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✔ AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉ-OPERATÓRIO BPM II / 28.03.2025 / acad. Camila Rabelo Feita com pacientes em cirurgia eletiva → cirurgias de urgência e emergência não dá tempo de fazer avaliação pré-operatória paciente com trauma grave e que se move → ganha MOVE Monitorização → ritmo, SpO2, FC, PA, HGT e ECG Oxigênio → se SpO2 94% Veia → providenciar acesso venosos periférico (de preferência calibroso) Exame físico paciente de emergência é PIOR → peritonite, isquemia, obstrução com choque, rotura a requisição de exames no pré-operatório é de acordo com a NECESSIDADE requisição sem critério pode levar a procedimentos desnecessários Avaliação pré-operatória do indivíduo sadio pacientes de baixo risco para complicações perioperatórias → 50a, assintomáticos e livres de doenças (exceto a da cirurgia) anamnese e exame físico tolerância ao exercício estado funcional sinais e sintomas de alguma doenças cardiorrespiratória não diagnosticada interrogatório para identificar sangramentos anteriores epistaxe/sangramento gengival frequentes e espontâneos? hipermenorréia com deficiência de ferro? hematoma no tronco espontâneo 5cm? história prévia de sangramento cirúrgico excessivo? história prévia de operação devido sangramento? hemartrose devido a pequeno trauma? histórico familiar de sangramento anormal? distúrbios de função hepática ou renal? Testes laboratoriais frequentemente solicitados como rotina pré-operatória Os exames laboratoriais como rotina pré-operatória em pacientes sadios devem ter características específicas que JUSTIFIQUEM A SUA SOLICITAÇÃO. A doença que eu quero identificar tem que ser comum e contribuir para a morbidade perioperatória. Testes não podem oferecer riscos, devem ser baratos, ter sensibilidade elevada e especificidade aceitável. AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉOPERATÓRIO 1 Hematócrito e hemoglobina hematócrito/ht → porcentagem do volume total de sangue ocupado pelos eritrócitos (homens 40 a 52%/mulheres 36 a 48% hemoblobina/hb → quantidade de hemoglobina no sangue (homens 13,5 a 17,5 g/dL/mulheres 12 a 15,5 g/dL macete Ht 3xHb pra que pedir? predizer necessidade de transfusão em procedimentos com risco de perda sanguínea logo, se não houver risco de perda sanguínea ou outros antecedentes patológicos prévios IR, neoplasias, palidez cutâneo-mucosa, taquicardia, astenia…), não precisa pedir Leucograma apenas para pacientes com sintomas de infecção ou com com história de desenvolvimento de leucopenia por uso de drogas/fármacos Coagulograma para avaliar hemostasia primária (pcts com história de sangramento espontâneo, uso de drogas que induzem plaquetopenia ou doenças mieloproliferativas): contagem de plaquetas para avaliar hemostasia secundária (só solicitar para pacientes com história de sangramento espontâneo): TTPa/PTT (tempo de tromboplastina parcial ativada) avalia via intrínseca e via comum → é um teste sem fator III (tromboplastina/fator tecidual), logo, não consegue iniciar via extrínseca TAP/TP (tempo de atividade da protrombina/tempo da protrombina) solicitar em pcts com doença hepática, desnutrição ou uso recente prolongado de ATB avalia via extrínseca e via comum → é um teste com fator III (tromboplastina/fator tecidual), ativa diretamente a via extrínseca avaliação direta do fator VII (via extrínseca), X, V, II e I (comum) serve para avaliar função hepática → fator VII é o de menor meia-vida produzido pelo fígado → ⭡TAP → ⭣VII falência hepática TT (tempo de trombina) avalia fibrinogênio (via comum) TTPa → via intrínseca + comum (pq? pq não tem tromboplastina/III TAP via extrínseca + comum (pq? pq tem tromboplastina/III Função renal e eletrólitos AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉOPERATÓRIO 2 insuficiência renal é o fator de risco mais importante para complicações pós-operatórias UR+creatinina TFG → para todos os pcts com 50 anos, HAS, DM, IC, ICO, em uso de IECA ou AINE, submetidos a procedimentos de grande porte dosagem de eletrólitos Na+, K, Cl-) → pcts com IR, IC, uso de diuréticos/digoxina/IECA Função hepática função hepática propriamente dita → TAP, albumina, bilirrubina total+frações lesão hepática → ALT/AST, gama-glutamil transferase GGT, fosfatase alcalina FA Glicemia para pcts com suspeita clínica de DM, obesos ou com diagnóstico de DM ECG para mulheres 50 anos, homens 40 anos, doença coronária, qualquer um com risco de doença CV (DM, HAS, fumo, obesidade, dislipidemia) RX de tórax para pcts com 50 anos, doença pulmonar ou cardíaca, neoplasia, imunossupressão, tabagistas 50 anos Beta-HCG para todas as mulheres em idade fértil, todas que de alguma formas podem estar grávidas Classificação do estado físico pela American Society of Anesthesiologists (ASA) Classificação Descrição Mortalidade perioperatória (dentro das 48h pós-op) ASA/PS1 Pct sadio sem alterações orgânicas. 0,060,08% ASA/PS2 Pct com alteração sistêmica leve ou moderada. 0,270,47% ASA/PS3 Pct com alteração sistêmica grave com limitação funcional. 1,84,4% ASA/PS4 Pct com alteração sistêmica grave que representa risco de vida. 7,823,5% ASA/PS5 Pct moribundo que não é esperado sobreviver sem cirurgia. 9,451% ASA/PS6 Pct com morte cerebral declarada, cujos órgãos serão removidos para doar. E Adicionada a qualquer classe para cirurgias de emergência. Avaliação pré-operatória do risco cardiovascular avaliação do risco perioperatório de Goldman HEEE (história, exame físico, ECG, estado geral/operação) AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉOPERATÓRIO 3 Classificação Risco de complicação Risco de morte classe I 0 a 5 pts) 0,7% 0,2% classe II 6 a 12 pts) 5% 2% classe III 13 a 25 pts) 11% 17% classe IV 25 pts) 22% 56% Manuseio pré- e perioperatório de algumas condições clínicas específicas HAS → cancelar cirurgia em caso de PAS ≥ 180 mmHg ou PAD ≥ 110 mmHg e prosseguir com controle dos níveis pressóricos IC → fazer ECC, melhorar o controle hemodinâmico do paciente doença valvar → controle clínico e/ou cirurgia cardíaca para corrigir o problema antes do procedimento não cardíaco arritmias → controle etiológico e tratamento específico para os sintomas restantes marca-passo e desfibriladores cardíacos implantados ICD→ controle semestral, desativar o modo rate- responsive do marca-passo ou desligar o ICD e uso de placas de cardioversão distantes do local de implante do marca-passo DM → evitar severa hiper/hipoglicemia → manter a glicemia entre 100 e 200mg/dL no perioperatório para diabéticos tipo I ou II que fazem uso de insulina → necessitam de insulina para qualquer procedimento ACC/AHA, 2022 3 categorias de fatores clínicos preditores de risco cardiovascular AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉOPERATÓRIO 4 diabéticos tipo II que fazem uso de medicamento VO necessitam de insulina em procedimentos de grande porte asma e DPOC → manter as medicações habituais e reconsiderar a operação se houverem sibilos na ausculta pneumonia e IVAS → cancelar procedimento no aparecimento de sinais agudos (febre, tosse, dor torácica), pcts em uso de ATB para pneumonia só devem operar 4 a 6 semanas depois doenças da tireoide → pcts com hipotireoidismo sintomático deverão ter os procedimentos adiados até estabelecer compensação com reposição hormonal artrite reumatóide → atenção para o envolvimento da coluna cervical e da ATM (podem causar dificuldade de acesso de vias aéreas), pericardite e derrame pericárdico e uso de AIEs AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉOPERATÓRIO 5 gestantes → acompanhamento do obstetra no pré-operatório, cuidado com os anestésicos entre a 3ª e a 8ª semana AVALIAÇÃO E PREPARAÇÃO DO PACIENTE NO PRÉOPERATÓRIO 6