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ESTUDO DO SINTAGMA CAPÍTULO 4 - COMO OS MODIFICADORES ATUAM NA ORDEM DOS CONSTITUINTES DE UMA ORAÇÃO? Rosiani Teresinha Soares Machado INICIAR Introdução Uma das características mais marcantes de uma língua é sua versatilidade, sua dinamicidade. Por isso mesmo, o estudo da sintaxe nos dá as condições necessárias para compreender como são estruturadas as sentenças, as frases, as orações e, ainda, os períodos. Na língua portuguesa, há modificadores que transitam pelas mensagens, atuando de modos diversos, fazendo com que, o que se quer dizer, tenha seu sentido alterado, ou modificado, por elementos que passarão a constituir o sintagma, a fim de contribuir para a interpretação da mensagem. Mas, quais elementos são esses? De que modo atuam na frase? Como esses elementos são estruturados? Para isso, temos que pensar, inicialmente, em como as línguas são formadas. Elas são formadas por unidades com sentido, que vão do todo, o texto, para a unidade menor, o morfema. A sintaxe diz respeito ao estudo da 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 1/28 frase e do sintagma, isto é, como se relacionam as palavras dentro dessas unidades, quais suas funções em relação aos outros elementos que constituem a frase ou o sintagma. Ao longo de nossa disciplina, estudamos o sintagma, suas características, estrutura e classificação. Neste capítulo, trazemos os Sintagmas Preposicionados e os Adverbiais, considerados modificadores de outros sintagmas, pois contam com características que poderão determinar tais situações. Além do estudo desses dois sintagmas, veremos, ainda, os aspectos funcionais da ordem dos constituintes, tanto a direta, quanto a indireta. Iniciaremos com o Sintagma Preposicional, sua compreensão e expressão. Acompanhe com dedicação e bons estudos! 4.1 A função de modificador do Sintagma Preposicionado Toda oração, como já vimos, é constituída pelo Sintagma Nominal e pelo Sintagma Verbal, sendo que, ainda, esta oração poderá apresentar mais de um Sintagma Nominal. Os sintagmas são constituídos por núcleos, ou seja, um elemento de significativo constituinte da oração. Se o núcleo for um nome, o sintagma será nominal; se for um verbo, será verbal; se, no entanto, o núcleo do sintagma for um adjetivo, o sintagma será adjetival; se uma preposição, o sintagma será preposicional; e se, ainda, for um advérbio seu núcleo, o sintagma será adverbial. Segundo Gravioli-Prestes e Lagroski (2015, p. 38), “em tese, o tamanho dos sintagmas pode ser muito expandido, até um número de constituintes infinito. Mas nós, falantes, não fazemos construções muito longas, porque nossa memória não conseguiria processar toda a informação”. Ainda de acordo com as autoras, existem outros tipos de sintagmas, que não apresentam um grau de importância para os estudos que não sejam de modo mais aprofundado da sintaxe. O Sintagma Preposicional é comumente formado por uma preposição e um Sintagma Nominal. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 2/28 Essa mesma oração poderia ser assim escrita: Para as pesquisadoras Souza-e-Silva e Koch (2011, p. 23), o advérbio também poderá ser considerado um sintagma preposicionado, argumentando que “muitos advérbios possuem uma locução adverbial correspondente”, como em nosso exemplo: “com pressa”, “apressadamente”. As pesquisadoras alegam, ainda, que “os advérbios constituem um inventário fechado, ao passo que as locuções adverbiais formam, praticamente, um inventário aberto” (SOUZA-E-SILVA; KOCH, 2011, p. 23), o que lhes garante um status de economia da língua. Desse modo, compreendemos que a preposição poderá não ser mostrada no sintagma preposicional, mas será, sim, constituinte desse sintagma. Vamos analisar algumas situações do Sintagma Preposicionado, por meio de alguns exemplos a seguir: Os elementos que compõem os sintagmas, podem ser melhor analisados, bem como sua estrutura, por meio do esquema arbóreo da oração. Para melhor compreensão dos termos explicativos, adotamos os seguintes critérios de nominação dos constituintes: O = Oração SN = Sintagma Nominal SV = Sintagma Verbal SA = Sintagma Adjetival 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 3/28 SP = Sintagma Preposicional N = Núcleo Mod = Modificador Det = Determinante V = Verbo O esquema arbóreo representa uma oração constituída pelo sujeito “Ângela” e pelo predicado “gosta de açúcar no seu café”. O Sintagma Nominal, desse modo, é constituído por um sujeito simples. Já o predicado é constituído pelo Sintagma Verbal que, por sua vez, é formado pelo verbo “gosta”, seu núcleo, e mais dois Sintagmas Preposicionais. O primeiro deles é “de açúcar”, composto pela preposição Figura 1 - O diagrama arbóreo representa um exemplo de oração com dois sintagmas preposicionais, junto aos sintagmas nominais. Fonte: Elaborada pela autora, 2018. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 4/28 “de” mais o Sintagma Nominal “açúcar”, sendo este o próprio nome. Já o segundo Sintagma Preposicional é formado pela contração “no”, ou seja, a preposição “em” mais o artigo definido “o”, que atua como determinante do Sintagma Nominal “café”. Em entrevista à Parábola Editorial (2017), a professora e linguista Irandé Antunes defende que os professores devem avaliar e repensar as reais necessidades dos alunos, antes de ensinar a gramática. Para a linguista, essa necessidade tem uma relação bem maior com o repertório linguístico, os usos efetivos da linguagem e a compreensão de como a língua opera do que a gramática ensinada de modo tradicional. Acompanhe a entrevista , para ter contato com essa estudiosa da língua e da linguagem. Vamos ver um exemplo de oração formada por dois Sintagma Preposicional: O esquema arbóreo dessa oração, seria assim representado: VOCÊ QUER VER? 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 5/28 https://www.youtube.com/watch?v=Lqz9Jjbr5gA https://www.youtube.com/watch?v=Lqz9Jjbr5gA O exemplo mostra uma oração formada pelo Sintagma Nominal “Maria” e pelo Sintagma Verbal cujo núcleo é o verbo “vir”. Este sintagma, por sua vez, é formado por dois Sintagmas Preposicionados. O primeiro deles é constituído pelo advérbio de lugar “aqui”. Podemos notar que, como descrito por Souza-e-Silva e Koch (2011), o sintagma não precisa, necessariamente apresentar a preposição no modo lexical. É o que ocorre neste caso, em que a preposição não está expressa lexicalmente, mas por meio de um advérbio. Para comprovarmos a situação de um Sintagma Preposicional, basta pensarmos em uma locução adverbial, que substitua o advérbio “aqui”, como “neste lugar”. Essa locução é formada pela contração da preposição “em”, mais o pronome demonstrativo “este” e o substantivo lugar. Temos, então, um Sintagma Preposicional, constituído por uma preposição e um Sintagma Nominal com um determinante e um substantivo. O esquema arbóreo desse sintagma, poderia ser assim representado: Figura 2 - Esquema arbóreo representando dois Sintagmas Preposicionados constituídos por um advérbio de lugar e por um adjetivo. Fonte: Elaborado pela autora, 2018. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 6/28 O segundo sintagma proposicional podemos substituir “toda a semana” pela locução adverbial “às segundas-feiras”, o qual é constituído pela crase “à”, contração da preposição “a” mais o artigo definido “a”, mais o substantivo feminino “segundas- feiras”.Temos assim, um Sintagma Preposicional, constituído também por uma preposição e um Sintagma Nominal com um determinante e um substantivo. O esquema arbóreo desse sintagma, poderia ser assim representado: Ficando assim, o esquema arbóreo dessa oração, seria assim representado: Figura 3 - Esquema arbóreo representando o Sintagma Preposicional constituído por uma preposição e um Sintagma Nominal, ambos substitutos do advérbio “aqui”. Fonte: Elaborado pela autora, 2018. Figura 4 - Esquema arbóreo representando o Sintagma Preposicional constituído por uma preposição e um Sintagma Nominal, ambos substitutos do advérbio “toda a semana”. Fonte: Elaborado pela autora, 2018. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 7/28 Por meio do esquema arbóreo, podemos compreender melhor como se dá a constituição do Sintagma Preposicional, formado pela preposição mais o Sintagma Nominal que substituem o advérbio “aqui”, dado no exemplo. Assim, confirmamos que a preposição não precisa, necessariamente, vir expressa no sintagma para ter seu reconhecimento. A isto, como já dissemos, denominamos de economia linguística. Nem sempre o Sintagma Preposicional fará parte do conteúdo proposicional. Vale lembrar que, por conteúdo proposicional podemos conceber tudo aquilo sobre o que a frase diz, pois toda frase exprime uma mensagem, sempre de uma determinada maneira, utilizando-se alguns elementos linguísticos para tanto (SOUZA-E-SILVA; KOCH, 2011). Desse modo, quando temos uma sentença como “Fatalmente, não vai tirar boas notas na prova”, o termo sublinhado é um Sintagma Preposicionado que não faz parte do conteúdo proposicional (SOUZA-E-SILVA; KOCH, 2011). Isso pode ser constatado por meio da retirada do advérbio “fatalmente”, que não representará nenhum tipo de sentido àquilo que se quer comunicar, já que o termo tem o objetivo de enfatizar a ocorrência, quer seja, a de que alguém se sairá mal em uma determinada prova escolar. Por outro lado, em “Por tempo indeterminado, a sala de recreação ficará fechada.”, o Sintagma Preposicionado “por tempo indeterminado” é parte integrante do conteúdo proposicional, pois sua ausência deixa a mensagem incompleta: por quanto tempo a sala de recreação ficará fechada, ou, ainda, por que a sala de recreação ficará fechada (por motivos alheios à nossa vontade, por exemplo). Sendo assim, podemos conceber que, “quando o Sintagma Preposicional ocorre como Figura 5 - Esquema arbóreo representando dois Sintagmas Preposicionais. Fonte: Elaborado pela autora, 2018. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 8/28 constituinte independente, ou seja, uma terceira divisão da oração, ele poderá veicular informações sobre as circunstâncias em que se efetivam os fatos contidos na proposição (tempo, lugar, modo, causa etc.)” (SOUZA-E-SILVA; KOCH, 2011, p. 23). Além das situações que apresentamos, há aquela em que o Sintagma Preposicional funciona como modificador do núcleo de outro sintagma. Vejamos os exemplos: Neste exemplo, o Sintagma Preposicional “da noiva” altera a mensagem inicial proposta pelo Sintagma Nominal composto pelo nome “o véu”, pois determina que tipo de véu é, a quem pertence ou, ainda, leva o interlocutor a determinar a situação em que o enunciado ocorre, quer seja, o de um casamento. O exemplo dado apresenta o caso de um Sintagma Verbal sendo alterado por um Sintagma Preposicional. Nele, podemos observar que o verbo “gostar”, núcleo do SV, é complementado pelo objeto indireto “da apresentação”, o SP. Na obra “Por que (não) ensinar gramática na escola” o professor e linguista Sírio Possenti (POSSENTI, 2006) expõe e traz exemplos sobre os conceitos de gramática, além de fazer referência à natureza dessas gramáticas. O livro é dividido em duas partes, sendo que a segunda apresenta sugestões de atividades para serem trabalhadas em sala de aula, pelos professores de língua portuguesa. Confira o texto no link a seguir: https://tga.blv.ifmt.edu.br/media/filer_public/96/64/966462e4-66c5-41f0- a0ba-5e87f68e0b28/por-que-nao-ensinar-gramatica-na-escola-sirio-possenti.pdf (https://tga.blv.ifmt.edu.br/media/filer_public/96/64/966462e4-66c5-41f0-a0ba-5e87f68e0b28/por-que- nao-ensinar-gramatica-na-escola-sirio-possenti.pdf) VOCÊ QUER LER? 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 9/28 https://tga.blv.ifmt.edu.br/media/filer_public/96/64/966462e4-66c5-41f0-a0ba-5e87f68e0b28/por-que-nao-ensinar-gramatica-na-escola-sirio-possenti.pdf https://tga.blv.ifmt.edu.br/media/filer_public/96/64/966462e4-66c5-41f0-a0ba-5e87f68e0b28/por-que-nao-ensinar-gramatica-na-escola-sirio-possenti.pdf https://tga.blv.ifmt.edu.br/media/filer_public/96/64/966462e4-66c5-41f0-a0ba-5e87f68e0b28/por-que-nao-ensinar-gramatica-na-escola-sirio-possenti.pdf https://tga.blv.ifmt.edu.br/media/filer_public/96/64/966462e4-66c5-41f0-a0ba-5e87f68e0b28/por-que-nao-ensinar-gramatica-na-escola-sirio-possenti.pdf A partir do que vimos até aqui sobre Sintagma Preposicionado, podemos concluir que, de acordo com Souza-e-Silva e Koch (2011), há duas formas consideradas pelas autoras como basilares desse sintagma, que irão desempenhar papéis distintos na oração: os que servem de modificadores circunstanciais e os que atuam como modificadores atitudinais. Os primeiros ocupam o lugar de complementos verbais, ou dos próprios verbos, ou seja, irão complementar o núcleo do sintagma. Já os segundos tipos, constituirão a alteração da atitude em relação àquilo que se quer expressar na mensagem, exercendo o papel de adjuntos, sejam eles verbais, nominais ou, ainda, adjetivais, ora modificando o núcleo de outro sintagma, ora de modo externo à oração, sem alterar o valor semântico da mensagem. Ainda de acordo com as autoras, essa diferenciação não se dá de modo simples. No entanto, elas trazem dois critérios que podem auxiliar nessa distinção: Por meio dessa explicação, as autoras consideram ser mais fácil a compreensão das diferenças existentes entre o Sintagma Preposicional, que ocupam o lugar de adjuntos e aqueles que funcionam como complementos, sejam eles verbais, sejam nominais (SILVA-E-SOUZA; KOCH, 2011). Sendo assim, o Sintagma Preposicional- Adjunto poderá ocupar um espaço, que poderá ser externo, ou interno ao Sintagma Verbal. Já em relação ao Sintagma Preposicional-Complemento, irá acompanhar os verbos intransitivos, ou seja, predicalmente incompletos. Silva-e-Souza e Koch (2011) chamam a atenção para que consideram transitivos não só as construções Figura 4 - Representação da diferença entre Sintagma Preposicional, atuando como Adjunto, e Sintagma Preposicional, atuando como Complemento. Fonte: Elaborada pela autora, adaptada de SILVA-E-SOUZA; KOCH, 2011. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 10/28 tradicionais, com objeto direto mas, também, aquelas em que os verbos de movimento aparecem, como “sair”, ou “chegar”, já que estes exigirão, em grande parte das vezes, um complemento para dar sentido completo ao enunciado. Por fim, a dúvida entre os vários Sintagmas Preposicionais recai, ainda, em situações interiores ao Sintagma Nominal. Nesse caso, no entanto, Silva-e-Souza e Koch (2011) afirmam ser simples a relação existente com a transitividade verbal, já que o Sintagma Preposicional-Complemento terá o sentido incompleto de alguns nomes, como os abstratos, os de sentimentos e os derivados de adjetivos, enquanto que o Sintagma Preposicional-Adjunto altera o sentido dos nomes intransitivos, isto é, “de carga semântica completa, geralmente concretos, diminuindo-lhes a extensão para aumentar-lhes a compreensão pelo acréscimo de uma caracterização, especificação, delimitação, etc.” (SILVA-E-SOUZA; KOCH, 2011,p. 26). Assim, a distinção entre esses dois tipos de Sintagmas Preposicionais, pode ser verificada, auxiliando você nos momentos em que necessite de uma análise mais aprofundada dos sintagmas que constituem uma oração. 4.2 Sintagma Adverbial: outro modificador Muito embora não seja consenso entre os autores, a determinação do advérbio como núcleo sintagmático, traremos sua inclusão porque acreditamos que é importante esse reconhecimento. Assim como o Sintagma Preposicional, esse sintagma irá atuar junto a outro sintagma, alterando o sentido que se quer dar à sentença. De igual forma que os demais sintagmas, ele terá um núcleo que o determinará como adverbial: o advérbio. O Sintagma Adverbial poderá compor o Sintagma Adjetival, pois alguns advérbios são antecedidos por determinantes e modificadores ou, ainda, sucedidos por modificadores. Vejamos alguns exemplos: antecedido por determinante - um pouco lento, bastante demorado, muito cedo; 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 11/28 antecedido por modificador - sensacionalmente lindo, assombrosamente deserto, extraordinariamente belo; sucedido por modificador - perto de casa, antes do anoitecer, além das montanhas. O Sintagma Adverbial também poderá funcionar como predicador. Neste caso, será iniciado pelo verbo “ser”. Como modificador, o sintagma Adverbial poder vir: junto à oração: Ganhou a estrada depressa.; junto ao verbo: Os dois olharam-se demoradamente.; junto ao adjetivo: O rio estava exageradamente cheio.; junto ao substantivo: Quero um chá depois do almoço.; junto a outro advérbio: Sua casa ficava inacreditavelmente longe. VOCÊ QUER LER? 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 12/28 “Gramaticalização” é o título da seção 4.12 da obra de Bagno (2013, p. 163-191), intitulada Gramática de Bolso do Português Brasileiro. A seção trata de alguns processos de gramaticalização que vêm ocorrendo na língua portuguesa. Vale a leitura para enriquecer seus conhecimentos sobre nossa língua e sobre as mudanças atuais da língua portuguesa. Confira os textos sobre “gramaticalização” nos links a seguir: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gramaticalização (https://pt.wikipedia.org/wiki/Gramaticalização) e https://www.infoescola.com/linguistica/gramaticalizacao/ (https://www.infoescola.com/linguistica/gramaticalizacao/). De acordo com Azeredo (2012), os advérbios terminados em –mente, caracterizam alguns Sintagmas Adverbiais, que farão o papel de modalizadores, ou de circunstancializadores. Os modalizadores poderão modificar a oração, como no exemplo a seguir: Decididamente, você é muito versátil. Francamente, não tenho tempo para isso! Poderão, ainda, modificar: um Sintagma Verbal: Ela fala fabulosamente.; um Sintagma Adjetival: Vocês estão completamente loucos.; um Sintagma Preposicional: Estou visivelmente com febre.; outro advérbio: Ele saiu impressionantemente chateado. Já os Sintagmas Adverbiais que atuam como circunstancializadores, modificam o Sintagma Verbal (AZEREDO, 2012): Jacira saiu imediatamente dali. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 13/28 https://pt.wikipedia.org/wiki/Gramaticaliza%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Gramaticaliza%C3%A7%C3%A3o https://www.infoescola.com/linguistica/gramaticalizacao/ https://www.infoescola.com/linguistica/gramaticalizacao/ São esses os advérbios que alguns autores, como Azeredo (2012), consideram como passíveis de pertencerem a uma classificação de Sintagma Adverbial. No entanto, Mioto, Silva e Lopes (2013, p. 59), apresentam o argumento de que tais advérbios “sempre têm na raiz um adjetivo e, no limite, podem atribuir uma função semântica a um complemento”. Ainda de acordo com as autoras, esse complemento poderá ter como origem a fração correspondente ao adjetivo sendo, desse modo, evidente que não terá correspondência alguma com o sufixo -mente, fragmento relativo ao núcleo, o advérbio. Reforçam as autoras que 4.3 Aspectos funcionais da ordem dos constituintes – SVO A língua portuguesa, bem como as demais línguas, são constituídas por elementos que dão o sentido de ordenação da frase. Desse modo, somente serão compreensíveis pelo falante da língua, as frases que apresentarem uma ordenação que dê conta do que é dito natural da gramática da língua. O professor e linguista Luiz Carlos Travaglia (2007) pesquisa e atua no campo do ensino da gramática, com o pensamento de que o professor de língua portuguesa deve comportar determinados e amplos conhecimentos que lhe permitam conceber o ensino da gramática em sala de aula, de modo múltiplo. Vale a pena conhecer sua obra. A gramática de uma língua apresenta regras estruturais responsáveis pela ordem dos constituintes da frase. Desse modo, qualquer falante de uma língua será capaz de determinar se uma frase será gramatical ou agramatical, por meio dos conhecimentos intrínsecos, que carrega a respeito de sua língua materna. Vamos observar as seguintes frases: VOCÊ O CONHECE? 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 14/28 (1) Minha vó fez um bolo de cenoura. (2) Um bolo de cenoura minha vó fez. (3) De cenoura minha vó bolo fez um. Um falante da língua portuguesa, ao ouvir essas frases, poderá definir perfeitamente que (1) e (2) são aceitáveis em nossa língua, pois estão transmitindo uma informação usando uma estrutura já conhecida por este falante, isto é, intrínseca em seu saber linguístico. Assim, ele compreenderá perfeitamente que a avó de alguém (neste caso, uma pessoa que não está determinada pelo pronome pessoal, mas pelo possessivo, indicando ser a avó da pessoa que fala) fez um bolo e que este bolo é de cenoura. Podemos compreender que a ordem dos constituintes nas duas primeiras frases não trazem nenhuma dificuldade para compreensão daquilo que está sendo dito. Por outro lado, em (3), temos uma ordem que dificulta a compreensão, tornando praticamente impossível sua interpretação. Analisando a sentença, temos as mesmas palavras que constituíram os exemplos (1) e (2). No entanto, a estruturação dessas palavras na frase, não segue a ordem padrão determinada pela língua portuguesa. Muito embora tenhamos um Sintagma Preposicional (de cenoura), um Sintagma Nominal (minha vó) e um Sintagma Verbal (fez um), há, contudo, um substantivo deslocado (bolo), sem ocupar uma posição definida na frase, além de que os sintagmas não formam uma sequência passível de compreensão. A essas condições, denominamos de gramaticalidade, como em (1) e (2), e de agramaticalidade, como em (3), da língua. Na língua portuguesa, a ordem dos constituintes oracionais é aquela representada por: Figura 7 - Representação da ordem padrão da oração na língua portuguesa, quer seja, sujeito, verbo e objeto. Fonte: Elaborada pela autora, 2018. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 15/28 Essa é a ordem sintática da língua portuguesa considerada padrão, a denominada ordem canônica da língua. Podemos notar que a denominação do elemento final poderá mudar de objeto para predicado, dependendo de qual ênfase se quer dar ao estudo. VOCÊ SABIA? O termo cânone é proveniente do grego kanón e diz respeito à regra ou norma geral que dará origem a outras regras ou normas. Primeiro, o termo foi usado pela igreja católica, como referência aos seus livros religiosos (FERREIRA, 2009). Aos componentes da oração, denominados termos essenciais, compostos pelo sujeito e pelo predicado. Como toda oração, irá dizer algo sobre alguém, ou sobre alguma coisa, o sujeito pode ser compreendido como o ser de quem se estáos verbos vêm antes: Era uma vez uma linda princesa... Existirão vários casos desses. Havia sentido sua falta naquele dia ensolarado. Faz um ano que parei de fumar. Caminhou cinco quilômetros pela manhã. Carregaram dez quilos cada um. Permanecem dois meses de atraso em sua conta. No início das orações subordinadas condicionais e concessivas, o verbo aparece sem um termo que indique transposição: Fizesse-me ela o favor, ficaria muito agradecida. As orações intercaladas com citações, vêm com o sujeito no papel de ordinário, aparecendo depois do verbo: Deite-se, ordenou o médico ao paciente. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 22/28 Em casos em que o sujeito não é um pronome interrogativo nas interrogações principiadas por pronomes e advérbios, em geral, o verbo precede o sujeito: Quem está aí? (quem é o sujeito) Como foi ela entrar nessa enrascada? As orações exclamativas apresentam, frequentemente, o sujeito depois do verbo: Viva a rainha! Como eram boas as minhas viagens! A oração subordinada subjetiva normalmente sucede o verbo: Consta que você tem quatro parcelas em atraso. A oração subordinada adverbial causal, introduzida pelo termo “como”, geralmente introduz o enunciador da oração principal: Como o dia está nublado, ficaremos em casa. Os pronomes átonos, em forma sequencial, poderão anteceder, ou suceder o advérbio “não”: Ela não se casou. As situações que apresentamos aqui, são aquelas que, embora representem a norma padrão da língua portuguesa, não seguem a estrutura básica SVO, sem, no entanto, causar qualquer tipo de dificuldades em sua compreensão. CASO A fala organizada dos usuários da língua portuguesa, nem sempre condiz com as regras gramaticais propostas, muito embora seja a fala que determine essas mesmas regras. Porém, para que isso ocorra, é necessário um consenso de uso. É o que ocorre com o padrão estrutural da oração em SVO. Por vezes, esse padrão é alterado pelo falante de uma determinada comunidade que, mesmo atribuindo sentido à frase falada, não estará de acordo com a norma padrão. É o caso de uma frase como “Minha mãe, ela está desempregada faz tempo!”. Essa estrutura apresenta uma repetição de sujeito (minha mãe - ela), que não condiz com a norma padrão de escrita de nossa língua mas que, 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 23/28 no entanto, é cada vez mais presente na fala dos brasileiros. Como sempre, o papel da escola será, nesse caso, o de apontar a forma adequada de escrita por meio de atividade leitura, por exemplo, que levem o aluno a compreender como se dará a escrita de sentenças como essas. As inversões da ordem padrão da língua portuguesa podem se dar por características estilísticas ou gramaticais. Na estilística, o que mais importa é a ênfase que será dada à sentença. Desse modo, Cunha e Cintra (2001) observam alguns casos de alteração: a colocação do verbo após o sujeito com fins a enfatizar este: Desejo levar-te ao altar com honras de uma rainha. Não entendes o que te ofereço eu?; antecipado ao verbo, desejando o autor do texto (oral, ou escrito) enfatizar o predicativo, o objeto (direto ou indireto) e o adjunto adverbial: Linda foi a cerimônia! Meu amor, com toda sua grandeza, entrego a meus filhos. Já em relação às características gramaticais que ditam a inversão na ordem dos constituintes da oração, citamos a inversão da posição do verbo em relação ao sujeito, que podem ocorrer nos seguintes casos (CUNHA; CINTRA, 2001): nas orações interrogativas: Em que consiste a aventura da vida?; nas orações em que aparece um verbo no imperativo: Estabeleça suas regras, minha cara.; nas orações cujo verbo encontra-se na passiva pronominal: Chegava-se cedo no inverno.; nas orações absolutas em que o verbo encontra-se no subjuntivo, para constituir uma ordem, ou um desejo: Que venham muitos outros dias como este! nas orações em que os verbos como dizer, sugerir, perguntar, responder e outros sinônimos, atuam em um discurso direto: 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 24/28 - Quanto tempo! - disse Rosália, abraçando a amiga. nas orações reduzidas com o uso de verbos em suas formas nominais: Encerrada a reunião, quis falar com seu chefe. Lastimando a perda do marido, mandou-lhe uma mensagem de conforto. nos casos de orações subordinadas adverbiais condicionais, sem o uso de conjunções: Pudesse eu fazer parte de sua equipe. A inversão na colocação do verbo e do sujeito, também poderá ocorrer entre orações, como o caso das orações subordinadas substantivas subjetivas que vêm, geralmente, após o verbo da oração principal (CUNHA; CINTRA, 2001). Seria indispensável que sua resposta fosse dada rapidamente. Há, ainda, o caso do sujeito, que poderá ser sucedido pelo verbo intransitivo: Beija a filha, abraça a neta e espera a noite. É importante ressaltar as observações feitas por Cunha e Cintra (2001, p. 166) sobre os casos de inversão de sujeito e verbo. Eles esclarecem que, apesar de a “tendência da língua seja manifestamente pela inversão VERBO + SUJEITO, em quase todos eles (os casos) é possível - e perfeitamente correta - a construção SUJEITO + VERBO”. Outra situação de inversão na estrutura oracional diz respeito à do predicativo e o verbo. São dois casos básicos: 1) Em orações com intenção afetiva, ou em orações exclamativas e interrogativas, o verbo de ligação virá posposto ao predicativo Orgulho e avareza: esses foram seus maiores defeitos. Maravilhada com o resultado - essa era sua sensação! Que susto teria tomado. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 25/28 Qual momento seria o mais apropriado? 2) Com o uso do verbo “ser” como auxiliar, o particípio poderá aparecer após essas formas, em situações de voz passiva analítica. Louvados sejam seus atos de bondade e de amor! Esses casos representam a ordem inversa dos constituintes oracionais na língua portuguesa. Certamente, não se extinguem aqui, pois a lista é bem maior que esta que apresentamos. No entanto, procuramos trazer os casos mais usuais da língua, sejam eles constituídos de textos orais, sejam escritos, sejam nos literários, sejam nos não literários. Esperamos que esse estudo possa enriquecer seus conhecimentos sobre a ordem dos constituintes das orações na língua portuguesa. Síntese Chegamos ao final do capítulo da disciplina de Estudos do Sintagma. Nele, vimos como se dá a estrutura do Sintagma Preposicional e do Sintagma Adverbial, além de suas características. Também vimos a ordem dos constituintes das orações da língua portuguesa, a estrutura considerada padrão pela língua - SVO - e alguns de inversão e de deslocamento. Neste capítulo, você teve a oportunidade de: verificar as principais características estruturais do Sintagma Preposicional; reconhecer o Sintagma Preposicional como modificador de outros sintagmas; verificar as principais características estruturais do Sintagma Adverbial; reconhecer o Sintagma Adverbial como modificador de outros sintagmas; identificar a estrutura sintática padrão das orações em língua portuguesa; 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 26/28 compreender a possibilidade de inversão da estrutura sintática nas orações em língua portuguesa. Bibliografia ALENCAR, J. O guarani. 20. ed. São Paulo: Ática, 1996. AZEREDO, J. C. Iniciação à Sintaxe do Português. 9. impressão. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. rev., ampl. e atual. cfe. Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: NovaFronteira, 2009. CUNHA, C.; CINTRA, L. F. L. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. DIAS, A. G. Leito de folhas verdes. In: DIAS, Antônio Gonçalves. Cantos. Colleção de poesias. 3. ed. Leipzig: F. A. Brockaus, 1860. Disponível em: . Acesso em: 24/09/2018. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 3. ed. Curitiba: Positivo, 2009. 03/06/2025, 06:13 Estudo do Sintagma https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/EDU_ESTSIN_20/unidade_4/ebook/index.html 27/28 https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false https://books.google.com.br/books?id=55YSkq3CIfAC&pg=PA280&dq=leito+de+folhas+verdes+Gon%C3%A7alves+Dias&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwi4t7CaqbHdAhUBW5AKHS8EBo8Q6AEILTAB#v=onepage&q=leito%20de%20folhas%20verdes%20Gon%C3%A7alves%20Dias&f=false GRAMATICALIZAÇÃO. 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