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Aula 13 Redação oficial Capítulo 1 Redação oficial Português para Polícia Federal Prof. José Maria Sumário ....................................................................................................................................................................................... REDAÇÃO OFICIAL........................................................................................................................................ CAPÍTULO I – ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL..................................................................................................................................... CAPÍTULO II – AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS.................................................................................................. IDENTIFICAÇÃO DO EXPEDIENTE......................................................................................................................................................................... LOCAL DE DATA DO DOCUMENTO...................................................................................................................................................................... 3 3 13 18 18 2 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Redação Oficial Moçada, é chegada a hora de falarmos sobre Redação Oficial, a chamada Redação de Correspondências Oficiais. Tomaremos como base o Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), que, ao apagar das luzes de 2018, passou por uma considerável atualização. Esse documento está hoje na sua 3ª edição e pode ser obtido facilmente na internet por meio do link: https://bit.ly/1noxZwD. Galera, é interessante que comecemos o estudo dessa teoria do zero absoluto. Mesmo aqueles que já estudaram o tópico para provas passadas, devem “zerar” o HD e novamente passar o pente fino pelo Manual, pois, como afirmei, houve mudanças consideráveis. No meu entendimento, as possibilidades de questões referentes à Redação Oficial foram bem desidratadas. Acredito que grande parte dos questionamentos nas próximas provas girem em torno dos aspectos relativos a linguagem empregada e finalidade dos documentos. Grande parte das tradicionais questões referentes a aspectos estruturais e formas de tratamento perderam completamente o sentido. No entanto, isso é um “chute” meu. Precisamos analisar por completo todos os detalhes. Outro ponto relevantíssimo antes de iniciarmos para valer: nossa referência é o Manual de Redação da Presidência da República. Por que digo isso? Há vários manuais de redação por aí, moçada. No caso de correspondências oficiais, alguns órgãos possuem manuais próprios. Obviamente, muitos desses documentos adotam grande parte dos mandamentos constantes no Manual da Presidência, mas há sempre particularidades que precisam ser frisadas. Nesta aula, todas as orientações e regramentos vão ao encontro do MRPR, ok? Pois bem! Uma introdução mais longa do que a habitual, não é mesmo? Esses esclarecimentos são necessários, moçada, para que vocês tenham um norte bem claro! Vamos começar? Detalhemos a seguir passo a passo as instruções 3 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial https://bit.ly/1noxZwD constantes na 3ª edição do Manual de Redação da Presidência da República. Capítulo I – Aspectos Gerais da Redação Oficial O Capítulo I apresenta a divisão em 3 itens, como se vê acima. Trata-se de um capítulo introdutório, em que se define redação oficial e se elencam seus atributos. Destaque deve ser dado ao seguinte trecho, presente no item 1 – Panorama da redação oficial –, na página 16 (os grifos são meus): No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o serviço público (este/esta ou aquele/aquela Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e o destinatário dessa comunicação é o PÚBLICO, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo ou dos outros Poderes. Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a finalidade do documento, para que o texto esteja adequado à situação comunicativa. COMENTÁRIOS: Como se lê, o REMETENTE É SEMPRE O SERVIÇO PÚBLICO; o assunto tratado no documento diz respeito UNICAMENTE ao órgão público; e o DESTINATÁRIO pode ser outro órgão público, MAS TAMBÉM PODE SER UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA OU O PÚBLICO EM GERAL, OU SEJA, PARTICULARES. As bancas tentarão enganar vocês dizendo que a correspondência pode ser remetida tanto pelo serviço público como pelo próprio público, o que é ERRADO, pois o REMETENTE É SEMPRE O SERVIÇO PÚBLICO. Também vão tentar enganar vocês afirmando que a correspondência oficial deve ser dirigida de órgão público NECESSARIAMENTE para outro órgão público, o que é ERRADO, pois o destinatário, como vimos, pode ser uma instituição privada ou o público em geral - particulares. CESPE - Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte/2015 Com referência a aspectos gerais da redação oficial e à adequação da linguagem ao tipo de documento, julgue o item seguinte de acordo com as disposições do Manual de Redação da Presidência da República. As comunicações oficiais são remetidas em nome do serviço público ou do próprio público, representado pelo conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: As comunicações oficiais são remetidas SEMPRE em nome do serviço público. Isso significa que o remetente é sempre um órgão do serviço público, nunca um particular ou uma instituição privada. Resposta: ERRADO CESPE - Especialista em Gestão de Telecomunicações (TELEBRAS)/Advogado/2015 Com relação a aspectos gerais de forma e de linguagem das comunicações oficiais, julgue o item que se segue, conforme o Manual de Redação da Presidência da República. Nas comunicações oficiais, há sempre um único comunicador, o serviço público, sendo os receptores dessas comunicações o próprio serviço público ou o conjunto de cidadãos ou instituições, estes tratados de forma homogênea. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: 4 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Conforme explicitado no Manual de Redação da Presidência da República. O remetente é unicamente um órgão público. Já o destinatário pode ser tanto um órgão público, como uma instituição privada ou o público em geral. Resposta: CERTO Destaque deve ser dado ao item 3 – Atributos da redação oficial –, detalhado nas páginas 17 a 20. Nele estão elencados os atributos da redação oficial, a saber: clareza e precisão, objetividade, concisão, coesão e coerência, IMPESSOALIDADE, formalidade e padronização, uso da norma padrão. Vejam que destaquei o critério da IMPESSOALIDADE, pois este está explicitado na CF, no famoso art. 37: art. 37: “A administração pública direta, indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade, a impessoalidade e a eficiência princípios fundamentais de toda a administração pública, devem igualmente nortear a elaboração dos atos e das comunicações oficiais. Precisamos detalhar cada um desses atributos. É o que faremos agora. Acompanham: CLAREZA E PRECISÃO Diz o Manual (os grifos são meus): Para a obtenção de clareza, sugere-se: a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum, salvo quando o texto versar sobre assunto técnico, hipótese em que se utilizará nomenclatura própria da área; 5 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial b) usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem direta e evitar intercalações excessivas. Em certas ocasiões, para evitar ambiguidade,sugere-se a adoção da ordem inversa da oração; c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto; d) não utilizar regionalismos e neologismos; e) pontuar adequadamente o texto; f) explicitar o significado da sigla na primeira referência a ela; e g) utilizar palavras e expressões em outro idioma apenas quando indispensáveis, em razão de serem designações ou expressões de uso já consagrado ou de não terem exata tradução. Nesse caso, grafe-as em itálico, conforme orientações do subitem 10.2 deste Manual. COMENTÁRIOS: Destaquemos o fato de a recomendação ser pelo emprego de uma linguagem simples, o que não implica, como veremos mais adiante, dispensar o emprego da norma culta. É imprescindível o emprego da norma culta, porém deve-se privilegiar o emprego de uma linguagem simples, de conhecimento comum, permitindo-se o emprego da linguagem técnica quando realmente se fizer necessário. O Manual sugere o não emprego de neologismos (palavras novas, inventadas, não dicionarizadas) e regionalismos. Além disso, recomenda que o significado das siglas seja explicitado na 1ª aparição e sugere que estrangeirismos sejam empregados apenas quando indispensáveis e que estes sejam grafados em itálico. OBJETIVIDADE Diz o Manual (os grifos são meus): Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conseguir isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais são as secundárias. É errado supor que a objetividade suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto rude e grosseiro. COMENTÁRIOS: Nada de novo aqui! Deve-se tomar ao pé da letra o alerta de que ser objetivo não significa se rude ou grosseiro. CONCISÃO Diz o Manual (os grifos são meus): A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho. Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve evitar caracterizações e comentários supérfluos, adjetivos e advérbios inúteis, subordinação excessiva. 6 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial COMENTÁRIOS A concisão está intimamente ligada ao critério da objetividade. As bancas vão tentar empurrar para vocês que a concisão é meramente escrever pouco, o que é ERRADO. A concisão consiste em expressar o que se tem para dizer com o mínimo de palavras POSSÍVEL. Como dito, não se admite eliminar partes substanciais (importantes) do texto, para atender a esse critério. CESPE - Agente de Polícia Federal/2018 Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. Brasil. Presidência da República. Manual de Redação da Presidência da República. 2.ª ed. Brasília, 2002. Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o seguinte item, de acordo com o disposto no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR). A concisão é uma qualidade da redação oficial que atende ao princípio da economia linguística, segundo o qual se deve reduzir ao mínimo de palavras possível o conteúdo a ser comunicado, evitando-se redundâncias ou trechos inúteis. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: Embora esse trecho tenha sido retirado da 2ª edição do Manual de Redação da Presidência da República, está em perfeita consonância com a versão atual. Resposta: CERTO CESPE - Técnico Judiciário (TRE PE)/Apoio Especializado/Operação de Computadores/2016 Assinale a opção correta acerca de aspectos gerais da redação oficial. e) A concisão é uma característica dos textos oficiais que se concretiza por meio da economia de pensamento. RESOLUÇÃO: Como explicitado no MRPR, a economia é de palavras, não de pensamentos. A letra E está errada, portanto! CESPE - Analista Judiciário (TRE PI)/Administrativa/2016 e) A concisão de um texto oficial relaciona-se à sua capacidade de transmitir o máximo de informações empregando o mínimo de palavras. RESOLUÇÃO: Praticamente uma cópia literal do que está posto no MRPR. A letra E está CERTA, portanto! 7 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial COESÃO E COERÊNCIA Diz o Manual: Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são: referência, substituição, elipse e uso de conjunção. COMENTÁRIOS: Nada novo aqui. Trata-se da recomendação dada a qualquer texto escrito. IMPESSOALIDADE Sem sombra de dúvidas, trata-se do mais importante atributo e alvo das mais numerosas “pegadinhas”. Diz o Manual (os grifos são meus): Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, a comunicação é sempre feita em nome do serviço público. b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a uma instituição privada, a outro órgão ou a outra entidade pública. c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural não caber qualquer tom particular ou pessoal. COMENTÁRIOS Galera, tomem cuidado com uma pegadinha clássica presente nas questões de Redação Oficial. A banca tentará empurrar goela abaixo que o emprego da 1ª PESSOA DO SINGULAR fere o atributo da IMPESSOALIDADE. Galera, essa afirmação está ERRADA! Vou repetir! Está ERRADA! Está ERRADA! Está ERRADA! O emprego do EU é mais do que natural nesse tipo de texto, haja vista que temos nele um remetente. Entendam uma coisa: A IMPESSOALIDADE NÃO ESTÁ LIGADA AO EMPREGO DA PESSOA GRAMATICAL. Ela está sim ligada À AUSÊNCIA DE IMPRESSÕES INDIVIDUAIS POR QUEM ENVIA; O TRATAMENTO IMPESSOAL A QUEM RECEBE A COMUNICAÇÃO; O TEOR IMPESSOAL DO ASSUNTO TRATADO. O que isso quer dizer? Quer dizer que, na correspondência oficial, não há marcas nem impressões individuais. Quem fala fala em nome do órgão que representa. Todo o conteúdo do texto é de interesse da Administração Pública, e não dos indivíduos presentes na comunicação. CESPE - Analista Judiciário (STJ)/Administrativa/2018 Considerando que o texto apresentado constitua um expediente hipotético, julgue o item seguir, acerca de aspectos da redação oficial. O uso da primeira pessoa (...) não viola a recomendação de impessoalidade da linguagem em comunicações oficiais. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: 8 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Exato! A impessoalidade não está associada ao emprego da pessoa gramatical, mas sim à ausência de impressões individuais. Resposta: CERTO CESPE - Técnico de Gestão Educacional (SEDF)/Apoio Administrativo/2017 A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da República. Decorre do princípio da moralidade a prescrição de que não deve haver impressões pessoais em textos oficiais. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: Cuidado! Decorre do princípio da IMPESSOALIDADE, e não da moralidade. Resposta: ERRADO CESPE - Analista de Gestão Educacional (SEDF)/Administração/2017... Senhor Ministro, 1. Com o objetivo de estimular a produção de pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento, a Universidade das Garças criou, no ano de 2014, o Prêmio Professor Pesquisador. 2. A Cerimônia de Entrega das premiações da primeira edição do prêmio será às 19 h de 1.º de novembro de 2014 e terá lugar nesta Universidade. 3. Assim, gostaríamos de convidar Sua Excelência para participar da referida cerimônia entregando as premiações aos escolhidos e também proferindo breve discurso de encerramento. Respeitosamente, ... Considerando as características e padronização das correspondências oficiais constantes no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, pertinentes ao documento oficial hipotético anteriormente apresentado. O uso da primeira pessoa do plural no último parágrafo do documento em questão fere o princípio da impessoalidade, necessário nas comunicações oficiais. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: A impessoalidade não está associada ao emprego da pessoa gramatical, mas sim à ausência de impressões individuais. Resposta: ERRADO CESPE - Analista Judiciário (TRE PI)/Administrativa/2016 Assinale a opção correta acerca de aspectos gerais da redação oficial. 9 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial d) A impessoalidade da redação oficial se manifesta na impossibilidade de emprego da primeira pessoa gramatical e pressupõe total ausência de tratamento personalista aos assuntos do texto. RESOLUÇÃO Acerta o item quando afirma que a impessoalidade pressupõe total ausência de tratamento personalista, mas erra quando afirma ser impossível o emprego da 1ª pessoa do singular. A letra D está, portanto, ERRADA. FORMALIDADE Importantíssimo atributo! Trata-se da linguagem empregada nos comunicados oficiais. Destacamos algumas passagens do Manual (os grifos são meus): (...) a língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade; (...) o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do estilo literário; Pode-se concluir que NÃO EXISTE PROPRIAMENTE UM PADRÃO OFICIAL DE LINGUAGEM, o que há é o uso da norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O JARGÃO BUROCRÁTICO, COMO TODO JARGÃO, DEVE SER EVITADO, POIS TERÁ SEMPRE SUA COMPREENSÃO LIMITADA. COMENTÁRIOS: A banca vai tentar opor simplicidade à norma culta, criando uma falsa dicotomia. Tentarão empurrar goela abaixo que um texto simples necessariamente faz uso de coloquialismos que contrariam a norma culta, O QUE NÃO É VERDADE! É PLENAMENTE POSSÍVEL O EMPREGO DE UMA LINGUAGEM SIMPLES E CORRETA AO MESMO TEMPO. Outro ponto, deve-se evitar a linguagem técnica, burocrática, que faz uso de jargões típicos de determinados falantes ou meio profissionais. A linguagem técnica, como vimos, não é proibitiva, mas deve ser empregada quando realmente for necessária. OUTRO DETALHE IMPORTANTÍSSIMO: NÃO EXISTE UM PADRÃO OFICIAL DE LINGUAGEM, como se determinado padrão fosse empregado somente nos comunicados oficiais. Não! Não existe essa particularização, pois a linguagem empregada na redação oficial nada mais é do que a linguagem culta, prevista pela gramática normativa. CESPE - Agente de Polícia Federal/2018 Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. Brasil. Presidência da República. Manual de Redação da Presidência da República. 2.ª ed. Brasília, 2002. Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o seguinte item, de acordo com o disposto no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR). Embora estabeleça parâmetros para o uso da língua em redações oficiais, o MRPR rejeita a adoção de um padrão de escrita baseado em uma linguagem administrativa específica, alheia à evolução natural da língua. ( ) CERTO ( ) ERRADO 10 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial RESOLUÇÃO: Exatamente! Não há um padrão de linguagem técnica. A linguagem empregada nas comunicações oficiais simplesmente é a culta. Resposta: CERTO CESPE - Técnico Judiciário (TJ SE)/Administrativa/Judiciária/2014 Com relação às características gerais da redação oficial, julgue o item que se segue. O uso de uma forma específica de linguagem administrativa contraria as normas de redação das correspondências oficiais. ( ) CERTO ( ) ERRADO RESOLUÇÃO: Exatamente! O Manual rejeita a adoção de uma linguagem técnica específica. Resposta: CERTO CESPE - Analista Judiciário (TJ CE)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 A respeito dos aspectos gerais da redação oficial, assinale a opção correta de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República (MRPR). a) A impessoalidade evita a interpretação ambígua que poderia resultar de um tratamento personalista dado ao texto e é alcançada com a contribuição de atributos como concisão, clareza, objetividade e formalidade. b) A fim de conferir clareza ao texto redigido, prescinde-se de sua releitura, que requer tempo e atenção para corrigir erros. c) Tendo em vista que as comunicações oficiais têm caráter público e finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão e que a impessoalidade contribui para o alcance dessa finalidade, o MRPR recomenda o uso de padrão oficial de linguagem na redação de expedientes oficiais. d) Para atender ao princípio de economia linguística, relacionado à qualidade de concisão, é recomendado o uso de abreviações e siglas no texto oficial, dispensando-se a explicação de seu significado, uma vez que este é facilmente apreensível pelo leitor. e) A redação oficial deve nortear-se pelos atributos de formalidade, uniformidade, verbosidade e uso do padrão culto da língua. RESOLUÇÃO Letra A – CERTA – Uma possível ambiguidade criada por um tratamento personalista seria a de associar o conteúdo do documento ao órgão ou a pessoa que o envia. Letra B – ERRADA – A releitura é sugerida pelo MRPR como forma de evitar erros gramaticais e inadequações de linguagem. Letra C – ERRADA – Não existe um padrão específico para a linguagem empregada na redação oficial. A linguagem é simplesmente a culta, preconizada pela gramática normativa. 11 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Letra D – ERRADA – De forma alguma! Sugere-se a explicação do significado da sigla em sua primeira aparição no texto. Letra E – ERRADA – Não há previsão para o assim chamado princípio da verbosidade. Resposta: A IDECAN - Administrador (AGU)/2019 No que tange à linguagem dos atos normativos, com base no que orienta o Manual de redação da Presidência da República, é correto afirmar que a) as comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida de que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares, tem sua compreensão dificultada. Entretanto, abre-se exceção para os jargões técnicos, inerentes ao assunto abordado. b) o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. Caso se considere um caminho para a pobreza de linguagem, o uso do padrãoculto possibilita, com reservas, o emprego de linguagem rebuscada, mas não de contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. c) se deve buscar, em nome da uniformidade, um “padrão oficial de linguagem”, com uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, e isso implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. d) a linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos. e) a necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre do próprio caráter público desses atos e comunicações. Em relação à sua finalidade, os atos oficiais estabelecem regras para a conduta dos cidadãos e regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se for empregada a linguagem técnica adequada própria do órgão regulador. RESOLUÇÃO: Identifiquemos com um realce o trecho errado em cada uma das letras: A) as comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há dúvida de que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares, tem sua compreensão dificultada. Entretanto, abre-se exceção para os jargões técnicos, inerentes ao assunto abordado. Comentários: Não há exceção quanto ao jargão técnico. Ele, assim como todo jargão, deve ser evitado. B) o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. Caso se considere um caminho para a pobreza de linguagem, o uso do padrão culto possibilita, com reservas, o emprego de linguagem rebuscada, mas não de contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária. Comentários: Não se admitem rebuscamentos. C) se deve buscar, em nome da uniformidade, um “padrão oficial de linguagem”, com uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa 12 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial tradição no emprego das formas sintáticas, e isso implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. Comentários: De forma alguma! Não existe um padrão oficial de linguagem nem se admite o emprego de uma linguagem burocrática, restrita a alguns falantes. E) a necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre do próprio caráter público desses atos e comunicações. Em relação à sua finalidade, os atos oficiais estabelecem regras para a conduta dos cidadãos e regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se for empregada a linguagem técnica adequada própria do órgão regulador. Comentários: A linguagem técnica deve ser empregada somente quando estritamente necessária para o entendimento do conteúdo do texto. A letra D, portanto, traz a redação correta. Resposta: D FUNDEP - Assistente de Administração (INB)/2018 Considere as seguintes afirmativas sobre a redação de documentos e as normatizações do Manual de Redação da Presidência da República. I. Em uma frase, pode-se dizer que a redação oficial é o modo em que o Poder Público elabora e compõe atos normativos e comunicações. II. A redação oficial deve se caracterizar pela pessoalidade e responsabilidade, uso do padrão da norma culta e linguagem, podendo valer-se da informalidade desde que com clareza, concisão e uniformidade. III. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro, e os regionalismos vocabulares ou jargões técnicos dificultam sua compreensão. Segundo a normatização do Manual de Redação da Presidência da República, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) do(s) item(ns): a) I, apenas. b) II e III, apenas. c) I e III, apenas d) I, II e III. RESPOSTA: A afirmativa II está falsa, haja vista que a redação oficial é caracterizada pela impessoalidade. As afirmações I e III estão em consonância com as orientações constantes no MRPR. Resposta: C IBFC - Redator (CM Feira de Santana)/Debates/2018 A respeito da linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais, assinale a alternativa correta: a) Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter informativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos 13 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial b) As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro, evitando-se uma linguagem restrita a determinados grupos c) Ressalte-se que não há distância entre a língua falada e a escrita uma vez que ambas compreendem diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça d) A linguagem técnica deve ser empregada em todas as situações de comunicação oficial, devendo ser adotada no desenvolvimento das mensagens por sua clareza RESOLUÇÃO Letra A – ERRADA – Os atos oficiais são de caráter normativo, e não informativo. Letra B – CERTA – Em perfeita consonância com o MRPR. Letra C – ERRADA – O padrão falado segue uma codificação bem distinta do padrão escrito. Letra D – ERRADA – A linguagem técnica deve ser empregada quando estritamente necessária para o entendimento do documento oficial. Resposta: B Capítulo II – As Comunicações Oficiais O capítulo II é composto pelos itens 4, 5 e 6. O item 5 (O padrão ofício) sofreu consideráveis alterações decorrentes da atualização no MRPR feita no final de 2018. Por fim, o item 6 (Tipos de documento) se assemelha bastante em conteúdo à edição anterior. Cabe a nós mapear detalhadamente essas inovações. É o que faremos a seguir. Introdução Pronomes de Tratamento Galera, na seção relativa a pronomes de tratamento, há uma detalhada previsão dos tipos de pronome que devem ser empregados nos campos ENDEREÇAMENTO, VOCATIVO e no CORPO DO TEXTO. Vejamos a seguir essa listagem. Trata-se da reprodução fiel do conteúdo do MRPR, constante nas páginas 23 e 24 do documento: 14 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial 15 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Signatário Voltando às mudanças trazidas pela 3a edição, o MRPR estabeleceu algumas normas específicas para o SIGNATÁRIO e para a GRAFIA DE CARGOS COMPOSTOS. Vejamos: Lê-se no Manual: Na identificação do signatário, depois do nome do cargo, é possível utilizar os termos interino e substituto, conforme situações a seguir: interino é aquele nomeado para ocupar transitoriamente cargo público durante a vacância; substituto é aquele designado para exercer as atribuições de cargo público vago ou no caso de afastamento e impedimentos legais ou regulamentares do titular. Esses termos devem ser utilizados depois do nome do cargo, sem hífen, sem vírgula e em minúsculo. Como exemplos, podemos citar: 16 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Além disso, faz-se menção ao signatário do sexo feminino: Na identificação do signatário, o cargo ocupado por pessoa do sexo feminino deve ser flexionado no gênero feminino. Como exemplos,podemos citar: Ministra de Estado Secretária-Executiva interina Técnica Administrativa Coordenadora Administrativa Grafia de Cargos Compostos Escrevem-se com hífen: a) cargos formados pelo adjetivo “geral”: diretor-geral, relator-geral, ouvidor-geral; ... b) postos e gradações da diplomacia: primeiro-secretário, segundo-secretário; c) postos da hierarquia militar: tenente-coronel, capitão-tenente; Atenção: nomes compostos com elemento de ligação preposicionado ficam sem hífen: general de exército, general de brigada, tenente-brigadeiro do ar, capitão de mar e guerra; d) cargos que denotam hierarquia dentro de uma empresa: diretor-presidente, diretor-adjunto, editor-chefe, editor- assistente, sócio-gerente, diretor-executivo; e) cargos formados por numerais: primeiro-ministro, primeira-dama; f) cargos formados com os prefixos “ex” ou “vice”: ex-diretor, vice-coordenador. COMENTÁRIOS Nada de muito novo aqui! Essas alterações são justificadas pelas regras de emprego do hífen consolidadas com o Acordo Ortográfico de 2008. Um item, mesmo previsto no Acordo Ortográfico, é merecedor de uma maior atenção (preste atenção no grifo): O novo Acordo Ortográfico tornou opcional o uso de iniciais maiúsculas em palavras usadas reverencialmente, por exemplo para cargos e títulos (exemplo: o Presidente francês ou o presidente francês). 17 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Porém, em palavras com hífen, após se optar pelo uso da maiúscula ou da minúscula, deve-se manter a escolha para a grafia de todos os elementos hifenizados: pode-se escrever “Vice-Presidente” ou “vice-presidente”, mas não “Vice- presidente”. Voca�vo Veja o que está dito na página 26, do MRPR: O padrão o�cio Já no início desse item, vem a novidade: 18 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expedientes que se diferenciavam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-los, deve-se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam o que chamamos de padrão ofício. A distinção básica anterior entre os três era: a) aviso: era expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia; b) ofício: era expedido para e pelas demais autoridades; e c) memorando: era expedido entre unidades administrativas de um mesmo órgão. Atenção: Nesta nova edição ficou abolida aquela distinção e passou-se a utilizar o termo ofício nas três hipóteses. COMENTÁRIOS: Senhores, perdeu o sentido um amplo rol de questões que tratavam das peculiaridades do ofício, do memorando e do aviso. Simplesmente esses documentos passam a ser um só, denominados de ... OFÍCIO. A nova edição do MRPR traz as partes componentes do PADRÃO OFÍCIO. Vamos detalhá-las a seguir: 19 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Cabeçalho Os dados do órgão, tais como endereço, telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento, centralizados. COMENTÁRIO: O cabeçalho é centralizado, devendo-se observar abaixo do brasão da República o nome do órgão principal e dos órgãos secundários, da maior para a menor hierarquia. Identificação do expediente OFÍCIONo652/2018/SAA/SE/MT Os documentos oficiais devem ser identificados da seguinte maneira: a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas; b) indicação de numeração: abreviatura da palavra “número”, padronizada como No; c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que expede o documento, da menor para a maior hierarquia, separados por barra (/); e d) alinhamento: à margem esquerda da página. Local de data do documento Brasília, 2 de fevereiro de 2018. b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. Não se deve utilizar a sigla da unidade da federação depois do nome da cidade; c) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para os demais dias do mês. Não se deve utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês; d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula; e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; e f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página. 20 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial COMENTÁRIOS: A máxima atenção para o alinhamento à direita. Endereçamento vocativo: na forma de tratamento adequada para quem receberá o expediente (ver subitem “4.1 Pronomes de tratamento”); nome: nome do destinatário do expediente; cargo: cargo do destinatário do expediente; endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: primeira linha: informação de localidade/logradouro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo órgão, informação do setor; segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação, separados por espaço simples. Na separação entre cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo travessão. No caso de ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da federação; e alinhamento: à margem esquerda da página 21 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Assunto Assunto: Encaminhamento do Relatório de Gestão julho/2018. Assunto: Aquisição de computadores. O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado da seguinte maneira: a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida de dois-pontos; b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial maiúscula, não se deve utilizar verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras; c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito; d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto; e e) alinhamento: à margem esquerda da página. Texto do Documento O texto do documento oficial deve seguir a seguinte padronização de estrutura: I – nos casos em que não seja usado para encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comunicação. Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que. Prefira empregar a forma direta: Informo, Solicito, Comunico; b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser 22 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; e c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o assunto. II – quando forem usados para encaminhamento de documentos, a estrutura é modificada: a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário e assunto de que se trata) e a razão pela qual está sendo encaminhado; e b) desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento. Caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em expediente usado para encaminhamento de documentos. COMENTÁRIOSResumindo: Se o documento NÃO for de mero encaminhamento, deve possuir INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. Se o documento for de mero encaminhamento, deve possuir INTRODUÇÃO e o DESENVOLVIMENTO é opcional. III – tanto na estrutura I quanto na estrutura II, o texto do documento deve ser formatado da seguinte maneira: ... c) parágrafos: ... iii) numeração dos parágrafos: apenas quando o documento tiver três ou mais parágrafos, desde o primeiro parágrafo. Não se numeram o vocativo e o fecho; COMENTÁRIOS: Muita atenção à numeração dos parágrafos (apenas quando houver três ou mais parágrafos). E fiquem atentos ao detalhe de não numerar vocativo e fecho! Fecho Respeitosamente, Atenciosamente Respeitosamente, Atenciosamente, Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) Para autoridades de hierarquia superior à do remetente, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia inferior ou demais casos: Atenciosamente, 23 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial COMENTÁRIOS: DEVEMOS RESPEITAR QUEM ESTÁ ACIMA DE NÓS, usando o fecho “Respeitosamente”. DEVEMOS TER ATENÇÃO COM NOSSOS PARES E COM QUEM ESTÁ ABAIXO DE NÓS, usando o fecho “Atenciosamente”. Identificação do Signatário (espaço para assinatura) NOME Coordenador-Geral de Gestão de Pessoas Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem informar o signatário segundo o padrão: a) nome: nome da autoridade que as expede, GRAFADO EM LETRAS MAIÚSCULAS, SEM NEGRITO. Não se usa linha acima do nome do signatário; b) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. As preposições que liguem as palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e c) alinhamento: a identificação do signatário deve ser centralizada na página. COMENTÁRIOS: Aqui é muito importante se dizer que todos assinam, mas nem todos se identificam. O Presidente da República é o único que não precisa de IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO. Cuidado!!! A banca vai dizer que o Presidente não assina. Isso está ERRADO! O Presidente assina sim. O que não haverá para o Presidente é a IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO. 24 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial 25 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial Tipos de Documento Exposição de Motivos Exposição de motivos (EM) é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para: a) propor alguma medida; b) submeter projeto de ato normativo à sua consideração; ou c) informá-lo de determinado assunto. A exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um ministério, a exposição de motivos será assinada por todos os ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial. Independentemente de ser uma EM com apenas um autor ou uma EM interministerial, a sequência numérica das exposições de motivos é única. A numeração começa e termina dentro de um mesmo ano civil. Mensagem 26 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial A Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da administração pública; para expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; para submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; para apresentar veto; enfim, fazer comunicações do que seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação. Correio Eletrônico Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir padronização da mensagem comunicada. No entanto, devem-se observar algumas orientações quanto à sua estrutura. 27 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial O assunto deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem. Assim, quem irá receber a mensagem identificará rapidamente do que se trata; quem a envia poderá, posteriormente, localizar a mensagem na caixa do correio eletrônico. Deve-se assegurar que o assunto reflita claramente o conteúdo completo da mensagem para que não pareça, ao receptor, que se trata de mensagem não solicitada/lixo eletrônico. Em vez de “Reunião”, um assunto mais preciso seria “Agendamento de reunião sobre a Reforma da Previdência”. A possibilidade de anexar documentos, planilhas e imagens de diversos formatos é uma das vantagens do e-mail. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre o conteúdo do anexo. Antes de enviar um anexo, é preciso avaliar se ele é realmente indispensável e se seria possível colocá-lo no corpo do correio eletrônico. Deve-se evitar o tamanho excessivo e o reencaminhamento de anexos nas mensagens de resposta. Sugere-se que todas as instituições da administração pública adotem um padrão de texto de assinatura. A assinatura do e- mail deve conter o nome completo, o cargo, a unidade, o órgão e o telefone do remetente. Maria da Silva Assessora Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (61)XXXX-XXXX 28 de 28 | www.direcaoconcursos.com.br Português para Polícia Federal Prof. José Maria Aula 13: Redação oficial