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Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria Autor: Tonyvan de Carvalho Oliveira 16 de Fevereiro de 2025 RISCO DE AUDITORIA. FRAUDE E ERRO. Sumário RISCO DE AUDITORIA. FRAUDE E ERRO. ...................................................................................... 1 ANÁLISE ESTATÍSTICA ............................................................................................................ 2 ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE .............................................. 2 APOSTA ESTRATÉGICA............................................................................................................ 9 QUESTÕES ESTRATÉGICAS ..................................................................................................... 12 QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO ........................................................................ 21 Perguntas .......................................................................................................................................... 21 Perguntas com respostas ................................................................................................................. 21 LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS ........................................................................................... 24 Gabarito ............................................................................................................................................ 28 BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................... 29 Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 2 ANÁLISE ESTATÍSTICA Os tópicos “Risco de Auditoria e Fraude e Erro” possuem os seguintes graus de incidência: Tópico % de cobrança Risco de Auditoria 4,44% Fraude e erro 2,39% ROTEIRO DE REVISÃO E PONTOS DO ASSUNTO QUE MERECEM DESTAQUE A ideia desta seção é apresentar um roteiro para que você realize uma revisão completa do assunto e, ao mesmo tempo, destacar aspectos do conteúdo que merecem atenção. Para revisar e ficar bem preparado no assunto “Risco de Auditoria, Fraude e Erro”, você precisa, basicamente, seguir os passos a seguir: 1. A maior parte das questões sobre o assunto diz respeito à literalidade das Normas de Auditoria Independente – NBC TA. 1.1 NBC TA 200(R1): 1.1.1 Definição de Risco de Auditoria e seus componentes: (c) Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. [...] (e) Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. [...] (n) Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 3 nível das afirmações: (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. [...] Risco de auditoria O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. A avaliação dos riscos baseia-se em procedimentos de auditoria para a obtenção de informações necessárias para essa finalidade e evidências obtidas ao longo de toda a auditoria. A avaliação dos riscos é antes uma questão de julgamento profissional que uma questão passível de mensuração precisa. 1.1.2 Níveis do risco de distorção relevante: Risco de distorção relevante Os riscos de distorção relevante podem existir em dois níveis: • no nível geral da demonstração contábil; e • no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações. Riscos de distorção relevante no nível geral da demonstração contábil referem-se aos riscos de distorção relevante que se relacionam de forma disseminada às demonstrações contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação são avaliados para que se determine a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria necessários para a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente. Essa evidência possibilita ao auditor expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis em um nível aceitavelmente baixo de risco de auditoria. Os auditores usam várias abordagens para cumprir o objetivo de avaliar os Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 4 riscos de distorção relevante. Por exemplo, o auditor pode fazer uso de um modelo que expresse a relação geral dos componentes do risco de auditoria em termos matemáticos para chegar a um nível aceitável de risco de detecção. Alguns auditores julgam tal modelo útil no planejamento de procedimentos de auditoria. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação consistem em dois componentes: risco inerente e risco de controle. O risco inerente e o risco de controle são riscos da entidade; eles existem independentemente da auditoria das demonstrações contábeis. O risco inerente é mais alto para algumas afirmações e classes relacionadas de transações, saldos contábeis e divulgações do que para outras. Por exemplo, ele pode ser mais alto para cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de estimativas contábeis sujeitas à incerteza significativa de estimativa. Circunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios também podem influenciar o risco inerente. Por exemplo, desenvolvimentos tecnológicos podem tornar obsoleto um produto específico, tornando assim o estoque mais suscetível de distorção em relação à superavaliação. Fatores na entidade e no seu ambiente, relacionados às várias ou todas as classes de transações, saldos contábeis ou divulgações também podem influenciar o risco inerente relacionado a uma afirmação específica. Tais fatores podem incluir, por exemplo, falta de capital de giro suficiente para a continuidade das operações ou um setor em declínio caracterizado por um grande número de falências. O risco de controle é uma função da eficácia do desenho (controles estabelecidos), da implementação e da manutenção do controle interno pela administração no tratamento dos riscos identificados que ameaçam o cumprimento dos objetivos da entidade, que são relevantes para a elaboração das demonstrações contábeis da entidade. Contudo, o controle interno, independentemente da qualidade da sua estrutura e operação, pode reduzir, mas não eliminar, os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, por causa das limitações inerentes ao controle interno. Essas limitações incluem, por exemplo, a possibilidade de erros ou equívocos humanos, ou de controles contornados por conluio ou burla inapropriada da administração. Portanto, algum risco de controle sempreexiste. As NBCs TA oferecem as condições nas quais existe a exigência, ou a possibilidade de escolha pelo auditor, de testar a eficácia dos controles na determinação da natureza, época e extensão de procedimentos substantivos a serem executados. Risco de detecção Para um dado nível de risco de auditoria, o nível aceitável de risco de detecção tem uma relação inversa com os riscos avaliados de distorção relevante no nível da afirmação. Por exemplo, quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita existir, menor é o risco de detecção que pode ser aceito e, portanto, mais persuasivas são as evidências de Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 5 auditoria exigidas. O risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos procedimentos que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. Assuntos como: • planejamento adequado; • designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho; • aplicação de ceticismo profissional; e • supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado, ajudam a aprimorar a eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado, aplicar erroneamente um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria. A46. A NBC TA 300 e a NBC TA 330 estabelecem exigências e fornecem orientação sobre o planejamento da auditoria das demonstrações contábeis e as respostas do auditor aos riscos avaliados. O risco de detecção, porém, só pode ser reduzido, não eliminado, devido às limitações inerentes de uma auditoria. Portanto, sempre existe risco de detecção. Limitação inerente da auditoria O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero, e, portanto, não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Isso porque uma auditoria tem limitações inerentes, e, como resultado, a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas ao invés de conclusivas. As limitações inerentes de uma auditoria originam-se da: • natureza das informações contábeis; • natureza dos procedimentos de auditoria; e • necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável e a um custo razoável. 1.1.3 Distinção entre fraude e erro, segundo a NC TI 01: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 6 O termo “fraude” aplica-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. O termo “erro” aplica-se a ato não-intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários. 1.2 NBC TA 240(R1): 1.2.1 Definição de fraude, fatores de risco, Responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude: Definição de fraude Fraude é o ato intencional de um ou mais indivíduos da administração, dos responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal. Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra. Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas de auditoria, o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 7 Responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. É importante que a administração, com a supervisão geral dos responsáveis pela governança, enfatize a prevenção da fraude, o que pode reduzir as oportunidades de sua ocorrência, e a dissuasão da fraude, o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e punição. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de honestidade e comportamento ético, que pode ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. A supervisão geral por parte dos responsáveis pela governança inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de elaboração de informações contábeis, tais como tentativas da administração de gerenciar os resultados para que influenciem a percepção dos analistas quanto à rentabilidade e desempenho da entidade. O auditor é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro. Conforme descrito na NBC TA 200, devido às limitações inerentes da auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis podem não ser detectadas, apesar de a auditoria ser devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria. O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é mais alto do que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro. Isso porque a fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou prestação intencional de falsas representações ao auditor. Tais tentativas de ocultação podem ser ainda mais difíceis de detectar quando associadas a um conluio. O conluio pode levar o auditor a acreditar que a evidência é persuasiva, quando, na verdade, ela é falsa. A capacidade do auditor de detectar uma fraude depende de fatores como a habilidade do perpetrador, a frequência e a extensão da manipulação, o grau de conluio, a dimensão relativa dos valores individuais manipulados e a posição dos indivíduos envolvidos. Embora o auditor possa ser capaz de identificar oportunidades potenciais de perpetração de fraude, é difícil para ele determinar se as distorções em áreas de julgamento como estimativas contábeis foram causadas por fraude ou erro. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br ==338b5d== 8 Além disso, o risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude da administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados, porque a administração frequentemente tem condições de manipular, direta ou indiretamente, os registros contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de controle destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas por outros empregados. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br9 APOSTA ESTRATÉGICA Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 10 Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 11 Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 12 QUESTÕES ESTRATÉGICAS Nesta seção, apresentamos e comentamos uma amostra de questões objetivas selecionadas estrategicamente: são questões com nível de dificuldade semelhante ao que você deve esperar para a sua prova e que, em conjunto, abordam os principais pontos do assunto. Aspectos gerais de Fraude e Erro. 1. (FGV – AUDITOR IMBEL - 2021) Assinale a opção que indica o fator que distingue a fraude do erro. A) A fraude é intencional, enquanto o erro não é. B) A fraude é detectada, enquanto o erro não é. C) A fraude tem responsável, enquanto o erro não tem. D) O efeito da fraude deve ser corrigido nas demonstrações contábeis, enquanto, o do erro, não. E) A fraude gera uma ressalva no relatório dos auditores, enquanto o erro não gera. Comentários Segundo a NBC TI 01: Gabarito: A. 2. (FGV – AUDITOR IMBEL - 2021) Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 13 De acordo com a NBC TA 240 (R1) – Responsabilidade do auditor em relação à fraude, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, entre os principais responsáveis pela prevenção e detecção da fraude em uma entidade estão A) os auditores internos. B) os auditores externos. C) os órgãos reguladores. D) s responsáveis pela governança. E) os conselhos fiscais. Comentários Segundo a NBC TA 240 (R1): 4. A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.[...] Gabarito: D. 3. (FGV – AUDITOR FISCAL SEFAZ ES - 2021) Alguns indicadores podem sugerir que transações significativas, fora do curso normal dos negócios de uma entidade, podem ter sido contabilizados com a intenção de produzir informações contábeis fraudulentas ou ocultar apropriação indevida de ativos. As opções a seguir apresentam alguns desses indicadores, à exceção de uma. Assinale-a. A) A forma das transações parece excessivamente complexa. B) A administração realiza apenas operações à vista. C) A administração não discute a natureza e a contabilização das transações com os responsáveis pela governança da entidade, e a documentação é inadequada. D) A administração dá mais ênfase à necessidade de tratamento contábil específico do que à razão econômica subjacente da operação. E) As transações que envolvem partes relacionadas de entidades não consolidadas, não foram adequadamente revisadas ou aprovadas pelos encarregados da governança da entidade. Comentários Questão aborda aspectos relacionados aos indicadores que podem sugerir que transações significativas com a intenção de produzir informações contábeis fraudulentas ou ocultar apropriação indevida de ativos. Segundo a NBC TA 240(R1): A49. Indicadores que podem sugerir que transações significativas, fora do curso normal de negócios da entidade ou que pareçam de outro modo não usuais podem ter sido contabilizadas Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 14 com a intenção de produzir informações contábeis fraudulentas ou ocultar apropriação indevida de ativos, incluem: A forma de tais transações parece excessivamente complexa (por exemplo, a transação envolve diversas entidades que compõem um grupo consolidado ou terceiros não relacionados). A administração não discutiu a natureza e a contabilização de tais transações com os responsáveis pela governança da entidade, e há documentação inadequada. A administração está dando mais ênfase à necessidade de tratamento contábil específico do que à razão econômica subjacente da operação. Transações que envolvam partes relacionadas não consolidadas, inclusive entidades com propósito específico, não foram adequadamente revisadas ou aprovadas pelos encarregados da governança da entidade. Transações que envolvem partes relacionadas não identificadas anteriormente ou partes que não tem a substância ou a capacidade financeira para arcar com a transação sem a ajuda da entidade sob auditoria. Ante o exposto, verifica-se que “administração realiza apenas operações à vista” não faz parte desse rol. Complementarmente, segundo a NBC TA 570, quando a administração realiza apenas operações à vista é um indicativo financeiro de risco à continuidade. Gabarito: B. 4. (FGV – ISS SJC - 2024) De acordo com a NBC TA 240 (R1)– Responsabilidade do Auditor em Relação à Fraude, no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis, a principal responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude em uma entidade é A) dos auditores. B) dos auditores e das entidades reguladoras. C) da administração da entidade e das entidades reguladoras. D) dos auditores e dos responsáveis pela governança da entidade. E) dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.. Comentários Outra questão extraída da NBC TA 240(R1), mas poderia perfeitamente sair com os conhecimentos basilares de auditoria. Veja que essa responsabilidade é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. Não há previsão normativa de essa responsabilidade ser área de gestão de riscos da organização. Segundo a NBC TA 240(R1): Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 15 4. A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. É importante que a administração, com a supervisão geral dos responsáveis pela governança, enfatize a prevenção da fraude, o que pode reduzir as oportunidades de sua ocorrência, e a dissuasão da fraude, o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e punição. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de honestidade e comportamento ético, que pode ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. A supervisão geral por parte dos responsáveis pela governança inclui a consideração do potencial de burlar controles ou de outra influência indevida sobre o processo de elaboração de informações contábeis, tais como tentativas da administração de gerenciar os resultados para que influenciem a percepção dos analistas quanto à rentabilidade e desempenho da entidade. [grifos não constantes no original] Gabarito: E. 5. (FGV – ISS SJC - 2024) Em relação ao risco de o auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude, assinale a afirmativa correta, de acordo com a NBC TA 240 (R1)– Responsabilidade do Auditor em Relação à Fraude. A) É maior no caso de fraude cometida por empregados, uma vez que são eles que fornecem as informações solicitadas pelo auditor. B) É maior no caso de fraude cometida por empregados, uma vez que estes estão envolvidos diretamente no dia-a-dia da entidade. C) É maior no caso de fraude cometida por empregados, uma vez que estes estão presentes em maior número, tendo, portanto, mais oportunidades. D) É maior no caso de fraude da administração, uma vez que esta frequentemente tem condições de manipular os registros contábeis, direta ou indiretamente. E) É maior no caso de fraude da administração, uma vez que a fraude envolve esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la. ComentáriosSegundo a NBC TA 240 (R1): 7. Além disso, o risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude da administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados, porque a administração frequentemente tem condições de manipular, direta ou indiretamente, os registros contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de controle destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas por outros empregados. Gabarito: D. 6. (FGV - SEFAZ MG - 2023) Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 16 Entre os objetivos do auditor independente está o de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis tomadas em conjunto estão livres de distorção relevante, independentemente de ser causada por fraude ou erro. Em relação ao risco de não se detectar distorções relevantes resultantes de fraude ou de erro, assinale a afirmativa correta. A) O risco é maior quando resultante de erro, uma vez que pode indicar uma deficiência da entidade em relação a seus concorrentes. B) O risco é maior quando resultante de erro, uma vez que o erro pode indicar que os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis não estão exercendo o seu trabalho com propriedade. C) O risco é igual quando resultante de fraude e de erro, uma vez que ambos indicam que as demonstrações contábeis não estão refletindo o que se propõe a apresentar. D) O risco é maior quando resultante de fraude, uma vez que os dados podem influenciar de modo incorreto as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. E) O risco é maior quando resultante de fraude, uma vez que a fraude pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou transgressão dos controles internos. Comentários Segundo a NBC TA 700: 39. A seção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis” do relatório do auditor deve também (ver item A50): (b) descrever a auditoria especificando que as responsabilidades do auditor são: (i) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, planejar e executar procedimentos de auditoria que respondam a esses riscos e obter evidência de auditoria que seja suficiente e apropriada para fornecer uma base para a opinião do auditor. O risco de não se detectar uma distorção relevante resultante de fraude é maior que aquele de se detectar uma distorção relevante resultante de erro, uma vez que a fraude pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou transgressão dos controles internos; Gabarito: E. Aspectos gerais de Risco de Auditoria. 7. (FGV – CGM RJ - 2023) Ao iniciar um processo de avaliação de riscos em um trabalho de auditoria, o auditor deve recordar que existem diferentes tipos de riscos que carecem de avaliação e respostas específicas. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 17 No contexto da auditoria das demonstrações contábeis, conforme definido pelas normas de auditoria, o risco definido pela “suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que pode ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados” deve ser tratado como um risco: A) de controle; B) de detecção; C) de distorção; D) inerente; E) operacional. Comentários Questão aborda o conceito de RISCO INERENTE. Segundo a NBC TA 200 (R1): 13. Para fins das NBC TAs, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: [...] Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. [...] Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. [...] Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no nível das afirmações: (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. [grifo nosso] Gabarito: D. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 18 8. (FGV – AUDITOR FEDERAL DE FINANÇAS E CONTROLE CGU – 2022) Numa auditoria de demonstrações contábeis, foi determinado que o risco de auditoria seria muito baixo. O auditor independente avaliou os riscos de distorção relevante para, em seguida, estabelecer o nível de risco de detecção aceitável. O auditor deve ter em mente que: A) controles internos eficazes contribuem para elevar o risco de controle; B) controles internos eficazes podem eliminar o risco de controle; C) quanto maiores forem os riscos de distorção relevante, menor será o risco de detecção; D) os riscos de distorção relevante no nível da afirmação têm dois componentes: o risco inerente e o risco de auditoria; E) procedimentos de auditoria bem desenhados e adequadamente aplicados contribuem para redução do risco inerente. Comentários Letra A) ERRADA. O correto seria dizer controles internos INEFICAZES contribuem para elevar o risco de controle. Letra B) ERRADA. O correto seria dizer controles internos eficazes podem MITIGAR/DIMINUIR o risco de controle. Letra C) CORRETA. Há uma relação inversa entre risco de distorção relevante e risco de detecção. Veja: Letra D) ERRADA. O correto seria dizer os riscos de distorção relevante no nível da afirmação têm dois componentes: o risco inerente e o risco de CONTROLE. Letra E) ERRADA. O correto seria dizer procedimentos de auditoria bem desenhados e adequadamente aplicados contribuem para redução do risco DE DETECÇÃO. Gabarito: C. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 19 9. (FGV – TÉCNICO DE ARRECADAÇÃO SEFAZ AM - 2022) O risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Um de seus componentes é o risco de controle, que representa o risco A) de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada, quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. B) de que a pessoa ou a organização com a responsabilidade de supervisionar de forma geral a direção estratégica da entidade e obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade, não corresponda ao perfil desejado. C) de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. D) relacionado à suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, um saldo contábilou uma divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados. E) de que a distorção que pode ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida, tempestivamente, pelo controle interno da entidade. Comentários Questão aborda o conceito de RISCO DE CONTROLE. Segundo a NBC TA 200 (R1): 13. Para fins das NBC TAs, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: [...] Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. [...] Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. [...] Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no nível das afirmações: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 20 (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. [grifo nosso] Gabarito: E. 10. (FGV – FUNSAÚDE CE – 2021) Leia o fragmento a seguir: Risco de ____________________ é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. É uma função dos riscos de ____________________ e do risco de ____________________. Assinale a opção cujos termos completam corretamente as lacunas do fragmento acima. A) auditoria - de distorção relevante - de detecção B) detecção – inerente - de controle C) detecção - de distorção relevante - de auditoria D) distorção relevante – inerente - de controle E) distorção relevante - de auditoria - de detecção Comentários Questão aborda o conceito de RISCO DE AUDITORIA e seus componentes. Segundo a NBC TA 200 (R1): 13. Para fins das NBC TAs, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir: [...] Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. [...] Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. [...] Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no nível das afirmações: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 21 (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados; (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. [grifo nosso] Gabarito: A. QUESTIONÁRIO DE REVISÃO E APERFEIÇOAMENTO Vamos ao nosso questionário: Perguntas 1) Quais os níveis que podem existir os riscos de distorção relevante? 2) De onde se originam as limitações inerentes de uma auditoria? 3) O auditor pode reduzir o risco de auditoria a zero? Explique. 4) Quais os dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor? 5) Diferencia fraude e erro, segundo a NBC TI 01. 6) A quem pertence a responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude e erro? Perguntas com respostas 1) Quais os níveis que podem existir os riscos de distorção relevante? • no nível geral da demonstração contábil; e • no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações. 2) De onde se originam as limitações inerentes de uma auditoria? As limitações inerentes de uma auditoria originam-se da: • natureza das informações contábeis; • natureza dos procedimentos de auditoria; e Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 22 • necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período de tempo razoável e a um custo razoável. 3) O auditor pode reduzir o risco de auditoria a zero? Explique. O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero, e, portanto, não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Isso porque uma auditoria tem limitações inerentes, e, como resultado, a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas ao invés de conclusivas. 4) Quais os dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor? Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude. 5) Diferencia fraude e erro, segundo a NBC TI 01. 6) A quem pertence a responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude e erro? A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. Grande abraço e bons estudos! D IF ER EN Ç A E N TR E FR A U D E E ER R O NBC TI 01 FRAUDE Ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. ERRO Ato não-intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários.. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 23 O sucesso não tem segredo. É só você trabalhar bastante, ter coragem e determinação para nunca desistir! Tonyvan Carvalho Face: www.facebook.com/ProfessorTonyvanCarvalho Insta: www.instagram.com/ professortonyvancarvalho YouTube: youtube.com/TonyvanCarvalhoTelegram: https://t.me/professortonyvancarvalho Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 24 LISTA DE QUESTÕES ESTRATÉGICAS 1. (FGV – AUDITOR IMBEL - 2021) Assinale a opção que indica o fator que distingue a fraude do erro. A) A fraude é intencional, enquanto o erro não é. B) A fraude é detectada, enquanto o erro não é. C) A fraude tem responsável, enquanto o erro não tem. D) O efeito da fraude deve ser corrigido nas demonstrações contábeis, enquanto, o do erro, não. E) A fraude gera uma ressalva no relatório dos auditores, enquanto o erro não gera. 2. (FGV – AUDITOR IMBEL - 2021) De acordo com a NBC TA 240 (R1) – Responsabilidade do auditor em relação à fraude, no contexto da auditoria de demonstrações contábeis, entre os principais responsáveis pela prevenção e detecção da fraude em uma entidade estão A) os auditores internos. B) os auditores externos. C) os órgãos reguladores. D) os responsáveis pela governança. E) os conselhos fiscais. 3. (FGV – AUDITOR FISCAL SEFAZ ES - 2021) Alguns indicadores podem sugerir que transações significativas, fora do curso normal dos negócios de uma entidade, podem ter sido contabilizados com a intenção de produzir informações contábeis fraudulentas ou ocultar apropriação indevida de ativos. As opções a seguir apresentam alguns desses indicadores, à exceção de uma. Assinale-a. A) A forma das transações parece excessivamente complexa. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 25 B) A administração realiza apenas operações à vista. C) A administração não discute a natureza e a contabilização das transações com os responsáveis pela governança da entidade, e a documentação é inadequada. D) A administração dá mais ênfase à necessidade de tratamento contábil específico do que à razão econômica subjacente da operação. E) As transações que envolvem partes relacionadas de entidades não consolidadas, não foram adequadamente revisadas ou aprovadas pelos encarregados da governança da entidade. 4. (FGV – ISS SJC - 2024) De acordo com a NBC TA 240 (R1)– Responsabilidade do Auditor em Relação à Fraude, no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis, a principal responsabilidade pela prevenção e detecção de fraude em uma entidade é A) dos auditores. B) dos auditores e das entidades reguladoras. C) da administração da entidade e das entidades reguladoras. D) dos auditores e dos responsáveis pela governança da entidade. E) dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.. 5. (FGV – ISS SJC - 2024) Em relação ao risco de o auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude, assinale a afirmativa correta, de acordo com a NBC TA 240 (R1)– Responsabilidade do Auditor em Relação à Fraude. A) É maior no caso de fraude cometida por empregados, uma vez que são eles que fornecem as informações solicitadas pelo auditor. B) É maior no caso de fraude cometida por empregados, uma vez que estes estão envolvidos diretamente no dia-a-dia da entidade. C) É maior no caso de fraude cometida por empregados, uma vez que estes estão presentes em maior número, tendo, portanto, mais oportunidades. D) É maior no caso de fraude da administração, uma vez que esta frequentemente tem condições de manipular os registros contábeis, direta ou indiretamente. E) É maior no caso de fraude da administração, uma vez que a fraude envolve esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 26 6. (FGV - SEFAZ MG - 2023) Entre os objetivos do auditor independente está o de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis tomadas em conjunto estão livres de distorção relevante, independentemente de ser causada por fraude ou erro. Em relação ao risco de não se detectar distorções relevantes resultantes de fraude ou de erro, assinale a afirmativa correta. A) O risco é maior quando resultante de erro, uma vez que pode indicar uma deficiência da entidade em relação a seus concorrentes. B) O risco é maior quando resultante de erro, uma vez que o erro pode indicar que os responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis não estão exercendo o seu trabalho com propriedade. C) O risco é igual quando resultante de fraude e de erro, uma vez que ambos indicam que as demonstrações contábeis não estão refletindo o que se propõe a apresentar. D) O risco é maior quando resultante de fraude, uma vez que os dados podem influenciar de modo incorreto as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. E) O risco é maior quando resultante de fraude, uma vez que a fraude pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas declarações ou transgressão dos controles internos. 7. (FGV – CGM RJ - 2023) Ao iniciar um processo de avaliação de riscos em um trabalho de auditoria, o auditor deve recordar que existem diferentes tipos de riscos que carecem de avaliação e respostas específicas. No contexto da auditoria das demonstrações contábeis, conforme definido pelas normas de auditoria, o risco definido pela “suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que pode ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados” deve ser tratado como um risco: A) de controle; B) de detecção; C) de distorção; D) inerente; E) operacional. 8. (FGV – AUDITOR FEDERAL DE FINANÇAS E CONTROLE CGU – 2022) Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 27 Numa auditoria de demonstrações contábeis, foi determinado que o risco de auditoria seria muito baixo. O auditor independente avaliou os riscos de distorção relevante para, em seguida, estabelecer o nível de risco de detecção aceitável. O auditor deve ter em mente que: A) controles internos eficazes contribuem para elevar o risco de controle; B) controles internos eficazes podem eliminar o risco de controle; C) quanto maiores forem os riscos de distorção relevante, menor será o risco de detecção; D) os riscos de distorção relevante no nível da afirmação têm dois componentes: o risco inerente e o risco de auditoria; E) procedimentos de auditoria bem desenhados e adequadamente aplicados contribuem para redução do risco inerente. 9. (FGV – TÉCNICO DE ARRECADAÇÃO SEFAZ AM - 2022) O risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Um de seus componentes é o risco de controle, que representa o risco A) de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada, quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. B) de que a pessoa ou a organização com a responsabilidade de supervisionar de forma geral a direção estratégica da entidade e obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade, não corresponda ao perfil desejado. C) de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções. D) relacionado à suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, um saldo contábil ou uma divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados. E) de que a distorção que pode ocorrer em uma afirmação sobreuma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida, tempestivamente, pelo controle interno da entidade. 10. (FGV – FUNSAÚDE CE – 2021) Leia o fragmento a seguir: Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 28 Risco de ____________________ é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. É uma função dos riscos de ____________________ e do risco de ____________________. Assinale a opção cujos termos completam corretamente as lacunas do fragmento acima. A) auditoria - de distorção relevante - de detecção B) detecção – inerente - de controle C) detecção - de distorção relevante - de auditoria D) distorção relevante – inerente - de controle E) distorção relevante - de auditoria - de detecção Gabarito 1. A 2. D 3. B 4. E 5. D 6. E 7. D 8. C 9. E 10. A Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br 29 BIBLIOGRAFIA BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica. NBC TA 240(R1) – Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude, no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis. Disponível em: . Acesso em 20 de fevereiro de 2021. _______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica. NBC TA 200 (R1) – NBC TA 200 - Objetivos Gerais do Auditor Independente. Disponível em: . Acesso em 20 de fevereiro de 2021. ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São Paulo: Atlas, 2012. ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010. CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo: Atlas, 2016. Tonyvan de Carvalho Oliveira Aula 07 SEFAZ-RN (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Auditoria www.estrategiaconcursos.com.br