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SEMIOLOGIA E CLÍNICA
DE EQUINOS
Prof. Isadora
Aluna: Ana Laura
SUMÁRIO
1 Equideocultura e Paciente Equino → pág 3
- Dentição→ pág 4
1. Resenha e Identificação → pag 8
- Pelagem e marcações
2. Sistema Respiratório → pág 19
- Doenças respiratórias → pág 20
- Pneumonia
- Rhodococcus equi → pág 21
- Hemorragia pulmonar induzida por
exercício
- Doença do Nervo Laríngeo Recorrente
→ pág 23
- DPOC → pag 24
3. Neonatos → pág 25
- Introdução
- Síndrome do mau ajustamento neonatal
→ pág 26
- Hipoglicemia
- Isoeritólise → pág 27
- Falha na Transferência de Imunidade
Passiva → pág 28
- Diarreias/Enterites → pág 29
- Onfaloflebites → pág 32
- Poliartrite → pág 33
- Septicemia Neonatal → pág 34
4. Sistema Nervoso → pág 36
- Tétano → pág 37
5. Enfermidades da Pele → pág 38
- Contusões e Feridas → pág 38
- Habronemose cutânea → pág 40
- Ptiose
- Staphylococcus aureus / Granuloma →
pág 41
- Dermatofitose
- Dermatofilose → pág 42
- Sarnas
- Fotossensibilização
- Dermatite de Quartela → pág 43
- Dermatite alérgica
- Pênfigo Foliáceo
- Abcesso → pág 44
- Neoplasias
6. Sistema Digestório → pág 45
- Avaliação clínica → pág 46
7. Principais tipos de cólica → pág 51
- Cólica Tromboembólica
- Cólica por Compactação → pág 52
- Deslocamento e Torção
- Cólica por Enterolitíase
8. Sistema Locomotor → pág 53
9. Doenças do Sistema Locomotor → pág 59
- Abdomiólise por Esforço
- Lombalgia → pág 60
- Artrite Séptica → pág 61
- Fístula Da Região Coronária → pág 62
- Laminite → pág 63
- Tendinite → pág 66
EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO
INTRODUÇÃO
• Os equinos são animais utilizados a muitos
anos, tanto para animais de guerra, esportes,
pets etc.
• São animais mais “sensíveis”, precisa estar
100% para realmente desempenhar suas
funções
• Cavalos não vomitam devido a grande
quantidade de músculo na cardia, possuem
estômago pequeno (não cabe mais que 5kg de
alimento seco dentro dele)
• Devido a esse estômago pequeno eles
conseguem fugir de predadores, entretanto se
der alimentos muito fermentáveis, por não
conseguirem regurgitar/vomitar, eles acabam
tendo cólica e é algo complicado para eles.
• Cavalos tem capacidade te formar tecidos de
granulação de forma exuberante, assim os
cavalos possuem dificuldades de cicatrização
de ferida, por isso não é comum serem
marcados.
• Identificação: RESENHA -> inclue pelagem,
marca de pelagem (estrela, calçado, risco na
testa...)
• Respeitar a natureza do cavalo, visto que são
animais fortes, inteligentes
• Buscar sempre o equilíbrio físico e mental
• SELVAGENS X ATUAIS
- Equus caballus orientalis
- Equus caballus ocidenalis
CLASSIFICAÇÃO ZOOLÓGICA DOS EQUÍDEOS
• Classe: Mammalia
• Ordem: Perissodctyla (dedos ímpares)
• Família: Equidae
• Gênero: Equus
• Espécie: Caballus (cavalo) / Asinus (jumento) /
Híbridos inférteis (Mula)
- CRUZAMENTO
Jumento x égua -> Burro/Mula
Cavalo X Jumenta -> Bardoto
Zebra X Cavalo -> Zebróide
HISTÓRICO – BRASIL
• Jumentos são menos valorizados, utilizados
para uso de trabalho de força
• Jumentos Nordestinos estavam reproduzindo
demais e houve um grande movimento de
abate a esses animais para exportação de
carne, sendo que o Brasil é um grande
exportador de carne de equideo.
• Hoje o Jumento Nordestino está ameaçado de
extinção.
• Agronegócio do Cavalo
- Equinos destinados ao esporte
- Equinos destinados a criação
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EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO
- Equinos destinados ao lazer
- Equinos de trabalho
• Equideocultura Brasileira
- Maior rebanho de queinos na America Latina
e o terceiro mundial
- Equinos (Cavalos) + muares (mulas) +
asinos (asnos, jumentos) = 8 milhoes de
cabeças
- R$ 7,3 bilhoes, somente com pridução de
cavalos
- 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos
- Expansão da exportação alcançou 524%
entre 1997 e 2009
- Oitavo maior exportador de carne equina
(Bélgica, Holanda, Itália, Japão e França são os
principais importadores da carne de cavalo
brasileira, também consumida nos Estados
Unidos)
ÁREAS DA EQUIDEOCULTURA
• Produção e manejo
• Melhoramento e gebética
• Nutrição e alimentação
• Reprodução
• Medicina e cirurgia, doenças, sanidade e
defesa sanitária
• Hipismo
• Fisiologia esportiva
• Equitação
• Treinamento de equinos
• Comércio nacional e internacional de equinos
• Atividade esportiva
- Corrida - Equitação
- Salto - Tambor
- Enduro
- Polo - Apartação (mais comum no Sul
do BR) - Equoterapia
LEGISLAÇÃO BRASILERIA
• Não existe proibição para produção e
comercialização de carne de equídeos
• A lei é clara quanto à indicação na embalagem
sobre alimentos que contenham o produto.
• Decreto 30691, que aprova o Regulamento da
Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal – RIISPOA, estabelece no
artigo 202:
- Art. 202 – “A carne de equídeos e produtos
com ela elaborada, parcial ou totalmente,
exigem declaração nos rótulos
DENTIÇÃO
• Primeira porção do trato digestório
• Apreensão ou mastigação deficiente
• Déficit nutricional – diminuição no
desempenho
• Difere dos humanos – adultos crescem
durante a vida toda
• Desgaste contínuo – alimentos fibrosos
• Características dos dentes
- Formas
- Angulação
- Marcas
• 6 anos – impreciso (diferenças mastigatórias)
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EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO
• conhecimento da anatomia da arcada
dentária e algumas particularidades
específicas dos dentes incisivos dos cavalos,
permite avaliar a idade de cada indivíduo.
Identificar a idade por meio da dentição é
importante principalmente em animais que
não possuem o registro da data de
nascimento. Identificar a idade permite
estabelecer a expectativa de vida e utilização
do indivíduo. A simples avaliação do estado
corporal não permite estimar corretamente a
idade. Os principais indicativos na dentição
para identificar a idade de um cavalo são o
surgimento da dentição provisória ("de leite")
e da dentição definitiva, além do desgaste,
formato da arcada e forma do contorno da
mesa dentária dos dentes incisivos.
• Os cavalos machos adultos apresentam 40
dentes e as fêmeas 38 dentes, sendo que são
seis dentes incisivos na mandíbula superior e
seis na mandíbula inferior,
denominados pinças (P), médios (M) e cantos
(C). Os machos adultos apresentam
dois caninos (Ca) nas mandíbulas superior e
inferior, nas fêmeas os dentes caninos não
estão presentes ou há apenas resquícios.
Ambos os sexos possuem seis pré-molares e
seis molares.
• Os dentes incisivos possuem características
próprias, que facilitam a determinação da
idade dos eqüinos:
1ª) Na dentição provisória (dentes "de leite")
os dentes são pequenos brancos e lisos;
2ª) Na dentição definitiva (dentes
permanentes) os dentes são maiores,
amarelados e com estrias;
3ª) Todos os dentes incisivos possuem
a cavidade dentária externa;
4ª) Os dentes incisivos sofrem desgaste
contínuo durante a mastigação;
5ª) O desgaste contínuo leva ao
desaparecimento da cavidade dentária
externa, também denominado rasamento
dentário, tanto na dentição provisória quanto
na definitiva;
6ª) O contínuo desgaste nos dentes
permanentes promove o aparecimento
da cavidade dentária interna ou polpa
dentária .
7ª) O formato da arcada dentária e a forma do
contorno da mesa dentária nos dentes
incisivos são alterados com a idade. Os
animais jovens possuem a arcada dentária em
formato de semi círculo e nos animais velhos
a mesma em ângulo agudo.
O surgimento dos dentes incisivos e o
desgaste dos mesmos obedece, na maioria
dos casos, a seguinte sequência cronológica:
1ª FASE: Erupção dos dentes "de leite".
1ª semana: surgem as PINÇAS1 mês: surgem os MÉDIOS;
6 a 10 meses: surgem os CANTOS.
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EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO
2ª FASE: Rasamento (desgaste da cavidade
dentária externa) dos dentes "de leite".
- 1 ano: nas PINÇAS;
1,5 anos: nos MÉDIOS;
2,0 anos: nos CANTOS.
3ª FASE: Erupção dos dentes definitivos.
- 3,0 anos: surgem as PINÇAS;
- 4,0 anos: surgem os MÉDIOS;
- 5,0 anos: surgem os CANTOS e
simultaneamente os caninos nos machos.
4ª FASE: Rasamento (desgaste da cavidade dentária
externa) dos dentes definitivos.
- 6,0 anos: nas PINÇAS;
- 7,0 anos: nos MÉDIOS, nos dentes cantos
superiores surge também nesta idade a cauda de
andorinha;
- 8,0 anos: nos CANTOS.
• A partir de 9 anos a identificação precisa da
idade é dificultada, pois os principais indicativos
são a projeção da arcada e a consequente
mudança progressiva na forma da mesa
dentária. A arcada dentária de animais jovens é
em formato de semi-círculo
• com o avançar da idade, a arcada projeta-se
para frente em ângulo agudo e,
consequentemente, acarreta mudança
progressiva na forma da mesa dentária.
• Aproximadamente, até os nove anos o formato
da mesa dentária é elíptico
• dos nove aos 12 anos é redondo
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EQUIDEOCULTURA PACIENTE EQUÍDEO
• e a partir desta idade a
forma triangular apresenta-se, com o passar dos
anos, mais acentuada devido à projeção da
arcada dentária.
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RESENHA - IDENTIFICAÇÃO
INTRODUÇÃO
• A resenha é uma ferramenta fundamental
utilizada para identificação e reconhecimento do
cavalo tanto em competições quanto para a
obtenção de registro em alguma associação de
criadores e auxiliar o comprador frente à
identificação do equino em questão.
• É necessário então, que os elementos
característicos de cada animal sejam detalhados,
visto que eles podem ser diferenciados por um
padrão próprio de pelagem, marcação ou
particularidade.
• A resenha deve ser realizada corretamente, em
local apropriado seguindo os critérios e normas
da associação
• NOMENCLATURA ZOOTÉCNICA
• PLANO ANATÔMICO
• NOMENCLATURA DA CABEÇA
A RESENHA CONTÉM
• Sexo: Deve-se identificar o sexo do animal e se
ele é um macho castrado, um garanhão ou uma
égua. Todas as anomalias sexuais conhecidas
devem estar descritas.
• Idade: A idade do cavalo também deve ser
informada, se não houver documento que
informe a data de nascimento do animal, o
veterinário deve realizar uma estimativa através
da análise da arcada dentária.
• Altura: A medida deve ser realizada, utilizando-
se um hipômetro, a partir da cernelha, em
centímetros.
• PELAGEM: Pelagem é o revestimento formado
pelo conjunto da pele, pelos do corpo e da crina
e cauda, determinando a classificação da cor do
cavalo.
- De acordo com a Saúde Animal, foram
definidas 76 pelagens diferentes de cavalos, que
compõem diversas subdivisões, as diferentes
cores podem ser divididas em quatro grandes
grupos principais:
-> Pelagens simples e uniformes: os pelos do
corpo apresentam uma só cor, mas variações na
tonalidade podem ocorrer.
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RESENHA
-> Pelagens simples com crinas e extremidades
escuras: coloração uniforme na cabeça, pescoço
e tronco. Crina, cauda e extremidades pretas.
-> Pelagens compostas: interpolação de pelos de
duas ou três cores diferentes
-> Pelagens conjugadas: este grupo é
caracterizado por apresentar pelos brancos
como base das pelagens escuras, as quais
formam malhas ou pintas.
MARCAS CARACTERÍSTICAS
• São descritas em função da sua localização
anatômica e devem estar representadas no
gráfico
• REMOINHOS
- Conjunto de pelos que divergem ou
convergem em torno de um ponto, onde eles
mudam de direção
- Podem ser encontrados na cabeça, garganta,
pescoço, ventre, peito, garupa, membros
pélvicos.
-
Marcar com um X no local onde são encontrados
• ESPIGAS
- Quando os pelos formam uma forma
alongada a partir do remoinho.
- Quando a espiga estiver nas espáduas ou
costados são chamadas de setas, e quando
estiver na tábua do pescoço, de espada
romana
- Devem ser representados na resenha com a
letra “E”
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RESENHA
• MARCAS BRANCAS
- As marcas devem ser descritas
precisamente, podendo ser regulares ou
irregulares, mescladas (totalmente ou só nos
bordos) e despigmentadas (chamadas de
ladre)
- A ordem de descrição deve ser a seguinte:
cabeça, membros e restante do corpo.
• CABEÇA
- A descrição deve ser realizada de cima para
baixo (fronte, chanfro, focinho, lábios e
queixo) e sempre em relação aos remoinhos e
as duas linhas imaginárias, a linha mediana
(vertical) e a linha superior dos olhos
(horizontal).
- As marcas encontradas na cabeça:
-> Vestígio de estrela: é a presença de
uma pequena malha de pelos brancos na
região da fronte, sem despigmentação da
pele.
-> Estrela: marca branca na fronte do
animal, com despigmentação da pele. São
definidas e descritas de acordo com sua forma
(coração, meia lua, estrela etc.), localização,
dimensão e direção
-> Luzeiro: marca branca com pele
despigmentada que ocupa uma grande parte
da fronte, sendo maior do que a estrela.
-> Filete: uma listra fina de pelos brancos
localizada na região do chanfro.
-> Cordão: lista grossa de pelos brancos
presente no chanfro. Deve-se descrever se ele
é um prolongamento da estrela, caso não
seja, este é denominado cordão interrompido.
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RESENHA
Ele é descrito em função de sua dimensão,
direção e fim.
-> Beta: pequena mancha branca localizada
entre as narinas
-> Ladre: marca branca despigmentada na
região entre asnarinas, ligadas ao filete ou
cordão. Deve-se indicar as manchas negras
nas ladres (marbruras).
-> Bocalvo: marca branca despigmentada
que recobre as narinas e a boca do animal.
-> Bebe em branco:
marca branca que se
restringe ao lábio superior
e /ou inferior.
-> Frente Aberta: marca branca que,
normalmente, cobre a fronte, entre os olhos,
e desce, cobrindo toda a largura do chanfro e
chagando ao focinho. Ela também é descrita
de acordo com sua direção e término.
-> Malacara: marca branca que cobre toda
a fronte e o chanfro e desce em direção à
boca. Pode ser uni ou bilateral e deve ser
descrita em conformidade
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RESENHA
• MEMBROS
- Inicia-se sempre pelo membro torácico
esquerdo, seguindo para o membro torácico
direito, pélvico esquerdo e direito.
- Deve-se citar cada membro, incluindo a
ausência das marcas
- CALÇAMENTO
-> é uma marca branca com pele
despigmentada encontrado na parte inferior
do membro que dá a volta completa no
mesmo
-> Sua forma e o tamanho devem ser
precisamente descritos e relacionados com a
localização anatômica do bordo superior do
calçado
- Podem ser:
-> Sobre a coroa: pele despigmentada com
pelos brancos sobre a região da coroa do
casco
-> Baixo: encontrado entre a coroa e o
boleto/quartela.
-> Médio: tem início na cora e segue até
abaixo do joelho/jarrete.
-> Alto: tem início na cora e ultrapassa o do
joelho limitando-se a porção anterior ao
ventre do animal.
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RESENHA
-> Incompleto: Quando a mancha branca
não envolve todo o membro do animal.
-> Arminhado: Presença de pintas
pigmentadas na cor predominante do animal
no calçamento.
-> Zebruras: presença de listras
transversais nos membros do animal.
-> Manalvo: mesmo calçado nos membros
torácicos.
-> Pedalvo: mesmo calçado nos membros
pélvicos.
-> Trialvo: presença de um mesmo
calçamento em três dos quatro membros,
deve-se indicar qual membro não apresenta
calçamento.
-> Quatralvo: quatro membro
apresentando o mesmo calçamento.
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RESENHA
-> Lateral: MT e MP do mesmo lado (MTE e
MPE ou MTD e MPD) apresentam o mesmo
calçamento.
-> Diagonal: MT e MP de lados opostos
(MTE e MPD ou MTD e MPE) apresentam o
mesmo calçamento. Nesse caso, deve-se
indicar o membro torácico calçado.
- Deve-se também descrever irregularidades
na pigmentação dos cascos.
-> Rajados: cascos com listras brancas.
Deverão ser indicados na resenha, quais
membros possuem estes cascos.
-> Casco escuro: todo o casco é escuro.
-> Casco branco: Todo o casco é branco.
• CORPO
- Todas as marcas devem ser registradas,
descrevendo precisamente a região
anatômica na qual se encontrão, incluindo
cicatrizes, arreios deixados pelo uso da sela,
peitoral, coleira etc.
- Podem ser:
-> Faixa Crucial: uma faixa escura que se
estende da cernelha até o início da espádua e
é representada por um traço negro que segue
seu traçado.
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RESENHA
-> Listra de burro: uma listra que tem
início na cernelha e segue até a base da
cauda. Também é representada por um traço
negro, imitando seu traçado.
-> Celhado: cílios brancos.
-> Crinalvo: presença de crinas brancas
em animal de pelagem alazã.
-> Bragas / Bragaldo: malhas
despigmentadas encontradas na região
abdominal.
-> Cicatrizes: são representadas por uma
seta.
-> Golpe de Lança: depressão bem funda
encontrada normalmente no pescoço, nos
músculos peitorais e na ponta da espádua.
Deve ser indicada por um triângulo.
-> Marca de ferro: deve ser desenhada e,
quando se encontra ilegível, é considerada
uma cicatriz permanente, sendo indicada por
uma seta.
https://docplayer.com.br/59906971-
Particularidades-das-pelagens.html
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https://docplayer.com.br/59906971-Particularidades-das-pelagens.html
https://docplayer.com.br/59906971-Particularidades-das-pelagens.html
RESENHA
PELAGEM
Branca: Composta exclusivamente de pelos brancos
Preta: Caracterizada por pelos, crina e cauda de
coloração preta
Preto-azeviche: Quando a coloração preta apresenta
um reflexo brilhante
Alazã: Pelos, crina e cauda de tonalidade vermelha,
podendo variar de escura a amarela. A crina pode ser
de tonalidade mais clara
Alazã Amarilha: Pelos de tonalidade amarela, que
podem variar da clara à escura, com crina e cauda de
tonalidade branca ou creme
Alazã Cereja: Pelos com tonalidade vermelha,
lembrando a cor da cereja
Alazã sobre Baia (acima da baia): Cabeça, pescoço e
tronco amarelos, com crina, cauda e extremidades
avermelhadas
Alazã Tostada: Pelos do corpo, crina e cauda de
tonalidade vermelha escura, lembrando a cor do café
torrado
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RESENHA
Baia: Formado por pelos amarelados no corpo inteiro,
inclusive crina, cauda e membros, que vão de uma
mistura clara de palha de trigo até um tom muito
escuro, aproximadamente bronzeado
Variedades de baio
Castanha: Presença de pelos vermelhos na cabeça,
pescoço e tronco, com crina, cauda e extremidades
pretas.
Variedades de castanha
Tordilha: O animal tordilho se caracteriza pela
interpolação de pelos brancos em todo o corpo. Esse
clareamento é observado nas extremidades do corpo
do animal, principalmente na região da cabeça, como
o contorno dos 36 olhos, narinas e orelhas, mas
também podem surgir a partir da cauda, crina e
membros
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RESENHA
Variedades tordilho
Pampa: Caracteriza-se pela junção de malhas brancas
descoloridas bem limitadas em qualquer outra
pelagem
Variedades Pampa
Oveira: Sua principal característica é feita observando
as malhas que são irregulares e grande parte da
cabeça possui malha despigmentada, porém as
malhas do tronco excedem a linha dorsal. Na maioria
dos animais, a área despigmentada é maior que a
pigmentada
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SISTEMA RESPIRATÓRIO
INTRODUÇÃO
• Importância na medicina veterinária equina
• Relevância econômica e esportiva dos cavalos
no Brasil
• Os equinos têm o palato mole mais largo,
impedindo que esses animais respirem pela
boca. A consequência disso é que se esse
animal tenha uma obstrução nasal, eles
acabam não tendo outra opção de respiração
• Maior amplitude
• Bolsas guturais: dois sacos localizados entre a
faringe e a tuba... não se sabe ao certo a sua
funcionalidade e causam diversas
enfermidades
• A capacidade respiratória de um cavalo é
3 vezes maior que de uma vaca. Assim ele
consegue correr e ter uma menor
frequência respiratória e maior
oxigenação
• Não é fácil auscultar um cavalo, devido a
grande porção de musculatura,
principalmente na região dorsal, sendo
melhor na região ventral.
SEMIOLOGIA
• Anamnese/História Clínica
- Faixa etária
- Intolerância ao exercício
- Ruído ou tosse
- Confinado, quais instalações
- Outros animais doentes
- Vacinação
- Causas
-> Obstrução do trato respiratório superior
-> Acúmulo de secreções derivadas de
infecções passadas
-> Alergias (confinamento)
-> Sobrecarga do esforço respiratório
• Exame Geral
- Comportamento
• Padrão respiratório
- Toraco-abdominal (fisiológico)
- Dispneia
- Somente torácico: se estiver com dor no
abdômen. Ex: cólica
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SISTEMA RESPIRATÓRIO
- Somente abdominal: dor na região
torácica
- Ruídos respiratórios
• Frequência respiratória
- 8 a 12
• Sequência
- Trato respiratório superior
- Trato respiratório Inferior
• OBSERVAR
- Secreção e seu aspecto
- Odor
- Tosse seca ou úmida
- Percussão dos seios nasais
- Aumento de volume da região das bolsas
guturais
• Auscultação
- Som claro – Fisiológico- Crepitação fina -> Secreção pouco densa
- Crepitação grossa -> secreção espessa e
aderida
- Estertores
- Sibilos
• Percussão (até 7 cm do parênquima
pulmonar)
- Claro
- Timpânico
- Maciço
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
• Pneumonia é a de maior ocorrência e
impacto
• Situações de estresse – trato respiratório
superior ou inferior
- Características de Manejo
-> Elevada lotação animal
-> Transporte dos potros
-> Falta de vacinação contra adenite
equina
-> Carência de controle parasitário
• Falha na transferência de imunidade
passiva através do colostro
• Agentes causadores de doenças
respiratórias principalmente em potros
- Influenza equina
- Herpesvirus equina
- Rhodococcus equi (SOMENTE EM POTRO)
- Streptococcus equi (garrotilho)
- Parascaris equorum
• Potros com idade entre 4 e 6 meses de
idade
• Neonatos – maior fragilidade de infecções
por Rhodococcus equi
- Agente → Contaminação Ambiental
• SINAIS GERAIS
- Febre
- Prostação
- Secreção nasal mucopurulenta
- Tosse
- Disfagia
- Abcessos submandibulares
- Ruídos pulmonares e traqueais
• TRATAMENTO
- Vírus
-> Tratamento sintomatológico
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SISTEMA RESPIRATÓRIO
- Bactérias
-> Antibióticos
INFECÇÃO POR RHODOCOCCUS EQUI
• Constituinte natural da flora microbiana
intestinal dos equinos
• Oportunistas em potros
• Pneumonia grave
• Em casos de deficiência no período em que
a imunidade passiva adquiria através do
colostro está diminuída e o sistema
imunológico do recém-nascido não está
totalmente maduro.
• RODOCOCOSE
- Pneumonia abscedante e/ou enterite em
potros nos primeiros meses de vida
- Agentes causadores de pneumonia fatal
em equinos jovens de maior importância
- Idade entre 1 e 4 meses de idade
- Mortalidade em algumas regiões podem
atingir 80%
- Maior prevalência → regiões de clima
seco e com ambientes empoeirados
- Maior fonte de infecção → solo – via
respiratória
- Outras fontes de infecção → fezes das
éguas, alimentos e águas contaminados
• TRATAMENTO
- Antibioticoterapia
- Terapia de apoio → fluitoterapia,
oxigenioterapia
- O que irá determinar quanto tempo é o
estado do paciente
- SEMPRE ADMINISTRAR OMEPRAZOL
- 1ºEXEMPLO
-> Rifampicina
. 5mg/kg a cada 12 horas
. 10mg/kg a cada 24 horas
-> + Eritromicina
. 25mg/kg a cada 8 horas ou 12 horas
->Ambas por via oral
-> duração média de 4 a 8 semanas
-> Efeitos adversos: anorexia, cólicas leves
e bruxismo
->Omeprazol diário
- 2º EXEMPLO
->Sulfa e Trimetoprim
. 30mg/kg a cada 8 ou 12 horas
->+Rifampicina
. 5mg/kg a cada 12 horas
. 10mg/kg a cada 24 horas
- 3º EXEMPLO
->Enrofloxacina isolada (5mg/kg oral
a cada 24 horas)
-> ou em associação (cefiofur ou
rifampicina)
-> Sucesso para tratar potros com cultura
microbiana
-> Efeitos adversos: Claudicação,
artropatias e lesões em cartilagem articular
- 4º EXEMPLO
-> Azitromicina
. 10mg/kg a cada 24 horas, VO, 5 dias
. + de 3 a 5 doses em dias alternados
(mais antigo esse tipo de tratamento, tendo
meor resultado)
->Melhor resultado
. Claritromicina (7,5mg/kg, VO, a
cada 12 horas)
. + Rifampicina
HEMORRAGIA PULMONAR INDUZIDA
POR EXERCÍCIO
• É a doença mais comum que afeta os cavalos
durante o exercício
21
SISTEMA RESPIRATÓRIO
• Caracteriza-se pelo sangramento
(hemorragia) originado dos vasos pulmonares
durante o exercício
• Epidemiologia
- Distribuída pelo mundo
- Puro Sangue Inglês (PSI) e Quarto de
Milha (devido ao tipo de exercício)
pode ocorrer em qualquer raça que
desenvolve exercício de alta
intensidade em curto período.
- Exercício de alta intensidade
• HIPÓTESES
1. Hipertensão pulmonar pelo
exercício (estresse capilar):
aumento da pressão arterial
sistêmica, bronquial e pulmonar
durante o exercício (fisiológico) –
estresse capilar – ruptura de
capilares
2. Doenças das vias aéreas inferiores
(posteriores): ruptura de
capilares pulmonares devido ao
enfraquecimento por processos
inflamatórios
3. Forças abruptas intratorácicas
causadas por exercícios
4. Obstrução das vias aéreas
superiores (anteriores)
5. Alterações hemostáticas
6. Alterações na viscosidade sanguínea
e nos eritrócitos:
esplenocontração – sangue mais
viscoso – aumento indireto da
pressão intravascular pulmonar –
ruptura de capilares pulmonares
saudáveis
• PATOGENIA
- Rupturas de capilares pulmonares e
hemorragias causando uma queda na
performance (pode diminuir a
velocidade ou até parar durante a
corrida): durante a corrida, o animal
tem que deglutir o sangue e fecha a
glote que diminui a respiração ou
dificuldade respiratória ou devido a
tosse
- Inflamação pós corrida: com a
neovascularização há aumento da
fragilidade do vaso, menos resistentes
a pressão e fibrose com substituição de
tecido normal por fibroblastos no local
da lesão (ocorrência repetitiva)
• SINAIS CLÍNICOS
- Deglutição frequente na corrida.
- Redução súbita da velocidade e tosse
- Epistaxe uni ou bilateral (em menos
de 10% dos animais)
- Queda nas performances (relacionada
com o volume de hemorragia)
- Em 95% dos casos os cavalos podem
apresentar tão somente baixa
performace ou perda de
performace inicial
- Morte súbita (raro)
• DIAGNÓSTICO
- Anamnese
- Exames complementares: endoscopia
- deve serrealizado em no máximo 30 a
90 min após a corrida. Realizada com
cabos de fibra optica de até 13mm,
22
SISTEMA RESPIRATÓRIO
com o animal sob contenção mecânica
(cachimbo) - rigorosa observação dos
brônquios principais (carina) e região
do início dos bronquíolos, graduar 0-5
- Aspirados traqueais ou lavados
bronquialveolar: presença de
hemossideráfagos (macrófago +
hemossiderina), hemorragia 7 a 21 dias
após o episódio, contagem de
eritrócitos pelo lavado broquialveolar
• CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE HEMORRAGIA VISÍVEL
AO EXAME ENDOSCÓPICO:
1. grau O: nenhum sangue visível
2. grau: estreias de sangue
3. grau 2: mais que estreias (filetes),
porém menos que fluxo contínuo
4. grau 3: fluxo contínuo menos do que
metade da traqueia
5, grau 4: fluxo contínuo mais do que
metade da traqueia
7. Grau 5: vias aéreas lavadas com
sangue
• TRATAMENTO
- Repouso: 60 dias
- Ideal é parar de correr (em 15 a 20
dias deve recuperar)
- Hemorragia poderá recidivar assim
que o animal retomar o trabalho
atlético de alta
performance
- Diminui a pressão capilar e arterial
pulmonar (diminui o grau de
hemorragia não cura)
- Diurético: furosemida - 0,25 a 2,0
mg/kg; IM ou EV; 1 a 4 horas antes da
corrida / função anti-hipertensiva:
atribuída ao aumento da excreção de
sódio, redução do volume sanguíneo e
redução da resposta vascular do
musculo liso ao estímulo
vasoconstritor / em alguns países é
visto como doping/ primeiro deve
confirmar que realmente tem HPIE,
sendo o grau acima de I
3 permitido o uso!!!
- Furosemida → 1mg/kg ou 0,3 a 0,6
mg/kg 4 horas antes da corrida IV
- Controle das condições estressantes
de viagem
- Evitar fornecer fenos em feneleiras
aéreas
- Hidratação do animal após cada
viagem
- Broncodilatadores:
-> Clembuterol 0,8 a 3,2 mg/kg
BID, VO ou EV por 3 dias
-> Glicopirrolato 0,005 a 0,1
mg/kg IV
-> Ipatropium
-> Cromolina Sódica
DOENÇA DO NERVO LARÍNGEO
RECORRENTE
• Hemiplegia laringeana → Cavalo roncador
- Axôniopatia nervosa
- Prevalência de 77%
• Causas
- Empiema de bolsa gutural
- Micose das bolsas guturais
- Linfadenopatias
- Abcessos perineurais
- Neoplasias
- Cirurgicos
SISTEMA RESPIRATÓRIO
- Deficiencias de tiamina
• Substâncias irritantes
• FISIOPATOGENIA DA DOENÇA
- Axôniopatia distal do nervo laríngeo
recorrente,causando uma contração
muscular e com isso uma atrofia
neurogênica
- PARCIAL ou COMPLETA, as duas
causam estreitamento do lumen e
resultam em ruído respiratório
• DIAGNÓSTICO
- Intolerância ao exercício
- Ruídos respiratórios evidentes
- Estertores
- Frêmitos da região laríngea
• TRATAMENTO
- Vitamina B1 – TIAMINA
- Resolução da causa de origem
- Cirúrgico
-> Ventriculectomia (bolsa gutural)
-> Aritenopexia
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA
CRÔNICA – DPOC
• SINÔNIMOS
- Bronquite/bronquite crônica
- Enfisema pulmonar crônico
- Obstrução recorrente das vias aéreas
inferiores
• CAUSAS
- Multiplos agentes desencadeantes
- Alergênos
• SINAIS CLÍNICOS
- Dispneia → expiração forçada
- Hiperpnéia
- Relutância ao exercício
- Hipertrofia da musculatura
abdominal
- Tosse progressiva intermitente
• TRATAMENTO
- Dispor os animais em baias ventiladas
- Fornecimento de feno no chão, de
preferencia molhado
- Resolução da origem do problema
bacteriano, viral, fúngico ou parasitário
- Mucolíticos
-> Bromexina
-> Acetilcisteína
- Bronquio dilatadores
-> Clembuterol
- Antibióticos
-> Sulfadoxina + trimetoprim
-> Ceftiofur
-> Azitromicina
-> Clorafenicol
- Antiinflamatórios (inicio)
-> Corticoides
-> NÃO USAR PARA INFECÇÕES
BACTERIANAS
NEONATOS
INTRODUÇÃO
• O QUE ESPERAR LOGO APÓS O PARTO?
- Decúbito esternal: 60 s
− Ruptura do cordão: logo do momento do
parto
− Reflexo de sucção: 10 min
− Estação: 1h
− Ingestão do colostro: <2h
- Mecônico (primeiras fezes) → de 6 a 12h
após nascimento
- Micção: 4 a 18h
• Ambiente do nascimento x ambiente uterino
− Ambiente hostil
− Predadores
− Variações de temperatura
− Necessidade de independência alimentar
• Transferência de imunidade passiva
− Impedimento pela placenta → epiteliocorial
− Transferência passiva: infecções no período
neonatal
• Cuidados com recém-nascido
− Gestação e parto sem intercorrências →
égua: 11 meses; jumenta: 12 meses
− Distúrbios patológicos na gestação? →
acompanhamento intensivo do neonato por
até 48h de vida
• Sinais de parto
− Aumento da temperatura da égua
− Sudorese − Intranquilidade
− Olhar para o flanco
− Deambulação (muda os apoios)
− Ansiedade − Produção de colostro →
secreção do leite antes do parto
− Escolher o local do parto
− Rompimento da bolsa
* Bandagem pode ser feita na cauda para
facilitar a visualização e higiene do parto
• Intervenção (em último caso)
− Recoberto pelas membranas fetais
− Ruptura do cordão umbilical
− Desobstruir narinas
− Restos placentários
1 – 2h <1 sem. 1 mês adulto
FC (bpm) 80-130 70 - 100 30 – 60 28 - 40
FR (mpm 30 – 50 20 – 40 12 - 20 10 – 18
T (ºC) 37 37,2 –
38,9
37,5 –
38,5
37,5 – 38
MC 3
min)
1 – 3
• Principais preocupações iniciais
− Respiração: são normalmente hipoxêmicos
− Temperatura: hipotermia
− Glicemia: hipoglicemia
− Colostro
− Hidratação
• O que pode dar errado
− Distocia, atraso no parto
− Prematuro, dismaturo
− Alterações congênitas
− Alterações maternas
− Morte materna
− Doenças
• Sistema Apgar modificado para avaliacao de
potros
− O exame deve ser realizado entre 1 a 5
minutos após o nascimento
− Animal saudável: 7-8
− Asfixia moderada: 4-6
NEONATOS
− Asfixia severa: 0-3
• Sistema respiratório
− Primeira respiração difícil
− Massagear regiao pulmonar caso necessário
− Oxigenioterapia: 2 – 3 minutos
• Considerações
− < relação alvéolo/interstício
− Potros normais são hipoxêmicos na 1ª
semana (saturação de O2 em 92%)
− Causas de hipoxemia: hipoxemia, má
perfusão ou anemia
➢ Em geral não há cianose, a não ser que a
PaO2 esteja < 40mmHg
➢ Os potros são mais resistentes a baixa
oxigenação → menos O2 disponível no útero
+ maior afinidade da Hb pelo O2
− Não deixar os potros enfermos em decúbito
lateral por muito tempo → pode gerar
atelectasia e desigualdade ventilação-
perfusão
− Usar oxigenioterapia se PaO2 < 60 mmHg ou
SaO2 < 90% (para chegar em 80 a 110 mmHg
e 92%)
− Pesar os prós e contras da ventilação
artificial → o animal fica “preguiçoso”, porque
não tem estímulo de respirar sozinho, já que
está recebendo oxigenioterapia
SÍNDROME DO MAU AJUSTAMENTO
NEONATAL
• Síndrome de má-adaptação neonatal,
encefalopatia hipóxico-isquêmica, síndrome
das asfixias perinata
• Desordem não-infecciosa do SNC de potros
neonatos associados com anormalidade de
comportamento
• Pode ser acompanhada de disfunção múltipla
de sistemas orgânicos, principalmente
respiratório
• Parto normal e sem alterações até 24-72
horas: início com perda do reflexo de sucção −
Pode acontecer: desorientação, andar em
círculos, não reconhecimento da mãe, parece
cego, amplos movimentos (ataxia), convulsões
e morte
• Complicações: pneumonia por aspiração (forçar
o potro a mamar)
• Diagnóstico: clínico (é quase por exclusão)
• Líquor normal ou com alterações de
hemorragia (aumento de Pt e He,
xantocromia)
• Nem sempre há lesões na necropsia (edema,
hemorragia, isquemia) e não se relacionam
com a severidade dos sintomas
• Tratamento de suporte
• Se não houver comprometimentos
secundários, 80% sobrevivem
HIPOGLICEMIA
• Potros tem baixas reservas de glicogênio e
gordura
• Potros doentes tem alta necessidade
energética
• Os enterócitos não estão bem desenvolvidos
para absorver os nutrientes
• Causas
NEONATOS
- Excesso de nutrição é pior que a falta →
sobrecarga de fígado e rim, excesso de glicose
na urina
- Potros com asfixia perinatal podem ser
intolerantes a nutrição enteral por isquemia
intestinal
- Potros com reflexo de sucção alterado tem
mais chance de aspirar o alimento
- Fazer pequenos volumes mais vezes
• Potro Órfão
- Colostro
- Alimentação por leite de égua, cabra ou
sucedâneo
➢ Leite integral (750 ml) + égua (250 ml) ou
leite semi-desnatado (1000 ml)
➢ Dextrose (20 g) ou mel (2 colheres)
➢ CaCO3 (5 g)
HIPOTERMIA
• Frequência Cardíaca elevada em hipotermia
• Para elevar a temperatura há aumento do
requerimento de O2
• Fazer aquecimento externo
ISOERITRÓLISE
• 2ª gestação ou na 1ª gestação em quando há
uma lesão na placenta
• Anticorpos maternos que vão combater as He
potro
• Principalmente Aa e Qq
• Puro sangue inglês é o que tem mais
frequente
• Éguas multíparas ou transfusão prévia
• 24 a 48h de vida (até 7 dias): apatia, anemia,
mucosas pálidas/amarelas
• 1 a 2% dos potros neonatos
• Incompatibilidade do grupo sanguíneo da
égua com a do potro
• Hipersensibilidade do tipo 2:
- Colostro → ingestão de anticorpos maternos
- Periparto (hemorragias placentárias ou
durante o parto) → exposição ao grupo
sanguíneo do potro
• PATOGENIA
- Anticorpos maternos (colostro) → potro →
lise e/ou aglutinação → medula ossea não
consegue recompensar esta perda
− Anemia e hipoxemia anemia → morte
− Sensibilização da égua (produção de
anticorpos)
➢ Parto de potro incompatível
➢ Transfusões sanguíneas
➢ Anomalias placentárias (eritrócitos fetais)
− Predisposição racial: Standard breed, PSI,
muares
• Sinais clínicos
− 2 a 24 horas após a ingestão do colostro
− O quanto antes aparecer, é mais grave
− Sinais 8 a 36 horas após o nascimento:
colapso (1º) → choque, falência circulatória,
grave hemoglobinúria, elevadas taxas de
mortalidade nas primeiras horas
− Sinais 2 a 4 dias após o nascimento:
acentuada icterícia, moderada
hemoglobinúria
− Sinais de 4 a 5 dias após o nascimento:
acentuada icterícia, discreta palidez das
mucosas
NEONATOS
− Sinais gerais: fraqueza, depressão, redução
do fluxo de sucção, cansaço, palidez de
mucosas, icterícia, taquicardia, taquipneia,decúbito esternal, taquipneia, decúbito
esternal por longos períodos, septicemias,
convulsões, dispneia
• Tratamento
− Parar colostro, transfusão (hemácias da
mãe), escolha de outros doadores,
oxigenioterapia, fluidos (Hb é nefrotóxica)
− Ingestão de colostro de doadores saudáveis
− Transfusão de sangue testado (Ht < 18,
hemácias < 3 x 10 6/uL)
− Hemoglobina polimerizada ultra-pura
− Oxigenioterapia
− Corticoide (Dexametasona: 0.1 a 0.2
mg/kg)
− Anti-histamínico (Prometazina: 0.25
mg/kg)
− Antibioticoterapia → porque o animal pode
desenvolver septicemia
• Prevenção
− Testar o sangue do potro após o nascimento
− Teste do sangue do cordão umbilical +
colostro (positivo: mamar após 48 horas →
período que reduziu a absorção
gastrointestinal de imunoglobulinas)
− Testar soro da mãe antes do parto (positivo:
mamar em outra égua)
FALHA NA TRANSFERÊNCIA DE
IMUNIDADE PASSIVA
• Predisposição a enfermidades
• Contato com patógenos ambientais
• Potros podem apresentar bacteremia em 24
horas
• Maior ocorrência de onfalite, pneumonia,
diarreia, poliartrite
• Fatores relacionados a égua: agalactia, colostro
de má qualidade, ordenha precoce, rejeição,
doença materna, morte materna
• Fatores relacionados ao potro: impossibilidade
física do potro, impossibilidade ambienta,
amamentação tardia, má aborca o intestinal,
estresse (fechamento precoce dos enterócitos
especializados)
• Diagnostico
− > 800 mg/dL: adequada
− 400 – 800 mg/dl: falha parcial
− < 400 mg/dl:
− Dosagem de Ig no potro: imunodifusão
radial, eletroforese, avaliacao
imunoenzimática, aglutinação em látex,
turvação pelo sulfato de zinco
• Tratamento
− Reposição oral (até 12h)
➢ Falha parcial: 300 – 500 ml
➢ Falha total: 1 litro
− Plasma (reposição IV)
➢ 20 – 40 ml/kg → aumento 20 – 200
mg/dL
➢ Plasma > 1200 mg/dL IgG
➢ 20 ml/Kg/h
• Avaliação da qualidade do colostro
− Avaliação física
− Avaliação laboratorial
− Colostrometrô
➢ > 1060: boa qualidade
➢ 1050 – 1060: qualidade intermediaria
➢ < 1050: má qualidade
− Pré-disposição a enfermidades
NEONATOS
− Contato com patógenos ambientais
− Potros podem apresentar bacteremia em
24h
− Maior ocorrência de onfalite, pneumonia,
diarreia, poliartrite
DIAREEIAS/ENTERITES
• Geralmente entre 1 a 2 semanas e 2 meses
• Várias causas: cio do potro (5 – 14 dias) → os
estrógenos da égua entram em contato com o
potro, causado diarreia; bactérias, vírus
(rotavírus) até 6 meses, parasitas, nutricionais
(potro órfão)
• Síndrome cólica
− Causas: retenção de mecônio, uroperitônio,
úlcera gastroduodenal, obstruções intestinais
com estrangulamento vascular
− As patologias do trato digestivo são as de
maior importância na neonatologia equina,
limitações: avaliação clínica (diagnóstico),
rápida degradação fisiológica causada por
estas patologias
• Retenção de mecônio
- Fezes eliminadas na primeira defecação
− Após a 1ª mamada do colostro
− No máximo 12 horas pós-parto
− Causa principal: não administração ou falha
na ingestão de colostro (estimula o trânsito
intestinal e hidratação do paciente)
➢ Estreitamento pélvico nos potros do sexo
masculino
➢ Ausência de abertura da ampola retal
➢ Má formação congênita do aparelho
digestiva (agenesia do colón maior e menor)
− Urina: 6 – 10h após o parto (148 ml/kg)
− Mecônio: 2 – 12h → realizar lavagem
intestinal profilática com fosfato de sódio
− Compactação e endurecimento das fezes
− Causa mais comum de cólicas em potros o
Sinais clínicos
− Esforço para defecar, postura de cifose
(dorso arqueado)
− Quadro clínico grave 12 h após início dos
sinais: decúbito, olhar fixo ao flanco,
rolamento constantes (pode gerar lesões m
face), polaciúria, distensão do abdômen,
cauda erguida, sintomas de toxemia (mucosas
congestas, taquipneia, taquicardia e elevação
no TPC)
− Manifestação de desconforto abdominal
leve e progressivo, potro escoiceia, deita e
levanta com frequência
- Tratamento
−> Infusão retal (enema) com óleo mineral
ou produtos comerciais especificos
−> Retirada manual das massas fecais
−> Correção dos desequilíbrios eletrolíticos
(hipocalcemia, hipocalemia e hipomgnesemia)
−> Retenção de fezes após 6 a 12 horas do
enema? Ou quadro clínico grave? Enterotomia
• Uroperitônio e ruptura de vesícula urinária
− Ruptura da vesícula urinária (compressão no
momento do parto)
− Alterações congênitas
− Traumas em ureteres e úraco → extrema
tensão sobre o cordão umbilical e úraco
(tensão/rompimento da vesícula urinária) o
Sinais clínicos
− Início 12 a 24 horas após o nascimento
− Disúria
NEONATOS
− Polaciúria
− Postura estendida
− Taquicardia
− Taquipneia
− Depressão
− Anorexia
− Distensão abdominal
− Toxemia: convulsão, coma, morte por
uremia
− Prolapso de reto (por conta do desconforto
abdominal)
- Tratamento
→ Essencialmente cirúrgico (cistorrafia)
→Estabilização do equilíbrio acidobásico →
reposição dos eletrólitos
• Úlceras gastroduodenais
− Potros lactentes até 4 meses de vida
− Associação com animais tratados com
drogas antiinflamatórias não esteroidais (não
seletivos para COX-2)
− Ou submetidos a várias formas de estresse
(desmame, doença)
− Sinais de cólica recorrente ou crônica
- Sinais
−> Episódios recorrente de diarreia, febre e
refluxo gástrico
−> Dor abdominal → maior após
amamentação ou alimentação
− Classificação das úlceras:
➢ Úlceras inaparentes: regridem sem
problemas clínicos aparentes (necropsia)
➢ Clinicamente ativas: bruxismo, ptialismo
e decúbito dorsal
➢ Úlceras perfurantes: peritonite difusa,
profunda depressão, colapso cardiovascular,
taquipneia, taquicardia, dor e distensão
abdominal
➢ Úlceras associas com obstrução: lesões da
mucosa gástrica que se estendem do piloro ao
duodeno resultando em estenose pilórica;
caracterizada por grande volume gástrico
− Aumento do peristaltismo pode gerar →
intuspeção, vólvulo
- Tratamento
−> Sintomatológico
−> Alívio da dor
−> Diminuição da acidez gástrica (alivia o
desconforto, porque a secreção gástrica
aumenta a lesão):
Ranitidina 1.5 mg/kg BID
−> Protetor de mucosa:
Omeprazol 1 mg/kg/dia (mais fácil de
adquirir)
−> Ressecção cirúrgica: porção do estômago
acometida
− Tratamento mucosa escamosa ou
aglandular é diferente de úlceras da mucosa
glandular (secreção de muco, bicarbonato,
prostaglandina E2, fluxo sanguíneo da
mucosa, regeneração da mucosa gástrica e
fator de crescimento epitelial) − Cura clínica
não deve ser confundida com cura das lesões
− Tratamento longos (20 dias) → resolução
das lesões gástricas
− Inibidores da secreção acida
➢ Bloqueadores dos receptores H2 (tratar
em período de descanso – para tratar lesões)
➢ Tratamento de 14 a 21 dias
➢ Omeprazol: 1 a 2 mg/kg VO (1x ou 2x ao
dia)
− Antiácidos
NEONATOS
➢ Cimetidina: 6.6 mg/kg VO ou IV (4 a 6x ao
dia)
➢ Ranitidina (menos efeito colaterais): 6.6
mg/kg VO ou IV (3x ao dia)
− Hidróxido de alumínio, hidróxido de
magnésio ou ambos → podem provocar
aumento da secreção ácida (efeito rebote) em
resposta ao aumento do pH gástrico
- Protetores de mucosa
− Sucralfato (região glandular)
➢ Aderência e proteção da mucosa
ulcerada através de um material viscoso,
estimulando a liberação de prostaglandinas e
muco
➢ Ação sobre a mucosa escamosa ou
aglandular não e bem conhecida, podendo
exercer certo efeito protetor
➢ Uso associado a antagonistas H2 →
intervalo de 2h entre a administração de
ambas as drogas (Sucralfato atua em meio
ácido)
➢ 2-4 g/animal, VO, 2 a 4x por dia− Subsalicilato de bismuto
➢ Ação: formação de compostos insolúveis
através da combinação com glicoproteínas
mucopolissacarídeos da regiao ulcerada,
cobrindo-a e protegendo-a da ação do suco
gástrico
➢ Potros: 100 a 200g/animal VO
- Análogos de prostaglandina E2
−> Misoprostol
−> Inibição ácida e proteção da mucosa
gástrica
−> Pouco se conhece de seu uso em equino
- Estimulantes de motilidade
−> Prevenção do refluxo gastro-esofágico
−> Acelerar o tempo de esvaziamento
gástrico
−> Metoclopramida
➢ Dose de 0.10 a 0.25 mg/kg, IV, 3 a
4x por dia
➢ Reações adversas: distúrbios
neurológicos caracterizados por excitação
súbita
➢ Ideal: dose total seja administrada gota a
gota durante um período de 60 minutos como
uma dosagem teste
− Betanecol (melhores resultados e menos
refeitos colaterais)
➢ Doses: 0.025 a 0.030 mg/kg, SC, 3/3
ou 4/4h + manutenção VO 0.30 a 0.45
mg/kg, 3 a 4x por dia
- Tratamento cirúrgico
−> Animais portadores de obstruções
gástricas ou duodenais
−> Não respondem favoravelmente a terapia
médica
−> Exames gastroscópico e radiológico
(indicadores mais precisos e objetos da
necessidade cirúrgica)
− Exemplos: esofagogastrotomia,
gastroduodenostomia, gastrojejunostomia e
duodenojejunostomia
− Correções cirúrgicas de úlceras gástricas
perfuradas → resultados são desfavoráveis
− O sucesso do tratamento cirúrgico reside
pincipalmente em se estabelecer um
diagnóstico precoce e na manutenção da
estabilidade orgânica pré, trans e pós-
operatória do paciente
• Obstrução intestinal com estrangulamento
vascular
NEONATOS
− Potros de 2 a 4 meses
− Alteração alimentar + não amadurecimento
do intestino grosso
− Sintomas agudos: dores intensas e
persistentes
− Aumento da intensidade dos ruídos
intestinais
− Graves: atonia e distenso abdominal de
moderada a severa
− Causa mais comum: ingestão de corpo
estranho
− Cavalos possui muitas flexuras intestinais, o
que dificulta expulsão do corpo estranho
- Tratamento
−> Exclusivamente cirúrgico
−> Urgência
−> Laparotomia exploratória
−> Ressecção do segmento intestinal
−> Pré-operatório: analgésicos,
fluidoterapia, antibiótico terapia sistêmica
profilática
ONFALOFLEBITES
• Infecção das estruturas umbilicais
• Comum em animais com falha na imunidade
passiva
• Agente patogênico
- Escherichia coli
- Streptococcus zooepidemicus
- Clostridium sp.
• SINAIS CLÍNICOS
- Cordão umbilical enegrecido
- Edema
- Secreções purulentas
- Febre
- Progressão: diarreia, apatia, prostração,
anorexia e corrimentos nasais
• TRATAMENTO
- Antibioticoterapia sistêmica
-> Penicilina G benzantina – 20.000
UI/kg IM
. dependendo da dose que utiliza tem como
definir a terapêutica dela, no mercado existe
associação com outros fármacos, assim tem
como dar um intervalo diferente entre as
doses. Ex: + procaína (é 24h, porém depende
da quantidade que tem junto com a penicilina)
-> Gentamicina 2 mg/kg a cada 8 horas por
5 dias
- Tratamento local
- Antissépticos
- Antibióticos tópicos
- Curativos
- Iodo a 5% diariamente
• Anatomia do cordão umbilical
Legenda: Fotografia do funículo umbilical (fu) de feto (F) eqüino
sem raça definida (SRD), com aproximadamente 152 dias de idade
gestacional (Obs. 4). Redução 3 X. Observar a placenta (P) unida
ao feto (F) através do funículo umbilical (fu) e suas porções
justafetal (jf), média (m) e justaplacentária (jp). Fotografia do
funículo umbilical de feto eqüino sem raça definida com
aproximadamente 5 meses de gestação. Observar a disposição das
artérias umbilicais (A) e da veia umbilical (V) entremeadas por
gelatina de Wharton (GW) e duas anastomoses arteriovenosas
(av)
NEONATOS
• Persistência do úraco
Legenda: Círculo Vermelho -> urina saindo pelo canal
umbilical (uraco)
- Canal que corre junto aos vasos umbilicais
- Finalidade é eliminar a urina fetal para a
cavidade alantóidea
- A persistência ou não regressão do conduto
urinário fetal, que em condições normais se
oblitera logo após o nascimento, possibilita a
eliminação da urina através do umbigo
- Pode ocorrer regressão espontânea
- Tratamento conservador
- Tintura de iodo em solução a 2%
- Intervenção cirúrgica
- Laqueadura do úraco junto a vesícula urinária
(complicado fazer laqueadura devido ao fluxo
e risco de ruptura e causar um uropenitônio)
(essa ligadura dá para fazer video assistida)
• HÉRNIA UMBILICAL
- 0,5 a 2% dos equinos jovens
- Fatores predisponentes (genéticos)
- Tração excessiva do cordão umbilical e
infecções umbilicais (para saber o tamanho é
feita pela palpação)
-> menor que 5cm fecha espontaneamente
-> maior que 10cm tratamento cirúrgico
- Sinais Clínicos
-> aumento de tamanho
-> hipertermia (não está totalmente ligada
com o processo inflamatório, as vísceras são
fisiologicamente quentes)
-> consistência e sensibilidade do saco
herniário
-> com ou sem sinais de cólica
-> correção cirúrgica – estética
POLIARTRITE
• Sinais Clínicos
- Aumento de volume local
- Aumento de temperatura
- Relutância em andar
- Dor
• DIAGNÓSTICO
- Histórico do animal -> as vezes teve um
problema umbilical, tratou, mas depois
acometeu
- Sinais clínicos
NEONATOS
- Hemograma
- Líquido Sinovial -> se não tiver microrganismo
envolvido, tem que tomar cuidado para que
não desenvolva uma infecção ao realizar uma
drenagem. Se tiver infecção, faz a lavagem sem
medo.
- Radiografia
- Artroscopia
• TRATAMENTO
- Antibiótico intrarticular (amicacina)
- Antibiótico sistêmico
- Antiinflamatórios – AINES
- Glicosaminoglicano –> ácido hialurônico (do
tipo 2, usado para articulações)
- Repouso de 90 dias
- Pareun – amicacina
-> via intramuscular
-> cavalos adultos 15,0mg/kg PV
-> Potros 21,0mg/kg PV (peso vivo)
-> Dose única –
por até 7 dias
consecutivos
(24/24h)
-> maior que 10
ml (2 ou mais
locais de
aplicação)
Tem opção (de estudos científicos) de lavagem
intravenosa
Legenda: Locais de acesso venoso mais comumente utilizados
para perfusão regional com antimicrobianos em equinos (setas) e
local de aplicação do torniquete correspondente ao vaso utilizado
(linha pontilhada da mesma cor da seta). Veia cefálica (seta
vermelha) (A), veia safena medial (seta vermelha), veia safena
lateral (seta branca) (B), veias digitais (seta amarela e preta) (A e
B).
SEPTICEMIA NEONATAL
• Maior causa de óbito ocorre antes doa 7 dias
• Infecção uterina, placentite, entrada oral,
respiratória ou umbilical
• Depressão progressiva e envolvimento de
vários órgãos
• Manifestações variáveis
- Ex: desidratação, hipoperfusão por choque,
hipotermia, acidemia, hipoventilação –
atelectasia
• Infecção generalizada de vários órgãos
• Principal causa é a falta de imunidade passiva,
ou seja, o colostro
• Consequência
NEONATOS
- Danos irreversíveis
- Infecções localizadas
- Atraso no desenvolvimento
- Sobrevivendo por 3 a 4 dias
• Nem sempre que há infecção há aumento de
temperatura
• Diagnóstico: Hemocultura (definitivo)
• Tratamento: suporte geral e antibiótico
• Aumentar a temperatura de forma gradual
para não aumentar necessidade energética e
causar vasodilatação (desvio de sangue de
órgãos vitais)
• Rever Imunoglobulina -> mesmo com
transferência normal – há consumo
• Plasmoterapia.
• Agentes bacterianos
- Actinobacillus equuli
- Escherichia coli
- Streptococcus sp.
- Klebsiella sp.
• Sinais Clínicos
- Prostração
- Febre (não obrigatório)
- Diarreia
- Desidratação
- Apatoa
- Movimentos incoordenados
- Morte repentina
• TRATAMENTO
- Fluidoterapia
-> RingerLactato e bicarbonato
- Antibióticoterapia (amplo espectro
-> 10 a 15 dias
- Plasma 20ml/kg
-> Falha na transferência de imunidade
- Corticóides
-> 0,5mg – 2mg/kg IV – dose unica
- Heparina
-> 40UI/kg – SC TID
- Diazepan -> casos de convulsão
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• O manejo adequado das crias e mães, medidas
profiláticas de sanidade e uma boa
escrituração zootécnica são imprescindíveis
para evitar a maioria das patologias e garantir
o desenvolvimento adequado e saudável do
potro e o sucesso da criação.
SISTEMA NERVOSO
TÉTANO EM EQUÍDEOS
• Doença cosmopolita
• EUA e Europa 1%
• Brasil: 5% equinos de tração -> animais que
trabalham em carroça, carga etc.
• Mortalidade de 80%
• Exotoxinas produzidas pelo Clostridium tetani
• Bactéria anaeróbica
• Conteúdo intestinal dos herbívoros
• Contaminação fecal/contaminação do solo
• Ambiente anaeróbico – mais favorável
• Tratamento extremamente caro, longo e não
da garantia de que ele va sobreviver
• Porta de entrada
- Feridas perfurantes: ferida profunda de
pequeno diâmetro (fecha e promove ambiente
em anaerobiose)
-> comuns na sola (casco)
-> pós cirúrgicos
-> lesões cavidade oral
• TOXINAS BACTERIANAS
- Tetanospasmina
-> distribuição via hematógena para região
pré-sináptica das placas terminais motoras
-> interferência na liberação dos
neurotransmissores de glicina e ácido gama
aminobutírico
-> bloqueia os impulsos inibitórios
- Tetanolisina
-> Disseminação da infecção
-> Necrose tecidual (favorece a multiplicação
da bactéria)
- Toxina não espasmogênica
-> provável atuação a nível de encéfalo
• SINAIS CLÍNICOS
- Início dos sintomas 5 a 15 dias
- Espasticidade e tetania – posição de cavalete
- Marcha rígida
- Trismo (não é regra para cavalo)
- Hiperestesia e hiperexcitabilidade
- Orelhas eretas ou cruzadas (tesouras)
- Cauda em bandeira
- Fotofobia
- Prolapso de 3 pálpebra
- Disfagia e pneumonia aspirativa
- Decúbito (não consegue voltar em estação)
- Morte por asfixia (paralisia dos músculos
respiratórios -> tanto o diafragma quanto a
musculatura intercostal)
- Convulsões e opistótono
- Pode não ser observada lesão externa visível
(porta de entrada). Lesão no trato
SISTEMA NERVOSO
gastrointestinal pode levar ao tétano (explica
tétano sem lesão externa)
• TRATAMENTO
- Anti-tetânica (soro)
-> 300.000 a 500.000 ui ev OU 100.000
intratecal (Lombossacra ou atlanto occiptal)
- Tratar ferimento com água oxigenada, mas
muitas vezes a ferida já está cicatrizada ou
nem sequer existiu
- Antibióticos
-> Penicilina Procaína: 20.000 a 40.000
UI/kg SID por 7 dias
-> Oxitetraciclina 15mg/kg EV
- Ansiolíticos e Fenotiazínicos
-> Clorpromazina 0,5mg/kg EV ou
1,0mg/kg IM QID por 4 a 8 dias
-> Acepromazina (acepan 1%) 0,01 a
0,04mg/kg IM QID por 7 dias
-> Flunitrazepam 0,5 a 1,0mg/100kg EV ou
1 a 2 mg/kg IM TID
-> Midazolan 0,2mg/kg associado a
fenotiazínicos (acepromazona e clorpromazina)
- Cuidados Gerais
-> Baia escura e fechada, sem som
-> Ambiente tranquilo e calmo
-> Algodões nos ouvidos (diminuição de
ruídos os quais possam excitar o animal)
-> terapia com fluídos por sondagem
nasogástrica ou endovenoso
• DIAGNÓSTICO
- Anamnese (História Clínica)
- Sinais clínicos: enfermidade no início é difícil
de diagnosticar
- Exames complementarem
-> Necropsia sem alterações
• DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
- Envenenamento por estricnica
-> vários animais no local
- Tetania hipocalcemica
-> éguas prenhes com resposta ao
tratamento com cálcio
- Laminite aguda
-> não apresenta protrusão de terceira
pálpebra
- Meningite cerebroespinhal
-> depressão e imobilidade grave
- Miosite
-> histórico de aplicação de medicação
injetável, exercício físico abrupto
• PREVENÇÃO
- Imunidade após 3 a 4 semanas do reforço da
primovacinação -> repetir depois de 30 dias
- Duração de 12 meses
- Reforço anual
- Vacina: soro antitetânico 5000 UI (sc)
-> Potros: primeira dose aos 4 a 6 meses
->Adultos: uma dose + segunda dose com 30
dias e reforço anual
- Pré Cirúrgico
-> soro: toxina antitetânica – 1,500 a 3,000 UI
- Antibiótico: penicilina procaína
• PROGNÓSTICO
- Diretamente relacionado à velocidade de
evolução da mesma
-> desfavorável: evolução rápida
. quando há sinais de disfagia e decúbito
(eutanásia)
-> favorável: evolução mais lenta e branca
. 5 dias entre o início dos sinais e o
atendimento
ENFERMIDADES DA PELE
RESUMO
• As enfermidades da pele são frequentes nos
equinos
• Ptiose → por andarem em locais alagados
• Feridas traumáticas por se assustarem com
frequência e tentarem uma fuga e geralmente
há formação de tecido de granulação
• Abcessos
- O CAVALO É MAIS SENSÍVEL A CICATRIZAÇÃO →
geralmente está relacionada a aplicação errada
de medicamentos
• Habronemose: realizar o controle parasitário
• Sarcóide é o tumor mais comum em cavalos
• Melanoma em cavalos TORDILHOS é maior
• Aumento de casos em época de chuva
• EUTANÁSIA
- Dependendo da extensão e localização da
ferida, pode ser que esses animais sejam
eutanasiados
- Práticas antigas como colocar açúcar ajuda a
proliferar o tecido de granulação
INTRODUÇÃO
• Espelho da saúde do animal
• Barreira física
• Termômetro da avaliação clínica
• Termorregulação → glândulas sudoríparas
- Cavalo produz bastante suor para uma
atividade mínima, por isso as pessoas acabam
dando banho no animal com sabão (o que
retira a barreira natural) e não secam de
maneira correta o animal, acarretando na
proliferação de enfermidades
• Pelagem → valorização
ANIDROSE TERMOGÊNICA
• Alteração funcional das glândulas sudoríparas
que faz com que o cavalo não sue
• Não tem ativação quando aumenta a
temperatura corporal
• Falha na manutenção da temperatura mesmo
quando se exercita
• Sinais Clínicos
- Dispneia
- Alteração na sudorese
- Elevação da temperatura 41 a 42ºC
• Sinais Crônicos
- Alterações cutâneas
- Pele ressecada
- Escamosa
- Baixa elasticidade
• Animais de regiões frias não tem necessidade
da ativação de suor (É UMA SUPOSIÇÃO)
• Tratamento Sintomatológico
- Banhos com água fria
- Limite de exercícios físicos principalmente
em temperaturas mais baixas
- Instalações com temperatura agradável
- Soluções eletrolíticas ou NaCl isotônico – IV
- Dificuldade de diagnóstico
CONTUSÕES E FERIDAS
• Frequente em cavalos que são mais assutados
ENFERMIDADES DA PELE
• Equimose → extravasamento de sangue para
o subcutâneo – roxo – amarelo
• Hematomas → acúmulo de sangue em
determinado lugar
• Compressas frias → vasoconstrição →
imediata a lesão (se for depois de 5 dias fazer
COMPRESSA QUENTE para vasodilatação)
• Pomadas BID
• Anti-inflamatórios
• Heparinoides → aumento da circulação
sanguínea
• Drenagem → na presença de hematomas
pode formar coágulos na região
- Após uma semana para esperar o bacilo se
maturar e organizar → se outro tratamento
não funcionar
- Pode formar tecido de granulação
exuberante
• Lidocaína
• FERIDAS
- Superficiais/simples
- Profundas/compostas
- Assepticas? → dificilmente será devido o
local que o animal esta
• Debridamento
- Retirar células necrosadas e deixas as
funcionais
- Pouca resposta de cicatrização
• Tratamento local
- Antisséptico local ajuda na diminuição da
contaminação da ferida
-> água oxigenada aumenta a estimulação
de tecido de granulação
• Soro antitetânico
• Antibiótico
- Penicilina G benzatina
- 40.000 UI/kg
- IM / 72h
- Diminui a contaminação
• Alantoína - cicatrizante
- Consegue manipular em pó
• Alternaivas simples para feridas simples
• Lavar com água e sabão (neutro)
• Líquidode Dakin (Hipoclorito de sódio 0,5%)
• Permanganato de potássio 1:3000
• Conduta clínica - Feridas
• Tratamento
• Higienização da lesão
• Curativo local - Pomadas que favorecem a
cicatrização
• Cuidado com produtos ineficientes e caros
• Cuidado com produtos prejudiciais a
cicatrização - irritativos ou estimularem a
proliferação de tecido de granulaçãi
exuberante
• Prognóstico - Tratamento adequado
• Tratamento alopáticos
o Alopáticos
Iodo-povidine 0,1 e 0,2%
Água oxigenada 3%
Clorexidina
Nitrofurazona - retardo na cicatrização
Mel de abelha
Enxertos biológicos (placenta/pele)
o Fitoterápicos
- Aloe vera/Barbatimão/Calêndula/Confrey
• Feridas traumáticas
o Reparação cirúrgica
o Primaria
o Contaminação?
- Reparo tardio ou cicatrização por segunda
intenção
ENFERMIDADES DA PELE
• Tecido de granulação
HABRONEMOSE CUTÂNEA
• Habronema sp.
• Ferida de verão
• Canto interno do olho
• Linha média do abdômen
• Membros
• Dermatite parasitária
• Estação chuvosa
• Lesão - tecido proliferativo e ulcerado
• Localização - Comissura labial e medial dos
olhos, e porções distais dos membros
• Tratamento
o Tópico - Triclorfon
o Antiparasitários
o Ex: Ivermectina - pasta - 0,2 mg/kg
o Moxidectina
o Ivermectina
o Abamectina
• Cirúrgico
• Efeito dos medicamentos curtos e resistência
- Vermifugação
• Neguvon - mistura pomada para 5% e adm no
local
• Tecido de granulação exuberante
o ressecção cirúrgica
o Crioterapia
MIÍASE
• Estação chuvosa
• Fístula Perinanal
PTIOSE
• Ficomicose
• Não é fungo verdadeiro
• Zigomicose
• Micetoma
• Lesão cutânea - Instalação e proliferação do
fungo - Necrose subcutânea - Intensa necrose
eosinofilica e necrose dos vasos sang -
Granulação exuberante - Formação de fístula
com prurido vicoso - Formação de grumos
com fungos e tecido calcificado - Aspecto
multifilamentos
• Coça bastante
• Boca suja de sangue - lambe - não é regra
• Kunkers - não é comum em ruminantes, mas
sim em cavalos
• enfia seringa com água e sai por vária fístulas
• Tratamento
- Métodos químicos (antifungicos), cirúrgicos
e imunoterápicos
- Sucesso do tratamento depende do
tamanho da lesão
- Fungos verdadeiros - Parede (quitina) -
ENFERMIDADES DA PELE
- Pythium - Paredde (celulose) + Membrana
Plasmática não contém esteroides
(ergosterol)
- Relatos de tratamento: Anfotericina B,
Cetoconazol, miconazol, fluconazol e
itraconazol, composto iodínicos (iodeto de
potássio e sódio a 10%)
• Protocolo 1
o Anfotericina B sistÊmoca + tópica
o 0,3 MG/KG EM GLICOSE 5% IV diariamente
até a dose total de 350 mg/kg
o Dias alternados - até curar o animal?
o Tratamento tópico - Compressas de gazes
embabidas em soluções anfotericina B e
dimetilsulfóxido (DMSO)
o 50 mg de anfotericina em 10 ml de
água estéril e 10 ml de DMSO
• Intervenção cirúrgica
o Remoção de toda a área afetada (com
margem de segurança)
o Excisão cirúrgia + Iodeto de potássio (67
mg/kg) - 30 dias
o Evitar recorrências da lesão ou qualquer
tipo de efeito colateral
o Ressecção cirúrgica total do granuloma +
Imunoterapia específica para P.insidiosum
• Imunoterapia
o Resultados promissores
o A partir da 2° aplicação
o Rasamento das bordas da lesão com
relação à pele íntegra e a diminuição das
secreções
o Alternativa!!
o Tratamento - terapia cirúrgica +
imunoterapia + administração de
agentes antifúngicos e
antimicrobianos
• Iodeto de potássio
• Gravidade lesão e falta de opção de
tratamento → eustanásia
STAPHYLOCOCCUS AUREUS / GRANULOMA
BACTERIANO / BOTRIOMICOSE
• Nódulos de até 10 cm
• Centro firme
• Flutuante a palpação
• Fístula
• Tratamento → antibiograma
• Limpeza do local
o Antisséptico
o Pomada com base antibiótico
• Prot
o Iodopovidona - Antisséptica
o Diário x 15 dias
o Benzilpenicilina procaína (30.000 UI/kg IM)
o 24/24h - Por 10 dias
DERMATOFITOSE
• Enfermidade cutânea contagiosa mais comum
em equinos
• Estação chuvosa
• Múltiplas áreas alopécicas planas com prurido
discreto
• Lesão na base da crina e cauda, na cabeça e
no dorso
• Tratamento
o Uso tópico
o Iodo polvidine (dergemante) - 7 a 14 dias
ENFERMIDADES DA PELE
• Fungos
o Trycophyton equinum
o T. verrucosum
o T. mentagrophytes
o T. quinckeanum
o Microsporum equinum
o M gypseum
• Contagiosa
• Ambiente qiente e úmido
• Região
o Cabeça
o Pescoço
o Região escapular
o Dorso
o Crina
• Placas arredondadas
• Alopecia/acizentada
• Prurido - M.gypseum
• Diagnóstico microscópico
o Raspado de pele
o Pelos
DERMATOFILOSE
• Dermatophilus congolensis
• Estação chuvosa
• Lesões no dor - crostas
• Desprendimento de tufos de pelos após leve
tração
• Tratamento tópico
• Antibióticos sistêmicos
o Penicilinas - custo menor e as vezes
uma única dose resolve
SARNAS
Introdução
• Ácaros - espécie específico
o Sarcoptes scabbei eqio
o Psoroptes equi
o Chorioptes equi
• Prurido
• Lesões eczematosas
• Contagiosa
• Contato direto/indireto
• Regiões
• Cabeça/Orbitas/Orelhas/Lábios/Tábua do
pescoço
• Psoroptes - cauda e
crina/mamas/inguinal/axilar
• Chorioptes - Quartela
• Tratamento
- Banhos
- Noguvon - Asuntol
- Amitraz - NUNCA - cólica - parada em
atividades -ver na composição dos
medicamentos
- Ivermectina - dúvida se funciona - só a
ivermectina não funciona
FOTOSSENSIBILIZAÇÃO - DERMATITE SOLAR
• Brachiaria humidícola - não somente ela causa
• Fotossensibilização secundária - hepática
• AST/GGT
• Retirar animal do local/ Identificar o que está
causando
• Tratamento
ENFERMIDADES DA PELE
- Evitar que seja exposto a luminosidade solar
- Ingestão de substâncias fotossensibilizantes -
identificar e tirar
- Corticoides sistêmicos
- Local
o Pomadas (corticoides)
o Antibióticos - infecção secundária
• Fotossensibilização primária
- Estação chuvosa
- Lesões eritematosas e ulcerativas - áreas
despigmentadas
- Tratamento - pomada cicatrizante - keravit,
alantol
Manter animal protegido do Sol
DERMATITE DE QUARTELA
• Face posterior de quartela
• Instalações com condições sanitárias ruins
• Claudicação
• Crescimento anormal do casco
• Tratamento
- Higiene do ambiente
- Pedilúvio - Permanganato de potássio -
1:3000 durante 5 min
- Glicerina iodada 10% - adere ao local
- Antibiótico
- Anti-inflamatório
DERMATITE ALÉRGICA
• Diagnóstico
• Epidemiologia
o Jovens?
o Estação chuvosa?
• Achados clínicos
o Clínico e terapêutico
• Histopatológico - dermatite perivascular
superficial eosinofílica
• Sinais clínicos
- Áreas de prurido intenso
- Alopecia
- Presença de crostas
- Diferença da sarna - Sarna vai ter mais de um
infectado
• Tratamento
- Baia telada
- Vaporização de inseticidas a base de
cipermetrina - ambiente
- Pulverização com óleo de citrolena
(2x/dia/animal) – animal
PÊNFIGO FOLIÁCEO
• Raça QM
• Múltiplas placas crostosas com bordos
elevados
• Hipotricose a alopecia
• Lesões não pruriginosas
• Distribuição generalizada
• Pouco comum em equinos - principalmente
enfermidade autoimune
• Complexo de enfermidade autoimunes
• Pênfigo vulgar e pênfigo paraneoplásico (raro)
• Perda da aderência dos ceratinócitos da
epiderme
• Eua - Frequentemente diagnosticada em
equinos (1,85% das dermapatias)
ENFERMIDADES DA PELE
• Doença em si não causa prurido, é mais
infecções secundárias
• Diagnóstico
- SEpiderme (pústulas subcorneais com células
acantolíticas e presença de espongiose e
exocitose)
- Derme (infiltrado neutrofílico perivascular)
• Tratamento
- Glicocorticóides
- Ex: Prednisolona (3 mg/kg/dia vo) - uso
constante
- Shampoos ou sabonetes a base de enxofre
ou de ácido salicílico)
ABSCESSOS
• Localizaçãovariada (cernelha, membros,
pescoço)
• Abscessos de cernelha - Sorologia para a
brucelose
• Stapphyloccocus spp.
• Sinus (absecessos associados a corpos
estranhos)
o Tratamento cirúrgico
o Drenagem e curetagem
o Fragmento de arame ou madeira
o Antibiótico tópico
• Doenças infecciosas - capa verde
• Cernelha - mal do jerimum
NEOPLASIAS
• Sarcoide - Mais frequente
• Tumor único
• Região de membros e cabeça
• Tratamento
- Ressecção cirúrgica
• Carcinoma de células escamosas, sarcoide -
principal, melanoma
- CCE - geralmente regiões despigmentadas
o Cabeça
o órgãos genitais
o Múltipla localização
o Terceira pálpebra
• Remoção cirúrgica
• Criocirurgia
o 60%
• Auto-hemoterapia
o 10 ml sangue IM/ 1x sem. / 4x - estímulo
de ac
• Melanoma
o Pelagem tordinha
o Tratamento cirúrgico
o Eutanásia - evolução muito rápida
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO
IMPORTÂNCIA SOCIOECONÔMICA DOS EQUÍDEOS
NA REGIÃO NORTE
• Aumento de rebanhos na região norte e com
isso teve um aumento da quantidade e
importância dos cavalos para uso nesse
rebanho
• EQUIDEOCULTURA BRASILEIRA
- Equinos (cavalos) + muares (mulas) +
asininos (asnos/jumentos) = 8 milhões de
cabeças
INTRODUÇÃO
• Características:
- Estômago pequeno → capacidade gástrica
reduzida. Por ser uma presa, ele precisa ser
veloz, por isso come em pequenas porções e o
estômago se adaptou
- Ceco de tamanho maior.
-> possui duas válvulas (ílio cecal e ceco
cólon)
-> função a degradação e fermentação da
celulose, também tem atuação na digestão e
absorção da ingesta de origem vegetal
- Cólon ventrais tem saculações, os dorsais
ficam mais em cima anatomicamente.
-> função de armazenar e absorver grandes
quantidades de líquidos (FEITOSA, 2008), além
de outras funções distintas, pois antes da
flexura pélvica ocorrem processos
fermentativos, e nas regiões dorsais além de
promover a fermentação, tem por principal
função o deslocamento aboral da ingesta
- Intestino Delgado: Duodeno, Jejuno e íleo
-> Fisiologicamente, é no intestino delgado
onde ocorre a digestão química e absorção
dos nutrientes, secreção de enzimas pelo
pâncreas, sais biliares vindo do fígado, e os
enterócitos que também atuam na digestão
química (FRANDSON; WILKE; FAILS, 2011).
- Intestino Grosso: Ceco, Cólon e Reto
AVALIAÇÃO DO PACIENTE EQUINO COM
CÓLICA
• Principais enfermidades: Cólica, Abdômen
agudo e Síndrome cólica
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO
• Nem todas as cólicas só têm origem no
sistema reprodutivo, ou sejam também em
sistema digestório
• Cólica: dor em órgão oco → TG ou não
• Abdômen Agudo: gástrico ou intestinal →
peritonite ou não
• Síndrome: sinais ou sintomas com mais de uma
causa
• EPIDEMIOLOGIA
- Acomete mais cavalos estabulados
ETIOLOGIA DA CÓLICA
• Monogástrico / herbívoro
• Ingestão constante – 12 a 14h/dia
• Atualmente → Baias / Confinados
• Movimentos limitados
• Concentrados 2 ou 3 x dia → sobrecarga
estomacal e calórica em pouco tempo
• Transtornos Gastrointestinais → quando
altera questões de alimentação, local etc.
AVALIAÇÃO CLÍNICA
• Exame clínico do sistema digestório de equinos
- Emergência → independente do grau de dor.
Avaliar até os medicamentos utilizados para
dor, pois podem alterar fisiologicamente. Não
se deixar levar pela avaliação clínica após
medicação.
-> Avaliar a mucosa (ex: se estiver cianótica
→ prognóstico reservado ou desfavorável →
pode ser uma desidratação alta)
-> qual intervenção faz primeiro?
. Fazer o animal parar de rolar → pode
acontecer torção dos órgãos, fratura de
vísceras. COMO? Andar com o animal
. Fazer sondagem e conferir se está no
sistema gastrointestinal
- Atenção contínua até a resolução do
problema
- Atendimento veterinário EXCLUSIVAMENTE
- Buscar diagnóstico
-> Identificação
-> Anamnese
-> Exame físico
-> Exames complementares
• Anamnese
- Frequência de alimentação / quantidade /
qualidade (para saber se teve uma sobrecarga
gástrica)
- Cólicas recorrentes?
-> cólicas por questões de úlceras são
recorrentes
-> Enterólitos
- égua meses finais da gestação
- Garanhão em estação reprodutiva?
-> hérnia escrotal
- Cirurgias prévias?
-> se foi cirurgia relacionada ao intestino
pode ter estenose do lúmen intestinal devido
a cicatrização.
-> aderências
- Desverminação
-> no Brasil é mais raro
-> animais que nunca receberam medicação
de verme
-> diagnóstico diferencial em necrópsia
- Estado sanitário da baia
-> relação com ingestão de areia, restos de
alimentos (fermentados)
- Aspecto das fezes
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO
-> indicativo de desidratação → fezes
ressecadas
• Alterações Comportamentais
- Esticar-se
- Ajoelhar-se
- Escavar o chão
- Decúbito frequente ou tentativas frustradas
de deitar-se
- Rolar pelo chão
- Debater-se de forma descontrolada
- Depressão ou excitação
- Olhar ansioso e repetido para o flanco e
abdômen
- Bruxismo e resposta/sinal de flehmen
- Sede espúria = brincar com água sem beber
-> avaliar se o animal está deglutindo, ir ao
lado esquerdo do animal e avaliar.
- Escoicear
- Inapetência
- Tenesmo vesical (espasmo no esfíncter da
bexiga) (parece que quer defecar/urinar)
- Sudorese
- Ereções (“brincando” com o pênis,
demonstra dor)
• AVALIAÇÃO DA BOCA
- Agitação frequente de cabeça
- Sialorreia
- Disfagia
- Diminuição da ingestão de alimentos →
deixam alimento no cocho
-> dente fraturado, pontas dentárias
- Emagrecimento crônico
- Úlcera de boca
- Lesão na língua → muitas vezes causado
pelo próprio veterinário
Abre boca de hausmann
-> abertura da boca pegando na língua
- Mau posicionamento dos dentes que podem
provocar lesões na mucosa oral
- Cavalos que possuem alguma disfunção na
boca devem passar por avaliação a cada 6
meses
- Avaliar a mucosa e tpc
***cavalo tem tártaro? Nãaaaaaao →
alimentação a base de fibras
- Halo cianótico → indicativo de animais com
septicemia
• AVALIAÇÃO DO ESTÔMAGO E ESÔFAGO
- Capacidade gástrica reduzida
- 8 – 15 L – na prática fica 2/3 preenchidos
-> limita ainda mais em colocar algo.
-> Colocar somente 5L para não
sobrecarregar o estômago quando for fazer
uma lavagem
- Esvazia-se entre 6 e 8 vezes por dia
- Sondagem nasogástrica
-> método de diagnóstico e de terapia.
-> Diagnóstico → método de palpação
indireta/ao passar sonda o conteúdo
retorna/lavagem gástrica
- Endoscópio longo
-> úlceras → diagnóstico
• Inspeção do contorno abdominal
- Serve para entender o acúmulo de gases
- Região do ceco (lado direito)
- Se tiver muito acúmulo das alterações em
todos os órgãos
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO
• AUSCULTAÇÃO ABDOMINAL
- Grande importância
- Sons → refletem atividade intestinal
- 4 quadrantes
- Borborigmos intestinais
- Quadrante superior direito → atividades
íleo-cecal e cecócólica
• Palpação Retal
- 1/3 caudal da cavidade abdominal
- Tem um risco extremo, caso tenha
rompimento de reto é óbito
- Avaliar:
-> quantidade e consistência das fezes /
mucosa retal
-> posição fisiológica das alças intestinais /
órgãos
-> distensões abdominais
• Sondagem Nasogástrica
- A passagem da sonda ajuda
- Como diferenciar se a sonda passa pelo
esôfago ou traqueia
ESÔFAGO TRAQUEIA
Leve resistência a
passagem
Não há resistência
Cavalo pode tossir → não
confiar
Observa a sonda descendo
pelo sulco jugular
esquerdo
Não se observa a sonda
Ao aspirar pela sonda o
esôfago colaba-se e ao
assoprar distende-se
Somente é possível palpar
traqueia
Estômago → odor da
ingesta
Refluxo de gases
estomacais
Não há odor- Medir a sonda antes de colocar: pegar a ponta e
medir do lado de fora até mais ou menos o esôfago
para fazer uma marcação.
1. Passe o tubo no meato ventral.
2. Quando introduzir o tubo na narina chegará
próximo da faringe.
3. Deixe o animal engolir o tubo
4. Avance o tubo pelo esôfago
5. Se vier um cheiro de alimento, está no local correto
ENFERMIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO
- Pegar a sonda/mangueira, antes de colocar no
animal para lavagem, pegar um recipiente com 5 litros
ou uma garrafa pet de 2 L, contar quantos segundos a
mangueira com água demorou para encher aquele
recipiente, assim tem uma margem de quanto tempo
para encher o estômago com no mínimo 5 L
- Esvaziar o estômago retirando pela sonda o
conteúdo
• PARACENTESE ABDOMINAL
Representação da introdução de uma agulha de calibre 18 de 1,5
polegadas para a coleta do fluido peritoneal suficiente para
análise.
Fonte: The equine acute abdomen, 3ª edição
- Líquido peritoneal
- Região caudal e ventral ao processo xifoide
- CUIDADO
-> Punção alça intestinal (contaminação da
amostra e peritonite)
- Pode-se realizar uma pequena incisão com
bisturi e colocar o
cateter
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA
CÓLICA ESPASMÓDICA
• Desconforto abdominal agudo
• Etiologia
- Várias causas (sem comprovação)
- Alterações no sistema neurovegetativo
- Estresse
- Alimentos deteriorados estragados
• PATOGENIA
- Alteração no sistema neurovegetativo
- Há uma contração espasmódica da
musculatura lisa do trato gastrointestinal
- Essa contração vai causando aumento na
intensidade dos movimentos de segmentação
e propulsão com posterior isquemia e
alterações celulares
-> dor, taquicardia, taquipneia
- 1ª FASE: Hipermotilidade (pode causar
vólvulo, torção, intussuscepção)
- 2ª FASE: espasmo da musculatura intestinal
levando a dor
• SINAIS CLÍNICOS
- Dor súbita → moderada a severa
- Intercalado de momentos de tranquilidade
(água e alimento) → em seguida vem a dor
novamente
- Auscultação abdominal: som hipersonoro e
metálico
- Eliminação de gases e aumento no número
de defecações (diarreia)
• SOBRECARGA GÁSTRICA
- Dilatação gástrica por
-> excesso de alimento
-> ingestão de alimentos fermentáveis
-> processos obstrutivos na região do piloro
TIMPANISMO
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA
ALIMENTOS NÃO INGERIDOS → FERMENTAÇÃO → DILATAÇÃO
ABDOMINAL → REDUÇÃO DO PERISTALTISMO
• Hiperfermentação do conteúdo cecal –
desequilíbrio da flora de fermentação
• Etiologia
- Administração de antibióticos → doses
elevadas por longos períodos
- Erro de manejo nutricional: excesso de
carboidratos
-> Ex: limite – 1kg de ração / 100 kg PV
• Timpanismo Intestinal
• Timpanismo Cecal
• PATOGENIA
- Aumento da ingestão de carboidratos →
hiperfermentação → aumento da produção
de gases
- Crescimento de Lactobacillus spp e
Streptococcus spp → ácido lático (morte de
bactérias GRAM NEGATIVAS)
-> Liberação LPS → endotoxemia
-> Lesão no endotélio vascular – exposição
colágeno subendotelial – adesão plaquentária
– formação de microtrombos e êmbolos –
retenção na microcirculação do casco –
LAMINITE
- Aumento da produção de gases – distensão
do ceco – DOR
- PROBLEMÁTICAS
1º Ruptura e morte por peritonite
2ª Liberação de adrenalina (dor) –
vasoconstrição – predispõe LAMINITE
• SINAIS CLÍNICOS
- Abdome distendido (fossa paralombar direta
/ quadrante superior direito)
- Distensão severa – todos os quadrantes
- Percussão (digito-digital ou martelo
plessimétrica): auscultação de pings (alça
distendida com gás e líquido)
- Palpação retal: verifica-se ceco distendido
-> tomar cuidado, romper e óbito
CÓLICA TROMBOEMBÓLICA
• Lesões causadas pelo parasito Strongylus
vulgaris nas artérias mesentéricas
• Etiologia
- Strondylus vulgaris por erros no programa de
vermifugação (manejo extensivo)
- Entram no sistema vascular, causam
obstrução do sistema sanguíneo causando
necrose
• Epidemiologia
- Principal cólica em criações extensivas
- Manejo parasitário incorreto (deve-se fazer
esquemas de vermifugação)
- Comum em sistema de criação extensivo
devido ao manejo sanitário indevido, ou seja,
não se faz vermifugação de maneira correta
• PATOGENIA
- Ingestão das larvas nas pastagens
- No intestino grosso vão para corrente
sanguínea, as larvas obstruem o fluxo
sanguíneo devido o aglomerado delas
causando um trombo ou embolo arterial
- OBSTRUÇÃO – ISQUEMIA – NECROSE
- Hipovolemia
- Endotoxemia
- Colapso Cardiovascular (24 a 48h)
- Óbito em 48 horas
• Sinais Clínicos
- Mucosas congestas (endotoxemia)
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA
• DIAGNÓSTICO
- Podem ser achados de necropsia sem ter
desenvolvimento de cólica
- Necrópsia
-> trombos na artéria mesentéricas (inicia-se
a partir do rim e seguindo as artérias)
-> o trombo gera uma dilatação das artérias
nessa região
-> a alça necrosada e enegrecida (cólon ou
ápice do ceco)
CÓLICA POR COMPACTAÇÃO
• Acúmulo de alimentos em qualquer parte do
TGI
• Bloqueio total ou parcial do trânsito do
conteúdo intestinal
• Realizar uma hidratação intestinal
• ETIOLOGIA
- Geralmente dado por alimentos de baixo
valor nutricional
- Baixa ingestão de água
- Água com areia (SALOSE)
- Intoxicação por amitraz → hipomotilidade
(não se deve usar em equinos)
-> Sinais iniciam 1 a 2 horas após o uso de
amitraz
COMPACTAÇÃO EM LOCAIS ONDE HÁ DIMINUIÇÃO DO LÚMEN:
CÓLON TRANSVERSO, FLEXURA PÉLVICA (FLUXO DORSAL)
• PATOGENIA
- Obstrução parcial ou total
- Distensão → dor
- Isquemia → Dificuldade de perfusão
- Ruptura
- Peritonite
• SINAIS CLÍNICOS
- Dor leve a moderada intermitente (a dor é
mais intensa quando a onda peristáltica passa
pelo local)
- Palpação Retal
-> Prova do braço positiva (somente
presença de muco na luva) → não é todo
cavalo que terá esse sinal
-> Fezes ressecadas e com muco em
pequenas quantidades
DESLOCAMENTO E TORÇÃO
• FATORES PREDISPONENTES
- Poucos pontos de fixação do intestino
- Movimentação das alças intestinais
• FATORES DESENCADEANTES
- Alterações dos movimentos intestinais
- Diarreias
- Movimentos intestinais bruscos
-> EX: Rolamento
• CONSEQUÊNCIAS
- Obstrução da passagem do conteúdo
intestinal
- Prejuízo a irrigação sanguínea
- Morte tecidual
- As lesões são mais graves conforme a
proximidade ao estômago
- Torção da raiz do mesentério
• SINAIS CLÍNICOS
- Dor intensa e incontrolável
- Rápida evolução clínica (deterioração do
estado clínico)
- Vólvulo do intestino delgado
CÓLICA POR ENTEROLITÍASE
• Enterólitos = cálculos intestinais encontrados
no IG (cólon menor)
PRINCIPAIS TIPOS DE CÓLICA
• COMPOSIÇÃO
- Sais fósforos e magnésio precipitados num
pequeno núcleo
- Pequenos pedaços de plástico, borracha,
esponja, arame e pedriscos
- Tamanho, peso e número variável
-> 5 a 15 centímetros de diâmetro
-> 200g a 3,6kg
-> velocidade de formação é desconhecida
• PATOGENIA → multifatorial
- Elevado consumo de proteína e magnésio
- Alimentação com Alfafa e Farelo de trig
TERAPÊUTICA NA SÍNDROME CÓLICA EM EQUINOS
DECISÃO CIRURGICA / INDICAÇÕES
CIRURGICAS PARA O EQUINO COM CÓLICA
• Início repentino
• Rápida evolução do quadro clínico
• Dor persistente e refratária a analgésicos
• Ausência de resposta ao tratamento clínico
• Distensão abdominal severa
• Ausência de motilidade intestinal
• Refluxo gástrico persistente
• Anormalidades na palpação retal
• Fluido abdominal com presença de sangue
OBJETIVOS DO TRATAMENTO
• Redução da dor
• Restauração da motilidade → diminuir os
espasmos
• Correção e manutenção do equilíbrio hídrico-
eletrolítico e ácido-base
• Prevenção/Tratamento da endotoxemia
ANALGESIA
•Flunixin-meglumine
- 1,1mg/kg IV ou IM, 1 a 3 vezes por dia
• Dipirona
- 5 a 25mg/kg IM ou IV até 4x/dia
• Alfa 2 Agonistas
- Detomidina 0,02 a 0,04 mg/kg EV
- Xilazina 0,2 a 1,1 mg/kg EV ou IM (analgesia
e severa sedação por 10 – 40 minutos)
• Butorfanol
- 0,02 a 0,08 mg/kg
ANTIESPASMÓDICOS
• Espasmos
• Dor
• Obstrução simples
• N-butilescopolamina
• Bloqueio colinérgico
• Relaxamento a atonia mm. Lisa
• Não é toda cólica que tem que dar!!!
• Dose: 0,2 a 0,3mg/kg IV
- Buscopan – Dipirona +
Escopolamina → 10 a 30 mg/kg IV
DECOMPRESSÃO
• OBRIGATÓRIO!
• Sondagem nasogástrica
- Eliminação de gases
- Retirada do refluxo enterogástrico
- Auxilia no retorno do peristaltismo
TIFLOCENTESE
• Eliminação de gases
• Antissepsia cirúrgica
• Cateter 14 a 16G
• Local: fossa paralombar direita, entre a última
costela e tuberosidade ilíaca
• Consequências: pode ser que se estiver muito
dilatado ele rompa e cause peritonite,
septicemia.
SEMIOLOGIA DO SISTEMA LOCOMOTOR
INTRODUÇÃO
• Grande importância
• Composto por tecidos moles e duros
• MANIFESTAÇÃO DE DOENÇA
- Anormalidade no andar ou no
posicionamento
− Tumefação nos tecidos moles
− Dor localizada
− Atrofia muscular → o animal protege o
membro lesado ao se movimentar, fazendo
com que ocorra uma atrofia muscular
• ANAMNESE
− Início da claudicação?
− Duração dos sinais clínicos?
− Se a claudicação teve aparecimento súbito
ou gradativo? Se sabe a acusa da claudicação
ou tem relato de trauma?
− A evolução da claudicação?
− Se o grau de claudicação se altera durante o
período de trabalho?
− Se o proprietário notou aumento de volume
ou alteração na postura do animal?
− Se o animal foi casqueado e ferrado
recentemente?
AVALIAÇÃO DAS CLAUDICAÇÕES
• Definição: anormalidade ao andar
• Tipos: membros em suspensão, membro de
apoio, mista
• Exame visual com o cavalo em repouso
− Realizada antes da palpação ou manipulação
− Avalia a conformação e detectará
anormalidades
• Grau de Claudicação
− Grau 0: claudicação não perceptível em
nenhuma circunstância
− Grau 1: a claudicação e vista quando o cavalo
está ao trote, mas não ao passo
− Grau 2: a claudicação é percebida ao passo,
mas não há movimentação de cabeça
associado a esta
− Grau 3: a claudicação e obvia ao passo, com
movimentação característica de cabeça
− Grau 4: impotência funcional do membro
• Exame Visual durante exercício
− Andar durante o exercício
SISTEMA LOCOMOTOR
− Superfície para o exame de claudicação
− Movimentação da cabeça: membro pélvico,
membro torácico, bilateral
− Deslocamento vertical da tuberosidade
coxal
− Elevação glútea
• CASCO
❖ Visual
− Forma do casco
− Conformação
− Altura do talão
− Fendas na parede
− Descargas de exsudato na sola
− Ferrageamento inadequado
INFLUÊNCIA DO ESPORTE
• CORRIDA
- Características: animais jovens de 5 a 7 anos,
alta velocidade, estresse e fadiga
- Principais Lesões: fraturas por estresse,
tendinite do flexor digital superficial, desmite
do suspensor do boleto, fraturas de carpo e
sesamóides distais
• SALTO
- Características: alto impacto após salto,
obstáculo
- Principais Lesões: síndrome do navicular,
tendinites, fraturas de carpo
• ENDURO
- Características: percursos de longa distância,
pisos duros ou com pedregulhos, fadiga
- Principais Lesões: miosites, osteíte, lesões no
casco, laminite, fraturas por estresse
• APARTAÇÃO
- Características: balanço e giro sobre os
membros posteriores com força e torque,
batidas intermitentes com os membros
anteriores
- Principais Lesões: contusão de sola nos
membros anteriores, fraturas em falanges,
artrite
• TAMBOR E LAÇO
- Características: velocidade e giro
- Principais Lesões: artrite boleto, fratura de
falange, síndrome do navicular
• RÉDEAS
- Características: influência do treinador e
treinamento sobre o tipo de problema
apresentado; esbarro
- Principais Lesões: tendinites,
tendossinovites, miopatia fibrótica,
osteoartrite tarsal
EXAME DO CASCO
• PALPAÇÃO
- Rodede Coronário
-> Local onde ocorre broca e/ou gavarro
-> Calor, dor e inchaço são palpados, sendo
comum a drenagem de material purulento
nos animais afetados
SISTEMA LOCOMOTOR
• EQUIPAMENTO PARA O CASCO
- Faca de Casco
-> Limpeza do casco: retirar o excesso de
sola, explorar rachaduras e remover tecidos
de regiões doloridas
- Martelo
-> Localização de regiões dolorosas
-> Percussão → produção de som oco
- Pinça
-> indica local exato da dor
-> alivia pressão
-> estabelece drenagem
-> deve ser aplicada sobre o terço central da
ranilha para produzir pressão direta sobre a
região do osso navicular
• INSPEÇÃO
- Teste da prancha
-> indicado para síndrome do navicular
-> Teste da prancha para detectar a dor
causada pela extensão da porção distal do
membro
EXAME DA QUARTELA
• INSPEÇÃO
- Aumento de volume da articulação
interfalângica proximal
− Cicatrizes de feridas localizadas
− Aumento de volume
• Palpação e manipulação
− Verificar dor
− Detectar crepitação
− Tensão aplicada no ligamento colateral que
apoia as articulações do boleto e as
interfalângicas na tentativa de identificar
trauma e torção
EXAME DO BOLETO
• INSPEÇÃO
− Espessamento da capsula = fibrose
− Distensão da cápsula = efusão
− Espessamento e distensão da bainha
• PALPAÇÃO
− Avaliar o grau de espessamento
− Presença de dor
− Existência de massas fibrosas ou ósseas
• Teste de flexão do boleto
− Detectar redução do movimento
− Detectar dor
− Resultado positivo ou negativo
− O teste é realizado estendendo-se o carpo e
flexionando a articulação do boleto por 1
minuto e a claudicação é avaliada
− No caso do animal não apresentar dor, o
indicado é realizar por 1 minuto e depois
colocá-lo para andar e avaliar o movimento
EXAME DO METACARPO/ METATARSO
• PALPAÇÃO
− Busca de calor, dor e inchaço, associados a
periostite dos metacarpos/metatarsos
− Palpação das faces mediais dos ossos
metacárpicos/metatársicos
− O boleto é flexionado para que a superfície
medial dos ossos possa ser palpada
− Em casos de fratura, ocorre resposta
dolorosa à palpação
SISTEMA LOCOMOTOR
EXAME DO CARPO
• INSPEÇÃO
− Espessamento da capsula articular
− Distensão das bainhas do tendão extensor
− Tumefação no aspecto dorsal
• PALPAÇÃO
− Tumefações
− Efusões
− Dor
− Sustentando o peso e elevando
− Fraturas dos pequenos ossos
− Lesões nos tendões
• Teste de flexão do carpo
− Flexão simples da articulação
− Flexão mais drástica
− Resultado positivo ou negativo
EXAME PORÇÃO SUPERIOR DO
ANTEBRAÇO
• Rádio, cotovelo, úmero, ombro, articulação,
escápula-umeral
• INSPEÇÃO
− Atrofia muscular → dano nervoso
− Artrite no ombro
• PALPAÇÃO
− Avaliar os ligamentos colaterais
− Detectar dor ou mobilidade de uma fratura
− Observar articulação do ombro
• Teste de flexão, extensão e abdução das
porções superiores dos membros anteriores
− Teste positivo: dor, claudicação induzida ou
exacerbada
− Extensão do ombro
− Extensão do cotovelo
EXAME DO TARSO (JARRETE)
• Inspeção
− Distensão da articulação tarsocrural
− Espessamento da cápsula articular fibrosa
− Proliferação óssea nas articulações distais
do tarso
− Distensão da bainha társica
− Inflamação do ligamento plantar longo
− Luxação do tendão do flexor digital
superficial
− Tumor caloso na ponta do jarrete
• Teste do deslocamento patelar
− Negativo = flexiona a soldra (joelho)
− Positivo = incapacidade de flexionar o
membro (membro em extensão/rígido)
MÚSCULODA PORÇÃO PROXIMAL DO
MEMBRO
• INSPEÇÃO
− Atrofia
− Tumefação
• PALPAÇÃO
− Agudos = dilaceração e hematoma
− Crônicos = fibrose e ossos (consistência)
SISTEMA LOCOMOTOR
EXAME DO DORSO E DA PELVE
• Cavalos de solto, de adestramento clássico,
marchadores e troteados
• Relutância e incapacidade em realizar uma
atividade normal
• Baixo desempenho
• Recusa em aceitar carga pesada
• Atrofia muscular
• Assimetria da musculatura
• Rotação da pelve
• INSPEÇÃO
− Atrofia por desuso da musculatura
− Desvio ou perda da altura da cernelha
− Nódulos localizados
− Perda de pelos
− Alturas desiguais das tuberosidades sacrais
e coxais
• PALPAÇÃO
− Palpado firmemente com os dedos
− Ao longo da linha média
− Cernelha
-> Agudo = dor
-> Crônico = crepitação por fratura,
pequenos fragmentos ósseos
• Teste da mobilidade do dorso
− Correr uma caneta
− Movimento livre bem relaxado
− Rigidez do dorso
− Relutância em flexionar o dorso
– Ausência de flexão
EXAMES COMPLEMENTARES
• Anestesia diagnóstica
• Artrocentese
• Artroscopia
• Ultrassonografia
• Radiografia
• Termografia
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O método ideal não existe, mas sem dúvida seria
aquele que tivesse as seguintes características:
➢ Não-invasivo
➢ Simples na execução e na mobilização de pessoal
para realizá-lo
➢ Rápido para não trazer desconforto aos animais em
condições adversas
➢ Baixo custo operacional
➢ Preciso, cujo poder de resolução diagnóstica fosse
bastante confiável
➢ Capacidade de alcance a todas as regiões do
equino, principalmente as áreas proximais
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
RABDOMIÓLISE POR ESFORÇO
• SINONÍMIA
− Miopatias relacionada a exercícios ou
esforços
− Mioglobinúria paralítica
− Rabdomiólise por esforço
− Mal da segunda-feira
− Miosite
− Síndrome do cavalo atado (“tying up”)
− Síndrome da rabdomiólise por esforço
• ETIOPATOGENIA
- Fatores Relacionados
-> esforço excessivo
-> desequilíbrio eletrolítico
-> deficiência de Vitamina E e Selênio
- Fisiopatologia
-> Exercícios continuados → metabolismo
anaeróbio → liberação de ácido lático
−> Ácido lático acumulado → lise de células
musculares
−> Excesso de ácido lático circulando →
acidose metabólica
−> Mioglobina → filtração renal → lesão em
estruturas tubulares → mioglobinúria
- Fatores Predisponentes
-> Causas adquiridas: exercício extremo,
ultrapassando o condicionamento do animal,
deficiência de energia nas células musculares
• SINAIS CLÍNICOS
- Casos Leves
-> Baixa performance
-> Discreta restrição e movimentos
- Casos Graves
-> Animal não se desloca
-> Podem chegar a óbito
- Sinais Gerais
-> Músculos com consistência firme
−> Aumentados de volume
−> Intensa sudorese
−> Taquipneia
−> Taquicardia – dor
−> Hipertermia
−> Relutância em se movimentar
−> Posição de decúbito
−> Ansiedade
−> Mioglobinúria
−> Desidratação
−> Colapso circulatório
• DIAGNÓSTICO
- Histórico
- Sinais Clínicos
- Exames complementares
-> US -> Biópsia Muscular
-> Termografia
-> Determinação do status eletrolíticos
(soro, excreção urinária)
-> CK
❖ Lesão muscular aguda
❖ Pico de elevação de 4 a 6 horas
❖ Reduz após 12h
-> AST
❖ Pico de elevação em 24 horas
❖ Se mantém elevado por dias ou
semanas
• TRATAMENTO
− Aliviar a ansiedade e a dor muscular
− Corrigir o desequilíbrio hídrico e acido-
básico
− Fluidoterapia: 100 a 150 ml/kg
− Evitar o comprometimento renal
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
− Não é recomendado usar AINES, porque
causa sobrecarga renal
− Relaxantes musculares: Dantrolene sódico 2
mg/kg SID
− Ansiolítico: acepromazina 0,04 mg/kg TID
(não usar em pacientes desidratados, porque
causa vasodilatação periférica e queda da PA)
− Metocarbamol 15 a 25 mg/kg IV
− Tiocolchicosido
− DMSO: IV ou local do edema
− Antioxidantes: vitamina E e selênio
− Compressas quentes
• PREVENÇÃO
- Dietas adequadas
- Exercícios controlados
- Programa de treinamento
- Fisioterapia
• ANALGESIA
- Flunxim Megluminw (1,1 mg/kg)
- Fenilbutazona (2,2-4,4mg/kg)
- Cetoprofeno (0,5 mg/kg)
- Butorfanol (0,01 -0,02 mg/kg) associado à
Xilazina (0,3-0,6 mg/kg) ou Acepromazina
(0,02 - 0,04 mg/kg)
- Detomidina (0,005 - 0,02 mg/kg)
LOMBALGIA
• ANATOMIA
- 7 cervicais
- 6 lombares
- 18 torácicas
- 5 sacrais
- 15 a 21 coccigenas
• Pode ser Primária ou Secundária
• Causa importante para a queda de
desempenho atlético em equinos
• Tamanho e biomecânica complexa dificultam
o diagnóstico e tratamento desta
enfermidade
• EXAME DO DORSO
- Histórico detalhado
- Exame físico da coluna e pélvis avaliando dor
- Exame ortopédico e neurológico
- É um exame difícil e deve ser feita a inspeção
com o animal em repouso, avaliando:
-> Atitude
-> Comportamento
-> Simetria
-> Atrofia
-> Musculatura
-> Curvatura da coluna
-> Desvio de cernelha
• SINAIS CLÍNICOS
- Alteração de comportamento
- Relutância em recuar, andar, saltar
- Afundamento da região de sela
- Assimetria muscular
- Claudicação sem alterações de membro
- Ranger de dentes
- Queda de desempenho
• DIAGNÓSTICO
- Histórico e achados clínicos
- Radiografias
- Bloqueios regionais termografia
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
- Ultrassonografia – discos invertrebais
• TRATAMENTO
- 24 a 48 horas - crioterapia
- Terapia com calor
- AINES - FENILBUTAZONA, CETOPROFENO,
NAPROXENO
-> 4mg/kg/VO; 2,2 mg/kg/iv; 10 mg/kg/vo
- Relaxantes musculares:
-> metocarbamol (8-12 mg/kg)
-> dandrolene (2,5 a 5,0 mg/kg - VO)
ARTRITE SÉPTICA EM EQUINOS
• É a inflamação de uma articulação
• A artrite séptica e a síndrome de osteomielite
são as piores enfermidades do mercado
equino
• A Artrite séptica é o problema mais grave
observados nas articulações de equinos
• Etiologia
- Infecção sinovial
- Traumas, feridas
- Injeções intra-articulares
- Infecções pós-operatórias
- Onfalopatias
• CLASSIFICAÇÃO
- Adquiridas: traumáticas e hematológicas
- Iatrogênicas: infecção cirúrgica
(osteossíntese e artroscopia) – staphilococcus
áureos
- Injeções diagnósticas ou terapêuticas
• SINAIS CLÍNICOS
- Efusão articular
- Claudicação
- Distensão articular
- Dor
- Febre
- Crepitação
- Aumento da temperatura local
PERGUNTA: doenças podais como laminite,
podem ser uma das causas?
RESPOSTA: sim, mas caso ocorra, a inflamação
seria nos BOLETOS.
• DIAGNÓSTICO
- Histórico + sinais clínicos
- Aspiração do líquido sinovial
- Radiografia, USS e artroscopia
- Anamnese
- Exame de claudicação: dor, aumento de
volume e calor
- Diagnóstico por imagem
- Raio X: área de lise óssea, proliferação
periosteal
- Ultrassom: líquido heterogênico, observação
de gás, alterações de linha de cartilagem
- Líquido Sinovial: células leucocitárias >
30.000 cels/UI (100 a 200 mil cel/UI) →
proteína > 4g/dL (dosagem de lactato, glicose
sérica e sinovial, PCR e Ph)
• TRATAMENTO
- Antibióticoterapia sistêmica
- Drenagem e repouso articular
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
- Lavagem cirúrgica
- Antiinflamatório
- Condroprotetores → sulfato de condroitina
- Perfusão Regional
1. estabilizar paciente (controle da dor,
proteção da região)
2. Coleta de material para avaliação de
cultura
3. Antibioticoterapia sistêmica e local
4. Lavagem e desbridamento
5. Antibióticos (estudo retrospectivo,
associações em gram positivo e negativo)
6. Uso sistêmico e local
7. Idade do animal (lesão renal, aumento da
dose de ATB, distúrbiosgastrointestinais)
- Atenção ao uso de fármacos de última
geração
- Lavagem articular
• USO DE ANTIBIÓTICO LOCAL
- Injeção sinovial
- Aplicação a cada 24 horas
- Pequenos volumes, 4 a 6 aplicações
- Concentrações sinoviais e ossos adjacentes
similares a perfusão regional
- Intravenosa ou Intraóssea
- Pico de concentração de 25 a 100 vezes
- Vários antibióticos sem efeitos sistêmicos
- Aplicação com intervalos de 24 a 72 horas
- Necessário a sedação do animal
- Amicacina – 125mg a 2g
- Gentamicina – 0,5 a 1g
- Penicilina potássica – 1g
- amplicilina sódica – 1g
- Cftiofur – 1g
- Bainha e articulação
- Várias administrações diárias (TID ou QID)
- Infusão Contínua – 1/3 do volume do
antibiótico sistêmico em 24 horas
- Manutenção por períodos prolongados
FÍSTULA DA REGIÃO CORONÁRIA
• Lesão profunda – secreção de pus
• Traumas perfurantes → gravetos, pedras,
perfuração de sola
• Quadro clínico:
- Claudicação de apoio
- Aumento de volume
- Presença de secreção e dor a palpação
• TRATAMENTO LOCAL
- Perfuração de sola
- Líquido de dakin na fístula
- Glicerina iodada 10%
- Água oxigenada
- Retirada do corpo estranho
- Pedilúvio (sulfato de magnésio)
• TRATAMENTO SISTÊMICO
- Soro anti tetânico
- AINES → fenilbutazona, meloxicam
- Penicilina G benzatina por 3 dias
• ETIOLOGIA
- Fistula da região coronária
- Infecção da linha branca
- Corpo Estranho
- Ferrajeamento
• SINAIS CLÍNICOS
- Claudicação aguda
- Aumento da amplitude e frequência do
pulso arterial
- Edema na região coronária
- Dor ao exame de pinça
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
• DIAGNÓSTICO
- Histórico
- Exame físico, Raio x, USS
- Bloqueio anestésico
LAMINITE EM EQUINOS
• É o processo inflamatório que atinge o tecido
laminar dos pés
• É uma enfermidade muito debilitante da
extremidade distal dos equinos,
extremamente dolorosa e potencialmente
mortal que, na maioria dos casos termina com
a carreira desportiva do cavalo
• Segunda causa de morte depois de cólica
• Tratamento muito prolongado e caro
• Prognóstico reservado
• Com relação a sua carreia desportiva, é muito
raro conseguir curar esses animais, eles não
voltam a realizar o esporte
• OBJETIVOS
- Reconhecer sinais clínicos precocemente
- Identificar as causas e suprimi-las e os
fatores de risco
- Prevenir
- Manejo do cavalo laminítico
• FATORES PREDISPONENTES
- Excesso de ingestão de alimento rico em
carboidratos ou fibras rapidamente
fermentáveis
- Endotoxemia/septicemia: alterações
gastrointestinais, retenção
placentária/metrite, pleuropneumonias
- Esforço mecânico
• CONSTITUIÇÃO HISTOLÓGICA
- Tecido laminar
-> lamelas epidérmicas → camada externa
-> lamelas dérmicas → camada interna
• ETIOPATOGENIA
- Dietética
-> SOBRECARGA DE CHO
-> fermentação cecal → aumento da
população de bactérias Gram + (lactobacilos e
Streptococcus) (produção de endotoxinas)→
produção de ácido lático → cai o pH cecal e
ocorre a morte de bactérias Gram neg com
liberação de LPS (produção de endotoxinas) e
causa LAMINITE
- Infecciosa
-> Ação bacteriana consequente a
disfunções gastrintestinais
-> a maior parte de laminite de forma aguda
são decorrentes de disfunções gastrintestinais
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
. Cólica, enterites, injúria estrangulativa,
injúria obstrutiva → morte de bactéria gram
negativa → liberação de LPS – endotoxinas
- Mecânica
-> Teoria Traumática
-> o cavalo realiza uma força excessiva e
causa uma resposta inflamatória e
consequentemente uma lesão das lâminas e
elas causando uma outra resposta
inflamatória sistêmica.
A teoria isquêmica sugere que ocorre a
alteração da perfusão na extremidade distal
do membro, que desencadeia a disfunção
metabólica e estrutural laminar. Inicialmente,
há uma hipoperfusão por venoconstrição,
edema laminar, abertura das anastomoses
arteriorvenosas, gerando isquemia e,
posteriormente, necrose das interdigitações
lamelares e falha biomecânica (STOKES et al,
2004). Associado a isso, há o aumento da
pressão hidrostática dos capilares e da
resistência vascular, migrando líquido dos
capilares para o interstício e aumentando a
pressão intersticial, o que causa colapso dos
capilares e isquemia (STOKES et al.,2004). A
pressão aumentada, no interior do casco,
afeta a circulação sanguínea também,
auxiliando para a ocorrência da isquemia. As
anastomoses arteriovenosas na banda
coronária fazem com que ocorra o by-pass,
reduzindo mais a circulação sanguínea. Dessa
forma, ocorre a necrose e separação das
lâminas sensíveis e insensíveis, com rotação
e/ou afundamento da falange distal (STOKES
et al., 2004).
- Problemas Metabólicos
• SINAIS CLÍNICOS
- Fase Aguda → 12 a 48 horas
-> taquicardia
-> aumento do TPC
-> o cavalo aparece estancado
-> acidose metabólica
-> hipertensão
-> aumento de catecolaminas, cortisol
-> pode ser confundido com tétano (o
diferencial é o animal ter passado por uma
cirurgia), rabdomiose.
-> claramente o animal está desconfortável
e com dor
-> urgência
-> surgimento rápido
-> relutância ao se deslocar
-> alternância de peso nos membros
-> dor ao pinçar os cascos
-> aumento de temperatura e pulso digital
-> edema de coroa
-> ansiedade
-> tremores musculares
-> aumento da transpiração
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
-> claudicação evidente
-> dor
-> relutância em se movimentar
- Fase Crônica → 48 horas de dor contínua
-> a problemática de fase crônica é a lesão
necrótica e isquemia
-> rotação de terceira falange
-> apoiar os membros/cascos sobre o talão
-> deformidade no casco
-> escara de decúbito (tende a deitar, rolar,
para ter um conforto maior)
• DIAGNÓSTICO
- Histórico + Exame físico
- Sinais Clínicos
- Hemograma completo → avaliar a questão
infecciosa
- Bioquímica sérica → diferenciar de outras
enfermidades
- Radiografia em série → acompanhar e
avaliar
-> Exame Radiográfico – Rotação de 3
falange
Com essa rotação, a falange vai perfurar a
sola e causando dor e desconforto
• TRATAMENTO
- Tratamento de suporte físico do casco
(normalmente é com ferrageamento) +
tratamento médico
- Ácido Acetil Salicílico – 10 a 20 mg/kg VO →
cuidado com problemas gástricos, tem que
usar associado um protetor gástrico
- Vasodilatadores periféricos
-> Isoxsuprime 0,6 mg/kg a cada 12 horas
-> Pentoxifilina 8,5 mg/kg VO a cada 12
horas
- Acepromazina 0,4mg/kg IV
- DMSO – 1g/kg IV diluído
- Heparina 100UI/kg a cada 6 horas
- Biotina e metionina → usados para o
restabelecimento do casco
- Em fase aguda
-> tratar a causa primaria
-> colocar o casco em balde de gelo
. só na fase aguda, pois diminui o
desconforto e dor, na fase crônica já está
ocorrendo uma vasoconstrição
-> redistribuição das forças no casco
-> aliviar peso nas lâminas
-> redistribuição do peso na palma
-> suporte na ranilha (sola)
-> avaliar ação do tendão flexor digital
profundo
-> Terapia antiinflamatória
-> vasodilatadores
-> cama altas
-> quanto mais tempo deitado melhor
-> Antiinflamatórios e antiálgicos
. Fenilbutazona, Cetoprofeno e Flunixin
meglumine
. colocar o animal em baia confortável
- Fase Inicial
-> sobrecarga de grãos
. óleo mineral ou vaselina 2 a 4 L de 4 a 6
horas → tem pouco efeito, mais voltado para
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
o animal ter uma diarreia e ele eliminar os
grãos no ceco
-> colocar para comer capim
-> Duchas frias e Pedilúvio com felo
. Heparina → objetivo de evitar a formação
de trombos
. Acepromazina40 mg/kg 24 a 72 horas →
deixar mais calmo, mas cuidado com o risco
de priaprismo peniano
. DMSO → antiinflamatório e aumento de
permeabilidade entre membranas
- Fase Crônica
-> prevenir danos a falange distal
. Fenilbutazona, Cetoprofeno e Flunixin
meglumine
. baia confortável
. antibióticos sistêmicos
. bandagem com antisséptico
. ferrageamento corretivo
- USO DE FERRADURAS
-> Restabelecer paralelismo entre terceira
falange e casco
-> distribuir peso pela palma, ranilha e
barras (sola/casco)
-> reduzir efeitos de alavanca na pinça
-> dar suporte nos talões → reduzir efeito
tendão flexor digital profundo
-> Terapia multimodal
AINIES, opioides, opioides + alfa2agonistas,
lidocaína, anticonvulsivantes, cetamina,
anestesia locorregional
TENDINITE EM EQUINOS
• É o processo inflamatório que acomete os
tendões e suas bainhas sinoviais
• Anatomia e Fisiologia
- São junções de fibras de colágenos e elastina
e glicosaminoglicanos (matriz extracelular)
- Tem uma disposição helicoidal
- Resistência e elasticidade
• Fatores Predisponentes
- Treinamentos forçados
- Fadigas musculares
- Mal ferrageamento
- Natureza do solo
- Peso
- Defeito de aprumos
- Lesões podais
• FISIOPATOGENIA
ACIDENTE -> TRAUMA <- HIPEREXTENSÃO
- Lesão macroscópica → lesão cutânea e do
tendão → descontinuidade dos feixes de
colágeno
- Lesão Microscópica → lesão dos feixes de
colágeno e vasos nutridores → hipóxia
tecidual → degeneração dos tecidos → perda
da capacidade tensora
- Essas lesões podem gerar Rupturas total ou
parcial
• SINAIS CLÍNICOS
- Claudicação de apoio
- Elevação do boleto
DOENÇAS DO SISTEMA LOCOMOTOR
- Aumento de temperatura, volume,
tumefação
- Dor a palpação
- Fibrose
- Desmite interóssea (ligamentos)
• DIAGNÓSTICO
- Exame físico → inspeção e palpação
- Ultrassonografia
-> localização da lesão
-> mensuração da extensão da lesão
-> gravidade da lesão
-> monitoramento da reparação da lesão
-> aumento das áreas hipoecóicas
-> perda da uniformidade e da linearidade
-> no ultrassom se oberva 3 → LATFDP TFDP
TFDS
- Termografia
-> emissão do calor → inflamação
- Tomografia Computadorizada
- Ressonância Magnética
• TRATAMENTO
- Fase do processo
- Repouso (muitas vezes só o repouso já
resolve questões de tendinite)
- Bandagem compressiva → pessoa
capacitada, ensinar ao tratador como fazer,
para que não dificulte a circulação do local
também
- Gelo → 20 minutos
- Tratamento com antiinflamatório
-> passou de 3 dias tem que usar com
protetor gástrico
-> Fenilbutazona, Cetoprofeno, Flunixin,
Meloxicam, DMSO
- Ultrassom Terapêutico
- Laserterapia
- Fisioterapia
- Termoterapia
- Massagem terapêutica
- Tratamentos mais atuais
-> matriz extracelular da bexiga de porco
-> células tronco → mesenquimatosas
-> FC – plasma rico em plaquetas (ajuda no
processo de cicatrização)
-> Ácido hialurônico – local
-> Desmotomia do ligamento acessório do
TFDS (check superior)