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REDUÇÃO DA GERAÇÃO DE LAMAS NA MOAGEM PRIMÁRIA DE MINÉRIO DE FERRO ITABIRÍTICO ATRAVÉS DA OTIMIZAÇÃO DE PARÂMETROS OPERACIONAIS * Claudinei Roberto Guimarães1 Gabriel Gava de Castro2 Paloma Gonçalves Gomes Cipriano3 Marcos Geraldo Oliveira Guimarães4 Ricardo da Silva Leite5 Alexandro Uiliana6 Resumo Este trabalho aborda o impacto das variáveis de processos na geração de lamas, na etapa da moagem primária de minério de ferro itabirítico. Lamas, neste contexto, são partículas menores que 10 micrometros, contidas no ROM britado, que podem ser naturais ou geradas durante as etapas de cominuição, na qual a moagem possui grande participação. A presença de lamas é maléfica ao processo de flotação e precisam ser removidas na etapa de deslamagem. Isto acarreta em aumento da geração de rejeitos e consequentemente, redução da vida útil da Cava utilizada para disposição de tal. Foram realizados vários ajustes operacionais e, após a estabilização de cada um, foram feitas amostragens a fim de mensurar a geração de lamas. Os resultados obtidos neste trabalho, evidenciam o impacto e significativa redução de lamas durante a variação dos parâmetros operacionais em estudo. Palavras-chave: Geração de Lamas; Moagem Primária; Variáveis de Processos. REDUCTION OF MUD GENERATION IN PRIMARY GRINDING OF ITABIRITE IRON ORE THROUGH OPTIMIZATION OF OPERATIONAL PARAMETERS Abstract This work addresses the impact of process variables on the generation of sludge in the primary grinding stage of itabiritic iron ore. Sludge, in this context, are particles smaller than 10 micrometers, contained in the crushed ROM, which can be natural or generated during the comminution stages, in which grinding plays a large role. The presence of sludge is harmful to the flotation process and needs to be removed in the desliming stage. This leads to an increase in the generation of waste and consequently, a reduction in the useful life of the pit used to dispose of it. Several operational adjustments were made and, after stabilization of each one, samples were taken to measure the generation of sludge. The results obtained in this work demonstrate the impact and significant reduction of sludge during the variation of the operational parameters under study. Keywords: Mud Generation; Primary Grinding; Process Variables. 1 Engenheiro Metalurgista, Mestre em Engenharia de Materiais, Engenheiro de Processos Sênior, Samarco Mineração S/A, Mariana, MG, Brasil. 2 Engenheiro Metalurgista, Supervisor Laboratórios, Samarco Mineração S/A, Mariana, MG, Brasil. 3 Estudante Engenharia de Minas, Universidade Federal Ouro Preto, Samarco. Mariana, MG, Brasil. 4 Engenheiro Mecânico, Coordenador de Processos, Samarco Mineração S/A, Mariana, MG, Brasil 5 Analista de Processos, Samarco Mineração S/A, Mariana, MG, Brasil. 6 Engenheiro de Minas, Engenheiro Especialista, Samarco Mineração S/A, Mariana, MG, Brasil * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. 1 INTRODUÇÃO Durante a concentração de minérios de ferro itabirítico, é necessário a remoção das partículas minerais menores que 10 micrometros, denominadas lamas, que são prejudiciais às etapas de flotação. No cenário atual, onde barragem de rejeitos de mineração e a destinação final destes é cada vez mais desafiador, torna-se fundamental a busca por alternativas e melhorias operacionais de modo a reduzir a geração de lamas. Os minérios de ferro itabirítico possuem uma certa quantidade de lamas naturalmente, como visto na Figura 1 abaixo, referente a uma amostragem do circuito em estudo. Porém, as etapas de cominuição são responsáveis pela geração de uma outra parte significativa. Figura 1. Curva granulométrica da alimentação da moagem em estudo. A moagem primária, etapa de cominuição responsável pela redução granulométrica para menor que 0,150mm, a fim de promover a liberação das partículas minerais, também é responsável por aumentar a geração de lamas. Diante disto, torna-se fundamental a análise e otimização dos parâmetros operacionais, de modo a contribuir com a redução da geração de lamas e consequentemente, o aumento da recuperação metálica, menor geração de lamas e aumento da vida útil da estrutura geotécnica responsável por armazenar os rejeitos de mineração gerados. O foco deste estudo foi na etapa da moagem primária e, a Figura 2 apresenta de modo simplificado, as variáveis de processos estudadas. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. Figura 2. Fluxograma de uma planta de concentração de minério de ferro itabirítico. Este trabalho foi desenvolvido ao longo dos anos de 2021 a 2023, onde foram feitas as alterações das variáveis de processos, de forma gradativa e comparativa, haja visto que existem duas linhas de moagem primária. Desta forma, fixava-se um parâmetro em uma linha e alterava na outra linha e em seguida, foram realizadas as campanhas de amostragens. 1.1 Potência de operação e grau de enchimento na moagem primária A potência de trabalho é um parâmetro crítico para as operações, pois ela é ajustada de acordo com o requerimento energético do ROM britado a ser beneficiado. Ao longo de 2022, foi percebido que o P90 do produto da moagem estava muito fino e, com isto, foi realizado um trabalho de redução de potência de operação a fim de se evitar sobre moagem, geração de lamas e redução do consumo de energia. A Figura 3 abaixo, mostra esta redução, onde foi obtido uma redução do consumo específico de energia, sem comprometer a qualidade do produto desta etapa. Figura 3. Comparativo de consumo especifico de energia e retido em +100#. De acordo com Wills [1] e Carvalho [2], na sobre moagem, ocorre a liberação tanto da ganga quanto do mineral minério, reduzindo a granulometria a tamanhos menores do que o necessário e consumo adicional de energia elétrica. É previsto, de acordo com a equação de Bond, um consumo adicional de 19% de energia extra para reduzir a granulometria de uma partícula que está em uma faixa granulométrica para uma faixa inferior. Roveri & Chaves [3], cita que em operações de beneficiamento de minerais, a operação unitária de moagem pode chegar a representar 40% dos custos totais da produção, componente de custo mais importante na produção de pelotas de minério de ferro. De todo este custo de moagem, grande parte é proveniente a consumo da carga moedora utilizada para a cominuição do concentrado. A Figura 4 apresenta o comparativo entre a potência do moinho em função da carga de bolas. A área denominada “limite de operação prática” representa a faixa normal de operação. Os moinhos de diafragma apresentam carga de bolas de até 50% de enchimento, enquanto os do tipo overflow não ultrapassam 45% e os de barras são limitados a 40% [4]. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. charl Destacar charl Destacar charl Destacar charl Destacar Figura 4. Configuração da carga volumétrica do moinho em função da potência [Beraldo, 1987]. 1.2 Top size de reposição de corpos moedores O tamanho do corpo moedor, responsável pela fragmentação das partículas minerais no interior do moinho, é calculado a partir das maiores partículas da alimentação. Por outro lado, espera-se que com o aumento do top size de reposição, (diâmetro do corpo moedor adicionado ao moinho), de se ter uma moagem mais grosseira, com menos presença de finos e vice versa. Rowland [5], estabeleceu a fórmula 1 a seguir para cálculo dos diâmetros máximos de corpos moedores. onde, B diâmetro máximo das bolas em mm; F tamanho em que passam 80% da alimentação em mm; Wi índice de trabalho em kWh/t; Sg massa específica do minério em g/cm3; %Vc % da velocidade crítica; D diâmetro interno ao revestimento da carcaça em m; K fator variável com o tipo de moagem. Corposmoedores são responsáveis pela produção do trabalho útil no interior dos moinhos. Este trabalho depende diretamente da forma dos corpos moedores, do seu tamanho em relação ao material processado, da sua carga (grau de enchimento) e do material que os compõem (composição química e tratamento térmico) [6; 7; 8] Figueiredo [9], em seus estudos de simulação das especificações do produto para diferentes tamanhos de corpos moedores, verificou, na etapa de remoagem de minérios de ferro itabirítico, uma maior geração de finos para bolas de menores diâmetros. Concluiu-se que para todos os tamanhos de bola, foi verificado que as funções seleção específicas são do tipo normal, ou seja, a taxa de quebra cresce com o aumento do tamanho das partículas. A Figura 5 a seguir apresenta os resultados obtidos. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. charl Destacar charl Destacar charl Destacar Figura 5. Curvas da função seleção (esquerda) e função quebra (direita) simuladas para os diferentes tamanhos (top size) de bolas para o material da alimentação da moagem secundária. Os diâmetros dos corpos moedores podem variar entre 25 e 150 mm. As faixas maiores são empregadas em moagem grosseira, em moinhos de grandes dimensões, as quais podem variar entre 75 e 150mm. Na moagem mais fina, o diâmetro utilizado foi estimado no intervalo de 25 à 75mm [6; 4; 10; 11]. Várias empresas, fabricantes e fornecedoras de corpos moedores e mineradoras, fazem estudos do melhor top size de reposição, a fim de se ter uma melhor relação de tamanho bolas e carga a ser cominuída, consumo específicos e granulometria adequada do produto. A geração de ultrafinos (lamas) também pode ser potencializada ou reduzida em função do tamanho da carga moedora. Neymayer [12], em seus estudos, concluiu que a utilização de corpos moedores de 3 polegadas na etapa de moagem primária e 2,5 polegadas na etapa de moagem secundária, apresentou os melhores resultados para início de operação da planta de beneficiamento para produção de pellet feed. A utilização de corpos moedores de 3,5 polegadas apresentou os menores consumos, porém com maior risco de obtenção de produto fora da especificação granulométrica, além de maior carga circulante na moagem. 1.3 Diâmetro dos vórtex dos hidrociclones classificadores De acordo com Guimarães [13], a escolha correta da configuração de ápex e vórtex de uma etapa de classificação, é de suma importância para a garantia da qualidade do produto, como também outros parâmetros operacionais: carga circulante, curto circuito, eficiência, by pass, capacidade do circuito, entre outros. Além da operação da moagem em si, uma boa classificação nos hidrociclones é um dos principais fatores para melhoria da eficiência de moagem. Segundo Plitt [14], o tamanho médio das partículas do produto é intrinsecamente ligado ao tamanho do vórtex, ou seja, quanto maior este vórtex, mais grosseiro é o produto deste equipamento. A Figura 6 abaixo apresenta os diâmetros do vórtex que podem ser utilizados para os hidrociclones em estudo (Gmax-26), que varia de 6 ½ a 12 polegadas. Neste estudo, conforme será visto à frente, foram comparados os vórtex de 10 e 12 polegadas. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. charl Destacar Figura 6. Curva de capacidade de um típico ciclone Krebs GMAX10. Fonte: Krebs Engineers. A ideia de aumentar o vórtex dos hidrociclones da moagem primária, de 10 para 12 polegadas, veio com o objetivo de se obter um produto um pouco mais grosseiro, haja visto que era percebido diariamente nas operações, uma sobre moagem com o retido em +100# na ordem de 8%, e onde o ideal seria de 10 a 12%, conforme visualizado na Figura 7. Ao objetivar um produto com a granulometria mais grosseira, espera-se também uma menor geração de lamas ou ultrafinos. Figura 7. Média dos resultados de retido de +100# do produto da moagem. Fonte: Samarco. 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Materiais e Métodos Todos os resultados obtidos neste trabalho, foram de escala industrial ou planta piloto, a partir de amostras coletadas na etapa da moagem primária de minérios de ferro itabiríticos. O circuito de moagem primária do Concentrador 3 da SAMARCO MINERAÇÃO S/A possui dois moinhos tubulares de capacidade de 8.400kW (6,1m x 12,5m), em circuito fechado com baterias de hidrociclones de 26 polegadas. Logo, as amostragens foram realizadas de forma simultânea, onde foi possível testar * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. diferentes cenários e avaliar cada variável, principalmente quanto à geração de lamas. Foram realizadas uma série de amostragem, em momentos em que não haviam instabilidades operacionais, ausência de variáveis externas e nenhum outro ruído que pudesse interferir. Estas amostragens, foram realizadas por uma equipe técnica capacitada do Laboratório de Desenvolvimento de Processos da Samarco (LDP). 2.2 Potência de operação e grau de enchimento na moagem primária Ao longo dos últimos anos de operação, com a oportunidade de redução de potência de operação, visando economia de energia elétrica e menor geração de ultrafinos, foi sendo reduzida de modo gradativa a potência de operação. Diante disso, é possível verificar, na Figura 8, os resultados de melhora na recuperação da deslamagem (menor geração de ultrafinos) e ajustes do alvo retido em +100#. Figura 8. Resultados de consumos de energia com recuperação em peso e retido +100#. Para uma amostragem mais adequada possível, a fim de se verificar o impacto da potência e grau de enchimento dos moinhos na geração de lamas, foi ajustado a potência dos dois moinhos primários, sendo que o moinho denominado 05MP001, teve sua reposição diária de bolas reduzido durante 15 dias, a fim de se reduzir seu grau de enchimento e potência. Já no 05MP002, foi intensificada a reposição a fim de se elevar a potência, conforme Figura 9 a seguir. A amostragem ocorreu no dia 09 de outubro de 2023, onde se nota a grande diferença de potência. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. Figura 9. Potência de operação dos dois moinhos de bolas testados. O impacto de uma maior potência de operação, no 05MP002 ocasionou numa maior geração de lamas conforme é visualizada na Figura 10 a seguir (14,82% contra 15,65%). Nota-se que na alimentação de ambas as linhas o percentual de ultrafinos é bem similar. Figura 6. Curva granulométrica e geração de lamas para diferentes potências de operação A Tabela 1 abaixo mostra a redução de lamas, considerando os dois cenários acima. Tabela 1. Geração de lamas em função da potência 2.3 Avaliação do diâmetro ideal de recarga na moagem primária Ao longo dos últimos anos, foi estudado o top size ideal de recarga dos moinhos de bolas, a fim de buscar redução energética, de consumos, otimização do produto e também redução de geração de ultrafinos, em parceria com uma grande empresa fornecedora de corpos moedores. Neste trabalho citado foi estudado a política de recarga de melhor eficiência de moagem para os moinhos de bolas do concentrador 3 da Samarco e discutido os * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. efeitos da mudança da política de recarga de bolas na operação da moagem. Para a realização deste teste, denominado Teste Batch, foi necessário: - Coleta de material: Alimentação nova + carga circulante; - Realização de um teste de referência no moinho batch com o mesmo minério, mesma granulometria da alimentação do moinho industrial e mesmas condições operacionais - Testes de otimização alterandoum parâmetro por vez (neste caso o tamanho de bolas) A Figura 7 mostra um típico moinho onde é realizado este tipo de testes. Figura 7. Moinho para realização de testes Batch da Magotteaux. Os resultados obtidos neste teste estão apresentados na Tabela 2 e Figura 8 abaixo. Tabela 2. Resultados do Teste Batch para diferentes recargas Quanto maior o fator K, maior a eficiência de moagem. Baseados nos dados amostrados descritos na Tabela 1 acima, foi decidido manter a recarga em bolas 60mm, pois: - Embora não é a de melhor eficiência de moagem nas malhas de 150 e 106 mícrons, está próxima da de 50 mm nessas malhas e, ao mesmo tempo, possui melhor eficiência nas partículas grossas. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. - A recarga mista é muito similar a bola de 60 mm em todos os tamanhos de malhas. - A bola de 70 mm têm pior eficiência de moagem nas malhas finas. - Não foi feito a classificação na peneira de 10 mícrons, porém, pelos resultados obtidos, espera-se que as bolas de 50mm tenham maior geração de lamas, o que também reforça o não uso da mesma. Figura 8. Curvas de Fator K para diferentes recargas estudadas. Fonte: Magotteaux 2023. 2.4 Diâmetro dos vórtex dos hidrociclones classificadores A Figura 9 abaixo mostra as curvas granulométricas para os vórtex de 10 e 12 polegadas, onde evidencia a menor geração de lamas com vórtex de 12 polegadas. Figura 9. Curva granulométrica e geração de lamas para diferentes diâmetros de vórtex. A Tabela 3 abaixo mostra a redução de lamas, considerando os dois cenários acima e limitado a 4 ciclones, num total de 12. Tabela 3. Geração de lamas em função do diâmetro do vórtex * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil. 3 CONCLUSÃO As ações implementadas industrialmente permitiram confirmar na prática as propostas estudadas. Com a implantação das ações, tem-se um potencial de redução de geração de lamas na ordem de 37.671+257.567 = 295.238t/ano de lamas na etapa da moagem primária. Não foi o foco principal, mas, com esta redução de geração de lamas, espera-se que grande parte desta massa não seja removida no overflow da deslamagem e seja direcionada às etapas de flotações e contribuindo para um expressivo aumento de produção de concentrado final. Considerando uma recuperação metálica de 50%, metade deste valor pode virar produto final, ou seja, 0,5*295.238 = 147.619t/ano a mais de produção. O aumento do diâmetro do vórtex de 10 para 12 polegadas mostrou-se como alternativa de geração de menor quantidade de ultrafinos, desde que limitada a 33% do número total de ciclones. A atual recarga de bolas de 63mm, mostrou-se a mais adequada para a otimização dos produtos da moagem. A redução da potência tem relação direta com a menor geração de lamas na etapa da moagem primária. Agradecimentos Em especial à Gerência de Beneficiamento, às equipes de operações unitárias da moagem, a equipe do Laboratório de Desenvolvimento de Processo da Samarco, que suportou as amostragens necessárias e a Magotteaux pelo apoio nos testes Batch. REFERÊNCIAS 1 Wills, B.A. Mineral Processing Technology: an Introduction to the practical aspects of ore treatment and mineral recovery. 7th ed. Oxford: Elsevier; 2007. 2 Carvalho, M. A. Avaliação da disposição de moinhos em circuitos de moagem de minério de ferro. Dissertação. Programa de Pós-Graduação do Departamento de Engenharia de Minas da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto. UFOP; 2015 3 Roveri, E.; Chaves, A. P. Mecanistmos de desgaste de corpos moedores em moinhos de bolas. Tecnologia em Metalurgia, Materiais e Mineração. São Paulo, v. 8, n. 4, 261-266. 2011. 4 Beraldo, J. L., “Moagem de minérios em moinhos tubulares”. 1ª ed. São Paulo: Edgar Blücher, p.1-47, 1987. 5 Rowland, A.R. 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Mathematical Model for the Hydrocyclone Classifier. CIM Bulletin; 1976. * Contribuição técnica ao 23º Seminário de Mineração, parte integrante da ABM Week 8ª edição, realizada de 03 a 05 de setembro de 2024, São Paulo, SP, Brasil.