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RESUMO FEITO PELA ESTUDANTE DE MEDICINA VETERINÁRIA GIOVANA GUIMARÃES MACHADO 1 • Enfermidade neuromuscular; • Bactéria: Clostridium tetani – bactéria anaeróbica facultativa (ideal para se desenvolver em ambientes sem oxigênio, mas consegue com oxigênio também); • Esta bactéria é habitante normal da flora intestinal dos mamíferos; • A infecção se dá quando ocorre contato direto do agente com lesões cutâneas (lesões com terra, objetos perfurocortantes – metais enferrujados, entre outros); • A bactéria produz 2 toxinas: Tetanolisina (Diminui a oxigenação local e a bactéria consegue se proliferar com maior facilidade) e Tetanospasmina (responsável pelos sinais clínicos); • PI: varia da presença de muito ou pouca bactéria; • SINAIS CLÍNICOS: → Rigidez e/ou espasmos musculares; → Fraqueza, incoordenação, posição de cavalete, alteração de marcha; → Retração palpebral, pinas eretas (orelha de um animal que está para cima e para frente), trismo (riso sardônico. Condição que dificulta ou impede a abertura da boca, devido a uma contração involuntária dos músculos da mandíbula), convulsão; → Disfagia e dispneia (não tem o relaxamento dos músculos e dilatação da caixa torácica, fazendo com que o animal não consiga respirar e morra de parada cardiorrespiratória); → Bradicardia por bloqueio atrioventricular; → Contração dos músculos mastigatórios não permite abertura da boca, mesmo anestesiados; → O tétano focal ocorre mais em gatos, devido a resistência deles à toxina. Aumento da rigidez de um músculo ou de todo um membro é notado próximo ao local da ferida. • DIAGNÓSTICO: → Histórico (animal que fez cirurgia e o tutor não cuidou corretamente e foi pra terra, presença de feridas penetrantes) e clínica****; → Alta de CK (marcador de lesão muscular) e AST (biomarcador hepático)**; → Mioglobinúria (exame de urina)**; → Hemograma: leucocitose com neutrofilia com desvio a esquerda → Cultura da lesão (precisa esperar pra crescer, e o animal irá morrer antes, então não é bom) ou soro; → Sorologia (dosar anticorpos contra o Clostridium tetani). • TRATAMENTO: → Penicilina G* 20.000-40.000 UI/kg/IM/BID + metronidazol, 15 mg/kg, BID – 10 dias (antibióticos); → Clorpromazina (controle de espasmos musculares) 0,5 mg (cão) e 0,2-0,4 mg (gato)/kg/SC ou IM/TID/QID; RESUMO FEITO PELA ESTUDANTE DE MEDICINA VETERINÁRIA GIOVANA GUIMARÃES MACHADO 2 → Os antibióticos são importantes para eliminar a porção vegetativa da bactéria, mas não possuem efeito sobre a toxina já ligada; → Colocar o animal em ambiente calmo e escuro, pois qualquer estímulo pode piorar as contrações musculares com opistótono (espasmo) e precipitar uma convulsão; → Soro antitetânico humano: 500-3000 UI/animal/IM ou equina 10.000/animal/IV (testar quanto a hipersensibilidade antes de utilizar); → Anticonvulsivantes; → Se for necessário, colocar na ventilação mecânica para realizar as trocas gasosas; → Lubrificar mucosas periodicamente;