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SEMIOLOGIA E CLÍNICA 
DE EQUINOS 
Prof. Isadora 
Aluna: Ana Laura
SUMÁRIO 
 
 
1 Equideocultura e Paciente Equino → pág 3 
- Dentição→ pág 4 
 
1. Resenha e Identificação → pag 8 
- Pelagem e marcações 
 
2. Sistema Respiratório → pág 19 
- Doenças respiratórias → pág 20 
 - Pneumonia 
 - Rhodococcus equi → pág 21 
 - Hemorragia pulmonar induzida por 
exercício 
 - Doença do Nervo Laríngeo Recorrente 
→ pág 23 
 - DPOC → pag 24 
 
3. Neonatos → pág 25 
- Introdução 
- Síndrome do mau ajustamento neonatal 
→ pág 26 
- Hipoglicemia 
- Isoeritólise → pág 27 
- Falha na Transferência de Imunidade 
Passiva → pág 28 
- Diarreias/Enterites → pág 29 
- Onfaloflebites → pág 32 
- Poliartrite → pág 33 
- Septicemia Neonatal → pág 34 
 
4. Sistema Nervoso → pág 36 
- Tétano → pág 37 
5. Enfermidades da Pele → pág 38 
- Contusões e Feridas → pág 38 
- Habronemose cutânea → pág 40 
- Ptiose 
- Staphylococcus aureus / Granuloma → 
pág 41 
- Dermatofitose 
- Dermatofilose → pág 42 
- Sarnas 
- Fotossensibilização 
- Dermatite de Quartela → pág 43 
- Dermatite alérgica 
- Pênfigo Foliáceo 
- Abcesso → pág 44 
- Neoplasias 
 
6. Sistema Digestório → pág 45 
- Avaliação clínica → pág 46 
 
7. Principais tipos de cólica → pág 51 
- Cólica Tromboembólica 
- Cólica por Compactação → pág 52 
- Deslocamento e Torção 
- Cólica por Enterolitíase 
 
8. Sistema Locomotor → pág 53 
9. Doenças do Sistema Locomotor → pág 59 
- Abdomiólise por Esforço 
- Lombalgia → pág 60 
- Artrite Séptica → pág 61 
- Fístula Da Região Coronária → pág 62 
- Laminite → pág 63 
- Tendinite → pág 66 
 
EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
• Os equinos são animais utilizados a muitos 
anos, tanto para animais de guerra, esportes, 
pets etc. 
• São animais mais “sensíveis”, precisa estar 
100% para realmente desempenhar suas 
funções 
• Cavalos não vomitam devido a grande 
quantidade de músculo na cardia, possuem 
estômago pequeno (não cabe mais que 5kg de 
alimento seco dentro dele) 
• Devido a esse estômago pequeno eles 
conseguem fugir de predadores, entretanto se 
der alimentos muito fermentáveis, por não 
conseguirem regurgitar/vomitar, eles acabam 
tendo cólica e é algo complicado para eles. 
• Cavalos tem capacidade te formar tecidos de 
granulação de forma exuberante, assim os 
cavalos possuem dificuldades de cicatrização 
de ferida, por isso não é comum serem 
marcados. 
• Identificação: RESENHA -> inclue pelagem, 
marca de pelagem (estrela, calçado, risco na 
testa...) 
• Respeitar a natureza do cavalo, visto que são 
animais fortes, inteligentes 
• Buscar sempre o equilíbrio físico e mental 
• SELVAGENS X ATUAIS 
- Equus caballus orientalis 
- Equus caballus ocidenalis 
CLASSIFICAÇÃO ZOOLÓGICA DOS EQUÍDEOS 
• Classe: Mammalia 
• Ordem: Perissodctyla (dedos ímpares) 
• Família: Equidae 
• Gênero: Equus 
• Espécie: Caballus (cavalo) / Asinus (jumento) / 
Híbridos inférteis (Mula) 
- CRUZAMENTO 
 Jumento x égua -> Burro/Mula 
 
 Cavalo X Jumenta -> Bardoto 
 
 Zebra X Cavalo -> Zebróide 
 
HISTÓRICO – BRASIL 
• Jumentos são menos valorizados, utilizados 
para uso de trabalho de força 
• Jumentos Nordestinos estavam reproduzindo 
demais e houve um grande movimento de 
abate a esses animais para exportação de 
carne, sendo que o Brasil é um grande 
exportador de carne de equideo. 
• Hoje o Jumento Nordestino está ameaçado de 
extinção. 
• Agronegócio do Cavalo 
- Equinos destinados ao esporte 
- Equinos destinados a criação 
3 
EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO 
 
 
- Equinos destinados ao lazer 
- Equinos de trabalho 
• Equideocultura Brasileira 
- Maior rebanho de queinos na America Latina 
e o terceiro mundial 
- Equinos (Cavalos) + muares (mulas) + 
asinos (asnos, jumentos) = 8 milhoes de 
cabeças 
- R$ 7,3 bilhoes, somente com pridução de 
cavalos 
- 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos 
- Expansão da exportação alcançou 524% 
entre 1997 e 2009 
- Oitavo maior exportador de carne equina 
(Bélgica, Holanda, Itália, Japão e França são os 
principais importadores da carne de cavalo 
brasileira, também consumida nos Estados 
Unidos) 
ÁREAS DA EQUIDEOCULTURA 
• Produção e manejo 
• Melhoramento e gebética 
• Nutrição e alimentação 
• Reprodução 
• Medicina e cirurgia, doenças, sanidade e 
defesa sanitária 
• Hipismo 
• Fisiologia esportiva 
• Equitação 
• Treinamento de equinos 
• Comércio nacional e internacional de equinos 
• Atividade esportiva 
- Corrida - Equitação 
 - Salto - Tambor 
 - Enduro 
- Polo - Apartação (mais comum no Sul 
do BR) - Equoterapia 
LEGISLAÇÃO BRASILERIA 
• Não existe proibição para produção e 
comercialização de carne de equídeos 
• A lei é clara quanto à indicação na embalagem 
sobre alimentos que contenham o produto. 
• Decreto 30691, que aprova o Regulamento da 
Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de 
Origem Animal – RIISPOA, estabelece no 
artigo 202: 
- Art. 202 – “A carne de equídeos e produtos 
com ela elaborada, parcial ou totalmente, 
exigem declaração nos rótulos 
DENTIÇÃO 
• Primeira porção do trato digestório 
• Apreensão ou mastigação deficiente 
• Déficit nutricional – diminuição no 
desempenho 
• Difere dos humanos – adultos crescem 
durante a vida toda 
• Desgaste contínuo – alimentos fibrosos 
• Características dos dentes 
- Formas 
- Angulação 
- Marcas 
• 6 anos – impreciso (diferenças mastigatórias) 
 
4 
EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO 
 
 
 
• conhecimento da anatomia da arcada 
dentária e algumas particularidades 
específicas dos dentes incisivos dos cavalos, 
permite avaliar a idade de cada indivíduo. 
Identificar a idade por meio da dentição é 
importante principalmente em animais que 
não possuem o registro da data de 
nascimento. Identificar a idade permite 
estabelecer a expectativa de vida e utilização 
do indivíduo. A simples avaliação do estado 
corporal não permite estimar corretamente a 
idade. Os principais indicativos na dentição 
para identificar a idade de um cavalo são o 
surgimento da dentição provisória ("de leite") 
e da dentição definitiva, além do desgaste, 
formato da arcada e forma do contorno da 
mesa dentária dos dentes incisivos. 
• Os cavalos machos adultos apresentam 40 
dentes e as fêmeas 38 dentes, sendo que são 
seis dentes incisivos na mandíbula superior e 
seis na mandíbula inferior, 
denominados pinças (P), médios (M) e cantos 
(C). Os machos adultos apresentam 
dois caninos (Ca) nas mandíbulas superior e 
inferior, nas fêmeas os dentes caninos não 
estão presentes ou há apenas resquícios. 
Ambos os sexos possuem seis pré-molares e 
seis molares. 
• Os dentes incisivos possuem características 
próprias, que facilitam a determinação da 
idade dos eqüinos: 
1ª) Na dentição provisória (dentes "de leite") 
os dentes são pequenos brancos e lisos; 
2ª) Na dentição definitiva (dentes 
permanentes) os dentes são maiores, 
amarelados e com estrias; 
3ª) Todos os dentes incisivos possuem 
a cavidade dentária externa; 
4ª) Os dentes incisivos sofrem desgaste 
contínuo durante a mastigação; 
5ª) O desgaste contínuo leva ao 
desaparecimento da cavidade dentária 
externa, também denominado rasamento 
dentário, tanto na dentição provisória quanto 
na definitiva; 
6ª) O contínuo desgaste nos dentes 
permanentes promove o aparecimento 
da cavidade dentária interna ou polpa 
dentária . 
7ª) O formato da arcada dentária e a forma do 
contorno da mesa dentária nos dentes 
incisivos são alterados com a idade. Os 
animais jovens possuem a arcada dentária em 
formato de semi círculo e nos animais velhos 
a mesma em ângulo agudo. 
O surgimento dos dentes incisivos e o 
desgaste dos mesmos obedece, na maioria 
dos casos, a seguinte sequência cronológica: 
1ª FASE: Erupção dos dentes "de leite". 
 1ª semana: surgem as PINÇAS1 mês: surgem os MÉDIOS; 
 6 a 10 meses: surgem os CANTOS. 
5 
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EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO 
 
 
 
 
2ª FASE: Rasamento (desgaste da cavidade 
dentária externa) dos dentes "de leite". 
 - 1 ano: nas PINÇAS; 
 1,5 anos: nos MÉDIOS; 
 2,0 anos: nos CANTOS. 
 
 
3ª FASE: Erupção dos dentes definitivos. 
 - 3,0 anos: surgem as PINÇAS; 
 - 4,0 anos: surgem os MÉDIOS; 
 - 5,0 anos: surgem os CANTOS e 
simultaneamente os caninos nos machos. 
 
4ª FASE: Rasamento (desgaste da cavidade dentária 
externa) dos dentes definitivos. 
 - 6,0 anos: nas PINÇAS; 
 - 7,0 anos: nos MÉDIOS, nos dentes cantos 
superiores surge também nesta idade a cauda de 
andorinha; 
- 8,0 anos: nos CANTOS. 
 
• A partir de 9 anos a identificação precisa da 
idade é dificultada, pois os principais indicativos 
são a projeção da arcada e a consequente 
mudança progressiva na forma da mesa 
dentária. A arcada dentária de animais jovens é 
em formato de semi-círculo 
 
• com o avançar da idade, a arcada projeta-se 
para frente em ângulo agudo e, 
consequentemente, acarreta mudança 
progressiva na forma da mesa dentária. 
 
• Aproximadamente, até os nove anos o formato 
da mesa dentária é elíptico 
 
• dos nove aos 12 anos é redondo 
 
 
6 
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EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO 
 
 
 
• e a partir desta idade a 
forma triangular apresenta-se, com o passar dos 
anos, mais acentuada devido à projeção da 
arcada dentária. 
 
7 
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RESENHA - IDENTIFICAÇÃO 
 
INTRODUÇÃO 
• A resenha é uma ferramenta fundamental 
utilizada para identificação e reconhecimento do 
cavalo tanto em competições quanto para a 
obtenção de registro em alguma associação de 
criadores e auxiliar o comprador frente à 
identificação do equino em questão. 
• É necessário então, que os elementos 
característicos de cada animal sejam detalhados, 
visto que eles podem ser diferenciados por um 
padrão próprio de pelagem, marcação ou 
particularidade. 
• A resenha deve ser realizada corretamente, em 
local apropriado seguindo os critérios e normas 
da associação 
• NOMENCLATURA ZOOTÉCNICA 
 
• PLANO ANATÔMICO 
 
 
• NOMENCLATURA DA CABEÇA 
 
A RESENHA CONTÉM 
• Sexo: Deve-se identificar o sexo do animal e se 
ele é um macho castrado, um garanhão ou uma 
égua. Todas as anomalias sexuais conhecidas 
devem estar descritas. 
• Idade: A idade do cavalo também deve ser 
informada, se não houver documento que 
informe a data de nascimento do animal, o 
veterinário deve realizar uma estimativa através 
da análise da arcada dentária. 
• Altura: A medida deve ser realizada, utilizando-
se um hipômetro, a partir da cernelha, em 
centímetros. 
• PELAGEM: Pelagem é o revestimento formado 
pelo conjunto da pele, pelos do corpo e da crina 
e cauda, determinando a classificação da cor do 
cavalo. 
- De acordo com a Saúde Animal, foram 
definidas 76 pelagens diferentes de cavalos, que 
compõem diversas subdivisões, as diferentes 
cores podem ser divididas em quatro grandes 
grupos principais: 
 -> Pelagens simples e uniformes: os pelos do 
corpo apresentam uma só cor, mas variações na 
tonalidade podem ocorrer. 
8 
RESENHA 
 
 
 -> Pelagens simples com crinas e extremidades 
escuras: coloração uniforme na cabeça, pescoço 
e tronco. Crina, cauda e extremidades pretas. 
 -> Pelagens compostas: interpolação de pelos de 
duas ou três cores diferentes 
 -> Pelagens conjugadas: este grupo é 
caracterizado por apresentar pelos brancos 
como base das pelagens escuras, as quais 
formam malhas ou pintas. 
 
MARCAS CARACTERÍSTICAS 
• São descritas em função da sua localização 
anatômica e devem estar representadas no 
gráfico 
• REMOINHOS 
- Conjunto de pelos que divergem ou 
convergem em torno de um ponto, onde eles 
mudam de direção 
- Podem ser encontrados na cabeça, garganta, 
pescoço, ventre, peito, garupa, membros 
pélvicos. 
- 
Marcar com um X no local onde são encontrados 
 
• ESPIGAS 
- Quando os pelos formam uma forma 
alongada a partir do remoinho. 
- Quando a espiga estiver nas espáduas ou 
costados são chamadas de setas, e quando 
estiver na tábua do pescoço, de espada 
romana 
 
- Devem ser representados na resenha com a 
letra “E” 
 
9 
RESENHA 
 
 
• MARCAS BRANCAS 
- As marcas devem ser descritas 
precisamente, podendo ser regulares ou 
irregulares, mescladas (totalmente ou só nos 
bordos) e despigmentadas (chamadas de 
ladre) 
- A ordem de descrição deve ser a seguinte: 
cabeça, membros e restante do corpo. 
 
• CABEÇA 
- A descrição deve ser realizada de cima para 
baixo (fronte, chanfro, focinho, lábios e 
queixo) e sempre em relação aos remoinhos e 
as duas linhas imaginárias, a linha mediana 
(vertical) e a linha superior dos olhos 
(horizontal). 
- As marcas encontradas na cabeça: 
 -> Vestígio de estrela: é a presença de 
uma pequena malha de pelos brancos na 
região da fronte, sem despigmentação da 
pele. 
 
 -> Estrela: marca branca na fronte do 
animal, com despigmentação da pele. São 
definidas e descritas de acordo com sua forma 
(coração, meia lua, estrela etc.), localização, 
dimensão e direção 
 
 
 -> Luzeiro: marca branca com pele 
despigmentada que ocupa uma grande parte 
da fronte, sendo maior do que a estrela. 
 
 
 -> Filete: uma listra fina de pelos brancos 
localizada na região do chanfro. 
 
 
 -> Cordão: lista grossa de pelos brancos 
presente no chanfro. Deve-se descrever se ele 
é um prolongamento da estrela, caso não 
seja, este é denominado cordão interrompido. 
10 
RESENHA 
 
 
Ele é descrito em função de sua dimensão, 
direção e fim. 
 
 
 -> Beta: pequena mancha branca localizada 
entre as narinas 
 
 
 -> Ladre: marca branca despigmentada na 
região entre asnarinas, ligadas ao filete ou 
cordão. Deve-se indicar as manchas negras 
nas ladres (marbruras). 
 
 
 -> Bocalvo: marca branca despigmentada 
que recobre as narinas e a boca do animal. 
 
 
 -> Bebe em branco: 
marca branca que se 
restringe ao lábio superior 
e /ou inferior. 
 
 -> Frente Aberta: marca branca que, 
normalmente, cobre a fronte, entre os olhos, 
e desce, cobrindo toda a largura do chanfro e 
chagando ao focinho. Ela também é descrita 
de acordo com sua direção e término. 
 
 
 -> Malacara: marca branca que cobre toda 
a fronte e o chanfro e desce em direção à 
boca. Pode ser uni ou bilateral e deve ser 
descrita em conformidade 
 
 
11 
RESENHA 
 
 
• MEMBROS 
- Inicia-se sempre pelo membro torácico 
esquerdo, seguindo para o membro torácico 
direito, pélvico esquerdo e direito. 
- Deve-se citar cada membro, incluindo a 
ausência das marcas 
- CALÇAMENTO 
 -> é uma marca branca com pele 
despigmentada encontrado na parte inferior 
do membro que dá a volta completa no 
mesmo 
 -> Sua forma e o tamanho devem ser 
precisamente descritos e relacionados com a 
localização anatômica do bordo superior do 
calçado 
 
- Podem ser: 
 -> Sobre a coroa: pele despigmentada com 
pelos brancos sobre a região da coroa do 
casco 
 
 
 -> Baixo: encontrado entre a coroa e o 
boleto/quartela. 
 
 
 -> Médio: tem início na cora e segue até 
abaixo do joelho/jarrete. 
 
 
 -> Alto: tem início na cora e ultrapassa o do 
joelho limitando-se a porção anterior ao 
ventre do animal. 
 
 
12 
RESENHA 
 
 
 -> Incompleto: Quando a mancha branca 
não envolve todo o membro do animal. 
 
 -> Arminhado: Presença de pintas 
pigmentadas na cor predominante do animal 
no calçamento. 
 
 -> Zebruras: presença de listras 
transversais nos membros do animal. 
 
 
 -> Manalvo: mesmo calçado nos membros 
torácicos. 
 
 -> Pedalvo: mesmo calçado nos membros 
pélvicos. 
 
 -> Trialvo: presença de um mesmo 
calçamento em três dos quatro membros, 
deve-se indicar qual membro não apresenta 
calçamento. 
 
 
 -> Quatralvo: quatro membro 
apresentando o mesmo calçamento. 
 
 
 
13 
RESENHA 
 
 
 -> Lateral: MT e MP do mesmo lado (MTE e 
MPE ou MTD e MPD) apresentam o mesmo 
calçamento. 
 
 -> Diagonal: MT e MP de lados opostos 
(MTE e MPD ou MTD e MPE) apresentam o 
mesmo calçamento. Nesse caso, deve-se 
indicar o membro torácico calçado. 
 
- Deve-se também descrever irregularidades 
na pigmentação dos cascos. 
 -> Rajados: cascos com listras brancas. 
Deverão ser indicados na resenha, quais 
membros possuem estes cascos. 
 
 -> Casco escuro: todo o casco é escuro. 
 
 
 -> Casco branco: Todo o casco é branco. 
 
 
• CORPO 
- Todas as marcas devem ser registradas, 
descrevendo precisamente a região 
anatômica na qual se encontrão, incluindo 
cicatrizes, arreios deixados pelo uso da sela, 
peitoral, coleira etc. 
- Podem ser: 
 -> Faixa Crucial: uma faixa escura que se 
estende da cernelha até o início da espádua e 
é representada por um traço negro que segue 
seu traçado. 
 
14 
RESENHA 
 
 
 -> Listra de burro: uma listra que tem 
início na cernelha e segue até a base da 
cauda. Também é representada por um traço 
negro, imitando seu traçado. 
 
 
 -> Celhado: cílios brancos. 
 
 
 -> Crinalvo: presença de crinas brancas 
em animal de pelagem alazã. 
 
 
 -> Bragas / Bragaldo: malhas 
despigmentadas encontradas na região 
abdominal. 
 
 -> Cicatrizes: são representadas por uma 
seta. 
 
 -> Golpe de Lança: depressão bem funda 
encontrada normalmente no pescoço, nos 
músculos peitorais e na ponta da espádua. 
Deve ser indicada por um triângulo. 
 
 
 -> Marca de ferro: deve ser desenhada e, 
quando se encontra ilegível, é considerada 
uma cicatriz permanente, sendo indicada por 
uma seta. 
 
https://docplayer.com.br/59906971-
Particularidades-das-pelagens.html 
15 
https://docplayer.com.br/59906971-Particularidades-das-pelagens.html
https://docplayer.com.br/59906971-Particularidades-das-pelagens.html
RESENHA 
 
 
PELAGEM 
 
Branca: Composta exclusivamente de pelos brancos 
 
Preta: Caracterizada por pelos, crina e cauda de 
coloração preta 
 
Preto-azeviche: Quando a coloração preta apresenta 
um reflexo brilhante 
 
Alazã: Pelos, crina e cauda de tonalidade vermelha, 
podendo variar de escura a amarela. A crina pode ser 
de tonalidade mais clara 
 
Alazã Amarilha: Pelos de tonalidade amarela, que 
podem variar da clara à escura, com crina e cauda de 
tonalidade branca ou creme 
Alazã Cereja: Pelos com tonalidade vermelha, 
lembrando a cor da cereja 
Alazã sobre Baia (acima da baia): Cabeça, pescoço e 
tronco amarelos, com crina, cauda e extremidades 
avermelhadas 
Alazã Tostada: Pelos do corpo, crina e cauda de 
tonalidade vermelha escura, lembrando a cor do café 
torrado 
 
16 
RESENHA 
 
 
 
Baia: Formado por pelos amarelados no corpo inteiro, 
inclusive crina, cauda e membros, que vão de uma 
mistura clara de palha de trigo até um tom muito 
escuro, aproximadamente bronzeado 
 
Variedades de baio 
 
Castanha: Presença de pelos vermelhos na cabeça, 
pescoço e tronco, com crina, cauda e extremidades 
pretas. 
 
Variedades de castanha 
 
Tordilha: O animal tordilho se caracteriza pela 
interpolação de pelos brancos em todo o corpo. Esse 
clareamento é observado nas extremidades do corpo 
do animal, principalmente na região da cabeça, como 
o contorno dos 36 olhos, narinas e orelhas, mas 
também podem surgir a partir da cauda, crina e 
membros 
 
 
 
17 
RESENHA 
 
 
Variedades tordilho 
 
Pampa: Caracteriza-se pela junção de malhas brancas 
descoloridas bem limitadas em qualquer outra 
pelagem 
 
Variedades Pampa 
 
 
Oveira: Sua principal característica é feita observando 
as malhas que são irregulares e grande parte da 
cabeça possui malha despigmentada, porém as 
malhas do tronco excedem a linha dorsal. Na maioria 
dos animais, a área despigmentada é maior que a 
pigmentada 
 
 
 
 
 
18 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
INTRODUÇÃO 
 
• Importância na medicina veterinária equina 
• Relevância econômica e esportiva dos cavalos 
no Brasil 
• Os equinos têm o palato mole mais largo, 
impedindo que esses animais respirem pela 
boca. A consequência disso é que se esse 
animal tenha uma obstrução nasal, eles 
acabam não tendo outra opção de respiração 
• Maior amplitude 
• Bolsas guturais: dois sacos localizados entre a 
faringe e a tuba... não se sabe ao certo a sua 
funcionalidade e causam diversas 
enfermidades 
 
• A capacidade respiratória de um cavalo é 
3 vezes maior que de uma vaca. Assim ele 
consegue correr e ter uma menor 
frequência respiratória e maior 
oxigenação 
• Não é fácil auscultar um cavalo, devido a 
grande porção de musculatura, 
principalmente na região dorsal, sendo 
melhor na região ventral. 
 
SEMIOLOGIA 
• Anamnese/História Clínica 
- Faixa etária 
- Intolerância ao exercício 
- Ruído ou tosse 
- Confinado, quais instalações 
- Outros animais doentes 
- Vacinação 
- Causas 
 -> Obstrução do trato respiratório superior 
 -> Acúmulo de secreções derivadas de 
infecções passadas 
 -> Alergias (confinamento) 
 -> Sobrecarga do esforço respiratório 
• Exame Geral 
- Comportamento 
• Padrão respiratório 
- Toraco-abdominal (fisiológico) 
- Dispneia 
- Somente torácico: se estiver com dor no 
abdômen. Ex: cólica 
19 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 
- Somente abdominal: dor na região 
torácica 
- Ruídos respiratórios 
• Frequência respiratória 
- 8 a 12 
• Sequência 
- Trato respiratório superior 
- Trato respiratório Inferior 
• OBSERVAR 
- Secreção e seu aspecto 
- Odor 
- Tosse seca ou úmida 
- Percussão dos seios nasais 
- Aumento de volume da região das bolsas 
guturais 
• Auscultação 
- Som claro – Fisiológico- Crepitação fina -> Secreção pouco densa 
- Crepitação grossa -> secreção espessa e 
aderida 
- Estertores 
- Sibilos 
• Percussão (até 7 cm do parênquima 
pulmonar) 
- Claro 
- Timpânico 
- Maciço 
 
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS 
• Pneumonia é a de maior ocorrência e 
impacto 
• Situações de estresse – trato respiratório 
superior ou inferior 
- Características de Manejo 
 -> Elevada lotação animal 
 -> Transporte dos potros 
 -> Falta de vacinação contra adenite 
equina 
 -> Carência de controle parasitário 
• Falha na transferência de imunidade 
passiva através do colostro 
• Agentes causadores de doenças 
respiratórias principalmente em potros 
- Influenza equina 
- Herpesvirus equina 
- Rhodococcus equi (SOMENTE EM POTRO) 
- Streptococcus equi (garrotilho) 
- Parascaris equorum 
• Potros com idade entre 4 e 6 meses de 
idade 
• Neonatos – maior fragilidade de infecções 
por Rhodococcus equi 
- Agente → Contaminação Ambiental 
• SINAIS GERAIS 
- Febre 
- Prostação 
- Secreção nasal mucopurulenta 
- Tosse 
- Disfagia 
- Abcessos submandibulares 
- Ruídos pulmonares e traqueais 
• TRATAMENTO 
- Vírus 
 -> Tratamento sintomatológico 
20 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 
- Bactérias 
 -> Antibióticos 
INFECÇÃO POR RHODOCOCCUS EQUI 
• Constituinte natural da flora microbiana 
intestinal dos equinos 
• Oportunistas em potros 
• Pneumonia grave 
• Em casos de deficiência no período em que 
a imunidade passiva adquiria através do 
colostro está diminuída e o sistema 
imunológico do recém-nascido não está 
totalmente maduro. 
• RODOCOCOSE 
- Pneumonia abscedante e/ou enterite em 
potros nos primeiros meses de vida 
- Agentes causadores de pneumonia fatal 
em equinos jovens de maior importância 
- Idade entre 1 e 4 meses de idade 
- Mortalidade em algumas regiões podem 
atingir 80% 
- Maior prevalência → regiões de clima 
seco e com ambientes empoeirados 
- Maior fonte de infecção → solo – via 
respiratória 
- Outras fontes de infecção → fezes das 
éguas, alimentos e águas contaminados 
• TRATAMENTO 
- Antibioticoterapia 
- Terapia de apoio → fluitoterapia, 
oxigenioterapia 
- O que irá determinar quanto tempo é o 
estado do paciente 
- SEMPRE ADMINISTRAR OMEPRAZOL 
- 1ºEXEMPLO 
 -> Rifampicina 
 . 5mg/kg a cada 12 horas 
 . 10mg/kg a cada 24 horas 
 -> + Eritromicina 
 . 25mg/kg a cada 8 horas ou 12 horas 
 ->Ambas por via oral 
 -> duração média de 4 a 8 semanas 
 -> Efeitos adversos: anorexia, cólicas leves 
e bruxismo 
 ->Omeprazol diário 
- 2º EXEMPLO 
 ->Sulfa e Trimetoprim 
 . 30mg/kg a cada 8 ou 12 horas 
 ->+Rifampicina 
 . 5mg/kg a cada 12 horas 
 . 10mg/kg a cada 24 horas 
- 3º EXEMPLO 
 ->Enrofloxacina isolada (5mg/kg oral 
a cada 24 horas) 
 -> ou em associação (cefiofur ou 
rifampicina) 
 -> Sucesso para tratar potros com cultura 
microbiana 
 -> Efeitos adversos: Claudicação, 
artropatias e lesões em cartilagem articular 
- 4º EXEMPLO 
 -> Azitromicina 
 . 10mg/kg a cada 24 horas, VO, 5 dias 
 . + de 3 a 5 doses em dias alternados 
(mais antigo esse tipo de tratamento, tendo 
meor resultado) 
 ->Melhor resultado 
 . Claritromicina (7,5mg/kg, VO, a 
cada 12 horas) 
 . + Rifampicina 
HEMORRAGIA PULMONAR INDUZIDA 
POR EXERCÍCIO 
• É a doença mais comum que afeta os cavalos 
durante o exercício 
21 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 
• Caracteriza-se pelo sangramento 
(hemorragia) originado dos vasos pulmonares 
durante o exercício 
• Epidemiologia 
- Distribuída pelo mundo 
- Puro Sangue Inglês (PSI) e Quarto de 
Milha (devido ao tipo de exercício) 
pode ocorrer em qualquer raça que 
desenvolve exercício de alta 
intensidade em curto período. 
- Exercício de alta intensidade 
• HIPÓTESES 
1. Hipertensão pulmonar pelo 
exercício (estresse capilar): 
aumento da pressão arterial 
sistêmica, bronquial e pulmonar 
durante o exercício (fisiológico) – 
estresse capilar – ruptura de 
capilares 
2. Doenças das vias aéreas inferiores 
(posteriores): ruptura de 
capilares pulmonares devido ao 
enfraquecimento por processos 
inflamatórios 
3. Forças abruptas intratorácicas 
causadas por exercícios 
4. Obstrução das vias aéreas 
superiores (anteriores) 
5. Alterações hemostáticas 
6. Alterações na viscosidade sanguínea 
e nos eritrócitos: 
esplenocontração – sangue mais 
viscoso – aumento indireto da 
pressão intravascular pulmonar – 
ruptura de capilares pulmonares 
saudáveis 
 
• PATOGENIA 
- Rupturas de capilares pulmonares e 
hemorragias causando uma queda na 
performance (pode diminuir a 
velocidade ou até parar durante a 
corrida): durante a corrida, o animal 
tem que deglutir o sangue e fecha a 
glote que diminui a respiração ou 
dificuldade respiratória ou devido a 
tosse 
- Inflamação pós corrida: com a 
neovascularização há aumento da 
fragilidade do vaso, menos resistentes 
a pressão e fibrose com substituição de 
tecido normal por fibroblastos no local 
da lesão (ocorrência repetitiva) 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Deglutição frequente na corrida. 
- Redução súbita da velocidade e tosse 
- Epistaxe uni ou bilateral (em menos 
de 10% dos animais) 
- Queda nas performances (relacionada 
com o volume de hemorragia) 
- Em 95% dos casos os cavalos podem 
apresentar tão somente baixa 
performace ou perda de 
performace inicial 
- Morte súbita (raro) 
• DIAGNÓSTICO 
- Anamnese 
- Exames complementares: endoscopia 
- deve serrealizado em no máximo 30 a 
90 min após a corrida. Realizada com 
cabos de fibra optica de até 13mm, 
22 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 
com o animal sob contenção mecânica 
(cachimbo) - rigorosa observação dos 
brônquios principais (carina) e região 
do início dos bronquíolos, graduar 0-5 
- Aspirados traqueais ou lavados 
bronquialveolar: presença de 
hemossideráfagos (macrófago + 
hemossiderina), hemorragia 7 a 21 dias 
após o episódio, contagem de 
eritrócitos pelo lavado broquialveolar 
• CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE HEMORRAGIA VISÍVEL 
AO EXAME ENDOSCÓPICO: 
1. grau O: nenhum sangue visível 
2. grau: estreias de sangue 
3. grau 2: mais que estreias (filetes), 
porém menos que fluxo contínuo 
4. grau 3: fluxo contínuo menos do que 
metade da traqueia 
5, grau 4: fluxo contínuo mais do que 
metade da traqueia 
7. Grau 5: vias aéreas lavadas com 
sangue 
• TRATAMENTO 
- Repouso: 60 dias 
- Ideal é parar de correr (em 15 a 20 
dias deve recuperar) 
- Hemorragia poderá recidivar assim 
que o animal retomar o trabalho 
atlético de alta 
performance 
- Diminui a pressão capilar e arterial 
pulmonar (diminui o grau de 
hemorragia não cura) 
- Diurético: furosemida - 0,25 a 2,0 
mg/kg; IM ou EV; 1 a 4 horas antes da 
corrida / função anti-hipertensiva: 
atribuída ao aumento da excreção de 
sódio, redução do volume sanguíneo e 
redução da resposta vascular do 
musculo liso ao estímulo 
vasoconstritor / em alguns países é 
visto como doping/ primeiro deve 
confirmar que realmente tem HPIE, 
sendo o grau acima de I 
3 permitido o uso!!! 
- Furosemida → 1mg/kg ou 0,3 a 0,6 
mg/kg 4 horas antes da corrida IV 
- Controle das condições estressantes 
de viagem 
- Evitar fornecer fenos em feneleiras 
aéreas 
- Hidratação do animal após cada 
viagem 
- Broncodilatadores: 
 -> Clembuterol 0,8 a 3,2 mg/kg 
BID, VO ou EV por 3 dias 
 -> Glicopirrolato 0,005 a 0,1 
mg/kg IV 
 -> Ipatropium 
 -> Cromolina Sódica 
 
DOENÇA DO NERVO LARÍNGEO 
RECORRENTE 
• Hemiplegia laringeana → Cavalo roncador 
- Axôniopatia nervosa 
- Prevalência de 77% 
• Causas 
- Empiema de bolsa gutural 
- Micose das bolsas guturais 
- Linfadenopatias 
- Abcessos perineurais 
- Neoplasias 
- Cirurgicos 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 
- Deficiencias de tiamina 
• Substâncias irritantes 
• FISIOPATOGENIA DA DOENÇA 
- Axôniopatia distal do nervo laríngeo 
recorrente,causando uma contração 
muscular e com isso uma atrofia 
neurogênica 
- PARCIAL ou COMPLETA, as duas 
causam estreitamento do lumen e 
resultam em ruído respiratório 
• DIAGNÓSTICO 
- Intolerância ao exercício 
- Ruídos respiratórios evidentes 
- Estertores 
- Frêmitos da região laríngea 
• TRATAMENTO 
- Vitamina B1 – TIAMINA 
- Resolução da causa de origem 
- Cirúrgico 
 -> Ventriculectomia (bolsa gutural) 
 -> Aritenopexia 
 
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA 
CRÔNICA – DPOC 
• SINÔNIMOS 
- Bronquite/bronquite crônica 
- Enfisema pulmonar crônico 
- Obstrução recorrente das vias aéreas 
inferiores 
• CAUSAS 
- Multiplos agentes desencadeantes 
- Alergênos 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Dispneia → expiração forçada 
- Hiperpnéia 
- Relutância ao exercício 
- Hipertrofia da musculatura 
abdominal 
- Tosse progressiva intermitente 
• TRATAMENTO 
- Dispor os animais em baias ventiladas 
- Fornecimento de feno no chão, de 
preferencia molhado 
- Resolução da origem do problema 
bacteriano, viral, fúngico ou parasitário 
- Mucolíticos 
 -> Bromexina 
 -> Acetilcisteína 
- Bronquio dilatadores 
 -> Clembuterol 
- Antibióticos 
 -> Sulfadoxina + trimetoprim 
 -> Ceftiofur 
 -> Azitromicina 
 -> Clorafenicol 
- Antiinflamatórios (inicio) 
 -> Corticoides 
 -> NÃO USAR PARA INFECÇÕES 
BACTERIANAS 
 
NEONATOS 
 
INTRODUÇÃO 
• O QUE ESPERAR LOGO APÓS O PARTO? 
- Decúbito esternal: 60 s 
− Ruptura do cordão: logo do momento do 
parto 
− Reflexo de sucção: 10 min 
− Estação: 1h 
− Ingestão do colostro: <2h 
- Mecônico (primeiras fezes) → de 6 a 12h 
após nascimento 
- Micção: 4 a 18h 
• Ambiente do nascimento x ambiente uterino 
− Ambiente hostil 
− Predadores 
− Variações de temperatura 
− Necessidade de independência alimentar 
• Transferência de imunidade passiva 
− Impedimento pela placenta → epiteliocorial 
− Transferência passiva: infecções no período 
neonatal 
• Cuidados com recém-nascido 
− Gestação e parto sem intercorrências → 
égua: 11 meses; jumenta: 12 meses 
− Distúrbios patológicos na gestação? → 
acompanhamento intensivo do neonato por 
até 48h de vida 
• Sinais de parto 
− Aumento da temperatura da égua 
− Sudorese − Intranquilidade 
− Olhar para o flanco 
− Deambulação (muda os apoios) 
− Ansiedade − Produção de colostro → 
secreção do leite antes do parto 
− Escolher o local do parto 
− Rompimento da bolsa 
 
* Bandagem pode ser feita na cauda para 
facilitar a visualização e higiene do parto 
• Intervenção (em último caso) 
− Recoberto pelas membranas fetais 
− Ruptura do cordão umbilical 
− Desobstruir narinas 
− Restos placentários 
 1 – 2h <1 sem. 1 mês adulto 
FC (bpm) 80-130 70 - 100 30 – 60 28 - 40 
FR (mpm 30 – 50 20 – 40 12 - 20 10 – 18 
T (ºC) 37 37,2 – 
38,9 
37,5 – 
38,5 
37,5 – 38 
MC 3 
min) 
 1 – 3 
 
• Principais preocupações iniciais 
− Respiração: são normalmente hipoxêmicos 
− Temperatura: hipotermia 
− Glicemia: hipoglicemia 
− Colostro 
− Hidratação 
• O que pode dar errado 
− Distocia, atraso no parto 
− Prematuro, dismaturo 
− Alterações congênitas 
− Alterações maternas 
− Morte materna 
− Doenças 
• Sistema Apgar modificado para avaliacao de 
potros 
− O exame deve ser realizado entre 1 a 5 
minutos após o nascimento 
− Animal saudável: 7-8 
− Asfixia moderada: 4-6 
NEONATOS 
 
 
− Asfixia severa: 0-3 
 
• Sistema respiratório 
− Primeira respiração difícil 
− Massagear regiao pulmonar caso necessário 
− Oxigenioterapia: 2 – 3 minutos 
• Considerações 
− < relação alvéolo/interstício 
− Potros normais são hipoxêmicos na 1ª 
semana (saturação de O2 em 92%) 
− Causas de hipoxemia: hipoxemia, má 
perfusão ou anemia 
 ➢ Em geral não há cianose, a não ser que a 
PaO2 esteja < 40mmHg 
 ➢ Os potros são mais resistentes a baixa 
oxigenação → menos O2 disponível no útero 
+ maior afinidade da Hb pelo O2 
− Não deixar os potros enfermos em decúbito 
lateral por muito tempo → pode gerar 
atelectasia e desigualdade ventilação-
perfusão 
− Usar oxigenioterapia se PaO2 < 60 mmHg ou 
SaO2 < 90% (para chegar em 80 a 110 mmHg 
e 92%) 
− Pesar os prós e contras da ventilação 
artificial → o animal fica “preguiçoso”, porque 
não tem estímulo de respirar sozinho, já que 
está recebendo oxigenioterapia 
SÍNDROME DO MAU AJUSTAMENTO 
NEONATAL 
• Síndrome de má-adaptação neonatal, 
encefalopatia hipóxico-isquêmica, síndrome 
das asfixias perinata 
• Desordem não-infecciosa do SNC de potros 
neonatos associados com anormalidade de 
comportamento 
• Pode ser acompanhada de disfunção múltipla 
de sistemas orgânicos, principalmente 
respiratório 
• Parto normal e sem alterações até 24-72 
horas: início com perda do reflexo de sucção − 
Pode acontecer: desorientação, andar em 
círculos, não reconhecimento da mãe, parece 
cego, amplos movimentos (ataxia), convulsões 
e morte 
• Complicações: pneumonia por aspiração (forçar 
o potro a mamar) 
• Diagnóstico: clínico (é quase por exclusão) 
• Líquor normal ou com alterações de 
hemorragia (aumento de Pt e He, 
xantocromia) 
• Nem sempre há lesões na necropsia (edema, 
hemorragia, isquemia) e não se relacionam 
com a severidade dos sintomas 
• Tratamento de suporte 
• Se não houver comprometimentos 
secundários, 80% sobrevivem 
HIPOGLICEMIA 
• Potros tem baixas reservas de glicogênio e 
gordura 
• Potros doentes tem alta necessidade 
energética 
• Os enterócitos não estão bem desenvolvidos 
para absorver os nutrientes 
• Causas 
NEONATOS 
 
 
- Excesso de nutrição é pior que a falta → 
sobrecarga de fígado e rim, excesso de glicose 
na urina 
- Potros com asfixia perinatal podem ser 
intolerantes a nutrição enteral por isquemia 
intestinal 
- Potros com reflexo de sucção alterado tem 
mais chance de aspirar o alimento 
- Fazer pequenos volumes mais vezes 
• Potro Órfão 
- Colostro 
- Alimentação por leite de égua, cabra ou 
sucedâneo 
 ➢ Leite integral (750 ml) + égua (250 ml) ou 
leite semi-desnatado (1000 ml) 
 ➢ Dextrose (20 g) ou mel (2 colheres) 
 ➢ CaCO3 (5 g) 
HIPOTERMIA 
• Frequência Cardíaca elevada em hipotermia 
• Para elevar a temperatura há aumento do 
requerimento de O2 
• Fazer aquecimento externo 
ISOERITRÓLISE 
• 2ª gestação ou na 1ª gestação em quando há 
uma lesão na placenta 
• Anticorpos maternos que vão combater as He 
potro 
• Principalmente Aa e Qq 
• Puro sangue inglês é o que tem mais 
frequente 
• Éguas multíparas ou transfusão prévia 
• 24 a 48h de vida (até 7 dias): apatia, anemia, 
mucosas pálidas/amarelas 
• 1 a 2% dos potros neonatos 
• Incompatibilidade do grupo sanguíneo da 
égua com a do potro 
• Hipersensibilidade do tipo 2: 
- Colostro → ingestão de anticorpos maternos 
- Periparto (hemorragias placentárias ou 
durante o parto) → exposição ao grupo 
sanguíneo do potro 
 
• PATOGENIA 
- Anticorpos maternos (colostro) → potro → 
lise e/ou aglutinação → medula ossea não 
consegue recompensar esta perda 
− Anemia e hipoxemia anemia → morte 
− Sensibilização da égua (produção de 
anticorpos) 
 ➢ Parto de potro incompatível 
 ➢ Transfusões sanguíneas 
 ➢ Anomalias placentárias (eritrócitos fetais) 
− Predisposição racial: Standard breed, PSI, 
muares 
 
• Sinais clínicos 
− 2 a 24 horas após a ingestão do colostro 
− O quanto antes aparecer, é mais grave 
− Sinais 8 a 36 horas após o nascimento: 
colapso (1º) → choque, falência circulatória, 
grave hemoglobinúria, elevadas taxas de 
mortalidade nas primeiras horas 
− Sinais 2 a 4 dias após o nascimento: 
acentuada icterícia, moderada 
hemoglobinúria 
− Sinais de 4 a 5 dias após o nascimento: 
acentuada icterícia, discreta palidez das 
mucosas 
NEONATOS 
 
 
− Sinais gerais: fraqueza, depressão, redução 
do fluxo de sucção, cansaço, palidez de 
mucosas, icterícia, taquicardia, taquipneia,decúbito esternal, taquipneia, decúbito 
esternal por longos períodos, septicemias, 
convulsões, dispneia 
• Tratamento 
− Parar colostro, transfusão (hemácias da 
mãe), escolha de outros doadores, 
oxigenioterapia, fluidos (Hb é nefrotóxica) 
− Ingestão de colostro de doadores saudáveis 
− Transfusão de sangue testado (Ht < 18, 
hemácias < 3 x 10 6/uL) 
− Hemoglobina polimerizada ultra-pura 
− Oxigenioterapia 
− Corticoide (Dexametasona: 0.1 a 0.2 
mg/kg) 
− Anti-histamínico (Prometazina: 0.25 
mg/kg) 
− Antibioticoterapia → porque o animal pode 
desenvolver septicemia 
• Prevenção 
− Testar o sangue do potro após o nascimento 
− Teste do sangue do cordão umbilical + 
colostro (positivo: mamar após 48 horas → 
período que reduziu a absorção 
gastrointestinal de imunoglobulinas) 
− Testar soro da mãe antes do parto (positivo: 
mamar em outra égua) 
FALHA NA TRANSFERÊNCIA DE 
IMUNIDADE PASSIVA 
• Predisposição a enfermidades 
• Contato com patógenos ambientais 
• Potros podem apresentar bacteremia em 24 
horas 
• Maior ocorrência de onfalite, pneumonia, 
diarreia, poliartrite 
• Fatores relacionados a égua: agalactia, colostro 
de má qualidade, ordenha precoce, rejeição, 
doença materna, morte materna 
• Fatores relacionados ao potro: impossibilidade 
física do potro, impossibilidade ambienta, 
amamentação tardia, má aborca o intestinal, 
estresse (fechamento precoce dos enterócitos 
especializados) 
• Diagnostico 
− > 800 mg/dL: adequada 
− 400 – 800 mg/dl: falha parcial 
− < 400 mg/dl: 
− Dosagem de Ig no potro: imunodifusão 
radial, eletroforese, avaliacao 
imunoenzimática, aglutinação em látex, 
turvação pelo sulfato de zinco 
• Tratamento 
− Reposição oral (até 12h) 
 ➢ Falha parcial: 300 – 500 ml 
 ➢ Falha total: 1 litro 
− Plasma (reposição IV) 
 ➢ 20 – 40 ml/kg → aumento 20 – 200 
mg/dL 
 ➢ Plasma > 1200 mg/dL IgG 
 ➢ 20 ml/Kg/h 
• Avaliação da qualidade do colostro 
− Avaliação física 
− Avaliação laboratorial 
− Colostrometrô 
 ➢ > 1060: boa qualidade 
 ➢ 1050 – 1060: qualidade intermediaria 
 ➢ < 1050: má qualidade 
− Pré-disposição a enfermidades 
NEONATOS 
 
 
− Contato com patógenos ambientais 
− Potros podem apresentar bacteremia em 
24h 
− Maior ocorrência de onfalite, pneumonia, 
diarreia, poliartrite 
 
DIAREEIAS/ENTERITES 
• Geralmente entre 1 a 2 semanas e 2 meses 
• Várias causas: cio do potro (5 – 14 dias) → os 
estrógenos da égua entram em contato com o 
potro, causado diarreia; bactérias, vírus 
(rotavírus) até 6 meses, parasitas, nutricionais 
(potro órfão) 
• Síndrome cólica 
− Causas: retenção de mecônio, uroperitônio, 
úlcera gastroduodenal, obstruções intestinais 
com estrangulamento vascular 
− As patologias do trato digestivo são as de 
maior importância na neonatologia equina, 
limitações: avaliação clínica (diagnóstico), 
rápida degradação fisiológica causada por 
estas patologias 
 
• Retenção de mecônio 
- Fezes eliminadas na primeira defecação 
− Após a 1ª mamada do colostro 
− No máximo 12 horas pós-parto 
− Causa principal: não administração ou falha 
na ingestão de colostro (estimula o trânsito 
intestinal e hidratação do paciente) 
 ➢ Estreitamento pélvico nos potros do sexo 
masculino 
 ➢ Ausência de abertura da ampola retal 
 ➢ Má formação congênita do aparelho 
digestiva (agenesia do colón maior e menor) 
− Urina: 6 – 10h após o parto (148 ml/kg) 
− Mecônio: 2 – 12h → realizar lavagem 
intestinal profilática com fosfato de sódio 
− Compactação e endurecimento das fezes 
− Causa mais comum de cólicas em potros o 
Sinais clínicos 
− Esforço para defecar, postura de cifose 
(dorso arqueado) 
− Quadro clínico grave 12 h após início dos 
sinais: decúbito, olhar fixo ao flanco, 
rolamento constantes (pode gerar lesões m 
face), polaciúria, distensão do abdômen, 
cauda erguida, sintomas de toxemia (mucosas 
congestas, taquipneia, taquicardia e elevação 
no TPC) 
− Manifestação de desconforto abdominal 
leve e progressivo, potro escoiceia, deita e 
levanta com frequência 
- Tratamento 
 −> Infusão retal (enema) com óleo mineral 
ou produtos comerciais especificos 
 −> Retirada manual das massas fecais 
 −> Correção dos desequilíbrios eletrolíticos 
(hipocalcemia, hipocalemia e hipomgnesemia) 
 −> Retenção de fezes após 6 a 12 horas do 
enema? Ou quadro clínico grave? Enterotomia 
 
• Uroperitônio e ruptura de vesícula urinária 
− Ruptura da vesícula urinária (compressão no 
momento do parto) 
− Alterações congênitas 
− Traumas em ureteres e úraco → extrema 
tensão sobre o cordão umbilical e úraco 
(tensão/rompimento da vesícula urinária) o 
Sinais clínicos 
− Início 12 a 24 horas após o nascimento 
− Disúria 
NEONATOS 
 
 
− Polaciúria 
− Postura estendida 
− Taquicardia 
− Taquipneia 
− Depressão 
− Anorexia 
− Distensão abdominal 
− Toxemia: convulsão, coma, morte por 
uremia 
− Prolapso de reto (por conta do desconforto 
abdominal) 
- Tratamento 
 → Essencialmente cirúrgico (cistorrafia) 
 →Estabilização do equilíbrio acidobásico → 
reposição dos eletrólitos 
 
• Úlceras gastroduodenais 
− Potros lactentes até 4 meses de vida 
− Associação com animais tratados com 
drogas antiinflamatórias não esteroidais (não 
seletivos para COX-2) 
− Ou submetidos a várias formas de estresse 
(desmame, doença) 
− Sinais de cólica recorrente ou crônica 
- Sinais 
 −> Episódios recorrente de diarreia, febre e 
refluxo gástrico 
 −> Dor abdominal → maior após 
amamentação ou alimentação 
− Classificação das úlceras: 
 ➢ Úlceras inaparentes: regridem sem 
problemas clínicos aparentes (necropsia) 
 ➢ Clinicamente ativas: bruxismo, ptialismo 
e decúbito dorsal 
 ➢ Úlceras perfurantes: peritonite difusa, 
profunda depressão, colapso cardiovascular, 
taquipneia, taquicardia, dor e distensão 
abdominal 
 ➢ Úlceras associas com obstrução: lesões da 
mucosa gástrica que se estendem do piloro ao 
duodeno resultando em estenose pilórica; 
caracterizada por grande volume gástrico 
− Aumento do peristaltismo pode gerar → 
intuspeção, vólvulo 
- Tratamento 
 −> Sintomatológico 
 −> Alívio da dor 
 −> Diminuição da acidez gástrica (alivia o 
desconforto, porque a secreção gástrica 
aumenta a lesão): 
 Ranitidina 1.5 mg/kg BID 
 −> Protetor de mucosa: 
 Omeprazol 1 mg/kg/dia (mais fácil de 
adquirir) 
 −> Ressecção cirúrgica: porção do estômago 
acometida 
− Tratamento mucosa escamosa ou 
aglandular é diferente de úlceras da mucosa 
glandular (secreção de muco, bicarbonato, 
prostaglandina E2, fluxo sanguíneo da 
mucosa, regeneração da mucosa gástrica e 
fator de crescimento epitelial) − Cura clínica 
não deve ser confundida com cura das lesões 
− Tratamento longos (20 dias) → resolução 
das lesões gástricas 
− Inibidores da secreção acida 
 ➢ Bloqueadores dos receptores H2 (tratar 
em período de descanso – para tratar lesões) 
 ➢ Tratamento de 14 a 21 dias 
 ➢ Omeprazol: 1 a 2 mg/kg VO (1x ou 2x ao 
dia) 
− Antiácidos 
NEONATOS 
 
 
 ➢ Cimetidina: 6.6 mg/kg VO ou IV (4 a 6x ao 
dia) 
 ➢ Ranitidina (menos efeito colaterais): 6.6 
mg/kg VO ou IV (3x ao dia) 
− Hidróxido de alumínio, hidróxido de 
magnésio ou ambos → podem provocar 
aumento da secreção ácida (efeito rebote) em 
resposta ao aumento do pH gástrico 
- Protetores de mucosa 
 − Sucralfato (região glandular) 
 ➢ Aderência e proteção da mucosa 
ulcerada através de um material viscoso, 
estimulando a liberação de prostaglandinas e 
muco 
 ➢ Ação sobre a mucosa escamosa ou 
aglandular não e bem conhecida, podendo 
exercer certo efeito protetor 
 ➢ Uso associado a antagonistas H2 → 
intervalo de 2h entre a administração de 
ambas as drogas (Sucralfato atua em meio 
ácido) 
 ➢ 2-4 g/animal, VO, 2 a 4x por dia− Subsalicilato de bismuto 
 ➢ Ação: formação de compostos insolúveis 
através da combinação com glicoproteínas 
mucopolissacarídeos da regiao ulcerada, 
cobrindo-a e protegendo-a da ação do suco 
gástrico 
 ➢ Potros: 100 a 200g/animal VO 
- Análogos de prostaglandina E2 
 −> Misoprostol 
 −> Inibição ácida e proteção da mucosa 
gástrica 
 −> Pouco se conhece de seu uso em equino 
- Estimulantes de motilidade 
 −> Prevenção do refluxo gastro-esofágico 
 −> Acelerar o tempo de esvaziamento 
gástrico 
 −> Metoclopramida 
 ➢ Dose de 0.10 a 0.25 mg/kg, IV, 3 a 
4x por dia 
 ➢ Reações adversas: distúrbios 
neurológicos caracterizados por excitação 
súbita 
 ➢ Ideal: dose total seja administrada gota a 
gota durante um período de 60 minutos como 
uma dosagem teste 
− Betanecol (melhores resultados e menos 
refeitos colaterais) 
 ➢ Doses: 0.025 a 0.030 mg/kg, SC, 3/3 
ou 4/4h + manutenção VO 0.30 a 0.45 
mg/kg, 3 a 4x por dia 
- Tratamento cirúrgico 
 −> Animais portadores de obstruções 
gástricas ou duodenais 
 −> Não respondem favoravelmente a terapia 
médica 
 −> Exames gastroscópico e radiológico 
(indicadores mais precisos e objetos da 
necessidade cirúrgica) 
 − Exemplos: esofagogastrotomia, 
gastroduodenostomia, gastrojejunostomia e 
duodenojejunostomia 
− Correções cirúrgicas de úlceras gástricas 
perfuradas → resultados são desfavoráveis 
− O sucesso do tratamento cirúrgico reside 
pincipalmente em se estabelecer um 
diagnóstico precoce e na manutenção da 
estabilidade orgânica pré, trans e pós-
operatória do paciente 
• Obstrução intestinal com estrangulamento 
vascular 
NEONATOS 
 
 
− Potros de 2 a 4 meses 
− Alteração alimentar + não amadurecimento 
do intestino grosso 
− Sintomas agudos: dores intensas e 
persistentes 
− Aumento da intensidade dos ruídos 
intestinais 
− Graves: atonia e distenso abdominal de 
moderada a severa 
− Causa mais comum: ingestão de corpo 
estranho 
− Cavalos possui muitas flexuras intestinais, o 
que dificulta expulsão do corpo estranho 
- Tratamento 
 −> Exclusivamente cirúrgico 
 −> Urgência 
 −> Laparotomia exploratória 
 −> Ressecção do segmento intestinal 
 −> Pré-operatório: analgésicos, 
fluidoterapia, antibiótico terapia sistêmica 
profilática 
ONFALOFLEBITES 
• Infecção das estruturas umbilicais 
• Comum em animais com falha na imunidade 
passiva 
• Agente patogênico 
- Escherichia coli 
- Streptococcus zooepidemicus 
- Clostridium sp. 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Cordão umbilical enegrecido 
- Edema 
- Secreções purulentas 
- Febre 
- Progressão: diarreia, apatia, prostração, 
anorexia e corrimentos nasais 
• TRATAMENTO 
- Antibioticoterapia sistêmica 
 -> Penicilina G benzantina – 20.000 
UI/kg IM 
 . dependendo da dose que utiliza tem como 
definir a terapêutica dela, no mercado existe 
associação com outros fármacos, assim tem 
como dar um intervalo diferente entre as 
doses. Ex: + procaína (é 24h, porém depende 
da quantidade que tem junto com a penicilina) 
 -> Gentamicina 2 mg/kg a cada 8 horas por 
5 dias 
- Tratamento local 
- Antissépticos 
- Antibióticos tópicos 
- Curativos 
- Iodo a 5% diariamente 
• Anatomia do cordão umbilical 
 
Legenda: Fotografia do funículo umbilical (fu) de feto (F) eqüino 
sem raça definida (SRD), com aproximadamente 152 dias de idade 
gestacional (Obs. 4). Redução 3 X. Observar a placenta (P) unida 
ao feto (F) através do funículo umbilical (fu) e suas porções 
justafetal (jf), média (m) e justaplacentária (jp). Fotografia do 
funículo umbilical de feto eqüino sem raça definida com 
aproximadamente 5 meses de gestação. Observar a disposição das 
artérias umbilicais (A) e da veia umbilical (V) entremeadas por 
gelatina de Wharton (GW) e duas anastomoses arteriovenosas 
(av) 
 
 
NEONATOS 
 
 
• Persistência do úraco 
 
Legenda: Círculo Vermelho -> urina saindo pelo canal 
umbilical (uraco) 
- Canal que corre junto aos vasos umbilicais 
- Finalidade é eliminar a urina fetal para a 
cavidade alantóidea 
- A persistência ou não regressão do conduto 
urinário fetal, que em condições normais se 
oblitera logo após o nascimento, possibilita a 
eliminação da urina através do umbigo 
- Pode ocorrer regressão espontânea 
- Tratamento conservador 
- Tintura de iodo em solução a 2% 
- Intervenção cirúrgica 
- Laqueadura do úraco junto a vesícula urinária 
(complicado fazer laqueadura devido ao fluxo 
e risco de ruptura e causar um uropenitônio) 
(essa ligadura dá para fazer video assistida) 
• HÉRNIA UMBILICAL 
 
- 0,5 a 2% dos equinos jovens 
- Fatores predisponentes (genéticos) 
- Tração excessiva do cordão umbilical e 
infecções umbilicais (para saber o tamanho é 
feita pela palpação) 
 -> menor que 5cm fecha espontaneamente 
 -> maior que 10cm tratamento cirúrgico 
- Sinais Clínicos 
 -> aumento de tamanho 
 -> hipertermia (não está totalmente ligada 
com o processo inflamatório, as vísceras são 
fisiologicamente quentes) 
 -> consistência e sensibilidade do saco 
herniário 
 -> com ou sem sinais de cólica 
 -> correção cirúrgica – estética 
POLIARTRITE 
• Sinais Clínicos 
 - Aumento de volume local 
 - Aumento de temperatura 
- Relutância em andar 
- Dor 
• DIAGNÓSTICO 
 
- Histórico do animal -> as vezes teve um 
problema umbilical, tratou, mas depois 
acometeu 
- Sinais clínicos 
NEONATOS 
 
 
- Hemograma 
- Líquido Sinovial -> se não tiver microrganismo 
envolvido, tem que tomar cuidado para que 
não desenvolva uma infecção ao realizar uma 
drenagem. Se tiver infecção, faz a lavagem sem 
medo. 
- Radiografia 
- Artroscopia 
• TRATAMENTO 
- Antibiótico intrarticular (amicacina) 
- Antibiótico sistêmico 
- Antiinflamatórios – AINES 
- Glicosaminoglicano –> ácido hialurônico (do 
tipo 2, usado para articulações) 
- Repouso de 90 dias 
- Pareun – amicacina 
 -> via intramuscular 
 -> cavalos adultos 15,0mg/kg PV 
 -> Potros 21,0mg/kg PV (peso vivo) 
 -> Dose única – 
por até 7 dias 
consecutivos 
(24/24h) 
 -> maior que 10 
ml (2 ou mais 
locais de 
aplicação) 
 
Tem opção (de estudos científicos) de lavagem 
intravenosa 
 
Legenda: Locais de acesso venoso mais comumente utilizados 
para perfusão regional com antimicrobianos em equinos (setas) e 
local de aplicação do torniquete correspondente ao vaso utilizado 
(linha pontilhada da mesma cor da seta). Veia cefálica (seta 
vermelha) (A), veia safena medial (seta vermelha), veia safena 
lateral (seta branca) (B), veias digitais (seta amarela e preta) (A e 
B). 
SEPTICEMIA NEONATAL 
 
• Maior causa de óbito ocorre antes doa 7 dias 
• Infecção uterina, placentite, entrada oral, 
respiratória ou umbilical 
• Depressão progressiva e envolvimento de 
vários órgãos 
• Manifestações variáveis 
- Ex: desidratação, hipoperfusão por choque, 
hipotermia, acidemia, hipoventilação – 
atelectasia 
• Infecção generalizada de vários órgãos 
• Principal causa é a falta de imunidade passiva, 
ou seja, o colostro 
• Consequência 
NEONATOS 
 
 
- Danos irreversíveis 
- Infecções localizadas 
- Atraso no desenvolvimento 
- Sobrevivendo por 3 a 4 dias 
• Nem sempre que há infecção há aumento de 
temperatura 
• Diagnóstico: Hemocultura (definitivo) 
• Tratamento: suporte geral e antibiótico 
• Aumentar a temperatura de forma gradual 
para não aumentar necessidade energética e 
causar vasodilatação (desvio de sangue de 
órgãos vitais) 
• Rever Imunoglobulina -> mesmo com 
transferência normal – há consumo 
• Plasmoterapia. 
• Agentes bacterianos 
- Actinobacillus equuli 
- Escherichia coli 
- Streptococcus sp. 
- Klebsiella sp. 
• Sinais Clínicos 
- Prostração 
- Febre (não obrigatório) 
- Diarreia 
- Desidratação 
- Apatoa 
- Movimentos incoordenados 
- Morte repentina 
• TRATAMENTO 
- Fluidoterapia 
 -> RingerLactato e bicarbonato 
- Antibióticoterapia (amplo espectro 
 -> 10 a 15 dias 
- Plasma 20ml/kg 
 -> Falha na transferência de imunidade 
- Corticóides 
 -> 0,5mg – 2mg/kg IV – dose unica 
- Heparina 
 -> 40UI/kg – SC TID 
- Diazepan -> casos de convulsão 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
• O manejo adequado das crias e mães, medidas 
profiláticas de sanidade e uma boa 
escrituração zootécnica são imprescindíveis 
para evitar a maioria das patologias e garantir 
o desenvolvimento adequado e saudável do 
potro e o sucesso da criação. 
 
SISTEMA NERVOSO 
 
TÉTANO EM EQUÍDEOS 
 
• Doença cosmopolita 
• EUA e Europa 1% 
• Brasil: 5% equinos de tração -> animais que 
trabalham em carroça, carga etc. 
• Mortalidade de 80% 
• Exotoxinas produzidas pelo Clostridium tetani 
• Bactéria anaeróbica 
• Conteúdo intestinal dos herbívoros 
• Contaminação fecal/contaminação do solo 
• Ambiente anaeróbico – mais favorável 
• Tratamento extremamente caro, longo e não 
da garantia de que ele va sobreviver 
• Porta de entrada 
- Feridas perfurantes: ferida profunda de 
pequeno diâmetro (fecha e promove ambiente 
em anaerobiose) 
 -> comuns na sola (casco) 
 -> pós cirúrgicos 
 -> lesões cavidade oral 
• TOXINAS BACTERIANAS 
- Tetanospasmina 
 -> distribuição via hematógena para região 
pré-sináptica das placas terminais motoras 
 -> interferência na liberação dos 
neurotransmissores de glicina e ácido gama 
aminobutírico 
 -> bloqueia os impulsos inibitórios 
- Tetanolisina 
 -> Disseminação da infecção 
 -> Necrose tecidual (favorece a multiplicação 
da bactéria) 
- Toxina não espasmogênica 
 -> provável atuação a nível de encéfalo 
• SINAIS CLÍNICOS 
 
- Início dos sintomas 5 a 15 dias 
- Espasticidade e tetania – posição de cavalete 
- Marcha rígida 
- Trismo (não é regra para cavalo) 
- Hiperestesia e hiperexcitabilidade 
- Orelhas eretas ou cruzadas (tesouras) 
- Cauda em bandeira 
- Fotofobia 
- Prolapso de 3 pálpebra 
- Disfagia e pneumonia aspirativa 
- Decúbito (não consegue voltar em estação) 
- Morte por asfixia (paralisia dos músculos 
respiratórios -> tanto o diafragma quanto a 
musculatura intercostal) 
- Convulsões e opistótono 
- Pode não ser observada lesão externa visível 
(porta de entrada). Lesão no trato 
SISTEMA NERVOSO 
 
 
gastrointestinal pode levar ao tétano (explica 
tétano sem lesão externa) 
• TRATAMENTO 
- Anti-tetânica (soro) 
 -> 300.000 a 500.000 ui ev OU 100.000 
intratecal (Lombossacra ou atlanto occiptal) 
- Tratar ferimento com água oxigenada, mas 
muitas vezes a ferida já está cicatrizada ou 
nem sequer existiu 
- Antibióticos 
 -> Penicilina Procaína: 20.000 a 40.000 
UI/kg SID por 7 dias 
 -> Oxitetraciclina 15mg/kg EV 
- Ansiolíticos e Fenotiazínicos 
 -> Clorpromazina 0,5mg/kg EV ou 
1,0mg/kg IM QID por 4 a 8 dias 
 -> Acepromazina (acepan 1%) 0,01 a 
0,04mg/kg IM QID por 7 dias 
 -> Flunitrazepam 0,5 a 1,0mg/100kg EV ou 
1 a 2 mg/kg IM TID 
 -> Midazolan 0,2mg/kg associado a 
fenotiazínicos (acepromazona e clorpromazina) 
- Cuidados Gerais 
 -> Baia escura e fechada, sem som 
 -> Ambiente tranquilo e calmo 
 -> Algodões nos ouvidos (diminuição de 
ruídos os quais possam excitar o animal) 
 -> terapia com fluídos por sondagem 
nasogástrica ou endovenoso 
• DIAGNÓSTICO 
- Anamnese (História Clínica) 
- Sinais clínicos: enfermidade no início é difícil 
de diagnosticar 
- Exames complementarem 
 -> Necropsia sem alterações 
• DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
- Envenenamento por estricnica 
 -> vários animais no local 
- Tetania hipocalcemica 
 -> éguas prenhes com resposta ao 
tratamento com cálcio 
- Laminite aguda 
 -> não apresenta protrusão de terceira 
pálpebra 
- Meningite cerebroespinhal 
 -> depressão e imobilidade grave 
- Miosite 
 -> histórico de aplicação de medicação 
injetável, exercício físico abrupto 
• PREVENÇÃO 
- Imunidade após 3 a 4 semanas do reforço da 
primovacinação -> repetir depois de 30 dias 
- Duração de 12 meses 
- Reforço anual 
- Vacina: soro antitetânico 5000 UI (sc) 
 -> Potros: primeira dose aos 4 a 6 meses 
 ->Adultos: uma dose + segunda dose com 30 
dias e reforço anual 
- Pré Cirúrgico 
 -> soro: toxina antitetânica – 1,500 a 3,000 UI 
- Antibiótico: penicilina procaína 
• PROGNÓSTICO 
- Diretamente relacionado à velocidade de 
evolução da mesma 
 -> desfavorável: evolução rápida 
 . quando há sinais de disfagia e decúbito 
(eutanásia) 
 -> favorável: evolução mais lenta e branca 
 . 5 dias entre o início dos sinais e o 
atendimento 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
RESUMO 
• As enfermidades da pele são frequentes nos 
equinos 
• Ptiose → por andarem em locais alagados 
• Feridas traumáticas por se assustarem com 
frequência e tentarem uma fuga e geralmente 
há formação de tecido de granulação 
• Abcessos 
- O CAVALO É MAIS SENSÍVEL A CICATRIZAÇÃO → 
geralmente está relacionada a aplicação errada 
de medicamentos 
• Habronemose: realizar o controle parasitário 
• Sarcóide é o tumor mais comum em cavalos 
• Melanoma em cavalos TORDILHOS é maior 
• Aumento de casos em época de chuva 
• EUTANÁSIA 
- Dependendo da extensão e localização da 
ferida, pode ser que esses animais sejam 
eutanasiados 
- Práticas antigas como colocar açúcar ajuda a 
proliferar o tecido de granulação 
INTRODUÇÃO 
• Espelho da saúde do animal 
• Barreira física 
• Termômetro da avaliação clínica 
• Termorregulação → glândulas sudoríparas 
- Cavalo produz bastante suor para uma 
atividade mínima, por isso as pessoas acabam 
dando banho no animal com sabão (o que 
retira a barreira natural) e não secam de 
maneira correta o animal, acarretando na 
proliferação de enfermidades 
• Pelagem → valorização 
 
ANIDROSE TERMOGÊNICA 
 
• Alteração funcional das glândulas sudoríparas 
que faz com que o cavalo não sue 
• Não tem ativação quando aumenta a 
temperatura corporal 
• Falha na manutenção da temperatura mesmo 
quando se exercita 
• Sinais Clínicos 
- Dispneia 
- Alteração na sudorese 
- Elevação da temperatura 41 a 42ºC 
• Sinais Crônicos 
- Alterações cutâneas 
- Pele ressecada 
- Escamosa 
- Baixa elasticidade 
• Animais de regiões frias não tem necessidade 
da ativação de suor (É UMA SUPOSIÇÃO) 
• Tratamento Sintomatológico 
- Banhos com água fria 
- Limite de exercícios físicos principalmente 
em temperaturas mais baixas 
- Instalações com temperatura agradável 
- Soluções eletrolíticas ou NaCl isotônico – IV 
- Dificuldade de diagnóstico 
CONTUSÕES E FERIDAS 
• Frequente em cavalos que são mais assutados 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
 
• Equimose → extravasamento de sangue para 
o subcutâneo – roxo – amarelo 
• Hematomas → acúmulo de sangue em 
determinado lugar 
• Compressas frias → vasoconstrição → 
imediata a lesão (se for depois de 5 dias fazer 
COMPRESSA QUENTE para vasodilatação) 
• Pomadas BID 
• Anti-inflamatórios 
• Heparinoides → aumento da circulação 
sanguínea 
• Drenagem → na presença de hematomas 
pode formar coágulos na região 
- Após uma semana para esperar o bacilo se 
maturar e organizar → se outro tratamento 
não funcionar 
- Pode formar tecido de granulação 
exuberante 
• Lidocaína 
• FERIDAS 
- Superficiais/simples 
- Profundas/compostas 
- Assepticas? → dificilmente será devido o 
local que o animal esta 
• Debridamento 
- Retirar células necrosadas e deixas as 
funcionais 
- Pouca resposta de cicatrização 
• Tratamento local 
- Antisséptico local ajuda na diminuição da 
contaminação da ferida 
 -> água oxigenada aumenta a estimulação 
de tecido de granulação 
• Soro antitetânico 
• Antibiótico 
- Penicilina G benzatina 
- 40.000 UI/kg 
- IM / 72h 
- Diminui a contaminação 
• Alantoína - cicatrizante 
- Consegue manipular em pó 
• Alternaivas simples para feridas simples 
• Lavar com água e sabão (neutro) 
• Líquidode Dakin (Hipoclorito de sódio 0,5%) 
• Permanganato de potássio 1:3000 
• Conduta clínica - Feridas 
• Tratamento 
• Higienização da lesão 
• Curativo local - Pomadas que favorecem a 
cicatrização 
• Cuidado com produtos ineficientes e caros 
• Cuidado com produtos prejudiciais a 
cicatrização - irritativos ou estimularem a 
proliferação de tecido de granulaçãi 
exuberante 
• Prognóstico - Tratamento adequado 
• Tratamento alopáticos 
o Alopáticos 
 Iodo-povidine 0,1 e 0,2% 
 Água oxigenada 3% 
 Clorexidina 
 Nitrofurazona - retardo na cicatrização 
 Mel de abelha 
 Enxertos biológicos (placenta/pele) 
o Fitoterápicos 
- Aloe vera/Barbatimão/Calêndula/Confrey 
• Feridas traumáticas 
o Reparação cirúrgica 
o Primaria 
o Contaminação? 
- Reparo tardio ou cicatrização por segunda 
intenção 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
 
• Tecido de granulação 
HABRONEMOSE CUTÂNEA 
 
• Habronema sp. 
• Ferida de verão 
• Canto interno do olho 
• Linha média do abdômen 
• Membros 
• Dermatite parasitária 
• Estação chuvosa 
• Lesão - tecido proliferativo e ulcerado 
• Localização - Comissura labial e medial dos 
olhos, e porções distais dos membros 
• Tratamento 
o Tópico - Triclorfon 
o Antiparasitários 
o Ex: Ivermectina - pasta - 0,2 mg/kg 
o Moxidectina 
o Ivermectina 
o Abamectina 
• Cirúrgico 
• Efeito dos medicamentos curtos e resistência 
- Vermifugação 
• Neguvon - mistura pomada para 5% e adm no 
local 
• Tecido de granulação exuberante 
o ressecção cirúrgica 
o Crioterapia 
 
MIÍASE 
• Estação chuvosa 
• Fístula Perinanal 
PTIOSE 
 
• Ficomicose 
• Não é fungo verdadeiro 
• Zigomicose 
• Micetoma 
• Lesão cutânea - Instalação e proliferação do 
fungo - Necrose subcutânea - Intensa necrose 
eosinofilica e necrose dos vasos sang - 
Granulação exuberante - Formação de fístula 
com prurido vicoso - Formação de grumos 
com fungos e tecido calcificado - Aspecto 
multifilamentos 
• Coça bastante 
• Boca suja de sangue - lambe - não é regra 
• Kunkers - não é comum em ruminantes, mas 
sim em cavalos 
• enfia seringa com água e sai por vária fístulas 
• Tratamento 
- Métodos químicos (antifungicos), cirúrgicos 
e imunoterápicos 
- Sucesso do tratamento depende do 
tamanho da lesão 
- Fungos verdadeiros - Parede (quitina) - 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
 
- Pythium - Paredde (celulose) + Membrana 
Plasmática não contém esteroides 
(ergosterol) 
- Relatos de tratamento: Anfotericina B, 
Cetoconazol, miconazol, fluconazol e 
itraconazol, composto iodínicos (iodeto de 
potássio e sódio a 10%) 
• Protocolo 1 
o Anfotericina B sistÊmoca + tópica 
o 0,3 MG/KG EM GLICOSE 5% IV diariamente 
até a dose total de 350 mg/kg 
o Dias alternados - até curar o animal? 
o Tratamento tópico - Compressas de gazes 
embabidas em soluções anfotericina B e 
dimetilsulfóxido (DMSO) 
o 50 mg de anfotericina em 10 ml de 
água estéril e 10 ml de DMSO 
• Intervenção cirúrgica 
o Remoção de toda a área afetada (com 
margem de segurança) 
o Excisão cirúrgia + Iodeto de potássio (67 
mg/kg) - 30 dias 
o Evitar recorrências da lesão ou qualquer 
tipo de efeito colateral 
o Ressecção cirúrgica total do granuloma + 
Imunoterapia específica para P.insidiosum 
• Imunoterapia 
o Resultados promissores 
o A partir da 2° aplicação 
o Rasamento das bordas da lesão com 
relação à pele íntegra e a diminuição das 
secreções 
o Alternativa!! 
o Tratamento - terapia cirúrgica + 
imunoterapia + administração de 
agentes antifúngicos e 
antimicrobianos 
• Iodeto de potássio 
• Gravidade lesão e falta de opção de 
tratamento → eustanásia 
STAPHYLOCOCCUS AUREUS / GRANULOMA 
BACTERIANO / BOTRIOMICOSE 
• Nódulos de até 10 cm 
• Centro firme 
• Flutuante a palpação 
• Fístula 
• Tratamento → antibiograma 
• Limpeza do local 
o Antisséptico 
o Pomada com base antibiótico 
• Prot 
o Iodopovidona - Antisséptica 
o Diário x 15 dias 
o Benzilpenicilina procaína (30.000 UI/kg IM) 
o 24/24h - Por 10 dias 
DERMATOFITOSE 
 
• Enfermidade cutânea contagiosa mais comum 
em equinos 
• Estação chuvosa 
• Múltiplas áreas alopécicas planas com prurido 
discreto 
• Lesão na base da crina e cauda, na cabeça e 
no dorso 
• Tratamento 
o Uso tópico 
o Iodo polvidine (dergemante) - 7 a 14 dias 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
 
• Fungos 
o Trycophyton equinum 
o T. verrucosum 
o T. mentagrophytes 
o T. quinckeanum 
o Microsporum equinum 
o M gypseum 
• Contagiosa 
• Ambiente qiente e úmido 
• Região 
o Cabeça 
o Pescoço 
o Região escapular 
o Dorso 
o Crina 
• Placas arredondadas 
• Alopecia/acizentada 
• Prurido - M.gypseum 
• Diagnóstico microscópico 
o Raspado de pele 
o Pelos 
DERMATOFILOSE 
 
• Dermatophilus congolensis 
• Estação chuvosa 
• Lesões no dor - crostas 
• Desprendimento de tufos de pelos após leve 
tração 
• Tratamento tópico 
• Antibióticos sistêmicos 
o Penicilinas - custo menor e as vezes 
uma única dose resolve 
SARNAS 
Introdução 
• Ácaros - espécie específico 
o Sarcoptes scabbei eqio 
o Psoroptes equi 
o Chorioptes equi 
• Prurido 
• Lesões eczematosas 
• Contagiosa 
• Contato direto/indireto 
• Regiões 
• Cabeça/Orbitas/Orelhas/Lábios/Tábua do 
pescoço 
• Psoroptes - cauda e 
crina/mamas/inguinal/axilar 
• Chorioptes - Quartela 
• Tratamento 
- Banhos 
- Noguvon - Asuntol 
- Amitraz - NUNCA - cólica - parada em 
atividades -ver na composição dos 
medicamentos 
- Ivermectina - dúvida se funciona - só a 
ivermectina não funciona 
FOTOSSENSIBILIZAÇÃO - DERMATITE SOLAR 
• Brachiaria humidícola - não somente ela causa 
• Fotossensibilização secundária - hepática 
• AST/GGT 
• Retirar animal do local/ Identificar o que está 
causando 
• Tratamento 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
 
- Evitar que seja exposto a luminosidade solar 
- Ingestão de substâncias fotossensibilizantes - 
identificar e tirar 
- Corticoides sistêmicos 
- Local 
o Pomadas (corticoides) 
o Antibióticos - infecção secundária 
• Fotossensibilização primária 
- Estação chuvosa 
- Lesões eritematosas e ulcerativas - áreas 
despigmentadas 
- Tratamento - pomada cicatrizante - keravit, 
alantol 
 Manter animal protegido do Sol 
DERMATITE DE QUARTELA 
• Face posterior de quartela 
• Instalações com condições sanitárias ruins 
• Claudicação 
• Crescimento anormal do casco 
• Tratamento 
- Higiene do ambiente 
- Pedilúvio - Permanganato de potássio - 
1:3000 durante 5 min 
- Glicerina iodada 10% - adere ao local 
 - Antibiótico 
- Anti-inflamatório 
DERMATITE ALÉRGICA 
 
• Diagnóstico 
• Epidemiologia 
o Jovens? 
o Estação chuvosa? 
• Achados clínicos 
o Clínico e terapêutico 
• Histopatológico - dermatite perivascular 
superficial eosinofílica 
• Sinais clínicos 
- Áreas de prurido intenso 
- Alopecia 
- Presença de crostas 
- Diferença da sarna - Sarna vai ter mais de um 
infectado 
• Tratamento 
- Baia telada 
- Vaporização de inseticidas a base de 
cipermetrina - ambiente 
- Pulverização com óleo de citrolena 
(2x/dia/animal) – animal 
PÊNFIGO FOLIÁCEO 
• Raça QM 
• Múltiplas placas crostosas com bordos 
elevados 
• Hipotricose a alopecia 
• Lesões não pruriginosas 
• Distribuição generalizada 
• Pouco comum em equinos - principalmente 
enfermidade autoimune 
• Complexo de enfermidade autoimunes 
• Pênfigo vulgar e pênfigo paraneoplásico (raro) 
• Perda da aderência dos ceratinócitos da 
epiderme 
• Eua - Frequentemente diagnosticada em 
equinos (1,85% das dermapatias) 
ENFERMIDADES DA PELE 
 
 
• Doença em si não causa prurido, é mais 
infecções secundárias 
• Diagnóstico 
- SEpiderme (pústulas subcorneais com células 
acantolíticas e presença de espongiose e 
exocitose) 
- Derme (infiltrado neutrofílico perivascular) 
• Tratamento 
- Glicocorticóides 
- Ex: Prednisolona (3 mg/kg/dia vo) - uso 
constante 
- Shampoos ou sabonetes a base de enxofre 
ou de ácido salicílico) 
ABSCESSOS 
 
• Localizaçãovariada (cernelha, membros, 
pescoço) 
• Abscessos de cernelha - Sorologia para a 
brucelose 
• Stapphyloccocus spp. 
• Sinus (absecessos associados a corpos 
estranhos) 
o Tratamento cirúrgico 
o Drenagem e curetagem 
o Fragmento de arame ou madeira 
o Antibiótico tópico 
• Doenças infecciosas - capa verde 
• Cernelha - mal do jerimum 
 
NEOPLASIAS 
• Sarcoide - Mais frequente 
• Tumor único 
• Região de membros e cabeça 
• Tratamento 
- Ressecção cirúrgica 
• Carcinoma de células escamosas, sarcoide - 
principal, melanoma 
- CCE - geralmente regiões despigmentadas 
o Cabeça 
o órgãos genitais 
o Múltipla localização 
o Terceira pálpebra 
• Remoção cirúrgica 
• Criocirurgia 
o 60% 
• Auto-hemoterapia 
o 10 ml sangue IM/ 1x sem. / 4x - estímulo 
de ac 
• Melanoma 
o Pelagem tordinha 
o Tratamento cirúrgico 
o Eutanásia - evolução muito rápida 
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
IMPORTÂNCIA SOCIOECONÔMICA DOS EQUÍDEOS 
NA REGIÃO NORTE 
• Aumento de rebanhos na região norte e com 
isso teve um aumento da quantidade e 
importância dos cavalos para uso nesse 
rebanho 
• EQUIDEOCULTURA BRASILEIRA 
- Equinos (cavalos) + muares (mulas) + 
asininos (asnos/jumentos) = 8 milhões de 
cabeças 
INTRODUÇÃO 
 
• Características: 
- Estômago pequeno → capacidade gástrica 
reduzida. Por ser uma presa, ele precisa ser 
veloz, por isso come em pequenas porções e o 
estômago se adaptou 
- Ceco de tamanho maior. 
 -> possui duas válvulas (ílio cecal e ceco 
cólon) 
 -> função a degradação e fermentação da 
celulose, também tem atuação na digestão e 
absorção da ingesta de origem vegetal 
- Cólon ventrais tem saculações, os dorsais 
ficam mais em cima anatomicamente. 
 -> função de armazenar e absorver grandes 
quantidades de líquidos (FEITOSA, 2008), além 
de outras funções distintas, pois antes da 
flexura pélvica ocorrem processos 
fermentativos, e nas regiões dorsais além de 
promover a fermentação, tem por principal 
função o deslocamento aboral da ingesta 
 
- Intestino Delgado: Duodeno, Jejuno e íleo 
 -> Fisiologicamente, é no intestino delgado 
onde ocorre a digestão química e absorção 
dos nutrientes, secreção de enzimas pelo 
pâncreas, sais biliares vindo do fígado, e os 
enterócitos que também atuam na digestão 
química (FRANDSON; WILKE; FAILS, 2011). 
- Intestino Grosso: Ceco, Cólon e Reto 
AVALIAÇÃO DO PACIENTE EQUINO COM 
CÓLICA 
• Principais enfermidades: Cólica, Abdômen 
agudo e Síndrome cólica 
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 
• Nem todas as cólicas só têm origem no 
sistema reprodutivo, ou sejam também em 
sistema digestório 
• Cólica: dor em órgão oco → TG ou não 
• Abdômen Agudo: gástrico ou intestinal → 
peritonite ou não 
• Síndrome: sinais ou sintomas com mais de uma 
causa 
• EPIDEMIOLOGIA 
- Acomete mais cavalos estabulados 
ETIOLOGIA DA CÓLICA 
• Monogástrico / herbívoro 
• Ingestão constante – 12 a 14h/dia 
• Atualmente → Baias / Confinados 
• Movimentos limitados 
• Concentrados 2 ou 3 x dia → sobrecarga 
estomacal e calórica em pouco tempo 
• Transtornos Gastrointestinais → quando 
altera questões de alimentação, local etc. 
AVALIAÇÃO CLÍNICA 
• Exame clínico do sistema digestório de equinos 
- Emergência → independente do grau de dor. 
Avaliar até os medicamentos utilizados para 
dor, pois podem alterar fisiologicamente. Não 
se deixar levar pela avaliação clínica após 
medicação. 
 -> Avaliar a mucosa (ex: se estiver cianótica 
→ prognóstico reservado ou desfavorável → 
pode ser uma desidratação alta) 
 -> qual intervenção faz primeiro? 
 . Fazer o animal parar de rolar → pode 
acontecer torção dos órgãos, fratura de 
vísceras. COMO? Andar com o animal 
 . Fazer sondagem e conferir se está no 
sistema gastrointestinal 
- Atenção contínua até a resolução do 
problema 
- Atendimento veterinário EXCLUSIVAMENTE 
- Buscar diagnóstico 
 -> Identificação 
 -> Anamnese 
 -> Exame físico 
 -> Exames complementares 
• Anamnese 
- Frequência de alimentação / quantidade / 
qualidade (para saber se teve uma sobrecarga 
gástrica) 
- Cólicas recorrentes? 
 -> cólicas por questões de úlceras são 
recorrentes 
 -> Enterólitos 
- égua meses finais da gestação 
- Garanhão em estação reprodutiva? 
 -> hérnia escrotal 
- Cirurgias prévias? 
 -> se foi cirurgia relacionada ao intestino 
pode ter estenose do lúmen intestinal devido 
a cicatrização. 
 -> aderências 
- Desverminação 
 -> no Brasil é mais raro 
 -> animais que nunca receberam medicação 
de verme 
 -> diagnóstico diferencial em necrópsia 
- Estado sanitário da baia 
 -> relação com ingestão de areia, restos de 
alimentos (fermentados) 
- Aspecto das fezes 
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 
 -> indicativo de desidratação → fezes 
ressecadas 
• Alterações Comportamentais 
- Esticar-se 
- Ajoelhar-se 
- Escavar o chão 
- Decúbito frequente ou tentativas frustradas 
de deitar-se 
- Rolar pelo chão 
- Debater-se de forma descontrolada 
- Depressão ou excitação 
- Olhar ansioso e repetido para o flanco e 
abdômen 
- Bruxismo e resposta/sinal de flehmen 
- Sede espúria = brincar com água sem beber 
 -> avaliar se o animal está deglutindo, ir ao 
lado esquerdo do animal e avaliar. 
- Escoicear 
- Inapetência 
- Tenesmo vesical (espasmo no esfíncter da 
bexiga) (parece que quer defecar/urinar) 
- Sudorese 
- Ereções (“brincando” com o pênis, 
demonstra dor) 
• AVALIAÇÃO DA BOCA 
- Agitação frequente de cabeça 
- Sialorreia 
- Disfagia 
- Diminuição da ingestão de alimentos → 
deixam alimento no cocho 
 -> dente fraturado, pontas dentárias 
- Emagrecimento crônico 
- Úlcera de boca 
- Lesão na língua → muitas vezes causado 
pelo próprio veterinário 
 
Abre boca de hausmann 
 -> abertura da boca pegando na língua 
- Mau posicionamento dos dentes que podem 
provocar lesões na mucosa oral 
- Cavalos que possuem alguma disfunção na 
boca devem passar por avaliação a cada 6 
meses 
- Avaliar a mucosa e tpc 
***cavalo tem tártaro? Nãaaaaaao → 
alimentação a base de fibras 
- Halo cianótico → indicativo de animais com 
septicemia 
• AVALIAÇÃO DO ESTÔMAGO E ESÔFAGO 
- Capacidade gástrica reduzida 
- 8 – 15 L – na prática fica 2/3 preenchidos 
 -> limita ainda mais em colocar algo. 
 -> Colocar somente 5L para não 
sobrecarregar o estômago quando for fazer 
uma lavagem 
- Esvazia-se entre 6 e 8 vezes por dia 
- Sondagem nasogástrica 
 -> método de diagnóstico e de terapia. 
 -> Diagnóstico → método de palpação 
indireta/ao passar sonda o conteúdo 
retorna/lavagem gástrica 
- Endoscópio longo 
 -> úlceras → diagnóstico 
• Inspeção do contorno abdominal 
- Serve para entender o acúmulo de gases 
- Região do ceco (lado direito) 
- Se tiver muito acúmulo das alterações em 
todos os órgãos 
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 
 
• AUSCULTAÇÃO ABDOMINAL 
- Grande importância 
- Sons → refletem atividade intestinal 
- 4 quadrantes 
 
- Borborigmos intestinais 
- Quadrante superior direito → atividades 
íleo-cecal e cecócólica 
 
• Palpação Retal 
- 1/3 caudal da cavidade abdominal 
- Tem um risco extremo, caso tenha 
rompimento de reto é óbito 
- Avaliar: 
 -> quantidade e consistência das fezes / 
mucosa retal 
 -> posição fisiológica das alças intestinais / 
órgãos 
 -> distensões abdominais 
• Sondagem Nasogástrica 
- A passagem da sonda ajuda 
- Como diferenciar se a sonda passa pelo 
esôfago ou traqueia 
ESÔFAGO TRAQUEIA 
Leve resistência a 
passagem 
Não há resistência 
Cavalo pode tossir → não 
confiar 
Observa a sonda descendo 
pelo sulco jugular 
esquerdo 
Não se observa a sonda 
Ao aspirar pela sonda o 
esôfago colaba-se e ao 
assoprar distende-se 
Somente é possível palpar 
traqueia 
Estômago → odor da 
ingesta 
Refluxo de gases 
estomacais 
Não há odor- Medir a sonda antes de colocar: pegar a ponta e 
medir do lado de fora até mais ou menos o esôfago 
para fazer uma marcação. 
1. Passe o tubo no meato ventral. 
2. Quando introduzir o tubo na narina chegará 
próximo da faringe. 
3. Deixe o animal engolir o tubo 
4. Avance o tubo pelo esôfago 
5. Se vier um cheiro de alimento, está no local correto 
 
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 
- Pegar a sonda/mangueira, antes de colocar no 
animal para lavagem, pegar um recipiente com 5 litros 
ou uma garrafa pet de 2 L, contar quantos segundos a 
mangueira com água demorou para encher aquele 
recipiente, assim tem uma margem de quanto tempo 
para encher o estômago com no mínimo 5 L 
 
- Esvaziar o estômago retirando pela sonda o 
conteúdo 
 
 
• PARACENTESE ABDOMINAL 
 
Representação da introdução de uma agulha de calibre 18 de 1,5 
polegadas para a coleta do fluido peritoneal suficiente para 
análise. 
Fonte: The equine acute abdomen, 3ª edição 
- Líquido peritoneal 
- Região caudal e ventral ao processo xifoide 
- CUIDADO 
 -> Punção alça intestinal (contaminação da 
amostra e peritonite) 
- Pode-se realizar uma pequena incisão com 
bisturi e colocar o 
cateter 
 
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA 
CÓLICA ESPASMÓDICA 
• Desconforto abdominal agudo 
• Etiologia 
- Várias causas (sem comprovação) 
- Alterações no sistema neurovegetativo 
- Estresse 
- Alimentos deteriorados estragados 
• PATOGENIA 
- Alteração no sistema neurovegetativo 
- Há uma contração espasmódica da 
musculatura lisa do trato gastrointestinal 
- Essa contração vai causando aumento na 
intensidade dos movimentos de segmentação 
e propulsão com posterior isquemia e 
alterações celulares 
 -> dor, taquicardia, taquipneia 
- 1ª FASE: Hipermotilidade (pode causar 
vólvulo, torção, intussuscepção) 
- 2ª FASE: espasmo da musculatura intestinal 
levando a dor 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Dor súbita → moderada a severa 
- Intercalado de momentos de tranquilidade 
(água e alimento) → em seguida vem a dor 
novamente 
- Auscultação abdominal: som hipersonoro e 
metálico 
- Eliminação de gases e aumento no número 
de defecações (diarreia) 
 
• SOBRECARGA GÁSTRICA 
- Dilatação gástrica por 
 -> excesso de alimento 
 -> ingestão de alimentos fermentáveis 
 -> processos obstrutivos na região do piloro 
 
TIMPANISMO 
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA 
 
 
ALIMENTOS NÃO INGERIDOS → FERMENTAÇÃO → DILATAÇÃO 
ABDOMINAL → REDUÇÃO DO PERISTALTISMO 
• Hiperfermentação do conteúdo cecal – 
desequilíbrio da flora de fermentação 
• Etiologia 
- Administração de antibióticos → doses 
elevadas por longos períodos 
- Erro de manejo nutricional: excesso de 
carboidratos 
 -> Ex: limite – 1kg de ração / 100 kg PV 
• Timpanismo Intestinal 
• Timpanismo Cecal 
• PATOGENIA 
- Aumento da ingestão de carboidratos → 
hiperfermentação → aumento da produção 
de gases 
- Crescimento de Lactobacillus spp e 
Streptococcus spp → ácido lático (morte de 
bactérias GRAM NEGATIVAS) 
 -> Liberação LPS → endotoxemia 
 -> Lesão no endotélio vascular – exposição 
colágeno subendotelial – adesão plaquentária 
– formação de microtrombos e êmbolos – 
retenção na microcirculação do casco – 
LAMINITE 
- Aumento da produção de gases – distensão 
do ceco – DOR 
- PROBLEMÁTICAS 
1º Ruptura e morte por peritonite 
2ª Liberação de adrenalina (dor) – 
vasoconstrição – predispõe LAMINITE 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Abdome distendido (fossa paralombar direta 
/ quadrante superior direito) 
- Distensão severa – todos os quadrantes 
- Percussão (digito-digital ou martelo 
plessimétrica): auscultação de pings (alça 
distendida com gás e líquido) 
- Palpação retal: verifica-se ceco distendido 
 -> tomar cuidado, romper e óbito 
 
CÓLICA TROMBOEMBÓLICA 
• Lesões causadas pelo parasito Strongylus 
vulgaris nas artérias mesentéricas 
• Etiologia 
- Strondylus vulgaris por erros no programa de 
vermifugação (manejo extensivo) 
- Entram no sistema vascular, causam 
obstrução do sistema sanguíneo causando 
necrose 
• Epidemiologia 
- Principal cólica em criações extensivas 
- Manejo parasitário incorreto (deve-se fazer 
esquemas de vermifugação) 
- Comum em sistema de criação extensivo 
devido ao manejo sanitário indevido, ou seja, 
não se faz vermifugação de maneira correta 
• PATOGENIA 
- Ingestão das larvas nas pastagens 
- No intestino grosso vão para corrente 
sanguínea, as larvas obstruem o fluxo 
sanguíneo devido o aglomerado delas 
causando um trombo ou embolo arterial 
- OBSTRUÇÃO – ISQUEMIA – NECROSE 
- Hipovolemia 
- Endotoxemia 
- Colapso Cardiovascular (24 a 48h) 
- Óbito em 48 horas 
• Sinais Clínicos 
- Mucosas congestas (endotoxemia) 
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA 
 
 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Podem ser achados de necropsia sem ter 
desenvolvimento de cólica 
- Necrópsia 
 -> trombos na artéria mesentéricas (inicia-se 
a partir do rim e seguindo as artérias) 
 -> o trombo gera uma dilatação das artérias 
nessa região 
 -> a alça necrosada e enegrecida (cólon ou 
ápice do ceco) 
CÓLICA POR COMPACTAÇÃO 
• Acúmulo de alimentos em qualquer parte do 
TGI 
• Bloqueio total ou parcial do trânsito do 
conteúdo intestinal 
• Realizar uma hidratação intestinal 
• ETIOLOGIA 
- Geralmente dado por alimentos de baixo 
valor nutricional 
- Baixa ingestão de água 
- Água com areia (SALOSE) 
- Intoxicação por amitraz → hipomotilidade 
(não se deve usar em equinos) 
 -> Sinais iniciam 1 a 2 horas após o uso de 
amitraz 
COMPACTAÇÃO EM LOCAIS ONDE HÁ DIMINUIÇÃO DO LÚMEN: 
CÓLON TRANSVERSO, FLEXURA PÉLVICA (FLUXO DORSAL) 
• PATOGENIA 
- Obstrução parcial ou total 
- Distensão → dor 
- Isquemia → Dificuldade de perfusão 
- Ruptura 
- Peritonite 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Dor leve a moderada intermitente (a dor é 
mais intensa quando a onda peristáltica passa 
pelo local) 
- Palpação Retal 
 -> Prova do braço positiva (somente 
presença de muco na luva) → não é todo 
cavalo que terá esse sinal 
 -> Fezes ressecadas e com muco em 
pequenas quantidades 
DESLOCAMENTO E TORÇÃO 
 
• FATORES PREDISPONENTES 
- Poucos pontos de fixação do intestino 
- Movimentação das alças intestinais 
• FATORES DESENCADEANTES 
- Alterações dos movimentos intestinais 
- Diarreias 
- Movimentos intestinais bruscos 
 -> EX: Rolamento 
• CONSEQUÊNCIAS 
- Obstrução da passagem do conteúdo 
intestinal 
- Prejuízo a irrigação sanguínea 
- Morte tecidual 
- As lesões são mais graves conforme a 
proximidade ao estômago 
- Torção da raiz do mesentério 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Dor intensa e incontrolável 
- Rápida evolução clínica (deterioração do 
estado clínico) 
- Vólvulo do intestino delgado 
 
CÓLICA POR ENTEROLITÍASE 
 
• Enterólitos = cálculos intestinais encontrados 
no IG (cólon menor) 
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA 
 
 
• COMPOSIÇÃO 
- Sais fósforos e magnésio precipitados num 
pequeno núcleo 
- Pequenos pedaços de plástico, borracha, 
esponja, arame e pedriscos 
- Tamanho, peso e número variável 
 -> 5 a 15 centímetros de diâmetro 
 -> 200g a 3,6kg 
 -> velocidade de formação é desconhecida 
• PATOGENIA → multifatorial 
- Elevado consumo de proteína e magnésio 
- Alimentação com Alfafa e Farelo de trig
TERAPÊUTICA NA SÍNDROME CÓLICA EM EQUINOS 
 
DECISÃO CIRURGICA / INDICAÇÕES 
CIRURGICAS PARA O EQUINO COM CÓLICA 
 
• Início repentino 
• Rápida evolução do quadro clínico 
• Dor persistente e refratária a analgésicos 
• Ausência de resposta ao tratamento clínico 
• Distensão abdominal severa 
• Ausência de motilidade intestinal 
• Refluxo gástrico persistente 
• Anormalidades na palpação retal 
• Fluido abdominal com presença de sangue 
 
OBJETIVOS DO TRATAMENTO 
 
• Redução da dor 
• Restauração da motilidade → diminuir os 
espasmos 
• Correção e manutenção do equilíbrio hídrico-
eletrolítico e ácido-base 
• Prevenção/Tratamento da endotoxemia 
 
ANALGESIA 
 
•Flunixin-meglumine 
- 1,1mg/kg IV ou IM, 1 a 3 vezes por dia 
• Dipirona 
- 5 a 25mg/kg IM ou IV até 4x/dia 
• Alfa 2 Agonistas 
- Detomidina 0,02 a 0,04 mg/kg EV 
- Xilazina 0,2 a 1,1 mg/kg EV ou IM (analgesia 
e severa sedação por 10 – 40 minutos) 
• Butorfanol 
- 0,02 a 0,08 mg/kg 
 
 
ANTIESPASMÓDICOS 
• Espasmos 
• Dor 
• Obstrução simples 
• N-butilescopolamina 
• Bloqueio colinérgico 
• Relaxamento a atonia mm. Lisa 
• Não é toda cólica que tem que dar!!! 
• Dose: 0,2 a 0,3mg/kg IV 
- Buscopan – Dipirona + 
Escopolamina → 10 a 30 mg/kg IV 
 
DECOMPRESSÃO 
 
• OBRIGATÓRIO! 
• Sondagem nasogástrica 
- Eliminação de gases 
- Retirada do refluxo enterogástrico 
- Auxilia no retorno do peristaltismo 
 
TIFLOCENTESE 
 
• Eliminação de gases 
• Antissepsia cirúrgica 
• Cateter 14 a 16G 
• Local: fossa paralombar direita, entre a última 
costela e tuberosidade ilíaca 
• Consequências: pode ser que se estiver muito 
dilatado ele rompa e cause peritonite, 
septicemia.
 
 
SEMIOLOGIA DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
• Grande importância 
• Composto por tecidos moles e duros 
• MANIFESTAÇÃO DE DOENÇA 
- Anormalidade no andar ou no 
posicionamento 
− Tumefação nos tecidos moles 
− Dor localizada 
− Atrofia muscular → o animal protege o 
membro lesado ao se movimentar, fazendo 
com que ocorra uma atrofia muscular 
 
• ANAMNESE 
− Início da claudicação? 
− Duração dos sinais clínicos? 
− Se a claudicação teve aparecimento súbito 
ou gradativo? Se sabe a acusa da claudicação 
ou tem relato de trauma? 
− A evolução da claudicação? 
− Se o grau de claudicação se altera durante o 
período de trabalho? 
 − Se o proprietário notou aumento de volume 
ou alteração na postura do animal? 
− Se o animal foi casqueado e ferrado 
recentemente? 
 
AVALIAÇÃO DAS CLAUDICAÇÕES 
• Definição: anormalidade ao andar 
• Tipos: membros em suspensão, membro de 
apoio, mista 
 
• Exame visual com o cavalo em repouso 
− Realizada antes da palpação ou manipulação 
− Avalia a conformação e detectará 
anormalidades 
 
• Grau de Claudicação 
− Grau 0: claudicação não perceptível em 
nenhuma circunstância 
− Grau 1: a claudicação e vista quando o cavalo 
está ao trote, mas não ao passo 
− Grau 2: a claudicação é percebida ao passo, 
mas não há movimentação de cabeça 
associado a esta 
− Grau 3: a claudicação e obvia ao passo, com 
movimentação característica de cabeça 
− Grau 4: impotência funcional do membro 
 
• Exame Visual durante exercício 
− Andar durante o exercício 
SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
− Superfície para o exame de claudicação 
− Movimentação da cabeça: membro pélvico, 
membro torácico, bilateral 
− Deslocamento vertical da tuberosidade 
coxal 
− Elevação glútea 
 
• CASCO 
❖ Visual 
− Forma do casco 
− Conformação 
− Altura do talão 
− Fendas na parede 
− Descargas de exsudato na sola 
− Ferrageamento inadequado 
 
INFLUÊNCIA DO ESPORTE 
 
• CORRIDA 
- Características: animais jovens de 5 a 7 anos, 
alta velocidade, estresse e fadiga 
- Principais Lesões: fraturas por estresse, 
tendinite do flexor digital superficial, desmite 
do suspensor do boleto, fraturas de carpo e 
sesamóides distais 
 
• SALTO 
- Características: alto impacto após salto, 
obstáculo 
- Principais Lesões: síndrome do navicular, 
tendinites, fraturas de carpo 
 
• ENDURO 
- Características: percursos de longa distância, 
pisos duros ou com pedregulhos, fadiga 
- Principais Lesões: miosites, osteíte, lesões no 
casco, laminite, fraturas por estresse 
 
• APARTAÇÃO 
- Características: balanço e giro sobre os 
membros posteriores com força e torque, 
batidas intermitentes com os membros 
anteriores 
- Principais Lesões: contusão de sola nos 
membros anteriores, fraturas em falanges, 
artrite 
 
• TAMBOR E LAÇO 
- Características: velocidade e giro 
- Principais Lesões: artrite boleto, fratura de 
falange, síndrome do navicular 
 
• RÉDEAS 
- Características: influência do treinador e 
treinamento sobre o tipo de problema 
apresentado; esbarro 
- Principais Lesões: tendinites, 
tendossinovites, miopatia fibrótica, 
osteoartrite tarsal 
 
EXAME DO CASCO 
 
• PALPAÇÃO 
- Rodede Coronário 
 -> Local onde ocorre broca e/ou gavarro 
 -> Calor, dor e inchaço são palpados, sendo 
comum a drenagem de material purulento 
nos animais afetados 
 
SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
• EQUIPAMENTO PARA O CASCO 
- Faca de Casco 
 -> Limpeza do casco: retirar o excesso de 
sola, explorar rachaduras e remover tecidos 
de regiões doloridas 
- Martelo 
 -> Localização de regiões dolorosas 
 -> Percussão → produção de som oco 
- Pinça 
 -> indica local exato da dor 
 -> alivia pressão 
 -> estabelece drenagem 
 -> deve ser aplicada sobre o terço central da 
ranilha para produzir pressão direta sobre a 
região do osso navicular 
• INSPEÇÃO 
- Teste da prancha 
 -> indicado para síndrome do navicular 
 -> Teste da prancha para detectar a dor 
causada pela extensão da porção distal do 
membro 
 
EXAME DA QUARTELA 
 
• INSPEÇÃO 
- Aumento de volume da articulação 
interfalângica proximal 
− Cicatrizes de feridas localizadas 
− Aumento de volume 
 
• Palpação e manipulação 
− Verificar dor 
− Detectar crepitação 
− Tensão aplicada no ligamento colateral que 
apoia as articulações do boleto e as 
interfalângicas na tentativa de identificar 
trauma e torção 
 
EXAME DO BOLETO 
 
• INSPEÇÃO 
− Espessamento da capsula = fibrose 
− Distensão da cápsula = efusão 
− Espessamento e distensão da bainha 
• PALPAÇÃO 
− Avaliar o grau de espessamento 
− Presença de dor 
− Existência de massas fibrosas ou ósseas 
 
• Teste de flexão do boleto 
− Detectar redução do movimento 
− Detectar dor 
− Resultado positivo ou negativo 
− O teste é realizado estendendo-se o carpo e 
flexionando a articulação do boleto por 1 
minuto e a claudicação é avaliada 
− No caso do animal não apresentar dor, o 
indicado é realizar por 1 minuto e depois 
colocá-lo para andar e avaliar o movimento 
 
EXAME DO METACARPO/ METATARSO 
 
• PALPAÇÃO 
− Busca de calor, dor e inchaço, associados a 
periostite dos metacarpos/metatarsos 
− Palpação das faces mediais dos ossos 
metacárpicos/metatársicos 
− O boleto é flexionado para que a superfície 
medial dos ossos possa ser palpada 
− Em casos de fratura, ocorre resposta 
dolorosa à palpação 
SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
 
EXAME DO CARPO 
 
• INSPEÇÃO 
− Espessamento da capsula articular 
− Distensão das bainhas do tendão extensor 
− Tumefação no aspecto dorsal 
 
• PALPAÇÃO 
− Tumefações 
− Efusões 
− Dor 
− Sustentando o peso e elevando 
− Fraturas dos pequenos ossos 
− Lesões nos tendões 
 
• Teste de flexão do carpo 
− Flexão simples da articulação 
− Flexão mais drástica 
− Resultado positivo ou negativo 
 
EXAME PORÇÃO SUPERIOR DO 
ANTEBRAÇO 
 
• Rádio, cotovelo, úmero, ombro, articulação, 
escápula-umeral 
 
• INSPEÇÃO 
− Atrofia muscular → dano nervoso 
− Artrite no ombro 
 
• PALPAÇÃO 
− Avaliar os ligamentos colaterais 
− Detectar dor ou mobilidade de uma fratura 
− Observar articulação do ombro 
 
• Teste de flexão, extensão e abdução das 
porções superiores dos membros anteriores 
− Teste positivo: dor, claudicação induzida ou 
exacerbada 
− Extensão do ombro 
− Extensão do cotovelo 
 
EXAME DO TARSO (JARRETE) 
 
• Inspeção 
− Distensão da articulação tarsocrural 
− Espessamento da cápsula articular fibrosa 
− Proliferação óssea nas articulações distais 
do tarso 
− Distensão da bainha társica 
− Inflamação do ligamento plantar longo 
− Luxação do tendão do flexor digital 
superficial 
− Tumor caloso na ponta do jarrete 
 
• Teste do deslocamento patelar 
− Negativo = flexiona a soldra (joelho) 
− Positivo = incapacidade de flexionar o 
membro (membro em extensão/rígido) 
 
MÚSCULODA PORÇÃO PROXIMAL DO 
MEMBRO 
 
• INSPEÇÃO 
− Atrofia 
− Tumefação 
• PALPAÇÃO 
− Agudos = dilaceração e hematoma 
− Crônicos = fibrose e ossos (consistência) 
 
 
SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
EXAME DO DORSO E DA PELVE 
 
• Cavalos de solto, de adestramento clássico, 
marchadores e troteados 
• Relutância e incapacidade em realizar uma 
atividade normal 
• Baixo desempenho 
• Recusa em aceitar carga pesada 
• Atrofia muscular 
• Assimetria da musculatura 
• Rotação da pelve 
• INSPEÇÃO 
− Atrofia por desuso da musculatura 
− Desvio ou perda da altura da cernelha 
− Nódulos localizados 
− Perda de pelos 
− Alturas desiguais das tuberosidades sacrais 
e coxais 
 
• PALPAÇÃO 
− Palpado firmemente com os dedos 
− Ao longo da linha média 
− Cernelha 
 -> Agudo = dor 
 -> Crônico = crepitação por fratura, 
pequenos fragmentos ósseos 
 
• Teste da mobilidade do dorso 
− Correr uma caneta 
− Movimento livre bem relaxado 
− Rigidez do dorso 
− Relutância em flexionar o dorso 
– Ausência de flexão 
 
 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 
• Anestesia diagnóstica 
• Artrocentese 
• Artroscopia 
• Ultrassonografia 
• Radiografia 
• Termografia 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O método ideal não existe, mas sem dúvida seria 
aquele que tivesse as seguintes características: 
➢ Não-invasivo 
➢ Simples na execução e na mobilização de pessoal 
para realizá-lo 
➢ Rápido para não trazer desconforto aos animais em 
condições adversas 
➢ Baixo custo operacional 
➢ Preciso, cujo poder de resolução diagnóstica fosse 
bastante confiável 
➢ Capacidade de alcance a todas as regiões do 
equino, principalmente as áreas proximais 
 
 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
RABDOMIÓLISE POR ESFORÇO 
 
• SINONÍMIA 
− Miopatias relacionada a exercícios ou 
esforços 
− Mioglobinúria paralítica 
− Rabdomiólise por esforço 
− Mal da segunda-feira 
− Miosite 
− Síndrome do cavalo atado (“tying up”) 
− Síndrome da rabdomiólise por esforço 
• ETIOPATOGENIA 
- Fatores Relacionados 
 -> esforço excessivo 
 -> desequilíbrio eletrolítico 
 -> deficiência de Vitamina E e Selênio 
- Fisiopatologia 
 -> Exercícios continuados → metabolismo 
anaeróbio → liberação de ácido lático 
 −> Ácido lático acumulado → lise de células 
musculares 
 −> Excesso de ácido lático circulando → 
acidose metabólica 
 −> Mioglobina → filtração renal → lesão em 
estruturas tubulares → mioglobinúria 
- Fatores Predisponentes 
 -> Causas adquiridas: exercício extremo, 
ultrapassando o condicionamento do animal, 
deficiência de energia nas células musculares 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Casos Leves 
 -> Baixa performance 
 -> Discreta restrição e movimentos 
- Casos Graves 
 -> Animal não se desloca 
 -> Podem chegar a óbito 
- Sinais Gerais 
 -> Músculos com consistência firme 
 −> Aumentados de volume 
 −> Intensa sudorese 
 −> Taquipneia 
 −> Taquicardia – dor 
 −> Hipertermia 
 −> Relutância em se movimentar 
 −> Posição de decúbito 
 −> Ansiedade 
 −> Mioglobinúria 
 −> Desidratação 
 −> Colapso circulatório 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Histórico 
- Sinais Clínicos 
- Exames complementares 
 -> US -> Biópsia Muscular 
 -> Termografia 
 -> Determinação do status eletrolíticos 
(soro, excreção urinária) 
 -> CK 
❖ Lesão muscular aguda 
❖ Pico de elevação de 4 a 6 horas 
❖ Reduz após 12h 
 -> AST 
❖ Pico de elevação em 24 horas 
❖ Se mantém elevado por dias ou 
semanas 
• TRATAMENTO 
− Aliviar a ansiedade e a dor muscular 
− Corrigir o desequilíbrio hídrico e acido-
básico 
− Fluidoterapia: 100 a 150 ml/kg 
− Evitar o comprometimento renal 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
− Não é recomendado usar AINES, porque 
causa sobrecarga renal 
− Relaxantes musculares: Dantrolene sódico 2 
mg/kg SID 
− Ansiolítico: acepromazina 0,04 mg/kg TID 
(não usar em pacientes desidratados, porque 
causa vasodilatação periférica e queda da PA) 
− Metocarbamol 15 a 25 mg/kg IV 
− Tiocolchicosido 
− DMSO: IV ou local do edema 
− Antioxidantes: vitamina E e selênio 
− Compressas quentes 
 
• PREVENÇÃO 
- Dietas adequadas 
- Exercícios controlados 
- Programa de treinamento 
- Fisioterapia 
• ANALGESIA 
- Flunxim Megluminw (1,1 mg/kg) 
- Fenilbutazona (2,2-4,4mg/kg) 
- Cetoprofeno (0,5 mg/kg) 
- Butorfanol (0,01 -0,02 mg/kg) associado à 
Xilazina (0,3-0,6 mg/kg) ou Acepromazina 
(0,02 - 0,04 mg/kg) 
- Detomidina (0,005 - 0,02 mg/kg) 
 
LOMBALGIA 
 
• ANATOMIA 
 
- 7 cervicais 
- 6 lombares 
- 18 torácicas 
- 5 sacrais 
- 15 a 21 coccigenas 
• Pode ser Primária ou Secundária 
• Causa importante para a queda de 
desempenho atlético em equinos 
• Tamanho e biomecânica complexa dificultam 
o diagnóstico e tratamento desta 
enfermidade 
 
• EXAME DO DORSO 
- Histórico detalhado 
- Exame físico da coluna e pélvis avaliando dor 
- Exame ortopédico e neurológico 
- É um exame difícil e deve ser feita a inspeção 
com o animal em repouso, avaliando: 
 -> Atitude 
 -> Comportamento 
 -> Simetria 
 -> Atrofia 
 -> Musculatura 
 -> Curvatura da coluna 
 -> Desvio de cernelha 
 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Alteração de comportamento 
- Relutância em recuar, andar, saltar 
- Afundamento da região de sela 
- Assimetria muscular 
- Claudicação sem alterações de membro 
- Ranger de dentes 
- Queda de desempenho 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Histórico e achados clínicos 
- Radiografias 
- Bloqueios regionais termografia 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
- Ultrassonografia – discos invertrebais 
 
• TRATAMENTO 
- 24 a 48 horas - crioterapia 
- Terapia com calor 
- AINES - FENILBUTAZONA, CETOPROFENO, 
NAPROXENO 
 -> 4mg/kg/VO; 2,2 mg/kg/iv; 10 mg/kg/vo 
- Relaxantes musculares: 
 -> metocarbamol (8-12 mg/kg) 
 -> dandrolene (2,5 a 5,0 mg/kg - VO) 
 
ARTRITE SÉPTICA EM EQUINOS 
 
• É a inflamação de uma articulação 
• A artrite séptica e a síndrome de osteomielite 
são as piores enfermidades do mercado 
equino 
 
• A Artrite séptica é o problema mais grave 
observados nas articulações de equinos 
• Etiologia 
- Infecção sinovial 
- Traumas, feridas 
- Injeções intra-articulares 
- Infecções pós-operatórias 
- Onfalopatias 
 
• CLASSIFICAÇÃO 
- Adquiridas: traumáticas e hematológicas 
- Iatrogênicas: infecção cirúrgica 
(osteossíntese e artroscopia) – staphilococcus 
áureos 
- Injeções diagnósticas ou terapêuticas 
 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Efusão articular 
- Claudicação 
- Distensão articular 
- Dor 
- Febre 
- Crepitação 
- Aumento da temperatura local 
PERGUNTA: doenças podais como laminite, 
podem ser uma das causas? 
RESPOSTA: sim, mas caso ocorra, a inflamação 
seria nos BOLETOS. 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Histórico + sinais clínicos 
- Aspiração do líquido sinovial 
- Radiografia, USS e artroscopia 
- Anamnese 
- Exame de claudicação: dor, aumento de 
volume e calor 
- Diagnóstico por imagem 
- Raio X: área de lise óssea, proliferação 
periosteal 
- Ultrassom: líquido heterogênico, observação 
de gás, alterações de linha de cartilagem 
- Líquido Sinovial: células leucocitárias > 
30.000 cels/UI (100 a 200 mil cel/UI) → 
proteína > 4g/dL (dosagem de lactato, glicose 
sérica e sinovial, PCR e Ph) 
 
• TRATAMENTO 
- Antibióticoterapia sistêmica 
- Drenagem e repouso articular 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
- Lavagem cirúrgica 
- Antiinflamatório 
- Condroprotetores → sulfato de condroitina 
- Perfusão Regional 
 1. estabilizar paciente (controle da dor, 
proteção da região) 
 2. Coleta de material para avaliação de 
cultura 
 3. Antibioticoterapia sistêmica e local 
 4. Lavagem e desbridamento 
 5. Antibióticos (estudo retrospectivo, 
associações em gram positivo e negativo) 
 6. Uso sistêmico e local 
 7. Idade do animal (lesão renal, aumento da 
dose de ATB, distúrbiosgastrointestinais) 
- Atenção ao uso de fármacos de última 
geração 
- Lavagem articular 
 
• USO DE ANTIBIÓTICO LOCAL 
- Injeção sinovial 
- Aplicação a cada 24 horas 
- Pequenos volumes, 4 a 6 aplicações 
- Concentrações sinoviais e ossos adjacentes 
similares a perfusão regional 
- Intravenosa ou Intraóssea 
- Pico de concentração de 25 a 100 vezes 
- Vários antibióticos sem efeitos sistêmicos 
- Aplicação com intervalos de 24 a 72 horas 
- Necessário a sedação do animal 
- Amicacina – 125mg a 2g 
- Gentamicina – 0,5 a 1g 
- Penicilina potássica – 1g 
- amplicilina sódica – 1g 
- Cftiofur – 1g 
- Bainha e articulação 
- Várias administrações diárias (TID ou QID) 
- Infusão Contínua – 1/3 do volume do 
antibiótico sistêmico em 24 horas 
- Manutenção por períodos prolongados 
FÍSTULA DA REGIÃO CORONÁRIA 
 
• Lesão profunda – secreção de pus 
• Traumas perfurantes → gravetos, pedras, 
perfuração de sola 
• Quadro clínico: 
- Claudicação de apoio 
- Aumento de volume 
- Presença de secreção e dor a palpação 
 
• TRATAMENTO LOCAL 
- Perfuração de sola 
- Líquido de dakin na fístula 
- Glicerina iodada 10% 
- Água oxigenada 
- Retirada do corpo estranho 
- Pedilúvio (sulfato de magnésio) 
 
• TRATAMENTO SISTÊMICO 
- Soro anti tetânico 
- AINES → fenilbutazona, meloxicam 
- Penicilina G benzatina por 3 dias 
• ETIOLOGIA 
- Fistula da região coronária 
- Infecção da linha branca 
- Corpo Estranho 
- Ferrajeamento 
 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Claudicação aguda 
- Aumento da amplitude e frequência do 
pulso arterial 
- Edema na região coronária 
- Dor ao exame de pinça 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Histórico 
- Exame físico, Raio x, USS 
- Bloqueio anestésico 
 
LAMINITE EM EQUINOS 
 
 
• É o processo inflamatório que atinge o tecido 
laminar dos pés 
• É uma enfermidade muito debilitante da 
extremidade distal dos equinos, 
extremamente dolorosa e potencialmente 
mortal que, na maioria dos casos termina com 
a carreira desportiva do cavalo 
• Segunda causa de morte depois de cólica 
• Tratamento muito prolongado e caro 
• Prognóstico reservado 
• Com relação a sua carreia desportiva, é muito 
raro conseguir curar esses animais, eles não 
voltam a realizar o esporte 
• OBJETIVOS 
- Reconhecer sinais clínicos precocemente 
- Identificar as causas e suprimi-las e os 
fatores de risco 
- Prevenir 
- Manejo do cavalo laminítico 
• FATORES PREDISPONENTES 
- Excesso de ingestão de alimento rico em 
carboidratos ou fibras rapidamente 
fermentáveis 
- Endotoxemia/septicemia: alterações 
gastrointestinais, retenção 
placentária/metrite, pleuropneumonias 
- Esforço mecânico 
• CONSTITUIÇÃO HISTOLÓGICA 
- Tecido laminar 
 -> lamelas epidérmicas → camada externa 
 -> lamelas dérmicas → camada interna 
 
 
• ETIOPATOGENIA 
- Dietética 
 -> SOBRECARGA DE CHO 
 -> fermentação cecal → aumento da 
população de bactérias Gram + (lactobacilos e 
Streptococcus) (produção de endotoxinas)→ 
produção de ácido lático → cai o pH cecal e 
ocorre a morte de bactérias Gram neg com 
liberação de LPS (produção de endotoxinas) e 
causa LAMINITE 
- Infecciosa 
 -> Ação bacteriana consequente a 
disfunções gastrintestinais 
 -> a maior parte de laminite de forma aguda 
são decorrentes de disfunções gastrintestinais 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
 . Cólica, enterites, injúria estrangulativa, 
injúria obstrutiva → morte de bactéria gram 
negativa → liberação de LPS – endotoxinas 
 
- Mecânica 
 -> Teoria Traumática 
 -> o cavalo realiza uma força excessiva e 
causa uma resposta inflamatória e 
consequentemente uma lesão das lâminas e 
elas causando uma outra resposta 
inflamatória sistêmica. 
A teoria isquêmica sugere que ocorre a 
alteração da perfusão na extremidade distal 
do membro, que desencadeia a disfunção 
metabólica e estrutural laminar. Inicialmente, 
há uma hipoperfusão por venoconstrição, 
edema laminar, abertura das anastomoses 
arteriorvenosas, gerando isquemia e, 
posteriormente, necrose das interdigitações 
lamelares e falha biomecânica (STOKES et al, 
2004). Associado a isso, há o aumento da 
pressão hidrostática dos capilares e da 
resistência vascular, migrando líquido dos 
capilares para o interstício e aumentando a 
pressão intersticial, o que causa colapso dos 
capilares e isquemia (STOKES et al.,2004). A 
pressão aumentada, no interior do casco, 
afeta a circulação sanguínea também, 
auxiliando para a ocorrência da isquemia. As 
anastomoses arteriovenosas na banda 
coronária fazem com que ocorra o by-pass, 
reduzindo mais a circulação sanguínea. Dessa 
forma, ocorre a necrose e separação das 
lâminas sensíveis e insensíveis, com rotação 
e/ou afundamento da falange distal (STOKES 
et al., 2004). 
 
 
- Problemas Metabólicos 
 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Fase Aguda → 12 a 48 horas 
 -> taquicardia 
 -> aumento do TPC 
 -> o cavalo aparece estancado 
 
 -> acidose metabólica 
 -> hipertensão 
 -> aumento de catecolaminas, cortisol 
 -> pode ser confundido com tétano (o 
diferencial é o animal ter passado por uma 
cirurgia), rabdomiose. 
 -> claramente o animal está desconfortável 
e com dor 
 -> urgência 
 -> surgimento rápido 
 -> relutância ao se deslocar 
 -> alternância de peso nos membros 
 -> dor ao pinçar os cascos 
 -> aumento de temperatura e pulso digital 
 -> edema de coroa 
 -> ansiedade 
 -> tremores musculares 
 -> aumento da transpiração 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
 -> claudicação evidente 
 -> dor 
 -> relutância em se movimentar 
 
- Fase Crônica → 48 horas de dor contínua 
 -> a problemática de fase crônica é a lesão 
necrótica e isquemia 
 -> rotação de terceira falange 
 -> apoiar os membros/cascos sobre o talão 
 -> deformidade no casco 
 -> escara de decúbito (tende a deitar, rolar, 
para ter um conforto maior) 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Histórico + Exame físico 
- Sinais Clínicos 
- Hemograma completo → avaliar a questão 
infecciosa 
- Bioquímica sérica → diferenciar de outras 
enfermidades 
- Radiografia em série → acompanhar e 
avaliar 
 -> Exame Radiográfico – Rotação de 3 
falange 
 
Com essa rotação, a falange vai perfurar a 
sola e causando dor e desconforto 
• TRATAMENTO 
- Tratamento de suporte físico do casco 
(normalmente é com ferrageamento) + 
tratamento médico 
- Ácido Acetil Salicílico – 10 a 20 mg/kg VO → 
cuidado com problemas gástricos, tem que 
usar associado um protetor gástrico 
- Vasodilatadores periféricos 
 -> Isoxsuprime 0,6 mg/kg a cada 12 horas 
 -> Pentoxifilina 8,5 mg/kg VO a cada 12 
horas 
- Acepromazina 0,4mg/kg IV 
- DMSO – 1g/kg IV diluído 
- Heparina 100UI/kg a cada 6 horas 
- Biotina e metionina → usados para o 
restabelecimento do casco 
 
- Em fase aguda 
 -> tratar a causa primaria 
 -> colocar o casco em balde de gelo 
 . só na fase aguda, pois diminui o 
desconforto e dor, na fase crônica já está 
ocorrendo uma vasoconstrição 
 -> redistribuição das forças no casco 
 -> aliviar peso nas lâminas 
 -> redistribuição do peso na palma 
 -> suporte na ranilha (sola) 
 -> avaliar ação do tendão flexor digital 
profundo 
 -> Terapia antiinflamatória 
 -> vasodilatadores 
 -> cama altas 
 -> quanto mais tempo deitado melhor 
 -> Antiinflamatórios e antiálgicos 
 . Fenilbutazona, Cetoprofeno e Flunixin 
meglumine 
 . colocar o animal em baia confortável 
 
- Fase Inicial 
 -> sobrecarga de grãos 
 . óleo mineral ou vaselina 2 a 4 L de 4 a 6 
horas → tem pouco efeito, mais voltado para 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
o animal ter uma diarreia e ele eliminar os 
grãos no ceco 
 -> colocar para comer capim 
 -> Duchas frias e Pedilúvio com felo 
 . Heparina → objetivo de evitar a formação 
de trombos 
 . Acepromazina40 mg/kg 24 a 72 horas → 
deixar mais calmo, mas cuidado com o risco 
de priaprismo peniano 
 . DMSO → antiinflamatório e aumento de 
permeabilidade entre membranas 
 
- Fase Crônica 
 -> prevenir danos a falange distal 
 . Fenilbutazona, Cetoprofeno e Flunixin 
meglumine 
 . baia confortável 
 . antibióticos sistêmicos 
 . bandagem com antisséptico 
 . ferrageamento corretivo 
 
- USO DE FERRADURAS 
 -> Restabelecer paralelismo entre terceira 
falange e casco 
 -> distribuir peso pela palma, ranilha e 
barras (sola/casco) 
 -> reduzir efeitos de alavanca na pinça 
 -> dar suporte nos talões → reduzir efeito 
tendão flexor digital profundo 
 -> Terapia multimodal 
 AINIES, opioides, opioides + alfa2agonistas, 
lidocaína, anticonvulsivantes, cetamina, 
anestesia locorregional 
 
TENDINITE EM EQUINOS 
• É o processo inflamatório que acomete os 
tendões e suas bainhas sinoviais 
• Anatomia e Fisiologia 
 
- São junções de fibras de colágenos e elastina 
e glicosaminoglicanos (matriz extracelular) 
- Tem uma disposição helicoidal 
- Resistência e elasticidade 
• Fatores Predisponentes 
- Treinamentos forçados 
- Fadigas musculares 
- Mal ferrageamento 
- Natureza do solo 
- Peso 
- Defeito de aprumos 
- Lesões podais 
 
• FISIOPATOGENIA 
ACIDENTE -> TRAUMA <- HIPEREXTENSÃO 
- Lesão macroscópica → lesão cutânea e do 
tendão → descontinuidade dos feixes de 
colágeno 
- Lesão Microscópica → lesão dos feixes de 
colágeno e vasos nutridores → hipóxia 
tecidual → degeneração dos tecidos → perda 
da capacidade tensora 
- Essas lesões podem gerar Rupturas total ou 
parcial 
 
• SINAIS CLÍNICOS 
- Claudicação de apoio 
- Elevação do boleto 
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR 
 
 
- Aumento de temperatura, volume, 
tumefação 
- Dor a palpação 
- Fibrose 
- Desmite interóssea (ligamentos) 
 
• DIAGNÓSTICO 
- Exame físico → inspeção e palpação 
- Ultrassonografia 
 -> localização da lesão 
 -> mensuração da extensão da lesão 
 -> gravidade da lesão 
 -> monitoramento da reparação da lesão 
 -> aumento das áreas hipoecóicas 
 -> perda da uniformidade e da linearidade 
 -> no ultrassom se oberva 3 → LATFDP TFDP 
TFDS 
- Termografia 
 -> emissão do calor → inflamação 
- Tomografia Computadorizada 
- Ressonância Magnética 
 
• TRATAMENTO 
- Fase do processo 
- Repouso (muitas vezes só o repouso já 
resolve questões de tendinite) 
- Bandagem compressiva → pessoa 
capacitada, ensinar ao tratador como fazer, 
para que não dificulte a circulação do local 
também 
- Gelo → 20 minutos 
- Tratamento com antiinflamatório 
 -> passou de 3 dias tem que usar com 
protetor gástrico 
 -> Fenilbutazona, Cetoprofeno, Flunixin, 
Meloxicam, DMSO 
- Ultrassom Terapêutico 
- Laserterapia 
- Fisioterapia 
- Termoterapia 
- Massagem terapêutica 
- Tratamentos mais atuais 
 -> matriz extracelular da bexiga de porco 
 -> células tronco → mesenquimatosas 
 -> FC – plasma rico em plaquetas (ajuda no 
processo de cicatrização) 
 -> Ácido hialurônico – local 
 -> Desmotomia do ligamento acessório do 
TFDS (check superior)