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Julia Silva
Aula de Patologia Cirurgia 22-04
Displasia Coxofemoral
Cães nascem com articulação coxogemoral normal. Anormalidades relacionadas a displasia aparecem com o crescimento – fatores genéticos, nutricionais e ambientais. Cães displasicos tem presença dos genes, mas não significa que possuir os genes irá manifestar a doença.
OBS: Fatores nutricionais e ambientais podem favorecer a expressão desses genes. 
Raças mais susceptíveis: bulldog, mastiff, american staffordshire e terrier, rottweiler, newfoundland, saint bernard, sheepdog, Golden retrivier, labrador, felinos persas.
OBS: A castração precoce tem certa relação com o desenvolvimento da displasia pois ela retarda o amadurecimento do aparelho apendicular, prejudica o fortalecimento da musculatura e predispõe a obesidade.
Sinais Clínicos
Mais evidente em cães de grande porte (maior peso), mais discreto em cães abaixo de 12kg e gatos:
· Relutância em levantar 
· Diminuição de atividade física 
· Dificuldade em transpor obstáculos
· Hipertrofia da musculatura peitoral
· Frouxidão/crepitação/instabilidade na articulação coxofemoral
· Dor na articulação coxofemoral 
· Atrofia da musculatura glútea e do quadríceps femoral 
Cães jovens (< 1 ano de idade): não se pode afirmar que há displasia, porem se há dor em membros pélvicos (uni ou bi latera), demais sinais clínicos e radiografia que condiz com displasia já se pode sugerir e iniciar tratamento (sem fechar o diagnóstico).
Causas: distensão capsula articular por excesso liquido sinovial, estiramento ou ruptura ligamento redondo e capsula articular, microfraturas acetábulo cranial.
OBS: Teste de Ortolani para identificar frouxidão articular mais chances de desenvolver displasia (cães jovens, ao ser identificado frouxidão, se inicia treinamento, natação para fortalecer musculatura e evitar obesidade, tem menor chance de desenvolver displasia).
Cães adultos e idosos: claudicação e dor são os principais sinais, podem ter associado a DAD (alterações degenerativas crônicas dentro da articulação), com menor frouxidão articular.
Exame físico: com dor e crepitação – durante a extensão, rotação externa e abdução da articulação coxofemoral.
Diagnostico
Exame complementar é o raio-x, de preferencia anestesiar o paciente para um posicionamento correto para laudo esclerose na região do ligamento do fêmur ao acetábulo, cabeça do fêmur irregular/plana, ângulo de norberg alterado. Para DCF uma projeção (dorsoventral), para luxação traumática duas projeções (dorsoventral e lateral).
OBS: Segundo o colégio brasileiro de radiologia, para laudo não é aceito radiografia que não estiver em posicionamento correto. 
Ângulo de Norberg: utilizado para mensurar o deslocamento da cabeça do fêmur em relação ao acetábulo:
1. Linha paralela passando pelo ponto central da cabeça femoral;
2. Linha saindo do ponto central da cabeça femoral e indo em direção ao ponto dorsal d acetábulo; 
3. Deve ser igual ou maior que 105° 
Sinais radiográficos: a intersecção da linha epifisária com a borda acetabular dorsal define a porção da cabeça femoral que está sob a borda acetabular. No mínimo 50% da cabeça deve estar recoberta pelo acetábulo.
Diagnósticos Diferenciais
Luxação traumática coxofemoral
Necrose asséptica da cabeça femoral 
Síndrome cauda equina – instabilidade ou compressão (adultos/idosos, raça grandes, outras alterações neurológicas). 
Tratamento 
Conservador: Indicação em casos de sinais leves ou intermitentes de dor reabilitação/exercícios, redução de peso, tratar a dor e prevenir danos a cartilagem, implante de ouro periarticulares 
Medicamentoso: anti-inflamatórios não esteroidais, corticosteroides, glicosaminoglicanos, opioides (analgesia)
Cirúrgico: artroplastia total da cabeça do fêmur (único que cura a doença porem raramente realizado – alto custo), osteotomia pélvica ou osteotomia tripla pélvica, colocefalectomia, excisão artroplastica da cabeça do fêmur, denervação.

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