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Profa. MSc. Valérie Gomes
UNIDADE II
Fundamentos Históricos
de Enfermagem
 A enfermagem é uma profissão que possui uma compreensão ampla da realidade, ou seja, 
uma compreensão das necessidades humanas na integralidade do ser e em seu contexto 
social. Devido ao seu potencial visionário para explorar novos campos sociais, não há 
necessidade de se submeter aos tradicionais espaços de cuidado, nos quais, na maioria das 
vezes, prevalece a noção de doença.
 As teorias de enfermagem são auxiliadoras no processo de 
reflexão crítica, ajudando o enfermeiro com base em 
referenciais teóricos que possibilitam interligar com a realidade 
da população-alvo, tornando-se, assim, eficaz a 
implementação da Sistematização da Assistência de 
Enfermagem, já que essas teorias contribuem para a 
elaboração de técnicas sólidas de conhecimento científico.
Teorias da enfermagem
 Nasceu em 12 de maio de 1820 na Itália, criada em família rica. Contra a vontade da família 
foi estudar na Alemanha em uma escola de enfermagem, pois já sentia a vocação para 
cuidar do outro.
 Devido à falta de enfermeiros(as) na Guerra da Crimeia, na Rússia, foi compelida a ajudar 
nos campos de guerra. 
 Teoria Ambientalista: 1-Limpeza, 2- Ventilação, 3- Iluminação, 4- Calor, 5- Ruídos, 6-Odores, 
7- Alimentação.
Teoria de Florence Nightingale
 O Dia Internacional da Enfermagem é comemorado na data do seu aniversário, 12 de maio.
 “A lâmpada a óleo” - Simboliza a enfermagem, representando a ideia: “A luz que a 
enfermagem trás à escuridão da doença e do sofrimento.”
 Reforma sanitária da Índia, Inglaterra, nas melhorias práticas de saúde do povo indígena, 
das condições de higiene. Organizou, limpou, humanizou e conseguiu reduzir por 21 meses, 
a mortalidade de 42% para 2% entre os feridos de guerras.
Teoria de Florence Nightingale
 Nascida em 1º de setembro de 1909, faleceu no dia 17 de março de 1999, com 89 anos, 
devido a complicações de um acidente vascular cerebral.
 Ocupou vários cargos de liderança em enfermagem, especializada na área da psiquiatria, 
sendo reconhecida internacionalmente como uma das principais autoridades em 
enfermagem. 
 Teoria de relações interpessoais - Conjunto de fenômenos que permitem a troca de 
informação entre duas ou mais pessoas. A comunicação interpessoal, entendida como um 
momento de encontro/troca, determina a qualidade da relação.
Teoria de Hidegard Peplau
Fonte: autoria própria.
Enfermeiro x
Paciente
Tratamento
individualizado
Importância das relações
interpessoais entre
enfermeiros e pacientes
para obter um maior
cuidado com cada paciente
Necessidade de identificar
a individualidade e
necessidade de
cada paciente
 Nascimento: 30 de novembro de 1897, Kansas City, Missouri, EUA. Falecimento: 19 de 
março de 1996, EUA. Formou-se na Escola de Enfermagem da Universidade de Columbia.
 Desenvolveu a Teoria das Necessidades Básicas da Enfermagem.
 As 14 necessidades incluem: respiração, alimentação, eliminação, movimentação, sono e 
repouso, vestir-se, higiene, temperatura corporal, comunicação, crenças e valores, trabalho e 
atividades de lazer, integridade da pele, evitar perigo, crescimento e desenvolvimento.
Teoria de Virgínia Henderson
 Nasceu em 12 de maio de 1914 em Dallas, Texas. 
 Em 1936 formou-se enfermeira na Escola de Enfermagem do Hospital Geral de Knoxville.
 Teoria Geral dos Sistemas  Em sua teoria, Martha engloba o campo de energia do 
paciente, no qual o profissional pode ter sensações que indicam se o paciente se encontra 
em desequilíbrio energético, essa teoria preconiza a promoção de uma interação harmoniosa 
entre o homem e o seu ambiente.
Teoria de Martha Rogers
 Callista Roy, nascida em 14 de outubro de 1939 em Los Angeles, Califórnia. Destacou-se 
como religiosa, teórica, professora e autora influente na enfermagem estadunidense. 
Influenciada pela mãe, também enfermeira, desde cedo compreendeu a importância dos 
cuidados aos doentes. 
 Teoria da adaptação  Tanto indivíduos quanto a sociedade estão em constante interação 
com o ambiente, afetando seu desenvolvimento, comportamento e bem-estar. Ela enfatiza a 
importância da mudança ambiental na adaptação a situações variadas. Na sua teoria, um 
conceito-chave são os estímulos, considerados gatilhos para respostas adaptativas, dos 
quais ela descreve três tipos principais.
Teoria de Callista Roy
 Estímulos focais: são aqueles que impactam diretamente a pessoa, de modo interno ou 
externo. São os principais desencadeadores de respostas adaptativas e mudanças. 
 Estímulos contextuais: são os outros estímulos internos ou externos que influenciam 
positivamente ou não a situação, não sendo o foco principal. 
 Estímulos residuais: são os fatores, internos ou externos, nos quais os efeitos na situação 
podem não estar claros, não serem facilmente identificados ou não ter consciência
sobre eles.
Teoria de Callista Roy
Sobre a teoria que corresponde à enfermeira Florence Nightingale, assinale a alternativa 
correta:
a) Teoria Geral dos Sistemas.
b) Teoria Ambientalista.
c) Teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB).
d) A Teoria do Autocuidado.
e) Teoria da Adaptação.
Interatividade
Sobre a teoria que corresponde à enfermeira Florence Nightingale, assinale a alternativa 
correta:
a) Teoria Geral dos Sistemas.
b) Teoria Ambientalista.
c) Teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB).
d) A Teoria do Autocuidado.
e) Teoria da Adaptação.
Resposta
 Nasceu em 15 de julho de 1914 em Baltimore (Maryland) nos EUA. 
 Iniciou sua carreira como enfermeira estadunidense na Escola de Enfermagem Providence 
Hospital Washington – EUA. 
 Teoria do autocuidado  Revela que cada um tem a capacidade e a responsabilidade de 
cuidar de si. Os enfermeiros estão presentes para auxiliar a desenvolver essas habilidades, 
dar apoio quando necessário. 
 O que é o autocuidado?  É a prática de ações que visem à manutenção de uma vida 
saudável; busca pelo bem-estar.
Teoria de Dorothea Orem
 Autocuidado: Orem define autocuidado como a capacidade do indivíduo de realizar 
atividades de cuidado pessoal para manter sua própria saúde e bem-estar. Essas atividades 
incluem alimentação, higiene, exercícios, descanso e sono, e atividades sociais e 
recreativas.
 Déficit de autocuidado: ocorre quando o paciente não consegue atender às suas 
necessidades de autocuidado devido às limitações físicas, mentais ou emocionais. O papel 
do enfermeiro, nesse caso, é identificar e suprir esses déficits, fornecendo cuidados diretos 
ou facilitando a aquisição de habilidades e recursos necessários para o autocuidado.
Orem propõe três sistemas de enfermagem:
 Sistema de apoio e educação: indivíduos podem exercer suas 
funções, mas precisam de assistência.
 Sistema parcialmente compensatório: o enfermeiro e o 
paciente desempenham medidas de cuidado. 
 Sistema totalmente compensatório: o indivíduo é incapaz de 
engajar-se nas ações do autocuidado.
Teoria de Dorothea Orem
 Nascida em 30 de janeiro de 1923 no Iowa, EUA. 
 Com formação em enfermagem, mestrado e doutorado, ela destacou-se na enfermagem 
médico-cirúrgica de adultos, ocupando cargos de relevância gerencial e política.
 Teoria do alcance de metas  baseia-se no fato de que “o centro da enfermagem é a 
interação do ser humano com seu ambiente, o que leva os indivíduos a um estado de saúde, 
que os torna capazes de funcionar dentro de seus papéis sociais”
Teoria de Imogene M. King
 Nasceu em 13 de julho de 1925.
 Formou-se em 1948 na St. Anthony’s School of Nursing. Fundou em 1984 a Transcultural 
Nursing Society.
 Em 1978, publicou a obra Cuidar: uma necessidade humana essencial.
 Teoria do cuidado cultural  Compreensão da cultura na prática de enfermagem; a cultura 
influência na saúde; os cuidados devem ser individualizados; empatia, compaixão e respeito 
mútuo; importância da competência cultural na enfermagem.Teoria de Madeleine Leininger
 Nasceu nos Estados Unidos, Virginia Ocidental, em 10 de junho de 1940.
 Teoria do cuidado humano  Tem como objetivo fazer os pacientes obterem um 
atendimento melhor e mais humanizado. 
 Principais fatores: sistema de valores altruístas; valorizar o sistema de crenças e a 
esperança; sensibilidade com os outros e consigo; confiança e cuidado; apoiar a expressão 
de sentimentos negativos e positivos; utilizar-se de criatividade em uma solução 
individualizada de problemas; processo de ensino-aprendizagem transpessoal; promover um 
ambiente de restauração física, emocional, social e espiritual; promover o acesso às 
necessidades básicas humanas de modo digno e integral; estar aberto aos aspectos 
existenciais e espirituais do processo de cuidado e cura.
Teoria de Jean Watson
 Nascida em 11 de agosto de 1926, Belém, Pará.
 Formou-se em enfermagem pela USP em 1948.
 Teoria das Necessidades Humanas Básicas.
Teoria de Wanda Horta
Fonte: autoria própria.
01 02 03
04 05
FISIOLÓGICAS SEGURANÇA SOCIAL
STATUS - ESTIMA AUTORREALIZAÇÃO
Necessidades para a
sobrevivência
“Controle” em vários
quesitos da vida
Vínculos
Confiança, conquista
e outros
Moralidade e solução
de problemas
 A hierarquia de necessidades de Maslow é uma 
teoria da psicologia proposta por Abraham 
Maslow em seu artigo A teoria da motivação 
humana, publicado em 1943.
Teoria de Wanda Horta
Realização
pessoal
Estima
Social
Segurança
Fisiologia
Fonte: autoria própria.
Segundo a Teoria das Necessidades Humanas Básicas, de Dorothea Orem, que usou a 
pirâmide de Maslow como base de sua teoria, qual a ordem de hierarquia instituída na pirâmide 
de Maslow? 
a) Fisiologia  Realização pessoal  Estima  Segurança  Social.
b) Realização pessoal  Segurança  Social  Estima  Fisiologia.
c) Segurança  Fisiologia  Estima  Realização pessoal  Social.
d) Fisiologia  Segurança  Social  Estima  Realização pessoal.
e) Estima  Fisiologia  Segurança  Realização pessoal  Social.
Interatividade
Segundo a Teoria das Necessidades Humanas Básicas, de Dorothea Orem, que usou a 
pirâmide de Maslow como base de sua teoria, qual a ordem de hierarquia instituída na pirâmide 
de Maslow? 
a) Fisiologia  Realização pessoal  Estima  Segurança  Social.
b) Realização pessoal  Segurança  Social  Estima  Fisiologia.
c) Segurança  Fisiologia  Estima  Realização pessoal  Social.
d) Fisiologia  Segurança  Social  Estima  Realização pessoal.
e) Estima  Fisiologia  Segurança  Realização pessoal  Social.
Resposta
 Na organização do trabalho em saúde, em que predomina a divisão do trabalho, couberam 
historicamente ao enfermeiro as faces do trabalho da Enfermagem que lhe conferem um 
status de trabalho intelectual. Contudo, esse trabalho não é autônomo, sua intelectualidade 
está submetida a fazer funcionar o trabalho da Enfermagem e o da saúde. Dada sua 
submissão, por vezes não consegue gerir objetivos da própria Enfermagem, e sim aqueles 
impostos externamente, na maioria das vezes, longe dos preconizados como ideal, tanto 
pela escola quanto pelos organismos competentes (Rodrigues; Zanetti, 2000).
A prática assistencial e a demanda administrativa
 Entre o processo formativo e o mercado de trabalho, há uma diferenciação que se tenta 
ajustar por meio do processo de enfermagem e das várias teorias de enfermagem. Para 
conquistar o local de autonomia e responsabilidade pertinente ao enfermeiro, refletimos 
sobre ter autonomia como uma das grandes buscas do ser humano na instauração da 
solidez de suas práticas profissionais, entretanto, no convívio social, seu exercício ganha 
complexidades advindas da relação com o próximo.
A prática assistencial e a demanda administrativa
 Uma das tentativas de delimitar a autonomia profissional da enfermagem está na 
documentação, registro e metodologia de trabalho proposta pelo PE. A enfermagem, por se 
caracterizar como uma profissão dinâmica, necessita de uma metodologia que seja capaz de 
refletir tal dinamismo. O PE é considerado a metodologia de trabalho mais conhecida e 
aceita no mundo, facilitando a troca de informações entre enfermeiros de várias instituições. 
 Para obter o respeito e hegemonia desejados, há órgãos fiscalizadores, legisladores e de 
suporte para desenvolvimento de novas práticas.
Órgãos de classe
 1899 – Fundado. 
 Sede- Genebra (Suíça). 
 Primeira organização de enfermagem a dedicar seu trabalho para garantir a qualidade dos 
cuidados, o avanço do conhecimento e a valorização e o reconhecimento da profissão em 
todo o mundo.
Metas: 
1. melhorar o cuidado da saúde, por parte da enfermagem, em 
todo o mundo;
2. fortalecer as Associações de Enfermagem;
3. implementação de políticas de saúde idôneas ao nível global.
Conselho Internacional de Enfermagem (ICN)
 Representa os interesses da enfermagem em mais de 138 países.
 Reúne-se ordinariamente com as organizações-membros a cada 2 anos.
 A cada 4 anos tem seu congresso quadrienal.
Principais projetos:
 Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem 
(International Classification for Nursing Practice - ICNP®);
 Liderança para a Mudança (Leadership for Change – LFC);
 Biblioteca Móvel (Mobile Library - ML).
Conselho Internacional de Enfermagem (ICN)
 Em 12 de julho de 1973, por meio da Lei n. 5.905, foram criados os Conselhos Federal e 
Regional de Enfermagem, vinculados ao Ministério do Trabalho e Previdência Social;
 O Conselho Federal e os Conselhos Regionais são órgãos disciplinadores do exercício da 
profissão de Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem;
 Em cada estado existe um Conselho Regional, os quais estão subordinados ao Conselho 
Federal, que é sediado no Rio de Janeiro e com escritório federal em Brasília.
Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e Conselho Regional de 
Enfermagem (Coren)
Fonte: 
file:///C:/Users/Unip/Downloads/edit
or_ah,+Rejane+V1,+n4_002.pdf
 Direção - Os Conselhos Regionais são dirigidos pelos próprios inscritos, que formam uma 
chapa e concorrem à eleições;
 O mandato dos membros do Cofen/Corens é honorífico e tem duração de três anos, com 
direito apenas a uma reeleição.
 Receita - A manutenção do Sistema Cofen/Corens é feita por meio da arrecadação de 
taxas emolumentos por serviços prestados, anuidades, doações, legados e outros, dos 
profissionais inscritos nos Corens.
 Finalidade - O objetivo primordial é zelar pela qualidade dos profissionais de enfermagem e 
pelo cumprimento da Lei do Exercício Profissional.
 O Sistema Cofen/Corens encontra-se representado em 27 
estados brasileiros, sendo filiado ao Conselho Internacional de 
Enfermeiros em Genebra.
Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e Conselho Regional de 
Enfermagem (Coren)
1. Normatizar e expedir instruções para uniformidade de procedimento e bom funcionamento 
dos Conselhos Regionais; 
2. Elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-lo quando necessário, ouvindo 
os Conselhos Regionais;
3. Esclarecer dúvidas apresentadas pelos Corens;
4. Apreciar decisões dos Corens; 
5. Aprovar contas e propostas orçamentárias de autarquia, remetendo-as aos órgãos 
competentes; 
6. Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional; 
7. Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas por lei.
Competências Cofen
1. Deliberar sobre inscrições no Conselho e seu cancelamento;
2. Disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observando as diretrizes gerais do Cofen;
3. Executar as instruções e resoluções do Cofen;
4. Expedir carteira e cédula de identidade profissional, indispensável ao exercício da 
profissão, a qual tem validade em todo o território nacional;
5. Fiscalizar e decidir os assuntos referentes à ética 
profissional, impondo as penalidades cabíveis.
Competências Coren
 A Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn, fundada em 12 de agosto de 1926, sob adenominação de Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas, é uma sociedade civil, 
com personalidade jurídica, que congrega enfermeiros, obstetrizes, técnicos e auxiliares de 
enfermagem e estudantes dos cursos de graduação e de educação profissional de nível 
técnico que a ela se associam, individual e livremente.
 É regida por estatuto e regimento próprios;
 Como entidade de âmbito nacional, é reconhecida como de
utilidade pública, conforme Decreto Federal n. 31.417/52,
publicado no Diário Oficial da União de 11 de setembro
de 1952.
Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)
Fonte: https://www.abennacional.org.br/site/wp-
content/uploads/2020/08/LOGO-DEPT.-ENF.-PSIQ.-
MENTAL-947x1024.png
 Tem como eixo a defesa e a consolidação do trabalho da enfermagem como prática social, 
essencial à assistência de saúde, à organização e ao funcionamento dos serviços de saúde. 
Tem como compromisso propor e defender políticas e programas que visem à melhoria da 
qualidade de vida da população e ao acesso universal e equânime aos serviços de saúde.
ABEn
 Os sindicatos são órgãos responsáveis pela defesa dos direitos do trabalhador. No Brasil, 
surgiram com a industrialização e receberam tratamento especial da Constituição de 1988, 
que lhes concede autonomia e lhes atribui o direito de recolhimento anual de contribuição 
sindical, destinado a manter o sindicato em atividade. 
 Uma sociedade de especialistas visa ao reconhecimento profissional e ao aprimoramento do 
exercício da profissão, por meio da interação científica e política entre seus membros. 
Oferece assessoria jurídica, estudos, debates e seminários, além de benefícios, como 
convênios de serviços. 
Como exemplos de sociedades:
 Associação Brasileira dos Enfermeiros 
Acupunturistas (ABEnA). 
 Associação de Enfermeiros Especialistas em 
Trauma-Ortopedia (Abento).
Sindicato de enfermagem e sociedades de especialistas
Os órgãos de classe servem para obter o respeito e hegemonia desejados. Atuam como 
fiscalizadores, legisladores e dão suporte para o desenvolvimento de novas práticas da 
enfermagem. Sendo assim, assinale a alternativa que não corresponde a um órgão de classe 
da enfermagem.
a) Conselho Federal de Enfermagem.
b) Associação Brasileira de Enfermagem.
c) Conselho Regional de Enfermagem.
d) Conselho Internacional de Enfermagem.
e) Conselho Regional de Medicina.
Interatividade
Os órgãos de classe servem para obter o respeito e hegemonia desejados. Atuam como 
fiscalizadores, legisladores e dão suporte para o desenvolvimento de novas práticas da 
enfermagem. Sendo assim, assinale a alternativa que não corresponde a um órgão de classe 
da enfermagem.
a) Conselho Federal de Enfermagem.
b) Associação Brasileira de Enfermagem.
c) Conselho Regional de Enfermagem.
d) Conselho Internacional de Enfermagem.
e) Conselho Regional de Medicina.
Resposta
 A sistematização organiza o trabalho profissional no que se refere ao método, pessoal e 
instrumentos, possibilitando a operacionalização do Processo de Enfermagem (PE), com 
base teórico-filosófica.
 O que é?  Conjunto de ações para o nivelamento da assistência da equipe de 
enfermagem.
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)
Evolução histórica:
 1960 - Wanda Horta - Processo de Enfermagem (PE).
Assistência ao ser humano dividida em fases: 
 Histórico de enfermagem;
 Diagnóstico de enfermagem;
 Plano assistencial;
 Plano de cuidados;
 Evolução e prognóstico de enfermagem.
Processo de Enfermagem (PE)
 Lei do Exercício Profissional da Enfermagem n. 7.498/86;
 Resolução do Cofen n. 272/2002, revogada pela 358/2009;
 Decreto-lei n. 94.406/87;
 Resolução Cofen n. 311/06;
 Resolução Cofen n. 159/93;
 Resolução Cofen n. 267/01;
 Resolução Cofen n. 272/02;
 Resolução Cofen n. 736/24.
Legislações do PE no Brasil
Taxonomia NNN:
 NANDA: classificação de diagnósticos de enfermagem da North American Nursing
Diagnosis Association. 
 NOC: classificação de resultados de enfermagem da Nursing Outcomes Classification. 
 NIC: classificação de intervenções da Nursing Interventions Classification.
Outras classificações:
 Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em 
Saúde Coletiva – Cipesc;
 Sistema Omaha;
 Sistema de Classificação de Cuidados Clínicos de Sabba;
 Classificação Internacional de Funcionalidade e Saúde - CIF;
 Classificação Internacional de Atenção Primária - Ciap.
Taxonomias
Para o enfermeiro:
 Propicia condições para coordenar a assistência;
 Permite avaliação objetiva dos cuidados;
 Promove o contínuo desenvolvimento da profissão;
 Amplia as áreas de pesquisa na enfermagem;
 Instrumentaliza o ensino;
 Explicita o espaço operacional do enfermeiro na equipe multidisciplinar;
 Auxilia na determinação das prioridades na assistência;
 Determina a estruturação de um serviço informatizado;
 Desmitifica a ideia de que a prática de enfermagem é apenas 
baseada na prescrição médica.
Processo de enfermagem
PE – Resolução Cofen 736/24
FASES
Avaliação
Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
Evolução
 Compreende a coleta de dados subjetivos (entrevista) e objetivos (exame físico), inicial 
e contínua, pertinentes à saúde da pessoa, da família, da coletividade e grupos especiais. 
 Realizada mediante o auxílio de técnicas
(laboratorial, imagem, testes clínicos,
escalas de avaliação validadas,
protocolos e outros).
PE – Resolução Cofen 736/24
Avaliação
Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
Evolução
 Compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou 
disposições para melhorar comportamentos de saúde. 
 Estes representam o julgamento clínico das informações obtidas sobre as necessidades do 
cuidado de enfermagem.
PE – Resolução Cofen 736/24
Avaliação
Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
Evolução
 Compreende o desenvolvimento de um plano assistencial direcionado ao paciente e 
compartilhado com a equipe de enfermagem e saúde.
Deve envolver:
I. Priorização dos diagnósticos de enfermagem;
II. Determinação de resultados esperados e exequíveis
de enfermagem e saúde;
III. Tomada de decisão terapêutica, declarada pela
prescrição de enfermagem das intervenções,
ações/atividades e protocolos assistenciais.
PE – Resolução Cofen 736/24
Avaliação
Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
Evolução
 Compreende a realização das intervenções, ações e atividades previstas no 
planejamento assistencial.
 Respeitando a competência técnica de cada profissional,
por meio de colaboração e comunicação contínua,
inclusive checagem quanto à execução da
prescrição de enfermagem.
PE – Resolução Cofen 736/24
Avaliação
Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
Evolução
 Compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e equipe de saúde.
 Esta etapa permite a análise e revisão de todo o processo de enfermagem.
PE – Resolução Cofen 736/24
Avaliação
Diagnóstico
PlanejamentoImplementação
Evolução
Correlacione as colunas sobre as etapas do Processo de Enfermagem e seus conceitos e 
marque a ordem correta: 
a) 4,2,5,1,3. 
b) 4,2,3,5,1. 
c) 5,4,3,2,1. 
d) 1,2,3,4,5. 
e) 4,2,1,5,3.
Interatividade
1- Avaliação ( ) Compreende a realização das intervenções, ações e atividades previstas no planejamento assistencial.
2- Diagnóstico
( ) Compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para 
melhorar comportamentos de saúde.
3- Planejamento
( ) Compreende a coleta de dados subjetivos (entrevista) e objetivos (exame físico), inicial e contínua, 
pertinentes à saúde da pessoa, da família, coletividade e grupos especiais.
4- Implementação
( ) Compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e equipe de saúde. Esta etapa 
permite a análise e revisão de todo o processo de enfermagem.
5 - Evolução
( ) Compreende o desenvolvimento de um plano assistencial direcionadoao paciente e compartilhado com a 
equipe de enfermagem e saúde.
Correlacione as colunas sobre as etapas do Processo de Enfermagem e seus conceitos e 
marque a ordem correta: 
a) 4,2,5,1,3. 
b) 4,2,3,5,1. 
c) 5,4,3,2,1. 
d) 1,2,3,4,5. 
e) 4,2,1,5,3.
Resposta
1- Avaliação ( ) Compreende a realização das intervenções, ações e atividades previstas no planejamento assistencial.
2- Diagnóstico
( ) Compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para 
melhorar comportamentos de saúde.
3- Planejamento
( ) Compreende a coleta de dados subjetivos (entrevista) e objetivos (exame físico), inicial e contínua, 
pertinentes à saúde da pessoa, da família, coletividade e grupos especiais.
4- Implementação
( ) Compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e equipe de saúde. Esta etapa 
permite a análise e revisão de todo o processo de enfermagem.
5 - Evolução
( ) Compreende o desenvolvimento de um plano assistencial direcionado ao paciente e compartilhado com a 
equipe de enfermagem e saúde.
 ALAFARO-LEFEVRE, R. Aplicação do processo de enfermagem: promoção do cuidado 
colaborativo. Tradução Regina Garcez. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.
 BULECHEK, Gloria M.; BUTCHER, Howard K.; DOCHTERMAN, Joanne M. Classificação 
das intervenções de enfermagem (NIC). Tradução Soraya Imon de Oliveira. et al. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2010. 
 HERDMAN, T. H; KAMITSURU, S. GARCEZ. Diagnósticos de 
enfermagem da NANDA - I: definições e classificação. 
Tradução Regina Machado. Revisão técnica: Alba Lucia 
Bottura Leite de Barros. et al.11. ed. Porto Alegre: Artmed, 
2018.
 JOHNSON, M.; MAAS, M.; MOORHEAD, S. Classificação dos 
resultados de enfermagem. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
Referências 
 LUNNEY, M. Pensamento crítico e diagnóstico de enfermagem: estudos de caso e análises. 
Porto Alegre: Artmed, 2004.
 MCCLOSKEY, J. C.; BULECHEK, G.M. Classificação das intervenções de enfermagem. 3. 
ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
 SOUZA, D. G.; BRANDÃO, V. P.; MARTINS, M. N.; MORAIS, J. A. V.; JESUS, N. O. 
(Organizadores). Teorias de enfermagem: relevância para a prática profissional na 
atualidade. Campo Grande: Editora Inovar, 2021. 56p. ISBN: 978-65-80476-74-9.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

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