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Coerência consiste em adequada articulação entre os sentidos das partes de um texto, e
ou adequação entre significados do texto e dados da realidade.
Coesão consiste em estabelecer referência de um trecho a outro do texto, e ou estabelecer
conexão/sequência entre orações/frases/parágrafos. Além disso, a coesão pode levar em
conta elementos da situação comunicativa entre emissor e receptor (coesão exofórica e
emprego de elementos dêiticos).
COERÊNCIA versus COESÃO
infância 
O camisolão 
O jarro 
O passarinho 
O oceano 
A visita na casa que a 
gente sentava no sofá
adolescência 
Aquele amor 
Nem me fale 
maturidade 
O Sr. e Sr. a Amadeu 
Participam a V. Exa. 
O feliz nascimento 
De sua filha Gilberta
velhice 
O netinho jogou os 
óculos 
Na latrina
(Oswald de Andrade)
COERÊNCIA versus COESÃO
Latrina: vaso sanitário, privada
A Coerência Textual
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A COERÊNCIA pode ocorrer internamente ao texto, ou pode ocorrer entre o texto e a 
realidade.
 A coerência interna (ou coerência textual) significa adequação entre os sentidos das 
partes do texto. 
 A coerência entre o texto e a realidade significa que o sentido produzido no texto 
equivale a um dado do mundo real. É chamada também de coerência pragmática.
Observe os exemplos abaixo
1) Diante do perigo, só tinha medo de ter coragem. ➔frase claramente sem coerência 
interna
2) Ana gosta de acordar bem cedo para ver o sol nascer no Oeste. ➔frase sem coerência 
pragmática (não corresponde ao dado do mundo real, onde o sol nasce no Leste, e não 
no Oeste)
Coerência textual
As marcas mais visíveis da textualidade são a coesão, a coerência e a 
intertextualidade.
Entre as frases a seguir, assinale aquela que não mostra coerência.
(A) O amor se parece com a sede: um pouco de comida o sustenta.
(B) Charme é conseguir a resposta sem ter feito nenhuma pergunta clara.
(C) Posso bem perdoar, mas esquecer é outra coisa.
(D) Ninguém escreve em seu caderno de notas os favores recebidos de outrem.
(E) Eu e meu pai, nossas semelhanças são diferentes.
FGV/SEFAZ-RS. Coerência textual
RESPOSTA: 
MUITO CUIDADO! A coerência NÃO é a mesma coisa que SENTIDO.
➔Coerência vai além do mero significado das palavras e frases.
➔É preciso observar a articulação das ideias no texto.
EXEMPLO, na Constituição Federal: 
 Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem 
à melhoria de sua condição social:
OBSERVE:
• NÃO ocorre artigo definido “os” diante de “direitos”;
• o texto constitucional NÃO apresenta TODOS os direitos trabalhistas (“além de outros”).
CONCLUSÃO
➔É coerente NÃO empregar o artigo definido. Sua ausência indica palavra em sentido geral. 
➔Se usarmos o artigo definido e escrevermos “São os direitos dos trabalhadores urbanos e 
rurais...”, seremos incoerentes. MAS não seremos incoerentes APENAS porque mudou o 
sentido. Seremos incoerentes porque o NOVO sentido definido NÃO é adequado no texto 
constitucional.
Coerência textual. ID Q3703020
Veja mais:
TEXTO. Durante muitos anos discutiu-se apaixonadamente se as empresas multinacionais 
(EMNs) iam dominar o mundo, ou se serviam aos interesses imperialistas de seus países-
sede, mas esses debates foram murchando, seja porque não fazia sentido econômico 
hostilizar as EMNs, seja porque elas pareciam, ao menos nas grandes questões, alheias e 
inofensivas ao mundo da política.
Questão. A substituição das formas verbais “iam” e “serviam” por iriam e serviriam preserva 
a coerência e a correção textual?
Coerência textual
Suposta esta primeira verdade, certa e infalível; a segunda cousa que suponho com a 
mesma certeza é que a restituição do alheio sob pena da salvação não só obriga aos súditos e 
particulares, senão também aos cetros e às coroas. Cuidam, ou devem cuidar alguns príncipes 
que, assim como são superiores a todos, assim são senhores de tudo, e é engano. A lei da 
restituição é lei natural e lei divina. Enquanto lei natural, obriga aos reis, porque a natureza fez 
iguais a todos; e enquanto lei divina, também os obriga, porque Deus, que os fez maiores que 
os outros, é maior que eles. Esta verdade só tem contra si a prática e o uso. Mas por parte 
deste mesmo uso argumenta assim São Tomás, o qual é hoje o meu doutor, e nestas matérias 
o de maior autoridade: a rapina, ou roubo, é tomar o alheio violentamente contra vontade de 
seu dono: “os príncipes tomam muitas cousas a seus vassalos violentamente, e contra sua 
vontade; logo, parece que o roubo é lícito em alguns casos, porque se dissermos que os 
príncipes pecam nisto, todos eles, ou quase todos se condenariam”. Oh que terrível e 
temerosa consequência e quão digna de que a considerem profundamente os príncipes, e os 
que têm parte em suas resoluções e conselhos! Responde ao seu argumento o mesmo Doutor 
angélico (...). Respondo (diz S. Tomás) que, se os príncipes tiram dos súbditos o que segundo 
justiça lhes é devido para conservação do bem comum, ainda que o executem com violência, 
não é rapina ou roubo. Porém, se os príncipes tomarem por violência o que se lhes não deve, é 
rapina e latrocínio. Donde se segue que estão obrigados à restituição como os ladrões, e que 
pecam tanto mais gravemente que os mesmos ladrões, quanto mais perigoso e mais comum o 
dano com que ofendem a justiça pública, de que eles estão postos por defensores.
Padre António Vieira. Sermão do bom ladrão. Pregado na Igreja da Misericórdia de
Lisboa, no ano de 1655. Internet: (com adaptações).
No quarto período, a supressão das vírgulas que isolam a oração “que os fez 
maiores que os outros” prejudicaria a coerência das ideias que sustentam o texto, 
baseadas na fé católica.
Cebraspe/SEFAZ-RS. Coerência textual
RESPOSTA: 
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto 
precedente.
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