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2 INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR FRANCISCANO - IESF CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO CRISTIANE VASCONCELOS DA SILVA DANIELZA RABELO MORAES ELTON DANIEL SANTOS RIBEIRO HERBERT KLAUS COSTA SANTOS IDÁLIA DE JESUS SILVA LIMA GÊNEROS TEXTUAIS E ESFERA ACADÊMICA: RESUMO E FICHAMENTO. PAÇO DO LUMIAR 2024 CRISTIANE VASCONCELOS DA SILVA DANIELZA RABELO MORAES ELTON DANIEL SANTOS RIBEIRO HERBERT KLAUS COSTA SANTOS IDÁLIA DE JESUS SILVA LIMA GÊNEROS TEXTUAIS E ESFERA ACADÊMICA: RESUMO E FICHAMENTO. Trabalho apresentado como requisito parcial para a obtenção de nota bimestral na disciplina Leitura e Produção Textual. Orientador: Prof. Dr. Elinaldo Soares Silva. paço do lumiar 2024 SUMÁRIO 1 introdução 3 2 Resumo indicativo 4 3 fichamento de citação 6 4 Considerações finais 12 REFERÊNCIAS 13 introdução Na esfera acadêmica, gerando interações entre os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, os professores solicitam aos alunos que produzem textos, objetivando verificar o nível de aprendizagem dos conteúdos ministrados nas disciplinas e também que os estudantes utilizem como ferramentas no processo de assimilação de conhecimentos. Os autores Baltar, Cerutti-Rizzatti; Zandomenego (2011), afirmam que, “na esfera universitária, as práticas discursivas ocorrem por intermédio dos gêneros textuais/discursivos que melhor representem essas práticas.” De acordo com Baltar, Cerutti-Rizzatti; Zandomenego (2011), o resumo é um gênero textual com o objetivo de registrar as informações principais sobre determinado texto, quer almejando difundir tais informações; objetivando orientar os alunos em seus estudos teóricos; procurando informar ao leitor de forma previa o conteúdo de um texto acadêmico. Segundo Baltar, Cerutti-Rizzatti; Zandomenego (2011), “grande parte do conhecimento científico formalizado pela humanidade ao longo da História registra-se em gêneros textuais/discursivos diversos, veiculados, por escrito, em diferentes suportes.” Baltar (2011), menciona que o fichamento de um livro, um capítulo, um artigo, um ensaio, dentre outros textos em geral, defende-se, na maioria das vezes, por uma razão específica, obras cujos textos são objeto de fichar geralmente não pertencem ao leitor. Resumo indicativo DA SILVA, Cristiane Vasconcelos (autora) MORAES, Danielza Rabelo (autora) RIBEIRO, Elton Daniel Santos (autor) SANTOS, Herbert Klaus Costa (autor) LIMA, Idália de Jesus Silva (autor) MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p. 13-25. O capítulo 1 do livro Produção textual na universidade inicia-se com um questionamento concernente a razão pela qual produzir textos acadêmicos. As autoras respondem mencionando um ditado conhecido no ambiente universitário de produção cientifica: “Publique ou pereça”. Nesse capítulo, “Publique ou pereça”, Motta-Roth e Hendges exploram questões centrais para a redação de gêneros acadêmicos: a preparação para a produção textual e o processo de produção textual. Atentando para a importância de alguns fatores que podem auxiliar a delinear o formato e o conteúdo do texto na fase de preparação da escrita, podendo contribuir durante o processo de escrita, podendo também ajudar na fase de revisão e edição de um texto. Com relação a “Redação acadêmica”, as autoras discutiram sobre os fatores que foram sistematizados com embasamento no trabalho de Swales e Feak sobre redação acadêmica para alunos de pós-graduação. Elas coordenaram os fatores na seguinte ordem: pelo tópico; pela audiência; pelas estratégias de apresentação; pela organização; pelo estilo; pelo desenvolvimento da informação e finalizaram com a apresentação final do texto. As autoras relatam que para definir o tópico de um texto, a leitura é fundamental, pois o hábito da leitura alimenta a escrita. Para definir audiência mencionam a necessidade de explicitar os objetivos, porque a redação acadêmica indaga uma imagem do público-alvo. Levando em consideração que há várias estratégicas para demonstrar seu ponto de vista e dar fidedignidade a descrição de sua pesquisa. Destacam ainda no texto que essas estratégicas ajudam para direcionar a atenção do leitor para determinados aspectos das pesquisas mencionado no texto, ajudando-o a organizar a informação e resgatar o ponto de vista do autor. Além disso, elas afirmam que uma estrutura textual nítida facilita a leitura de informações, uma vez que o leitor pode antecipar padrões de organização textual usualmente encontrados em textos do mesmo gênero. Motta-Roth e Hendges relatam que o estilo assumido em um texto pode ser analisado com o “tom” com que o tópico foi abordado e com a audiência que há em mente quando o autor começa a escrever. As palavras utilizadas de maneira eficiente com o papel de conectores, garantem os elos entre as ideias, proporcionando ao leitor acompanhar o desenvolvimento do texto. A recomendação é não hesitar em reestruturar as ideias e reorganizar o texto, mesmo o escritor considerando sua obra finalizada, pois a palavra-chave para uma boa qualidade de qualquer texto é “revisão” a cada narração do texto, especificamente, na compreensão final. Ainda conforme Motta-Roth e Hendges, o redigir, no contexto da universidade, é construir textos acadêmicos com objetivos próprios. Sendo que cada gênero produzido poderá ser reconhecido pela forma peculiar com que foi produzido, pelo menos, em relação ao tema e objetivo do texto; ao público-alvo; a natureza e organização das informações que são incluídas no texto. Motta-Roth e Hendges nomeiam, que há três gêneros centrais no meio acadêmico: o artigo, o abstract e a resenha. O artigo é publicado em periódicos universitários de distintos ramos acadêmicos, comumente difundido com intuito de divulgar, discutir ou apresentar dados e informações concernentes a um projeto de pesquisa. O abstract é um resumo do artigo, servindo para garantir ao leitor uma ideia do que ele vai encontrar ao ler o texto inteiro. Quanto a resenha, as autoras deixam evidente que detêm objetivos diferentes do artigo, afirmando que a resenha é um texto que resume e faz uma avaliação de um livro. Portanto, com uma linguagem técnica e clara, Motta-Roth e Hendges justificam a importância e, principalmente, a necessidade da produção textual de forma científica no âmbito acadêmico. Levando em consideração que a aferição na produção intelectual na universidade é realizada por meio das publicações, ou seja, “publique ou pereça”. fichamento de citação REFERÊNCIA: COCH, Ingedore Grunfeld Villaça, 1933 – Texto e Contexto. In: COCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. – São Paulo: Cortez, 2003, p. 21-33. Página Parágrafo Citação do autor Palavras-chave Comentário (entendimento) 21 1º “As concepções de contexto variam consideravelmente não só no tempo, como de um autor a autor; e ocorre mesmo que um mesmo autor utilize o termo de maneira diferente, em vários momentos, sem disso se dar conta.” (COCH, 2003) Concepções; Contexto; Autor; Termo. Com embasamento ao exposto, entende-se que o termo contexto não é possível de uma única definição, ele pode ter inúmeras definições, dependendo do tempo; do autor; do momento ou da situação especifica. Mas tal ponderação não significa que não seja possível obter uma boa definição do termo contexto. 23 8º “Na fase inicial das pesquisas sobre o texto, que se tem denominado de a fase da analise transfrástica, o contexto era visto apenas como o entorno verbal, ou seja, o co-texto.” (COCH, 2003) Texto; Contexto; Co-texto. Com fundamentação na etimologia da palavra transfrástica, compreendemos que a análise parte da frase para o texto. Analisando as relações entre unidades linguísticas dentro do texto. 24 11 [...] “o contexto cognitivo engloba todos os demais tipos de contexto, já que tanto o co-texto, como a situação comunicativa, imediata ou mediata, bem como as ações comunicativas e interacionais realizadas pelosinterlocutores passam a fazer parte do domínio cognitivo de cada um deles, isto é, têm uma representação em sua memória, como acontece também com o contexto socio-histórico-cultural.” (COCH, 2003) Contexto; Co-texto; Cognitivo. O contexto abrange de forma holística o co-texto, a situação de interação imediata, a situação sociopolítico-cultural e o contexto sociocognitivo dos interlocutores. Abrange todos os tipos de conhecimentos arquivados na memória dos envolvidos no processo linguístico. 25 14 “Há um consenso relativo sobre o fato de que, sob a noção de contexto, se oculta a hipótese de que nenhuma análise linguística, de qualquer ordem que seja, pode ser feita sem levar em conta ou fazer intervir, em algum momento, elementos exteriores aos dados ou fatos linguísticos analisados.” (COCH, 2003) Consenso; Contexto; Linguística; Linguísticos. Analisar isoladamente as unidades linguísticas não é possível sem levar em consideração o contexto. Sendo necessário realizar uma análise de forma agrupada, ou seja, os elementos linguísticos com outros elementos exteriores. 26 18 “Uma das posições quanto à necessidade de recurso ao contexto é de que não existem frases, apenas enunciados (tokens), únicos e efetivamente produzidos – portanto, é impossível fazer abstração do contexto, das condições de produção, da situação de enunciação (quem fala, com quem, quando, onde, em que condições, com que propósito etc.).” (COCH, 2003) Contexto; Frases; Abstração; Enunciação. Afirma que não há frases no contexto, apenas enunciados. Demonstrando que o contexto depende de um conjunto de fatores, que consequentemente, afeta diretamente a produção linguística dependendo da variabilidade de enunciados envolvidos. 27 21 “No interior do contexto extralinguístico, apresentam-se, ainda, fatores como locutor/interlocutor, tempo, lugar, instrumentos (props) X fatores socioculturais, enciclopédicos etc.” (COCH, 2003) Contexto; Extralinguístico; Locutor; Interlocutor; Tempo; Lugar. Apresenta os elementos contidos no contexto extralinguístico. 28 25 “O principal defeito de muitas propostas é que o contexto de situação é visto como algo dado no mundo real.” (COCH, 2003) Propostas; Contexto; O contexto de situação não é algo dado no mundo real. Não é um espaço fisicamente real, é um conjunto de fatores e relações que criam circunstâncias do uso da linguagem, estruturadas em relação ao sujeito. 29 26 “Isto é, o contexto é um conjunto de suposições trazidas para a interpretação de um enunciado.” (COCH, 2003) Contexto; Suposições; Interpretação. No processo de diálogo, as aceitações contextuais são recuperadas do contexto Através dos conhecimentos dos interlocutores as aceitações contextuais são recuperadas do contexto cognitivo dos envolvidos no processo de diálogo. 30 32 “Relações entre informação explícita e conhecimentos pressupostos como partilhados podem ser estabelecidas por meio de estratégias de “sinalização textual”, por intermédio das quais o locutor, por ocasião do processamento textual, procura levar o interlocutor a recorrer ao contexto sociocognitivo (situação comunicativa, scripts sociais, conhecimentos intertextuais e assim por diante.” (COCH, 2003) Explicita; Conhecimentos; Textual; Locutor; Contexto. A sinalização do texto é uma técnica que ajuda a identificar as ideias de um texto e organiza-las de forma que ajude o interlocutor, permitindo uma melhor compreensão. Portanto garantindo orientações para o processamento textual. 31 36 “No momento da interação, cabe ao interlocutor proceder a uma seleção do contexto adequado à construção do sentido do texto.” (COCH, 2003) Interação; Interlocutor; Contexto; Texto. Princípio da seletividade, ou seja, obedecendo a Máxima da Relevância. Almejando garantir melhores compreensões, por meio das informações textuais. 33 45 “Como se pode verificar, a noção de contexto está no cutting edge de grande parte da pesquisa contemporânea sobre as relações entre linguagem, cultura e organização social, bem como sobre o estudo de como a língua(gem) é estruturada da forma como é.” (COCH, 2003) Contexto; Relações; Linguagem; Cultura; Social. A noção de contexto é um ponto de extrema relevância para compreender como é o processo estrutural da linguagem e suas relações sociais. Considerações finais Portanto, os gêneros textuais denominados resumo e fichamento são ferramentas de inclusão dos alunos nas atividades de produção textual, ou seja, eles são engajados em uma sequência de práticas discursivas na esfera acadêmica. Os autores Baltar, Cerutti-Rizzatti; Zandomenego (2011), definem “o fichamento como um gênero que atende, principalmente, à finalidade de registrar, de modo sintético, o conteúdo de um texto/discurso para posterior consulta.” De acordo com Endres-Niggermeyer (1998 apud Lancaster, 2004) o resumo é definido como: “Um texto, breve e coerente, que se destina a informar o usuário sobre os conhecimentos essenciais transmitidos por um documento.” REFERÊNCIAS BALTAR, Marcos Antônio Rocha. Leitura e produção textual acadêmica I / Marcos Antonio Rocha Baltar, Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti, Diva Zandomenego. — Florianópolis: LLV/CCE/UFSC, 2011. COCH, Ingedore Grunfeld Villaça, 1933 – Texto e Contexto. In: COCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. – São Paulo: Cortez, 2003, p. 21-33. MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p. 13-25. LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. 2.ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2004.