porque trabalham, as que pertencem a grupos 
discriminados, as que de tanto repetir desistiram de 
estudar. 
Toda criança precisa da escola para aprender e 
não para marcar passo ou ser segregada em classes 
especiais e atendimentos à parte. A trajetória escolar não 
é um rio perigoso e ameaçador, em cujas águas os 
alunos podem afundar. Mas há sistemas organizacionais 
de ensino que tornam esse percurso muito difícil de ser 
vencido, uma verdadeira competição entre a correnteza 
do rio e a força dos que querem se manter no seu curso 
principal. (...) 
Priorizar a qualidade do ensino regular é um 
desafio que precisa ser assumido por todos. É uma tarefa 
inadiável, pois a educação básica é um dos fatores do 
desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma 
tarefa possível de ser realizada, mas é impossível efetivar 
uma nova política educacional de qualidade e inclusiva, 
por meio de modelos tradicionais de organização do 
sistema escolar. 
 
MANTOAN, Maria Teresa E. Caminhos pedagógicos da inclusão. 
[online]. Disponível em: http: www.educacaoonline.pro.br/art. 
Acesso em 03/01/ 07.Texto adaptado. 
 
 
 
17. A respeito da “inclusão”, o texto defende que: 
1) Ela é uma justificativa para que o ensino, no Brasil, 
permaneça já inalterado, uma vez que já alcançamos 
uma prática de sucesso nessa área. 
2) Ela deve ser entendida como o resultado de um ensino 
de qualidade para todos os alunos, e, por isso, requer da 
escola brasileira uma nova postura. 
3) Ela configura-se como um princípio democrático que 
pode ser evidenciado em sistemas educacionais 
especializados que se restringem a alunos com 
deficiência. 
 
Est(á)ão correta(s): 
a) 1 e 3 
b) 2 e 3 
c) 3 Apenas 
d) 2 Apenas 
e) 1, 2 e3 
 
Toda criança precisa da escola para aprender, e não 
para marcar passo ou ser segregada em classes 
especiais e atendimento à parte. 
 
18. Nesse trecho, podemos perceber uma critica 
explicita dirigida principalmente ao modelo 
tradicional da chamada “escola especial”. O que a 
autora critica é o fato de esse modelo: 
a) Desconsiderar os anseios dos seus professores. 
b) Não investir na capacitação do seu corpo docente. 
c) Segregar as crianças consideradas especiais. 
d) Exigir demais das crianças especiais. 
e) Promover a inclusão de crianças especiais. 
 
TEXTO 10 
 
 
A exploração dos recursos naturais da Terra 
permite à humanidade atingir patamares de conforto cada 
vez maiores. Diante da abundância de riquezas 
proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou dela 
como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi 
reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos 
naturais de que o homem depende para manter seu 
padrão de vida pode desaparecer num prazo 
relativamente curto, e que é urgente evitar o desperdício. 
Um relatório publicado recentemente dá a dimensão de 
como a exploração desses recursos saiu do controle e 
das consequências que isso pode ter no futuro. O estudo 
mostra que o atual padrão de consumo de recursos 
naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade 
do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não dá 
mais conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. 
A exploração abusiva do planeta já tem 
consequências visíveis. A cada ano, desaparece uma 
área equivalente a duas vezes o território da Holanda. 
Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto, 
agrotóxicos e lixo industrial. A degradação e a pesca 
predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta de peixes 
utilizados para a alimentação. As emissões de CO2 
cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, 
provocando o aumento da temperatura do globo. 
Evitar uma catástrofe planetária é possível. O 
grande desafio é conciliar o desenvolvimento dos países 
com a preservação dos recursos naturais. Para isso, 
 
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segundo os especialistas, são necessárias soluções 
tecnológicas e políticas. O engenheiro agrônomo 
uruguaio Juan Izquierdo, do Programa das Nações 
Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que se 
concedam incentivos e subsídios a agricultores que 
produzam de forma sustentável. "Hoje a produtividade de 
uma lavoura é calculada com base nos quilos de 
alimentos produzidos por hectare. No futuro, deverá ser 
baseada na capacidade de economizar recursos 
escassos, como a água", diz ele. Como mostra o 
relatório, é preciso evitar a todo custo que se usem mais 
recursos do que a natureza é capaz de repor. 
(Adaptado de Roberta de Abreu Lima e Vanessa 
Vieira. Veja, 5 de novembro de 2008, pp. 96-99) 
 
 
19. A afirmativa correta, condizente com o assunto do 
texto, é: 
(A) O colapso atual no fornecimento dos recursos 
naturais indispensáveis para o conforto da humanidade já 
colocou em risco a qualidade de vida no planeta. 
(B) A produção de alimentos em todo o mundo está 
diminuindo, com a falta de interesse de governos no 
sentido de oferecer incentivos aos agricultores. 
(C) O acesso irrestrito aos recursos naturais é a garantia 
de manutenção de um patamar de conforto que possa 
favorecer as condições de vida no planeta. 
(D) O desenvolvimento dos países só será mantido se 
houver condições favoráveis para a plena exploração dos 
recursos naturais de que eles dispõem. 
(E) O ritmo atual de consumo dos recursos naturais já 
supera a capacidade do planeta em se refazer, o que 
constitui séria ameaça para o futuro da humanidade. 
 
20. No 2o parágrafo, 
(A) cria-se a possibilidade de catástrofes ambientais, 
caso não sejam tomadas medidas eficazes de controle da 
devastação ambiental. 
(B) desenha-se um panorama de destruição do meio 
ambiente, resultado da ação inconsequente do homem. 
(C) expõem-se as metas a serem consideradas na 
conscientização da necessidade de preservação 
ambiental. 
(D) discutem-se as causas que deram origem a inúmeras 
catástrofes ambientais, devido à presença humana. 
(E) especula-se sobre um previsível cenário de 
devastação, em razão do desrespeito a que está sujeita a 
natureza. 
 
 
Gabarito 
01. A 02. C 03. C 04. A 05. B 
06. E 07. D 08. C 09. D 10. E 
11. E 12. D 13. D 14. B 15. D 
16. C 17. D 18. C 19. E 20.B

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